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Ano III - maio/junho 2004
nº 15
Mercado global, mito ou realidade?
Uma importante conclusão é que a cultura de cada mercado funciona como um filtro para a globalização. Marcas internacionais famosas como Nescafé, Coca-Cola, Garnier, Lancôme, McDonald´s, Mentos, Visa e American Express já entenderam esta nova realidade e adaptaram seus produtos globais ao "paladar" regional. Quando se trata de marcas de luxo, como Nike, Adidas, Puma, Reebok, Sony e Apple a idéia é vender personalidade. O estudo também mostrou que a noção de uma marca "desejável" agora se estende a todos os mercados de consumo de massa e, em especial, ao dos produtos "profissionais". E neste capítulo a embalagem tem um papel fundamental. O pequeno frasco azul da Nivea deve significar, para todo o mundo, hidratação. O mesmo ocorre com as embalagens de Dove que, em poucos anos, conseguiram estabelecer a marca como um símbolo em produtos de higiene pessoal. Mas quando se busca a globalização de uma marca, os especialistas são unânimes, deve-se levar em conta o poder da marca, os limites desse poder, a redução dos custos de produção e a simplificação dos processos de produção e das políticas da marca. Eles garantem ainda que existem duas formas bem definidas para se organizar marcas globais, o gerenciamento por categoria e as "megabrands". Considerando o dilema globalização X regionalização, o estudo PackVision levantou como tendências que influenciarão os projetos de embalagem:
Mas todas estas estratégicas só serão eficientes se a empresa tiver pleno entendimento do consumidor final e dos métodos de distribuição; estes dois fatores continuam sendo essenciais para o sucesso de qualquer embalagem, de qualquer produto em qualquer mercado.
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Imagens da K 2001: três anos de atualizações tecnológicas nas áreas de plástico e borracha. (Foto: Messe Duesseldorf) |
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Palavra do Presidente Ecodesign, um novo componente da embalagem.Muito tem se falado de ecodesign sem se ter, na realidade, pleno conhecimento sobre o assunto. Mesmo os profissionais da área de embalagem acabam utilizando o termo superficialmente. É preciso entender que um projeto de ecodesign tenta unir o que é "tecnicamente possível com o que é ecologicamente necessário, criando propostas culturais e socialmente aceitáveis". Assim, um projeto de embalagem baseado no ecodesign deve prever, entre outras coisas, o uso sustentado e otimizado de recursos naturais como matérias-primas e energia; a redução e a reciclagem do lixo; a redução dos prejuízos ambientais pelo mau uso do produto e, é claro, o pós-consumo desta embalagem com vistas à proteção da biosfera. A exemplo do que já acontece no exterior, não creio que levará muito tempo para a indústria brasileira de embalagem ter que considerar o ecodesign como um componente estratégico do seu negócio. Chegará o momento em que nossos clientes, especialmente as multinacionais, verão este elemento como decisório na escolha de um ou de outro fornecedor de embalagem. O projeto em consonância com os conceitos englobados pelo ecodesign será o escolhido. E isto não é apenas uma questão de moda, de ser ecologicamente correto. Na prática, o ecodesign implica na redução de custos em todo o processo. Ele também cria oportunidades para a formação de parcerias, do tipo: posso utilizar em meu processo o resíduo de alguma outra indústria e vice-versa. O que precisa ficar claro é que não se trata de um bicho de sete cabeças mas de um assunto novo que, como tal, merece toda a atenção dos empresários. Quanto mais cedo nos dedicarmos a esta nova matéria, mais nossas empresas estarão em conformidade com a realidade internacional e prontas para competir em qualquer mercado. Sergio Haberfeld
– Presidente
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Não restam dúvidas de que as embalagens stand-up pouch estão plenamente consolidadas no mercado internacional e têm um caminho bastante promissor no cenário brasileiro. Os números relativos à produção falam por si só.
Estima-se que no ano passado tenham sido produzidas 14 bilhões dessas embalagens em todo o mundo, contra 3,5 bilhões produzidas há 10 anos. E o crescimento não vai parar: para 2006 os especialistas prevêem uma produção superior a 24 bilhões de unidades.
A versão de stand-up pouch mais atual e que começa a chegar no Brasil são as embalagens retort ou esterilizáveis que permitem cozinhar o produto, a altas temperaturas, depois de envasa-lo. O maior entrave para esta embalagem ainda é o alto custo e a falta de volumes que justifiquem o investimento; os volumes ainda são pequenos pois o consumidor final, e o próprio varejo, não deixaram de lado alguns mitos. Cabe portanto à indústria de embalagem ajudar na criação desta cultura.
Mas qual será o próximo passo em inovação para stand-up pouch? Os especialistas apontam a conveniência, traduzida principalmente em sistemas de abertura e refechamento da embalagem. Recentemente a italiana IdealPack lançou algo realmente inovador. Trata-se do Ideal Clip (quadro abaixo), um sistema universal de refechamento para bags e pouches.
Extremamente simples e de fácil utilização, esta peça injetada em polipropileno pesa entre 5 a 7 gramas e pode ser produzida com 100, 140 ou 180 mm nas mais variadas cores. Ela vem como um elemento à parte da embalagem e só é usada depois da embalagem aberta, garantindo seu total refechamento mesmo quando colocada de cabeça para baixo.
Outra novidade em abertura é o sistema da Ilapak Limited, do
Reino Unido. O Strip-It (ao lado) é aplicado em linha em embalagens do tipo
flow-wrap, pillow e com três soldas. Em breve ele estará
disponível para embalagens de carne e produtos lácteos.
Na área de retort pouches também já aparecem novidades. Como
é o caso do pouch com auto-ventilação para forno de microondas.
Criada pela norte-americana QuickWave International Corporation,
esta embalagem reduz em até 50% o tempo de cozimento dos alimentos;
ela suporta temperaturas de – 50°C a 265°C.
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Participação na Fispal 2004Com um estande de 50 m², a ABIEF marcou por mais um ano sua presença na Fispal Tecnologia, realizada em junho em São Paulo. Este ano, o evento foi palco ainda para a realização do coquetel de lançamento oficial do Guia ABIEF do Setor 2004.
A ABIEF estima que cerca de 600 profissionais tenham visitado o seu estande durante os quatro dias da Feira. Outras 76 pessoas foram lá especialmente para participar do coquetel de lançamento do Guia e confraternização do setor.
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Distribuição do Guia ABIEF durante a feira. |
Como faz mensalmente, a ABIEF realizou, em maio, seu tradicional Café da Manhã. Os palestrantes foram, Renato Wakimoto e Vicente Silva, respectivamente da Natura e da Politeno. A palestra da Natura foi focada em "Ecodesign no desenvolvimento de embalagens cosméticas", enquanto a Politeno explorou o tema "Resinas octeno – quando e onde aplicá-las".
O evento é mais uma iniciativa da ABIEF de reunir todos os elos da cadeia produtiva, desde o fornecedor da matéria-prima até o usuário da embalagem, de forma a mostrar as dificuldades e oportunidades de cada um desses elos.
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Pelo menos na Europa, o BOPP (polipropileno biorientado) tem sido a vedete da indústria de embalagens flexíveis nos últimos 25 anos. A questão levantada recentemente é até quando este filme continuará a ter um papel importante no setor.
Muitos apostam que sua sobrevivência está diretamente
relacionada à sua capacidade de inovação. Por isso, fabricantes
internacionais, como a Borealis, começam a desenvolver novos
conceitos para a aplicação do BOPP com benefícios tangíveis para
os produtores, convertedores e embaladores.
Em 2003, a empresa lançou o Advanced Borseal com propriedades que evitam a formação de depósitos no cilindro e na faca de ar durante a extrusão, reduzindo o número de paradas da máquina.
A idéia geral é que os polímeros criem valor e este valor também é traduzido em filmes com maior transparência e brilho. A internacional ExxonMobil tem empregado esta tendência no desenvolvimento de novos filmes como os anti-estáticos, os metalizados Metallyte e os OPPalyte.
No Brasil, empresas como a Polibrasil, explicam que a evolução no BOPP está em incorporar, na menor gramatura possível, os atributos para o uso final, com foco na barreira e na selabilidade do filme. Segundo, Cláudio Marcondes, que fez uma apresentação no Café da Manhã da ABIEF de maio, é importante considerar ainda a evolução dos processos de conversão, "que passa pela simplificação, redução de custos e aumento de produtividade".
Ele cita como exemplos de evolução, o uso de BOPP mate metalizado na embalagem Elma Chips Sensações e a substituição da estrutura BOPP/Papel por BOPP na embalagem do papel Report. O BOPP perolizado também tem tido um avanço considerável no mercado brasileiro de bolachas recheadas.
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A Ipiranga Petroquímica está trabalhando fortemente na divulgação de sua mais recente resina para a fabricação de sacolas. Trata-se da MaxiFilm GP 9452F apresentada com exclusividade a indústria de flexíveis durante o Café da Manhã da ABIEF, em Junho, pelo Diretor Comercial da empresa, Eduardo Tergolina.
Segundo ele, as sacolas produzidas com a nova resina têm
resistência ao impacto 50% superior à das demais resinas, "o
que gera economia e ganho em qualidade para toda a cadeia, do
produtor ao supermercado e consumidor final", analisa.
A MaxiFilm é fruto de um projeto iniciado em 1998. Embora a sua produção industrial tenha começado em 2000, a produção regular só aconteceu a partir de setembro de 2002. Hoje a Ipiranga tem capacidade para produzir cerca de 15 mil toneladas/ano desse material. Outros pontos positivos são a resistência à tração na ruptura e a alta produtividade.
Os ensaios técnicos realizados com a MaxiFilm levaram a concluir
que em relação à sua versão anterior, a GM 9450F, ela
possibilita obter filmes com uma maior resistência mecânica (com a
mesma espessura) e reduzir em pelo menos 20% a espessura do filme,
sem perda de resistência mecânica.
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Desde 2003, os países membros da Comunidade Européia não podem comercializar carnes em embalagens a vácuo - bandejas comuns envoltas em filmes plásticos que ficam sob refrigeração. A nova diretiva da Comunidade exige que as carnes sejam embaladas em atmosfera modificada. As principais vantagens do novo sistema são:
Para o consumidor final a principal vantagem é o aumento da vida de prateleira. Não deve demorar muito para a atmosfera modificada tornar-se uma realidade mais abrangente também no Brasil. Tecnologias já existem.....
Uma recente pesquisa realizada pela européia Applied Market Information
detectou que os convertedores de filmes de polietileno estão crescendo como
resultado da reestruturação e da consolidação das empresas. Em 1999 um
convertedor de porte médio na Europa Central e Ocidental processava cerca de 5
mil toneladas/ano. Já em 2003 sua média anual aumentou para 5.800 toneladas.
Estima-se que o crescimento tenha sido de 2% no período de 2000 a 2003 embora
tenha havido uma queda no mercado de filmes de polietileno de 2,6% desde 1999.
Veja abaixo a distribuição dos convertedores de filmes de polietileno na
Europa 1999-2003 (em mil toneladas).
| 1999 | 2003 | Mudança % | |
| França | 144 | 140 | -2,8 |
| Alemanha | 125 | 115 | -8,0 |
| Itália | 295 | 277 | -6,1 |
| Reino Unido | 189 | 161 | -14,8 |
| Benelux | 62 | 58 | -6,5 |
| Escandinávia | 79 | 76 | -3,8 |
| Espanha | 111 | 103 | -7,2 |
| Outros da Europa Ocidental | 111 | 107 | -3,6 |
| Europa Central | 205 | 249 | +21,5 |
| Total | 1321 | 1286 | -2,6 |
O mercado de embalagens plásticas flexíveis na Europa Central e Oriental mudou muito nos últimos 10 anos. Em 2002, as vendas já totalizavam cerca de 1 bilhão de Euros ou o equivalente a 10% do mercado europeu total, incluindo a Turquia. Os principais players da região são Rússia, 36% de participação; Polônia, 24%; Hungria e República Checa, cada um com 8%; Romênia, 6%, Ucrânia e Eslováquia, cada um com 5%; Países Bálticos, 4%; e outros, 4%.
Com o fortalecimento do negócio de embalagens plásticas para produtos de saúde nos EUA, a Amcor Flexibles expandiu sua planta em Illionois para 40 mil pés quadrados. Foram instaladas duas novas máquinas para pouch e duas novas máquinas para bags.
Depois de se consolidar no Brasil, a Scholle deu mais um passo em seu
processo de internacionalização. A empresa inaugurou um escritório na
Alemanha que atenderá também a Áustria e a Suíça, fornecendo embalagens
bag-in-box de 2 a 1.000 litros.
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Uma prova de que as embalagens plásticas flexíveis estão realmente em alta foi dada durante o Flexible Packaging Innovation Showcase 2004, organizado pela FPA (Flexible Packaging Association), dos Estados Unidos. Das 85 embalagens escolhidas pela Associação, selecionamos 8 para publicar nesta edição. Confira.
A embalagem stand-up pouch do arroz Ajinomoto utiliza um novo processo de produção da chapa que melhora a reprodução flexográfica, garantindo maior qualidade à impressão reversa. A nova tecnologia resulta em uma maior clareza da imagem, cores mais vivas e densidades mais altas. Ela foi produzida pela American Packaging Corporation, Divisão FP&L.
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Porção individualEsta embalagem de snack desenvolvida pela Bemis Converter Films para a Carl
Budding & Company se diferencia pela conveniência. Embora o consumidor leve
para casa um conjunto de quatro itens, ele pode consumi-los separadamente.
Trata-se de uma estrutura multicamadas de nylon coextrudado/poliéster que
garante propriedades como total achatamento da embalagem, alta transparência e
excelente espessura dos cantos, fundamental para a separação das porções
individuais.
Frutas frescas e portáteisO conceito de portabilidade chegou ao mercado de frutas e legumes. Por isso a
North State Flexibles desenvolveu para a Premier Fruit and Vegetable a embalagem
Carry-Fresh que além de oferecer conveniência para o consumidor (fácil de
carregar), causa um forte impacto no ponto-de-venda. O filme impresso combina
polipropileno com uma blenda especialmente formulada de polietileno metaloceno
que garante máxima resistência.
Batom flexívelCriada para funcionar como amostra grátis, a embalagem da American Packaging
Corporation foi incorporada à linha de produtos da Orlandi. Ou seja, o mercado
já conta com uma nova solução para embalagem de batom: um filme laminado
especialmente projetado para manter as características do produto e protege-lo
de qualquer contaminação. A utilização é fácil: basta remover a capa de
proteção e pressionar o filme contra os lábios.
Para mostrar seu comprometimento com o meio ambiente, a Highland Supply Corporation criou uma embalagem específica para vasos de plantas. O filme é impresso com tintas a base de água que contêm menos de 0,70% de componentes orgânicos voláteis prejudiciais à natureza. A empresa está se especializando em projetos com características ambientais.
Filme coolerA Pactech desenvolveu o Insul-Pouch um substituto ideal, com vantagens de
custo, para as embalagens rígidas de EPS, que mantem os produtos resfriados. A
nova embalagem criada para a CVS Pro Care Pharmacy reduz o peso em 50% e utiliza
80% menos espaço que os coolers rígidos. A embalagem é oferecida com tamper
evident e ziper, e é fácil de ser envasada.
Higienização totalO filme antimicrobiano da Honeywell Specialty Products tem como base um nylon orientado cast. O segredo está na camada externa, uma blenda de agentes antimicrobianos que garantem as propriedades fungicida e bactericida. O novo filme está sendo usado pela J. P. Lamborn Co.
Informações sobre as empresas e desenvolvimentos citados podem ser
solicitadas pelo site www.flexpack.org.
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Com uma experiência de 20 anos na transformação de
polietileno em filmes, sacos, sacolas, lisos ou impressos,
encolhíveis ou não, há cerca de cinco anos a Plasfan decidiu
focar suas atividades na indústria de alimentos. Como conta
Shirley Fantozzi, Diretora da empresa, a estratégia foi
alavancada com o desenvolvimento de uma embalagem coextrudada
para aves frigorificadas.
"A partir deste desenvolvimento, percebemos que tínhamos um grande potencial para atuar junto a esta indústria." Hoje a Plasfan está passando por uma reestruturação, que inclui inclusive a mudança de suas instalações, para se adequar às exigências da indústria de alimentos.
A empresa já atende a importantes frigoríficos entre eles Sadia, Santa Rita, Independência e Frigol. As embalagens fornecidas pela Plasfan são usadas por estes clientes em produtos comercializadas no mercado nacional e internacional.
BEM-VINDOS À ABIEF
A ABIEF dá as boas-vindas aos seus novos associados:
| Edição e Redação: LDB Comunicação Empresarial. Tel.: (11) 3672-3366. E-mail: ldbcom@uol.com.br. Editora Responsável: Liliam Benzi – Mtb 19.352. Projeto Gráfico, Diagramação e Ilustrações: Saulo Pacheco. Tel.: (11) 3061-2231. E-mail: formato.sp@terra.com.br . Fotos da tarja superior: Macarena Lobos. Tel.: (21) 2245-2213. |