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Ano V - setembro/outubro 2006
nº 25
Novos hábitos de consumo levam a importantes desenvolvimentos tecnológicosMesmo sem saber, o consumidor moderno é o principal agente de mudanças na indústria de embalagens. Sua "ordem" mais recente é: "criem embalagens saudáveis".
Neste contexto de aproximação com o natural, a tecnologia que mais tem avançado é a de atmosfera modificada (MAP) que nasceu da necessidade de transportar frutas frescas da Austrália para a Europa na década de 30. Na época, descobriu-se que ao aumentar os níveis de dióxido de carbono na câmara de armazenagem a degradação era bastante desacelerada. Até hoje estes princípios de rearranjo da atmosfera têm se mostrado bem sucedidos. A tecnologia MAP atual usa combinações de oxigênio, dióxido de carbono e nitrogênio para inibir o processo natural de ataque microbiológico. A atmosfera modificada também atrasa a oxidação do produto, um problema particularmente sério nos pescados. Um dos principais alvos da tecnologia é o segmento de vegetais frescos; mas a indústria de carne também tem se valido de seus benefícios. Estima-se que 80% de toda a carne fresca comercializada no Reino Unido sejam embaladas com atmosfera modificada que, em alguns casos, garante uma vida de prateleira de até 25 dias. Outro grande mercado é o francês onde 40% das carnes frescas são embaladas com MAP. A preocupação destes países em garantir aos consumidores o acesso a vegetais e verduras frescos vai de encontro à campanha que a maioria dos governos tem feito para combater a obesidade e incentivar uma vida mais saudável. Do outro lado, os fabricantes de alimentos querem agregar mais valor ao seu produto, oferecendo produtos frescos semi-processados cujo preparo seja fácil e rápido. Alinhada a esta necessidade, a Divisão de Flexíveis da Amcor desenvolveu um pouch com auto-ventilação baseado na combinação de duas ou três camadas laminadas que combinam PET, OPA e cPP. O material é tratado com a tecnologia MAP de micro-perfuração Amcor P-Plus, que permite que o produto respire; ela é adequada a todos os alimentos frescos. As principais vantagens da nova embalagem, apontadas pelos consumidores, são: redução do tempo de cozimento em 70%, facilidade de uso, eliminação da necessidade de furar a embalagem antes de colocá-la no microondas, grande visibilidade do produto e melhoria das características de cozimento. Para o produtor do alimento, esta embalagem garante a oportunidade de oferecer uma refeição completa enriquecida por uma combinação de batata, arroz, noodles e vegetais. Outro atrativo é que o cozimento pode ser no vapor, reforçando o caráter saudável do alimento. Na Mondi Packaging Flexibles a novidade fica por conta do NeoSteam, um novo conceito em embalagem baseado em um filme laminado de duas camadas e alta barreira, para uso em microondas, adequado tanto a bandejas quanto a pouches com atmosfera modificada. O sistema baseia-se em uma válvula patenteada que possibilita que o alimento seja cozido sob pressão, reduzindo o tempo de preparo e garantindo a manutenção do sabor, dos nutrientes e das vitaminas. A vida de prateleira para vegetais frescos, carne e peixe aumenta de 7 para 9 dias. Mesmo os especialistas já pensam no futuro e estudam uma opção ao MAP ainda mais eficiente. Trata-se da MIP (embalagem modificada interativa) que utiliza um filme de polietileno permeável com uma estrutura de colméia que usa um concentrado ativado naturalmente para criar fraturas no filme da embalagem, capazes de estender o frescor de frutas e vegetais. Graças a um mecanismo biológico único, estas fraturas permitem gerenciar a atmosfera e a taxa de respiração, criando uma atmosfera suspensa e um estado de hibernação naturalmente induzido. O filme também é mais fino que os convencionais.
A festa de Final de Ano da ABIEF está confirmada para o dia 30 de novembro,
a partir das 18:30 horas, na Mansão Cidade Jardim, em São Paulo. O evento
será realizado em parceria com a Plastivida e terá como atração principal a
palestra do Consultor Empresarial Ludwig Waldez, seguida de jantar. Garanta sua
participação com Daniela, pelo fone (11) 3032-4092 ou pelo e-mail
daniela@abief.com.br.
2006 está sendo um ano particularmente complicado para o nosso setor. Tínhamos a sensação de que ele transcorreria melhor que 2005,
mas, infelizmente, nossas projeções devem ficar aquém do esperado. Isto porque o mercado não cresceu com imaginávamos. O consumidor mudou os seus
hábitos de compra, optando por produtos duráveis e semiduráveis como celulares, televisores, eletro-domésticos e até automóveis, que comprometeram a sua renda.
No início do segundo semestre uma nova onda de otimismo. Chegamos a prever um crescimento de 5% em nossa indústria, em faturamento e em
volume de produção, em comparação a 2005. Novamente a previsão não teve fôlego para se concretizar e, hoje, os mais otimistas imaginam um
crescimento bastante tímido, ao redor dos 2%.
Os aumentos no preço da matéria-prima também aconteceram no pior momento possível
– agosto e setembro. Neste período a indústria estava
bastante fragilizada e tentando correr atrás do prejuízo dos primeiros meses do ano. Enfim, acabo de elencar uma série de fatores negativos que emperraram
os números da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis em 2006.
O que não significa que devamos desanimar nem tão pouco "entregar o jogo". Devemos sim permanecer firmes na missão e no compromisso que temos
com o Brasil: ajudá-lo a desenvolver plenamente todo o seu potencial e a tornar-se um país cada vez melhor.
Hoje a estrutura mais comum é composta por uma camada externa que permite a impressão e garante proteção, uma camada no meio que é barreira a gás
(PVDC, EVOH, PET/PEN, etc) e uma camada interna, como PE ou PVA, que garante uma selagem hermética.
Satisfeito com as propriedades atuais, o mercado começa a exigir mais dos filmes. Itens como maior transparência, melhor capacidade de termoformagem e
preço mais competitivo são as principais exigências.
E na busca por inovação, velhos materiais são ressuscitados. É o caso das poliamidas que oferecem excelente barreira a oxigênio. A DSM criou a Akulon PA6, de
alta viscosidade, que oferece uma altíssima barreira a oxigênio, superior à de qualquer outro filme poliamida, e que reduz os custos de conversão.
Uma outra alternativa que vem sendo estudada para melhorar as propriedades da poliamida e reduzir os custos do processo é revestir seus dois lados com polietileno.
Os filmes metalizados também têm sido alvo das atenções, sendo o PET metalizado a grande vedete. Espera-se que este material cresça entre 5% a 10% com um
uso focado em café, alimentos congelados e alimentos em pó e desidratados.
Uma pesquisa encabeçada pela empresa internacional de consultoria PCI Films detectou que os fabricantes de BOPP (polipropileno biorientado) tendem a enfrentar um futuro incerto, ameaçado pela forte queda de rentabilidade. Os volumes continuarão sua rota
de crescimento sustentado.
Nos últimos cinco anos, a demanda por BOPP cresceu 8,5% ao ano, o equivalente a 1,4 milhão de toneladas. A expectativa é de manter um crescimento de 5,9% ao ano até 2010 quando alcançará 5,7 milhões de toneladas.
Como principal player deste mercado, surge a Ásia que deverá responder por 2/3 deste crescimento de demanda e por 57% da capacidade extra. Quando falamos em Ásia o principal foco deve ser a China.
O estudo concluiu ainda que mesmo que haja um equilíbrio na oferta e na demanda global, o retorno para os fabricantes de BOPP continuará pouco atraente. Além disso, estima-se que haverá poucas mudanças no mercado Europeu de embalagens flexíveis nos
próximos 3 anos. O volume total de filmes deverá atingir 3,6 milhões de toneladas em 2009, comparado a 3,2 milhões de toneladas em 2004; o BOPP representa 25% deste volume.
O consumo per capita de BOPP também não deverá sofrer uma alteração significativa. Hoje ele está na casa dos 0,65 Kg por habitante. Nos países emergentes este consumo deverá manter-se baixo. O ponto positivo é que o baixo consumo per capita garante que
ainda há potencial de crescimento, especialmente na indústria de embalagens.
Hoje 68% dos filmes de BOPP são usados na indústria de alimentos. Desse total, 15% destinam-se às embalagens de biscoitos e produtos de panificação; 11% massas; 6% confeitaria e 16% outros alimentos; alimentos secos respondem por 20% do total.
Para fugir da "era do desconto", que impõe grandes volumes e pequenas margens, os especialistas aconselham os fabricantes de BOPP a encontrarem estratégias de competitividade que envolva clientes, fornecedores, tecnologias de processamento e know-how.
Na prática isto significa focar-se em segmentos premium, invertendo a condição atual e trabalhando com pequenos lotes com preços altos.
Neste contexto, os filmes de altíssima barreira surgem como uma boa oportunidade de reverter a situação e atender à necessidade do convertedor de substituir as folhas de alumínio, o papel, os revestimentos PVDC e as mangas de PVC. Para viabilizar
estes desenvolvimentos, os fabricantes de máquinas são desafiados a produzir linhas cada vez mais flexíveis e eficientes que possam lidar com esta diversidade de propriedades e de características.
Duas importantes ações marcaram a expansão regional da ABIEF
em agosto. A entidade participou, como expositora, da Embala Nordeste, em Recife (PE), e da Interplast, em Joinville (SC).
Além de funcionar como ponto de encontro para os associados que visitavam os eventos, o estande da ABIEF atraiu vários representantes dos mercados locais interessados em obter mais informações sobre a indústria brasileira de
embalagens plásticas flexíveis, bem como sobre as empresas representadas pela Associação.
Nas duas ocasiões foram distribuídos exemplares do Guia do Setor 2005 que contém uma lista com todos os associados divididos por área de atuação além de informações estatísticas sobre o setor. A participação da ABIEF nestas
importantes feiras foi possível graças ao apoio das empresas Apolo, Embaquim, Hiperroll, Lord, Plasfan e Polo Filmes.
No dia 12 de Setembro, o Presidente da ABIEF, Rogério Mani, deu uma palestra na Inovatec 2006 - Feira de Negócios em Inovação Tecnológica entre Empresas, Centros de Pesquisa e Universidades realizada pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias) durante 4 dias no Expocenter Norte,
em São Paulo.
Na palestra, Mani mostrou o potencial do setor e os desenvolvimentos futuros. "Ao mostrarmos as tendências, delineamos alguns caminhos que podem ser seguidos pelos institutos de pesquisa", afirma o Presidente. Em sua
1ª edição o Inovatec reuniu cerca de 30 expositores, na sua maioria
universidades e centros de pesquisa.
A ABIEF foi um dos apoiadores do Seminário "Atuando competitivamente na nova indústria do plástico" realizado pelo IBC (International Business Communications) nos dias 17 e 18 de outubro em São Paulo. O foco do evento foi a avaliação das mudanças provocadas pela reorganização do
setor petroquímico brasileiro, além dos riscos e oportunidades para os agentes de segunda e terceira geração da indústria do plástico. O evento reuniu palestrantes da Braskem, Unipar, RioPol, Petroquisa, Copesul, INP, ACNielsen, Cetea, entre outros.
A ABIEF participará com estande próprio em dois importantes eventos internacionais: PackExpo International (29 de outubro a 02 de novembro, Chicago
– EUA), e Emballage (20 a 24 de novembro, Paris – França). Os associados poderão utilizar nosso estande como
ponto de encontro. Também estamos oferecendo pacotes especiais de viagem para as duas feiras. Informações com Daniela, pelo fone (11) 3032-4092 ou pelo e-mail
daniela@abief.com.br.
Entre os dias 6 a 8 de novembro acontece a
2ª edição da Nanotec Expo 2006: II Feira & Congresso Internacional de Nanotecnologia, no ITM Expo em São Paulo. O evento funcionará como uma vitrine para as novidades em nanotecnologia; ele é dirigido às comunidades empresariais e científicas do Brasil e da
América Latina. O tema central será "A nanotecnologia como fator estratégico de inovação e de competitividade". Informações no site
www.nanotecexpo.com.br.
Após um período de 5 anos sem poder atuar no mercado norte-americano
– devido ao acordo com a Milacron – a Cincinnati Extrusion está de volta com a proposta de vender 10 milhões de Euros em 1 ano.
O Export Plastic realizou em agosto a
6ª edição do Projeto Comprador que atraiu 10 importadores dos EUA, México, Espanha, Inglaterra e Colômbia para reuniões com empresários de São Paulo, Recife e Porto Alegre. Na área de flexíveis, o foco dos importadores eram os filmes stretch e shrink e as sacolas tipo camiseta. A expectativa do Programa é realizar cerca de 250 rodadas de negócios nos próximos 12 meses que gerarão negócios da ordem de US$ 2.8 milhões,
sendo US$ 2 milhões em São Paulo, US$ 300 mil em Recife e US$ 500 mil em Porto Alegre.
No dia 29 de Novembro serão conhecidos os ganhadores do II Prêmio Abiplast Design 2006 que contou com 184 projetos inscritos, contra 62 projetos inscritos em 2005. Os critérios avaliados pelo júri foram: aspectos formais, capacidade criativa, funcionalidade, responsabilidade social e compromisso social do projeto. A cerimônia de premiação acontecerá na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo); o primeiro colocado receberá um Prêmio de
R$ 10.000,00.
As aulas do curso de pós-graduação Gestão Estratégica da Embalagem, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), começaram em setembro. O curso, que conta com o apoio da CSN, Rigesa, Suzano Petroquímica e TetraPak, destina-se a profissionais das áreas de marketing, administração, design, publicidade e aos interessados em disciplinas como estratégias de marketing para embalagem, comportamento do consumidor aplicado à embalagem, tecnologia e sistema de
produção de embalagem, design management, inovação e futuro da embalagem, história da arte e comunicação integrada. A coordenação está a cargo do professor e designer Fábio Mestriner.
Na seção Hot Lines da edição 24 do ABIEF Flex a informação correta é "A Rexan espera aumentar sua produção de embalagens plásticas em cerca de 20% ao ano nos próximos anos".
A Reifenhäuser desenvolveu para um cliente na Espanha uma linha de sopro com 35 metros de altura para filmes de 3 camadas específicos para
agricultura. Esta é a maior linha já produzida pela empresa e sua capacidade de produção é de 2.220 Kg/hora de filmes com largura que varia de 0,080 a 0,200 mm.
(www.reifenhauser.com)
Acabaram os problemas dos fabricantes de filmes que tinham que ajustar a velocidade da sopradora ao trabalharem, em linha, com
impressoras, laminadoras ou outros equipamentos de velocidade maior. A Addex desenvolveu um flattener, com orientação de direção, que aquece o filme e retira
as imperfeições causadas pelo colapso e pelas variações de espessura e temperatura. (www.addexinc.com)
Com o simples aperto de um botão, o novo sistema desenvolvido pela Breyer ajusta automaticamente o gap na calandra que aparece quando é feita
a mudança da espessura do filme. O sistema também aumenta a velocidade e a precisão da linha e facilita a vida do operador. (www.breyer-extr.com)
Esta é a proposta da extrusora de rosca única BEX1-75-34 produzida pela Battenfeld. Ela pode atingir uma produção de 2.000 Kg/hora com
poliestireno de alto impacto (HIPS) e polipropileno (PP). O diâmetro da rosca é de 75 mm e o equipamento consome menos energia e cerca de 25% menos resina.
(www.bex.battenfeld.com)
A Zip-Pak, em parceria com a Tokyo Automatic Machinery Works (TAM), criou um equipamento vertical form/fill/seal para a produção de embalagens
pillow (almofada) com zipper. Instalada na japonesa FryStar, produtora de croutons, o equipamento gerou uma economia de 30% em cinco meses se comparado ao
sistema de bolsas pré-formadas. (www.zippak.com)
Focada no desenvolvimento de produtos que atendam às necessidades específicas de cada mercado, a NobelPlast especializou-se na criação de soluções inovadoras a partir de embalagens que
contam com um design único e exclusivo. Este diferencial já conquistou clientes como Natura, Nestlé e mais recentemente, O Boticário, a maior rede de varejo do país. Estes produtos são fornecidos a partir de um atendimento eficiente e informatizado. Os clientes contam ainda com um completo sistema just-in-time de fornecimento de embalagens que
se preocupa com as etapas de produção, armazenamento e distribuição das mesmas. Além de tranqüilidade em relação ao fornecimento das embalagens, o sistema reduz custos com estoque e transporte,
bem como custos administrativos, financeiros e de impostos.
Inovação e eficiência estão calcadas em muita história. A NobelPlast foi fundada em 1953 por Bernardo e Daniel Adler, consolidando-se como uma das primeiras empresas de embalagens plásticas
do Brasil. Sua produção começou com acetato de celulose; na seqüência vieram as embalagens rígidas e flexíveis. Em 1972 a empresa diversificou sua atuação apresentando uma linha de copos
descartáveis de poliestireno; esta fábrica foi vendida em 2000.
A ABIEF dá as boas-vindas aos seus novos associados
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