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Ano II– julho/agosto 2003
nº 11
Sistema VIPE/ABIEF alavanca exportações
Em uma primeira fase, o Sistema será válido para os exportadores de filmes shrink (encolhível) e stretch (estirável), e de sacolas plásticas; outras linhas de produtos serão incorporadas no decorrer do Sistema. Por parte das fornecedoras de resinas, já fazem parte do VIPE a Braskem, Ipiranga, Polibrasil e Politeno. A ABIEF aguarda a participação de outras petroquímicas interessadas em aderir ao Sistema. A sistemática do VIPE é relativamente simples. Na última quinta-feira de cada mês um representante de cada petroquímica se reúne com dois representantes da ABIEF. Nesta reunião, o Grupo Gestor do Sistema define os preços das resinas que serão válidos para o mês subsequente. Os preços terão por base os valores internacionais apurados na última quarta-feira de cada mês pelo PLATT´s; será escolhido o preço máximo de cada resina CIF FAR EAST + US$ 60/tonelada. O câmbio a ser adotado será o da cotação do dia D-1 da data da emissão da nota fiscal. O prazo de pagamento será o mesmo praticado para cada transformador no mercado doméstico, sem encargos financeiros. Os transformadores que participarem do projeto deverão comprovar a exportação dos produtos finais que totalizem a matéria-prima comprada pelos preços acordados. O controle dessas exportações caberá às petroquímicas que destinarão US$ 10/tonelada do preço de venda para contratar uma empresa independente de auditoria. As empresas, associadas da ABIEF, interessadas em participar do VIPE deverão entrar em contato com Esmeralda pelo fone (11) 3032-4092 ou pelo e-mail esmeralda@abief.com.br.
Por falar em exportação...
As exportações podem ser feitas em containers de 20 e de 40 pés a preços bem abaixo dos praticados no mercado. Quanto mais empresas associadas da ABIEF participarem deste projeto, melhores serão os preços dos fretes. Para participar, entre em contato com Esmeralda, na ABIEF, pelo fone (11) 3032-4092 ou pelo e-mail
esmeralda@abief.com.br .
Filmes ativos evitam contaminaçãoUma nova pesquisa sobre filmes ativos antimicrobianos para alimentos começa a ganhar força no mercado internacional. Os cientistas estão desenvolvendo um filme, com tratamento anterior à extrusão, baseado em materiais antisépticos como amido de batata, poliacrilamida e mercaptobenzotiazol, em uma cultura bacteriana. O primeiro estudo expôs o filme termoplástico ativo a uma cultura de Bacillus cereus cultivada a 37°C. Nesta situação, estudou-se a taxa de crescimento da cultura. O estudo revelou que o filme antimicrobiano inibiu o crescimento da cultura em 50% a 70% depois de 3 a 4 horas de observação.
A tecnologia da embalagem ativa antimicrobiana baseia-se em agentes antimicrobianos que são imobilizados com a estrutura polimérica ou incorporados às resinas plásticas antes da etapa de casting. Esta tecnologia pode ser dividida em dois tipos: conservantes que são liberados lentamente, dos materiais de embalagem para a superfície dos alimentos, ou conservantes que são firmemente fixados e não migram para os alimentos. Ambas controlam o crescimento de microorganismos indesejados. Mas um dos principais problemas das tecnologias das embalagens ativas ainda é o controle da liberação do agente antimicrobiano do filme polimérico. O polietileno e os seus copolímeros são os materiais mais populares para embalagens de alimentos; o problema no caso das embalagens ativas é que eles não retêm as moléculas de aditivos por um longo tempo. Ainda vai levar um tempo para estes filmes chegarem ao Brasil, embora existam pesquisas na área. Nos Estados Unidos, Japão e Austrália eles já existem e na Europa também estão em compasso de espera, devido às restrições da legislação.
Fispal Nordeste acontece em novembro
As estatísticas mostram que o estado de Pernambuco foi o que apresentou maior crescimento industrial na região em 2001 e 2002 (4,1%), gerando R$ 2,3 bilhões em investimentos alocados e R$ 1,5 bilhão em investimentos provisionados. Os setores primário, secundário e terciário da cadeia produtiva de alimentos formam uma indústria de R$ 7,1 bilhões e a agricultura irrigada do sertão o qualifica como um dos maiores exportadores de frutas in natura do País. Outro dado importante: existem mais de 2.800 bares e restaurantes, que fazem de Pernambuco o terceiro maior pólo gastronômico do país. Alguns associados da ABIEF já confirmaram sua participação como expositores na Fispal Nordeste. Mais informações sobre o evento no site www.fispal.com.
BEM-VINDOS À ABIEF A ABIEF dá as boas-vindas aos seus novos associados:
As pesquisas comprovam: o polietileno (PE) é uma das resinas termoplásticas com maior potencial de crescimento no Brasil e no mundo. Esta
previsão foi sustentada pelos dados apresentados por Ricardo P. Fernandes, Gerente Comercial da Politeno, no Café da Manhã da ABIEF, em setembro.
De acordo com as estatísticas, até o ano 2005 o consumo de PE deverá crescer uma média de 6,8% ao ano no
Brasil, chegando a 2,1 milhões de
toneladas; em 2002 foram consumidas, 1,75 milhão de toneladas.
A capacidade de produção no Brasil no período de 1998 a 2005 apresentará um crescimento médio anual de 7,8%. Estamos falando de 1,6 milhão
de toneladas em 1998, contra 2,24 milhões de toneladas em 2002 e cerca de 2,8 milhões de toneladas em 2005.
Mas o consumo per capita brasileiro ainda tem muito que melhorar. No ano 2000 foram 9,5 Kg/habitante e em 2005 serão 11 Kg/habitante contra 38
Kg em 2000 e 42 Kg em 2005, na América do Norte e 31 Kg em 2000 e 34 Kg em 2005, na Europa.
Em qualquer mercado, a indústria de embalagem continua sendo um dos grandes consumidores de PE. As estatísticas da Politeno mostram que em todo
o mundo as linhas de empacotamento foram responsáveis por um consumo de 30,1 milhões de toneladas em 2000; em 2010 deverão ser 45,7 milhões de
toneladas (crescimento 4,3%).
Como tendência para este mercado, Ricardo cita o aumento do uso de matéria-prima reciclada. Segundo ele, no ano passado enquanto o consumo
de material virgem cresceu 2,9% o de material reciclado bateu os 7% na Europa. Outra tendência é a substituição do PE buteno pelo PE octeno com
melhores propriedades e que garante ganho de produtividade para o envasador.
Considerada uma das grandes consumidoras de embalagens no Brasil, com 9 bilhões de unidades/ano, a Nestlé defende que "a inovação deve partir da indústria
de embalagem e não do cliente". No Café da Manhã da ABIEF realizado em setembro em sua sede, Márcio Pinheiro, Gerente da Área de Embalagem da Nestlé do Brasil,
disse que além de inovações em materiais e formatos, a indústria de embalagem deve oferecer soluções que otimizem a produção e reduzam os custos dos seus clientes.
Na maioria dos seus produtos, a Nestlé já utiliza embalagens flexíveis. Para Márcio, esta embalagem tem maior potencial de crescimento nas categorias de cafés
(Nescafé) e leites em pó. No caso de Nescafé, cujo consumo de estruturas flexíveis deve chegar a 346 toneladas em 2003, o crescimento será de cerca de 74% em relação a 2002. Os
leites em pó deverão consumir 177 toneladas de estruturas flexíveis este ano (aumento de 71% em relação a 2002).
Nas demais categorias também haverá aumento: culinários 11% (1.325 toneladas); biscoitos 28% (196 toneladas); e sorvetes 33% (246 toneladas). O crescimento
no segmento de pet food deve ser tão expressivo que o Gerente preferiu não arriscar o percentual; mas ele estima que o consumo de material flexível de embalagem supere
1.900 toneladas.
Algumas categorias, contudo, registrarão queda. Como é o caso de chocolates com queda de 0,3% (1.067 toneladas); refrigerados com queda de 28% (343 toneladas);
e cereais matinais com queda de 17% (263 toneladas).
Outra forte tendência identificada pelo Gerente são as embalagens "stick pack". "Nos últimos anos a Nestlé comprou cerca de 10 máquinas stick em todo o mundo
que já estão sendo usadas em larga escala para embalar Nescafé. O problema destas máquinas no Brasil é desenvolver um filme laminado especial que rasgue com a
mesma facilidade do filme importado." Em breve a unidade do Brasil receberá uma dessas máquinas para produzir embalagens para exportação. Prováveis fornecedores de filme
já estão sendo prospectados e testados.
Colômbia em altaA indústria de plásticos na Colômbia já registra uma produção superior a US$ 1 bilhão ao ano, com 428 empresas e 31.675 funcionários. Somente nos primeiros cinco meses deste ano a produção aumentou 0,9%. As exportações são outro ponto forte: em 2001 foram mais de US$ 184 milhões e só nos primeiros meses de 2003 elas computaram cerca de US$ 50 milhões de acordo com dados da Aladi (Associação Latino-americana de Integração). Os filmes e películas plásticas são os mais representativos em participação no comércio exterior do país, com 22,1%. Terphane duplica produçãoA partir de 2005 a Terphane deverá ter uma capacidade de produção de filmes biorientados de poliéster de 38 mil toneladas/ano, contra as 18 mil toneladas/ano atuais, em sua unidade industrial sediada em Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco. A ampliação abrange investimentos de R$ 160 milhões, aplicados, basicamente, na aquisição da mais moderna tecnologia de fabricação desse filme. 60% da produção gerada pelo novo empreendimento será destinada a exportações para a América Latina e Estados Unidos e os 40% restantes serão comercializados no mercado interno. Pequenos em aparência, grandes em capacidadePor mais estranho que possa parecer, uma recente pesquisa demonstrou que a Holanda e a Bélgica são os maiores players europeus da indústria petroquímica graças à sua posição central e à sua importância como centros de transporte para a indústria do óleo. O porto de Antuérpia (Bélgica), por exemplo, é o 4° maior do mundo e abriga o maior complexo petroquímico depois de Houston (no Texas - EUA). Entre os portos de Antuérpia e Roterdã (Holanda) existem 95 Km de costa lotados com plantas de produção química. Cerca de ¼ de todos os polímeros produzidos na Europa vêm dessa região e a Holanda, sozinha, ocupa o 3° lugar na produção de plástico da Comunidade Européia. As estimativas mostram algo ao redor de 5 milhões de toneladas de plástico/ano das quais 50% são exportadas; 30% do total vão para a indústria de embalagens. Mais polímeros especiaisA norte-americana Kraton Polymers anunciou o aumento de sua capacidade de produção nas plantas de Belpre (EUA) e Berre (França) em 20% até a metade de 2004. A empresa é especializada em polímeros de alta performance com alta estabilidade de processamento, resistência a oxidação e ao tempo, performance em altas temperaturas e efeito de "toque suave". Você sabia que...... o crescimento médio do consumo brasileiro de stand-up pouches tem sido ao redor de 20% ao ano? ...a flexografia vem crescendo entre 15% a 20% no Brasil, anualmente, em detrimento da queda de participação da rotogravura? ...uma das áreas de embalagens flexíveis, para fins médicos, que mais tem crescido é a de filmes especiais para bolsas que carreguem órgãos humanos para transplante e membros amputados?
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Às vésperas dos seus 25 anos em março de 2004, a S.R. Embalagens Plásticas, localizada em Barretos ( SP ), tem motivos
para comemorar. Depois de ter obtido a certificação ISO 9002, conferida pelo BVQI em maio de 2001, a empresa conseguiu, no início deste
ano, um up-grade para a nova versão 2000.
Dando seguimento à sua linha de atuação dedicada à qualidade total, a SR se prepara para mais um desafio: a certificação formal pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) referente às Boas Práticas de Fabricação (GMP - Good Manufacturing Practices), aumentando a sinergia com seu público alvo, ou seja, com os fabricantes e empacotadores de alimentos .
Todas estas conquistas estão atreladas aos constantes investimentos da SR em treinamento e em novas tecnologias. Desde que se instalou em sua nova unidade industrial em Barretos (SP), há cerca de 18 meses, a empresa adquiriu uma série de equipamentos.
Destaques para a coextrusora para filmes de 3 camadas, que produz filmes para empacotamento de alta performance; a laminadora de última geração solvent less, que produz estruturas sofisticadas para a indústria de alimentos, além da renovação completa de sua linha de impressoras flexográficas.
A SR conta ainda com novas linhas de acabamento para sacaria valvulada e outra para panificação ( embalagens de pão de forma ). Em sua linha de produtos a empresa também produz filmes para empacotamento e enfardamento automático; filmes técnicos para envase de líquidos; shrink; sacolas promocionais; sacos lisos e impressos; embalagens em polipropileno (PP) e uma linha específica para produtos frigorificados. Atualmente, o destaque fica por conta das embalagens especiais, laminadas, metalizadas e coextrusadas.
| Edição e Redação: LDB Comunicação Empresarial. Tel.: (11) 3672-3366. E-mail: ldbcom@originet.com.br. Editora Responsável: Liliam Benzi – Mtb 19.352. Projeto Gráfico, Diagramação e Ilustrações: Saulo Pacheco. Tel.: (11) 3061-2231. E-mail: formato.sp@terra.com.br . Fotos da tarja superior: Macarena Lobos. Tel.: (21) 2245-2213. |