Opinião do Presidente
Engano: o saco não é um saco. O oportunismo é que é um saco!
Sr. Alfredo Schmitt, Presidente da ABIEF
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Prezado Associado,
na última terça-feira,
dia 23, assistimos a mais uma ação devastadora contra o nosso setor. O Ministério
do Meio Ambiente (MMA) garantiu total apoio à campanha “O saco é um saco”.
A campanha será veiculada durante seis meses na televisão, revistas e outros
meios de comunicação com o objetivo de estimular donas de casa, jovens e
moradores de grandes cidades a NÃO utilizarem sacolas plásticas.
O que a
campanha esquece de ressaltar é que antes de proibir é preciso ensinar. O anúncio
começa mostrando um consumidor jogando um saco plástico pela janela de um ônibus....
Será que o problema é a sacola ou a falta de educação???
Como digo e já não é de agora, os sacos plásticos não têm pernas, não têm
asas e não têm nadadeiras. Se eles estão em lugar inadequado é por um erro
humano. Na verdade eles são atóxicos e, ao contrário do que a campanha prega,
têm um balanço positivo de sustentabilidade, uma vez que são amplamente
utilizados como sacos de lixo. O que é melhor: reutilizar uma sacolinha de
supermercado para colocar lixo ou jogar o lixo e a própria sacola a céu
aberto?
O outro aspecto que nós, empresários do setor, temos que ressaltar é que hoje
a sacola plástica possibilita o acesso de pessoas mais carentes aos alimentos.
A população que vive longe dos centros urbanos, costuma usar as sacolas para
transportar os alimentos até suas casas. Além disso, se tiverem que comprar os
sacos de lixo – já que não contarão mais com as sacolinhas do supermercado
para tal finalidade – elas deixarão de comprar feijão, arroz, frango,
biscoitos, etc? A resposta é não! Elas jogarão o seu lixo a céu aberto ou,
no máximo, usarão sacos de papel, jornais diversos para embalar seus resíduos
domésticos, que também, por ação da umidade, se romperão, espalhando lixo
pelas ruas, rios e córregos, e contaminando até matas ciliares.
Ou seja, retrocederemos muito em termos de preservação ambiental. Por
outro lado o varejo que está por trás da campanha tem suas marcas próprias de
arroz, feijão e outros produtos de consumo popular embaladas justamente em
sacos plásticos. Que interessante os dois pesos e as duas medidas. E logo para
prejudicar o consumidor que menos pode.
Foi inaugurada com esta propaganda a fase do proselitismo ambiental oportunista.
O saco plástico não é um saco; o OPORTUNISMO é um saco. E cabe a nós, da
ABIEF, mostrar isso para o governo e para a opinião pública.
Obrigado pela atenção.
Alfredo Schmitt, Presidente
Notícias
ABIEF rebate críticas ambientais ao plástico
O foco da participação da ABIEF na Fispal Tecnologia 2009
foi a defesa de uma postura mais pró-ativa em relação à questão ambiental. Para
o Presidente da entidade, empresário Alfredo Schmitt, “o plástico não tem do
que se defender. É preciso sim educar o consumidor final e mudar a opinião
pública, criando uma nova cultura sobre o descarte adequado dos resíduos
plásticos, inclusive das embalagens que de fato têm uma participação ínfima no
lixo sólido urbano.”
Segundo ele, esta pró-atividade deve ser incorporada por
todos os envolvidos na cadeia do plástico – desde a Petrobras, passando pelos
fornecedores de matérias-primas (especialmente resinas), fabricantes de
embalagem e varejo. E o processo de conscientização/educação do consumidor
passa pela difusão das seguintes verdades:
- o plástico é inerte e atóxico e a poluição visual só existe
por conta do descarte inadequado em rios, ruas e matas;
- o plástico não é lixo mas sim matéria-prima valiosa que,
quando reciclada, pode transformar-se inclusive em energia;
- a indústria está pronta para reciclar todo e qualquer
material plástico, basta o governo cumprir sua parte e coletar os resíduos;
- a sacola plástica é o único tipo de embalagem que transporta
1.000 vezes o seu peso.
Sr. Hermes Moura,
Vice-presidente da ABIEF
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A ABIEF também defende o sistema de reciclagem com
recuperação energética que recupera a energia dos plásticos a partir de
processos térmicos. A energia contida em 1 Kg de plástico equivale a contida em
1 litro de óleo diesel. No processo de reciclagem com recuperação energética os
plásticos atuam como o combustível na queima do lixo orgânico e essa energia é
transformada em eletricidade ou calor (energia térmica).
Vale lembrar que a ABIEF é apoiadora oficial da Fispal
Tecnologia que, este ano, completou 25 anos. A Feira reuniu no Anhembi 2.100
expositores e cerca de 60 mil visitantes; o total de negócios a serem gerados
nos próximos 12 meses gira ao redor dos R$ 4 bilhões.
Highlights de Mercado
Extraído da Publicação
“Global Plastics & Polymers Market Report”
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Alta
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Queda
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Ligeira alta
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Ligeira queda
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Neutro
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Estados Unidos
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Demanda
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Preço
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PE
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Os produtores de PE aumentaram os preços em Fevereiro para os compradores que não pagaram o aumento em Janeiro. Houve enfraquecimento de demanda em Fevereiro já que os compradores estavam menos preocupados, que em Janeiro, com a disponibilidade do produto e aumento de preço.
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PP
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Os estoques permancem apertados na América do Norte pelo fato dos produtores estarem trabalhando com baixas taxas de operação. Isto manteve os estoques dos produtores abaixo da média, mesmo com a queda da demanda por artigos duráveis. Os preços ficaram alinhados aos do propileno, aumentando no período Janeiro/Fevereiro. As margens integradas se expandiram; pode haver um aumento adicional no preço em Março.
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Europa Ocidental
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Demanda
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Preço
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PE
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A demanda em Fevereiro foi justa, com os mercados de filme e de embalagem com melhor performance que outros segmentos. As oportunidades de exportação para a Ásia beneficiaram os produtores. Os preços de referência dos contratos de Polietileno aumentaram em Fevereiro. um aumento de preço para cerca de €100 por MT foi anunciado para Março.
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PP
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A demanda de PP está 10% a 15% abaixo do “normal”. Os produtores e traders tiram vantagem das oportunidades de exportação atraentes para a Ásia. Os preços de referência de contratos para PP aumentaram em relação aos níveis de Janeiro. Outros anúncios de aumento de preço para mais de €50 por MT devem ser anunciados em Março, mas os convertedores resistirão.
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Ásia Pacífico
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Demanda
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Preço
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PE
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Os interesses na importação caíram no final do mês já que os traders/distribuidores focaram seus esforços na venda para os usuários domésticos já que os estoques para importação continuaram a crescer desde Dezembro de 2008. Os preços de mercado do PEBDL (por exemplo) aumentaram durante o mês mas começaram a se suavizar no final do mês.
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PP
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Como as importações continuam e os estoques aumentam, os interesses de importação começaram a diminuir durante o mês especialmente desde que os produtores regionais continuaram a pressionar para tentar aumentar ainda mais os preços. A maioria dos esforços dos traders/distribuidores agora estão focados na venda de seus estoques para o mercado doméstico. Os preços do mercado fecharam mais baixos no final do mês.
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