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Ano VI - junho/julho 2007 nº 29 ABIEF discute sustentabilidade aplicada ao desenvolvimento de embalagens
Com a missão de entregar para o consumidor final embalagens que superem suas expectativas, a J&J é hoje uma das empresas que lideram a aplicação do conceito de sustentabilidade no desenvolvimento de suas embalagens. A empresa aposta que ao usar uma inovação realmente significativa e uma embalagem sustentável ela criará uma vantagem competitiva real no mercado. Renato Wakimoto, responsável pela área na J&J, vai mais longe e garante que "a embalagem ajudará a alavancar uma visão de estratégia global de design, além de ser reconhecida como uma excelência consistente que mantém os objetivos funcionais, estéticos e de custo, visando aumentar os resultados do negócio". Com base nesta missão, a empresa tem duas estratégias bastante claras: padronização global do processo de embalagem e sustentabilidade ambiental como driver dentro da embalagem. "As palavras-chaves deste processo são: social – quem usa os produtos; econômico, traduzido basicamente na redução de custos e no aumento dos resultados; e meio ambiente visto como sustentabilidade e preservação dos recursos naturais."
A questão é como introduzir os conceitos de responsabilidade social, viabilidade econômica e ambientalmente correto no desenvolvimento de uma embalagem. Segundo Wakimoto, a questão social é resolvida usando-se agentes recicladores certificados, recursos locais para a produção de embalagens a fim de manter os negócios nas comunidades e minimizar a migração, e introduzindo selo de certificação. Já a viabilidade econômica passa pelo desenvolvimento de resinas com custos menores ou materiais alternativos, criação de inovações que potencializem as vendas, reforço do conceito de "design to cost", foco na melhoria do processo de desenvolvimento de embalagens e apoio a projetos de redução de custos. E finalmente o ambientalmente correto pode ser trabalhado ao se reforçar o conceito de reduzir, reciclar e reutilizar, com a introdução do conceito de ACV (avaliação do ciclo de vida) e com o desenvolvimento de resinas menos impactantes e inovações que ajudem a reduzir o impacto ambiental.
Utilizando todos estes conceitos e ferramentas, a J&J já desenvolveu embalagens bastante satisfatórias do ponto de vista ambiental. Alguns exemplos são a linha Aveeno que usa potes termoformados e rótulos sleeve feitos 100% com PET reciclado; a substituição do PVC da embalagem do sabonete Neutrogena por PET; e o uso de 30% de PEAD (polietileno de alta densidade) reciclado pós-consumo nas embalagens da linha Soothing Naturals. Como lançamentos futuros, a empresa prevê o uso de 30% de PEAD reciclado pós-consumo em todas as embalagens da linha Johnson´s, ou seja, 47 milhões de frascos que representará uma economia anual de 1 milhão de pounds de resina virgem. O mesmo conceito – 30% de PEAD reciclado pós-consumo – será utilizado nos 16 milhões de frascos da linha Aveeno, gerando uma economia de 325 mil pounds de resina virgem por ano. Outras inovações serão embasadas na sustentabilidade focada na fonte de recursos e na energia.
Como reduzir o prejuízo dos nossos clientes gerado pela perda de cargas?Um estudo realizado pela Carolina Supply Chain Services (CSCS), parte da Carolina Logistics Services (CLS), dos EUA, detectou que as perdas das empresas com o mau embalamento de suas cargas chega a US$ 388 milhões por ano no país. A aplicação inconsistente do material de embalagem e o uso inapropriado de dispositivos do sistema contribuem para a péssima estabilização das cargas, levando a danos no produto e gerando prejuízos para toda a cadeia de suprimento.
Outro dado interessante, extraído de um Relatório sobre Produtos não Vendidos em 2006, nos EUA, afirma que as melhorias na embalagem foram um dos principais fatores para a redução dos pagamentos por produtos não vendidos entre 2004 e 2005 no país. Os principais danos das cargas acontecem por deslocamento, rasgo ou perda da embalagem; amassamento, danos por água ou infestação. "Todos cenários que podem ser minimizados com o uso de uma tecnologia apropriada de unitização", garante Mike Rawlins, Diretor da CSCS que avaliou mais de 28 mil cargas em 886 carregamentos de produtos secos, resfriados e congelados. O estudo mostra ainda que quase 48% dos carregamentos não tinham nenhum dispositivo de estabilização; quase 39% das cargas não cabiam perfeitamente no palete; cerca de 14% não tinham um sistema que as prendesse ao palete; e quase 9% das cargas que utilizavam filme stretch tinham problemas no filme que ocasionavam danos. A Dow defende que uma das soluções para os problemas detectados no estudo é a capa estirável (stretch hood) que garante uma proteção dos cinco lados da carga sem a necessidade de dispositivos extras, além de melhorar a sua estabilidade a prendê-la ao palete. A empresa já disponibiliza para o mercado resinas de alta performance para esta aplicação.
Cadeia de embalagem ganha novo elo: o co-packer.Embora o conceito de "embalador" ou co-packer – ou ainda contract packager – não seja muito difundido no Brasil, a tendência para os próximos anos é que esta atividade ganhe mais força e passe a ser estratégica para empresas que buscam excelência, agilidade e flexibilidade no atendimento ao mercado. Quando surgiu há algumas décadas, o co-packer era usado apenas quando a empresa precisava desafogar sua produção e resolver rapidamente um problema de capacidade.
Para acompanhar este avanço, os embaladores deixaram de ser pequenos e com capacidades limitadas; hoje chegam a oferecer sistemas de engenharia que acompanham os produtos em todas as etapas de fabricação/processamento. Os especialistas concordam: este se tornou um negócio de capital intensivo tanto por causa dos sistemas que deve disponibilizar como pelo espaço do chão de fábrica e da capacidade dos armazéns necessários. De fato, no mercado internacional, os embaladores ganharam força com o avanço das marcas próprias. Muitas das empresas que historicamente apenas recebiam os produtos e os embalavam, estão aptas a criar um produto na sua totalidade, desde o conceito até o desenvolvimento, processamento e design de embalagem. Daí a sua importância e relação direta com os convertedores: muitos projetos de embalagem são gerados pelo co-packer. Além das marcas próprias, outro drive de crescimento dos co-packers foram as grandes redes de varejo como Wal-Mart, Target, Costco, Sam´s Club, Home Depot e Office Depot. Outro motivo para acreditarmos que esta força chegará ao Brasil logo, uma vez que algumas destas mesmas redes de varejo entram no país determinando modelos de fabricação de produtos e sistemas de embalamento. Neste universo do varejo, as club stores – que também avançam no Brasil – querem que seus clientes diretos – os lojistas – tenham identificação com o produto e percebam o seu valor imediatamente. A customização do produto/embalagem, neste caso, é essencial. De acordo com a Associação de Contract Packaging dos EUA, as principais vantagens deste negócio são: possibilitar que a indústria se foque em seu core business com uma excelente relação custo-benefício e eliminar o custoso processo de contratação, treinamento e supervisão do pessoal de embalagem. "No final o fabricante sabe exatamente quanto paga pela operação de embalagem, o que lhe garante melhor controle financeiro", declarou Stan Zelesnik, Diretor Executivo da entidade. Um estudo realizado pelo PMMI (Packaging Machinery Manufacturers Institute), também dos EUA, identificou que os co-packers foram responsáveis por 11,7% das compras de máquinas de embalagem em 2005; esta participação era de 10,9% em 2004. Outro relatório, desta vez do Packaging Strategies, indica que o mercado de contract packaging é superior a US$ 21,5 bilhões no país. Diante dos números não temos dúvidas que esta realidade chegará, em pouco tempo, com força total no nosso país. E os transformadores de embalagem devem prepara-se para saber lidar com este novo integrante da cadeia produtiva do plástico.
Vá para a K 2007 com a ABIEF
A ABIEF parabeniza seu associado, Hiper-Roll Embalagens Ltda., pelo recebimento da medalha de Mérito Legislativo de Juiz de Fora (MG), em reconhecimento ao trabalho filantrópico e de assistência social que a empresa realiza na cidade.
O que o curso de pós-graduação da ESPM representa para o Sr.?
Rogério Mani, é empresário e Presidente da ABIEF
ABIEF trava novos contatos na Fispal Tecnologia 2007
Tradicional expositora da Fispal Tecnologia, a ABIEF registrou em seu estande, este ano, a visita de mais de 400 profissionais ligados direta e indiretamente à área de embalagens plásticas flexíveis, inclusive internacionais. "Além disso, entre os dias 12 a 15 de Junho, período de realização do evento no Parque de Exposições do Anhembi, foi possível visitar o estande de muitos associados. Afinal é para isto que serve uma feira do porte e da importância da Fispal: para travar novos contatos e reforçar contatos existentes", avalia o Presidente da entidade, empresário Rogério Mani. Segundo a organização do evento, a feira como um todo estava 10% maior que sua edição anterior e contou com mais de 2.000 expositores. Os negócios gerados a partir da feira, a médio e longo prazo, são estimados em
algo ao redor dos R$ 4 bilhões. Feiras regionais são foco
Entre os meses de Julho e Agosto, a ABIEF participou, com estande próprio,
de duas importantes feiras do setor. A Plastech Brasil 2007
(acima) foi realizada entre os dias 24 e 27 de Julho no Pavilhão da Festa da Uva, em Caixas do Sul (RS). Já a Embala Nordeste aconteceu no Centro de Convenções de Pernambuco, no Recife, no
período de 20 a 23 de agosto. As duas participações fazem parte das ações de regionalização das atividades da entidade.
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Boa parte dos estudos realizados hoje para determinar as tendências de embalagem, apontam uma personagem principal: a mulher ativa, exposta às intempéries do mercado de trabalho e, portanto, uma consumidora exigente no que tange a qualidade dos produtos – entenda-se também das embalagens – e bastante equilibrada no gasto de seus recursos.
Para esta consumidora, os especialistas recomendam: marcas que captem sua alma e embalagens que traduzam seus mais diversos anseios. Como? Uma matéria elaborada pela revista norte-americana Brand Packaging, identificou cinco "dicas" para desvendar esta nova consumidora.
A ABIEF dá as boas-vindas aos seus novos associados:
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