Ano I – novembro/dezembro 2001         nº 3 

ABIEF inaugura nova sede

  

Mais de 50 empresários do setor
compareceram ao coquetel de inauguração da
nova sede da ABIEF, em novembro.

No dia 21 de novembro a ABIEF inaugurou sua nova sede em São Paulo. O coquetel contou com a presença de mais de 50 empresários do setor, bem como representantes de associações e de entidades ligadas, direta e indiretamente, à indústria de embalagens plásticas flexíveis.

Como explica Sergio Haberfeld, presidente da Associação, a idéia é que a nova sede possa servir de palco para a realização de eventos como Cafés da Manhã, seminários, workshops e, claro, a reunião mensal de Diretoria e de Conselho. Para tanto, a nova sede conta com um anfiteatro com capacidade para 60 pessoas.

As novas instalações da ABIEF também estão à disposição dos associados, especialmente os de fora de São Paulo, que necessitem de um local para realizar reuniões de negócios com clientes ou fornecedores. A utilização das salas de reunião da Associação para este fim deve ser previamente agendada.

 

ABIEF
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2.081, 3º andar, cj. 32
01451-923 – São Paulo – SP
Tel.: (11) 3032-4092  –
  Fax: (11) 3032-2021.

  

 

Palavra do Presidente

Produtividade: a melhor receita contra a crise.

Se o mundo do plástico está vivendo o início de uma crise, certamente os empresários do setor já perceberam que ficar parado não é a melhor alternativa. A K 2001, realizada em Düsseldorf (Alemanha) entre os dias 25 de outubro e 1º de novembro, foi um excelente exemplo. Se pudéssemos resumir a feira em uma palavra, ela seria "produtividade".

Como consenso geral, os fabricantes de máquinas e equipamentos que expuseram na K, ocupando 12 de seus 17 pavilhões, centraram todas as inovações em aumento e flexibilização da produção. Máquinas totalmente elétricas e completamente automatizadas foram a tônica do evento que acontece a cada três anos e que é considerado o mais importante do mundo no setor. Como diz seu organizador, a Messe Düsseldorf, "perder uma K significa perder três anos de desenvolvimentos".

Outra opinião comum entre os cerca de 200 mil visitantes (12% a menos que na edição anterior em 1998) e 2.885 expositores (8% a mais que em 1998), dos quais nove empresas brasileiras, é que as principais tendências do mercado mundial de plásticos podem ser resumidas em redução de custos, acompanhamento das mudanças na cadeia de suprimento (suplly chain), redução na estrutura de vendas e globalização de clientes e de fornecedores.

Pela primeira vez em sua história, a ABIEF esteve presente à K com um estande próprio. Além de servir de QG para os tantos empresários brasileiros que circulavam pela feira (dados oficiais apontam para 2.500), nosso objetivo com esta participação foi dar o primeiro passo rumo à promoção mundial da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis.

Aproveitamos ainda para encontrar jornalistas e formadores de opinião e captar as principais novidades apresentadas no show. Nesta edição do FLEX aqueles que não puderam comparecer à feira, poderão ter uma boa idéia do que foi apresentado e preparar-se para enfrentar os novos desafios que prometem vir em função da crise econômica mundial e da instabilidade política e social gerada pelos ataques terroristas aos EUA.

Sergio Haberfeld Presidente
  

   

2 em 1: um conceito a ser desenvolvido no Brasil.

Na onda da inventividade, a empresa belga Two Bags in One, em parceria com a alemã Schmidt, promete colocar no mercado, já em fevereiro de 2002, uma máquina para produzir sacolas plásticas de PEAD (polietileno de alta densidade) que, após o uso, podem ser transformadas em sacos de lixo. Trata-se da "2 bags in 1" cujo protótipo foi apresentado em primeira mão na K 2001.

Segundo o fabricante a máquina terá capacidade para produzir entre 80 a 100 sacolas/hora ou seja, cerca de 25 milhões de unidades/ano (estima-se que cada consumidor utilize entre 1 a 2 sacos de lixo por semana). "A idéia é licenciar no máximo duas empresas em cada país com esta tecnologia para que não haja uma concorrência tão grande e elas possam valer-se da exclusividade", analisa Dirk De Witte, gerente geral da empresa que prefere ainda não divulgar o preço do novo equipamento.

Segundo ele, uma recente pesquisa realizada com consumidores das cadeias de supermercados mais importantes da Bélgica mostrou que 24% deles já usam as sacolas como sacos de lixo e que a idéia de ter uma sacola que se transforme em saco de lixo é vista como prática por 34% dos entrevistados e ecologicamente correta por outros 27%. Em resumo, 93% deles consideram a idéia boa.

Mas e como fica a questão preço, pois inicialmente as sacolas 2 em 1 seriam vendidas nos caixas do supermercado? 45% dos pesquisados dizem que a compra dependeria do valor pago hoje pelos sacos normais de lixo; já 38% concordam em pagar ate US$ 2,3 por cada sacola (hoje cerca de 12% desses consumidores pagam entre US$ 2 a US$ 2,5 por cada sacola; outros 5% pagam entre US$ 2,7 a US$ 5).

O tamanho da sacola é outro item indefinido. 41% dos entrevistados dizem não saber o tamanho ideal; apenas 33% preferem os sacos de 50 litros e 15% os de 100 litros. O fato e que, independente do tamanho, a idéia e excelente e poderia ser perfeitamente explorada por um convertedor brasileiro que esteja disposto a investir em um produto realmente inovador e com um valor agregado considerável. Claro que, no Brasil, como não existe o hábito de se comprar sacolas nos supermercados, o novo produto poderia ser introduzido dentro do conceito de promoção ou brinde das próprias redes de supermercados ou algum de seus grandes fornecedores.

 

Inovações prometem otimização da produção

Na busca por produções mais sofisticadas e cada vez mais precisas, os fabricantes internacionais estão dando uma importância considerável aos equipamentos periféricos. Esta importância teve reflexos na K 2001 onde, pelo menos, 2 dos 17 pavilhões foram ocupados por estes fabricantes e suas inovações.

No estande da norte-americana Isra Vision Systems – www.isravision.com – por exemplo, a vedete foi o sistema totalmente automático de inspeção de filme flat em linha. Com a combinação de uma técnica de gravação de imagens e o cálculo de mais de 70 características por defeito, o sistema garante uma classificação detalhada dos mais variados problemas. A velocidade do sistema pode atingir 40 mil leituras/segundo; no caso de materiais revestidos as taxas de inspeção são superiores a 400 metros/minuto.

A Raytek lançou um 
termômetro miniatura com
comunicação digital.

Na área de medição, a alemã Raytek – www.raytek.de – lançou o primeiro termômetro infravermelho, portátil, com laser circular para filmes plásticos. O novo MXP3 tem um comprimento de onda de medição de 3.43 um. Os 16 feixes individuais de laser marcam claramente a área cuja temperatura deve ser medida; a precisão da medição é de 1%.

O equipamento pode trabalhar com um alarme acústico ou visual que indica quando a temperatura excedeu os limites mínimos ou máximos pré-estabelecidos; o range de temperatura vai de 100°C a 350°C. Outro acessório apresentado pela Raytek foi o termômetro miniatura que agora conta com uma comunicação digital.

Ainda na área de medição a alemã Mettler-Toledo apresentou um novo sistema para medir substâncias voláteis geradas durante o TG e que podem aumentar a perda de massa do produto final. O sistema TGA/SDTA851e possibilita uma interface otimizada entre dois instrumentos.

   

Pouches e bolsas, um 
capítulo à parte.

A Thimonnier detém a marca Doypack para stand-up pouches.

Máquina formadora de bolsas médicas de materiais que não PVC

As bolsas de não PVC são usadas principalmente para soluções parentais e diálise.

Criadora da marca Doypack de stand-up pouches, a francesa Thimonnier – www.thimonnier.com – aproveitou a K 2001 para apresentar a linha de máquinas SD que formam stand-up pouches e pouches de 3 soldas a partir de filmes laminados. Os equipamentos podem trabalhar de duas formas: com 2 filmes laterais e 2 ou 3 filmes no fundo ou com um filme simples na lateral e 2 filmes no fundo.

A Thimonnier também é reconhecidamente líder européia na fabricação de máquinas para produção de bolsas para uso médico-hospitalar. Para este segmento a empresa lançou um sistema de formação e enchimento de bolsas feitas a partir de materiais que não PVC, usadas principalmente para soluções parentais e diálise. Estas máquinas podem produzir entre 1.000 a 3.600 bolsas/hora e são indicadas para produtos líquidos – químicos, alimentos, médicos ou farmacêuticos – e sólidos – pós, fertilizantes, alimentos congelados e biscoitos..

   

Aumento de produtividade briga com redução de preços

Duas fortes tendências puderam ser percebidas na K 2001 em termos de máquinas. De um lado os grandes fabricantes internacionais, oferecendo aumento de produtividade, redução de custos e flexibilidade de produção. Do outro, fabricantes menores e pouco conhecidos, vindos especialmente de países como Índia, China, Egito e até mesmo Brasil*, cujo ponto forte são os preços competitivos (pelo menos em dólar).

Uma coextrusora para PE fabricada no Egito, por exemplo, estava sendo vendida na Feira por cerca de US$ 116 mil. Estas máquinas, apesar da aparência frágil, garantem níveis de produção e de qualidade compatíveis com as necessidades de uma grande maioria dos convertedores brasileiros.

Já uma grande empresa como a alemã Windmöller & Hölscher (W&H) – www.wuh-lengerich.de – se deu ao luxo de apresentar sua extrusora Varex para filme soprado de 3 camadas com saída superior a 500 Kg/hora, ou seja, 80% a mais do que o normal. Devido a esta capacidade, a máquina teve que ser projetada com um sistema adicional de resfriamento externo do filme (balão), o Multicool D. Outra característica são as roscas de extrusão de baixa temperatura e alta performance que garantem uma perfeita homogeneização.

Durante a K 2001 a W&H extrudou um filme 3 camadas de PEBD com metaloceno na camada externa e 0,2% de masterbatch azul no miolo; o equipamento trabalhou com produções de 500 Kg/hora. O filme produzido é ideal para aplicações em embalagens de produtos sanitários. A empresa também mostrou a nova versão da Filmex para filme cast que pode fazer desde a laminação simples até 7 camadas de filme barreira e cuja saída pode superar 600 Kg/hora.

Ainda entre as grandes, a Reifenhäuser – ww.reifenhauser.com – apresentou uma nova linha de cilindros extrusores com largura 20% inferior e peso reduzido. Num futuro próximo, a empresa espera usar estes cilindros em linhas de coextrusão, extrusoras compactas para laboratórios, mono extrusoras com baixas saídas e extrusoras para reciclagem.

A novidade da canadense Brampton – www.be-ca.com – foi a AquaFrost, uma sopradora de filmes multicamadas resfriada a água para competir com os filmes cast. A transparência do filme produzido a partir deste novo sistema é resultado de taxas mais altas de transferência de calor que minimizam o tempo gasto na extrusão durante a etapa crítica de cristalização, especialmente no caso de nylon. A orientação equilibrada que o Aqua Frost possibilita garante encolhimento igual nas duas direções, reduzindo a distorção no produto final.

 

*Fabricantes brasileiros de máquinas que expuseram na K 2001

  • Feva – Máquinas Ferdinand Vaders

  • Mecânica Wutzl

  • A Carnevalli & Cia

  • Primotécnica Mecânica

  • Imacom Ind. e Com. de Máquinas

   

Nos bastidores da K 2001

Novos players

O mercado mundial de resinas parece estar passando por uma boa chacoalhada. De um lado surgem novas empresas, de outro empresas tradicionais se reestruturam e criam "filhotes". Um exemplo do primeiro caso é o da Lucobit – www.lucobit.com – criada na Alemanha para produzir matérias-primas TPE baseadas em polietilenos e polipropilenos.

Aumento de capacidade

A francesa Atofina – www.atofina.com – anunciou que aumentará sua capacidade de polipropileno na Europa, atingindo 2,1 milhões de toneladas/ano já em 2002 com uma nova planta na Bélgica. Com a fusão da TotalFina e a Elf Aquitaine, a Atofina passa a ocupar o terceiro lugar no ranking mundial de produtores de PP.

O PP tem registrado uma das maiores taxas de crescimento no mundo entre os polímeros commodities. Na Europa a média de crescimento tem sido de 5,2% ao ano entre 1997 e 2001; a previsão é de chegar a 6% nos próximos anos.

Acordo de cavalheiros

A Basell e a ExxonMobil Chemical – www.exxonmobilchemical.com – anunciaram a assinatura de um acordo de pesquisa e desenvolvimento que visa acelerar os desenvolvimentos em tecnologia de polipropileno metaloceno (mPP). O acordo inclui o licenciamento de cada empresa com as patentes do PP metaloceno e know-how. Sob o acordo a Basell também poderá licenciar outras empresas interessadas na tecnologia. Vale lembrar que a ExxonMobil Chemical foi a primeira empresa no mundo a comercializar PP metaloceno em 1995 sob a marca Achieve.

Soluções técnicas

A Rapra Technologies – www.rapra.net – é líder na Europa em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para as indústrias de plásticos e borracha. Criada em 1919 a empresa já conta com 5.000 clientes em todo o mundo e é responsável por uma média de 2.000 projetos técnicos por ano.

   

Na onda dos biodegradáveis

Embora o seu preço ainda não seja dos mais competitivos, alguns convertedores já começam a encarar os materiais biodegradáveis com outros olhos, especialmente se conseguirem enxergar um apelo ecológico e, portanto, institucional. Acreditando neste novo cenário alguns fabricantes internacionais de resina presentes à K 2001 focaram suas ações na apresentação de materiais com esta finalidade.

Este foi o caso da Eastman – www.eastman.com – que introduziu uma nova geração do copoliester Easter Bio composto por tpa + ácido adípico + butanediol; a primeira geração foi comercializada no final dos anos 90. Hoje, o material biodegradável já pode ser processado em equipamentos convencionais para PE, embora recomende-se que sua secagem seja de 4 horas a 65°C. Sua biodegradação aeróbica atende aos padrões ISO 14855 e às diretivas sobre embalagem da Comunidade Comum Européia.

  

As novidades da Clariant em masterbatch acompanham os desenvolvimentos na área de materiais biodegradáveis e de proteção a descargas eletrostáticas.

Para acompanhar os desenvolvimentos em biodegradáveis, a norte-americana Clariant – www.clariant.masterbatches.com – apresentou na K 2001 uma nova linha de masterbatches especifica para estas resinas. O Mater-Bi não afeta as propriedades físicas da resina além de ter um baixo impacto ambiental.

A Clariant também lançou o Cesa, uma linha de masterbatches para materiais anti-estáticos para proteção permanente de ESD (descarga eletrostática). Por não conter carbon black este novo aditivo pode ser usado para produzir filmes transparentes ou semi-transparentes coloridos. Testes em laboratório provaram a viabilidade deste masterbatch em níveis de umidade de 12% por períodos superiores a seis meses.

As novidades para embalagens para óleos e gorduras ficaram por conta das novas resinas modificadas da francesa Atofina – ww.atofina.com. A empresa lançou a Lacqrene 9217 e 9218 com excelente impacto e resistência a rasgo mesmo em baixas temperaturas (inferiores a 40°C), propriedades barreira (em especial a vapor d’água), resistência a stress-craking (superior a 20% do conteúdo de gordura), melhoria da resistência a abrasão e textura mais agradável. Estes dois grades são indicados para embalagens de cremes fresco, margarida, etc e podem ser usados sozinhos ou coextrudados com outros polímeros.

Com os novos materiais Epurex pode-se decorar alças de sutiã, em substituição à impressão convencional, e pode-se produzir emplastros com uma alta taxa de transmissão de vapor d’água.

  

Aplicações diferenciadas – Graças à versatilidade dos filmes elastômeros termoplásticos a Epurex Films, divisão da Bayer – ww.epurex.de – apresentou na K 2001 duas novas opções de uso para estes filmes: alças para sutiãs e emplastros (tipo band aid) que permitem que a pele respire. No caso das alças, o material permite a inserção de elementos decorativos, ao invés da impressão convencional.

Na aplicação em emplastros, a taxa de transmissão de vapor d’água do Pebatex num filme de 15 micron é superior em 50% em relação aos materiais convencionais. Além disso, os filmes Pebatex são resistentes a água, elásticos e resistentes a flex-crack, além de serem laváveis a temperaturas superiores a 60°C.

Para os que buscam novidades na área médico-hospitalar, a holandesa DSM – www.dsm.nl – apresentou o Arnitel, um filme inovador que possibilita a produção de aventais médicos reutilizáveis a um preço bastante competitivo. Outras vantagens são a esterilidade, prova de vírus e conforto oferecidos pelo novo material. Os aventais foram testados em 100 ciclos de lavagem a 95°C, secagem a 135°C e esterilização a 134°C durante 4 minutos.

   

Fispal Tecnologia e Techno Plus, juntas, atendem a vários segmentos.

  

Em 2002, a FISPAL chega à sua 18ª edição com uma proposta muito objetiva: prestar mais serviço por metro quadrado. Isto significa, principalmente, atender à demanda de cada segmento componente do universo de tecnologia e de embalagem, com uma atenção personalizada.

Neste contexto, a junção da Techno Plus – Feira Internacional de Tecnologia para as Indústrias Farmacêutica, Química e Cosmética com a Fispal Tecnologia, ocorrida em 2001, aproximou empresas fabricantes de equipamentos tanto para a indústria de alimentos quanto de farmácia, consolidando a sinergia existente entre estes mercados.

A integração da Fispal com a Techno Plus otimiza a participação de expositores e de visitantes que conseguem realizar seus negócios em um único encontro anual, de abrangência nacional e internacional.

Para a edição do ano que vem, a Techno Plus terá dois novos salões de exposição: o Plus Lab, dedicado aos acessórios e equipamentos para laboratórios e a Plus Ingredients, para atender aos fornecedores de ingredientes.

Propiciar um ambiente de negócios é o objetivo da Fispal Tecnologia, que a cada ano é aprimorado para atender à expectativa do mercado. Em 2002 a Fispal Tecnologia e a 4ª edição da Techno Plus acontecem de 18 a 21 de junho, no Anhembi – SP.

Contate-nos para mais informações: tel. (11) 3759-7090, fax (11) 3759-7165, e-mail fispal@fispal.com ou pelo site www.fispal.com.

 

Edição e Redação: LDB Comunicação Empresarial. Tel.: (11) 3672-3366. E-mail: ldbcom@originet.com.br. Editora Responsável: Liliam Benzi – Mtb 19.352. Projeto Gráfico, Diagramação e Ilustrações: Saulo Pacheco. Tel.: (11) 3061-2231. E-mail: formato.sp@terra.com.br . Fotos da tarja superior: Macarena Lobos. Tel.: (21) 2245-2213.