ABIEF comemora 30 anos
em grande estilo
Com a presença de cerca de 150 pessoas, a ABIEF celebrou no dia 28 de maio seus 30 anos completados em dezembro de 2007. O evento, realizado
no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo, foi marcado pelo lançamento oficial do "Guia Setorial 2007/2008
– Edição Histórica" que traz dados
estatísticos e mercadológicos do setor e traça uma retrospectiva da história da entidade a partir de depoimentos de antigos Presidentes, membros da Diretoria
e profissionais ligados a indústrias e entidades parceiras.
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"Procuramos contar esta história com base nas experiências vividas por pessoas que fizeram, fazem e sempre farão parte da Associação", comenta
o empresário Rogério Mani, Presidente da ABIEF. O Guia Setorial traz ainda uma lista completa com o nome de todos os associados divididos por área
de atuação.
O evento da ABIEF teve como ponto alto a palestra da renomada consultora internacional e CEO da Intellichem, Rina Quijada. Sob o tema "Resumo
sobre resinas com input na produção de materiais plásticos", Rina passou uma visão geral da indústria petroquímica mundial e delineou possíveis caminhos
para o setor e seu impacto na área de transformação (ver nas páginas internas).
Ainda no evento, o Presidente da ABIEF prestou homenagens aos antigos presidentes da entidade
– Israel Sverner, Edgard Haddad,
Leonidas Alperowitch e Sergio Haberfeld – e a dois profissionais que contribuíram enormemente para o crescimento do setor e da própria Associação: Jacques Siekierski e
Eduardo Baracat. Rogério Mani, por sua vez, recebeu uma homenagem especial da Brasken entregue pelo seu Diretor Marcelo Mancini.
O evento de comemoração dos 30 anos da ABIEF e de lançamento do Guia Setorial 2007/2008 foi patrocinado pela Braskem, Fispal Tecnologia, Programa
Embala e Riopol; a Petrobras foi apoiadora oficial.
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ABIEF participa de Programa de Consumo Responsável
de Sacolas Plásticas
Com o objetivo de disseminar a cultura do consumo responsável e criar parâmetros para a produção de sacolas plásticas condizentes com as normas vigentes, a ABIEF, juntamente com a Plastivida e com o INP, está
participando do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas que tem como base os 3Rs
– redução, reutilização e reciclagem.
O primeiro passo, como explica o Presidente da ABIEF, empresário Rogério Mani, "foi estabelecer uma espessura mínima de 27 micra (ou 0,027 milímetros) para as sacolas comumente distribuídas nos supermercados do
país". Com a adoção desta espessura, o Programa espera reduzir em 30% o consumo destas embalagens no ponto-de-venda, uma vez que não será necessário utilizar duas ou mais sacolas para suportar o peso da compra. Estima-se
que anualmente sejam utilizadas cerca de 16 bilhões de sacolas plásticas nos supermercados do Brasil.
Em paralelo a esta ação, o setor assinou, no final do ano passado, um Termo de Parceria com a Abras (Associação Brasileira dos Supermercados) e com a Apas (Associação Paulista dos Supermercados) que prevê o uso
exclusivo destas sacolas mais resistentes e em conformidade com a Norma Técnica ABNT 14.937.
De acordo com a norma, o peso, em quilos, que cada sacola suporta também deverá aparecer em destaque a fim de facilitar o cálculo, por parte do consumidor, de quantos produtos poderá carregar. "É preciso deixar claro
que embora as novas sacolas sejam mais caras, o varejo não arcará com custos adicionais, uma vez que encomendará à indústria um volume menor de embalagens", salienta Mani.
O segundo ponto do Programa – reutilização – de fato já vem sendo bastante praticado pelo consumidor final. Uma pesquisa encomendada pelo Programa ao Ibope detectou que 100% dos 600 entrevistados das classes B, C
e D reutilizam a sacola plástica de supermercado como saco de lixo.
"Em relação à reciclagem, o Brasil é um dos países com os melhores índices mundiais", lembra o Presidente da ABIEF. Hoje, a reciclagem mecânica, que permite a criação de novos produtos, é responsável pelo processamento
de 520 mil toneladas de sucata ano (dados de 2007) e emprega, diretamente, 20 mil pessoas. O faturamento desta atividade gira em torno de R$ 1,8 bilhão por ano. "E há muito mais a ser feito. A capacidade produtiva da
indústria brasileira de reciclagem do plástico é sub-aproveitada e o setor convive com uma ociosidade da ordem de 40%." Como solução, Mani cita a implantação de programas de coleta seletiva por parte do poder público.
Outra alternativa bastante viável e que vem sendo aplicada em países como o Japão com bastante sucesso é a reciclagem energética, ou seja, aquela que resulta na recuperação da energia contida nos plásticos por meio
de processos térmicos. Ela distingue-se da incineração por utilizar os resíduos plásticos como combustível na geração de energia.
Segundo a Plastivida, esta alternativa tem potencial para resolver questões ambientais e logísticas, pois não exige a separação do lixo orgânico. Os resíduos que chegam nos aterros embalados em plástico podem ir
diretamente para o processamento, que reduz a massa do material em 70% a 90%, deixando apenas um resíduo inerte esterilizado; a partir dele, produz-se eletricidade.
Vale lembrar que o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas foi apresentado, no final do ano passado, a uma Frente Parlamentar na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Esta Frente, que
reúne 51 deputados, é encabeçada pelo Deputado Orlando Morando.
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