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Ano II– março/abril 2003
nº 9
Crescimento para o setor em 2003As perspectivas, tanto nacionais quanto internacionais, falam de crescimento, embora bastante aquém dos patamares desejados. Por Liliam Benzi, especial de Milão (Itália). Enquanto as pesquisas norte-americanas mostram uma queda sensível na demanda por máquinas de embalagem, as análises italianas apontam para um 2003 com um crescimento nas vendas entre 5% a 6%, ou seja, igual ou um pouco superior aos números registrados no ano anterior. Esta foi uma das principais conclusões extraídas das declarações do presidente do Instituto Italiano de Embalagem, Cesare Gussoni, por ocasião da abertura da Ipack-Ima, em março, em Milão. Além das máquinas, o presidente do Instituto também fez um apanhado sobre a situação das embalagens propriamente ditas. No caso específico das embalagens plásticas, a indústria italiana fechou 2003 com um crescimento ao redor de 1,5%. Já as embalagens plásticas flexíveis fecharam o ano com um aumento um pouco maior: 1,8% em função da alta nas exportações e da contínua escalada rumo ao aliviamento de peso das embalagens. "Esta performance só não foi melhor porque enfrentamos a prática do drawback principalmente no segmento de filmes shrink (encolhíveis)." Gussoni também admite que houve uma queda na produção, em larga escala, de sacos e bolsas plásticas. Por outro lado, ele garante que as exportações ajudaram muito a reverter o quadro: houve um aumento de 2% nas exportações de embalagens plásticas em geral e de 4% nas de plásticas flexíveis. "A partir da segunda metade deste ano, sentiremos a recuperação da economia como um todo, fechando o ano com um PIB em alta de 1,55% e uma produção industrial 2% maior." Considerando-se a correlação entre a indústria de embalagem e a produção industrial, o Instituto considera que, este ano, a produção italiana de embalagem deverá crescer entre 1,5% a 2,5%. Enquanto isso...... No Brasil, uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), à pedido da ABRE (Associação Brasileira de Embalagem), prevê que o crescimento da produção física do setor não deverá ultrapassar 1%, fechando o ano com cerca de R$ 23 bilhões de faturamento. Os plásticos continuarão como a grande vedete do setor, a exemplo do que ocorreu em 2002. No ano passado, estas embalagens tiveram uma participação de 37,8% na receita líquida das vendas que totalizou R$ 20,5 bilhões. Outro ponto a destacar é que as embalagens plásticas não foram as líderes em aumento de preço em 2002, apesar de todos os aumentos de matéria-prima que tiveram que engolir no decorrer do ano. No geral, seus preços subiram cerca de 13%. Especificamente as plásticas flexíveis tiveram aumentos superiores a 19% e os sacos e sacolas plásticos praticaram aumentos superiores a 17%.
Curso sobre exportação na ABIEFNo próximo dia 08 de maio a ABIEF, em parceira com o Instituto Avançado do Plástico (IAP), realizará o curso "Tecnologia moderna de exportação de embalagens" que será ministrado pelo professor E. P. Luna e sua equipe. O professor Luna é internacionalmente reconhecido por seus conhecimentos sobre o tema. O principal objetivo do curso é mostrar que independente do tamanho da empresa – pequena, média ou grande – ela pode exportar. Além disso, serão apresentados os procedimentos básicos, necessários para uma empresa ingressar no mercado internacional. Informações e inscrições com Daniela na ABIEF pelo fone (11) 3032-4092 ou pelo e-mail daniela@abief.com.br. Vagas limitadas.
Eleições 2003 na ABIEFNo dia 27 de março foram realizadas as eleições da ABIEF para o biênio 2003/2005. Com uma chapa única, Sergio Haberfeld foi reeleito à Presidência. A nova Diretoria, contudo, foi ampliada e unificada a fim de fortalecer a entidade e prepará-la para os novos desafios. Confira os nomes eleitos.
Conselho Fiscal
Comissão de Coordenação de Política Setorial
Qual a melhor tecnologia para aumentar a vida de prateleira de um produto?Conheça as diferenças entre as quatro embalagens básicas: asséptica, retort, atmosfera modificada e vida de prateleira estendida. Com a necessidade de oferecer cada vez mais valor para o consumidor final, as tecnologias que aumentam a vida de prateleira dos produtos têm ganho considerável importância junto aos fabricantes de embalagem. Já se sabe, contudo, que não é apenas a boa embalagem que garante um aumento de shelf life; a forma que o produto é processado, especialmente o alimento, é igualmente importante. Embalagens assépticas, retort (cozinháveis), de vida de prateleira estendida (ESL) e de atmosfera modificada (MAP) são apenas algumas das opções disponíveis hoje no mercado e que podem ser aplicadas às embalagens plásticas flexíveis. Resta saber qual a melhor opção. Segundo os especialistas, os produtos assépticos e retort são estáveis para um armazenamento em temperatura ambiente; já os produtos ESL e MAP necessitam de refrigeração. Neste caso deve-se excetuar alguns usos muito básicos de atmosfera modificada, como os snacks com aplicação de nitrogênio. Os produtos assépticos são esterilizados através de uma rápida exposição a altas temperaturas e a um rápido resfriamento à temperatura ambiente antes de serem envasados em embalagens pré-esterilizadas (normalmente com peróxido de hidrogênio ou calor) em ambiente estéril. A vida de prateleira, neste caso, pode ser superior a um ano, dependendo do tipo de produto e da embalagem. Os produtos retort são embalados, em pouches por exemplo, selados e então cozidos-esterilizados em altas temperaturas – ao redor dos 250°C – o que lhes garante uma vida de prateleira, em alguns casos, de vários anos. A tecnologia atmosfera modificada (MAP) implica na criação de uma atmosfera perfeita de gás, no uso de uma embalagem barreira e em taxas de respiração do produto dentro da embalagem selada para prolongar a sua vida. O processo deve começar com produtos frescos de qualidade e ser operado sob condições sanitárias extremas. Produtos com vida de prateleira estendida (ESL), como os sucos, são produzidos sob condições menos extremas que as do processo asséptico, embora o aquecimento e a limpeza da embalagem ainda tenham um papel importante. O produto deve ser distribuído e armazenado sob refrigeração; a vida de prateleira, neste caso, é de cerca de 90 dias, dependendo do produto e da embalagem.
O que o consumidor não está nos falandoA indústria de embalagem já tomou consciência de que qualquer projeto que pretenda ter sucesso deve ouvir o consumidor final. O grande problema hoje é lidar com as inconstâncias desse consumidor. Além de atender às diferenças de sexo, idade e geografia, a embalagem que vende é aquela que sabe entender os diferentes sabores, características de cor, atributos de conveniência, necessidades de rotulagem e de segurança e, é claro, as condições de preço. Por outro lado, uma recente pesquisa realizada pela Pira International revelou a importância entre a integração da embalagem e das etapas de processamento do produto para seu sucesso junto ao consumidor final e conseqüentemente junto ao seu cliente direto, a indústria. No caso da indústria uma coisa os especialistas já sabem: cada vez mais ela está tentando racionalizar a sua produção através de fornecedores e prestadores de serviços globais. Na pesquisa da Pira, 75% dos entrevistados (dos setores de alimentos, bebidas, componentes elétricos, farmacêuticos e varejo) acreditam que a compra e a especificação da embalagem e da máquina de processamento tenha um impacto direto na evolução do seu negócio. Isto justifica o fato de 40% das empresas entrevistadas, das áreas de máquinas para embalagem e processamento, dizerem que já estão buscando alianças com grupos internacionais que lhes garanta a internacionalização e a globalização necessárias. No Brasil este movimento também deverá ganhar mais força em breve. Afinal que fabricante de embalagem não gostaria de contar, em sua carteira de clientes, com grandes nomes internacionais? Como aconselham os especialistas, "é hora de rever a sua estratégia de negócio e preparar-se para ser um fornecedor cada vez mais global".
Consolidação marca negócio de rótulos auto-adesivosAs fusões e aquisições no setor de rótulos auto-adesivos continuam a pleno vapor. Em menos de dois anos, por exemplo, a gigante Avery Dennison adquiriu a Adespan e a Jackdtädt (conhecida no Brasil como JAC). Isto sem contar que, praticamente no mesmo período, a UPM Raflatac adquiriu a espanhola CYG. No final do ano passado, mais novidades: a Scandstick anunciou a compra do negócio de auto-adesivos da SJP, no Reino Unido, e a Smith & McLaurin repassou a sua planta de auto-adesivos para a 3M. Os reflexos destas negociações começam a aparecer, especialmente na Europa e América do Norte. O grande problema são as expectativas depositadas nestas aquisições. Isto porque, normalmente os "compradores" querem o retorno de seus investimentos no menor prazo possível. E tudo isso dentro de um mercado onde a competição é cada dia mais intensa e as margens continuam sob extrema pressão. Do outro lado, os clientes não páram de exigir. Eles continuam buscando fornecedores que desenvolvam soluções completas em rotulagem. E neste caso, eles acabam levando a melhor com a formação dos grandes grupos. Consolidados como uma parte de valor dentro da cadeia da embalagem, estes grupos têm mais possibilidades de desenvolver soluções em auto-adesivos que atendam às necessidades do mercado e garantam o caráter de inovação aos produtos. Mas falta ainda o desenvolvimento de grupos internacionais convertedores que possam entregar qualidade, serviço e preço para clientes multinacionais. Os negócios de rótulos auto-adesivos, mesmo os grandes, ainda estão relativamente centrados em algumas áreas do planeta e têm o perfil de "empresa familiar". Especialistas como Corey Reardon, da Alexander Watson Associates, acreditam que alguma forma de consolidação mais global está por vir. "E isto poderá se dar pela colaboração entre os convertedores, criando uma oportunidade para se estabelecer parcerias e alianças sem fronteiras." E ele alerta para a urgência desta união, "uma vez que, cada dia mais, os grandes clientes globais buscam os grandes fornecedores globais".
Nasce um gigante em PP na EuropaNa onda das fusões, três grandes produtores de filmes de PP (polipropileno) – Trespaphan, Moplefan e Shorko – anunciaram sua junção para formar a gigante Treofan Group (www.treofan.com). Sediada na Alemanha, a nova empresa tem capacidade para produzir 280 mil toneladas de PP por ano com seus 2.200 funcionários. Somente na Europa, a Treofan pode produzir 205 mil toneladas/ano.
A linha de produtos da nova empresa inclui filmes OPP (polipropileno orientado), CPP (polipropileno cast) e BOPLA (poliláctico orientado biaxialmente), transparentes, brancos, opacos, metalizados, metalizados de alta barreira, para cigarros e revestidos. A fusão foi uma jogada para fortalecer a presença global das três empresas, tanto que as 10 plantas existentes - Austrália, Bélgica, França, Alemanha, Israel, Itália, México e África do Sul – serão mantidas. O Grupo conta ainda com um eficiente sistema de distribuição e dois centros de Pesquisa & Desenvolvimento (Itália e Alemanha). Como novidade, a Treofan já está comercializando o Biophan, um filme 100% biodegradável feito a partir do novo polímero termoplástico, o ácido poliláctico (PLA). Ele já tem aprovação da FDA (Food & Drug Administration) para o contato com alimentos. Outro produto relativamente novo é o filme BCF (barreira livre de cloro) que oferece uma altíssima barreira a gases, mantendo excelente transparência e brilho, e pesando 25% menos que os filmes com características similares. Além de oferecer uma boa relação custo-benefício, o novo filme é ideal para impressão, laminação e metalização pelo processo a vácuo.
Sol PP é premiadaA Sol PP, em parceria com a Kromos, foi a 1ª colocada no Prêmio Qualidade Flexo 2002, pela produção do rótulo "Café Rio", utilizando o sistema Flexocal e retícula híbrida. Parabéns a mais esta conquista da Sol PP, associada da ABIEF!!! Solúveis ganham mercado de fertilizantesAlguns produtores internacionais de fertilizantes já vêem nas embalagens solúveis em água uma excelente opção de diferenciação do produto e de oferta de conveniência para o consumidor, sem contar o forte apelo ecológico. A norte-americana Spring Hill Nurseries já está utilizando um filme que se dissolve rapidamente. Colocada em água a 10°C a embalagem leva 12 segundos para se desintegrar; a dissolução total acontece em 30 segundos. A nova embalagem aumentou as vendas de fertilizantes desta empresa em 5%. Embalagem garante economiaOs fabricantes de bobinas de aço estão buscando, cada vez mais, soluções em embalagem que garantam a total proteção de seus produtos (fornecidos em bobinas gigantes) e, consequentemente, reduzam os gastos com perdas e reposição de produtos. Uma opção que está sendo testada – e aprovada – é o filme stretch (esticável) à base de PEBDL (polietileno linear de baixa densidade). Estes filmes estão sendo aditivados com produtos químicos que garantem barreira à umidade e ao oxigênio, protegendo o aço contra a corrosão. Uma boa oportunidade para os fabricantes brasileiros. Líder europeuVocê sabia que a Turquia é um dos maiores produtores de embalagens flexíveis da Europa? Pois é, esta performance tem melhorado graças ao crescimento das exportações, principalmente para a Europa ocidental, central e do sul, bem como para a Rússia e norte da África. Consórcio de máquinas gráficasFoi lançado na ultima Fiepag, em março, o Consórcio Abimaq de Máquinas Gráficas que objetiva promover e fortalecer a venda de máquinas e equipamentos gráficos no mercado interno. Inicialmente ele se destinará a máquinas cujos preços variam de R$ 20 mil a R$ 70 mil. Como em qualquer consórcio, este também segue a orientação do Banco Central; não há cobrança mensal de juros, somente uma taxa fixa de administração e o valor do seguro contra inadimplência, que juntos somam 0,42% do valor total.
As melhores embalagens na visão da ExxonMobilNo final do ano passado, a norte-americana ExxonMobil divulgou as embalagens flexíveis e os rótulos vencedores de seu 16° Concurso Anual Golden Mummy e Pyramid Award. |
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No dia 18 de março, a ABIEF realizou uma Assembléia Geral Extraordinária, com a presença de 53 associados, onde foram discutidos os constantes aumentos de preço de matéria-prima. As principais conclusões extraídas da Assembléia foram que os convertedores devem precaver-se em relação aos reflexos desses aumentos em seus custos. Foram muitos aumentos para poderem absorver sem repassá-los.
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A pressão pelo desenvolvimento de embalagens cada vez mais "naturais" e menos agressivas ao meio ambiente, tem levado os especialistas a estudarem novas alternativas em biofilmes. Conceitualmente, os biofilmes são grupo de microorganismos presos a uma superfície, que interagem entre si, reproduzindo e produzindo polímeros orgânicos, as chamadas substâncias poliméricas extracelulares (EPS).
Estes microorganismos incluem bactérias, fungos, protozoários e mesmo vírus que possam ser absorvidos pelo EPS. As bactérias são os microorganismos mais estudados na formação dos biofilmes. Os biofilmes bacterianos são os mais usados pelos humanos em função de suas características: fermentação em estado sólido e produção de vinagre e biodegradação para purificação em lixões industriais.
Contudo, os especialistas alertam para o risco dos biofilmes especialmente quando eles estão envolvidos em processos de biodeterioração nas áreas de produtos médicos, industriais e alimentícios. Outro grande desafio, segundo os estudiosos, também está em desvendar a relação dos biofilmes com o processamento dos alimentos.
BEM-VINDOS À ABIEF
A ABIEF dá as boas-vindas aos seus novos associados:
Alpes Ind. Com. Plásticos Ltda.
Rhotoplas Ind. Com. Embalagens Ltda.
Antilhas Embalagens Editora e Gráfica Ltda.
Rava Embalagens Ind. Com. Ltda.
| Edição e Redação: LDB Comunicação Empresarial. Tel.: (11) 3672-3366. E-mail: ldbcom@originet.com.br. Editora Responsável: Liliam Benzi – Mtb 19.352. Projeto Gráfico, Diagramação e Ilustrações: Saulo Pacheco. Tel.: (11) 3061-2231. E-mail: formato.sp@terra.com.br . Fotos da tarja superior: Macarena Lobos. Tel.: (21) 2245-2213. |