Ano III - março/abril 2004         nº 14 

Como a indústria de embalagens pode ajudar seu cliente final?

Maior processadora de soja da América Latina e terceira maior do mundo, a Bunge Alimentos defende que é fundamental a parceria entre o fabricante de embalagens flexíveis e o fabricante de máquinas para o envase das mesmas. No Café da Manhã da ABIEF, em abril, a engenheira Cristina Sartoretto, da área de desenvolvimento de embalagens da empresa, explicou que esta parceria pode se consolidar em uma vantagem competitiva para ambos e garantir tranqüilidade para o cliente final.

Com um faturamento de R$ 12 bilhões em 2003, hoje a Bunge Alimentos utiliza uma gama variada de embalagens flexíveis em suas linhas de produtos. Os destaques são os rótulos de BOPP/BOPP metalizado ou perolizado, o cover leaf e o cover seal para os potes de margarina, selos de PP/BOPP perolizado, os flow packs de PET/PEBD, os pillows de PEBD e PEBDL, os stand-up pouches de PET/PVDC ou PEBD/PEBDL e os bags de coexPEBD ou saco coex com nylon.

Outro desafio colocado pela engenheira para o setor é aumentar o número de parceiros na área de reciclagem das embalagens, especialmente das laminadas. Como mercado potencial, Cristina chama a atenção dos fabricantes de embalagens plásticas flexíveis para a farinha. Segundo ela, 60% das embalagens para este produto no Brasil ainda são de papel.

Parceiro em inovação Seguindo esta tendência de desenvolver produtos que ajudem no negócio de seus clientes, no mesmo Café da Manhã da ABIEF, Fernando de Oliveira Amadeu, da Braskem, apresentou duas novas linhas de resinas, a Braskem Flexus e a Braskem Symbios. Ele explica que a Flexus se utiliza de uma nova tecnologia para polietileno linear de baixa densidade (PEBDL) à base de catalisador metaloceno, que possibilita controlar a arquitetura molecular.

A nova resina é feita a partir de um single site, ou seja, apenas um tipo de sítio ativo com apenas um peso molecular. "Isto permite desenvolver o DNA do polímero de acordo com as necessidades específicas do produto. Portanto é uma produção mais inteligente", analisa. Fernando estima que entre 2002 a 2007 os polietilenos metaloceno crescerão cerca de 18% ao ano em todo o mundo.

Quanto ao Braskem Symbios, Fernando explica que é uma família de resinas desenvolvida para atender às necessidades do mercado regional de filmes de polipropileno termoseláveis, destinados, principalmente, aos processos de empacotamento automático.

"Trata-se de uma linha de selantes de polipropileno de alto desempenho com baixa temperatura inicial de selagem, maior força de selagem e melhor hot tack, excelentes propriedades óticas, ótima processabilidade, retenção do tratamento superficial, excelente desempenho do processo de metalização e alta compatibilidade com as camadas adjacentes."

Por estas características, Fernando diz que o Symbios é ideal para aplicações em filmes termoseláveis bi-orientados e convencionais, filmes para conversão, revestimento de estruturas por laminação ou extrusão, e como modificador de propriedades para filmes convencionais.

Vale lembrar que a selabilidade dos filmes é influenciada por fatores como espessura da capa selante, grau de orientação do filme, tratamento superficial aplicado, utilização de aditivos e escolha da resina selante.

 

    

Participe do Happy Hour da ABIEF na Fispal 2004!

No dia 03 de junho, a partir das 17:00 horas, a ABIEF realizará em seu estande na Fispal 2004, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, um Happy Hour para congraçar seus associados e amigos e lançar oficialmente o Guia ABIEF do Setor 2004.

Não deixe de participar deste evento especial e de encontrar os amigos da indústria de embalagens plásticas flexíveis.

O estande da ABIEF na Fispal 2004 estará localizado na Rua H nº 259.

        

Palavra do Presidente

Exportar é preciso

Há algum tempo a ABIEF percebeu que uma das saídas para a expansão da indústria de embalagens plásticas flexíveis é a canalização, de parte de sua produção, para o mercado externo. O primeiro passo neste sentido é criar esta cultura exportadora entre as empresas do setor.

É preciso entender que a exportação não pode ser uma ferramenta usada apenas em momentos de crise no mercado interno; o abastecimento dos clientes internacionais deve ser contínuo, criando assim uma relação de longo prazo.

O próximo passo é criar formas que viabilizem estas negociações: incentivos em relação ao preço das matérias-primas, redução de impostos, facilidades no frete, etc. Durante os últimos três anos, a ABIEF tem negociado junto às petroquímicas preços mais convidativos que incentivem seus associados a exportar. Boa parte destas ações têm sido feitas através do ABIEF VIPE, o programa de incentivo às exportações criado pela entidade.

Além disso, outras ações têm sido levadas a cabo. Como detalhamos nesta edição do ABIEF Flex, renovamos, por mais um ano, o contrato com a Hamburg Sud que garante fretes mais baratos para nossos associados.

A edição do Guia do Setor 2004 também está focada no incentivo à exportação. Todo o seu conteúdo informativo aparece em português e em inglês para que este material de consulta possa ser distribuído para órgãos e instituições de fomento à exportação em todo o mundo, bem como nas exposições internacionais que viermos a participar, como a K 2004, na Alemanha, em outubro.

Enfim, sabemos que estamos no caminho certo e que, aos poucos, a exportação será inserida na pauta do dia de nossos associados. Resta-nos continuar trabalhando para promover benefícios cada vez mais concretos e que coloquem de vez a indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis no cenário internacional.

Sergio Haberfeld Presidente
  

   

 

Sanduíche pré-embalado: uma 
delícia de mercado.

Com a necessidade de oferecer ao mercado alimentos cada vez mais fáceis de serem preparados e consumidos, não deve demorar muito para ganhar força no Brasil a onda dos sanduíches pré-embalados. Alguns movimentos neste sentido já são vistos nas lojas de conveniência, redes internacionais de supermercados (como o Carrefour) e _ pasmem!!! _ na praia (no último verão carrinhos refrigerados semelhantes aos de sorvete vendiam sanduíches embalados em filmes metalizados nas praias do Guarujá).

No Brasil, a força deste movimento deverá ser dada por nomes de peso na indústria de embutidos (frios) e de queijos, que enxergam neste mercado um canal certo para o escoamento de seus produtos através de um produto final com valor agregado.

Esta tendência é reforçada quando tomamos como exemplo o Reino Unido, onde houve um verdadeiro boom dos sanduíches pré-embalados na última década. Somente a Greencore (Hazlewood Foods), líder nesta categoria no Reino Unido com 31% do mercado, produziu 179 milhões de unidades em 2003 e introduziu 391 novos produtos.

Com duas unidades industriais, a empresa se orgulha de possuir a maior e mais sofisticada fábrica de sanduíches do mundo, em Manton Wood, com uma produção média semanal de 2 milhões de sanduíches, em turnos de dia e de noite e mais de 2 mil funcionários.

Estima-se que apenas o mercado britânico consuma anualmente 3 bilhões de sanduíches pré-embalados sendo que as principais redes de supermercado são responsáveis pela venda de 25% desse volume. Os 75% restantes são vendidos em cafés, padarias, lojas de conveniência, locais de trabalho e lojas independentes especializadas em sanduíches.

Os especialistas acreditam que as forças que continuarão a impulsionar este mercado são: a mudança do estilo de vida dos consumidores que têm menos tempo para fazer suas refeições _ especialmente o almoço _ e que precisam comer enquanto se locomovem. Além disso há uma melhoria constante na qualidade destes sanduíches e a criação de variações cada vez mais exóticas e diferenciadas. Do ponto de vista industrial, os especialistas aconselham os interessados em participar deste mercado a investirem em tecnologias de automação das linhas e em estruturas diferenciadas de materiais flexíveis de embalagem.

        

 

Últimas vagas para visitar a K 2004!

O Grupo da ABIEF para visitar a K 2004, maior feira mundial do plástico e da borracha, já conta com mais de 20 empresários confirmados. A ABIEF está oferecendo um pacote de viagem especial, com preços e condições de pagamento diferenciadas.

A K 2004 está agendada para o período de 20 a 27 de outubro em Düsseldorf, Alemanha. Se você ainda não confirmou sua participação, ligue já para Daniela, da ABIEF, e garanta a sua vaga na caravana da Associação. Fone (11) 3032-4092 ou e-mail daniela@abief.com.br


   

      

Perspectivas para as matérias-primas a curto e médio prazos

Embora o consumo aparente de resinas termoplásticas tenha encolhido em 2003, as importações brasileiras superaram a marca das 400 mil toneladas e as exportações atingiram quase 800 mil toneladas. Esta foi uma das principais conclusões extraídas da palestra de Evandro Soares Filho, da Petronews, durante o Café da Manhã da ABIEF em março.

Segundo ele, o que também chama a atenção para a situação atual é que apesar da alta dos preços internacionais, a procura por material importado continua. "Aliás, não existe escassez de produto em parte alguma."

No período de 1996 a 2003, Evandro mostra que o polietileno linear de baixa densidade (PEBDL) foi a resina cujo consumo aparente mais aumentou: 138,26% no período. Em segundo lugar fica o polipropileno (PP) com um aumento de 65,78%, seguido pelo polietileno de alta densidade (PEAD), com aumento de 26,03%.

Evandro alerta para o fato de resinas como poliestireno (PS), polietileno de baixa densidade (PEBD) e policloreto de vinila (PVC) terem registrado um decréscimo em seu consumo aparente entre 2000 e 2003, período em que o país cresceu menos de 2,5%.

A curto prazo, Evandro prevê que não haverá escassez de termoplásticos no Brasil e que as ampliações em andamento deverão seguir seu cronograma. "Mas certamente assistiremos a um maior movimento em direção ao produto importado, além de um mercado em discreta recuperação e o reforço da tendência de substituição de alguns materiais."

Já as previsões a médio prazo incluem a manutenção dos preços nos patamares internacionais e a descoberta, pelos transformadores, dos benefícios de manterem importações constantes. "Quanto aos preços, eles devem manter-se alinhados à tendência internacional."

O Petronews é um site com informações sobre as indústrias química e petroquímica. Acesse: www.petronews.com.br .

             

 

Reciclagem é uma das preocupações da ABIEF

No dia 18 de março a ABIEF promoveu em sua sede, em São Paulo, o curso de Reciclagem de Plásticos: Potencial de Crescimento/Viabilidade Econômica, ministrado por Adilson Santiago Pires, engenheiro químico que já participou de diversos projetos no setor.

O curso, que reuniu cerca de 50 profissionais ligados direta ou indiretamente ao assunto, foi dividido em 4 módulos durante todo o dia: Meio Ambiente, Resinas Plásticas, Processos de Reciclagem e Projeto de uma Recicladora.

Uma das principais conclusões é que há um grande potencial para o uso de materiais reciclados no Brasil. Este potencial, segundo Adilson, é alavancado pelo aumento do preço das resinas termoplásticas. "Em janeiro deste ano foram 15% de aumento e em fevereiro outros 20%, enquanto o preço do material reciclado varia entre 40% a 50% do preço da matéria-prima virgem", analisa o engenheiro.

Ele também mostrou a importância da instalação de novas plantas recicladoras. "Mas para isso é necessário fazer um estudo de viabilidade técnica-econômica que leve em consideração os custos fixos e variáveis, o capital de giro, o retorno do investimento, seu ponto de equilíbrio e sua rentabilidade."

   

Aquisição estratégica

A MonoSol LLC, líder mundial em filmes solúveis em água, anunciou a aquisição da britânica Aquafilm Ltd, a principal produtora local de filmes sopro-extrusão solúveis em água. O negócio garante à MonoSol uma capacidade de produção bastante expressiva na Europa e uma grande variedade de filmes cast, sopro-extrusão e filmes comestíveis que possibilitam atender ao mercado mundial.

PE I _ nova planta

A Borealis está investindo US$ 230 milhões na construção de uma planta de polietileno com capacidade para 350 mil toneladas/ano, baseada na tecnologia da Borstar. O investimento também prevê uma ampliação de 90 mil toneladas/ano na planta de polipropileno da Borstar na Áustria. Ambas entrarão em funcionamento em 2005 e garantirão que a empresa tenha uma capacidade mundial de 1,75 milhão de toneladas.

PE II _ capacidade mundial

A Maack Business Services, que organizou a Conferência Global de Polietileno 2004, na Suíça, em fevereiro deste ano, prevê que até o ano 2010 a capacidade mundial de PE deverá bater as 88,2 milhões de toneladas. Contudo, o consumo crescerá a uma taxa de apenas 3,8% ao ano, atingindo 77,3 milhões de toneladas no final de 2010. Os maiores crescimentos serão registrados na China e no Oriente Médio, ambos com 7,5%, comparado ao crescimento anual de 0,6% na Europa Ocidental no período de 2005 a 2010.

Fretes com preços diferenciados

As empresas do setor de embalagens plásticas flexíveis têm mais um bom motivo para se associar à ABIEF. A Associação renovou, por mais um ano, seu Contrato de Exportação com a Hamburg Sud. Por este Contrato, os associados da ABIEF desfrutam de preços diferenciados para o frete da exportação, bem abaixo dos preços praticados no mercado.

          

Embalagem com aroma e sabor

A ScentSational Technologies está adicionando aroma e sabor às embalagens com sua nova tecnologia CompelAroma, já aprovada pela FDA, dos Estados Unidos. A tecnologia permite a liberação gradativa e uniforme de aromas durante a vida de prateleira da embalagem ou quando ela é aberta. Um bom exemplo é o do aquecimento em forno de microondas. A tecnologia CompelAroma possibilita liberar níveis altos de aroma enquanto o produto está no forno, dando mais sabor à preparação de alimentos prontos e agregando valor à categoria fast food. (www.scentsational.com)

Pouches I _ inovação em cabelo

A Wella já adotou os pouches produzidos pela alemã Bischof + Klein para sua linha de produtos para tratamento capilar Hair Games. Além da tampa exclusiva, outro diferencial do sistema é sua apresentação no ponto-de-venda: uma gancheira que possibilita que o produto fique em total evidência. O filme da embalagem também é especial e possui um toque acetinado. (www.bischof-und-klein.de)

Pouches II _ um passo à frente

A FMC Food Tech alerta que os principais requisitos que devem ser atendidos pela novas embalagens pouch retortable (esterilizáveis) são: distribuição igualitária da temperatura no interior do esterilizador; controle rigoroso do momento e da intensidade da contrapressão; registros confiáveis do produto; e uma receita com no mínimo 7 patamares de temperatura versus pressão. (www.fmcfoodtech.com)

Novidade em biodegradável

A especialista Novamont, detentora da marca de biodegradáveis Mater-Bi, foi a primeira do mundo a lançar uma malha flexível biodegradável para embalagens de frutas e legumes. A inovação já foi adotada por quatro redes de supermercados britânicas, incluindo a Tesco e Sainsbury´s. (www.materbi.com)

Sleeve ultra-fino

A Sleever International saiu mais uma vez à frente e lançou um filme para rótulo sleeve, de PET, de 40 micra. O principal diferencial é a excelente performance do material em linhas para vidro de altíssima velocidade. Este filme também reage bem ao encolhimento por vapor e pode ser impresso pelo processo de rotogravura em até 10 cores. O novo sleeve já foi adotado pela Knorr em sua linha de sopas com baixo teor de gordura. (www.sleever.com)

    

Pioneirismo é a marca da Polo

Pioneira na América Latina, a Polo Indústria e Comércio Ltda. fabrica e comercializa filmes de polipropileno biorientado (BOPP) e é a única empresa a dominar duas tecnologias de produção: a balanceada, no site de Varginha (MG) e a tenter, no site de Montenegro (RS). Nesta unidade uma ampliação de mais de 30 mil toneladas/ano está em fase adiantada de instalação; ela elevará a capacidade total da fábrica para 60 mil toneladas/ano.

A Polo também instalará, em julho deste ano, uma nova metalizadora Applied, para lençol de 2,4 metros de largura. Trata-se do estado da arte em tecnologia de tratamento por plasma para a metalização técnica de diversos substratos como BOPP, PET, PEAD e PEBD, entre outros.

O grande diferencial deste equipamento é a utilização de três gases na composição da mistura plasma, o que confere ao filme de BOPP uma barreira superior a gases. Esta barreira, somada à excelente barreira ao vapor d`água, fará do BOPP metalizado da Polo uma ótima opção para estruturas de embalagens flexíveis para aplicações onde estas propriedades sejam necessárias.

www.poloind.com.br  


BEM-VINDOS À ABIEF


A ABIEF dá as boas-vindas aos seus novos associados:

  • 3M do Brasil Ltda.
  • Plaslam Ind. e Com. de Plásticos Ltda.
  • Votocel Filmes Flexíveis Ltda.

 

 

Edição e Redação: LDB Comunicação Empresarial. Tel.: (11) 3672-3366. E-mail: ldbcom@uol.com.br. Editora Responsável: Liliam Benzi – Mtb 19.352. Projeto Gráfico, Diagramação e Ilustrações: Saulo Pacheco. Tel.: (11) 3061-2231. E-mail: formato.sp@terra.com.br . Fotos da tarja superior: Macarena Lobos. Tel.: (21) 2245-2213.