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Ano I – julho/agosto 2002
nº 6
Filmes inteligentes ganham espaço no mercadoA grande maioria dos fabricantes de alimentos não se contenta mais apenas com embalagens que protejam os produtos passivamente. Os filmes plásticos, por exemplo, têm que ser capazes de interagir com o produto extraindo o oxigênio. Para o futuro, espera-se que com os filmes antimicrobiológicos os alimentos também não necessitem mais de preservantes. Esta foi uma das principais conclusões extraídas da apresentação da alemã Wipak Walsrode durante a Interpack 2002. De acordo com a Dra. Claudia Müller, do Departamento de Desenvolvimento da empresa, hoje os filmes plásticos oferecem mais opções além do uso simples como material barreira ou como substrato para a impressão. Um bom exemplo é o filme Combitherm, da própria Wipak, que oferece uma barreira ao oxigênio atmosférico ao mesmo tempo em que possui uma camada interna com "scavanger" que absorve o oxigênio residual de dentro da embalagem.
O segredo é que a barreira não recobre o filme totalmente até 24 horas após a sua transformação. Por outro lado, a barreira base PA só é levemente afetada e se regenera completamente em um curto período de tempo. Como resultado, a vida de prateleira de produtos cárneos é, pelo menos, dobrada, mesmo sem refrigeração. Outra aplicação envolvendo os filmes ativos refere-se a violação da embalagem, proteção contra pirataria da marca e segurança em geral. Como explica a Dra. Müller, filmes com características termocromáticas ou fotocromáticas, que mudam de cor a uma certa temperatura ou com determinada incidência de luz, já foram lançados no mercado. A Wipak também disponibiliza um rótulo especial para embalagens que são esterilizadas. O Steriking é capaz de mostrar se o processo de esterilização foi bem sucedido através de alguns indicadores. Mas a grande vedete fica por conta dos filmes para embalagens antimicrobiológicas que podem acabar com o uso de preservantes em alimentos. "A ação destes filmes é escolhida de acordo com o alimento, sendo que a substância ativa não é tóxica e fica "ensanduichada" entre as camadas de filmes, ou seja, não entra em contato direto com o produto", explica Müller. Segundo ela, o benefício é enorme: a embalagem oferece proteção antimicrobiológica na superfície e o alimento em si se mantém totalmente livre de preservantes. Realidades de mercado Já que a onda é oferecer filmes com propriedades barreira cada vez mais eficientes, a Wipak está disponibilizando para o mercado o Oxyshield OBS 15 um filme orientado de poliamida (nylon) e EVOH. Com uma espessura de apenas 15 micra o novo filme oferece uma excelente barreira a gases, é isento de metais, tem aparência brilhante e altíssima resistência mecânica.
A Wipak também oferece uma linha exclusiva de filmes sem PVC para embalagens de soluções intravenosas. O InfuKing é um filme coextrudado de base poliolefínica, de alta performance, para a produção de embalagens flexíveis padrão. Ele é oferecido em 3 versões: para soluções intravenosas; para soluções intravenosas onde a economia é a prioridade; e o OXYBAR com barreira a oxigênio para líquidos nutrientes de soluções intravenosas e soluções padrão caso se deseje um baixo nível de entrada de ar. Mais informações no site www.wipak.com.
Novo copolímero da Ticona apresenta melhorias técnicas Embora a embalagem seja um item crucial em qualquer mercado, alguns segmentos como o de medicamentos, cosméticos e alimentos, têm necessidades muito mais específicas. Pensando nestes mercados a Ticona (www.ticona-eu.com), Divisão de Polímeros Técnicos da alemã Celanese, desenvolveu a nova resina Topas, um COC (copolímero cicloolefínico) com atributos como excelente transparência, boa estabilidade mecânica, alta barreira a difusão de umidade e alta tolerância à deformação térmica.
O perfil de segurança fisiológica deste novo material também o torna perfeito para o contato direto com alimentos e produtos farmacêuticos (embalagens primárias). Tanto que ele já está aprovado para este uso não apenas na Alemanha e Europa, mas nos Estados Unidos pela FDA (Food and Drug Administration); ele também atende aos requisitos de biocompatibilidade (USP Class VI). O material pode ser usado ainda em contato com alimentos base água, base ácido, gordurosos e base álcool, e aditivos cosméticos. No caso de ser incorporado a blendas no processo convencional de extrusão por sopro ele torna o filme mais forte, aumenta a pega na selagem e reduz a fricção da superfície, aumentando sua maquinabilidade. Outras propriedades mecânicas como estabilidade da forma e resistência a perfuração devem ser lembradas.
Estudo revela números sobre mercado de flexíveis Durante o Encontro Café da Manhã ABIEF realizado em junho a Datamark divulgou alguns dados interessantes sobre o mercado brasileiro de embalagens plásticas flexíveis. Segundo a empresa de pesquisa, esta indústria movimentou, no ano 2000, US$ 3 bilhões, o equivalente a pouco mais de 15% do mercado norte-americano avaliado, nesse mesmo ano, em US$ 19 bilhões. Graham Wallis, CEO da empresa, enxerga um potencial latente nos stand-up pouches. "Hoje temos um mercado de 70 milhões de unidades/ano que pode facilmente chegar a 2,8 bilhões de unidades." Os alimentos secos seriam os grandes impulsionadores deste mercado, seguidos pelos alimentos molhados e pelos não alimentos. Durante o encontro, Wallis aproveitou para anunciar o acordo firmado entre a ABIEF e a Datamark. Desde junho o site da Associação conta com dados estatísticos fornecidos pela empresa de pesquisa e que são periodicamente atualizados; estes dados estão disponíveis apenas para os associados da ABIEF. A partir de 1° de agosto o site da ABIEF também passou a contar com uma lista completa e atualizada de eventos nacionais e internacionais relacionados direta e indiretamente ao setor. Consulte aqui no site.
Como ficam as compras de máquinas de embalagem em 2002?Um estudo publicado pelo PMMI (Packaging Machinery Manufacturers Institute) em abril prevê um aumento entre 1,5% e 2,5% nos gastos com máquinas de embalagem nos Estados Unidos, ainda este ano, atingindo quase US$ 5 bilhões. A previsão está baseada em uma pesquisa feita com 409 profissionais que ocupam cargos de decisão e que representam os planos de compra de 1.753 empresas. A maioria dos entrevistados está fortemente inclinada a revisar seus orçamentos tão logo a economia volte a dar sinais de melhora. Mais de 42% dos investimentos, quando liberados, serão destinados à substituição de máquinas existentes com o objetivo de aumentar a produtividade e ganhar eficiência e flexibilidade. Já as máquinas que não forem substituir equipamentos velhos serão instaladas com o objetivo de reduzir os custos com mão-de-obra e/ou expandir a automação, e não necessariamente aumentar a capacidade instalada. É interessante perceber, contudo, que apenas 6% dos entrevistados alegam investir em novas máquinas em função de mudanças na embalagem. O setor onde deve haver uma maior aquisição de máquinas será o de produtos farmacêuticos/médicos, seguido pela indústria de itens para higiene pessoal e alimentos; a indústria de bebidas deverá registrar índices de compra bastante modestos. Mesmo assim, em termos de valor de investimento a indústria de bebidas será a segunda em participação, com gastos estimados em US$ 899 milhões (18% do total). Em primeiro lugar vem a indústria de alimentos, com US$ 2 bilhões (40,1% do total). Produtos farmacêuticos e médicos, que ocupam a primeira posição em volume, ocupam a terceira em valores, com US$ 594 milhões (11,9% do total). A pesquisa mostrou ainda que 35,1% dos entrevistados pretende gastar o mesmo que gastou em 2001; 30,2% irão reduzir os gastos; 29,8% aumentarão os gastos; e 4,9% não farão compras. Resta saber se estes números se confirmarão até o final do ano, visto que a economia norte-americana apresenta, a cada dia, novos sinais de fragilidade.
Participação na Fispal 2002 é sucesso
Além disso, esta sala especial no estande da ABIEF foi usada para a realização da reunião de Diretoria. A ABIEF agradece ainda a visita de outras empresas associadas como Allpac, Cosplastic, CRP, Digicon, Eco Plastic, Electro Plastic, Embaquim, Esper, Garoa, Incoplast, Lord, MN, Majicplast, Mazda, Mega, Packtec, Plasdil, Plasfine, Plásticos Jurema, Plastunion, Propack, Replac, Scarcelli, Sol PP, Unipropi e Zaraplast.
Flexíveis em altaA Associação de Embalagens Flexíveis (FPA) dos Estados Unidos concluiu que o setor tem registrado uma significativa taxa de crescimento, superior ao PIB e às taxas registradas por outros segmentos de embalagem. Nos Estados Unidos esta taxa tem sido de 4,2% nos últimos 10 anos; na Europa do Sul e do Leste espera-se taxas entre 5% a 10% nos próximos anos. Hoje o mercado europeu de embalagens flexíveis está avaliado em 7,5 bilhões de Euros dos quais 80% são alimentos. Este mesmo mercado movimenta cerca de 2,7 milhões de toneladas de matéria-prima das quais 57% são polietileno (PE) e polipropileno orientado (OPP). Ranking dos maioresRecentemente a Amcor Flexibles divulgou um ranking das empresas líderes em faturamento na área de flexíveis na Europa. Confira:
A Comissão Européia fixou as novas metas para reciclagem de embalagens e de resíduos de embalagem na Europa que devem ser atingidas até 2006. A taxa global de reciclagem de embalagens que era fixada entre 25% a 45% em 2001 deverá girar ao redor de 55% a 70% em 2006. Por material, os novos patamares fixados são: vidro 60%, papel e cartão 55%, metais 50% e plásticos 20%. Todos os materiais tinham uma taxa de reciclagem de 15% em 2001.
Tecnologia garante futuro das flexíveis
Durante a Interpack 2002, a FPA (Associação de Embalagens
Flexíveis), dos Estados Unidos, anunciou os vencedores do 2001 Flexible
Packaging Achievement Awards. A principal conclusão extraída dos resultados é
que "a embalagem flexível está experimentando uma revolução
tecnológica a fim de oferecer conveniência e proteção ao consumidor, bem
como novas soluções de venda para a cadeia de produção e de distribuição
dos produtos".
A alta tecnologia das estruturas dos filmes, as aplicações
e configurações da embalagem, as tecnologias de impressão, soluções de
abertura fácil e os sistemas de fechamento continuam a guiar a embalagem
flexível para conquistar novos mercados e ampliar sua participação em
mercados existentes. A seguir algumas das embalagens vencedoras que comprovam
esta tendência.
Pouch resistente
Mais informações sobre o Prêmio FPA www.flexpack.org
Arauplast, know how Criada há 18 anos, a Arauplast é hoje uma empresa especializada na produção de sacolas plásticas para supermercados, free shop e lojas de departamento (modelos exclusivos). Tanto que estes itens respondem por 80% do faturamento da empresa. Os 20% restantes do faturamento são compostos por outros tipos de embalagens plásticas flexíveis destinadas aos mais variados mercados.
A Arauplast também foi pioneira na produção de sacolas camiseta para supermercados. Nesta linha, a empresa promete lançar, em pouco tempo, dois novos produtos que deverão originar uma nova unidade fabril, com capacidade para 500 toneladas/mês. Os novos itens já estão aprovados e em fase de pré-comercialização. Hoje a empresa tem capacidade para transformar 700 toneladas/mês de resinas termoplásticas. Além de uma forte atuação no mercado brasileiro, a Arauplast se orgulha de exportar cerca de 20% de sua produção anual. A empresa está instalada em Curitiba (PR), em uma área construída de 5.800 m2 (sede própria). A fábrica possui 32 máquinas entre extrusoras, impressoras, equipamentos de acabamento e equipamentos complementares para outros fins. Ao todo são 180 funcionários nas áreas de produção e administrativa.
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