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Ano VI - agosto/ setembro 2007 nº 30 Embalagens flexíveis continuam em alta na Nestlé Brasil
Com 29 fábricas espalhadas pelo Brasil e 17 milhões de produtos, a Nestlé é, sem dúvida, uma das maiores consumidoras de embalagem do país. Mesmo diante de uma estratégia de "agir mais localmente", a unidade brasileira já ocupa a 5ª posição no ranking mundial de faturamento e a 2ª posição em volume. Estes números fazem com que ela movimente 127 fornecedores de embalagem. Aliás, no universo das embalagens da Nestlé Brasil, a plástica flexível é a segunda mais consumida, com uma participação de 29,6%; este segmento só perde para o de embalagens metálicas, cuja participação no universo total é de 32%. O mais importante é que, embora grande, a participação dos flexíveis não pára de crescer. A empresa estima que de 2004 a 2006 a participação destas embalagens tenha crescido 6,9% no mix total, substituindo, principalmente, as embalagens metálicas, de cartão e de vidro.
Especificamente no caso da inovação em acabamentos, Cristiane cita o trabalho, em um mesmo painel, com verniz fosco e brilhante, e o contraste do filme PET brilhante com o verniz fosco. "Também precisamos desenvolver fornecedores de embalagens flexíveis, comprometidos com a inovação, nas regiões Norte e Nordeste do país que hoje são os mercados alvo para os projetos regionais e de baixa renda da Nestlé", lembra a especialista. A empresa está extremamente comprometida com projetos de produtos e embalagens para consumidores das classes C, D e E que já representam 136 milhões de pessoas, 53% da renda nacional e respondem por 72% do consumo de bens no país. Dos US$ 260 bilhões movimentados anualmente por estas classes sociais, US$ 42 bilhões são de alimentos. Para atender a esta demanda, a multinacional criou há seis meses o "Nestlé Você". Em linhas gerais trata-se da formação de uma rede de vendedoras – até o momento cerca de 200 - que trabalham no sistema porta a porta, oferecendo para as vizinhas e pessoas da comunidade kits com produtos Nestlé. Outra frente de atuação da Nestlé Brasil refere-se à segurança alimentar. Juntamente com Filipinas e França, o Brasil foi escolhido para ser um país piloto na implementação destas normas. "O primeiro passo do processo é a divulgação de um manual técnico entre os 181 fornecedores envolvidos nas operações, dos quais 85 são fornecedores diretos. A idéia é que, anualmente, seja emitido um certificado de conformidade, ou seja, um documento preparado e assinado pelo fornecedor do material de embalagem onde ele atesta que seu material é seguro para ter contato com alimentos." Mas de um modo geral, a Nestlé enxerga outros pontos de melhoria na sua relação com os fornecedores. Entre eles, Cristiane cita a apresentação de inovações, novos modelos de negócio (parceria, comodato), lotes menores (regionalização e classes mais baixas), tintas adequadas para o uso em filmes metalizados, otimização do tempo de desenvolvimento das artes que hoje gira entre 30 a 45 dias; criação de uma cartela padrão de cores; aumento da qualidade da prova digital para substituir a prova cor de contrato; melhorias no sistema de impressão flexográfica e aumento da pró-atividade nos projetos de segurança alimentar, especialmente no desenvolvimento de novas estruturas. "De fato estas melhorias acabam gerando oportunidades para os fornecedores de embalagens flexíveis como os sistemas easy open, os filmes alta barreira com custo competitivo, sleeves que atendam os critérios Nestlé (como a proibição de uso de PVC) e a exploração dos sentidos do consumidor final pelos acabamentos e sistemas de impressão diferenciados." Na visão de Cristiane, haverá um incremento no volume de embalagens flexíveis da Nestlé Brasil em um futuro próximo. Mas este crescimento estará atrelado a algumas condições como a conservação do meio ambiente, conveniência, facilidade de leitura e de abertura/refechamento e a eliminação da refrigeração na conservação dos produtos (shelf stable). "Reduzir a cadeia da refrigeração é uma questão econômica de suma importância para a Nestlé", finaliza a especialista.
O crescente poder do varejo sobre a indústria de embalagem
O exemplo mais citado é o do gigante Wal-Mart cujas vendas anuais chegam a US$ 350 bilhões. Sua influência tem sido proporcional – ou até maior – aos seus números. A principal bandeira carregada pela rede de varejo mundial para ditar mudanças em embalagem é a preocupação com o meio ambiente que na linguagem atual ganha o rótulo de "ações e produtos sustentáveis". Um porta-voz da empresa ouvido nos EUA garante que o Wal-Mart não espera mudanças gigantescas em um primeiro momento. O gigante defende que mesmo pequenas mudanças na embalagem podem ter um impacto significativo na forma de reutilizar os materiais. Também é cada vez mais importante o uso de materiais de embalagem de fonte renovável, biodegradáveis ou compostáveis. Os profissionais do varejo garantem estarem cientes de que a adoção de materiais biodegradáveis pode forçar a um aumento de preços dos alimentos; a recomendação, neste caso, é um monitoramento cuidadoso. Também é sabido que, pelo menos nos EUA, a cadeia de alimentos e agricultura avalia constantemente o impacto das embalagens e como a eficiência energética afeta a cadeia de suprimentos do setor agrícola. Esta avaliação é garantida pelo Food & Agriculture Network, uma rede de contatos criada pelo Wal-Mart em seu país de origem. De fato trata-se de uma coalizão de compradores, fornecedores, acadêmicos e acionistas que esperam gerar mudanças a partir do acompanhamento de como os alimentos, a água e as embalagens afetam esta cadeia produtiva. Os principais objetivos desta rede são:
Aparentemente este conceito de rede ainda não foi importado pelo Wal-Mart para o Brasil. Mas certamente, quando isso acontecer, funcionará como mais um elemento "influenciador" da indústria de embalagem. É preciso estar atento e acompanhar de perto todos estes movimentos.
Custos: uma preocupação que afeta cada vez mais a indústria de flexíveis.Não é de hoje que o assunto "custos" está na pauta e na agenda das indústrias do setor. E isso não é privilégio do Brasil. De acordo com uma pesquisa realizada pela FPA – Associação das Embalagens Flexíveis dos EUA o custo das matérias-primas é o que mais preocupa os transformadores daquele país. O seu aumento constante compromete sobremaneira a boa rentabilidade.
Segundo Ernesto Silva, Presidente da Associação Mexicana de Embalagem e novo Presidente da Ulade – União Latino-americana de Embalagem, em artigo publicado em uma revista de seu país, a situação também afeta a América Latina em geral. Ele lembra que este "cenário de custos" acabou gerando dois tipos básicos de transformadores: os que buscam ser líderes em preços e, portanto, têm operações muito eficientes e de altos volumes, e os que buscam a liderança através de produtos diferenciados e/ou com alto valor agregado. Mas para que qualquer um dos modelos de empresa seja bem sucedido é preciso não esquecer uma receita básica do setor de embalagem: estar atento às reais necessidades do mercado e do consumidor final. O Presidente das entidades defende ainda que a indústria de embalagem deve alinhar sua estratégia a da indústria usuária de embalagem, seu cliente direto. Isto porque não adianta propor-se a ser uma empresa de embalagens especiais se o seu principal cliente quer ser uma empresa líder em preço. Outro bom conselho é que a indústria de embalagem ajude o seu cliente direto a saber exatamente o custo de suas embalagens. Somente com o pleno conhecimento de todos os seus custos, todos os elos da cadeia poderão crescer em um ritmo otimizado e tornarem-se mais competitivos.
De malas prontas para a K 2007
Outro objetivo da Associação ao expor neste show internacional é promover a indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis no mercado internacional. A expectativa é receber no estande, a exemplo do que aconteceu em outras edições, profissionais interessados no mercado brasileiro e, especialmente, nos produtos dos associados. Durante o evento será distribuído o Guia ABIEF do Setor, com informações precisas sobre o mercado e sobre cada um dos associados, divididos por área de atuação. Não deixe de visitar o estande da ABIEF na K 2007. O Meeting Point localiza-se na Entrada Norte Pavilhão 7.
ABIEF participa de Rodada de Negócios
A abertura oficial do evento aconteceu no dia 08 de outubro, no Teatro Municipal de Santo André, e as rodadas foram realizadas no dia seguinte, no Clube Atlético Aramaçan, também em Santo André. O Presidente da ABIEF, Rogério Mani, participou da cerimônia de abertura junto com outras personalidades como o Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge; o Presidente da Unipar, Roberto Garcia; a Gerente de Planejamento Estratégico da Petrobras, Lídia Barreto; o responsável pela área de Insumos Básicos do BNDES, Eduardo Fernandes; e o Prefeito de Santo André, João Avamileno. Novo acordo ABIEF
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Com a proposta de ampliar sua
atuação nos estados do Paraná, Santa Catarina e
Rio Grande do Sul, a ABIEF participou como apoiadora da Feipack 2007 – Feira Sul
Brasileira da Embalagem, realizada entre os dias 26
e 29 de setembro no Expo Trade, em Pinhais, Paraná. Uma das principais atrações da
feira este ano foi justamente o novo
pavilhão com 30 mil metros quadrados de área
de exposição e que reuniu 90 expositores.
Tradicional expositora e apoiadora da Fispal Nordeste,
a ABIEF confirmou o seu estande na 5ª edição do evento
agendada para 06 a 09 de novembro no Centro de Convenções
de Pernambuco, em Recife (PE). Considerada a
maior e
mais importante feira de produtos, embalagens,
equipamentos, acessórios e serviços para alimentação do Nordeste, a
feira reunirá este ano mais de 320 expositores e cerca de 30
mil profissionais visitantes; ao todo estão representados na
Fispal Nordeste cerca de 23 estados e mais de 10 países.
Os associados da ABIEF que estiverem expondo ou visitando o evento poderão utilizar o estande da entidade como um ponto de encontro.
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A CortePlastic nasceu há um ano com o objetivo de atender ao mercado de transformação de plástico com um serviço altamente especializado em corte e solda. Desde então a
empresa, sediada em São Paulo, não pára de crescer e de ampliar suas atividades. Hoje seus principais focos na área de corte e solda são as embalagens flexíveis de polietileno de alta e de
baixa densidade (PEAD e PEBD) e de polipropileno (PP), especialmente liners para a indústria de big bags, sacaria industrial e sacos para a indústria têxtil.
"Contamos com duas máquinas de corte e solda da Maqplas de última geração que nos garante uma capacidade de trabalho de 200 toneladas/mês", explica Alexandre Roda, Diretor da empresa.
Segundo ele, a terceirização destes serviços por parte dos transformadores, além de desafogar sua produção, permite que eles atuem em outras áreas que não sejam o seu core business. "Por exemplo, o transformador pode dedicar-se apenas à extrusão, mas oferecer para o mercado sacos soldados que são formados na CortePlastic."
Desde o final de outubro, a empresa também oferece para os transformadores filmes de polietileno (PE) do tipo "camel back" – gofrados - utilizados, principalmente, pela indústria de pneus. O equipamento para produzir estes filmes foi desenvolvido pela própria CortePlastic. "Em qualquer dos serviços que oferecemos, vale lembrar que não há a incidência de impostos. O transformador paga apenas pelo serviço solicitado", finaliza Alexandre.
A ABIEF dá as boas-vindas aos seus novos associados:
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