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Ano V - março/abril 2006
nº 23
Inovação é a palavra-chave na Kraft FoodsEle defende ainda a "sustentabilidade no plano de crescimento, ou seja, a criação de marcas com valor superior, além da transferência de portifólio, globalização das categorias, gerenciamento dos custos e ativos com eficiência". "Em tudo isso, devemos considerar que o que faz a diferença de uma empresa hoje é o serviço e não apenas o preço ou a tecnologia." Além disso, o fornecedor que quiser trabalhar com
multinacionais como a Kraft, deve antecipar-se e apresentar, constantemente, projetos de inovação que lhe coloquem novos desafios.
Especificamente na área de embalagens plásticas flexíveis, a Kraft Brasil espera que seus fornecedores ajudem a construir um valor perceptível superior para o consumidor. Algumas sugestões para construir este valor são: adoção de sistemas easy open, criação de novos dispositivos de segurança e aumento da vida de prateleira.
A Kraft também se preocupa muito com a redução do impacto ambiental de seus produtos/embalagens e com ações socialmente responsáveis. A empresa estima que, hoje, a embalagem represente cerca de 10% do impacto ambiental do produto; a meta é reduzir este percentual.
Como tendências para um futuro bem próximo, Julio Abud cita as embalagens unidoses
– que estarão presentes em 40% dos lares até 2010; as embalagens "on the go" para serem consumidas em trânsito;
e embalagens que reduzam os custos logísticos (armazenagem, transporte e distribuição), ofereçam conveniência, instrução e informação, e sejam reutilizáveis e/ou recicláveis.
Assim, certamente o Guia do Setor ABIEF 2006 será um verdadeiro manual prático para empresários, executivos, gerentes, designers e profissionais em geral que buscam informações sobre embalagens plásticas flexíveis e novas soluções no mundo globalizado.
Participe deste projeto de sucesso, contate a Greenfield, tels. 11 5184-1515 (São Paulo) e 81 3466-8989 (Pernambuco), e-mail guia2006@greenfield-brm.com. Ou acesse o site www.abief.com.br/guia2006.
O mercado brasileiro tem sido implacável com a indústria de transformação de plástico. As oscilações e altas dos preços e a queda acentuada na demanda, estão gerando grandes problemas. Talvez o principal deles: o impedimento no avanço de novos investimentos. Com isso, depois de tanto esforço para oferecermos uma indústria tecnologicamente capacitada, corremos o risco de perder competitividade pela
demora na modernização.
Creio que a única solução imediata seria que nossa indústria entrasse de cabeça na exportação de produtos transformados.
Não faltam compradores externos interessados nos produtos brasileiros de qualidade. O que falta, sim, é sermos mais competitivos comercialmente, com preços. Como disse no início, certamente a maior parte de nosso parque industrial está apto a produzir e a brilhar no mercado internacional.
Diante do exposto, a ABIEF vem trabalhando intensamente, com as empresas da primeira e da segunda geração, com o intuito de encontrar uma solução conjunta que viabilize comercialmente as exportações de transformados plásticos flexíveis.
Precisamos de uma "agenda de trabalho" voltada para o futuro e não apenas para o momento atual. Sabemos que o câmbio é o nosso principal adversário no momento, mas sabemos também que com boa vontade e com a disposição de todos em "pensar o futuro" estes entraves poderão ser driblados.
Chegou a hora de todos contribuírem com esta proposta. Se não alavancarmos as exportações, sentiremos de forma cada vez mais feroz a desaceleração da demanda no mercado interno, pautando nossas indústrias por um crescimento lento e pouco sustentável.
Caso tenha interesse em participar da Delegação ABIEF contate Daniela pelo e-mail
daniela@abief.com.br ou pelo fone (11) 3032-4092. Informações detalhadas também podem ser obtidas no site
www.abief.com.br.
Além de informações institucionais, sobre o mercado e sobre as ações da Associação, o estande da ABIEF funcionará
como uma vitrine para a exposição dos produtos fabricados por cerca de 15 de seus associados. "Esta é a forma que encontramos para ter um estande mais didático que não apenas "fale" sobre os produtos, mas os apresente ao vivo e em cores", analisa o Presidente da entidade, empresário Rogério Mani. O estande da
ABIEF também funcionará como ponto de encontro para os associados e seus clientes.
De acordo com os expositores, embora o número de visitantes tenha sido menor, o volume de negócios realizados ou agendados, aumentou. Outro aspecto positivo foi a presença de compradores de diversas partes do Brasil e de vários países da América Latina.
Aproveitando justamente uma carona na regionalização e na internacionalização de negócios, a ABIEF participou do evento com um estande institucional de 140 metros quadrados, localizado estrategicamente logo na entrada da feira. O estande integrou o novo Salão Embala Inovação e Tendências, um espaço específico para os convertedores de embalagem.
O Presidente da ABIEF, Rogério Mani, avalia a participação da entidade como extremamente proveitosa. "A visitação altamente profissional da Brasilpack 2006 foi sem dúvida um dos pontos mais favoráveis. Os expositores tiveram a oportunidade de receber em seus estandes, clientes e potenciais clientes representados por pessoas com poder de decisão. A receita de sucesso "bons
expositores + visitantes qualificados" permeou este evento que, certamente, gerará bons negócios para seus participantes, a médio e longo prazos."
Recentemente a japonesa Toyo Seikan Group saiu com uma solução: uma estrutura de pouch altamente resistente, baseada em CPP, nylon e PET, e que usa o vapor como uma propriedade positiva da embalagem. Nesta nova embalagem, o vapor transforma a embalagem em uma bolsa para cozinhar por pressão, sem riscos de explosão graças à nova estrutura multicamadas do pouch. Todo o conjunto é dotado de um SCOOP
(da tradução Abertura Concentrada de Stress); em outras palavras, uma válvula que libera o vapor automaticamente.
Quando o conteúdo líquido da embalagem é sujeito ao calor do forno de microondas, cria-se vapor que expande a bolsa de maneira uniforme, como um balão. Isto gera um círculo de concentração de stress, onde a pressão cresce uniformemente em todas as direções, simultaneamente. A válvula libera este vapor quando a pressão chega a um nível crítico.
Outro desafio vencido foi a criação de uma válvula barata uma vez que a embalagem é single use e descartável. Esta válvula é colocada em um dos cantos da embalagem. Mas o segredo está mesmo na estrutura da embalagem uma vez que no local onde a válvula é colocada forma-se uma área "frágil" que conta apenas com a camada de CPP, sem o reforço do nylon ou do PET.
O sistema de válvula SCOPP pode ser aplicado em embalagens flat ou stand-up pouch. A tecnologia já foi adotada no Japão por fabricantes de arroz cozido, sopas e molhos, e comidas prontas. Mais informações acesse
www.toyo-seikan.co.jp.
Em sua 2ª edição, o estudo Pack.Vision 2006, que entrevistou mais de 20 especialistas na França, Alemanha, Grã Bretanha, EUA, Japão e Coréia do Sul, concluiu que especificamente para a distribuição, as novas expectativas relativas à embalagem, se sobrepõem aos imperativos atuais de preço e de escolha. "Os consumidores não querem mais perder tempo com compras
diárias, além de desejarem locais menores e mais acolhedores para fazerem as compras. Se possível, desejam encontrar as vantagens do hard discount em todos os circuitos de massa, inclusive nas compras via Internet", explicou Juana Moreno, Diretora do Emballage, uma das mais importantes feiras européias de embalagem agendada para o período de 20 a 24 de novembro, em
Paris, França.
"Assistimos a uma verdadeira re-segmentação dos super e hipermercados em módulos diferenciados que correspondem à fragmentação da sociedade em tribos ou sub-grupos", analisa. Neste contexto, a Diretora do Emballage diz que a embalagem é vista como um comunicador completo e uma mídia quase publicitária que deve veicular a personalidade e os valores da
marca, a superioridade do produto e deve ainda seduzir ou convencer instantaneamente no ponto-de-venda. Para esta embalagem, praticidade não é mais vantagem, e sim obrigação.
Ainda como tendências para o mercado de embalagens: praticidade através de embalagens mais funcionais; portabilidade para bebidas e cosméticos; neo-funcionalismo (função dita forma); atendimento às expectativas de saúde e bem estar; imagens realistas e calorosas que aguçam o apetite; personalização das embalagens; embalagens interativas.
O Pack.Vision 2006 será apresentado com detalhes no
2° Congresso Internacional Pack.Vision, simultaneamente ao Emballage. Durante a Brasilpack 2006, o Presidente da ABIEF, Rogério Mani, reuniu-se com a Diretora do Emballage, Juana Moreno, e com a Diretora da Promosalons, Marie-Ange Joarlette, que representa a Feira no Brasil, para fechar um acordo que possibilitará aos profissionais que participarem da
Missão ABIEF ao Emballage participarem também, gratuitamente, do Congresso. Informações sobre a Missão ABIEF com Daniela, do Marketing, pelo fone (11) 3032-4092 ou pelo e-mail
daniela@abief.com.br.
Os rótulos shrink (encolhíveis) têm mostrado um crescimento espantoso nos últimos anos
– cerca de 20% ao ano. Um estudo da internacional PakIntell LLC calcula que este mercado tenha atingido a marca de 24 toneladas de filmes em 2005 que daria para rotular cerca de 9 bilhões de unidades ou embalagens.
A indústria brasileira do plástico fechou 2005 com um faturamento de R$ 38,7 bilhões, registrando um declínio de 4,17% em relação ao ano anterior, que foi de R$ 40,4 bilhões. Já em dólar, a receita de 2005 atingiu US$ 16 bilhões, ou seja, um crescimento de 21,07% - essa discrepância percentual se deve à política cambial marcada pela valorização do real frente ao dólar.
A Polo Films anunciou investimentos de R$ 90 milhões em uma nova fábrica de filmes de poliéster biorientado, BOPET que permitirão aumentar o faturamento de R$ 300 milhões (2006) para R$ 500 milhões já em 2008. A meta da empresa é ampliar a capacidade instalada em mais de 15 vezes até 2007, comparada à capacidade verificada no final dos anos 90.
Segundo o Diretor do PMMI (Packaging Machinery Manufacturers Institute) para a América Latina, Jose Martinez, o mercado norte-americano de máquinas para embalagem cresceu 9,8% em 2005; para 2006 a previsão é de crescer 7%, mesmo com os sinais de recessão da economia local. O maior importador das máquinas de embalagens produzidas nos Estados Unidos é o Canadá, cujos negócios atingiram US$ 255 milhões em 2005. O México vem em segundo lugar,
com um total de US$ 90 milhões.
Ainda na Universidade de Wiscosin-Stout foi criado um pouch que ajuda a detectar a contaminação microbiológica. Ele possui um detector de micróbios que avisa sobre a contaminação através da mudança de cor. (www.flexpack.org)
A Borealis lançou um novo grade do filme de polipropileno (PP) Borpact que combina boa resistência a baixas temperaturas, boa resistência ao calor e fortes propriedades óticas. O Borpact BC914TF é um copolímero heterofásico para os processos de termoformagem, cast e sopro. Ideal para embalagens de alimentos, pouches, filmes de selagem peelable, bem como bandejas para carne e frutas com MAP (atmosfera
modificada), uma área na qual o polipropileno tinha pouca penetração. (www.borealisgroup.com)
A japonesa Komatsu desenvolveu um sistema easy open para embalagens plásticas flexíveis, o Epack, com selagem hermética, inclusive para produtos líquidos. Sua estrutura suporta baixas temperaturas (freezer) e altas temperaturas (cozimento). Outra vantagem é que o formato final do produto, no caso de alimentos, pode ser dado dentro da própria embalagem. (www.komack.co.jp)
Ricardo Santos Neto é
Presidente do IMA – Instituto Mercadológico das Américas
A ABIEF dá as boas-vindas ao seu novo
associado:
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