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Ano V - maio/junho 2006
nº 24
ABIEF estréia na NPE 2006 com sucesso!
Com a proposta de manter sua posição de 2ª maior e mais importante feira de máquinas para plástico do mundo, a NPE 2006, realizada entre os dias 19 a 23 de Junho em Chicago, bateu seus próprios recordes. Durante os 5 dias de evento, a organizadora SPI (Sociedade da Indústria do Plástico dos EUA) contabilizou cerca de 65 mil visitantes (2% a mais que em 2003); os 1.850 expositores ocuparam uma área de quase 89 mil metros quadrados do McCormick Place. De acordo com Walt Bishop, Vice-presidente de Eventos da SPI, o número de expositores 4% inferior ao da última edição reflete a consolidação do setor, através de fusões e aquisições. "Outro fator importante é que 33% desses expositores são estrangeiros, comparados aos 30% registrados em 2003 e aos 24,5% de 2000." Esta internacionalização foi registrada nos 11 pavilhões estrangeiros - Áustria, Canadá, China (dois pavilhões), Índia, Coréia, Malásia, Portugal, Cingapura, Espanha e Taiwan. O Brasil também marcou presença com a participação de sete expositores, entre eles os fabricantes de máquinas Carnevalli, Pavan Zanetti e Rulli. Esta também foi a primeira participação oficial da ABIEF com um estande próprio. "Estamos alinhavando parte de nossa estratégia de internacionalização de negócios, a partir da exposição do potencial de nossa indústria e de nossos associados no mercado internacional", analisa o Presidente da entidade, Rogério Mani. O estande da ABIEF, patrocinado pela Apolo, Braskem, CBS Elos, Lord Plásticos, Nobelplast e Romaflex, recebeu a visita de mais de 200 profissionais interessados em informações sobre a indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis. Também houve um interesse expressivo em empresas brasileiras fabricantes e fornecedoras de resinas. Ao todo foram distribuídos 500 exemplares do Guia do Setor, na versão CD, que contém uma lista completa dos associados divididos por área de atuação. Os associados da ABIEF que não puderam visitar a Feira acompanharam as novidades de perto através das três edições do informativo eletrônico NPE 2006 Em Tempo Real.
A frase pode soar autoritária, mas o fato é que chegamos a um ponto em nossa história empresarial que a conjunção de idéias e ações poderá resultar em um cenário profícuo para o setor. Nos últimos meses atravessamos um período de grande turbulência ditado pela demanda em baixa, pela queda acentuada no
peso das embalagens e, por conseguinte, pela necessidade extrema de recompormos nossas margens.
Ações isoladas, que contemplam apenas um dos aspectos do problema, já provaram sua ineficiência. Diante disso, estou mais do que convencido que apenas o empenho, por parte de TODOS OS ELOS DA CADEIA, será suficiente para sanar qualquer problema, sempre a partir de sua origem.
Paira no ar um discurso agregador, e até mesmo social, que prega o trabalho conjunto e a luta por ideais uníssonos. Mas apenas no ar.... Na prática ainda vivenciamos a relativa desunião do setor, encorajada por uma concorrência menor diante da grandiosidade das ameaças reais.
Excetuando-se a Petrobrás, estou certo que todos os elos da cadeia produtiva de embalagens plásticas flexíveis enfrentam problemas. E a urgência dos mesmos, exige a UNIÃO IMEDIATA de todos estes segmentos. Os esforços empreendidos em batalhas isoladas ganhariam muito mais corpo se agregados a
idéias complementares e similares. As ações ganhariam forma de vitória e nossa indústria deslancharia no desempenho merecido. Um discurso um tanto poético, mas nem um pouco utópico. Uma posição simples de quem ainda acredita em uma premissa: a UNIÃO FAZ A FORÇA. Mas para todo o processo ser bem sucedido é
preciso que nós, transformadores, façamos nossa "lição de casa".
Segundo Sam G. Iuliano, Gerente de Produto da EDI, a grande aposta da empresa reside no avanço da tecnologia de micro-camadas na área de embalagens barreira.
"Em uma configuração típica, três ou mais extrusoras alimentam um bloco central que produz um "sanduíche" uniforme de multi-camadas."
O dispositivo multiplicador produzido pela EDI e projetado pela Dow, multiplica as camadas em estágios
– por exemplo, três camadas são multiplicadas em 12 que são multiplicadas em 48. A multiplicação é sempre por 4. A estrutura acabada de micro-camadas é então distribuída em um sistema EDI principal de coextrusão na largura exigida pelo produto.
Para Timothy C. Callaban, Presidente e CEO da EDI, embora ainda não haja aplicações práticas da nova tecnologia, estima-se que seja possível produzir filmes de 50 micra com 80 camadas. Um destes multiplicadores de camadas já está em teste no Departamento de Defesa dos EUA.
Mas o executivo da empresa admite que esta tecnologia não é para todos em função de seu custo. "O end user precisa ser sub-licenciado pela EDI e o custo do royalty é relativamente alto." Em contrapartida, as vantagens são igualmente grandes. "Num caso típico de filme barreira a vapor e a oxigênio de 7 camadas, esta tecnologia permite multiplicar as camadas e aumentar
consideravelmente a barreira, melhorando a estrutura como um todo e mantendo a orientação natural do filme. Outro uso positivo é a blenda de diversos materiais".
Existem tecnologias similares, mas que multiplicam as camadas apenas duas vezes. A mesma tecnologia da Dow, mas que visa o uso para manipulação ou polarização da luz (reflexão óptica), foi licenciada para uma outra empresa norte-americana. A EDI espera sub-licenciar entre 5 a 6 empresas nos próximos três anos.
Através de técnicas de análise do ciclo de vida foi constatado que o uso de produtos plásticos na Europa resultou em uma economia de energia. O método utilizado analisou a substituição do plástico por outros materiais em diversas situações. O estudo considerou o ciclo de vida completo, desde a extração da matéria-prima até o descarte final do produto.
A economia anual de energia através do uso de produtos plásticos na Europa Ocidental foi de:
A economia total de todas as aplicações analisadas foi de
1,2 bilhão de gigaJoules. Vale lembrar que 1 gigaJoules equivale a, aproximadamente, 10 therms ou 280 kWh. Este é o equivalente à energia de 26,5 milhões de toneladas de óleo bruto. Se todos os petroleiros necessários para transportar essa quantidade de óleo fossem enfileirados eles se estenderiam por 47 km.
O estudo também calculou a redução anual de emissão de gases de efeito estufa, alcançada através do uso de produtos plásticos na Europa Ocidental. Os resultados:
A análise de todas estas aplicações resultou em uma economia de 100 milhões de toneladas de
CO2 equivalente, uma medida utilizada para comparar as emissões de vários gases de efeito estufa baseado no potencial de aquecimento global de cada um. Este total equivale à emissão de
CO2 de todos os carros particulares da Alemanha durante o ano 2000. Fonte: EPIC (Instituto da Indústria Plástica e do Meio-Ambiente), membro da Associação Canadense da Indústria Plástica.
Esta competitividade de custos, aliada a propriedades comparáveis às das resinas convencionais, tem levado gigantes internacionais como a Nestlé a investirem em seu desenvolvimento. Em uma recente entrevista fornecida à revista Bioplastics, o Vice-presidente de Embalagens da Nestlé, Helmut Traitler, explicou que o foco atual da empresa são os materiais PLA (à base de milho). "Em função
de sua disponibilidade, avanço tecnológico, preço competitivo e propriedades interessantes."
Outro material citado pelo expert é o
Plantic, oriundo da Austrália; um polímero solúvel em água de rápida degradabilidade. O
material está sendo usado por um dos principais
concorrentes da Nestlé, a britânica Cadbury´s,
especialmente no mercado australiano. Mas tanto o PLA como o Plantic ainda precisam
vencer um desafio: oferecer barreiras apropriadas à água e ao oxigênio.
Especificamente no caso da Neslté, o executivo explica que há uma busca permanente pela combinação de materiais como o plástico tradicional e os bioplásticos. Uma destas combinações é a do Plantic com o PET que garante a barreira a oxigênio necessária para certos produtos. Uma garrafa PET multicamadas, com uma camada barreira de Plantic, garante uma barreira superior à do
PET sozinho, inclusive melhor do que a do EVOH.
Um outro desafio é imposto pelos consumidores: por que eles pagariam mais por embalagens feitas a partir de bioplásticos? Os especialistas defendem que o consumidor só paga mais por embalagens que ofereçam novas características, novas funcionalidades e maior conveniência.
Desafios à parte, os especialistas do setor estão convencidos que os biolpásticos são um "must" para o futuro da indústria de embalagens e que, a longo prazo, se tornarão uma matéria-prima comum para o setor.
E para entender um pouco mais esta realidade, selecionamos algumas novidades divulgadas na NPE 2006.
Masterbatches para biodegradáveis – A PolyOne (www.polyone.com) criou uma linha de masterbatches de cor e aditivos para biopolímeros, PLA, copoliéster e resinas biodegradáveis. A linha OnColour reúne cores opacas e transparentes e a linha OnCap oferece aditivos anti-estático, anti-bloqueador, barreira a UV, anti fog, etc.
Novo poliéster – a empresa Novamont (www.novamont.com) anunciou um poliéster com 30% a 70% de material renovável. O Origo-Bi é o resultado da integração da tecnologia da Novamont para materiais renováveis com base em óleos vegetais com a tecnologia da Eastman de polímeros degradáveis baseados em combustíveis fósseis.
Planta de PHA – A Archer Daniels Midland Company (ADM) (www.admworld.com) anunciou a construção da primeira planta de PHA (poli-hidróxido-alcanoatos) bseado em recursos naturais renováveis. A capacidade inicial será de 50 mil toneladas/ano e será localizada nas adjacências de um grande moinho de milho, nos EUA.
Novos materiais da Du Pont – Em 2007 a empresa lançará duas resinas feitas a partir de recursos renováveis: a Sorona e a Hytrel. A Sorona existe há algum tempo mas agora será feita com Bio-PDO (propanediol), uma material à base de milho. Já o Hytrel é um copoliéster elastômero.
2005 foi um marco para a queda no consumo aparente de resinas termoplásticas que passou de 4,22 milhões de toneladas em 2004 para 4,21 milhões de toneladas no ano passado. Já a produção saltou de 4,4 milhões de toneladas, em 2004, para 4,5 milhões de toneladas em 2005. As exportações passaram de 825 mil toneladas para 1 milhão de toneladas. Por
segmento, o consumo aparente se dividiu em: PP 26% (1,2
milhão de toneladas); PEAD 16%; PVC 16%;
PEBD 13%; PET 12%; PEBDL 9%; PS 7% e EVA 1%.
Pioneira da fabricação de bag-in-box no Brasil, a Embaquim, que é associada da ABIEF, celebrou 25 anos em uma festa no Esporte Clube Ipiranga, em São Paulo, no dia 23 de Junho. O evento reuniu cerca de 350 convidados entre funcionários e personalidades da indústria do plástico. Na ocasião a Secretária Executiva da ABIEF, Esmeralda A. Frias Camargo, homenageou o fundador e Presidente da empresa, Ronaldo Canteiro, com uma placa comemorativa.
A gigante internacional de embalagens, Rexam, espera dobrar sua produção de embalagens plásticas em cerca de 20% ao ano nos próximos anos. O detalhe: a ampliação acontecerá sem a construção de uma nova planta; a empresa conta com reestruturações internas e aquisições externas. Segundo a Rexam, as vendas de embalagens plásticas devem chegar a US$ 2 bilhões, o que representará 1/3 das vendas totais da empresa. Hoje os plásticos já respondem por um
faturamento de US$ 1,1 bilhão, ou seja, 20% dos negócios avaliados em US$ 5,6 bilhões.
A multinacional aproveitou a NPE 2006 para anunciar alguns investimentos estratégicos: 700 milhões de libras no aumento de capacidade da planta de PP no México até 2008; criação de uma joint venture para construir um complexo de etileno e polietileno na Arábia Saudita; assinatura de um acordo para construir um complexo petroquímico no Cazaquistão; construção de novas plantas de PP e de PE na Polônia;
construção de uma nova planta de compostos de PP no
Brasil e expansão da planta da China; compra do parceiro argentino que fabrica PP.
Pelo menos em Hong Kong. Depois de perceber o potencial da reciclagem destas sacolas
– geram dinheiro, reduzem o lixo e aumentam a vida dos aterros sanitários
– o governo local estuda um programa efetivo que alavanque a atividade. E os resultados certamente não serão pequenos. Apenas a cidade de Hong Kong descarta, diariamente, mais de 1 tonelada e meia de sacolas plásticas. Hoje a reciclagem não atinge mais do que 5% do total.
A China continua sendo uma das grandes promessas mundiais na área de petróleo. Além do anúncio de um investimento de US$ 2,3 bilhões em uma planta de petróleo na Nigéria, o Presidente Hu Jintao alerta para o fato do país ser o líder em uso de energia e um dos maiores importadores de petróleo. Ele defende a criação de um país "energeticamente eficiente e ambientalmente correto". Difícil de conciliar?
Esta foi a principal conclusão extraída do prêmio Flexible Packaging Achievement Awards 2006, promovido pela Flexible Packaging Association dos Estados Unidos. A seguir, confira algumas embalagens vencedoras. A Ampac Flexibles criou um stand-up pouch para o isotônico Gleukos cujo formato, além de lembrar um corpo bem delineado, melhora consideravelmente a pega da embalagem. A embalagem é dotada ainda de um bico/válvula dosadora que facilita o uso do produto mesmo em movimento. (www.ampaconline.com)
É a proposta do stand-up pouch da Amcor Flexibles, desenvolvido para vegetais que cozinham no micro-ondas. O sistema de ventilação elimina, gradualmente, o vapor gerado durante o cozimento do alimento. (www.amcor-flexibles.com)
Esta embalagem criada pela Flex Pack é ideal para o uso doméstico com produtos granulados que precisem ser distribuídos em áreas pequenas e médias, como sabão em pó e fertilizantes. (www.flexpackusa.com)
Foi a embalagem criada pela Amcor para a linha de amendoins Kims Polly. O pouch de 350 gramas tem um design exclusivo cuja abertura se assemelha a de uma lata; ele também é refechável.
(www.amcor-flexibles.com)
Outra novidade para o segundo semestre deste ano, é o lançamento de uma linha de sacos para lixo nos tamanhos 15, 30, 50 e 100 litros, para uso doméstico, e de 100 litros,
reforçados, para o uso em condomínios, indústrias e restaurantes. A empresa está instalada em uma área de quase 25 mil
m2, dos quais 8 mil m2 são de área construída. Outro foco de investimento
da Hiperroll são os novos equipamentos e a automatização dos processos industriais.
A preocupação com a qualidade é outra constante. Desde 2003, a empresa participa do Programa de Qualidade e Produtividade de Juiz de Fora que lhe rendeu, em 2004, a Menção Honrosa
pelo desenvolvimento de boas práticas de gestão alinhadas aos critérios de excelência. Há ainda projetos nas áreas de educação, como o de escolarização fundamental em parceria com a Prefeitura;
o programa bolsa escola para o ensino médio e superior e o programa de ginástica laboral.
A ABIEF dá as boas-vindas aos seus novos associados Galvanoplast Ltda. e Syroplast Proteção Plástica Ltda.
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