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Ano II – fevereiro/março 2002 nº 4 Incentivo às exportações é uma das metas do setor
A indústria nacional de transformação de plásticos está enfrentando um de seus grandes desafios: criar uma política de preços que incentive as exportações. Como explica Celso Gusso, vice-presidente da ABIEF, "o primeiro passo a ser dado é reunir toda a cadeia – CAMEX, Ministério da Indústria e Comércio, Petrobrás, centrais petroquímicas, fabricantes de resinas, ABIEF e ABIPLAST – para discutir o assunto". Em almoço com o presidente da Petrobrás, no final de fevereiro, Gusso disse já ter conseguido a participação da empresa. "Agora é uma questão de marcarmos a data do primeiro encontro da cadeia." A exportação é vista como uma das grandes saídas para a queda de demanda do mercado interno de embalagens plásticas flexíveis. O incentivo, segundo o vice-presidente da ABIEF, depende, basicamente, da vontade política de quem tem o poder. Para ele, a indústria nacional tem qualidade e condições mais do que suficientes para competir no mercado internacional. "Precisamos sim é de preços mais competitivos e de linhas de financiamento mais acessíveis." Hoje grande parte das exportações brasileiras de embalagens plásticas flexíveis se dá pelo sistema de "drawback", ou seja, os transformadores importam a resina, a processam localmente e exportam o produto final. A idéia é viabilizar o uso do excedente de matéria-prima que fica no mercado interno e, a partir daí, estimular os transformadores a desfrutarem de uma política de incentivo às exportações.
ABIEF renova contrato com Hamburg Sud Pelo 11° ano consecutivo, a ABIEF renovou o Contrato de Prestação de Serviços de Exportação que mantém com a Cia. Marítima Hamburg Sud. Este contrato beneficia, com redução das tarifas de frete, as empresas que embarcarem seus produtos para a Costa Leste e Golfo do Estados Unidos. Para desfrutar dos benefícios deste acordo, o associado da ABIEF deve solicitar a inclusão do nome de sua empresa no contrato. Quanto mais empresas participarem, melhores serão os preços conseguidos para os fretes. Se a sua empresa estiver interessada em participar entre em contato com Esmeralda, na ABIEF, pelo fone (11) 3032-4092 ou pelo e-mail esmeralda@abief.com.br.
Logística de Exportação é tema de curso"Logística de Exportação" é o tema do curso que a Mission Desenvolvimento Profissional realizará entre os dias 22 e 23 de março (sexta-feira e sábado), das 9h00 às 18h00, na Avenida Paulista, n.º 1009 – 5º andar – sala 02 – São Paulo – SP (próximo ao metrô Trianon Masp). A proposta do evento é incrementar a performance da empresa, fornecendo ao participante uma visão integrada de todo o processo logístico, e permitir a tomada de decisões quanto às melhores alternativas em termos de transporte, armazenagem e estoques das mercadorias a serem exportadas. O palestrante será o economista Dieter Goebel , pós-graduado em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em Engenharia de Produção na COPPE/UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Informações pelos fones 0800-143040 ou 0800-143041, pelo e-mail telemarketing@mission.xom.br ou no site www.mission.com.br .
Desmistificando a impressão digital O sistema já está sendo considerado uma ferramenta estratégica para a indústria de flexíveis agregar valor aos seus produtos. Uma das principais discussões no mundo da impressão de embalagens flexíveis é a viabilidade do sistema digital. Mesmo depois do estardalhaço feito sobre esta técnica em 1995, com o lançamento da primeira impressora da Indigo na Drupa (maior feira mundial de impressão), os investimentos ainda permanecem tímidos. A grande pergunta é: como considerar a adoção do sistema digital se ele é tão limitado em termos de tiragem e de largura de impressão? Como explicam os especialistas este é justamente o erro da maioria dos futuros usuários da impressão digital: transferir para o sistema o que antes era impresso em um processo convencional. Segundo eles, não há nenhum benefício em transferir um trabalho feito em flexografia para o sistema digital, a menos que haja dados variáveis, como no caso de trabalhos promocionais. Além disso, a impressão digital é ideal para pequenas tiragens que, normalmente, não se pagam quando feitas em uma máquina convencional. Por esta característica, também é importante encarar a impressão digital como uma ferramenta de vendas. Convertedores que possuam impressoras digitais podem oferecer aos seus clientes lotes piloto de peças que, futuramente, poderão tornar-se volumes que compensem a utilização da flexografia ou da rotogravura. Os especialistas acreditam ainda que, em pouco tempo, haverá dois tipos de convertedores, os que competem graças à tecnologia digital e os que competem "contra" os que possuem este sistema. A participação do sistema digital na indústria de impressão ainda é pequena. Nos estados Unidos estima-se um número ao redor dos US$ 100 milhões. Mas as estimativas apontam para um crescimento rápido e vertiginoso: já em 2005 pelo menos 20% do mercado estará nas mãos do processo digital. Outra vantagem é a qualidade do produto final. Se considerarmos que de cada 10 consumidores, 7 fazem sua decisão de compra no ponto de venda, e que 70% dos consumidores que tiram o produto da gôndola acabam colocando-o no carrinho, é fundamental ter uma embalagem atrativa do ponto de vista visual. E não restam dúvidas de que o sistema digital, em alguns casos, já supera a qualidade de impressão dos sistemas convencionais. Conheça mais sobre impressão digital nos sites: l www.xeikon.com
(Xeikon America Inc.)
ABIEF leva você à Interpack 2002 Juntamente com a Tristar Turismo, a ABIEF está organizando um grupo de empresários brasileiros para visitar a 16ª Interpack, a maior e mais importante feira de embalagem do mundo, que será realizada no período de 24 a 30 de abril, em Düsseldorf (Alemanha). Estima-se que, nesta edição, a feira que acontece a cada três anos, reunirá mais de 2.500 expositores. Confira os pacotes de viagem que a ABIEF está oferecendo no quadro da página ao lado. Informações com Daniela, na ABIEF, pelo fone (11) 3032-4092 ou pelo e-mail daniela@abief.com.br. Pacotes para a Interpack Opções de data:
O Programa inclui passagem aérea em classe econômica, hospedagem no hotel escolhido, com taxas e café da manhã inclusos, traslado aeroporto/hotel/aeroporto para o grupo, conforme o programa, traslado diário hotel/feira/hotel para a opção de hospedagem em Duisburg, seguro de viagem Top Card Trip para o período do programa, ingresso permanente para visitar a feira, assistência e acompanhamento de funcionários da Tristar Turismo, conforme o programa.
Confirmado adiamento da Argenplas 2002 A Câmara Argentina da Indústria do Plástico (CAIP) confirmou o adiamento da Argenplás 2002 – Feira Internacional de Plástico, a principal feira local do setor, inicialmente agendada para o mês de Abril. A nova data do evento é 18 a 23 de Novembro.
A situação da indústria Recessão econômica e ataques terroristas levam a um fechamento negativo em 2001.
Embora seja o segundo segmento industrial que mais cresce nos Estados Unidos e o quarto maior na economia, a indústria de plástico não fechou 2001 com uma performance muito satisfatória. Um estudo divulgado pela Sociedade da Indústria do Plástico (SPI) apontou para uma queda no volume de produção entre 15% a 20%. "Os fabricantes de máquinas foram os mais atingidos, com quedas variando entre 30% a 40%," explica Donald K. Duncan, presidente da entidade. Segundo ele, para os transformadores, as perdas giraram entre 10% e 20% e os fabricantes de resina foram os menos atingidos, com 5% a 15% de declínio. Em setembro, os produtores de resina já noticiavam um uso de capacidade ao redor dos 78%, seguindo em queda. No caso dos transformadores e produtores de máquinas e equipamentos e dos transformadores, nesta mesma época, a ociosidade já batia os 50%. "Os principais motivos para um quadro tão pouco satisfatório incluem o ciclo de queda na demanda, a extrema pressão pela baixa dos preços, o alto custo das matérias-primas, os altos custos da energia e o fortalecimento do dólar que torna as exportações mais difíceis e facilita a entrada de produtos importados no mercado interno", explica o presidente da SPI. Mesmo com um leve reaquecimento na demanda no final do ano, Donald Duncan acredita que os primeiros sinais de recuperação só aparecerão no final da primeira metade de 2002. Aprendizado à distância Para sanar parte dos problemas do setor, a SPI criou a "Rede de Aprendizado sobre Plásticos - PLN", um programa de aprendizado à distância que oferece, em tempo real, um trabalho interativo de treinamento, via satélite, diretamente do especialista para o pessoal do chão de fábrica.Segundo Donald Duncan, o PLN elimina os gastos com viagem e a perda de tempo. Além disso, as seções de duas horas semanais não chegam a interferir na produtividade do trabalhador. Em alguns casos, o programa é totalmente gratuito pois se utiliza de fundos do governo. Até o final de 2001, o PLN contava com 300 centros de testes espalhados por todo os Estados Unidos. Informações no site: www.plasticindustry.org .
Crise para alimentosAlguns clientes potenciais da indústria de embalagens plásticas flexíveis também amargaram perdas consideráveis em 2001 em função da crise energética. Esse foi o caso da Seara Alimentos, que atua no mercado de carnes processadas e que sentiu o impacto do racionamento de energia logo no início do programa, em junho, quando suas vendas caíram 5%. Dados da ABIA (Associação Brasileira da Indústria de Alimentos) mostram que a produção no subgrupo de congelados, supergelados e desidratados caiu 2,5% no primeiro semestre de 2001 em comparação ao mesmo período de 2000. A indústria de alimentos estima ter fechado o ano passado com um crescimento de até 2,5%; a previsão do início do ano era de 4,5% de aumento. Embalagens líderesDentre uma série de embalagens pesquisadas pela Datamark para a área de produtos farmacêuticos, os envelopes demonstraram ser os mais consumidos – cerca de 2,4 bilhões de unidades. Na área de flexíveis, os sacos e invólucros foram apontados com um consumo de 4,6 milhões de unidades. Quero cocoEstima-se que o mercado de água de coco verde cresça a uma média anual de 30%. Somente no ano passado, a Amacoco Água de Coco da Amazônia, a maior empresa do país e que é detentora da marca Kero-Coco, investiu cerca de US$ 5 milhões numa segunda unidade industrial que gerará 250 novos empregos na região de Petrolina (PE). A pergunta é: diante do volume que este mercado começa a movimentar, não seria interessante desenvolver uma embalagem plástica flexível que alavancasse a entrada do produto nas prateleiras dos supermercados e lojas de conveniência????? Vale a pena conferir....A Coca-Cola continua liderando o ranking das 100 marcas mais valiosas do mundo. Na pesquisa da Interbrand, publicada o ano passado pela revista norte-americana Business Week, a marca foi avaliada em US$ 68,9 bilhões. Em segundo lugar vem a Microsoft com US$ 65,1 bilhões. O McDonald´s é apontado como a 9ª marca mais valiosa, com US$ 25,3 bilhões. Verão mais frioOs fornecedores de embalagens flexíveis para sorvetes devem começar a mirar o mercado de São Paulo com muito mais atenção. Por incrível que pareça, a cidade é líder nacional em consumo per capita: 2 litros por habitante quando a média nacional não ultrapassa 0,89 litro. Nem mesmo o calor carioca consegue bater o recorde paulistano. No Rio de Janeiro cada habitante consome cerca de 1,9 litro. Coelho da Páscoa que trazes.....Nos últimos anos, a Páscoa artesanal vem se revelando um excelente e surpreendente negócio que movimenta milhões de reais e dá, aos pequenos produtores e artesãos, a possibilidade de aumentar consideravelmente seu faturamento. Para se ter uma idéia, os ovos de Páscoa artesanais representam cerca de 50% do movimento do setor de chocolates nesta época do ano. Somente a Cromus Embalagens detém 60% do mercado de embalagens flexíveis para a Páscoa, um mercado avaliado em 500 toneladas.
Aumento de shelf-life
O novo filme solúvel em água da norte-americana Chris Craft – MonoSol XR – possui uma excelente resistência a certos produtos químicos, como formulações à base de ácido e fortes oxidantes, mantendo a mesma maquinabilidade, resistência à selagem a quente e solubilidade de ponto-de-uso. Estas propriedades barreira aumentam o range de produtos que podem ser embalados com este novo filme, incluindo produtos que tendem a causar migração do agente plastificante ou reações químicas adversas, comuns nos filmes solúveis a água convencionais. Este filme já está sendo usado com sucesso pela Fritz-Pak para o embalamento de produtos que entram na formulação do concreto. ( www.monosol.com ) Selagem mais precisa
A norte-americana PDI (Proven Designs Inc.) já está disponibilizando para o mercado a nova máquina de stand-up pouch servo. Seu projeto foi totalmente focado na produção de stand-up pouches refecháveis com apenas um cilindro de solda. O equipamento também possibilita a produção de pouches com duas ou três soldas, com ou sem o dispositivo de abertura e fechamento. O novo sistema baseia-se na redução dos cilindros de ar que, consequentemente reduzem o barulho e, mais importante, reduzem os custos associados à manutenção desses cilindros. ( www.provendesigns.com ) Filme em folhasBoa parte dos especialistas em flexíveis acredita que um novo mercado esteja surgindo para o fornecimento de filmes já cortado em folhas. Se antecipando a esta tendência, a britânica Valmet lançou, no final do ano passado, a cortadora Valmet Film-Master que possibilita o trabalho com uma série de materiais como OPP (papel sintético), filmes de poliéster e de PVC. O grande diferencial do novo equipamento é um sistema especial que elimina os altos custos da guilhotina. ( www.valmet.com ou sales.sheeters@valmet.com )
Pouches para medicamentosConsiderada uma das líderes européias na produção de máquinas para embalagens flexíveis, a francesa Thimonnier (criadora do sistema Doypack em 1962) apresentou algumas novidades ao mercado durante a última K, realizada na Alemanha, em outubro do ano passado. Entre elas, as novas máquinas form-fill-seal para a produção de bolsas não-PVC que utilizam a consagrada tecnologia de selagem por calor e, no caso do PVC, máquinas que utilizam a tecnologia de selagem por rádio freqüência. As principais vantagens destas bolsas para medicamentos em comparação aos frascos de vidro ou de PP (polipropileno) são:
Investimentos diversificam produção da Majicplast
Criada em 1983, a Majicplast Embalagens está apta a produzir embalagens plásticas flexíveis para os mais diversos segmentos e usos. Além dos sacos monocamada, lisos e impressos, a empresa produz sofisticadas embalagens laminadas com barreira. Esta produção foi viabilizada graças a um alto investimento – R$ 2,5 milhões – em equipamentos modernos que possibilitam atender às necessidades de mercados mais sofisticados como os de café, biscoitos, achocolatados, confeitos, snacks e massas. Com estas novas máquinas, a empresa possui uma capacidade de transformação de aproximadamente 400 toneladas/mês. Em sua linha tradicional, a Majicplast também produz bobinas técnicas para empacotamento automático, filmes encolhíveis (shrink) e estiráveis (stretch), sacos valvulados e sacolas promocionais. 85% de toda a produção da empresa são canalizados para o estado de São Paulo. Ainda dentro de sua estratégia de ampliação e diversificação de negócios, a Majicplast continuará investindo no aprimoramento tecnológico e no controle de qualidade, bem como na qualificação e treinamento de seus funcionários. Em abril de 2002, a empresa estará em processo de certificação pela nova norma da ISO 9001/2000. Outra preocupação constante da empresa é com a preservação do meio ambiente. "Todo o esgoto da Majicplast é tratado, contribuindo para não poluir o nosso vizinho, o rio Tietê", completa João Malandrin A Neto, sócio-diretor da empresa.
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