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Ano I – setembro/outubro 2001 nº 2 ABIEF promove encontro com cliente e fornecedorDuas boas notícias: o presidente da Abima aposta no crescimento do setor de massas e o representante da Polibrasil tranquiliza os convertedores sobre o fornecimento de PP nos próximos anos. Dando início à programação de Encontros que serão realizados mensalmente em São Paulo, a ABIEF reuniu cerca de 50 empresários no dia 27 de setembro, no Hotel Meliá, para assistirem às palestras "O mercado de massas alimentícias", dada por Aluísio Quintanilha de Barros, presidente da Abima (Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias) e "Como o mercado de resinas está se preparando para atender a seus clientes", dada por José Ricardo Roriz Coelho, Diretor Comercial da Polibrasil.
A principal conclusão extraída da palestra da Abima é que o mercado de massas, entenda-se basicamente macarrão, tem um grande potencial de crescimento no Brasil. Segundo Quintanilha, enquanto o consumo per capita na Itália é de 28 Kg/ano, no Brasil ainda estamos em 5,5 Kg/ano. A Itália também é o maior produtor mundial, com 2,9 milhões de toneladas ano. Já o Brasil é o 3° no ranking de produção mundial com 935 mil toneladas em 2000; os EUA ocupam o 2° lugar, com 1,2 milhão de toneladas/ano. Para este ano, a Abima prevê uma produção igual à do ano passado (935 mil toneladas). Já em relação ao consumo per capita, a Associação espera atingir a marca de 7,5 Kg/ano até 2003; hoje o Brasil é o 13° no ranking mundial de consumo per capita. Neste cenário, a massa seca continua sendo a grande vedete, com uma participação de 84,8% no mercado; as massas frescas participam com 2,7%, as instantâneas com 9,4% e os pratos prontos com 3%. Quintanilha aposta no crescimento dos produtos com valor agregado. Para isso ele alerta sobre a necessidade de ter embalagens compatíveis com este novo posicionamento. "Na composição de custos de um macarrão, a embalagem chega a representar cerca de 20%; 70% são os custos da farinha e 10% o de outros ingredientes." Fornecimento de PP está garantido
Já a principal mensagem deixada por José Ricardo Roriz Coelho, da Polibrasil, no Encontro da ABIEF é que os convertedores de filmes de PP (polipropileno) não têm o que temer: o fornecimento do material está garantido. A própria Polibrasil estará inaugurando em 2002 uma nova planta em Mauá (SP) com capacidade para 300 mil toneladas/ano. A empresa se coloca hoje como uma das 10 maiores fabricantes mundiais. De modo geral, o consumo de PP no Brasil tem evoluído ano a ano. De 1990 a 1999 o crescimento ficou na casa dos 10,4%; para o período de 2000 a 2003 espera-se um crescimento de 11%. Os filmes hoje têm uma participação de 19% no mercado total; o PE (polietileno) continua sendo a resina mais empregada na produção de filmes, com 30% de participação. "Para se ter uma idéia, o consumo per capita de PP no Brasil ainda é de 0,4 Kg/ano, o que é um índice muito baixo", explica Roriz. Segundo ele, somente o mercado norte-americano de filmes de PP é maior que todo o mercado brasileiro de PP. "Apenas 4% das empresas brasileiras convertedoras consomem mais de 2.000 toneladas/ano; a maioria das empresas nacionais – mais precisamente 50% delas – consome menos de 500 toneladas/ano o que significa aproximadamente 40 toneladas/mês."
Encontro regional aproxima cadeia produtiva
Com a presença de mais de 50 empresários goianos, a ABIEF realizou o seu 1° encontro regional no dia 14 de agosto na sede da Federação das Indústrias de Goiás, em Goiânia. Além de discutir o novo posicionamento da cadeia de embalagem plástica flexível, reunindo fornecedores e usuários de embalagem e de matéria-prima, o evento consolidou-se como uma oportunidade para a Associação conhecer mais a fundo seus sócios locais e os mesmos conhecerem as propostas da nova Diretoria para o biênio 2001/2003. As discussões sobre a cadeia produtiva foram conduzidas pelo Diretor Comercial da Politeno, Hélio Viveiros, pelo representante da Arroz Cristal, Marcos Vinícius, e pelo presidente da ABIEF, Sergio Haberfeld. Haberfeld espera dar continuidade a estes encontros regionais; o próximo deverá ser realizado, ainda este ano, no sul do país.
Sua embalagem tem solvente residual?Uma das grandes preocupações do fabricante de embalagens plásticas flexíveis para alimentos é sem dúvida a existência de solventes residuais no material que possam migrar para o produto, contaminando-o. A forma mais eficiente para evitar este problema é o controle adequado do processo de fabricação destes materiais. Dentre os vários métodos de controle, um dos mais utilizados e também dos mais caros, é o "headspace" que consiste na destilação direta dos voláteis por aquecimento e sua posterior identificação e quantificação. De acordo com a norma brasileira para extração de voláteis (baseada no padrão britânico), o material deve ser levado a uma temperatura de 120°C por 20 a 30 minutos. Não existe um limite máximo de solvente residual; este limite varia de acordo com a sensibilidade de cada alimento. Mas sabe-se que os alimentos com aroma suave e os gordurosos são os mais suscetíveis a alterações de odor, aroma e sabor. Sabe-se também que dos solventes usados hoje em impressão e laminação, os mais críticos são o acetato de etila, metil-etil-cetona, acetato de isopropila e tolueno.
Entendendo o tratamento por plasmaPor apresentarem superfícies quimicamente inertes, não porosas e com baixa tensão superficial, os filmes plásticos são freqüentemente submetidos a tratamentos superficiais. Entre estes tratamentos, hoje destaca-se o feito por plasma, ou seja, uma ionização elétrica de um gás que possibilita o tratamento das duas faces do substrato. As principais vantagens do plasma são o maior nível de tratamento, a manutenção do tratamento superficial por mais tempo, a baixa degradação da morfologia superficial e a não necessidade de tratamento na face reversa do substrato. Ele foi desenvolvido para ser aplicado em filmes que serão submetidos ao processo de metalização, melhorando a ancoragem da camada de alumínio e consequentemente sua barreira a gases e a vapor d’água.
ABIEF na K’2001
A ABIPLAST também estará presente na K’2001 com um estande no Pavilhão 12, Rua C, nº 39. A Associação aproveitará a oportunidade para divulgar a Brasilplast 2003, maior feira brasileira do setor e 3ª no ranking mundial, agendada para março de 2003, em São Paulo.
Oportunidades (virtuais) de negóciosComo não dá mais para pensar em fazer negócios sem o uso de uma ou mais ferramentas virtuais, selecionamos alguns sites de fornecedores de matérias-primas que podem facilitar o dia a dia de sua empresa. Confira. 3M do Brasil – www.mmm.comb
Restrições à importação de PVCEm meados de setembro, empresários do setor de transformação de plástico se reuniram no Sindiplast (Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo) para discutir a possibilidade de não terem PVC suficiente para manter o seu ritmo de produção ou de serem obrigados a pagar bem mais caro para importar a resina. A preocupação surgiu a partir de uma informação de que a Abivinila (entidade que congrega produtores de resinas de PVC) teria solicitado ao governo a abertura de um processo para aplicar uma proteção alfandegária adicional contra diversos países asiáticos, europeus e sul-americanos que exportam PVC para o Brasil. Os transformadores lembraram ainda que já existe um processo semelhante que aplica tarifas adicionais contra fornecedores de PVC dos Estados Unidos e do México. Eles alertam que "se as restrições forem estendidas para outros fornecedores internacionais, os transformadores nacionais que consomem PVC terão que reduzir sua produção ou elevar os preços para compensar o aumento dos custos da importação". Segundo o presidente do Sindiplast e da Abiplast, Merheg Cachum, a produção nacional de PVC é insuficiente para suprir a demanda interna. Estudos mostram que o Brasil consumiu, no ano passado, 731 mil toneladas de PVC e produziu 648 mil, com um déficit de 11,4%. No primeiro semestre deste ano o déficit aumentou para 12,38%; foram consumidas 331 mil toneladas e a produção ficou em 290 mil.
Flexíveis em alta na América LatinaUm estudo realizado pela revista colombiana Conversion detectou que no ano 2000 os 50 maiores fabricantes de embalagens plásticas flexíveis da América Latina registraram um aumento de 17,2% em suas atividades. Este grupo faturou cerca de US$ 1,9 bilhão; a média de vendas de embalagens flexíveis, por empresa, foi de US$ 28,5 milhões. As 50 empresas também foram responsáveis pela transformação de 367 mil toneladas de materiais (uma média de 7.803 toneladas por empresa). Abaixo a classificação das 10 maiores empresas entre as 50 pesquisadas.
Mais pãoLíder no segmento de pães integrais no Brasil, a Wickbold adquiriu, por R$ 4,5 milhões, um maquinário que permitirá aumentar sua produção, passando de 20 para 40 toneladas/dia. Em resumo: fabricantes de embalagem preparem-se para vender mais!!!!
Fusão de líderesRecentemente a Chris-Craft Industries e a News Corporation (ambas norte-americanas) se fundiram criando a MonoSol LLC, cujo objetivo é abocanhar uma parcela ainda maior do mercado de filmes solúveis em água, com ênfase ao segmento de produtos de limpeza doméstica. Com a fusão a empresa aumentou sua capacidade de produção em 40%; um aumento de mais 20% está previsto para janeiro de 2002. Hoje os filmes solúveis em água da marca MonoSol® são distribuídos em todo o mundo. ( www.monosol.com )
Máquinas globalizadasA STE Packaging Engineering, do Grupo STE, adquiriu 75% da Univerpack, fabricante de máquinas verticais para embalagens flexíveis (ambas empresas são espanholas). O objetivo da compra é oferecer ao mercado soluções globais em máquinas para embalagem; a Univerpack é espe-cializada na construção de máquinas verticais para sachês com 3 soldas e para sachês do tipo "stick pack", para as indústrias de alimentos, produtos farmacêuticos e cosméticos. (ste.hffs@servitem.com )
Lanche rápido.....e lucrativoVocê sabia que hoje os biscoitos já estão presentes em 97% dos lares brasileiros? Não é à toa que existem cerca de 500 fabricantes no país, normalmente com mais de uma marca cada. Por um lado esta realidade de expansão bate na indústria de embalagem plástica flexível como uma grande oportunidade de negócios. Por outro, com a proliferação dos fabricantes e a redução do preço final para garantir competitividade, as margens dos fornecedores de embalagem ficam igualmente espremidas. Mas lembre-se: soluções inovadoras e que diferenciem o produto no ponto de venda sempre são bem vindas e ajudam a agregar valor ao produto e, consequentemente, à embalagem. Um bom exemplo foi o desenvolvimento dos filmes monocamada, como os de BOPP (polipropileno biorientado), que estão desbancando as estruturas laminadas.
Mais adesivos, sempre.Um estudo publicado pela Henkel Loctite Adesivos mostra que, em 1998, o mercado mundial de adesivos movimentou cerca de US$ 20 milhões. Deste total, a maior participação foi da indústria de embalagem, com 21%. Por tipo de adesivo, a participação é a seguinte: base aquosa, 44%; hot melts, 21%; com solvente, 14%; reativos, 10%; e outros, 11%. ( www.henkel.com.br ou adesivosindustriais@henkel.com.br )
Por Liliam Benzi, especial de Las Vegas (EUA). Mesmo em meio à desordem generalizada provocada pelos atentados
nos Estados Unidos, a
Agregando valor ao pouch
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Dois importantes acontecimentos marcaram as atividades da SOL PP, uma empresa do Grupo SOL especializada em embalagens plásticas flexíveis: a aquisição da Label Tech e o fechamento de um contrato de licenciamento com as italianas Mater-Bi e Idroplast. Como conta Rogério Mani, Diretor Comercial da empresa, a aquisição da Label Tech permitirá à SOL PP entrar definitivamente no segmento de rótulos em BOPP dos tipos roll label e magazine. "Este é um mercado que vem crescendo muito especialmente junto a indústrias de bebidas, como os refrigerantes, águas minerais e sucos".
Já os contratos de licenciamento firmados com a Mater-Bi e com a
Idroplast permitirão à SOL PP fabricar localmente,
respectivamente, filmes biodegradáveis e filmes
hidrosolúveis." Hoje os filmes biodegradáveis e solúveis em
água já são muito usados na Europa na fabricação de
embalagens." Ambos os materiais são 100% biodegradáveis e
compostáveis, completa Mani.
Com uma capacidade anual de transformação de 6 mil toneladas de polipropileno e de poliestileno, a SOL PP já planeja investimentos futuros em novas tecnologias que permitam diversificar ainda mais sua produção. Com o que dispõe hoje, a empresa atende basicamente às indústrias de alimentos, confecção, bebidas e produtos de higiene e limpeza. O Grupo Sol, que existe há 18 anos, atua também nas áreas de injeção (UD e móveis) e raschell (telas para sombreamento agrícola e sacos). Ao todo o Grupo Sol possui seis fábricas, três no estado de São Paulo e três na Bahia.
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