Participação da ABIEF na Fispal Nordeste alavanca regionalização da
entidade
Rogério Mani e Marco Antonio Mastrandonakis
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A sexta edição da Fispal Nordeste, realizada entre 04 e 07 de Novembro, em Olinda
(Pernambuco), fechou suas portas com um balanço bastante positivo: expositores
satisfeitos, um número expressivo de negócios e cerca de 26.200 visitantes de
Estados do Norte e Nordeste do País. O evento que reuniu representantes de toda
a cadeia produtiva de alimentos e bebidas, do pequeno ao grande produtor,
atingiu a expectativa de crescimento de cerca de 5% em relação ao ano anterior,
índice semelhante ao do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) regional
para este ano.
A BTS (Brazil Trade Shows), organizadora do evento, estima que os negócios
fechados na feira e ao longo de um ano após a sua realização superem os R$ 800
milhões. A outra novidade é que, a partir de 2009, a Fispal Nordeste acontecerá
em Salvador, na Bahia.
Para a ABIEF, a participação com um estande institucional, também foi extremamente
proveitosa e atraiu a visita diária de cerca de 200 profissionais locais. Esta
procura foi contabilizada pela entidade como uma oportunidade para promover a
indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis, bem como as empresas
associadas e suas diversas linhas de produtos. “Por esta importância, fiz
questão de visitar a feira logo no primeiro dia”, sentenciou o Presidente da
Associação, empresário Rogério Mani.
O crescimento do mercado nordestino, o forte apelo turístico regional e a
consolidação de pólos gastronômicos em vários estados do Nordeste são os
principais fatores para o bom resultado da Fispal Nordeste. Cerca de 70% dos
expositores já garantiram presença na próxima edição que será na Bahia. “Temos
uma grande expectativa quanto à realização da Fispal Bahia. Estamos atendendo a
uma solicitação dos próprios expositores, que há algum tempo queriam que a
feira mudasse de Estado”, explicou Marco Antonio Mastrandonakis,
Superintendente da BTS. A Fispal Bahia está agendada para o período de 27 a 30
de outubro de 2009 no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador.
Evento mostra que embalagens plásticas flexíveis são as mais usadas em
lançamentos
Dos 2.870 produtos lançados em todo o mundo em junho deste ano, 53% deles
utilizaram embalagens plásticas, principalmente as flexíveis. Aliás, as
embalagens plásticas flexíveis já ultrapassaram os frascos plásticos em
participação no lançamento de produtos; até 2005 os frascos eram líderes.
Hoje, em terceiro lugar nos lançamentos, figuram as embalagens de cartão.
Estima-se que mensalmente sejam lançados 22.500 produtos em todo o mundo com
uma taxa de aumento anual na casa de 17%.
Os
dados foram apresentados por Fábio Mestriner (foto), Coordenador do Núcleo de
Estudos da Embalagem da ESPM, no Café da Manhã da ABIEF (Associação
Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) realizado no dia
21 de outubro, na sede da Abiplast, em São Paulo com o patrocínio da Braskem,
Fispal Tecnologia, Lord, Pincelli, Embala e Res.
Segundo Mestriner, a embalagem plástica também é a que apresenta os
maiores índices de crescimento no Brasil e no mundo. “O que se deve, em
grande parte, ao aumento de 44,8% no número de inovações na área de plástico
nos últimos três anos. Ou seja, as embalagens plásticas respondem por quatro
vezes mais novidades que os demais materiais de embalagem juntos.”
Comprovadamente existe um trabalho intenso de tecnologia e de registro de
patentes na área de plástico.
O presidente da ABIEF, Rogério Mani, abre o evento
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Contudo, o
material ainda enfrenta a perseguição ambiental. Mestriner diz que o plástico
sofre com a “equação de desvalor da embalagem”. “Em outras palavras, a
sociedade vive um caldo de cultura focado no problema ambiental e com as informações
erradas que recebe sobre o plástico acaba crucificando o material; os políticos
aproveitam o aplauso fácil do eleitorado.”
Das 83 milhões de toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) coletadas no
país, apenas 2,9% são plástico; os orgânicos (basicamente alimentos)
respondem por 52,5% desse total, seguidos por papel e papelão com 24,5% de
participação (dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A solução imediata está na reciclagem, principalmente com recuperação de
energia. “A energia contida somente nos plásticos encontrados no lixo urbano
equivale a 2,4 bilhões de litros de óleo diesel.” Mestriner acredita que,
por este potencial, o Brasil poderia facilmente tornar-se líder mundial em
reciclagem de embalagens.
Do ponto de vista de mercado, o coordenador da ESPM enxerga como
oportunidades para as embalagens plásticas flexíveis os stand-up pouches
(SUP), monomaterial e retort (esterilizável); as embalagens para água mineral;
e as embalagens para carnes e derivados com foco na exportação.
“Mas precisamos estar atentos aos novos drivers da inovação: crescimento
populacional, aumento da longevidade da população, maior urbanização,
aumento no consumo de embalagens e maior preocupação com o impacto
ambiental.” Ele alerta ainda para as várias dimensões da mobilidade como uma
tendência: mobilidade física, social, cultural e virtual.
A íntegra da palestra que Fábio Mestriner fez para a ABIEF está disponível,
apenas para associados, no e-mail: camila@abief.com.br.
Leia mais sobre outras
matérias na versão eletônica do |
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Highlights de Mercado
Extraído da Publicação
“Global Plastics & Polymers Market Report”
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Alta
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Queda
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Ligeira alta
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Ligeira queda
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Neutro
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Estados Unidos
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Demanda
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Preço
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PE
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Os preços da resina PE caíram em setembro. Os custos de produção continuam em queda e os estoques estão baixos para a maioria dos produtos. Os problemas relativos ao furacão começam a ser resolvidos.
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PP
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Um nível recorde de queda nos preços do propileno foi seguido por um nível recorde de queda nos preços do PP. A queda no preço do PP foi, de alguma forma, limitada pela ocorrência de dois furacões no Texas-Louisiana (costa do golfo) e a produção e o abastecimento sofreram. A maioria das unidades de produção deverá voltar a operação normal até o final do mês. A demanda, tanto a doméstica como a exportação, continuam incertas.
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Europa Ocidental
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Demanda
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Preço
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PE
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Na média, os preços de contrato do polietileno caíram em setembro. E esta queda se acelerou no final do mês. Os fornecedores esperam um aquecimento na demanda em outubro, mas hoje não sinais que isto aconteça. Os preços spot caíram muito mais que os preços de contrato nas últimas semanas e continuam em queda. Há relatos de ofertas para importação mais barata da Ásia, Oriente Médio e América do Sul.
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PP
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O preço médio de contrato experimentou uma redução em sSetembro. Os preços spot caíram mais que os preços de contrato e continuam a cair. Embora prevaleçam ofertas spot bastante atraentes para o material doméstico, a demanda não está melhorando. Há material mais do que suficiente disponível na Europa, portanto não há necessidade de importação.
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Ásia Pacífico
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Demanda
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Preço
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PE
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A tendência de queda dos preços continuou em setembro já que os compradores ficaram de um lado e os vendedores sentiram a pressão dos estoques. O polietileno linear de baixa densidade (PEBDL) (grades butano) permanece o mais fraco na família do PE.
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PP
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A tendência de queda dos preços continuou em setembro e o impacto da leve queda do preço no mercado doméstico chinês para o PP é maior devido ao pequeno percentual de importações relativo à demanda total quando comparado ao do PE.
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