Ano VI - junho/julho 2007         nº 29

ABIEF discute sustentabilidade aplicada ao desenvolvimento de embalagens

O assunto foi amplamente explorado durante o Café da Manhã de Junho com a presença do especialista da Johnson & Johnson, Renato Wakimoto (foto), no auditório da Fispal, em São Paulo.

Com a missão de entregar para o consumidor final embalagens que superem suas expectativas, a J&J é hoje uma das empresas que lideram a aplicação do conceito de sustentabilidade no desenvolvimento de suas embalagens. A empresa aposta que ao usar uma inovação realmente significativa e uma embalagem sustentável ela criará uma vantagem competitiva real no mercado.

Renato Wakimoto, responsável pela área na J&J, vai mais longe e garante que "a embalagem ajudará a alavancar uma visão de estratégia global de design, além de ser reconhecida como uma excelência consistente que mantém os objetivos funcionais, estéticos e de custo, visando aumentar os resultados do negócio".

Com base nesta missão, a empresa tem duas estratégias bastante claras: padronização global do processo de embalagem e sustentabilidade ambiental como driver dentro da embalagem. "As palavras-chaves deste processo são: social – quem usa os produtos; econômico, traduzido basicamente na redução de custos e no aumento dos resultados; e meio ambiente visto como sustentabilidade e preservação dos recursos naturais."
Jorge Alexandre de Oliveira Alves da Silva (Gerente de Mercado de Polietileno da Braskem) 

A questão é como introduzir os conceitos de responsabilidade social, viabilidade econômica e ambientalmente correto no desenvolvimento de uma embalagem. Segundo Wakimoto, a questão social é resolvida usando-se agentes recicladores certificados, recursos locais para a produção de embalagens a fim de manter os negócios nas comunidades e minimizar a migração, e introduzindo selo de certificação.

Já a viabilidade econômica passa pelo desenvolvimento de resinas com custos menores ou materiais alternativos, criação de inovações que potencializem as vendas, reforço do conceito de "design to cost", foco na melhoria do processo de desenvolvimento de embalagens e apoio a projetos de redução de custos.

E finalmente o ambientalmente correto pode ser trabalhado ao se reforçar o conceito de reduzir, reciclar e reutilizar, com a introdução do conceito de ACV (avaliação do ciclo de vida) e com o desenvolvimento de resinas menos impactantes e inovações que ajudem a reduzir o impacto ambiental.
Fabíola Malavazi (Gerente de 
Trade Marketing da Fispal)

Utilizando todos estes conceitos e ferramentas, a J&J já desenvolveu embalagens bastante satisfatórias do ponto de vista ambiental. Alguns exemplos são a linha Aveeno que usa potes termoformados e rótulos sleeve feitos 100% com PET reciclado; a substituição do PVC da embalagem do sabonete Neutrogena por PET; e o uso de 30% de PEAD (polietileno de alta densidade) reciclado pós-consumo nas embalagens da linha Soothing Naturals.

Como lançamentos futuros, a empresa prevê o uso de 30% de PEAD reciclado pós-consumo em todas as embalagens da linha Johnson´s, ou seja, 47 milhões de frascos que representará uma economia anual de 1 milhão de pounds de resina virgem. O mesmo conceito – 30% de PEAD reciclado pós-consumo – será utilizado nos 16 milhões de frascos da linha Aveeno, gerando uma economia de 325 mil pounds de resina virgem por ano. Outras inovações serão embasadas na sustentabilidade focada na fonte de recursos e na energia.

       


  


Palavra do Presidente

Ao plástico, o seu devido valor.

Ao participar de uma reunião com a Petrobrás, em Maio deste ano, no Rio de Janeiro, representando a cadeia do plástico, a ABIEF deu um importante passo rumo a um de seus principais desafios: promover a integração de todos os elos da cadeia de forma concisa e sustentada, destacando os pontos positivos de nossa indústria e procurando soluções para problemas que ainda persistem. A repercussão desta reunião foi tamanha, que fomos convidados novamente a participar de uma experiência bastante enriquecedora.

A ABIEF é a principal interlocutora da cadeia do plástico no Estudo Prospectivo Setorial – Plástico que a ABDI (Agência Brasileira do Desenvolvimento Industrial) desenvolve com o apoio do CGEE – Centro de Gestão e Estudo Estratégico e do MDIC (Ministério do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio).

Durante dois dias exaustivos de trabalho em Julho, em Brasília, a ABIEF, juntamente com representantes do INP, Cetea, um especialista em design e dois consultores do Estudo, participou de um verdadeiro processo de imersão que resultou na radiografia minuciosa do modelo atual da cadeia do plástico – com nuances de mercado, segmentos de atuação e tendências.

Mas o maior desafio ficou por conta do futuro! Depois de esmiuçarmos toda a situação atual da indústria de embalagens plásticas, fomos instigados a pensar em como ela estará daqui a 15 anos com base na vivência atual e nas tendências mais imediatas. Acreditem: conseguimos, utilizando ao máximo o expertise de cada entidade e de cada profissional presente, traçar um quadro bastante rico e interessante para 2022.

Tenho certeza de que trabalhos como este, que num primeiro momento podem soar e parecer futurísticos demais, formam uma plataforma importante de dados e de informações para embasarmos nossas ações e delinearmos as estratégias de nossa indústria. Além do que, este Estudo revela a preocupação do poder público com um setor industrial – o nosso – que foi catalogado, dentre vários, como "mola propulsora para o desenvolvimento interno e externo de nosso país".

A escolha da indústria do plástico, e especificamente do segmento de embalagens, não foi aleatória. Ela está fortemente calcada no fato de sermos uma atividade industrial importante, com poderosos elos da cadeia. Devemos aproveitar todo este movimento de valorização do plástico e da embalagem para, dentro de nossos universos menores, fazermos nossa parte e, igualmente, darmos o valor devido à nossa atividade e ao nosso negócio.
    

Rogério Mani – Presidente

    

       

Como reduzir o prejuízo dos nossos clientes gerado pela perda de cargas?

Um estudo realizado pela Carolina Supply Chain Services (CSCS), parte da Carolina Logistics Services (CLS), dos EUA, detectou que as perdas das empresas com o mau embalamento de suas cargas chega a US$ 388 milhões por ano no país. A aplicação inconsistente do material de embalagem e o uso inapropriado de dispositivos do sistema contribuem para a péssima estabilização das cargas, levando a danos no produto e gerando prejuízos para toda a cadeia de suprimento.

O estudo, patrocinado pela Dow Chemical, recomenda que "para colocar seus produtos intactos no varejo as empresas devem prestar mais atenção à unitização das cargas". Isto porque uma tecnologia de unitização pobre tem um forte impacto no final da linha; as empresas poderiam se beneficiar de tecnologias alternativas como as capas estiráveis (filmes stretch).

Outro dado interessante, extraído de um Relatório sobre Produtos não Vendidos em 2006, nos EUA, afirma que as melhorias na embalagem foram um dos principais fatores para a redução dos pagamentos por produtos não vendidos entre 2004 e 2005 no país. Os principais danos das cargas acontecem por deslocamento, rasgo ou perda da embalagem; amassamento, danos por água ou infestação. "Todos cenários que podem ser minimizados com o uso de uma tecnologia apropriada de unitização", garante Mike Rawlins, Diretor da CSCS que avaliou mais de 28 mil cargas em 886 carregamentos de produtos secos, resfriados e congelados.

O estudo mostra ainda que quase 48% dos carregamentos não tinham nenhum dispositivo de estabilização; quase 39% das cargas não cabiam perfeitamente no palete; cerca de 14% não tinham um sistema que as prendesse ao palete; e quase 9% das cargas que utilizavam filme stretch tinham problemas no filme que ocasionavam danos.

A Dow defende que uma das soluções para os problemas detectados no estudo é a capa estirável (stretch hood) que garante uma proteção dos cinco lados da carga sem a necessidade de dispositivos extras, além de melhorar a sua estabilidade a prendê-la ao palete. A empresa já disponibiliza para o mercado resinas de alta performance para esta aplicação.

 

  
Deputado prestigia Brasilplast e estande da ABIEF

Em visita à Brasilplast 2007, realizada em Abril, em São Paulo, o Deputado Estadual do PSDB,  João Caramez, teve a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis. Por intermédio do Presidente da ABIEF, empresário Rogério Mani, e do associado Sr. Matusalém Carvalho, da empresa Dayana Plásticos, Caramez recebeu informações sobre o setor, sobre as empresas associadas e os vários projetos que visam o desenvolvimento desta indústria e que podem ser alavancados por ações governamentais.

 

       

Cadeia de embalagem ganha novo elo: o co-packer.

Embora o conceito de "embalador" ou co-packer – ou ainda contract packager – não seja muito difundido no Brasil, a tendência para os próximos anos é que esta atividade ganhe mais força e passe a ser estratégica para empresas que buscam excelência, agilidade e flexibilidade no atendimento ao mercado.

Quando surgiu há algumas décadas, o co-packer era usado apenas quando a empresa precisava desafogar sua produção e resolver rapidamente um problema de capacidade. Hoje estas empresas já são vistas como parceiros estratégicos pela maioria das empresas internacionais de bens de consumo.

Para acompanhar este avanço, os embaladores deixaram de ser pequenos e com capacidades limitadas; hoje chegam a oferecer sistemas de engenharia que acompanham os produtos em todas as etapas de fabricação/processamento. Os especialistas concordam: este se tornou um negócio de capital intensivo tanto por causa dos sistemas que deve disponibilizar como pelo espaço do chão de fábrica e da capacidade dos armazéns necessários.

De fato, no mercado internacional, os embaladores ganharam força com o avanço das marcas próprias. Muitas das empresas que historicamente apenas recebiam os produtos e os embalavam, estão aptas a criar um produto na sua totalidade, desde o conceito até o desenvolvimento, processamento e design de embalagem. Daí a sua importância e relação direta com os convertedores: muitos projetos de embalagem são gerados pelo co-packer.

Além das marcas próprias, outro drive de crescimento dos co-packers foram as grandes redes de varejo como Wal-Mart, Target, Costco, Sam´s Club, Home Depot e Office Depot. Outro motivo para acreditarmos que esta força chegará ao Brasil logo, uma vez que algumas destas mesmas redes de varejo entram no país determinando modelos de fabricação de produtos e sistemas de embalamento.

Neste universo do varejo, as club stores – que também avançam no Brasil – querem que seus clientes diretos – os lojistas – tenham identificação com o produto e percebam o seu valor imediatamente. A customização do produto/embalagem, neste caso, é essencial.

De acordo com a Associação de Contract Packaging dos EUA, as principais vantagens deste negócio são: possibilitar que a indústria se foque em seu core business com uma excelente relação custo-benefício e eliminar o custoso processo de contratação, treinamento e supervisão do pessoal de embalagem. "No final o fabricante sabe exatamente quanto paga pela operação de embalagem, o que lhe garante melhor controle financeiro", declarou Stan Zelesnik, Diretor Executivo da entidade.

Um estudo realizado pelo PMMI (Packaging Machinery Manufacturers Institute), também dos EUA, identificou que os co-packers foram responsáveis por 11,7% das compras de máquinas de embalagem em 2005; esta participação era de 10,9% em 2004. Outro relatório, desta vez do Packaging Strategies, indica que o mercado de contract packaging é superior a US$ 21,5 bilhões no país.

Diante dos números não temos dúvidas que esta realidade chegará, em pouco tempo, com força total no nosso país. E os transformadores de embalagem devem prepara-se para saber lidar com este novo integrante da cadeia produtiva do plástico.

                 

Vá para a K 2007 com a ABIEF

Participe da maior e mais importante feira de plásticos do mundo – a K 2007 – com quem entende do setor. A ABIEF criou um programa de viagem, com tarifas super especiais, para os interessados em visitar a K entre os dias 24 e 31 de outubro em Düsseldorf, Alemanha. Não perca tempo, consulte já o programa oferecido e garanta o seu lugar! Informações com Cíntia, do Marketing, pelo fone (11) 3032-4092 ou pelo e-mail cíntia@abief.com.br.

      

A ABIEF parabeniza seu associado, Hiper-Roll Embalagens Ltda., pelo recebimento da medalha de Mérito Legislativo de Juiz de Fora (MG), em reconhecimento ao trabalho filantrópico e de assistência social que a empresa realiza na cidade.

            

O que o curso de pós-graduação da ESPM representa para o Sr.?

"Embora atue no setor de embalagens há muito tempo, fazer o curso de pós-graduação em Gestão Estratégica de Embalagem da ESPM me abriu novos horizontes sobre este setor. O curso oferece um conteúdo único no qual a embalagem não é mais coadjuvante em um processo isolado, mas sim elemento estratégico na formação de uma empresa moderna e vencedora. Sem dúvida, eu recomendo."

Rogério Mani, é empresário e Presidente da ABIEF

             

ABIEF trava novos contatos na Fispal Tecnologia 2007

Estande da ABIEF recebeu a visita de 
mais de 400 profissionais

Tradicional expositora da Fispal Tecnologia, a ABIEF registrou em seu estande, este ano, a visita de mais de 400 profissionais ligados direta e indiretamente à área de embalagens plásticas flexíveis, inclusive internacionais. "Além disso, entre os dias 12 a 15 de Junho, período de realização do evento no Parque de Exposições do Anhembi, foi possível visitar o estande de muitos associados. Afinal é para isto que serve uma feira do porte e da importância da Fispal: para travar novos contatos e reforçar contatos existentes", avalia o Presidente da entidade, empresário Rogério Mani.

Segundo a organização do evento, a feira como um todo estava 10% maior que sua edição anterior e contou com mais de 2.000 expositores. Os negócios gerados a partir da feira, a médio e longo prazo, são estimados em algo ao redor dos R$ 4 bilhões.
  

Feiras regionais são foco

Plastech Brasil 2007

Entre os meses de Julho e Agosto, a ABIEF participou, com estande próprio, de duas importantes feiras do setor. A Plastech Brasil 2007 (acima) foi realizada entre os dias 24 e 27 de Julho no Pavilhão da Festa da Uva, em Caixas do Sul (RS). Já a Embala Nordeste aconteceu no Centro de Convenções de Pernambuco, no Recife, no período de 20 a 23 de agosto. As duas participações fazem parte das ações de regionalização das atividades da entidade.
   

Prêmio 
Doce Revista

O Presidente da ABIEF, Rogério Mani, foi um dos convidados de honra da cerimônia de entrega da 1ª edição do Prêmio Doce Revista, organizado pela Editora Definição. O evento aconteceu no dia 21 de Junho em São Paulo. Mani entregou o Prêmio Destaque para a empresa Florestal.

    

Mulher: de rainha do lar a rainha do consumo consciente.

Boa parte dos estudos realizados hoje para determinar as tendências de embalagem, apontam uma personagem principal: a mulher ativa, exposta às intempéries do mercado de trabalho e, portanto, uma consumidora exigente no que tange a qualidade dos produtos – entenda-se também das embalagens – e bastante equilibrada no gasto de seus recursos.

Para esta consumidora, os especialistas recomendam: marcas que captem sua alma e embalagens que traduzam seus mais diversos anseios. Como? Uma matéria elaborada pela revista norte-americana Brand Packaging, identificou cinco "dicas" para desvendar esta nova consumidora.

  1. Ter em mente que a maioria das marcas é vista em 1/25 de segundo em um nível periférico, donde vem a necessidade de se entender as cores, formas e símbolos que atraem a visão feminina. Integrar formas femininas à marca é uma saída, assim como criar estruturas de embalagem com benefícios de forma/função intuitivos.
  2. Estar ciente de que a mulher é uma consumidora "de tudo", ou seja, entender seu mundo visual na totalidade, incluindo as várias categorias de produtos.
  3. Ir aonde ela vai, levando em consideração que hoje 50% dos usuários de internet são mulheres em busca de informações sobre serviços e marcas. E por isso mesmo as suas marcas devem extrapolar as suas sensações da compra online; deve haver uma integração dos anúncios impressos, campanhas promocionais e web pages com o impulso motivacional e o recall visual que elas possam identificar na prateleira.
  4. Entender que o território visual da mulher é diferente do masculino uma vez que ela compra produtos para ela, para ele e para toda a família. Isto implica que ela reconheça as cores de cada categoria, bem como texturas e palavras.
  5. Use palavras na embalagem de forma dosada, ou seja, remova 50% ou mais das palavras e explore a linguagem visual que ela possa facilmente lembrar para uma amiga. Como a maioria das mulheres gosta e tem facilidade em falar, deixe que elas falem sobre o produto!

    

BEM-VINDOS À ABIEF

A ABIEF dá as boas-vindas aos seus novos associados:

  • Polysack Indústria Ltda.
  • Prosper Indústria e Comércio de Plástico Ltda.
  • Scodro Embalagens Flexíveis Ltda. 

              

Edição e Redação: LDB Comunicação Empresarial, e-mail: ldbcom@uol.com.br. Editora Responsável: Liliam Benzi – Mtb 19.352. Projeto Gráfico, Diagramação e Ilustrações: Formato Editoração e Design, e-mail: formato.sp@terra.com.br