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Ano I julho/agosto 2001 nº 1 Flexíveis serão a bola da vez das embalagensConsiderada a maior feira de alimentos e embalagem da América Latina e a 5ª maior do mundo, a 17ª edição da Fispal bateu todos os seus recordes. Somente a área de Tecnologia & Embalagem gerou negócios da ordem de US$ 3 bilhões nos quatro dias do evento (19 a 22 de junho). Ao todo foram mais de 54 mil visitantes que prestigiaram os 1.926 expositores (1.560 nacionais e 366 internacionais) que apresentaram cerca de 7 mil itens em 35 mil m² de área do Parque de Exposições do Anhembi, em São Paulo. A Feira serviu para pontuar também as bolas da vez da indústria de embalagens: os flexíveis, como os stand-up pouches, e os sistemas eletrônicos de marcação e identificação de produtos, como as smart tags (etiquetas inteligentes). Segundo Jorge Izquierdo, Diretor do PMMI (Packaging Machinery Manufacturers Institute) para a América Latina, estes dois segmentos serão impulsionados especialmente pela demanda crescente das indústrias de alimentos e de produtos de higiene pessoal.
Pela primeira vez a ABIEF participou da Fispal com um estande de 40 m². Além da participação institucional, das 143 empresas associadas à ABIEF, 62 participaram da Fispal 2001 no estande da Associação e outras 23 participaram com estande próprio. A seguir algumas novidades apresentadas pelas empresas expositoras.
Saco com chaminé
O saco serve para revestir esta caixa de forma a ocupar toda a sua área. Graças à "chaminé", que possibilita o enchimento externo do saco, tem-se um ganho de 10% ou mais no volume total de produto colocado na caixa. Após o enchimento do saco pela "chaminé", o mesmo é amarrado com um lacre plástico. (Embaquim – www.embaquim.com.br)
Mais opções em flexíveis
Novo filme com memória agita mercado europeuRecentemente o mercado europeu de filmes plásticos foi agitado por um lançamento inusitado, o twistlock, um novo material que garante que sacos possam ser completamente fechados com uma simples torção. O lançamento da britânica Supreme Plastics pode suportar até 2,5 quilos de produto, mesmo com o saco colocado de cabeça para baixo. A nova estrutura é recomendada para alimentos, especialmente os congelados. A memória do novo material possibilita ainda que o saco seja aberto e fechado várias vezes, sem prejuízo de suas propriedades.
Mais informações pelo e-mail: m@lpack.totalserve.co.uk .
ABIEF leva
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Um recente estudo divulgado pela Abiquim (Associação Brasileira das Indústrias Químicas) mostra que a produção de resinas termoplásticas – PEBD, PEAD, PEBDL, PP, PS, PVC, PET e EVA – cresceu 3,8% entre 1999 e 2000, passando de 3,5 milhões de toneladas para 3,8 milhões. De todas as resinas, o EVA foi a que teve aumento mais significativo: 25,9%, ou seja, 46,5 mil toneladas em 2000 contra 37 mil toneladas do ano anterior.
Mas a demanda brasileira ainda é assistida, em grande parte, pelas importações. A compra de resinas no mercado externo cresceu mais de 33% no ano passado. O interessante é que as exportações brasileiras também aumentaram, passando de cerca de 570 mil toneladas em 1999 para 702 mil toneladas em 2000 (um aumento de pouco mais de 23%).
A pesquisa mostra ainda que, nesse mesmo período, o consumo aparente de resinas cresceu 9,4%, chegando à casa das 3,8 milhões de toneladas. Este números levam a concluir que o consumo per capita de resinas no país também registrou um salto de mais de 8,5%, esbarrando nos 23 Kg por habitante.
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fonte: Revista Reviplast |
Em 1999, as embalagens plásticas foram responsáveis pelo consumo de 13,6 milhões de toneladas de resinas, ou seja, 48% de toda a produção européia. A participação, por tipo de resina, encontra-se no gráfico ao lado.
A extrusão continua sendo o processo de transformação mais usado na Europa.
Dos cinco países pesquisados pela Ulade (União Latino-Americana de Embalagem), a Argentina é o campeão na participação dos plásticos no universo das embalagens, com 58,4%. O segundo país é o Chile onde as embalagens plásticas têm uma participação de 38,3% no universo global das embalagens. Em seguida vêm Brasil, com 29%, México com 26,2% e Colômbia, com 21,5%.
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Recentemente foi anunciada a criação de uma nova empresa de pouch cujo foco será justamente o mercado latino-americano. Fruto da união da Kapak Corporation (líder nos EUA na produção de pouches pré-formados) com a Gipsa (conhecida no México por sua expertise em impressão flexográfica e estruturas diferenciadas), a nova Gipak produzirá uma grande variedade de pouches, incluindo os tipos stand-up, pré-formado, retort e com bocal e acessórios. A produção será numa planta de 64.500 m² na cidade de Guadalajara. (
www.gipsa.com.mx ou www.kapak.com)Em comparação com o resto do mundo, o consumo per capita de massas no Brasil ainda é muito pequeno – 5,5 Kg/ano (13° lugar no ranking mundial) contra o país campeão, a Itália, com 28,2 Kg/ano e o segundo e terceiro colocados, respectivamente, Venezuela (12,7 Kg/ano) e Tunísia (11,7 Kg/ano). Para a indústria de embalagens flexíveis este parece ser um nicho potencial de mercado. E por que não explorar mais este potencial aproximando-se da Abima (Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias)? Recentemente a entidade elegeu um novo presidente para o biênio 2001/2003, Aluísio Quintanilha de Barros. Os planos do novo presidente incluem o incentivo deste consumo per capita, aumentando-o em 38% até o ano 2003. (
www.abima.com.br)Estudos recentes mostram que 1/5 dos clientes de uma empresa a trocam pelos concorrentes ano a ano. Em função desta "crise de fidelidade", algumas empresas de consultoria já falam de marketing inteligente, trabalhando em duas frentes: fidelização de clientes ativos e aquisição de novos.
O programa começa com a construção de um banco inteligente de dados de clientes. Depois passa para o planejamento e implementação das ações de marketing dirigido, seguido da análise do retorno. Uma coleta contínua de dados possibilita o gerenciamento e a comunicação bem estruturada com os clientes.
Estima-se que até o ano 2005 o processo de impressão flexográfica terá superado o processo offset. Este avanço será sustentado pelos sistemas de pré-impressão digital que eliminam as chapas. Confira os números.
Evolução da participação dos processos
de impressão no mundo
| Processo | 1998 | 2000 | 2005 |
| Offset | 45% | 40% | 36% |
| Flexografia | 28% | 32% | 39% |
| Rotogravura | 20% | 18% | 15% |
| Outros | 7% | 10% | 10% |
De todos os tipos de embalagens primárias utilizadas pela indústria de medicamentos nos EUA, os pouches e strips são os que mais vêm aumentando sua participação anual. Entre 1998 e 2003 estima-se que a utilização destas embalagens cresça uma média de 4,4% ao ano. Os líderes em crescimento de participação ainda são os blisters com 5,3% ao ano nesse mesmo período.
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Valor agregado
Depois de dois anos de pesquisa e desenvolvimento, a gigante
norte-americana General Mills finalmente lançou sua tradicional
farinha de trigo Gold Medal em sacos plásticos refecháveis (com
zip). Embora a embalagem pareça ser simples, o responsável pelo
seu desenvolvimento, George Tuszkiewicz, explica que o principal
desafio era criar um pacote que não escorregasse nas prateleiras no
ponto de venda. A saída foi aplicar ao filme um revestimento que o
deixa menos escorregadio.
Outro desafio era garantir que o zip e as propriedades barreira do filme manteriam a integridade do produto no ponto de venda e durante o consumo. As propriedades devem evitar tanto o ganho quanto a perda de umidade do produto. (
www.generalmills.com)
Vencedora do prêmio da Associação Européia de Metalização,
a embalagem do café Dubois utiliza um novo filme metalizado que
substitui, com vantagens, a estrutura antiga de 4 camadas. O novo
filme (OPP metalizado/OPP/ PE) pesa cerca de 102 gramas/m² e
garante ao produto uma shelf life maior, além de economizar
no uso de material de embalagem. A empresa responsável pela
metalização foi a Exxon Mobil Chemical Films. (
A Supreme Plastics (Reino Unido) lançou uma linha de zip, a
Keyseal, que aumenta as propriedades de selagem além de ser mais
eficiente nas máquinas de form-fill-seal. O novo produto
incorpora uma camada selante de última geração que aumenta a
eficiência da produção, reduzindo o tempo de selagem do zip na
embalagem.
O Keyseal foi projetado para trabalhar em máquinas convencionais que tenham sido adaptadas com o sistema de retrofit. Além de reduzir os custos com o material, o fato da bobina de zip ser mais estreita, permite um volume maior de material numa mesma bobina, reduzindo as paradas de máquinas para troca de bobina. (
www.supremeplastics.com)
A Chris Craft (EUA) já está fornecendo ao mercado uma solução
para o embalamento de dois produtos cuja utilização é conjunta
mas que o armazenamento deva ser feito separadamente. Trata-se de um
pouch duplo, produzido em filme solúvel em água (polivinil
álcool (PVOH)). Os dois pouches se dissolvem à mesma taxa,
permitindo que as duas substâncias entrem em contato
simultaneamente, na dosagem correta.
O volume da embalagem pode ir de pouquíssimas gramas até 1.000 gramas e o filme pode ser processado em máquinas contínuas de form-fill-seal. A embalagem final possui uma solda central, com orientação horizontal ou vertical, para separar os pouches.
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Este
espaço está reservado para a
divulgação de sua empresa!!!
Se a sua empresa, associada da ABIEF, tem um novo produto, um novo serviço, um novo cliente ou está encabeçando alguma nova estratégia de negócios, nos comunique para que possamos pautá-la para as próximas edições do FLEX.
Ligue para (11) 3845-6011 ou mande um e-mail para
abief@abief.com.br dando a sua sugestão de matéria.
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Os números apresentados pelo Duales System, órgão alemão responsável pelo gerenciamento do sistema de reciclagem de materiais no país (Green Dot ou Ponto Verde), provam que, definitivamente, as embalagens plásticas não são o vilão contra o meio ambiente. No ano passado, das 612 mil toneladas de plásticos transformadas em embalagens na Alemanha, mais de 570 mil toneladas foram recicladas (o equivalente a quase 93%).
Além disso, agora o sistema alemão está trabalhando com o conceito de eco-eficiência. A pergunta básica que norteia esta nova tendência é: quanto de energia primária pode ser economizada pela reciclagem de embalagens plásticas em comparação à produção de novos itens? Ao responder esta pergunta, os cientistas podem otimizar o sistema existente, criando uma nova orientação para suas ações.
No universo global de embalagens, a Alemanha também é líder em reciclagem na Europa, com 63% do índice total. Em seguida vem a Bélgica que recicla 62% de todas as embalagens comercializadas no país e a Áustria com uma taxa de reciclagem de 61%. O país com o índice mais baixo é Portugal, com 3%; a Espanha não possui dados contabilizados.
Mais informações no site:
www.gruener-punkt.de
| Edição e Redação: LDB Comunicação Empresarial. Tel.: (11) 3672-3366. E-mail: ldbcom@originet.com.br. Editora Responsável: Liliam Benzi – Mtb 19.352. Projeto Gráfico, Diagramação e Ilustrações: Saulo Pacheco. Tel.: (11) 3061-2231. E-mail: formato.sp@terra.com.br . Fotos da tarja superior: Macarena Lobos. Tel.: (21) 2245-2213. |