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Ano II– maio/junho 2003
nº 10
Como as embalagens contribuem para o sucesso da BomBril
“No caso específico de BomBril, em abril deste ano batemos um recorde de produção: 77 milhões de embalagens. Este recorde já foi superado pelos resultados de maio: 79 milhões.” A média é de um consumo de cerca de 2 embalagens por residência. Como gosta de destacar, o gerente diz que “a embalagem de Bombril é que fez o que Bombril é hoje”. Mas Avari tem algumas reclamações em relação aos fornecedores brasileiros. A primeira delas refere-se ao preço das embalagens que, na média, representa 38% do custo final do produto. Outro ponto fraco é a falta de inovação. Isto afeta diretamente o negócio da BomBril uma empresa que deve, num horizonte de 5 anos, ter entre 20% a 25% de seu lucro proveniente de novas marcas ou de novas categorias de produto. “Para cumprir esta meta precisamos que os fabricantes de embalagem nos suportem com desenvolvimentos realmente inovadores.” Outra forte tendência que deve ser atendida pela indústria de embalagem é a boa relação do produto com o varejo. “Ao desenvolver uma embalagem, a empresa não deve pensar apenas no produto mas em toda a sua vida, com ênfase, ao seu manuseio e exposição no ponto de venda.” A responsabilidade social e a preocupação com o meio ambiente são outras duas mega tendências apontadas pelo gerente e que devem ser respeitadas pelas indústrias de embalagem. “Os produtos, mesmo os de limpeza, devem ser gentis com o consumidor durante o uso (aspecto funcional), ter um visual agradável (aspecto estético) e respeitar a natureza, com formulações e embalagens que não degradem o meio ambiente.”
Novo modelo de gestão para a ABIEFEm cerimônia na Amcham (Câmara Americana), no dia 23 de junho, a nova Diretoria da ABIEF para o período 2003/2005 tomou posse. Como explicou o presidente eleito, Sergio Haberfeld, este seu 2° mandato será marcado por uma participação ainda mais ativa de todos os membros da Associação. Prova disso é que além da Diretoria convencional, foram criadas coordenadorias, que cuidarão de áreas específicas (ver tabela abaixo), e uma Comissão de Representação junto aos Produtores de Resina sob o comando do vice-presidente eleito Rogério Mani, da SOL PP. A cerimônia de posse contou ainda com a presença de Carlos Alberto Fontes, presidente da Petrobrás Química (Petroquisa), e de José Carlos Grubisich, presidente da Braskem. O evento também marcou o lançamento oficial do Guia 2003 do setor, produzido pela ABIEF.
CoordenadoriasTécnica – Ronaldo Canteiro (Embaquim) Mercado Nacional e Internacional – Edgard Haddad (Plastunion) Informativo – José Carlos Calió (Scipião) Exportação – Peter Reiter (Packtec) Meio Ambiente – Beni Adler (Nobelplast) Tributária – Alberto Geronimi (Tecnoval)
Um passo à frente em metalizaçãoA evolução das técnicas de metalização de filmes culminou no desenvolvimento de modernos equipamentos baseados em componentes elétricos de grande eficiência. Um destes componentes é o capacitador produzido hoje a partir dos próprios filmes metalizados.
No caso da metalização com zinco, o filme metalizado sob alto vácuo é baseado numa composição de alumínio, zinco e prata (opcional). O filme exalta as propriedades especiais do alumínio e do zinco, evitando os aspectos restritivos de cada elemento quando usado individualmente. O sucesso deste filme reside em sua qualidade especial e na performance elétrica e mecânica. Este processo de metalização envolve, simultaneamente, a evaporação, de fontes distintas, e os metais que condensam no filme. Enquanto o alumínio aumenta a ancoragem da metalização o zinco prolonga a vida do capacitador.
Braskem divulga programa de incentivo à exportação
A primeira forma de participação é através do apoio da Braskem à empresa na prospecção do mercado, operação logística, criação do capital de giro e gerenciamento do risco. Neste caso, a empresa interessada deve contar com uma estrutura de exportação, mesmo que modesta. A apresentação de uma proposta de exportação conjunta - empresa/Braskem - para o governo poderá gerar alguns benefícios fiscais. No segundo caso, a exportação é feita diretamente pela Braskem. É ela que se apresenta como promotora no exterior, buscando os clientes e sendo responsável pela comercialização da embalagem. As vantagens, em quaisquer dos casos são: redução dos riscos para o transformador, exigência de um menor capital de giro e uso da estrutura de exportação da Braskem que já está consolidada. Graças ao programa, Mendonça explica que “o transformador fica menos sujeito ao risco cambial e à volatilidade do preço da resina”. Este foi o caso de algumas empresas que exportaram, via o programa, no 1° trimestre deste ano. Os principais produtos exportados foram sacos para uva, sacolas tipo camiseta, filmes shrink e bobinas form-fill-seal (FFS), para os Estados Unidos e para a Inglaterra.
Um futuro “verde” para as sacolas plásticasEm pouco tempo uma tendência cada vez mais presente na Europa deverá chegar ao Brasil: o uso de materiais facilmente recicláveis ou degradáveis para a fabricação de sacolas. É praticamente certo que esta tendência aporte no país por influência das grandes cadeias internacionais de varejo como Wal-Mart e Carrefour. Lá fora elas já começam a utilizar materiais alternativos às resinas termoplásticas convencionais. A rede britânica de supermercados Sainsbury´s, por exemplo, lançou no início deste ano sacolas totalmente biodegradáveis feitas a partir da mandioca.
Estas sacolas se degradam sob praticamente todas as situações ambientais, incluindo luz UV, calor e umidade. O tempo de degradação pode ser programado de 4 meses até 5 anos, mesmo sob condições de stress. Pesquisadores mais radicais chegam a cogitar que o próximo passo será uma sacola que possa ser ingerida pelo consumidor após o uso. Felizmente, os fabricantes de resina estão se preparando para enfrentar este novo cenário. No Japão, o Instituto de Inovação Tecnológica estuda uma tecnologia que possibilitará produzir um plástico biodegradável a partir de restos de papel; o plano é comercializar a invenção a partir de 2007 em parceria com a empresa Showa Highpolymer. A tecnologia prevê que a fibra do papel usado seja primeiro dissolvida em açúcar com uma enzima. Os plásticos sintetizados a partir deste material são rapidamente degradados por microorganismos presentes no solo. A capacidade inicial de produção seria de 50 mil toneladas. Outra alternativa, igualmente “doce”, vem do Laboratório Nacional de Química da Índia. Os pesquisadores estudam uma técnica para degradar resinas commodity como polietileno, polipropileno e poliestireno em alguns dias. A idéia é contaminar estes polímeros com açúcar a fim de torna-los mais apetitosos para as bactérias presentes no solo. Os primeiros testes estão sendo feitos com poliestireno contaminando por açúcares como glucose, lactose e sucrose. Situação delicadaNos últimos 12 meses, as restrições ao uso de sacolas e sacos plásticos cresceram vertiginosamente em alguns países. Na Irlanda, estas embalagens já são taxadas em 15 centavos de Euro a unidade. Em Bangladesh e Taiwan elas foram simplesmente abolidas dos supermercados; mais radical, Taiwan também as baniu das escolas, hospitais públicos e agências governamentais. A Austrália, por sua vez, já estuda a criação de uma taxa para sacolas de supermercados. Assim como 11 varejistas em Cingapura estão desencorajando o uso de sacolas de PE; cidades da Índia tentam acabar com elas; e a Grã-Bretanha está ameaçando criar um novo imposto. A justificativa para tais atitudes reside nas constantes reclamações recebidas por parte dos consumidores: sua participação no lixo urbano está se tornando insustentável. Somente em Taiwan consome-se 20 bilhões de sacolas por ano - 900 por pessoa. Bangladesh, com uma população de 9,5 milhões de pessoas, consumia 10 milhões de sacolas/dia. O fato é que, procedentes ou não, estas reclamações devem ser consideradas, inclusive pela indústria brasileira. Opções em materiais recicláveis e degradáveis, como as que foram dadas nesta matéria, devem começar a ser levadas em consideração pela indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis.
Investimento em filmesA japonesa Toyobo planeja investir cerca de US$ 84 milhões em uma nova unidade industrial para a produção de filmes para embalagem. Com isso, a empresa aumentará sua capacidade de produção de filmes de PP (polipropileno) em 5 mil toneladas. A planta também contará com equipamentos que permitirão a produção de produtos de alta performance. Até 2005 a empresa fará outro investimento: uma planta para a produção de filme de poliéster que aumentará sua capacidade em 10%. Compra reduzida de máquinasUm estudo recentemente divulgado pelo PMMI (Packaging Machinery Manufacturers Institute), dos Estados Unidos, revelou que os fabricantes de embalagem planejam aumentar as compras de equipamentos em menos de 2,5% este ano em relação ao ano passado, gastando cerca de US$ 5 bilhões. As principais razões para comprar máquinas de embalagem são: substituição de maquinário para ganho de eficiência, velocidade, flexibilidade e produtividade (27% dos entrevistados); expansão da capacidade de produção das linhas existentes (23%) e automatização para reduzir custos com mão-de-obra (12%). Incineração em altaDe acordo com pesquisa da Abetre (Associação Brasileira de Empresas de Tratamento, Recuperação e Disposição de Resíduos Especiais), o mercado de incineração pode movimentar negócios da ordem de R$ 50 milhões por ano no Brasil; hoje o faturamento é de cerca de R$ 14,5 milhões. Cerca de 24 mil toneladas de resíduo industrial perigoso são incinerados no Brasil por 7 empresas licenciadas. Os resíduos incinerados são hospitalares, farmacêuticos, sólidos (incluídas as embalagens), têxteis e animais de pequeno porte. Polo amplia capacidadeA Polo, pertencente ao Grupo Unigel, já tem autorização para continuar o projeto de ampliação da capacidade produtiva da unidade de Montenegro (RS). Com um investimento de US$ 40 milhões, a unidade ganhará uma linha de última geração para a produção de 30 mil toneladas/ano de filmes de BOPP (polipropileno bioerientado), com partida prevista para 2005. No total, a Polo colocará no mercado 60 mil toneladas/ano de material. Alcan expande flexíveisA Alcan Inc completou a aquisição da VAW Flexible Packaging (FlexPac) por 345 milhões de Euros. O negócio reforçará a posição da empresa no cenário mundial de embalagens flexíveis como uma das líderes em tecnologia, com operações na Europa, Ásia e nas Américas. A empresa estima que o mercado de embalagens flexíveis cresça 4,6% anualmente, atingindo mais de US$ 53 bilhões em 2006.
Fispal mostra novidades para flexíveisDos 1.623 expositores da Fispal Tecnologia, 1.136 eram da área de embalagem. Muitos deles apresentaram novidades para a indústria de embalagens plásticas flexíveis como veremos a seguir. Assépticos para frutas
(Embaquim - Brasil - www.embaquim.com.br ) Novas formas para flexíveis
Já a linha stickpack, que representa uma excelente
oportunidade de economia de embalagem em relação aos tradicionais sachês
quatro soldas, também permite explorar conceitos valorizados (Dixie Toga - Brasil - www.dixietoga.com.br )
Rotulagem com velocidade
Filme econômico O novo filme estirável Stretch Light é extremamente fino, super resistente e possibilita uma economia de 50% em cada palete envolvido. Durante a produção ele é pré-estirado até quase o limite de sua resistência. Sua espessura e leveza permitem ter mais que o dobro de filme por rolo. (EuroPack - Brasil - www.europack.com.br ) Produção nacionalizadaA Volpak modelo SP-220, cuja produção foi recentemente nacionalizada, é ideal para a produção de stand-up pouches para as indústrias de alimentos, bebidas, higiene e limpeza, cosméticos, farmácia e química. Ela foi projetada dentro do conceito de modularidade e permite a aplicação de diversos dosadores e sistemas especiais de abertura/fechamento - zíperes, canudos internos, válvulas e tampas. Ela forma pouches de até 220 mm X 240 mm, com velocidade de 200 embalagens/minuto, podendo formar até duas embalagens por ciclo. (G.D. do Brasil - Brasil - www.gdbr.com.br )
ABIEF marca presença na Fispal Tecnologia
Lembre-se: para que este tipo de divulgação continue sendo feita pela ABIEF em todos os eventos e feiras em que participar, é importante que os associados mantenham seus dados sempre atualizados na Associação. Esta é a melhor forma de passar boas informações para potenciais clientes. BEM-VINDOS À ABIEFA ABIEF dá as boas-vindas aos seus novos associados:
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