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Ano VII - janeiro/fevereiro 2008 nº 32 ABIEF participa de Programa de Consumo Responsável de Sacolas Plásticas
O primeiro passo, como explica o Presidente da ABIEF, empresário Rogério Mani, "foi estabelecer uma espessura mínima de 27 micra (ou 0,027 milímetros) para as sacolas comumente distribuídas nos supermercados do país". Com a adoção desta espessura, o Programa espera reduzir em 30% o consumo destas embalagens no ponto-de-venda, uma vez que não será necessário utilizar duas ou mais sacolas para suportar o peso da compra. Estima-se que anualmente sejam utilizadas cerca de 16 bilhões de sacolas plásticas nos supermercados do Brasil. Em paralelo a esta ação, o setor assinou, no final do ano passado, um Termo de Parceria com a Abras (Associação Brasileira dos Supermercados) e com a Apas (Associação Paulista dos Supermercados) que prevê o uso exclusivo destas sacolas mais resistentes e em conformidade com a Norma Técnica ABNT 14.937. De acordo com a norma, o peso, em quilos, que cada sacola suporta também deverá aparecer em destaque a fim de facilitar o cálculo, por parte do consumidor, de quantos produtos poderá carregar. "É preciso deixar claro que embora as novas sacolas sejam mais caras, o varejo não arcará com custos adicionais, uma vez que encomendará à indústria um volume menor de embalagens", salienta Mani. O segundo ponto do Programa – reutilização – de fato já vem sendo bastante praticado pelo consumidor final. Uma pesquisa encomendada pelo Programa ao Ibope detectou que 100% dos 600 entrevistados das classes B, C e D reutilizam a sacola plástica de supermercado como saco de lixo. "Em relação à reciclagem, o Brasil é um dos países com os melhores índices mundiais", lembra o Presidente da ABIEF. Hoje, a reciclagem mecânica, que permite a criação de novos produtos, é responsável pelo processamento de 520 mil toneladas de sucata ano (dados de 2007) e emprega, diretamente, 20 mil pessoas. O faturamento desta atividade gira em torno de R$ 1,8 bilhão por ano. "E há muito mais a ser feito. A capacidade produtiva da indústria brasileira de reciclagem do plástico é sub-aproveitada e o setor convive com uma ociosidade da ordem de 40%." Como solução, Mani cita a implantação de programas de coleta seletiva por parte do poder público. Outra alternativa bastante viável e que vem sendo aplicada em países como o Japão com bastante sucesso é a reciclagem energética, ou seja, aquela que resulta na recuperação da energia contida nos plásticos por meio de processos térmicos. Ela distingue-se da incineração por utilizar os resíduos plásticos como combustível na geração de energia. Segundo a Plastivida, esta alternativa tem potencial para resolver questões ambientais e logísticas, pois não exige a separação do lixo orgânico. Os resíduos que chegam nos aterros embalados em plástico podem ir diretamente para o processamento, que reduz a massa do material em 70% a 90%, deixando apenas um resíduo inerte esterilizado; a partir dele, produz-se eletricidade. Vale lembrar que o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas foi apresentado, no final do ano passado, a uma Frente Parlamentar na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Esta Frente, que reúne 51 deputados, é encabeçada pelo Deputado Orlando Morando. Um exemplo a ser seguido
Esta norma serve hoje como base para o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas encabeçado pela ABIEF, INP e Plastivida. Publicada em setembro de 2005 em substituição ao documento lançado em 2003, a Norma abrange desde a qualidade do material, passando pela impressão de alertas sobre o risco de sufocamento de crianças e métodos de ensaio capazes de assegurar que as sacolas suportam o peso anunciado pelos fabricantes. "Esperamos que os esforços da Hiper-Roll sejam reconheciodos pelo mercado e que outros transformadores se inspirem e participem mais ativamente do Programa", declara o Presidente da ABIEF, empresário Rogério Mani. A participação da Hiper-Roll no Programa vai de encontro a
uma das principais metas da empresa: garantir ao mercado produtos de qualidade e manter-se fiel a uma estratégia de sustentabilidade.
Fabricantes Europeus apostam em melhoria tecnológica nas máquinas para filmes castDurante a K 2007, realizada na Alemanha, ficou claro que duas principais forças movem o desenvolvimento das máquinas para filmes cast: tecnologia avançada e aumento de produtividade. Incentivadas por estes desafios, empresas que até então se mantinham tímidas nesse mercado, resolveram arregaçar as mangas e sacar novidades. Este foi o caso da italiana Macchi, cuja primeira incursão no mundo dos filmes cast foi entre os anos 2000 e 2001, período no qual fabricou linhas de 3 camadas, com largura de 1.500 mm e saída entre 600 e 700 quilos/hora. A empresa reforçou seu time de profissionais, ampliou sua planta e está focando parte de seus negócios em três vertentes dos filmes cast: filme stretch (estirável), filme de polipropileno e filme barreira e/ou especial. Em termos de escala, a divisão mais importante é a de filme stretch. Sozinho este mercado movimenta, na Europa, 1 milhão de toneladas e mantém uma média anual de crescimento entre 5% e 7%; o setor de alimentos alavanca os desenvolvimentos a partir da substituição de alguns materiais por filme stretch. Para este mercado, a Macchi oferece a linha Coex Flex que inclui plantas para filmes de 3, 4 ou 5 camadas em larguras de 1.500, 2.000, 3.000 e 4.000 mm. A empresa já estuda desenvolver equipamentos para 7 camadas para atender também à crescente demanda da indústria de cosméticos. Os resultados de melhoria de performance e redução de ruído desta linha devem-se a dois elementos básicos: o uso de motores sincronizados AC e de sistemas de resfriamento à base de água. O uso desse motor tem um impacto bastante positivo: o perfeito controle da velocidade da linha possibilita otimizar a qualidade da espessura longitudinal. O aquecimento das extrusoras por infravermelho é outro diferencial, assim como o fato das roscas e cilindros serem feitos a partir de materiais bimetálicos. Já o controle da espessura é feito pelos dispositivos disponíveis no mercado, desde os sistemas radioativos até os não-radioativos como os raios ß, raios infravermelhos e raios X. Todos os sistemas cast são munidos de equipamentos auxiliares convencionais como unidades de refrigeração, monitoramento de aparas e sistema inline de realimentação. O scrap gerado a esta velocidade é alto tanto em volume como em peso, portanto os sistemas de recuperação e moagem têm capacidades superiores a 400 Kg/hora. As linhas cast da Macchi também são dotadas de uma rebobinadeira para altas velocidades que recebe o filme e o transforma em bobinas "jumbo" ou "power" para aplicações automáticas. Os especialistas europeus acreditam que linhas como esta, de alta produtividade para filmes cast, tenham como mercado alvo os países Árabes que planejam pesados investimentos a curto e médio prazo e que demandam plantas de larga escala. Já na Europa, deverão prevalecer nos próximos anos, unidades produtivas menores para produções de altíssima qualidade e pequenas tiragens.
Centros de Tecnologia tornam-se "trampolins" para a inovação e valorização do plásticoDuas gigantes internacionais – Borealis e Reifenhäuser – anunciaram, na última K, no final de 2007 na Alemanha, pesados investimentos na ampliação e/ou melhoria de seus centros de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação. O objetivo é ganhar competitividade do ponto de vista produtivo e garantir que o plástico manterá seu "lugar ao sol" a partir de soluções inovadoras e com altíssimo valor agregado para aplicações em embalagem e processos otimizados com materiais com performance inédita. No caso da Borealis e da empresa-irmã Borouge, fruto de uma joint-venture entre a Borealis e a Abu Dhabi National Oil Company, do Oriente Médio, o investimento focou o aprimoramento de seus centros de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Áustria, Finlândia e Suécia. A empresa já investiu 30 milhões de Euros em quatro reatores Borstar para uma planta piloto de PP (polipropileno) na Áustria que desenvolverá soluções inovadoras, avançadas e multimodais em PP.
A combinação das vantagens mecânicas e estéticas do Borpact também garante uma embalagem bastante segura para o manuseio na estocagem e no ponto-de-venda. A segurança é um item bastante importante para embalagens colocadas a baixas temperaturas como as bandejas com atmosfera modificada (MAP), usadas para acondicionar frutas e outros alimentos resfriados. Em termos produtivos, o Borpact BC918CF permite uma significativa redução na espessura do filme que resulta em redução de material e de custos superior a 20%. Outra inovação da Borealis é o grade de PP siliconável BA110CF que reduz a necessidade de diferentes filmes de selagem em embalagens, bem como a aplicação de adesivos. Por sua alta resistência mecânica, os filmes produzidos com este material são ideais para aplicações médicas e aplicações de altas tiragens. Há ainda o novo Borclear RB709CF, um polipropileno de altíssima transparência para filmes de embalagens para alimentos. O material garante ao produto grande brilho, altíssima performance de selagem, altas tensão e boa printabilidade.
Um novo ritmo para a extrusão – Já a alemã Reifenhäuser investiu no ano passado 8 milhões de Euros na construção de um novo Centro Tecnológico em Troisdorf, Alemanha, que permitirá agilizar o desenvolvimento e a implantação de soluções customizadas
para o mercado de extrusão. A linha é equipada com cinco extrusoras REItorque que economizam espaço e energia e praticamente não precisam de manutenção, além do baixo nível de ruído. O sistema de controle de espessura é outro diferencial por garantir tolerâncias exatas. A linha trabalha com larguras de até 1.700 mm e saídas superiores a 660 Kg/hora. O aumento de capacidade, em comparação às linhas convencionais, é entre 10% e 20%.
E como uma alternativa em custo, a Reifenhäuser disponibiliza uma linha para 3 camadas com largura de 1.700 mm e preço inferior a 1 milhão de Euros. O conceito econômico desta linha não abre mão de uma altíssima capacidade de extrusão – superior a 580 Kg/hora – e de excelentes tolerâncias de espessura – mais ou menos 3%. A fórmula do sucesso é a combinação da altíssima flexibilidade e de uma gama variada de aplicações, a uma boa relação custo-benefício. O tempo de entrega também foi drasticamente reduzido para menos de 4 meses.
ABIEF na 1a Semana da Embalagem
A participação da ABIEF como apoiadora e expositora do evento será institucional. A entidade dividirá um estande com a Afipol (Associação Brasileira da Indústria de Fibras Poliolefínicas). Visite o estande da ABIEF na Semana da Embalagem localizado na Rua F No 18. Interpack 2008
Criada em 1958, este ano a Interpack celebrará 50 anos e reunirá, em 19 pavilhões, 2.447 expositores – 1.687 estrangeiros e 760 alemães – divididos em 7 áreas de atuação. A ABIEF criou um pacote especial para visitação da Feira com preços exclusivos para os seus associados. Para saber mais detalhes, fale com Esmeralda pelo fone (11) 3032-4092 ou pelo e-mail esmeralda@abief.com.br.
Você sabia que...Portal de plásticosJá está a pleno vapor na internet o portal B2B www.plasticker.com que reúne fabricantes de matérias-primas e máquinas da Alemanha. O portal também oferece notícias diárias sobre os mercados, as empresas e seus produtos, bem como artigos de profissionais do setor e um calendário que ajuda na tomada de decisão dos empresários.
FFS reforça atividade no mercado internacional
A sinergia entre as duas empresas não reside apenas na vocação para o comércio exterior; as duas também utilizam tecnologia de ponta da alemã Windmöeller & Hoelshcer. Segundo o Diretor da FFS, Alfredo Schmitt, "falar a mesma língua comercial e tecnológica facilita a prospecção de clientes internacionais comuns para os filmes e sacos costurados produzidos pelas parceiras". Em 2007, a FFS exportou 600 toneladas de filmes. A previsão, para 2008, é aumentar as vendas para o mercado internacional em 20%, em parte, por conta do acordo com a Embrasa. Em um primeiro momento, a Embrasa utilizará a base comercial da FFS em Houston (Texas) para apresentar seu portifólio de produtos para o mercado norte-americano.
BEM-VINDOS À ABIEFA ABIEF dá as boas-vindas aos seus novos associados:
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