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Ano VI - novembro/dezembro 2007 nº 31
Uma K onde os alemães
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Palavra do Presidente Um compromisso com o futuroAvaliar a performance de nossa indústria em um ano tão conturbado como foi 2007 realmente não é das tarefas mais fáceis. Mas deixar uma análise para mais tarde, poderia ser irresponsável. Vivemos um ano de verdadeira reorganização da primeira e da segunda geração. Tudo em nome da globalização. Mas é preciso ter coragem para apontar os prós e contras destes movimentos e incentivar a terceira geração a enxergar o que está acontecendo, não apenas no cenário nacional, mas no mundo. Se quisermos ser competitivos e continuar neste mercado precisamos estar abertos a tudo, inclusive fusões, aquisições e incorporações. Fechamos 2007 com um crescimento que não foi condizente com nossas expectativas iniciais. Mas o principal é que não paramos, nem as indústrias nem a ABIEF. Apesar das dificuldades, nossa Associação encabeçou uma série de projetos e desencadeou importantes ações. Foi um ano de muito trabalho. Só lamentamos o fato de muitos de nossos associados não terem percebido nossos esforços em prol da indústria nacional. Muitas vezes não deram o devido valor às coisas que realmente importam para a tomada de decisões certeiras. De qualquer forma, encerramos o ano com a certeza de termos andado de forma bastante coesa rumo a uma das necessidades mais gritantes de nossa indústria: a união da cadeia do plástico para formar uma massa crítica capaz de sensibilizar governos, mercados e a sociedade em geral. Em 2008, esperamos ter fôlego para acompanhar todas as projeções otimistas que têm sido feitas pelos economistas de plantão. Esperamos ainda uma maior atenção e compreensão do novo modelo petroquímico sobre a fragilidade de nosso setor e desejamos um ano de investimentos, crescimento e, acima de tudo, muita responsabilidade por parte de nossas indústrias.
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O crescimento do mercado de filmes soprados está criando um novo desafio para os transformadores: oferecer, cada vez mais, novas funções integradas aos filmes. Em outras palavras, são os filmes multicamadas que ditarão o
ritmo de crescimento e de adição de valor a este negócio. Esta "teoria" foi facilmente comprovada na K 2007, na Alemanha.
A norte-americana General Films, por exemplo, decidiu aumentar sua capacidade produtiva com uma linha para filmes de nove camadas. O investimento visa, basicamente, aumentar a sua competitividade em mercados externos com filmes de alta barreira e estruturas mais complexas que atenderão a um maior número de mercados e clientes. A nova linha, fornecida pela Battenfeld Gloucester, também possibilitará à empresa produzir, em linha, bolsas e filmes tubulares.
Mas a principal demanda por estruturas mais "ricas e sofisticadas" ainda vem da indústria de alimentos. Se no passado filmes de 3 a 5 camadas eram suficientes, hoje filmes com mais de nove camadas – os de 11 são o sonho de consumo do momento – são indispensáveis. Estas camadas são necessárias para garantir barreiras mais eficientes contra luz e oxigênio, boa selagem e ótima printabilidade.
Os especialistas alertam, contudo, que o bom projeto de máquina não é apenas aquele que garante mais barreiras; mas sim o que garante mais barreiras com igual flexibilidade do conjunto e alto nível de automação. Como resposta, os projetos modulares avançam a passos rápidos.
De acordo com a gigante alemã Reifenhäuser é preciso ainda estar atento a dois outros aspectos do novo mercado: o desejo por filmes de alta qualidade e a excelente relação custo-benefício. E para atender a este novo perfil de mercado, a empresa foca boa parte de seus esforços na melhoria de performance da linha, tendo como ponto central do projeto o produto a ser embalado. Outro item que pesa nas decisões é o aprimoramento das matérias-primas que leva a materiais cada vez mais "inteligentes".
Um bom exemplo destas resinas inteligentes foi dado na própria K. Muitos dos grandes fabricantes mundiais de extrusoras – Windmöeller, Machhi e Reinfenhäuser - fizeram questão de rodar, durante a feira, polietilenos metalocênicos que garantem maior produtividade e transparência ao filme.
Mas o jogo desta nova geração de máquinas também é composto por outros elementos como: alta produtividade – entre 600 e 750 quilos/hora; sistemas especiais de resfriamento; roscas com design diferenciados; e motores sem redutores que garantem maior eficiência no consumo de energia, redução de ruído e estabilização na extrusão.
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Com uma experiência de oito anos no Brasil na produção de telas de sombreamento agrícola de PEAD (polietileno de alta densidade) mono-orientado, a israelense Polysack Plastic Industries começa 2008 com um novo desafio: aumentar em 20% sua capacidade de produção. A ampliação é justificada, em parte, pelo expressivo
aumento das vendas da empresa nos últimos cinco anos.
O outro desafio, como explica Boris Sister, é conquistar o mercado de telas decorativas. Atualmente a empresa já produz telas com peso de 130 gramas/m2 nas cores, azul, branca, preta, amarela, verde, vermelha e prata.
Segundo ele, as telas coloridas estão direcionadas para os mercados de coberturas para automóveis, muito utilizadas em supermercados e postos de gasolina, além das coberturas para quadras esportivas, entre outras. A empresa também está prospectando o mercado de sacolas plásticas retornáveis como uma nova aplicação para essas telas.
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Parabéns aos nossos associados pelas seguintes conquistas:
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Cerca de 700 profissionais visitaram o estande da ABIEF durante a Fispal Nordeste, Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Embalagens e Serviços para Alimentação, realizada entre os dias 6 e 9 de novembro, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda (PE).
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O objetivo da Associação este ano foi ampliar a regionalização de suas atividades e captar novos sócios, mostrando todos os projetos e ações realizados em prol do desenvolvimento da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis.
Durante o evento, a ABIEF identificou três potenciais sócios, sendo que um deles se associou logo no primeiro dia da feira. A nova associada é a Japira Plásticos.
Segundo a organizadora da Feira, a Brazil Trade Shows, a edição de 2007 contabilizou quase mil visitantes a mais do que no ano passado,
totalizando 26.148 mil profissionais. "O recorde de circulação fortalece o evento como um dos mais importantes ambientes de lançamentos e negócios no setor
de alimentos e bebidas do Nordeste, passando por toda a cadeia produtiva", pontuou Marco Antonio Mastrandonakis, Diretor da Feira.
Outro recorde foi a participação das indústrias de embalagem em geral. Nesta edição, a Fispal Nordeste registrou um aumento de 30% na participação de empresas do setor. Entre elas, algumas da área de flexíveis, como a Bemis (Dixie Toga).
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A ABIEF, juntamente com outras entidades do setor, participou do lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Uso Responsável de
Embalagens Plásticas em uma cerimônia realizada no início de Dezembro na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo.
O trabalho, coordenado pelo Deputado Estadual Orlando Morando, já resultou na assinatura de um acordo entre a Plastivida, o INP, a Abiplast e a Abras (Associação Brasileira dos Supermercados) que prevê a melhoria da qualidade das sacolas e o reforço dos 3 Rs (reduzir, reutilizar e reciclar) perante toda a sociedade.
O Presidente da ABIEF, Rogério Mani, participou da solenidade e foi uma das personalidades convidadas para compor a mesa na ocasião.
A ABIEF foi convidada para fazer parte do Conselho Consultivo do CETEA (Centro de Tecnologia de Embalagem de Alimentos), ligado ao ITAL (Instituto de Tecnologia de Alimentos) da Unicamp. Para formalizar a parceria, em Novembro o Presidente da entidade, Rogério Mani, visitou as instalações do CETEA em Campinas. A partir de agora os associados da ABIEF terão acesso aos trabalhos realizados pelo CETEA, órgão reconhecido, inclusive internacionalmente, como uma referência em excelência tecnológica.
A participação da ABIEF em eventos de cunho ambiental aumentou consideravelmente em 2007. No final do ano, a entidade foi convidada pela ABRE (Associação Brasileira de Embalagem) a apresentar, em uma reunião de seu Comitê de Meio Ambiente, as diretrizes do Programa de Qualidade e Consumo Responsável criado em parceria com a Plastivida.
Em sua palestra, o Presidente da ABIEF, Rogério Mani, enfatizou a importância das sacolas plásticas no mundo moderno e o impacto irrelevante que elas têm no lixo urbano. "Além do plástico só utilizar 4% de todo o petróleo gerado no mundo, hoje o Brasil já recicla cerca de 20% de todo o plástico pós-consumo, um índice semelhante ao da Europa."
Segundo Mani, a falta de um sistema de coleta seletiva ainda é o principal gargalo da indústria brasileira de reciclagem que convive com uma ociosidade de 40%. Em 2006 foram 520 mil toneladas de material plástico reciclado no Brasil.
A ABIEF dá as boas-vindas aos seus novos associados:
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