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Ano V - janeiro/fevereiro 2006
nº 22
O que impulsionará o mercado mundial de flexíveis?Ao que tudo indica, a tecnologia será a principal arma contra a crise no consumo. Os especialistas internacionais apontam quatro driven forces para a indústria mundial de embalagens plásticas flexíveis: a substituição das embalagens rígidas, o desenvolvimento de novos tipos de barreira, a expansão dos pouches e o crescimento dos mercados da Europa central e do leste. Hoje, os filmes flexíveis já respondem por 25% de todos os plásticos usados no mundo, o equivalente a 50 milhões de toneladas. A liderança vem de materiais commodities como o polietileno (PE) e o polipropileno (PP) que juntos respondem por 38 milhões de toneladas. A principal justificativa para tal avanço tem um nome: tecnologia. A orientação do polipropileno (OPP) é um bom exemplo de tecnologia que melhorou as propriedades de um material convencional, alavancando seu crescimento para cerca de 7% ao ano. Mas a grande vedete continua sendo a tecnologia para stand-up pouches. Na Europa, graças aos avanços tecnológicos o setor pulou de 4 bilhões de unidades em 2001 para mais de 10 bilhões de unidades em 2004; até 2008 deverão ser 18 bilhões de unidades. O ponto alto é a tecnologia de laminação para embalagens retortable (esterilizáveis), com base no alumínio. Não é à toa que as grandes marcas apostam cada vez mais nas embalagens flexíveis. Somente a Procter & Gamble gasta US$ 500 milhões por ano com estas embalagens. O principal exemplo é dado pelo sabão em pó que migrou do cartucho de cartão para a bolsa flexível com barreira a aroma e um tipo de selagem que a torna easy-open. A empresa trabalha intensamente em outras inovações como filmes com uma taxa de transmissão de vapor inferior a 10%, aumento modular de 20% e selagem a temperaturas inferiores a 5°C. O mercado mundial também vive a onda dos filmes biodegradáveis. Mas ainda resta responder a uma pergunta: como desenvolver bio-barreiras? O Centro de Pesquisas de Agrotecnologia e Alimentos da Holanda acredita que os revestimentos inorgânicos, como o depósito à vácuo de SiOx ou AlOx, possam causar problemas técnicos; já a deposição de metal não é vista pelos consumidores com bons olhos do ponto de vista ambiental. Outra opção é a aplicação de nano partículas de argila. Esta discussão acaba envolvendo a tecnologia de atmosfera modificada (MAP), consagrada na Europa, especialmente na Holanda onde é usada desde o ano 2000 e hoje já embala 50% da carne fresca do país; em 1994 eram apenas 5%. A tecnologia reduziu a quantidade de alimentos estragados em 8.000 toneladas, economizando US$ 61,9 milhões para a indústria mesmo com um aumento do custo da embalagem de US$ 38,5 milhões. A Alcan Packaging prevê que até 2009 o filme MAP domine 80% do mercado europeu, com um crescimento anual de 8%. De modo geral, as previsões são que os segmentos de carne, pescados, queijos, lácteos, alimentos congelados e resfriados mostrarão o maior crescimento em volume de embalagens flexíveis na Europa até 2010. As indústrias farmacêutica e de medicamentos também deverão aumentar o uso destas embalagens em 5,8% até 2010; outros segmentos de não alimentos aumentarão em 4,9% e bebidas e cosméticos/artigos de toucador terão, ambos, um aumento de 3,7%. Hungria, Ucrânia, República Tcheca e Polônia são apontados como os países com o progresso mais rápido das embalagens flexíveis neste período. Mas a Alemanha e o Reino Unido continuarão a dominar o mercado europeu de embalagens flexíveis com uma participação, até 2010, de respectivamente 17,4% e 21,6% em volume. *Os números desta matéria foram extraídos de um artigo publicado na Revista Plastics in Packaging, do Reino Unido.
Amcor Flexibles, Alcan Packaging,
Constantia, Sealed Air, Clondalkin, Wipak, Huhtamaki, Bemis, Mondi, Uniteds e
Pactiv.
Ano novo, novos planos. É inevitável que comecemos mais um ano com esperanças renovadas e com a certeza de fazer o melhor. Pelo menos é este pensamento que está norteando o plano de ação estratégico da ABIEF. Além das ações tradicionais
– Café da Manhã, publicações e Guia do Setor – planejamos
outras bastante diferenciadas.
Estamos organizando três Delegações para as grandes feiras internacionais do setor agendadas para 2006
– Argenplás, NPE e PackExpo International. Não deixaremos de participar das nacionais, igualmente importantes, como Fispal Tecnologia, Fispal Recife e a nova Embala, na Brasilpack. Os seminários e
workshops técnicos também fazem parte de nossa pauta. Planejamos ainda uma ação mais focada para equacionar o IPI de nosso setor.
Todas estas ações têm como meta alavancar o crescimento desta indústria e promover a união da cadeia petroquímica. O trabalho da ABIEF sozinho não é tão positivo quanto o de todos os elos da cadeia conjuntamente. Esta luta certamente se refletirá no aumento de competitividade de nosso setor nos
mercados interno e externo. Vamos vender mais, vamos exportar mais. Vamos exercer nosso direito a um crescimento sustentado e contínuo.
Certamente este ano não será muito tranqüilo; as previsões indicam que ele ainda será um ano conturbado com resquícios das adversidades enfrentadas em 2005. Por isso, precisamos, mais do que nunca, estar atentos aos custos de nossa produção e à alta carga tributária que incide sobre nossa atividade.
Enfim, trabalhar para crescer continuará sendo o lema da indústria de embalagens plásticas flexíveis. Um 2006 de garra e perseverança para todos!
Considerada uma empresa de vanguarda quando o assunto é farinhas e suas respectivas embalagens, a J. Macêdo desenvolveu e aprimorou nos últimos anos uma política para lidar com seus fornecedores. No caso dos fornecedores de embalagem, três aspectos são premiados: qualidade técnica, qualidade de serviços e integração com os outros elos da cadeia.
“Mas esperamos ainda que nosso fornecedor tenha agilidade no atendimento aos prazos de produção, busque otimizar os processos e custos, nos dê total suporte técnico e mantenha boas relações comerciais.” Sartoretto diz que as inovações e a minimização do impacto ambiental são outros aspectos pesados na hora da decisão. “Esta integração traz benefícios ainda para enfrentar desafios como o colocado pelo Ministério da Agricultura que obriga as empresas a adequarem suas embalagens com a nova caracterização da farinha até setembro desde ano.” A partir de junho deste ano haverá também uma nova adaptação das embalagens com base na nova legislação sobre rotulagem nutricional.
Vale lembrar que a J. Macêdo foi a primeira empresa do Brasil a adotar a embalagem plástica flexível para sua linha de farinha de trigo da marca Dona Benta. Uma estratégia que lhe rende, até hoje, a posição de líder no segmento.
As principais propriedades da estrutura são excelente balanço entre rigidez X resistência ao impacto; elevada resistência à perfuração; maior hot tack e menor temperatura de selagem; excelentes propriedades óticas; e excelente compatibilidade entre as camadas coextrudadas. Há ainda ganho em brilho e em transparência e diminuição da opacidade. Por estas características o filme aplica-se ao empacotamento automático, embalagens de alto desempenho e laminação.
Os dois principais elementos no novo plastificante, que consumiu cinco anos de pesquisa, são o óleo de rícino, com propriedades emolientes e lubrificantes, e o ácido acético. Estas substâncias garantem que o plastificante não tenha sabor e nem cheiro; se for ingerido, ele é metabolizado como um óleo vegetal.
A Danisco já estuda sua aplicação em embalagens para alimentos, inclusive de PVC flexível. O novo plastificante pode ser usado sem a necessidade de alterações nos equipamentos existentes.
Estima-se que o mercado mundial de fetalatos (as substâncias usadas para
plastificar) gire entre 2 a 3 milhões de toneladas/ano. Somente a Europa Ocidental produz 1 milhão de tonelada de fetalatos anualmente; desse total, 900 mil toneladas são usadas para plastificar o PVC. A Danisco espera conquistar 1% desse
mercado mundial, o equivalente a vendas de US$ 86,4 milhões/ano. O entrave é que o preço do novo plastificante ainda é 3 a 4 vezes superior ao dos fetalatos convencionais.
Dicas que podem ajudar o fabricante de embalagem em uma negociação.
Um estudo conduzido nos Estados Unidos pelo PMMI (Packaging Machinery Manufacturers Institute) detectou que a maioria das operações de embalagem não é eficiente ou pelo menos não dá ao cliente tudo o que poderia dar. Certamente no Brasil esta realidade não é muito diferente. Assim, seguindo os conselhos
dos experts internacionais o primeiro passo é "monitorar, medir e manter". Comprovadamente, a maior dificuldade em se otimizar a performance de uma fábrica está na falta de procedimentos confiáveis.
A segunda dica dos especialistas é "treinar e melhorar os padrões", ou seja, sanar a falta de operadores de máquinas capacitados e de um time eficiente de manutenção. Uma leva de engenheiros de embalagem nos EUA tem buscado junto aos fabricantes de máquinas este treinamento, assim como opções de treinamento
eletrônico, via internet ou vídeo.
É importante ainda "reduzir o tempo de parada das linhas e aumentar a sua qualidade". A média é de cinco paradas por turno sendo que cada parada dura cerca de 30 minutos. Comprovadamente, a eficiência da linha fica comprometida na primeira hora após cada parada. Somando-se tudo...
Parte dos problemas poderia ser sanada se, ao projetar a linha de embalagem algumas precauções fossem tomadas, como:
flexibilidade para trabalhar com diferentes produtos - líquido e pó - e volumes de embalagem
– 250 ml a 1 litro;
máquinas que trabalhassem 24 horas, 7 dias por semana, sem a necessidade de manutenção;
uma linha completa que coubesse em uma garagem para um carro;
fim da necessidade de operador; haveria um operador ocasional.
Embora estas colocações pareçam futurísticas demais, Ben Miyares, Vice-presidente de Relações Industriais do PMMI acredita que elas devam motivar os fabricantes de máquinas a projetarem linhas cada vez mais inteligentes e amigáveis.
De acordo com o Programa Export Plastic as exportações de produtos plásticos cresceram 26% em 2005 em comparação ao ano anterior, saltando de US$ 792 milhões para US$ 1 bilhão. Para 2006 a previsão é que o aumento seja de 30%. Somente os associados do Programa foram responsáveis por exportações da ordem US$
112 milhões em 2005, o que representou um aumento de 125% sobre o valor exportado em 2003. Mais informações sobre as exportações e sobre o Programa no site www.exportplastic.com.br.
Com o objetivo de ganhar o mercado norte-americano de produtos com maior valor, nos quais a concorrência chinesa é menor, a FFS Filmes, associada da ABIEF, anunciou que abrirá um escritório nos EUA. Segundo Alfredo Schmitt, diretor da empresa, esta é a melhor forma de entrar no mercado norte-americano. A nova
empresa, em funcionamento desde o início de março, chama-se FFS Films America. A previsão é concretizar as primeiras vendas nos próximos seis meses.
A norte-americana Pactiv Corporation vendeu sua divisão de flexíveis para a AEA Investors, um fundo de investidores onde participam empresas de alimentos e de máquinas. O negócio deu origem à Pregis que será controlada por investidores norte-americanos e holandeses. A nova empresa se dedicará à produção
de plástico bolha, envelopes metalizados, almofadas de cushining e embalagens flexíveis diversas, inclusive para a área médica.
A partir deste ano, a China é o novo usuário dos bio-plásticos, à base de milho, produzidos pela NatureWorks. O material será introduzido no mercado pela rede de varejo Wal-Mart, que possui 62 lojas no país. O principal uso do material é em embalagens para morango, vegetais e bolsas laminadas para pão; outras
aplicações estão sendo testadas.
Um estudo apresentado pelo Grupo Freedonia mostra que até 2009 a demanda por produtos farmacêuticos deverá crescer, anualmente, 6,3%, totalizando US$ 30 bilhões. Países desenvolvidos como os europeus, os EUA e Japão continuarão a responder por 70% da demanda; mas a China aumentará sua participação de forma
significativa. Índia e Brasil também são apontados como mercados com grande potencial de crescimento.
Outro estudo da Freedonia prevê que a demanda por filmes stretch (estiráveis) e shrink (encolhíveis), nos EUA, crescerá 5,3% ao ano, atingindo US$ 4,1 bilhões em 2009. Separadamente, o crescimento anual do filme shrink será de 5,6% e do stretch de 5%. Os filmes de polietileno linear deverão responder por 77% de
todo o material stretch e shrink usado em 2009.
Nesta edição, apresentamos mais algumas embalagens que participaram da Vitrine de Inovação 2005, promovida pela FPA (Associação de Embalagens Flexíveis) dos EUA. Informações sobre as empresas ou embalagens citadas no site
www.flexpack.org .
A Exopack desenvolveu para a Cargill uma embalagem para sal cujo principal diferencial são as alças nas duas pontas. O fato do consumidor poder segurar a embalagem por qualquer um dos lados garante conveniência nas etapas de transporte e manuseio do produto.
O filme FC 805 da Cryovac foi usado pela Sealed Air Corporation para criar uma nova embalagem para frangos resfriados com alto índice de encolhimento, selagem hermética a vácuo e que elimina qualquer possibilidade de vazamento de líquidos. A embalagem também é altamente resistente à punctura e à
abrasão, sem contar que não prejudica o visual do produto.
O stand-up pouch criado pela Exopack dá ao segmento de bronzeadores para a pele um fôlego novo, ao substituir as
embalagens rígidas convencionais. Além do formato diferenciado e do bico aplicador com tampa, o
polipropileno com acabamento matte garante um forte impacto dos grafismos. O formato
único é exclusivo para a marca.
A embalagem easy-peel para o Don Café, produzida pela CLP Industries, introduz o conceito de easy-open no segmento de cafés, mantendo a integridade da barreira à luz, oxigênio e vapor de água exigida pelo produto. Para acionar o sistema de abertura, basta apertar a embalagem e puxar a lingüeta na
superfície frontal.
A embalagem da Exopack é uma nova opção em formato para os fabricantes de pipocas prontas, acostumados com embalagens de plástico rígido e de cartão. O pouch possui uma camada interna de poliéster metalizado que acaba impactando no grafismo externo, além de proteger o conteúdo. O resultado
final é a aparência de um "produto gourmet". A embalagem conta ainda com um sistema de zipper que garante conveniência para o consumidor.
Esta sustentabilidade também se reflete nos excelentes números de nossa economia. O risco país está atingindo números tão baixos que existe uma forte tendência de que o capital especulativo que hoje entra no país, passe a ser capital de efetivo investimento.
Diante destas circunstâncias e considerando que só agora o efeito da entrada da Riopol no mercado começa a ter influência na oferta/demanda, acredito que teremos um ano de bons resultados. Vale destacar ainda que mesmo com o dólar em patamares baixos, o país continua com exportações crescentes.
Luiz Antonio Dellosso Simões, Diretor da Europack.
A ABIEF está oferecendo aos seus associados uma oportunidade única de visitar as principais feiras internacionais do setor fazendo parte de uma Delegação Oficial que conta com preços especiais na passagem aérea e na hospedagem. Estão pautados para este ano os seguintes eventos:
Argenplas 2006 – 11ª Exposição Internacional de Plásticos
– 20 a 24 de março - Buenos Aires (Argentina) - www.argenplas.com
NPE 2006 – Exposição Nacional do Plástico – 19 a 23 de junho - Chicago (EUA) - www.npe.org
Pack Expo International – 29 de outubro a 02 de novembro - Chicago (EUA) - www.pmmi.org
Garanta já a sua participação! Informações sobre a Delegação ABIEF para qualquer uma das feiras citadas com Daniela, do Marketing, pelo fone (11) 3032-4092, e-mail daniela@abief.com.br ou no site www.abief.com.br.
Parabéns à Propack, associada da ABIEF, pela conquista do Troféu Embanews na categoria Tecnologia e Qualidade, com os seguintes itens: rótulo da Linha Care Liss Professional (Shizen); rótulo para bebidas Belly Washers (Latco/Ultrapan); rótulo promocional Squeeze Bob's (Maximu's-G7); rótulo dos Sabonetes Cremosos (Mahogany). Vale ressaltar que o rótulo
termo-encolhível para o sabonete cremoso é o primeiro no Brasil a ser produzido com tecnologia cold foil.
A ABIEF dá as boas-vindas ao seu novo
associado:
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