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Clipping

ANTILHAS QUER AUMENTAR VENDAS EM FLEXÍVEIS   

O grupo Antilhas está apostando nas vendas de uma embalagem mais resistente para ampliar os ganhos na linha de plásticos flexíveis este ano.

Maio, 2016


Antilhas quer aumentar vendas em flexíveis
DCI - INDÚSTRIA - São Paulo - SP - 27/05/2016 - Pág. 7

O grupo Antilhas está apostando nas vendas de uma embalagem mais resistente para ampliar os ganhos na linha de plásticos flexíveis este ano. Mas a empresa sabe que será difícil aumentar as vendas do produto, cujo preço médio é maior que o tradicional.

"O filme stretch hood, usado para embalar cargas em paletes, é um pouco mais caro, mas na aplicação rende mais que o produto comum. Por isso, mesmo com o quilo sendo mais caro, o custo da embalagem por palete é menor", explicou o gerente executivo da unidade Antilhas Flexíveis, Rodrigo Massini.

Segundo ele, apesar do enfraquecimento da demanda por embalagens no País, a exigência técnica para fabricação do produto garante vantagem competitiva para a empresa, já que o segmento tem pouca concorrência.

"Existem concorrentes nos mesmos mercados em que atuamos, mas nem todos brigam com todas as nossas linhas. E com o stretch hood queremos ganhar espaço em um nicho pouco explorado."

O executivo destacou que a principal barreira para ampliar as vendas do produto, além da demanda retraída no setor - reflexo da desaceleração da economia no Brasil - é o preço do plástico e o custo para a instalação da máquina de embalagem para stretch hood nos clientes. O investimento mínimo para instalar a máquina que embala cargas com o filme plástico fornecido pela Antilhas é de 150 mil euros. Para que o stretch hood traga a economia estimada pela empresa, o cliente industrial precisa embalar no mínimo 10 mil paletes por mês, lembrou ele.

"Outro desafio é conseguir fazer o teste de embalagem nos clientes industriais que nunca usaram o produto. Porque é necessário parar a linha de produção para testar a máquina e então fazer a demonstração", afirmou Massini.

Como alternativa para estimular a demanda nos clientes que não têm recursos financeiros para adquirir a máquina de embalagem, a Antilhas fornece o equipamento por contrato consignado e aluguel.

Capacidade

Hoje, a produção de stretch hood representa 30% dos negócios da unidade de flexíveis da fabricante, que produz em média 120 toneladas de produtos flexíveis por mês. No grupo Antilhas, a unidade de plásticos flexíveis representa aproximadamente 20% dos negócios.

Para expandir a produção nessa linha, a Antilhas comprou a operação brasileira da espanhola Plastigaur em 2014 e, desde o ano passado, vem trabalhando para assumir a liderança no mercado nacional de embalagens flexíveis. "Em 2013, nossa participação era pouco representativa, mas em 2014 chegamos a ter quase 30% do mercado e hoje atingimos 40% de market share, com a meta de continuar ganhando espaço sobre as concorrentes."

Massini reconhece que a demanda dos clientes de todos os segmentos atendidos pela Antilhas sofreu retração e, por isso, o crescimento da empresa nos últimos meses vem principalmente do ganho de market share. "Mas buscamos ampliação [das vendas] no setor de cerâmica, linha branca, indústria papeleira, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos."

Mesmo com uma fatia maior do mercado, cerca de 20% da capacidade produtiva da linha de flexíveis da empresa está ociosa. "Temos capacidade disponível, mas estamos ampliando mais a linha para ter turnos ininterruptos de produção, porque não compensa desligar a máquina de fabricação desses itens", citou.

O plano da empresa é ampliar em 40% a capacidade atual da fábrica instalada em Santana do Parnaíba (SP) até o final do ano. O andamento do projeto, entretanto, dependerá do acesso a financiamento para a compra de equipamentos.

PROJETO PACK CONCLUI PALESTRA NA ABIEF COM SUCESSO   

A ProjetoPack concluiu com sucesso sua primeira palestra de 2016 na ABIEF quinta-feira, dia 19 de Maio, no Auditório da Casa do Plástico.

Maio, 2016

ProjetoPack conclui palestra na ABIEF com sucesso!
Publicado em 24 de maio de 2016 por admin

A ProjetoPack concluiu com sucesso a sua primeira palestra do ano de 2016 na ABIEF – Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis na quinta-feira, dia 19 de Maio, no Auditório da Casa do Plástico.
“Como ampliar as vendas de maneira inteligente”, foi ministrada pelo consultor associado Marco Marcelino, e abordou, dentre diversos temas relevantes ao escopo comercial, ferramentas e estratégias para a geração de “leads” e conversão de vendas, voltado não somente ao negócio B2B, mas aos dilemas do setor de embalagens, de forma geral. Estiveram presentes no evento mais de 60 participantes, em sua maioria convertedores. Nossa equipe agradece a todos nos que prestigiaram com sua presença e ao suporte da associação.

CARTILHA LANÇADA PELA ABIPLAST ESTIMULA RECICLAGEM PRODUTOS PLÁSTICOS   

Durante evento realizado na sua sede (SP), instituição lançou cartilha de reciclagem de materiais plásticos pós-consumo.

Maio, 2016

Cartilha lançada pela Abiplast estimula a reciclagem de produtos plásticos
PLÁSTICO SUL - FOCO NO VERDE - Porto Alegre - RS - MAR/2016 - Nº 173 - Pág. 28

Durante evento realizado na sua sede (SP), instituição lançou cartilha de reciclagem de materiais plásticos pós-consumo.

Recentemente a ABIPLAST lançou a "Cartilha de Reciclabilidade de Materiais Plásticos Pós-consumo".

0 evento, que reuniu representantes do setor, foi marcado por palestras de renomados profissionais com o objetivo de conscientizar as empresas e organizações da cadeia produtiva do plástico para importância da reciclagem.

Segundo Ricardo Hajaj, coordenador da Câmara Nacional dos Recicladores de Materiais Plásticos (CNRMP), que presidiu o evento, a cartilha foi idealizada para instituir um novo padrão ambiental às embalagens, contemplando todo seu ciclo de vida, desde o desenvolvimento até a sua reutilização.

"Uma grande dificuldade que a indústria de reciclagem possui é o recebimento de materiais contaminados. Algumas embalagens têm misturas que dificultam o aproveitamento. Essa cartilha trata sobre este e outros temas. 0 objetivo é que as novas embalagens sejam projetadas e pensadas no ciclo de vida total, desde a sua concepção até a sua reciclagem. Agregando benefícios e valor para toda cadeia produtiva".

Entre os presentes, o diretor da Escola SENAI Mario Amato, Claudemir Facco de Oliveira, destacou a relevância da participação da entidade no desenvolvimento da cartilha e ressaltou que existem possibilidades de futuras parcerias entre as instituições.

"0 evento demostra que existem grandes possibilidades de parceria a partir desse trabalho inicial da cartilha, até porque nós já trabalhamos na área do plástico há muito tempo e atualmente implantamos um núcleo de materiais avançados e não compostos. As possibilidades que abriram com esse núcleo podem ser a continuidade da parceria com a ABIPLAST" - afirmou Claudemir.

0 lançamento contou com a participação de Luciana Pellegrino, diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), André Vilhena, diretor executivo do Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE) e Eloísa Garcia, gerente técnico dos Grupos de Embalagens Plásticas e de Meio Ambiente do Centro de Tecnologia de Embalagem/ Instituto de Tecnologia de Alimentos (CETEA/ITAL), que proferiram palestras a respeito da importância da reciclagem, realçando as ações e práticas para o desenvolvimento de embalagens sustentáveis, tendo como foco o conceito do design ecológico, a economia de recursos naturais, o cumprimento das metas previstas na Política Nacional de Resíduos Sólidos, a competitividade e o crescimento do setor de embalagens plásticas.

A publicação que será distribuída nas indústrias de transformação de plástico do Brasil, nas empresas de reciclagem, sindicatos estaduais, indústrias usuárias de embalagens plásticas e suas respectivas associações de classe, pode ser acessada no link: [Link Original] file.abiplast.org.br/download/2016/carti-lha_reciclabilidade_abiplast_web_3.pdf ou no aplicativo institucional da Abiplast.

A HORA DE FAZER AJUSTES   

Santa Catarina sempre foi um estado que se destaca entre outras regiões do país. Segundo lugar no ranking de transformação de plásticos...

Maio, 2016

A hora de fazer ajustes
PLÁSTICO SUL - ESPECIAL - Porto Alegre - RS - MAR/2016 - Nº 173 - Pág. 14 a 19

Santa Catarina sempre foi um estado que se destaca entre outras regiões do país. Segundo lugar no ranking nacional de transformação de plásticos, sua cultura de diversificação de transformados plásticos e sua tradição em produtos como tubos e conexões, sempre conferiam ao estado números robustos e boas expectativas de crescimento.

Mas o Brasil passa por uma crise que freou todas as perspectivas interessantes da indústria e o setor plástico catarinense não ficou de fora. Foi puxado pelo tsunami e agora tenta segurar o leme com força para não perder o rumo do crescimento.

Em meio a tal contexto, os experientes empresários da região não ficam parados esperando a onda passar. Aproveitam a oportunidade para fazer importantes ajustes, criar novas estratégias e enxergar na crise uma nova chance de crescimento, nem que seja no futuro. "0 Brasil está passando por uma crise sem precedentes, com uma consequência bastante perversa de redução de PIB e falta de uma visão clara de futuro. Temos que atravessar esta tempestade, com mão firme no timão, mas ajustando sempre o rumo para se adaptar a novas realidades que se apresentam a cada dia", alerta o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico de Santa Catarina (Simpesc), Albano Schmidt. Para o dirigente, é preciso neste momento estar muito atento aos aspectos financeiros dos negócios, principalmente capital de giro e endividamento, pois numa economia em recessão, inflação em alta e aperto monetário, estes fatores tornam-se bastante críticos. "2016 será um ano de muitos ajustes, as empresas devem aproveitar o momento para atentarem para todos os aspectos que possam trazer mais eficiência e menores custos aos seus negócios".

Schmidt chama atenção para detalhes que antes da crise não eram valorizados. "Também se faz necessário atentar para aspectos que antes não dávamos muita atenção, como pequenos clientes (importantíssimos num processo de desconcentração e diversificação), ajustes de estrutura (sempre difíceis, mas que nesse momento pode significar a sobrevivência da empresa), e aos seus colaboradores". Ele ressalta que num momento de crise, o contato constante, com transparência e confiança, pode fazer toda a diferença na superação das dificuldades. "Uma equipe coesa, unida por um propósito maior e motivada, quando desafiada traz resultados surpreendentes", destaca.

Desempenho

O desempenho da indústria de transformação de plásticos de Santa Catarina em 2015 não foi diferente dos outros estados do Brasil. Estima-se uma queda de 5% no faturamento nominal. É o primeiro ano em que se observa recuo no faturamento deste setor no Estado. 0 nível operacional médio desta indústria caiu para 65,7%,indicador que não para de cair desde o último ano. 0 número de empregados também recuou, cerca de 4%, fechando o ano com aproximadamente 31,6 mil empregados. Dados do Simpesc apontam que em 2014 as 964 empresas do setor no estado produziram 1.065 mil toneladas de produtos transformados e faturaram juntas R$14,5 bilhões.

Já em 2015 houve retração para 953 mil toneladas, apresentando faturamento de R$13,7 bilhões. "Esse ano deveremos ter uma nova retração em relação ao ano passado. 0 mercado está muito recessivo em quase todos os segmentos de atuação da indústria de transformação de plásticos", adverte o presidente da entidade.

Destaques na transformação

A região de Santa Catarina é conhecida pela pulverização na transformação de material plástico. Schmidt explica que a indústria é bastante diversificada: embalagens de alimentos e bebidas, eletroeletrônicos, produtos para construção civil, peças técnicas, brinquedos, utensílios domésticos e descartáveis, entre outros. "Todos são relevantes em nível nacional", destaca. Entretanto, há setores que apresentam queda de desempenho. Neste grupo encontram-se os segmentos relacionados a bens duráveis, como peças técnicas, e produtos para construção civil. "Mas o mercado está desafiador para todos", revela o dirigente. Já o PVC continua sendo a principal matéria-prima transformada no Estado. A entidade estima que cerca de 30% do total consumido em Santa Catarina seja PVC. Temos aqui os líderes nacionais em tubos e conexões, produtos para construção em geral", lembra.

Sacolas Plásticas

Santa Catarina é conhecida como destaque na produção de sacolas plásticas. Neste sentido, o estado vem perdendo espaço com a polêmica sobre a utilização destas embalagens. "Esse mercado tem sofrido com a disseminação de uma cultura equivocada, fruto de um debate superficial a respeito do uso dos plásticos na vida cotidiana. Cremos que as sacolas, assim como os demais produtos transformados plásticos são os mais eficientes do ponto de vista do consumo de energia e do custo para serem produzidos, e também de sua resistência para acondicionamento e transporte de alimentos e produtos
de consumo", destaca Schmidt. O presidente do Simpesc explica que isso se reflete em uma pegada de carbono menos agressiva que outros materiais, como papel, papelão, vidro e metais. Para ele a falta de informação da população no que se refere ao descarte e à reciclagem é o que afeta essa imagem como solução e transformando os fabricantes das sacolas plásticas em parte do problema. "Temos, como associação, aliados à outras entidades, o dever de lutar para disseminar as informações corretas e aproveitar qualquer oportunidade para evitar que informações equivocadas se disseminem" desabafa.

Ferramentarias como ponto forte

O Brasil conta com cerca de 2.000 ferramentarias de mercado e 3.000 ferramentarias cativas (que não atuam no mercado aberto, atendendo somente a empresa mãe). Estes dados englobam todos os tipos de ferramentarias, fabricantes de ferramentais para transformação de polímeros, elastômeros, vidros, metálicos e não-ferrosos. Conforme o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Ferramentais, Christian Dihlmann, geograficamente, os três maiores adensamentos estão nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, cabendo uma proporção aproximada de 50% para SP, 20% para os estados gaúcho e catarinense e os 10% restantes distribuídos principalmente nos estados no Paraná e em Minas Gerais. Há ainda algumas ferramentarias em outros estados da Federação. "Portanto, Santa Catarina tem grande relevância nacional na produção de ferramentais para transformação de plásticos, principalmente porque a maior concentração de ferramentarias está situada na região norte, com destaque para a cidade de Joinville", salienta o dirigente. Dihlmann acrescenta que essa cidade é um grande polo de transformação de plásticos com, por exemplo, a maior transformação de produtos em PVC do Brasil. "Também o número de empresas pode ser destacado, refletindo cerca de 4 centenas de ferramentarias, de pequeno e médio porte, variando de 4 a 30 funcionários", afirma.

Para ele, a especialização no atendimento às empresas transformadoras locais habilitou o fornecimento também para outros centros produtores de componentes plásticos, com destaque para o estado de São Paulo.

Historicamente, a indústria automotiva demanda um grande volume de ferramentais. Outros grandes setores consumidores são o de embalagens e de eletroeletrônicos. Mas o dirigente alerta que neste momento, o primeiro tem se aproveitado, ainda que timidamente, do Programa Inovar-Auto, gerando maior produção nacional. Já os outros tem optado pela importação.

Vantagens de SC

Para Dihlmann, há inúmeras vantagens em ter uma empresa de ferramentarias em solo catarinense. "0 polo da região norte de SC é adequadamente atendido por todo o rol de fornecedores de insumos, que incluem aços, componentes e acessórios", destaca. Também no atendimento à serviços a região está bem posicionada, salienta o dirigente, com boas escolas de nível técnico e superior, escritórios de projeto, empresas de tratamento térmico e superficial, fornecedores de usinagem e de teste de validação dos moldes (tryout), considerável infraestrutura de atendimento aos clientes (aeroporto, portos, hotéis e restaurantes), serviços especializados de transporte de moldes, e ambientes para eventos empresariais. A infraestrutura também é um ponto positivo. "A logística é facilitada em função do tamanho das cidades", explica o dirigente acrescentando que, aliado a essas características, a região tem grandes empresas consumidoras de moldes nas áreas de construção civil, fundidos, automobilística e eletroeletrônicos.

Euromold Brasil

Entre os dias 16 e 19 de agosto de 2016 acontece em Joinville (SC) o maior evento da América Latina destinado ao setor de moldes e ferramentarias.

A 3a edição da Euromold Brasil, ocorre em paralelo à Interterplast, e trata do ciclo de desenvolvimento de produtos tendo como slogan "do design ao ferramental".

Em tempos de crise sempre há uma dúvida em relação a investimentos em eventos no geral, o que segundo Dihlmann é um equívoco que precisa ser revertido. "Há uma falha, por parte do empresariado, no entendimento da importância da divulgação das empresas em meios de comunicação e eventos. A grande maioria entende que a participação como expositor em feiras é uma despesa, quando em verdade é um investimento. Tão importante quanto adquirir um novo equipamento ou capacitar a equipe de trabalho", sinaliza o presidente da Abinfer. Ele explica que de nada adianta ter a melhor ferramentaria do mundo se não chegarem os pedidos.

De uma forma ou de outra, há necessidade de buscar o cliente. "Em uma exposição, vários clientes vêm até a empresa. Na garimpagem isolada, a empresa precisa ir até diversos clientes. Essa mesma falsa percepção de despesas é quanto a participação do empresário ou de sua equipe como visitantes", diz. Dihlmann ressalta que o relacionamento gerado em uma feira é imenso e as oportunidades de aprendizado impagáveis. "É preciso pensar diferente. Portanto, entendo que não há crise ou tempo ruim. A presença em eventos, sejam palestras, seminários ou feiras é fundamental sempre, em tempos de Oceano Azul ou de Tempestade no Deserto", considera o dirigente alertando que espeficicamente em tempos mais difíceis, os ganhos podem advir da prospecção de novos mercados, novas soluções técnicas ou gerenciais, melhores práticas, e uma infinidade de outras oportunidades (ali reunidos em um único ambiente).

Tigre: 75 anos

Santa Catarina tem uma importância muito grande para a Tigre, já que sua história começou em Joinville, em 1941, quando o empreendedor João Hansen Junior adquiriu o controle de uma pequena fábrica de pentes. Já nos anos 50 foi iniciada a produção de tubos e conexões de PVC para instalações hidráulicas, algo muito ousado para a época.

"Até hoje mantemos nosso Centro Administrativo e uma de nossas plantas, com Centro de Desenvolvimento de Moldes e Laboratório de Testes, Pesquisa e Desenvolvimento, na cidade", diz o diretor executivo de Marketing, Vendas e Inovação, Luis Roberto Wenzel Ferreira.

Em um salto de 75 anos para o futuro, a Tigre hoje tornou-se uma grande empresa com ousados aportes fora do país. Em 2015 inaugurou uma nova fábrica no Peru com investimento superior a US$ 30 milhões. A unidade localizada no distrito de Lurin, a 32 quilômetros da capital Lima, é mais moderna fábrica da Tigre fora do Brasil. "Além disso, pretendemos investir R$ 600 milhões em capacidade produtiva, renovação tecnológica e melhorias nas unidades fabris, inovação e marketing até 2020, nos negócios atuais", adianta Ferreira.

Mesmo com uma forte retração nos setores de construção civil e infraestrutura, a Tigre tem conseguido manter o desempenho estável, com um faturamento praticamente igual ao do ano anterior.
0 executivo explica que a indústria de autoconstrução ainda mantém certa estabilidade. Já os setores de infraestrutura e construção tiveram uma queda significativa no último ano. "A área de irrigação ainda apresenta crescimento, por causa da boa performance da agroindústria", explica o diretor de marketing. Em tempos difíceis, Ferreira enfatiza o esforço realizado pela Tigre para a atuação lado a lado dos clientes, ajudando-os a fortalecer sua gestão, com iniciativas de apoio às vendas, assistência técnica, promoções conjuntas, capacitação e outras que visam ampliar os negócios.

Além de colaborar para o fortalecimento do setor plástico no estado catarinense, a Tigre também atua junto à comunidade da região. 0 Instituto Carlos Roberto Hansen (ICRH), braço social do Grupo Tigre, desenvolve diversas ações, principalmente ligadas às áreas de educação, cultura, saúde e esporte nas cidades ontem mantém unidades fabris. Em Joinville, um dos projetos é o "Jovens de Atitude", implantado em 19 escolas municipais e que visa promoção da saúde, com prevenção ao uso de álcool, tabaco e outras drogas. Contando a atuação em todos os estados, em 2015 o ICRH bateu recorde de beneficiados com seus projetos, atingindo 560 mil crianças e adolescentes número 18% superior ao de 2014. "Em 12 anos, investimos R$ 41 milhões e beneficiamos 2,5 milhões de jovens", finaliza Ferreura.

Mexichem: período desafiador

A Mexichem Brasil, detentora de um amplo por-tfólio de tubos, conexões e acessórios em PVC, enxerga no estado de Santa Catarina lugar estratégico para a companhia ao representar duas unidades localizadas no município de Joinville. 0 presidente da empresa, Mauricio Harger, revela que além de ser responsável pela geração de 1.200 empregos na região, fato que impulsiona a economia local, ambas as plantas produzem o que há de mais inovador no portfólio da Amanco. "Além disso, é um polo de ferramentarias de moldes importante para conexões e acessórios, assim como mão de obra especializada para operação e manutenção nestas áreas", ressalta Harger.

Desde 2014, a companhia mantém o plano de investimento de US$ 100 milhões previsto para três anos. Esse montante contempla o aumento de capacidade produtiva de linhas de produtos já existentes e de novas linhas, nos três segmentos de atuação da marca.

"Diante do cenário econômico de 2015, a Mexichem Brasil apostou nas inovações", diz o presidente arriscando uma solução para driblar a crise. Além de novidades desenvolvidas nos segmentos de infraestrutura e predial, Harger destaca que há novos setores de negócios que serão implementados em 2016 em tubulações para os setores químico, farmacêutico e de mineração. O Grupo também apresentará soluções em plástico trazendo menores custos totais de instalação e manutenção somados a vida útil superior.

0 último ano foi bastante desafiador como um todo e não apenas para setores específicos. A forte retração registrada na indústria da construção civil, por exemplo, influenciou os negócios do Grupo. "O Brasil registrou queda de 12,6% neste setor, de acordo com os dados da Abramat. Este é o pior resultado nos últimos 12 anos", aponta o presidente da Mexichem Brasil. Harger explica que a queda de importantes setores, causou impacto direto nos resultados da companhia. A aposta para reverter a situação é o saneamento básico. "Acreditamos que esta área é uma das que podem evoluir muito. Com a atual crise de doenças transmissíveis pelos Aedes Aegyp-ti, acreditamos que será feito esforço para sanar o alto índice de contaminação. Além disso, há muito o que ser feito em saneamento no âmbito nacional", enfatiza.

COLETA SELETIVA FRACASSA POR CAUSA DA COBRANÇA DAS SACOLAS PLÁSTICAS   

O resultado foi uma redução anunciada e comemorada pelas APAS de 70% no seu consumo. Porém, este número só beneficia os supermercados ...

Maio, 2016

Coleta seletiva fracassa por causa da cobrança das sacolas plásticas
EMPRESAS & NEGÓCIOS - 23/05/2016 - Pág. 5

O resultado foi uma redução anunciada e comemorada pelas APAS de 70% no seu consumo. Porém, este número só beneficia os supermercados, trazendo prejuízos ao consumidor e ao meio ambiente

É hábito de mais de 90% das pessoas reutilizar as sacolas plásticas para descartar o seu lixo doméstico. Se as sacolas -que hoje, inclusive, são feitas nas co res verde e cinza e contam com mensagens de incentivo à coleta seletiva dos resíduos -continuassem a ser distribuídas gratuitamente à população pelos supermercados, a sociedade poderia estar miúto mais engajada na separação dos recicláveis, que chegariam em quantidade suficiente às centrais de triagem da prefeitura, que hoje estão ociosas.

Pesquisa Datafolha de 2015 já apontava que 83% da população paulistana não pagariam pelas sacolas verde e cinza e 87% desejavam que o Procon/SP lutasse pela gratuidade das sacolas plásticas. Esses números não foram considerados pelo Poder Público. “O Procon/SP assinou acordo com a APAS para a venda das sacolas, úiúca interessada na cobrança deste produto. Já a prefeitura se esquivou, pois deveria ter proibido a venda das sacolas. Só assim garantiria o sucesso do seu próprio projeto de reciclagem”, afirma Miguel Balúense, presidente da Plastivida.

Sem as sacolas, a cidade de São Paulo está mais suja e a coleta de recicláveis (e mesmo do lixo comum) não acontece a contento, pois a população não tem mais acesso às sacolas, seja por falta de recursos, seja por não aceitar pagar mais uma conta, segundo Bahiense.

No estado do Rio Grande do Sul, a Lei n° 13.272/09 proíbe o uso de sacolas fora. das especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Com mu a sacola mais resistente e de qualidade há, naturalmente, redução do desperdício, já que não é necessário se colocar unia dentro da outra para ter segurança no transporte das compras, e estímulo à reutilização. A população gaúcha foi beneficiada, ainda, com o programa de educação ambiental “Sacola Bem Utilizada Ajuda O Meio Ambiente”, que fomenta o uso responsável, as boas práticas de reutilização, o descarte correto das sacolinhas e sua reciclagem.

“Entendemos a necessidade da preservação ambiental, inclusive apoiamos e realizamos iniciativas que ampliem o consumo consciente de qualquer produto para evitarmos o desperdício. Mas essas ações não podem prejudicar o consumidor nem o meio ambiente, apenas em benefício de supermercados. O consunúdor é parte fundamental do processo de reciclagem e tem que ser convidado a integrar o movimento enão somente apagar a conta”, afirma Bahiense.

7o. FÓRUM LATINO-AMERICANO EMBALAGENS PLÁSTICAS FLEXÍVEIS EM SÃO PAULO   

Entre palestrantes estão Luciana Hashiba, diretora Co Criação da Natura e Guilherme Brammer fundador e CEO Wise Waste e membro Fundação...

Maio, 2016

70 FÓRUM LATINO-AMERICANO DE
EMBALAGENS PLÁSTICAS FLEXÍVEIS
ACONTECE EM JUNHO, EM SÃO PAULO

Entre os palestrantes confirmados estão Luciana Hashiba, diretora de Co Criação da Natura e Guilherme Brammer fundador e CEO da Wise Waste e membro da Fundação Ellen MacArthur no Brasil

São Paulo, Maio de 2016 – A ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) realizará pelo 70 ano consecutivo, o Flex Fórum Latino-Americano de Embalagens Plásticas Flexíveis, agendado para 16 de Junho, das 8:00 às 12:30 horas, no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo. Sob o tema central “A nova Economia do Plástico – A indústria de flexíveis inserida no modelo de Economia Circular” o evento pretende repetir o sucesso das edições anteriores e reunir 200 profissionais entre empresários do setor, fornecedores e usuários de embalagem (empresas de bens de consumo). O Fórum Flex 2016 acontece no 30 dia da Fispal Tecnologia.

Como explica Herman Moura, empresário e Presidente da ABIEF, “o Fórum está alinhado a uma estratégia maior da entidade de oferecer conteúdo relevante para o setor, promovendo oportunidades de negócios a partir da apresentação de tendências em produtos, novos modelos de negócio e posicionamento empresarial. Também é uma oportunidade única para refletir sobre as mudanças no Brasil e no mundo e repensar estratégias e ações”.

Uma das palestras mais esperadas é a de Luciana Hashiba, diretora de Co Criação da Natura sobre o tema: “A Natura e o seu Cocriando: inovação e gestão de um negócio criativo”. Antes dela, Guilherme Brammer, fundador e CEO da Wise Waste explicará o que é a nova Economia do Plástico e seus desdobramentos no conceito maior de Economia Circular. Brammer promete “levar os participantes a questionar suas posições atuais e se jogar em um novo modelo de negócio, uma nova mentalidade empresarial que já permeia alguns setores em outras partes do mundo”.

Para abrir o evento, Solange Stumpf, pesquisadora e Diretora da Maxiquim, apresentará a mais recente pesquisa feita sobre o setor, com exclusividade para a ABIEF, e que radiografa o comportamento das indústrias de embalagens plásticas flexíveis e petroquímica em 2015 e no 10 trimestre de 2016, além de indicar previsões para o fechamento do ano.

Ao final do evento, todos os palestrantes, incluindo o Moderador, Luis Fernando Cassinelli (ex Braskem) e o convidado especial, Álvaro Azanha (ex BRF) participarão de um Painel de Debate com o Presidente da ABIEF, empresário Herman Moura. Neste momento, os participantes poderão fazer perguntas e considerações sobre o tema central e demais informações apresentadas no evento.

O Fórum Flex 2016 é patrocinado por: Braskem, Cepalgo, Grupo Copobrás, Lord, Valfilm, Plasdil, Zivalplast e Feiplastic 2017. Os apoiadores são Wise Waste, Fispal Tecnologia, Maxiquim, NobelPack e Instituto de Embalagens. Informações e inscrições acesse www.abief.org.br.

Sobre a ABIEF
A Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis, com quase 40 anos, busca fomentar o mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A entidade também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental a partir do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. A ABIEF reúne 160 empresas de todo o Brasil fabricantes de filmes monocama, coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; embalagens especiais. Mais informações visite www.abief.org.br.

EMBALAGENS: DESAFIO DA MODERNIDADE   

Sustentabilidade pressupõe equilíbrio. É preciso encontrar sempre um equilíbrio entre a retirada de recursos da natureza e sua capacidade...

Maio, 2016

Embalagens: desafio da modernidade
SÃO PAULO ZONA SUL - MEIO AMBIENTE - São Paulo - SP - 13 a 19/05/2016 - Pág. 05

Sustentabilidade pressupõe equilíbrio. É preciso encontrar sempre um equilíbrio entre a retirada de recursos da natureza e sua capacidade de reposição, entre as necessidades básicas dò ser humano e a geração de resíduos ou gastos de energia, entre a importância de a economia girar e a preservação ambiental. O uso de embalagens, pelo consumidor moderno representa bem esta busca por uma relação equilibrada.

A embalagem garante não apenas a higiene e a preservação da qualidade dos produtos que abriga, como também pode reduzir os desperdícios. Assim, quando uma refeição, por exemplo, é ofertada dentro de embalagem para uma única pessoa, a impressão inicial é de que se trata de um excesso de papel, plástico ou alumínio para preservar aquela pequena dose de alimento. Entretanto, há outra visão: para alguém que vive sozinho, aquela embalagem pode representar o não desperdício de gás, água , itens de limpeza e energia para produção do alimento, além de não desperdiçar alimentos. .

Embalagens evitam que produtos se percam, se quebrem ou danifiquem, o que significaria todo um desperdício das matérias primas da qual foi feito além do gasto energia usada em sua produção.

Por outro lado, é também inegável que há excessos neste processo. Produtos embalados individualmente dentro de uma embalagem maior, embalagens a vácuo envolvidas em papel cartão, bandejas de isopor acondicionando frutas envolvidas em filmes plásticos...

O consumidor pode contribuir para a redução do impacto das embalagens de diversas formas. A primeira delas é lembrar que produtos naturais como frutas, legumes e verduras são mais saudáveis e ainda não exigem embalagens. O ideal é evitar bandejas de isopor e reaproveitar os sacos plásticos usados para carregá-dòs. Produtos industrializados, além de menos frescos e saudáveis, costumam consumir embalagens em excesso.

Outra dica é, antes de pensar em reciclar, reaproveitar. Potes de sorvete podem se tornar embalagens plásticas para guardar comida, por exemplo. Potes de vidro têm diversas utilidades possíveis: congelar molhos, criar compotas, guardar grãos e cereais nos armários... Ainda na cozinham servem como cocpieteleiras. E piela casa podem enfeitar e ^e transformar ,em potes de balas, artigos de escritório etc. Caixas e sacolas devem, da mesma forma, serem reaproveitadas antes de encaminhadas à reciclagem.

Ao fazer as compras, é possível ainda privilegiar artigos que sejam recicláveis e evitar comprar aqueles que trazem na embalagem o selo indicando que devem ser enviados ao lixo. Ligar para o serviço de atendimento das empresas e sugerir o uso de embalagens recicláveis é uma atitude igualmente consciente.

Empresas de cosméticos (perfumes, esmaltes) estão disponibilizando em lojas próprias ou de revenda coletores para devolução das embalagens. Verifique se sua marca já tem este-tipo de projeto e passe a levar a embalagem antiga sempre que for comprar um novo produto.

Algumas embalagens são importantes para a preservação e longa vida dos produtos, como as Tetra Pak. Neste caso, prefira as embalagens grandes e só use as pequenas se for para evitar desperdício. Após o uso, como o reaproveitamento é complexo, enxague e encaminhe para reciclagem.

Lembre-se que a coleta seletiva passa pelo menos uma vez por semana em seu bairro. Para saber o dia e o horário, consulte: www.ecourbis.com.br.


O BARCO JOGA MAS NÃO AFUNDA   

A distribuição de resinas virou l\ 2015 com leves queimaduras de primeiro grau, pois fez o dever de Ê casa para tomar pé na realidade.

Maio, 2016

O barco joga mas não afunda
PLÁSTICOS EM REVISTA - ESPECIAL - São Paulo - SP - MAR/2016 - Nº 623 - Pág. 1,4,32 a 34

A distribuição de resinas virou l\ 2015 com leves queimaduras de primeiro grau, pois fez o dever de Ê casa para tomar pé na realidade,

enxugando custos e restringindo crédito, e tirou sangue da concorrência importada acuada pelo câmbio. Não há razão para o movimento parar este ano, mas pintam novos poréns. Logo de cara, consta a piora do piripaque nacional, espelhado em 60 milhões de inadimplentes e PIB previsto agora para - 4%. Polietileno (PP) e polipro-pileno (PP) são termômetros da economia e a contração dela aleija de bate pronto a galera mais desguarnecida: classes sociais e empresas do andar de baixo, como as dom i-nantes no varejo do plástico. Além do mais, os distribuidores engasgam com o pepino das revendas alimentadas por polietileno (PE) e polipropileno nacionais, procedentes de grandes consumidores. O xis do problema é que, para obter boas condições de preços da Braskem, única produtora de PP e PE no país, essas indústrias precisam manter os robustos volumes habituais de compras sob uma crise que hoje aborta a permanência dos níveis de ocupação de suas fábricas registrados nos bons tempos. Com vendas em queda assombrando o caixa, os transformadores em foco encaram uma encruzilhada. Ou reduzem as compras de resinas, pondo em risco o tapete vermelho a eles estendido pela petroquímica, ou então, topam adquirir a quantidade costumeira, canalizando para o varejo lotes maiores do que os volumes excedentes com que tradicionalmente abastecem a revenda autônoma. Acontece que, do outro lado do balcão, a freguesia anda inapetente. Nesta entrevista, Laércio Gonçalves, presidente da Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (Adirplast) e da empresa Activas pincela o panorama.

Pr - Qual a estimativa das vendas de resinas commodities pela distribuição em 2015?

Gonçalves - As distribuidoras filiadas à Adirplast venderam na faixa de 378.000 toneladas no ano passado (ver box na página ao lado). Quanto à segmentação do movimento, as vendas de polietilenos (PE) totalizaram 223.025 toneladas; as de polipropileno (PP), 94.700 e as de poliestireno (PS), 40.978 toneladas.

PR - E quanto ao movimento de especialidades e plásticos de engenharia por esses agentes?

Gonçalves - O saldo de 2015 aferido pela Adirplast quase chegou a 20.000 toneladas. O movimento foi puxado por 8.406 toneladas de copolímeros de acrilonitrila butadieno estireno (ABS e SAN) e 5.026 de copolímero de álcool etileno vinílico (EVA). A seguir, entram 1.887 toneladas de policarbonato (PC) e 1.873 de poliacetal (pOm). No compartimento dos três dígitos, formam acrílicos (polimetilmetacrilatos) com 827 toneladas e poliamidas 6 e 6.6, respectivamente com 310 e 72 toneladas. A lista fecha 98 toneladas vendidas de poliuretano e 57 de borrachas natural e nitrílica.

PR - Acredita que os distribuidores de PP e pé voltarão a tirar mais mercado das importações até dezembro e esse retraimento das compras externas deve

garantir aos agentes da Braskem mais um ano no azul?

Gonçalves - Visualizamos para 2016 o mesmo cenário de 2015. Ou seja, importações limitadas devido à queda dos preços do petróleo e valorização do dólar, fatores que devolveram competitividade à petroquímica brasileira e resultaram na redução de, em média, 10% da quantidade de matéria-prima importada comercializada no país. Mas isso não significa que os distribuidores autorizados desfrutem de um oceano azul no balanço deste ano, pois existe uma estruturada rede de varejo de resinas importadas ou nacionais.

PR - Na conjuntura atual, o que incomoda mais os distribuidores de PP e PE: a revenda de resina importada ou da nacional, esta a cargo de varejistas supridos por transformadores?

Gonçalves - O que mais incomoda a distribuição oficial - e assim sempre foi - é a falta de igualdade nas condições de competição, seja o canal a revenda de resina importada ou então a nacional comercializada por grandes transformadores. Os distribuidores hoje atendem a cerca de 8.000 transformadoras e o desnível na concorrência ocorre principalmente na órbita fiscal. Os inúmeros decretos, instruções e determinações tributárias invalidam a competição entre distribuidores oficiais e revendas. A redução e simplificação da carga de impostos seriam os maiores benefícios à livre concorrência no setor industrial.

PR - Qual a participação da revenda independente de resina nacional no varejo de PE e PP?

Gonçalves - Há ciclos de altos e baixos na fatia dessa revenda via grande transformador. No últimos 10 anos, em linhas gerais e de forma macro, os números variam de 45% a 65% de participação no varejo. Acho que estamos numa fase boa, pois projetamos para este
ano patamares que pendem para 40-45% para a revenda independente e 60-65% para a distribuição oficial.

PR - Quais os mercados atingidos pela revenda de resina nacional, servida pelo grande transformador, e fora do alcance dos agentes autorizados de PE e PP?

Gonçalves - O mercado é o mesmo para todos. A revenda alimentada pelo grande transformador atinge um perfil de empresas diferente das que buscam negócios com a distribuição. A revenda é menos criteriosa em relação à concessão de crédito, à análise de risco do cliente; concede prazo maior de pagamento e efetua a venda com maiores riscos comerciais. Entre os segmentos de maior número de clientes potenciais para esse canal, constam pequenos produtores de filmes.


PR - Por quais motivos é expressiva a incidência da informalidade na revenda de resina repassada por grandes transformadores ?

Gonçalves - A questão é complexa. Assim como a Receita Federal se aperfeiçoa, principalmente com ligações entre as cadeias setoriais, a informalidade também se refina. Ao final das contas, quanto menor o risco de punições, maior é a atração pela informalidade ou, principalmente, pelas pedaladas fiscais praticadas pelos empresários. Muitos transformadores ainda optam pela revenda informal devido às facilidades encontradas no momento da negociação, a exemplo de preço, prazo e forma de pagamento . O motivo dessas empresas optarem pela venda informal é o ganho financeiro proporcionado. Para empresas desse perfil, o risco de uma autuação pelo Fisco é visto como remoto. Muitos desses empresários estão preocupados apenas com o ganho a curto prazo e não com a solidez e perpetuação da sua empresa.

PR - Apesar da continuidade da recessão e da piora do fôlego financeiro dos compradores do varejo, as suas projeções são de um movimento total, incluindo distribuição e revenda autônoma, na faixa de 900.000 a 1.000.000 de toneladas de resinas, basicamente o patamar de três anos atrás. Como esse cálculo se sustenta se o consumo aparente de resinas cai há três anos e os transformadores menores são os mais descapitalizados para resistir à crise?

Gonçalves - Minha projeção se pauta na mudança de perfil de compras. A petroquímica está mais exigente na concessão de crédito, os grandes transformadores estão comprando volumes menores, de forma mais fracionada e com entregas just in time, pois não têm capital para deixar material parado em estoque. Todos esses fatores combinados com a queda das importações, já citada em questão anterior, sustentaram minha estimativa.

PR - A título de referência da gravidade da conjuntura, quantos clientes da Activas pediram recuperação judicial ou falência em 2015?

Gonçalves - Como fomos muito mais criteriosos na liberação de crédito, apenas duas indústrias de nossa carteira de clientes ativos pediram recuperação ou falência no ano passado. A propósito, percebo neste ano grande oportunidade de crescimento para a Activas, fruto de ações adotadas de reestruturação da gestão, como adequação do número de funcionários à operação, controle de gastos e custos, redução no prazo médio de recebimento e nos dias de giro de estoque. Na logística, toda a nossa frota será renovada este ano.

ESTUDO CONFIRMA AVANÇO DO PVC   

O Brasil reciclou 17,1% do PVC pós-consumo gerado em 2014. Esse número corresponde a 22,9 mil das 134.2 mil toneladas de PVC pós-consumo...

Maio, 2016

Estudo confirma avanço do PVC

O Brasil reciclou 17,1% do PVC pós-consumo gerado em 2014. Esse número corresponde a 22,9 mil das 134.2 mil toneladas de PVC pós-consumo gerado no período. Em comparação ao índice de 2013, foi registrado crescimento de 0,7 pontos percentuais. O crescimento da reciclagem da matéria-prima tem ficado na casa dos 11% ao ano desde 2005. O que mantém essa média elevada são os resultados obtidos até 2012, ano em que o aumento chegou a 21% em relação ao exercício anterior. Nos últimos três anos, o índice se aproximou da estabilidade. De 2005 a 2014, a quantidade de PVC pós-consumo gerado aumentou em média 3% ao ano, número abaixo do crescimento do volume reciclado. Esse dado é importante e positivo. Demonstra que a quantidade do material não reciclado e destinado a aterros diminuiu. Os números são de uma pesquisa encomendada pelo Instituto do PVC à Maxiquim, consultoria especializada no segmento industrial, e seguiu a metodologia do IBGE. Em comparação com números de outros países, a situação brasileira pode ser considerada avançada. Ainda há, no entanto, bom potencial para crescimento. Em outros países, a operação atinge níveis mais elevados. São os casos, por exemplo, da França e Reino Unido, com 19,8% e 22,0%, respectivamente. O levantamento envolveu empresas de todo o Brasil. Ao todo, foram constatadas 72 empresas responsáveis pela reciclagem de PVC no país. Elas faturaram R$ 141,8 milhões, valor que representa crescimento de 4,6% ao ano no período de 2005 a 2014. São responsáveis pelo emprego direto de 1.415 profissionais. A capacidade instalada dessa atividade ultrapassou a casa das 86 mil toneladas no ano passado, com aumento de 1% em relação a 2013. Esse aumento é creditado à promulgação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), ainda em fase de discussão. As empresas recicladoras de PVC se localizam principalmente nas regiões Sudeste e Sul, com destaque para São Paulo. Não por acaso são as regiões com maior poder de consumo e onde se encontram as principais indústrias de transformação de plástico no Brasil.

Química e Derivados - 16/05/16

OS TRANSFORMADORES DE PLÁSTICOS POR EXTRUSÃO   

Levantamento realizado junto transformadores aponta, entre outros dados, quais áreas mais demandaram produtos extrudados nos últimos meses.

Maio, 2016

Os transformadores de plásticos por extrusão
PLÁSTICO INDUSTRIAL - GUIA I - São Paulo - SP - ABR/2016 - Nº 212 - Pág. 26 a 30

Levantamento realizado junto aos transformadores por extrusão aponta, entre outros dados, quais áreas mais demandaram produtos extrudados nos últimos meses.
Segundo uma pesquisa realizada por Plástico Industrial junto às empresas presentes neste guia, os segmentos que mais consumiram extrudados nos últimos meses foram embalagens (59,40%), construção civil (9,00%), agroindustrial (7,80%), utilidades domésticas (7,20%), automobilístico (5,80%), sinalização (1,33%) e outros (9,47%), dentre os quais se destacam brinquedos, linha branca, eletroeletrônicos e produtos médico-hospitalares.

A partir dos dados obtidos notou-se uma queda de 4,09% da produção para o setor automotivo em relação à pesquisa realizada em abril de 2015, o que o rebaixou da terceira para a sexta posição entre os setores usuários. Isso reflete a queda de 27,80% da produção de automóveis entre o primeiro trimestre deste ano e o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Nos últimos meses, o volume mensal de resinas processadas pelas empresas respondentes foi de, em média, 157,22 toneladas e as sobras de processo corresponderam a 10,02% desse volume. Divididos por faixas de consumo, 34,37% dos transformadores consomem de 0 a 50 t, seguidos de 25% que utilizam de 51 a 100 t, 18,75% que usam de 101 a 200 t, 12,50% que empregam de 201 a 400 t e, por fim, 9,34% que consomem mais de 401 toneladas ao mês.
Os resultados apontaram que 20,59% desses transformadores importam resinas termoplásticas para o processamento de seus produtos e 71,43% de todos os entrevistados utilizam resinas recicladas, tendo como principais aplicações filmes flexíveis, sacos, sacolas, tubos e bobinas.

Atualmente, 80% destes transformadores estão equipados com moinhos, o que evidencia a preocupação com o aproveitamento das sobras provenientes do processo. A ociosidade média das empresas foi de 32,41% no período analisado. Para 56,25% delas, esse índice diminuiu em relação a 2015, mas para as 43,75% restantes, ele não recuou.

A pesquisa revelou que apenas 25% dos transformadores fabricam suas próprias matrizes, ao passo que 8,82% dos entrevistados importam ou já importaram matrizes da China. Ainda de acordo com o levantamento, a vida útil média de uma matriz (nacional ou importada) é de pouco mais de oito anos.

O principal gargalo enfrentado pelo setor é a má qualificação da mão de obra (69,24%), seguido por dificuldades enfrentadas em diferentes etapas do processo e no acabamento, quesitos empatados com 15,38% de participação cada.

Atentos ao desenvolvimento de novos produtos, 48,57% dos transformadores aportam recursos em pesquisa e desenvolvimento, sendo que a maioria realiza esses investimentos por conta própria, sem lançar mão de financiamentos.

SACOLAS PLÁSTICAS: SÃO AS VILÃS DO MEIO AMBIENTE?   

Voltamos à polêmica da extinção da sacola plástica disponibilizada em supermercados, mercearias e diversos outros estabelecimentos.

Maio, 2016

Sacolas plásticas: são as vilãs do meio ambiente?
O DIARINHO - GERAL/OPINIÃO - Itajaí - SC - 11/05/2016 - Pág. 6

Voltamos à polêmica da extinção da sacola plástica disponibilizada em supermercados, mercearias e diversos outros estabelecimentos. São os chamados materiais não bio-degradáveis, assim como as garrafas plásticas, vidros, pneus, latas, enfim, todo o material de difícil decomposição.

A primeira imagem que nos vêm à cabeça quando falamos de sacolas plásticas é a poluição de rios, o impacto na vida marinha em detrimento dos peixes mortos por absorverem grande quantidade de sacolas, e outros materiais plásticos confundindo com comida, o entupimento de bueiros, causando inundações.

Imaginar que proibir a distribuição de sacolas é a solução para um mundo ecologicamente correto pode não ser a mais adequada. As sacolas não aparecem nos rios sozinhas.

As pessoas são responsáveis pelo meio em que vivem. São responsáveis por jogar no meio ambiente produtos que têm conhecimento que hão demorar anos para se decompor.

Estamos sendo tratados como incapazes de lidar com o nosso próprio lixo, transferindo a responsabilidade ambiental para as empresas. Imaginem se cada vez que não se encontre a solução adequada, que os produtos sejam retirados de circulação?

Viveríamos em regime primitivo, pois as garrafas de pet, os pneus de nossos carros, latinhas, são materiais tão nocivos quanto as sacolas. No entanto, todos têm algo em comum: são materiais recicláveis.

Grande parte do problema da disposição das sacolas no meio ambiente está ligada à falta de conhecimento no descarte. Se reduzirmos a quantidade utilizada e se descartarmos adequadamente para que seja reciclada e reutilizada, teremos redução significativa nos in-sirnios à base de petróleo, menos gasto de energia, menos consumo de água, menos lixo nos aterros sanitários e mais empregos.

Não se trata de defender o uso das sacolas plásticas, mas saber quem é o responsável por ela no meio ambiente, assim como somos responsáveis por descartar adequadamente a garrafa de água que consumimos.

O processo é o mesmo e nem por isso se fala em reduzir o consumo de água para jogar menos garrafas no lixo. Tratamos aqui da consciência de todos em separar o “ lixo" do que não é ‘lixo”, de saber reutilizar os produtos. Uma sacola, assim como uma garrafa, pode ser utilizada várias vezes.

Um saco de papel, por exemplo, é descartado na primeira utilização, apesar da vantagem da decomposição mais rápida. Por isso, o impacto do aumento no consumo de outro produto em detrimento de redução na utilização das sacolas plásticas também deve ser avaliado.

A realidade atual é que não temos a cultura de levar produtos na mão. Fazer compras sem a comodidade de colocar seus produtos em uma sacola ou qualquer outro recipiente seria inviável.

Antes de se falai* em extinção, é inevitável haver a substituição por algo que não impacte ainda mais no preço dos produtos finais.

(*) Katia Maraschi é economista, especialista em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas e Mestre em Administração pela Univali. katia@kmassessoria. com.br

SACOLAS EM SP: COMO A PREFEITURA PERMITE ALGO QUE A LEI PROIBE?   

Nosso boletim de hoje relata fatos curiosos que envolvem o caso das sacolas do município de SP. Em 18 de maio de 2011 foi sancionada ...

Maio, 2016

Sacolas em SP. Como a prefeitura permite algo que a lei proíbe?
FUNVERDE - 04/05/2016

Nosso boletim de hoje relata fatos curiosos que envolvem o caso das sacolas do município de São Paulo.Em 18 de maio de 2011 foi sancionada a lei municipal 15.374 de 2011 pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (atualmente no PSD), que em seu artigo 1° diz (grifo nosso):Art. 1º Fica proibida a distribuição gratuita ou a venda de sacolas plásticas para os consumidores para o acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos comerciais no Município de São Paulo. Leia a lei abaixo:LEI Nº 15.374, DE 18 DE MAIO DE 2011(Projeto de Lei nº 496/07, dos Vereadores Abou Anni – PV, Adolfo Quintas – PSDB, Agnaldo Timóteo – PR, Aníbal de Freitas – PSDB, Atílio Francisco – PRB, Attila Russomanno – PP, Aurélio Nomura – PV, Carlos Apolinário – DEMOCRATAS, Claudinho – PSDB, Claudio Fonseca – PPS, Claudio Prado – PDT, Dalton Silvano, Domingos Dissei – DEMOCRATAS, Edir Sales – DEMOCRATAS, Eliseu Gabriel – PSB, Floriano Pesaro – PSDB, Gilson Barreto – PSDB, José Police Neto, José Rolim – PSDB, Juscelino Gadelha, Marco Aurélio Cunha – DEMOCRATAS, Marta Costa – DEMOCRATAS, Milton Ferreira – PPS, Natalini, Netinho de Paula – PC do B, Noemi Nonato – PSB, Paulo Frange – PTB, Ricardo Teixeira, Roberto Tripoli – PV, Souza Santos, Tião Farias – PSDB, Toninho Paiva – PR, Ushitaro Kamia – DEMOCRATAS e Wadih Mutran – PP)Dispõe sobre a proibição da distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas a consumidores em todos os estabelecimentos comerciais do Município de São Paulo, e dá outras providências.GILBERTO KASSAB, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 17 de maio de 2011, decretou e eu promulgo a seguinte lei:Art. 1º Fica proibida a distribuição gratuita ou a venda de sacolas plásticas para os consumidores para o acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos comerciais no Município de São Paulo.Parágrafo único. Os estabelecimentos comerciais devem estimular o uso de sacolas reutilizáveis, assim consideradas aquelas que sejam confeccionadas com material resistente e que suportem o acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral.Art. 2º Os estabelecimentos comerciais de que trata o art. 1º ficam obrigados a afixar placas informativas, com as dimensões de 40 cm x 40 cm, junto aos locais de embalagem de produtos e caixas registradoras, com o seguinte teor:“POUPE RECURSOS NATURAIS! USE SACOLAS REUTILIZÁVEIS”.Art. 3º O disposto nos arts. 1º e 2º desta lei deverá ser implementado até 31 de dezembro de 2011.Art. 4º O disposto nesta lei não se aplica:I – às embalagens originais das mercadorias;II – às embalagens de produtos alimentícios vendidos a granel; eIII – às embalagens de produtos alimentícios que vertam água.Art. 5º Os fabricantes, distribuidores e estabelecimentos comerciais ficam proibidos de inserir em sacolas plásticas para o acondicionamento e transporte de mercadorias a rotulagem degradáveis, assim como as terminologias oxidegradáveis, oxibiodegradáveis, fotodegradáveis e biodegradáveis, e mensagens que indiquem suposta vantagem ecológica de tais produtos.Art. 6º O descumprimento das disposições contidas nesta lei sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei Federal nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.Art. 7º A fiscalização da aplicação desta lei será realizada pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.Art. 8º As despesas com a execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.Art. 9º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 18 de maio de 2011, 458º da fundação de São Paulo.GILBERTO KASSAB, PREFEITONELSON HERVEY COSTA, Secretário do Governo MunicipalPublicada na Secretaria do Governo Municipal, em 18 de maio de 2011.A lei ficou suspensa devido a ações que corriam nos tribunais. Em meados de 2014, já na gestão do atual prefeito Fernando Haddad (PT), o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu que a lei valia e tinha que ser cumprida.Cabia à atual gestão a regulamentação da lei.E foi o que aconteceu em 15 de Janeiro de 2015, quando a AMLURB emitiu a resolução n° 55/AMLURB/2015.A partir daqui começam a aparecer fatos bem curiosos.A resolução 55 da AMLURB regulamentou tecnicamente o modelo de sacolas plásticas determinando tamanho, cor e identidade visual e obriga o uso de “percentual mínimo de 51% de matéria prima de origem sustentáveis: bioplástico, de fontes renováveis ou naturais de recomposição”.Importante notar que, enquanto a lei proíbe sacola plástica, a regulamentação passa a permitir sacola “bioplástica”, como se um bioplástico não fosse um plástico.Curioso também é esse número mágico de 51% de conteúdo mínimo da tal matéria prima de fonte renovável. Por que não 72%, ou 45%, ou outro percentual qualquer?Leia abaixo a resolução 55 da AMLURB:RESOLUÇÃO NO 55/AMLURB/2015Institui as especificações técnicas das sacolas bioplásticas reutilizáveis a serem utilizadas pelos estabelecimentos comerciais do Município de São PauloConsiderando o constante na Lei Municipal nº 15.374 de 2011 e Decreto regulamentador nº 55.827 de 2015.O PRESIDENTE DA AUTORIDADE MUNICIPAL DE LIMPEZA URBANA – AMLURB, usando das atribuições que lhe são conferidas pela Lei n. º 13.478, de 30 de dezembro de 2002, com a redação dada pela Lei nº 13.522, de 19 de fevereiro de 2003, e regulamentada pelo Decreto nº 45.294, de 17 de setembro de 2004,RESOLVE:Artigo 1º. Para efeitos desta Resolução são adotados os seguintes conceitos:I. Coleta seletiva: Coleta de resíduos sólidos previamente segregados conforme sua constituição ou composição;II. Resíduos sólidos domiciliares secos: materiais de plástico, metal, papel e vidro, incluindo embalagens;III. Resíduos Indiferenciados/Rejeitos: resíduos sólidos que, depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada;IV. Reutilização: processo de aproveitamento de materiais sem sua transformação biológica, física ou físico-química, observadas as condições e os padrões estabelecidos pelos órgãos competentes do Sisnama e, se couber, do SNVS e do Suasa;V. Economia Circular: modelo circular de produção na qual os materiais retornam ao ciclo produtivo ao invés de serem descartados como lixo, dentre outros mecanismos, por meio da logística reversa, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais, utilizando conceitos de menor impacto ambiental no ciclo de vida do produto.Artigo 2º. Os modelos de sacolas bioplásticas reutilizáveis na coleta seletiva de resíduos sólidos domiciliares do Município de São Paulo deverão seguir as especificações técnicas definidas na presente Resolução.Artigo 3º. As sacolas bioplásticas objeto desta resolução deverão ser reutilizadas pelos cidadãos para acondicionamento e disposição dos resíduos para a Coleta, conforme segue:I – Coleta Seletiva de resíduos sólidos domiciliares secos: sacola verde;II – Coleta Convencional de resíduos sólidos domiciliares indiferenciados/ rejeitos: sacola cinza.Artigo 4º. O modelo de sacolas reutilizáveis para coleta seletiva de resíduos sólidos domiciliares secos, a partir dos conceitos de economia circular a serem aplicados na Cidade de São Paulo, deverá:I – ser pigmentado na cor verde claro, em teor de composi- ção que possibilite a sacola ser translúcida para verificação dos resíduos depositados internamente.II – ser fabricado com composição mínima de 51% (cinqüenta e um por cento) de matéria prima proveniente de tecnologias sustentáveis: bioplásticos, de fontes renováveis ou naturais de recomposição e reciclável;III – possuir dimensão mínima: 48 x 55 centímetros;IV – possuir espessura mínima: 30 micras;V – possuir área mínima: 2640 centímetros quadrados;VI – suportar carga a partir de 9,99 kg;Artigo 5º. O modelo de sacolas reutilizáveis para coleta convencional de resíduos sólidos domiciliares indiferenciados / rejeitos deverá:I – ser pigmentado na cor cinza clara, em teor de composi- ção que possibilite a sacola ser translúcida para verificação dos resíduos depositados internamente.II – ser fabricado com composição mínima de 51% (cinqüenta e um por cento) de matéria prima proveniente de tecnologias sustentáveis: bioplásticos, de fontes renováveis ou naturais de recomposição;III – possuir dimensão mínima: 48 x 55 centímetros;IV – possuir espessura mínima: 30 micras;V – possuir área mínima: 2640 centímetros quadrados;VI – suportar carga a partir de 9,99 kg.Artigo 6º. Fica proibida a utilização de materiais oxibiodegradáveis e oxidegradáveis para a fabricação das sacolas objeto desta resolução.Artigo 7º. As características dos modelos de sacolas bioplásticas objeto desta resolução deverão atender as exigências ABNT, nos termos da norma NBR 14937:2010.Parágrafo único- As sacolas bioplásticas objeto dessa resolução deverão atender os requisitos NBR 14937 no que concerne ao aspecto visual, dimensão, espessura, resistência ao impacto por queda de dardo, resistência dinâmica, resistência a carga estática e resistência a perfuração estática.Artigo 8º. A identidade visual das sacolas deverá seguir a seguinte diagramação:I. Frente e laterais: atender o item 7 da norma ABNT, NBR 14937:2010, de marcação e identificação, e conteúdos comerciais definidos pelo estabelecimento comercial.II. Verso do modelo da sacola verde: veicular a comunicação sobre a Coleta Seletiva de Resíduos Sólidos Domiciliares Secos da Cidade de São Paulo, no padrão definido pelo Anexo I desta Resolução.III. Verso do modelo de sacola cinza: veicular a comunica- ção sobre a Coleta Convencional de Resíduos Sólidos Domiciliares Indiferenciados / Rejeitos, no padrão definido pelo Anexo II desta Resolução.Artigo 9º. Outros tipos de sacolas reutilizáveis não são objeto desta Resolução.Artigo 10. Sacolas não reutilizáveis de dimensões inferiores as determinadas nesta Resolução deverão ser fabricadas com matéria prima que não seja o plástico.Artigo 11. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.ROGÉRIO SEIJI GUIBUPresidente Substituto Autoridade Municipal de Limpeza Urbana – AMLURBAproveitando a oportunidade, os supermercados começaram a cobrar o fornecimento destas sacolas plásticas. Essa decisão por si só já teria reflexos na diminuição do consumo das sacolas e por consequência no consumo de matéria prima. Não era isso o que a prefeitura queria? Menos sacolas plásticas? Menos poluição, mais sustentabilidade?Estranhamente, o prefeito Haddad entrou com ação na justiça contra a venda das sacolas pelos supermercados. Leia abaixo:Haddad entra na Justiça para barrar cobrança por sacolinhas plásticasPara a Prefeitura, objetivo é estimular o uso de sacolas reutilizáveis. Na semana retrasada, Justiça negou pedido para derrubar cobrança.O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, entrou nesta quarta-feira (29) com um pedido na Justiça para barrar a cobrança por sacolinhas plásticas nos supermercados de São Paulo. A ação é contra a Associação Paulista de Supermercados (Apas).Desde 5 de abril entrou em vigor lei sancionada na gestão Gilberto Kassab (eleito pelo DEM) e regulamentada por Fernando Haddad (PT) que proíbe o uso de sacolas plásticas derivadas do petróleo. A lei não fala da cobrança pela embalagem, mas permite a oferta de modelos feitos com material reciclável e que podem ser reutilizados para lixo orgânico e coleta seletiva (veja mais abaixo). Reportagem do SPTV mostrou que alguns comércios chegam a cobrar até R$ 0,23 por sacola.Para a Prefeitura de São Paulo, é dever dos supermercados contribuir com a Política Nacional do Meio Ambiente, conforme a lei 6.938/81, e fornecer alternativas e estimular o uso das sacolas reutilizáveis.“A cobrança do material pode gerar um sentimento de antipatia por parte do consumidor, desestimulando a adoção de um comportamento ecologicamente consciente”, diz nota da Prefeitura.Para a administração municipal, os supermercados têm condições de arcar com os custos das novas sacolinhas. “Assim como antes os supermercados arcavam com o custo das sacolas plásticas, o princípio do poluidor-pagador prevê que o custo das medidas tomadas pelo Poder Público para assegurar a preservação do ambiente pode ser suportado pelos estabelecimentos. Ao responsabilizar diretamente o poluidor pela reparação dos danos causados, a medida alivia o fardo econômico que a poluição coloca sobre os entes públicos e a sociedade”, diz o texto.No último dia 18, a Justiça de São Paulo negou pedido de liminar que pretendia derrubar a cobrança por sacolinhas nos supermercados de São Paulo. Autora da ação, a SOS Consumidor defende que a cobrança é indevida e o juiz Rafael Takejima, da 10ª Vara Cível da capital, considerou que o valor cobrado é “simbólico”.As novas sacolas bioplásticas, as únicas que podem ser distribuídas pelos supermercados, são maiores e feitas com materiais de fontes renováveis em, no mínimo, 51% de sua composição, conforme padrão internacional, e oferecem o dobro da capacidade de carga do modelo anterior. Segundo a Prefeitura, se utilizadas de forma correta, o consumo individual é reduzido de três sacolas (do antigo modelo) para uma apenas unidade (das sacolas bioplásticas).DescontoO Procon e a Apas firmaram um acordo nesta terça-feira (28) que vai garantir que o consumidor possa usar duas sacolinhas sem pagar e ter desconto na compra caso leve sua sacola retornável de casa.As medidas do desconto e das duas sacolas gratuitas foram anunciadas nesta terça-feira (28) e começam a valer a partir de 11 de maio. No caso das duas sacolinhas de graça, a medida vale por dois meses, até 10 de julho. Já o desconto para quem levar sacola retornável valerá por seis meses, até 10 de novembro. O desconto vai ser de R$ 0,03 a cada cinco itens comprados ou R$ 30 gastos.Segundo a diretora-executiva do Procon, Ivete Maria Ribeiro, o desconto vai “desembutir” o custo das antigas sacolinhas nos valores dos produtos.Sobre a concessão de duas sacolinhas, o prazo de 60 dias é apontado como razoável pelo Procon. “É um prazo razoável para buscar a desagregação do hábito do uso das sacolas, tendo à disposição o uso de duas sacolas emergenciais”, diz Ribeiro.MultasPelas novas determinações, as sacolinhas derivadas de petróleo devem ser trocadas por modelos padronizados: nas cores verde e cinza, mais resistentes e com parte feita de material renovável.As sacolas verdes devem ser usadas para descartar o lixo reciclável e as cinzas, para resíduos orgânicos e rejeitos.Tanto o comércio pode ser multado por não distribuir as sacolas corretas quanto o consumidor pode ser penalizado caso não faça a reutilização adequadas.As multas mais altas são para o comércio: vão de R$ 500 a R$ 2 milhões. O valor será definido de acordo com a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente. Já o cidadão que não cumprir a regra poderá receber advertências e multa de R$ 50 a R$ 500.Segundo o prefeito Fernando Haddad (PT), o objetivo da lei não é multar. “Nossa intenção não é criar uma indústria de multa, não é esse o objetivo, nós sabemos que é uma mudança cultural que vai exigir um tempo”, explicou.Livre das multasO morador que reside em bairros de São Paulo sem o serviço de coleta seletiva não poderá ser multado caso descarte o lixo desrespeitando as regras da nova lei. Além disso, a distribuição de sacolinhas em lojas de shoppings será alvo de uma regulamentação complementar, segundo o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro.No caso da coleta seletiva, dos 96 distritos do município, 10 não possuem serviço de coleta seletiva. Nos outros 86, a coleta seletiva é parcial ou total. O secretário diz que, nesses casos, a multa pelo descarte irregular não será aplicada.“A lei federal é clara, ela tem um artigo que diz o seguinte: ‘onde não tem o serviço da coleta seletiva, o cidadão não pode ser punido’, não pode ser enquadrado”, afirmou.Cronologia da lei das sacolinhas2007 – Mais de 40 cidades paulistas criaram leis contra sacolinhas. Elas foram declaradas inconstitucionais pela Justiça.Maio de 2011 – Kassab sanciona a lei 15.374, em 18 de maio, que previa fim da distribuição gratuita de sacolas plásticas. Prefeito não regulamentou a lei, deixando-a sem aplicação.Fevereiro de 2012 – Associação Paulista de Supermercados e o MP firmam um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para banir as sacolinhas. Clientes teriam que levar sacolas reutilizáveis ou pagar pelas sacolinhas tradicionais.20 de junho de 2012 – Conselho Superior do Ministério Público (CMSP) decidiu não homologar o TAC.Junho de 2012 – A juíza Cynthia Torres Cristófaro determinou que os supermercados voltassem a distribuir embalagens.Outubro de 2014 – Tribunal de Justiça de São Paulo declara a lei constitucional.Novembro de 2014 – Haddad regulamenta lei, exigindo fim da sacola tradicional e início da distribuição de embalagens reutilizáveis.5 de abril de 2015 – Início da obrigatoriedade da distribuição dos novos modelos no comércio.As coisas começaram a ficar ainda mais estranhas quando, em seu blog, o jornalista Fábio Pannunzio publicou que em 14 de novembro de 2014, um mês e meio antes da expedição do decreto 55 da AMLURB que regulamentou a lei do Kassab, a empresa Greening apareceu numa reunião dentro do gabinete do secretário de Serviço, Simão Pedro (PT). Veja foto do blog do jornalista:O mesmo jornalista informou que no site da Greening a Braskem e I´am green apareciam como seus parceiros. Veja abaixo e clique na imagem para ver a imagem em arquivo da página.Curiosamente, dias depois da denúncia do jornalista as marcas Braskem e I´am green desapareceram do site da Greening e estão ausentes até hoje. Clique aqui para ir para a página da Greening.O assunto também foi tema do quadro na TV Patrulha do Consumidor de Celso Russomano, onde acusava o prefeito Fernando Haddad de favorecer a Braskem. Clique aqui para asistir a matéria.Talvez você tenha ficado curioso sobre o conteúdo mínimo de 51% de matéria prima de origem renovável conste na resolução que permite sacolas plásticas. Talvez esta apresentação da Braskem disponível na Internet esclareça. Veja na página 5 as regras da Braskem para o uso do I´am green.E por fim, um juiz disse que o modelo de sacolinhas da prefeitura de SP é ilegal. Veja a conclusão do juiz abaixo:Modelo de sacolinhas da Prefeitura de SP é ilegal, diz juizAs novas sacolinhas da cidade de São Paulo são ilegais, concluiu o juiz Radolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública. O modelo imposto pela Prefeitura está em cheque em uma ação judicial que acusa o governo de favorecer o produtor de sacolas retornáveis feitas de matéria-prima renovável em detrimento das oxibiodegradáveis (com aditivos para se decompor).Nessa disputa entre a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) e uma asssociação que quer liberar a sacolinha oxibiodegradável, o juiz não deu razão para nenhum dos lados. A lei, aprovada em 2011, segundo Campos, proibiu todos os tipos de sacolinhas plásticas, sejam retornáveis ou oxibiodegradáveis.Sacolas oxibiodegradáveis são constituídas por elementos que facilitam a sua decomposição, mas também contêm plástico. As sacolinhas retornáveis têm maior duração e podem ser reaproveitadas por mais tempo, mas tampouco deixam de ser de plástico – no caso do modelo adotado em São Paulo, elas vêm de fontes renováveis, como a cana-de-açúcar, uma espécie de bioplástico.Como tanto a lei municipal quanto um decreto da Prefeitura vetaram as sacolas plásticas, não sobrou espaço para que as atuais sacolas retornáveis fossem introduzidas nos supermercados.O aval para as retornáveis foi dado pela Amlurb em uma resolução deste ano, que excluiu as oxibiodegradáveis. A permissão para apenas um tipo de sacolinha deixou ambientalistas surpresos e levantou suspeitas de beneficiar um fabricante de sacolas com as especificações da Prefeitura, em detrimento de todos os demais.O Instituto de Incentivo e Desenvolvimento de Embalagens Ambientais, Inovação e Sustentabilidade moveu então uma ação em que diz que o único beneficiado com a medida será a empresa Braskem, por ela ter a vantagem de já empregar os insumos exigidos pelo governo municipal.“O que é mais patético, antes sacola plástica podia ser usada e não se a cobrava explicitamente (seu custo estava embutido nas mercadorias, por evidente)”, afirmou Campos, na decisão, desta segunda-feira (20). “Agora, continua-se podendo usá-la a despeito da lei que a veda e se cobra por ela (sendo inocência demasiada pensar que aquele custo embutido foi abolido só por isso, daí que agora se paga duas vezes por ela).”Em resposta à ação, a Procuradoria Municipal disse que a sacola bioplástica reutilizável possui “características compatíveis com as determinações da Política Nacional de Resíduos Sólidos, não se comparando às sacolas plásticas cuja distribuição foi proibida, já que têm maior resistência em relação àquelas cuja distribuição foi proibida e permitem a visualização do conteúdo do lixo descartado”.Ainda de acordo com a Procuradoria, as sacolas aprovadas “são fabricadas por material que possui no mínimo 51% de matéria prima proveniente de tecnologias sustentáveis, tais como bioplásticos, fontes renováveis ou naturais de recomposição e reciclável, ajudando a neutralizar a emissão de CO2”.O Ministério Público Estadual manifestou-se contra o pedido do instituto. A regulamentação das sacolas retornáveis está de acordo com a Política Nacional de Meio Ambiente, de acordo Rodrigo Coury Souza Meirelles.O juiz da ação mandou notificar o Ministério Público novamente para que ele se manifeste sobre a legalidade da resolução da Amlurb. A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social também tomará ciência do processo para apurar eventual improbidade, com a suposta reserva de mercado à Braskem.Algumas questões não esclarecidas:Se a sacola é ilegal, os supermercados estão vendendo para o consumidor algo proibido?Por que a resolução 55 da AMLURB regulamenta e permite algo que a lei proibiu?O ministério público está investigando o assunto?A prefeitura fiscaliza o cumprimento da lei? Que tipo de aparelho dispõe a fiscalização para saber se a sacola contém 51% de origem sustentável?Quantos comerciantes já foram fiscalizados? Quantos já foram notificados ou multados?A Braskem tem produção suficiente de resina plástica não degradável de Polietileno de origem renovável para suprir todos os produtos ao redor do mundo que alegam ter sido produzidos com I´am green, contando com as sacolas de SP?Por que a resolução 55 da AMLURB chama de bioplástico uma sacola de plástico não degradável idêntica às de plástico comum?Por que 51% é exatamente o número contido nas regras da Braskem, do Grupo Odebrecht, para uso da resina não degradável I ´am green?Existe mais alguma empresa, além da Braskem, produtora de resinas plásticas de fonte renovável no Brasil, que possam ser usadas em mistura com polietileno convencional para produção das sacolas permitidas pela resolução da administração de Fernando Haddad ( PT ) no município de São Paulo?Boletim do Instituto IDEAIS de 06 de abril de 2016Instituto Ideaiswww.i-ideais.org.br[email protected]+ 55 19 3327 3524Compartilhe isso:Facebook Twitter Google LinkedIn Pocket

PLANO DE COLETA SELETIVA DA PREFEITURA DE SÃO PAULO FRACASSA   

A decisão dos supermercados de cobrarem pelas sacolas plásticas, através da APAS e em acordo com o PROCON/SP, prejudica o consumidor...

Maio, 2016

Plano de coleta seletiva da prefeitura de São Paulo fracassa por causa da cobrança das sacolas plásticas
MAXPRESS NET - 03/05/2016

A decisão dos supermercados de cobrarem pelas sacolas plásticas, através da APAS e em acordo com o PROCON/SP, prejudica o consumidor e causa impactos sanitários e ambientais, além de prejudicar a reciclagem na cidade de São Paulo.A prefeitura de São Paulo admite que a meta de reciclagem na cidade, que era de 10%, está longe de ser atingida (está hoje somente em 2,5%). E muito disso se deve à cobrança das sacolas pelos supermercados do município.Por determinação da Associação Paulista de Supermercados (APAS), com o apoio do PROCON/SP, os supermercados passaram a cobrar pelas sacolas plásticas na cidade. O resultado foi uma redução anunciada e comemorada pelas APAS de 70% no consumo de sacolas plásticas. Porém, este número só beneficia economicamente os supermercados, trazendo prejuízos ao consumidor e ao meio ambiente.É hábito de mais de 90% das pessoas reutilizar as sacolas plásticas para descartar o seu lixo doméstico. Se as sacolas – que hoje, inclusive, são feitas nas cores verde e cinza e contam com mensagens de incentivo à coleta seletiva dos resíduos – continuassem a ser distribuídas gratuitamente à população pelos supermercados, a sociedade poderia estar muito mais engajada na separação dos recicláveis, que chegariam em quantidade suficiente às centrais de triagem da prefeitura, que hoje estão ociosas.Pesquisa Datafolha de 2015 já apontava que 83% da população paulistana não pagariam pelas sacolas verde e cinza e 87% desejavam que o PROCON/SP lutasse pela gratuidade das sacolas plásticas. Esses números não foram considerados pelo Poder Público.“Infelizmente, as autoridades deram as costas para o consumidor e para o meio ambiente. O PROCON/SP assinou acordo com a APAS para a venda das sacolas, única interessada na cobrança deste produto, que ocorre em duplicidade. Já a prefeitura se esquivou ao longo do processo, pois deveria ter proibido a venda das sacolas. Só assim garantiria o sucesso do seu próprio projeto de reciclagem”, afirma Miguel Bahiense, presidente da Plastivida.“Não foi por falta de aviso”, continua Bahiense, “mas o fato é que hoje os frutos colhidos por esses movimentos equivocados do poder público são péssimos para o consumidor, que tem claros prejuízos financeiros e, pior ainda, para o meio ambiente.”Sem as sacolas, a cidade de São Paulo está mais suja e a coleta de recicláveis (e mesmo do lixo comum) não acontece a contento, pois a população não tem mais acesso às sacolas, seja por falta de recursos, seja por não aceitar pagar mais uma conta. “Há lixo jogado nas ruas, a reciclagem não decola e isso tudo contribui para sérios problemas sanitários e de meio ambiente”, conclui Miguel Bahiense.A população já vem pagando a alta conta da inflação, da queda do ritmo da economia e do desemprego. Agora, com a cobrança, há prejuízo claro às pessoas e ao meio ambiente e tudo isso somente para o benefício dos supermercados. Estudo realizado pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) revelou que, sem sacolas gratuitas, as famílias passam a ter um aumento de gastos mensais com embalagens (sacolas, sacos de lixo e sacolas retornáveis) de 146,1%, o equivalente aos custos com o arroz e o feijão no orçamento doméstico.Ainda segundo o presidente da Plastivida, é necessário o incentivo às boas práticas de consumo e descarte correto e somar a isso a gestão dos resíduos. A consequência será benéfica e imediata: aumento da reciclagem. Um exemplo que deu certo acontece há quase três anos no Rio Grande do Sul, onde a questão das sacolas plásticas é tratada com o envolvimento da população, setor público e privado, varejo e também da associação de supermercados local.No estado do Rio Grande do Sul, a Lei n° 13.272/09 proíbe o uso de sacolas fora das especificações da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Com uma sacola mais resistente e de qualidade há, naturalmente, redução do desperdício, já que não é necessário se colocar uma dentro da outra para ter segurança no transporte das compras, e estímulo à reutilização. A população gaúcha foi beneficiada, ainda, com o programa de educação ambiental “Sacola Bem Utilizada Ajuda O Meio Ambiente”, que fomenta o uso responsável, as boas práticas de reutilização, o descarte correto das sacolinhas e sua reciclagem.“Entendemos a necessidade da preservação ambiental, inclusive apoiamos e realizamos iniciativas que ampliem o consumo consciente de qualquer produto para evitarmos o desperdício. Mas essas ações não podem prejudicar o consumidor nem o meio ambiente, apenas em benefício de supermercados. O consumidor é parte fundamental do processo de reciclagem e tem que ser convidado a integrar o movimento e não somente a pagar a conta. A chave nunca será o banimento ou a taxação/cobrança, mas sim a educação ambiental”, afirma Bahiense. E conclui: “nesse sentido, a cidade de São Paulo retrocede.”Informações à imprensa:M.Free Comunicação(11) 3171-2024 r. 2Roberta Provatti, Cristiane Peixoto, Marcio Freitas

EMBAQUIM EXPANDE EXPORTAÇÃO DE EMBALAGENS E SISTEMAS BAG-IN-BOX   

Pioneira e uma das principais fabricantes sistemas bag-in-box do Brasil, Embaquim enxergou na crise do mercado interno uma oportunidade ...

Abril, 2016

EMBAQUIM EXPANDE EXPORTAÇÃO DE EMBALAGENS E SISTEMAS BAG-IN-BOX
CLUBE DA EMBALAGEM - 26/04/2016

Pioneira e uma das principais fabricantes de sistemas bag-in-box do Brasil, a Embaquim (www.embaquim.com.br) enxergou na crise do mercado interno uma oportunidade para expandir seus negócios no exterior. Com a alta do Dólar, a empresa focou parte de seus esforços na exportação de embalagens e sistemas bag-in-box. O resultado foi a conquista de novos mercados e a ampliação do portfólio de itens exportados.Como explica a responsável pela área de Comércio Exterior da Embaquim, Cristiane Horvat, “Ampliamos continuamente nosso leque de atendimento e hoje - diretamente ou via distribuidores - estamos presentes em praticamente toda a América do Sul (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela), América Central (Costa Rica) e América do Norte (Estados Unidos, México e Canadá). Na Ásia, atendemos a clientes no Japão, Malásia e Tailândia. No continente Africano, a África do Sul é outro importante mercado para os produtos da Embaquim”.Outros mercados e clientes são continuamente prospectados. “Utilizamos um programa de inteligência de mercado, criado pelo Instituto Nacional do Plástico (IN P), por intermédio do programa Think Plastic, que permite identificar oportunidades de negócios de forma muito objetiva”. A Embaquim também participa ativamente do ‘Projeto Comprador’, patrocinado pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), via I NP, e que reúne, no Brasil, compradores e responsáveis pela área de desenvolvimento de empresas de diversos países. Após identificados, estes compradores são convidados a participar de rodadas de negócios. A abertura de novos mercados é complementada com a participação em feiras e exposições.Hoje os principais clientes internacionais da Embaquim são indústrias de alimentos, bebidas, produtos agrícolas, químicos, farmacêuticos e cosméticos. Os produtos exportados vão desde os sachês de 800 ml até sistemas bag-in-box completos de 1.000 litros, passando por todas as dimensões intermediárias. Cristiane ressalta: ”O carro chefe no exterior é o sistema bag-in-box de 1.000 litros, por ser um produto diferenciado e one way. Este sistema de embalagem também é exportado por nossos clientes (exportação indireta), após o envase de seus produtos”. A Embaquim oferece ainda assistência técnica pós-venda rápida, ágil e eficiente.Fonte: Embanews

MERCADO NÃO É CARTÓRIO   

O reinado de polietileno (PE) verde em sacolas para o comércio paulistano periga ser abalroado caso o ganhador das eleições para prefeito...

Abril, 2016

Mercado não é cartório
PLÁSTICOS EM REVISTA - CONJUNTURA - São Paulo - SP - FEV/2016 - Nº 622 - Pág. 12 A 16

O reinado de polietileno (PE) verde em sacolas para o comércio paulistano periga ser abalroado caso o ganhador das eleições para prefeito, em outubro próximo, não seja do PT. Dessa vez, a pedra no sapato do polímero da Braskem não se trata da querela da venda versus distribuição gratuita da embalagem nem de dúvidas quanto à sua contribuição ambiental, mas de uma desavença sobre seu fornecimento. Uma minoria de transformadores de maior porte adquire direto da petroquímica o bioplástico, por lei o material dominante na composição das sacolas, a preços e volumes inalcançáveis pelos concorrentes menores, a esmagadora maioria das indústrias do ramo e dependentes do PE verde cotado mais caro em distribuidores
autorizados. Essas empresas sentem hoje na carne a pressão para abrir mão de um mercado do qual sempre participaram.

“Desde o início das discussões dessa lei, o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast) alertou sobre o impacto que restrições de tipo de matéria-prima causam ao mercado de sacolas, principalmente a pequenas e médias empresas”, salienta José Ricardo Roriz Coelho, presidente da entidade e da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). “Sejam quais forem os resultados da próxima eleição municipal, o Sindiplast continuará a defender que a restrição do tipo de matéria-prima utilizada nas sacolas plásticas causa apenas distorções de mercado, não impactando no desempenho final desses produtos, pois tanto o PE verde como o tradicional são 100% recicláveis”.

Fornecido apenas pela Braskem e sem similar mundial, PE verde é o único bioplástico nacional disponível em escala comercial, orçada em 200.000 t/a em Triunfo (RS). Devido à produção limitada e ao fato de ser resultante da alcoolquímica, rota bem mais onerosa que pela via petroquímica tradicional, o PE verde custa cerca de 30% mais caro que o convencional,segundo estimativas da própria Braskem. Pela lógica dos

custos, retoma o fio Roriz, seu quintal são os artigos de tiragem restrita e de valor capaz de absorver seu preço, a exemplo de frascos de determinados cosméticos. Fora o seu pé na fonte renovável (etanol da cana-de-açúcar), PE verde se porta no ecossistema exatamente como o bom e velho contratipo de raízes petroquímicas - é reciclável e não é biodegradável.

não dá pra pedalar

Sacolinhas de saída de caixa são um clássico dos artefatos commodities, de baixo valor agregado.Ou seja, um transformado barato, sem espaço para requintes, inviável portanto na ponta do lápis para ser contemplado com um polímero do preço de PE verde. No entanto, apesar dessa lógica, o material acabou na prática homologado em 6 de janeiro de 2015 (decreto 55.827) pelo prefeito petista Fernando Haddad como principal componente (51%) para essas sacolas, em gesto apregoado como reverência ao meio ambiente. A norma não menciona explicitamente o material da Braskem. Ela exige 51% de bioplástico na composição da embalagem.

A beleza dessa porta aberta a qualquer polímero de fonte renovável se desfaz do decreto à vida real. Simplesmente não há, no mercado interno, outro bioplástico produzido em escala industrial além do PE verde. Tem mais: no exterior, o custo salgado (ainda mais em moeda forte) e oferta esquálida sempre mantiveram qualquer resina de fonte não fóssil a anos luz das dores de cabeça dos produtores de plásticos petroquímicos. Para piorar, o barril do petróleo ladeira abaixo arrasta consigo os preços internacionais dos termoplasticos da cadeia petroquímica, produzidos em grande escala. Efeito colateral, esse barateamento alarga o fosso entre os preços deles e os dos bioplásticos. E não há pedalada capaz de maneirar essa aritmética.

SINUCA DE BICO
A norma editada por Haddad veio contornar o veto taxativo à distribuição da sacola plástica no comércio, determinado em 2011 pela lei 15.374 homologada pelo prefeito anterior,

Gilberto Kassab. Em 2014, essa lei, contestada por várias liminares no Tribunal de Justiça de São Paulo, teve a constitucionalidade reconfirmada e seu mérito não foi questionado, informa Miguel Bahiense, presidente da Plasti-vida. O processo de regulamentação, ele esclarece, acabou transposto para a gestão Haddad e, a pretexto de conciliar o enunciado do decreto com apoio à reciclagem e aos demais princípios de sustentabilidade, repartições como a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) aprovaram a proposta da consultoria /ONG Greening, prestadora de serviços à prefeitura, de especificar bioplásticos como material dominante e obrigatório na composição das sacolas em questão. “Ao contrário do que chegou a ser então noticiado, esta decisão veio estritamente do foro interno da prefeitura, sem qualquer interferência ou participação da Braskem”, sublinha o presidente da Plastivida. “Nós fomos surpreendidos pela resolução”, reforça Carlos Parente, diretor de relações institucionais da Braskem.

No passado, as sacolas para o comércio paulistano eram fabricadas por transformadores de todos os portes, com PE convencional virgem e/ou reciclado. A Braskem é o único produtor no país de PE virgem, mas sobram na praça os fornecedores do reciclado. O decreto de Haddad vem tendo o efeito colateral de botar em sinuca de bico uma multidão de fabricantes menores de sacolas, sem o acesso ao PE verde nas condições usufruídas pelos maiores em suas compras diretas da Braskem.

Procurada por Plásticos em Revista, a empresa soltou este comunicado:“É indiferente para a Braskem a resina utilizada na produção de sacolas plásticas, pois tanto o Plástico Verde como o produto de origem fóssil estão disponíveis para todo o mercado, por meio dos mesmos canais de distribuição, o que engloba uma rede com grande capilaridade e capacidade para atender clientes de diferentes tamanhos.”

reciclado desestimulado
Quanto à proibição à sacola plástica defendida no decreto de Kassab, Roriz informa que o Sindiplast move recurso contra essa determinação no Supremo Tribunal Federal e ele reitera que, seja onde for, a Abiplast continua a contestar as tentativas de barrar qualquer material em sacolas com base em preconceitos contra os plásticos. Antes da edição do regulamento de Haddad exigindo teor mínimo de 51% de bioplástico nas sacolas, o dirigente repisa que, a pedido do prefeito, advertiu - em vão - seus Secretários de Serviços e Meio Ambiente sobre possíveis problemas no mercado. “A regulamentação limita o acesso dos transformadores ao mercado de sacolas porque o único material enquadrável na descrição de bioplástico é o PE verde, produzido por uma única empresa, com produção estimada em 200.000 t/a e sem similar importado”, argumenta. “A obrigatoriedade do uso desse tipo de matéria-prima implica custos mais altos para os transformadores perante a resina de fontes tradicionais”. Aos pequenos e médio produtores de sacolas, constata o presidente do Sindiplast e Abiplast, não há alternativa para conseguir PE verde além de comprá-lo de distribuidoras. “Elas acrescentam ao preço da resina a sua margem de comercialização, aumentando ainda mais os custos dessa aquisição pelas indústrias de menor porte”, nota.

A entrada do setor público na seara das sacolas, ao impor o uso de matérias-primas, é um equívoco, julga o dirigente. “Qualquer intervenção no mercado, sem conhecer sua realidade, tem efeitos danosos”, percebe. “Além das implicações de acesso à matéria-prima, temos um desestímulo ao uso de materiais reciclados em aplicações que os permitam”.

Acuados pela concorrência des-calibrada, transformadores menores têm batido à porta de Roriz com relatos de arrepiar.

Um deles reportou a dificuldade de comprar direto da Braskem e foi encaminhados aos distribuidores. “Ao calcular o aumento de custos aferido em relação a concorrentes que compravam direto do produtor, ele decidiu deixar as sacolas e mudar o foco da empresa”, resume o presidente. Outro caso: “um transformador nos citou a queda drástica na comercialização de suas sacolas de resina reciclada”, rememora Roriz. “A situação o forçou a desligar máquinas e demitir 50% dos funcionários”.
extrusora desligada
Dias antes do decreto de Haddad vigorar, Manuel Lopes Ferreira, diretor presidente da transformadora de sacolas Lopes-Flex Embalagens, cismou de procurar a prefeitura atrás de esclarecimentos. Acabou na frente de Julia Moreno Lara (ver à pág. 15) , assessora da Amlurb.

“Se arrependimento matasse, eu estaria morto”, conta. “Ela é uma pessoa muito desequilibrada, arrogante e despreparada, caiu de para quedas no ramo do plástico e, para sobreviver, interpretou a lei do jeito dela e pronto. Tive que virar as costas e deixá-la falando sozinha, pois só ela tem razão,só ela entende a lei e os demais são burros”.

Na ativa há mais de 10 anos em G uaru-lhos, Grande São Paulo, a Lopes-Flex opera com capacidade estimada por Lopes de 20 t/ mês de sacolas tipo camiseta de polietileno reciclado. “Com a entrada da sacola do Haddad, minha produção caiu à metade, desliguei uma das duas extrusoras da planta, dispensei dois funcionários e perdi o mercado paulistano que antes absorvia quase todas as nossas vendas e me voltei para suprir o comércio de outras cidades sem esse tipo de política”, sintetiza o transformador. No fornecimento à capital paulista, o bicho pegou feio na dificuldade de acesso da Lopes-Flex ao PE verde. “Nossa quantidade de consumo mensal não é interessante para a Braskem nos vender diretamente e, nesse mercado, só sobrevive o transformador que ela atende; é comprar na mão dela ou não”. No embalo, Lopes flagra na lei de Haddad um contra senso pelo ângulo da sustentabilidade. “Ao empregar reciclado na produção de sacolas, minha empresa contribui para evitar o despejo de plástico pós-consumo nos aterros, transformando sucata em um produto útil à população”.

Ao longo do ano passado, jornalistas como Fábio Pannunzio, âncora do Grupo Bandeirantes, trombetearam na mídia a presença da Braskem, documentada em comprovante do Tribunal Superior Eleitoral, entre doadores de recursos ao diretório municipal do PT em 2012, no período da campanha de Haddad à prefeitura. O aporte foi interpretado como reação da empresa ao veto à sacola plástica pelo prefeito Gilberto Kassab, visando flexibilização da lei na sua posterior regulamentação pelo sucessor petista. “Isso não tem o menor fundamento”, afirma Carlos Parente. “Na esfera de eleições municipais, em 2012, a Braskem efetuou doações aos diretórios de diferentes partidos, em centros considerados relevantes para sua imagem e atuação”, ele explica. “Portanto, sem qualquer ligação com a regulamentação da lei que determina a composição de bioplástico nas referidas sacolas”, acentua o diretor da Braskem.

decisões a portas fechadas
Nomes ventilados para disputar a eleição a prefeito de São Paulo, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB-SP) e o deputado federal Celso Russomano (PRB-SP) não quiseram falar sobre o decreto de Haddad e o que pretendem fazer com ele na hipótese de vencerem o pleito. Mesmo fora do páreo, o vereador Gilberto Natalini (PV-SP) promete não deixar o assunto morrer. Conforme rememora, à época da edição do decreto de Haddad, encaminhou ofício ao governo municipal alertando que especificar para a sacola uma resina de fabricação restrita, PE verde, implicava favorecer seu único produtor. “Também lembrei que, a despeito do mérito da origem renovável do material, seria mais forte, do ponto de vista ambiental, incorporar à sacola a sucata de plástico pós-consumo”. Natalini ficou a par da concorrência desnivelada em sacolas contendo o bioplástico na entrevista concedida a Plásticos em Revista. “Eu desconhecia quão graves poderiam ser as distorções concorrenciais de mercado que o decreto viria a acarretar, favorecendo grandes fornecedores de sacolas”, assinala. “A prefeitura tem responsabilidade integral nesse problema e não pode tentar se eximir. O texto do decreto (Haddad) e da lei (Kassab) claramente conflitam”.

Natalini não se surpreende com a indiferença com que a prefeitura paulistana, antes de editar o decreto a favor de PE verde, acolheu as advertências de problemas na concorrência feitas por José Ricardo Roriz Coelho. “É difícil entender a falta de sensibilidade da atual administração quanto a ouvir as partes interessadas e a argumentação técnica”, comenta. “O PT tem uma dificuldade grande de interlocu-ção com a sociedade, o que resulta em um número enorme de audiências, reuniões e conselhos, mas, a posteriori, as decisões são a portas fechadas. Essa prepotência está no DNA do partido e, como parlamentar, enfrento isso”.

O próximo prefeito de Sampa não vai demorar a ficar a par das deformidades causadas pela norma de Haddad no suprimento de sacolas de saída de caixa para o comércio. “Vou me debruçar com minha equipe mais de perto sobre o tema e cogito fazer uma representação ao Ministério Público pelas incoerências entre o decreto (de Haddad) e a lei que originou”, promete Natalini. “Também penso que seria conveniente ouvir todos os lados da questão em um evento na Câmara Municipal e vou tentar programá-lo para o quanto antes”.

FATORES ECONOMICOS IMPACTAM NOS RESULTADOS DAS RESINAS PETROQUÍMICAS   

Matérias-primas para produção termoplásticos seguem padrão dos produtos químicos em geral e sofrem influência de fatores como câmbio e ...

Abril, 2016

Fatores econômicos impactam nos resultados das resinas petroquímicas
PLÁSTICO SUL - DESTAQUE COMMODITIES - Porto Alegre - RS - JAN/FEV/2016 - Nº 172 - Pág. 20 a 22

Matérias-primas para a produção de termoplásticos seguem padrão dos produtos químicos em geral e sofrem influência de fatores como câmbio e preço do petróleo.

Mesmo com o momento propicio às exportações, a balança comercial da indústria química ainda segue em queda. O déficit acumulado atingiu US$ 3,1 bilhões nos dois primeiros meses do ano. A boa notícia é que as resinas termoplásticas foram os produtos químicos mais exportados pelo País com vendas de US$ 361,4 milhões, um aumento de 38% em relação ao primeiro bimestre de 2015.

O déficit na indústria química representa uma queda de 20,8% em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro bimestre de 2016, as importações de produtos químicos, de praticamente US$ 5,0 bilhões, registraram uma retração de 16,3% em relação ao mesmo período de 2015. Já as exportações, de US$ 1,8 bilhões, apresentaram queda de 7,3% na mesma comparação.

Especificamente no mês de fevereiro, as compras externas de produtos químicos chegaram a US$ 2,5 bilhões, um decréscimo de 8,5% em relação ao mesmo mês no ano passado. Já as exportações atingiram US$ 875 milhões, equivalentes a uma modesta elevação de 1,9% em igual comparação.

Nos últimos 12 meses (março de 2015 a fevereiro de 2016), o déficit em produtos químicos é de praticamente US$ 24,6 bilhões, o que sinaliza uma contínua retração do indicador em decorrência do delicado momento econômico do País. "A desaceleração nas importações de produtos químicos é um dos sinais de que 2015 foi um ano muito delicado para o País, particularmente para a indústria química brasileira. A redução das compras externas está em linha com a queda do nível da atividade econômica e, infelizmente, não se traduziu em retomada de competitividade doméstica para o setor. As perspectivas dão conta de que cenário continuará bastante incerto ao longo da trajetória deste ano, o que torna ainda mais premente o combate às práticas desleais e ilegais de comércio, atos que geram danos irreversíveis e que podem custar a própria sobrevivência de diversas unidades industriais", alerta a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Naranjo.

De acordo com levantamento preliminar da Abiquim, os principais índices do segmento de produtos químicos de uso industrial mostram que, em termos de volume, o ano iniciou com resultados desfavoráveis. Na série histórica, o patamar médio do primeiro bimestre de 2016 é o segundo pior dos últimos dez anos, só ficando abaixo do resultado verificado em igual período de 2009.

Nesse contexto, observando a importância de uma análise mais efetiva sobre a questão da produtividade e como ela impacta nos diferentes negócios, a Abiquim Levantou esse dado referente ao setor a partir deste mês, concluindo que o índice de produtividade caiu, em média, 0,3% ao ano entre 2007 e 2015. Tal fato decorre do efeito combinado do aumento do pessoal alocado na atividade produtiva sem a contrapartida do aumento físico da produção. Enquanto o pessoal ocupado aumentou 0,5% ao ano nesse período, a produção cresceu 0,2% ao ano. Segundo Fátima Giovanna, a elevação do pessoal na área é fruto, especialmente, de exigências trabalhistas, como redução do número de horas nos turnos e necessidade de contratação de posições relativas à segurança.

Braskem registra recorde de exportação

Graças ao bom desempenho operacional de suas fábricas, das maiores vendas nas operações dos Estados Unidos e da Europa, da elevação das exportações, associados ao efeito positivo do câmbio e dos spreads petroquímicos internacionais, a Braskem obteve um EBITDA de R$ 9,37 bilhões no ano passado, alta de 67% em relação ao período anterior. Em dólar, o EBITDA da companhia chegou a US$ 2,8 bilhões, avançando 17% em relação a 2014.

Em 2015, a Braskem apresentou taxa média de utilização dos crackers de 89%, 3 pontos percentuais acima do ano anterior, refletindo o bom desempenho operacional da companhia com o recorde da produção da unidade de petroquímicos básicos. Se fosse desconsiderado o fornecimento insuficiente de matéria-prima para o polo do Rio de Janeiro, a taxa de operação no ano teria sido de 92%. No último trimestre do ano, a taxa média de uso dos crackers foi de 83%, impactada pelo incidente no polo petroquímico de Mauá (SP).

Nos EUA e na Europa, as plantas de polipropileno (PP) operaram acima de sua capacidade nominal, atingindo taxa média de 101% no quarto trimestre e refletindo tanto uma maior eficiência operacional como também a maior demanda pelo produto nos Estados Unidos. No período, a produção bateu novo recorde e totalizou 510 mil toneladas, alta de 9% sobre igual trimestre do ano anterior. No acumulado do ano, a taxa média de operação das unidades industriais nos EUA e na Europa foi de 98%, 6 p. p. superior a 2014.

Por conta da fraca demanda brasileira de resinas (PE, PP e PVC), o mercado doméstico retraiu-se 7,6% em relação a 2014, somando 4,9 milhões de toneladas.

No ano passado, a participação de mercado da Braskem avançou 1 ponto percentual e as vendas da companhia totalizaram 3,4 milhões de toneladas, com queda de 6% em relação a 2014, menor que a retração ocorrida no mercado. De forma a compensar essa queda no front interno, a Braskem aumentou suas exportações de resinas em 28% e de petroquímicos básicos em 1%.

0 lucro líquido da Braskem alcançou R$ 2,89 bilhões em 2015. No quarto trimestre de 2015, o lucro foi de R$ 158 milhões, revertendo o prejuízo em igual período do ano anterior. 0 nível de alavancagem financeira da Braskem, medido pela relação entre dívida líquida por EBITDA em dólar, encerrou o trimestre abaixo de 2 vezes (l,91x), o mais baixo patamar em nove anos.

"Apesar do fraco desempenho da economia brasileira, o resultado da companhia foi muito positivo graças à maior eficiência operacional no Brasil e no exterior e à estratégia de direcionar parte da produção para a exportação, além de importantes fatores conjunturais externos, como o câmbio e os spreads petroquímicos internacionais", diz Carlos Fadigas, presidente da Braskem. "Mas, diante de um cenário desafiador para 2016 no Brasil, a Braskem continuará empenhada na busca de maior competitividade com programas internos de redução de gastos, no apoio à cadeia de transformados plásticos e no esforço de exportação".

Partida nas operações no México
Neste primeiro trimestre de 2016, a Braskem está dando partida na operação do Complexo no México, que traz importante diversificação de matéria-prima e geográfica no portfólio de ativos da Companhia. Localizado em Nanchital, no estado mexicano de Veracruz, o complexo petroquímico, fruto de um investimento de US$ 5,2 bilhões em parceria com a empresa Idesa, tem capacidade de produção de mais de 1 milhão de toneladas de Polietileno (PE) fabricado a partir do etano fornecido pela PEMEX. Ao longo do ano, a expectativa é que a curva de operação aumente de forma gradual e de forma mais acentuada a partir do segundo semestre.

NOVOS HORIZONTES PARA A SUSTENTABILIDADE E RÓTULOS VERDES   

O Sustainble Foods Summit é um evento internacional que foca nas questões principais que as indústrias de alimentos e bebidas enfrentam...

Abril, 2016

SustainableFoods Summit…
Novos Horizontes para a Sustentabilidade e Rótulos Verdes

O Sustainble Foods Summit é um evento internacional que foca nas questões principais que as indústrias de alimentos e bebidas enfrentam com relação à sustentabilidade e rótulos verdes, como orgânicos, Comércio Justo (Fair Trade), certificações, etc.
A segunda edição latinoamericana do Sustainable Foods Summit acontecerá emSão Paulonos dias 29 e 30 de junho de 2016.
O summit terá como temas centrais ingredientes sustentáveis, rastreabilidade de alimentos e desperdício de alimentos e contará com a participação de líderas de empresas e organizações envolvidas com sustentabilidade e rótulos verdes.
Como a indústria de alimentos está sofrendo grande pressão para se tornar mais sustentável, quais devem ser os primeiros passos a serem tomados?Quais novos ingredientes sustentáveis estão sendo usados na produção de alimentos e bebidas? Quais avanços nas estruturas sustentáveis das empresas podem impulsar a rastreabilidade dos alimentos? O que pode ser feito para reduzir a perda e desperdício de alimentos? Essas e outras questões serão discutidas nesta nova edição do summit.
Convites especiais estão disponíveis com 20% de desconto para inscrições feitas até dia 20 de maio. Por favor entre em contato conosco utilizando o código SFSLA01para receber o programa detalhado do evento e maiores informações.

Contato:

Marc Garcia
Email: mgarcia@organicmonitor.com
Tel: (44) 20 8567 0788
http://www.sustainablefoodssummit.com/lamerica

ABIEF ANUNCIA NOVO COORDENADOR TÉCNICO   

A ABIEF anunciou Luis Fernando Cassinelli em seu quadro de colaboradores. O executivo assumirá a posição de coordenador técnico da entidade.

Abril, 2016

ABIEF anuncia novo coordenador técnico
Por AméricaEconomia Brasil20 de abril de 2016

A ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) anunciou, neste mês de abril, Luis Fernando Cassinelli em seu quadro de colaboradores. O executivo assumirá a posição de coordenador técnico da entidade.
“Entre suas atribuições, Cassinelli auxiliará a ABIEF em todos os assuntos, eventos e seminários de caráter técnico. Será um tipo de consultoria feita por um dos grandes experts da indústria petroquímica”, afirma Herman Moura, empresário e presidente da associação.
Cassinelli é formado em engenharia de materiais, com especialização em Polímeros pela Universidade Federal de São Carlos (SP). O empresário trabalhou como diretor de Inovação e Tecnologia Corporativa da Braskem S.A, é conselheiro do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), conselheiro do Conic (Conselho Superior de Inovação e Competitividade) da Fiesp e diretor da Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras).
“Sei que poderei contribuir muito para o desenvolvimento tecnológico da indústria de embalagens plásticas flexíveis. A proposta é disseminar a cultura da inovação tecnológica como plataforma para o crescimento sustentável do setor”, pontua o coordenador.

FILME PLÁSTICO PARA EMBALAGEM DE ALIMENTOS   

Pesquisadores Universidade de Cingapura desenvolveram, um filme plástico de embalagem alimentos ambientalmente amigável, livre de aditivos.

Abril, 2016

Filme plástico para embalagem de alimentos
PACK - PACK SUSTENTABILIDADE - São Paulo - SP - FEV/2016 - Nº 215 - Pág. 48

Pesquisadores da Universidade Nacional de Cingapura (NUS) desenvolveram, com sucesso, um filme plástico de embalagem de alimentos ambientalmente amigável, que é livre de aditivos químicos, e um material composto natural à base de quitosana com extrato de semente de toranja. Este novo material de embalagem de alimentos pode retardar o crescimento de fungos, e dobrar a vida de prateleira de alimentos perecíveis, como o pão.

A quitosana, um polímero natural e biodegradável derivado da casca de camarão e outros crustáceos, tem um imenso potencial para aplicações em tecnologia de alimentos, devido à sua biocompatibilidade, não toxicidade, biodegradabilidade de curto tempo e excelente capacidade de formação de película. A quitosana apresenta atividade antimicrobiana inerente e propriedades antifúngicas. A semente de toranja, por outro lado, é antioxidante e possui as seguintes propriedades: forte antisséptico, germicida, antibacteriana, fungicida e antiviral. Thian Eng San, professor associado, e a estudante PhD Tan Yi Min, do Departamento de Engenharia Mecânica da NUS, gastaram três anos para a criação da formulação do novo filme composto que não somente previne o crescimento de fungos e bactérias, mas também tem força mecânica e flexibilidade que são compatíveis com o filme polietileno sintético comumente usado para embalagens de alimentos. O filme composto também bloqueia efetivamente a luz UV, portanto abrandar a degradação de produtos alimentícios, como resultado da oxidação e deterioração em função de reações fotoquímicas.

Experimentos no laboratório mostraram que a vida de prateleira do pão em embalagens produzidas com o filme composto à base de quitosana e semente de toranja dobram o shelf-life em comparação aos filmes de embalagens tradicionais. A maior atenção foi colocada no desenvolvimento de um material de embalagem de alimentos com propriedade antimi-crobiana e antifúngica, para aumentar a segurança alimentar, estender o shelf-life e minimizar o uso de conservantes químicos. Mas, os consumidores também demandam por materiais de embalagem formulados de materiais naturais que sejam ambientalmente amigáveis e biodegradáveis, enquanto melhoram a preservação do alimento. Este novo material de embalagem de alimentos tem potencial para ser útil na tecnologia alimentar”, afirma o professor.

Estendendo a vida útil dos produtos alimentícios também conseguimos reduzir o desperdício de alimentos, e como resultado, reduzimos a taxa de desperdício mundial de alimentos. Isso irá trazer benefícios ambientais e econômicos”, acrescenta Thian.

A pesquisa recebeu suporte da A*STAR Singapore Institute of Manufacturing and Technology (SIMTech) e do Food Innovation & Resource Centre (FIRC).

O professor Thian e a estudante Tan continuarão a realizar mais estudos para melhorar essa tecnologia. Eles vão olhar para a degradabilidade dos filmes de quitosana e semente de toranja, bem como realizar um estudo de vida de prateleira acelerada para examinar a extensão do crescimento e qualidade das mudanças microbianas durante o armazenamento de vários produtos alimentares. Há também planos para explorar as oportunidades de comercializar a nova película composta como um material de embalagem.

SINPLAST-RS PROJETA MELHORA NA PRODUÇÃO DE PLÁSTICO   

Depois de verificarem uma retração ano passado, transformadores de produtos plásticos no Rio Grande do Sul esperam uma retomada para 2016...

Abril, 2016

Sinplast-RS projeta melhora na produção de plástico
JORNAL DO COMÉRCIO - ECONOMIA - Porto Alegre - RS - 09/03/2016 - Pág. 12

Depois de verificarem uma retração no ano passado, os transformadores de produtos plásticos no Rio Grande do Sul esperam uma retomada para 2016. Em 2015, a produção física do segmento foi de 477.739 toneladas, o que representou uma diminuição de 10,71% (no Brasil a queda foi de 8,7%). Além desse revés, houve a redução de postos de trabalho na ordem de 8,62%, ficando 27.618 trabalhadores atuando na área.
Apesar dos recentes resultados negativos, o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS), Edilson Deitos, projeta que, neste ano, haverá uma melhora, embora tímida. O empresário estima um crescimento na produção na ordem de 3% no mercado gaúcho, o mesmo ocorrendo para o nacional como um todo. O dirigente justifica essa previsão devido à expectativa de um bom desempenho das exportações de diversos setores da economia que agregam produtos plásticos. Como exemplo, o presidente do Sinplast-RS cita segmentos como o de ônibus (que tem várias peças plásticas) e o de carne (por causa de embalagens).
Deitos comenta que a indústria do plástico no Rio Grande do Sul está percebendo um movimento de migração, como já ocorrido no ramo calçadista, motivado por fatores como logística, mercado e incentivos. Em 2014, conforme o dirigente, no Brasil, foram fechadas 40 empresas transformadoras de plástico; desse total, 10 encontravam-se no Rio Grande do Sul. O empresário acrescenta que outra dificuldade enfrentada pelas companhias do setor no Estado é o piso regional, que, conforme o presidente do Sinplast-RS, vira um indexador para as negociações coletivas de diversos segmentos da economia.
"Como a gente vem com pisos regionais com ganhos acima do salário-mínimo, a indústria gaúcha, a cada ano que passa, vem perdendo competitividade, porque ao invés de apresentar aumento de produtividade, só vem tendo aumento de custos", aponta o dirigente. Para tentar reverter esse cenário, Sinplast-RS, Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), Sindicato das Indústrias de Material Plásticos do Vale dos Vinhedos (Simplavi), Braskem e governo do Estado montaram um grupo de trabalho para buscar soluções e fortalecer a cadeia local do plástico. A meta é criar um programa de incentivo que possibilite que um maior volume de matéria-prima do Polo Petroquímico de Triunfo seja transformado no Rio Grande do Sul e impulsione a geração de postos de trabalho.
Questionado se a prisão de dirigentes que ocuparam cargos de destaque na Odebrecht, inclusive do ex-presidente da empresa Marcelo Odebrecht, pode afetar o setor petroquímico brasileiro (já que a companhia é controladora da Braskem), Deitos argumenta que a Braskem possui uma gestão independente e profissional e não deve ser afetada no momento. Porém, se o fato chegar a comprometer o caixa do grupo Odebrecht, o dirigente acredita que a Braskem passa a ser um ativo que possa ser colocado à venda. Se isso ocorrer, o presidente do Sinplast-RS projeta que somente um grupo internacional teria condições de fazer essa aquisição.

PERSPECTIVAS 2016   

Dados da Abiquim apresentados em dezembro, durante a Enaiq, evidenciam a elevação de faturamento líquido da indústria, em sentindo amplo...

Abril, 2016

Perspectivas 2016
QUÍMICA E DERIVADOS - PLÁSTICOS - São Paulo - SP - JAN/2016 - Pág. 01, 06 A 17

Importação. A nafta local cara (o índice ARA é caro, em termos mundiais) não ajuda. Além disso, cumpre reconhecer que o país não fez a “lição de casa” prescrita há décadas. Continuamos com um sistema tributário caótico e perverso, com relação capital/trabalho ultrapassada, logística deficiente, educação e saúde de baixa qualidade, entre outros. Somados, esses fatores desestimulam investimentos e contribuem para o encolhimento da produção existente.

Dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) apresentados em dezembro, durante o Enaiq (o encontro anual do setor), evidenciam a elevação de faturamento líquido da indústria, em sentido amplo, de R$ 43 bilhões em 1996 para R$ 367,7 bilhões em 2015, enquanto o déficit comercial químico pulou de US$ 5,4 bilhões para US$ 26,5 bilhões. O maior déficit foi registrado em 2014: US$30 bilhões-ele não cresceu mais porque a crise econômica nacional fez a demanda encolher.

“No período considerado, a indústria química brasileira perdeu relevância no PIB, caindo do segundo para o quarto lugar no ranking”, comentou Carlos Fadigas, também presidente da Abiquim. Ele prevê a continuidade dessa tendência, mesmo com o novo acordo para a nafta petroquímica. “As mudanças necessárias para a retomada de investimentos já foram apontadas pela Abiquim há muitos anos, sem uma resposta adequada, pelo contrário, agora tivemos a elevação dos custos de eletricidade e gás natual, além do corte pela metade do Regime Especial da Indústria Química (Reiq - que alivia a carga tributária de PIS/ Cofins sobre matérias-primas do setor) e da redução do Reintegra (programa para reduzir impostos sobre exportações), que vão onerar ainda mais o setor”, criticou Fadigas.

Os números apoiam a expectativa do presidente da Abiquim. O consumo aparente de produtos químicos registrou queda de 6,8% em 2015, em relação a 2014. O déficit comercial até regrediu, somando US$ 26,5 bilhões, contra os US$ 31,2 bilhões de 2014. As impor-
tações recuaram 21,6% em volume, enquanto as exportações físicas cresceram 10,6%. Segundo Fátima Giovanna Coviello Ferreira, diretora de economia e estatística da Abiquim, os fabricantes locais recuperaram 5,4 pontos percentuais de participação no mercado doméstico. “As companhias que operam no Brasil buscaram ampliar suas exportações para manter a produção e a ocupação de suas instalações”, afirmou.

Falta ao país definir uma agenda clara sobre o ftituro da produção industrial. “O Brasil precisa dizer o que quer”, cobrou Fadigas. Como observou, há países que produzem petróleo apenas para exportação, a exemplo de Angola, enquanto outros proíbem a venda de óleo e gás para outros países, obrigando a industrialização, como se verifica nos Estados Unidos, índia e China. Também há países que adotam posicionamento intermediário, como o México, que industrializa parte de sua matéria-prima e exporta outra. O Brasil segue essa diretriz, exportando 13% da sua produção de óleo e gás, segundo o presidente da entidade.

Cabe aos representantes eleitos definir os rumos do país. “Temos a sexta maior indústria química do mundo, um mercado consumidor amplo e grandes possibilidades de desenvolvimento do setor, que gera empregos de alta qualidade e incentiva a geração de ciência e tecnologia, seria muito ruim deixar tudo isso se perder”, avaliou Fadigas.
Como os analistas já apontam um ciclo de baixa na remuneração dos investimentos petroquímicos a partir de 2020, ele entende que o momento para construir novas capacidades é agora. “Se perdermos o timing, será preciso esperar uma nova reversão de ciclo que pode demorar dez anos ou mais”, disse.

COSMÉTICOS - Quem esperava uma forte elevação das vendas dos cosméticos fabricados no Brasil com base na desvalorização do real, enganou-se. Estudo da Associação Brasileira da Indústria de H igiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) apontou a primeira retração de vendas do setor em 23 anos. As vendas desaceleraram durante todo o ano até encerrar 2015 com 6% de queda real em comparação com o ano anterior.

João Carlos Basílio da Silva, presidente da Abihpec, explicou o mau resultado pela combinação de fatores desfavoráveis, como a elevação da carga tributária sobre o setor, a instabilidade política nacional, a atual situação econômica, mas também como efeito da crise hídrica, que alterou hábitos dos consumidores.

Ele apontou que as vendas setoriais ficaram praticamente estáveis até maio, quando o governo federal decidiu aumentar o IPI sobre os produtos do ramo, levando à redução do faturamento nos meses subsequentes. Isso levou à redução de 2% no número de empregos diretos do setor que registrou contínuos aumentos de pessoal registrado desde 2011.

A expectativa de Basílio para 2016 não é das mais otimistas. Neste ano, a incidência do IPI majorado será sentida durante doze meses, em 2015 afetou apenas sete meses. “Além disso, vários estados decidiram aumentar seus tributos sobre vários itens fabricados pelo setor, até os essenciais”, criticou. O Paraná, por exemplo, aumentará em 108% a carga tributária sobre protetores solares. Em Minas Gerais, cremes dentais terão elevação de tributos de 125%, enquanto sabonete e papel higiênico foram taxados em mais 50%. Em tempo de crise econômica, isso certamente vai reduzir a demanda. A Abihpec está estudando com seus associados medidas estratégicas para minorar o impacto das elevações de custos - saliente-se que parte dos insumos é importada e ficará mais cara em reais - no bolso dos consumidores. Isso envolve substituição de ingredientes, reposicionamento de marcas, revisão de processos produtivos e logísticos, entre outros. ¦

PETROQUÍMICA RECUPERA LUCROS, MAS PREVÊ DIFICULDADES ADIANTE

A maior petroquímica nacional, a Braskem, encerrou 2015 com resultados muito melhores do que os verificados nos anos anteriores. A justificativa reside no baixo preço de suas matérias-primas e com o preço relativamente elevado de venda de seus produtos no período. Porém, a fase de lucros gordos só deve durar até 2018, quando entrarão em plena carga novas unidades de produção de olefinas e resinas termoplásticas, em volume suficiente para derrubar os preços. Até lá, será necessário acompanhar com cautela as variações dos preços do petróleo e do gás natural, pois nada garante que eles permanecerão no patamar atual.

A companhia brasileira também apresentou elevados índices de eficiência operacional, com aumento da ocupação de suas unidades produtivas e redução de consumo de água e energia. No Brasil, a taxa média de utilização dos crackers chegou a 89%, contra 86% do ano anterior. O índice poderia ter sido ainda melhor, de 92%, tivesse a unidade instalada em Duque de Caxias-RJ recebido etano suficiente para rodar cheia. Além disso, um acidente provocou a parada do polo petroquímico paulista e a queda da produção local durante o quarto trimestre, período no qual a taxa de ocupação da companhia ficou em 83%.

No exterior, o desempenho operacional da Braskem foi ainda melhor, chegando a ocupar 98% da capacidade de geração de polipropileno instalada nos Estados Unidos e Alemanha. No último trimestre do ano, as fábricas de PP no exterior rodaram a 101% da capacidade nominal, gerando 500 mil t no período, um recorde. A demanda nesses mercados se mostrou firme, absorvendo a resina produzida.

No Brasil, a demanda total pelas resinas termoplásticas de PE, PP e PVC apresentou retração de 7,6%, caindo das 5.331 mil t em 2014 para 4.926 t. No quarto trimestre, sob forte impacto da variação cambial, a queda do consumo interno chegou a 17% sobre igual período do ano anterior. “Nós registramos queda de 11,6% nesses meses finais, indicando uma conquista de mercado sobre os importados”, comentou Carlos Fadigas, presidente da companhia.

As vendas da Braskem dessas resinas para o mercado interno durante o ano apresentou queda de 5,8%, de 3.570 mil t em 2014 para 3.362 t em 2015. “Isso nos obrigou a fazer um esforço adicional para colocar mais resinas no mercado externo, aproveitando a demanda firme nos Estados Unidos e estabilização na Europa”, comentou Fadigas. A companhia exportou 1,37 milhão de t no ano, com acréscimo de 300 mil (ou 28%) sobre o período anterior.

Com esse esforço comercial, a Braskem obteve Ebitda de R$ 9,37 bilhões em 2015 (67% acima do registrado no ano anterior) ou de US$ 2,28 bilhões (17% a mais que em 2014). Na avaliação
de Fadigas, a desvalorização cambial do real ajudou os produtores locais, tanto por inibir importações quanto pelo estímulo às exportações. “Voltamos a figurar no rol das dez maiores exportadoras do Brasil”, comemorou.

Com receita líquida de R$ 47 bilhões e lucro líquido de R$ 2,89 bilhões, a companhia conseguiu reduzir seu endividamento de US$ 6,2 bilhões para US$ 5,4 bilhões. E guardou fôlego para anunciar investimentos de US$ 3,6 bilhões em 2016, valor 54% superior ao aplicado em 2015.

Em fase de partida, o complexo petroquímico instalado em Veracruz (México), construído e operado em parceria com o grupo local Idesa, deverá receber aporte de R$ 1,3 bilhão, destinado à finalização das unidades, formação de caixa inicial e para as reservas previstas no modelo de financiamento adotado.

Do ponto de vista operacional, o consumo específico de energia consumida pela Braskem foi reduzido de 10,74 gigajoules por tonelada para 10,49 GJ/t, refletindo os esforços para otimizar processos. Também o consumo de água por tonelada produzida foi abatido, segundo o presidente.

Parte dos investimentos previstos para o ano contemplará a parada geral de manutenção da linha Eteno 2, o trem de produção mais novo da Unidade de Produtos Básicos da companhia em Camaçari-BA, agendado para outubro, com previsão de 40 dias de trabalhos. A última parada geral desse trem foi promovida em 2010. “Trata-se de uma parada simples de manutenção, não prevemos aumento de capacidade, mas substituiremos alguns sensores obsoletos por outros mais modernos e introduziremos pequenas modificações para gerar ganhos de eficiência operacional”, comentou Fadigas. Esse investimento contará com R$ 188 milhões de verbas da Sudene, via Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, que também liberará R$ 63 milhões para aprimoramento da linha de vinílicos em Maceió e Marechal Deodoro, em Alagoas.

Além disso, a companhia seguirá investindo para erguer uma unidade de PEUAPM (polietileno de ultra-alto peso molecular) no Texas (EUA), acompanhando a evolução de demanda por esse material de engenharia. “A demanda por PP nos EUA segue tão robusta que estamos estudando construir mais uma planta da resina por lá”, afirmou. Até o final deste ano, a Braskem Americas deverá receber propeno gerado pela Enterprise mediante desidrogenação de propano (obtido de shale gas) em quantidade capaz de suprir as três unidades de PP instaladas no Texas. A companhia possui outras duas fábricas da poliolefina na Filadélfia. “Estamos nos preparando para o futuro”, salientou.

Até agora, a Braskem possui capacidade global consolidada de 4 milhões de t/ano de PP e 3 milhões de t/ano de polietilenos. Com a entrada do complexo mexicano, a relação entre essas resinas ficará nivelada em 4 milhões de t/ano. “O alvo da Braskem é sempre o mercado interno, a exportação é complementar porque tem custo maior”, avaliou.

Para tanto, porém, cada unidade precisa contar com suprimento local de matérias-primas e insumos a preços competitivos. No caso do Brasil, a companhia desenvolve estudos para diversificar o rol de matérias-primas, a exemplo do uso de etanol para gerar eteno. “Precisamos de uma política industrial coerente e de austeridade fiscal para recuperar a competitividade da indústria brasileira em vários setores, como a petroquímica, siderurgia e petróleo, que são a base para outras atividades”, defendeu. Ele salientou que a Braskem apoia os esforços dos transformadores de plásticos para exportar seus produtos, mediante o programa PICPlast.

Fadigas prevê que a diferença entre o preço das matérias-primas e as resinas seja um pouco menor em 2016, mas ainda poderá contar com uma relação cambial favorável. Em 2017, com a entrada em produção de alguns crackers em vários lugares do mundo, as margens serão erodidas, fato a se agravar em 2018.

José Paulo Sant’Anna
O clima não anda lá muito animado para os representantes da indústria. Depois de viver em 2015 um período complicado, o sentimento para o ano que se inicia não é dos melhores. As previsões um tanto nebulosas para a economia explicam tal sentimento. A expectativa é a de que virão mais dias difíceis pela frente. Resta a esperança de que a crise política e econômica pela qual passamos se amenize.

O cenário vale também para o setor do plástico, guardadas suas particularidades. Em geral, o segmento sofre um pouco menos do que outros ramos da indústria. Não por acaso. As resinas se distinguem das outras matérias-primas. Elas contam com grande versatilidade, substituem outros materiais com vantagens em novas aplicações. O fator é favorável ao surgimento de oportunidades de negócios e isso ocorre em vários e importantes segmentos da economia. Para ter ideia do quanto pode crescer esse mercado basta lembrar que o Brasil possui consumo per capita de aproximadamente 35 kg de plástico por habitante. Em países desenvolvidos, esse número gira em tomo de 100 kg por habitante.

José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da

Indústria do Plástico (Abiplast), reconhece o grande potencial do setor. Mesmo assim, não se entusiasma com as perspectivas para 2016. Nem mesmo a possibilidade do plástico conquistar novas fatias de mercado mediante a substituição de outros materiais o deixa menos ressabiado. “O desenvolvimento de novas aplicações envolve pesquisa, fabricação de moldes, investimentos que tomam essas alternativas difíceis no atual contexto de retração da economia”, avaliou.

O dirigente estima que 2016 apresentará retração da atividade econômica geral, com queda de 3% no PIB e aproximadamente 4,4% no desempenho da indústria. “Acreditamos que o setor de transformados plásticos sofra retração de aproximadamente 3,8%”. Cenário ruim após um ano bem negativo. “O faturamento dos transformadores de plástico em 2015 sofreu queda de 12,4%, fechando em R$ 64,3 bilhões”, informou Roriz Coelho. Em 2014, o setor havia movimentando em tomo de RS 67,4 bilhões. Os resultados são creditados a fatores muito discutidos nos últimos tempos, em especial a crise política, que influencia de maneira direta a conjuntura macroeconômica. Vivemos período de retração da demanda, inflação e queda na confiança do consumidor.

Roriz Coelho destaca as vendas de plásticos para aplicações agrícolas como único nicho de mercado em que não se tem verificado queda no nível de produção. O fato tem explicação. A agricultura foi o único setor do país com desempenho positivo no ano passado, apresentou crescimento de 2,1% no período de janeiro a setembro. Para esse ano, as perspectivas para esse nicho permanecem positivas. Embora em queda, no segmento de embalagens o plástico tem conseguido resultados menos desfavoráveis pela atuação inovadora dos designers, que criam soluções às quais o plástico se encaixa com perfeição.

Por outro lado, o desempenho de importantes clientes se encontra em situação delicada. “Setores como os da construção civil e indústria automobi-
lística passam por momento de retração por causa da baixa demanda”, explica Roriz Coelho. Esses dois segmentos são fundamentais para a transformação do plástico: a indústria da construção civil, nos últimos anos, tem sido a maior compradora de artigos plásticos - o segmento respondeu por 16,2% da demanda total em 2013. A de componentes automotivos também é para lá de significativa. Em média, nos últimos anos, as vendas de peças plásticas para montadoras representam quase 70% do faturamento do setor de autopeças.

A realização dos Jogos Olímpicos no Brasil, evento que deve atrair número expressivo de turistas estrangeiros para a cidade do Rio de Janeiro-RJ, é vista por alguns economistas como fator positivo, capaz de injetar ânimo ao consumo combalido daqui. Para Roriz Coelho, a competição não chega a entusiasmar. “A experiência com a Copa de 2014 nos mostra que não houve impacto para o setor de transformados plásticos, até porque 95% da nossa produção são de bens intermediários e não diretamente ao consumidor final”.

Pelo menos em um aspecto, ele acredita haver um diferencial em relação aos resultados pífios obtidos na Copa do Mundo de 2014. No torneio de futebol houve redução de dias úteis, com a promulgação de folgas nas fábricas nos dias de jogos do Brasil. “Isso nos impactou negativamente em termos de volume de produção”. No caso das Olimpíadas, não haverá “feriados extemporâneos” e as competições se concentrarão em apenas um estado da federação. “Os impactos para o setor serão praticamente nulos”, resume.

Dólar em alta - A forte desvalorização do real influencia de forma ambígua a indústria da transformação do plástico. Há contras e prós. O lado negativo não é desprezível. A cotação em alta da moeda norte americana provoca reflexo indesejável. “Os preços das matérias-primas estão atrelados ao dólar, o câmbio impacta os custos do nosso setor de forma negativa”.
O lado positivo aparece nos números do comércio exterior. Crescem as oportunidades dos transformadores nacionais realizarem exportações e as vendas de outros países para o mercado nacional são inibidas. Os primeiros resultados desses fenômenos deram o ar da graça no ano passado. “A alta do dólar melhorou as exportações de transformados plásticos, que cresceu 9,2% em 2015. Por outro lado, as importações recuaram 13,8%”, informa.

Para Roriz Coelho, no entanto, a evolução favorável não permite comemorações entusiasmadas. Ele aponta que o déficit comercial vinha em forte crescimento nos últimos anos. A tendência para 2016 é de nova redução do déficit, mas é difícil calcular em qual escala. “Do total produzido pelo setor, apenas 6% é exportado, um indicador baixo, quando comparado com o potencial médio de exportação do setor, que é de 5% a 20%”.

O dirigente chama a atenção para outro dado. Em peso, o Coeficiente de Importação, que mede a presença de produtos importados no mercado interno, permaneceu praticamente inalterado, saindo de 10,7 para 10,4. “Isto reflete que o recuo das importações deveu-se muito mais à redução da demanda brasileira por produtos transformados plásticos do que à substituição das importações”.

Algumas medidas vêm sendo tomadas para incentivar as vendas para outros países. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) lançou o “Plano Nacional de Exportações 2015-2018”, com objetivo de estimular a retomada do crescimento econômico. “Concordamos com o conceito da iniciativa. Será preciso, entretanto, enfrentar problemas estruturais que impactam nossa competitividade no mercado internacional”, ressalta o presidente da Abiplast.

Entre os problemas, por exemplo, o dirigente aponta a cobrança de tarifas antidumping sobre importações em drawback, regime aduaneiro que concede aos seus beneficiários vanta-

gens tributárias para matérias primas adquiridas para a produção de bens de maior valor agregado destinados à exportação. Outra medida defendida é a da instituição correta do programa Reintegra, cujo objetivo é retirar o acúmulo de imposto sobre produtos exportados.

“Também é preciso ser mais agressivo na participação em acordos internacionais e abertura de novos mercados. Além disso, temos uma lógica de proteção tarifária equivocada. Os setores produtores de matérias-primas contam com proteção muito maior do que produtos de maior valor adicionado, instrumentos de defesa comercial são aplicados em grande parte para os fornecedores de matérias-primas, monopólios e oligopólios”, queixa-se.

Outro esforço para incentivar as vendas externas fica por conta do Programa de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), iniciativa pioneira da Braskem e da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Lançado em 2013, ele apresenta propostas para a melhoria continuada nas exportações e na qualificação e inovação do setor. Adeus ano VELHO - O ano de 2015 não vai deixar nenhuma saudade. As indústrias ligadas ao setor passaram por momentos difíceis. “Os níveis de produção de 2015 se aproximam aos de 2008. A demanda brasileira caiu 9,6%’\ informa Roriz Coelho. A produção física ficou na casa das 5,70 milhões de toneladas, com recuo de 8,5% em relação as 6,24 milhões fabricadas em 2014. Por conta da queda de produção, foram fechados mais de 23 mil postos de trabalho. “Em 2015, o investimento da indústria de transformados plásticos caiu 32%”.

A balança comercial brasileira ficou com déficit de US$ 1,9 bilhão. Em volume, 405 mil toneladas de transformados plásticos. O resultado quebra uma sequência de elevação do déficit da balança comercial iniciada desde os primeiros anos do século. Em 2014, ele havia ficado na casa das 540 mil toneladas, e em 2013,486 mil. Em 2007, esse número estava na casa das 78 mil toneladas.

As exportações cresceram 9,2% em 2015, chegando a um total de 258 mil toneladas, contra 238 mil toneladas vendidas em 2014. A título de comparação, em 2007, as vendas para o exterior ficaram na casa das 333 mil toneladas. Em 2013, foram 246 mil toneladas. As importações no ano passado somaram 663 mil toneladas, com recuo de 13,8% frente a 2014, quando entraram no Brasil 778 mil toneladas. Em 2007 foram importadas 411 mil toneladas e, em 2013, 731 mil toneladas.

Alguns ventos favoráveis sopram para um nicho de negócios que nas últimas duas décadas vêm se desenvolvendo de forma significativa no mercado brasileiro. Trata-se da reciclagem de peças plásticas pós-consumo. Uma boa notícia para as empresas do ramo foi dada no final de 2015. No dia 25 de novembro foi assinado, o acordo setorial de logística reversa das embalagens fabricadas no Brasil, quaisquer que sejam os seus materiais. A cerimônia ocorreu na sede do Ministério do Meio Ambiente, em Brasília-DF. A meta da iniciativa é reduzir em 22%, em um prazo de três anos, a quantidade de embalagens recicláveis destinadas aos aterros sanitários. Essa porcentagem deve continuar crescendo nos anos seguintes, até ficar próxima dos 100%.

O acordo está previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos(PNRS), promulgada em 2010 e regulamentada em 2012. O documento leva a assinatura de representantes de vinte associações industriais representantes dos fabricantes de embalagens (plástico, papel, metal e alumínio), empresas usuárias de embalagens (indústrias de alimentos, bebidas, confecções e outras) e varejo (supermercadistas e atacadistas). Todas as entidades participam da associação Compromisso Empresarial para Reciclagem

(Cempre), criada para criar as condições do acordo. Entre elas, três ligadas à indústria do Plástico: Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet) e Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida).

Segundo Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, a assinatura do acordo é um marco histórico, uma vez que concretiza mais de 20 anos de tramitação do Projeto de Lei que deu origem à PNRS e aos quase cinco anos do processo de regulamentação e negociação para se chegar ao texto final. Para o executivo, a expectativa é de aumento gradual e significativo da quantidade de embalagens a serem destinadas à reciclagem, gerando emprego e renda, além da preservação ambiental.

“Também acreditamos que a assinatura do acordo permita à sociedade reconhecer a atuação e os investimentos das indústrias e empresas de todos os setores envolvidos na infraestru-tura existente para a reciclagem de todo tipo de embalagens”. O acordo relativo ao setor de embalagens se soma às já assinadas parcerias verificadas nos setores de agrotóxicos e de óleo mineral. Ainda estão em fase de elaboração acordos na área de medicamentos e de eletroeletrônicos.

Acordo sobre o PNRS à parte, outro fator pode colaborar com o desempenho do segmento de reciclagem. A alta forte da cotação do dólar proporciona boa oportunidade os envolvidos com esse mercado. Explica-se. Com o real valorizado, o preço da resina virgem, bastante influenciado pela cotação da moeda, estava muito próximo ao da reciclada. No novo cenário, a resina reciclada se tornou mais competitiva e a procura deve apresentar importante crescimento.

MÃOS À OBRA - A meta estipulada pelo acordo de reduzir a quantidade de embalagens recicláveis destinadas aos
aterros sanitários em 22% no prazo de três anos é ambiciosa. Para atingi-la, os signatários realizaram um estudo um estudo de viabilidade técnico-económica que mostrou os caminhos a serem percorridos. “Precisamos trabalhar em conjunto e fazer o melhor possível”, explica Sílvia Rolim, assessora técnica do Plastivida.

Para Sílvia, mesmo antes da promulgação da PNRS, os empresários do setor já vinham trabalhando bastante no sentido de elevar o índice de reciclagem das embalagens pós-consumo. Para exemplificar, lembra o esforço que vem sendo feito por uma série de indústrias no estado do Paraná, que vêm obtendo resultados positivos. “Entre outras iniciativas”. A expectativa é de incentivar projetos como esse, para incrementar os negócios de reciclagem de forma gradativa. “Vamos acompanhar os resultados mês a mês, o que não era feito até hoje”.

Não existem estatísticas atualizadas muito confiáveis no que se refere à atividade. Estimativa baseada em pesquisa encomendada pela Plastivida à
Maxiquim, consultoria especializada no segmento industrial, revelou, em que esse segmento movimentava em torno de R$ 2,5 bilhões no Brasil em 2011. O total de plásticos reciclados mecanicamente era estimado em 21% do total produzido.

À época, o setor era formado por 762 empresas voltadas para a atividade, com capacidade instalada de 1,7 milhões de toneladas, e empregava quase 19 mil colaboradores. Os números atuais, de acordo com especialistas, não devem ter sofrido grandes variações. Possíveis quedas ocorridas devido à crise econômica podem ter sido compensadas pela melhora na estrutura da atividade.

Essa estrutura é insuficiente para atender o objetivo traçado pelo documento. Para se chegar à meta, serão necessários investimentos voltados para triplicar a capacidade produtiva do setor. O esforço compreende vários tipos de iniciativas. Entre elas, talvez a principal seja melhorar a operação de coleta dos materiais. Hoje, no Brasil, os catadores têm papel fundamental nesse tipo de operação. A atividade, por conta de seu caráter social, é protegida por lei. Para incentivá-la, os empresários da associação Compromisso Empresarial para Reciclagem, pretendem realizar cursos e investir na infraestrutura das cooperativas de catadores.

Em paralelo, outras formas de atuação podem ajudar a tarefa. Um dos planos é a instalação de pontos de entrega voluntária. Eles devem ser colocados em supermercados e outros locais a serem definidos. Também devem ser promovidas campanhas de educação ambiental para incentivar a adesão da população. “Sem o apoio das pessoas fica muito difícil levar adiante o desafio”. O poder público, por sua vez, precisa dar sua cota de sacrifício. “Os governos municipais precisam investir em coleta seletiva, caso contrário os resultados podem ser prejudicados”. ¦

Dólar em alta, mercado interno fraco. Condições ideais para os transformadores apostarem suas fichas no mercado externo. O cenário não poderia ser mais adequado para as empresas interessadas em exportar buscarem os benefícios do Programa de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), lançado em 2013 por iniciativa da Braskem e da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).

Seu objetivo, independente dos fatores macroeconômicos pelos quais o país passa, é desenvolver a cultura exportadora entre os participantes, promovendo a inserção internacional, a capacitação do empresário na formação de preço para exportação e a orientação
para identificar oportunidades de negócios e praticar estratégias eficientes de divulgação e marketing internacional. Em outras palavras, investir na geração de divisas e no crescimento sustentável da cadeia produtiva do setor. Vale ressaltar: o programa foi criado em uma época na qual o real estava valorizado e os produtos brasileiros sofriam para chegar ao exterior por causa de sua baixa competitividade.

Para dar suporte ao PICPlast foi criado, no final de 2014, um Fundo Setorial, que recebe aportes financeiros dos produtores de resinas e transformadores para subsidiar as ações de promoção das vantagens do plástico, programas de educação ambiental e consumo responsável, comunicação e suporte para ampliação da reciclagem do plástico no Brasil. Até dezembro o plano já recebeu a adesão de mais de 300 empresas do setor plástico em todas as regiões do Brasil e arrecadou RS 2,7 milhões.

Resultados - Passados dois anos, a iniciativa tem sido muito bem avaliada pelos seus criadores. “O plano tem cumprido seu propósito, que é contribuir para o desenvolvimento de um novo ciclo para a indústria do plástico, baseado no planejamento e na capacitação empresarial de todos os agentes”, afirma José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast. O otimismo é compartilhado pelo vice-presidente de Poliolefinas, Vinílicos e Químicos Renováveis da Braskem, Luciano Guidolin. “O PICPlast tem proporcionado aos empresários boas oportunidades para se manterem competitivos no mercado global, especialmente em um momento delicado da economia”

Os resultados comprovam o sentimento positivo. Desde o seu lançamento, mais de 900 empresas foram beneficiadas por ações desenvolvidas pelo plano, envolvendo mais de 1.500 profissionais. Foram exportados, com a ajuda do projeto, em torno de 70 mil toneladas de resinas transformadas até dezembro de 2015, volume que movimentou RS 80 milhões.

A tendência é de que esse número cresça cada vez mais. Para tanto, a capacitação dos empresários brasileiros é fundamental. Boa parte dos transformadores não está familiarizada com os caminhos tortuosos a percorrer para ser bem sucedido nas exportações. Nesse aspecto, o PICPlast vem atuando fortemente. O projeto promoveu diversas iniciativas, como feiras, seminários e capacitações. Os programas foram realizados em parceria com instituições como a Fundação Dom Cabral, Think Plastic Brazil, Aduaneiras, Advisia, Inventta, Towsend Solutions, Cambridge Institute for Family Enterprise.

Em 2015, o PICPlast também firmou parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Assim, a partir de 2016, será oferecido ao setor um programa educacional e consultorias sobre desenvolvimento gerencial para estimular o crescimento das micro e pequenas empresas que atuam na cadeia produtiva do plástico.

Em paralelo, alguns projetos começam a ser viabilizados. E o caso do “Movimento Plástico Transforma”, voltado aos colaboradores da indústria de transformação, cuja meta é disseminar informações qualificadas sobre o plástico. Posteriormente, o movimento alcançará outros públicos, ampliando o conhecimento da sociedade como um todo sobre a importância do plástico na vida das pessoas.

Outra iniciativa é o mapeamento que está sendo desenvolvido pela Fundação Instituto de Administração (FIA) sobre a indústria de reciclagem no Brasil, que vai embasar várias ações a serem postas em prática a partir deste ano. Também no campo da reciclagem, o PICPlast desenvolve um planejamento para a coleta e triagem de resíduos recicláveis na região do ABC paulista. O trabalho, desenvolvido em parceria com a consultoria Mãos Verdes, deverá durar um ano.

TENDÊNCIA DE REDUÇÃO EM PARTICIPACÃO PLÁSTICOS AUMENTAR NAS EMBALAGENS

Assim como os demais segmentos da economia, o mercado de embalagem passa por dificuldades geradas pelo momento atípico da economia. Gisela Schulzinger, presidente da Associação Brasileira de Embalagens (Abre), avalia com cautela o ano que se inicia. “A produção da indústria de embalagem está ligada ao consumo. Podemos dizer que há um forte movimento no setor para se adequar ao momento e oferecer alternativas benéficas a toda a cadeia produtiva, estamos aptos a nos reinventar para enfrentar a turbulência”, diz, sem arriscar palpites sobre números.

A Abre divulga a cada seis meses os resultados do desempenho do setor. Os números relativos a 2015 ainda não foram fechados. No primeiro semestre houve retração de 2,59% na atividade, quando falamos em peso convertido. Para 2015, em faturamento, a estimativa feita no período de divulgação do estudo, era de RS 57 bilhões, com crescimento em torno de 5% em relação a 2014.

Apesar de negativo quando avaliado em peso, o número até é razoável quando comparado com a queda de 6,32% verificada no desempenho da indústria como um todo no 2 mesmo período. “Por característica, 4 estamos entre os setores com menor impacto, porque nosso crescimento é sempre na média geral e isso nos beneficia em um momento de queda, com menor decréscimo no comparativo geral”, avalia Gisela.

Para a indústria de transformação do plástico, esse segmento é de grande importância. Em faturamento, o plástico foi quem mais movimentou recursos com a produção de embalagens no primeiro semestre 11 de 2015. Os transformadores ficaram com RS 23,1 bilhões, 40,17%

do setor. Papel, papelão e cartão, aparecem em segundo com RS 14,8 bilhões (33,4%), à frente das metálicas, com RS 9,9 bilhões (17,29%) e vidro, com RS 2,7 bilhões (4,84%), entre outras. Do total em peso no primeiro semestre de 2015, o plástico responde por 35%, ficando atrás do papel, papelão e cartão (40,5%) e à frente do metal (15.1%) e vidro (8%), além de outros materiais com menor participação.

O plástico tem se beneficiado com uma tendência demonstrada nos últimos anos pelos usuários de embalagens. Tem havido forte segmentação de produtos | como alimentos, itens de higiene I e limpeza e cosméticos, entre outros, e isso abre caminho para o surgimento de embalagens mais criativas. Por ser matéria-prima bem mais versátil do que as concorrentes, permite obter formatos com designs atraentes e funcionais, aspectos desejados pelos clientes do setor.

“As embalagens plásticas se desenvolveram muito nos últimos anos, buscando oferecer novas soluções para o consumidor, agregando portabilidade, conveniência de manuseio e preparo”, avalia a presidente da Abre. Ela destaca que o consumidor brasileiro qualificou suas referências. “Temos de lembrar que vivemos cerca de duas décadas de crescimento econômico/social e isto trouxe novos hábitos e anseios para a sociedade que ficam para sempre. Ganhará espaço a embalagem que trouxer funcionalidade, qualidade e custo competitivo”, concluiu.

EMBAQUIM EXPANDE EXPORTAÇÃO DE EMBALAGENS E SISTEMAS BAG-IN-BOX   

Pioneira e uma das principais fabricantes de sistemas bag-in-box do Brasil, a Embaquim enxergou na crise do mercado interno...

Abril, 2016

Embaquim expande exportação de embalagens e sistemas bag-in-box
MAXPRESS NET - 18/04/2016

Pioneira e uma das principais fabricantes de sistemas bag-in-box do Brasil, a Embaquim (www.embaquim.com.br) enxergou na crise do mercado interno uma oportunidade para expandir seus negócios no exterior. Com a alta do Dólar, a empresa focou parte de seus esforços na exportação de embalagens e sistemas bag-in-box. O resultado foi a conquista de novos mercados e a ampliação do portfólio de itens exportados.Como explica a responsável pela área de Comércio Exterior da Embaquim, Cristiane Horvat, “Ampliamos continuamente nosso leque de atendimento e hoje - diretamente ou via distribuidores - estamos presentes em praticamente toda a América do Sul (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela), América Central (Costa Rica) e América do Norte (Estados Unidos, México e Canadá). Na Ásia, atendemos a clientes no Japão, Malásia e Tailândia. No continente Africano, a África do Sul é outro importante mercado para os produtos da Embaquim”.Outros mercados e clientes são continuamente prospectados. “Utilizamos um programa de inteligência de mercado, criado pelo Instituto Nacional do Plástico (INP), por intermédio do programa Think Plastic, que permite identificar oportunidades de negócios de forma muito objetiva”. A Embaquim também participa ativamente do ‘Projeto Comprador’, patrocinado pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), via INP, e que reúne, no Brasil, compradores e responsáveis pela área de desenvolvimento de empresas de diversos países. Após identificados, estes compradores são convidados a participar de rodadas de negócios. A abertura de novos mercados é complementada com a participação em feiras e exposições.Hoje os principais clientes internacionais da Embaquim são indústrias de alimentos, bebidas, produtos agrícolas, químicos, farmacêuticos e cosméticos. Os produtos exportados vão desde os sachês de 800 ml até sistemas bag-in-box completos de 1.000 litros, passando por todas as dimensões intermediárias. Cristiane ressalta: ”O carro chefe no exterior é o sistema bag-in-box de 1.000 litros, por ser um produto diferenciado e one way. Este sistema de embalagem também é exportado por nossos clientes (exportação indireta), após o envase de seus produtos”. A Embaquim oferece ainda assistência técnica pós-venda rápida, ágil e eficiente.Sobre a EmbaquimA Embaquim é pioneira na produção de bag-in-box no Brasil, com 34 anos de atividades. Tecnologia de ponta e inovação norteiam todos os seus desenvolvimentos. Hoje a empresa oferece embalagens plásticas flexíveis (bolsas) de 800 ml até 1.000 litros com diversas estruturas e várias opções de bocais e tampas. Ela fornece para vários segmentos industriais entre eles alimentos, bebidas, químicos, cosméticos e farmacêuticos.A certificação ISO 9001:2008, concedida pela Bureau Veritas, garante a total rastreabilidade de seus produtos que são largamente testados em suas características físico-químicas e em simulação de uso. As bolsas são fabricadas em processo automatizado, com matéria-prima 100% virgem e atóxica.

BIMESTRE DEPRESSIVO PARA A INDÚSTRIA   

Entre primeiros bimestres de 2015 e 2016, a produção industrial caiu 14,2% em SP, 15,2% MG, 22,5% no ES e 28% em PE e no AM, segundo o IBGE.

Abril, 2016

Bimestre depressivo para a indústria
O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA & NEGÓCIOS - São Paulo - SP - 14/04/2016 - Pág. B 2

Entre os primeiros bimestres de 2015 e de 2016, a produção industrial caiu 14,2% em São Paulo, 15,2% em Minas Gerais, 22,5% no Espírito Santo e 28% em Pernambuco e no Amazonas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nesses Estados, que representam cerca de 40% da produção industrial do País, a queda superou a média brasileira (11,8%). As agruras da indústria também foram expressivas em fevereiro, com queda de 2,5% em relação a janeiro e de 9,8% comparativamente a fevereiro do ano passado.
Entre 15 Estados pesquisados, 12 mostraram recuo na comparação entre fevereiro de 2015 e fevereiro de 2016 e entre os primeiros bimestres dos dois anos. Quedas superiores a 10% foram frequentes, mas os números mostram a deterioração dos indicadores. No acumulado de 12 meses até fevereiro, por exemplo, em cinco Estados a queda superou 10% (Amazonas, Ceará, Pernambuco, São Paulo e Rio Grandes do Sul), enquanto na comparação entre os primeiros bimestres dos dois anos a queda atingiu dois dígitos em seis Estados (Amazonas, Ceará, Pernambuco, Minas, São Paulo e Paraná).
O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) chamou a atenção para o recuo generalizado do setor secundário, com destaque para a indústria paulista. Esta, na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) relativa a 2014, pesa cerca de 21% na indústria nacional.
Em São Paulo, segundo o Iedi, houve queda em 64% dos setores industriais e em Minas, em 77% deles. Os piores números foram registrados em veículos automotores e máquinas e equipamentos, repercutindo em produtos de metal, borracha e plástico e minerais não metálicos. Outra determinante da queda é a postergação das decisões de investimento, em especial em equipamentos de transporte como tratores para reboques e semirreboques, caminhões e veículos para transporte de mercadorias.
Os recuos também foram substanciais em bens intermediários e de consumo, tanto duráveis quanto não duráveis, inclusive medicamentos. A alta real de preços de medicamentos (em parte, via redução dos descontos para remédios de uso contínuo) deverá provocar novos impactos negativos na produção do setor.
A indústria ilustra a gravidade da crise. Mesmo que a inflação ceda, a correção de rendas do INSS e de salários parece insuficiente para que os consumidores recuperem poder aquisitivo e retomem as compras.

FISPAL TECNOLOGIA: ÚLTIMAS TENDÊNCIAS EM EMBALAGENS    

32ª edição Fispal Tecnologia reunirá uma série de fornecedores com soluções inovadoras de embalagem e empacotamento, além de especialistas.

Abril, 2016

Tecnologia: últimas tendências em embalagens e sistemas de empacotamento
32ª edição da principal feira da indústria de alimentos e bebidas na América Latina reunirá uma série de fornecedores com soluções inovadoras de embalagem e empacotamento, além de especialistas que debaterão como as aplicações avançadas de tecnologia têm aliado sustentabilidade, custos reduzidos e alto padrão de segurança. Componente obrigatório e decisivo para o sucesso comercial de praticamente todas as categorias de produtos, a embalagem movimenta, mundialmente, mais de US$ 500 bilhões, representando dentre 1% e 2,5% do PIB de cada país. No Brasil, o segmento gera R$ 47 bilhões e mais de 200 mil postos de emprego diretos e formais, segundo a Associação Brasileira de Embalagem. Nas indústrias de alimentos e bebidas, a embalagem desempenha um papel vital, sendo responsável pela segurança e manutenção das condições saudáveis do produto a ser consumido. Alinhada a este cenário, a 32ª edição da Fispal Tecnologia reunirá uma série de fornecedores com soluções inovadoras de embalagem e empacotamento, além de especialistas que debaterão como as aplicações avançadas de tecnologia têm aliado sustentabilidade, custos reduzidos e alto padrão de qualidade neste segmento. Flexibilidade para pastosas e bebidas Entre os expositores do segmento de embalagens, está a Tradbor Stand-Up Pouches, que apresenta em primeira mão no Brasil o sistema Gualapack de pouch com bico e tampa, ideal para o uso em alimentos pastosos e bebidas. Além de todos os atributos inerentes à embalagem flexível - leveza, compatibilidade ambiental, diversidade de formatos e volumes, conveniência e praticidade para o consumidor final - o sistema Gualapack se destaca pelo alto nível de segurança alimentar. O sistema também possui um tratamento térmico, que aliado à alta barreira da estrutura da embalagem, aumenta consideravelmente a vida de prateleira do produto e torna o sistema perfeito para bebidas (alcoólicas e não alcoólicas), energéticos, alimentos como baby food, snacks, purês de frutas, lácteos e iogurtes, molhos e sobremesas. Embalagem cartonada asséptica Já a SIG Combibloc, fabricante mundial de embalagens longa vida para bebidas e alimentos, apresenta neste ano suas últimas soluções, com foco no custo total de manufatura, segurança alimentar e sustentabilidade. A companhia tem investido em produtos sustentáveis, desde a extração das matérias-primas até o descarte final. Por isso, as embalagens da SIG são produzidas com papel cartão certificado pelo FSC (Forest StewardshipCouncil). A combibloc EcoPlus, por exemplo, é uma embalagem cartonada asséptica que reduz em 28% a emissão de CO2 quando comparada a uma embalagem convencional de 1 litro do mesmo formato. Filmes polilefínicos e descartáveis ecológicos Outra solução interessante que estará disponível na Fispal Tecnologia, é a Solufilm, produto da fabricante Solupack, que embala produtos com filmes polilefínicos encolhíveis em um equipamento automático de alta produtividade. A empresa também aposta em outras duas soluções: o Sistema Solufiller, envase automático de alimentos fluidos em pouches flexíveis sem ar, ideal para o acondicionamento de alimentos fluidos para o mercado institucional como atomatados, leite condensado, requeijão, molhos, maionese, caldas, coberturas, óleos comestíveis, sucos e comidas preparadas, e o Equipamento Retort, um sistema completo de embalagens flexíveis que podem ser esterilizadas em autoclave, substituindo as latas. A empresa possui ainda uma linha de descartáveis ecológicos que são amigáveis ao meio ambiente, como pratos e potes compostáveis feitos de bagaço de cana de açúcar e talheres e copos feitos majoritariamente de amido de milho. Embaladoras estratégicas para redução de tempo de produção e custo Na categoria de embaladoras, a Cavanna apresenta um flowpack de alta velocidade com sistema de carregamento de biscoitos em pilhas de alta performance, juntamente com um sistema de transporte vibratório de produtos. Um dos diferenciais é a capacidade do sistema de se adequar a variações de espessura dos produtos, reduzindo assim paradas e perdas. Redução de custo é o foco da Empacotadeira DG-4 da Indumak. A linha DG é conhecida como uma opção econômica e acaba de passar por uma atualização tecnológica. Para otimizar a relação custo x benefício, a DG-4 traz como novidade o sistema de tracionamento da embalagem por correias (conceito de mesa fixa). Este equipamento, portanto, é limitado em acessórios e dispositivos, cumprindo seu papel de aquisição econômica. A companhia traz ainda para a Feira mais duas empacotadoras, a MG-1000 e a LINCE 4 com Plataforma e Cabeçote Múltiplo. Para o mercado de bebidas, a Krones do Brasil mostrará a Craftmate, uma enchedora para latas de diferentes formatos e volumes com rendimento que varia entre 6.000 e 18.000 latas por hora. Já o sistema One2Brew permite construir uma cervejaria completa em menos de um ano, desde o início do projeto até o envase da primeira garrafa. Este sistema é indicado para empresas com uma capacidade produtiva de 300.000 hectolitros de cerveja por ano. Um projeto tradicional levaria, pelo menos, 18 meses para ser entregue. Considerada uma das maiores fornecedoras do Brasil no ramo de envase, a DMOM aposta nas máquinas automáticas para envase de produtos líquidos e pastosos em garrafas/frascos, linha DMSG, e em copos/potes, linha DMS. As soluções atendem as necessidades de pequenas e médias empresas dos mercados de alimentos, laticínios, farmacêutico, cosmético, agrícola e higiene. Uma das estratégias que a empresa vem adotando é o desenvolvimento de equipamentos sustentáveis, com redução de utilização de energia elétrica e menor consumo de ar comprimido. Embalagem em pauta O setor de embalagens estará em pauta nos painéis de conteúdo da Fispal Tecnologia. Os visitantes poderão conhecer as últimas tendências em materiais, formatos e identidade visual na palestra Nutritional Design Thinking, que acontece às 14h30 do dia 14. O ITAL - Instituto de Tecnologia de Alimentos - também debaterá o tema com foco nos produtos cárneos e lácteos, às 17h30, no último dia do evento.


NOTAS DA INDÚSTRIA   

ABIQUIM REALIZA 2» WORKSHOP DE EPS - SUSTENTABILIDADE ETENDÊNCIAS no dia 14 de abril no Hotel Holiday Inn, em São Paulo.

Abril, 2016

Notas da indústria
A TRIBUNA - INDÚSTRIA - Santos - SP - 08/04/2016 - Pág. E2

ABIQUIM REALIZA 2» WORKSHOP DE EPS - SUSTENTABILIDADE ETENDÊNCIAS
A Associação Brasileira da Indústria Química realiza no dia 14 de abril o “29 Workshop de EPS - Sustentabilidade e Tendências”, no Hotel Holiday Inn, em São Paulo.

O evento terá debates e apresentações de cases nacionais e internacionais sobre a sustentabilidade e reciclagem do EPS (sigla do poliestireno expandido, no Brasil conhecido popularmente como Isopor®, marca registrada pela empresa Knauflsopor).

Por ser versátil, leve, resistente, ter excelente custo-benefício e vantagens ambientais, o produto tem ganhado espaço no mercado de embalagens e construção civil, além de ser usado para preservar a integridade de medicamentos e alimentos.

A programação do “22 Workshop de EPS - Sustentabilidade e Tendências” contará com a presença do vereador Gilberto Natalini, que apresentará o tema Fomentando a reciclagem do EPS através de ação legislativa. Já o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, abordará a Reciclagem de plásticos no Brasil.

SUSTENTABILIDADE
As ações realizadas para promover a sustentabilidade e a reciclagem do EPS serão apresentadas e o debate será moderado pela engenheira química e assessora Técnica da Plastivida, Silvia Rohm. Participarão da discussão o gerente de P&D da Santa Luzia Rodapés e Acabamentos, Francisco Pizzetti May, com o case: Como e por que reciclar o EPS; e a diretora de Operações da Termotécnica, Regina Zimmermann, que apresentará o Programa Reciclar EPS, iniciado há 15 anos e responsável pela reciclagem de cerca de 30% do produto reciclado no Brasil. O workshop será encerrado por um convidado internacional, o gerente de Vendas e Administrativo da Styropek Argentina, Juan Pando, que apresentará o Projeto de Reciclagem na Argentina.

O “22 Workshop de EPS -Sustentabilidade e Tendências” será realizado e patrocinado pela Comissão Setorial de EPS da Abiquim, composta pelas empresas Knauf Isopor, Termotécnica, Isoeste, Brisco, Unigel, Styropek e Videolar-Innova. As empresas brasileiras tem uma capacidade instalada para reciclar 30.473 toneladas, desde que se colete mais material reciclável no país..

FUTEBOL NO VERA CRUZ
O Projeto Futescola, patrocinado pela Petrobras em apoio às atividades educativas do Vera Cruz Futebol Clube, conduzido por Antonio Lima de Souza, promove amanhã às 14 horas
um jogo festivo em comemoração aos 67 anos de Cubatão. Enfrentam-se no Campo do Parque Primavera as equipes sub-20 do Vera Cruz FC e da Associação São Carlense. Entrada livre.

CONSELHO DA PETROBRAS APROVA COMPOSIÇÃO DA EXECUTIVA
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou dia 30 de março os nomes dos diretores e dos gerentes executivos da companhia, de acordo com a nova estrutura da companhia, apresentada em janeiro.

Com o novo modelo de governança e gestão organizacional, haverá uma diminuição de 43% nas cerca de 5,3 mil funções gerenciais em áreas não operacionais, superando a meta inicial fixada em 30%.

MORO NA PETROBRAS
Foram aprovados os nomes dos diretores Roberto Moro para Desenvolvimento da Produção e Tecnologia (DDP&T); So-lange da Silva Guedes: Exploração e Produção (DE&P);Jorge Celestino Ramos: Refino e Gás Natural (DRGN);Ivan de Souza Monteiro: Financeira e de Relacionamento com Investidores (DFINRI); Hugo Rep-sold Júnior: Recursos Humanos, SMS e Serviços (DRH&S);João Adalberto Elek Júnior: Governança, Risco e Conformidade (DGRC). É importante ressaltar que Roberto Moro, embora paranaense de Maringá, não é parente do juiz Roberto Moro, que conduza a Operação Lava Jato no Paraná.

A escolha dos executivos da alta administração seguiu critérios de análise de integridade, conduzida pela área de Conformidade, e de capacitação técnica e de gestão, e foi avaliada pelo Comitê de Remuneração e Sucessão, antes de ser aprovada pelo Conselho de Administração. Além da redução das funções gerenciais, a nova estrutura também prevê a redistribuição de atividades e a fusão de áreas. Com essas medidas a Petrobras estima uma redução de custos de até RS 1,8 bilhão por ano.

RESPONSABILIZAÇÃO
O novo modelo de governança, aprovado em conjunto com a nova estrutura, fortalecerá o mecanismo de responsabilização dos gestores.

Serão criados seis Comitês Técnicos Estatutários compostos por gerentes executivos que serão corresponsáveis das decisões e terão a função de analisar previamente e emitir recomendações sobre os temas que serão deliberados pelos diretores executivos. Por seu caráter estatutário, os atos desses comitês estarão sujeitos à fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

POSICIONAMENTO PLASTIVIDA APÓS UM ANO LEI SACOLAS PLÁSTICAS CIDADE SP   

Com referência à Lei sobre uso sacolas plásticas, Plastivida vem se posicionar alertando que não houve benefício social ou ambiental...

Abril, 2016

Posicionamento Plastivida após um ano da lei das sacolas plásticas na cidade de São Paulo
JORNAL DA MULHER - 06/04/2016

Com referência à Lei paulistana sobre o uso das sacolas plásticas, que esta semana completa um ano, a Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos vem se posicionar, alertando que não houve benefício social ou ambiental a partir dessa lei.Concordamos que todos devemos buscar o consumo consciente no dia a dia, independente dos produtos e matérias-primas em questão, evitando assim o desperdício e fomentando a ampliação da reciclagem.É hábito de mais de 90% das pessoas reutilizar as sacolas plásticas para descartar o seu lixo doméstico. Porém, com a cobrança das sacolas plásticas – decisão unilateral de parte dos supermercados - a população se nega a arcar com mais este custo em seu orçamento.Se as sacolas – que hoje, inclusive, contam com mensagens de inventivo à coleta seletiva - continuassem as serem distribuídas gratuitamente à população pelos supermercados, a sociedade poderia estar muito mais engajada na separação dos recicláveis, que chegariam em quantidade suficiente às centrais de triagem da prefeitura, hoje subutilizadas, com evolução pífia de 1,06% para 2,5%, quando a prefeitura prometeu 10% até 2016.Sem as sacolas, devido à cobrança, não há separação de lixo, nem sequer descarte correto. Basta acompanhar o noticiário local para nos depararmos, diariamente, com toneladas de lixo jogadas de qualquer maneira pela cidade.Segundo pesquisa (agosto de 2015), 83% da população paulistana sinalizavam que não pagariam pelas sacolas verde e cinza e 87% desejavam que o PROCON/SP lutasse pela gratuidade das sacolas plásticas. Ao contrário, o PROCON/SP apoia, através de acordo com a APAS e somente em benefício dos supermercados, a venda das sacolas.Estudo realizado pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) revelou que, sem sacolas gratuitas, as famílias passam a ter um aumento de gastos mensais com embalagens de 146,1%, o equivalente aos custos com o arroz e o feijão. O consumidor já vem pagando a alta conta da inflação, da queda do ritmo da economia e do desemprego. Agora, com a cobrança, há prejuízo claro à população e ao meio ambiente e tudo isso somente para o benefício dos supermercados.Entendemos a necessidade, inclusive apoiamos e realizamos iniciativas que ampliem o consumo consciente de qualquer produto para evitarmos o desperdício. E a chave para tal nunca será o banimento ou a taxação/cobrança, mas sim a educação ambiental.O Brasil precisa incentivar as boas práticas de consumo e descarte corretos e somar a isso a gestão dos resíduos, de forma a reduzir o desperdício e amentar a reciclagem. Um exemplo que deu certo acontece há quase 3 anos no Rio Grande do Sul, onde a questão das sacolas plásticas é tratada com o envolvimento da população, setores público e privado, varejo e também da associação de supermercados local. Como resultado, foi regulamentada a Lei n° 13.272/09, que proíbe o uso de embalagens fora das especificações da ABNT no estado, para que haja redução no desperdício e estímulo à reutilização.Na sequência, a população gaúcha foi beneficiada, ainda, com o programa de educação ambiental “Sacola Bem Utilizada Ajuda O Meio Ambiente”, que fomenta o uso responsável, as boas práticas de reutilização, o descarte corretos das sacolinhas e a reciclagem. Esta é a forma correta de buscar a preservação ambiental, e devemos observar que não se vende uma sacola plástica no Estado do Rio Grande do Sul. Sacolas de qualidade evitam o desperdício, pois são resistentes e não é necessário se colocar uma dentro da outra para ter segurança no transporte das compras. Ensinamento básico, porém fundamental para o consumo consciente.Com esse tipo de ação, o meio ambiente ganha, a população ganha e até mesmo os supermercados, que conseguem economizar, distribuindo menos sacolas. Todos nós buscamos o consumo consciente e a redução do desperdício, mas a prática não pode recair apenas na conta do consumidor e, pior, causar problemas ambientais.Nesse sentido, a cidade de São Paulo retrocede.Miguel Bahiense – presidente da Plastivida

HADDAD DIZ QUE HOUVE ´DIMINUIÇÃO DRÁSTICA" DE SACOLAS PLÁSTICAS   

Um ano após a Lei das Sacolinhas entrar em vigor, o prefeito Haddad afirmou que houve uma “diminuição drástica” na produção de sacolas em SP

Abril, 2016

Haddad diz que houve ´´diminuição drástica´´ de sacolas plásticas
ESTADÃO ONLINE - 05/04/2016

SÃO PAULO - Um ano após a Lei das Sacolinhas entrar em vigor, o prefeito Fernando Haddad (PT) afirmou que houve uma “diminuição drástica” na produção de sacolas plásticas em São Paulo. Segundo dados da Prefeitura, houve redução de 70% das sacolas tradicionais após a lei municipal determinar a substituição por dois novos modelos: verde, destinado para o descarte de itens recicláveis, e cinza, para o descarte dos demais resíduos, incluindo orgânico, papel higiênico, fralda e absorventes.“Tem o resultado da diminuição drástica do número de sacolinhas produzidas, o que é vital para o meio ambiente”, afirmou Haddad na tarde desta terça-feira, 5, ao comentar o balanço de um ano da nova legislação, que foi alvo de polêmicas e até de disputas judiciais contra a cobrança do produto por parte de supermercados. “É uma lei da gestão anterior que ficou suspensa pelo Tribunal durante muito tempo, que depois veio a julgar sua legalidade.”Para o superintendente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Carlos Correia, a medida causou resultados positivos depois de um ano. "Vejo de maneira muito positiva o que ocorreu em São Paulo. Além de ter contribuído para aumentar a coleta seletiva, a legislação ajudou a tornar o consumidor mais consciente. As pessoas hoje levam sacolas reutilizáveis de casa e recusam as sacolas plásticas quando elas não são absolutamente necessárias", afirmou.Segundo Correia, no entanto, o modelo é cumprido mais rigorosamente por supermercados, mas deveria atingir todos os estabelecimentos comerciais. "Esse é o único ponto negativo. A legislação é para todo o comércio, mas vemos que uma parcela dele ainda não se sente obrigada de cumpri-la. Se todos estivessem cumprindo a legislação, o nível de reciclagem das sacolas teria aumentado bem mais", disse.Coleta seletiva. Na ocasião, Haddad também informou que pretende universalizar a coleta seletiva em todos os distritos da cidade até o final de maio. “Significa que vai ter coleta seletiva porta a porta”, disse. Em nota, a Prefeitura afirma que, atualmente, o Programa de Coleta Seletiva abrange 85 dos 96 distritos da cidade. Em 46 deles, o serviço é universalizado, ou seja, todas as ruas são atendidas.Para a Prefeitura, as novas sacolinhas representam uma das medidas que servem tanto para aumentar a coleta seletiva quanto para reduzir a quantidade de resíduos levados para os aterros. Um balanço da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), contudo, mostra que a capital teve aumento no volume de resíduo coletado no ano passado, mas ainda está longe da meta de reciclagem estabelecida para a cidade.Em 2015, o volume de resíduo coletado na cidade subiu 31,1%, em comparação a 2014. Ao todo, foram 86 mil toneladas, ante 65,5 mil no ano anterior. Ainda assim, a capital recicla apenas 2,5% do total coletado, segundo dados da Prefeitura - bem distante da meta fixada pela gestão Haddad, de 10%.Segundo o prefeito, a universalização da coleta seletiva pode gerar um aumento do volume reciclado, mas exige uma “mudança de comportamento de todos”. “Pode ser por falta de separação nas residências, mas o poder público vai estar preparado para receber, reciclar e reprocessar todo esse material”, disse.Hoje, o material reciclável é processado em duas centrais mecanizadas de triagem, cada uma com capacidade para 250 toneladas por dia. Há ainda convênio com 21 cooperativas para resíduos secos e uma de resíduos eletroeletrônicos.Multas. A Lei das Sacolinhas também prevê multa para quem fizer o descarte irregular do lixo. Questionada, a Prefeitura informou que “não há balanço de fiscalização apenas com o recorte ‘sacolinhas recicláveis’, porque não existe a intenção de criar uma ‘indústria de multas’ ou criar um clima de perseguição ou constrangimento aos cidadãos, comerciantes ou consumidores”. A administração municipal diz, ainda, que atua na fiscalização de descarte irregular e “reitera que trata-se de crime ambiental passível de multa de R$ 17 mil”.

SÃO PAULO GANHA LABORATÓRIOS PARA FABRICAR "QUASE TUDO"   

Espalhada por todas as regiões da cidade, rede de Fab Labs públicos ajuda a ampliar acesso a equipamentos como impressoras 3D e ...

Abril, 2016

São Paulo ganha laboratórios para fabricar ´quase tudo´
O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA & NEGÓCIOS - São Paulo - SP - 04/04/2016 - Pág. B 8

Espalhada por todas as regiões da cidade, rede de Fab Labs públicos ajuda a ampliar acesso a equipamentos como impressoras 3D e cortadoras a laser; espaços atraem empreendedores em busca de capacitação para tirar suas ideias do papel
Por Thiago Sawada
NILTON FUKUDA/ESTADÃO
O espaço, que fica dentro do Centro Educacional Unificado (CEU) de Heliópolis, faz parte do programa Fab Lab Livre SP, iniciado pela gestão Fernando Haddad (PT-SP) em fevereiro do ano passado. As primeiras unidades começaram a funcionar em novembro de 2015 e, de lá para cá, dez laboratórios foram inaugurados – outros dois devem ser abertos até a metade de abril. No total, a Prefeitura investiu R$ 3 milhões na compra de equipamentos e vai investir R$ 2,5 milhões ao longo dos próximos dois anos para a manutenção dos espaços e compra de insumos.
Nos Fab Labs, qualquer pessoa pode fabricar objetos em pequena escala – uma possibilidade até então restrita às indústrias e centros de pesquisa. As pessoas usam um software de modelagem 3D para projetar os objetos que, em seguida, podem ser impressos ou cortados em máquinas controladas por computador. “Quando surgem novas tecnologias e só uma parte da população tem acesso, cria-se um intervalo de oportunidade entre as pessoas”, diz o coordenador de conectividade e convergência digital da Secretaria de Serviços, João Cassino.
Bits e Átomos. Embora sejam pouco conhecidos no Brasil, os Fab Labs nasceram há cerca de 15 anos, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), um dos principais centros de inovação do mundo. O primeiro local com esse conceito foi abrigado pelo Centro para Bits e Átomos, liderado pelo professor Neil Gershenfeld. Sua ideia era reunir máquinas controladas por computador capazes de produzir “quase tudo”.
Desde então, centenas de Fab Labs se espalharam pelo mundo e impulsionaram a “cultura maker”, um movimento que reúne pessoas com conhecimento em eletrônica, programação, design, marcenaria e modelagem que fabricam seus próprios produtos. Atualmente, esses grupos produzem fogões que funcionam por energia solar em países da África, laboratórios de biotecnologia para escolas e até drones. Tudo com custo baixíssimo.
Para Eduardo Lopes, cocriador do Garagem – o primeiro Fab Lab privado do Brasil –, esse tipo de iniciativa é benéfica para os empreendedores. “No modelo tradicional, se a pessoa tem ideia de um produto, ela tenta patenteá-la, o que tem um custo muito alto. Depois, ela tem que convencer a indústria a fabricar”, diz. Os Fab Labs permitem que as pessoas testem suas ideias, já que produzir um protótipo é fácil e rápido e depende de um investimento significativamente menor.
No Brasil, o conceito ganhou força nos últimos cinco anos. O primeiro laboratório foi criado em dezembro de 2011 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), para ensinar os alunos de arquitetura e design como funciona a fabricação digital. “O Fab Lab teve impactos positivos no ensino, porque a elaboração de modelos físicos faz parte da didática de nossos cursos”, diz o professor do departamento de projeto da FAU, Paulo Eduardo Fonseca.
Abertos. A rede pública de Fab Labs contempla todas as regiões da cidade de São Paulo e, segundo especialistas consultados pelo Estado, sua estrutura é bastante similar a de outros espaços em operação no Brasil. “Nosso foco é usar tecnologias que possam dialogar com a universidade e com o conhecimento popular para a população solucionar seus problemas”, diz Irma Passoni, presidente do Instituto de Tecnologia Social (ITS), entidade sem fins lucrativos contratada pela Prefeitura para operar os Fab Labs.
A unidade da Galeria Olido, no centro de São Paulo, se tornou uma das mais movimentados após os primeiros meses de operação. Mas no começo não era bem assim. “Antes não havia muitas pessoas interessadas em desenvolver um projeto próprio”, diz o líder de laboratório, Ricardo Elias Delgado.
NILTON FUKUDA/ESTADÃO

Isso começou a mudar depois que as pessoas começaram a participar dos cursos, ministrados quase que diariamente. Um dia após a divulgação dos cursos de abril – que incluem marcenaria, modelagem e impressão 3D, programação e eletrônica – quase todas as vagas já estavam preenchidas.
“Os cursos apresentam toda a capacidade que o laboratório pode oferecer”, diz o chefe da rede Fab Lab SP, Luiz Otávio Alencar. De acordo com o ITS, até o momento, cerca de 1,2 mil pessoas já participaram das atividades dos Fab Labs da Prefeitura e produziram cerca de 60 produtos diferentes.
Faça você mesmo. Bruna Bastos e Luis Jeremias trabalhavam como arquitetos, mas foram demitidos no ano passado por conta da crise. Eles decidiram abrir uma marcenaria e se inscreveram em cursos no Fab Lab da Galeria Olido.
“Na faculdade, tivemos aula de marcenaria, mas nós queríamos ter a vivência de montagem antes de montar um negócio”, conta Bruna. No primeiro dia do curso, eles projetaram uma cadeira com um compartimento para guardar ferramentas – o assento também serve como tampa para o baú.
Mas o Fab Lab vai além da elaboração de móveis: com capacitação adequada, seus frequentadores podem aprender a construir bicicletas, próteses e outros produtos. Como esses equipamentos requerem um nível mais avançado de conhecimento, porém, deve levar algum tempo até que projetos como esse saiam dos Fab Labs públicos. “A gente ainda está no nível de levar alguns conhecimentos básicos que, somados, podem criar projetos mais robustos”, diz o líder de laboratório, Lucas Schlosinski.
Essa é uma das principais diferenças dos Fab Labs brasileiros em relação a outros mais consolidados no exterior. Ainda não é possível afirmar que tipo de projeto pode surgir dentro desses espaços recém-inaugurados. Para aproveitar todo seu potencial, eles dependem de uma comunidade engajada. Até agora, apenas pequenas esculturas, máscaras e outros pequenos objetos foram criados pelos seus frequentadores. Para Fonseca, da USP, embora esses projetos façam parte do aprendizado, a rede de Fab Labs públicos não deve se restringir a isso. Caso contrário, os Fab Labs correm o risco de se tornarem pequenas fábricas de bibelôs.

SOLUÇÕES EM PLÁSTICOS AUMENTAM A ECONOMIA DE ÁGUA NA CONSTRUÇÃO   

Responsável por um expressivo consumo de água potável no País, de acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA), a construção civil já...

Abril, 2016

Soluções em plásticos aumentam a economia de água na construção
A TRIBUNA - INDÚSTRIA - Santos - SP - 01/04/2016 - Pág. E4

Responsável por um expressivo consumo de água potável no País, de acordo com a Agência Nacional das Águas (ANA), a construção civil já tem o segmento de plásticos como um grande aliado para a utilização cada vez mais consciente de recursos hídricos.

A Braskem, maior petroquímica das Américas e líder mundial na produção de biopolímeros, fornece matérias-primas para a empresas que fabricam produtos que podem ajudar a reduzir perdas ao longo de todo o processo construtivo e para o setor de abastecimento.

Uma das aplicações visíveis das resinas plásticas está nas caixas d’água em polietileno, que cada vez mais têm sido destinadas ao armazenamento de água da chuva ou para reúso.

Há ainda outros produtos para este fim, como os reservatórios em formato compacto, que podem aproveitar até a água pós-lavagem de roupas para nova utilização.

Com baixo custo, ocupam pouco espaço e não necessitam de escavação, além de não requisitarem bombeamento, o que economiza energia.

SANEAMENTO BÁSICO

O plástico também está presente em soluções menos aparentes, mas fundamentais para qualquer tipo de construção, como projetos de saneamento básico.

É o caso dos tubos de polietileno de alta densidade (PEAD), que oferecem elevada durabilidade, resistência ao impacto e corrosão, além dev serem mais leves se comparados a outras alternativas.

SAÚDE

Outra importante aplicação de polietileno está presente nas fossas sépticas, indicadas para a utilização residencial em regiões isoladas, litorâneas ou próximas a cursos d agua. As fossas podem ser responsáveis pela remoção de até 85% da matéria orgânica no efluente, evitando contaminação de reservatórios, lagoas, cursos d’água e lençóis freáticos.

TUBULAÇÕES

Tubulações de esgoto também ganham em durabilidade e eficiência com o plástico, em especial com o polietileno de alta densidade, material que é ideal para aplicações que precisem de resistência e facilidade de aplicação.

Os materiais podem ser desenvolvidos tanto em polietileno de alta densidade (PEAD) como em PVC.

O material pode ser empregado ainda na captação de águas pluviais por meio de calhas em PVC, que proporcionam design diferenciado, mais qualidade e alta resistência aos raios ultravioleta.

EM TEMPOS DE CRISE, EXPORTAR PARA CRESCER   

2015 foi um ano desafiador para setor empresarial, e 2016 não será diferente. Para se ter ideia, dados da Abiplast apontam que a produção...

Março, 2016

Em tempos de crise, exportar para crescer
JORNAL DO COMMERCIO BRASIL - OPINIÃO - Rio de Janeiro - RJ - 30/03/2016 - Pág. A15

WALMIR SOLLER
DIRETOR DO NEGÓCIO DE POLIPROPILENO DA BRASKEM

2015 foi um ano desafiador para o setor empresarial, e 2016 não será diferente. Para se ter ideia, dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) apontam que a produção física dos transformadores caiu 9,3% de dezembro de 2014 a novembro de 2015, enquanto a indústria geral caiu 7,7% no mesmo período.

Segundo Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) as vendas de veículos caíram 26,6% no ano passado, voltando ao mesmo nível de 2007, enquanto a produção teve queda de 22,8% na comparação com 2014. E as projeções para 2016 não são animadoras. Espera-se uma retração de 7,5% nas vendas e alta de, apenas, 0,5% na produção.

Ainda que cenários otimistas apontem para uma recuperação este ano, o setor de transformação de plástico precisa apostar em novas fórmulas para continuar crescendo.

Quando o mercado diminui, as alternativas são: reduzir a produção, o que significa demissões, perda de conhecimento técnico, além de de-sinergias operacionais; e entrar numa guerra de preços, o que não é uma alternativa inteligente, pois leva à quebra de empresas ou segmentos.

A recessão chinesa não deve assustar quem aposta na exportação, pois a saída está mais próxima: nos países vizinhos e membros do Mer-cosul. A Argentina, depois de encolher por diversos anos, vive um momento de euforia com o novo governo e expectativa de crescimento do PIB de 1% em 2016.

Bolívia, Paraguai e Uruguai devem crescer 5%, 3,8% e 2,6%, respectivamente, neste ano. Não podemos esquecer da arrancada industrial dos Estados Unidos, inclusive com as oportunidades atrativas para seguimentos como o de polipropileno. No país norte-americano, o clima é de bom-humor.

O sucesso no exterior, entretanto, exige que o transformador esteja preparado para estratégia de negócios, capacitado para atender às exigências de qualidade de parceiros em outros países.

Há iniciativas para promover o desenvolvimento dessa indústria, como o Plano de Apoio à Cadeia do Plástico (PICPlast), que prevê a criação de programas estruturais que contribuam com o aumento da competitividade com ações em três eixos: estímulo às exportações de transformados plásticos, ampliação da competitividade e inovação do setor de transformação e promoção das vantagens do plástico. Há também plataformas pensadas para facilitar o acesso do empresário brasileiro ao comércio exterior, como o Think Plastic, que tem o Programa de Capacitação em Negócios Internacionais.

O transformador que desejar ter sucesso fora do Brasil deve pensar em arranjos industriais diferentes, com consolidação no mercado e buscar sócios ou parceiros no exterior que possam fazer aportes em tecnologia ou facilitar o acesso a outros mercados.

Há também uma grande oportunidade para inovação. O fato é só um: o contexto econômico mudou e a fórmula que funcionou até agora não vai dar mais os mesmos resultados.

Está na hora de mudar a fórmula e buscar novas soluções para escapar da crise e seguir crescendo.

SACOLA PLÁSTICA: AS PESSOAS SÓ VALORIZAM O QUE CUSTA DINHEIRO   

O aniversário de um ano da polêmica lei de cobrança das sacolinhas plásticas de supermercado em São Paulo gerou um bom debate no Blog...

Março, 2016

Sacola plástica: as pessoas só valorizam o que custa dinheiro
PRAITEC - 30/03/2016

Sacola plástica no Japão (Foto: Wikimedia/ SA 2.0)O aniversário de um ano da polêmica lei de cobrança das sacolinhas plásticas de supermercado em São Paulo gerou um bom debate no Blog do Planeta. Reinaldo Canto, jornalista especializado em sustentabilidade, escreveu um artigo onde diz que a teve o efeito positivo de reduzir em 70% o consumo das sacolas, sem reduzir o conforto dos consumidores. Em resposta a ele, Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, associação de fabricantes de plásticos e embalagens, escreveu outro artigo. Bahiense argumenta que a lei não serviu para educar o consumidor. E só é benéfica para os supermercados, que economizam dinheiro. Em entrevista a ÉPOCA em 2011, Bahiense já havia desenvolvido os argumentos para dizer que os plásticos podem ser bons para o meio ambiente. Agora, Reinaldo Canto escreve mais um artigo, abaixo, sobre o tema.SACOLAS PLÁSTICAS E A PERCEPÇÃO DE VALORESCaro Miguel, antes de mais nada, quero parabeniza-lo ao questionar meu artigo no mais alto nível e mantê-lo no campo das ideias. Nestes tempos bicudos em que o ódio tem prevalecido sobre o debate cordial é de servir de exemplo que as pessoas se coloquem em campos opostos em determinados momentos como adversários e não inimigos.Feita esta primeira observação passo a refletir sobre as suas considerações. De certa maneira também concordo com você que essa questão é muito mais profunda e interesses econômicos, bem como, conscientização e educação ambiental não se resolvem ou avançam com a simples cobrança das sacolinhas.Tenho usado com frequência o argumento de que a falta da percepção de valor das coisas, sejam eles insumos naturais ou não, só servem para que os impactos ambientais se tornem ainda mais dramáticos. Veja o exemplo da água! Tão essencial, mas foi preciso uma crise hídrica de grandes proporções para despertar as pessoas para a sua importância. Em minha opinião, ela deveria custar muito mais caro já que mesmo com a escassez, desperdícios e o mau uso ainda são frequentes.No caso das sacolas plásticas algo semelhante acontecia ou mesmo com a cobrança ainda acontece, ou seja, muita gente simplesmente não lhes dá qualquer valor. Antes da lei era comum ver aquela profusão de sacolas sendo consumidas sem controle e bom senso. Aí reside a questão central do meu ponto de vista: a noção de valor. Se posso pegar quanto quiser, na cabeça de muitos, as sacolas representavam um acessório absolutamente sem valor, gratuito e, portanto, passível também de ser descartado a qualquer momento e em qualquer lugar.Em defesa da cobrança digo sempre em sala de aula que ninguém joga ou deixa cair moedas no chão, pois mesmo diante de seu baixo valor de face, essas moedas tem valor. Creio que o mesmo deve valer para as sacolinhas plásticas.Você e os leitores viram em meu artigo alguns dados sobre o problema do descarte do plástico e suas consequências terríveis para o meio ambiente e para o futuro de todos nós. Claro que ao cobrar não se está fazendo educação ambiental, mas simplesmente contribuindo para reduzir o impacto ambiental do descalabro que era o uso indiscriminado das sacolinhas.Não sou contra as sacolas plásticas, muito pelo contrário, eu as acho ótimas e as uso quando preciso. Longe de mim apoiar o seu banimento, ela é, sem dúvida, muito útil, prática e eficiente.Questiono à afirmação de que a população “menos favorecida economicamente”, não poderia mais acondicionar seus rejeitos em sacolas plásticas em virtude de cobranças que estão em torno de R$ 0,08 e R$ 0,10.Argumentação ainda mais frágil faz referência a um aumento no descarte irregular de resíduos. A Prefeitura registrou um aumento de 12% na coleta seletiva logo no primeiro mês de vigência na nova lei graças, exatamente, ao uso correto das sacolinhas. Também recentemente foi anunciada a extensão da coleta seletiva até dezembro deste ano para toda a cidade de São Paulo.Quanto à relação entre sacolas plásticas e as doenças zika, chikungunya, etc, por não existir qualquer estudo conhecido a esse respeito (com a palavra Miguel Bahiense) prefiro não me manifestar.Concordo que os supermercados e os demais comércios atingidos ou mesmo beneficiados pela lei poderiam pensar em ações inteligentes que beneficiassem os consumidores que não fizerem uso das sacolas. Talvez fosse uma forma de reduzir outra percepção de muitos de que o comércio está auferindo lucros indevidos.Prefiro restringir minha análise aos aspectos ligados aos impactos ambientais e não entrar na seara sobre quem perde ou ganha com a lei ou a ausência dela. Nessa contenda com supermercados de um lado e fabricantes de embalagens plásticas de outro prefiro chamar os jornalistas da área econômica.O certo é que a sociedade não perdeu, muito pelo contrário, nada de mal aconteceu em virtude da redução desse consumo.Concordo que a batalha é muito maior. Realmente infinitamente maior! Mas ela precisa começar a ser travada em algum campo. Impossível imaginar que tudo será resolvido como em um passe de mágica. O certo é que ao levar as sacolas retornáveis ao supermercado ao invés de comprar uma sacolinha de que não necessita, o consumidor, por bem ou por mal, estará refletindo sobre uma ação de consumo. É pouco, sim!! Mas é melhor que nada!Numa sociedade ideal, as sacolinhas seriam gratuitas, mas as pessoas só usariam se realmente precisassem delas e não as descartariam nas vias públicas e córregos; as pessoas não dirigiriam embriagadas e também não seria necessário autuar cidadãos e empresas pelo desperdício de água. Infelizmente não vivemos nesse mundo!Assim como em outras inúmeras conquistas da modernidade devemos buscar o equilíbrio e ter uma visão que contemple o longo prazo, a sustentabilidade do nosso consumo e, portanto, também do que esperamos para o nosso futuro. O bem comum deve prevalecer sobre um pretenso direito do consumidor.*Reinaldo Canto é jornalista ambiental e assessor de comunicação da Iniciativa Verde

COBRAR PELA SACOLA PLÁSTICA NÃO EDUCA O CONSUMIDOR   

Uma “batalha acirrada que colocava em lados opostos aqueles que defendiam a sacola plástica gratuita nos supermercados contra aqueles que...

Março, 2016

Cobrar pelas sacolas plásticas não educa o consumidor
ÉPOCA - 24/03/2016

Em artigo publicado no Blog do Planeta (Época – 23/03/2016), o jornalista ambiental Reinaldo Canto falou sobre uma “batalha acirrada que colocava em lados opostos aqueles que defendiam a sacola plástica gratuita nos supermercados contra aqueles que pediam pela cobrança e mesmo a substituição por sacolas biodegradáveis”. Essa visão reducionista não contempla que a tal batalha vai além: de um lado, os supermercados defendem seus interesses econômicos; de outro, há quem defenda os direitos da população e a preservação ambiental.As sacolas plásticas são o terceiro item de custo dos supermercados. Portanto, transferir para o consumidor essa conta não é mau negócio para os supermercados. A cobrança das sacolinhas de fato contribui para a redução, mas implica em problemas mais profundos.O consumidor, que já vem pagando a alta conta da inflação, da queda do ritmo da economia e do desemprego, é penalizado mais uma vez com um novo encargo em seu orçamento, tendo que arcar com embalagens para transportar as compras e outras para descartar o lixo. Estudo realizado pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) revelou que, sem sacolas gratuitas, as famílias passam a ter um aumento de gastos mensais com embalagens de 146,1%, o equivalente aos custos com o arroz e o feijão.O caro jornalista escreveu que, em São Paulo, cidade onde a cobrança é liberada, a redução de sacolas, graças às novas medidas de cobrança, não causou “tragédias pessoais ou destruição de lares, muito menos ocasionou a queda da qualidade de vida da população”. Talvez ele não tenha se dado conta que, sem as sacolas plásticas gratuitas, muitas pessoas, principalmente as menos favorecidas economicamente, que infelizmente ainda compõe a maior parcela da sociedade brasileira, não podem comprar sacos de lixo para descartarem os resíduos urbanos.Aliás, pesquisa Datafolha de agosto de 2015 já apontava que 83% da população não pagaria pelas sacolas nas cores verde e cinza, com mensagens sobre coleta seletiva e descarte de resíduos, que seriam usadas como veículo impulsionador da coleta seletiva no município.Se as sacolas fossem dadas de graça pelos supermercados, a população, que já tem costume de descartar o lixo doméstico nas sacolinhas, hábito de mais de 90% da nossa população, poderia estar engajada na separação dos recicláveis, que chegariam em quantidade suficiente às centrais de triagem da prefeitura, hoje subutilizadas. Com a cobrança, não há separação de lixo, nem sequer descarte correto. Basta acompanhar o noticiário local para nos depararmos, diariamente, com toneladas de lixo jogadas de qualquer maneira pela cidade. E a Zika? E a Dengue? E a Chikungunya?Com a cobrança das sacolas plásticas há prejuízo à população e ao meio ambiente e, tudo isso, somente para o benefício do bolso dos supermercados. Cobrança é diferente de educação ambiental, que faz o cidadão compreender que há valor nos resíduos – entre eles os plásticos pós-consumo - e que eles devem ser reciclados; que há riscos a sua própria saúde e ao meio ambiente quando o lixo é jogado indiscriminadamente na natureza, sem uma embalagem plástica para isolar o lixo do meio ambiente. O próprio jornalista cita o lixo nos mares, que é, em sua grande parte, originado de descarte incorreto na zona costeira. Sem educação ambiental, as boas práticas não se tornam perenes.Essa batalha é muito maior do descreve o citado jornalista. Somos favoráveis à educação ambiental, ao direito do consumidor e à preservação do planeta, mas ainda prevalece o benefício econômico dos supermercados, e só. Infelizmente, a cidade de São Paulo está perdendo a batalha para essa visão curta.Miguel Bahiense é presidente da Plastivida, instituto socioambiental que atua para disseminar informações precisas e científicas sobre os plásticos. Site:[Link Original]

QUEDA NAS SACOLAS PLÁSTICAS EM SP NÃO REDUZIU CONFORTO DO PAULISTANO   

Foram anos de uma batalha acirrada que colocava em lados opostos aqueles que defendiam sacola plástica gratuita nos supermercados contra...

Março, 2016

Queda nas sacolas plásticas em SP não reduziu conforto do paulistano
ÉPOCA - 23/03/2016

Foram anos de uma batalha acirrada que colocava em lados opostos aqueles que defendiam a sacola plástica gratuita nos supermercados contra aqueles que pediam pela cobrança e mesmo a substituição por sacolas biodegradáveis.Este articulista foi, por diversas ocasiões, acusado de manter algum conluio com a Associação de Supermercados, pois sempre defendeu a cobrança considerando fundamental para o processo de conscientização quanto ao seu uso racional.>> Existe um plástico sustentável de verdade?Em janeiro passado, a lei paulistana que coibiu o uso da sacola plástica comemorou seu primeiro aniversário. Nesse período de um ano, segundo a APAS – Associação Paulista de Supermercados (com a qual não tenho qualquer relação profissional, diga-se de passagem) divulgou uma redução de 70% no consumo das embalagens.Essa brutal redução, graças às novas medidas de cobrança, até onde eu sei, não foram responsáveis por tragédias pessoais ou destruição de lares, muito menos ocasionou a queda da qualidade de vida da população. Foi tão somente algo menos insano do que acontecia anteriormente nas quais as sacolinhas eram usadas e descartadas de maneira totalmente indiscriminada.Se antes da lei as pessoas pegavam quantas sacolas quisessem, a cobrança fez com que muita gente analisasse se iria mesmo precisar delas num determinado dia ou se utilizaria a até mais confortável e resistente sacola retornável.As novas sacolas adotadas depois da lei também são ambientalmente menos agressivas já que são compostas por 51% de matérias-primas renováveis em sua composição, tais como amido de milho e cana-de-açúcar.Um mar de plástico triste, inútil e malignoAos que ainda resistem à ideia de se coibir o uso das sacolas, vale analisar um alerta recentemente divulgado pela organização WWF – World Wide Foundation – dando conta de que já existem 150 milhões de toneladas de plástico nos oceanos. Segundo a ONG, até 2050 haverá mais resíduos de plásticos do que peixes boiando nos mares do planeta.Outro dado interessante, que além de tudo remete a utilidade efêmera em contraposição à persistente contaminação causada por esses materiais, foi apresentado no ano passado por Marco Simeoni, chefe da expedição suíça Race for Water Odyssey: das 250 milhões de toneladas de plástico produzidas por ano no planeta, cerca de 35% desse montante são usados por apenas 20 minutos, uma única vez.O plástico é, sem dúvida, um material fantástico com múltiplas possibilidades de utilização, mas é também composto à base de petróleo e gás natural, portanto matérias-primas não renováveis, além de poluidoras e fortes contribuintes do aquecimento global.Saber usar o plástico da melhor maneira possível, seja como sacolas plásticas ou embalagens diversas, e depois reciclar esse material para novas e nobres utilidades, traria benefícios para todos e menos malefícios às pessoas e ao meio ambiente.Precisamos torcer para que antes que o mar se “plastifique” de uma vez, sejamos capazes de consumir com a parcimônia e o bom senso de que as novas gerações tanto vão necessitar para viver bem num futuro próximo.*Reinaldo Canto é jornalista ambiental

MERCADO NÃO É CARTÓRIO   

O reinado de polietileno (PE) verde em sacolas para o comércio paulistano periga ser abalroado caso o ganhador das eleições para prefeito...

Março, 2016

Mercado não é cartório
PLÁSTICOS EM REVISTAS - 17/03/2016

O reinado de polietileno (PE) verde em sacolas para o comércio paulistano periga ser abalroado caso o ganhador das eleições para prefeito, em outubro próximo, não seja do PT. Dessa vez, a pedra no sapato do polímero da Braskem não se trata da querela da venda versus distribuição gratuita da embalagem nem de dúvidas quanto à sua contribuição ambiental, mas de uma desavença sobre seu fornecimento. Uma minoria de transformadores de maior porte adquire direto da petroquímica o bioplástico, por lei o material dominante na composição das sacolas, a preços e volumes inalcançáveis pelos concorrentes menores, a esmagadora maioria das indústrias do ramo e dependentes do PE verde cotado mais caro em distribuidores autorizados. Essas empresas sentem hoje na carne a pressão para abrir mão de um mercado do qual sempre participaram.“Desde o início das discussões dessa lei, o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast) alertou sobre o impacto que restrições de tipo de matéria-prima causam ao mercado de sacolas, principalmente a pequenas e médias empresas”, salienta José Ricardo Roriz Coelho, presidente da entidade e da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). “Sejam quais forem os resultados da próxima eleição municipal, o Sindiplast continuará a defender que a restrição do tipo de matéria-prima utilizada nas sacolas plásticas causa apenas distorções de mercado, não impactando no desempenho final desses produtos, pois tanto o PE verde como o tradicional são 100% recicláveis”.Fornecido apenas pela Braskem e sem similar mundial, PE verde é o único bioplástico nacional disponível em escala comercial, orçada em 200.000 t/a em Triunfo (RS). Devido à produção limitada e ao fato de ser resultante da alcoolquímica, rota bem mais onerosa que pela via petroquímica tradicional, o PE verde custa cerca de 30% mais caro que o convencional,segundo estimativas da própria Braskem. Pela lógica dos custos, retoma o fio Roriz, seu quintal são os artigos de tiragem restrita e de valor capaz de absorver seu preço, a exemplo de frascos de determinados cosméticos. Fora o seu pé na fonte renovável (etanol da cana-de-açúcar), PE verde se porta no ecossistema exatamente como o bom e velho contratipo de raízes petroquímicas – é reciclável e não é biodegradável.Um abismo intransponívelOu a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) tem uma dificuldade brutal em se fazer entender ou o governo municipal paulistano simplesmente não quer saber das suas constatações da concorrência desigual instaurada entre fornecedores de sacolas pela exigência de biopolímero (polietileno verde) na composição da embalagem, determinação contida em decreto de janeiro de 2015 emitido pelo prefeito petista Fernando Haddad. Procurada por Plásticos em Revista, a prefeitura designou para ser ouvida a respeito Julia Moreno Lara, assessora técnica da autarquia Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb). A resposta abaixo desvenda um abismo intransponível entre a ideologia e a vida real no mundo da petroquímica, do mercado de sacolas e do uso dos bioplásticos, mirrado por força de seu preço e oferta no mundo todo.PR – Como a prefeitura avalia as condições dos fornecedores menores de sacolas para competir nas licitações do comércio tendo que pagar bem mais caro que os grandes concorrentes pelo PE verde?Julia Moreno Lara – Antes de qualquer coisa, é preciso esclarecer que estas são lógicas de mercado sobre as quais a prefeitura não possui influência. De qualquer forma, ela se aplica a qualquer tipo de produto, não apenas ao polietileno de fonte renovável, não havendo, portanto, qualquer alteração em função da regulamentação das sacolas. O processo de extração de petróleo é sujeito a regulamentações e concessões de uso, o que restringe a quantidade de produtores e, de forma escalonada, também restringe a quantidade de produtores de polietileno à base de petróleo. Quando falamos de milho, cana, batata, beterraba, entre outros (produtos de fontes renováveis), temos uma maior democratização tanto em variedade como em número de produtores. Esse é o grande mito a se desmistificar, pois, realmente, para a produção de produtos base fóssil, devido aos grandes volumes de extração e produção, apenas poucas grandes empresas são capazes de fabricar. E o caso brasileiro é emblemático, já que a empresa líder mundial em produção de materiais renováveis (Braskem) é brasileira. Quanto às fontes renováveis na produção do polietileno, uma das vantagens é de que ela também pode ser feita em menor escala, dando oportunidade a empresas menores, nacionais ou não, de produzir os biopolímeros, estimulando assim o investimento na área de produção sustentável. O que ocorreu na cidade de São Paulo é que a padronização do produto coibiu ações no mercado como sacolas fora das especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), produtos não condizentes com exigência da Associação Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e comercialização sem nota fiscal. A normatização regulou o mercado e ajuda a coibir a concorrência desleal no mercado de fabricantes de sacolas. Os setores desse mercado foram ouvidos e diversas das sugestões incorporadas na regulamentação. Ela determina o mínimo de 51% de matéria-prima de fonte renovável, ficando a critério dos fabricantes e do comércio definir os 49% restantes.Não dá pra pedalarSacolinhas de saída de caixa são um clássico dos artefatos commodities, de baixo valor agregado.Ou seja, um transformado barato, sem espaço para requintes, inviável portanto na ponta do lápis para ser contemplado com um polímero do preço de PE verde. No entanto, apesar dessa lógica, o material acabou na prática homologado em 6 de janeiro de 2015 (decreto 55.827) pelo prefeito petista Fernando Haddad como principal componente (51%) para essas sacolas, em gesto apregoado como reverência ao meio ambiente. A norma não menciona explicitamente o material da Braskem. Ela exige 51% de bioplástico na composição da embalagem.A beleza dessa porta aberta a qualquer polímero de fonte renovável se desfaz do decreto à vida real. Simplesmente não há, no mercado interno, outro bioplástico produzido em escala industrial além do PE verde. Tem mais: no exterior, o custo salgado (ainda mais em moeda forte) e oferta esquálida sempre mantiveram qualquer resina de fonte não fóssil a anos luz das dores de cabeça dos produtores de plásticos petroquímicos. Para piorar, o barril do petróleo ladeira abaixo arrasta consigo os preços internacionais dos termoplasticos da cadeia petroquímica, produzidos em grande escala. Efeito colateral, esse barateamento alarga o fosso entre os preços deles e os dos bioplásticos. E não há pedalada capaz de maneirar essa aritmética.Sinuca de bicoA norma editada por Haddad veio contornar o veto taxativo à distribuição da sacola plástica no comércio, determinado em 2011 pela lei 15.374 homologada pelo prefeito anterior, Gilberto Kassab. Em 2014, essa lei, contestada por várias liminares no Tribunal de Justiça de São Paulo, teve a constitucionalidade reconfirmada e seu mérito não foi questionado, informa Miguel Bahiense, presidente da Plastivida. O processo de regulamentação, ele esclarece, acabou transposto para a gestão Haddad e, a pretexto de conciliar o enunciado do decreto com apoio à reciclagem e aos demais princípios de sustentabilidade, repartições como a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) aprovaram a proposta da consultoria /ONG Greening, prestadora de serviços à prefeitura, de especificar bioplásticos como material dominante e obrigatório na composição das sacolas em questão. “Ao contrário do que chegou a ser então noticiado, esta decisão veio estritamente do foro interno da prefeitura, sem qualquer interferência ou participação da Braskem”, sublinha o presidente da Plastivida. “Nós fomos surpreendidos pela resolução”, reforça Carlos Parente, diretor de relações institucionais da Braskem.No passado, as sacolas para o comércio paulistano eram fabricadas por transformadores de todos os portes, com PE convencional virgem e/ou reciclado. A Braskem é o único produtor no país de PE virgem, mas sobram na praça os fornecedores do reciclado. O decreto de Haddad vem tendo o efeito colateral de botar em sinuca de bico uma multidão de fabricantes menores de sacolas, sem o acesso ao PE verde nas condições usufruídas pelos maiores em suas compras diretas da Braskem.Procurada por Plásticos em Revista, a empresa soltou este comunicado:“É indiferente para a Braskem a resina utilizada na produção de sacolas plásticas, pois tanto o Plástico Verde como o produto de origem fóssil estão disponíveis para todo o mercado, por meio dos mesmos canais de distribuição, o que engloba uma rede com grande capilaridade e capacidade para atender clientes de diferentes tamanhos.”Reciclado desestimuladoQuanto à proibição à sacola plástica defendida no decreto de Kassab, Roriz informa que o Sindiplast move recurso contra essa determinação no Supremo Tribunal Federal e ele reitera que, seja onde for, a Abiplast continua a contestar as tentativas de barrar qualquer material em sacolas com base em preconceitos contra os plásticos. Antes da edição do regulamento de Haddad exigindo teor mínimo de 51% de bioplástico nas sacolas, o dirigente repisa que, a pedido do prefeito, advertiu – em vão – seus Secretários de Serviços e Meio Ambiente sobre possíveis problemas no mercado. “A regulamentação limita o acesso dos transformadores ao mercado de sacolas porque o único material enquadrável na descrição de bioplástico é o PE verde, produzido por uma única empresa, com produção estimada em 200.000 t/a e sem similar importado”, argumenta. “A obrigatoriedade do uso desse tipo de matéria-prima implica custos mais altos para os transformadores perante a resina de fontes tradicionais”. Aos pequenos e médio produtores de sacolas, constata o presidente do Sindiplast e Abiplast, não há alternativa para conseguir PE verde além de comprá-lo de distribuidoras. “Elas acrescentam ao preço da resina a sua margem de comercialização, aumentando ainda mais os custos dessa aquisição pelas indústrias de menor porte”, nota.A entrada do setor público na seara das sacolas, ao impor o uso de matérias-primas, é um equívoco, julga o dirigente. “Qualquer intervenção no mercado, sem conhecer sua realidade, tem efeitos danosos”, percebe. “Além das implicações de acesso à matéria-prima, temos um desestímulo ao uso de materiais reciclados em aplicações que os permitam”.Acuados pela concorrência descalibrada, transformadores menores têm batido à porta de Roriz com relatos de arrepiar. Um deles reportou a dificuldade de comprar direto da Braskem e foi encaminhados aos distribuidores. “Ao calcular o aumento de custos aferido em relação a concorrentes que compravam direto do produtor, ele decidiu deixar as sacolas e mudar o foco da empresa”, resume o presidente. Outro caso: “um transformador nos citou a queda drástica na comercialização de suas sacolas de resina reciclada”, rememora Roriz. “A situação o forçou a desligar máquinas e demitir 50% dos funcionários”.Extrusora desligadaDias antes do decreto de Haddad vigorar, Manuel Lopes Ferreira, diretor presidente da transformadora de sacolas Lopes-Flex Embalagens, cismou de procurar a prefeitura atrás de esclarecimentos. Acabou na frente de Julia Moreno Lara (ver à pág. 15) , assessora da Amlurb. “Se arrependimento matasse, eu estaria morto”, conta. “Ela é uma pessoa muito desequilibrada, arrogante e despreparada, caiu de para quedas no ramo do plástico e, para sobreviver, interpretou a lei do jeito dela e pronto. Tive que virar as costas e deixá-la falando sozinha, pois só ela tem razão,só ela entende a lei e os demais são burros”.Na ativa há mais de 10 anos em Guarulhos, Grande São Paulo, a Lopes-Flex opera com capacidade estimada por Lopes de 20 t/mês de sacolas tipo camiseta de polietileno reciclado. “Com a entrada da sacola do Haddad, minha produção caiu à metade, desliguei uma das duas extrusoras da planta, dispensei dois funcionários e perdi o mercado paulistano que antes absorvia quase todas as nossas vendas e me voltei para suprir o comércio de outras cidades sem esse tipo de política”, sintetiza o transformador. No fornecimento à capital paulista, o bicho pegou feio na dificuldade de acesso da Lopes-Flex ao PE verde. “Nossa quantidade de consumo mensal não é interessante para a Braskem nos vender diretamente e, nesse mercado, só sobrevive o transformador que ela atende; é comprar na mão dela ou não”. No embalo, Lopes flagra na lei de Haddad um contra senso pelo ângulo da sustentabilidade. “Ao empregar reciclado na produção de sacolas, minha empresa contribui para evitar o despejo de plástico pós-consumo nos aterros, transformando sucata em um produto útil à população”.Ao longo do ano passado, jornalistas como Fábio Pannunzio, âncora do Grupo Bandeirantes, trombetearam na mídia a presença da Braskem, documentada em comprovante do Tribunal Superior Eleitoral, entre doadores de recursos ao diretório municipal do PT em 2012, no período da campanha de Haddad à prefeitura. O aporte foi interpretado como reação da empresa ao veto à sacola plástica pelo prefeito Gilberto Kassab, visando flexibilização da lei na sua posterior regulamentação pelo sucessor petista. “Isso não tem o menor fundamento”, afirma Carlos Parente. “Na esfera de eleições municipais, em 2012, a Braskem efetuou doações aos diretórios de diferentes partidos, em centros considerados relevantes para sua imagem e atuação”, ele explica. “Portanto, sem qualquer ligação com a regulamentação da lei que determina a composição de bioplástico nas referidas sacolas”, acentua o diretor da Braskem.Decisões a portas fechadasNomes ventilados para disputar a eleição a prefeito de São Paulo, o vereador Andrea Matarazzo (PSDB-SP) e o deputado federal Celso Russomano (PRB-SP) não quiseram falar sobre o decreto de Haddad e o que pretendem fazer com ele na hipótese de vencerem o pleito. Mesmo fora do páreo, o vereador Gilberto Natalini (PV-SP) promete não deixar o assunto morrer. Conforme rememora, à época da edição do decreto de Haddad, encaminhou ofício ao governo municipal alertando que especificar para a sacola uma resina de fabricação restrita, PE verde, implicava favorecer seu único produtor. “Também lembrei que, a despeito do mérito da origem renovável do material, seria mais forte, do ponto de vista ambiental, incorporar à sacola a sucata de plástico pós-consumo”. Natalini ficou a par da concorrência desnivelada em sacolas contendo o bioplástico na entrevista concedida a Plásticos em Revista. “Eu desconhecia quão graves poderiam ser as distorções concorrenciais de mercado que o decreto viria a acarretar, favorecendo grandes fornecedores de sacolas”, assinala. “A prefeitura tem responsabilidade integral nesse problema e não pode tentar se eximir. O texto do decreto (Haddad) e da lei (Kassab) claramente conflitam”.Natalini não se surpreende com a indiferença com que a prefeitura paulistana, antes de editar o decreto a favor de PE verde, acolheu as advertências de problemas na concorrência feitas por José Ricardo Roriz Coelho. “É difícil entender a falta de sensibilidade da atual administração quanto a ouvir as partes interessadas e a argumentação técnica”, comenta. “O PT tem uma dificuldade grande de interlocução com a sociedade, o que resulta em um número enorme de audiências, reuniões e conselhos, mas, a posteriori, as decisões são a portas fechadas. Essa prepotência está no DNA do partido e, como parlamentar, enfrento isso”.O próximo prefeito de Sampa não vai demorar a ficar a par das deformidades causadas pela norma de Haddad no suprimento de sacolas de saída de caixa para o comércio. “Vou me debruçar com minha equipe mais de perto sobre o tema e cogito fazer uma representação ao Ministério Público pelas incoerências entre o decreto (de Haddad) e a lei que originou”, promete Natalini. “Também penso que seria conveniente ouvir todos os lados da questão em um evento na Câmara Municipal e vou tentar programá-lo para o quanto antes”.Concorrência em sacolas pode ser contestada na JustiçaQuem fez lobby junto à prefeitura paulistana que resultou na criticada regulamentação de biopolímeros (PE verde, na prática) em sacolas de saída de caixa pode ser alvo de ação judicial com base em abuso de poder econômico, caso o motivo da norma não tenha sido aclarado de forma adequada. Essa possibilidade é levantada na entrevista a seguir, concedida pelo advogado José Inácio Gonzaga Franceschini, luminar do Direito Concorrencial à sombra de credenciais como a de membro da comissão nomeada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) para a elaboração da lei antitruste brasileira, integrante do Conselho do Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência,Consumo e Comércio Internacional (IBRAC) e autor de obras reverenciadas como leitura obrigatória no meio jurídico, a exemplo de “Poder Econômico: Exercício e Abuso – Direito Antitruste Brasileiro” e “Introdução ao Direito de Concorrência”.PR – A situação do fornecimento de sacolas para o comércio paulistano configura ou não infração às normas de Direito Concorrencial?Franceschini – A premissa básica da resposta depende da confirmação técnica/científica não apenas de que as duas sacolinhas (verde e cinza) não são biodegradáveis, mas de que não há ganhos ambientais significativos. Alega-se, por exemplo, mas não sei se houve estudo científico comprobatório de que tenha se servido a Prefeitura, de que a sacola produzida com o polietileno verde, uma vez descartada, seria menos prejudicial ao meio ambiente que a outra (produzida com resina petroquímica). O gás carbônico liberado seria menos nocivo no primeiro caso. Caso não haja vantagem ambiental comprovada e estudo científico utilizado pela prefeitura para adotar o novo produto, então poderíamos, sim, estar diante de uma pendência concorrencial.PR – Mas as evidências constatadas no mercado de sacolas não pesam?Franceschini – Não há que se falar em infração às normas de Direito Concorrencial na adoção de uma política pública normatizada, ao menos em relação ao poder público. Caso a política pública tenha sido adotada por pressão de terceiros, estes, sim, poderão ser recriminados por infração à ordem econômica. Por outro lado, embora o CADE não possa instaurar processos contra a prefeitura, tem a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (SEAE-MF) poderes legais para desenvolver uma advocacia da concorrência, no sentido de adotar providências ou métodos de convencimento visando a modificação da lei cujo efeito seja anticoncorrencial. Por exemplo, a exclusão de concorrentes não devidamente motivada.PR – A situação no mercado de sacolas poderia ser enquadrada como abuso de poder econômico?Franceschini – Da mesma forma como já disse, ela poderia ser enquadrada como abuso de poder econômico em relação a eventuais pessoas (físicas ou jurídicas) cujo lobby tenha resultado na legislação não adequadamente motivada. Mas não a norma legal expedida pela prefeitura.PR – Ela pode ser contestada na Justiça?Franceschini – Sim, dentro da premissa de que não haja comprovação de ganhos ambientais, de cujos estudos científicos tenha se utilizado a prefeitura, é possível se recorrer ao Judiciário, seja de forma individual ou coletiva (ação civil pública pelo Ministério Público ou entidade de classe), com base nos princípios constitucionais da livre iniciativa e da livre concorrência. Para esse fim, seria importante que o autor desta ação estivesse munido de estudo ambiental que possa dar suporte ao feito. Tais ações devem, em princípio, ser ajuizadas na Justiça Estadual em São Paulo.Por seu turno, a movimentação junto à SEAE teria de ser feita na sua sede, no Rio de Janeiro. •

INDÚSTRIA DE FLEXÍVEIS FECHA 2015 COM QUEDA DE 1,6% NA PRODUÇÃO   

Uma pesquisa feita pela Maxiquim para a ABIEF mostra que a indústria de flexíveis amargou uma queda de 1,6% na produção física em 2015...

Março, 2016

INDÚSTRIA DE EMBALAGENS PLÁSTICAS FLEXÍVEIS FECHA 2015
COM QUEDA DE 1,6% NA PRODUÇÃO

O faturamento também caiu 2,1%, fechando em R$ 19,6 bilhões.

São Paulo, Março de 2016 – Uma pesquisa feita pela Maxiquim com exclusividade para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) mostra que a indústria de embalagens plásticas flexíveis amargou uma queda de 1,6% na produção física em 2015, fechando o ano com 1,815 milhão de toneladas. A variação real do faturamento também registrou queda de 2,1%, chegando a R$ 19,6 bilhões, assim como o consumo aparente que caiu 3,6%, atingindo 1,844 milhão de toneladas.

Segundo Solange Stumpf, da Maxiquim, o petróleo continua sendo o alvo das atenções. “Ainda não sabemos se seu preço já chegou ao fundo do poço – US$ 50/barril – ou se cairá mais. Há especialistas apostando em US$ 20 o barril. E esta oscilação continuará afetando a indústria globalmente.” O lado bom, segundo Solange, é que a petroquímica Brasileira tem fôlego para competir por conta da nafta mais barata.

De todas as resinas rastreadas na pesquisa da Maxiquim, o polipropileno (PP) foi a que registrou queda mais acentuada (-8,3%), enquanto os polietilenos (PEs) caíram 3,1%. A demanda doméstica de poliolefinas no Brasil teve uma variação de -5% no comparativo 2015/2104, em volume. “A boa notícia é que a balança comercial fechou positiva em 2015. Houve uma queda de 10,9% nas importações contra uma alta de 15% nas exportações. As importações de PE ficaram em 792 mil toneladas e as de PP em 258 mil toneladas.”

A principal resina utilizada pela indústria de embalagens flexíveis continua sendo o PEBDL (polietileno linear de baixa densidade), com um market share de 45%, seguida por PEBD (polietileno de baixa densidade) com 27% de participação, PP com 16% e PEAD (polietileno de alta densidade) com 11%. “A participação da produção de embalagens flexíveis no total de transformados plásticos aumentou 1,6% em 2015 em comparação ao ano anterior.

Somente no PEBD, 81% do total foram dedicados à produção de flexíveis em 2015; este percentual era de 79% em 2010”, comenta Solange. Alimentos é a principal aplicação com 29% de participação.
No PEBLD a participação dos flexíveis é ainda maior: 93% em 2015 contra 89% em 2010. Neste caso os alimentos também são o principal mercado absorvendo 36% da produção.

A balança comercial da indústria de embalagens plásticas flexíveis também fechou positiva em 2015. Houve um aumento de 16,4% nas exportações contra uma queda de 22,5% nas importações, em volume. Em valores, as importações caíram 23,6% e as exportações cresceram 1,6%.

Como principais conclusões e previsões para 2016, Solange, da Maxiquim, coloca:

 o aumento dos custos e da carga tributária, aliados à uma demanda enfraquecida, devem seguir impactando negativamente os resultados em 2016;
 as expectativas dos transformadores apontam para um ano difícil, com provável redução de investimentos em razão da instabilidade econômica, política e de mercado;
 produtos com maior valor agregado, como embalagens de barreira e de desempenho superior, continuarão crescendo e as empresas deverão focar na exportação;
 produtos da cesta básica são usualmente menos afetados em tempos de crise e o horizonte para as embalagens flexíveis não é tão negativo como para o mercado em geral;
 empresas com produtos voltados para a exportação devem apresentar bom resultado, considerando-se o cenário de Dólar valorizado.


Sobre a ABIEF
A Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis, com quase 40 anos, busca fomentar o mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A entidade também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental a partir do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. A ABIEF reúne 160 empresas de todo o Brasil fabricantes de filmes monocama, coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; embalagens especiais. Mais informações visite www.abief.org.br.


Informações para a imprensa e agendamento de entrevistas
Liliam Benzi (MTB 19.352)
Fones (11) 99989-1597 ldbcom@uol.com.br

SUSTENTABILIDADE NA INDÚSTRIA DE PLÁSTICO TRANSFORMADO   

A Apex-Brasil elaborou um Guia de Sustentabilidade para as empresas que participam do projeto Think Plastic Brazil, em parceria com o INP...

Fevereiro, 2016

USTENTABILIDADE NA INDÚSTRIA DE PLÁSTICO TRANSFORMADO
APEX BRASIL - 23/02/2016

23/02/2016A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) elaborou um Guia de Sustentabilidade para as empresas que participam do projeto Think Plastic Brazil, em parceria com o Instituto Nacional do Plástico (INP). O documento contém orientações sobre as principais tendências globais em sustentabilidade para que as companhias do setor se tornem mais competitivas em mercados internacionais.O Guia também ajuda a compreender e enquadrar o estágio de maturidade em sustentabilidade de cada negócio e é essencial para auxiliar na identificação das ações prioritárias e mais adequadas para as capacidades gerenciais atuais de determinada empresa.Antes da elaboração do manual, foram realizadas visitas técnicas em nível nacional a 25 empresas representantes de primeira, segunda e terceira geração da indústria petroquímica, além de empresas recicladoras de material transformado. O objetivo era avaliar detalhadamente as boas práticas em sustentabilidade, medir o grau de atendimento aos requisitos internacionais e aplicar o Indicador de Sustentabilidade desenvolvido no âmbito do projeto.Foram cinco etapas até chegar na conclusão do trabalho: entendimento integrado do setor nacional e internacional; oficinas de sensibilização; visitas técnicas às empresas previamente identificadas; análise de cenários e tendências e; elaboração do Guia de Sustentabilidade.Além de ajudar as empresas com o passo-a-passo para se tornarem mais sustentáveis, o documento retrata como o tema vem sendo entendido e aplicado pelas empresas brasileiras transformadoras de plástico, como as empresas e os mercados internacionais buscam a sustentabilidade como diferencial competitivo e quais os caminhos possíveis para uma produção mais ecoeficiente. O projeto contou com a consultoria da empresa Waycarbon e teve o apoio da Abiplast e Plastivida.Clique aqui para baixar o Guia.

FALTA DE COMPETITIVIDADE PODE MINAR AVANÇO DAS EXPORTAÇÕES   

Transformadores da cadeia petroquímica já começam, diante da retração da economia, pensar em alternativas para aumentarem suas exportações.

Fevereiro, 2016

Falta de competitividade pode minar avanço das exportações
DCI - EM DESTAQUE - São Paulo - SP - 29/02/2016 - Pág. 03

São Paulo - Os transformadores da cadeia petroquímica já começam, diante da retração da economia brasileira, a pensar em alternativas para aumentarem suas exportações, mas ainda citam uma série de entraves à competitividade que podem minar os esforços do setor.

"O câmbio atual traz a indústria nacional de volta para um patamar bom de competitividade. Isso tem efeitos sobre toda a cadeia, mas só esse movimento não basta, porque fechamos nossas portas durante muitos anos e perdemos nossos canais de saída para o mercado internacional", avalia o diretor do negócio de polipropileno da Braskem, Walmir Soller. O executivo, responsável pela produção de uma das resinas mais utilizadas como matéria-prima pelo segmento, afirma que existe entre os empresários uma movimentação em busca de caminhos para exportar e um desejo de desenvolver oportunidades de diversificação, mas pondera que a efetivação do processo em escala ainda deve demorar a ser plenamente desenvolvida.

A Videolar-Innova, fabricante de polímeros termoplásticos, monômeros, solventes e filmes plásticos, é um exemplo de empresa que vem aumentando seu ritmo de exportações e investindo na substituição das importações para tentar manter o nível de utilização da capacidade instalada de suas fábricas. No ano passado, a companhia enviou a clientes do exterior cerca de 8% da sua produção, volume que pretende ampliar neste ano, afirma o presidente da empresa, Lírio Parissoto.

Segundo o executivo, o objetivo será alcançado por meio de uma estratégia de diversificação de produtos, de estímulos às vendas no mercado internacional e de aproximação com parceiros da América Latina para o fornecimento constante de materiais. A companhia se prepara agora para dar início em maio à sua fabricação de poliestireno expansível (EPS), tradicionalmente conhecido como Isopor, na unidade de Triunfo (RS). O grupo poderá embarcar parte das 25 mil toneladas que serão produzidas por ano do polímero e vender o restante para clientes internos, substituindo o produto importado.

A maior oportunidade para as exportações "é uma verdade, mas precisa ser entendida com a devida dimensão das dificuldades envolvidas na exportação de commodities petroquímicas", avalia Parissoto. Ele cita como principal entrave à competitividade brasileira o preço da nafta negociada no País, matéria-prima mais utilizada pelo setor e que é mais cara do que algumas alternativas usadas no resto do mundo. "Ainda assim, é uma frente possível e um esforço que a Videolar-Innova está empreendendo", garante ele.

Para Soller, da Braskem, também falta ao empresário brasileiro do setor petroquímico uma "cultura para a exportação", que foi perdida nos anos em que a economia brasileira cresceu e o real estava muito valorizado. Falta para algumas companhias, de acordo com ele, uma maior capacitação e mais meios de se relacionar com potenciais compradores internacionais, problemas que começam a ser resolvidos, mas ainda devem tomar alguns anos para serem ultrapassados.

"Por mais que haja preços competitivos, e vemos isso em alguns segmentos, nem sempre o industrial sabe como exportar", aponta o diretor. "Na área de transformação, temos ainda muitas empresas familiares, onde é mais difícil esse processo. Tudo isso traz uma complexidade que vai levar um tempo para ser vencida."

Outro entrave apontado por ele é a falta de uma linha de financiamento que estimule as exportações, uma vez que o aumento recente dos juros elevou os custos de capital no Brasil. Como o processo de envio ao exterior demora mais do que uma venda interna, as empresas precisariam de mais recursos guardados em caixa caso aumentassem seus embarques, explica ele, o que se torna mais difícil com a economia em retração e exigiria a tomada de recursos a taxas mais competitivas do que as do mercado.

A Braskem, interessada nos ganhos que teria com o desenvolvimento da cadeia já que é a principal fornecedora de resinas no País, desenvolveu um projeto de estímulos à exportação dentro do seu programa de incentivos PICPlast. Soller conta que a iniciativa tem como principais eixos a formação de trabalhadores para que conheçam o processo de exportação, a pesquisa de nichos do setor nos quais os brasileiros podem se inserir o exterior e o estabelecimento de projetos com transformadores para a inserção de produtos em determinados mercados. Nos últimos dois anos, R$ 80 milhões foram investidos no programa, que atende cerca de 900 empresas.

Transformação plástica

Para as companhias que atuam na ponta da cadeia, produzindo plásticos que serão destinados para a indústria ou para os consumidores finais, o cenário é ainda mais difícil, sinaliza o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho. De acordo com ele, as exportações do segmento, de fato, têm aumentado, mas ainda representam um volume muito baixo na comparação com o total produzido pelas indústrias.

Na avaliação dele, a competitividade do setor fica muito comprometida diante da "proteção" que existe no mercado de matérias-primas. O fato de só existir uma empresa no País que fornece nafta e uma que produz as resinas termoplásticas utilizadas como insumo, aliado às tarifas antidumping colocadas no Brasil contra a importação de polipropileno e policloreto de vinila (PVC), faz com que a cadeia pague por um dos materiais mais caros do mundo.

Dificultando a situação, a Braskem assinou um acordo de cinco anos com a Petrobras no final do ano passado para o fornecimento de matéria-prima a um preço que a própria petroquímica considerou não condizente com a realidade da indústria. Após anos de negociação, empresa aceitou pagar à estatal uma nafta precificada pela cotação do mercado europeu, um dos mais caros do mercado.

Além disso, aponta Roriz, os custos da indústria petroquímica com energia elétrica aumentaram, em média, 80% no último ano. A alta mais do que neutralizou os benefícios da valorização do dólar, que teve alta de cerca de 40% frente ao real desde fevereiro de 2015.

"Estamos fazendo todo um esforço para exportar mais, buscando nichos de mercado, produtos onde custos envolvidos não tenham impacto tão grande sobre preço do produto a ser vendido", afirmou o presidente da Abiplast, que é parceira da Braskem no PICPlast. "Em alguns setores, poderíamos exportar diretamente, como o de utilidades domésticas e brinquedos, mas ainda não temos competitividade para isso. Indiretamente poderíamos estar exportando plásticos por meio de indústrias que são nossas clientes, como a de automóveis, de produtos da construção civil, e de embalagens, mas esses segmentos estão passando por muitas dificuldades também."

Dados

De acordo com dados da associação, as exportações do setor de transformados plásticos cresceram 8,8% em 2015, mas o resultado não foi capaz de mitigar a queda da produção, que recuou 8,7% no ano passado. No elo mais inicial da cadeia, de químicos e petroquímicos, os embarques aumentaram 10,6% no mesmo período, informou a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

O Brasil exportou em janeiro US$ 304 milhões em polímeros e produtos plásticos, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), uma alta de 15% na comparação com 2015.

Thiago Moreno

PATINANDO EM GELO   

Encurralado pela recessão,inflação, carestia, instabilidade política e valorização cambial, o setor plástico presenciará em 2016...

Fevereiro, 2016

Patinando em gelo
PLÁSTICOS EM REVISTA - ESPECIAL - São Paulo - SP - DEZ/2015/JAN/2016 - Nº 621 - Pág. 32 e 33



Mercado deve andar de lado este ano, prevê Solange Stumpf

Pelo andar da carruagem, vem por aí mais do mesmo. Encurralado pela recessão,inflação, carestia, instabilidade política e valorização cambial, o setor plástico presenciará em 2016 a reprise do filme de 2015, vaticina Solange Stumpf, sócia executiva da consultoria MaxiQuim, sensor dessa cadeia no país. Nesta entrevista, Solange expõe como a demanda doméstica de resinas patinou no ano passado e explica porque vê em compasso de espera a predisposição de investir por parte dos transformadores.


Solange Stumpf: exportações mantiveram alta produção de resinas.
Solange Stumpf: exportações mantiveram alta produção de resinas.
PR – Na visão da MaxiQuim, o consumo aparente geral de resinas commodities recuou em 2015 ao patamar de qual ano anterior e, nessa esteira, estima que a indústria de transformação rodou então com qual índice de ociosidade?
Solange – Em 2015, o consumo aparente de resinas termoplásticas gravitou em torno de 6,2 milhões de toneladas, considerando-se o somatório dos polietilenos (PE), polipropileno (PP), poliestireno (PS), PVC e PET. Isto representa uma queda de 6,5% sobre 2014, e um recuo ao patamar próximo ao atingido em 2012. O nível operacional da transformação também caiu em 2015, especialmente no segundo semestre. O efeito da crise variou conforme o segmento, mas, de forma geral, estimamos uma ociosidade média para o setor de mais de 30%.

PR – O câmbio por trás da alta exportações e da queda brusca das importações garantiu o superávit do consumo aparente para poliolefinas e PVC. Isso também vale ou não para PS e PET?
Solange – Todas as resinas analisadas foram menos importadas do que em 2014 e, exceto PP, todas elas tiveram as exportações incrementadas. Assim, apesar da queda no consumo aparente, a produção nacional de resinas se manteve elevada por conta das exportações; foi até mesmo maior do que em 2014 em casos como polietilenos e PET.

PR – O mercado mundial em 2016 segue o mesmo de 2015 ou há possibilidades de alterar o andar das exportações brasileiras de resinas?
Solange – A variável de maior reflexo no negócio de resinas é o preço do petróleo, em queda drástica neste início de ano e atingindo patamares imprevisíveis até então. A recuperação da cotação do petróleo deve ocorrer ao longo do ano, mas nada se espera de muito significativo e a alta volatilidade deve se manter. Nesta perspectiva, o custo de produção de crackers base nafta, caso do perfil da indústria brasileira, deve ficar baixo, e a competitividade das exportações aumenta ainda mais. Por conta disso e do câmbio favorável, mesmo considerando-se o cenário de queda dos preços internacionais das resinas, seja pela entrada em operação de plantas base gás previstas para este ano, seja pela queda do preço do petróleo, as exportações brasileiras de resinas devem se manter elevadas em 2016.

PR – A PetroquímicaSuape partiu seu segundo trem de 225.000 t/a de PET em 2015, elevando a capacidade brasileira a 1.000.000 t/a. As exportações brasileiras de PET sempre foram irrisórias. Como avalia a possibilidade de aumentá-las?
Solange – As exportações de PET atingiram 104.000 toneladas em 2015, um acréscimo de 100% sobre 2014. Para 2016, estimamos pelo menos 150.000 toneladas exportadas. Mais uma vez, o câmbio favorece as exportações, e deve viabilizar a operação em níveis próximos do ponto de equilíbrio, apesar da previsão de queda dos preços internacionais num mercado onde a Ásia é o driver (condutor) de preços.

PR – Anos atrás, transformadores se endividaram para financiar investimentos. Em 2015, essa dívida encareceu muito e os resultados operacionais desabaram e assim pioraram o acesso dessas indústrias ao mercado financeiro para emitir nova dívida. Qual o efeito disso sobre o consumo brasileiro de resinas e investimentos em máquinas em 2016?
Solange – 2016 não deve ser muito diferente do que foi 2015 em termos de consumo de resinas. Não se espera variação significativa na demanda doméstica – os volumes se manterão baixos, devendo reagir mais para o final do ano ou somente em 2017. Com relação aos investimentos em máquinas, sem dúvida devem ser pequenos este ano, não só por conta do alto nível de endividamento dos transformadores, mas pela perspectiva ruim de mercado. Sem demanda, não há necessidade de investir em aumento de produção e, portanto, não é requerido aporte de recursos em bens de capital. As empresas devem seguir investindo em desenvolvimento de produtos, readequação de portfólio ao novo cenário e, quando possível, desbravamento do mercado externo.

PR – A América Latina (México exclusive) é o mercado externo nº1 para as novas capacidades norte-americanas de PE. Como a recessão no Brasil, sem final à vista, e a queda nas importações chinesas podem afetar os planos para PE dos EUA?
Solange – Sem dúvida, a recessão no Brasil e uma redução no ritmo de crescimento da China tendem a limitar as oportunidades de escoamento das novas capacidades previstas para rodar já no segundo semestre na América do Norte. Isto, atrelado ao novo patamar do preço do petróleo, deve provocar uma redução nos preços das resinas, em especial PE, que terão superoferta em breve. A consequência é que, mais uma vez, muitos projetos tendem a ser cancelados ou postergados até a conjuntura melhorar.

PR – A MaxiQuim trabalha com qual estimativa inicial para o consumo aparente de cada resina em 2016 perante 2015?
Solange – O quadro é o seguinte:
PEBD = +2%
PEBDL = -1%
PEAD = +0,8%
PP = +2,6%
PS = +2,4%
PVC = 0%
PET = +1,4%

De forma geral o cenário não é favorável a uma recuperação significativa, tendo em vista a queda prevista no PIB de 2016. A premissa adotada para as projeções é de crescimento apenas nos casos de novos desenvolvimentos de aplicações ou alguns mercados emergentes específicos. Além disso, em alguns setores cuja queda em 2015 foi muito drástica, casos do automotivo e eletrodomésticos, podemos esperar uma recuperação em 2016, mesmo que pequena, pois existe uma demanda reprimida. O efeito seria mais sentido no segundo semestre e, com maior força, em 2017, em particular para resinas como PP e PS, que tiveram forte queda em 2015.

PR – A indústria automobilística amargou em 2015 queda de 22,5% recuando aos níveis de 2007, tornando o mercado pequeno demais para tantas montadoras no país. Autopeças são o maior mercado de plásticos de engenharia no Brasil, suprido em grande parte por subsidiárias locais de múltis. Quais as perspectivas?
Solange – Num primeiro momento – e que ocorreu em parte de 2014 e mais forte em 2015 –há um redimensionamento do setor ao novo tamanho do mercado. É quando, na retração, as empresas encerram linhas de produção e adequam o volume produzido a um patamar menor. Outras alternativas de estratégia levam em conta o cenário das variáveis que afetam tal indústria. No caso, o câmbio. Com a escalada do dólar, ficou mais caro importar itens já finalizados, como as autopeças. Sendo assim, se há um cenário de perspectiva firme de dólar apreciado, o movimento pode ser de um incremento nos tipos de peças produzidas localmente e antes importadas. Ou seja, se por um lado a demanda atingiu um patamar menor, por outro, a indústria local pode desenvolver a produção de alguns itens, antes importados, o que, inclusive, está sendo trabalhado por alguns produtores de plásticos de engenharia com transformadores brasileiros.

PR – Como avalia o consumo aparente de plásticos de engenharia em 2015 e o cenário para este ano?
Solange – O consume aparente de plásticos de engenharia (PA6, PA66, ABS, POM, PBT, SAN, PMMA, PC) em 2015 foi da ordem de 167.000 toneladas, cerca de 20% menor do que as 210.000 toneladas mensuradas em 2014. Ao longo deste ano, o segmento deve continuar muito atrelado à produção automotiva. Em linhas gerais, a redução no consumo de tais materiais é menor que a queda na produção de veículos, pois os materiais também são empregados na fabricação de peças de reposição, além de atenderem segmentos como eletrodomésticos e eletroeletrônicos.

HÁ TANTA VIDA LÁ FORA   

O contexto econômico mudou e exportar transformados é parte da nova realidade.

Fevereiro, 2016


Há tanta vida lá fora
PLÁSTICOS EM REVISTA - PONTO DE VISTA - São Paulo - SP - DEZ/2015/JAN/2016 - Nº 621 - Pág. 45


O contexto econômico mudou e exportar transformados é parte da nova realidade

2015 foi desafiador para o setor empresarial e 2016 não deve ser diferente. Para se ter uma ideia, dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) apontam que a produção física dos transformadores caiu 9,3% de dezembro de 2014 a novembro de 2015, enquanto a indústria no plano geral recuou 7,7% no mesmo período.

É fato, portanto, que o mercado brasileiro está encolhendo. O consumo tem caído no país e não há expectativa para retomada no curto prazo. Levantamentos recentes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que as vendas de veículos caíram 26,6% no ano passado, voltando ao mesmo nível de 2007, enquanto a produção teve queda de 22,8% na comparação com 2014. E as projeções para 2016 não são animadoras. Espera-se retração de 7,5% nas vendas e alta de apenas 0,5% na produção.

Ainda que cenários otimistas apontem para uma recuperação no segundo semestre, com um mercado interno instável, o setor de transformação de plástico precisa apostar em novas estratégias para continuar crescendo. Afinal, não será possível ganhar market share no país. Quando o mercado diminui, as alternativas são: reduzir a produção, entrar em guerra de preços para manter as vendas ou desenvolver novos mercados e/ou aplicações.

Reduzir a produção significa demissões, perda de conhecimento técnico, além de sinergias operacionais. Guerra de preços não é uma alternativa inteligente, pois leva invariavelmente à quebra de empresas ou segmentos inteiros. Portanto, resta nesses momentos o desbravamento de mais aplicações e mercados. Dentro desse contexto, a exportação desponta como uma séria alternativa, potencializada pela desvalorização cambial que tem um aspecto positivo para a indústria brasileira: coloca seus produtos em melhor patamar de competitividade. Em dólar, os custos locais, inclusive mão de obra e energia elétrica, diminuíram de maneira importante. Trata-se de um grande empurrão para quem precisava de um sinal para apostar no mercado internacional.

A recessão chinesa não deve assustar quem aposta na exportação, pois a saída para nós está muito mais próxima: nos países vizinhos e membros do Mercosul. A Argentina, por exemplo, depois de encolher por diversos anos, vive um momento de euforia com o novo governo e expectativa de crescimento do PIB de 1% em 2016. Bolívia, Paraguai e Uruguai devem crescer, respectivamente, 5%, 3,8% e 2,6% durante este ano. Também não podemos esquecer da arrancada industrial dos Estados Unidos, com oportunidades atraentes para segmentos como o de polipropileno. O clima por lá é de bom-humor generalizado.

Entretanto, o sucesso no exterior exige que o nosso transformador esteja preparado para essa nova estratégia de negócios, fortalecendo sua gestão e mostrando-se capacitado para atender a um aumento da demanda e às exigências de qualidade de parceiros de fora. Há muitas iniciativas voltadas para promover a qualificação dessa indústria. Está aí, por exemplo, o Plano de Apoio à Cadeia do Plástico (PICPlast). Ele contempla a criação de programas estruturais passíveis de contribuir para a concretização dessa meta com ações em três eixos: estímulo a exportações de artefatos, ampliação da competitividade e da capacidade de inovar da transformação e, por fim, a promoção das vantagens do plástico para a opinião pública.

Já existem também plataformas pensadas exclusivamente para facilitar o acesso do empresário brasileiro ao comércio exterior.Entre elas, desponta o Think Plastic, que lançou o Programa de Capacitação em Negócios Internacionais. Na esfera das empresas associadas à iniciativa, as exportações cresceram 6,2% em 2015.
O transformador que desejar ter sucesso fora do Brasil deve pensar em arranjos industriais diferentes, com consolidação em alguns setores e a busca de sócios ou parceiros no exterior que possam fazer aportes em tecnologia ou facilitar o acesso a outros mercados. Há também uma grande oportunidade para inovação.
O fato é só um: o contexto econômico mudou e a fórmula que funcionou até agora não vai dar mais os mesmos resultados. Está na hora de mudá-la e buscar novas soluções para escapar da crise e seguir crescendo.

*Walmir Soller é diretor do Negócio de Polipropileno da Braskem

É DE QUEBRAR A CABEÇA   

Não deu outra: 2015 marcou pela queda na vendas, investimentos e margens dos transformadores. O setor aguenta a reprise em 2016?

Fevereiro, 2016

É de quebrar a cabeça
PLÁSTICOS EM REVISTA - ESPECIAL - São Paulo - SP - DEZ/2015/JAN/2016 - Nº 621 - Pág. 28 a 30


Não deu outra: 2015 marcou pela queda na vendas, investimentos e margens dos transformadores. O setor aguenta a reprise em 2016?

Do começo ao final de uma agenda diária sem hora fixa para terminar, José Ricardo Roriz Coelho absorve e irradia informações. Ele atrai dados feito pára-raio no comando da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), nas empresas que gere e de cujos conselhos administrativos participa, além de ser alimentado pela fornalha de indicadores do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) ,entidade da qual é vice-presidente. Estribado nessa bagagem, Roriz demonstra na entrevista abaixo uma conjuntura que faz a cadeia do plástico quebrar a cabeça e ficar hipertensa. As razões do vermelho no balanço de 2015 são óbvias e a estrada até o final de 2016, ele expõe, se afigura por demais esburacada e pedregosa para transformadores que, na panorâmica, acabaram o ano passado de língua de fora e menos capitalizados. Fica no ar a indagação de mais quantos anos o metabolismo do setor a indústria resiste sem sua anemia atual descambar para o colapso se o Brasil não sair do acostamento.

Roriz: transformação fechou 23.000 postos de trabalho.
Roriz: transformação fechou 23.000 postos
de trabalho.
PR – Pela sua estimativa, a produção de transformados plásticos recuou em 2015 ao patamar de qual ano anterior e, nessa esteira, com qual índice médio de ociosidade o setor rodou?
Roriz – A produção recuou 8,5% em 2015, sendo que o volume produzido de 6,1 milhões de toneladas fica um pouco abaixo do registrado em 2008 (6,3 milhões de toneladas). No ano passado, a ociosidade média do setor, conforme dados da CNI, ficou em 37%, um crescimento de 5,5 p.p ou de 17% frente ao índice de 2014.

PR – No plano geral, os transformadores nacionais tiraram proveito do óbvio recuo das importações de artefatos em 2015?
Roriz – No ano passado, as importações de transformados plásticos recuaram 13,8% em peso, porém a participação de importados na demanda nacional permanece praticamente constante em 2015 (o coeficiente de importação passou de 10,6 para 10,4) quando vemos somente a quantidade em toneladas de plásticos importados. Tal fato nos mostra que esse recuo de importações é atribuído à redução da demanda brasileira por produtos plásticos e não pela substituição de produtos importados por nacionais.

PR – Quais os sinais concretos mais dramáticos dos efeitos da recessão sobre a transformação de plástico em 2015?
Roriz – O sinal mais dramático é o desemprego. Em 2015, o setor fechou mais de 23.000 postos de trabalho. Além do efeito negativo social do desemprego, para o empresário o quadro traduz ociosidade em seu parque industrial. Além do custo da demissão (multas, verbas rescisórias etc), quando ele decide demitir, abdica de mão de obra treinada e qualificada (muitas vezes treinada dentro da empresa). Aliás, entre os setores mais empregadores, o de transformados plásticos é o que apresenta o maior número de funcionários qualificados e com maiores salários. O fechamento de postos de trabalho implica, portanto, em perda de produtividade e em ter de arcar com um alto custo de recontratação quando da retomada.

Outro sinal dramático é a forte retração do investimento. Na indústria de transformados plásticos, ele retraiu 32% em 2015, retração que deve continuar este ano.

Agora, um fator contundente da crise é a maior compressão de margens das transformadoras, fator que mina a intenção de investimento e ocasiona a perda de competitividade do setor. Calculamos na Abiplast um indicador que compara a evolução dos preços dos produtos industriais (dado pelo IBGE) e os principais custos de nossa indústria (matéria-prima, energia e mão de obra). Tal indicador nos permite acompanhar a sistemática supressão de margem das empresas. Apenas em 2015 houve queda de mais de 10% nesse coeficiente, o que representa contração de margem e perda de capacidade de realização de investimento e de geração de empregos.

PR – A desindustrialização está em andamento na transformação?
Roriz – O desmonte da indústria de transformados plásticos não foi iniciado em 2015. Na verdade, a indústria brasileira de forma geral vem estagnada desde 2010 e perde, sistematicamente, participação no PIB. Esse comportamento, também afetou o setor de transformados plásticos.

PR – Anos atrás, muitos transformadores se endividaram para financiar investimentos. Em 2015, essa dívida encareceu bastante e os resultados operacionais desabaram e assim pioraram muito o acesso dessas indústrias (em especial, as de médio porte) ao mercado financeiro para emitir nova dívida. Qual deve ser o efeito dessa situação sobre o desempenho da transformação de plástico em 2016?
Roriz – Em parceria com a Fiesp, realizamos no primeiro semestre de 2015 uma pesquisa de intenção de investimento. Nela observamos que, além da queda de 32%, a maior parcela dos investimentos realizados pela indústria utilizou capital próprio (aliás um comportamento padrão da indústria brasileira).Esses aportes de recursos tiveram como objetivo melhoria em gestão, com foco em aumento de eficiência e na redução de custos, o que chamamos de investimento defensivo. Para 2016 vislumbramos um cenário de maior dificuldade de acesso a recursos de terceiros (por maior endividamento ou contração de caixa por conta da recessão). Também esperamos que o enfoque em melhoria de gestão e eficiência se mantenha em 2016, porém com uma retração ainda maior em termos de volume de investimentos, em decorrência das margens mais apertadas.

PR – Demanda em recessão infindável, crédito com freio puxado, custos de produção ascendentes e falta de fôlego financeiro formam o cenário para catalisar a consolidação de empresas na transformação. Pela sua estimativa, o efetivo de transformadores virou 2015 em número igual, menor ou maior que em 2014?
Roriz – De 2013 para 2014 houve fechamento de 41 empresas no setor de transformados plásticos. Para 2015, estima-se o fechamento adicional de aproximadamente 100 empresas.

PR – Por quais motivos mostraram-se tímidas em 2015 reações tipo joint ventures em segmentos super concorridos da transformação, como artefatos de baixo valor agregado e baixa rentabilidade?
Roriz – Empreendimentos como joint-ventures entre empresas de transformados plásticos teriam como grande objetivo obter ganhos de escala, racionalização operacional e comercial e ganhos de sinergia. Entretanto, um mercado estagnado desde 2010 e em trajetória recessiva tem pouca atratividade para formação desse tipo de negócio no curto prazo.

PR – A Abiplast dispõe de dados sobre o número de transformadores de plástico que tiveram recuperação judicial deferida em 2015?
Roriz – Segundo a SERASA, em 2015 houve um aumento de 55% nos pedidos de recuperação judicial na economia brasileira e um aumento de 12% nas falências decretadas. Podemos considerar que o mesmo ocorreu no setor de transformados plásticos.

PR – Acredita que em 2016 aumentem as compras de indústrias transformadoras locais de plástico por empresas do exterior?
Roriz – Mesmo com ativos mais baratos em dólar, um fator importante para decisão de investimento é a capacidade de rentabilidade futura. O cenário econômico atual contamina a projeção de cenários de longo prazo e retrai a intenção de investimento. Juros altos, energia cara, custos indiretos elevados da mão de obra, e acesso a matérias-primas protegidas da concorrência e com preços superiores aos dos concorrentes internacionais afastam os potenciais investidores. Para avaliar a intenção de compra de empresas nacionais por empresas estrangeiras deve-se considerar o fato de que o alto custo do capital atual exige uma taxa interna de retorno ainda maior para esses projetos de investimento, dificultando de tal forma estas aquisições. Sem perspectivas de aumento de rentabilidade e remuneração do investimento, há baixo investimento nesse tipo de projeto.

PR – Sob a recessão e câmbio atuais, analistas conclamam a transformação brasileira a acordar para as vendas ao exterior. Mas ela está descapitalizada, sem custos competitivos e o país/Mercosul tem pouquíssimos acordos internacionais e está fora das cadeias globais de valor. Esse discurso então é uma bola fora?
Roriz – As exportações podem ser consideradas uma saída. Um estudo de 2012, feito pela consultoria McKinsey, aponta que, tradicionalmente, setores como o de transformados plásticos exportam de 5% a 20% de sua produção. Nossas exportações encontram-se no limite inferior dessa medida e poderiam ser melhoradas. Porém para ser uma alternativa atingível, dependemos de uma indústria competitiva em nível internacional e, para tanto, precisaremos muito mais do que discurso e câmbio mais favorável. Será preciso enfrentar problemas estruturais que impactam nossa competitividade no mercado internacional, a exemplo da cobrança de tarifas antidumping sobre importações em regime de drawback; a instituição correta de um Reintegra para retirar cumulatividade de imposto sobre produtos exportados e, por fim, o país precisa imprimir mais agressividade na confecção de acordos internacionais e na abertura de novos mercados. Além disso, temos uma lógica de proteção tarifária equivocada, com setores produtores de matérias-primas contando com proteção efetiva muito maior do que produtos de maior valor adicionado e instrumentos de defesa comercial aplicados em grande parte sobre fornecedores de matérias-primas na condição de monopólios e oligopólios.

Com esses problemas, é difícil para o Brasil se inserir com sucesso em alguma cadeia global de valor. Mesmo que venha a participar, sua atuação será muito focada em produtos de baixo valor agregado, o que não resultará em salto competitivo para o país.

A LANTERNA APAGOU   

China é o fiel da balança das perspectivas para o plástico mundial este ano. EUA por ora à parte, o 1º Mundo patina em deflação...

Fevereiro, 2016

A lanterna apagou
PLÁSTICOS EM REVISTA - CONJUNTURA - São Paulo - SP - DEZ/2015/JAN/2016 - Nº 621 - Pág. 22 e 23



China é o fiel da balança das perspectivas para o plástico mundial este ano. EUA por ora à parte, o 1º Mundo patina em deflação e petróleo e o mercado de commodities rumam para preços ao rés do chão. No coração do tornado, a China, em dívida recorde, amarga o corte nos incentivos do governo que fizeram sua festa do consumo de 2008 a 2013.Emergentes como o Brasil e Rússia sentem a virada influindo nos PIBs declinantes e exportadores como Japão e Alemanha digerem o sapo da queda nas encomendas chinesas. A economia da China caiu do precipício dos estímulos irretornáveis, quadro que mantém produtores de polímeros pendurados no trapézio sem rede embaixo, deixa nu e cru nesta entrevista John Richardson, consultor sênior especialista em Ásia e blogueiro do portal britânico Icis
(e-mail: john.richardson@icis.com).

Richardson: petroquímicas erraram nas previsões.
Richardson: petroquímicas erraram nas previsões.
PR – Poderia explicar o movimento da China rumo a uma nova realidade econômica e seus efeitos sobre os preços do petróleo e o fim da bolha global de commodities?
Richardson – A China reagiu à crise financeira global de 2008 com o maior programa de estímulos já empreendido por um país com suas dimensões na história da economia mundial, de montante correspondente a US$586 bi. O objetivo era repor, através do consumo doméstico fortalecido, a perda de empregos causada pela moderação das exportações para o Ocidente. Isso funcionou à custa de uma grande bolha de investimento na construção e manufatura. Ninguém se importava se determinado condomínio ou projeto de fabricar produtos como químicos condizia com a oferta e demanda. Tudo o que importava era se a realização do projeto gerava crescimento econômico no curto prazo. Analistas fora da China, em particular de bancos de investimento, afirmavam que o dinheiro assim bombeado na economia chinesa estava gerando uma classe média nos moldes ocidentais. Acreditavam que esse gasto suplementar do governo criara uma vasta quantidade de chineses ricos que manteriam por muitas décadas o crescimento da demanda nos níveis vistos de 2008 a 2013, o período de vigência do programa de estímulos oficiais. Na mesma esteira, robustos acréscimos foram feitos na capacidade internacional de petróleo, carvão, cobre e alguns polímeros e químicos, amparados nas previstas taxas de forte crescimento da demanda da China. Mas esses investimentos ignoraram o que já era claro no início do programa de estímulos, ou seja, que ele resultaria em grande aumento da dívida chinesa.

PR – Como dimensiona esse aumento?
Richardson – Relatório da consultoria McKinsey atesta que a dívida quase quadruplicou de 2007 a 2014, atingindo então 28% do PIB. Dívida em si não é problema se você pode pagar. Mas o mesmo relatório, emitido em fevereiro de 2015, levantava três fatos preocupantes: metade dos empréstimos estão ligados ao superaquecido mercado imobiliário; perto da metade dos empréstimos ficou por conta de agentes financeiros fora da regulamentação bancária e, por fim, a dívida de muitos governos locais (esfera municipal e estadual) é provavelmente insustentável. Ao assumirem seus cargos em 2012, o presidente Xi Jinping e o Primeiro Ministro Li Keqiang deixaram evidente que os estímulos seriam retirados para controlar a crise da dívida, processo iniciado em 2014.

PR – Qual o impacto dessa mudança na China sobre a superoferta e excedente de capacidade de resinas como poliolefinas, PVC e PET?
Richardson – O resultado da retirada dos estímulos econômicos é o excedente de petróleo, metal, carvão e de polímeros como os citados na pergunta. Muita capacidade foi erguida na suposição equivocada de crescimento da demanda.

PR – As petroquímicas falharam em reconhecer a gravidade da retração da China?
Richardson – Não. Elas pensavam que, mesmo com a China diminuindo sua marcha, seu consumo é muito superior ao de 10 anos atrás e assim, ainda que as taxas de crescimento declinem, os volumes incrementais extra, acrescidos a cada ano, seriam enormes. As petroquímicas também argumentavam que o forte crescimento da demanda em outros mercados emergentes compensariam a redução da velocidade da expansão chinesa. No entanto, elas ignoraram dois fatos:
a) a China já havia alcançado autossuficiência em determinados petroquímicos e polímeros, a exemplo de PVC, PET e ácido tereftálico purificado (PTA, componente de PET). Além disso, o país caminha para a autonomia na produção de polietileno (PE) e polipropileno (PP) nos próximos 5-10 anos.
b ) A demanda notada em outros mercados emergentes é ultra pequena perante a chinesa. Mesmo que as taxas de crescimewnto sejam fortes nesses mercados, levará muitos anos para eles alcançarem o patamar da China.

PR – Como vê o impacto da Nova realidade da China sobre a diferença de preços entre petróleo, nafta e gás natural norte-americano?
Richardson – Os preços do barril ainda não chegaram ao fundo do poço; podem chegar a US$ 20 ou menos. Isso impulsionará a competitividade dos crackers base nafta frente aos base etano de concorrentes nos EUA e Oriente Médio. Os preços do petróleo devem permanecer em níveis muito baixos nos próximos anos.

PR – Mais estímulos do governo ajudariam a China a resolver seus problemas econômicos?
Richardson – Não. Cada novo dólar hoje acrescentado à dívida está provavelmente pesando mais para subtrair do que para somar para o crescimento do PIB da China, em razão da escala da superoferta na manufatura e lançamentos imobiliários. Em relação ao investimento feito, o consumo doméstico chinês permanece muito baixo como um condutor do crescimento do PIB. Além disso, a expansão do consumo caminha para enfraquecer porque as pessoas compreendem que as dolorosas reformas econômicas são uma realidade. Portanto, mesmo que o governo chinês pudesse bancar o lançamento de um programa maciço de estímulos – hipótese inviável dadas as reservas financeiras oficiais bastante inferiores ao que muita gente pensa – a iniciativa falharia.

PR – A indústria chinesa de transformação de plásticos opera com excedente causado pela onda de investimentos no setor entre 2008 e 2013, no rastro do programa de estímulos do governo. Ele acabou. E agora?
Harrison – Vem aí a consolidação das empresas do setor. •

INCENTIVO AO PLÁSTICO   

Em dois anos, o Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), iniciativa da Braskem e da Abiplast, já contabiliza bons resultados.

Fevereiro, 2016

Incentivo ao plástico
DCI - OPINIÃO - São Paulo - SP - 12/02/2016 - Pág. 02

Em dois anos, o Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), iniciativa da Braskem e da Abiplast, já contabiliza bons resultados. Mais de 900 empresas foram beneficiadas pelas ações, que envolveram mais de 1,2 mil profissionais. O foco foi o desenvolvimento empresarial, com capacitações sobre temas mercado internacional, competitividade, inovação e gestão. Até agora, volume acumulado de resinas incentivadas pelo PICPlast chegou a cerca de 70 mil toneladas, no valor de mais de R$ 80 m i l h õ e s.

TERRA ESTÁ ENTRANDO NA ERA DO PLÁSTICO   

Instituto AkatuUm novo estudo publicado no periódico Antropocene sugere que estamos entrando na Era do Plástico...

Fevereiro, 2016

Terra está entrando na Era do Plástico
MUNDO SUSTENTAVEL ONLINE - 08/02/2016

Fonte: Instituto AkatuUm novo estudo publicado no periódico Antropocene sugere que estamos entrando na Era do Plástico, em que a superfície do planeta está notavelmente alterada pelo descarte de materiais de longa durabilidade.O estudo sugere que os plásticos têm um impacto de longo prazo na geologia do planeta porque são inertes e de difícil degradação. Como resultado, quando o lixo plástico é jogado na natureza, eles são incorporados ao solo ou aos oceanos e são consumidos pelo plâncton, pelos peixes e pássaros, muitas vezes causando a morte deles. Essa distribuição tanto nos ambientes terrestres como marinhos sugerem que esse é um indicador do Antropoceno, a era geológica caracterizada pelos impactos das ações do homem.“Os plásticos têm uma grande chance de serem fossilizados e deixar uma marca por milhões de anos. A Era do Plástico pode realmente permanecer por anos”, disse o professor de Paleobiologia do Departamento de Geologia da Universidade de Leicester, Jan Zalasievicz, um dos pesquisadores envolvidos no estudo.“Os plásticos eram pouco conhecidos pelos nossos avós quando eles eram crianças. Mas, agora, eles são indispensáveis em nossas vidas. Eles estão em todos os lugares: embrulhando a nossa comida, levando nossa água e leite, embalando ovos, iogurtes, chocolate, conservando os remédios. Também são material para as roupas que vestimos”, disse o professor Zalasievicz. “Eles também estão em todos os lugares da Terra, do topo das montanhas às profundezas dos oceanos – e podem ser fossilizados em um futuro distante. Atualmente são produzidos quase um bilhão de tonelada desse material a cada três anos. Se todo plástico descartado nas últimas décadas fosse um filme plástico, seria o suficiente para ter uma camada em volta da Terra. Com os padrões atuais de produção, haverá muitas camadas equivalentes nos meados do século.”O estudo foi conduzido por um time internacional de cientistas que inclui os professores Jan Zalasiewicz e Mark Williams e a doutoranda Yasmin Yonan, do Departamento de Geologia da Universidade de Leicester, e o arqueologista Matt Edgeworth, pesquisador da Escola de Arqueologia e História Antiga. “Parece estranho pensar no plástico como um material geológico e arqueológico porque ele é novo, mas, cada vez mais, consideramos incluí-lo nos estudos de estratos geológicos. São excelentes marcadores”, disse Edgeworth.Resistente, moldável e de baixo custo, o plástico é um material de grande utilidade. Porém, atualmente, tem sido amplamente usado para produzir objetos de vida útil curta como sacolas e embalagens descartáveis, que geralmente não recebem o destino correto e acabam se concentrando no solo e nos oceanos, prejudicando os processos naturais que ocorrem nesses ambientes e todas as formas de vida ali presentes. Animais morrem ao ingerir pedaços de plástico, que também dificulta a troca de oxigênio da atmosfera com a água dos mares, prejudicando o ecossistema dos oceanos.Ao mesmo tempo em que aparece como provável vítima no final da cadeia alimentar, o homem está também no início da fila, já que a exploração do petróleo para a fabricação do plástico é uma atividade humana. A solução do problema passa pelo consumo consciente. Veja algumas atitudes que fazem a diferença:- Reflita: Por que comprar?Compre apenas aquilo que for necessário. Não se deixe levar por propagandas ou pelo impulso do momento;- Reflita: O que comprar?Será que não é melhor comprar um produto durável, ao invés de usar produtos de plástico descartável? Sacolas ou copos de plástico descartáveis vão contribuir para formar os entulhos na natureza;- Reflita: Como descartar?Vale a pena separar os materiais plásticos e encaminhá-los para a reciclagem, pois eles serão reaproveitados.A atitude de cada consumidor faz a diferença. Mesmo os pequenos atos de consumo, ou de um pequeno grupo de pessoas, repetidos por um longo período de tempo, causam muito impacto. As sacolas duráveis podem substituir, a cada uso, até 8 sacolas plásticas descartáveis, além de poderem ser utilizadas mais de 350 vezes. Utilizando as sacolas duráveis em suas compras, uma família brasileira deixaria de utilizar, em média, 56 sacolinhas descartáveis por mês. Alinhando as sacolinhas usadas por uma família em 1 ano e colocando uma ao lado da outra, seria possível fazer uma faixa de sacolinhas que iria da base ao topo da Torre Eiffel.Postado por Daniela Kussama

NADA SE CRIA, NADA SE PERDE, TUDO SE TRANSFORMA   

A reutilização resíduos movimenta cerca R$ 12 bilhões por ano Brasil, tornando lixo uma oportunidade de negócio que não se deve jogar fora.

Fevereiro, 2016

Nada se cria, nada se perde tudo se transforma
O GLOBO - NEGÓCIOS & LEILÕES - Rio de Janeiro - RJ - 08/02/2016 - Pág. 1

A reutilização de resíduos movimenta cerca de R$ 12 bilhões por ano no Brasil, tornando o lixo uma oportunidade de negócio que não se deve jogar fora

O país produz cerca de 260 mil toneladas de lixo diariamente, grande parte depositada de forma inadequada em lixões

‘ Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma’. A célebre frase do cientista parisiense Antoine Lavoisier serve como um mantra num mercado que está em alta no Brasil: a reciclagem de materiais. Transformar lixo se tornou o ganhapão de muitos empreendedores que não descartam lucros fartos: segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ( Ipea), a reutilização de resíduos tem movimentado no país cerca de R$ 12 bilhões por ano.

Reciclagem. O país perde cerca de R$ 8 bilhões por ano por destinar resíduos sólidos a lixos e aterros sanitários
O setor de reciclagem ganhou força no Brasil a partir da implementação, em 2010, da Política Nacional de Resíduos Sólidos ( PNRS), que prioriza a redução do volume de resíduos gerados, a ampliação da reciclagem, aliada a mecanismos de coleta seletiva, e a gradativa extinção dos lixões nas cidades brasileiras. O país produz cerca de 260 mil toneladas de lixo diariamente, grande parte depositada ainda de forma inadequada em lixões, locais considerados inapropriados e que oferecem riscos ao meio ambiente e à saúde das pessoas.
Ainda segundo o Ipea, o país perde cerca de R$ 8 bilhões anualmente por deixar de reciclar os resíduos que são encaminhados aos aterros sanitários ou lixões. Lixo, portanto, torna- se cada vez mais uma boa oportunidade de negócio, que não se deve jogar fora, segundo presidente do Compromisso Empresarial para Reciclagem ( Cempre), Victor Bicca.
“Este setor tem um grande potencial de crescimento. Novas regras e legislações têm impulsionado investimentos, gerando impactos positivos na destinação adequada do lixo e na formalização da cadeia produtiva”, afirma Bicca.
EMBALAGENS
Há 23 anos, o empresário Eduardo Gomes já enxergava nos recicláveis um mercado promissor. Ele é dono da Ibaplac, uma empresa que transforma embalagens longa- vida pósconsumo em telhas onduladas e chapas planas, usadas pelas indústrias moveleira e de decoração. Por mês, a fábrica, que está localizada em Ibaté, no interior de São Paulo, processa 300 toneladas de plástico e alumínio retirados de 8 milhões de embalagens. A técnica de transformar lixo em matéria- prima rende à empresa um crescimento anual da receita de 12%. O faturamento em 2015 girou em torno de R$ 3 milhões.
“É um mercado que vale a pena não só pela possibilidade de lucro, como pela questão sustentável. O futuro do planeta depende da reciclagem e, no Brasil, já demos um grande passo com a PNRS, pois a tendência é de que os produtores tenham mais materiais recicláveis à disposição no mercado. É uma caempresa, deia que está em crescimento”, ressalta Eduardo.
A preocupação com as questões ambientais também permeia a atuação da Massfix, empresa que atua no setor de reciclagem de cacos de vidro. A sócia Juliana Schunck explica que o trabalho da companhia, fundada há 19 anos, inclui a coleta de resíduos de vidro ( quebra ou sobras de produção de outras empresas) de cerca de 2,5 mil fornecedores, como vidraceiros, cooperativas, montadoras ou pessoas autônomas.
TRABALHO MANUAL
O vidro que chega às duas fábricas da empresa ( Mogi das Cruzes e Guarulhos, em São Paulo) precisa ser separado de terra, papel, metal e plástico. O eletroimã retira o metal, mas o resto do trabalho é manual e demorado. Os resíduos são moídos em pedaços menores e uniformes e vendidos para indústrias de vidro.
O trabalho pesado, porém, é lucrativo: o faturamento anual da Massfix é de R$ 35 milhões. Por mês são 10 mil toneladas de cacos de vidro que passam pela triagem da que tem 110 funcionários. O faturamento líquido é de 8%.
Entulhos de obras da construção civil também se tornaram um bom negócio para Luiz Eduardo Pereira, dono da Global Indústria e Comércio de Resíduos. Fundada em 2011, a empresa é responsável pela coleta dos chamados resíduos de Classe A ( demolição, escavação, rocha, asfalto, solo, meio fio), que são transformados em materiais de terraplanagem, como areia, bica corrida, bica graduada simples e pedrisco. Por meio da reciclagem feita pela empresa, o entulho retorna ao lugar de origem, para servir como base para uma nova construção.
O investimento inicial para montar o negócio foi de R$ 2 milhões e o faturamento da companhia em 2015 ficou em torno de R$ 6 milhões. Luiz Eduardo não detalha a taxa de retorno, mas diz que boa parte da receita continua sendo investida na própria operação. “Queremos crescer de maneira consistente, mantendo um padrão de qualidade na prestação de serviços e cumprindo todas as legislações pertinentes à nossa área”, explica ele.

PLÁSTICO É INDISPENSÁVEL NA AVENIDA   

Por conta das cores, ginga e "brasilidade" o Carnaval é uma das festas mais populares do País, fato comprovado pelo sucesso da comemoração.

Fevereiro, 2016

Plástico é indispensável na avenida
Sexta-feira, 05 de Fevereiro de 2016, 09:33:31



Por conta das cores, ginga e "brasilidade", o Carnaval é uma das festas mais populares do País, fato comprovado pelo sucesso da comemoração, não só entre os brasileiros, como os estrangeiros que embarcam literalmente nos desfiles das escolas de samba e blocos de rua.
Sabendo da sua potencialidade, o mercado carnavalesco investe continuamente na elaboração de fantasias, carros alegóricos, coreografias e outros elementos, com o propósito de deixar a festa cada vez mais bonita e atrativa ao público.
Um dos materiais mais utilizados nas fantasias e carros alegóricos é o plástico. Versátil, flexível, leve e acessível, o material é imprescindível quando o tema é Carnaval.
O plástico está presente nos tecidos, miçangas e lantejoulas que decoram as fantasias e carros alegóricos, nas estruturas de muitos carros e também nos destaques das escolas.
Além das escolas de samba, alguns foliões que participam dos blocos de rua, com muita criatividade, elaboram suas fantasias, utilizando produtos plásticos. Exemplos são os famosos colares de havaianos, bem como as tiaras temáticas, dentre outros acessórios.

Fonte da foto: freeimages.com

O plástico também é indispensável na segurança física e alimentar dos foliões. O uso de produtos descartáveis, como copos, pratos, garrafas e talheres, pode evitar contaminações e garantir que não ocorram acidentes de manuseio, proporcionados por outros materiais, evitando também que os objetos se transformem em potenciais armas, em momentos de briga.
Além disso, o uso de materiais plásticos, é útil ao meio ambiente, pois, diferentemente de outros utensílios, o plástico garante que, no final da folia, os resíduos recolhidos sejam separados e encaminhados para as indústrias recicladoras. Estas, ao tratá-los, podem devolvê-los à indústria de transformação, que produzirá novos produtos a serem utilizados no Carnaval do próximo ano.
Além dos benefícios do plástico como produto, ele também alimenta uma ampla cadeia produtiva, propiciando oportunidades de emprego. Um exemplo de criação consciente de postos de trabalho e renda é do Governo do Estado da Bahia, que desde 2004 atua no projeto EcoFolia Solidária, que realiza a coleta de resíduos sólidos, dentre eles, produtos plásticos gerados durante o Carnaval. A iniciativa contempla os catadores de recicláveis, costureiras e outros profissionais.

Por sua importante contribuição, o plástico é um dos materiais mais utilizados durante os festejos de Carnaval.

UM REFÚGIO DA INUNDAÇÃO   

Embalagens correspondem, em média, a 25% do custo dos biscoitos, calcula Cláudio Za-não, presidente da ABIMAPI...

Janeiro, 2016

Um refúgio da inundação
PLÁSTICOS EM REVISTA - CONJUNTURA - São Paulo - SP - NOV/2015 - Nº 620 - Pág. 16 A 18

Embalagens correspondem, em média, a 25% do custo dos biscoitos, calcula Cláudio Za-não, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi). Esse naco de 1/4 dos gastos no segundo mercado mundial no gênero cala fundo no balanço nacional de polipropileno biorientado (BOPP). Por mérito de suas propriedades ópticas, mecânicas e de barreira, esse filme domina à larga no acondicionamento de biscoitos, em especial em embalagens de até 200 gramas, sendo em regra empregado laminado com outra película de BOPP transparente ou perolizado.

BOPP atravessa uma fase de arrepiar, deixa claro de seu posto de observação como fornecedor da matéria-prima, Jefferson Bravo, engenheiro de aplicação e desenvolvimento da Braskem, único produtor de PP no país. Os transformadores locais de BOPP, ele considera, primam por tecnologias praticamente equivalentes, baixa diferenciação de produtos e, claro, operam sob pressão por redução de custos. Esta deve ser creditada não só à economia em depressão, mas à abusiva oferta interna do filme, a ser ampliada em 2016 se a Videolar-Innova, que negou entrevista, cumprir a promessa de partir sua terceira e última linha Andritz na planta em Manaus, embebida nos contestados incentivos fiscais da Zona Franca. BOPP sempre foi um dos transformados de plástico mais exportados pelo Brasil, mas Bravo prenuncia esgasgo nesse comércio
exterior. No plano internacional, ele assinala, o negócio do filme deve bufar em 2016 sob excedente de 32% na oferta em relação à demanda e sob ociosidade da ordem de 24% na capacidade.

MARGENS DEPRIMIDAS
Também não há sinal de refresco no mercado interno. “A atual capacidade brasileira de BOPP ronda 245-250.000 t/a e o consumo em 2015 deve ter ficado entre 135.000 e 140.000 toneladas, praticamente sem crescimento em relação a 2014 e estimo estagnação para 2016 devido à continuidade da crise”, suma-riza Aldo Mortara, gerente de vendas e desenvolvimento de novos negócios da produtora de BOPP Vitopel. Pelo flanco das exportações, ele percebe que os embarques do filme brasileiro, na garupa da desvalorização do real frente ao dólar, ganharam competitividade a partir da segunda metade de 2015. “A estratégia de incrementar as vendas externas continua em 2016, devido às perspectivas de estagnação da demanda e aumento da capacidade nacional de BOPP”, ele diz. A propósito, Mortara não vê nexo no propalado acionamento da derradeira linha da Videolar-Innova. “Qualquer entrada de nova capacidade estará automaticamente acima da demanda”, vaticina. “Todos os produtores nacionais devem ir atrás de alternativas de exportação do excedente, de forma a equilibrar oferta e procura do
filme nos mercados interno e externo”.

Nas entrelinhas, o diagnóstico de Aldo Mortara é confirmado na calculadora de Davide Botton, diretor da Polo Films, outro bólido em BOPP no país. “No momento, a capacidade nominal brasileira está em torno de 240.000 t/a e o mercado interno fechou 2015 na faixa de 145.000 toneladas, queda da ordem de 3-4% perante 2014.0 nível de ocupação das plantas deve estar baixo, embora de certo modo compensado pelas exportações, contempladas pelo câmbio com mais competitividade em 2015”. Sob a trava cambial, complementa, as importações de BOPP recuaram. “Isso permitiu a manutenção das vendas dos produtores domésticos e a entrada dos volumes adicionais (da segunda linha) da Videolar-Innova, porém à custa de margens muito deprimidas”. O sufoco não afrouxa tão cedo.z “A superoferta continuará e não vejo recuperação do mercado em 2016; inclusive já há muito pouco filme importado a ser substituído”, julga Botton.

BLINDAGEM DA CROCÂNCIA
Biscoitos ainda são uma dádiva para BOPP O crescimento do setor, por ora incólume à esburacada estrada da economia no declive, continua a insuflar pedidos de análises e projetos de desenvolvimentos ao Centro de Tecnologia de Embalagem (Cetea), o quartel general desse tipo de pesquisa no país. Na esfera dos biscoitos, a manutenção da crocância configura um dos anseios mais recorrentes de melhorias das propriedades das embalagens que cruzam a soleira do laboratório de plásticos, distingue a pesquisadora Claire Sarantópoulos, reverenciada na praça como a última palavra em flexíveis. “A preservação da crocância requer da embalagem boas propriedades de barreira à umidade, convergindo para a hermeticidade do fechamento e baixa permeabilidade ao vapor dágua do material que acondiciona o biscoito”, ela assinala, acrescentando que biscoitos waffer sobressaem em termos de sensibilidade à umidade.

Outra preocupação repassada pelo setor ao Cetea, pinça Claire, diz respeito ao coeficiente de atrito do material, tópico relacionado ao desempenho nas máquinas de empacotamento automático de biscoitos. A pesquisadora cita ainda as consultas que chegam sobre a barreira ao oxigênio, condição que ela considera eventualmente importante para o embalamento de biscoitos premium.
“Nessa categoria, a oxidação de compostos capazes de alterar o aroma ganha importância como parâmetro da qualidade sensorial”, ela justifica.

Nos últimos anos, tem sobressaído a oferta de biscoitos em porções menores, investida atribuída pelos doutos a uma miríade de explicações, entre elas a escalada do público single e da demanda por produtos marcados pela praticidade, economia de tempo, consumo em movimento (on the go) e fora do lar, para substituir refeições. “Trata-se de tendência já estabelecida e cuja embalagem de BOPP depende de maior barreira ao vapor dágua”, considera Claire,“Afinal, a redução da porção da maioria dos tipos de biscoitos implica aumento da relação área de embalagem/peso do produto”. Como a permeação de umidade ocorre por área de material, observa a pesquisadora, o biscoito fica mais exposto à umidade em porções menores. “Este problema se reduz ao mínimo no caso de produtos usuários do conceito multipack, cujas porções menores são unitizadas em outra embalagem secundária de BOPP, agindo como segunda proteção contra a absorção de umidade”.

PREÇO VERSUS PROTEÇÃO
Aldo Mortara reparte em duas frentes as demandas relativas à embalagem no mercado nacional de biscoitos. Uma delas é preenchida por um mercado mais comoditizado, ele define, movido a preço.“São fabricantes que não vêm valor em atributos diferenciados de proteção e shelf life, relutantes em pagar mais por uma solução de embalagem de maior segurança”. Na outra frente formam as grandes indústrias de biscoitos. “Para elas, a qualidade do produto final é o sustentáculo da marca, de modo que os requisitos de barreira ganham importância”. As propriedades de barreira da embalagem, nota o executivo, estão em essência, nas mãos de dois componentes interrelacio-nados: a barreira do próprio substrato e a qualidade da selagem. Empoleirada nesse estribo, a Vitopel acena para o setor de biscoitos com o desenho de filmes metalizados de alta barreira e adequados à selagem a quente. “Além de assegurar a contenção do biscoito, a embalagem deve prover uma selagem capaz de proporcionar efetivo fechamento hermético, convergindo assim para o total benefício da barreira agregada ao substrato e vedação contra contaminantes vindos do ambiente externo”, argumenta Mortara.

Seja na formação do envoltório ou na selagem, o fato é que, laminadas ou não, as estruturas da embalagem de biscoitos são submetidas ao calor. “Sob a ação das altas temperaturas, a hipótese de encolhimento de BOPP pode prejudicar o visual e ameaçar a hermeti-cidade da embalagem, efeito do surgimento de rugas nas áreas de sobreposição e selagem”, esclarece o porta-voz da Vitopel. O fechamento das embalagens é encargo de equipamentos de dois tipos: envelope, cuja proteção mecânica resulta da compactação dos biscoitos, e portfólio. Quanto a este último, Mortara assinala que o problema de encolhimento pode afetar mais o visual nas áreas de fechamento lateral da embalagem.”Outro fenômeno passível de ser confundido com encolhimento do envoltório de BOPP é o aumento do tamanho do biscoito depois de embalado, devido à absorção de umidade do meio externo”, ele complementa, aproveitando a deixa para sublinhar dois predicados do mostruário de filmes da Vitopel: o padrão de encolhimento a quente controlado e o dimensionamento da temperatura inicial de selagem de modo a tornar-se compatível com a velocidade de empacotamento. “Ou seja, com a ampla janela de selagem proporcionada pelo filme, a indústria de biscoitos poderá ajustar o processo para obter boa formação e fechamento da embalagem sem chegar ao limite de temperatura em que o encolhimento do filme torna-se um problema”, troca em miúdos o especialista.

A recessão acentua no consumidor de biscoitos a inclinação por porções menores, cujas embalagens de BOPP inspiram maiores cuidados. “Em essência, esse filme de maior complexidade deve cumprir os requisitos de barreira, selagem e apresentação/integridade da embalagem”, delimita Mortara. Em paralelo, ele ressalta que, do lado da indústria, uma alternativa para manter uma relação mais linear entre consumo específico e peso do produto acondicionado tem sido a redução da gramatura da embalagem de BOPP. “Isso esbarra no dilema da perda de rigidez e de ‘corpo do envoltório”, levanta o gerente. “Baixar custo através da diminuição do peso da embalagem com perda do visual resulta com frequência na rejeição do produto pelo consumidor”, atesta Mortara.

PEQUENO GRANDE MERCADO
Do observatório da Polo, o diretor Davide Botton comenta que a redução do tamanho do envoltório tem o condão de encolher o desperdício doméstico e de, em regra, aumentar a quantidade de embalagem por quilo consumido. “Já no caso do incremento de vendas de biscoitos em frações individuais, temos um acréscimo no volume de BOPP dispendido, seja pelo pacote monodose em si, seja pela criação de embalagens de agrupamento dessas porções”.

Botton acena para o setor de biscoitos com novas pepitas de sua jazida de BOPP Entre os achados, ele distingue os filmes HSK. “Apresentam alongamento superior nos sentidos longitudinal e transversal, permitindo a confecção de embalagens com excelente ajuste”. No embalo, ele adianta o intento de lançar em 2016 filmes com temperatura de selagem e deslizamento controlados. “Permitem aumentar a velocidade de empacotamento, revertendo em ganhos de rendimento e produtividade”. •

A SAGA MEXICANA DA BRASKEM   

Empresa conclui investimento de US$ 5,2 bilhões, reforça processo de internacionalização e passa a faturar mais no exterior do que no Brasil

Janeiro, 2016

A saga mexicana da Braskem
ISTOÉ DINHEIRO - SÉRIE AS MELHORES DA DINHEIRO - São Paulo - SP - 27/01/2016 - Nº 951 - Pág. 26 a 29

Empresa conclui investimento de US$ 5,2 bilhões, reforça processo de internacionalização e passa a faturar mais no exterior do que no Brasil

Um flamingo cor-de-rosa caminha em meio a dezenas de pássaros menores que se refrescam numa piscina formada por água da chuva. Desajeitado, com suas pernas compridas, tornozelos imensos, pescoço longo e bico esquisito, o pássaro é, antes de tudo, belo. Sua insólita presença no maior e mais novo complexo petroquímico do México dá um ar quase poético à feiosa montanha de tubos, torres, barulhos e vapores que a brasileira Braskem ergueu em Nanchital, no estado de Veracruz, em parceria com a mexicana Idesa.

Mal sabe ele que, ao pousar no “basin” que coleta a chuva para descarte no arroyo Gopalapa e, posteriormente, no Rio Coatzacoalcos, está pisando no mais novo solo sagrado da Braskem. Ali, o braço petroquímico do Grupo Odebrecht investiu a fortuna de US$ 5,2 bilhões (mais de R$ 20 bilhões) para garantir sua sobrevivência bem longe do Brasil e bem perto dos Estados Unidos. A megafábrica só é bonita à noite, quando bem iluminada, e olhe lá. Mas, de dia, aquela gigantesca selva de concreto e aço evoca o paraíso para o presidente da Braskem, Carlos Fadigas. “Acho linda”, diz ele.

A beleza, é verdade, está nos olhos de quem vê e depende, sobretudo, dos parâmetros de comparação. A Braskem Idesa, quando colocada no contexto brasileiro, é um colírio para Fadigas. Enquanto o Brasil sob o Governo Dilma vive hoje o inferno econômico da recessão, a crise da Petrobras, a semi-paralisia dos investimentos produtivos e a desconfiança dos investidores estrangeiros, o México do presidente Enrique Peña Neto colhe os frutos das reformas que fez nos setores de energia e trabalho, atrai o capital externo e volta a crescer. “É outro mundo“, diz o executivo expatriado Cleantho Leite, diretor de relações institucionais e novos negócios da Braskem Idesa.

Enquanto o ambicioso pólo petroquímico da Comperj, no Rio de Janeiro, empacou e não saiu do papel, forçando a Braskem a desistir de participar, o projeto Etileno XXI da Braskem Idesa virou realidade em apenas seis anos, da licitação à operação. A joia dessa nova coroa é um contrato de 20 anos de fornecimento de gás etano pela petroleira estatal Pemex, a preços bem camaradas. O gás, como a nafta, é usado na fabricação de eteno e polietileno, virando resinas que alimentam a indústria de transformação plástica para a fabricação de embalagens de alimentos e produtos químicos, frascos de soro, potes, tanques, caixas d´água, mangueiras filmes e inúmeros outros produtos.

“Matéria-prima é fundamental. Essa obra aconteceu pela competitividade da matéria-prima”, reconhece Fadigas. A Pemex, ao vender com desconto sobre o preço do gás dos Estados Unidos, dá tranqüilidade e fôlego de longo prazo ao megainvestimento externo da Braskem, campeã do setor químico e petroquímico do anuário AS MELHORES DA DINHEIRO, em 2015. É um cenário oposto ao vivido pela empresa no Brasil. Em 23 de dezembro do ano passado, depois de meses de adiamentos e tensão nas negociações, um contrato de cinco anos para o fornecimento de nafta pela Petrobras finalmente foi assinado, com um sobrepreço em relação ao praticado na Europa, onde o produto já é mais caro que no mercado americano.

No México, pelo menos esse pesadelo corporativo – que paralisou muitos investimentos da cadeia química e petroquímica brasileira – está fora de cogitação. A Petrobras, inclusive, cogita novamente vender a fatia minoritária que detém no capital da própria Braskem, para fazer caixa. É um belo naco de ações, avaliado entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões pelos analistas do setor. O complexo Etileno XXI da Braskem Idesa começou a operar em dezembro e deve ser inaugurado oficialmente no primeiro semestre do ano.

É uma obra de dar inveja aos cariocas que ainda sonham com o Comperj. São quatro plantas industriais para a fabricação de 1,05 milhão de toneladas de eteno e polietileno por ano, com uma unidade de geração de energia elétrica e uma plataforma logística com armazéns, 23 quilômetros de ferrovias e 1.300 vagões de trem próprios para escoar a produção para o país e o Golfo do México, para exportação. O México, atualmente, consome 1,8 milhão de toneladas por ano de polietileno e importa 65% do total.

O investimento de US$ 5,2 bilhões, financiado por bancos e agências de fomento internacionais, é o maior da história do setor petroquímico mexicano e o maior projeto greenfield (desde a estaca zero) do Brasil no exterior. E deve ter um impacto anual de US$ 1,5 bilhão a US$ 2 bilhões na balança comercial do México. Para se ter uma idéia da magnitude do complexo, somente os equipamentos utilizados na construção têm 33 vezes o peso da estátua do Cristo Redentor, símbolo do Rio de Janeiro. O concreto daria para construir quase dois estádios do Maracanã e a estrutura metálica equivale a quatro vezes a Torre Eiffel, ícone de Paris.

No pico do empreendimento, um exército de mais de 17 mil trabalhadores, transportados diariamente por uma frota de 420 ônibus, consumia toneladas de alimentos e água, exigindo uma estratégia logística de uma verdadeira cidade, numa área de 880 mil metros quadrados. “Construir é mais fácil. O grande desafio foi gerenciar tantas pessoas”, afirma o diretor da Odebrecht Construção Industrial, Paulo Levita, o “prefeito” da obra do Etileno XXI. Das 26.488 pessoas contratadas até agosto de 2015 durante a obra, 19.975 eram da região e as demais foram recrutadas em 65 cidades do país.

O impacto nas comunidades locais de Veracruz foi fortíssimo. Quem sabia fazer alguma coisa, arrumou emprego. Quem não sabia e queria aprender e trabalhar, também. Somente em capacitação e treinamento de segurança, foram gastas mais de três milhões de horas, ou 3% das quase 95 milhões de horas trabalhadas. O índice de mulheres na construção foi de 7,5%, em média, mais que o dobro da media praticada no México, um país considerado bastante machista.

Além de lidar com questões de saúde dos operários, como o alcoolismo (nos ônibus, eram usados guarômetros, os bafômetros para detectar o uso abusivo do guaro, a embriagante cachaça dos mexicanos), a empresa teve de combater os malandros locais que tentavam tirar proveito dos incautos e ofereciam vagas e vantagens no Etileno XXI – qualquer semelhança com o Rio de Janeiro e o Brasil é mera coincidência.

Na fase terraplenagem, os tratores tiveram de abrir espaço para os arqueólogos que buscavam e encontravam tesouros pré-colombianos. Biólogos trataram de capturar e remover animais em segurança. Na fase da construção, uma imensa torre fabricada na Índia exigiu a construção de uma pequena estrada para chegar ao local da instalação. Uma verdadeira saga, que agora chega ao capítulo final e reforça a internacionalização da Braskem.

Em 2016, a empresa deve romper a barreira de R$ 50 bilhões de receita líquida, sendo que 51% virá do exterior, com a ajuda da Braskem Idesa, da qual detém o controle. Há cinco anos, essa fatia era de 44%. “Continuamos interessados em investir no Brasil, mas precisamos de mais previsibilidade e competitividade”, afirma Carlos Fadigas. Se não seguir o exemplo mexicano e avançar nas reformas estruturais da economia, o Brasil continuará a espantar investidores locais e estrangeiros – como os flamingos, eles têm bastante sede, mas são muito ariscos.

CAMBIO ATENUA BAIXA PARA PREÇO DAS RESINAS NO MERCADO BRASILEIRO   

Com queda acentuada da cotação do barril do petróleo neste início de ano, os preços das resinas termoplásticas começaram a ceder...

Janeiro, 2016

Câmbio atenua baixa para preço das resinas no mercado brasileiro
VALOR ECONÔMICO - EMPRESAS - São Paulo - SP - 25/01/2016 - Pág. B1

Com a queda acentuada da cotação do barril do petróleo neste início de ano, os preços das resinas termoplásticas começaram a ceder nas últimas semanas e já têm sido comercializadas com descontos de 15% a 20% no mercado internacional. A expectativa entre os consumidores é que essa redução chegue à indústria brasileira nas próximas semanas, ainda que atenuada pelos efeitos do câmbio, segundo as projeções da MaxiQuim.

PLASTIVIDA ESCLARECE; NÃO HÁ IMPEDIMENTO ÀS SACOLAS EM AMERICANA   

o uso de sacola plástica plástica na cidade de Americana está legalmente autorizado. Isso porque o município conta com a Lei n. 5.569...

Janeiro, 2016


Plastivida esclarece: não há impedimento às sacolas plásticas em Americana
MAXPRESS NET - 18/01/2016

Lei n. 5.569, de 4 de novembro de 2013, garante o uso das sacolinhas no municípioApesar das últimas notícias sobre a avaliação favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) à Lei Municipal n° 5.026, de 2010, que dispõe sobre a proibição do uso de sacolas plásticas à base de polietileno ou de derivados de petróleo, o uso desse tipo de sacolinha na cidade de Americana está legalmente autorizado.Isso porque o município conta com a Lei n. 5.569, de 4 de novembro de 2013, que está em vigor e assegura o uso das sacolas e sacos de polietileno e revoga qualquer legislação anterior.A lei de 2013 dita que:• Art. 1º Fica permitida, no território do Município de Americana, a utilização de sacos plásticos de lixo e de sacolas plásticas à base de polietileno ou derivados de petróleo.• Art. 2º Os estabelecimentos comerciais, atacadistas e varejistas, as empresas prestadores de serviços em geral e as entidades públicas estão autorizados a utilizar sacos plásticos de lixo e sacolas plásticas em conformidade com a lei federal.• Art. 3º O poder público juntamente com as empresas privadas poderão desenvolver campanhas educativas no sentido de utilizarem e recolherem as sacolas sem uso, destinando-as em locais adequados que não causem prejuízo ao meio ambiente.• Art. 4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se as disposições contrárias.Dessa forma, a população de Americana poderá continuar contando com as sacolas plásticas para carregarem suas compras e para outros fins tão ou mais importantes, tais como embalar o lixo doméstico de forma adequada, evitando contaminação ao meio ambiente e a proliferação de vetores que possam comprometer a saúde pública.Informações à imprensa:M.Free ComunicaçãoTel: (11) 3171-2024Roberta Provatti, Marcio Freitas, Cristiane Peixoto

NA CRISE OU NA GUERRA, CASA DE PLÁSTICO   

Fabricante de imóveis pré-moldados, a brasileira MVC fecha contrato com o governo alemão para atender refugiados...

Janeiro, 2016

Na crise ou na guerra, casa de plásitco
ISTOÉ DINHEIRO - NEGÓCIOS - São Paulo - SP - 20/01/2016 - Nº 950 - Pág. 37

Fabricante de imóveis pré-moldados, a brasileira MVC fecha contrato com o governo alemão para atender refugiados

Fabrícla PEIXOTO

Enquanto o governo da Alemanha

discute alternativas para acomodar os quase 1 milhão de refugiados que chegaram ao país em 2015, uma empresa de São José dos Pinhais, no Paraná, corre contra o tempo. Fabricante de casas pré-moldadas, a MVC Plásticos se prepara para entregar as 1,2 mil moradias encomendadas por uma empresa alemã, em nome do governo local, para atender os imigrantes. E pouco, muito pouco, diante do drama humanitário e do dilema político, mas um passo significativo para a companhia brasileira. “Essa pode ser nossa porta de entrada para o mercado europeu”, diz o diretor-geral da MVC, Gilmar Lima.

Depois da casa-piloto, montada em dezembro para as avaliações finais, a empresa agora se prepara para entregar o primeiro lote, previsto para este mês, com 40 casas. Para este ano, serão investidos R$ 65 milhões. A estrutura do imóvel, feita de painéis duplos reforçados com fibra de vidro, é a mesma fornecida ao mercado brasileiro, mas a MVC foi obrigada a fazer algumas adaptações, como no isolamento térmico. “O frio é algo com o qual não precisamos lidar no Brasil”, diz Gilmar. As casas que vão atender os refugiados têm 61 m2 Pronta para morar, cada moradia sai por US$ 30 mil e pode ser montada em 12 dias.

As encomendas alemãs vêm em boa hora. A empresa, que também produz peças para as indústrias automotiva e eólica, estreou no campo da habitação há seis anos e, até recentemente, seu principal cliente era o governo federal. Somente para o programa Minha Casa Minha Vida, a MVC - que pertence às empresas Artecola e Marcopolo - produziu 1,3 mil residências. Mas veio a crise, o governo cortou gastos, e o faturamento da empresa caiu 55% em 2015. “Cometemos um erro, não deveríamos ter apostado tanto no mercado nacional”, diz Lima. Além do contrato com os alemães, a MVC firmou recentemente uma parceria com uma empresa argentina. No país vizinho, porém, o projeto prevê a construção de casas de alto padrão, com valor perto de US$ 2 mil o metro quadrado. “O cliente vai poder definir o tamanho do imóvel, que terá um revestimento mais sofisticado. E uma demanda menor, mas com valor agregado muito maior”, diz o executivo. H

USO DO PLÁSTICO AMPLIARÁ SEGURANÇA   

Uma parceria entre Braskem e Unipac está resultando na fabricação de tanques de combustível em plástico que permitem ampliar a segurança...

Janeiro, 2016

Uso do plástico ampliará segurança
A TRIBUNA - INDÚSTRIA - Santos - SP - 08/01/2016 - Pág. E3

Uma parceria entre a Braskem e a Unipac está resultando na fabricação de tanques de combustível em plástico que permitem ampliar a segurança e economia em caminhões. Responsáveis por armazenar o combustível para a locomoção dos veículos, os tanques são peças fundamentais no bom funcionamento do motor.

Hoje, a maioria dos tanques de combustíveis para carros populares já é de plástico, seguindo a tendência da Europa onde praticamente 100% desses reservatórios são de polietileno e dos USA onde esse número esta em tomo de 65%. A expectativa é que o segmento de caminhões também consolide aversão. As principais vantagens do material estão na redução de peso, resistência à corrosão e liberdade de design “Percebemos os benefícios dos tanques plásticos em detrimento aos metálicos galvanizados, pela não corrosão provocada pelo diesel, e decidimos desenvolvê-los para os caminhões na década de 90. Resistente às aplicações mais severas quanto ao uso e às intempéries climáticas, o tanque de plástico se torna um produto competitivo e eficiente, que pode ser produzido de acordo com a necessidade de cada cliente”, afirma André Silvestre, da área de Negócios Automotivos da Unipac. Fundada em 1976, a Unipac tem como propósito prover soluções inovadoras na área de polímeros.Parceira no desenvolvimento do produto, a Braskem, maior petroquímica das Américas, investiu forte-mente no desenvolvimento de resinas para aplicações auto-
motivas. A melhoria de grades da matéria-prima, Polietileno de Alta Densidade (PEAD), também influenciou a mudança das aplicações. “A companhia tem uma busca contínua de servir os clientes e atender aos requisitos de qualidade e segurança do setor. Ao oferecer uma solução específica para a fabricação de tanques de combustíveis para caminhões, desejamos reforçar as qualidades do plástico e sua importância para a evolução do mercado automobilístico”, afirma Marcos Celestino, da Braskem.

COM ACORDO RECENTE, SETOR PREVÊ ALTA DA RECICLAGEM EMBALAGEM PLASTICA   

A reciclagem de embalagens de plástico pós-consumo teve um crescimento importante nos últimos anos e deve se consolidar cada vez mais...

Janeiro, 2016

Com acordo recente, setor prevê alta da reciclagem de embalagem plástica
DCI - INDÚSTRIA - São Paulo - SP - 30/12/2015 - Pág. 09

A reciclagem de embalagens de plástico pós-consumo teve um crescimento importante nos últimos anos e deve se consolidar cada vez mais a partir da assinatura, em novembro, do acordo setorial que normatiza as políticas do setor para a destinação de resíduos.

O documento, subordinado às normas gerais colocadas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tem como objetivo determinar os esforços necessários nos diversos segmentos da indústria de embalagens e as metas estipuladas para o setor em termos de reciclagem. Entre outras ações, o texto prevê a necessidade de se triplicar o número de cooperativas de catadores no mercado ou triplicar a capacidade das cooperativas existentes.

"Mais especificamente para o setor dos plásticos, a expectativa é que a PNRS promova o aumento gradual e significativo da quantidade de embalagens a serem destinadas à reciclagem, gerando emprego e renda, além da preservação ambiental", diz o presidente do Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida), Miguel Bahiense.

Ele calcula que entre 20% e 22% dos resíduos sólidos plásticos são reciclados hoje no Brasil, número comparável aos da média da União Europeia, mas que ainda fica longe de países como a Alemanha, que utiliza a chamada reciclagem energética.

Para Bahiense, o desenvolvimento de tecnologias para a transformação das embalagens plásticas pós-consumo em combustível para a produção de energia elétrica deve ajudar a impulsionar o mercado de reciclagem no Brasil. No entanto, os investimentos nessa técnica dependem do crescimento da coleta seletiva e da formalização dos recicladores.

Em outra frente, a fabricante de resinas plásticas Braskem vem monitorando tecnologias e estudando maneiras de usar o material reciclado como matéria-prima para a produção de químicos de primeira geração. Segundo o gerente de Desenvolvimento Sustentável da empresa, Luiz Ortega, já existem técnicas disponíveis para a transformação dos resíduos em poliestireno e polipropileno, matérias-primas utilizadas na produção do próprio plástico. No entanto, nem todas essas inovações foram testadas ainda em escala e muitas delas são caras demais.

"Estudando e melhorando a qualidade desses produtos, talvez isso possa se tornar um negócio para a própria Braskem", afirmou Ortega em entrevista durante a 6ª Expo Catadores. "De alguma forma, nós temos que reaproveitar esse material, que tem muito valor, muita energia, e vai parar em aterro."

Segundo o executivo, o foco principal da petroquímica seria os chamados rejeitos plásticos, que são aqueles que já passaram por uma triagem e foram considerados inapropriados para a reciclagem mecânica. Ele explica que, se não forem aproveitados, esses resíduos vão novamente para o lixo. "Queremos olhar para isso e trazer tecnologias para decompor esse material para que possa vir a ser matéria-prima."

Hoje, como a técnica ideal ainda não foi encontrada, a reciclagem de plásticos se configura em uma concorrente da Braskem, que deixa de vender insumos virgens. No entanto, garante Ortega, a empresa continua trabalhando para fomentar o reuso dos materiais, interessada no impacto social e ambiental das medidas.

Gargalos

O diretor de Meio Ambiente da Tetra Pak, Fernando Von Zuben, destaca o crescimento da cadeia que se forma em torno do trabalho de reciclagem de plásticos, com a redução dos custos de produção e a mitigação do impacto ambiental das embalagens. Segundo ele, porém, ainda existe um gargalo nos impostos cobrados na cadeia recicladora, desde a triagem até a venda do produto reciclado. "Isso gera um grande descompasso. Nós estamos batalhando por uma justiça tributária, porque quando a embalagem inicial foi comprada o consumidor já pagou os impostos necessários", afirma o executivo.

Outro impacto que deve pesar sobre a indústria de reciclagem é o aumento mais recente das contas de luz. Zuben lembra que em todos os processos da cadeia a energia elétrica é um insumo fundamental, o que tem pesado muito sobre esse mercado. De acordo com ele, muitas recicladoras da Tetra Pak são hoje desligadas entre 17h e 21h, os horários de pico de consumo de energia, quando a eletricidade fica mais cara. Essa medida tem um impacto enorme no custo da reciclagem, destaca ele, sobretudo nas despesas com mão-de-obra.

PLÁSTICO VERDE DA BRASKEM COMPLETA 5 ANOS E CONQUISTA MERCADO MUNDIAL    

Primeiro polietileno de origem renovável a ser produzido em escala industrial no mundo, o Plástico Verde Im green da Braskem...

Janeiro, 2016

Plástico verde da Braskem completa cinco anos e conquista espaço no mercado mundial
EMBALAGEM & TECNOLOGIA - ENTREVISTA - NOV/2015 - Nº 24 - Pág. 40 E 41

Primeiro polietileno de origem renovável a ser produzido em escala industrial no mundo, o Plástico Verde Im green™ da Braskem completa, neste mês, cinco anos de mercado.

Atualmente, a resina fabricada a partir de etanol de cana-de-açúcar é uma realidade presente no dia a dia de indústrias de diferentes segmentos e também dos consumidores de países das Américas do Sul e Norte, Europa, Ásia e Oceania.

As pesquisas de uma matéria-prima renovável, capaz de manter a qualidade da produção e atribuir vantagens ambientais, começaram em 2007. Três anos depois, a Braskem fez um aporte de US$ 290 milhões para inaugurar sua fábrica de PE Verde em Triunfo, no Rio Grande do Sul. “Investimos em pesquisa e desenvolvimento de alternativas tecnológicas que conduzam a produtos feitos a partir de fontes renováveis e que promovam benefícios ambientais", afirma Alexandre Elias, diretor de Químicos Renováveis da Braskem.

Ao longo desse período, diversas conquistas fizeram com que o Polietileno Verde ganhasse força e espaço no mercado mundial. Hoje, mais de 80 marcas, que vão de embalagens de alimentos a produtos de higiene pessoal, ferramentas de jardinagem e até de componentes de carros utilizam a resina. Entre os clientes, estão Johnson & Johnson, Faber-Castell, Kimberly-Clark, Shiseido e Tramontina.

Como exemplo das conquistas, a Tetra Pak® inovou em 2011 e foi o primeiro fornecedor de embalagens de alimentos líquidos a utilizar Plástico Verde em suas tampas.

A partir de 2014, a empresa incorporou polietileno de origem renovável como componente das camadas de suas embalagens produzidas no Brasil. Outro ponto importante na trajetória foi a parceria firmada com a Embalixo em 2011 para a produção de sacos de lixo.
Processo produtivo e sequestro de carbono

O processo de produção começa com a desidratação do etanol para trans-formá-lo em eteno verde, que segue para as unidades de polimerização, onde é transformado no polietileno.

O plástico de cana-de-açúcar é levado, então, para empresas de terceira geração, chamados transformadores ou converte-dores, que irão transformá-lo em produtos.

Por ser feito com uma matéria-prima uma fonte renovável, o PE Verde ajuda a capturar e fixar o C02 da atmosfera, o principal causador do efeito estufa, representando, aproximadamente, 2,15 toneladas de gás carbónico para cada tonelada de Plástico Verde produzido.

Outro aspecto positivo para o mercado é que as propriedades mecânicas e de processabilidade do Tm green™ são idênticas ãquelas apresentadas pelo petroquímico convencional.

A Braskem produz o polietileno de origem renovável de alta densidade (PEAD) e baixa densidade linear (PEBDL) em escala industrial desde setembro de 2010, a partir de 2013 foi incorporado ao port-fólio o Polietileno de origem renovável de baixa densidade (PEBD).

Além disso, as vastas alternativas de aplicação são possíveis devido ã oferta de 30 grades presentes nestas famílias de produtos.

A expansão da linha de produtos verdes reforça o compromisso da companhia com a criação de valor por meio do desenvolvimento sustentável para a cadeia produtiva do setor, seus Clientes e a sociedade.

Graças aos seus esforços em busca de produtos mais sustentáveis, a petroquímica foi eleita, no ano passado, uma das 50 empresas mais inovadoras do mundo pela revista americana Fast Company. Em 2015, foi escolhida como a quarta empresa mais inovadora do país segundo o Anuário Inovação Brasil, ranking elaborado pelo jornal Valor Econômico e pela consultoria Strategy&.Vanguarda

Segundo Antonio Morschbacker, diretor de Tecnologias Renováveis da Braskem,

"o pioneinsmo da Braskem na produção do Plástico Verde reflete investimentos feitos, desde o início da companhia, em pesquisas que visam o desenvolvimento de novas tecnologias que permitam a produção de produtos sustentáveis*.

A empresa conta com diversos produtos da química renovável ainda em fase de pesquisa e desenvolvimento. Uma das iniciativas foi anunciada em 2014, quando a empresa juntou-se á norte-americana Amyris e à francesa Michelin para o desenvolvimento de tecnologia voltada à produção de isopreno de fonte renovável, insumo químico utilizado pela indústria de pneus.

As trés empresas trabalharão unidas para acelerar os estudos bioquímicos que utilizam açúcares oriundos da cana-de-açúcar e de insumos de celulose.

No final de 2013, a Braskem também firmou acordo com a Genomatica, startup norte-americana de biotecnologia, a fim de desenvolver nova tecnologia para a produção de butadeno de origem renovável, visando atender ao mercado de borrachas sintéticas.

SACOLINHAS DE PLÁSTICO   

A discussão sobre a distribuição de sacolas plásticas por supermercados chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Janeiro, 2016

Sacolinhas de plástico
VALOR ECONÔMICO ONLINE - 29/12/2015

A discussão sobre a distribuição de sacolas plásticas por supermercados chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). Uma decisão monocrática do ministro Dias Toffoli do fimde novembro torna válida a lei que impede o uso das embalagens na cidade de Americana (SP), a lei n 5.026, de 2010. No centro da decisão está o debate sobre a possibilidade de municípios legislaremsobre o assunto. O ministro Dias Toffoli seguiu uma decisão do Supremo comrepercussão geral. Ao julgar lei sobre a queima da palha da cana-de-açúcar, o Tribunal definiu que os municípios têmcompetência para legislar sobre direito ambiental quando se tratar de assunto de interesse predominantemente local. Diversos municípios possuemleis semelhantes. O Supremo j á negou andamento a reclamação sobre decisão do Tribunal deJustiça de São Paulo (TJ-SP) referente a lei semelhante da capital. Nesse caso, prevaleceu, então, a decisão da segunda instância, quejulgou constitucional a lei da cidade de São Paulo (Lei n 15.374, de 201 1 ) que proíbe a distribuição gratuita e a venda de sacolas plásticas a consumidores nos estabelecimentos comerciais da cidade.

[Link Original]

MP QUESTIONA PROCON/SP SOBRE COBRANÇA DE SACOLA PLÁSTICA NA CIDADE SP   

Foi julgada procedente a ação que aponta como prática comercial abusiva a cobrança pelo uso de sacolinhas no município, ...

Dezembro, 2015

Ministério Público questiona Procon/SP sobre cobrança de sacolas plásticas na cidade de São Paulo
MAXPRESS NET - 07/12/2015

Foi julgada procedente a ação que aponta como prática comercial abusiva a cobrança pelo uso de sacolinhas no município, a partir de "Protocolo de Intenção" firmado entre Procon/SP e APAS (Associação Paulista de Supermercados)No último dia 6 de novembro, o Conselho Superior do Ministério Público do Estado de São Paulo (CSMP) julgou procedente a Ação/Reclamação conjunta da Plastivida e SOS Consumidor que aponta como a prática comercial abusiva a cobrança de sacolas plásticas na cidade de São Paulo. Trata-se de representação apresentada diante do "Protocolo de Intenção" firmado entre Procon/SP e APAS (Associação Paulista de Supermercados).O Ministério Público de São Paulo (MPSP) determinou a abertura de inquérito civil para apurar as alegações de que o acordo fere o direito do consumidor, posição já consolidada por esse mesmo Conselho, que não há ganhos ambientais na medida e que há claro benefício ao único interessado na venda de sacolas: os supermercados.Além de apontar o cancelamento do citado protocolo, o MPSP está questionando o Procon/SP sobre quais os motivos que o levaram a assinar o Protocolo de Intenções, restringindo a obrigatoriedade do fornecimento gratuito de sacolas plásticas e prejudicando o consumidor. O texto do Conselho pontua improbidade administrativa por parte do órgão. "Por diversas vezes, o Procon se colocou como defensor do meio ambiente, porém deixou de lado seu compromisso com o consumidor", ressalta Jorge Kaimoti Pinto, advogado atuante no tema.Tanto a Plastivida, quando a SOS Consumidor reforçam que a população não pode ser prejudicada. Além de precisar comprar embalagens para carregar suas compras, tem que comprar sacos de lixo para descartar seus resíduos.O presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, lembra ainda que o acordo inviabiliza a coleta seletiva em São Paulo. “Se as sacolas fossem distribuídas, a população, que já tem costume de descartar o lixo doméstico nas sacolinhas, poderia estar engajada na separação dos recicláveis, que chegariam em quantidade suficiente às centrais municipais de triagem, que hoje encontram-se ociosas”, explica Bahiense. O executivo lembra, ainda, que o custo das sacolas sempre esteve embutido no preço dos produtos de supermercado e que a venda agora caracteriza a duplicidade da cobrança.Para entender a questão: Promover a reutilização das sacolas plásticas como sendo um veículo adequado para a destinação correta dos resíduos é uma ação positiva e se fortalece à medida em que a população se torna agente direto da separação adequada do lixo gerado na cidade. Isso porque já é de costume das pessoas utilizarem as sacolinhas para a coleta do lixo residencial, conforme pesquisas realizadas.Transformar esse costume em uma ação responsável beneficia o meio ambiente e a própria população, que hoje convive com questões graves de cunho sanitário como a deflagração de doenças como a dengue e outras, decorrentes da falta de saneamento, de lixo exposto, etc.No entanto, a cobrança das sacolas por parte dos supermercados resulta em prejuízo para o bolso do consumidor. Estudo realizado pela FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas revelou que, em caso de suspensão da distribuição de sacolas plásticas, as famílias passam a ter um aumento de gastos mensais com embalagens de 146,1%, equiparando desta forma aos custos com o arroz e o feijão.O consumidor já paga pelas sacolas que transportam suas compras. Seu custo está embutido pelos supermercados nos produtos adquiridos e é seu direito receber essas sacolas ao final de suas compras. Caso os supermercados cobrem pelas novas sacolas, haverá duplicidade de cobrança, o que é inaceitável em qualquer relação comercial e à luz do Código de Defesa do Consumidor.Segundo pesquisa Datafolha (agosto/2015), 83% da população não quer pagar pelas sacolas e 87% da população quer que o Procon lute pela gratuidade das sacolas. A falta das sacolas plásticas, devido à cobrança, é fator impeditivo para execução da operação de coleta seletiva na cidade de São Paulo, conforme deseja a Prefeitura e a Plastivida.As sacolas contêm mensagens sobre coleta seletiva e descarte de resíduos e seriam usadas como veículo impulsionador da coleta seletiva. Sem as sacolas, o descarte dos resíduos tenderá a ser incorreto e realizado de forma aleatória, a céu aberto, promovendo contaminação, proliferação de vetores. Além disso, a falta de recicláveis promove a ociosidade nas centrais de triagem de resíduos recicláveis, que exigiram elevados investimentos em São Paulo.Ou seja, trata-se de prejuízo ao consumidor e ao meio ambiente. Benefício apenas para os supermercados.Informações à imprensa:M.Free ComunicaçãoTel: (11) 3171-2024Roberta Provatti, Marcio Freitas, Cristiane Peixoto

MP INVESTIGA PROCON POR ACORDO QUE PERMITIU COBRANÇA DE SACOLA   

Promotores reabrirão apuração para saber se venda do produto gera lucro a comerciantes da capital paulista...

Dezembro, 2015

MP investiga Procon por acordo que permitiu cobrança de sacola
O ESTADO DE S. PAULO - METRÓPOLE - São Paulo - SP - 08/12/2015 - Pág. A15

Promotores reabrirão apuração para saber se venda do produto gera lucro a comerciantes da capital paulista

O Ministério Público Estadual (MPE) investiga se a Fundação de Proteção ao Consumidor (Procon) tomou as medidas necessárias para proteger os interesses dos consumidores quando houve a suspensão do fornecimento gratuito de sacolas plásticas no comércio paulistano, em maio deste ano. No inquérito do MPE também é apurado o termo assinado entre o Procon e a Associação Paulista de Supermercados (Apas). O objetivo dos promotores é saber sea venda das sacolinhas gera lucro aos supermercados, em vez de favorecer consumidores e o meio ambiente. Em abril, o Procon e a Apas

Verde. Desde abril, está proibido o uso da sacola branca

assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para fornecer o material gratuitamente por dois meses. Depois desse prazo, os comércios começarama cobrar pelas sacolas. Dois meses depois, o próprio MPE havia indeferido pedido de abertura de inquérito com a justificativa de que houve prazo suficientee que decisões da Justiça garantiam a venda de sacolas. A própria Prefeitura chegou a contestar a cobrança, mas perdeu no tribunal. Agora, a SOS Consumidor e o Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos (PLASTIVIDA) consegui ram reverter a decisão da Promotoria no Conselho Superior do Ministério Público, braço doM PE que julga as dec isõ es do órgão. “Quando o supermercado diz que não vai dar sacola, ele não tira o preço do material. O Procon tira do consumidora contraprestação. Quando alguém compra um produto, já está pagando pela sacola”, disse Jorge Kaimoti, que representou a SOS Consumidor no pedido.

Permissão. O Procon disse

que o acordo com a Apas tratava do fornecimento de sacolas plásticas por um período de dois meses, “além dos supermercados terem de repassar as sacolas aos consumidores ao preço de custo”, que é de R$ 0,06 a R$ 0,10. A fundação disse que duas decisões da Justiça permitem a cobrança e que o órgão não pode “se sobrepor e exigir que elas sejam distribuídas gratuitamente”. A Apas não comentou a investigação, mas disse que houve 70% de redução no uso de sacolas. / RAFAEL ITALIANI

RESINAS TERMOPLÁSTICAS REGISTRA RECUO DE 4,7% DE JAN A SET 2015   

Mercado interno recessivo e perspectivas econômicas não favoráveis repercutem de forma negativa nos resultados do acumulado do ano...

Dezembro, 2015

Resinas termoplásticas registra recuo de 4,7% de janeiro a setembro de 2015, aponta Abiquim
PORTAL FATOR BRASIL - 02/12/2015

Mercado interno recessivo e perspectivas econômicas não favoráveis repercutem de forma negativa nos resultados do acumulado do ano, no quesito “Demanda interna”.De janeiro a setembro de 2015, o conjunto das principais resinas termoplásticas produzidas no Brasil teve desempenho negativo. De acordo com a equipe de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), a demanda interna por resinas, medida pela somatória das vendas internas mais as importações, registrou recuo de 4,7% em comparação ao mesmo período de 2014. As vendas internas tiveram queda de 1,5% no acumulado do ano, enquanto as importações exibiram redução de 12,9%. Nesse período, a produção teve elevação de 3,9%, notadamente pela alta das exportações, que cresceram 39,6%, especialmente pela existência de demanda nos mercados internacionais e necessidade de se manter a ocupação da capacidade instalada em patamares mais elevados, além da melhora ocasionada pela situação cambial.Os números do ano estão sendo significativamente afetados pelos resultados do terceiro trimestre do ano, ocasião em que o declínio da demanda interna nacional por resinas termoplásticas chegou a 11,8%. Tradicionalmente, na química, o terceiro trimestre é o que concentra os maiores volumes de produção, vendas e demanda de todo o ano em função do maior volume para as encomendas de final de ano e início do ano seguinte. No entanto, o único dado positivo advindo do terceiro trimestre do ano continua sendo o de exportações, que cresceram 45,4% nos últimos três meses, sobre os volumes do terceiro trimestre de 2014. A produção manteve-se estável no período, com ligeira elevação de 0,1%. A expectativa do setor é que a dinâmica de retração de demanda continue no quarto trimestre do ano, impactando de forma negativa os números de 2015.De acordo com a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, as principais cadeias que consomem resinas termoplásticas têm sofrido fortemente com a redução da demanda, tendo sido este um dos piores anos para a maioria delas, como a indústria automobilística, de construção civil, de embalagens, de linha branca, de descartáveis, entre outras. “Os números refletem o cenário desfavorável que o setor químico nacional tem vivenciado. O quadro atual de baixa competitividade da indústria, consequência da elevação dos custos de produção, particularmente no tocante às matérias-primas básicas, alta carga tributária e deficiências de infraestrutura, pode ser agravado com as incertezas em torno da política econômica do Governo Federal”, afirma Fátima Giovanna.Em relação ao ganho de share no mercado internacional, a elevação observada no volume exportado de resinas termoplásticas foi puxada, especialmente, pelo conjunto dos polietilenos (PEAD, PEBD, PEBDL e EVA), que tiveram alta de 51,9%, de janeiro a setembro deste ano, em relação a igual período de 2014. Como resultado, houve melhora no saldo da balança comercial desse grupo de produtos. O déficit nacional passou de 519,6 mil toneladas de resinas de janeiro a setembro de 2014 para apenas 21,5 mil toneladas nos primeiros nove meses deste ano, representando uma queda expressiva em volume.Medida pelo Consumo Aparente Nacional (CAN)—produção mais importação, excluindo as exportações – a demanda interna brasileira de resinas termoplásticas apresentou queda de 7% de janeiro a setembro de 2015 na comparação com mesmo período do ano anterior.Outra variável que preocupa o setor e reflete a deterioração do ambiente interno de produção é a de utilização de capacidade instalada. Nos primeiros nove meses deste ano, as empresas operaram com 80% da sua capacidade de produção, um ponto percentual acima da utilização de igual período do ano anterior. Segundo Fátima Giovanna, para um segmento que opera em regime de processo contínuo, trabalhar com ociosidade de 20% não só é preocupante no curto prazo, como também desestimula a atração por novos investimentos no setor no médio prazo.Vale lembrar que o Governo Federal anunciou o pacote de ajuste fiscal justamente em meio ao cenário recessivo atual, de redução das vendas no mercado interno, encolhimento da demanda e alta ociosidade na indústria química do País. Presente na base de diversas cadeias industriais, com forte penetração na economia e efeito multiplicador expressivo, na opinião de Fátima Giovanna, não se pode descartar o efeito inflacionário que essas medidas, com impacto direto nos custos de produção das empresas, poderão trazer. Além do mais, a pretendida redução em 50% do Regime Especial da Indústria Química (REIQ), já em 2016, bem como o fim do regime em 2017, além da redução da alíquota do Reintegra, que vem na contramão, justamente em um momento em que o setor tem mantido produção com algum ganho de volume no mercado externo, e a possibilidade de elevação da já alta carga tributária, com algum imposto adicional sobre as movimentações financeiras, elevam a desconfiança das empresas e afastam possíveis investimentos. Ainda é importante ressaltar que os custos do setor já foram fortemente majorados em 2015 por conta da alta das tarifas de energia elétrica, da ordem de 30 a 40%, e pela retirada dos descontos do gás de produção local que, até o final do ano, terão impacto de mais 20%.A Coplast — A Comissão de Resinas Termoplásticas da Abiquim (Coplast) trata dos assuntos do conjunto dos polietilenos (PEAD, PEBD e PEBDL), polipropileno, poliestireno, policloreto de vinila, EVA e PET (grau garrafa). O grupo foi criado em 1993, com o objetivo de buscar contínua participação das empresas produtoras de resinas termoplásticas na economia brasileira, dentro de padrões aceitos pela comunidade em geral, pelas entidades ambientalistas e pelos setores públicos, preservando seus objetivos empresariais de atuação competitiva, prioritariamente no mercado nacional e, também, no internacional.

NOVAS SACOLAS PLÁSTICAS: A VEZ DA EDUCAÇÃO   

Ao curso de uma interminável discussão sobre quem deve pagar pelas novas sacolas plásticas reutilizáveis para descartar lixo em São Paulo...

Novembro, 2015

Novas sacolas plásticas: a vez da educação
ORGANICS NEWS BRASIL - 25/11/2015

Compartilhar no FacebookTweet no Twitter(Foto: Reprodução)**Roberto AraújoAo curso de uma interminável discussão sobre quem deve pagar pelas novas sacolas plásticas reutilizáveis para descartar o lixo na cidade de São Paulo (a verde para o materiais recicláveis secos e a cinza para materiais não recicláveis), os consumidores paulistanos continuam sem receber orientações adequadas. Estão polemizando um tema que precisa de uma solução técnica e muito investimento na educação da população. Quantas sacolas são necessárias para acomodar as nossas compras? Quanto custa a sacola? Por que os supermercados oferecem apenas duas sacolas de cortesia? Por que a maioria dos supermercados não querem pagar esta conta? Poderiam diluir o custo e repassar a conta para os consumidores? A questão primordial deveria ser outra. Como educar e engajar os paulistanos contra a poluição gerada pelo lixo?Estamos perdendo a oportunidade de endereçar objetivamente uma solução interessante para o gigantesco volume de lixo urbano em São Paulo. Talvez a caracterização de resíduos por meio das sacolas plásticas verdes e cinzas tenha sido a ideia mais viável para ajudar a educar a população mais rapidamente. Se o índice de coleta seletiva aumentar, o custo da coleta de lixo por tonelada vai reduzir, juntamente com a poluição e tantas outras externalidades associadas aos impactos ambientais e sociais, resultando em melhor qualidade de vida para todos. O momento é propício para uma campanha educativa pelo uso correto das sacolas plásticas e da ampliação da coleta seletiva na cidade de São Paulo. Segundo pesquisa do Datafolha deste ano, 80% dos paulistanos são contra a cobrança pelas novas sacolas plásticas. Na opinião de 79% destes, esse custo deveria ser bancado pelos supermercados e pela prefeitura. Em ambos os casos, quem paga a conta é o consumidor, o contribuinte.Já passamos do momento de apontar a sacola plástica como vilã. Agora, a sacola faz parte da solução do problema. Realizamos um estudo em 2011, analisando e compararando a ecoeficiência de dois tipos de sacolas: as descartáveis de plástico provenientes de diversas formas (tradicional, de álcool de cana-de-açúcar e oxidegradável) e as retornáveis, também chamadas “ecobags”, feitas com diversos materiais (papel, Tecido Não-Tecido (TNT), polietileno tradicional, tecido e ráfia). O desafio foi saber qual a solução mais ecoeficiente para transportar as compras do supermercado para as residências. Ao final do estudo, constatou-se que o desempenho das sacolas é determinado em função dos hábitos de compra e de descarte dos consumidores. Caso haja pouco uso das sacolas (ex. poucas idas ao mercado), as melhores opções são o uso de sacolas descartáveis, sendo a alternativa de menor impacto. Em situações de hábitos mais intensos as sacolas retornáveis de plástico são melhores alternativas, devido a sua maior durabilidade. Portanto, os consumidores precisam ser orientados e educados sobre a melhor forma de utilizar e reutilizar as sacolas plásticas.A pesquisa do Datafolha ainda apontou que 63% da população já reutiliza as sacolas plásticas para embalar o resíduo doméstico destinado à reciclagem e 69% para descartar o lixo não reciclável. Sabemos das dificuldades técnicas em se implementar a coleta seletiva e dos impactos gerados pelas sacolas, principalmente pelo descarte incorreto e o volume de embalagens e sacolas nas grandes cidades.As novas sacolas plásticas verdes e cinzas são importantes neste processo educativo. Além de serem 40% maiores e mais resistentes do que as tradicionais brancas, as duas cores ajudam na formação do hábito para o descarte correto. Afinal, quem nunca parou com dúvida em frente às lixeiras coloridas para identificar onde deveria jogar o papel, o plástico, o metal, o vidro e resíduos não recicláveis?Acreditamos que será necessária uma padronização visual das atuais ferramentas de coleta seletiva por meio de uma campanha educativa. As lixeiras espalhadas pelas ruas e condomínios, os caminhões de coleta e até os uniformes dos trabalhadores de coleta de resíduos deveriam ter as mesmas cores que as sacolas, além de ações de comunicação pelo uso e descarte responsável e seus benefícios àqueles que fizeram a coleta seletiva. À medida que mais pessoas tiverem acesso a informação, mais vão aderir e agir corretamente.Após a consolidação desta primeira etapa educativa, avanços ocorrerão naturalmente. Conhecendo os diversos tipos de resíduos, os cidadãos e as empresas vão enxergar outras oportunidades, como obter geração de renda, melhoria nas embalagens e passarão a separar ainda mais. Até lá há um longo caminho, mas precisamos dar o primeiro passo proporcionando mais informação e simplificando o processo de destinação final do lixo urbano.Fabricantes, varejistas, consumidores e governo estão todos no mesmo barco. Hoje, em São Paulo, há 21 cooperativas de catadores para reciclagem, no total de mil catadores, cadastradas no projeto de coleta seletiva. Com a mudança, ajudaremos a inclusão social de muitas outras pessoas excluídas e ainda em situação de subemprego. Não basta reclamar. Está na hora de unir esforços e fazer mais. Afinal, todos somos responsáveis pelo lixo que geramos e devemos fazer a nossa parte para reduzi-lo e destiná-lo corretamente para reciclagem e reaproveitamento.*Roberto Araújo, diretor-presidente da Fundação Espaço ECO®Artigo- Este artigo reflete a opinião do autor e não do Organics News Brasil. O portal não se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações acima ou por prejuízo de qualquer natureza em decorrência dessas informações.

SAI ACORDO PARA A LOGÍSTICA DE EMBALAGENS   

O governo federal assinou, nessa quarta-feira (25/11), acordo com catadores e a indústria para a logística reversa de embalagens em geral.

Novembro, 2015

Sai acordo para a logística de embalagens
JORNAL BRASIL - 26/11/2015

Documento garante sistema de recolhimento de produtos como latas de alumínio e garrafas plásticasO governo federal assinou, nessa quarta-feira (25/11), acordo com catadores e a indústria para a logística reversa de embalagens em geral. Entre elas, estão produtos como latas de alumínio, garrafas plásticas e papelão. O acordo foi assinado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e 21 entidades representativas do setor. Com isso, os empresários se responsabilizam por criar um sistema de recolhimento e destinação adequada dos produtos.Além de garantir a execução da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a medida permite a inclusão social de quem trabalha com a coleta dos materiais. “Os catadores estão celebrando porque querem trabalhar”, declarou a ministra. “O acordo vai trazer condições dignas de trabalho para os catadores, que agora têm direitos e deveres dentro do processo”.Segundo ela, serão implantados, ainda, instrumentos capazes de avaliar a ação.MELHOR CAMINHOA estimativa é de que existem, hoje, 1 milhão de pessoas exercendo a atividade no Brasil. O representante do Movimento Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Reaproveitáveis e Recicláveis, Roberto Laureano, comemorou a assinatura do acordo. “Esse é o melhor caminho, o de incluir a base da pirâmide, que são os catadores”, afirmou. “O acordo é um instrumento necessário para a implantação da política nacional do setor.”O compromisso representa um esforço conjunto de diversos setores para promover a sustentabilidade do processo produtivo no País. “Esse é um momento de convergência para uma ambição que deve ser ampliada e reavaliada sempre que possível”, ressaltou Izabella Teixeira. De acordo com a ministra, o objetivo é estimular os setores que ficaram de fora a aderir ao acordo.O empresariado destacou o pioneirismo da decisão, que dará início à logística reversa de embalagens em território nacional. À frente da coalizão que representa as entidades envolvidas, o presidente do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre) afirmou que a ação vai tirar os catadores da informalidade. “É a primeira vez que o setor industrial e do varejo se uniram para falar de resíduos sólidos”, acrescentou.RECOLHIMENTOO acordo está previsto na PNRS, estabelecida pela Lei 12.305, de 2 de agosto de 2010. Segundo a legislação, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de um determinado produto que possa causar danos ao meio ambiente ou à saúde humana devem criar um sistema de recolhimento e destinação final independente dos sistemas públicos de limpeza urbana.Assim, fica garantido o retorno dos produtos descartados (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reutilizado) à indústria, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos.NEGOCIAÇÃOA proposta de acordo setorial foi elaborada e debatida durante quatro anos. Foi realizada consulta pública sobre a proposta de texto, entre os meses de setembro e novembro de 2014, por meio da plataforma governoeletronico.com.br. Nesse período, foram recebidas 976 contribuições, que resultaram em 60 recomendações de alteração.O acordo prevê responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos e propicia que esses materiais, depois de usados, possam ser reaproveitados. A proposta passou aprovação do Comitê Orientador para a Implantação da Logística Reversa (CORI). O Comitê é composto por representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Saúde, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Agricultura e Abastecimento e Fazenda.Fazem parte do acordo:Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados - ABADAssociação Brasileira do Alumínio - ABALAssociação Brasileira das Indústrias da Alimentação - ABIAAssociação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos - ABIHPECAssociação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados -ABIMAPIAssociação Brasileira de Industria de Águas Minerais - ABINAMAssociação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação - ABINPETAssociação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais - ABIOVEAssociação Brasileira da Indústria do PET - ABIPETAssociação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins ? ABIPLAAssociação Brasileira da Indústria do Plástico - ABIPLASTAssociação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas -ABIRAssociação Brasileira de Proteína Animal - ABPAAssociação Brasileira de Bebidas - ABRABEAssociação Brasileira dos Fabricantes de Tintas - ABRAFATIAssociação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade - ABRALATASAssociação Brasileira de Supermercados - ABRASIndústria Brasileira de Árvores - IBÁInstituto Socioambiental dos Plásticos - PLASTIVIDASindicato Nacional da Indústria da Cerveja - SINDICERVANCAT representando o Movimento Nacional dos Catadores e Catadoras de Materiais Reaproveitáveis e Recicláveis.

   

Acontece 24.11, às 9h no Auditório Franco Montoro da Alesp, a Audiência Pública para regulamentação do uso das sacolas plásticas em SP...

Novembro, 2015

Audiência Pública para regulamentação do uso das sacolas plásticas no Estado de SP
BLOG PLÁSTICOS EM FOCO - 20/11/2015

Acontece no dia 24.11, a partir das 9h no Auditório Franco Montoro da Alesp, a Audiência Pública para regulamentação do uso das sacolas plásticas no Estado de São Paulo.A Audiência Pública faz parte das atividades da Frente Parlamentar da Química em São Paulo, coordenada pelo Deputado Luiz Turco (PT) e que tem o Deputado Luiz Fernando (PT) na coordenação do Setor Plástico.O evento traz ao debate o lobby realizado pela APAS (Associação Paulista de Supermercados), que conseguiu através da Lei Municipal 15.374/2011, a proibição da distribuição gratuita de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais na cidade de São Paulo. Tal medida, causou transtornos não apenas ao consumidor, mas também ao mercado de trabalho, representando o fechamento de cerca de 6 mil postos de trabalho apenas na capital, considerando somente empregos diretos. Além disso, as sacolas plásticas representam 5% do faturamento da indústria do plástico na cidade, cerca de R$ 72 milhões por ano.O fim da distribuição gratuita de sacolas na boca do caixa provocou a queda do consumo da embalagem e, seu efeito dominó atingiu fornecedores, incentivou o descarte incorreto e a ociosidade das centrais de reciclagem no maior mercado do país.A Lei, com finalidade mercantilista e não ambiental, como é equivocadamente difundida, permite que os supermercados vendam as sacolas, atendendo a demanda varejista, e transferindo para o consumidor seu custo. E o valor que antes já era embutido nos preços dos produtos passou a ser cobrado em duplicidade. O varejo ainda lucra com a comercialização de sacolas retornáveis e sacos de lixo.Na audiência pública estão confirmadas além das presenças dos Deputados Estaduais Luiz Turco e Luiz Fernando, a presença do Deputado Federal Andrés Sanchez; do ex-Deputado Federal Francisco Chagas; Sr. Edson Bicalho, Sequimfar; Sr. Alfredo Schmitt, Sindiplast; Sr. Raimundo Suzart, Sindicato dos Químicos do ABC; o vereador de São Paulo, Nelo Rodolfo; Dr. Reginaldo Sena, Idecom; Sr, Miguel Bahiense, Plastvida; Sr. Oswaldo Bezerra (Pipoca), Sindicato dos Químicos de São Paulo; Dra. Ivete Maria Ribeiro, Fundação Procon e Sra. Marli Sampaio, SOS Consumidor.O principal objetivo desta audiência pública é, através da união de diversos atores relacionados ao segmento plástico, à defesa do consumidor e ao legislativo, realizar a regulamentação do uso das sacolas plásticas em todo o Estado de São Paulo, afim de garantir que esta lei equivocada não seja replicada em todo o Estado de São Paulo, ameaçando a economia e fechando outros postos de trabalho, contrapondo mitos e esclarecendo a verdade.A presença da imprensa é de significativa importância para fomentar o debate e levar esclarecimento à população a cerca de um tema que causa grande impacto em nossa vida cotidiana. ( Fonte: Deputado Luiz Fernando)

EMPRESÁRIOS DA INDÚSTRIA PLÁSTICA RECEBERÃO CAPACITAÇÃO   

O PICPLASTrealizará em Manaus/AM, uma capacitação profissional focada em custos e rentabilidade para a indústria da transformação plástica.

Novembro, 2015

Empresários da indústria plástica receberão capacitação
JORNAL DO COMMERCIO - ECONOMIA - Manaus - AM - 12/11/2015 - Pág. A6



O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) realizará hoje, em Manaus/AM, uma capacitação profissional focada em custos e rentabilidade para empresários da indústria da transformação plástica. O objetivo da capacitação é contribuir para a estruturação de modelos internos de gerenciamento, procedimentos fundamentais para o bom andamento dessas empresas. A apresentação do modelo foi feita pela consultoria financeira e de investimentos Advisia e contará com o apoio do SindPlast (Sindicato das Indústrias de Material Plástico de Manaus).

De acordo com o diretor-executivo do sindicato, Paulo Abreu, a realização da capacitação é fundamental para estimular o empresário local a profissionalizar seus processos e crescer como empresa. “Antes do PICPlast nós precisávamos mandar os empresários para outras ca-
pitais, caso quisessem participar de cursos ou palestras. Por meio do PICPlast conseguimos oferecer aos transformadores a oportunidade de evoluir profissionalmente, trocar experiências com outros empresários”, afirma o executivo.

Durante a apresentação, os empresários terão acesso a conceitos contábeis e financeiros. Também assistirão a demonstrações do funcionamento do modelo de operação.

SACOLA FEITA DE GELATINA É COSMETÍVEL   

A demanda por embalagens reutilizáveis, como ecobags, aumentou bastante nos últimos anos. Criar uma sacolinha que imita a plástica, mas...

Novembro, 2015

Sacola feita de gelatina é comestível
FOLHAMAX - Cuiabá - MT - 08/11/2015

As sacolas plásticas figuram na lista de grandes vilãs do planeta: são feitas de derivados do petróleo, poluem os mares, matam animais e entopem bueiros. Por isso, a demanda por embalagens reutilizáveis, como as ecobags, aumentou bastante nos últimos anos. Criar uma sacolinha que imita a plástica, mas sem os danos ambientais, é uma das metas de um time da USP.O coordenador do projeto, Paulo José Sobral disse que a gelatina "é uma proteína produzida no mundo inteiro, pois se origina de matéria prima abundante e, no geral, de custo reduzido; por isso foi escolhida. Além disso, ela tem boas propriedades, como a de formar filmes, por exemplo". O meio ambiente agradece: "Se a pessoa não consumir e descartar, ele vai desaparecer em cerca de seis semanas, em contato com o solo".Eles já conseguiram chegar a um material bem parecido com o plástico, mas ainda enfrentam algumas dificuldades, como a umidade. Como os produtos utilizados têm origem natural, possuem grande poder de retenção de água, o que pode fazer com que a embalagem fique grudenta se não funcione corretamente. Para isso, eles já estão trabalhando com nanopartículas de argila, que podem diminuir o problema.Além disso, a equipe visa adicionar outras funcionalidades ao produto, como ação antimicrobiana e antioxidante, "adicionando à estrutura do material óleos essenciais e outros produtos naturais. Os óleos essenciais de orégano e de alecrim, por exemplo, são excelentes conservantes?, finaliza.

POVO PAGA PELA DEMAGOGIA   

Foi uma pedra cantada e só a prefeitura paulistana não ouviu. O fim da distribuição gratuita das sacolas na boca do caixa...

Novembro, 2015

Povo paga pela demagogia
PLÁSTICOS EM REVISTA - SUSTENTABILIDADE - São Paulo - SP - SET/2015 - Nº 618 - Pág. 37 A 39

Foi uma pedra cantada e só a prefeitura paulistana não ouviu. O fim da distribuição gratuita das sacolas na boca do caixa, efeito de acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e o Procon estadual sob beneplácito do prefeito Fernando Haddad (PT-SP), esparramou problemas para todos os lados. Provocou a queda no consumo da embalagem e, efeito dominó, chamuscou seus fornecedores, incentivou o descarte incorreto e a ociosidade das centrais de reciclagem no maior mercado do país, expõe o drama nesta entrevista Alfredo Schmitt, diretor da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief) e porta-voz do Grupo de Sacolas da entidade. As advertências sobre o risco da cobrança da embalagem por parte dessa representação foram ignoradas e deu o que está dando. Ainda assim, não fosse a atuação desse pequeno núcleo de empresas, as sacolas estariam com seus dias contados no país, ele afirma. “Através dessa iniciativa, a perseverança de poucos está fazendo a sobrevivência de muitos. É o único caso conhecido na indústria brasileira de transformação de plásticos em que um grupo se estruturou e conseguiu com inteligência superar os óbices. Mas os desafios não param aqui; a luta é sem fim”.

PR – Qual a sua avaliação da vigência, desde maio último, do acordo Apas/Procon? Tem ou não correspondido às expectativas, seja dos supermercadistas, consumidores ou transformadores de sacolas?
Schmitt – O acordo é uma tentativa de reedição de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) de anos atrás, assinado entre os mesmos atores, Apas e Procon/SP, e não homologado pelo Conselho Superior do Ministério Público. Portanto, deixou de existir. Já estava claro que nada continha de ambiental; era apenas mercantilista. O TAC permitia que os supermercados pudessem vender sacolas a partir de 60 dias após assinatura. O acordo atual permitiu aos supermercadistas venderem sacolas plásticas após 60 dias. Em suma, reeditaram o que o Conselho Superior do Ministério Público proibiu há dois anos.

PR – Porque o acordo não se sustenta?
Schmitt – Como o TAC, esse acordo é espúrio e teve aberrações de toda a natureza. Talvez a maior delas seja o Procon paulista se arvorar em autoridade de direito ambiental em lugar de se dedicar ao objetivo principal do órgão: proteger o consumidor. Ao permitir a cobrança, atendeu perfeitamente a demanda da rede varejista, mas deixou os consumidores na mão. É uma das maiores transferências de renda de um setor da economia para outro e sem nada em troca. Apesar de alertada inúmeras vezes por nós, a prefeitura de São Paulo lavou as mãos em relação aos consumidores. Antes da assinatura do acordo, ela dizia que cada supermercado estava livre para decidir a venda das sacolas. O prefeito decidiu que não proibiria a venda mas, estranhamente, entrou na justiça contra a Apas quando ela orientou seus associados a venderem as sacolas. Aquilo que tínhamos avisado ao prefeito aconteceu: o consumidor se revoltou e deixou de comprar as sacolas. O mercado caiu drasticamente e o lixo passou a ser descartado de forma equivocada. Pior, as usinas de reciclagem automatizada da prefeitura estão subutilizadas, pois o lixo reciclável não é separado devido à recusa dos consumidores a comprarem sacolas e, assim, o refugo não chega a essas linhas de reciclagem. Ou seja, trata-se de mais prejuízo econômico, Afinal, essas centrais foram construídas com dinheiro público e agora estão às moscas, efeito do interesse meramente econômico dos supermercados de São Paulo. Um absurdo.

PR – Pesquisas de opinião detectam a ojeriza dos consumidores paulistas à cobrança das sacolas nos supermercados. A seu ver, quais as prováveis conseqüências desse repúdio?
Schmitt – Aqui vão dois dados relevantes da pesquisa Datafolha e Abief/Plastivida: 83% da população não quer pagar pelas sacolas e 87% dos entrevistados entendem que o Procon/SP deveria lutar pela gratuidade delas. Os dados indicam a repulsa da sociedade à cobrança das sacolas pelos supermercados. E esta reação não pode ser medida apenas pelo dinheiro envolvido. As opções apresentadas às sacolas, a ignorância presente e os ouvidos moucos já apareciam na pesquisa anterior do mesmo instituto. Ela mostrava mais de 80% da população desejando receber as sacolas gratuitas. Levantamentos revelam que 74% da população transporta as compras de ônibus ou a pé. Se esse público se recusa a pagar pelas sacolas, como irá levar suas compras? A alternativa apresentada pelo supermercado são as imundas caixas de papelão oferecidas gratuitamente. Entretanto, sabemos que, na realidade, os supermercados querem se livrar de um estorvo: a responsabilidade pelo descarte dessas caixas de papelão. No fundo, porém, causam um grande problema, pois os recicladores que antes retiravam as caixas nos supermercados não têm mais acesso a elas, pois são dadas aos consumidores que terminam por contribuir para um gigantesco dano sanitário e ambiental – o descarte de lixo em caixas de papelão.

PR – Não há outra opção?
Schmitt – Outra alternativa oferecida, porém de elevado custo, são as não menos anti-higiênicas sacolas retornáveis. Estudo da Universidade do Arizona (EUA) mostrou o alto índice de coliformes fecais nas caixas de papelão e coliformes totais, bactérias e fungos nas sacolas retornáveis. A recomendação, não respeitada pelo consumidor, inclusive por desinformação, que elas sejam submetidas à lavagem a cada dois dias, uma prática destoante da realidade de uma cidade como São Paulo, hoje sob crise hídrica importante, além de envolver a captura de água limpa devolvida como água suja, contendo detergentes etc. Na verdade, é muita irresponsabilidade para com o meio ambiente de quem diz se preocupar com sustentabilidade.

PR – Porque os supermercadistas hoje ganham mais com a venda de sacolas, mesmo com a queda no consumo delas, do que sob o sistema anterior de distribuição gratuita o público?
Schmitt – Estimamos esses ganhos em torno de R$ 750 milhões no Brasil todo. Os supermercados estão ganhando mais porque estão cobrando em duplicidade. As sacolas não são gratuitas. Em suma, a distribuição é gratuita, pois esse custo está embutido no preço dos produtos que os consumidores compram, como o custo da energia, água etc. Agora, além desse gasto embutido que continua a existir, só os inocentes acham que os supermercados retiraram tal custo dos preços. Aliás, aquela mesma pesquisa de opinião que mencionei lá atrás revela que o consumidor não sentiu qualquer redução de preço em função dessa “irreal” retirada de custo dos preços. Além do que, os supermercados ainda ampliam seus lucros, pois vendem sacolas retornáveis e mais sacolas de lixo. Em Belo Horizonte, onde esse movimento aconteceu há dois anos mas foi debelado pela revolta dos consumidores, a demanda por sacos de lixo cresceu 35% e o preço deles se ampliou em 400% em pouco tempo durante o anos em que a capital mineira ficou sem as sacolas por causa de lei similar à de São Paulo. Ressalto novamente que essa norma ficou sem efeito pelo trabalho da Abief/Plastivida. Ele ensejou a criação de uma lei estadual que exige sacolas dentro da norma ABNT, à semelhança da lei vigente no Rio Grande do Sul.

PR – Então, a cobrança das sacolas agraciou o caixa dos supermercadistas mediante mais vendas de sacos de lixo?
Schmitt – Pela pulverização do número de fabricantes de sacos de lixo é difícil dizer se houve subida no consumo paulistano desse item. Mas os consumidores relatam salto expressivo no preço do saco de lixo. Correm informações de fabricantes de extrusoras que tiveram aumentadas as vendas de máquinas novas para este produto, o que é inédito. Mas o fato é que nem toda a população pode comprar sacos de lixo. Um estudo encomendado pela Plastivida à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) revela que, com a cobrança das sacolas, uma família paulistana tem em média aumentado em 146% seu orçamento doméstico destinado a comprar sacolas retornáveis e sacos de lixo. O peso específico desse gasto no índice IPC passa a ser de 0,3280%. O peso do feijão no mesmo orçamento é de 0,3933%. Em um orçamento familiar hoje cada vez mais apertado por tantos e tantos impostos, a população tem que decidir entre comprar feijão e comprar sacos de lixo e sacolas retornáveis. Outro absurdo.

PR – Segundo foi divulgado, os supermercados distribuíam anualmente em São Paulo 17 bilhões de unidades de sacolas. Esse número procede?
Schmitt – É um delírio; talvez seja o número atual relativo ao Brasil como um todo. Em 2008, o consumo nacional de sacolas nos supermercados era de cerca de 17,9 bilhões de unidades. A Plastivida, Abief e Instituto Nacional do Plástico (INP) lançaram o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas com a meta de reduzir o número em 30% em cinco anos. Em 2012, o consumo no Brasil foi de 12,1 bilhões, redução de 32,4%. Essa queda é possível quando se tem sacolas fabricadas de acordo com as normas técnicas, mais resistentes. Fora isso, pesa o fato de a população ter sido orientada a não colocar uma sacola dentro da outra, pois a embalagem já suporta o peso estipulado pelo respeito do fornecedor às normas técnicas da produção e desempenho da embalagem. Este é o principio da campanha “Sacolas Bem Utilizada Faz Bem ao Meio Ambiente” que funciona muito a contento no Rio Grande do Sul e conta com apoio irrestrito da Associação Gaúcha de Supermercados. Ao contrário da Apas, ela entende que a venda das sacolas é um processo equivocado.

PR – Qual o risco de o acordo Apas-Procon SP ser replicado em outros Estados e como a Abief pretende minar essa possibilidade?
Schmitt – Existe o risco e por isto estamos trabalhando muito duro. Precisamos de mais apoiadores pois, se nos unirmos, nos fortaleceremos. O grupo de sacolas da Abief, surgiu há cerca de cinco anos de modo espontâneo, a partir de um grupo de industriais que viam ameaças no horizonte de curto prazo, à época em que eu presidia a entidade. A partir daí, a Abief e a Plastivida juntaram forças e, com apoio da Braskem, ampliaram o grupo de trabalho, criando as condições de apoio de marketing, jurídico, imprensa e legislativo. Hoje, o grupo conta com sete empresas, entre elas a de um fabricante de máquinas. Eu as considero heroínas. Foi criado um fundo que já movimentou mais de R$12 milhões neste período. Ele é coordenado pela Abief e Plastivida e deu condições ao trabalho deste grupo, principal responsável pela existência até aqui do segmento de sacolas no setor de flexíveis. Cumpre reiterar que ao menos um grande fabricante de máquinas está conosco e esse tipo de adesão é o mínimo que podemos esperar de fabricantes de insumos de sacolas como masterbatches e tintas. Contribuir para este fundo também significa a sobrevivência de uma parte de seus negócios. Ao longo desse tempo, trabalhamos legislativamente, participamos de audiências públicas e encaminhamos e ganhamos mais de 40 ações diretas de inconstitucionalidade (adin). Por 11 meses, fomos protagonistas do grupo de trabalho de sacolas do Ministério do Meio Ambiente. Sem falsa modéstia, o grupo salvou o segmento de sacolas ao conseguir um relatório final favorável a nós. O trabalho do Grupo de Sacolas da Abief deve servir de modelo para os demais segmentos de artefatos transformados, caso de copos, cadeiras ou utilidades domésticas. A união dos segmentos em torno do objetivo de mostrar as verdades e contrapor mitos será fundamental para a perpetuação de todo o setor transformador. •

PLÁSTICO REDUZ CUSTO EM CAFEZAIS    

Pesquisa demonstra que uso de mulching nas lavouras de café gera benefícios no controle de ervas daninhas e no consumo de água.

Novembro, 2015

Plástico reduz custo em cafezais
A TRIBUNA - INDÚSTRIA - Santos - SP - 30/10/2015 - Pág. E3


Pesquisa demonstra que uso de mulching nas lavouras de café gera benefícios no controle de ervas daninhas e no consumo de água


O filme plástico para cobertura de solo (mulching) é uma solução bastante consolidada na agricultura, principalmente no plantio de hortifrúti, por trazer benefícios no controle de plantas daninhas, na otimização do uso de água e na melhoria da produtividade. Por essas vantagens, a tecnologia tem ganhado, ao poucos, espaço em culturas perenes. Para comprovar os impactos positivos desta tecnologia no café arábica, a Braskem, maior petroquímica das Américas e líder mundial na produção de biopolímeros, promoveu uma pesquisa de campo em parceria com Elec-tro Plastic e a Universidade Federal de Uberlândia (UFU) -Campus Monte Carmelo.

Apesar de o Brasil ser o maior produtor e exportador do café, a cultura ainda enfrenta desafios, principalmente em relação aos altos custos de produção, sendo a prevenção da matocompetição um dos fatores mais onerosos. Nesse contexto, o mulching dupla-face (branco e preto) pode ser adotado como uma opção para tomar a lavoura mais eficiente, de acordo com estatísti-caspreliminares.

. Qs testes com a cobertura de solo no cafezal tiveram início em janeiro de 2014 na Fazenda Júliana, em Monte Carmelo, uma das principais regiões exportadoras de café. Após um ano e meio de plantio, a pesquisa concluiu que as lavouras com cobertura de solo tiveram resultados superiores àquelas com amostras de controle, por impedir o desenvolvimento de plantas daninhas, o que reduz os custos com capina e aplica-
ção de herbicidas pré-emergentes. “A face do mulching que fica em contato com o solo é preta, impedindo a passagem de luz e o crescimento de ervas daninhas”, destaca Ana Paiva, especialista de Desenvolvimento de Mercado da Braskem.
No estudo também foi avaliado o uso do filme em diferentes regimes hídricos (manejos de irrigação). Como a solução reduz a evaporação de água, fazendo com que a área permaneça com a umidade mais constante, a necessidade de aplicação de água foi menor em relação à parcela de lavoura sem o plástico. A pesquisa concluiu, portanto, que o mulching favorece a redução de recursos. “A partir do segundo ano, a plantação com mulching teve um custo menor em R$ 2.850 por hectare”, afirma Gleice Aparecida de Assis, professora da UFU e tutora do Grupo PET Agronomia Monte Carmelo.

Na avaliação de Cristiano Rolla, gerente de Contas da Braskem, a economia financeira tem significativo impacto na gestão do cafezal.

GUIA DA INDÚSTRIA DO PLÁSTICO E AS AÇÕES SUSTENTÁVEIS   

Setor de plástico chega a desperdiçar R$ 5 bilhões por ano com destinação inadequada. Por isso, INP e a Apex-Brasil lançaram o Guia...

Novembro, 2015

Guia da indústria de plástico e as ações sustentáveis
ORGANICS NEWS BRASIL - 26/10/2015

Por EquipeONB - 11 Compartilhar no Facebook Tweet no Twitter (Foto: Divulgação) O setor de plástico chega a desperdiçar R$ 5 bilhões por ano com destinação inadequada. Por isso, o Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) lançaram, dia 21 de outubro, o Guia de Sustentabilidade do Plástico, no âmbito do projeto Cadeia Produtiva da Indústria de Transformação Plástica, com o objetivo de compartilhar informações específicas e úteis para adequação das empresas brasileiras aos padrões internacionais de sustentabilidade. O setor de transformação plástica no Brasil é composto por mais de 11.500 empresas de diferentes portes, fornecendo produtos que vão desde embalagens até peças de carros e aviões. Gestores de transformadoras de plástico podem descobrir o nível de suas instituições e obter orientações para subir de estágio, respondendo a um questionário disponível em www.plasticosustentavel.com.br. O que é bem legal, é que o Guia de Sustentabilidade traz planos de ação para cada um dos níveis, de forma que as empresas possam atingir maior maturidade gradualmente. Números da indústria do plástico*: – 11.590 empresas no Brasil – 352.249 empregados (atualmente, o plástico é o quarto maior empregador da indústria de transformação brasileira, ficando atrás dos setores de confecção de vestuário e acessórios, abate e fabricação de carnes e fabricação de outros produtos alimentícios) – Em 2014, a produção brasileira de transformados plásticos movimentou R$ 59,9 bilhões. Nesse mesmo ano foram consumidas 7,24 bilhões de toneladas do produto. – A construção civil, os alimentos e bebidas e os automóveis e peças são os principais setores que dependem dos transformados de plástico: juntos, somam 47% do consumo. – O potencial ambiental e econômico desperdiçado com a destinação inadequada de plástico é em média de R$ 5,08 bilhões por ano, segundo os últimos dados do IPEA/2012 (Instituto de Pesquisa Aplicada). *Informações do INP ** Com informações da assessoria de imprensa

GUIA DE SUSTENTABILIDADE DO PLÁSTICO SERÁ LANÇADO EM SP   

Próximo dia 21 de outubro, será lançado em SP o Guia de Sustentabilidade do Plástico, que é o resultado de um trabalho de diagnóstico ...

Outubro, 2015

GUIA DE SUSTENTABILIDADE DO PLÁSTICO SERÁ LANÇADO EM SP
APEX BRASIL - 19/10/2015

19/10/2015No próximo dia 21 de outubro, será lançado em São Paulo o Guia de Sustentabilidade do Plástico, que é o resultado de um trabalho de diagnóstico e elaboração de plano de ação com vistas à sustentabilidade, a ser aplicado para a indústria de transformação plástica. O evento, que será realizado durante a BW Expo, tem como objetivo apresentar os principais resultados do projeto e compartilhar informações específicas e úteis para a adequação das empresas brasileiras aos padrões internacionais de sustentabilidade.Com apoio da Plastivida, o Guia é uma iniciativa do Instituto Nacional dos Plásticos (INP), por meio de seu programa Think Plastic Brazil, e da Agência Brasileira da Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A WayCarbon, referência em assessoria sobre mudanças globais do clima, gestão de ativos ambientais, desenvolvimento de estratégias e estruturação de negócios ecoeficientes, foi contratada para realizar o trabalho de campo.O trabalho foi norteado por duas questões: “Como a sustentabilidade vem sendo entendida e aplicada pelas empresas brasileiras transformadoras de plásticos?” e “Quais os caminhos possíveis para uma produção mais ecoeficiente?”. Cinco etapas foram elaboradas para responder às questões base do projeto: Entendimento Integrado do Setor Nacional e Internacional; Oficinas de Sensibilização; Visitas Técnicas; Análise de Cenários; e Tendências e Elaboração do Guia de Sustentabilidade.Para Miguel Bahiense, presidente da Plastivida e diretor executivo do INP o Guia é o resultado de um importante mapeamento que mostra a realizada da indústria de transformação de plásticos no Brasil e aponta caminhos para que ela se desenvolva. “Esse desenvolvimento não é apenas no campo ambiental, mas também social e econômico, pois boas práticas sustentáveis agregam competitividade às empresas, no Brasil e em outros países”, afirma o executivo.O evento de lançamento da publicação contará com a presença de representantes das entidades e empresas envolvidas no projeto. A solenidade, que será realizada das 16 às 20 horas, terá, após a abertura oficial, a apresentação do Guia, um painel com cases de empresas transformadoras de plásticos, palestras e um coquetel.Serviço: Lançamento do Guia de Sustentabilidade do PlásticoData: 21 de outubroHorário: das 16 às 20 horasLocal: BW Expo (sala 2)Centro de Eventos Pro Magno, Rua Samaritá, 230 - Casa Verde - São Paulo - SP.Informações à imprensaM.Free comunicação(11) 3171-2024Roberta Provatti, Cristiane Peixoto

ABRE - EMBALAGEM: INVÓLUCRO USADO PARA ACONDICIONAR ALGO   

Mas que definição poderíamos encontrar em um dicionário do futuro?

Outubro, 2015

ABRE - ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMBALAGEM - 19/10/2015

Embalagem: invólucro usado para acondicionar algo, diz o dicionário. Mas que definição poderíamos encontrar em um dicionário do futuro? Tudo indica que o verbete deve se tornar maior e mais complexo. Afinal, novas tecnologias mostram que uma embalagem pode servir para muitas outras coisas. Entre elas, aumentar a durabilidade da comida, avaliar sua qualidade e economizar recursos. E mais: os avanços nesse setor se conectam com melhorias em outras áreas, até no sistema de aviação. Confira abaixo três propostas que vão muito além.Para aproveitar até a última gotaO fim de um produto que sobra no frasco – a maionese ou um sachê de mostarda – pode não ter grande importância no seu dia a dia, mas imagine o valor disso quando se trata de combustíveis, medicamentos ou bolsas de sangue. Aproveitamento total é o que propõe a LiquiGlide, que nasceu dentro de um laboratório do MIT (Massachusetts Institute of Technology).A empresa desenvolveu um lubrificante que torna as superfícies altamente escorregadias, sobre as quais líquidos viscosos passam sem deixar rastros. A novidade já atraiu clientes como a americana Elmer’s (fabricante de colas e adesivos) e o conglomerado norueguês Orkla (que vende de alimentos a produtos de higiene pessoal e limpeza).Mas a LiquiGlide espera levar seu produto a muitos outros setores, como a extração de petróleo. Segundo a empresa, o lubrificante pode gerar uma economia de milhões de dólares no transporte de petróleo bruto, por exemplo, evitando a formação de coágulos e o entupimento de oleodutos. Outro setor em que a companhia está de olho é a aviação: revestir as de aviões com o lubrificante evitaria a formação e acúmulo de gelo nessa parte da aeronave (uma grande preocupação em voos durante o inverno).Um leite que dura o dobro do tempoO leite tipo A tem vida curta – é um produto fresco, que dura cerca de uma semana na prateleira. Mas nas garrafinhas da marca Letti, o prazo de validade marcado é de 15 dias. O segredo? Suas garrafas contam com micropartículas à base de sílica e de prata, que têm ação bactericida. Ao evitar a proliferação desses micro-organismos, prolonga-se a conservação do leite. Uma boa notícia tanto para o consumidor (que tem um produto mais durável na geladeira) como para o fabricante, que pode melhorar sua cadeia de distribuição.Por trás dessa inovação está a Nanox Tecnologia, uma empresa que nasceu da interação entre pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e da Universidade Estadual Paulista (UNESP) em Araraquara. Especializada em criar materiais inteligentes a partir da nanotecnologia, a empresa já havia lançado, por exemplo, um filme de PVC que elimina a proliferação de fungos e bactérias nos alimentos.E sua ação vai além do setor alimentício. Usando sempre a prata como princípio antimicrobiano, a empresa também desenvolve soluções para a indústria têxtil (com tecidos protegidos contra ácaros, etc.), para o setor de equipamentos hospitalares (com pisos e materiais mais fáceis de limpar, por exemplo) e também para o de eletroeletrônicos (a tecnologia pode aumentar o intervalo necessário para limpeza dos filtros de ar-condicionado ou bebedouro, entre outras vantagens).No caso da garrafa usada para envazar leite pela Letti, vale destacar que as nanopartículas não se desprendem do plástico nem contaminam a bebida. E que o produto continua precisando de refrigeração.Etiqueta feita com gelatinaO Bump Mark, uma etiqueta desenvolvida por uma jovem de 22 anos, e premiada no ano passado em um concurso de design, a etiqueta é feita de gelatina e muda de textura à medida que o alimento dentro da embalagem se deteriora.Em entrevistas, a designer Solveiga Pakstaite disse que a ideia surgiu depois que ela trabalhou com deficientes visuais – sua meta era ajudá-los a descobrir a validade da comida por meio de alguma ferramenta tátil.Funciona assim: você passa o dedo sobre a etiqueta e, se ela estiver lisa, é sinal de que a comida está fresca. Porém, se você sentir as ranhuras do plástico sob a etiqueta, é sinal de que a gelatina já se deteriorou – e a comida também.A escolha da gelatina se deu justamente por ser uma proteína, que se decompõe de maneira similar à de outros alimentos proteicos, como carnes, ovos e leite. Detalhe: a velocidade dessa composição pode ser controlada a partir da concentração da gelatina (quanto mais sólida, mais ela demorará a se deteriorar).(Fonte: Época Negócios, 16 de setembro de 2015)

PLASTIVIDA DISCUTE A SUSTENTABILIDADE DOS PLÁSTICOS EM ALAGOAS   

Entidade participa 7ª edição Feira do Empreendedor, onde vai discutir a sustentabilidade como premissa para cadeia do plástico e reciclados.

Outubro, 2015

Plastivida discute a sustentabilidade dos plásticos em Alagoas
MAXPRESS NET - 13/10/2015

A entidade participa da 7ª edição da Feira do Empreendedor, onde vai discutir a sustentabilidade como premissa para a cadeia do plástico e dos reciclados.A Plastivida vai marcar presença na 7ª edição da Feira do Empreendedor, em Alagoas, onde vai abordar a contribuição dos plásticos para o desenvolvimento socioeconômico e o papel do Brasil como um dos grandes recicladores mundiais do produto.Nas últimas décadas, o plástico vem ocupando lugar de destaque como matéria prima para a produção de diversos produtos já conhecidos em nosso cotidiano, graças a sua versatilidade. O Brasil hoje se destaca no movimento de inovação na indústria do plástico, o que requer do setor um nível maior de aprimoramento tecnológico para se manter competitivo.O plástico contribui para o desenvolvimento de diversos setores da economia e, por outro lado, chama atenção para a questão da sustentabilidade. Além das boas práticas na produção, a sustentabilidade dos plásticos também compreende sua reciclabilidade. Hoje, o País está entre os grandes recicladores de plástico do mundo, atividade que gera emprego e renda.Durante a Feira do Empreendedor, todos esses assuntos serão abordados pelo presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, na palestra “Plástico, Ciência e Sociedade”. Segundo o executivo, a sustentabilidade dos plásticos passa pela relação da sociedade com o produto, baseada em conhecimentos científicos. “O uso responsável, a redução do desperdício, a reutilização e o descarte correto dos plásticos fazem com que esses produtos tragam benefícios sociais, econômicos e ambientais”, afirma o executivo.A palestra “Plástico, Ciência e Sociedade” será realizada no dia 16 de outubro, às 19h.Sobre o evento: A Feira do Empreendedor é um dos principais eventos de empreendedorismo do Brasil. A 7ª edição do evento, em Alagoas, terá como tema “Liderança Transformadora” e tem como objetivo difundir o empreendedorismo e facilitar o acesso à orientação e capacitação, visando o desenvolvimento de novos negócios, o fortalecimento e a excelência das empresas alagoanas, com ênfase na inovação, sustentabilidade, inclusão produtiva e liderança transformadora.O evento aguarda mais de 15 mil pessoas.Serviço:Feira do EmpreendedorData: de 14 a 17 de outubroLocal: Centro Cultural e de Exposições Ruth CardosoPara mais informações: [Link Original] à imprensaM.Free Comunicação(11) 3171-2024 R. 2Roberta Provatti, Cristiane Peixoto

PARA PLASTIVIDA, CONSUMIDOR "AMARGA" CUSTO DA SACOLA PLÁSTICA   

A Plastivida discorda da afirmação dos supermercados de SP, de que a população paulistana se acostumou a pagar pelas sacolas plásticas...

Outubro, 2015

Para Plastivida, consumidor ´amarga´ custo da sacolinha
DCI - OPINIÃO - São Paulo - SP - 13/10/2015 - Pág. 02



A Plastivida - Instituto Socioambiental dos Plásticos - discorda da afirmação dos supermercados de São Paulo, de que a população paulistana se acostumou a pagar pelas sacolas plásticas. "Não é verdade. Esse movimento dos supermercados é uma imposição e a população está sem alternativa", diz o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense. Ele cita pesquisa Datafolha: 83% dos moradores da capital são contrários à cobrança das sacolas plásticas. Além disso, para 87% dos moradores da cidade de São Paulo, o Procon deveria defender a gratuidade das sacolas plásticas.

Segundo a pesquisa Datafolha, 91% dos paulistanos entendem que as sacolas deveriam ser pagas pelos supermercados ou pela prefeitura. "A população, que vem amargando a alta da inflação, a estagnação econômica e o desemprego, é forçada a arcar com mais este custo", enfatiza o presidente da Plastivida. Estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas revelou que, em caso de suspensão da distribuição de sacolas plásticas, as famílias passam a ter um aumento de gastos mensais com embalagens de 146,1%, equivalente aos custos com o arroz e o feijão.

FISPAL TECNOLOGIA NORDESTE APOSTA NA INOVAÇÃO PARA INDÚSTRIA ALIMENTOS   

A 13ª Feira Fispal Tecnologia Nordeste, que acontece de 3 a 6 de novembro, no Centro de Convenções de Pernambuco está cheia de novidades...

Outubro, 2015

FISPAL Tecnologia Nordeste aposta na inovação para indústria de alimentos e bebidas

A 13ª Feira Fispal Tecnologia Nordeste, que acontece de 3 a 6 de novembro, no Centro de Convenções de Pernambuco está cheia de novidades. Com cerca de 300 marcas expositoras e 41 mil compradores qualificados dos setores de alimentos e bebidas a feira contará com lançamentos que vão desde envasadoras até aditivos e ingredientes para a indústria.
A Fispal Tecnologia NE reunirá as principais tendências e lançamentos exclusivos em processos, embalagens e logística a preços exclusivos durante o evento. Entre os produtos apresentados ao mercado estará a Trehalose, um tipo de açúcar natural trazido pela Daxia Doce Aroma, que participa da feira em busca de maior atuação na Região. “Já estamos bem presentes no Nordeste, temos até uma filial no Recife, mas a participação na FISPAL TECNOLOGIA NORDESTE nos trará maior aproximação com o mercado e com clientes”, afirma Helo Blanco, diretora de marketing.
Outros destaques serão as máquinas automáticas de envase, como a da DMOM Máquinas, que trará para a feira seus equipamentos. “Vamos apresentar nossas máquinas de envase de produtos líquidos e pastosos em garrafas, a linha DMSG e em copos, com a linha DMS. Também levaremos nossa linha de máquinas manuais”, conta o diretor Dante Gabriel Monteiro.
Para complementar, a Proenvase estará apresentando seus novos posicionadores de frascos e envasadoras. “Diante da nossa economia é fundamental para a empresa fazer parte de uma feira, como a FISPAL Nordeste”, diz a diretora Ana Cristina Fonseca.
SIMULTÂNEO -Além da feira de negócios, o evento contemplará também palestras especiais sobre os novos rumos e desafios do mercado e o PETtalk, Conferência da Indústria do PET, realizada pela ABIPET – Associação Brasileira da Industria Pet.
Com apoio da Secretaria de Turismo, Lazer e Esportes do Recife, da Empetur e do Governo do Estado de Pernambuco e parceria da ABIEF – Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis – e Abipet – Associação Brasileira da indústria do PET, a feira está com credenciamento aberto para os interessados no site oficial – www.fispaltecnologianordeste.com.br – e pode ser feita de maneira gratuita pelos profissionais da área.
Fispal Food Service Nordeste – Simultaneamente a Fispal Tecnologia Nordeste acontece a 13ª Fispal Food Service Nordeste, conhecida por ser o evento que mais gera negócios entre os estabelecimentos de alimentação fora do lar e fornecedores no Nordeste. Voltada para os estabelecimentos que trabalham com alimentação e bebidas, a Fispal Food Service NE oferece as soluções e novidades em utensílios, acessórios, embalagens, produtos e serviços na área, além de novos produtos, serviços e tecnologias para facilitar o dia a dia dos empresários. Há treze anos a feira é conhecida por ser o ponto de lançamento das principais tendências e inovações para restaurantes, churrascarias, padarias, bares, pizzarias, sorveterias, cafés, hotéis, buffets e distribuidoras.
Sobre a BTS Informa - Parte do Informa Group, a BTS Informa ocupa a segunda posição no ranking das maiores promotoras de eventos no Brasil. É consolidada como a principal promotora de eventos para a cadeia produtiva de alimentos e bebidas da América Latina. Com um portfólio diversificado de mais de 20 feiras, atua nos mais diversos setores da economia, com marcas que são referência em seus mercados de atuação. Entre seus eventos estão: Fispal Tecnologia, Fispal Food Service, HOSPITALMED, Agrishow, ABF Franchising Expo, Expo Revestir, TecnoCarne, MercoAgro, ForMóbile, ExpoVinis Brasil, Serigrafia SIGN FutureTEXTIL, Cards Payment & Identification e Vitafoods South America. Na área editorial, é responsável pela publicação das revistas: Leite & Derivados, Revista Nacional da Carne, Silk-Screen e Sign - quatro maiores e mais importantes publicações técnicas dos seus segmentos. Para mais informações, visite www.btsinforma.com.br
Sobre o Informa Group - O maior provedor mundial de informação especializada e serviços para as comunidades acadêmica e científica, profissional e empresarial. O grupo tem sua sede em Londres e cerca de 100 escritórios em mais de 20 países. As ações do Informa Group estão listadas na Bolsa de Valores de Londres, compondo o índice das 250 maiores companhias. Anualmente, organiza mais de 10 mil eventos, 150 feiras de negócios, publica cerca de 70 mil livros e produz mais de 1500 revistas e publicações acadêmicas. É o maior organizador, reconhecido publicamente, de exposições, eventos e treinamentos em todo o mundo fornecendo oportunidades inspiradoras de mercados e de conhecimento para serem compartilhados. Para mais informações, visite www.informa.com

Serviço:

13ª Fispal Tecnologia Nordeste - 13ª Feira de Processos, Embalagens e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas
3 a 6 de novembro, das 16h às 22h
Centro de Convenções de Pernambuco
www.fispaltecnologianordeste.com.br

PLÁSTICO VERDE DA BRASKEM CONQUISTA MERCADO GLOBAL   

Produzir plástico partir do álcool obtido da cana-de-açúcar tem sido bem sucedido caso inovação e sustentabilidade de uma empresa brasileira

Outubro, 2015

Plástico Verde da Braskem conquista mercado global
A TRIBUNA - INDÚSTRIA - Santos - SP - 02/10/2015 - Pág. E1

Produto de origem renovável está presente em quatro continentes

Produzir plástico a partir do álcool (eteno) obtido da cana-de-açúcar tem sido um bem sucedido caso de inovação e sustentabilidade de uma empresa brasileira a nível mundial. E contribui para a redução do efeito estufa que prejudica o clima. Primeiro polietileno (matéria prima para fazer plástico) de origem renovável a ser produzido em escala industrial no mundo, o Plástico Verde I’m green da Braskem (que em português significa “eu sou verde”) completou em setembro cinco anos de mercado. Atualmente, a resina fabricada a partir de etanol de cana-de-açúcar é uma realidade presente no dia a dia de indústrias de diferentes segmentos e também dos consumidores de países das Américas do Sul e Nor-te, Europa, Asia e Oceania.

E tem contribuído para o desenvolvimento sustentável. Até à descoberta, o mundo só produzia em escola industrial plástico a partir de petróleo, material poluente e que contribui para o agravamento dos gases de efeito estufa na atmosfera do planeta.

As pesquisas de uma matéria-prima renovável, capaz de manter a qualidade da produção e atribuir vantagens ambientais, começaram em 2007- Três anos depois, a Braskem fez um aporte de US$ 290 milhões para inaugurar sua fábrica de Polietileno Verde em Triunfo (RS), “Investimos em pesquisa e desenvolvimento de alternativas tecnológicas que conduzam a produtos feitos a partir de fontes renováveis e que promovam benefícios ambientais”, afirma Alexandre Elias, diretor de Químicos Renováveis da Braskem.

POLIETILENO VERDE

Ao longo desse período, diversas conquistas fizeram com que o Polietileno Verde ganhasse força e espaço no mercado mundial. Hoje, mais de 80 marcas, que vão de embalagens de alimentos a produtos de higiene pessoal, ferramentas de jardinagem e até de componentes de carros utilizam a resina. Entre os clientes, estão Johnson & Johnson, Faber-Castell, Kimberly-Clark, Shiseido e Tramontina.

Como exemplo das conquistas, a Tetra Pak inovou em 2011 e foi o primeiro fornecedor de embalagens de alimentos líquidos a utilizar Plástico Verde em suas tampas. A partir de 2014, a empresa incorporou polietileno de origem renovável como componente das camadas de suas embalagens produzidas no Brasil.

Outro ponto importante na trajetória foi a parceria firmada com a Embalixo em 2011 para a produção de sacos de lixo.

SETOR PLÁSTICO PROJETA QUEDA DE 10% EM 2015   

Indústria plástica prevê uma retração mais acentuada em seu faturamento nos próximos meses. No acumulado do ano até agosto, queda foi de 4%.

Outubro, 2015

Setor plástico projeta queda de 10% em 2015
FOLHA DE S.PAULO - MERCADO - São Paulo - SP - 04/10/2015 - Pág. 2





A indústria plástica prevê uma retração mais acentuada em seu faturamento nos próximos meses. No acumulado do ano até agosto, a queda foi de 4%. A projeção, no entanto, é que 2015 termine com um recuo de 10%.

"O segundo semestre deverá ser pior", afirma o presidente da Abiplast (associação brasileira do setor), José Ricardo Roriz Coelho.

Esse será o segundo ano consecutivo com resultado negativo no segmento. Em 2014, quando o faturamento ficou em R$ 67 bilhões, houve uma diminuição de 6%.

"O cenário é muito preocupante. De janeiro para cá, o mercado se reduziu de forma violenta", acrescenta.

Nos primeiros sete meses de 2015, a indústria fechou cerca de 13,4 mil postos de trabalho -o que equivale a 3,8% do total de empregados no setor. Durante todo o ano passado, 3.000 vagas haviam sido eliminadas.

"Sem a desvalorização do real, a situação estaria ainda pior. Tem entrado menos importados no país, mas o problema é que o consumo [nacional] também está menor. O grande volume de matéria-prima importada piora o panorama, pois a alta do dólar fez os custos das empresa subirem", afirma.

"Não temos indicativos de que haverá alguma melhora nos próximos meses. As companhias não estão investindo e os consumidores reduziram suas compras."

TRENÓ DESACELERADO

Os shoppings diminuíram o orçamento dos projetos de Natal em 2015, segundo Cecília Dale, cuja empresa homônima é especializada na decoração para o período.

"Ou o cliente repetiu ou reduziu o investimento, embora a gente tenha recebido mais pedidos", diz.

Dale garante, no entanto, que os cortes foram suaves, pois a aposta na decoração é um dos fatores de aumento de fluxo nos shopping centers. "O mercado sabe que, com o dólar caro, as pessoas vão viajar pouco e fazer as compras aqui."

Em 2014, a companhia, que atua também com lojas de móveis, inaugurou quatro unidades. As aberturas deverão ajudar a elevar o faturamento em 23% neste ano.

"Ao mesmo tempo em que há dificuldades, a gente está crescendo em 2015."

NOEL PREOCUPADO

Na Cipolatti, outra empresa do ramo de decorações de Natal, o ano começou "assustador". "Mas logo se estabilizou", afirma Conceição Cipolatti, dona da companhia.

Apesar da crise, a quantidade de trabalhos se manteve no mesmo patamar de 2014 -130 projetos. "Não crescemos, mas também não caímos."

Conceição não declara o faturamento da companhia, mas afirma que o ticket médio encolheu e que o uso de materiais diminuiu em 3,5%.

A crise econômica e alta do dólar contribuíram para o problema. A gravidade, porém, foi amortecida por uma característica do segmento: os contratos são fechados no início do ano -mesmo período em que os itens importados costumam ser adquiridos.

Para 2016, a empresária pretende investir em clientes internacionais.

ÁRVORE REDUZIDA

Apesar de ter fechado um maior número de contratos para projetos de decoração neste ano, a Companhia de Natal não ficou imune à crise econômica.

"Temos 30 clientes neste ano, um crescimento de 30% em relação a 2014, mas os orçamentos estão menores", diz Helena Almeida de Paula, diretora da empresa.

Com trabalhos em Osasco, Marília e Maceió, entre outras cidades, a empresa de Presidente Prudente teve seus custos de produção elevados em decorrência da alta do dólar. As mercadorias básicas, como lâmpadas e bolas, são importadas da China.

"A oscilação de custo acontece, não é a primeira vez. Nós absorvemos o choque, porque os contratos foram feitos no início do ano."

Para o futuro, ela estuda a possibilidade de produtos alternativos que aliviem os custos, mas com capacidade de manter um acabamento que seja adequado.

OLHAR DISTANTE

As pequenas e médias empresas paulistas, sem estrutura consolidada para vender a outros países, são o alvo de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento e a Apex, que será lançada nesta terça-feira (6).

O projeto tem por objetivo aumentar a capacitação de empresas no comércio exterior, por meio de avaliação de seu potencial.

Serão incentivados setores como o de alimentos, de materiais de construção, moda, farmacêutico e de equipamentos hospitalares.

"O cenário de real mais fraco ante o dólar deve ser aproveitado agora", afirma Juan Quirós, presidente da Investe SP, agência de incentivo às exportações ligada ao governo paulista.

"As companhias estrangeiras que se programaram para investir no país em um contexto de câmbio menos favorável também têm vantagens para se instalarem em São Paulo e se beneficiam do real fraco."

A LOGÍSTICA REVERSA NA INDÚSTRIA DO PLÁSTICO   

Atualmente, a Logística Reversa é uma tendência que está ganhando força no mercado, pois o consumidor está se sensibilizando fortemente...

Outubro, 2015

A logística reversa na indústria de plástico
PACK - ARTIGO - São Paulo - SP - AGO/SET/2015 - Nº 212 - Pág. 42



Atualmente, a Logística Reversa é uma tendência que está ganhando força no mercado, pois o consumidor está se sensibilizando fortemente com a economia sustentável. E, dentro de uma visão de logística integrada, é comprovado que por meio de uma Logística Reversa eficiente é possível diminuir custos e propiciar vantagem competitiva às empresas. No setor de plástico, especificamente, a LR é aplicada como ferramenta para tratativa de produto de pós-consumo, com destinação para as indústrias que reutilizarão como matéria-prima. Estudos comprovam a possibilidade de utilizar as resinas recicláveis para diversas aplicações, apenas com exceção das embalagens para a indústria de alimentos.

A operação da Logística Reversa, no cenário do setor de plástico, se baseia no prisma: cliente, centro de distribuição e fabricante. O cliente final e os grandes atacadistas podem ser considerados a maior fonte dos plásticos pós-consumo. Eles devem ser atingidos por meio da implementação de programas de coleta seletiva pelo poder público com apoio da população ou, até mesmo, através de campanhas promovidas pelo setor privado, com o intuito de arrecadar e recolher os produtos.

O Centro de Distribuição, por sua vez, é o mais importante, pois é o elo entre os outros dois pilares: cliente e fábrica. Neste pilar, a utilização de sistemas de informação especialistas na logística como o WMS (Warehouse Management System), ferramenta que possibilita o monitoramento e a validação do fluxo operacional - recebimento, armazenagem, expedição -e TMS o (Transportation Management System), sistema que realiza a administração e controla o transporte, se fazem necessários para garantir o fluxo do processo e da informação. O transporte do produto para o CD e o transporte para a fábrica deve ser planejado e preparado para que haja coleta e entrega em diversos pontos de forma roteirizada. Os custos operacionais e administrativos, a análise de rotas e atendimentos devem ser constantemente monitorados para que se obtenham lucros no transporte, viabilizando o processo como um todo na cadeia da Logística Reversa.

No Centro de Distribuição (armazém), é necessário que no momento do recebimento da mercadoria (triagem dos produtos de pós-consumo) seja realizada a separação por tipo de polímeros. Este é um dos fatores chaves que irão garantir o sucesso da implementação da Logística Reversa no setor plástico e, para que aconteça de forma satisfatória, é imprescindível o treinamento operacional, além da estrutura física e processos de auditoria e qualidade sobre esta atividade.
No fluxo de triagem de recebimento, o processo deve ocorrer em duas etapas: a primeira é composta pela diferenciação do plástico reciclável do não reciclável, entre eles, o Termoplástico, os Termorrígidos e os Elastômeros, entre outros. Na segunda etapa, é realizada a triagem do material possível de reciclagem e sua destinação, conforme a característica de polímero: Policarbonato, Poliuretano, Policloreto de vinilo, Poliestireno, Polipropileno, Polietileno Tereftalato etc.

As indústrias atualmente estão distanciadas da Logística Reversa devido à inexistência de um programa consolidado de coleta seletiva e a falta de uma legislação efetiva. Porém, este é o pilar que finaliza o processo. É aqui que está concentrada a expectativa do retorno de investimento. Em resumo, para o segmento plástico, os benefícios que a Logística Reversa oferece estão diretamente ligados à tecnologia, estrutura e recursos disponibilizados aos dois pilares cliente e centro de distribuição.

CUSTO ALTO REDUZ GANHO DA INDÚSTRIA PLÁSTICA   

A desvalorização do real, encarecimento da conta de luz, os custos crescentes com a mão de obra e o crédito mais caro têm pressionado as ...

Outubro, 2015

Custo alto reduz ganho da indústria plástica
DCI - CAPA - São Paulo - SP - 30/09/2015 - Pág. 01 e 06



A desvalorização do real, o encarecimento da conta de luz, os custos crescentes com a mão de obra e o crédito mais caro têm pressionado as margens da indústria de transformação de plástico, criticam empresários e representantes de associações do setor.

A perspectiva é que os custos da produção subam mais do que a receita ao menos até 2018, estima o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho. Em sua avaliação, faltam investimentos na produção da matéria-prima do segmento, a resina termoplástica, de forma que faltam fornecedores e sobram compradores.

"Neste cenário, em que o governo não corta as próprias despesas e tenta elevar impostos com o propósito de se financiar, o mercado financeiro tende a ser mais atrativo do que a indústria. As políticas atuais desmotivam o investidor a colocar dinheiro no setor produtivo", resume Roriz, em nota.

Em sua avaliação, lidar com os novos desafios exigirá, entre outros esforços, uma agenda comum do plástico, com visão de longo prazo.

Com uma gama diversificada de clientes, a fabricante Copobras tem percebido um desempenho estável da demanda por seus produtos, mas já sente uma compressão maior das margens. Segundo o diretor administrativo e financeiro da empresa, Sergio Carvalho, a desvalorização recente do real e a sequência de aumentos das tarifas de energia, somados aos gastos com salários mais altos, tiveram um impacto direto nos custos de produção.

O executivo destaca que o segmento de copos plásticos, que representa 30% do negócio da companhia, é o que mais tem pressionado os resultados neste ano. Por ser mais simples, explica ele, o produto é vendido em um mercado de commodities, onde a concorrência é mais acirrada.

As vendas de embalagens flexíveis, por outro lado, foram ligeiramente superiores na comparação anual, diz Carvalho, enquanto bandejas de isopor registraram números semelhantes aos de 2014.

"Os clientes industriais que compram as embalagens são muito exigentes, sobretudo com a qualidade da impressão, e de certa forma se mantêm fiéis a fornecedores que já conhecem", afirma o diretor. Dessa forma, a movimentação dentro do setor é reduzida e a queda de produção de um comprador é compensada pelo aumento de algum outro.

A receita líquida da Copobras cresceu 4,6% no primeiro semestre do ano ante o mesmo período de 2014, alcançando os R$ 386,8 milhões. O lucro líquido da empresa, entretanto, recuou 85% na mesma base de comparação, com a alta de 8% das despesas operacionais e de 22% das despesas financeiras.

De acordo com Carvalho, o resultado líquido da empresa ficou "fortemente" prejudicado pela variação cambial passiva não realizada incidente sobre dívidas indexadas ao dólar. Também os gastos fixos pressionaram o resultado e a margem, diz ele, destacando os gastos com salários e energia.

No caso dos custos com eletricidade, a companhia sofreu com um aumento de quase 28% em relação ao mesmo período de 2014, conta o executivo. Ele afirma que a empresa estuda alternativas na geração de energia, mas que neste momento a solução é repassar no preço dos produtos.

A situação atual do câmbio também representa um problema porque os preços desses insumos seguem as cotações do mercado internacional, informa o diretor. Os custos das resinas chegaram a recuar no começo do ano, acompanhando a queda dos preços do petróleo, mas agora voltaram a subir na contabilização em reais. Carvalho afirma, porém, que esse não foi o "vilão" do primeiro semestre de 2015, destacando muito mais uma preocupação com os custos da dívida externa da empresa.

ESCOLAS RECEBEM O TROFÉU PLASTIVIDA 2015   

PLÁSTICO, CIÊNCIA E SOCIEDADE pela coleta seletiva de plásticos. Oito toneladas de plásticos coletadas e recicladas.

Setembro, 2015

Escolas recebem o TROFÉU PLASTIVIDA 2015 - PLÁSTICO, CIÊNCIA E SOCIEDADE pela coleta seletiva de plásticos
MAXPRESS NET - 24/09/2015

Oito toneladas de plásticos coletadas e recicladas. Esse foi o resultado da iniciativa de educação ambiental realizada com professores, alunos e famílias ligados a 42 escolas de educação infantil da rede pública municipal de Caxias do Sul. A iniciativa foi parte do projeto Recicla Plastech Brasil 2015, realizado pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) e que contou com o patrocínio da Plastivida e o Instituto do PVC.As crianças foram incentivadas a levarem até suas escolas embalagens recicláveis de plásticos (garrafas de água, potes de produtos de higiene e limpeza, de alimentação, etc.). Para tanto, elas receberam gibis com a história da reciclagem e da coleta seletiva. Os produtos coletados começaram a ser reciclados durante a Plastech 2015 e transformados em 1.200 lixeiras que serão doadas às mesmas escolas.A escola com maior volume de material coletado receberá, em solenidade que será realizada no dia 25 de setembro, um prêmio especial para seus alunos: além de um projetor, em reconhecimento ao esforço e ao trabalho dos alunos, as entidades entregarão a essa escola o TROFÉU PLASTIVIDA 2015 – PLÁSTICO, CIÊNCIA E SOCIEDADE. As escolas vencedoras são Geny Adélia Dalle Molle (bairro São Cristóvão), com 764,66 quilos coletados; Dolaimes Stédile Angeli (bairro Centenário), com 514,11 quilos; e Vovó Phelomena (bairro Serrano), com 440,02 quilos.A relação das pessoas com os plásticos - a importância das informações técnicas e científicas no esclarecimento de mitos e fatos sobre os produtos plásticos e suas características, assim como a importância da educação ambiental na disseminação das boas práticas de consumo e descarte, são cotidianamente trabalhadas nas ações da Plastivida e do Instituto do PVC.Segundo Miguel Bahiense, presidente das duas entidades, são as pessoas que avaliam, no momento da compra, os benefícios de um produto para seu bem-estar, sua saúde, prevenção de doenças, proteção, qualidade de vida, economia, assim como para a preservação do meio ambiente. “É nosso papel atuar para que informações com base científica sejam divulgadas, para que as pessoas possam decidir de forma consciente na hora de escolher determinado produto e para que as boas práticas de consumo e descarte sejam disseminadas”, afirma o executivo.Miguel Bahiense participará da entrega da solenidade para a entrega dos prêmios às escolas, no dia 25 de setembro, juntamente com autoridades municipais.Informações à imprensaM.Free ComunicaçãoRoberta Provatti, Cristiane Peixoto, Marcio Freitas(11) 3171-2024 Ramal 2

A DEFESA DO CONSUMIDOR NA QUESTÃO DAS SACOLAS PLÁSTICAS   

A questão das sacolas em SP nos dá uma clara sensação de “déjà vu”.Isso porque mais uma vez o consumidor é afrontado em seus direitos por...

Setembro, 2015

A defesa do consumidor na questão das sacolas plásticas
CONSUMIDOR MODERNO CONSCIENTE - 16/09/2015

A questão das sacolas plásticas na cidade de São Paulo nos dá uma clara sensação de “déjà vu”. Isso porque mais uma vez o consumidor é afrontado em seus direitos por um acordo estabelecido entre a Associação Paulista de Supermercados (APAS) e o PROCON/SP.Em abril último, essas duas entidades anunciaram um acordo que resulta hoje na cobrança das sacolas plásticas por parte dos supermercados da cidade de São Paulo. Tentativa de acordo para o banimento das sacolas já havia ocorrido em 2012, sem sucesso.O consumidor, que já paga a alta conta da inflação, da queda do ritmo da economia e do desemprego, agora ganha mais um encargo em seu orçamento, tendo que arcar com embalagens para transportar as compras e outras para descartar o lixo. E pior, com o aval do Procon-SP, órgão de defesa do consumidor.O argumento da entidade é que a população deve fazer a sua parte pela sustentabilidade. Só que nesse caso, o efeito é inverso. Após a regulamentação da Lei paulistana sobre o uso das sacolas plásticas, as sacolinhas nas cores verde e cinza, que trazem mensagens sobre a coleta seletiva e o descarte adequado dos resíduos, poderiam se tornar um veículo impulsionador da reciclagem e descarte correto do lixo doméstico no município de São Paulo.A maior cidade brasileira poderia ser a protagonista de uma ação que contemplaria a educação ambiental da população, a promoção de boas práticas de coleta seletiva e descarte adequado e a gestão de resíduos, consequentemente crescimento da indústria de reciclagem. Poderia, caso as sacolas fossem entregues gratuitamente ao consumidor pelos supermercados.Pesquisas mostram que o consumidor paulistano não está disposto a pagar pelas sacolas, ou seja, sem elas e sem a ação da população de separar o lixo reciclável do lixo comum, as centrais municipais de triagem ficarão ociosas e a Prefeitura de São Paulo não atinge o seu objetivo de educar e engajar a população na coleta seletiva.Só há um beneficiado nesse acordo: o supermercado. O consumidor passa a ter que comprar embalagens para carregar suas compras e sacos de lixo para descartar seus resíduos. Ou seja, o investimento sai do orçamento familiar e vai diretamente ao bolso dos supermercados.Estudo realizado pela FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas revelou que, em caso de suspensão da distribuição de sacolas plásticas, as famílias passam a ter um aumento de gastos mensais com embalagens de 146,1%, equiparando desta forma aos custos com o arroz e o feijão.Como entidade que há sete anos representa os interesses da população, a SOS Consumidor entende que a população já paga pelas sacolas que transportam suas compras. Seu custo está embutido pelos supermercados nos produtos adquiridos e é seu direito receber essas sacolas ao final de suas compras. A cobrança das novas sacolas, por parte dos supermercados, é dupla, o que é inaceitável em qualquer relação comercial e à luz do Código de Defesa do Consumidor.A postura do Procon/SP, ao se colocar contrário aos interesses do consumidor, causa, no mínimo, espanto. Alertamos a população da cidade de São Paulo para que esse tipo de abuso, como a cobrança pelas sacolinhas, que gera prejuízos a seu orçamento familiar e até mesmo ao meio ambiente, não seja tolerado.Distribuídas gratuitamente e utilizadas para fins de coleta seletiva, as sacolas plásticas se tornam agentes de um processo que beneficia a população e o meio ambiente. Sem a gratuidade, o único beneficiado é o supermercado.***Marli Aparecida Sampaio é advogada e presidente da SOS Consumidor.Compartilhe esta notícia:

SACOLAS PLÁSTICAS: 83% DOS MORADORES PAULISTAS   

Pesquisa Datafolha realizada na cidade de SP revela que 83% dos moradores da capital são contrários à cobrança das sacolas plásticas.

Setembro, 2015

Sacolas plásticas: 83% dos moradores paulistas são contrários à cobrança
EBC RÁDIOS - 10/09/2015

Pesquisa Datafolha realizada na cidade de São Paulo (SP), revela que 83% dos moradores da capital são contrários à cobrança das sacolas plásticas. E para 87% dos moradores da capital paulista, o Instituto de Defesa do Consumidor (Procon) deveria defender a gratuidade das sacolas plásticas. Ainda segundo a pesquisa, 91% dos paulistanos entendem que as sacolas deveriam ser pagas pelos supermercados ou pela prefeitura.Para falar sobre o assunto o Revista Brasil conversou com o presidente da Plastivida Instituto Socioambiental dos Plásticos, Miguel Bahiense.Segundo ele, o excesso de consumo, o desperdício de produtos, seja sacolas feita ou não com plástico, ou qualquer outro tipo de produto é um equívoco do ponto de vista ambiental. Bahiense diz que temos que batalhar pelo consumo consciente, fazendo com que o cidadão entre em acordo na preservação ambiental baseado no princípio de educação ambiental."Se os supermercados oferecerem aos clientes sacolas de qualidades, os clientes vão utilizar a quantidade de sacolas exata para ter a comodidade e a utilidade a qual ela se preza que é carregar suas compras em segurança sem desperdiçar sacolas, ou seja, sem colocar uma dentro da outra, as vezes três para fazer o transporte seguro das compras", esclarece.Confira a entrevista na íntegra no player acima.O Revista Brasil é uma produção das Rádios EBC e vai ao ar, de segunda a sábado, às 8h, na Rádio Nacional AM Brasília. A apresentação é de Valter Lima.

REACENDE DEBATE SOBRE SACOLINHAS PLÁSTICAS   

Pesquisas apontam redução do uso na cidade de São Paulo, mas descontentamento com a cobrança é grande...

Setembro, 2015

Reacende debate sobre sacolinhas plásticas
JORNAL DO COMÉRCIO - ECONOMIA - Porto Alegre - RS - 08/09/2015 - Pág. 10

Pesquisas apontam redução do uso na cidade de São Paulo, mas descontentamento com a cobrança é grande


Uma questão que divide opiniões voltou a ser destaque recentemente: o uso das sacolinhas plásticas para transportar as compras de supermercados e de outros comércios. Na cidade de São Paulo, diversos desses estabelecimentos começaram, neste ano, a cobrar por esse artigo.

E se por um lado, conforme apontamento da Associação Paulista de Supermercados (Apas), a medida permitiu uma redução média de 70% na distribuição de sacolas plásticas em diversos supermercados da capital paulista, por outro, pesquisa do Datafolha, encomendada pela Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) e Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, indica que 83% dos paulistanos são contrários à cobrança pelos itens.

De acordo com a Lei Municipal nº 15.374/2011 de São Paulo (regulamentada pelo Decreto nº 55.827 deste ano), está proibida a distribuição das tradicionais sacolas brancas, derivadas do petróleo e mais frágeis, e autorizado o repasse de sacolas das cores verde e cinza, mais resistentes e que têm em mais da metade da sua composição matéria-prima renovável, como a cana-de-açúcar. A cor verde também serve para sinalizar, posteriormente, o descarte de rejeitos recicláveis, e a cinza, para itens não aproveitáveis, como os orgânicos.

A Apas informa que cada associado é livre para escolher se irá cobrar ou não pelas novas sacolas, mas a entidade incentiva a ideia de que os consumidores tragam suas ecobags de casa e assim contribuam com a redução do consumo de plástico. Grandes grupos, como Pão de Açúcar, Walmart e Carrefour, estão realizando a cobrança. O superintendente da Apas, Carlos Correa, salienta que dados da prefeitura indicam que, antes da nova lei entrar em vigor, o consumo médio de sacolas plásticas era de 708 unidades anuais por habitante, resultando em 8,5 bilhões de sacolas por ano ou 23 milhões por dia.

O diretor da Abief Alfredo Schmitt considera um retrocesso a medida adotada na capital paulista e atribui a uma falta de conhecimento a iniciativa. O dirigente lembra que, em comparação, Minas Gerais e o Rio Grande do Sul têm leis específicas que privilegiam o uso responsável, o meio ambiente e o consumidor. No Rio Grande do Sul, o diretor da Abief recorda que há uma lei que determina que as sacolas plásticas devam ser utilizadas dentro da norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que exige um produto mais reforçado. Schmitt acrescenta que o fato de o consumidor pagar pela sacola não ocasionou redução nos preços dos produtos vendidos nos supermercados paulistanos. Além disso, o cliente começou a comprar sacos de lixo para descartar os seus resíduos domésticos.

Sobre as bolsas reutilizáveis, Schmitt diz que existem estudos que revelam que é necessário lavá-las de dois em dois dias, para evitar a contaminação por bactérias. “Vamos pegar água limpa e devolver suja, com detergente e bactérias, para o meio ambiente, em meio a uma crise hídrica? Isso é um absurdo”, defende. O diretor da Abief enfatiza ainda que os plásticos são recicláveis.

O coordenador do Comitê Sinplast-RS (Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul) de Reciclagem, Luiz Henrique Hartmann, considera a cobrança “um golpe dado na população pelos supermercadistas de São Paulo”. Segundo ele, essas empresas transferiram uma conta delas para o consumidor. Sobre a possibilidade da iniciativa ser adotada também no Rio Grande do Sul, Hartmann comenta que essa e outras ações similares, de tempos e tempos, são levantadas, mas não acredita que sigam adiante, por falta de argumentos técnicos.

O presidente da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, Miguel Bahiense, enfatiza que a sacola gratuita já faz parte da cultura do brasileiro. Além disso, o dirigente ressalta que os consumidores já pagam, indiretamente, ao adquirirem produtos nos estabelecimentos comerciais, pelo artigo. Bahiense reitera que a sacola plástica é a melhor forma de transportar os produtos de supermercados e o que precisa é combater o desperdício. “É um movimento (a cobrança) de cunho econômico e não ambiental e o consumidor vai arcar com esse custo”, frisa o presidente da Plastivida. Ele informa que alguns estabelecimentos estão cobrando de R$ 0,08 a R$ 0,10 por sacola em São Paulo. Bahiense comenta que, em média, sacolas dentro dos parâmetros adequados podem suportar até seis quilos.

No entanto, o dirigente admite que é preciso conscientizar o consumidor que hoje há sacolas de maior qualidade, o que descarta a necessidade do uso de uma segunda para garantir o transporte seguro das mercadorias.
Projeto de lei prevê substituição no Rio Grande do Sul

Não é apenas em São Paulo que as sacolas plásticas estão sendo discutidas. O Projeto de Lei nº 216/2011 propõe a substituição desse artigo por soluções reutilizáveis no Rio Grande do Sul. O deputado estadual Ronaldo Santini (PTB), autor da ideia, detalha que o texto encontra-se atualmente na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa.

“O projeto ficou tramitando quatro anos, no mandato passado, e ninguém quis enfrentar essa situação, que é um problema que uma hora vamos ter que lidar”, afirma o parlamentar. O deputado destaca que as sacolas plásticas causam danos ao meio ambiente ao demorar centenas de anos para se decomporem. Santini diz que a meta é conscientizar as pessoas a trocarem as sacolas desse material por artigos de papel ou pano. Já sobre a estratégia de cobrar pela sacolinha, o deputado considera essa uma posição mais impactante, que pode penalizar quem tem maiores dificuldades financeiras. Santini reforça que todo o projeto colocado à discussão tem pessoas favoráveis e contrárias, mas o debate é positivo, até como forma de conscientização. “Acho que uma das mais contrárias é a minha esposa, dentro de casa eu tenho restrições ao projeto”, brinca o deputado.

O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Longo, revela que o custo da sacola representa hoje cerca de 0,5% dos faturamentos dos supermercados. O dirigente concorda que a conscientização para a redução do consumo é algo importante. Longo acrescenta que a Agas incentiva os associados a darem descontos aos clientes que abrem mão de utilizar a sacola.

O presidente da entidade também sugere o uso de sacolas de qualidade como uma forma de reduzir o consumo de plástico. Porém, quanto à possibilidade dos estabelecimentos no Rio Grande do Sul cobrarem pelo produto, Longo acredita que não seja o momento para adotar essa solução. O dirigente informa que, em média, são usadas duas sacolas por cliente nos supermercados gaúchos, o que o presidente da Agas considera um patamar adequado.

INDÚSTRIA DO PLÁSTICO QUER QUALIFICAR A RECICLAGEM   

mpreendedores e grupos que representam as companhias envolvidas com a reciclagem de produtos plásticos uniram-se para tentar reestruturar...

Setembro, 2015

Indústria do plástico quer qualificar a reciclagem
JORNAL DO COMÉRCIO - ECONOMIA - Porto Alegre - RS - 03/09/2015 - Pág. 14


Frente parlamentar sobre o tema deve ser instalada ainda neste mês

Empreendedores e grupos que representam as companhias envolvidas com a reciclagem de produtos plásticos uniram-se para tentar reestruturar e obter melhores condições para o desenvolvimento da prática. Além da já criada Câmara Nacional de Reci-cladores de Material Plástico, que opera dentro da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abi-plast), a Frente Parlamentar da Reciclagem, que será coordenada pelo deputado federal Antônio Carlos Gomes da Silva (PRB-RS), deverá ter audiência de implantação ainda neste mês, em Brasília.

O coordenador do Comitê Sin-plast-RS (Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul) de Reciclagem e representante da entidade gaúcha na Câmara de Reciclagem na Abiplast, Luiz Henrique Hartmann, destaca que os investidores na reciclagem de plásticos verificam hoje algumas dificuldades, pois se trata de uma cadeia produtiva em que as empresas atuantes não foram abrangidas por tributações especiais. O dirigente acrescenta que as ações desenvolvidas por governos estaduais e federal relativas a incentivos à indústria da reciclagem foram voltadas para o catador (pessoa física) ou, eventualmente, para cooperativas, mas nunca para as companhias de transformação.

Entre os pleitos do setor estão o pedido de crédito presumido na aquisição do resíduo para reciclagem; a suspensão de PIS/Cofins ao longo da cadeia; harmonização da legislação estadual sobre diferimento ao longo da cadeia e isenção nas transações interestaduais com sucata; desoneração de ISS, PIS/Cofins e ICMS dos serviços de terceiros prestados ao longo da cadeia de coleta, triagem, processamento e destinação de resíduos.

Hartmann salienta que está sendo solicitada a criação de uma nomenclatura própria para os produtos reciclados. Esses itens usam a mesma nomenclatura dos novos, o que dificulta a identificação dentro da cadeia. “Por exemplo, o polipropileno que é produzido pela Braskem tem o código igual ao polipropileno que é comercializado como reciclado”, explica. Essas reivindicações serão apresentadas aos poderes públicos. No entanto, Hartmann admite que os problemas financeiros enfrentados por estados e pelo País podem atrapalhar a mudança quanto ao modelo vigente de tributação.

O dirigente lembra que o material plástico reciclado não pode ser aproveitado em algumas destinações como embalagens de alimentos e medicamentos. Porém, podem ser usados para fazer sacolas, artigos descartáveis, vestuário, moveis etc. Segundo Hartmann, a indústria de reciclagem de material plástico no Brasil é composta por mais de 1 mil empresas, que empregam direta e indiretamente mais de 20 mil pessoas. No Estado há, hoje, em torno de 100 empresas instaladas, que faturam R$ 300 milhões por ano e têm capacidade para

HAVIJ E NUB PRA CRL   

Para 87% dos entrevistados o Procon-SP deveria defender a gratuidade das sacolas plásticas...

Setembro, 2015


Pesquisa Datafolha mostra que 83% dos paulistanos são contra cobrança das sacolas plásticas
Para 87% dos entrevistados o Procon-SP deveria defender a gratuidade das sacolas plásticas

Pesquisa Datafolha, realizada na cidade de São Paulo, no dia 18 de agosto, revela que 83% dos moradores da capital são contrários à cobrança das sacolas plásticas. Além disso, para 87% dos moradores da cidade de São Paulo, o Procon deveria defender a gratuidade das sacolas plásticas.
Segundo a pesquisa, 91% dos paulistanos entendem que as sacolas deveriam ser pagas pelos supermercados ou pela Prefeitura, em pesquisa realizada pelo mesmo Instituto, em março deste ano, o índice foi de 79%.
A pesquisa mostrou que 52% dos moradores de São Paulo acreditam que o maior beneficiado com a cobrança das sacolas são os supermercados, seguidos da Prefeitura, com 30%. Somente 16% dos entrevistados entendem que o meio ambiente é beneficiado com essa cobrança.
Na opinião de 77% dos entrevistados, a população não está separando o lixo de acordo com a cor das sacolas. Para 53% dos paulistanos, não há coleta seletiva na rua onde mora realizada pela prefeitura.
Objetivo e metodologia
O estudo realizado no dia 18 de agosto, no município de São Paulo, com amostragem de 623 entrevistas, teve como objetivo conhecer a opinião e a compreensão do consumidor de sacolas plásticas de uso doméstico sobre a cobrança ou gratuidade dessas sacolas. Foram entrevistados homens e mulheres a partir dos 16 anos, pertencentes a todas as classes econômicas e que costumam fazer compras de alimentos ou produtos para casa em supermercados, mesmo que de vez em quando. A pesquisa tem margem de erro de 4 pontos percentuais , para mais ou para menos , considerando um nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi encomendada pela Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos.



83% DOS PAULISTANOS SÃO CONTRA COBRANÇA DAS SACOLAS PLÁSTICAS   

Pesquisa Datafolha também mostra que 91% dos paulistanos entendem que as sacolas deveriam ser pagas pelos supermercados ou pela Prefeitura.

Setembro, 2015

83% dos paulistanos são contra cobrança das sacolas plásticas
SUPERMERCADO MODERNO - 02/09/2015

Pesquisa Datafolha também mostra que 91% dos paulistanos entendem que as sacolas deveriam ser pagas pelos supermercados ou pela Prefeitura. Segundo pesquisa Datafolha realizada na cidade de São Paulo, 83% dos moradores da capital são contrários à cobrança das sacolas plásticas. Além disso, 87% dos moradores da cidade de São Paulo acreditam que o Procon deveria defender a gratuidade das sacolas plásticas.Notícias relacionadasCarrefour Express inaugura 9ª unidade em São PauloVendas no varejo caem 7,3% na 1ª quinzena de agosto37,3% dos varejistas estão com o estoque acima do desejadoCarrefour inaugura sétima loja Express em São PauloSupermercados em SP registram alta de 3,4%Segundo a pesquisa, 91% dos paulistanos entendem que as sacolas deveriam ser pagas pelos supermercados ou pela Prefeitura. Em pesquisa realizada pelo mesmo instituto em março deste ano, o índice foi de 79%.Para 52% dos moradores de São Paulo, o maior beneficiado com a cobrança das sacolas são os supermercados, seguidos da Prefeitura, com 30%. Somente 16% dos entrevistados entendem que o meio ambiente é beneficiado com essa cobrança.A pesquisa ainda mostra que, para 77% dos entrevistados, a população não está separando o lixo de acordo com a cor das sacolas. Outros 53% afirmam que não há coleta seletiva realizada pela prefeitura na rua onde moram. O estudo realizado no dia 18 de agosto com amostragem de 623 entrevistas.

AINDA BEM QUE PLÁSTICO BÓIA   

O setor virou o semestre com água no pescoço. E agora?

Agosto, 2015

Ainda bem que plástico boia
PLÁSTICOS EM REVISTA - ESPECIAL - São Paulo - SP - JUL/2015 - Nº 616 - Pág. 22 A 24


O setor virou o semestre com água no pescoço. E agora?

Se a catástrofe precisa de um monumento, basta olhar em torno. De bens de capital a gêneros de primeira necessidade, de componentes a produtos acabados, de setores dependentes do governo ou a salvo dele o vermelho dos indicadores do consumo este ano faz sangue parecer neve.
Ativo fixo de qualquer mercado, o setor plástico também capotou no primeiro semestre. Projeções preliminares da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) apontam para queda de 4,8% na produção de artefatos transformados, equivalente a 3,17 milhões de toneladas na primeira metade do ano frente aos mesmos seis meses em 2014. O percentual negativo decorre da prostração generalizada nos segmentos da linha de frente. No compartimento das embalagens, estima a entidade, a demanda recuou 2,7% de janeiro a junho último, efeito de retrações em cascata. Em alimentos, o recuo foi de 4,4%, enquanto em bebidas chegou a 8,3%, sendo que apenas a produção de refrigerantes, o coração de PET, despencou 6,3% no primeiro semestre. Na esfera dos artigos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, o movimento de embalagens declinou 3,2% e o de laminados, por seu turno, caiu 2% no período. A saia justa cobre também tubos e peças para construção civil, com retração projetada em 1,8% na primeira metade do ano, enquanto os materiais para o mesmo setor se saíram bem pior, com déficit de 9,8% nos mesmos seis meses iniciais de 2015. Quanto aos demais redutos de transformados, o estetoscópio da Abiplast captou recuo em autopeças, por conta do encolhimento de 20,3% constatado na produção de veículos na primeira metade do ano, mesmo período em que bens de capital e eletrônicos retrocederam 11% e 26,7% em suas respectivas vendas, fixa a entidade.
Ao varrer os estragos da crise, a Abiplast também flagrou queda de 8,5% na produção física de transformados no primeiro semestre perante os mesmos seis meses em 2014. Na esfera do consumo aparente desses produtos, segue a entidade, o volume despencou 5,8% na metade inicial de 2015, restringindo-se a 3,4 milhões de toneladas. Por obra do câmbio, as exportações de artefatos plásticos subiram 7,7% (119.703 toneladas) no comparativo enquanto as importações (345.411 toneladas), sob pressão também da recessão, desabaram 8,1% diante do semestre inicial de 2014. No plano geral, segundo análise da Abiplast, o atual desaquecimento do setor como um todo, com recuo na produção e importações, decorre da conjuntura econômica que arrasta para baixo a atividade industrial, aumentando a inflação e exigindo medidas contracionistas do governo para equilibrar as contas públicas, cujo efeito colateral é o engavetamento de planos de investimentos pelo empresariado. Descontada a inflação, estima a Abiplast, a indústria transformadora de plástico faturou R$ 28,4 bilhões no primeiro semestre ou 9,1 a menos que em igual período no ano passado.
Os ossos à mostra dos resultados de janeiro a junho levam a Abiplast a antever o PIB nacional negativo em 1,7% este ano e recuo de 4,5% para o PIB da indústria brasileira, cuja produção a entidade projeta que diminuirá 5% no exercício atual, à sombra de inflação de 9,15%. “Tivemos um primeiro semestre ruim e não há um plano encadeado, por parte da indústria ou do governo, que vislumbre melhorias no segundo”, constata José Ricardo Roriz Coelho, presidente da entidade. A crise política agrava de forma expressiva a situação econômica e o poder público está mais preocupado com os próximos mandatos do que em levar o país de volta aos eixos, ele desabafa. Para a transformação de plásticos, a conjuntura é ainda pior pois, conforme ele assinala, Petrobras e Odebrecht, os dois acionistas majoritários da Braskem, principal fornecedora de poliolefinas e PVC para o setor, passam um cortado na Lava Jato, com base na contestada política adotada de preços da nafta, suprida pela sócia estatal.

Um alento de leve em meio à contração econômica foi o efeito do dólar valorizado sobre as importações e exportações de transformados. “O câmbio foi positivo, mas nossa indústria permanece sem competitividade, pagando impostos exorbitantes e mais caro por matéria-prima e energia”, Roriz reclama. No plano geral do mercado mundial, assinala, os transformadores têm acesso às resinas em condições mais vantajosas, a reboque da queda do petróleo superofertado e da continuidade da exploração do gás de xisto norte-americano, turbinando a competitividade do eteno e polietilenos do país. “Por que só o Brasil tem de ficar restrito a comprar de um só fornecedor local? Poderíamos usufruir desses investimentos globais e trazer matéria-prima a preços internacionais em vez de pagarmos um preço até 40% mais alto”, ele calcula. Enquanto cresce o suprimento global de termoplásticos como poliolefinas, reitera o dirigente, a cadeia transformadora daqui fica de mãos atadas em um país fechado ao comércio mundial, com sua indústria petroquímica sem horizonte de expansão de capacidade pelo menos na próxima década.
Nesse terreno minado , a indústria do plástico põe investimentos de lado e pensa apenas em chegar viva ao dia seguinte. “Economistas dizem que podemos esquecer 2015. Mas uma empresa não chega a 2016 se não passar pelo segundo semestre. Nossa indústria precisa pagar salários e manter a inovação do portfólio para não fechar as portas de vez”, Roriz acentua. Além do mais, ele encaixa, o ajuste fiscal, pensado para colocar o país nos trilhos e evitar a perda oficial do grau de investimento, não está surtindo os resultados esperados. “O aumento de juros já se tornou inflacionário. As fábricas precisam de crédito – caro e escasso – para capital de giro e repassam esse custo extra a seus produtos”. Outra reação indesejada do plano do ministro Joaquim Levy, emenda, é a queda de arrecadação justo quando o governo precisa de mais recursos para pagar os juros da dívida. “Quando empresas não ganham dinheiro, primeiro deixam de recolher impostos para depois mandar funcionários embora. Se a onda de demissões já atingiu patamares elevados, evidencia que os empresários deixaram de pagar impostos faz muito tempo”, deduz o presidente da Abiplast.
Também não há refresco à vista para os lados das resinas. “O consumo de termoplásticos deve murchar significativamente este ano, como indica nossa estimativa de queda próxima de 10% (ver quadro ao lado) no primeiro semestre frente aos seis meses iniciais de 2014”, expõe Solange Stumpf, porta voz da consultoria Maxiquim. Pelo jeito, ela antevê, o mercado retornará aos patamares de 2009, logo após a crise financeira mundial.

Em fases de crescimento econômico, repassa Solange, a demanda brasileira de resinas tende a usufruir boa relação com o PIB, com elasticidade de 1 a 2 vezes, a depender do polímero. Mas em períodos recessivos, coloca, o efeito do PIB negativo é agravado para o setor, “pois ocorre um processo de desestocagem em toda a cadeia de valor”. Mas se, a seguir, a economia se recupera, Solange entende que a reação no front do mercado pode ser ainda mais expressiva. “Parte dos produtos plásticos se destina a bens duráveis como eletrodomésticos e automóveis”, argumenta. “Nesses casos, a crise reprime a demanda a ser retomada tão logo o poder aquisitivo e a confiança do consumidor sejam resgatados”. No vai dessa valsa, Solange conta com crescimento econômico abaixo de 0,5% apenas na segunda metade de 2016, com consequente recuperação da demanda de resinas, embora ainda aquém dos níveis de 2014. “A indústria plástica não tem condições de resistir a uma retração além desse limite”, julga.
De todas as resinas commodities, polietileno (PE) foi quem saiu com menos escoriações do primeiro semestre, deixa patente o escrutínio preliminar da MaxiQuim. Enquanto amargou perda de um dígito percentual no período, os demais termoplásticos commodities engoliram o sapo de quedas com variações de 10% a 15%. “Claro, a crise afeta todas as resinas, mas nem todos os seus segmentos de aplicação”, ressalva Solange. “O agronegócio, por exemplo, deve crescer este ano, ajudando assim a compensar a queda em outros campos demandantes de poliolefinas”. Em contraste, nota, a política econômica sob Dilma 1, de estímulo artificial ao consumo, gerou bolhas de expansão nas vendas imobiliárias e de veículos até o ajuste fiscal decretar o fim da festa. “São estes os setores mais vulneráveis à crise, pois a base era forte”, ela completa.

BAG IN BOX COM PE VERDE   

A Embaquim está lançando a primeira bolsa Tmgreen™* fabricada com o Plástico Verde (polietileno) da Braskem...

Agosto, 2015

Bag in Box com Pe verde
EMBANEWS - NEWS - São Paulo - SP - AGO/2015 - Nº 305 - Pág. 14


A Embaquim está lançando a primeira bolsa Tmgreen™* fabricada com o Plástico Verde (polietileno) da Braskem e resinas de última geração. Esta composição permitiu reduzir a espessura das bolsas e. assim, o peso da embalagem, que está 16% menor. ’Isto gera uma redução de 285 kg de resíduos plásticos a cada 1.000 bolsas utilizadas, afirma Renata Canteiro, diretora da Embaquim Além disso, a redução da espessura foi fundamental para manter o preço da nova embalagem competitivo’, explica Testes de transporte realizados nos laboratórios do CETEAxomprovaram que as novas bolsas Vn^J^n™’ de 1.000 litros, assim como as tradicionais bolsas da Embaquim. são indicadas para transportar produtos de elevada fluidez por grandes distâncias

www.embaquim.com

PARA NÃO GASTAR MAIS, PAULISTANO SE ADAPTA A LEI DAS SACOLINHAS   

Consumidores ou levam ecobags de casa ou enchem a embalagem que custa até R$ 0,12. Apas diz que economia foi de 70%...

Agosto, 2015

Para não gastar mais, paulistano se adapta à Lei das Sacolinhas
DIÁRIO DE S.PAULO - DIA A DIA - São Paulo - SP - 18/08/2015 - Pág. 4


Consumidores ou levam ecobags de casa ou enchem a embalagem que custa até R$ 0,12. Apas diz que economia foi de 70%

O paulistano se adaptou à nova lei das sacolinhas de duas maneiras diferentes. Ou leva saco -las reutilizáveis de casa ou coloca o máximo de produtos possíveis em uma única sacoli -nha de bioplástico, que custa entre R$ 0,08 e R$ 0,12, até que ela esteja com sua ocupação máxima. A segunda sacola só é adquirida se realmente for necessário, garante os clientes.

As novas embalagens verdes e cinzas, vendidas nos supermercados, representam um gasto extra no fim da compra e ao contrário de um passado não muito distante, quando as sa colas brancas eram dadas gratuitamente, são usadas com muita parcimônia.

Os comerciantes sentiram a mudança de comportamento. De acordo com pesquisa da Apas (Associação Paulista de Supermercados), divulgada ontem, desde 10 de julho, quando acabou o acordo de conscientização com o Pro-con - SP no qual os supermercados eram obrigados a dar até duas sacolas ao consumidor, houve redução de 70% na distribuição das embalagens.

Paulistanos gastavam 23 milhões de sacolas por dia antes da nova legislação municipal
A Apas não divulgou a quan -tidade de sacolas que pararam de ser adquiridas pelos super mercados “por questão estratégica”. Entretanto, de acordo com a Prefeitura, antes de a nova lei entrar em vigor, eram 708 unidades anuais por habitante, ou seja, 8,5 bilhões de sacolas por ano ou 23 milhões por dia, o que indica uma redução para 6,9 milhões diariamente.

O DIÁRIO foi a três supermercados e duas padarias nas Zonas Norte, Sul e Oeste e no Centro da capital e constatou que apenas uma das padarias ainda não respeita a nova lei (leia mais abaixo).

MAIS RESISTENTES / A cuida dora de idosos Gilda Monge, de 54 anos, que fazia compras em um hipermercado da Avenida General Olímpio da Silveira, na Santa Cecília, Centro, acredita que pode pôr mais produtos nas novas sacolas, em virtude da resistência do material. “Se possível coloco tudo que com -pro em uma sacolinha só. E quando lembro, trago uma ecobagdecasa.”

A atendente Bruna Natália Rodrigues. 20, fez compras em um supermercado da Avenida Francisco Matarazzo, na Barra Funda, Zona Oeste. Ela também passou a levar menos sa -colinhas para casa, “Se você for gastar R$0,08 a R$0,10 em cada sacola, em toda compra que fizer vai perder bastante di -nheiro. Não vale a pena. ”


Padaria ignora legislação e dá o modelo branco, irregular
Apesar de a maioria dos comércios já terem se adequado à lei - houve um período de dois meses para adaptação - uma padaria no bairro Cidade Monções, região do Brooklin, Zona Sul, ainda distribui as tradicionais sacolas de plástico, derivadas do petróleo, sem nenhuma cerimônia ou medo da fiscalização da Prefeitura.

Segundo o gerente do estabelecimento, Denis Neves, de 42 anos. as sacolas brancas ainda são de um estoque comprado antes de a lei entrar em vigor. "Não seria prudente jogar tudo no lixo, prejudicando a natureza de qualquer maneira", Justificou o funcionário da Leirense.

"Acho interessante que eles
ainda distribuam as sacolas grátis, mas já deveriam ter adotado o padrão correto", discordou a secretária Débora Jordão, 46, diente do local.

O DIÁRIO também visitou uma padaria na Casa Verde que estava de acordo com a nova regulamentação. Mas, ao contrário dos supermercados, os clientes do local ganham de graça as sacolinhas verdes e cinzas. Na Zona Oeste, a maior parte dos consumidores ouvidos também afirma estar mais consciente. "Antes pegava um monte para colocar o lixo. Agora só o necessário para não gastar", diz a cuidadora de crianças Inaiara da Conceição Ramos, de 44 anos.

COMO FUNCIONA A LEI DAS SACOLINHAS?   

Desde abril, está em vigor na capital uma nova legislação que regulamenta a distribuição de sacolinhas descartáveis pelo comércio.

Agosto, 2015

Como funciona a lei das sacolinhas?
SÃO PAULO ZONA SUL - MEIO AMBIENTE - São Paulo - SP - 07 a 13/08/2015 - Pág. 5


Desde abril, está em vigor na capital uma nova legislação que regulamenta a distribuição de sacolinhas descartáveis pelo comércio.

Comuns principalmente em supermercados, as sacoli-nhas eram muito utilizadas para descarte de resíduos doúaésticos, mas os modelos tradicionais foram proibidos.

Agora, apenas um modelo de sacolinha, em duas cores
diferentes, pode ser distribuído. Padronizado para se adaptar à coleta seletiva, o ; modelo é feito em material renovável, originado da cana de açúcar.

A nova sacolinha verde será usada pelo consumidor para carregar as compras e depois deverá ser reutilizada para descartar o lixo reciclável, que será enviado a uma das centrais de triagem mecanizadas ou manuais, nas cooperativas.

A sacola verde não pode ser usada para o descarte do lixo orgânico, que pode ser depositado nas sacolas de cor cinza ou depositado em sacos de lixo adquiridos para este fim. Os sacos cinza também são adequados para o descarte de rejeitos, como bitucas de cigarro, papel higiênico, etc.

A nova sacolinha suporta até 10 quilos e é cerca de 40% maior que as utilizadas até então. Mais resistentes, elas suportam, por exemplo, o transporte de até três garrafas PET cheias.

As novas sacolas trazem ainda orientações sobre o acondicionamento adequado dos resíduos recicláveis e outras dicas de educação ambiental.

Embora a lei preveja multas para quem acondicionar lixo, comum nas sacolas verdes, destinadâs à coleta seletiva, a Prefeitura informa que o objetivo, principal é orientar a população para que participe. Vale ressaltar
que mais de 70% da cidade já são atendidos pelo serviço de coleta seletiva - cobertura que será ampliada para 100% até o próximo ano.

Na região, os distritos Vila Mariana, Moema, Saúde, Cursino, Jabaquara e Campo Belo já recebem os caminhões da coleta seletiva - em alguns casos duas vezes por semana. Para conferir a data em que o caminhão da/coleta diferenciada passa em sua rua, basta acessar o site www. ecourbis.com.br ou pelo telefone 0800 772 79 79.

É importante destacar também que outras embalagens comumente adotadas pela população, como as sacolas brancas, do modelo anterior, ou sacos de lixo pretos, por exemplo, podem continuar sendo utilizados para descarte tanto de recicláveis quanto de lixo orgânico - sempre obedecendo a data e horário corretos da passagem dos caminhões.

COMO AS SACOLAS PLÁSTICAS INFLUENCIAM AS MUDANÇAS DAS LEIS   

Na União Europeia, a guerra contra o uso de sacolas plásticas se transformou em diretriz oficial e impôs a meta de reduzir o consumo...

Agosto, 2015

Como as sacolas plásticas influenciam as mudanças das leis
GAZETA DO POVO - JUSTIÇA & DIREITO - Curitiba - PR - 14/08/2015 - Pág. 10

Na União Europeia, a guerra contra o uso de sacolas plásticas se transformou em diretriz oficial e impôs a meta de reduzir o consumo de 176 para 40 unidades/ano por pessoa até 2025. Tomada em abril deste ano, a decisão mostra um caminho otimista para conter o uso indiscriminado de recursos


A sacola plástica simboliza, entre outras coisas, uma interferência direta do Legislativo no poder de escolha do consumidor, pois são estipuladas regras rígidas para a sua disponibilização em estabelecimentos comerciais, desde a taxação da unidade individual até a proibição completa em alguns casos. Além de um simples movimento institucional do Parlamento Europeu, esta decisão demonstra uma tendência para que mais países sigam este exemplo em assuntos de influência direta nas regras de pegada de carbono, principalmente em relação a situações prosaicas e impactantes, porém quase sempre ignoradas.

No Brasil, a situação passa diretamente pela promulgação de leis que estabelecem padrões de consumo, e tem sido tema de grande discussão no Judiciário. Belo Horizonte foi pioneira ao promulgar, em 2011, uma lei municipal que prevê o uso apenas de sacolas de plástico biodegradável nos estabelecimentos comerciais. São Paulo segue a mesma linha, pois uma lei, sancionada em 2011 e suspensa até 2014 por causa de ações judiciais, finalmente foi considerada constitucional apenas neste ano, quando sua aplicação começou em abril.

Entre idas e vindas, a lei que originalmente proibia a disponibilização das sacolas de plástico não biodegradável precisou ser adaptada, e agora permite o uso daquelas que respeitam a proporção de 51% de fontes renováveis em sua composição. Embora seja discutida entre ambientalistas por não vincular o uso de sacolas 100% biodegradáveis, há um senso compartilhado de que esta alternativa libera a mesma pegada de carbono quando descartada, apesar do plantio da cana também o sequestrar.

As novas sacolas, disponibilizadas pela Prefeitura de São Paulo, são mais resistentes e maiores comparadas com as atuais, o que coíbe a obsolescência programada destas. Em outras palavras, elas suportam mais peso, mitigando a quantidade consumida, e permitem que se aperfeiçoe o uso do espaço para mercadorias.

No momento atual do Brasil, um dos desafios dessas novas leis é integrar a disponibilização das sacolas a um diálogo que equilibre o repasse ao consumidor final, sem tornar a relação comercial desvantajosa para ele. No caso de São Paulo, o desarranjo começou quando os estabelecimentos cobraram os consumidores pelo uso das novas sacolas biodegradáveis, cujo custo pode ser até 7 vezes maior.

Então sobreveio uma intervenção do Procon dizendo que esta cobrança fere a relação comercial e a torna excessivamente desvantajosa, pois o custo da nova sacola está embutido no valor total do consumo, portanto, infringe o artigo 39, parágrafo 5º do Código de Defesa do Consumidor. Porém, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou uma liminar que derrubaria a cobrança no uso das novas sacolas pelos supermercados, por entender que o valor era simbólico. O final da história, por ora, é que o Procon e a Apas – Associação Paulista de Supermercados – entraram em acordo para disponibilizar 2 sacolas gratuitas no período de 60 dias e um desconto nas compras para quem usar as novas.

No Paraná, em 2012 o atual Governador Beto Richa vetou um projeto de lei, escrito pelo deputado Caíto Quintana, que proibia o uso de sacolas plásticas em todo o estado. Seguindo outros Estados, é quase unânime a opinião de que este assunto trata-se mais de uma medida progressiva, que inclui os cidadãos no processo de educação do consumo ao longo do tempo, em vez de ser uma proibição absoluta do uso das sacolas, cuja constitucionalidade já foi questionada.

Em Curitiba, no ano passado o vereador Chicarelli propôs um projeto de lei que prevê a padronização de cores para o descarte seletivo e também uma composição mais resistente, mas não menciona a obrigatoriedade de uso de fontes de energia renovável em sua composição, o que possibilita concluir que a cidade ainda está longe de regulamentação sobre o assunto.

Independente do local, a pauta das sacolas plásticas é apenas uma fração do problema enfrentado e demonstra a dificuldade de integrar o legislativo municipal, o estadual e o federal em uma lógica favorável ao meio-ambiente, pois não basta interferir nos padrões de consumo e propor um sistema industrial menos dependente do petróleo. Neste caso, a grande questão se refere à coleta seletiva e ao destino das sacolas plásticas, biodegradáveis ou não, quando elas finalmente forem para o lixo.

ADEUS AO "ESTOURO" DO PLÁSTICO BOLHA   

Protetor de embalagens será substituído por versão mais moderna, que economiza espaço e não estoura...

Agosto, 2015

Adeus ao " estouro" do plástico bolha
LOGÍSTICA - EMBALAGENS - São Paulo - SP - AGO/2015 - Nº 298 - Pág. 48


Protetor de embalagens será substituído por versão mais moderna, que economiza espaço e não estoura
Fabricado desde 1960 pela Sealed Air, o plástico bolha vai deixar de ser produzido pela empresa e substituído por um material diferente, que nào estoura com a pressão dos dedos. A novidade foi anunciada recentemente no The Wall Street Journal.

De acordo com a Sealed Air, o novo plástico, denominado iBub-ble Wrap, tem bolhas maiores que são preenchidas com ar por uma bomba customizada, diretamente no armazém, fábrica ou outro local onde o produto está sendo embalado Em vez de bolhas individuais, a embalagem de proteção tem uma fila de bolhas emendadas, o que impossibilita estourá-
-las, pois quando você aperta uma delas, o ar vai para as outras.

A principal vantagem é que antes de ser inflado, um rolo do iBubble Wrap utiliza cerca de um quinto do espaço do antigo. Esse espaço é precioso no transporte em caminhões e navios e nos estoques dos varejistas.

Empresas como a UPS e a Fedex já começaram a cobrar de acordo com 0 tamanho do pacote, além do peso, o que eleva mais 0 custo do transporte.

O iBubble Wrap custa menos que o plástico bolha tradicional, mas para utilizá-lo é necessário adquirir uma bomba da Sealed Air, que hoje custa cerca de US$ 5.500,00, apesar de que a
empresa tem planos de reduzir seu preço para US$ 1 mil até 2017. Está em estudo também outras maneiras de entregar o material em quantidades pequenas em caminhões equipados com máquinas de inflar.

Segundo a Sealed Air, em 2012 0 plástico bolha respondeu por 3,6% das vendas da empresa, comparados com 5,70/0 em 2010. Atualmente, a empresa raramente envia 0 plástico bolha para clientes a mais de 250 km de suas fábricas, porque o tamanho dos rolos torna o custo com transporte em longas distâncias inviável.

Apesar disso, outros fabricantes afirmam que continuarão a produzir essas embalagens )

PAULISTANOS REDUZEM 70% USO DE SACOLAS PLÁSTICAS   

Dados da Prefeitura de São Paulo apontam que, antes da nova legislação, o consumo médio de sacolas plásticas era de 708 unidades anuais...

Agosto, 2015

Paulistanos reduzem em 70% uso de sacolas plásticas
SBVC - 14/08/2015

Por Redação SM – 13/08/2015 Dados da Prefeitura de São Paulo apontam que, antes da nova legislação, o consumo médio de sacolas plásticas era de 708 unidades anuais por habitante A nova legislação paulistana permitiu uma redução média de 70% na distribuição de sacolas plásticas em diversos supermercados da capital. O dado foi apurado pela Apas entre seus associados a partir do dia 10 de julho, quando foi concluída a etapa do acordo de conscientização firmado com a Fundação Procon-SP, que previa a distribuição de até duas sacolas gratuitamente.Dados da Prefeitura apontam que, antes da nova legislação, o consumo médio de sacolas plásticas era de 708 unidades anuais por habitante, resultando em 8,5 bilhões de sacolas por ano ou 23 milhões de sacolas por dia.O acordo firmado entre as duas entidades continua até novembro deste ano, com vantagens para quem utiliza o seu próprio meio de transporte de mercadorias, promoções de ecobags, venda de sacolas regulamentadas pelo preço de custo, e com explicitação do preço ao consumidor.A coleta seletiva paulistana também é beneficiada por mais de uma centena de pontos de coleta voluntária de produtos recicláveis oferecida pelas maiores redes supermercadistas na capital.Fonte: ApasRevista Supermercado Moderno online – SPO post Paulistanos reduzem em 70% uso de sacolas plásticas apareceu primeiro em SBVC – Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo.

PAULISTANO USA 6,9 MILHÕES DE SACOLINHAS POR DIA   

Estudo da Apas, porém, indica redução média de 70% na distribuição das embalagens pelos lojistas após fim da entrega grátis.

Agosto, 2015

Paulistano usa 6,9 mi de sacolinhas por dia
DESTAK ABC - SÃO PAULO - São Paulo - SP - 13/08/2015 - Pág. 4

Estudo da Apas, porém, indica redução média de 70% na distribuição das embalagens pelos lojistas após fim da entrega grátis

A quantidade de sacolinhas distribuídas na capital desde o dia 10 de julho deste ano teve uma redução média de 70%, segundo dados da Apas (Associação Paulista de Supermercados).

Antes da entrada em vigor da nova lei eram distribuídas cerca de 23 milhões de embalagens ao dia, número que caiu agora para 6,9 milhões com a redução dos 70% indicados pela entidade.

A legislação entrou em vigor em abril deste ano e prevê embalagens padronizadas e feitas de material reciclável das cores verde e cinza. As verdes são destinadas para acomodar lixo reciclável, e as cinzas, o comum. Quem desobedecer as regras está sujeito a penalidades, segundo a legislação.

Após vários questionamentos, o Procon e a Apas fecharam um acordo, em abril, que previa uma série de medidas a serem adotadas para que o consumidor fosse informado e se adequasse. Uma delas previa a distribuição gratuita de até duas embalagens até o dia 10 de julho. Se o consumidor precisasse de uma terceira embalagem, deveria pagar. De-
pois desse prazo todas as embalagens passaram a ser cobradas dos clientes.

Em nota o presidente da Apas, Carlos Corrêa, afirma que “o volume de sacolas distribuídas somado à universalização da coleta seletiva e à ampliação da distribuição de sacolas padronizadas em todos os comércios será suficiente para o atendimento à coleta seletiva” na cidade de São Paulo.

Segundo ele, não é possível afirmar que os 30% que ainda compram sacolinhas estão distribuídos em toda capital. “Se está concentrado em apenas uma região, como irá atender a todas”, afirma.

A entidade defende que a cobrança da sacolinha é uma penalização dupla ao consumidor, pois ele já estaria pagando a quantia embutida no valor dos produtos.

Corrêa ainda lembrou que a decisão impacta a indústria do plástico, gerando mais desemprego no setor.


PAULISTANO USA 6,9 MILHÕES DE SACOLINHAS POR DIA   

Estudo da Apas, porém, indica redução média de 70% na distribuição das embalagens pelos lojistas após fim da entrega grátis.

Agosto, 2015

Paulistano usa 6,9 mi de sacolinhas por dia
DESTAK ABC - SÃO PAULO - São Paulo - SP - 13/08/2015 - Pág. 4

Estudo da Apas, porém, indica redução média de 70% na distribuição das embalagens pelos lojistas após fim da entrega grátis

A quantidade de sacolinhas distribuídas na capital desde o dia 10 de julho deste ano teve uma redução média de 70%, segundo dados da Apas (Associação Paulista de Supermercados).

Antes da entrada em vigor da nova lei eram distribuídas cerca de 23 milhões de embalagens ao dia, número que caiu agora para 6,9 milhões com a redução dos 70% indicados pela entidade.

A legislação entrou em vigor em abril deste ano e prevê embalagens padronizadas e feitas de material reciclável das cores verde e cinza. As verdes são destinadas para acomodar lixo reciclável, e as cinzas, o comum. Quem desobedecer as regras está sujeito a penalidades, segundo a legislação.

Após vários questionamentos, o Procon e a Apas fecharam um acordo, em abril, que previa uma série de medidas a serem adotadas para que o consumidor fosse informado e se adequasse. Uma delas previa a distribuição gratuita de até duas embalagens até o dia 10 de julho. Se o consumidor precisasse de uma terceira embalagem, deveria pagar. De-
pois desse prazo todas as embalagens passaram a ser cobradas dos clientes.

Em nota o presidente da Apas, Carlos Corrêa, afirma que “o volume de sacolas distribuídas somado à universalização da coleta seletiva e à ampliação da distribuição de sacolas padronizadas em todos os comércios será suficiente para o atendimento à coleta seletiva” na cidade de São Paulo.

Segundo ele, não é possível afirmar que os 30% que ainda compram sacolinhas estão distribuídos em toda capital. “Se está concentrado em apenas uma região, como irá atender a todas”, afirma.

A entidade defende que a cobrança da sacolinha é uma penalização dupla ao consumidor, pois ele já estaria pagando a quantia embutida no valor dos produtos.

Corrêa ainda lembrou que a decisão impacta a indústria do plástico, gerando mais desemprego no setor.


SUPERMERCADOS NÃO SÃO OBRIGADOS A DOAR SACOLAS PLÁSTICAS   

O Procon, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, não pode exigir que supermercados ou outros estabelecimentos comerciais...

Agosto, 2015

Supermercados não são obrigados a doar sacolas plásticas
FOLHA DO ESTADO - 04/08/2015

O Procon, de acordo com o Código de Defesa do Consumidor, não pode exigir que supermercados ou outros estabelecimentos comerciais embalem suas vendas em sacolas plásticas. “O CDC não prevê sacolas grátis”, diz a superintendente do órgão em Feira de Santana, Suzana Mendes.Outro ponto é a ação da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) nos tribunais federais superiores, na defesa da suspensão da doação das sacolinhas.Ela afirmou que a fiscalização do Procon nestes estabelecimentos tem como foco na relação de consumo. A boa prestação do serviço. “Toda mercadoria deve ter a etiqueta com o preço, os produtos devem estar bem acomodadas e os produtos não devem estar com os prazos vencidos, entre outras muitas situações”.A atenção ao serviço prestado é prevista no CDC. A superintendente comentou que as ações de fiscalização são rotineiras nestes estabelecimentos e que está prevista na lei a aplicação de multas e a suspensão das atividades da empresa.FONTE: Secom/PMFS

PESQUISADORES BRASILEIROS DESENVOLVEM PLÁSTICO ORGÂNICO COSMETÍVEL   

Pesquisadores brasileiros desenvolvem plástico orgânico comestível TECNOLOGIA LIMPA O processo de produção do “plástico comestível” ...

Agosto, 2015

Pesquisadores brasileiros desenvolvem plástico orgânico comestível
BLOG INSTITUTO ECOAÇÃO - 03/08/2015

Pesquisadores brasileiros desenvolvem plástico orgânico comestível TECNOLOGIA LIMPA O processo de produção do “plástico comestível” é considerado simples. Primeiro, a matéria-prima, como frutas e verduras, é transformada em uma pasta. Em seguida, os pesquisadores adicionam componentes para dar liga no material e o colocam em uma forma transparente, que é levada a uma câmara que emite raios ultravioleta. Após poucos minutos, a película sai da máquina pronta para ser consumida. Já imaginou um plástico produzido com espinafre, mamão, goiaba, tomate…? Para pesquisadores da Embrapa Instrumentação isto está próximo de se tornar realidade. Após duas décadas de trabalho, eles desenvolveram uma série de películas comestíveis que funcionam como plástico biodegradável e pode ser utilizado no preparo de alimentos. Quando descartado, este tipo de plástico se decompõe em até três meses e ainda pode ser utilizado como adubo ou lançado na rede de esgoto sem causar danos ao meio ambiente. A inovação tem capacidade para conservar os alimentos pelo dobro do tempo do convencional, que tem como agravante o fato de demorar cerca de 400 anos para se decompor na natureza. De acordo com o pesquisador José Manoel Marconsini, a produção deste material favorece o reaproveitamento de alimentos que seriam rejeitados por não apresentarem bom aspecto visual mesmo estando em condições de consumo. “Além disso, como vantagem ambiental tem a redução do desperdício de alimentos, pois auxilia no aumento da produtividade”, explica. O material tem características físicas semelhantes aos plásticos convencionais, como resistência e textura. Em laboratório, o plástico orgânico se mostrou mais resistente ao impacto, além de ser três vezes mais rígido que os plásticos sintéticos. Ainda não há previsão de comercialização, entretanto várias empresas já entraram em contato com a Embrapa Instrumentação demonstrando interesse na inovação. Fonte: The Greenest Post EM: AMBIENTE , NUTRIÇÃO , SOCIAL , SUSTENTABILIDADE , TECNOLOGIA LIMPA Por favor, compartilhe!

SAQUINHOS PARA HORTIFRUTIS VIRAM NOVAS "SACOLAS GRÁTIS"   

Consumidores criaram a alternativa para não ter de pagar por recicláveisA necessidade de pagar pelas novas sacolinhas plásticas...

Agosto, 2015

Saquinhos para hortifrútis viram novas ´´sacolas grátis´´
Folha de S. Paulo - 03/08/2015

Consumidores criaram a alternativa para não ter de pagar por recicláveisA necessidade de pagar pelas novas sacolinhas plásticas costuma gerar queixas mal-humoradas nos supermercados. "É péssimo" diz a aposentada Yara Rossi, 68. "Tem coisa pior estragando o ambiente", declara a analista de sistemas Maria Aparecida Ornellas, 58. A novidade é que, agora, parte dos consumidores não só reclama como também busca alternativas para driblar o pagamento.Por determinação da prefeitura, desde maio o comércio está proibido de oferecer sacolinhas de plástico brancas. Somente as de cor verde e cinza, feitas com materiais renováveis, podem ser disponibilizadas. Cabe aos comerciantes decidir se vão cobrar ou não por elas.Para evitar comprar as sacolas, muitas pessoas estão levando recipientes próprios para carregar as compras. Outras adotaram uma alternativa: o saquinho transparente do setor de hortifrútis."Às vezes, embalam a compra toda com os saquinhos", conta o empacotador Alan de Oliveira, de um supermercado da zona oeste.A vendedora Mildreds Montovane é uma das que adotaram a prática."Evito ir aos supermercados que não dão as novas sacolinhas. Quando vou, pego as de plástico transparente para substituir", diz.No Walmart da Barra Funda (zona oeste), a reportagem encontrou três clientes que transformaram os saquinhos em algo parecido com uma sacola: amarraram dois deles, encheram de produtos e os seguravam por um nó.O supervisor de loja Marcos César, 40, afirma que os clientes estão colocando tudo dentro dos saquinhos: salgados, leite, iogurte.Uma operadora de caixa que não quis ser identificada afirmou que não há instrução do supermercado para conter o uso dos saquinhos.PROIBIÇÃOMas já há lugares que proíbem. No Futurama da Lapa (zona oeste), o gerente Antônio de Sousa, 60, tomou uma atitude para coibir a prática.Nas sete unidades do supermercado na capital paulista, nada de saquinhos de plástico para produtos que não sejam do hortifrúti."Se deixarmos isso acontecer, saímos da essência da ideia, que é a reciclagem. Não estamos interessados em vender sacolas, e sim em ensinar as pessoas a usá-las corretamente", conta.Sousa diz que, no começo, a proibição foi motivo de discussões no supermercado."A gente fala para os caixas explicarem com gentileza para o cliente. Já tive que conversar pessoalmente com alguns e mostrar que não era correto, mas agora já estão acostumados", diz.A prefeitura informou que consumidores e comerciantes passam por uma "adaptação" à nova regra e, eventualmente, podem receber orientações ou advertências sobre a utilização dos saquinhos.Veículo: Jornal Folha de S.Paulo

A LOGÍSTICA REVERSA NA INDÚSTRIA DO PLÁSTICO   

Atualmente, a Logística Reversa é uma tendência que esta ganhando força no mercado, pois o consumidor está se sensibilizando fortemente...

Agosto, 2015

A Logística Reversa na indústria de plástico
PORTAL LOG WEB - 02/08/2015

Atualmente, a Logística Reversa é uma tendência que esta ganhando força no mercado, pois o consumidor está se sensibilizando fortemente com a tendência da economia sustentável. E, dentro de uma visão de logística integrada, é comprovado que por meio de uma Logística Reversa eficiente é possível diminuir custos e propiciar vantagem competitiva às empresas.No setor de plástico, especificamente, a LR é aplicada como ferramenta para tratativa de produto de pós-consumo, com destinação para as indústrias que reutilizarão como matéria prima. Estudos comprovam a possibilidade de utilizar as resinas recicláveis para diversas aplicações, apenas com exceção das embalagens para a indústria de alimentos. A operação da Logística Reversa, no cenário do setor de plástico, se baseia na prisma: cliente, centro de distribuição e fabricante.O cliente final e os grandes atacadistas podem ser considerados a maior fonte dos plásticos pós-consumo. Eles devem ser atingidos por meio da implementação de programas de coleta seletiva pelo poder público com apoio da população ou, até mesmo, através de campanhas promovidas pelo setor privado, com o intuito de arrecadar e recolher os produtos.O Centro de Distribuição, por sua vez, é o mais importante, pois é o elo entre os outros dois pilares: cliente e fábrica. Neste pilar, a utilização de sistemas de informação especialistas na logística como o WMS (Warehouse Management System), ferramenta de sistema de informação que possibilita o monitoramento e a validação do fluxo operacional – recebimento, armazenagem, expedição – e TMS o (Transportation Management System), ferramenta de sistema de informação que realiza a administração e controla o transporte, se fazem necessários para garantir o fluxo do processo e da informação.O transporte do produto para o Centro de Distribuição e o transporte do Centro de Distribuição para a fábrica deve ser planejado e preparado para que haja coleta e entrega em diversos pontos de forma roteirizada. Os custos operacionais e administrativos, a análise de rotas e atendimentos devem ser constantemente monitorados para que se obtenham lucros no transporte, viabilizando o processo como um todo na cadeia da Logística Reversa.No Centro de Distribuição (Armazém), é necessário que no momento do recebimento da mercadoria (triagem dos produtos de pós-consumo) seja realizado a separação por tipo de polímeros. Este é um dos fatores chaves que irão garantir o sucesso da implementação da Logística Reversa no setor plástico e, para que aconteça de forma satisfatória, é imprescindível o treinamento operacional, além da estrutura física e processos de auditoria e qualidade sobre esta atividade.No fluxo de triagem de Recebimento, o processo deve ocorrer em duas etapas: a primeira é composta pela diferenciação do plástico reciclável do não reciclável, entre eles o Termoplástico, os Termorrígidos e os Elastômeros, entre outros. Na segunda etapa é realizada a triagem do material possível de reciclagem e sua destinação, conforme a característica de polímero: Policarbonato, Poliuretano, Policloreto de vinilo, Poliestireno, Polipropileno, Polietileno Tereftalato, etc.As indústrias atualmente estão distanciadas da Logística Reversa devido à inexistência de um programa consolidado de coleta seletiva e a falta de uma legislação efetiva. Porém, este é o pilar que finaliza o processo da Logística Reversa. É aqui que está concentrada a expectativa do retorno de investimento. Em resumo, para o segmento plástico, os benefícios que a Logística Reversa oferece estão diretamente ligados à tecnologia, estrutura e recursos disponibilizados aos dois pilares cliente e centro de distribuição.Eduardo de Souza CanalConsultor de negócios da Store Automação, companhia de Tecnologia da Informação especializada no setor logístico

PLASTIVIDA QUESTIONA MINISTÉRIO PÚBLICO DE SP ACORDO APAS E PROCON    

Plastivida, com entidades representantes dos direitos consumidores, entrou com representação junto à Ministério Público para questionar..

Julho, 2015

Plastivida questiona, junto ao Ministério Público do Estado, acordo APAS e PROCON/SP para cobrança de sacolas plásticas na cidade de São Paulo
JORNOW - 21/07/2015

A Plastivida, juntamente com entidades representantes dos direitos dos consumidores, entrou com uma representação junto à Procuradoria Geral da Justiça (Ministério Público do Estado) para questionar o protocolo de intenções firmado entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e o PROCON/SP.O acordo retira do consumidor da cidade paulistana o direito de receber gratuitamente as sacolas de supermercado, conforme preconiza o Código de Defesa do Consumidor. O próprio PROCON/SP, em comunicado publicado em abril, reconhece esse direito do consumidor.A representação foi protocolada no último dia 8 de julho.Estudo realizado pela FIPE - Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas revelou que, em caso de suspensão da distribuição de sacolas plásticas, as famílias terão um aumento de 146% de gastos mensais com embalagens para carregar compras e para descartar o lixo, equivalentes aos custos com o arroz e o feijão.O acordo prejudica o consumidor e ainda compromete a possibilidade de se melhorar as condições de coleta seletiva na cidade de São Paulo. Ou seja, há prejuízo ao consumidor e ao meio ambiente. Os únicos beneficiados são os supermercados que passam a lucrar com a venda das sacolas e dos sacos de lixo.A Plastivida está à disposição para entrevista.M.Free Comunicação55 11 3171-202455 11 3262-4121

CRESCE NO MERCADO A PROCURA POR EMBALAGENS ECOLÓGICAS   

O plástico produzido através da cana de açúcar chama a atenção em vários setores...

Julho, 2015

Cresce no mercado a procura por embalagens ecológicas
EMBALAGEM & TECNOLOGIA - ARTIGO - JUN/2015 - Nº 22 - Pág. 28 a 32


O plástico produzido através da cana de açúcar chama
a atenção em vários setores.



Em escala mundial, as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a atual situação do meio ambiente. O consumo excessivo já está gerando alguns problemas em algumas cidades do Brasil, onde podemos ver o lixo jogado pelas ruas e a falta de água em muitas regiões.

Praticamente todos os produtos que consumimos hoje utilizam o plástico para fabricação ou acondicionamento. Mas todas as embalagens de plástico são iguais? Podem até parecer, mas existem algumas que oferecem um diferencial importante, são produzidas de fonte renovável e são consideradas ecológicas. O plástico verde ou polietileno verde começou a ser produzido pela Braskem em escala industrial e comercial a partir de 2010.

Mas afinal, o que significa este polietileno verde? É um plástico produzido a partir do etanol da cana-de-açúcar, matéria-prima obtida de fonte renovável, sendo que os polietilenos tradicionais utilizam matérias-primas de origem fóssil, como o petróleo ou gás natural. O processo é simples de entender: a cana-de-açúcar, que capta CO2 da atmosfera, e produz o etanol que é transformado em eteno e então o polietileno verde.

A partir disso, o polietileno verde é transformado em diversos produtos e o consumidor opta em ser mais sustentável em seu consumo. Este polietileno é 100% reciclável e durante a sua produção, colabora para reduzir a emissão dos gases causadores do efeito estufa, explica o Engenheiro Mestre em plástico da Aliança Embalagens, Ricardo Fischer Brandenburg.

É interessante saber que o polietileno verde possui as mesmas propriedades, desempenho e versatilidade de aplicações do polietileno petroquímico. Ele pode ser transformado em embalagens rígidas, tampas, sacolas e embalagens flexíveis e filmes, que é o caso da Aliança Embalagens. Ele possui a mesma aparência e resistência, e pode ser uma grande vantagem para quem quer chamar a atenção no mercado em função do apelo ecológico, destaca a analista de Marketing da Aliança Embalagens, Priscila Zibell. “Nós oferecemos embalagens plásticas flexíveis para diversos setores, mas o carro-chefe da Aliança está no setor médico-hospitalar, que possui um grande potencial para aderir ao plástico verde”, conclui.

De acordo com a Braskem, para a indústria da reciclagem, esse fato é de grande importância, pois não são necessários investimentos em novos equipamentos ou ajustes técnicos específicos para o reprocessamento do plástico verde. Mas a preocupação ambiental com a produção do Plástico Verde começa bem antes do chão de fábrica, já nas plantações de cana, que devem seguir o Código de Conduta para Fornecedores de Etanol, elaborado pela Braskem.

Para ser aprovado no mercado, a embalagem de polietileno verde possui validação através da medição do Carbono 14. “O material é enviado para um laboratório nos Estados Unidos para análise de conteúdo renovável, válida mundialmente. É um produto versátil, assim como o polietileno petroquímico, porém, mais sustentável e também pode ser aproveitado por diversos setores”, conclui Priscila. A empresa está atenta às tendências nacionais em relação ao consumo consciente, e acredita que os consumidores das gerações Y e Z estão mais preocupados com a preservação do meio ambiente. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBOPE a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em 2011, o percentual de pessoas preocupadas com a situação do meio ambiente aumentou de 80% para 94% em 2011.

Após determinação do conteúdo renovável na embalagem, a empresa pode começar a comercializar o seu produto dentro de uma embalagem de polietileno verde e receber o selo I’m green™ da Braskem, se estiver conforme as orientações do uso da marca. Este selo de comunicação é essencial para identificação de um produto sustentável.

A Aliança Embalagens pretende aumentar a procura por este tipo de material. . A missão é divulgar ao máximo e produzir embalagens verdes de qualidade . A parceria entre a Aliança e a Braskem é muito saudável, o que repassa credibilidade e tranquilidade aos clientes. O diretor da Aliança Embalagens, Fred Zibell, conta que o plástico verde é tendência para o futuro das embalagens plásticas e que muitas empresas já repensaram o modo de produção e principalmente uma forma de reduzir o impacto ao meio ambiente.

A indústria Alimentícia também possui grande potencial para aderir ao projeto do Plástico Verde. A Fiesp encomendou uma pesquisa sobre o Consumo de Alimentos no Brasil ao Ibope, conhecida como Brasil Food Trends 2020, que analisou várias categorias, dentre elas, os produtos que despertam o desejo do consumidor quando lançados no mercado. O resultado aponta que 28% dos consumidores se interessam por bolachas e biscoitos, 25% em chocolates e bombons, 21% em alimentos congelados ou semiprontos e 19% se interessam por lançamentos de produtos como o arroz. O restante está dividida em iogurtes, sucos e queijos, respectivamente, 32%, 27% e 24%.

Outro fator importante na indústria alimentícia aponta que em alguns produtos, a marca exerce maior influência. Como por exemplo em produtos como o arroz (44%), feijão (36%), café (32%), leite (24%). “Acredito que esta tendência seja muito importante para as indústrias alimentícias apostarem em projetos mais sustentáveis em suas embalagens plásticas flexíveis. Dos itens citados acima, a Aliança Embalagens já produz embalagens para bolachas, biscoitos, chocolates e congelados, arroz, feijão e laticínios” afirma Fred Zibell.

A pesquisa ainda indica que a “Saudabilidade e Bem-estar” e “Sustentabilidade e Ética” (5ª categoria analisada) foi citada como importante para 21% da amostra. Este grupo busca alimentos mais saudáveis e que trazem benefícios à saúde. Também indicam a prioridade da compra de alimentos industrializados, caso o fabricante seja consciente na preservação do meio ambiente ou que possua projetos sociais vinculados à empresa. “Por isso, acreditamos tanto no Plástico Verde da Braskem. Após a validação no laboratório, o cliente já poderá utilizar o selo de comunicação do plástico verde, o que agrega muito valor ao produto no ponto de venda” destaca Priscila.

ENTIDADES ENTRAM NA JUSTIÇA CONTRA A COBRANÇA DE SACOLAS NOS MERCADOS   

A Plastivida e associações de defesa do consumidor entraram com ação na Justiça contra a cobrança de sacolinhas...

Julho, 2015

Entidades entram na Justiça contra a cobrança de sacolinhas nos mercados
AGORA SÃO PAULO - NAS RUAS - São Paulo - SP - 21/07/2015 - Pág. A6

A Plastivida (entidade que representa a indústria dos plásticos) e associações de defesa do consumidor entraram com ação na Justiça contra a cobrança de sacolinhas nos supermercados da capital. Para as entidades, o acordo prejudica o consumidor e compromete as condições de coleta seletiva na cidade.

EM SÃO PAULO, CONSUMIDORES RESISTEM A COBRANÇA POR SACOLA PLÁSTICA   

Grande redes de supermercado voltaram a cobrar pela distribuição das sacolinhas plásticas na capital paulista desde segunda-feira, 13...

Julho, 2015

Em SP, consumidores resistem à cobrança por sacola plástica
EXAME.COM - 13/07/2015

São Paulo - Grande redes de supermercado voltaram a cobrar pela distribuição das sacolinhas plásticas na capital paulista nesta segunda-feira, 13.Obrigatória desde abril, as novas sacolas, feitas com material renovável para substituir a branca tradicional - mais agressiva ao meio ambiente, causam polêmica e são motivos até de disputas judiciais.Agora, também viraram alvo dos consumidores, incomodados com o retorno da cobrança.No Carrefour, Pão de Açúcar e Extra, as sacolinhas voltaram a ser vendidas por R$ 0,08 nesta manhã, após passarem o fim de semana sem ser cobradas.Isso porque o prazo do acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e a Fundação Procon de São Paulo para distribuição gratuita de até duas sacolinhas acabou na sexta-feira, 10, deixando a critério das lojas decidirem sobre a cobrança.Entre os consumidores, a cobrança encontrou muita resistência."Acho um absurdo porque o valor já está embutido no preço do produto. O cliente que termina pagando duas vezes", afirma o produtor rural Eduardo Wiziack, de 59, que foi ao supermercado e saiu com duas sacolinhas, ao custo de R$ 0,16.A dona de casa Helena Tavares, de 86 anos, também é contrária à cobrança."Para as lojas termina sendo um lucro a mais. As sacolas deveriam ser distribuídas gratuitamente, mas a gente termina aceitando a cobrança", diz."Se fossem essas sacolas maiores, com um material muito mais caro, tudo bem. Mas essa aqui?"Em nota, as redes Pão de Açúcar e Extra afirmam que cobram o preço de custo por unidade, incentivam o uso consciente e oferecem pontuação extra nos seus programas de fidelidade para quem usar sacolas reutilizáveis.O Carrefour diz que segue recomendações feitas pela Apas e que reduziu em 50% o valor das ecobags, as sacolas retornáveis, que passaram a ser vendidas por R$ 1,99. As lojas também afirmam que vão manter desconto para clientes que utilizam embalagens próprias.Por causa da cobrança, os consumidores também procuram meios para driblar o uso das novas sacolinhas. "Sempre quando posso, ponho as compras na mochila", afirma o técnico em edificações Erick Rist, de 25 anos."Fiz uma sacola usando o pano de sacos de farinha de trigo. Só vou usar as novas sacolinhas para compras menores", conta a funcionária pública Roseli Pereira, de 56 anos.Nem todos, no entanto, se opõem à decisão das lojas de não distribuir gratuitamente."Acho que tem de cobrar, como se faz no mundo inteiro. O brasileiro está muito acostumado a não pagar por nada. As sacolas antigas não eram tão boas quanto essas novas", diz a decoradora Stella Pernet.GratuitoApesar de a cobrança ser permitida, algumas redes de supermercado resolveram continuar distribuindo gratuitamente as sacolas plásticas.Entre elas está o Mambo, que tem seis unidades em São Paulo."Preferimos absorver os custos das sacolinhas para preservar o relacionamento com o cliente. Percebemos a insatisfação do consumidor quanto a ter que adquirir as sacolas plásticas", afirma o André Nassar, diretor de Negócios dos Supermercados Mambo.Segundo afirma, as novas sacolinhas são mais caras do que as anteriores, mas não o suficiente para forçar o supermercado aumentar o preço das mercadorias."Nós não repassamos nem temos a intenção de repassar esse custo aos nossos clientes. Não faria sentido a gente optar por absorver o custo para preservar o relacionamento com nossos clientes e aumentar o preço dos produtos."Duas coresPor determinação da Prefeitura de São Paulo, a tradicional sacolinha branca deve ser substituída por outra, disponível em duas cores: verde para recolher materiais recicláveis e cinza para resíduos orgânicos.O objetivo é incentivar a separação desses dois materiais para ajudar a preservar o meio ambiente.Quem não cumprir a lei poderá receber multa de R$ 500 a R$ 2 milhões. Já o consumidor que não seguir as determinações, como descartar restos de comida na sacola verde, será advertido na primeira ocorrência. Se fizer de novo, pode pagar multa de R$ 50 a R$ 500.

CONSUMIDO RECLAMA DE COBRANÇA POR SACOLINHA   

Lojas de grandes redes voltaram a cobrar pela distribuição das sacolinhas plásticas na capital. Obrigatória desde abril, novas sacolas ...

Julho, 2015

Consumidor reclama de cobrança por sacolinha
O ESTADO DE S. PAULO - METRÓPOLE - São Paulo - SP - 14/07/2015 - Pág. A 15


Lojas de grandes redes voltaram a cobrar pela distribuição das sacolinhas plásticas na capital. Obrigatória desde abril, as novas sacolas, feitas com material renovável, têm sido motivo de polêmicas e até de disputas judiciais. Ontem, também viraram alvo dos consumidores, incomodados com a cobrança.
Em supermercados de grandes redes, como Carrefour, Pão de Açúcar e Extra, as sacolinhas são vendidas a R$ 0,08. Isso porque o prazo do acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e a Fundação Procon de São Paulo para distribuição gratuita de até duas sacolinhas acabou na última sexta-feira, deixando a critério das lojas decidirem sobre a cobrança.
Entreosconsumidores,amu-dança encontrou resistência. "Acho um absurdo porque o valor já está embutido no preço do produto. O cliente acaba pagando duasvezes", afirmao pro-
dutor rural Eduardo Wiziack, de 59 anos, que foi ao supermercado e saiu com duas sacoli-nhas, ao custo de R$ 0,16. A dona de casa Helena Tavares, de 86 anos, também é contrária à cobrança. "Para as lojas é umlu-cro a mais. As sacolas deveriam ser distribuídas gratuitamente, mas a gente acaba aceitando a cobrança."
Em nota, as redes Pão de Açúcar e Extra afirmam que cobram o preço de custo por unidade, incentivam o uso consciente e oferecem pontuação extra em programas de fidelidade para quem usar sacolas reutilizáveis. O Carrefour diz que segue recomendações da Apas e que reduziu em 50% o valor das ecobags, as sacolas retornáveis. As lojas também vão manter desconto para quem usar embalagens próprias.
Por causa da cobrança, os consumidores também procuram meios para "driblar" as novas sa-colinhas. "Sempre que posso, coloco as compras na mochila", afirma o técnico em edificações Erick Rist, de 25 anos. Já a funcionária pública Roseli Pereira, de 56, diz ter confeccionado sua própria sacola usando sacos de farinhade trigo. "Só vou usaras sacolinhas para compras menores", conta. Nem todos, no entanto, se opõem à decisão das lojas. "Acho que tem de cobrar, como se faz no mundo inteiro. As sacolas antigas não eram tão boas quanto essas novas", diz a decoradora Stella Pernet.
Gratuito. Algumas redes resolveram não aderir à cobrança de sacolas plásticas. É o caso do Mambo. "Preferimos absorver os custos das sacolinhas para preservar o relacionamento com o cliente", afirma o André Nassar, diretor de Negócios do supermercado. "Não repassamos nem temos intenção de repassar esse custo aos clientes."
A Prefeitura de São Paulo determinou a substituição da saco-linhabrancapor outra, disponível em duas cores: verde para recolher materiais recicláveis e cinza para resíduos orgânicos. O objetivo é incentivar a separação desses dois materiais para ajudar a preservar o meio ambiente. Aloja que não cumprir a lei pode ser multada de R$ 500 a R$ 2 milhões.

ABIEF PARTICIPA COM ESTANDE INSTITUCIONAL DA PACK EXPO LAS VEGAS   

A feira, que abrange o mercado da costa Oeste dos EUA, este ano será realizada paralelamente à Pharma EXPO...

Julho, 2015

ABIEF PARTICIPA COM ESTANDE INSTITUCIONAL DA PACK EXPO LAS VEGAS

A feira, que abrange o mercado da costa Oeste dos EUA, este ano será realizada paralelamente à Pharma EXPO

São Paulo, Julho de 2015 – Entre os dias 28 e 30 de Setembro, a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) participará da PACK EXPO Las Vegas (www.packexpolasvegas.com), organizada pelo PMMI (The Association for Packaging and Processing Technologies) e que promete conectar cerca de 6.000 profissionais visitantes às 1.800 empresas expositoras, fabricantes de máquinas, matérias-primas e soluções em embalagem. “A internacionalização de nossas atividades e a promoção da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis globalmente sempre foram itens da pauta desta Diretoria. E a participação em uma feira do porte e importância da PACK EXPO é fundamental”, esclarece o empresário Herman Moura, Presidente da entidade.

Em seu estande, a ABIEF distribuirá o Guia do Setor, uma publicação única que reúne informações sobre o mercado, tendências e sobre os associados, divididos por área de atuação. O estande também funcionará como um ponto de encontro para os empresários brasileiros que estiverem visitando a feira.

Realizada a cada dois anos, este ano a PACK EXPO celebra 20 anos em Las Vegas. Ela mantém o mesmo DNA da feira mãe, a PACK EXPO Chicago, ao apresentar inovações em processos e embalagem e oferecer um conteúdo relevante, nas diversas palestras.

O estande da ABIEF estará no Pavilhão das Associações localizado no ....... Como explica Charles D. Yuska, Presidente & CEO do PMMI,
“O Pavilhão das Associações reflete a profundidade e a abrangência de nossa base de visitantes. As Associações participantes estão aqui porque seus membros buscam tecnologias e soluções inovadoras e a PACK EXPO ajuda as entidades e seus associados a avançarem neste caminho.”

“De muitas maneiras, o Pavilhão das Associações é um micro cosmos da PACK EXPO. A grande variedade de associações garante uma ampla perspectiva sobre as diferentes indústrias participantes e que cobrem desde tecnologias até assuntos regulatórios, sustentabilidade e, claro, tendências”, completa Yuska.

Graças à parceria com a PACK EXPO, a ABIEF também disponibilizará algumas entradas cortesia para seus associados.

Sobre a ABIEF
A ABIEF (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis), que em 2012 completou 35 anos, tem por objetivo fomentar o mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental a partir do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. A entidade reúne 160 empresas de todo o Brasil fabricantes de filmes monocama, coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; embalagens especiais.

Informações para a imprensa e agendamento de entrevistas
Liliam Benzi (MTB 19.352)
Fones (11) 99989-1597 ldbcom@uol.com.br

SUPERMERCADOS VOLTAM A COBRAR POR SACOLINHAS NESTA SEGUNDA-FEIRA   

O prazo acordado entre Apas e Procon de SP para a distribuição gratuita de duas sacolinhas plásticas por consumidor acabou na sexta-feira...

Julho, 2015

Supermercados voltam a cobrar por sacolinhas nesta segunda-feira
ESTADÃO ONLINE - 13/07/2015

SÃO PAULO - O prazo acordado entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas) e a Fundação Procon de São Paulo para a distribuição gratuita de duas sacolinhas plásticas por consumidor acabou na sexta-feira, mas lojas de grandes redes, como Carrefour, Pão de Açúcar e Extra, não cobraram pelo item no fim de semana. A expectativa é de que a cobrança volte nesta segunda.O assunto é motivo de polêmica desde abril, quando a Prefeitura de São Paulo determinou que a tradicional sacolinha branca fosse substituída por outra, feita com material renovável e disponível em duas cores: verde para recolher materiais recicláveis e cinza para resíduos orgânicos. O objetivo é incentivar a separação desses dois materiais para ajudar a preservar o meio ambiente.A gestão Fernando Haddad (PT) entrou com uma liminar para impedir que o produto fosse cobrado do consumidor, e o assunto foi parar no Judiciário. A Justiça negou o pedido, alegando que a cobrança é regular e o valor cobrando, muito baixo. “Não se verifica onerosidade excessiva, ante o diminuto valor cobrado. A cobrança não é compulsória, tendo o consumidor sempre a opção de acondicionar os produtos por meios próprios”, expôs o juiz Sérgio Serrano Nunes Filho, da 1.ª Vara da Fazenda Pública da capital, em sua decisão.Alto valor. No início da proibição da distribuição da antiga sacola branca, que passou a valer a partir de 5 de abril, entidades de defesa do consumidor protestaram contra o pagamento, que chegou a superar R$ 0,30. Depois, supermercados passaram de cobrar entre R$ 0,08 e R$ 0,15 a unidade.A fiscalização dos estabelecimentos será feita por agentes do Departamento de Gestão Descentralizada (DGD), da Secretaria de Gestão e Meio Ambiente. Quem não cumprir a lei poderá receber multa de R$ 500 a R$ 2 milhões. Já o consumidor que não seguir as determinações, como descartar restos de comida na sacola verde, será advertido na primeira ocorrência. Se fizer de novo, pode pagar multa de R$ 50 a R$ 500.Perguntas e respostas1. As sacolinhas serão cobradas a partir de agora?Sim, a cobrança pode ser feita desde sábado. A previsão é de que o consumidor pague, em média, R$ 0,08 a unidade.2. O que significam as cores das sacolinhas?As verdes são para colocar materiais recicláveis e as cinzas, para orgânicos. Essa separação é obrigatória.3. E quem não cumprir?O estabelecimento que descumprir a determinação vai pagar multa que varia de R$ 500 a R$ 2 milhões. Já o consumidor que errar a cor da sacolinha receberá advertência e, em caso de reincidência, multa de R$ 50 a R$ 500.4. Há outra opção?O consumidor pode levar sacolinhas de casa.

JUSTIÇA DE SP NEGA LIMINAR A PREFEITURA E MANTEM COBRANÇA POR SACOLA   

A Justiça de São Paulo negou pedido de liminar da prefeitura para impedir a cobrança pelas sacolas plásticas no comércio da cidade...

Julho, 2015

Justiça de SP nega liminar à prefeitura e mantém cobrança por sacolinha plástica
JORNAL DO BRASIL - 07/07/2015

A Justiça de São Paulo negou pedido de liminar da prefeitura para impedir a cobrança pelas sacolas plásticas no comércio da cidade. Para a Justiça, a cobrança não é irregular e o preço não é excessivo. Na ação encaminhada pela prefeitura em 29 de abril, a alegação era que a cobrança pelas sacolas poderia atrapalhar os programas de reciclagem.Para o juiz Sérgio Serrano Nunes Filho, da 1.ª Vara da Fazenda Pública da capital, além do preço das sacolas não ser alto, a cobrança não é compulsória, porque o consumidor tem opção de levar suas próprias sacolas. O juiz também alega não ver danos ao meio ambiente.A proibição da sacola branca vale desde 5 de abril. O valor cobrado pelas sacolas distribuídas atualmente - verde e cinza - fica entre R$ 0,08 e R$ 0,15.Vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Paulo Pompilio informou que o setor vê a cobrança das sacolas como forma para diminuir o impacto das atividades do setor no meio ambiente. “No período da cobrança, houve diminuição do uso de sacolas plásticas. Sem dúvida, isso ajuda no meio ambiente”.Pompilio evitou comentar a decisão da Justiça, mas reiterou que o uso de sacolas específicas não garante a diminuição do consumo. Segundo ele, é possível fazer a reciclagem, mesmo sem as cores determinadas pela prefeitura.A Prefeitura informou que não se manifestará sobe o assunto, porque ainda não foi notificada.

JUSTIÇA MANTÉM COBRANÇA POR SACOLINHA PLÁSTICA   

Prefeitura queria impedir que os estabelecimentos comerciais cobrassem pela distribuição; para juiz, não há irregularidade...

Julho, 2015

Justiça mantém cobrança por sacolinha plástica
O ESTADO DE S. PAULO - METRÓPOLE - São Paulo - SP - 07/07/2015 - Pág. A 11

Prefeitura queria impedir que os estabelecimentos comerciais cobrassem pela distribuição; para juiz, não há irregularidade

A Justiça negou pedido de liminar da Prefeitura de São Paulo que visava a impedir a cobrança na distribuição de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais na cidade. Para o Poder Judiciário, supermercados e lojas que cobram pela sacolinhas não cometem irregularidade – nem se verificou preço excessivamente alto do produto.

A Prefeitura havia ingressado com a ação em 29 de abril e sustentava que a cobrança das sacolas era um “empecilho para qualquer programa de reciclagem”. A decisão da Justiça foi tomada nesta segunda-feira, 6, e derruba mais uma tentativa de barrar a cobrança pelos novos modelos de sacolinhas para mercadorias.

Na visão do juiz Sérgio Serrano Nunes Filho, da 1.ª Vara da Fazenda Pública da capital, o preço do produto nos estabelecimentos não é alto. “Não se verifica onerosidade excessiva, ante o diminuto valor cobrado. A cobrança não é compulsória, tendo o consumidor sempre a opção de acondicionar os produtos por meios próprios”, expôs na decisão. A Prefeitura não quis se manifestar sobre a decisão do magistrado.
No início da proibição da distribuição da antiga sacola branca, que passou a valer a partir do dia 5 de abril, entidades de defesa do consumidor protestaram contra o pagamento pelas sacolas, que chegava a superar R$ 0,30. Atualmente, supermercados cobram entre R$ 0,08 e R$ 0,15. Para negar a liminar, o juiz também declarou não ter enxergado danos ao meio ambiente. “A prova carreada aos autos até o momento não indica que a cobrança de tais sacolas reutilizáveis traga prejuízo ao meio ambiente.”
O pedido da Prefeitura tinha como ponto central a importância das sacolas nas cores verde e cinza para a política municipal de reciclagem. O Executivo sustentou na ação que, “ao cobrar pelas sacolas reutilizáveis, o comércio varejista desestimula a política municipal de reciclagem”. O texto explicava que o comerciante, que deveria contribuir para o combate à degradação ambiental, “age no sentido de repassar integralmente ao consumidor o custo dessa reparação”. Acrescentava ainda: “Mais que isso: não colabora (a rigor, ‘joga contra’) com o poder Municipal”.

Conscientização. Para o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Paulo Pompilio, a cobrança das sacolas é uma forma de chamar a atenção para a causa ambiental. “Temos trabalhado muito para diminuir o impacto das nossas atividades no meio ambiente. A redução do uso das sacolas plásticas é um dos desafios do setor”, disse, sem comentar especificamente o teor do processo que a Prefeitura move contra a Apas.
Pompilio relatou ter notado a diminuição do uso das sacolas plásticas desde abril, quando foi proibida a distribuição das antigas sacolas brancas. “Quando vamos na loja, já vemos muito mais gente levando suas próprias sacolas. É um engajamento para diminuir esse impacto no meio ambiente”, acrescentou.
A proibição da distribuição das antigas sacolas brancas e o fornecimento das novas sacolas ecológicas foi envolta em polêmica por parte de entidades de órgãos de defesa do consumidor. Antes de julgar o processo da Prefeitura, o magistrado expôs que outras duas ações civis públicas tramitaram também visando a barrar a cobrança com base na defesa do consumidor, já que o preço seria excessivo. Nas duas, o pedido foi negado.
O pedido da Prefeitura se diferenciava por levantar argumentação do ponto de vista ambiental e a importância das sacolas para o programa de reciclagem.
Acordo que dá duas embalagens grátis acaba segunda-feira
Acaba na próxima segunda-feira o acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas), que congrega grandes redes como Walmart e Carrefour, e a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) que garantia o fornecimento de duas sacolas gratuitas aos consumidores nos supermercados da capital. A negociação entre as entidades foi fechada em maio como forma alternativa para resolver as reclamações pela cobrança do produto, que chegaram a 500 casos em menos de uma semana.
Na próxima semana, os estabelecimentos poderão voltar a cobrar pela sacola. Essa medida, porém, não é unanimidade entre os supermercados, uma vez que alguns já fornecem o produto sem custos.
Pelo acordo com o Procon, os mercados deveriam distribuir duas sacolas e cobrar preço de custo a partir da terceira unidade, com objetivo de, gradualmente, diminuir a quantidade de fornecimento do material plástico.
Uma campanha de conscientização sobre sustentabilidade era outro termo previsto entre as partes. Deve valer ainda por quatro meses a prática de preço promocional para sacolas reutilizáveis como forma de incentivar o uso desse novo meio de carregar mercadorias.

SINDICATO DISCUTE COM PREFEITURA FIM DA COBRANÇA DE SACOLINHAS   

Sindicato dos Químicos Plásticos de SP se reuniram ontem com assessoria do Haddad para discutir a cobrança de sacolas nos supermercados...

Julho, 2015

Sindicato discute com prefeitura fim da cobrança de sacolinhas
DCI - NEGÓCIOS - São Paulo - SP - 26/06/2015 - Pág. 7


Trabalhadores do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo se reuniram ontem com a assessoria do prefeito Fernando Haddad para discutir a cobrança de sacolas plásticas nos supermercados da cidade.

Sindicalistas reclamam que o início da cobrança reduziu em até 80% a produção de sacolas e ameaça os empregos dos 14 mil funcionários que trabalham na fabricação desses produtos.

Após protesto em frente à prefeitura, uma comissão dos trabalhadores se reuniu com o assessor Willian Higa, que se comprometeu a convocar os setores produtivos e gestores de supermercados para debater as críticas e negociar um acordo entre as partes.

O sindicato critica a imagem de vilã do meio ambiente atribuída pela prefeitura às sacolas plásticas, após medida que obrigou o comércio a adotar sacolas que sigam padrões internacionais de qualidade. De acordo com um dos diretores da entidade, Deusete José das Virgens, mais de 60% dos produtos são vendidos em embalagens de plástico e a Prefeitura erra ao focar seus esforços para banir as sacolas, prejudicando os trabalhadores.

PAÍS VAI PRODUZIR MATÉRIA PRIMA PARA FRALDAS E ABSORVENTES   

O equivalente a duas colheres de chá de polímeros superabsorventes é suficiente para deixar seca uma fralda descartável...

Junho, 2015

País vai produzir matéria-prima para fraldas e absorventes
Folha de S. Paulo – 20/06/15

O equivalente a duas colheres de chá de polímeros superabsorventes é suficiente para deixar seca uma fralda descartável. Mas até então esse produto tão usual no dia a dia de muitas famílias brasileiras era importado dos EUA. No maior investimento da indústria química brasileira nos últimos 20 anos, a multinacional alemã Basf inaugurou na sexta (19), com a presença de Dilma Rousseff, um complexo acrílico com três fábricas no Polo Industrial Camaçari (40 km de Salvador). O complexo, que vai trabalhar em escala mundial, produzirá ácido acrílico e acrilato de butila, usados como insumos para indústrias de detergentes e tintas. E também vai produzir pela primeira vez na América Latina os chamados polímeros superabsorventes, usados em fraldas e absorventes íntimos descartáveis para transformar líquido em gel.
Investimento de R$ 1,5 bi
Num investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão que levou três anos para ser erguido, o complexo vai gerar 230 empregos diretos e será a maior fábrica da Basf no Brasil. O projeto também vai representar novo impulso para diversificar a produção do Polo Industrial de Camaçari, que não recebia um investimento de tal porte desde a chegada da Ford, em 2001. "Esperamos que mais investimentos cheguem com esse nosso complexo", diz o presidente da Basf para a América do Sul, Ralph Schweens. Assim que a Basf anunciou que iria construir o complexo, a Kimberly-Clark decidiu erguer uma fábrica para a produção de fraldas, inaugurada há dois anos em Camaçari.
Gargalo portuário
Com uma expectativa de impacto da ordem de US$ 300 milhões na balança comercial, a fábrica da Basf vai priorizar o mercado interno, já que a demanda nacional hoje é suprida por importados. Para distribuir a produção, a multinacional vai trabalhar com o transporte dos produtos em navios de cabotagem pelo porto de Aratu. O porto baiano, contudo, está com 97% da sua capacidade ocupada no terminal de líquidos e gasosos --situação que preocupa executivos da Basf. Aratu foi incluído no programa de concessões de Dilma. Na solenidade, a presidente prometeu um tratamento "especial" ao porto. Para o economista da UFBA (Universidade Federal da Bahia) Oswaldo Guerra, a inauguração do complexo será uma "lufada de renovação" no principal polo industrial da Bahia. "É o empreendimento mais significativo do Polo de Camaçari, que vinha num processo de definhamento por falta de vantagens competitivas."

O CONSUMO DE SACOLAS PLÁSTICAS PELO MUNDO   

O uso de sacolas de pano ou de papelão para carregar compras é hábito de boa parte da população alemã. Sacolas plásticas são vendidas ...

Junho, 2015

O consumo de sacolas plásticas pelo mundo
VIA COMERCIAL - 20/06/2015

Alemanha O uso de sacolas de pano ou de papelão para carregar compras é hábito de boa parte da população alemã. Sacolas plásticas são vendidas nos supermercados por 0,05 e 0,10 euros. Ainda assim, somente em Berlim, 30 mil sacolinhas deixam lojas e mercados por hora. Em toda a Alemanha, em torno de 17 milhões de sacolas plásticas são consumidas por dia – ou 6 bilhões por ano.ArgentinaAssim como na Alemanha, é hábito de muitos portenhos levar sacolas próprias para carregar as compras. Em setembro de 2008, o governo da Província de Buenos Aires (território à parte da capital, mas com quase 40% da população do país) aprovou lei para banir o uso e a comercialização das sacolas plásticas. A intenção é eliminá-las completamente até 2016.BangladeshO país asiático foi o primeiro do mundo a banir completamente a utilização e a comercialização de sacolas plásticas, em 2002. A exemplo de outros países em desenvolvimento, como Quênia e Ruanda, Bangladesh baniu as sacolas plásticas depois que resíduos originários delas ajudaram a inundar até dois terços do país em enchentes que ocorreram em 1988 e 1998.ChinaA China baniu o uso de sacolas plásticas em 1º de junho de 2008. Quatro anos depois, o governo chinês declarou que o país economizou 4,8 milhões de toneladas de petróleo, o equivalente a 6,8 milhões de toneladas de carvão, sem contar as 800 mil toneladas de plástico não utilizadas.EspanhaO governo espanhol aprovou o Plano Nacional Integrado de Resíduos, em 2010. Uma série de regras pretendia diminuir e possivelmente banir o uso de sacolas plásticas até o fim de 2015. Com isso, supermercados começaram a planejar ações para reduzir o consumo, como dar desconto aos cliente para cada sacola não consumida.Estados UnidosSão Francisco foi a primeira cidade americana a banir sacolas plásticas, em 2007. Seguindo a linha, o estado da Califórnia aprovou, no ano passado, uma lei que proíbe a distribuição gratuita – e consequente utilização – das sacolas. Problema: o lobby industrial. A medida só será aprovada em referendo em novembro de 2016.FrançaPara frear a poluição e reduzir a produção de lixo, em junho de 2014 o governo francês resolveu agir rumo ao banimento das sacolas plásticas. Nos supermercados franceses, elas devem desaparecer a partir de janeiro de 2016. Não será a primeira vez que os comerciantes vão encarar uma drástica redução no consumo de sacolas: em 2002, elas eram 10,5 bilhões; em 2011, 700 milhões.IrlandaEm 2002 a Irlanda introduziu uma taxa de 15 centavos de libra por sacola plástica e, com isso, diminuiu em até 94% o consumo do produto. Em 2007, a taxa ainda subiu para 22 centavos de libra.ItáliaDesde junho de 2013, a Itália obriga estabelecimentos comerciais a vender sacolas plásticas biodegradáveis. A medida levou a uma disputa com o Reino Unido, que questiona a validade da lei perante as regras no mercado interno da União Europeia. Especialistas criticam ainda o real benefício dessas sacolas para o meio ambiente.MauritâniaO país do noroeste da África proibiu, no início de 2013, a comercialização e utilização de sacolas plásticas. O principal motivo é nobre: a preservação ambiental e proteção dos animais. Até o fim de 2012, constatou-se que pelo menos 70% das mortes acidentais de bois e ovelhas no país ocorriam devido à ingestão de plástico.Reino UnidoDesde setembro de 2013, o Reino Unido cobra 5 centavos de libra por sacola do consumidor. O motivo é óbvio: apenas em 2013, os supermercados distribuíram gratuitamente mais de 8 bilhões de sacolas plásticas, o que significa 130 sacolas por pessoa. Mais: o número equivale a 57 mil toneladas de sacolas plásticas durante um ano.

DISCUSSÃO SOBRE SACOLAS PLÁSTICAS SE JUSTIFICA?   

Muito se tem falado sobre sacolas plásticas nos últimos anos. A polêmica é grande e mexe com associações, donos de supermercados...

Junho, 2015

Discussão sobre sacolas plásticas se justifica?
INVESTIMENTOS E NOTÍCIAS - 17/06/2015

Muito se tem falado sobre as sacolinhas plásticas nos últimos anos. A polêmica é grande e mexe com associações, donos de supermercados, ambientalistas e, é claro, o consumidor final. A última ação foi protagonizada por Fernando Haddad, atual prefeito de São Paulo.Haddad entrou com um pedido na Justiça para barrar a cobrança por sacolinhas plásticas nos supermercados de São Paulo. A ação é contra a Associação Paulista de Supermercados (Apas).Desde cinco de abril, entrou em vigor a lei sancionada na gestão Gilberto Kassab (eleito pelo DEM) e regulamentada por Fernando Haddad (PT) que proíbe o uso de sacolas plásticas derivadas do petróleo. A lei não fala da cobrança pela embalagem, mas permite a oferta de modelos feitos com material reciclável e que podem ser reutilizados para lixo orgânico e coleta seletiva. Toda essa discussão nos faz pensar se realmente o tema se justifica como centro das atenções quando o assunto é sustentabilidade e meio ambiente.O dilema das sacolinhas plásticas dentro do atual contexto econômico que o país enfrenta não se justifica. E explico o porquê! Para muitas famílias das classes D e E, a sacola do mercado ainda representa o principal local de armazenamento dos seus resíduos ou lixo orgânico.Estes sacos de mercado não representam risco maior do que aqueles sacos pretos, também muito usados, uma vez que o risco maior para o meio ambiente está associado ao mau descarte, armazenamento e coleta destes sacos independentemente da sua composição.O que deve ser comentado é que o mais importante é dar ao lixo a melhor destinação, ou seja, aquela que provoca o menor impacto ambiental.Evidentemente, que um saco de plástico na condição de uma disposição inadequada (lixões ou margens de cursos d’água) representa, a longo prazo, um risco maior do que o saco de material biodegradável, no entanto, é sempre importante enfatizar que o fator relevante é o educacional ou seja, armazenar e descartar de forma correta.A preocupação com a forma do descarte e o local onde este lixo será depositado é primordial para que possamos realmente ter um resultado mais qualitativo quando o assunto é meio ambiente. Educar para reciclar acaba sendo a melhor saída para sustentabilidade.Fonte: Francisco Oliveira é Engenheiro Civil(Redação- Agência IN)

META DE REDUÇÃO DE SÓDIO PODE ATRAIR INVESTIMENTOS NO SETOR ALIMENTOS    

A demanda por alternativas ao uso do sódio na indústria de alimentos deve crescer nos próximos anos, segundo executivos ouvidos pelo DCI...

Junho, 2015

Meta de redução de sódio pode atrair investimentos no setor de alimentos
DCI – 16/06/2015

A demanda por alternativas ao uso do sódio na indústria de alimentos deve crescer nos próximos anos, segundo executivos ouvidos pelo DCI. O movimento pode ser estimulado pelas metas do Ministério da Saúde para redução do teor de sódio nos alimentos. "O mercado de sódio no Brasil ainda é pouco explorado, embora a discussão tenha começado há cerca de cinco anos", observa o presidente para América Latina da Nutrionix, Jean Secondi.
Ele conta que a empresa, focada em soluções para redução de sal na indústria, está apostando na demanda por alternativas para atender às metas do governo. "Primeiro, as indústrias investiram na retirada do sal, agora elas estão ingressando numa segunda fase, que é a redução do sódio", diz ele. Para o executivo, embora não exista uma projeção exata de quanto esse mercado pode movimentar, a meta estabelecida pelo governo é o melhor parâmetro do potencial de negócios no setor.
O objetivo do governo é que até 2020 sejam retirados cerca de 28 mil toneladas de sódio do mercado, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentos (Abia). Desde junho do ano passado a empresa investe na instalação de um laboratório de pesquisa no Brasil. Secondi explica que a empresa planeja desenvolver produtos específicos para cada cliente e terceirizar a produção.
Ele conta que a Nutrionix quer atender toda a cadeia de alimentos, desde fabricantes e cozinhas industriais, até o consumidor final.
A empresa espera oferecer produtos que respondam por uma redução de até 20% no teor de sódio dos alimentos. Depois do Brasil, o plano é explorar o mercado potencial em outros países da América Latina que têm políticas de redução da substância.
"O preço também é parte importante da nossa estratégia e a nossa meta é que o custo com a substituição do sódio para os nossos clientes da indústria represente um acréscimo de menos de 1% no custo total de produção", explica ele.
Na Bunge, seis produtos do portfólio de margarinas foram reformulados em 2013 para atender a meta de redução de sódio do governo. A companhia trabalha em parceria com outras empresas do setor e o Ministério da Saúde no Acordo para Redução de Sódio em Alimentos Processados.
De acordo com seu último relatório de sustentabilidade, a Bunge também tem metas para diminuir o sódio nas linhas para food service e indústrias. Além disso, a companhia investe para reduzir o teor de gordura trans dos produtos e destaca a importância do impacto nos custos para a adesão às medidas de redução.
"O aumento das linhas compostas por produtos com gorduras vegetais de baixos teores de gorduras trans depende da adesão desses ingredientes por um número maior de indústrias, especialmente as pequenas e médias. Isso porque essas empresas são sensíveis a qualquer variação de custo de matéria-prima, e as mudanças demandam investimentos em pesquisa e desenvolvimento", destaca a Bunge em relatório.
Já a M. Dias Branco, dona das marcas, Adria e Basilar, investiu R$ 3,1 milhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação, no ano passado. Segundo a fabricante, parte desse aporte foi destinada à diminuição do sódio. Na BRF, a quantidade de sódio também vem sofrendo redução por meio de investimentos em tecnologia para desenvolver ingredientes.
"Já reduzimos a quantidade de sal em hambúrgueres, nos nuggets, nas mortadelas, nas margarinas, nos embutidos, nas linguiças, nas lasanhas e em outros pratos prontos", afirmou a BRF em comunicado divulgado em seu site.
Tendência global
No início deste mês, a Nestlé anunciou que cortará o sal em alguns alimentos comercializados nos Estados Unidos. A meta da gigante do setor é reduzir em até 10% a quantidade de sal em seus lanches e pizzas congeladas até o final do ano. A ação incluirá também a remoção de aromatizantes. Ao todo, as medidas adotadas devem impactar mais de 250 produtos do portfólio.
Consumidor final
A Abia ressalta, entretanto, que apesar da iniciativa do setor para reduzir o sódio, o consumidor final ainda responde pela maior parte da adição da substância aos alimentos. "A indústria é responsável por apenas 23,8% de todo o sódio consumido pelos brasileiros, contra 76,2% que é adicionado diretamente pelo próprio consumidor em restaurantes e preparações culinárias", pondera a associação em seu site.
Para atender a demanda desses consumidores, a paranaense Sanibras lançou em março desse ano um salgante sem sódio para substituir o sal no consumo doméstico. "Desde o lançamento a aceitação do produto tem sido boa, com o consumidor passando a procurar os produtos nos pontos de venda", revela o diretor de marketing da empresa, Glauco Lichoveski.
O executivo explica que a empresa optou por vender o produto primeiro em farmácias, com foco nos consumidores hipertensos. "Por ter preço elevado quando comparado ao sal tradicional, nosso foco agora é em quem precisa do produto por questões relacionadas a saúde", diz ele. Uma embalagem com 100 gramas é vendida por cerca de R$ 26.
Lichoveski afirma que a Sanibras está investindo para reduzir em 20% o preço do produto nos próximos 12 meses. Paralelamente, vai ampliar a distribuição para supermercados com novas embalagens e estuda fornecer o produto para as indústrias. Atualmente, a empresa vende em média 50 mil unidades por mês.
"As metas e o incentivo do governo para redução do uso e consumo de sódio tem feito com que as pessoas fiquem mais propensas a buscar alternativas", reconhece ele.

FADIGAS DIZ QUE INDÚSTRIA QUER SABER QUE PAÍS VIRÁ DEPOIS DO AJUSTE   

A indústria já vive há dois anos a recessão que atinge o resto da economia brasileira e um dos setores importantes, o químico...

Junho, 2015

Fadigas diz que indústria quer saber que país virá depois do ajuste
Valor Economico - 09/06/2015

A indústria já vive há dois anos a recessão que atinge o resto da economia brasileira e um dos setores importantes, o químico, operou com ociosidade recorde de 22% no ano passado, situação que tende a piorar em 2015. Por isso, entender para onde o governo quer levar o país com o ajuste em curso é importante. "Ninguém faz o aperto pelo aperto. Você faz pelo que vem depois", diz Carlos Fadigas, diretor-presidente da Braskem e presidente da Abiquim. "Eu ainda não vi o governo dizendo para onde vamos", acrescenta, apresentando uma tabela que mostra como o Brasil perdeu competitividade nos últimos dez anos. Fadigas, porém, não põe no governo toda a responsabilidade e escolhe o "nós" em várias respostas. Se você sugere ir ao restaurante Mocotó, na zona norte da capital paulista, ele não vai simplesmente dizer: "Não, não gosto". "Vamos ao Tuju, tem uma coxinha com catupiry que é uma delícia. Vamos ao Mocotó outro dia", será sua resposta, em uma conversa cujo objetivo é discutir o papel da liderança e do diálogo. "No exercício de buscar uma visão conjunta, nós podemos fazer melhor, tanto no ajuste como na construção de uma agenda de longo prazo", pondera.
Propostas
Na construção dessa agenda, algumas propostas de Fadigas são polêmicas, como o uso de estímulos para alguns setores (mas não na ponta do consumo), um BNDES ainda forte e com funding à semelhança dos últimos anos por um pouco mais de tempo, a liberação de empresas que hoje estão impedidas de negociar com a Petrobras por causa do "petrolão" para não travar ainda mais o investimento. A Braskem, que não é investigada na Lava-Jato e nega qualquer favorecimento, contratou dois escritórios de advocacia para fazer uma auditoria interna após ser citada por dois delatores da operação. A seguir, os principais trechos da entrevista.
Valor: Como o Sr. está vendo o ajuste proposto pelo governo?
Carlos Fadigas: Não sou um expert no ajuste do governo, mas ele é muito mais uma contenção. E ele pega uma parte de investimento do governo, que é a parte que vai bater na economia de volta. A direção é mais ou menos essa, mas é muito mais um contingenciamento do que um programa de ganho de eficiência. Não foi um programa para reduzir gastos correntes mantendo qualidade dos serviços. Foi um esforço pontual de contingenciamento de orçamento.
Valor: Se é pontual, o que falta?
Fadigas: Especificamente em relação ao governo o que falta são as reformas, como a da Previdência, e uma racionalização do tamanho do governo. Alguém falou em reduzir o número de ministérios nessa discussão dos R$ 70 bilhões? Alguém falou em ganhos de eficiência dos processos de compra do governo? Alguém falou de revisão dos gastos correntes de cada ministério? Alguém abriu discussão entre gasto corrente e investimento? Falta isso. Não quero dizer que isso é fácil, mas meu isso não é estrutural, é pontual.
O que levou o Brasil à estagnação do crescimento?
Fadigas: A ausência de uma agenda mais clara, de longo prazo, para o desenvolvimento econômico do país. E essa ausência aparece na mudança das regras do setor elétrico, que levou ao encarecimento da energia; na orientação dada à Petrobras, e que limitou sua capacidade de investimento, de não repassar os aumentos de custos à gasolina; na reversão de expectativa de um setor importante como o do etanol. Todas essas mudanças e trocas de prioridades aconteceram no curto prazo, geraram um passivo de empregos e empresas que quebraram, e prejudicaram os investimentos de longo prazo. No setor petroquímico estamos há dois anos sem contrato de longo prazo. Temos uma agenda de R$ 6 bilhões de investimento que está parada. O Brasil pode se dar a esse luxo? "Você precisa bloquear todas as empresas de um grupo econômico de fazer negócios com a Petrobras?"
No caso específico da indústria, o que faltou na agenda de longo prazo? Houve tentativas de política industrial, conteúdo local.
Fadigas: Por causa da crise, desde 2007, 2008, todas as economias desenvolvidas reduziram suas taxas de juros para muito perto do zero, isso aconteceu no Japão, Estados Unidos, Europa. Já são sete anos de diferencial de juros, pois o Brasil fez uma redução de juros de uma forma que não foi sustentável, e voltou. Isso veio junto com um momento muito específico da economia mundial, que gerou excedente de minério de ferro, de produtos básicos brasileiros e desequilibrou a moeda. Esse mega desbalanço fragilizou a indústria.
O que mais, além de juros e câmbio, afetou a indústria?
Fadigas: Entre 2004 a 2014, e isso são dados preparados no meio do ano passado, então felizmente o câmbio andou um pouquinho, a moeda brasileira se valorizou 20%. Comparando Brasil, México e EUA, você vê aumento de salário, com alta de 100% no Brasil, 27% nos EUA e 67% no México. Até aí tudo bem, mas quem pagou a conta? Nos EUA, o trabalhador ficou mais competitivo. Dos 27% que foram dados, ele próprio pagou 19% com aumento de produtividade. No México, idem. No Brasil, não. E você teve um efeito duplo, você dobrou o salário em dólar e nossa moeda se fortaleceu. E tem também o custo com eletricidade, gás, o custo dinheiro [ver tabela acima]. O que eu mais gosto na comparação do gás é que o México não é abundante em gás, mas fez política industrial. São esses menos 37% [queda do preço entre 2004 e 2014] que estão fazendo com que a Braskem bote R$ 15 bilhões lá.
E qual é essa política industrial do México? No que ela difere do que o governo brasileiro fez?
Fadigas: O México tomou uma decisão de desenvolvimento industrial e disse, "eu tenho um recurso natural, o gás; sou deficitário em resinas, que eu importo dos Estados Unidos; e eu vou fazer um leilão e quem pagar melhor, leva o gás para fazer investimento". O objetivo era um projeto para converter isso em plástico. Mais de 20 grupos entraram e a Braskem ganhou junto com dois mexicanos, um saiu, ficamos em dois e estamos colocando mais de R$ 15 bilhões lá. Aliás, a presidente Dilma ganhou um prêmio no México há duas semanas e uma das justificativas é o investimento brasileiro lá.
Um investimento que poderia estar aqui?
Fadigas: Esse investimento a gente poderia fazer no Rio de Janeiro, no Comperj, e levamos cinco anos discutindo isso com a Petrobras. Nesse período, a Petrobras, segundo dados dela mesmo, subsidiou o combustível ao consumidor em R$ 60 bilhões, mas não se mobilizou para chegar numa fórmula de preço que o México achou. Com matéria-prima em um preço competitivo, tenho plástico local, para-choque de automóvel local, porque a petroquímica tem a segunda cadeia produtiva mais longa, segundo um estudo da FGV. Mas a Petrobras, não sei se ela, ou o governo, estava discutindo o marco do pré-sal e dando incentivo na gasolina para conter a inflação.
Foi má vontade da Petrobras ou uma decisão estratégica?
Fadigas: Falta de uma visão estratégica, de planejamento, o que volta na falta de agenda.
Valor: Até que ponto a indústria não quer para ela uma vantagem que antes era do consumidor?
Fadigas: Tem duas coisas. A primeira é a seguinte: se você vai dar estímulo, a questão é onde ele faz mais sentido para a economia, e certamente não é na ponta do consumo. A segunda é que todos os países trabalham em prol das próprias empresas. No Japão você tem um custo de geração de energia e você oferece isso para a sociedade em várias fatias de preço. Tem uma para a indústria de base, que gera emprego, e outra, maior, para o consumidor residencial. No Japão essa diferença é de 20 vezes; no Brasil, duas vezes. Então, você pode fazer ou não fazer, mas isso tem consequências. Você quer exportar petróleo, de forma bruta, sem beneficiamento, ou vamos criar outro produto e gerar beneficiamento aqui? A indústria brasileira tem hoje a menor participação histórica no PIB. Então, existe método para aplicar estímulo, para identificar onde ele funciona melhor.
É o caso da Chesf?
Fadigas: O caso da Chesf é pior, porque aquelas indústrias durante muitos anos pagaram acima do custo de geração de energia. [Sete empresas eletrointensivas discutem com a Chesf e o governo o preço da energia, de contratos especiais que vencem em junho e foram firmados há 30 anos]. O que o governo disse lá atrás para convencer as em presas? Você tem um custo de cento e tantos reais, que remunera o investimento feito na barragem, mas depois o preço da energia deve cair para perto de R$ 40 e você paga só o custo de operação e manutenção. Na hora do preço cair, você muda a regra [na MP do setor elétrico] e joga esse preço menor para o consumidor final. De novo, é o estímulo dado na ponta errada. Temos uma fábrica inaugurada em 2012, colocamos R$ 1 bilhão e ela é uma das que está ameaçada, porque a visão é que a indústria está ganhando um subsídio, mas estamos brigando para continuar pagando acima do custo de operação, só não queremos pagar o custo extra gerado pela desregulação do setor. O ministro Eduardo Braga tem se empenhado por uma solução. Espero que tenhamos novidade em breve. É um ponto da agenda de curto prazo que avançou, como o ministro Armando Monteiro tem tentado em outros pontos do debate.
Juros, câmbio, falta de agenda. Que crise vem por aí?
Fadigas: Preciso separar o crescimento do PIB brasileiro por setores. Se você olha para serviços e setor extrativo, não acho que esteja havendo uma crise de longo prazo, de perda de PIB. Vamos ter um drive positivo em 2016, talvez com apenas 0,5%, mas não vejo uma crise com cara de recessão. Vejo um período de crescimento baixo. Na indústria, especificamente, estamos em crise há algum tempo. Entre 2014 e 2015, serão 6% de queda na produção. Já é grave e longa a recessão na indústria, e isso preocupa. Na Abiquim, batemos dois recordes no ano passado. O uso da capacidade instalada nunca foi tão baixo, 78%, e a penetração do produto importado foi de 36%.
O que preocupa mais?
Fadigas: Vou tocar no papel da Petrobras, porque ela está no meio de uma cadeia produtiva muito importante, de fornecedores e clientes, como a Braskem. Você pega um momento como esse e junta com o "petrolão", você paralisa uma Petrobras, pois o plano de negócios vai sair no meio do ano, os balanços atrasaram. Não era hora disso acontecer, e o custo social desse processo de investigação não é pequeno. Você precisa fazer a investigação, ninguém vai advogar que não é necessário. Mas tem formas e formas de fazer.
O que podia ser diferente para minimizar esse impacto negativo do "petrolão" na economia?
Fadigas: Primeiro, o tempo de reação da Petrobras podia ter sido mais rápido, embora a diretoria atual esteja fazendo o melhor que pode. Depois, a abrangência com a qual alguns temas estão sendo tratados talvez esteja além do necessário. A parte judicial tem que seguir em frente? Tem que apurar? Sim, mas tem um conjunto enorme de empresas, como Camargo Corrêa, Odebrecht, Andrade Gutierrez, que estão com medida cautelar da Petrobras e impedidas de fazer negócios. Independente da parte judicial inquestionável, quantas pessoas perderam seus empregos e quanto investimento deixou de ser feito?
Como é possível avançar nisso, sem saber, de fato, qual a culpa dessas empresas nesse processo? Enquanto gestor do Estado você corre o risco de contratar uma empresa que ao final se mostre culpada.
Fadigas: Não tenho a resposta ideal, mas veja um ponto que você colocou. Existe uma preocupação do gestor, com os efeitos da decisão que ele toma. Se você tem um processo para avaliar se ela é culpada em um assunto, tem também a discussão se você precisa bloquear todas as outras empresas do grupo econômico de fazer negócios com a Petrobras. Ela foi culpada? Ok, qual a multa? Qual a consequência para os administradores, para a empresa? A perda daquele contrato, tudo mais. Agora, por que outra empresa que atua em outro setor, não pode fazer negócios? Você tem um sócio lá que é diferente. No caso da Odebrecht, você tem fundos estrangeiros sócios da Odebrecht Óleo & Gás. Então você começa a ampliar o que não precisaria ser ampliado.
Mas qual o caminho para retomar o crescimento?
Fadigas: É difícil dar uma receita que resolva tudo, mas ela tem ajuste fiscal feito da forma mais rápida possível junto com a geração da dinâmica do investimento. Vamos botar para frente o programa de concessões, fazer a rodada de petróleo, botar o programa de desinvestimento [da Petrobras] na rua, vender ativo a ativo. Por que manter o controle acionário? Nem estou sendo ambicioso de falar da agenda de longo prazo, da reforma da máquina pública e de competitividade, mas isso está na base do que precisa ser feito. "O setor produtivo precisa um BNDES forte e importante. Não é o momento de puxar mais essa alavanca”.
Abertura comercial com redução de tarifa de importação preocupa o setor petroquímico?
Fadigas: Todo mundo concorda que a direção é essa. Mas isso não pode acontecer descoordenado de uma agenda de competitividade. Você precisa fazer o trabalho difícil junto com o fácil. O fácil é dar uma canetada e a alíquota cai. O difícil é montar uma agenda para o setor elétrico e garantir insumo competitivo. Montar uma agenda com a Petrobras e oferecer matéria-prima competitiva. Trabalhar em normas de trabalho para que a gente tenha uma mão de obra treinada e competitiva. Ter infraestrutura de porto, estrada, ferrovia, que ajude. Na hora que você faz isso, você libera tarifa do outro lado. Nem os Estados Unidos cometeram a bobagem de liberar comércio sem ter certeza que o setor era competitivo. Você não consegue exportar produto agrícola para os Estados Unidos, para a União Europeia. Então, livre comércio é o norte, mas não dá para só fazer o dever de casa fácil. Se você fizer isso, mais desindustrializa que industrializa.
O sr. acha que faltou combinar as medidas de ajuste com o setor privado? Os interlocutores do ministro Levy dizem que ele "reclama" que os empresários não querem abrir mão da desoneração.
Fadigas: Eu acho que o diálogo pode ser sempre melhor, de ambas as partes. Falamos muito pouco do objetivo do ajuste. Quantos podem crescer em 2017? E em 2018? Eu não ouvi esse número do governo. "Olha, estamos trabalhando para o país ter potencial de crescer 3,5% em 2018. Pretendemos que a dívida pública caia dessa forma, que a taxa de juros possa cair assim, e acreditamos que isso vai gerar a chance de crescermos 2,8% em 2017, e em 2018, 3,5%. Junto com o aumento de impostos, temos essa agenda para o setor elétrico, infraestrutura, treinamento de mão de obra, redução de gasto corrente do governo". Eu não ouvi. Ninguém faz o aperto pelo aperto, ninguém faz economia pela economia. Você faz pelo que vem depois. No fundo, o governo está usando a consciência, a educação, o conhecimento do setor produtivo que sabe que essa é a direção certa para ter esse apoio, mas falta compartilhar que visão é essa. Qual a agenda? Se você sabe, é mais fácil. Você pode dizer: olha, esse pedaço eu não gosto, mas aquele sim. Vou fazer um paralelo. Me fala o nome de um restaurante que você gosta.
O Mocotó, na zona norte.
Fadigas: Você me faz essa sugestão, mas eu viro para você e digo: "Não, não vamos lá. Já fui lá e não gostei". Pronto, não te ofereci nada, você tinha expectativa de ir, e eu simplesmente disse não. Ou eu posso dizer: "Não vamos lá hoje. Vamos outro dia, vamos no Tuju, na Vila Madalena, tem uma coxinha com catupiry que é uma delícia". Nesse caso, você tira o Mocotó, mas oferece alguma coisa, tem uma agenda de liderança, tem um norte, uma direção conjunta. Não é tirar para não ter nada. Não é dizer: "Não, não vamos ao Mocotó porque eu não gosto". Então, esse exercício de buscar uma visão conjunta, nós podemos fazer melhor, tanto no ajuste como na construção dessa agenda, acho que isso vem fazendo falta.
O setor privado pode prescindir de um BNDES do tamanho que ele tem hoje?
Fadigas: Não. A gente precisa trabalhar para não depender do BNDES e isso passa pela taxa de juros da economia. Vai tomar dinheiro a 13% ao ano para fazer estrada já era, vai tomar a 13% para fazer planta petroquímica? O projeto do México está financiado a pouco mais de 5%. A solução de longo prazo é desenvolver o mercado de capitais, ter estabilidade de juro e alongamento gradual nos financiamentos, com desenvolvimento do mercado de capitais local. Acho que reduzir o papel do BNDES nessa hora soma em todas as alavancas que já estamos puxando para trás: gasto do governo, reduzindo; imposto, subindo; incentivo fiscal, reduzindo; juro, subindo; BNDES, menor. Vai tudo na mesma direção e ao mesmo tempo. O setor produtivo precisa de investimento de longo prazo para celulose, petroquímica, infraestrutura, hidrelétrica, precisa de um BNDES importante, forte. Como? Como fundeia o BNDES? Talvez no horizonte de curto prazo, dois, três, quatro anos, da mesma forma. Quando algumas alavancas tiverem ido para frente, aí pode segurar um pouco o BNDES. - Valor B5 9/06

´PLÁSTICO VERDE" MAIS PERTO DE SER FABRICADO   

Santa Vitória deve iniciar em 2015 a fabricação comercial de etanol...

Junho, 2015

"Plástico verde" mais perto de ser fabricado
DIÁRIO DO COMÉRCIO - ECONOMIA - Belo Horizonte - MG - 09/06/2015 - Pág. 1 e 3


Santa Vitória deve iniciar em 2015 a fabricação comercial de etanol

A usina Santa Vitória Açúcar e Álcool, joint venture entre a Dow Chemical Company e a Mitsui & Co Ltda, instalada em Santa Vitória, no Triângulo Mineiro, deverá iniciar neste ano a produção comercial de etanol, principal insumo para a fabricação, numa segunda etapa, do "plástico verde". A planta tem capacidade para 240 mil metros cúbicos de álcool por ano-safra. Segundo a empresa, a unidade está em fase final de construção e comissionamento e ainda não há data fechada para a inauguração oficial da unidade. Para abastecer a usina, a empresa cultiva em torno de 33 mil hectares de cana-de açúcar e prospecta novas áreas para ampliar a plantação.

Santa Vitória começará a produzir etanol neste ano
Usina tem capacidade para 240 mil m3 de combustível hidratado por safra

A usina Santa Vitória Açúcar e Álcool, uma joint venture formada pela Dow Chemical Company e a Mitsui & Co Ltda, iniciará a produção comercial de etanol até o fim do ano. A planta é parte do complexo que fabricará plástico verde em Minas Gerais e tem capacidade para 240 mil metros cúbicos de combustível hidratado por ano-safra.
Segundo informações da própria empresa, a usina está em fase final de construção e comissionamento e, por isso, ainda não há uma data fechada para a inauguração oficial da unidade. Masjáestádefinidoque o início da produção comercial será ainda neste ano.
A capacidade de moagem da usina de etanol é de 2,7 milhões de toneladas ao ano de cana-de-açúcar. O complexo está localizado na área industrial do município de Santa Vitória, no Triângulo Mineiro, há 10 quilômetros da área urbana. Estaéapri-meira etapa do projeto maior que engloba a produção de polietileno, de etanol e açúcar.
Para suprir aplantade matéria-prima, a empresa cultiva em torno de 33 mil hectares e prospecta novas áreas para ampliar a plantação. Atualmente, são utilizadas áreas de Santa Vitória, Ipiaçu,Gurinhatã,no Triângulo, edeSão Simão, em Goiás. O objetivo é chegar a 120 mil hectares.
Para o presidente-execu-tivo da Associação das Indústrias Sucroenergéti-cas de Minas Gerais (Sia-mig), Mário Campos, o projeto, que está atrasado, se tornará realidade em um
bom momento. Isso por-queéexatamenteagora que o mercado está mais demandante de etanol. "A usina teve um atraso de dois anos para ser inaugurada, mas entra no mercado neste ano com uma produção interessante. É positivo por agregar mais valor à produção de etanol no Estado", afirma.
O objetivo inicial era inaugurar a usina no segundo trimestre de 2013 para dar andamento, em seguida, ao segundo passo do projeto, que é a fábrica de polietilenos à base de biomassa em substituição aos tradicionais recursos fósseis.
Contratempos — Nesta perspectiva, até o fim de 2013 todo o complexo estaria preparado para a produção do plástico verde. Pelo menosessaeraapro-messa inicial quando
houve o anúncio do empreendimento, em 2007. Depois de um longo percurso para conseguir licença ambiental, foi definido o cronograma para término das obras em abril de 2015. O prazo também não foi cumprido.
Aempresanãoapre-senta nenhuma informação sobre os próximos pas-sosparaaprodução comercial do plástico verde. Masospercalços enfrentados até o momento paraaefetivaçãodoinves-timento já são notórios. Primeiro teve a questão dos custos. Quando foi firmado o protocolo de inten-çõesjuntoaogovernodo Estado, estimava-se um aporte em torno de R$ 2,435 bilhões. Porém, após a revisão feita no projeto, o valor passou a ser de R$ 3 bilhões.
Além da mudança de valores, pesou para o atraso do projeto uma série de contratempos na construção. No início, estava prevista uma parceria entre a multinacional Dow Chemical Company e a brasileira Crystalsev. Porém, a crise econômica mundial iniciada em 2008 impediu a efetivação do projeto. Isso porque a San-telisa Vale, que controlava a Crystalsev, vendeu 60% dos ativos da empresa para ogrupo francêsLouis Dreyfus, que desistiu da proposta. O projeto foi retomado após a formação da joint venture entre a Dow eaMitsui.
Além disso, a legislação que limita a aquisição de propriedades rurais no Brasil por parte de estrangeiros também serviu de contratempo, uma vez que dificultou a compra de áreas cultiváveis para a expansão do cultivo da cana-de-açúcar.

POR UM SETOR PLÁSTICO MAIS COMPETITIVO   

No primeiro trimestre de 2015, o saldo da balança comercial da indústria de transformação do plástico, apesar de o dólar valorizado...

Junho, 2015

Por um setor plástico mais competitivo
BRASIL ECONÔMICO - OPINIÃO - Rio de Janeiro - RJ - 10/06/2015 - Pág. 30


No primeiro trimestre de 2015, o saldo da balança comercial da indústria de transformação do plástico, apesar de o dólar valorizado desestimular importações, acumulou déficit de US$ 619,9 milhões. Isso demonstra que nossas desvantagens no comércio exterior anulam a influência positiva exercida pela desvalorização de nossa moeda. O problema, comum a toda a manufatura nacional, está expresso com clareza no Ranking Global de Competitividade do IMD (International Institute for Management Development).
No estudo, que acaba de ser divulgado, o Brasil atingiu sua pior classificação histórica, ficando em 56° lugar, dentre 61 países. O relatório do IMD corrobora o Índice de Competitividade das Nações, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que já havia indicado: nossa economia, dentre 43 analisadas, ficou na 39-posição. Classificação também bastante negativa.
O relatório da Fiesp, elaborado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia, do qual sou diretor, mostra uma realidade indiscutível, também escancarada em outro estudo do mesmo órgão, que aponta: a baixa qualidade da infraestrutura, a carga tributária elevada, os juros altos e a burocracia, fatores que compõem o chamado "custo Brasil", encarecem em 23,4% os nossos produtos em comparação à média dos 15 países que mais concorrem com nossa economia no mercado global. São custos que oneram e afetam todas as empresas, independentemente de sua estratégia e eficiência produtiva.
Esse problema é grave, pois reduz muito nossa competitividade. Tal gargalo somente poderia ser amenizado com políticas de Estado. Essas, entretanto, não estão sendo implementadas com a urgência e a profundidade das quais o país necessita.
Todos os indicadores e estudos mostram que as outras nações estão andando numa velocidade maior do que a nossa. As que estão mais à frente em competitividade, conforme se pode constatar analisando os dados históricos, realizaram um plano estratégico e tiveram disciplina e método na sua execução. O Brasil não tem um projeto de país. Segue improvisando. Assim, mais do que nunca, são urgentes seis ações básicas: simplificação e redução da carga tributária para o setor produtivo; menor custo do financiamento; equilíbrio cambial; investimentos em infraestrutura; pesquisa e desenvolvimento (P&D); e avanço da educação.
Não fizemos isso no momento de mais prosperidade nos últimos dez anos. Perdemos boa oportunidade. Agora, estamos pagando um preço alto, com o agravante de que essas lições de casas são mais difíceis neste momento de crise aguda que vivemos. No entanto, não há alternativas senão iniciar de imediato, junto com o enfrentamento da conjuntura adversa, as reformas e providências necessárias ao resgate de nossa competitividade.
Se começarmos hoje, o efeito positivo dessas medidas levará algum tempo para ser percebido, pois os resultados de mudanças estruturais profundas não são instantâneos. Seus impactos na economia demoram um tempo para se consolidar e produzir resultados concretos. Por isso, precisamos de uma agenda de desenvolvimento e uma boa coordenação para que seja executada de modo planejado e com eficácia, para não continuarmos comendo poeira na corrida da competitividade.
José Ricardo Roriz Coelho é presidente da Abiplast e vice-presidente da Fiesp

PEQUENO COMÉRCIO AINDA IGNORA NOVA LEI DAS SACOLINHAS   

Dois meses após nova legislação entrar em vigor sacolas brancas ainda são entregues aos consumidores enquanto Prefeitura finge que fiscaliza

Junho, 2015

Pequeno comércio ainda ignora nova lei das sacolinhas
DIÁRIO DE S.PAULO - SÃO PAULO - São Paulo - SP - 05/06/2015 - Pág. 04 - 05


Dois meses após a nova legislação municipal entrar em vigor, sacolas brancas ainda são entregues aos consumidores enquanto Prefeitura finge que fiscaliza

Um lado finge que a lei existe e há fiscalização rígida para enquadrar quem a desrespeita. O outro finge que acredita, mas sabe que tudo não passa de ameaças e discursos e ignora a regra por completo.
Assim, dois meses - completados ontem após a chamada lei das sacolinhas plásticas entrar em vigor, o que fica claro é que praticamente só as grandes redes de supermercados e de varejo estão entregando aos consumidores os novos pacotes nas cores cinza e verde, consideradas ecologicamente corretas pela administração.
Os pequenos comércios de bairro dão de ombros para as novas regras. A maioria absolu -ta de lojas visitada pelo DIÁRIO ao longo da semana ainda só oferece a famosa sacola branca, hoje considerada ilegal para a gestão Fernando Haddad (PT).
Como não há fiscalização ou qualquer campanha de cons -cientização, é ainda menor o número de pessoas que usam as sacolas feitas de bioplástico verdes para descartar resíduos recicláveis e cinzas para o lixo comum, que não pode ser reaproveitado.
Os comerciantes reclamam do alto valor das novas sacolas para justificar o desrespeito. Outros afirmam ainda ter muitas sacolas brancas e não há como jogá-las fora. Alguns dizem não poder arcar com o preço mais alto desses objetos e, ao contrário dos supermercados, se cobrarem dos clientes vão só afungentá-los.
Para Tânia Maura, de 59 anos, dona de uma loja de artigos para festas e materiais de plástico localizada na Rua Albion, na Lapa, Zona Oeste, as novas sacolinhas são muito caras para quem tem um comércio de pequeno porte. "Ainda estamos em um período de adaptação, não dá para usar essas sacolas verdes novas porque eu vendo produtos pesados", justifica.
"Além disso, os supermercados estão vendendo essas saco -linhas a R$ 0,08 e a gente teria de vende - las mais cara. A gente não pode se dar ao luxo de cobrar porque senão assustamos os clientes", afirmaTaMiia.
Em uma loja que vende arti gos variados a partir de R$ 1,99, a gerente Rose Landim, 47, diz que o dono optou por voltar a usar sacos de papel depois que a lei das sacolinhas entrou em vigor." E não cobra -mos por eles. Parece que voltamos à moda antiga", explica. Mal sabe ela que os sacos de papel e papelão também estão proibidos pela lei e pode render multa de até RS 2 milhões.
Na loja de cosmésticos locali -zada na Rua Barão de Jundiai ainda são distribuídas sacolas brancas, mas a dona garante já ter as novas exigidas por lei. "É porque ainda tenho dez sacos com mil unidades das sacolas antigas. A gente está se desfazendo delas para não jogar fora, mas assim que elas acabarem vamos passar a utilizar as verdes e cinzas", afirma a proprie -tária Renata Akara, 33.
O dono de uma lanchonete na mesma rua, Cláudio Rodrigues, 30, também ignora a nova lei. "Quando acabar a gente passa a usar as novas, que são o dobro do preço", ironiza.
Coleta seletiva divide opinião de moradores
Enquanto alguns dizem que não vale a pena separar o lixo reciclável do comum, pois tudo se mistura no fim, outros preferem preservar meio ambiente
Quando foi sancionada pelo prefeito Fernando Haddad (PT), a lei das sacoli-nhas tinha como objetivo tam -bém, além de acabar com as sacolas feitas de petróleo, que demoram a se desintegrar, ampliar a coleta seletiva de lixo na cidade. Com acesso fácil e gratuito aos pacotes verdes e cinzas, acreditava a Prefeitura, os cidadãos iriam se conscientizar da importância de separar o lixo comum do reciclável.
Sessenta dias depois da entrada em vigor das novas regras, os supermercados cobram até R$ 0,10 pelas novas sacolas - somente duas são de graça a cada compra - e os pequenos comerciantes ain da ignoram as mudanças. Na outra ponta da tabela, os paulistanos, em sua maioria, também não mostram muito esforço para atender a exigência de Haddad.
A principal reclamação é que o caminhão da coleta seletiva sequer passa na rua do entrevistado. É o caso do apo -sentado Mário Reis, de 74 anos, morador da Rua Albion, na Lapa. "De que adianta separar o lixo se depois o lixeiro comum vai pegar e misturar tudo? Não adianta de nada", reclama o aposentado.
O psicólogo Gilberto Picos-que, de 56 anos, que vive na Rua Guararapes, repete os mesmos argumentos. "O rapaz da coleta seletiva vem pela
manhã e até pega tudo que es -tá na rua, mas no fim o lixo se mistura e não adianta nada es -se trabalho todo", acredita.
A aposentada Romilda Feliz, de 69 anos, que vive na Rua Guaricanga, diz fazer a sua parte, não se importa com o que é feito com o lixo depois que ela coloca os sacos na rua.
"Não custa muito separar e a gente contribui ainda com o meio ambiente", explica a idosa. "Começamos a fazer essa separação há mais ou menos dois meses mesmo,
quando os supermercados mudaram as cores de suas sa-colinhas. Fica mais fácil contribuir com a coleta seletiva quando há esse tipo de orientação para a gente."
A também aposentada Ana Maria Nogueira Miranda, 76, vizinha de Romilda, diz que só separa o material reciclável do restante pela boa vontade da filha, a culinarista Fabiana Nogueira, 52." Confesso que só a Fabiana faz a organização porque eu não tenho ânimo", confessa a senhora.
Prefeitura omite dados da fiscalização
A Prefeitura, responsável por receber denúncias sobre a má utilização das sacolas plásticas tanto por parte dos lojistas quanto dos consumidores, e realizar as devidas autuações nos casos de desrespeito à lei, se limitou a informar, por meio de nota, que "não existe a intenção de criar uma indústria de multas ou um clima de perseguição ou constrangimento aos cidadãos, comerciantes ou consumidores".
"A administração municipal deseja promover um clima de mudança de comportamento com relação ao lixo/resíduo ao oferecer a opção da sacola verde ou cinza para facilitar as compras e estimular a reciclagem. Neste momento, todos devem se adaptar e, eventualmente, podem receber orientação ou advertência", diz.
Essa foi exatamente a mesma resposta, com as mesmas palavras, dada pela gestão municipal ao DIÁRIO há dois meses, quando a lei entrou em vigor.
O governo municipal também foi questionado sobre quantas multas haviam sido aplicadas até o presente momento e a resposta, dada por telefone, é que ainda não há a intenção de multar nem cidadãos nem comerciantes. A Prefeitura também não informou sequer se foram realizadas denúncias sobre o tema no 156.

As sacolinhas verdes devem ser usadas como lixo apenas se o material depositado no interior delas puder ser reciclado. Latas, ferragens, jornais, revistas, garrafas de vidro e de plástico sâo alguns exemplos. Já a sacolinha cinza deverá ser usada para os resíduos orgânicos e dejetos, tais como fraldas, bitucas de cigarro, chicletes, absorventes, lixo de banheiro e fitas adesivas.
O comerciante que desrespeitar a lei poderá receber multa de R$ 500 a R$ 2 milhões, segundo a gravidade e o impacto do dano provocado ao melo ambiente. Já o cidadão que não cumprir as regras poderá ser advertido e, no caso de reincidência, punido entre R$ 50 e R$ 500. Ainda não está daro, mesmo com a legislação em vigor, como será aplicada a murta.

ABERTURA FISPAL REÚNE ESPECIALISTAS DEBATER MITOS ALIMENTO PROCESSADO   

Projeto Brasil Processed Food 2020 irá destacar diferentes pontos de vista discussão tema “A Importância da Comunicação com o Consumidor".

Maio, 2015

ABERTURA DA FISPAL TECNOLOGIA 2015 REÚNE ESPECIALISTAS PARA DEBATER OS MITOS E PRECONCEITOS NA COMUNICAÇÃO SOBRE ALIMENTOS PROCESSADOS
28.05.2015

Projeto Brasil Processed Food 2020 irá destacar os diferentes pontos de vista na discussão do tema “A Importância da Comunicação com o Consumidor”

Fispal_tecnologia2A abertura da 31ª Fispal Tecnologia–Feira Internacional de Processos, Embalagens e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas, no dia 23 de junho, às 9 horas, será marcada pelo debate Brasil Processed Food 2020: A Importância da Comunicação Direcionada ao Consumidor. O tema central é a discussão em torno de mitos e preconceitos na comunicação e promoção de alimentos processados, apoiado na pesquisa A Importância dos Alimentos Processados para a Sociedade Brasileira que está sendo realizada pelo ITAL – Instituto de Tecnologia de Alimentos. O estudo foi dividido em três partes: Ciência e Tecnologia, Mercado e Consumo.

De acordo com especialistas do mercado, a inovação na indústria de alimentos é regida por um severo rigor científico requerido pelas agências reguladoras. Por outro lado, há fortes críticas aos alimentos processados. Como resultado muitos alimentos processados, que estão em conformidade com a legislação e normas vigentes, têm enfrentado uma verdadeira cruzada e foram transformados em vilões.

“O projeto Brasil Processed Food 2020 foi criado para servir como instrumento capaz de proporcionar para a sociedade brasileira uma visão mais abrangente dessa indústria, por meio de dados técnicos e científicos em contraposição aos mitos, preconceitos e acusações arbitrárias que transitam livremente na atualidade”, afirma Luis Madi, diretor geral do ITAL. Ainda segundo Madi, os brasileiros deverão consumir cada vez mais produtos de maior valor agregado por dois motivos: o avanço econômico e o aumento de pessoas inclusas na classe média.

Dados da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), indicam que o Brasil é o maior exportador de alimentos processados – em volume – do mundo. O saldo da balança comercial brasileira só com alimentos processados é de US$ 35,4 bilhões. Segundo o IBGE, o setor tem 33,5 mil empresas.

Entre as entidades parceiras desse estudo, estão a ABIA (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação) e a ABIR (Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas Não Alcoólicas).

Serviço: Abertura Fispal Tecnologia 2015
Data: 23 de junho
Horário: 9h às 12h30
Local: Palácio de Convenções do Anhembi – Auditório Elis Regina
End: Av. Olavo Fontoura, 1.209

Espaço do Conhecimento
A cada edição, a Fispal Tecnologia confirma-se como o maior e mais completo evento do setor na América Latina. Em 2015, a feira apresenta um novo formato, repleta de oportunidades de negócio e com atividades simultâneas à feira para os visitantes e compradores, como as palestras que estão sendo organizadas pelo ITAL, Senai-SP e Unicamp, que serão realizadas no auditório do Espaço do Conhecimento, patrocinado pela Tetra Pak. A grade completa está disponível no site: www.fispaltecnologia.com.br/pt/atracoes/espaco-do-conhecimento

A expectativa da BTS Informa é receber mais de 52 mil compradores qualificados de setores da indústria de bebidas e alimentos, farmacêutica, química, cosmética, laticínio, frigorífico e designers de embalagens.

Serviço – Fispal Tecnologia – 31ª Feira Internacional de Processos, Embalagens e Logística para
as Indústrias de Alimentos e Bebidas
Data: 23 a 26 de junho de 2015
Horário: 13h às 20h
Local: Pavilhão do Anhembi – Av. Olavo Fontoura 1.209, Santana – São Paulo/SP.

www.fispaltecnologia.com.br

Fonte: Embalagem & Tecnologia

"CUSTO BRASIL" FAZ PRODUTOS FICAREM 23,4% MAIS CAROS   

Baixa qualidade da infraestrutura, carga tributária elevada, juros altos e burocracia, fatores que compõem o chamado "custo Brasil"...

Maio, 2015


´Custo Brasil´ faz produtos ficarem 23,4% mais caros

Valor Econômico - Brasil - 27/05/2015


José Ricardo Roriz Coelho, presidente da ABIPLAST

Baixa qualidade da infraestrutura do país, carga tributária elevada, juros altos e burocracia, fatores que compõem o chamado "custo Brasil", encarecem em 23,4% os produtos brasileiros em relação à média dos 15 países que mais concorrem com o Brasil no mercado global. A constatação é de um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

"São custos que afetam todas as empresas, independentemente de sua estratégia e eficiência produtiva e que só podem ser amenizados com políticas de Estado, que infelizmente não estão sendo colocadas em prática com a urgência que o tema exige", diz José Ricardo Roriz Coelho, diretor de competitividade e tecnologia da Fiesp.

O estudo compara os custos dos produtos industriais, levando em consideração a estrutura produtiva e o ambiente de negócios, do Brasil em relação aos de Argentina, Chile, México, China, Estados Unidos, Canadá, Coreia do Sul, Índia, Espanha, Reino Unido, Itália, Suíça, Alemanha, França e Japão. E também faz uma comparação entre grupos de países. Em relação aos países desenvolvidos, o chamado "custo Brasil" eleva os preços brasileiros em 20,8%. Na comparação com a média de preços dos países emergentes, os custos do produto nacional são majorados em 24,5%. Numa comparação direta entre Brasil e China, a desvantagem brasileira é de 23,4%.

O fator que mais impacta o "custo Brasil", segundo o estudo, é a carga tributária e a burocracia para pagar impostos. Eles elevam os preços brasileiros em relação à média dos 15 países em 13,8%. Apenas a burocracia tributária aumenta em 2,9% os custos nacionais.

O estudo da Fiesp também constatou que os juros do capital de giro no Brasil são os mais altos do grupo. A análise, que usou dados de 2013, portanto anterior ao recente movimento do Banco Central de elevação dos juros, estimou impacto de 4,1% nos preços brasileiros em relação aos 15 países, sendo 2,4% a diferença em relação aos países emergentes e 5,1% em relação aos desenvolvidos.

A comparação dos custos de energia e matérias-primas também levou em consideração os dados de 2013, um momento em que os preços de energia estavam sendo subsidiados no Brasil e antes da alta das tarifas ocorrida nos últimos 12 meses. Mesmo assim, o insumo encarecia o produto brasileiro em 3% em relação à média dos concorrentes e em 4,9% na comparação com os emergentes.

Apesar das carências da infraestrutura logística brasileira, o impacto nos preços é de 1,5%. A avaliação da densidade e da qualidade da infraestrutura rodoviária, ferroviária e portuária deixa o Brasil entre os últimos dos países comparados. O país tem a 12ª densidade de malha rodoviária, superando México, Canadá, Chile e Argentina. Mas é quem pior cuida da qualidade de suas estradas. A malha ferroviária é a menor em proporção ao território e a penúltima na avaliação da qualidade. O Brasil também tem a pior infraestrutura portuária.

Outro aspecto são os custos extras de serviços a funcionários, as despesas com planos de saúde e previdência complementares e outros tipos de assistência. O impacto desses serviços nos preços é 0,7% maior do que o verificado na média dos países concorrentes. Há ainda o encarecimento em 0,3% do produto nacional em decorrência dos preços mais altos no Brasil dos chamados serviços non tradables, que envolvem aluguéis e arrendamentos e serviços prestados por terceiros, como consultoria, auditoria, advogados, contabilidade, despachantes, serviços de limpeza, vigilância e informática.

A burocracia da exportação no país está entre as mais complexas do mundo e reduz ainda mais a competitividade. Segundo levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), uma exportação no Brasil exige, em média, mais de 30 documentos e a aprovação de 16 órgãos públicos diferentes. O Banco Mundial, no estudo Doing Business 2014, classifica a burocracia aduaneira brasileira entre as mais caras e lentas do mundo. O país ocupa a 124º posição num ranking de 189 países. O estudo constatou que o gasto no país para exportar um contêiner é de US$ 2.215, sendo US$ 725 para despesas burocráticas. O custo americano é de US$ 1.090 - US$ 290 referentes à burocracia.

Fonte: Valor Econômico 27/05/15


Vendas da indústria estão em queda há uma década

Valor Econômico - Brasil - 27/05/2015

A participação dos produtos manufaturados na pauta de exportações brasileira está em declínio há uma década e especialistas avaliam que a indústria não reúne condições de reverter essa tendência no curto prazo. Em 2005, a maior fatia, 55,1% da receita do país com vendas ao exterior, foi obtida com manufaturados. Em 2010 essa participação já havia caído para 39,4% e foi superada pelos produtos básicos, que geraram 44,6% dos recursos. No ano passado, nem mesmo a soma dos embarques de manufaturados, 35,6% do total, e dos semimanufaturados, 12,9%, totalizando 48,5%, foi suficiente para superar as exportações de básicos, 48,7% do total.

José Ricardo Roriz Coelho, diretor de competitividade e tecnologia da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), diz que o país enfrenta uma "desindustrialização precoce". A indústria há duas décadas gerava 30% do PIB brasileiro, agora responde por 14%. Um patamar baixo se comparado com a Coreia do Sul, 28%, e China, 34%.

Esse enfraquecimento ocorreu apesar da ampliação do mercado consumidor. Entre 2003 e 2013, demonstra estudo da Fiesp, as vendas do comércio no Brasil cresceram 118%, mas a indústria não aproveitou a oportunidade. No período, a produção cresceu apenas 27%.



"A indústria brasileira deixou de expandir, investir e inovar e tem dificuldade de competir no exterior e no mercado interno", diz Roriz. Em 2014, a indústria de transformação apresentou um déficit em sua balança comercial de US$ 58,86 bilhões.

Um em cada quatro produtos industrializados vendidos no Brasil passou a ser importado. E não é por falta de capacidade instalada no país. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a ociosidade média do setor é de 20%.

"A valorização da moeda brasileira e o ´custo Brasil´ são os responsáveis pela perda de competitividade da indústria", diz Roriz. A Fiesp calcula que o "custo Brasil" encarece em 23,4% o produto nacional em comparação à média de preços apresentada pelos 15 maiores competidores internacionais.

No ano passado, o câmbio valorizado encarecia o produto nacional em 16%.

O consultor Antonio Corrêa de Lacerda, professor de economia da PUC-SP, diz que o país precisa adotar uma agenda com ações macro e microeconômicas para criar as condições de uma retomada das exportações de manufaturados. "Hoje nossa indústria não tem condições de competir e vai continuar perdendo espaço no mercado internacional", diz. A consequência é uma dependência cada vez maior do país da venda ao exterior de produtos básicos, que apresentam uma grande volatilidade de preços e geram pouca riqueza para o país produtor.

Entre as medidas macroeconômicas, Lacerda defende a equalização do custo do capital no Brasil com o custo nas principais economias internacionais, o que implicaria uma política de redução de juros, movimento inverso ao conduzido atualmente pelo Banco Central. E também uma reforma tributária que desonere a produção. Entre 1996 e 2014 a carga tributária brasileira subiu de 26% para 36% do PIB, sendo mais elevada que a de outros países emergentes, cuja média é de 20%.

Lacerda diz que o longo período de apreciação do real frente ao dólar na última década e meia desarticulou cadeias produtivas locais, que foram substituídas parcialmente por produtos importados. Segundo levantamento da Fiesp, entre 2000 e 2014, a valorização nominal do real foi de 29%.

Lacerda avalia que a recente desvalorização da moeda brasileira, com a taxa de câmbio passando da casa de R$ 2,60 no final de 2014 para taxas na casa dos R$ 3,00 em maio, terá um efeito limitado sobre as exportações, uma vez que várias moedas no mundo, entre elas o euro, também se desvalorizaram em relação ao dólar no mesmo período.

"O câmbio valorizado encarece nossos produtos em dólar. O país terá que adotar uma desvalorização mais acentuada para exportar, mesmo que, no curto prazo, isso represente aumento de inflação", diz.

Fonte: Valor Econômico - 27/05/15

BRASKEM SOBE PREÇO DE RESINAS APÓS ALTA DE 30% DA NAFTA   

A Braskem anunciou um aumento de 2% para os preços domésticos do polipropileno (PP) e do polietileno (PE) neste mês, de acordo com...

Maio, 2015

Braskem sobe preço de resinas após alta de 30% da nafta
Valor Econômico - 26/05/2015

A Braskem anunciou um aumento de 2% para os preços domésticos do polipropileno (PP) e do polietileno (PE) neste mês, de acordo com a consultoria internacional Platts, que fornece preços de diferentes commodities nos mercados de energia, petroquímica, metais e agricultura. Em nota, a petroquímica confirmou o índice de reajuste e destacou que "os preços em reais voltaram ao mesmo nível praticado em dezembro de 2014". A companhia também elevou os valores de exportação das resinas, acompanhando a dinâmica internacional de preços, a desvalorização do real frente ao dólar e a alta de mais de 30% da nafta em 2015. Além disso, paradas para manutenção em diferentes fábricas de PE e PP no mundo reduziram os embarques dessas resinas para o Brasil entre abril e maio, apontou a consultoria. No mercado doméstico, conforme a Platts, o reajuste equivale a algo entre R$ 150 e R$ 200 (US$ 50 a US$ 65) por tonelada para todos os tipos de polietileno e de R$ 250 (US$ 82) por tonelada para o PP. Já os preços de exportação foram elevados em média US$ 122 por tonelada ante abril, enquanto os diferentes tipos de PE subiram de US$ 65 por tonelada para US$ 116 por tonelada. No mercado internacional, a cotação da nafta ARA (com base nos portos europeus de Antuérpia, Roterdã e Amsterdã) reverteu a trajetória de queda que marcou o segundo semestre do ano passado e início deste ano e voltou a subir, acompanhando a recuperação dos preços do petróleo e a variação do dólar frente a uma cesta de moedas. Na sexta-feira, a matéria-prima era negociada a US$ 541,25 por tonelada, uma alta de 30,4% frente à cotação de US$ 415 por tonelada em 31 de dezembro, segundo dados da Platts. No mesmo intervalo, o petróleo Brent passou de US$ 57,33 para US$ 65,37 o barril e o gás natural negociado na Nymex ficou praticamente estável, em US$ 2,89 o milhão de BTU. A nafta ARA é usada como referência no cálculo do preço da matéria-prima fornecida pela Petrobras à Braskem, maior fabricante de resinas termoplásticas das Américas. As companhias - além de fornecedora, a Petrobras é uma das acionistas majoritárias da petroquímica - negociam há cerca de dois anos um novo contrato de longo prazo, porém ainda não houve consenso quanto à fórmula de preços. Em 27 de fevereiro, a Braskem informou que celebrou com a estatal o terceiro aditivo ao contrato de nafta que venceu originalmente em fevereiro do ano passado, com vigência de seis meses (até 31 agosto) e ajuste de preços retroativamente a 1º de março de 2015. A Petrobras fornece 70% do consumo anual da Braskem, de 10 milhões de toneladas de nafta, e sua direção indicou, recentemente, que um novo acordo de longo prazo pode ser definido até junho. Os resultados da petroquímica no primeiro trimestre refletiram o recebimento de R$ 243 milhões, ou R$ 220 milhões em valor líquido de PIS e Cofins, restituídos pela Petrobras, referente a essa negociação. "Foi definido que, caso fosse assinado um novo contrato de longo prazo, a fórmula de preço para esse novo contrato seria aplicada retroativamente às compras efetuadas em todo o período de vigência deste aditivo. Por outro lado, caso não fosse assinado um novo contrato de longo prazo, prevaleceria, também para todo o período de vigência deste aditivo, a média das bases de preços de negociação entre as partes", informou a companhia à época.

CADEIA DO PLÁSTICO   

O PICPlast, iniciativa da Braskem, em conjunto com a Abiplast, dará início a um extenso programa de capacitação empresarial...

Maio, 2015

Cadeia do plástico
Dci – 25/05/2015

O Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), iniciativa da Braskem, maior petroquímica das Américas, em conjunto com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), dará início a um extenso programa de capacitação empresarial destinado a empresários da indústria da transformação plástica brasileira. Os treinamentos visam aprimorar os empresários em temas como estratégia e competitividade empresarial, gestão de processos, logística e cadeia de suprimentos, governança e sucessão, custos e finanças, e inovação e gestão.

O DILEMA DAS SACOLAS PLÁSTICAS   

A sacola plástica é uma das maravilhas modernas mais práticas e úteis que já foram inventadas. Elas fazem parte do nosso dia a dia...

Maio, 2015

O dilema das sacolas plásticas
DCI - OPINIÃO - São Paulo - SP - 25/05/2015 - Pág. 02


A sacola plástica é uma das maravilhas modernas mais práticas e úteis que já foram inventadas. Elas fazem parte do nosso dia a dia. Contudo, o conforto que este material oferece aos usuários estabeleceu um problema do qual precisamos agir: para onde vai este material depois de utilizado?

O descarte inadequado gera consequências muito sérias ao meio ambiente, como a poluição dos oceanos. O plástico leva anos para se decompor, além de ocupar espaço em aterros sanitários. Segundo estudo da Universidade da Geórgia nos EUA, em 2010, 8 milhões de toneladas de plástico foram parar nos oceanos - equivalente a 16 sacolas de plástico para cada metro de área costeira no planeta.

As embalagens plásticas representam um terço do lixo doméstico e cerca de 80% delas são descartadas após serem usadas apenas uma vez. As embalagens plásticas convencionais - de polietileno - contribuem para o esgotamento de aterros e lixões, morte de animais, poluição das paisagens, entre outros impactos ambientais.

No Brasil, cerca de um quinto do lixo é composto por embalagens, ou seja, cerca de 30 mil toneladas desse tipo de lixo vão diariamente para os depósitos de lixo.

Como mudar isso? É neste cenário que, como alternativa para esse problema ambiental, vemos a oportunidade na substituição dos plásticos convencionais derivados do petróleo por plásticos biodegradáveis. Estes degradam-se no meio ambiente em pouco tempo, reduzindo o impacto ambiental. Enquanto um plástico convencional demora de quatro a cinco séculos para se decompor, o biodegradável leva apenas poucos anos.

É preciso investir no manejo destes materiais; reusar, reciclar, e isso é responsabilidade de todos para, por meio da conscientização, evitarmos que a sociedade e as indústrias saiam prejudicadas.

10 TONELADAS DE PLÁSTICO FORAM DOADAS PARA RECICLAGEM NA FEIPLASTIC   

Mais de 10 toneladas de plásticos de 27 empresas foram coletadas para reciclagem, entre os dias 4 e 8 de maio, na Feiplastic 2015...

Maio, 2015

10 toneladas de plásticos foram doadas para reciclagem na Feiplastic 2015
INVESTIMENTOS E NOTÍCIAS - 20/05/2015

Mais de 10 toneladas de plásticos de 27 empresas foram coletadas para reciclagem, entre os dias 4 e 8 de maio, na Feiplastic 2015, a maior feira do setor do plástico da América Latina, realizada no Anhembi, em São Paulo. A Plastivida coordenou, em parceria com o Instituto do PVC, a terceira edição da Operação Reciclar, iniciativa que conta com a organização da Reed Exhibitions Alcantara Machado.Trata-se de um projeto de educação ambiental que tem como objetivo levar informações técnicas sobre os plásticos, mostrar a viabilidade da sua reciclagem e benefícios práticos para a sociedade sobre a importância dos plásticos e suas contribuições para o desenvolvimento social.Durante os dias do evento, todos os resíduos plásticos gerados, desde a montagem até a desmontagem dos estandes dos apoiadores da ação, foram coletados na Operação Reciclar. Um modelo de usina de reciclagem esteve em funcionamento durante a feira para que os visitantes acompanhassem o processo de preparação dos resíduos plásticos para serem transformados em novos produtos. Todos os tipos de plásticos coletados foram doados para a ONG Reciclázaro – Cooperativa Butantã, entidade responsável pela triagem e comercialização de resíduos para reciclagem, e toda geração de renda foi revertida para os cooperados.De acordo com a ONG Reciclázaro, 15 famílias foram beneficiadas com a Operação Reciclar 2015. Cada cooperado recebeu em média R$ 587,69 além da renda padrão da Cooperativa. Este número significou um impacto de 50% de aumento na renda mensal dos cooperados. A venda dos materiais coletados na ação alcançou o valor de R$ 8.815,38.Além da demonstração prática, a Operação Reciclar apresentou a exposição Plasticidades, que mostrou o ciclo de vida dos plásticos e de que modo ele participa do dia a dia das pessoas promovendo desenvolvimento, economia, saúde e bem estar.Os visitantes puderam conhecer, também, maneiras de se descartar corretamente e reciclar plásticos como o EPS (poliestireno expandido, mais conhecido como Isopor®), o PVC, aparas de PE e de PP etc. Uma ação específica coletou e encaminhou para a reciclagem cerca de 10 mil credenciais da feira, feitas em PVC e coletadas nas máquinas papa cartão®.Palestras técnicas, desfiles de roupas confeccionadas com PVC e modelos produzidos a partir da reutilização de produtos plásticos, como polietileno e polipropileno, mostraram a versatilidade dos plásticos na moda. Exposição de produtos reciclados e a participação dos plásticos em novas tecnologias como a impressão 3D foram algumas das atrações do estande das entidades.Segundo Miguel Bahiense, presidente da Plastivida e do Instituto do PVC, as entidades cumpriram seu papel, levando informação sobre as boas práticas de uso e descarte dos plásticos, assim como sua reciclabilidade. “É sempre importante ressaltar os benefícios sociais e ambientais oferecidos pelos plásticos e promover a correta informação para que a sociedade possa fazer o melhor uso desses materiais”, afirma o executivo. E completa: “durante a Feiplastic 2015, toda a tecnologia oferecida nas diversas aplicações dos plásticos, assim como sua reutilização e seus benefícios quando reciclados foram evidenciados, ressaltando a relevância desse produto no desenvolvimento socioambiental”.(Redação – Agência IN)

SETOR DE EMBALAGENS CAMINHA PARA ACORDO   

Mecanismo que prevê a implantação da logística reversa faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos...

Maio, 2015

Setor de embalagens caminha para acordo
JORNAL DO COMÉRCIO - ECONOMIA - Porto Alegre - RS - 20/05/2015 - Pág. 13


Mecanismo que prevê a implantação da logística reversa faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos

Em breve, mais um passo será dado no sentido de fortalecer a Política Nacional de Resíduos Sólidos. O acordo setorial para o segmento de embalagens em geral, que instituirá os procedimentos de logística reversa, quando ocorre a coleta e a destinação adequada dos resíduos, deve ser assinado em julho. A informação é da coordenadora do Ministério do Meio Ambiente, responsável pelos acordos setoriais, Zilda Velloso.
A dirigente detalha que a questão engloba embalagens como a de alimentos, bebidas e pequenos bens de consumo feitas a partir de plástico, papelão, alumínio etc. Zilda considera o acordo setorial para essa categoria como o mais complexo de todos. Isso porque envolve muitos agentes: somente em associações industriais são 21.
A coordenadora do Ministério do Meio Ambiente calcula que cerca da metade do PIB brasileiro é abrangido pelo setor. A dirigente acrescenta que para a iniciativa ser bem-sucedida será fundamental a participação dos catadores. O grande desafio, segundo ela, será dividir com os municípios a tarefa da coleta seletiva.
Após o segmento de embalagens, o próximo a ter um acordo firmado deverá ser o de eletroeletrônicos. Por último, será preciso tratar com a cadeia de remédios. No entanto, sobre essa área, Zilda considera que está ocorrendo um retrocesso. "O setor não está querendo recolher todos os medicamentos ou atender às metas que fazem parte do edital", frisa. Zilda lembra que, no total, foram cinco acordos setoriais propostos, ao final de 2010, quando o decreto que regulamenta a política de resíduos sólidos foi publicado.
O primeiro cumprido foi o de embalagens plásticas de óleos lubrificantes (dezembro de 2012) e, em novembro do ano passado, houve a assinatura do acordo setorial de lâmpadas. "As pessoas sempre imaginam que, com o acordo setorial assinado, amanhã terá um ponto de coleta na esquina, onde será possível entregar as lâmpadas, e não é bem assim", admite
Zilda.
A dirigente ressalta que a área precisa estruturar-se, ter unidades para operar essa logística reversa, pois cada fabricante não teria condições de colocar individualmente um ponto coletor. A ideia é contar com a parceria do segmento comercial para a ação dar certo. No caso das lâmpadas, mais de 90% dos produtos objetos do acerto são de fora do País, sendo preciso fazer o controle dessas importações.
O presidente da Associação Brasileira de Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi), Georges Blum, esclarece que o acordo setorial abrange as lâmpadas que contêm mercúrio. Ele ressalta que a logística reversa para esses itens terá um custo. A estimativa da entidade é que será de cerca de R$ 0,40 por lâmpada. O dirigente adianta que deverá haver algum repasse ao consumidor final, embora o setor esteja solicitando desoneração fiscal na atividade de transporte e reciclagem do produto. Blum afirma que, teoricamente, os pontos de coletas deverão ser concentrados em grandes lojas de materiais de construção.
Zilda e o presidente da Abilumi participaram ontem da 4? edição do Seminário de Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos: Cidade Bem Tratada, uma iniciativa da equipe Cidade Bem Tratada, da Câmara Municipal de Porto Alegre e da Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Câmara Municipal de Porto Alegre. O evento foi realizado no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.

FESTA DO PRÊMIO EMBANEWS 2015 DIVULGA OS VENCEDORES   

A revelação da Melhor Embalagem do Ano foi o ponto alto da festa do 24° Prêmio Brasileiro de Embalagem Embanews...

Maio, 2015

Celebração - Festa do Prêmio Embanews 2015 divulga os vencedores e homenageia protagonistas do setor
EMBANEWS - PRÊMIO EMBANEWS - São Paulo - SP - MAI/2015 - Nº 302 - Pág. 01, 18 E 19



Festa do Prêmio Embanews 2015 divulga os vencedores e homenageia protagonistas do setor
A revelação da Melhor Embalagem do Ano foi o ponto alto da festa do 24° Prêmio Brasileiro de Embalagem Embanews, realizada no dia 10 de abril, no Esporte Clube Sírio. Com a Lata Dobrável Premium e Sustentável, a Aro conquistou o Troféu Roberto Hiraishi de Melhor Embalagem do Ano, escolhida pelo corpo de jurados do Prêmio Embanews, em julgamento realizado nos dias 2 e 3 de dezembro últimos. Nesta edição, o júri foi composto por 50 profissionais do setor indicados pelas associações e entidades que apoiam o Prêmio Embanews.
Este ano foram premiadas 45 empresas nas categorias Design; Marketing; Tecnologia; Máquinas, Equipamentos e Sistemas; Sustentabilidade; Pesquisa; Luxo e Inovação. Dos 79 premiados, 19 embalagens receberam o Prêmio Destaques do Ano, e estão entre os que obtiveram as maiores notas dos jurados.
O Prêmio Embanews está em sua 24a edição e tem reconhecimento internacional. Os vencedores do Prêmio Embanews podem se inscrever no WorldStar Packaging Awards - prêmio internacional da embalagem, organizado anualmente pelo WPO - World Packaging Organisation, que já premiou várias embalagens brasileiras.
Este ano, a festa reuniu personalidades e profissionais do setor em noite especial de confraternização. Tradicionalmente, a premiação também presta uma homenagem especial aos profissionais e empresas que têm se destacado por sua atuação no setor. Este ano foram homenageados Eduardo Eisler, Manoel Manteigas, e as empresas Iga-ratiba, Braskem e Ypê, além da entidade Abimaq. Conheça mais sobre a Embalagem do Ano, as embalagens vencedoras e os homenageados da noite, nas páginas seguintes.
O Prêmio Embanews está em sua 24a edição e as embalagens premiadas estarão em exposição durante a Feiplastic - Feira Internacional do Plástico, de 4 a 8 de maio, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, no estande da Revista Embanews. Venha nos visitar!
Em 2016. o Prêmio Embanews completará 25 anos e trará muitas novidades para comemorar estes anos de reconhecimento à embalagem brasileira! Aguardem!

Apoio Institucional

INP, Instituto do PVC, Plastivida

BRASIL TEM A ENERGIA MAIS CARA PARA A INDÚSTRIA   

Depois dos aumentos que entraram em vigor este ano, a indústria brasileira passou a ter a energia mais cara entre os 28 países...

Maio, 2015

Brasil tem a energia mais cara para a indústria
JC - PE - 19/05/2015


Depois dos aumentos que entraram em vigor este ano, a indústria brasileira passou a ter a energia mais cara entre os 28 países que fazem parte do estudo Quanto Custa a Energia Elétrica, realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). O megawatt-hora (MWh) custa, em média, R$ 543,90 para o setor no Brasil, sendo superior em 111,2% a média do preço cobrado pelas nações citadas no levantamento. Das fábricas de plástico às que produzem alumínio, todas estão se adequando à nova realidade. De janeiro a março, ocorreu um aumento de 9% na conta de energia, que corresponde a 30% dos nossos custos. Ainda não sentimos o último aumento que chegará com a conta deste mês. Por enquanto, a solução foi diminuir a margem de lucro. Não conseguimos repassar isso para os clientes por causa da crise”, conta o presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de Pernambuco, Walter Câmara. Ele dirige uma fábrica instalada em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, e alega que não há mais como reduzir o consumo porque já “fez o dever de casa com relação à eficiência energética”. O problema da energia, segundo ele, não está apenas no preço. “Os equipamentos são sensíveis às oscilações de energia que são constantes, chegando a desligá-los. Isso significa reiniciar todo o processo, o que implica em uma a duas horas de paralisação na produção, além da perda da matéria-prima que estava no maquinário”, afirma.
Indústria do plástico
Algumas empresas do setor de plástico estão diminuindo a produção por causa do preço da energia. O mesmo ocorre com o setor de alumínio. A produção de alumínio primário (aquele obtido direto da matéria-prima) teve uma redução de 26,20% em 2014 e isso foi antes da onda aumentos de 2015. “Nos últimos 12 anos, o preço da energia aumentou, em média, 10% para os produtores de alumínio. Nos custos totais de produção, a energia representa 30% das nossas despesas na média mundial. No Brasil chega a 60%. Em 2014, importamos mais alumínio do que exportamos”, desabafa o presidente executivo da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rego. “É uma situação complicada. A produção da indústria está sendo limitada pelo aumento do preço da energia. No entanto, é a produção que gera emprego e renda num momento em que o consumo está encolhendo”, resume o presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Ricardo Essinger. Para ele, há um desmantelo no setor elétrico. “Falta segurança jurídica, melhorar a regulação e decisão política. Se o preço da energia baixasse por decreto seria baixo em todo o mundo”, critica, se referindo à Lei 12.783 que considera um grande equivoco. E conclui: “O que o governo federal tem que fazer é planejar para resolver o problema em 10 anos”. - JC–PE Online

FEIPLASTIC 2015 RECEBEU MAIS DE 66 MIL VISITANTES    

Com público qualificado, feira teve rodadas de negócio que movimentaram mais de R$ 40 milhões...

Maio, 2015

Feiplastic 2015 mostrou tecnologia de ponta e inovação para a indústria plástica e recebeu mais de 66 mil visitantes
BLOG PLÁSTICOS EM FOCO - 17/05/2015

Jornal de Plásticos/Plásticos em Foco recebeu, dos organizadores da Feiplastic 2015, Reed Alcantara Machado, informe sobre os resultados do evento.Com público qualificado, feira teve rodadas de negócio que movimentaram mais de R$ 40 milhões.Sucesso em apontar tendência em inovação, e geração de negócios para a indústria plástica, neste ano a Feiplastic – Feira Internacional do Plástico, maior feira da indústria de transformados de plástico na América Latina – reuniu 66,351 mil pessoas no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, no período de 4 e 8 de maio. Os vistantes/compradores entraram em contato com mais 1400 marcas na feira, organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. “A visitação qualificada de tomadores de decisão agradou os participantes. Os compradores encontraram inovação em processos, busca por materiais mais eficientes e quase 200 marcas novas em exposição”, resume o vice-presidente da Reed, Paulo Octavio de Pereira Almeida.Presente na feira, o presidente da Abiplast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico, José Ricardo Roriz Coelho, acredita que “a Feiplastic é importante como espaço de atualização, networking realização de negócios. Ao reunir todos os elos da cadeia produtiva do plástico, permite que fabricantes de máquinas e equipamentos, fornecedores de matérias-primas e de soluções tecnológicas, instituições financeiras, recicladores e transformadores plásticos interajam, compartilhem conhecimentos e, principalmente, façam negócios. Não por acaso, a Feiplastic é a mais importante feira deste segmento na América Latina e uma das mais importantes do mundo”.Uma das principais indústrias de máquinas para plásticos, máquinas-ferramenta e usinados fundadas no Brasil, a Romi, chegou ao número de 150 mil máquinas instaladas em todo o mundo, e mostrou na Feiplastic lançamentos como a injetora EN 800, que faz parte da expansão da linha de injetoras EN até 1100 ton. O sistema stop and go da máquina apresenta baixo consumo de energia – menos de 1 Kw/hora – além do baixo nível de ruído. A Carnevalli mostrou máquina exclusiva fabricada no Brasil, coextrusora de filme polietileno, que produz um tipo de plástico flexível, próprio para utilização em embalagens de alimentos. “Esse equipamento, o Polaris Plus TX, é o único produto desse porte fabricado no Brasil. Nossos equipamentos são reconhecidos no mercado como os melhores na relação custo de kg/hora e consumo x produtividade”, explicou Antonio Carnevalli Neto, diretor da empresa.A Braskem, sexta maior indústria química do mundo, apresentou ideias inovadoras em tecnologia social com o projeto Braskem Labs, que incentiva novos projetos que utilizem resinas plásticas em sua formulação. Além disso, escolheu a Feiplastic para lançar a Plataforma de Valorização de Resíduos Plásticos – programa que fomenta negócios e iniciativas envolvendo a reciclagem do plástico – e a Braskem Proxess, nova família de polietilenos de alta performance, a partir de tecnologias de catalisadores metalocênicos, entre outros destaques.Rodadas movimentam mais de R$ 40 milhõesAlém do encontro com expositores pelos corredores do Anhembi, a organizadora da feira promoveu rodadas de negócio dedicadas, entre visitantes convidados e expositores. O Premium Club Plus reuniu 40 compradores, teve 72 reuniões. Acontecendo também na Feiplastic, as reuniões do programa Think Plastic Brazil receberam 62 empresas nacionais com compradores estrangeiros. Somadas, ambas as iniciativas devem movimentar mais de R$ 40 milhões.Negócios efetivos na feiraA expositora italiana Moretto assinou três projetos durante a feira, para setores de linha branca e automotivo. “Estávamos no lugar certo, na hora certa! Nos cinco dias de Feiplastic, recebemos uma média de 180 visitantes/dia, o que representa muitos contatos efetivados e que podem gerar novos negócios”, comemorou o diretor comercial Alexandre Nalini. “Essa edição foi excelente – avaliou Adão Braga Pinto, gerente comercial da Seibt - 60% dos negócios fechados na feira foram gerados a partir de contatos feitos aqui. Estávamos menos otimistas em função do cenário econômico atual, mas as vendas superaram, de longe, nossas estimativas”.A Alfainjet fechou 10 negócios no pavilhão, três deles com clientes novos. “No geral fizemos bons contatos e é uma feira que vale a pena participar, pois além de pagar o investimento, temos um retorno positivo com os negócios fechados. Provavelmente voltaremos em 2017”, disse o diretor comercial Fernando da Silva. Na avaliação de Christoph D. Rieker, gerente geral da Sumitomo/Demag, a Feiplastic trouxe visitantes qualificados e desta forma ele acredita que é possível concretizar negócios já nas próximas semanas. “Finalizamos a venda de três equipamentos durante a feira”.Indústria química global, a DuPont fez de sua presença na Feiplastic ferramenta para aumentar negócios, e chamou clientes para The Global Collaboratory, centro de pesquisas e desenvolvimento localizado em Paulínia (SP), e que oferece laboratórios, equipes de design e testes em protótipos da empresa.Soluções para todo o setorAlém disso, o Brasil se firmou como produtor de máquinas e equipamentos de tecnologia equiparável às melhores do mundo. Isso demonstra que, independente do cenário econômico, o evento é essencial para o mercado. A HGR trouxe para a feira o primeiro anel de ar da América Latina produzido no Brasil. Ricardo Rodrigues, diretor comercial, explicou que “os equipamentos possuem tecnologia superior aos produtos da Alemanha e Itália, que atendiam o mercado nacional até então. É alta tecnologia brasileira”. Fabricada no Brasil, termoformadora da Hece é tão competitiva quanto simililares da Alemanha. “É a primeira máquina produzida no país com esta tecnologia, que oferece alta qualidade e produtividade igual ou superior a equipamentos fabricados na Europa”, afirma Fábio do Valle Sverzut, gerente de engenharia. Já a Pavan Zanetti levou ao pavilhão a primeira sopradora híbrida por extrusão de fabricação nacional.Reciclagem e compostagem in locoEm parceria com expositores e com organização da Plastivida, a Operação Reciclar voltou à Feiplastic e ao Anhembi. Mais de 10 toneladas de material plástico de 27 empresas foram coletadas para reciclagem. Agora, o material reciclado será direcionado para instituições do terceiro setor, com objetivo de gerar renda. Já o projeto Resíduo Zero produziu mais de 1,5 tonelada de fertilizante, utilizando resíduos orgânicos gerados dentro da feira, como restos de alimento. O material será enviado para hortas urbanas e parques da cidade de São Paulo.Reed Exhibitions Alcantara Machado informa a data de suas próximas Feiras no AnhembiEm 2016, de 17 a 21 de maio, acontecerá a 31ª Feira Internacional da Mecânica; em 2017, de 22 a 26 de maio, acontecerá mais uma edição da Feiplastic - Feira Internacional do Plástico e, em seguida, de 5 a 10 de junho, será organizada a 16ª Feimafe - Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Processos Integrados de Manufatura.

SINPLAST LANÇA CARTILHA SOBRE UTILIZAÇÃO DO PLÁSTICO   

Sindicato Indústrias Material Plástico Estado RS promove o lançamento da Cartilha do Plástico, destinada à conscientização público adulto.

Maio, 2015

Sinplast lança cartilha sobre utilização do plástico
JORNAL DO COMÉRCIO - ECONOMIA - Porto Alegre - RS - 15/05/2015 - Pág. 11


O Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast) promove o lançamento da Cartilha do Plástico, destinada à conscientização do público adulto. O material foi elaborado dentro do Programa Sustenplást RS e terá lançamento oficial no IV Seminário de gestão sustentável de resíduos sólidos: cidade bem tratada, que acontece nos dias 18 e 19 de maio no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.
"O Sinplast já trabalha com a educação de crianças nas escolas e agora objetiva chegar também aos adultos. Nós evoluímos muito na utilização do plástico, mas não no que se faz depois de utilizá-lo", aponta Manuel Gonzales, assessor técnico do Sinplast.
A cartilha aborda as qualidades, opções de aproveitamento e soluções tecnológicas para o uso do plástico e tem tiragem inicial de 10 mil exemplares, que serão distribuídos durante o seminário, evento que tem como principal objetivo voltar a atenção da sociedade para o atual cenário da Política Nacional de Resíduos Sólidos e os planos em níveis estadual e municipal. "Existe uma campanha muito forte contra o plástico, mas, ao invés de atacar o material, precisamos conscientizar as pessoas" destaca Gonzales.
Nos dois dias do evento, o Sinplast estará presente em um estande para distribuir o material e também para esclarecer as dúvidas dos presentes. A programação do dia 18 tem início às 19h, e, no dia 19, o evento ocorre das 8h45 até as 18h30.

INDÚSTRIAS RETIRARAM 7 MIL TONELADAS DE SÓDIOS DOS ALIMENTOS   

O Ministério da Saúde divulgou ontem o resultado do acordo feito com a ABIA para redução de sódio nos alimentos.

Maio, 2015

Indústrias retiraram 7 mil toneladas de sódio dos alimentos
Datamark - 13/05/2015

O Ministério da Saúde divulgou ontem (12/5) o resultado do acordo feito em 2011 com a Abia (Associação das Indústrias da Alimentação) para redução de sódio nos alimentos. Segundo os dados, entre 2011 e 2014, a diminuição atinge 7.652 toneladas. A meta até 2020 é que sejam retiradas 28.562 toneladas.
De acordo com o ministério, as maiores taxas de diminuição foram feitas nos rocamboles (21,1%), bolo aerado (16,6%), maionese (16,23%), bolos prontos sem recheio (15,8%) e bolos prontos com recheio (15%). As menores foram no biscoito salgado (5,8%), mistura para bolo cremoso (5,9%), biscoito recheado (6,48%), salgadinho de milho (9,4%) e biscoito doce (11,41%). Batata frita e batata palha tiveram redução de 13,71%.
O levantamento se refere à segunda etapa do Plano Nacional de Redução de Sódio em Alimentos Processados. Nesta etapa, foram analisados biscoitos, bolos, maioneses e snacks (salgadinhos de milho). Arthur Chioro, ministro da Saúde, comemorou o resultado, mas disse que é preciso diminuir o consumo nas escolas. “Não adianta comemorarmos a retirada de mais de 5 mil toneladas de sódio se não tivermos capacidade de trabalhar na alimentação, na merenda escolar e na retirada do saleiro da mesa.” Segundo Deborah Malta, diretora do ministério, mais da metade da população idosa diz ter pressão alta. “Por isso a redução do sódio é tão benéfica.”
Já o presidente da Abia, Edmundo Klotz, afirmou que a indústria busca, depois que a meta for obtida, substituir o consumo do sal doméstico. “A primeira fase é a retirada do sódio e a segunda, a substituição.”
O levantamento mostra que, em 2013, 95% dos 839 produtos analisados, de 69 empresas, conseguiram reduzir o teor de sódio da composição. Aquelas que não conseguiram obter o resultado esperado foram notificadas pelo ministério.
A próxima etapa do pacto será em 2016, quando serão avaliados margarina, hambúrguer, empanados e salsichas. Na primeira fase, em 2011, a queda foi de 1.859 toneladas. Foram abordados macarrão instantâneo, pão de forma e bisnaguinha.

FALTA DE ACORDO TRAVA LEI DE RESÍDUOS SÓLIDOS   

Em vigor desde 2010, a PNRS previa que, em agosto 2014, os municípios deveriam encaminhar seus resíduos sólidos para aterros sanitários...

Maio, 2015

Falta de acordo trava lei de residuos solidos
DCI - 13/05/2015

Em vigor desde 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) previa que, em agosto de 2014, os
municípios deveriam encaminhar seus resíduos sólidos para aterros sanitários, mas não é o que está
acontecendo. O principal motivo é a falta de acordo com a indústria. Como muitas leis no Brasil, a PNRS
ainda não surte o efeito imaginado graças à falta de fiscalização e punição. Mas, de acordo com Gabriela
Otero, coordenadora técnica da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos
Especiais (Abrelpe), a lei tem tudo para emplacar. "Essa legislação é muito elogiada fora do Brasil, quando
os acordos forem firmados tenho certeza que será uma lei de vanguarda no mundo", aposta a
coordenadora.

Plástico
Já a situação do plástico é um pouco mais complexa. Desde 2012 a indústria negocia com o governo a
melhor forma de aplicar a logística reversa prevista na lei. De acordo com a legislação vigente, as
empresas fabricantes devem prever qual será o destino dado às embalagens, no caso do plástico.
Enquanto a indústria não chega a um acordo com o governo, os estados, segundo a lei, têm liberdade para
negociar com a indústria melhores formas de aplicação da legislação. Contudo, como explica Gabriela, a
situação não é tão simples. "Nem todos os estados querem fazer acordos, uma vez que as outras unidades
federativas podem oferecer condições melhores e atrair as empresas", afirma. A guerra fiscal é mais um
componente que atrasa a gestão correta dos resíduos sólidos no país./DCI Online

MERCADOS JÁ FORNECEM DUAS SACOLAS GRATUÍTAS EM SÃO PAULO   

Os supermercados cidade São Paulo passaram a fornecer na segunda-feira, duas sacolas grátis para os clientes até os próximos dois meses...

Maio, 2015

Mercados já fornecem duas sacolas gratuitas em São Paulo
AGESTADO - 12/05/2015

Os supermercados da cidade de São Paulo passaram a fornecer na segunda-feira, 11, duas sacolas grátis para os clientes até os próximos dois meses, independentemente do valor da compra. A partir da segunda sacola grátis, o mercado poderá cobrar o preço de custo se o cliente pedir por mais unidades. A medida é fruto de acordo do Procon estadual de São Paulo com a Associação Paulista de Supermercados (Apas), a mais representativa entidade de mercados da capital, com Walmart, Pão de Açúcar e Carrefour. Também passa a valer na segunda-feira, outro ponto do acordo: para quem levar sua própria sacola ou qualquer outro meio de transporte de mercadorias, será aplicado no valor final da compra um desconto de R$ 0,03 a cada cinco itens adquiridos ou a cada R$ 30. A opção ficará a cargo de cada estabelecimento. O desconto valerá por seis meses - até novembro. Para o órgão de defesa do consumidor, a gratuidade para as duas sacolas é uma forma de "minimizar as imposições da lei".
Reclamações
“A lei não proibiu a cobrança pelas novas sacolas e acabou deixando o consumidor à mercê das práticas de mercado", afirmou a diretora executiva do Procon, Ivete Maria Ribeiro, ao firmar acordo com a Apas, no dia 28 de abril. O órgão havia contabilizado mais de 500 reclamações nas duas primeiras semanas da vigência da lei por parte de consumidores insatisfeitos com a cobrança. Alguns supermercados estão cobrando pelo item em um valor entre R$ 0,10 e R$ 0,20. Desde 5 de abril, o comércio paulista está proibido por lei de distribuir as antigas sacolas brancas e o decreto da Prefeitura sobre o assunto havia deixado uma lacuna sobre a possibilidade de cobrança das novas sacolas.
´Inaplicável´
Na semana passada, o acordo entre Procon e Apas foi alvo de críticas da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Para a entidade, medida é "inaplicável" e haverá dificuldade em executá-las. A Fecomercio entendeu que o protocolo é limitado aos estabelecimentos associados à Apas quando o Sindicato do Comércio Varejista de Alimentos do Estado de São Paulo teria mais representatividade no setor. A Apas possui 1.258 empresas associadas. Não foi informado o número de estabelecimentos ligados à Sincovaga. "Ao levar sua sacola, o cliente, teoricamente, terá um desconto. E, caso necessite de mais sacolas, terá que adquirir no próprio local, o que gerará dúvidas quanto ao critério a ser adotado nesse caso e quanto aos registros desse desconto e da compra na nota fiscal", disse em nota o presidente do Sincovaga, Álvaro Furtado. Para a Fecomércio, dúvidas podem gerar discussões no ato da compra, enquanto outros esperam para serem atendidos.
Justiça
O assunto já está na Justiça. Na semana passada, a Prefeitura entrou com ação contra os supermercados pedindo pela proibição da cobrança das novas sacolas, por entender que vai contra a política de sustentabilidade desenvolvida pelo poder público. O processo tramita na 1.ª Vara da Fazenda Pública da capital e ainda não teve decisão. De acordo com a ação da Prefeitura, "ao cobrar pelas sacolas reutilizáveis, o comércio varejista desestimula a política municipal de reciclagem". A venda das sacolas plásticas, argumenta a Prefeitura, "é um empecilho para o sucesso de qualquer programa de reciclagem". OESP/Agestado/JC-RJ

CENÁRIO TESTA EMPRESÁRIOS DO SETOR PLÁSTICO   

A cadeia do plástico enfrenta um cenário desfavorável e terá de estabelecer ações para ganhar competitividade e recuperar o fôlego...

Maio, 2015

Cenário testa empresários do setor plástico
DCI - 12/05/2015

A cadeia do plástico enfrenta um cenário desfavorável e terá de estabelecer ações para ganhar competitividade e recuperar o fôlego. De acordo com dados divulgados pela Abiquim, a produção do conjunto de resinas termoplásticas caiu 4% no Brasil em 2014. De acordo com a entidade, no mesmo período as importações cresceram 0,6%. Apesar do crescimento baixo das compras internacionais, o percentual de produtos importados no consumo aparente do país ainda é alto. Chegou a 28% no ano passado. De acordo com a diretora de economia e estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, o quadro atual de baixa competitividade da indústria decorre das incertezas em torno do fornecimento de água e energia, da elevação dos custos de produção - particularmente no tocante às matérias-primas básicas -, da alta carga tributária e das deficiências de infraestrutura. Já a redução da demanda pode ser explicada pelo recuo da atividade econômica nacional como um todo.

Setor de transformados plásticos precisa investir em inovação e melhorar gestão
para aumentar a lucratividade
O ecossistema de transformação do plástico no país vive um momento de metamorfose para voltar a crescer. As bases dessa mudança são a inovação e a melhoria na gestão dos negócios para ampliar a produtividade de toda a cadeia, reduzir custos e gerar novos postos de trabalho. Até o ano passado, esse segmento (composto por 11.670 empresas) tinha 352 mil trabalhadores formais, ocupando a 4º posição entre os setores de transformação que mais empregam no país. Segundo o estudo divulgado pela Abiplast, na Feiplastic - realizada na semana passada, em São Paulo -, o setor faturou R$ 59,2 bilhões no ano passado, valor 6,3% menor do que os R$ 63,2 bilhões registrados em 2013. "Essa queda é consequência do recuo na produção (cuja redução foi de 3,5%), da concorrência com os importados e da dificuldade de recompor preços devido ao desaquecimento do mercado", avaliou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast. "O consumo aparente de transformados plásticos também caiu em 2014 (-2,6%), mas em uma proporção menor do que a produção, evidenciando que parte significativa do mercado interno vem sendo suprida pelas importações", completou.

Exportação
Em 2014, as importações cresceram de 732 mil para 769 mil toneladas (+5%), comparando ao ano anterior. Do outro lado da balança comercial, o preço médio do produto exportado cresceu cerca de 10% (em reais) no ano passado. Mas o ganho, propiciado pela desvalorização da moeda brasileira, não esconde um dado fundamental: o coeficiente de importação do setor cresce a cada ano. Atualmente está em 13,9%, enquanto o coeficiente de exportação foi de 5,3% em 2014. Para Fernando Figueiredo, presidente executivo da Abiquim, o setor do plástico apresenta fortes características para incentivar o desenvolvimento tecnológico no país, porque beneficia outros segmentos industriais de alta tecnologia agregada, como o automotivo, aeronáutico, e saúde. "O uso do plástico proporciona a redução da emissão de gases de efeito estufa e a economia de recursos naturais, como água e energia, além de diminuir a geração de resíduos", disse Figueiredo.

BNDES
Segundo o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a cadeia do plástico assegura todo o processo petroquímico do Brasil. Uma das principais atuações do banco nesse segmento é o cartão BNDES. "Já emitimos cerca de 5,4 mil cartões para micro, pequenas e médias empresas da indústria de transformação de plástico, somando R$ 692 milhões em crédito pré-aprovado", destaca. Apesar de incentivos como o do BNDES, no ano passado 80 micro e pequenas empresas na indústria de transformados plásticos enceraram suas atividades. Outras 700, de maior porte, direcionam o crescimento e o dinamismo tecnológico dessa atividade.

PICPlast
Para reverter esse cenário e impulsionar o setor, a gigante Braskem e a Abiplast, anunciaram, há dois anos, o Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) e apresentaram os primeiros resultados durante a Feiplastic. De acordo com o vice-presidente da Braskem, Luciano Guidolin, até o momento a iniciativa cumpriu seu papel com 598 empresas já beneficiadas. "O PICPlast objetiva incentivar e tornar as companhias mais competitivas no mercado nacional e internacional", diz o executivo. Para o presidente da Abiplast, a consolidação dessa iniciativa será fundamental para o desenvolvimento da indústria brasileira do plástico. "O objetivo é apoiar o desenvolvimento de um novo ciclo para essa área e, certamente, se tornará referência setorial que servirá de inspiração para outros segmentos industriais no país", afirma Coelho.

Pilares
O PICPlast é composto por três pilares. O primeiro visa estimular a exportação de transformados plásticos, como alternativa sustentável para a expansão da indústria brasileira. "A Braskem oferece condições diferenciadas para quem exportar. Mas identificamos que também há a necessidade de orientar essa indústria para o comércio exterior", explica Fábio da Silva Santos, diretor comercial da Braskem. O outro pilar é a competitividade e a inovação. A inovação ganhou reforço com a atuação da parceira Inventta, consultoria especializada em startups, que irá desenvolver projetos de inovação em 15 indústrias participantes do PICPlast. Já o aumento da competitividade conta com o trabalho da Advisia, que está atuando na criação de padrões para formação de custos, baseados em benckmarks. "Também fizemos um acordo com a Fundação Dom Cabral para que os empresários do setor melhorem a gestão. Este ano está em curso a 2º turma em São Paulo e pretendemos expandir para outras cidades", completa Santos. O terceiro item é criar iniciativas para mostrar (e esclarecer) aos demais segmentos quais as vantagens do plástico. Segundo o diretor da Braskem, devido à desinformação, existe uma imagem ainda negativa do plástico. "Se bem usado, esse material gera redução de custos e benefícios para todo o planeta porque é mais barato, é reciclável e inerte.” - DCI Online

CONSUMIDOR QUER MAIS DO QUE DUAS SACOLINHAS GRÁTIS   

No primeiro dia da medida articulada pela Apas e Procon, clientes reclamam da limitação da embalagem...

Maio, 2015

Consumidor quer mais do que duas sacolinhas grátis
DIÁRIO DE S.PAULO - DIA A DIA - São Paulo - SP - 12/05/2015 - Pág. 4


No primeiro dia da medida articulada pela Apas e Procon, clientes reclamam da limitação da embalagem

Consumidores continuam insatisfeitos com a novela das sacolinhas plásticas. No primeiro dia das novas regras para a entrega das embalagens ecologicamente corretas (verdes e cin -zas), os clientes dos supermercados saíram reclamando de só ter direito a duas sacolas grátis por compra. Além disso, classi -ficaram o desconto dado para quem leva a sua sacola retoma -vel de casa como "irrisório". Para muitos consumidores, os 5% só servem para enganar os desinformados.
O acordo articulado entre o Procon - SP e a Apas (Associa -ção Paulista de Supermercados) determina que os estabelecimentos devem conceder duas sacolinhas independentemente do valor dos produtos adquiridos. Caso o cliente leve as chamadas ecobags de casa, o estabelecimento deve dar o desconto acumulativo de R$ 0,03 a cada cinco itens ad-quiridos ou a cada R$ 30.
A aposentada Floripe Santiago Sena, de 80 anos, foi ao supermercado comprar poucas coisas e saiu de lá com as duas sacolas que tinha direito, mesmo uma delas estando vazia. " Eu peguei (a sacolinha) mes -mo não precisando agora por que depois, além de reutilizar na coleta do lixo de casa, eu posso trazer para carregar com -pras maiores", disse.
A secretária Mônica Feman -des. 47, acha a medida desequilibrada "Quem compra muitos produtos ganha duas sacolas, quem compra poucos também. Esse cálculo é injusto", protestou.
Outras pessoas, mesmo sem saber da possibilidade de desconto na compra, preferiram carregar as sacolas retomáveis. O motorista José Tomaz de Campos, 58, pagou RS 0,24 a menos na conta. "Eu sempre trago as sacolas de casa. Receber o desconto foi um bônus, mas é muito pouco", disse.
"O certo mesmo é darem de graça. As empresas já faturam tanto com os produtos que cobrar pelas sacolinhas não chega a ser nada", comentou a doméstica Guiomar Bezerra, 55.
A engenheira Fabiana Farias, 29, disse ser a favor das novas sacolinhas. "Não custa nada trazer a própria sacola de casa. É uma questão de cultura, logo o povo toma mais consciência e cria o hábito", completou.
Os que precisam comprar as sacolinhas continuam pagando entre R$ 0,08 e RS 0,10 porcaria uma. A Apas garante que es -se valor é o de custo para os su -permercados. O Procon diz querer ter acesso às notas de compras para comprovar esses valores." No cômputo dos valo -res das mercadorias já está em -butido o custo da sacola. Taxar a mais é uma cobrança dupla", disse a diretora-executiva do Procon. Ivete Maria Ribeiro.

MERCADOS DÃO SACOLINHA, MAS DESCUMPREM PARTE DE ACORDO   

O acordo entre Apas e Procon que estabelece normas temporárias para a distribuição de sacolinhas plásticas foi parcialmente descumprido...

Maio, 2015

Mercados dão sacolinha, mas descumprem parte de acordo
AGORA SÃO PAULO - NAS RUAS - São Paulo - SP - 12/05/2015 - Pág. A6


No primeiro dia em vigor, o acordo entre a Apas (Associação Paulista de Supermercados) e o Procon que estabelece algumas normas temporárias para a distribuição de sacolinhas plásticas nos comércios paulistanos foi parcialmente cumprido.
Seu principal ponto, a gratuidade nas duas primeiras sacolas plásticas independente do valor gasto pelo cliente, foi seguido. Entretanto, outros aspectos, como o desconto de R$ 0,03 a cada cinco produtos ou R$ 30 adquiridos para quem levar sua própria sacola e o desconto na venda das sacolas retornáveis, não foram totalmente cumpridos.
Nos supermercados visitados pela reportagem (redes Carrefour, Extra, Pão de Açúcar e Walmart), também não havia qualquer aviso ou placa que informasse aos clientes sobre as mudanças, uma das exigências do acordo.
A profissional de marketing Patrícia Rocha França, 34 anos, gastou R$ 152,03 em 31 produtos no Walmart de Santo Amaro e, apesar de ter levado sua própria sacola, não obteve qualquer desconto na compra. "Não questionei porque esqueci. Eles também não me disseram nada [sobre o desconto]", disse. Ela tinha direito a R$ 0,15 de bônus.
Procurada, a Apas informou que seus associados estão se adaptando para cumprir o acordo plenamente.
0 Procon, por sua vez, informou que vai fiscalizar o estabelecimentos e, se encontrar irregularidades, notificá-los. Eles estarão então sujeitos a multas.
0 Carrefour afirmou que dá desconto de 50% nas sacolas reutilizáveis e que cumpre o acordo. Extra e Pão de Açúcar disseram que pode haver atrasos no cumprimento do prazo por causa do tamanho da operação. A assessoria do Walmart não atendeu às ligações da reportagem.

MERCADINHOS E LOJAS AINDA USAM SACOLINHAS ANTIGAS   

Donos de comércios afirmam que não encontram sacolas biodegradáveis. Regra vale desde abril...

Maio, 2015

Mercadinhos e loja ainda usam sacolinhas antigas
AGORA SÃO PAULO - NAS RUAS - São Paulo - SP - 08/05/2015 - Pág. A4


Donos de comércios afirmam que não encontram sacolas biodegradáveis. Regra vale desde abril
As antigas sacolinhas ainda estão sendo usadas por mercadinhos e comércios em geral. A reportagem do Agora visitou anteontem e ontem estabelecimentos de diferentes bairros da capital e encontrou locais que vendiam, inclusive, sacolinhas com a marca da loja.
Desde o dia 5 de abril passou a valer a nova regra para a comercialização de sacolas. A prefeitura criou dois modelos de embalagens biodegradáveis: o verde e o cinza.
A comerciante Inês Castilho, 62 anos, tem uma loja de utilidades domésticas na zona leste. Ela ainda oferece aos clientes as antigas embalagens. Inês afirma que tem dificuldades para encontrar um fornecedor para adquirir as novas sacolinhas e ainda mais em um tamanho diferenciado. "Não posso trabalhar com um tamanho padronizado", afirmou.
Para o economista Mareei Solimeo, da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), o problema está em ter apenas um fornecedor de matéria-prima para a confecção das novas sacolas. "A produção não atende a demanda imediata", disse.
A preocupação de Givanildo Ferreira, 36 anos, gerente de uma doceria na Lapa (zona oeste), é o que vai fazer com o estoque de 70 mil sacolas de plástico antigas. "Deve durar seis meses. Não posso ter prejuízo", disse.
Quem usa a antiga sacola com a marca da loja também não quer perder o estoque. É o caso de um minimercado na zona sul que apesar de ter um aviso sobre a cobrança por sacolas biodegradáveis, de R$ 0,10, ainda usa o modelo vetado pela prefeitura.
Outros tipos de estabelecimentos como uma casa de carnes e uma loja de roupa infantil não tinham previsão para começar a oferecer aos clientes a nova sacolinha.

Tamanho maior é liberado
A Prefeitura informou que os comerciantes podem oferecer sacolas com tamanho superior ao determinado pela nova regra desde que respeitem a dimensão mínima de 48x55 centímetros. No. caso de optarem por uma embalagem com tamanho menor, terão de usar matéria-prima que não seja o plástico, como papel e celulose. Sobre a infração dos lojistas visitados pela reportagem, o órgão disse que neste primeiro momento os comerciantes devem se adaptar à regra ef eventualmente, podem receber orientação ou advertência.

FEIPLASTIC 2015   

De 4 a 8 de maio, a Feiplastic – Feira Internacional do Plástico volta a ocupar os 85mil m2 do Anhembi. O evento reúne 1.400 marcas...

Maio, 2015

Feiplastic
PORTAL RADAR - 30/04/2015

De 4 a 8 de maio, a Feiplastic – Feira Internacional do Plástico volta a ocupar os 85mil m2 do Anhembi. O evento reúne 1.400 marcas expositoras, 155 pela primeira vez. A Reed Exhibitions Alcantara Machado, promotora e organizadora da feira, espera receber 70 mil visitantes qualificados. A Feiplastic é a maior plataforma de negócios, sustentabilidade e tecnologia para a cadeia do plástico em toda América Latina. Para se ter uma ideia, neste ano a feira recebe 30 delegações expositoras, entre elas Canadá, Colômbia, Coreia do Sul, EUA, Equador, Espanha, França, Finlândia , Inglaterra, Israel, Itália entre outros.Outro ponto de destaque é a Rodada de Negócios promovida pela própria Reed. “Para o Club Premium Plus, estamos esperando 140 compradores para 42 expositores selecionados, além de cerca de 600 compradores para outras rodadas de negócio que acontecem durante o evento”, estima o vice-presidente da Reed, Paulo Octavio Pereira de Almeida. A promotora do evento tem motivos para esperar grande realização de negócios, já que em 2013 expositores chegaram a vender até 60 máquinas.Além disso, de acordo com a sondagem da Reed ao final de cada evento, em 2013, 95% dos expositores estavam satisfeitos ou muito satisfeitos com a feira. Cerca de 98% demonstraram interesse em renovar a participação na Feiplastic, o que reforça sua importância como vetor de negócios. Entre os principais setores da feira deste ano estão: Produtos Básicos e Matérias-Primas, Máquinas, Equipamentos e Acessórios, Moldes e Ferramentas, Transformadores de Plástico, Resinas Sintéticas, – Instrumentação, Controle e Automação, Serviços e Projetos Técnicos, ReciclagemA cerimônia de abertura acontece às 11h do dia 4, no Espaço das Orquídeas, dentro do pavilhão do Anhembi. Participam representantes das diversas entidades apoiadoras do evento como Abiplast – Associação Brasileira da Indústria do Plástico; Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química e Siresp – Sindicato da Indústria de Resinas Plásticas. A Abiplast confirmou que lançará o relatório anual Perfil do Setor 2014 durante a Feiplastic.Atrações e atividades paralelasOperação Reciclar – numa área de aproximadamente 220 m², serão feitas as demonstrações do processo de reciclagem de diversos tipos de materiais, até o produto final transformado. Também estão sendo programadas pela Plastivida, que coordenada o projeto, palestras educativas sobre o tema. Entre as empresas participantes e patrocinadores bronze do projeto estão Pavan Zanetti, Romi e Wortex. A ideia é incentivar a coleta e reciclagem de materiais plásticos mostrando, na prática, todo o potencial de reciclabilidade e variedade de aplicações da resina plástica em diversos segmentos da indústria.Projeto Comprador Think Plastic Brazil – movimentará negócios internacionais, com doze empresas internacionais e 35 nacionais. Em sua 43ª edição, a expectativa dos organizadores é de que as rodadas superem os US$ 3 milhões previstos para 2015/16. Compradores de países como Argentina, Colômbia, Chile, Costa Rica e Peru já confirmaram a participação. Destaque para compradores de empresas focadas em insumos para mineração e logística, além de indústrias de produtos de consumo de massa e ainda um dos maiores convertedores sul-americanos.Também será montada a Ilha do Conhecimento, espaço exclusivo para a realização de debates técnicos e apresentações dos expositores, com o objetivo de promover a atualização profissional e conhecimento sobre produtos, equipamentos, tecnologias, tendências e melhores práticas do mercado. As empresas AGC Vidros, Talamac, Cristal Master, ARPI, Bayer e INP / Waycarbon já estão confirmadas.Serviço:Feiplastic – Feira Internacional do PlásticoData: 4 a 8 de maio de 2015Horário: 11h às 20hLocal: Pavilhão de Exposições do Anhembi – São Paulo – SP – BrasilMais informações: www.feiplastic.com.br

HADDAD DIZ QUE COBRANÇA DE SACOLINHAS FOI "ORQUESTRADA"   

Haddad , disse que supermercados "orquestraram" o valor das sacolinhas reutilizáveis e que essa combinação de custo das embalagens é ilegal.

Abril, 2015

Haddad diz que cobrança de sacolinhas foi ´orquestrada´
Agestado – 30/04/2015

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse, ontem, que os supermercados "orquestraram" o valor das novas sacolinhas reutilizáveis e que essa combinação de custo das embalagens é ilegal. Conforme informou o jornal "O Estado de S.Paulo", Haddad foi à Justiça contra a cobrança das embalagens por parte dos supermercados. A Prefeitura entrou com pedido de liminar contra Associação Paulista de Supermercados (Apas), Carrefour, Pão de Açúcar, Walmart, Futurama, Sonda, D´Avó Supermercados e Supermercado Dia. A Apas é a mais representativa entidade do setor de supermercados de São Paulo, com 1.258 empresas. "Não houve concorrência entre as redes. Eles fizeram todos uma combinação única e, em minha opinião, isso não é o melhor caminho. Entendo até que envolve alguma ilegalidade nessa combinação para que todos passem a cobrar. Se a concorrência entre eles existisse, alguns estariam oferecendo (a sacola) para atrair clientes e outros estariam perdendo clientes com a cobrança", afirmou. "Mas o que aconteceu foi uma orquestração. E não em proveito do meio ambiente."
Questão ambiental
A ação da Prefeitura tem objetivo similar ao pedido da SOS Consumidor, que recorreu judicialmente contra a cobrança e teve a liminar negada na semana passada. Haddad disse, porém, que o fundamento da ação da Prefeitura é "exclusivamente ambiental" e não aborda a questão do direito do consumidor. "O fundamento é diferente. O nosso fundamento é ambiental. A indústria e o comércio são grandes geradores. Precisam se associar ao esforço do poder público em defesa do meio ambiente."
Acordo para distribuição
Na terça-feira (28), o Procon estadual de São Paulo e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) anunciaram um acordo que orienta o comércio a distribuir duas sacolas grátis para os clientes ou dar desconto para quem levar de casa o seu meio de transporte de mercadorias. A medida, que vai entrar em vigência no próximo dia 11, valerá por dois meses. Haddad disse que o acordo é um primeiro passo. "A pessoa, em vez de fazer uma compra, vai ter que fazer cinco compras para ter o direito de ter dez sacolinhas? Você vai causar um desconforto sem nenhum benefício", afirmou.
Polêmica
O deputado federal Celso Russomanno, líder da bancada do PRB, acusou Haddad de promover a regulamentação de uso de sacolas plásticas em supermercados, para beneficiar um doador de campanha. Em seu programa de TV na Record, Russomanno disse que as sacolas verdes e cinza, apesar de terem 49% de material vindo da cana-de-açúcar, são um "engodo" por levarem o mesmo tempo para se decomporem, que as sacolinhas brancas. Ele disse ainda que há vários fabricantes de sacolinhas, mas que a Braskem, fabricante da matéria-prima, foi doadora da campanha de Haddad em 2012. A Braskem nega ter feito lobby pela mudança das sacolinhas e informa que não fez contribuições para a campanha de Haddad em 2012. A empresa disse ainda que o plástico verde, matéria-prima das sacolinhas e de outros produtos, representa menos de 2% de seu faturamento. Em nota, a Prefeitura de São Paulo solicita que "denúncias formais, com provas, testemunhos ou indícios, sejam enviadas para a Controladoria Geral do Município (CGM)" e afirma que a prestação de contas de Haddad está disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral.

RUSSOMANO ACUSA HADDAD DE PROMOVER TROCA SACOLAS BENEFICIAR DOADOR   

O deputado federal Russomanno, acusou Haddad , de promover a regulamentação de uso de sacolas em supermercados para beneficiar doador...

Abril, 2015

Russomanno acusa Haddad de promover troca de sacolinhas para beneficiar doador
Agestado – 30/04/2015

O deputado federal Celso Russomanno, líder da bancada do PRB, acusou o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), de promover a regulamentação de uso de sacolas plásticas em supermercados para beneficiar um doador de campanha. No Programa da Tarde, que ele comanda na TV Record, Russomanno afirmou que as sacolas verdes e cinza, apesar de terem 49% de material vindo da cana-de-açúcar, são um "engodo" por levarem o mesmo tempo para se decomporem que as sacolinhas brancas. Ele disse ainda que há vários fabricantes de sacolinhas, mas que a Braskem, fabricante da matéria-prima, foi doadora da campanha de Haddad em 2012. "É um engodo que não tem tamanho e esse engodo, eu descobri o que está por trás", disse Russomanno ao apresentar sua teoria no programa. Russomanno é cotado para disputar a Prefeitura nas eleições de 2016, na qual teria em Haddad um dos principais adversários. Na declaração de campanha de Haddad registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não consta nenhuma doação direta da Braskem. Há repasses do diretório nacional do partido, que pode ter recebido doações da empresa.
Braskem
O partido e a empresa foram contatados pela reportagem para esclarecer se houve alguma doação em 2012. Os dados estão sendo levantados. A assessoria do prefeito informou ter enviado uma nota ao programa de Russomanno na terça-feira, 28, que não foi lida no ar. "Com relação às insinuações lançadas pelo candidato derrotado nas eleições municipais de 2012, Celso Russomanno, em seu programa de televisão na Rede Record, sobre o suposto lobby da Braskem na regulamentação da Lei de Proibição das Sacolas Plásticas, a Prefeitura solicita que denúncias formais, com provas, testemunhos ou indícios, sejam enviadas para a Controladoria Geral do Município (CGM). A prestação de contas do prefeito Fernando Haddad está disponível no site do TSE", diz a nota da Prefeitura. A Braskem também informou ter enviado um posicionamento que não foi utilizado pelo programa.
Resina
Segundo a companhia, a acusação não faz sentido pois a resina de plástico verde, matéria-prima das novas sacolas, representa menos de 2% do faturamento da companhia. A Braskem disse ainda não ser a única fornecedora de resina verde no Brasil. A empresa diz ter 65% de fatia de mercado de resina plástica no País, material que é usado para outras finalidades além da produção de sacolas.


HADDAD TENTA NA JUSTIÇA MANTER SACOLINHAS   

Prefeito entre com ação contra os supermercados para impedir a cobrança das embalagens ambientais...

Abril, 2015

Haddad tenta na Justiça manter sacolinhas
DIÁRIO DE S.PAULO - DIA A DIA - São Paulo - SP - 30/04/2015 - Pág. 4


Prefeito entre com ação contra os supermercados para impedir a cobrança das embalagens ambientais

O prefeito Fernando Haddad (PT) não ficou satisfeito com a proposta das grandes redes de supermercado de ofere -cer de graça, a partir do dia 11 de maio, apenas duas sacolinhas ecológicas para cada consumi -dor e entrou na Justiça com uma ação para impedir a cobrança das embalagens biodegradáveis nas cores cinza e verde.
No processo, a administração defende que "é dever dos estabelecimentos contribuir com a política nacional do meio am -biente, fornecendo alternativas, instruindo a população e estimulando o uso das sacolas reutilizáveis". A Prefeitura recorre contra a Apas (Associação Paulista de Supermercados) e as grande redes do setor.
Haddad insiste que cobrança das sacolinhas, hojeentre RS 0,08 e RS 0,12, vai desesti-mular a população a cumprir a lei que prevê o descarte separa -do do lixo: no plástico verde so -mente o lixo reciclável, como metal, papel, plástico e vidro. A sacola cinza poderá ser reutili -zada para os dejetos comuns.
"A cobrança do material pode gerar um sentimento de antipatia por parte do consumidor, desestimulando a adoção de um comportamento ecologicamente consciente", justificou o prefeito. A Apas já conse -guiu uma vitória na Justiça, que reconheceu como legal a cobrança das embalagens ecológicas em processo movido pela SOS Consumidor.

VENDA DE SACOLAS É CONTESTADA   

A Prefeitura de São Paulo entrou na Justiça para impedir que os SUPERMERCADOS façam a cobrança pelas novas sacolas plásticas...

Abril, 2015

Venda de sacolas é contestada
DCI - COMÉRCIO - São Paulo - SP - 30/04/2015 - Pág. 12


A Prefeitura de São Paulo entrou na Justiça para impedir que os SUPERMERCADOS façam a cobrança pelas novas sacolas plásticas. O pedido foi encaminhado na última terça-feira, no mesmo dia em que o Procon e a Associação Paulista de SUPERMERCADOS (Apas) anunciaram um novo acordo.

A solicitação foi encaminhada para tentar proibir a venda das novas sacolas bioplásticas nos SUPERMERCADOS da cidade. A ação foi ajuizada em face da Apas e das principais redes do setor. A prefeitura entende que é dever dos estabelecimentos contribuir com a Política Nacional do Meio Ambiente, conforme a Lei 6.938/81, e fornecer alternativas e incentivar a população a respeito do uso das embalagens reutilizáveis.

Responsabilidade

Para o município, os SUPERMERCADOS também são geradores de poluição e devem atender à Política Nacional do Meio Ambiente. Eles precisam contribuir na reparação dos danos ao meio ambiente e arcar com os respectivos custos. Segundo a prefeitura, as sacolas seguem o padrão internacional e são fabricadas com materiais de fontes renováveis.

SACOLINHAS DÃO UM NÓ NA CABEÇA DO PAULISTANO   

APAS recua e a embalagem, que era cobrada, passa a ser distribuída gratuitamente, mas só duas unidades por cliente e por compra...

Abril, 2015

Sacolinhas dão um nó na cabeça do paulistano
DIÁRIO DE S.PAULO - DIA A DIA - São Paulo - SP - 29/04/2015 - Pág. 2 e 3

Associação de Supermercados recua e a embalagem, que era cobrada, passa a ser distribuída gratuitamente, mas só duas unidades por cliente epor compra. A partir daí, pode cobrar, mas sem lucro, só pelo preço de custo. Haja confusão...

Em uma nova reviravolta, menos de dez dias após a Justiça julgar como legal a cobrança peias novas sacolas ecológicas nas cores cinza e verde distribuídas pelo comércio paulistano, os supermercados anunciaram, ontem, que vão voltar a oferecer de graça as embalagens para os clientes levarem suas compras para casa.
Mas a "bondade" das grandes redes só vai atender quem fizer uma compra mínima: o acordo com o Procon-SP prevê apenas duas sacolinhas biodegradáveis a cada vez que o consumi -dor passar no caixa. Se ele tiver mais produtos, precisará comprar as demais sacolas ao preço que varia de R$ 0,08 a R$ 0,12 cada uma.
A nova regra começa a valer no dia 11 de maio e vai durar 60 dias. Uma outra opção lançada ontem pela Apas (Associação Paulista de Supermercados), que também começa em maio, mas esta válida por seis meses, ou seja, até 10 de novembro, dá ao cliente que levar as chama -das sacolas retomáveis, as eco-bags, de casa, ou qualquer outro meio de transporte dos alimentos, o direito a um desconto de R$ 0,03 a cada cinco itens comprados ou R$ 30 gastos.
A expectativa do Procon é que o preço atual cobrado pelas sacolas ecológicas caiam, já que as redes de supermercados vão precisar comprovar parado cliente que não estão obtendo nenhum lucro com o produto. O órgão de defesa do consumidor não explicou, porém, como o cliente terá acesso aos preços pagos pelas redes supermercadistas em cada sacolinha.
A diretora executiva do Procon-SP, Ivete Maria Ribeiro, explica que o acordo procurou beneficiar o consumidor da melhor maneira possível, de acordo com a lei.
"Procuramos minimizar o impacto das imposições desta lei uma vez que ela não proibiu a cobrança, deixando o consumidor à mercê das práticas de mercado", justificou Ivete. "Nossa esperança é que nesse período de dois meses o consumidor se convença da conveniência de usar a sua ecobag", disse a representante do órgão de defesa do consumidor.
Ivete também ressaltou que a medida só vale para supermercados, pois o maior número de reclamações veio de clientes desse setor. "Não recebemos muitas reclamações da cobrança de sacolas em estabelecimentos de outros setores depois que a lei começou a valer (no dia 5 de abril)", explicou. "O que ocorre é que a maior parte desses locais não cobra pela sacola."
De acordo com o vice - presidente da Apas, Paulo Pompílio, o acordo com o Procon visa causar o mínimo de prejuízo ao meio ambiente e permitir que haja um tempo para a adapta -ção do consumidor.
"A finalidade desta lei é incentivar o uso dos meios retornáveis para o transporte das compras e não lucrar com a venda das sacolas plásticas", afirmou o executivo.
Pompílio ainda colocou que o preço das sacolas plásticas brancas, que estava embutido no valor dos produtos vendidos, foi retirado dos produtos, sem especificar quanto isso representou na queda dos preços.

OPERAÇÃO RECICLAR DEMONSTRARÁ DIVERSAS APLICAÇÕES DO PLÁSTICO   

Após o sucesso na sua edição 2013, neste ano a Feiplastic - organiza mais uma vez a Operação Reciclar simultaneamente à Feira...

Abril, 2015

Operação reciclar demonstrará diversas aplicações do plástico e sua importância na economia e na vida das pessoas
CLUBE DA EMBALAGEM - 28/04/2015

Após o sucesso na sua edição 2013, neste ano a Feiplastic – Feira Internacional do Plástico - organiza mais uma vez a Operação Reciclar simultaneamente à feira, no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Entre as empresas participantes e patrocinadores bronze do projeto estão Pavan Zanetti, Romi e Wortex. A ideia é incentivar a coleta e reciclagem de materiais plásticos mostrando, na prática, todo o potencial de reciclabilidade e variedade de aplicações da resina plástica em diversos segmentos da indústria. A Plastivida coordena a ação com o apoio das entidades Abimaq, Abiplast, Abiquim, Instituto do PVC, INP e Siresp. A iniciativa também tem como patrocinadores as empresas Braskem (categoria ouro), Cincoplast (categoria prata) e Valor Sustentável (categoria bronze).Durante os dias do evento, todo o resíduo plástico gerado na feira, desde a montagem, até a desmontagem, será coletado e armazenado em quatro containeres. Parte desse material será transformado em grão no equipamento Challenger Compounder da Wortex, para reciclagem de materiais rígidos, injetado numa máquina da Romi e soprado numa máquina da Pavan Zanetti. O público poderá conferir, ao vivo, a criação/transformação de novos produtos, no espaço da Operação Reciclar. Na edição de 2013 foram coletadas e recicladas 25 toneladas de plásticos. Em todas as edições, a Operação Reciclar também recebe uma exposição com produtos desenvolvidos com plástico reciclado.Paolo De Filippis, diretor da Wortex, adianta que a empresa levará para o seu estande a linha de equipamento de reciclagem Challenger Recycler para materiais flexíveis. A tecnologia da empresa permite o reaproveitamento de produtos plásticos pós-consumo (resíduos sólidos urbanos, RSU) de forma completa, rápida e com baixo custo de energia, operação e espaço. “A linha Challenger Recycler têm modelos com capacidade de processar de 100 a 1500 quilos de plástico por hora. Esse tipo de equipamento permite o máximo de rentabilidade e traz valor agregado para o negócio, seja para cooperativas ou recicladores e para o pós industrial”, afirma o executivo.A Pavan Zanetti, por sua vez, expõe a sopradora de resinas termoplásticas série Bimatic Modelo BMT 5.6 D/H Híbrida. “A empresa tem pesquisado, investido e realizado testes para desenvolver equipamentos com mais eficiência energética – explica Leandro Pavan, gerente de Marketing da marca – Na série Bimatic, o modelo BMT5.6 D/H tem o sistema de deslocamento dos carros porta-moldes, que deixaram de ter acionamentos hidráulicos e passaram a ter acionamentos através de motores elétricos e inversor, economia de 6%, em média”.A Romi expõe uma injetora elétrica modelo EL 75 injetando uma bandeja plástica multiuso. "A reciclagem de materiais plásticos é de grande importância para a questão da sustentabilidade e para a competitividade dos transformadores de plásticos do país. Temos investido em duas modernas tecnologias: a linha de injetoras EN economiza até 65% de energia se comparado a outras injetoras hidráulicas. Sua precisão possibilita economia de até 2,5% do consumo de matéria-prima devido ao seu baixo desvio padrão do volume injetado. A linha EL, acionada por servomotores, pode chegar a 80% de economia, se comparada a máquinas injetoras hidráulicas convencionais, além da economia com o consumo de matéria prima devido a sua excelente repetibilidade e maior razão de injeção que permite a produção de peças plásticas com paredes mais finas”, explica William dos Reis, diretor da unidade de Negócios de Máquinas para Plásticos.Serviço:Feiplastic – Feira Internacional do PlásticoData: 4 a 8 de maio de 2015Horário: 2ª a 6ª feira das 11h às 20hLocal: Pavilhão de Exposições do AnhembiFonte: Embalagem & Tecnologia

SUPERMERCADOS DARÃO ATÉ DUAS SACOLAS GRATUITAS   

A Fundação Procon, e a Apas estabeleceram um acordo sobre nova lei de distribuição das sacolas plásticas para os próximos dois e seis meses.

Abril, 2015

Supermercados darão até duas sacolas gratuitas
A Fundação Procon-SP, órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) estabeleceram um acordo sobre a nova lei de distribuição das sacolas plásticas para os próximos dois e seis meses.
O novo acordo prevê que os estabelecimentos concedam gratuitamente duas sacolas plásticas aos consumidores, mas apenas por um período de dois meses. Prevê ainda desconto para quem levar sua própria sacola, isso por seis meses. A decisão passará a vigorar a partir do dia 11 de maio, com término no dia 10 de novembro.

Os supermercados poderão cobrar o preço de custo das sacolas se o cliente pedir por mais unidades além das duas distribuídas - o valor da embalagem deve ficar em local de destaque nas lojas e a empresa terá de deixar claro que é um preço de custo.

O consumidor que levar a sua própria sacola ou qualquer outro meio de transporte de mercadorias terá uma vantagem, receberá um desconto de R$ 0,3 a cada cinco itens adquiridos ou, então, a cada R$ 30 em compras.

Após cinco reuniões, as entidades (Procon-SP e Apas) firmaram parceria para ajudar o consumidor a se adequar à nova legislação. Os supermercados se comprometeram também em oferecer promoções para aquisição das ´ecobags´.
Tudo indica que os órgãos buscaram uma maneira de estarem engajados em uma campanha educativa sobre o tema. O Procon é quem irá fiscalizar o desenrolar da campanha nos supermercados.

Procon
Para o Procon, houve uma falha anterior dos envolvidos na aplicação da lei, a campanha de conscientização deveria ter ocorrido antes para explicar a necessidade da troca de sacolas e o decreto da prefeitura sobre a questão deixou uma lacuna sobre a possibilidade de cobrança. "Como a lei silenciou sobre a questão de cobrança, o consumidor ficou a mercê das praticas de mercado", disse a diretora executiva do Procon, Ivete Maria Ribeiro.

De acordo com Ivete, o que a instituição buscou foi um acordo que pudesse minimizar o impacto da imposição da lei, já que a norma já foi publicada e regulamentada. "60 dias é um prazo razoável para que o consumidor busque deixar o hábito de usar as sacolas plásticas", disse a diretora.

Para a diretora, é evidente que com a brecha na lei, o consumidor seja obrigado a arcar com a conta das novas sacolas. "Os gastos para reduzir os impactos no meio ambiente deve ser distribuído para todos os entes sociais e não apenas para o consumidor."

Conforme a executiva, a lei poderia trazer informações sobre a aplicabilidade da nova norma e conter informações sobre a possibilidade de cobrança, ou não, por parte dos comerciantes. As mudanças na distribuição das sacolas plásticas na cidade de São Paulo acontecem depois de diversas reclamações de consumidores não satisfeitos com a cobrança das sacolas reutilizáveis.

SOS Consumidor
Em comunicado, a SOS Consumidor informou que o "Procon-SP não ouviu todas as partes interessadas, somente os supermercados, nem considerou a opinião do paulistano, majoritariamente contrário à cobrança, expressada em pesquisas". A entidade acredita que o consumidor continuará sendo penalizado com a cobrança por parte dos supermercados, vantagem proibida pelo artigo 39, item V, do Código de Defesa do Consumidor.
Desde 5 de abril, o comércio paulista foi proibido por lei de distribuir as antigas sacolas brancas derivadas do petróleo.

ESTABELECIMENTOS ESPERAM ATÉ 20 DIAS PARA RECEBER SACOLINHAS VERDES   

As fabricantes de sacolinhas verdes estão com dificuldade de entregar o produto, diante do aumento da demanda...

Abril, 2015

Estabelecimentos esperam até 20 dias para receber sacolinhas verdes
DCI - 28/04/2015

As fabricantes de sacolinhas verdes estão com dificuldade de entregar o produto, diante do aumento da demanda. Empresários relatam atrasos de até 20 dias mesmo com funcionários cumprindo horas extras e trabalhando durante os fins de semana. Segundo o diretor da Extrusa-Pack Indústria e Comércio de Embalagens, Roberto Brito, muitos compradores não se planejaram com antecedência quando a lei, que obriga o uso da sacola verde, foi aprovada em São Paulo. "Com isso, muitos clientes procuraram a Extrusa de última hora e a empresa tem dificuldade para atender aos pedidos", disse. Ele conta que produz 10 milhões de sacolinhas verdes, mas a procura é de 30 milhões entre sacolas verdes e cinzas. "Mesmo com hora extra e trabalho de fim de semana estamos atrasando entre 10 e 20 dias a entrega". A fabricante atende mais de cem clientes em São Paulo, entre revendedores e redes de supermercados.
Dado estratégico
O gerente comercial da Valbags, Marcelo Bevilaqua, também conta que teve que ampliar o número de horas trabalhadas para atender a demanda. "Estamos priorizando a produção das sacolinhas verdes para atender aos pedidos de São Paulo". Além da demanda, as empresas estão arcando com uma alta dos custos de produção. As sacolinhas verdes são produzidas com 51% de polietileno verde (bioplástico), e 49% do polietileno convencional. Atualmente, a Braskem é a única fornecedora no Brasil do bioplástico. Segundo empresários ouvidos, o custo dessa matéria-prima é 7,5% superior ao da convencional. Em nota, a Braskem não confirmou o custo do produto porque considera esse "dado estratégico".
Braskem garante capacidade
O dono do supermercado de médio porte de São Paulo, Cara Melada, Jairo Braz, sentiu na pele o aumento no custo. Ele relata que antes da lei comprava 1 kg de sacolas brancas a R$ 10 e agora passou a pagar R$ 19 pela mesma quantidade de sacolas verdes. Ele continua oferecendo de graça as sacolinhas em seu supermercado, mas relata que elas se esgotam rapidamente. "O fornecedor diz que ainda não tem capacidade para atender toda a demanda da cidade. Já busquei junto a outras empresas, mas todo mundo diz que não tem mais". A Braskem, porém, garante ter capacidade para atender a demanda de bioplástico do mercado. A capacidade anual de produção de plástico verde é de cerca de 200 mil toneladas. "Neste momento inicial de implementação ainda não temos visibilidade de qual a parcela deste volume será potencialmente capturada pelo plástico verde da Braskem. No entanto, a ordem de grandeza da demanda potencial da cidade de São Paulo é de menos de 2% da capacidade instalada da Braskem", afirmou a petroquímica.
Regulamentação
O aumento de demanda é fruto da regulamentação da Lei Municipal 15.374/2011. A legislação, que entrou em vigor em abril, proíbe a utilização de sacolas convencionais e obriga os estabelecimentos a vender ou distribuir sacolas plásticas verdes ou cinzas produzidas a partir do polietileno verde. O Estado do Rio de Janeiro estuda uma legislação semelhante à da cidade São Paulo. Para o presidente da Associação Brasileira de Indústrias Plásticas Flexíveis (Abief), Alfredo Schimidt, essa lei pode trazer desemprego porque a partir dela diversos estabelecimentos decidiram vender as sacolinhas ao invés de distribuir. Isso pode, conforme Schimidt, diminuir a demanda pelo produto no futuro. "A venda pode reprimir a demanda de sacolinhas", argumenta Alfredo Schimidt. - DCI Online

PARA NÃO PAGAR, PAULISTANO LEVA SACOLA DE CASA AO VAREJO   

Os paulistanos se dividem quando o assunto é a nova lei da sacolinhas, em vigor desde o início do mês no comércio da cidade...

Abril, 2015

Para não pagar, paulistano leva sacola de casa ao varejo
VALOR ECONÔMICO - EMPRESAS - São Paulo - SP - 28/04/2015 - Pág. B 8


Os paulistanos se dividem quando o assunto é a nova lei da sacolinhas, em vigor desde o início do mês no comércio da cidade. Pesquisa da consultoria Dunnhumby, feita a pedido do Valor, mostra que 43% desaprovam, 33% aprovam e 24% estão em dúvida sobre a medida. Mas num ponto, há quase unanimidade: 79% têm preferido levar sacolas de casa para acomodar as compras a pagar cerca de R$ 0,10 pelas versões plásticas disponíveis no varejo.

No início de abril passou a vigorar a norma da Prefeitura de São Paulo que só permite a distribuição nas lojas de sacolas plásticas de características definidas (ver ao lado). A regulamentação deixa a critério do comerciante cobrar ou não pela embalagem. E é aí que começa a polêmica. Grande parte dos supermercados está cobrando de R$ 0,06 a R$ 0,10 por sacola, o que incomodou muita gente, inclusive as entidades de defesa do consumidor. A Proteste informou ontem que se juntou à SOS Consumidor em uma ação civil pública que tenta barrar na Justiça a cobrança pelas embalagens.

Há duas semanas o Procon-SP se posicionou contra a cobrança e passou a se reunir com a Associação Paulista de Supermercados (Apas) "em busca de um acordo que atenda a legislação vigente, bem como, ampare o consumidor", segundo comunicado divulgado no início das negociações. A conclusão dessas conversas será divulgada hoje em coletiva de imprensa convocada pelo Procon.

O argumento que a Apas vinha expondo até então é que, ao cobrar, o varejo chama a atenção do consumidor para um item que tem custo e que gera um impacto negativo para o ambiente. O propósito da lei, defende a Apas e também a prefeitura, em material em seu site, é reduzir o uso de sacolas plásticas e incentivar a adoção das versões retornáveis.

Para Sérgio Messias, gerente de inteligência de mercado da Dunnhumby, a pesquisa da consultoria mostra que talvez falte esclarecimento sobre o objetivo da nova lei. "Há um número muito significativo de pessoas que desaprovam a lei, mas o consumidor está bem dividido. Ainda há muita dúvida", disse. Num primeiro momento, o que fica claro é que as pessoas não querem pagar nenhum adicional para embalar suas compras. Contrariadas ou não, estão levando as sacolas reutilizáveis de casa.

Não só o consumidor passa por uma fase de adaptação à norma. No início do mês, as sacolinhas verdes e cinzas chegaram a faltar no varejo. A demanda chegou a ser três vezes maior que a oferta, segundo Roberto Brito, diretor da Extrusa-Pack, uma das fornecedoras de sacolas. "O comércio não se preparou antes e os pedidos chegaram todos de uma vez", afirmou Brito. Agora, diz ele, o fornecimento começa a se normalizar.

O novo modelo usa matéria-prima mais cara que a da sacola convencional e tem dimensões maiores. Cada sacola sai da fábrica, em geral, por R$ 0,09, enquanto a convencional custava R$ 0,04. Esses valores, nas lojas, podem variar.

Há diversos fabricantes das sacolas, mas só uma produtora da matéria-prima. A Braskem é a única que produz em escala industrial o "plástico verde", feito a partir de cana-de-açúcar, que vem sendo usado nas embalagens. A Braskem diz que tem capacidade mais do que suficiente para atender a demanda. Ainda que o insumo não falte, os supermercados temem aumentos de preço. "Além de a sacola ser mais cara, sua matéria-prima é fornecida com exclusividade por somente uma empresa, sem concorrência, o que torna incerto seus aumentos futuros", afirmou a Apas em nota.

FIM DO FAZ DE CONTA   

Precisão no cálculo de custos e preços cresce de importância no roteiro dos filmes, nota presidente da Abief...

Abril, 2015

Fim do faz de conta
PLÁSTICOS EM REVISTA - CONJUNTURA - São Paulo - SP - MAR/2015 - Nº 612 - Pág. 20 E 21


Precisão no cálculo de custos e preços cresce de importância no roteiro dos filmes, nota presidente da Abief

Para atravessar a zona de turbulência atual e acertar o passo com os novos tempos, a indústria de embalagens flexíveis precisa, no plano geral, aprender a fazer contas. "Em regra, o setor trabalha espremido entre o custo da matéria-prima e o preço de mercado, alheio ao peso dos fatores contidos no meio desses dois polos, a exemplo da viabilidade do frete de ida e volta, e a precisão nos cálculos relativos a essa zona cinzenta intermediária converge para mais realismo na delimitação do preço final e consequente melhora dos resultados", sumariza Herman Brian Moura, diretor da transformadora Lord, eleito para presidir a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (abief) de 2015 a 2017.
Qualquer sombra de obviedade no domínio da aritmética preconizado por Moura cai por terra na conjuntura atual das embalagens flexíveis. Universo situado pelo dirigente em algo acima de 800 indústrias de cunho relevante, ele tem passado por depuração forçada em geral pelo tripé da demanda a desejar, noções equivocadas de preços e piora da concorrência em clima de recessão e sem volta por cima à vista. "Várias empresas de nome já saíram de cena e a crise aguçada este ano deve dar continuidade a esse rearranjo no setor", ele sustenta. O reduto das embalagens de maior valor agregado, julga Moura, deve sofrer mais baixas de integrantes que o de flexíveis convencionais. "Embalagens mais sofisticadas implicam maior número de componentes dos custos, a exemplo de impressão ou requintes de acabamento, dificultando o controle na ponta do lápis dos gastos e onerando a produção", argumenta o presidente da Abief. "Já uma embalagem tradicional, como stretch, tem custo mais fácil de se monitorar, pois é definido por poucos fatores básicos, como gastos de mão de obra, matéria-prima e frete". Por essas e outras, o dirigente já lista entre as marcas perseguidas para o seu mandato a oferta a filiados da Abief de conhecimentos a respeito de controles de custos e demonstrações de resultados.
Será uma lufada de informação bem-vinda para um setor egresso de um crescimento micrônico de 2% em sua produção (1.857 milhão de toneladas no ano passado) no governo Dilma I, de 2010 a 2014. "O quadro alia a a economia brasileira no acostamento desde a crise financeira mundial, a estagnação notada nos últimos anos em mercados como alimentos e a retração no exercício passado, quando nosso setor rodou em média sua capacidade cerca de 15% abaixo do nível aceitável de ocupação". Em 2014, por sinal, o consumo aparente de embalagens flexíveis recuou 0,9% versus 2013, perfazendo 1.923 milhão de toneladas, das quais apenas 126.000 importadas. Moura admite que o volume desembarcado é ínfimo perante a magnitude da demanda e, em tese, não justificaria a habitual grita dos transformadores nacionais contra as embalagens trazidas do exterior. "Mas num cenário retraído e superconcorrido, mesmo uma parcela diminuta do produto internacional causa nervosismo e reclamações da cadeia do plástico local, sempre receosa também de as importações de resinas serem seguidas pelas de transformados ", avalia o presidente da Abief.
Recessão e desvalorização do real, acredita Moura, devem reduzir esses desembarques no período atual, em decorrência de dificuldades para cumprir o lead time, capital caro e a inviável estocagem das cargas internadas por prazos de 60 a 90 dias. Em contraponto, comenta, o dólar pulou de R$ 2,20 para R$ 3,20 de janeiro para fevereiro e o setor doméstico de embalagens flexíveis, uma vez amoldado a essa nova realidade cambial, sem recuo previsto a curto prazo, reúne condições de sair da pequenez de costume em suas exportações. "Com um aumento da ordem de 50% do dólar repicando na margem de contribuição em reais, o setor ganha chances de atenuar a retração interna através do comércio exterior, mesmo sob o peso dos salários subindo acima da inflação e custos a mais de energia e combustível", argumenta o dirigente.
À sombra da crise e de cotações internacionais de poliolefinas atreladas ao barril de petróleo abaixo de US$50, grandes transformadores desses polímeros no Brasil, indústrias de flexíveis à frente, voltaram à antiga prática de importar tais resinas, inclusive para revenda, constata Laércio Gonçalves, presidente da Associação dos Distribuidores de Resinas Plásticas e afins (adirplast). Do seu observatório na Abief, Moura contesta a percepção do varejista. "A venda do produto acabado é o que nosso negócio tem de melhor e não vejo grandes empresas de flexíveis atuantes na comercialização de matérias-primas", ele rechaça. "Nos últimos 10 anos, a busca de definição de preços de resinas definida por mais de um fornecedor tem levado transformadores a se suprirem também de importações para uso cativo e daí o surto de revendas autônomas de material de fora".
A crise hídrica no Sudeste e, em âmbito nacional, o aumento dos custos de energia e a ameaça de apagões eriçam os nervos do setor de flexíveis, deixa claro Moura. "A estiagem instituiu mais uma despesa regular para os transformadores no Sudeste: a compra de água potável". Na esfera industrial, ele assinala, o uso de água não só não é significativo como líquido em geral é reaproveitado na operação,via recursos como torres de resfriamento e chillers. Desse modo,amarra, não tem cabimento a hipótese de, por força da falta de água, in-
dústrias se sacrificarem transferindo ativos para locais a salvo dessa calamidade. Mas a questão da energia elétrica são outros quinhentos. "Quem depende de energia comprada no mercado cativo tem de arcar com repasse obrigatório de uma parcela do aumento de dois dígitos imposto no custo desse insumo, tal como o fará qualquer transformador diante do próximo reajuste no preço da resina - não há escapatória para salvar o negócio", constata Moura. Num cálculo por alto, ele projeta que uma indústria de filmes básicos como stretch consuma de 500 a 600 w/kg. "Isso incide em torno de 2,5% a 3% dos custos totais de produção, um gasto pesado demais para absorção". Na mesma trilha, Moura percebe que, sob temor de apagões, seu setor tem intensificado as encomendas de geradores, segmento cuja carteira de pedidos anda estufada e cujos prazos de entrega, por tabela, dilataram a olhos vistos.
Burilado a pedido da Abief, varredura da consultoria MaxiQuim revela declínio da participação das embalagens flexíveis nos mercados internos de todos os polietilenos no governo Dilma 1.0, entre 2010 e 2014. Para Moura, a descida da ladeira compõe um sensor informal de uma economia em calmaria e, nas entrelinhas, toma vulto o enfraquecimento do poder aquisitivo respingando sobre produtos primários, o quintal por excelência de PE. No ano passado, por sinal,a produção de embalagens
flexíveis à base do polímero de alta densidade desabou ao menor nível desde 2006, indicou a MaxiQuim. " Não só as vendas dos supermercados caíram como o uso de sacolinhas diminuiu por isso e pelas ações de sustentabilidade", interpreta o presidente da Abief. Em contrapartida, o levantamento captou parcela ascendente das embalagens flexíveis no mercado de PP nos últimos quatro anos. "Descontadas as peculiaridades de cada resina", considera Moura, esse crescimento em PP pode ser atribuído ao aumento da procura por melhores atributos visuais em embalagens, a exemplo de brilho, transparência e qualidade de impressão em filmes de PP".
Na bola de cristal da MaxiQuim endossada pela Abief, esse setor deve micro-evoluir em 0,6% este ano, ressentindo-se de crescimento negativo nos mercados do agronegócio e industrial. "Eles estão interligados", pondera Moura, exemplificando com a sacaria de fertilizantes. "À parte a proliferação de aplicações de flexíveis na plasticultura, o fato é que o agronegócio com a indústria a tiracolo têm sido afligidos pela estiagem agravada pela economia em crise, o que também inviabiliza qualquer previsão de crescimento mais denso para nossa indústria este ano". •

NOVAS SACOLAS SÃO FORNECIDAS COMO SUPER HEROÍNAS    

Desde 5 de abril, dia em que a Lei das sacolas foi regulamentada, a polêmica sobre pagar por elas está em vigor...

Abril, 2015

Novas sacolas são “fornecidas” como super heroínas
NO VAREJO - 22/04/2015

Desde 5 de abril, dia em que a Lei das sacolas foi regulamentada, a polêmica sobre pagar por elas está em vigor. Na semana passada a Justiça negou o pedido de liminar do SOS Consumidor, que tinha como objetivo derrubar a cobrança feita para adquirir o produto. O juiz Rafael Takejima, da 10ª Vara Cível da capital, considerou que o valor cobrado é simbólico.O Procon considera a cobrança abusiva. A diretora-executiva da fundação em São Paulo, Ivete Maria Ribeiro, disse ao G1 que o órgão notificará os supermercados da capital paulista que passaram a cobrar pelas novas sacolinhas biodegradáveis. De acordo com Ivete, o órgão defenderá duas hipóteses: que o supermercado ceda a sacola gratuitamente ou que o consumidor que leve a sua sacola receba um desconto, abatendo do preço do produto o custo das sacolas.De acordo com o advogado especialista em direitos do consumidor e fornecedor, Dori Boucault, “a lei não prevê a forma de cobrança, se será cobrada ou não, isso fica a critério do estabelecimento comercial que vai decidir o que é melhor, tendo em vista a lei de oferta e procura. Para o Procon, a prática é considerada abusiva porque era entregue ao consumidor a sacolinha branca de graça e porque o preço já estava embutido no produto”.O Procon não quer se seja feita a cobrança se caso o comerciante já tivesse o preço embutido e depois começou a cobrar, pois é considerado como vantagem manifestamente excessiva.Alguns estabelecimentos não estão disponibilizando as sacolas, nem cobrando, muito menos de graça. Mas e o consumidor desprevenido ou esquecido, como fica? Segundo o Dr. Dori, pela lei, o comércio não é obrigado a fornecer uma maneira de o cliente levar suas compras. “A distribuição das sacolas se tonou comum por ser prático o supermercado oferecer os meios para que os clientes possam carregar suas compras. As sacolas são as opções mais viáveis porque podem ser reutilizadas depois. Outra opção que os supermercados poderiam adotar seria a distribuição de caixas para os consumidores levarem suas compras”.Livre das multasO morador que reside em bairros de São Paulo sem o serviço de coleta seletiva não poderá ser multado caso descarte o lixo desrespeitando as regras da nova lei. Além disso, a distribuição de sacolinhas em lojas de shoppings será alvo de uma regulamentação complementar, segundo o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro.No caso da coleta seletiva, dos 96 distritos do município, 10 não possuem serviço de coleta seletiva. Nos outros 86, a coleta seletiva é parcial ou total. O secretário diz que, nesses casos, a multa pelo descarte irregular não será aplicada. “A lei federal é clara, ela tem um artigo que diz o seguinte: ‘onde não tem o serviço da coleta seletiva, o cidadão não pode ser punido’, não pode ser enquadrado”, afirmou.Realizada entre os dias 27 e 28 de fevereiro, a pesquisa contou com homens e mulheres, a partir de 16 anos, pertencentes a todas as classes econômicas e com hábitos de fazer compras em supermercado ou hipermercado, mesmo que esporadicamente. Foram entrevistas 623 pessoas, distribuídas geograficamente na cidade de São Paulo. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.Leia mais:Você já está preparado para a substituição de sacolas?Procon questiona cobrança de sacolinhasSacolinhas: notificação do Procon é contra a lei

JUSTIÇA DIZ QUE COBRANÇA DA SACOLINHA RECICLÁVEL É LEGAL   

A Justiça de São Paulo negou pedido de liminar que pretendia derrubar a cobrança por saco-linhas nos supermercados de São Paulo...

Abril, 2015

Justiça diz que cobrança da sacolinha reciclável é legal
METRÔ NEWS - CIDADE - São Paulo - SP - 22/04/2015 - Pág. 4

A Justiça de São Paulo negou pedido de liminar que pretendia derrubar a cobrança por saco-linhas nos supermercados de São Paulo. Autora da ação, a SOS Consumidor defende que a cobrança é indevida e abusiva.
Desde 5 de abril entrou em vigor lei sancionada na gestão Gilberto Kassab (eleito pelo DEM) e regulamentada por Fernando Haddad (PT) que proíbe o uso de sacolas plásticas derivadas do petróleo. A lei não fala da cobrança pela embalagem, mas permite a oferta de modelos feitos com material reciclável e que podem ser reutilizados pai d lixo orgânico e coleta seletiva.
Nesta semana, o juiz Rafael Takejima, da 10ª Vara Cível da capital, considerou que o valor cobrado é simbólico e permitiu que os supermercados e mercados continuem fazendo a cobrança do material junto aos seus clientes.

NOVAS SACOLINHAS SOMEM DO COMÉRCIO EM SÃO PAULO   

Dez dias depois de a lei das sacolinhas entrar em vigor, comerciantes enfrentam dificuldades para conseguir as sacolas verde e cinza...

Abril, 2015

Novas sacolinhas somem do comércio em SP
Agestado – 15/04/2015

Dez dias depois de a lei das sacolinhas entrar em vigor, pequenos e médios comerciantes enfrentam dificuldades para conseguir as sacolas verdes e cinza, autorizadas pela Prefeitura em substituição às tradicionais sacolinhas brancas, que foram proibidas. Segundo uma das principais fabricantes das novas embalagens, a demanda hoje é três vezes superior à oferta. A espera pelo produto pode chegar a 40 dias. "A procura é de 30 milhões de sacolas, mas em produção temos apenas 10 milhões garantidos hoje, entre sacolas verdes e cinza. Antes da lei, a demanda pela sacola de polietileno verde era de 10%, agora subiu para 30%", afirmou Roberto Brito, diretor da Extrusa-Pack Indústria e Comércio de Embalagens. A fabricante atende mais de cem clientes na capital, entre revendedores e supermercados. "Penso que os pequenos comerciantes não se anteciparam. Deixaram tudo para a última hora. Se tivessem feito isso, a indústria teria se preparado."
Custo
Para dar conta da demanda, a empresa ampliou a jornada de trabalho dos funcionários, incluindo hora extra, além de quadruplicar o número de equipamentos de produção. Brito explica que o material da nova sacola é feito de polietileno verde, da cana-de-açúcar, que custa 7,5% mais do que o polietileno das sacolas comuns. Antes, um comerciante pagava R$ 40 por um pacote com mil embalagens. Hoje, a mesma quantidade das novas sacolas custa R$ 90, mais do que o dobro. Jairo Braz, proprietário do Cara Melada, mercado de pequeno porte na Rua do Comércio, no centro de São Paulo, sentiu o aumento no bolso. Ele comprava 1 kg de sacolas brancas a R$ 10; com as embalagens verdes, gastou R$ 19. Em cinco dias, as 2 mil sacolinhas, recebidas na quinta-feira passada e oferecidas gratuitamente aos clientes, se esgotaram. "O fornecedor diz que ainda não tem a matéria-prima em quantidade para atender a cidade. A gente tenta comprar em todo lugar e não tem. O fornecedor deu um pouquinho para cada comércio porque, se chegar o fiscal, você diz: ´Olha aqui, estou tentando´. Mas ninguém fiscalizou, deram uma aliviada até o negócio funcionar", disse Braz. A alternativa do comerciante foi comprar sacolas na cor verde e amarela na Rua 25 de Março. Ele não cobra dos clientes por considerar "injusto".
Situação complicada
O distribuidor do comércio de Braz é a Iramag, que atende cerca de 200 clientes. Segundo Irajy Padula, proprietário da empresa, a situação é "muito complicada", e os distribuidores com maior tempo de mercado têm vantagem. "O tempo de relacionamento com a fábrica conta. Se peço dez, fazem uma forcinha e me arranjam oito. Se um fornecedor novo pede, dão duas. Fidelidade é tudo." Na Rua São Bento, também no centro da capital, a gerente Maria Valéria da Silva, do Empório São Bento, diz que ficou uma semana sem as novas sacolas. O estabelecimento solicitou 10 mil unidades, mas o fornecedor entregou apenas 2 mil. A Valbags, fabricante de sacolas plásticas com sede em Minas Gerais, atende cerca de 200 clientes na capital. O gerente comercial Marcelo Beviláqua diz que, como a demanda por sacolas verdes vem apenas de São Paulo, não pode fazer estoque e "deixar o material no chão". "Não podemos fazer estoque dessas sacolinhas verdes. Esse produto só serve para isso (cumprir a lei paulistana). Se São Paulo não quiser comprar, não vou ter ninguém para comprar em outros Estados. Ainda não temos a confiança de que vamos ter os pedidos suficientes para evitar perdas." Na Valbags, o prazo de entrega das novas sacolas pode chegar a 40 dias.
Associações
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga), Álvaro Furtado, culpa a Prefeitura pela situação. "Mostramos que era melhor ir devagar, mas a Prefeitura não se sensibilizou e criou essa situação ruim." Para a Federação do Comércio e a Associação Comercial, faltou diálogo entre a administração municipal e o setor. Em nota, a Prefeitura disse que este é um período de adaptação e que, eventualmente, os estabelecimentos podem receber orientação ou advertência. O diretor da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Paulo Pompílio, confirmou que tem recebido reclamações de associados com dificuldade de encontrar as nova sacolas, mas tranquilizou o mercado. "É adequação de oferta e demanda, isso é ajustável com o tempo." Segundo Pompílio, a Apas tem oferecido aos pequenos e médios comerciantes a possibilidade de compras conjuntas, a fim de baratear o custo e usar a influência de outros mercados tradicionais com as fabricantes das novas sacolas. Agestado

LEI CONTRA SACOLAS PLÁSTICAS NÃO PEGA NO RIO DE AJNERIO   

Abril, 2015

LEI CONTRA SACOLAS PLÁSTICAS NÃO PEGA NO RIO DE JANEIRO   

Enquanto em SP, os consumidores têm se indignado por terem passado a pagar pelas sacolas, no Rio, a distribuição ainda é gratuita...

Abril, 2015

Lei contra sacolas plásticas não pega no Rio
Defesa do Consumidor- 15/04/2015

Enquanto em São Paulo, os consumidores têm se indignado por terem passado a pagar pelas sacolas usadas para embalar as compras do supermercado, no Rio, a distribuição ainda é gratuita, mas o cliente pode ter desconto se abrir mão do produto. A Lei Estadual 5.502, que garante abatimento de R$ 0,03 na conta para cada cinco mercadorias compradas, é obedecida pelo varejo, mas não atraiu o interesse dos consumidores. Um teste feito pelo GLOBO em oito supermercados das redes Guanabara, Walmart, Carrefour, Mundial, Hortifruti, Zona Sul, Pão de Açúcar e Extra, mostrou que apesar de algumas variações, todos cumpriram a lei. Em três deles (Guanabara, Mundial e Carrefour, todos na Barra), o desconto só ocorreu a partir do pedido do repórter. No caso do Guanabara, o caixa estava em seus primeiros dias de trabalho e visivelmente desconhecia a lei, mas consultada, a supervisora orientou sobre a regra. Nos outros cinco, o desconto foi automático. Em todos, o abatimento foi registrado na nota fiscal.
Valor irrisório
Já a maioria dos consumidores consultados não conhecia a lei ou não se interessava, por achar o desconto irrisório. E os que levam suas bolsas reutilizáveis não foram motivados pela lei, mas por terem morado em países como os EUA e Alemanha, onde a preocupação com o meio ambiente é mais antiga do que no Brasil, ou têm esse costume como tradição da própria família. É o que acontece, por exemplo, com o administrador Fábio Curi, com a produtora de TV Maria Cristina Darze e a pedagoga Maria Francisca Bernarde Grayer. Os três carregam suas compras em sacolas retornáveis. — É um hábito que temos na família: só usar sacola retornável para qualquer tipo de compra, porque temos consciência do quanto podemos reduzir o impacto no meio ambiente — diz Fábio Curi.
Biodegradáveis
A intenção da lei é reduzir o uso e impacto das sacolinhas de plástico no meio ambiente, já que levam cerca de 100 anos para se decompor. Mas não teve força suficiente para ganhar um número considerável de adeptos. O presidente-executivo da Associação dos Supermercados do Estado do Rio (Asserj), Aylton Fornari, defende que a legislação ideal deveria obrigar os supermercados a adotarem as sacolas biodegradáveis, que levam apenas dois anos para se decompor, e cobrar do consumidor o preço de custo delas, que varia entre R$ 0,10 e R$ 0,12: Fizemos campanha logo quando a lei foi criada e os supermercados colocaram as sacolas retornáveis para vender nos caixas, mas não mais que 2% de quem passa pelos supermercados acessam o desconto. Pelo contrário. Tem consumidor que leva sacolas plásticas além do necessário para carregar as compras, para usar como saco de lixo, por exemplo. E quem é consciente acaba pagando por quem desperdiça, pois é ilusão achar que a sacola é de graça. O preço dela está embutido no valor dos produtos — explica Fornari
Fato isolado
Guanabara, Carrefour e Mundial informaram cumprir a legislação, concedendo o desconto. A rede Carrefour afirmou, ainda, que vai reorientar os funcionários da unidade. O Guanabara disse tratar-se de um fato isolado, pois o caixa era recém-contratado e estava em treinamento. O Mundial acrescentou que, em 2014, deixou de distribuir cerca de 2 milhões de sacolas plásticas. Para a professora de Antropologia do Consumo da Escola Superior de Propaganda e Marketing do Rio (ESPM) Silvia Borges, o hábito de dar outra utilidade às sacolas plásticas, como usá-las para descartar lixo, está enraizado no Brasil: — Trata-se de uma questão cultural, e por isso a mudança não é simples. Isso leva uma geração. Não é uma lei que vai promover essa transformação, mas a conscientização do consumidor, que tem que entender o motivo pelo qual as sacolas de plástico devem ser evitadas.
Questão cultural
Para a professora de Planejamento Ambiental da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Katia Dantas, além da questão cultural, o consumidor de baixa renda precisa usar as sacolas trazidas do mercado para embalar o lixo, e assim, evitar gastar com compras de sacos para descarte. Para o meio ambiente, explica, é de extrema importância que o lixo seja acondicionado ao ser colocado para a coleta. Do contrário, diz, os impactos serão muito mais danosos do que o do uso das sacolas plásticas: — O lixo não pode ficar solto e atrair ratos e insetos que podem causar doenças. Imagine isso sendo feito em uma comunidade. Uma chuva, por exemplo, espalharia esse lixo de forma a entupir bueiros, alagando ruas. Por essa razão, sugere que o ideal é obrigar os supermercados a substituírem as sacolas de plástico por biodegradáveis e, não que o consumidor tenha de levar a retornável de casa. O autor da lei fluminense, deputado estadual Carlos Minc, ex-secretário Estadual do Meio Ambiente do Rio, diz que só entre 2010 e 2013, campanhas educativas para divulgar a norma e fiscalizações feitas pela pasta levaram os supermercados a deixarem de distribuir 1 bilhão de sacos plásticos. — Com o fim das campanhas e da fiscalização, o resultado caiu muitíssimo — avalia Minc.
Lei paulista
No início da tarde de terça-feira, Minc informou que apresentará à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) um projeto de lei que altera a atual legislação sobre o tema. A proposta é semelhante a que entrou em vigor na capital paulista no último dia cinco: os supermercados deverão substituir as sacolas plásticas por biodegradáveis de dois tipos e duas cores diferentes, e que suportem até dez quilos. O texto dá aos varejistas a opção de cobrarem até R$ 0,06 do cliente por saco retornável. A lei em vigor no RJ já previa o recolhimento das sacolas plásticas e substituição por sacolas retornáveis, mas dá aos comerciantes a possibilidade de concessão do desconto, que foi o adotado pelo setor. Em SP, a maioria dos supermercados tem cobrado de R$ 0,08 a R$ 0,10 pela unidade, mas segundo o Procon-SP, que recebeu 500 reclamações sobre o tema num só dia, há denúncia de cobrança de R$ 0,80 pela sacolinha.
Procon
O Procon vai notificar estabelecimentos, por considerar a cobrança vantagem manifestamente excessiva, porque o preço dos sacos já está embutido no valor dos produtos. Segundo a diretora-executiva do Procon-SP, Ivete Maria Ribeiro, os comerciantes terão de justificar a cobrança em até cinco dias, após receberem a notificação. Posteriormente, podem ser multados entre R$ 600 e R$ 7 milhões, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor (CDC). — Esta lei deve ser mais bem regulamentada, já que deixou brecha que permite a cobrança. Essas sacolas devem ser fornecidas gratuitamente e, quando o consumidor levar a retornável de casa, receber desconto — defende Ivete.
Concorrência
A Apas informou, em nota, acreditar ser saudável a concorrência entre os supermercados. Informou, ainda, que a sustentabilidade é uma bandeira defendida pelo setor, que há mais de 10 anos contribui de forma voluntária com a coleta seletiva, por meio de 300 pontos de entrega de materiais reciclados instalados em lojas associadas.
O que diz a lei:
Regra geral: Sancionada em julho de 2009, com entrada em vigor um ano depois, a Lei Estadual 5.502 prevê o recolhimento das sacolas plásticas e substituição por sacolas retornáveis Permuta: Pela lei, as empresas têm a opção de, em vez disso, conceder desconto de R$ 0,03 a cada cinco itens levados para casa pelo consumidor sem usar sacola plástica, carregando os produtos em sua própria sacola retornável; ou a cada 50 sacos plásticos devolvidos pelo consumidor dar a ele um quilo de arroz ou feijão. Na capital, os supermercados optaram pela concessão de desconto. Multa. Quem descumprir a lei está sujeito a multas de 100 a 10 mil Ufirs-RJ (entre R$ 271,19 e R$ 27.119) - OG – Defesa do Consumidor – 15/04


NOVAS SACOLAS SOMEM DO COMÉRCIO E FABRICANTE PEDE 40 DIAS PARA PAGAR   

Dez dias depois de a lei das sacolinhas entrar em vigor, pequenos e médios comerciantes enfrentam dificuldades para conseguir as sacolas...

Abril, 2015

Novas sacolinhas somem do comércio e fabricante pede 40 dias para entregar
O ESTADO DE S. PAULO - METRÓPOLE - São Paulo - SP - 15/04/2015 - Pág. A13

Dez dias após a lei entrar em vigor, demanda chega a ser 3 vezes superior à oferta; lojistas também reclamam de aumento de custos

Dez dias depois de a lei das sacolinhas entrar em vigor, pequenos e médios comerciantes enfrentam dificuldades para conseguir as sacolas verdes e cinza, autorizadas pela Prefeitura em substituição às tradicionais sacolinhas brancas, que foram proibidas. Segundo uma das principais fabricantes das novas embalagens, a demanda hoje é três vezes superior à oferta. A espera pelo produto pode chegar a 40 dias.

“A procura é de 30 milhões de sacolas, mas em produção temos apenas 10 milhões garantidas hoje, entre sacolas verdes e cinza. Antes da lei, a demanda pela sacola de polietileno verde era de 10%, agora subiu para 30%”, afirmou Roberto Brito, diretor da Extrusa-Pack Indústria e Comércio de Embalagens. A fabricante atende mais de cem clientes na capital, entre revendedores e supermercados.
“Penso que os pequenos comerciantes não se anteciparam. Deixaram tudo para a última hora. Se tivessem feito isso, a indústria teria se preparado.”

Custo. Para dar conta da demanda, a empresa ampliou a jornada de trabalho dos funcionários, incluindo hora extra, além de quadruplicar o número de equipamentos de produção. Brito explica que o material da nova sacola é feito de polietileno verde, da cana-de-açúcar, que custa 7,5% mais do que o polietileno das sacolas comuns. Antes, um comerciante pagava R$ 40 por um pacote com mil embalagens. Hoje, a mesma quantidade das novas sacolas custa R$ 90, mais do que o dobro.
Jairo Braz, proprietário do Cara Melada, mercado de pequeno porte na Rua do Comércio, no centro de São Paulo, sentiu o aumento no bolso. Ele comprava 1 kg de sacolas brancas a R$ 10; com as embalagens verdes, gastou R$ 19. Em cinco dias, as 2 mil sacolinhas, recebidas na quinta-feira passada e oferecidas gratuitamente aos clientes, se esgotaram.
“O fornecedor diz que ainda não tem a matéria-prima em quantidade para atender a cidade. A gente tenta comprar em todo lugar e não tem. O fornecedor deu um pouquinho para cada comércio porque, se chegar o fiscal, você diz: ‘Olha aqui, estou tentando’. Mas ninguém fiscalizou, deram uma aliviada até o negócio funcionar”, disse Braz. A alternativa do comerciante foi comprar sacolas na cor verde e amarela na Rua 25 de Março. Ele não cobra dos clientes por considerar “injusto”.
O distribuidor do comércio de Braz é a Iramag, que atende cerca de 200 clientes. Segundo Irajy Padula, proprietário da empresa, a situação é “muito complicada”, e os distribuidores com maior tempo de mercado têm vantagem. “O tempo de relacionamento com a fábrica conta. Se peço dez, fazem uma forcinha e me arranjam oito. Se um fornecedor novo pede, dão duas. Fidelidade é tudo.”
Na Rua São Bento, também no centro da capital, a gerente Maria Valéria da Silva, do Empório São Bento, diz que ficou uma semana sem as novas sacolas. O estabelecimento solicitou 10 mil unidades, mas o fornecedor entregou apenas 2 mil.
A Valbags, fabricante de sacolas plásticas com sede em Minas Gerais, atende cerca de 200 clientes na capital. O gerente comercial Marcelo Beviláqua diz que, como a demanda por sacolas verdes vem apenas de São Paulo, não pode fazer estoque e “deixar o material no chão”.
“Não podemos fazer estoque dessas sacolinhas verdes. Esse produto só serve para isso (cumprir a lei paulistana). Se São Paulo não quiser comprar, não vou ter ninguém para comprar em outros Estados. Ainda não temos a confiança de que vamos ter os pedidos suficientes para evitar perdas.” Na Valbags, o prazo de entrega das novas sacolas pode chegar a 40 dias.
Associações. O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga), Álvaro Furtado, culpa a Prefeitura pela situação. “Mostramos que era melhor ir devagar, mas a Prefeitura não se sensibilizou e criou essa situação ruim.”
Para a Federação do Comércio e a Associação Comercial, faltou diálogo entre a administração municipal e o setor.
Em nota, a Prefeitura disse que este é um período de adaptação e que, eventualmente, os estabelecimentos podem receber orientação ou advertência.
O diretor da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Paulo Pompílio, confirmou que tem recebido reclamações de associados com dificuldade de encontrar as nova sacolas, mas tranquilizou o mercado. “É adequação de oferta e demanda, isso é ajustável com o tempo.”
Segundo Pompílio, a Apas tem oferecido aos pequenos e médios comerciantes a possibilidade de compras conjuntas, a fim de baratear o custo e usar a influência de outros mercados tradicionais com as fabricantes das novas sacolas.

PROCON VAI NOTIFICAR ASSOCIAÇÃO DE SUPERMERCADOS POR COBRANÇA SACOLAS    

O Procon de SP informou que irá notificar a Apas por suposta cobrança das novas sacolas plásticas oferecidas aos clientes.

Abril, 2015

Procon vai notificar associação de supermercados por cobrança de sacolas
O Estado de S. Paulo – 14/04/2015

O Procon estadual de São Paulo informou nesta segunda-feira, 13, que irá notificar a Associação Paulista de Supermercados (Apas) por suposta cobrança das novas sacolas plásticas oferecidas aos clientes. Na visão do órgão de defesa do consumidor, o valor desses itens já está embutido no preço dos produtos e não poderia ser cobrado novamente. A proibição das sacolas tradicionais no comércio paulistano passou a valer no dia 5 de abril deste ano após batalhas jurídicas que perduraram por quatro anos após a sanção da lei, ainda na gestão do então prefeito Gilberto Kassab (PSD). Na primeira semana de vigência da lei, a dúvida foi o fator mais presente entre consumidores e comerciantes. Para o Procon, no entanto, não há dúvida nessa questão: os comércios não devem cobrar pelas novas sacolas. Após a notificação, as empresas deverão apresentar defesa, especificando onde está ocorrendo as cobranças e o caso deve receber análise. Outras sanções são cogitadas caso a cobrança permaneça ocorrendo.
Incoerência
O Procon informou que admitirá apenas que as novas sacolas sejam distribuídas gratuitamente ou que haja um abatimento para o consumidor ao se descontar o preço do item nas compras. O órgão pede que, caso a cobrança ocorra, o consumidor guarde os comprovantes, como notas fiscais. A cobrança do produto já havia sido alvo de críticas do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), na semana passada. “Sempre puderam cobrar ou não pelas sacolinhas. Sempre puderam e nunca cobraram. Agora que você tem um projeto de sustentabilidade, vão passar a cobrar? Considero incoerente com a responsabilidade ecológica que todo empresário tem que ter. O empresário deveria estar promovendo a sustentabilidade e não colocando obstáculos para que essa sustentabilidade possa se tornar realidade”, disse.
Preço
A reportagem do Estado tentou manter contato com a Apas no início da noite desta segunda, mas não houve retorno aos telefonemas realizados na sede da Associação e na assessoria de comunicação. Segundo nota divulgada anteriormente pela Apas, o custo das antigas sacolas já não faz parte da composição de preços dos produtos. A Apas disse ter orientado seus associados que, independentemente da não obrigatoriedade do fornecimento do item, explicite o preço da sacola oferecida, caso o estabelecimento decida pela disponibilização. “Fica a critério do consumidor decidir o que melhor lhe convém frente à sua necessidade”, declarou a associação em nota à imprensa. Na mensagem, a Apas disse incentivar que os consumidores tragam seus meios de transporte reutilizáveis para o acondicionamento das compras. “O objetivo é contribuir com a redução do descarte do plástico no meio ambiente e incentivar o programa de coleta seletiva do município”, acrescentou a entidade, que tem entre os associados as redes Carrefour e Walmart.

PROCON DIZ SER ILEGAL COBRANÇA DE SACOLINHAS   

O Procon de São Paulo vai notificar os supermercados que estão cobrando dos consumidores atê RS 0,10 pelas sacolinhas recicláveis.

Abril, 2015


Procon diz ser ilegal cobrança de sacolinhas
DIÁRIO DE S.PAULO - SÃO PAULO - São Paulo - SP - 14/04/2015 - Pág. 06


O Procon de São Paulo vai notificar os supermercados que estão cobrando dos consumidores atê RS 0,10 pelas sacolinhas recicláveis. Desde 5 de abril quando entrou em vigor a Lei das Sacolas, que determinou a troca das sacoiinhas brancas pelas verdes e cinzas, as grandes redes de supermercados estão repassando os custos dos recipientes para guardar as compras. Para o Procon, a medida é ilegal porque o valor das sacoiinhas já está embutido no preço dos produtos. "No cômputo dos valores das mercadorias Já está embutido o custo da sacola. Seria excessivo porque é uma cobrança dupla", afirmou a diretora-executiva do Procon Sâo Paulo, Ivete Maria Ribéro, ao site G1. Uma vez notificadas, as redes tem direito à defesa e os casos voltam a ser analisados pelo Procon. Caso necessário, serão aplicadas sanções e o órgão pode entrar com uma ação civil publica contra os supermercados.

ABIEF EMPOSSA NOVO PRESIDENTE PARA O BIÊNIO 2015/2017   

O empresário Herman Moura, Diretor da Lord Plastics, foi eleito Presidente da ABIEF , para o biênio 2015 - 2017.

Abril, 2015

ABIEF EMPOSSA NOVO PRESIDENTE PARA 2015/2017
ABFLEXO – 10/04/2015

São Paulo, Abril de 2015 – O empresário Herman Moura, Diretor da Lord Plastics, foi eleito Presidente da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) para o período 2015-2017. Na cerimônia de posse, que aconteceu ontem, 09 de Abril, no Hotel Renaissance, em São Paulo, o novo Presidente ressaltou dois aspectos que marcarão sua gestão: a necessidade de fortalecer a cultura e o profissionalismo do setor e o emprenho total na maior integração entre todos os elos da cadeia produtiva.
“Infelizmente ainda nos deparamos com empresas e empresários praticando modelos de gestão defasados e desconectados com a atual situação do mercado”, pontuou. Segundo Herman, um dos pontos cruciais é a formação de preços. Ele promete promover workshops e seminários didáticos sobre o tema, de forma a mostrar para os empresários do setor a importância de conhecer seus custos e formar preços condizentes com as necessidades da empresa e que, ao mesmo tempo, garantam competitividade nacional e internacional.
Sobre a maior integração entre os diversos elos da cadeia de valor, Herman acredita que a ABIEF tenha um papel estratégico. “É justamente na Associação que podemos ter um território neutro que permita a todos discutir temas pertinentes ao desenvolvimento sustentável do setor e promover a interação entre os vários segmentos a partir da troca de experiências e de conhecimento. Todos estão convidados a participar destas discussões, dos fornecedores de matérias primas até os recicladores e o varejo.”
Em seu discurso de posse, Herman Moura enfatizou ainda que dará prosseguimento a todas as atividades tradicionais e bem sucedidas da ABIEF como os Seminários de Capacitação, o Fórum Latino-Americano Flex, publicações e informativos semanais. “O trabalho de meu antecessor, empresário Sergio Carneiro, foi exemplar. Minha proposta é continuar o que está consolidado e empreender para atender às novas demandas dos associados e do mercado em geral. É preciso acompanhar a evolução da sociedade, especialmente em um cenário de tantas incertezas como o atual.”
A lista completa da nova Diretoria da ABIEF está no site: www.abief.org.br.
Sobre a ABIEF
Com 37 anos de existência, a ABIEF (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis) tem por objetivo fomentar o mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis, as exportações e o consumo consciente de embalagens.
A entidade reúne 160 empresas de todo o Brasil fabricantes de filmes monocama, coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.
Fonte: Assessoria de imprensa da Abief

80% DOS PAULISTANOS SÃO CONTRA A COBRANÇA DAS NOVAS SACOLAS PLÁSTICAS   

Pesquisa Datafolha mostra que 80% dos paulistanos são contra o consumidor ter de pagar por sacolas para transportar suas compras...

Abril, 2015

80% DOS PAULISTANOS SÃO CONTRA A COBRANÇA DAS NOVAS SACOLAS PLÁSTICAS, SEGUNDO A DATAFOLHA.

PLASTIVIDA - 10/04/2015


Pesquisa Datafolha mostra que 80% dos paulistanos são contra o consumidor ter de pagar por sacolas para transportar suas compras. Na opinião de 79% dos entrevistados, esse custo deveria ser bancado pela prefeitura de São Paulo e pelos supermercados. Segundo a pesquisa, 74% das pessoas consideram importante receber as sacolas plásticas gratuitamente. Somente 17% afirmaram que comprariam as novas sacolas plásticas se os supermercados cobrassem e 68% afirmaram que utilizariam outros meios para transporte de compras.
O estudo teve como objetivo conhecer a opinião do cidadão paulistano sobre a Lei municipal, no 15.374, de 2011, que é regulamentada pelo Decreto no 55.827, de 06 de janeiro de 2015, e que define as especificações técnicas dos novos modelos de sacolas a serem adotados na cidade de São Paulo.
Para 82% dos paulistanos no caso de cobrança pelas novas sacolas, o comércio vai ter mais lucro e 66% afirmam que a proibição prejudica a população. Sobre a eventual retirada das sacolas plásticas gratuitas do comércio, 81% dos entrevistados acham que o preço do saco de lixo vai aumentar. E 79% acreditam que terão maior gasto com a compra de saco de lixo.
Segundo a pesquisa, 66% dos paulistanos acreditam que a proibição das sacolas plásticas prejudica a população. E 64% acreditam que haverá problemas para o consumidor descartar o seu lixo domestico.
Maioria utiliza sacola para descartar o lixo
Quando questionados sobre seus hábitos com relação ao descarte do lixo doméstico e a coleta seletiva, 63% da população afirmaram que reutilizam as sacolas plásticas para acondicionar o resíduo doméstico destinado à reciclagem. E 69% das pessoas usam as sacolas para descartar lixo não reciclável.
Maioria usa transporte público ou vai a pé às compras
A pesquisa apurou que 65% dos entrevistados fazem compras em supermercados e hipermercados pelo menos uma vez por semana. A maior parcela da população da cidade de São Paulo (55%) costuma fazer compras a pé ou de transporte público (ônibus e metrô).
O Datafolha mostrou também que a grande maioria das pessoas (85%) utiliza habitualmente sacolas plásticas que recebe em supermercado e hipermercado para transportar as compras. Para 76% dos entrevistados, as sacolas são o meio mais frequente para carregar as compras.
Metodologia da pesquisa
Realizada entre os dias 27 e 28 de fevereiro, a pesquisa foi realizada com homens e mulheres, a partir de 16 anos, pertencentes a todas as classes econômicas e com hábitos de fazer compras em supermercado ou hipermercado, mesmo que esporadicamente. Foram entrevistas 623 pessoas, distribuídas geograficamente na cidade de São Paulo. A margem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

Confira aqui a matéria publicada pela Folha de S.Paulo em 08/04/2015


Assista a matéria do Jornal Nacional exibida em 07/04/2015: Consumidores estão resistentes a pagar pela nova sacolinha


PREFEITO HADDAD FAZ APELO A EMPRESÁRIOS   

O prefeito SP Fernando Haddad disse na quinta-feira, que é "incoerente" os estabelecimentos comerciais cobrarem pelas sacolinhas plásticas.

Abril, 2015

Prefeito faz apelo a empresários
JORNAL DO COMMERCIO BRASIL - SÃO PAULO - Rio de Janeiro - RJ - 10/04/2015 - Pág. A24


O prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) disse na quinta-feira, que é "incoerente" os estabelecimentos comerciais cobrarem pelas sacolinhas plásticas. "Sempre puderam cobrar ou não pelas sacolinhas. Sempre puderam e nunca cobraram. Agora que temos um projeto de sustentabilidade, passarão a cobrar? Considero incoerente com a responsabilidade ecológica que todo empresário tem que ter. O empresário deveria estar promovendo a sustentabilidade e não colocando obstáculos para que essa sustentabilidade possa se tornar realidade", afirmou. "O que eles fazem em termos de engenharia reversa para que as embalagens dos produtos vendidos sejam reaproveitados pela indústria?"
Com a Lei das Sacolinhas em vigor desde o último domingo, 05, os estabelecimentos comerciais estão proibidos de distribuir as tradicionais sacolas plásticas. Desde então, os supermercados começaram a cobrar R$ 0,08 por unidade. Em caso de desrespeito às novas regras municipais, o comércio pode ser multado em até R$ 2 milhões.
O prefeito fez um apelo aos empresários, pedindo colaboração para atingir a meta da Prefeitura, de 10% de coleta seletiva na cidade. Hoje, o percentual de reciclagem é de 3%. "Se não pudermos contar com quem produz, com o comércio e com a chamada economia circular e engenharia reversa, que é o que nós estamos propondo, nós não vamos atingir a meta."
A Associação Paulista de Supermercados (APAS), Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Fecomercio-SP foram procuradas, mas não responderam até a publicação desta matéria.
Segundo Haddad, se não houver "esforço dos supermercados e da população em geral", as duas centrais mecanizadas de triagem da cidade, onde é feita a coleta seletiva, correm o risco de
ficar ociosas. O prefeito admitiu que, nestes primeiros meses de funcionamento, as centrais ainda estão subutilizadas.
Em 2014, foram inauguradas duas centrais mecanizadas de triagem: uma em Santo Amaro, na zona sul, e na Ponte Pequena, na região central. Cada uma delas custou R$ 33 milhões. Outras duas devem ser inauguradas até 2016, segundo a Prefeitura.
Um terço da cidade de São Paulo não pode ser multado por infringir a Lei das Sacolinhas. Segundo a Secretaria de Serviços, cerca de 32% das residências da capital ainda não dispõem de coleta seletiva e, portanto, não podem ser cobradas pela nova regra da Prefeitura. Atualmente, dez distritos da cidade não contam com o serviço, metade deles na zona leste: Guaianases, Jardim Helena, Iguatemi, Cidade Líder e Lajeado. Parelheiros, Jardim Ângela e Marsilac, na zona sul, além de Perus, na zona norte, e Raposo Tavares, na oeste, também não são atendidos por cooperativas nem por empresas de coleta.

COBRAR POR SACOLINHAS É "INCOERENTE", DIZ HADDAD   

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad disse ontem que é "incoerente" os estabelecimentos comerciais cobrarem pelas sacolinhas plásticas.

Abril, 2015

Cobrar por sacolinhas é ´incoerente´ diz Haddad
O ESTADO DE S. PAULO - METRÓPOLE - São Paulo - SP - 10/04/2015 - Pág. A14


O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse ontem que é "incoerente" os estabelecimentos comerciais cobrarem pelas sacolinhas plásticas. "Sempre puderam cobrar ou não pelas sacolinhas. Sempre puderam e nunca cobraram. Agora que você tem um projeto de sustentabilidade, vão passar a cobrar? Os supermercados têm de ter compromisso com o meio ambiente."

SEM TROCO. MERCADOS VENDEM SACOLINHA POR R$ 0,05 CENTAVOS   

Preço anunciado pelos supermercados é de R$ 0,08, mas a maioria não tem moedas de R$ 0,01...

Abril, 2015

sem troco, mercados vendem sacolinha por 5 centavos
AGORA SÃO PAULO - NAS RUAS - São Paulo - SP - 09/04/2015 - Pág. A6


Preço anunciado pelos supermercados é de R$ 0,08, mas a maioria não tem moedas de R$ 0,01
As novas sacolinhas verde e cinza, que substituem desde domingo as brancas no comércio da capital, estão saindo por preço menor do que os R$ 0,08 anunciados nos supermercados.
Isso acontece porque os caixas acabam tendo de cobrar R$ 0,05 por não terem R$ 0,02 de troco para uma moeda de R$ 0,10.
0 Agora visitou seis redes de supermercados anteontem e ontem e o procedimento se repetiu em cinco delas -mas apenas depois que a reportagem pediu para que o funcionário diminuísse o preço. Apenas um, o Hirota, teve o troco em moedas de R$ 0,01.
No Walmart da avenida Doutor Abraão Ribeiro, na Barra Funda (zona oeste), a funcionária disse que não havia orientação formal da administração de como proceder no caso de um cliente que resolvesse comprar apenas uma sacolinha, mas decidiu-se por oferecer a preço menor (R$ 0,05) por "entender o lado do cliente".
No Pão de Açúcar da avenida Angélica, em Higienópolis (região central), a atendente vendeu a R$ 0,05 a sacola que custa R$ 0,08 dizendo que os caixas podem resistir, mas que o cliente tem o direito de exigira redução.
No Extra da avenida Nossa Senhora do Ó, em Freguesia do Ó (zona norte), a reportagem comprou três sacolas, a R$ 0,08 (R$ 0,24 no total). Deu R$ 0,50 e recebeu R$ 0,50, R$ 0,01 a menos do que deveria.
No Dia, na rua Alagoas, em Higienópolis, e no Carrefour de Interlagos (zona sul), o preço acabou sendo reduzido de R$ 0,08 para R$ 0,05 após pedido da reportagem. 0 único que teve o troco correto foi o Hirota na rua Vieira de Morais, em Campo Belo (zona SUL).



Redes dizem orientar funcionários


Supermercados dizem que seus funcionários são orientados a corrigir o preço em situações como a mostrada na reportagem. 0 Carrefour diz, em nota, que seus colaboradores devem "sempre conceder o troco devido".
0 Pão de Açúcar e o Extra disseram, por meio da assessoria, que o troco deve ser arredondado para cima caso o caixa não tenha moedas do valor exato. No caso do Extra, "o gerente da unidade será instado a reforçar esse procedimento para os caixas".
0 Walmart diz que "aumentar o troco em caso de falta de moedas faz parte do guia de relacionamento com o cliente". Procurado, o Hirota não respondeu até a conclusão desta edição.


Preço deve se adequar a troco
Entidades que defendem consumidores destacam que o procedimento correto de mercados é adequar o preço dos produtos em função do troco que os caixas têm.
Segundo o Procon, o cliente deve denunciar aos órgãos competentes, caso isso não seja feito. "A prática é considerada abusiva e está sujeita a punições pelo Código de Defesa do Consumidor", destaca a fundação, em nota.
Para a Proteste, é importante também que o preço das sacolas esteja visível antes que os consumidores cheguem aos caixas.
"0 troco também não pode ser devolvido em mercadoria", afirma a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci.

NO 1o. DIA DE SACOLINHA RECICLÁVEL PAGA, CONSUMIDOR LEVA COMPRA SOLTA   

Ontem, domingo, primeiro dia de obrigatoriedade das sacolinhas recicláveis nos mercados da capital paulista, muitos clientes preferiram...

Abril, 2015

No 1º dia de sacolinha reciclável paga, consumidor leva a compra solta
VALOR ECONÔMICO ONLINE - 06/04/2015

Ontem, domingo, primeiro dia de obrigatoriedade das sacolinhas recicláveis nos mercados da capital paulista, muitos clientes preferiram levar as compras em caixas de papelão, sacolas retornáveis trazidas de casa, na mão e até soltas no carrinho.Isso porque as novas sacolinhas plásticas, que substituem as não recicláveis, são cobradas do consumidor na maioria dos casos.De cinco redes de supermercados da cidade visitadas pela reportagem -Minimercado Extra, Pão de Açúcar, Sonda, Carrefour e Sacolão -, apenas esta última oferecia a sacola sem custo. Nas demais, o valor ia de R$ 0,08 a R$ 0,10.A dona de casa Jéssica Vasconcelos, 24, usou o carrinho de bebê da filha para levar os produtos. "Achei o preço um absurdo. Na próxima vez trago sacolas de casa."Já a aposentada Claudia Santi, 53, estava precavida. "Uso há dois anos as sacolas retornáveis e pego as caixas de papelão de graça no mercado", disse.Mas também havia consumidores a favor das novas sacolas, ainda que com custo."Em vez de comprar sacos de lixo, compro essas agora e utilizo para reciclagem em casa", disse professora Felícia Kierpel, 68. O preço de uma sacolinha é menor que o de um saco de lixo equivalente (de 15 litros), como mostrou reportagem da Folha de S.Paulo.Algumas redes estipularam um "período de adaptação", distribuindo os itens gratuitamente durante um ou dois dias. "A regra é segurarmos a sacolinha nesses dias. Estamos entregando só algumas ao cliente", disse uma funcionária do caixa que não quis ser identificada.Mudança de hábitoAs novas sacolas são de dois tipos: as verdes, que servem para descarte de material reciclável seco, como metal e vidro, e as cinzas, destinadas ao lixo comum, como restos de comida.Com a separação, as embalagens verdes devem ser recolhidas pelo programa de coleta seletiva. O consumidor que descumprir a regra poderá receber advertência e, em caso de reincidência, sofrerá multa entre R$ 50 e R$ 500.Os cidadãos serão fiscalizados por amostragem e a partir de denúncias, de acordo com a prefeitura.As cinzas serão retiradas pela coleta convencional. O cidadão poderá continuar usando outros sacos para descartar seu lixo. As regras valem apenas para o descarte que for feito por meio das novas embalagens.Para os comerciantes que não respeitarem as medidas, oferecendo sacos plásticos antigos, a multa será de até R$ 2 milhões.

COMÉRCIO DE RUA DESCUMPRE NOVA REGRA DAS SACOLINHAS   

Gerentes dizem que estão distribuindo sacolas brancas, o que é proibido, pois novas não chegaram...

Abril, 2015

Comércio de rua descumpre nova regra das sacolinhas
AGORA SÃO PAULO - NAS RUAS - São Paulo - SP - 07/04/2015 - Pág. A5


Gerentes dizem que estão distribuindo sacolas brancas, o que é proibido, pois novas não chegaram
Padarias, farmácias, papelarias e frigoríficos estão des-cumprindo a nova lei das sacolinhas, que proíbe desde anteontem a distribuição das antigas sacolas brancas de plástico. Muitos dizem desconhecer detalhes da lei.
A padaria Bella Paulista, em Cerqueira César (região central), recebeu a primeira fornada das novas sacolinhas por volta das 10h de ontem -até então estava distribuindo as sacolas antigas.
Segundo a gerente Patrícia Oliveira, 31 anos, o feriado foi um complicador do fornecimento. A distribuição deve continuar gratuita, de acordo com ela.
Já na padaria Pão de Ló, na mesma região, o gerente Luciano Primo, *f0 anos, afirma que já havia sacolas verde e cinza no estoque, mas os caixas ainda entregavam as brancas -agora proibidas.
"Por enquanto, a fiscalização está focando nos supermercados maiores", explica.
Gerentes de três lojas da Drograria São Paulo disseram que até então nenhuma informação sobre as novas sacolas foi dada às unidades da capital. Em nota, o grupo DPSP, que comanda a marca, disse que as sacolinhas estão em fase de entrega.
Responsáveis pela papelaria Kalunga, na Aclimação (região central), destacam que as novas sacolas só estarão disponíveis a partir de hoje. 0 mesmo ocorria em papelarias menores.
Segundo gerentes do frigorífico Novilho Nelore, na região, sacolas antigas perduram porque não há definição de quando as novas embalagens estarão disponíveis.
Em uma padaria do Bom Retiro (região central) a saco-linha era vendida a R$ 0,15 ontem. Segundo o gerente Valdir Queiroz, 54 anos, não era intenção cobrar, mas a lei o "obrigou". Avisado que a distribuição pode ser gratuita, ele disse que iria rever a estratégia. A vendedora Sheila Cristina da Silva, 32 anos, levou na mão os produtos que comprou. "Você já está consumindo lá dentro, não dá para gastar mais", disse.


Associação quer informação

A Associação Comercial de SP afirmou que espera mais informações da prefeitura sobre a nova regra para conseguir fazer um trabalho de educação e esclarecimento.
A prefeitura afirmou em nota que "o diálogo com os segmentos do comércio está ocorrendo nas reuniões do grupo de trabalho".
(Alan Santiago)
Quem ainda tem sacolinhas brancas, proibidas desde anteontem, ainda pode usá-las, afirma a prefeitura.
A prefeitura afirma que o cidadão não deve misturar os tipos de lixo nos sacos brancos e que comece a separá-los: uma para a coleta seletiva e outra para o lixo não-reciclável.

COBRANÇA POR SACOLAS CONFUNDE CONSUMIDORES   

A lei que obriga os estabelecimentos comerciais da capital a distribuir sacolas plásticas recicláveis começou a valer no domingo, 05...

Abril, 2015

Cobrança por sacolas confunde consumidores
DCI - SÃO PAULO - São Paulo - SP - 07/04/2015 - Pág. 1


A lei que obriga os estabelecimentos comerciais da capital a distribuir sacolas plásticas recicláveis começou a valer no domingo, 05. Os grandes supermercados se adaptaram à medida, mas confundiram os clientes ao cobrar uma média de 10 centavos por unidade.

As sacolas recicláveis deverão ser depositadas para a coleta seletiva, que recicla somente 3% do lixo da cidade de São Paulo e atende 85 dos 96 distritos.

Para o advogado Arthur Rollo, especialista em Defesa do Consumidor, não é justo a população pagar pelas sacolinhas sem que o serviço de coleta seletiva seja feito em toda a cidade. "O problema não é cobrança, mas as condições da lei. A justificativa é que as sacolas retornáveis se decompõem mais rápido. Porém, não há resultado, pois parte das sacolas continuarão a ser jogadas nos aterros", afirma.

O advogado defende que o melhor modelo para o momento seria o incentivo ao retorno das sacolinhas comuns nos próprios estabelecimentos de comércio. "Assim como é feito com as garrafas PETs, cujo índice de reciclagem é de 70%".

Rollo afirma que os pequenos estabelecimentos deverão ter dificuldades em se adequar à nova lei. "Não é um ônus para o comércio. Por isso o valor será repassado ao consumidor".

O advogado explica que fabricar sacolas de uma cor tem custo médio de 8 centavos, enquanto fabricar duas cores custa ao fornecedor mais que o dobro. Outro fator é a obrigatoriedade de laudo emitido nos Estados Unidos por R$$ 500 que comprova a eficiência de reciclagem.

SACOLAS PLÁSTICAS NÃO PODEM MAIS SER DISTRIBUÍDAS EM PONTOS COMERCIAIS   

Entre idas e vindas, quatro anos após a sanção da lei, desta vez parece que é para valer: os estabelecimentos comerciais de São Paulo...

Abril, 2015

Sacolas plásticas não podem mais ser distribuídas em pontos comerciais de São Paulo
ESTADÃO ONLINE - 05/04/2015

Entre idas e vindas, quatro anos após a sanção da lei, desta vez parece que é para valer: os estabelecimentos comerciais de São Paulo estão proibidos de vender ou distribuir as tradicionais sacolas plásticas a partir deste domingo, 5. Em substituição, os comércios poderão disponibilizar, gratuitamente ou não, embalagens nas cores verde e cinza, de origem vegetal e, portanto, menos prejudiciais ao meio ambiente. As embalagens verdes só deverão ser usadas para descartar lixo reciclável e as de cor cinza, para lixo comum. Quem não respeitar as cores será multado.O descumprimento da lei, que é de 2011 e foi regulamentada em janeiro, pode render multa de R$ 500 a R$ 2 milhões aos estabelecimentos, segundo a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente. O cidadão que não cumprir as regras poderá receber advertência. Em caso de reincidência, poderá pagar multa com valor entre R$ 50 e R$ 500. A multa vale apenas para quem colocar lixo orgânico no saco verde. Não será multado quem colocar resíduos sólidos secos na sacola cinza.O secretário municipal de Serviços Simão Pedro explica que os estabelecimentos não são obrigados a disponibilizar aos consumidores as sacolas verde e cinza. Ficará a cargo de cada comércio a decisão de distribuí-las. "Alguns já cobram pelas novas sacolas, mas não vamos entrar nessa discussão. Essa é uma relação de mercado. Alguns vão cobrar R$ 0,08, outras, R$ 0,50. É uma decisão dele (estabelecimento) com o cliente dele", afirmou.Segundo Simão Pedro, os grande supermercados são responsáveis por cerca de 70% das sacolas plásticas distribuídas na capital. O titular explica que as sacolas autorizadas pela Prefeitura são biodegradáveis, compostas por 51% de matéria-prima vegetal e, por isso, menos agressivas ao meio ambiente. "Essa sacola nova é feita de uma forma renovável. Um vegetal você planta e colhe, o petróleo não. Você só extrai e não tem reposição na natureza".Para os fabricantes de sacola, diz Simão, "não muda nada". "Os estabelecimentos não terão dificuldade porque as fábricas que produzem hoje sacolas convencionais também fornecem o material biodegradável. Só vai mudar o tamanho e a gramatura, porque essas sacolas verde e cinza são mais resistentes. (Os comerciantes) têm reclamado que vai ficar mais caro 8%. Mas a sacola é maior e mais resistente", afirmou.A lei pretende estimular o cidadão a adquirir o hábito de utilizar caixa de papelão, sacolas retornáveis, mochilas ou qualquer outro meio para transportar as compras. A coordenadora de telecomunicações Cristina Gabriel, de 55 anos, faz coleta seletiva em casa e é uma das que não vão sentir falta das tradicionais sacolas plásticas. "Para mim vai ser fácil porque já separo tudo que é descartável do lixo reciclável. E para as lixeiras da cozinha e do banheiro, já não usava sacolas brancas. Compro sacos em rolinho, que depois vão para o sacão preto", diz. Cristina afirmou estar ciente da lei, embora não tivesse ouvido falar da sacola cinza. Segundo ela, os supermercados já deveriam estar distribuindo as novas sacolas para que os consumidores se adaptassem.Adaptação. Na última quarta-feira, o Estado visitou cinco estabelecimentos comerciais - uma padaria 24 horas na zona sul, além de duas redes de supermercados na mesma região, outro grande mercado na zona oeste e um na zona norte. Apenas um supermercado distribuía as sacolas verde e cinza padronizadas pela Prefeitura. Neste estabelecimento, uma funcionária do caixa chegou a dizer: "Aproveita enquanto não cobram. A minha encarregada disse que iam cobrar. Tem até o código de barras. Antes não tinha na sacola branca".Outro supermercado exibia um cartaz na entrada, informando que a lei entraria em vigor no domingo e incentivando o consumidor a procurar alternativas: "Não serão mais distribuídas sacolas plásticas para embalagem de produtos no caixa. Lembramos a todos os clientes que tragam suas sacolas reutilizáveis". A auxiliar de vendas Flávia Telles, de 34 anos, não estava sabendo da lei, confessa que poderá ter dificuldades no início, mas disse concordar com a ideia. "Se todo mundo fizer sua parte, será ótimo. Quem quer consegue. Mas na hora de fazer compras só penso no dinheiro que vou gastar e em não esquecer algum produto. É tão difícil lembrar de levar sacola".Na padaria 24 horas da zona sul, uma funcionária não soube informar se o estabelecimento irá aderir às novas sacolas e questionou um colega, que confirmou, mas não soube dizer a data. Em uma das maiores redes de supermercados do País, um adesivo nos caixas informava: "Poupe recursos naturais. Use sacolas reutilizáveis". As tradicionais sacolas de plástico que estarão proibidas amanhã, no entanto, continuavam disponíveis para os clientes. Questionada sobre as novas sacolas, uma funcionária disse: "Foi prorrogado por mais dois meses. Ainda não estão falando disso aqui".Desde a regulamentação em janeiro, a lei foi alvo de questionamentos das entidades comerciais. Para atender às queixas das associações, a Prefeitura decidiu estender até 5 de abril (amanhã) o prazo de adaptação dos estabelecimentos. Nesse período, equipes do governo fizeram ações de fiscalização e conscientização.Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga-SP), Álvaro Furtado, a lei é de "difícil cumprimento e execução neste primeiro momento". Furtado critica o valor das multas e a falta de campanhas de conscientização. "Sem trabalho de mudança de cultura, não vai funcionar". Em nota, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) informou que tem orientado os associados a colaborarem com a Prefeitura na "sensibilização de seus consumidores para a redução do uso de sacolas plásticas descartáveis". A Associação defende que os valores das sacolas verde e cinza indicadas pela gestão municipal sejam comunicados ao consumidor para que possa optar pela compra ou meios alternativos, como embalagens próprias.Para lembrar: Histórico da leiEm maio de 2011, o então prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, sancionou a lei 15.374 proibindo a distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas a consumidores em todos os estabelecimentos comerciais da cidade. O Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast) ingressou com um pedido no Tribunal de Justiça de São Paulo para suspender a aplicação.No mês seguinte, o desembargador Luiz Pantaleão concedeu liminar suspendendo a lei. A entidade também entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei e, com isso, a legislação foi impedida entrar em vigor, como era previsto, a partir de janeiro de 2012. A Prefeitura recorreu para suspender a liminar, mas o Tribunal manteve a decisão.Em 7 de outubro de 2014, no entanto, o Órgão Especial do TJ-SP considerou improcedente a ação movida pelo sindicato. Após a confirmação da constitucionalidade de lei, a Prefeitura ficou responsável pela regulamentação.NúmerosR$ 2 milhõesO comerciante que desrespeitar a lei a partir do dia 5 de abril poderá receber multa de R$ 500 a R$ 2 milhões, de acordo com a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambienteR$ 500O cidadão que não cumprir as novas regras poderá receber advertência e, em caso de reincidência, poderá pagar multa com valor entre R$ 50 e R$ 500.375 kgOs lares de São Paulo produzem diariamente 12,5 toneladas de resíduos da coleta domiciliar. Desse total, apenas 375 kg (3%) são reciclados nas duas centrais mecanizadas e 21 cooperativas conveniadas. Com a lei, uma das metas da gestão é aumentar o porcentual de reciclagem para 10% até 2016.Perguntas e respostas1. Posso usar a sacola verde para jogar o lixo do banheiro ou da cozinha?Não. A lei não permite que resíduos orgânicos ou não recicláveis, como papel higiênico, fraldas ou restos de alimentos, sejam descartados na sacola verde. A nova sacolinha que o supermercado oferecer somente pode ser usada para o lixo reciclável, como embalagens de papel, plástico e vidro, por exemplo.2. Só posso jogar o lixo reciclável se for na sacola verde?Não. O lixo reciclável também pode ser descartado de outras maneiras, em sacos de lixo comuns ou em sacolinhas convencionais, por exemplo.3. O que acontece se jogar o lixo comum na sacola verde?O cidadão pode ser advertido e até multado. O objetivo da lei é evitar que as novas sacolinhas sejam despejadas nos aterros junto com os resíduos que não são reciclados. Se enviadas aos aterros, as sacolas deixam de ser reutilizadas pela reciclagem, prejudicam o meio ambiente e podem provocar acidentes por dificultar o depósito dos resíduos.4. Sou obrigado a usar a sacola verde, mesmo que o supermercado cobre?Não. O consumidor pode escolher qual embalagem é mais conveniente. Algumas possibilidades são as sacolas de tecido e lona, carrinhos ou caixas de papelão, por exemplo. Caso decida transportar os produtos na sacola verde, terá que descartá-la na coleta seletiva.Fonte: Prefeitura de São Paulo

PRIMEIRO DIA DA LEI DA SACOLA TEM RECLAMAÇÃO SOBRE FALTA DE INFORMAÇÃO   

Com a nova regra, supermercados já cobram até R$ 0,08 pelos saquinhos que devem ser nas cores verde, para descarte de lixo reciclável...

Abril, 2015

Primeiro dia da lei da sacolinha tem reclamação sobre falta de informação
O ESTADO DE S. PAULO - METRÓPOLE - São Paulo - SP - 06/04/2015 - Pág. A11


Com a nova regra, supermercados já cobram até R$ 0,08 pelos saquinhos que devem ser nas cores verde, para descarte de lixo reciclável, e cinza, para outros resíduos; fiscalização da medida será feita com base em denúncias via SAC e pelo telefone 156

A nova regra de distribuição de sacolinhas plásticas nos supermercados da capital paulista começou a vigorar ontem com reclamação de consumidores sobre falta de informação. Lei municipal prevê que, a partir de agora, só saquinhos verdes e cinzas poderão ficar à disposição dos clientes, abolindo as velhas sacolinhas brancas.
A fiscalização da medida, que tem objetivo de estimular a separação do lixo entre resíduos recicláveis e orgânicos, seráfei-tacombase em denúncias encaminhadas via SAC epelacentral 156, da Prefeitura de São Paulo.
O comércio poderá cobrar até R$ 0,08 por unidade. Em quatro supermercados visitados pelo Estado ontem, clientes se disseram favoráveis àmu-dança, mas outros ainda desconheciam a novidade.
"Não estava sabendo de nada disso nem que tinha diferença entre a verde e a cinza. Acho que precisavam divulgar melhor, fazer umacampanhapara esclarecer", disse o mecânico Wailton Reis, de 21 anos, ao pagar R$ 0,08 por saquinho no supermercado Sonda, da Vila Prudente, na zona leste.
No Extra da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na região central, as sacolinhas ainda eram distribuídas gratuitamente para os consumidores. A partir de hoje, custarão R$ 0,08 a unidade. Pelo sistema interno de som, inserções comerciais estimulavam os clientes a adotarem sacolas retornáveis nas suas compras. "Mas e quem vem da rua e não de casa? Como vou levar embora, se não tenho a retornável comigo? Tinham de arrumar uma solução gratuita", disse a aposentada Nilza Azevedo Silva, de 73 anos, que não sabia da alteração.
Já a cuidadora infantil Beatriz Lima, de 29 anos, que comprava um ovo de Páscoa, foi precavida. "Jávim preparada", afirmou ela, que levou para o supermercado uma sacola plástica de uma loja de roupas, pensando quejáfossesercobradapelano-va sacolinha. O aposentado Carlos Alberto Pizarro, de 65 anos, aprovou a mudança dos saquinhos. "Vai ser bom para o meio ambiente. Fora que, agora, com as pessoas tendo de pagar, vão dar mais valor para elas, usando-as melhor."
A opinião da professora Gra-zielaAzeredo, de 30 anos, é parecida. "Se as sacolinhas passarem a ser recolhidas dessa forma, de acordo com a cor e a destinação correta, vai ser legal. Se não, a mudança não vai fazer sentido", disse ela, que comprava no hipermercado Zaffari da Pompeia, nazona oeste. Naquele estabelecimento, as sacolinhas são distribuídas sem cobrança aos clientes. No Bairro do Limão, na zona norte, o Carrefour também distribuía as sacolinhas novas gratuitamente para os clientes. Mas,hoje,já serão cobradas.


Fiscalização. As novas sacolinhas terão de ser produzidas com material biodegradável em dois tipos: na cor verde, em que deve ser descartado o lixo reci-

clável, e cinza, para os outros resíduos. O comerciante que desrespeitar a lei poderá receber uma multa de R$ 500 a R$ 2 milhões. Já o cidadão que não
cumprir as regras para reutilização das sacolas, como descartar restos de comida na sacola verde que irá para a central de triagem, poderá receber advertên-

cia e, em caso de reincidência, ter de pagar uma multa entre R$ 50 e R$ 500.
Afiscalização dos comerciantes será feita pelos agentes do Departamento de Gestão Descentralizada (DGD), da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. Eles serão encarregados de averiguar as denúncias feitas por meio do SAC e pelo telefone 156. No caso da fiscalização da reutilização correta das sacolas pelos cidadãos, aAutoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) vai informar e encaminhar os descartes ilegais para a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que tomará as providências.
Prazos. Na última quinta-feira, o prefeito Fernando Haddad (PT) informou que não prorrogaria novamente o prazo para o início dafiscalização do cumprimento da lei. "Nosso objetivo não é criar uma indústria da multa.Amulta está valendo, ela pode ser aplicada. Se o fiscal for lá, advertir, passar uma semana depois e a pessoa não tiver tomado nenhuma providência, ele está autorizado a multar. Não é o objetivo", afirmou Haddad naquele dia.
A lei que prevê novas sacoli-nhas foi publicada pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) em 2011. A atual gestão regulamentou essa legislação por meio de um decreto editado em janeiro. O prazo original era de 60 dias para que houvesse a adaptação aos novos modelos.


PERGUNTAS & RESPOSTAS
Verde só para recicláveis

Posso usar a sacola verde para jogar o lixo do banheiro ou da cozinha?
Não. Alei não permite que resíduos orgânicos ou não recicláveis, como papel higiênico, fraldas, folhagens, bitu-cas de cigarro e restos de alimentos, sejam descartados
na sacola verde. A nova sacoli-nha dessa cor pode ser usada somente para o lixo reciclável, como embalagens de papel, plástico e vidro.
Só posso descartar o lixo reciclável na sacola verde?
Não. O lixo reciclável também pode ser descartado de outras maneiras, em sacos de lixo comuns ou em sacolinhas convencionais, por exemplo.
O que acontece se jogar o lixo comum na sacola verde?
O consumidor pode ser advertido e até multado. O objetivo da lei é evitar que as novas sa-colinhas sejam despejadas nos aterros com resíduos que não são reciclados e, assim, deixem de ser reutilizadas, prejudicando o meio ambiente. O lixo comum pode ser descartado na sacola cinza.
Sou obrigado a usar a sacola verde, mesmo que o supermercado cobre?
Não. O consumidor pode escolher a embalagem é mais conveniente. Algumas possibilidades são as sacolas de tecido e lona, carrinhos ou caixas de papelão, por exemplo. Caso decida transportar os produtos na sacola verde, terá de descartá-la apenas na coleta seletiva.


PRESTE ATENÇÃO
11 bairros estão isentos
1 Não será multado quem I colocar resíduos sólidos A • secos (materiais recicláveis, como latas e garrafas) na sacola cinza. A multa vale apenas para quem colocar lixo orgânico (como restos de comida) no saco verde.
2 Os lixos da cozinha e do banheiro também podem ser descartados de outras formas, como nos tradicionais sacos azuis e pretos (vendidos no mercado).
3 Fica a critério do estabelecimento comercial cobrar ou não pelas sacolas verde e cinza.
4 Os 11 distritos da capital que ainda não têm coleta seletiva estão isentos da nova lei. São eles: Perus, Anhanguera, Raposo Tavares, Jardim Ângela, Parelheiros, Marsilac, Cidade Líder, Iguatemi, Guaianases, Lajeado e Jardim Helena.

PREFEITURA MANTÉM DATA DA FISCALIZAÇÃO DAS SACOLAS PLÁSTICAS   

A partir de domingo, cumprimento de lei será fiscalizado. Associações pediam prazo estendido.

Abril, 2015


Prefeitura mantém data da fiscalização das sacolinhas
AGORA SÃO PAULO - NAS RUAS - São Paulo - SP - 02/04/2015 - Pág. A8


A partir de domingo, cumprimento de lei será fiscalizado. Associações pediam prazo estendido
A Prefeitura de São Paulo manteve ontem o dia 5 de abril, próximo domingo, para o início da fiscalização da lei das sacolinhas, apesar dos pedidos do comércio para que o prazo de adaptação fosse estendido. Segundo a lei, comércios não poderão mais fornecer sacolas brancas, mas apenas sacolas de cores verde e cinza, para serem usadas no descarte de lixo. As multas variam de R$ 500 a R$ 2 milhões.
A Fecomércio-SP e a Apas (Associação Paulista de Supermercados) dizem ter feito pedido formal de adiamento ainda em janeiro, após a publicação do decreto que regulamentava o texto legal. A Fecomérdo diz ter reforçado o pedido com um novo ofício agora em março. A ACSP (Associação Comercial de SP) diz que também está tentando contato com a prefeitura.
Um grupo de trabalho foi montado com as associações em fevereiro para discutir o tema. Elas argumentam que ainda restam dúvidas. Segundo Cristiane Cortez, assessora do conselho de sustentabilidade da Fecomércio, duas questões ainda a tratar são a possibilidade de readequar o tamanho das sacolas a seu uso e também a definição de quais sacolas reutilizáveis poderão continuar a ser comercializadas.
Sem saber
Vários estabelecimentos ainda desconhecem as regras. "Pequenos comércios ainda não estão sabendo dessa mudança. Precisa de uma divulgação maior", diz a comerciante Silvana Saturnino, ^8 anos, do Santa Gemma, em Santa Cecília.
A prefeitura afirma que o prazo de adaptação foi de 90 dias ,e que agentes orientaram comércios. Para a administração, este tempo foi suficiente para os comércios não perderem o estoque antigo de sacolas.

1,9 TRILHÕES DE EMBALAGENS FORAM VENDIDOS NO MUNDO EM 2014   

O stand-up pouch, embora não esteja entre as embalagens plásticas mais utilizadas na indústria de alimentos, é o tipo que mais cresce...

Abril, 2015

1.9 trilhões de embalagens de alimentos foram vendidos no mundo em 2014
DATAMARK - 01/04/2105

O número de unidades de embalagens de alimentos vendidas globalmente aumentou 3%, atingindo 1.9 trilhões em 2014, de acordo com dados da Euromonitor International. O stand-up pouch, embora não esteja entre as embalagens plásticas mais utilizadas na indústria de alimentos, é o tipo que mais cresce, com previsão de crescimento médio anual de 6% para o período de 2014 a 2019. Entre os lançamentos em pouches em 2014 estão os cereais Kellog´s, na França, as refeições prontas Heinz, na Alemanha, e o milho doce da Green Giant´s.
“O stand-up pouch está ganhando forte presença, sendo utilizada como solução de embalagem que vai ao micro-ondas para refeições prontas, como arroz e massa, mas também como embalagem compartilhável de biscoitos, e como embalagem dose única na qual o produto é consumido no próprio pouch, como sorvete, iogurte ou baby food. O stand-up pouch preenche todos os requisitos”, afirma Rosemarie Downey, chefe de pesquisa sobre embalagem da Euromonitor.
China e Índia devem contribuir com 58% de todo o crescimento de embalagens de alimentos em 2015. A região da Ásia Pacífico sozinha registrou um crescimento de 5% em 2014, representando 320 bilhões de embalagens adicionais.
"China e Índia são as potências indomáveis na indústria de embalagem alimentar global", acrescentou Downey. "Níveis de urbanização e os rendimentos disponíveis, combinados com uma mudança contínua de hábitos na compra de não embalados para embalados, faz com que esses países sejam importantes para o desenvolvimento". www.euromonitor.com/packaging

COMERCIANTE QUE DER SACOLINHA RECEBERÁ MULTA DE R$ 2 MILHÕES   

Cidadão receberá multa de R$ 500,00...

Abril, 2015

Comerciante que der sacolinha receberá multa de R$2 milhões
GAZETA DE SÃO MIGUEL - SÃO PAULO LESTE - São Paulo - SP - 29/03 a 04/04/2015 - Pág. 8



Cidadão receberá multa de R$ 500,00

A partir do próximo dia 5 de abril, os estabelecimentos comerciais da cidade não poderão mais fornecer ou vender aos seus consumidores as sacolas plásticas comuns ou as saco-linhas brancas utilizadas atualmente, e poderão ceder aos clientes apenas sacolas reutilizáveis nas cores verde e cinza, produzidas com matéria-prima renovável, considerada menos nociva ao meio ambiente. As medidas estão previstas na Lei Municipal 15.374, conhecida como lei das sacolinhãs, que foi regulamentada pelo prefeito Fernando Haddad no dia 7 de janeiro deste ano, após a justiça considerá-la constitucional.
De acordo com a lei, após carregar as compras, o cidadão deverá reutilizar a "sacola verde" somente para ó descarte do lixo reciclável, que é recolhido pelo Programa de Coleta Seletiva. Entre os materiais permitidos para o descarte na "sacola verde" estão metal, papel, plástico, e vidro, que serão encaminhados para as duas novas centrais mecanizadas de triagem inauguradas em 2014. Já a "sacola cinza" deverá ser reutilizada pelo cidadão para o descarte do lixo comum, recolhidos pela coleta
convencional, como por exemplo, restos de comida, papel sujo e bitu-cas de cigarro.
O comerciante que desrespeitar a lei poderá receber uma multa de R$ 500 a R$ 2 milhões, de acordo com a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente. Já o cidadão que não cumprir as regras para reutilização das sacolas, como por exemplo, descartar restos de comida na "sacola verde" que irá para a central de triagem, poderá receber advertência e, em caso de reincidência, poderá ter que pagar uma multa com valor entre R$ 50 e R$ 500. A fiscalização dos comerciantes será feita por agentes do Departamento de Gestão Descentralizada (DGD) da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, com base em denúncias encaminhadas via SAC e pela central 156.
No caso da fiscalização da reutilização correta das sacolas pelos cidadãos, a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) comunicará e encaminhará os descartes ilegais para a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que tomará ás providências.

SUPERMERCADOS DEIXAM SACOLAS VERDES PARA A ÚLTIMA HORA   

Das quatro grandes redes visitadas, só uma já oferece o item obrigatório reciclável Medida começa a valer no próximo domingo...

Abril, 2015

Supermercados deixam novas sacolas verdes para a última hora
DIÁRIO DE S.PAULO - DIA A DIA - São Paulo - SP - 01/04/2015 - Pág. 4


Das quatro grandes redes visitadas, só uma já oferece o item obrigatório reciclável Medida começa a valer no próximo domingo

Os supermercados da capital devem deixar para a última ho -ra a implementação da regra que obriga estabelecimentos comerciais a adotarem o uso de sacolas recicláveis, as chamadas sacolinhas verdes.
A medida começa a valer no próximo domingo, mas, até agora, quase nenhum supermercado está oferecendo as novas sacolas aos clientes.
Na tarde de ontem, o DIÁRIO visitou lojas de quatro grandes redes - Pão de Açúcar, Sonda. Carrefour e Walmart -, e só o primeiro estabelecimento dis -ponibilizava as sacolas verdes. Ela deve custar cerca de R$ 0,10 e é de uso opcional pelo cliente.
"No Pão de Açúcar, os consumidores ainda estão se informando sobre como funciona a medida. Então não tivemos muitos pedidos. Mas já estamos disponibilizando-as para evitar surpresas quando o prazo se esgotar", explicou Sivaldo Santos, gerente de uma unidade.
Os grupos Sonda, Carrefour e Walmart pretendem oferecer as sacolas verdes apenas na próxima segunda-feira, um dia após o prazo estabelecido pela Prefeitura.
DESCONHECIMENTO/ Muitos consumidores alegaram não saber que a regra voltará a valer, mas se mostraram dispostos a pagar alguns centavos a mais para ajudar o meio ambiente. "Acho que o erro foi ter retirado essa medida quando ela já havia sido implementada, pareceu um retrocesso", afirmou a aposentada Fausta Pieri.
"As sacolas recicláveis ajudariam a criar mais consciência ecológica para as pessoas, mas, até agora, eu não vi nenhum supermercado disponibilizando-as", contou o motorista Euzébio dos Santos.

Estabelecimentos serão fiscalizados por secretaria

O órgão responsável por assegurar que os estabelecimentos comerciais sigam a nova regra é a Secretaria Munidpal do Verde e Meio Ambiente.
Quem não obedecer ã medida poderá ser multado em até RS 2 milhões. Em nota oflcial, a assessoria de imprensa da secretaria afirmou que a averiguação acontecerá por melo de denúncias dos clientes encaminhadas via SAC {Serviço de Atendimento ao Consumidor) e através do 156.
Consumidores que optarem pelo uso das sacolas verdes também precisam ficar atentos: a lei estabelece que a sacola deverá ser descartada apenas com lixo reddável O lixo orgânico ficará restrito a um modelo dnza. Quem não seguir a determinação receberá advertência e, depois, multa de até RS 500.

COMERCIANTES PEDEM PRORROGAÇÃO DE PRAZO PARA TROCA DE SACOLAS EM SP   

A Fecomercio solicitou Prefeitura SP, que estenda o prazo por mais 120 dias para que comércio se adapte ao novo modelo de sacola padronizada

Abril, 2015

Comerciantes pedem prorrogação de prazo para troca de sacola plástica em SP
R7 - 31/03/2015

A Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) solicitou à Prefeitura de São Paulo, por meio de ofício, que estenda o prazo por mais 120 dias para que o comércio se adapte ao novo modelo de sacola padronizada, previsto no decreto nº 55.827/2015, da lei nº 15.374/2011.O objetivo da solicitação é evitar a aplicação de multas a estabelecimentos comerciais e também que a Prefeitura consiga avaliar as mudanças sugeridas pela própria Federação em conjunto com entidades e empresas.Entre algumas sugestões da entidade estão prever a possibilidade de distribuição e venda de sacolas retornáveis ou ecobags; a possibilidade do uso de sacolas bioplásticas reutilizáveis em dimensões menores, a fim de promover a coleta convencional de resíduos sólidos domiciliares indiferenciados; e a pigmentação das sacolas bioplásticas reutilizáveis ser de livre escolha do estabelecimento comercial.HistóriaInicialmente, a Prefeitura de São Paulo concedeu o prazo de 60 dias para que a mudança fosse realizada nos estabelecimentos. Após a data, que encerra neste sábado (5), uma multa de R$ 50 a R$ 500 para consumidores e de R$ 500 a R$ 2 milhões para comerciantes poderá ser aplicada.Os comerciantes levantam pontos que devem ser aperfeiçoados diante do modelo de embalagem para o comércio da capital paulista apresentado pelo prefeito Fernando Haddad (PT), tais como custo da nova sacola, fiscalização, forma de distribuição, prazo, modelo da sacola, critério para a dosimetria da penalidade, ampliação da área de coleta seletiva e tratamento diferenciado para microempresa e empresa de pequeno porte.Apesar dos encontros promovidos pela Prefeitura de São Paulo e Amlurb (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana) com entidades e empresas do setor, ainda não foram anunciadas medidas para tornar a lei mais próxima dos interesses de ambas as partes.Leia mais notícias sobre São Paulo

EMBALIXO ESTREIA NO MERCADO EUA COM LINHA SACOS DE PLÁSTICO VERDE    

A Braskem e a Embalixo apresentaram na NPE, o primeiro saco de lixo com matéria-prima renovável comercializado nos Estados Unidos.

Março, 2015

Embalixo estreia no mercado dos EUA com linha de sacos de Plástico Verde
A Braskem, líder mundial na produção de biopolímeros, e Embalixo apresentaram na NPE – Feira Internacional de Plástico, realizada em Orlando (EUA), o primeiro saco de lixo com matéria-prima renovável comercializado nos Estados Unidos. Elaborado com polietileno verde, a partir do etanol da cana-de-açúcar, o produto é o lançamento da marca Green Garbage Bags – Renewable no mercado internacional. O item é composto pelo Plástico Verde, que se destaca por capturar CO2 em seu processo produtivo e conta com o auto destaque, que facilita o manuseio e a utilização dos sacos plásticos. Com tamanhos e adequados às medidas americanas, equivalentes ao de 50L e 100L nas medidas brasileiras, o produto está disponível em diversos supermercados norte-americanos. “Entraremos no maior mercado de sacos para lixo do mundo (EUA) com um artigo diferenciado, que mantém as propriedades técnicas e de qualidade das nossas linhas, e ainda valoriza aspecto do meio ambiente, levando às prateleiras uma alternativa de consumo sustentável”, declara Rafael Costa, diretor comercial da EMBALIXO.
Contrato com a Braskem
Principal fabricante do segmento no Brasil, a Embalixo assinou contrato com a Braskem em 2011 para a produção de sacos com matéria-prima renovável. Resultado da combinação de inovação, tecnologia e sustentabilidade, o Plástico Verde captura e fixa gás carbônico da atmosfera, colaborando para a redução da emissão dos gases causadores do efeito estufa. Este produto apresenta as mesmas características do polietileno tradicional e pode ser reciclado na cadeia já existente.-Tribuna Hoje – AL

FISCALIZAÇÃO DA LEI DAS SACOLINHAS EM SP COMEÇA EM 05 DE ABRIL   

A partir da data, os comércios serão obrigados a ceder aos clientes apenas sacolas reutilizáveis nas cores verde e cinza...

Março, 2015

Fiscalização da lei das sacolinhas em SP começa em 5 de abril
NÚCLEO DE ESTUDOS DO VAREJO - 30/03/2015

A fiscalização da lei das sacolinhas na cidade de São Paulo entra em vigor no dia 5 de abril, segundo a Prefeitura. A partir da data, o primeiro domingo do mês, os comércios serão obrigados a ceder aos clientes apenas sacolas reutilizáveis nas cores verde e cinza, produzidas com matéria-prima renovável, considerada menos nociva ao meio ambiente.O comerciante que desrespeitar a lei poderá receber uma multa de R$ 500 a R$ 2 milhões, de acordo com a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente. O novo tipo de sacolinha está previsto no decreto publicado no dia 7 de janeiro pela Prefeitura de São Paulo, que padroniza as embalagens que podem ser distribuídas.A fiscalização dos comerciantes será feita por agentes do Departamento de Gestão Descentralizada (DGD) da Secretaria Municipal do Verde do Meio Ambiente, com base em denúncias encaminhadas via SAC e pela central 156.Coleta seletivaA Prefeitura afirma que está proibido o uso das sacolas de cor verde para o lixo orgânico ou indefinível. A fiscalização do uso das sacolas verdes será realizada pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.De acordo com a lei, após o carregar as compras, o cidadão deverá reutilizar a “sacola verde” somente para o descarte do lixo reciclável, que é recolhido pelo Programa de Coleta Seletiva. O cidadão que não cumprir as regras poderá receber advertência e, em caso de reincidência, poderá ter que pagar uma multa com valor entre R$ 50 e R$ 500.Entre os materiais permitidos para o descarte na “sacola verde” estão metal, papel, plástico e vidro, que serão encaminhados para as duas novas centrais mecanizadas de triagem inauguradas em 2014.Já a “sacola cinza” deverá ser reutilizada pelo cidadão para o descarte do lixo comum, recolhidos pela coleta convencional, como por exemplo, restos de comida, papel sujo e bitucas de cigarro.No caso da fiscalização da reutilização corretas das sacolas pelos cidadãos, a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) comunicará e encaminhará os descartes ilegais para a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, que tomará as providências.(Por G1) varejo, núcleo de estudos e negócios do varejo, retail lab, espmPosts relacionadosSacolinhas comuns saem dos supermercados em fevereiro Supermercados paulistanos terão sacolinhas verde e cinza Sacolinhas plásticas voltam a circular em BH

31a. FISPAL TECNOLOGIA TEM PROGRAMAÇÃO DE PALESTRAS   

Em 2015, a Fispal Tecnologia chega a sua 31ª edição, com um novo formato, com oportunidades de negócio e atividades paralelas...

Março, 2015

31ª Fispal Tecnologia tem programação de palestras e soluções para as indústrias de alimentos e bebidas
PORTAL LOG WEB - 30/03/2015

Em 2015, a Fispal Tecnologia - Feira Internacional de Processos, Embalagens e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas chega a sua 31ª edição, com um novo formato, com oportunidades de negócio e atividades paralelas como as palestras, que terão a coordenação da BTS Informa, promotora do evento. "O evento deste ano apresenta ao público uma nova distribuição de planta para melhorar ainda mais a experiência do visitante e a maximização de resultados do expositor. E para atender uma necessidade do visitante sobre conteúdo, um auditório com uma programação completa com especialistas do ITAL e da Unicamp, debaterá temas bem relevantes e de interesse para a indústria de alimentos e bebidas", explica a diretora da feira, Célia Iwaki.A Fispal Tecnologia acontece no Pavilhão de Exposições do Anhembi, de 23 a 26 de junho, e deve receber mais de 52 mil compradores qualificados de setores da indústria de bebidas e alimentos, farmacêutica, química, cosmética, laticínio, frigorífico e designers de embalagens.Dentro do pavilhão será possível ver na prática o funcionamento de alta tecnologia em máquinas, embalagens e serviços para a produção industrial. Também prevista está a forte presença internacional, com mais de 30 países em quatro dias de eventoSimultaneamente à Fispal Tecnologia, outras atrações e atividades devem chamar a atenção dos profissionais do setor e compradores, como o Espaço do Conhecimento, um auditório de palestras construído dentro do pavilhão; as Rodadas de Negócios, realizada em parceria com a Think Plastic Brazil, tem como objetivo fomentar o investimento de capital estrangeiro direto para o Brasil. A meta é trazer compradores latino-americanos para as rodadas, com a participação dos associados do Instituto Nacional do Plástico e expositores da feira."Além dessas iniciativas, também teremos o Lounge VIP, espaço onde o convidado VIP do expositor receberá um tratamento diferenciado, como entrada exclusiva ao Anhembi por meio de estacionamento exclusivo, entre outros benefícios", antecipa Iwaki.Tendências e inovações em ingredientesPara atender de forma mais abrangente os visitantes e profissionais do setor, a Fispal Tecnologia e a Ingredient Marketplace, feira americana de ingredientes alimentícios reconhecida mundialmente, uniram-se para lançar um projeto inovador na maior feira do setor na América Latina: o Pavilhão "IM at Fispal Tecnologia". A proposta desse pavilhão é reunir expositores nacionais e internacionais do mercado de ingredientes para a indústria de alimentos, bebidas e cosméticos. Além disso, o visitante terá uma área de conteúdo, onde poderá assistir palestras gratuitas de 30 minutos, com especialistas americanos, que abordarão as principais tendências e inovações do setor, incluindo a demonstração de novos produtos que ilustram como cada ingrediente está sendo utilizado no mercado de consumo global.Mais informações sobre os palestrantes e a grade de temas do IM at Fispal Tecnologia podem ser conferidas no site: [Link Original] Tecnologia - 31ª Feira Internacional de Processos, Embalagens e Logística para as Indústrias de Alimentos e BebidasData: 23 a 26 de junho de 2015Horário: 13h às 20h (novo horário)Local: Pavilhão do Anhembi - Av. Olavo Fontoura 1.209, Santana - São Paulo/SP.

COMO A PREFEITURA DE SP ESCOLHEU OS MATERIAIS DAS NOVAS SACOLINHAS   

A prefeitura de São Paulo comunica a revogação da lei da oferta e da procura em favor do idealismo verde. . A decisão foi oficializada na...

Março, 2015

Como a prefeitura de SP escolheu os materiais das novas sacolinhas
EMBALAWEB - WEB - WEB - 12/03/2015

A prefeitura de São Paulo comunica a revogação da lei da oferta e da procura em favor do idealismo verde. A decisão foi oficializada na escolha de materiais de fontes renováveis para compor as sacolinhas plásticas em uso no comércio paulistano a partir de abril próximo, em lugar da tradicional versão, crucificada no livro negro dos ecoxiitas, à base de polietileno (PE) de origem fóssil.Qualquer criança de chupeta associa sacolas de saída de caixa a uma embalagem commodity e, como tal, movida a preço e ganhos de escala, sendo ofertada a comerciantes, supermercados à frente, por um exército de fornecedores de todos os portes.Quanto aos plásticos de fontes renováveis, por força do preço nas alturas e escalas da mão para a boca, eles têm, no Brasil e no mundo, seu raio de alcance limitados a embalagens de artigos de nicho e valor compatível com a absorção dessa matéria-prima mais cara que resinas petroquímicas. Nesse contexto, a Braskem sobressai entre os fornecedores – sejam de plásticos biodegradáveis ou com ingredientes de fontes renováveis – por possuir no Rio Grande do Sul capacidade para formular 200.000 t/a de PE verde.Foi assim batizado por conter eteno proveniente do etanol da cana-de-açúcar, embora não seja polímero biodegradável. Seu preço, não especificado pela Braskem, já foi divulgado por fontes como 20-30% acima do PE convencional nos tempos do barril de óleo acima de US$100. Se, conforme assevera a empresa, os preços da resina petroquímica brasileira andam em linha com a cotação internacional, o custo de PE verde então, manda a aritmética, perde competitividade em face do barateamento da rota empoleirada no petróleo. Na calculadora do FMI, aliás, a superoferta fez o barril desabar de US$ 99,36 em outubro passado a US$ 56,73 em janeiro deste ano. Em efeito dominó, sofre a viabilidade econômica e comercial dos demais biopolímeros, de oferta aliás muitos furos abaixo da capacidade de PE verde, esta também pálida perante a musculatura da produção global das resinas similares base nafta e gás. Números e fatos não mentem, flexibilizam nem degradam.“O aumento de demanda ajuda a popularizar os materiais sustentáveis”, defende na contramão da realidade Julia Moreno Lara, diretora de planejamento da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), designada porta-voz para esta reportagem pela prefeitura paulistana. “Porque essas matérias-primas de baixo impacto ambiental devem ser utilizadas apenas em produtos premium? Por essência, a sustentabilidade já é democrática. Porque isso não deve se aplicar às sacolas?” Quanto menor o efeito na natureza, mais massificado deveria ser o uso dos materiais de fonte renovável, ela associa.Os plásticos de fontes renováveis, julga Julia, não encarecerão se as resinas concorrentes de fonte fóssil baixarem de preço. “No máximo, a diferença entre elas pode aumentar um pouco, mas o preço dos bioplásticos não subirá devido à queda do petróleo; podem até cair devido a fatores como produção recorde de alimentos”. Para a executiva, o declínio do barril tem a ver com a autossuficiência no óleo conquistada pelos EUA com a rota do gás de xisto. “Mas mesmo a redução em mais de 60% no preço do barril em quase nada impactou no custo das resinas brasileiras”, ela observa.A demanda paulistana por sacolas em geral, projeta Julia, não chega a 2% do consumo total nacional de PE, arredondado pela consultoria MaxiQuim em 2.5 milhões de toneladas em 2014.Procurada por Plásticos em Revista, a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) informou que a capital paulistana utiliza em média 1,8 bilhão de sacolas ao ano ou 10% do consumo brasileiro. Considerando que o milheiro da sacola atual pesa em média 4,5 kg, o volume de PE virgem consumido para produzir a quantidade da embalagem mobilizada pelo comércio paulistano ronda 640 t/mês nos cálculos da Braskem.A entrada de bioplásticos nas sacolas, considera Julia, não terá efeito na produção nacional de PE petroquímico nem na de materiais de fontes renováveis. “Mas será de grande valia para pequenos produtores de bioplásticos se inserirem nesse mercado”. Da mesma forma, ela rechaça a hipótese de a presença de biomateriais em 51% da sacola implique repasse ao público final do reajuste assim inculcado no custo da embalagem.Se comparadas sacolas de PE convencional com o tipo prescrito na resolução municipal, contendo 51% de materiais de fontes renováveis, argumenta a porta-voz do prefeito Fernando Haddad, “o aumento do custo final impactante foi de apenas 4,89%, conforme o preço de venda de líderes na fabricação da embalagem”. Julia cutuca mais fundo: “a nova sacola tem custo produtivo unitário de R$ 0,06 contra R$ 0,04 da versão anterior, uma diferença justificada pelo seu tamanho maior e não pela presença dos elementos de fontes renováveis”, compara a diretora. “No entanto, se considerarmos o custo da sacola por quilo transportado, ela resulta mais barata que o modelo tradicional numa relação por quilo de R$ 0,006 versus R$ 0,008”. A intenção da prefeitura, ela encaixa, visa reduzir o consumo das sacolinhas.Julia sublinha, a propósito, o critério da seleção desses materiais para as sacolas padronizadas verde, para reuso no acondicionamento de lixo seco, e cinza, para embalar demais tipos de resíduos. PE verde, ela explica, não é a única opção – embora seja, na prática, o único bioplástico produzido em escala de três dígitos no país e sem outra opção no fornecimento comercial regular e consolidado para sacolas de saída de caixa, servido também pela Braskem com seu PE petroquímico.A empresa, aliás, não abre sua produção do bioplástico, comprometida em regra com embalagens de cunho seleto, fora dos redutos commodities de macroconsumo de PE, tipo sacolinhas. “Foi estipulada para a nova sacola uma constituição mínima de 51% de biopolímeros de fontes renováveis (N.R.- o restante cabe a PE convencional), a exemplo de milho, batata e cana”, delimita a diretora da Amlurb. “No mundo inteiro, também estão em desenvolvimento tecnologias como as de polímeros à base de celulose ou cogumelos”.No Brasil, pontua a diretora, “pequenos produtores de plástico à base de amido de milho já operam em Mato Grosso e São Paulo e há investimentos declarados e iniciados no âmbito de biopolímeros de fontes renováveis no Paraná e Minas Gerais, sem falar em detentores dessa tecnologia nos EUA, França, Japão, Israel, Holanda e Itália interessados em joint ventures com empresas brasileiras para entrar no mercado daqui”. Julia arremata seu ponto de vista com uma alusão a PE verde. “Qual a saída encontrada quando faltou eteno base petróleo para completar o aproveitamento da capacidade de PE no Rio Grande do Sul? A cana-de-açúcar. Ou seja, será que devemos sempre esperar nossos recursos escassearem para buscarmos a solução?”A extração de petróleo, pondera Julia, é condicionada por regulamentações e concessões de uso, restringindo assim a quantidade de produtores do combustível e, por tabela, de PE via gás e nafta. “Já quando falamos de fontes como milho, cana, batata e beterraba, temos maior democratização em termos de variedade de opções e número de produtores”, ela coloca. A própria oferta restrita de PE verde, interpreta a diretora da Amlurb, embute oportunidade para empresas menores que a Braskem produzam biopolímeros, “estimulando o investimento na produção sustentável”, afirma.A preferência da prefeitura pelas fontes renováveis, ela segue, “também considera uma das tentativas de frear a escassez de recursos naturais que não se recompõem e dos quais somos muito dependentes, um dos grandes dilemas da sociedade atual”. Além do mais, coloca Julia, a medida das sacolinhas atende as metas da Política Nacional de Mudança do Clima. “Isso se refere à diminuição dos efeitos dos gases estufa, devido à capacidade de captar dióxido de carbono disponível no processo agrícola para obtenção das matérias-primas de fontes renováveis”, ela arremata.O projeto das eco sacolas não levou em conta a degradação dos bioplásticos, insere Julia Lara, “pois a cidade ainda não tem operação de compostagem para atender a coleta domiciliar”, nota. “O objetivo é incluir o saco verde na cadeia paulistana de reciclagem”.A pecha de Geni ambiental atribuída à sacola plástica não decorre de sua matéria-prima, mas do seu descarte incorreto. “Ele polui ruas, bueiros, praças e rios e a lei determina punições a quem praticá-lo”, assevera Julia. A sacola bioplástica, como a denomina a diretora da Amlurb, “é como um símbolo de nossa mudança de cultura, um instrumento de ajuda à fiscalização e de Educação Ambiental em relação à coleta seletiva e descarte consciente”. As sacolas verdes, ela especifica, serão reutilizadas para descarte de material reciclável dirigido à coleta seletiva. Quanto ao modelo cinza, terá o segundo uso no acondicionamento de resíduos orgânicos e rejeitos para os aterros sanitários. “Quando fôr implementada a coleta seletiva de resíduos orgânicos, poderá ser criada especificação técnica para sacolas bioplásticas marrons”, completa a executiva.

COMO A PREFEITURA DE SP ESCOLHEU OS MATERIAIS DAS NOVAS SACOLINHAS   

A prefeitura de São Paulo comunica a revogação da lei da oferta e da procura em favor do idealismo verde. . A decisão foi oficializada na...

Março, 2015

Como a prefeitura de SP escolheu os materiais das novas sacolinhas
EMBALAWEB - WEB - WEB - 12/03/2015

A prefeitura de São Paulo comunica a revogação da lei da oferta e da procura em favor do idealismo verde. A decisão foi oficializada na escolha de materiais de fontes renováveis para compor as sacolinhas plásticas em uso no comércio paulistano a partir de abril próximo, em lugar da tradicional versão, crucificada no livro negro dos ecoxiitas, à base de polietileno (PE) de origem fóssil.Qualquer criança de chupeta associa sacolas de saída de caixa a uma embalagem commodity e, como tal, movida a preço e ganhos de escala, sendo ofertada a comerciantes, supermercados à frente, por um exército de fornecedores de todos os portes.Quanto aos plásticos de fontes renováveis, por força do preço nas alturas e escalas da mão para a boca, eles têm, no Brasil e no mundo, seu raio de alcance limitados a embalagens de artigos de nicho e valor compatível com a absorção dessa matéria-prima mais cara que resinas petroquímicas. Nesse contexto, a Braskem sobressai entre os fornecedores – sejam de plásticos biodegradáveis ou com ingredientes de fontes renováveis – por possuir no Rio Grande do Sul capacidade para formular 200.000 t/a de PE verde.Foi assim batizado por conter eteno proveniente do etanol da cana-de-açúcar, embora não seja polímero biodegradável. Seu preço, não especificado pela Braskem, já foi divulgado por fontes como 20-30% acima do PE convencional nos tempos do barril de óleo acima de US$100. Se, conforme assevera a empresa, os preços da resina petroquímica brasileira andam em linha com a cotação internacional, o custo de PE verde então, manda a aritmética, perde competitividade em face do barateamento da rota empoleirada no petróleo. Na calculadora do FMI, aliás, a superoferta fez o barril desabar de US$ 99,36 em outubro passado a US$ 56,73 em janeiro deste ano. Em efeito dominó, sofre a viabilidade econômica e comercial dos demais biopolímeros, de oferta aliás muitos furos abaixo da capacidade de PE verde, esta também pálida perante a musculatura da produção global das resinas similares base nafta e gás. Números e fatos não mentem, flexibilizam nem degradam.“O aumento de demanda ajuda a popularizar os materiais sustentáveis”, defende na contramão da realidade Julia Moreno Lara, diretora de planejamento da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), designada porta-voz para esta reportagem pela prefeitura paulistana. “Porque essas matérias-primas de baixo impacto ambiental devem ser utilizadas apenas em produtos premium? Por essência, a sustentabilidade já é democrática. Porque isso não deve se aplicar às sacolas?” Quanto menor o efeito na natureza, mais massificado deveria ser o uso dos materiais de fonte renovável, ela associa.Os plásticos de fontes renováveis, julga Julia, não encarecerão se as resinas concorrentes de fonte fóssil baixarem de preço. “No máximo, a diferença entre elas pode aumentar um pouco, mas o preço dos bioplásticos não subirá devido à queda do petróleo; podem até cair devido a fatores como produção recorde de alimentos”. Para a executiva, o declínio do barril tem a ver com a autossuficiência no óleo conquistada pelos EUA com a rota do gás de xisto. “Mas mesmo a redução em mais de 60% no preço do barril em quase nada impactou no custo das resinas brasileiras”, ela observa.A demanda paulistana por sacolas em geral, projeta Julia, não chega a 2% do consumo total nacional de PE, arredondado pela consultoria MaxiQuim em 2.5 milhões de toneladas em 2014.Procurada por Plásticos em Revista, a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) informou que a capital paulistana utiliza em média 1,8 bilhão de sacolas ao ano ou 10% do consumo brasileiro. Considerando que o milheiro da sacola atual pesa em média 4,5 kg, o volume de PE virgem consumido para produzir a quantidade da embalagem mobilizada pelo comércio paulistano ronda 640 t/mês nos cálculos da Braskem.A entrada de bioplásticos nas sacolas, considera Julia, não terá efeito na produção nacional de PE petroquímico nem na de materiais de fontes renováveis. “Mas será de grande valia para pequenos produtores de bioplásticos se inserirem nesse mercado”. Da mesma forma, ela rechaça a hipótese de a presença de biomateriais em 51% da sacola implique repasse ao público final do reajuste assim inculcado no custo da embalagem.Se comparadas sacolas de PE convencional com o tipo prescrito na resolução municipal, contendo 51% de materiais de fontes renováveis, argumenta a porta-voz do prefeito Fernando Haddad, “o aumento do custo final impactante foi de apenas 4,89%, conforme o preço de venda de líderes na fabricação da embalagem”. Julia cutuca mais fundo: “a nova sacola tem custo produtivo unitário de R$ 0,06 contra R$ 0,04 da versão anterior, uma diferença justificada pelo seu tamanho maior e não pela presença dos elementos de fontes renováveis”, compara a diretora. “No entanto, se considerarmos o custo da sacola por quilo transportado, ela resulta mais barata que o modelo tradicional numa relação por quilo de R$ 0,006 versus R$ 0,008”. A intenção da prefeitura, ela encaixa, visa reduzir o consumo das sacolinhas.Julia sublinha, a propósito, o critério da seleção desses materiais para as sacolas padronizadas verde, para reuso no acondicionamento de lixo seco, e cinza, para embalar demais tipos de resíduos. PE verde, ela explica, não é a única opção – embora seja, na prática, o único bioplástico produzido em escala de três dígitos no país e sem outra opção no fornecimento comercial regular e consolidado para sacolas de saída de caixa, servido também pela Braskem com seu PE petroquímico.A empresa, aliás, não abre sua produção do bioplástico, comprometida em regra com embalagens de cunho seleto, fora dos redutos commodities de macroconsumo de PE, tipo sacolinhas. “Foi estipulada para a nova sacola uma constituição mínima de 51% de biopolímeros de fontes renováveis (N.R.- o restante cabe a PE convencional), a exemplo de milho, batata e cana”, delimita a diretora da Amlurb. “No mundo inteiro, também estão em desenvolvimento tecnologias como as de polímeros à base de celulose ou cogumelos”.No Brasil, pontua a diretora, “pequenos produtores de plástico à base de amido de milho já operam em Mato Grosso e São Paulo e há investimentos declarados e iniciados no âmbito de biopolímeros de fontes renováveis no Paraná e Minas Gerais, sem falar em detentores dessa tecnologia nos EUA, França, Japão, Israel, Holanda e Itália interessados em joint ventures com empresas brasileiras para entrar no mercado daqui”. Julia arremata seu ponto de vista com uma alusão a PE verde. “Qual a saída encontrada quando faltou eteno base petróleo para completar o aproveitamento da capacidade de PE no Rio Grande do Sul? A cana-de-açúcar. Ou seja, será que devemos sempre esperar nossos recursos escassearem para buscarmos a solução?”A extração de petróleo, pondera Julia, é condicionada por regulamentações e concessões de uso, restringindo assim a quantidade de produtores do combustível e, por tabela, de PE via gás e nafta. “Já quando falamos de fontes como milho, cana, batata e beterraba, temos maior democratização em termos de variedade de opções e número de produtores”, ela coloca. A própria oferta restrita de PE verde, interpreta a diretora da Amlurb, embute oportunidade para empresas menores que a Braskem produzam biopolímeros, “estimulando o investimento na produção sustentável”, afirma.A preferência da prefeitura pelas fontes renováveis, ela segue, “também considera uma das tentativas de frear a escassez de recursos naturais que não se recompõem e dos quais somos muito dependentes, um dos grandes dilemas da sociedade atual”. Além do mais, coloca Julia, a medida das sacolinhas atende as metas da Política Nacional de Mudança do Clima. “Isso se refere à diminuição dos efeitos dos gases estufa, devido à capacidade de captar dióxido de carbono disponível no processo agrícola para obtenção das matérias-primas de fontes renováveis”, ela arremata.O projeto das eco sacolas não levou em conta a degradação dos bioplásticos, insere Julia Lara, “pois a cidade ainda não tem operação de compostagem para atender a coleta domiciliar”, nota. “O objetivo é incluir o saco verde na cadeia paulistana de reciclagem”.A pecha de Geni ambiental atribuída à sacola plástica não decorre de sua matéria-prima, mas do seu descarte incorreto. “Ele polui ruas, bueiros, praças e rios e a lei determina punições a quem praticá-lo”, assevera Julia. A sacola bioplástica, como a denomina a diretora da Amlurb, “é como um símbolo de nossa mudança de cultura, um instrumento de ajuda à fiscalização e de Educação Ambiental em relação à coleta seletiva e descarte consciente”. As sacolas verdes, ela especifica, serão reutilizadas para descarte de material reciclável dirigido à coleta seletiva. Quanto ao modelo cinza, terá o segundo uso no acondicionamento de resíduos orgânicos e rejeitos para os aterros sanitários. “Quando fôr implementada a coleta seletiva de resíduos orgânicos, poderá ser criada especificação técnica para sacolas bioplásticas marrons”, completa a executiva.

SP: SUPERMERCADOS OFERECEM SACOLA VERDE ANTES DO INÍCIO DA MULTA   

Supermercados de São Paulo já estão distribuindo sacolinhas plásticas "verdes" para os clientes levarem as compras. A partir de abril...

Março, 2015

SP: Supermercados oferecem sacola ´´verde´´ antes de início da multa
VAREJISTA - WEB - WEB - 10/03/2015

Supermercados de São Paulo já estão distribuindo sacolinhas plásticas "verdes" para os clientes levarem as compras. A partir de abril, será multado o comércio que não substituir as embalagens de plástico comum pelas opções verde para recicláveis, e cinza para o lixo comum. Quem desrespeitar a lei estará sujeito a multas que chegarão a R$ 2 milhões.O consumidor que levar as sacolinhas verdes para casa não poderá usá-las para o descarte do lixo comum, aquele com material orgânico (restos de alimentos), e poderá usá-la apenas para descartar o lixo reciclável."As sacolas verdes vão ser levadas para centrais mecanizadas, centrais de triagem, para as cooperativas. E o restante vai para o aterro. Ou seja, a sacola que era uma vilã do meio ambiente passa a ser um instrumento de educação ambiental", disse o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro.Multas e fiscalizaçãoNo dia 4 de fevereiro, foi publicada portaria que estabelecia prazo de 60 dias para adaptação dos comerciantes e trabalho de conscientização da população a respeito da nova medida. A fiscalização começa no dia 5 de abril. Os moradores serão monitorados em amostragem e com base em denúncias, mas os comerciantes serão fiscalizados ponto a ponto.Segundo a Prefeitura, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente será a encarregada de checar os possíveis desrespeitos à lei. A cobrança pelo uso das sacolas ficará a critério dos mercados, como ocorre atualmente. O SPTV encontrou alguns supermercados estão cobrando R$ 0,10 por sacola. Outros, fazem a distribuição gratuita.As multas mais altas são para o comércio e vão de R$ 500 a R$ 2 milhões. O valor será definido de acordo com a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente. Já o cidadão comum que não cumprir a regra poderá receber advertências e multa de R$ 50 a R$ 500.A promessa da administração municipal é universalizar a coleta seletiva em 2016. Até agora, segundo a Prefeitura, 86 das 96 subprefeituras já contam com o serviço. Segundo o secretário de Serviços, Simão Pedro, atualmente a coleta total de lixo na cidade é de cerca de 12 toneladas por dia.

A CONTA NÃO FECHA. E DAÍ?   

A prefeitura de São Paulo comunica a revogação da lei da oferta e da procura em favor do idealismo verde...

Março, 2015

A conta não fecha. E daí?
PLÁSTICOS EM REVISTA - SUSTENTABILIDADE - SÃO PAULO - SP - FEV/2015 - Nº 611 - Pág. 01, 46 A 48


Como a prefeitura de SP escolheu os materiais das novas sacolinhas

sustentabilidade. A prefeitura de São Paulo comunica a revogação da lei da oferta e da procura em favor do idealismo verde. A decisão foi oficializada na escolha de materiais de fontes renováveis para compor as sacolinhas plásticas em uso no comércio paulistano a partir de abril próximo, em lugar da tradicional versão, crucificada no livro negro dos ecoxiitas, à base de polietileno (PE) de origem fóssil.
Qualquer criança de chupeta associa sacolas de saída de caixa a uma embalagem commodity e, como tal, movida a preço e ganhos de escala, sendo ofertada a comerciantes, supermercados à frente, por um exército de fornecedores de todos os portes. Quanto aos plásticos de fontes renováveis, por força do preço nas alturas e escalas da mão para a boca, eles têm, no Brasil e no mundo, seu raio de alcance limitados a embalagens de artigos de nicho e valor compatível com a absorção dessa matéria-prima mais cara que resinas petroquímicas. Nesse contexto, a Braskem sobressai entre os fornecedores – sejam de plásticos biodegradáveis ou com ingredientes de fontes renováveis – por possuir no Rio Grande do Sul capacidade para formular 200.000 t/a de PE verde. Foi assim batizado por conter eteno proveniente do etanol da cana-de-açúcar, embora não seja polímero biodegradável. Seu preço, não especificado pela Braskem, já foi divulgado por fontes como 20-30% acima do PE convencional nos tempos do barril de óleo acima de US$100. Se, conforme assevera a empresa, os preços da resina petroquímica brasileira andam em linha com a cotação internacional, o custo de PE verde então, manda a aritmética, perde competitividade em face do barateamento da rota empoleirada no petróleo. Na calculadora do FMI, aliás, a superoferta fez o barril desabar de US$ 99,36 em outubro passado a US$ 56,73 em janeiro deste ano. Em efeito dominó, sofre a viabilidade econômica e comercial dos demais biopolímeros, de oferta aliás muitos furos abaixo da capacidade de PE verde, esta também pálida perante a musculatura da produção global das resinas similares base nafta e gás. Números e fatos não mentem, flexibilizam nem degradam.
“O aumento de demanda ajuda a popularizar os materiais sustentáveis”, defende na contramão da realidade Julia Moreno Lara, diretora de planejamento da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), designada porta-voz para esta reportagem pela prefeitura paulistana. “Porque essas matérias-primas de baixo impacto ambiental devem ser utilizadas apenas em produtos premium? Por essência, a sustentabilidade já é democrática. Porque isso não deve se aplicar às sacolas?” Quanto menor o efeito na natureza, mais massificado deveria ser o uso dos materiais de fonte renovável, ela associa.
Os plásticos de fontes renováveis, julga Julia, não encarecerão se as resinas concorrentes de fonte fóssil baixarem de preço. “No máximo, a diferença entre elas pode aumentar um pouco, mas o preço dos bioplásticos não subirá devido à queda do petróleo; podem até cair devido a fatores como produção recorde de alimentos”. Para a executiva, o declínio do barril tem a ver com a autossuficiência no óleo conquistada pelos EUA com a rota do gás de xisto. “Mas mesmo a redução em mais de 60% no preço do barril em quase nada impactou no custo das resinas brasileiras”, ela observa.
A demanda paulistana por sacolas em geral, projeta Julia, não chega a 2% do consumo total nacional de PE, arredondado pela consultoria MaxiQuim em 2.5 milhões de toneladas em 2014. Procurada por Plásticos em Revista, a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) informou que a capital paulistana utiliza em média 1,8 bilhão de sacolas ao ano ou 10% do consumo brasileiro. Considerando que o milheiro da sacola atual pesa em média 4,5 kg, o volume de PE virgem consumido para produzir a quantidade da embalagem mobilizada pelo comércio paulistano ronda 640 t/mês nos cálculos da Braskem.
A entrada de bioplásticos nas sacolas, considera Julia, não terá efeito na produção nacional de PE petroquímico nem na de materiais de fontes renováveis. “Mas será de grande valia para pequenos produtores de bioplásticos se inserirem nesse mercado”. Da mesma forma, ela rechaça a hipótese de a presença de biomateriais em 51% da sacola implique repasse ao público final do reajuste assim inculcado no custo da embalagem. Se comparadas sacolas de PE convencional com o tipo prescrito na resolução municipal, contendo 51% de materiais de fontes renováveis, argumenta a porta-voz do prefeito Fernando Haddad, “o aumento do custo final impactante foi de apenas 4,89%, conforme o preço de venda de líderes na fabricação da embalagem”. Julia cutuca mais fundo: “a nova sacola tem custo produtivo unitário de R$ 0,06 contra R$ 0,04 da versão anterior, uma diferença justificada pelo seu tamanho maior e não pela presença dos elementos de fontes renováveis”, compara a diretora. “No entanto, se considerarmos o custo da sacola por quilo transportado, ela resulta mais barata que o modelo tradicional numa relação por quilo de R$ 0,006 versus R$ 0,008”. A intenção da prefeitura, ela encaixa, visa reduzir o consumo das sacolinhas.
Julia sublinha, a propósito, o critério da seleção desses materiais para as sacolas padronizadas verde, para reuso no acondicionamento de lixo seco, e cinza, para embalar demais tipos de resíduos. PE verde, ela explica, não é a única opção – embora seja, na prática, o único bioplástico produzido em escala de três dígitos no país e sem outra opção no fornecimento comercial regular e consolidado para sacolas de saída de caixa, servido também pela Braskem com seu PE petroquímico. A empresa, aliás, não abre sua produção do bioplástico, comprometida em regra com embalagens de cunho seleto, fora dos redutos commodities de macroconsumo de PE, tipo sacolinhas. “Foi estipulada para a nova sacola uma constituição mínima de 51% de biopolímeros de fontes renováveis (N.R.- o restante cabe a PE convencional), a exemplo de milho, batata e cana”, delimita a diretora da Amlurb. “No mundo inteiro, também estão em desenvolvimento tecnologias como as de polímeros à base de celulose ou cogumelos”. No Brasil, pontua a diretora, “pequenos produtores de plástico à base de amido de milho já operam em Mato Grosso e São Paulo e há investimentos declarados e iniciados no âmbito de biopolímeros de fontes renováveis no Paraná e Minas Gerais, sem falar em detentores dessa tecnologia nos EUA, França, Japão, Israel, Holanda e Itália interessados em joint ventures com empresas brasileiras para entrar no mercado daqui”. Julia arremata seu ponto de vista com uma alusão a PE verde. “Qual a saída encontrada quando faltou eteno base petróleo para completar o aproveitamento da capacidade de PE no Rio Grande do Sul? A cana-de-açúcar. Ou seja, será que devemos sempre esperar nossos recursos escassearem para buscarmos a solução?”
A extração de petróleo, pondera Julia, é condicionada por regulamentações e concessões de uso, restringindo assim a quantidade de produtores do combustível e, por tabela, de PE via gás e nafta. “Já quando falamos de fontes como milho, cana, batata e beterraba, temos maior democratização em termos de variedade de opções e número de produtores”, ela coloca. A própria oferta restrita de PE verde, interpreta a diretora da Amlurb, embute oportunidade para empresas menores que a Braskem produzam biopolímeros, “estimulando o investimento na produção sustentável”, afirma.
A preferência da prefeitura pelas fontes renováveis, ela segue, “também considera uma das tentativas de frear a escassez de recursos naturais que não se recompõem e dos quais somos muito dependentes, um dos grandes dilemas da sociedade atual”. Além do mais, coloca Julia, a medida das sacolinhas atende as metas da Política Nacional de Mudança do Clima. “Isso se refere à diminuição dos efeitos dos gases estufa, devido à capacidade de captar dióxido de carbono disponível no processo agrícola para obtenção das matérias-primas de fontes renováveis”, ela arremata. O projeto das eco sacolas não levou em conta a degradação dos bioplásticos, insere Julia Lara, “pois a cidade ainda não tem operação de compostagem para atender a coleta domiciliar”, nota. “O objetivo é incluir o saco verde na cadeia paulistana de reciclagem”.
A pecha de Geni ambiental atribuída à sacola plástica não decorre de sua matéria-prima, mas do seu descarte incorreto. “Ele polui ruas, bueiros, praças e rios e a lei determina punições a quem praticá-lo”, assevera Julia. A sacola bioplástica, como a denomina a diretora da Amlurb, “é como um símbolo de nossa mudança de cultura, um instrumento de ajuda à fiscalização e de Educação Ambiental em relação à coleta seletiva e descarte consciente”. As sacolas verdes, ela especifica, serão reutilizadas para descarte de material reciclável dirigido à coleta seletiva. Quanto ao modelo cinza, terá o segundo uso no acondicionamento de resíduos orgânicos e rejeitos para os aterros sanitários. “Quando fôr implementada a coleta seletiva de resíduos orgânicos, poderá ser criada especificação técnica para sacolas bioplásticas marrons”, completa a executiva.

SUPERMERCADOS DE SÃO PAULO OFERECEM SACOLAS   

A partir de abril, será multado o comércio que não substituir as embalagens de plástico comum pelas opções verde para recicláveis e cinza...

Março, 2015

Supermercados de SP oferecem sacola
A CRÍTICA DE CAMPO GRANDE - WEB - WEB - 10/03/2015

Supermercados de São Paulo já estão distribuindo sacolinhas plásticas "verdes" para os clientes levarem as compras. A partir de abril, será multado o comércio que não substituir as embalagens de plástico comum pelas opções verde para recicláveis, e cinza para o lixo comum. Quem desrespeitar a lei estará sujeito a multas que chegarão a R$ 2 milhões.O consumidor que levar as sacolinhas verdes para casa não poderá usá-las para o descarte do lixo comum, aquele com material orgânico (restos de alimentos), e poderá usá-la apenas para descartar o lixo reciclável."As sacolas verdes vão ser levadas para centrais mecanizadas, centrais de triagem, para as cooperativas. E o restante vai para o aterro. Ou seja, a sacola que era uma vilã do meio ambiente passa a ser um instrumento de educação ambiental", disse o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro.Multas e fiscalizaçãoNo dia 4 de fevereiro, foi publicada portaria que estabelecia prazo de 60 dias para adaptação dos comerciantes e trabalho de conscientização da população a respeito da nova medida. A fiscalização começa no dia 5 de abril. Os moradores serão monitorados em amostragem e com base em denúncias, mas os comerciantes serão fiscalizados ponto a ponto.Segundo a Prefeitura, a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente será a encarregada de checar os possíveis desrespeitos à lei. A cobrança pelo uso das sacolas ficará a critério dos mercados, como ocorre atualmente. O SPTV encontrou alguns supermercados estão cobrando R$ 0,10 por sacola. Outros, fazem a distribuição gratuita.As multas mais altas são para o comércio e vão de R$ 500 a R$ 2 milhões. O valor será definido de acordo com a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente. Já o cidadão comum que não cumprir a regra poderá receber advertências e multa de R$ 50 a R$ 500.A promessa da administração municipal é universalizar a coleta seletiva em 2016. Até agora, segundo a Prefeitura, 86 das 96 subprefeituras já contam com o serviço. Segundo o secretário de Serviços, Simão Pedro, atualmente a coleta total de lixo na cidade é de cerca de 12 toneladas por dia.

SACOLINHAS VERDE E CINZA ESTÃO VALENDO   

Supermercados de São Paulo já estão distribuindo sacolinhas plásticas "verdes" para os clientes levarem as compras.

Março, 2015

Sacolinhas verde e cinza estão valendo
METRÔ NEWS - CIDADE - SÃO PAULO - SP - 10/03/2015 - Pág. 6

Supermercados de São Paulo já estão distribuindo sacolinhas plásticas "verdes" para os clientes levarem as compras. A partir de abril, será multado o comércio que não substituir as embalagens de plástico comum pelas opções verde para recicláveis, e cinza para o lixo comum. Quem desrespeitar a lei estará sujeito a multas que chegarão a R$ 2 milhões.
O consumidor que levar as sacolinhas verdes para casa não poderá usá-las para o descarte do lixo comum, aquele com material orgânico (restos de alimentos), e poderá usá-la apenas para descartar o lixo reciclável.
A sacola cinza deverá ser utilizada para armazenar o lixo comum, mas precisará de uma proteção do saco plástico preto para que seja recolhida pelos lixeiros, sem perigo de contaminação.

INSTABILIDADE COTAÇÃO DO PETRÓLEO PREOCUPA FABRICANTES DE EMBALAGENS   

A variação do preço do petróleo e as incertezas com relação à cotação da commodity dificultam o planejamento das indústrias de embalagens...

Março, 2015

Instabilidade na cotação do petróleo preocupa fabricantes de embalagens
DCI - CAPA - 03/03/2015

A variação do preço do petróleo e as incertezas com relação à cotação da commodity dificultam o planejamento das indústrias de embalagens plásticas flexíveis, dizem especialistas. O preço das resinas, principais insumos do setor, varia conforme o petróleo. Desde o último trimestre do ano passado, a cotação do petróleo despencou no mercado internacional. Em setembro o barril do tipo Brent, referência de preço, era negociado por cerca de US$ 100. Em janeiro deste ano, esse preço chegou a ser de US$ 45. A cotação teve uma leve recuperação desde então e encontra-se no patamar entre US$ 50 e US$ 60. O preço da Nafta acompanhou a tendência e também apresentou queda de US$ 900 a tonelada para US$ 350 a toneladas. O preço das principais resinas usadas pelo setor, como polietileno e polipropileno, também caíram. De acordo com os especialistas, o problema é não saber qual a tendência dos preços, o que dificulta o planejamento de longo prazo das empresas.
Cambio
Para o diretor de negócios de Polietileno da Braskem, Edison Terra, o cenário de preços do petróleo é de "difícil previsibilidade". Segundo ele, inúmeros fatores pressionam o preço da commodity para cima e para baixo e no momento é difícil saber qual das tendências irá prevalecer. "De um lado, grandes produtores como a Arábia Saudita querem derrubar a cotação para desestimular os investimentos em outras fontes, como o shale gas (gás de xisto). Por outro lado, o barril cotado na casa dos US$ 50 inviabiliza quase 70% dos novos projetos de exploração de petróleo. Nesse momento é difícil saber qual das tendências irá prevalecer nos próximos anos", afirmou Terra. A recente valorização do dólar é outro tema que tem atraído a atenção do setor. Segundo a sócia executiva da Consultoria Maxiquim, Solange Stumpf, o câmbio tem um efeito duplo sobre o segmento porque de um lado torna mais competitivo os produtos brasileiros ante os produtos importados. De outro lado, no entanto, o preço das resinas importadas sobe quando o dólar se valoriza o que aumenta o custo de produção da indústria.
Abief
"O preço das resinas sobe quando o dólar se valoriza, mas o câmbio também pode incentivar um aumento nas exportações da indústria brasileira", afirmou durante evento da Associação Brasileira de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) realizadas na última sexta-feira (27) em São Paulo. No ano passado, as importações de embalagens plásticas superam as exportações em 67 mil toneladas, alta de 4% no déficit ante o ano anterior.
Expansão
A produção de embalagens flexíveis sofreu um pouco com o desaquecimento da economia no ano passado e caiu 1% em relação a 2013 para 1.857 mil toneladas por ano. Para 2015, a expectativa da Maxiquim é de um aumento de 0,6%. Na opinião de Solange, a indústria de embalagens sofre um pouco menos do que o resto da economia em momentos de baixo crescimento, uma vez que a produção é voltada principalmente para setores como alimentação, bebidas e higiene cujo consumo é o dos últimos a ser cortado pelas famílias. "Dentro de um cenário econômico adverso o segmento de embalagens tende a não sofrer menos porque é voltado para segmentos de consumo essenciais como alimentação", afirmou a executiva da Maxiquim. Solange acredita que a demanda da indústria de bebidas por embalagens vai crescer 2,5% este ano, enquanto a de alimentos, 1,5%. O segmento agropecuário deve apresentar uma redução na demanda de cerca de 3%.
Crédito
Apesar do cenário de incertezas a economia, os especialistas acreditam que o momento também é propício para inovações e investimentos. Solange citou que com a crise hídrica empresas podem apostar, por exemplo, na produção de cisternas para o armazenamento de água. As empresas podem buscar crédito em bancos para financiar esses novos projetos. O Banco Nacional de Desenvolvimento de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem uma linha exclusiva para a indústria do plástico. Segundo a gerente de Departamento da Indústria Química do banco, Sabrina Martinez, essa linha foi transformada em uma das prioritárias da estatal no ano passado para o setor industrial. "A empresas da cadeia de produção de plásticos são prioridade para o BNDES. Nosso foco é apoiar projetos de inovação, modernização, expansão e ampliação da capacidade produtividade e para estimular fusões e aquisições", afirmou Sabrina.
Proplástico
O valor mínimo de financiamento para micro, pequenas e médias empresas é de R$ 5 milhões, enquanto para os demais setores é de R$ 20 milhões. Para projetos de inovação, o valor mínimo de financiamento é menor, R$ 1 milhão, sendo que para as empresas de outros setores esse valor é de R$ 5 milhões. O prazo de pagamento do empréstimo é de até 10 com carência nos três primeiros. "O banco não cobra taxa de remuneração para projetos de inovação no âmbito do Proplástico (programa BNDES para a indústria de plástico). Isso é uma forma de incentivar que as empresas busquem sempre inovar", afirmou. As condições ofertadas têm o objetivo de "auxiliar a modernizar o parque industrial de transformados plásticos e contribuir para a melhoria do padrão de qualidade dos produtos nacionais. Dessa forma também é um dos objetivos reduzir o déficit na balança comercial do setor", afirmou a representante do banco estatal. O programa foi renovado pelo BNDES em 2013 e tem duração garantida até 2017. - DCI - Capa
Cade

TRANSFPORMADORES ESPERAM POR UM ACERTO DURADOURO PARA MATÉRIA PRIMA   

A indefinição quanto à questão da nafta preocupa os consumidores das resinas feitas a partir dessa matéria-prima: os transformadores de...

Março, 2015

Transformadores esperam por um acerto duradouro para a matéria-prima dos plásticos
JORNAL DO COMÉRCIO - PORTO ALEGRE - RS - 02/03/2015

A indefinição quanto à questão da nafta preocupa os consumidores das resinas feitas a partir dessa matéria-prima: os transformadores de produtos de plástico. O receio é quanto à incerteza gerada sobre o custo do principal insumo da cadeia petroquímica.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast-RS), Edilson Deitos, manifesta que tem esperança de que os novos gestores da Petro-bras possam em breve firmar um contrato de longo prazo a respeito da nafta. O dirigente enfatiza que o setor petroquímico tem projetos de maturação de 15 a 20 anos e não pode conviver com aditivos de seis meses. "Isso gera insegurança para a cadeia do plástico", frisa.
Deitos alerta que o Estado corre o risco de perder investimentos devido a esse cenário como, por exemplo, o da unidade de borracha sintética da polonesa Synthos. O grupo pretende investir cerca de R$ 640 milhões em uma planta no Polo Petroquímico de Triunfo com capacidade para 80 mil a 90 mil toneladas do produto. Mas, para isso, depende de fornecimento de butadieno da Braskem, material que é fabricado a partir da nafta. Apesar do receio do presidente do Sinplast-RS, uma fonte que acompanha a questão não descarta que, devido à movimentação política sobre o assunto, seja dada a garantia de abastecimento de matéria-prima para que a Synthos inicie suas obras antes mesmo de Petrobras e Braskem celebrarem um acerto de longo prazo a respeito da nafta.
De acordo com Deitos, a indústria de transformação do plástico espera que a base de referência de preço da nafta acompanhe um novo indicador de valores. O executivo acrescenta que a base ARA não reflete a realidade do mercado internacional, implicando perda de competitividade da cadeia brasileira do plástico. Somado ao impacto do preço da matéria-prima, o dirigente, que também é coordenador do grupo temático de energia da Fiergs, enfatiza que os elevados aumentos da energia estão prejudicando fortemente os transformadores de plástico que são eletrointensivos.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), Jaime Lorandi, argumenta que a solução quanto à nafta, firmada em cima de um aditivo, traz tranquilidade momentânea aos transformadores, pois a Braskem é a principal fornecedora de resinas para as empresas nacionais. "Quanto melhor for o entendimento entre Braskem e Petrobras, mais segurança nos dá", salienta o dirigente. Lorandi admite que o que realmente os fabricantes de plástico gostariam é de que o acordo do fornecimento tivesse sido feito com prazo mais expandido. O dirigente argumenta que em uma economia como a brasileira, que começa a verificar os reflexos da inflação, a qual o integrante do Simplás prevê que alcançará neste ano índices de 8% a 10%, os contratos de maior prazo entre Braskem e Petrobras poderiam ser feitos anualmente ou a cada dois anos.
Lorandi reclama que o setor já vem sendo muito prejudicado com uma série de aumentos como o do dólar, energia elétrica, frete dos transportadores, entre outros. O presidente do Simplás acrescenta que o preço da nafta, no mercado mundial, diminuiu em função da redução do custo do barril de petróleo. "É um jogo de queda de braço, no qual a Petrobras irá verificar até onde a Braskem, realmente, pode pagar mais", compara.
O dirigente lembra que a Braskem pode importar nafta e deixar de comprar o produto nacional, entretanto isso acarreta outros custos, como o de logística. A infraestrutura insuficiente de portos e monoboias (equipamentos utilizados para receber a nafta dos navios) seria outro obstáculo. Além disso, firmar um contrato com um novo fornecedor, envolvendo um volume tão expressivo, não seria tarefa das mais fáceis. A Braskem consome cerca de 10 milhões de toneladas anuais de nafta, sendo que cerca de 70% desse patamar provém da Petrobras. Outro fator que tornaria estranha a estratégia da importação é a proximidade das duas companhias. A estatal possui 47% do capital votante e 36,1% do capital total da Braskem, contra, respectivamente, 50,1% e 38,3% da Odebrecht.

PLÁSTICO   

Plástico, economia e sustentabilidade. No ano que termina o prazo para extinguir os lixões das cidades brasileiras, através da Política...

Fevereiro, 2015

PLÁSTICO
JORNAL CORREIO DOS LAGOS - WEB - WEB - 19/02/2015

Plástico, economia e sustentabilidade. No ano que termina o prazo para extinguir os lixões das cidades brasileiras, através da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305, de agosto de 2010), continua a luta e os desafios contra um dos maiores problemas ambientais do planeta: o lixo urbano.Pelo uso cada vez mais crescente no nosso dia a dia, bem como a sua durabilidade, os plásticos tornam-se um grave problema quando são descartados inadequadamente lixões e aterros sanitários. Alternativas ecologicamente corretas surgem: o plástico verde, por exemplo.Bem supérfluo ou mal necessário? – O plástico do grego palstikos “significa próprio para ser moldado ou modelado”. Para o Dicionário de Polímeros (2010), plástico é o “termo geral dado a materiais macromoleculares que podem ser moldados pela ação do calor e/pressão”. , os polímeros.Sem dúvida, os plásticos são muito importantes e de grande utilidade na sociedade de consumo. Devido à sua resistência e ao baixo custo, têm um grande valor econômico, que está na produção e comercialização de inúmeros produtos, sem contar a sua utilidade como embalagem.Nesse contexto, a indústria moderna utiliza cada vez mais o plástico na fabricação se seus produtos. A observarmos à nossa volta, a maioria, a maioria dos objetos com as quais temos contato em nossas atividades cotidianas contém plástico na sua constituição, seja na sua totalidade, seja em algumas partes.No entanto o uso indiscriminado dos materiais plásticos, acrescentando à baixa procura para reciclagem e reutilização, levado a questionamentos de ordem socioambiental sobre a sua crescente produção. Afinal, quando não há reciclagem ou não são destinados adequadamente para a decomposição, tornam-se perigosos e nocivos ao meio ambiente, principalmente aos ecossistemas marinhos. Por exemplo, uma garrafa PET descartada na natureza pode durar um século pra se decompor completamente. Além disso, por ser derivado do petróleo, o plástico também contribui para as emissões de dióxido de carbono na atmosfera terrestre, o CO2, é um dos gases tidos como vilões do efeito estufa e do aquecimento global.As preocupações com o impacto socioambiental estimularam, nos últimos anos, a reconhecer a necessidade de reduzir à quantidade de materiais plásticos desperdiçados, e descartados, além de incentivarem a sua reciclagem e reutilização.Plástico verde: o que é? – Por ser uma matéria-prima tão importante e difícil de ser substituída intensificam-se, em vários países, pesquisas e experiências exitosas, na busca de alternativas ecologicamente corretas de produção de materiais plásticos biodegradáveis, que se decompõem mais rapidamente e são produzidos a partir de matérias-primas vegetais, como a cana-de-açúcar. Outras pesquisam testam também a beterraba, o óleo de mamona, milho, a proteína de soja, entre outros produtos.O chamado plástico verde ou polietileno verde vem sendo desenvolvido pela indústria química brasileira, que utiliza c cana-de-açúcar, e começa a ganhar escala comercial. Em princípio, pode ser encontrado em sacolas de supermercados, nas embalagens de alimentos, bebidas, frutas e verduras e até no acabamento interno de veículos.As vantagens positivas são diversas, além de não comprometer as reservas minerais e petrolíferas esgotáveis do planeta, como os materiais de origem petroquímica. Ainda, quando comparado com as resinas feitas de combustíveis fósseis, o polietileno verde leva vantagem por ser originado de fonte renovável e causar impacto positivo na atmosfera, já que o processo de fotossíntese da planta utilizada no seu processo de fabricação realiza a captação do dióxido de carbono do ambiente.Outro ponto positivo é que o polietileno verde possui as mesmas características técnicas do polietileno derivado do petróleo, portanto pode ser 100% reciclado. Nesse processo, permite ser misturado com os de origem fóssil, não gerando ônus extras para a indústria reciclagem.O uso do plástico verde ou biodegradável, em fase de implementação no Brasil, precisa ser incorporado efetivamente pelas indústrias e pela população no seu cotidiano. Devemos adotar alternativas ecológicas e econômicas viáveis na perspectiva de mudar a atual realidade brasileira de disposição final de resíduas sólidos , bem como cumprir a legislação ambiental e incentivar a reciclagem e/ou reutilização de materiais.Referência:CAVALCANTE, Márcio Balbino. Plástico, economia e sustentabilidade. Jornal Mundo Jovem. Porto Alegre, novembro de 2014.

COM NOVAS SACOLAS PREFEITURA TEM QUE IMPLANTAR COLETA SELETIVA   

Estima-se que, atualmente, cerca de 750 mil sacolas plásticas sejam encaminhadas para os aterros sanitários todos os dias em SP...

Fevereiro, 2015

Com novas sacolinhas, prefeitura tem que implantar coleta seletiva em toda a cidade
FECOMÉRCIO - WEB - WEB - 18/02/2015

Estima-se que, atualmente, cerca de 750 mil sacolas plásticas sejam encaminhadas para os aterros sanitários todos os dias na cidade de São Paulo. A destinação correta do lixo orgânico, bem como de materiais recicláveis, tornou-se uma discussão prioritária no dia a dia da população, que convive – e sobrevive – em meio aos impactos ambientais gerados pelo descarte incorreto do lixo e daquilo que ainda pode ser reaproveitado.Uma das alternativas anunciadas recentemente pela Prefeitura de São Paulo foi definir regras para que o comércio continue oferecendo as sacolas para seus consumidores, porém, em um formato padronizado. As "sacolas bioplásticas reutilizáveis", assim denominadas, possuem único tamanho, com mesma espessura e capacidade, sendo confeccionadas com pelo menos metade de matéria-prima renovável, em duas cores: verde e cinza.Depois de serem usadas para acondicionar as compras, a sacola verde deverá ser usada apenas para dispor os resíduos recicláveis, como embalagens, papéis, jornais etc. A cinza deverá dispor os materiais não recicláveis, como restos de comida, fraldas, esponjas de cozinha, bitucas de cigarro, entre outros.A medida, caso seja efetivamente aplicada – e os resíduos (recicláveis ou não) coletados pela prefeitura e encaminhados às centrais de triagem e aos aterros sanitários, de acordo com o seu teor –, aproximadamente oito toneladas de plástico deixarão de ser enterradas diariamente. O trabalho dará, ainda, fomento à cadeia de reciclagem e à geração de renda a partir de novos negócios. Obviamente que se trata de uma alternativa positiva.No entanto, cabem algumas questões que devem ser levadas em consideração para, justamente, garantir a eficácia da medida, a começar por custo e distribuição. Uma vez mais forte e resistente, o seu valor poderá ser elevado em relação às atuais sacolinhas disponíveis no mercado. É importante que haja um esclarecimento sobre a sua distribuição e se realmente o consumidor não terá de pagar a mais por isso.Aliado a essas questões está, ainda, a transparência no processo de fiscalização. De que forma será feito o controle do que é descartado em prédios e condomínios? Onde o espaço é de uso comunitário e indiscriminado? Qual é a expectativa em relação ao pleno atendimento à necessidade de todos, já que será permitido apenas o uso de sacolas com um único tamanho e espessura?A Prefeitura de São Paulo terá de propiciar a coleta seletiva para todos os moradores da cidade e ter condições de fazer a triagem de todo o material coletado, além de levar informações à população sobre a necessidade da segregação dos resíduos nos domicílios e a maneira correta de fazer o seu descarte.Certamente, com a medida, a intenção é promover uma educação ambiental, o que reforça a importância de ser aplicada de forma organizada e transparente. Espera-se, realmente, que os consumidores paulistanos usem ao máximo a capacidade das sacolas – evitando, assim, o desperdício. Mas, para isso, há de se fazer valer os seus benefícios. Os estabelecimentos devem ter condições e prazos adequados para adaptação.A população, por sua vez, deve compreender que mudanças de hábito serão inevitáveis para que futuras catástrofes ambientais não aconteçam. Ao governo, cabe a realização de ações que permeiem os pilares da sustentabilidade, bem como o diálogo com a sociedade, com o comércio e com representantes de órgãos do setor. A eficiência de qualquer iniciativa depende da ação conjunta das partes em prol de um mesmo objetivo, neste caso, o da luta pela preservação do meio ambiente.José Goldemberg é presidente do Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP.Artigo publicado no portal UOL em 14/02/2015, editoria Notícias/Opinião.

SACOLINHAS, NÃO!   

Muitos assuntos mais importantes para serem resolvidos em nossa cidade no País e esses magníficos personagens políticos estão preocupados...

Fevereiro, 2015

Sacolinhas, não!
DIÁRIO DO GRANDE ABC - OPINIÃO - SANTO ANDRÉ - SP - 17/02/2015 - Pág. 2


Muitos assuntos mais importantes para serem resolvidos em nossa cidade e no País e esses magníficos personagens políticos estão preocupados em criar leis para eliminar sacolinhas de supermercados! Não têm capacidade para criar projetos que possam eliminar os grandes problemas da cidade, Estado e País. Sugiro que saiam das poltronas e salas com ar-condicionado e partam para coisas mais úteis, como, por exemplo, controle do trânsito, cuidado na travessia de cidadãos na faixa de pedestre e guarda-freios em ferrovia. Quem sabe serão mais úteis! Sacolinhas de supermercado? Dá licença!
Isaet Ribas São Bernardo

MERCADO DE RESINAS FICARÁ ESTAGNADO   

A Braskem trabalha neste momento com estagnação do mercado brasileiro de resinas em 2015. No ano passado, esse mercado encolheu...

Fevereiro, 2015

Mercado de resinas ficará estagnado
VALOR ECONÔMICO - EMPRESAS - SÃO PAULO - SP - 13/02/2015 - Pág. B2


A Braskem trabalha neste momento com estagnação do mercado brasileiro de resinas em 2015. No ano passado, esse mercado encolheu 1%, para 5,3 milhões de toneladas. "A gente não têm a expectativa de que a demanda na ponta tenha comportamento diferente do PIB (Produto Interno Bruto) e a pesquisa Focus aponta para estagnação da economia. Vou ser conservador e imaginar, então, demanda em linha com o PIB", afirmou o presidente da companhia, Carlos Fadigas.

No ano passado, a empresa vendeu 3,6 milhões de toneladas de polietileno, polipropileno e PVC no país, 2,8% inferior ao registrado em 2013 - com a queda maior do que a do mercado em geral, a participação da Braskem recuou 1 ponto percentual, para 67%.

A companhia teve prejuízo líquido de R$ 24 milhões no quarto trimestre de 2014, frente a lucro de R$ 15 milhões um ano antes. Após reapresentação dos resultados de 2013 para incluir os números da quantiQ, que ia ser vendida, o resultado final no quarto trimestre daquele ano ficou próximo a zero.

No acumulado de 2014, no entanto, o lucro líquido da petroquímica fechou em R$ 864,1 milhões, alta de 69,5%, e a receita líquida anual cresceu 12,3%, para R$ 46,03 bilhões.

De outubro a dezembro, a receita líquida da empresa cresceu 7,7% e atingiu R$ 11,61 bilhões, impulsionada principalmente pelo câmbio favorável às exportações e pelos spreads (diferença de preços) superiores dos produtos petroquímicos no mercado internacional.

Ao mesmo tempo, os custos subiram em ritmo mais lento, de 6,5%, somando R$ 10,08 bilhões. O lucro bruto foi aumentado em 16,3%, para R$ 1,53 bilhão.

A empresa também informou no balanço que as despesas com vendas atingiram R$ 303 milhões, alta de 18,4%, e gerais e administrativas tiveram alta de 18,4%, para R$ 383 milhões. Mesmo assim, o resultado operacional cresceu 33,6% e totalizou R$ 835 milhões.

O que derrubou o lucro líquido da Braskem no trimestre foi a valorização do dólar. Como boa parte da dívida da companhia é atrelada a moeda estrangeira, a variação cambial levou R$ 281 milhões em despesas financeiras e ajudou a piorar o resultado dessa linha em 56,7%, para gastos líquidos de R$ 721 milhões. Mesmo sem o câmbio e a variação monetária, porém, as despesas financeiras líquidas teriam subido 33%.

EMBRULHO OU IMBRÓGLIO - A POLÊMICA SOBRE AS SACOLAS PLÁSTICAS   

A distribuição e venda de sacolas plásticas por estabelecimentos comerciais é um tema que vem despertando crescente interesse da sociedade..

Fevereiro, 2015

Embrulho ou imbróglio — a polêmica sobre as sacolas plásticas
Portal - 12/02/2015

A distribuição e venda de sacolas plásticas por estabelecimentos comerciais é um tema que vem despertando crescente interesse da sociedade, até porque gera conflito entre duas coletividades. De um lado, temos os consumidores que necessitam de um meio para acondicionamento e transporte dos produtos adquiridos em mercados, farmácias etc., e, de outro, o interesse da coletividade na preservação ambiental, especialmente em relação aos meios de produção e à forma de descarte de produtos à base de plástico. Nesse contexto, a Lei Municipal de São Paulo 15.374/2011, com o declarado propósito de preservação do meio ambiente local, estabeleceu a proibição de distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas aos consumidores para o acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos comerciais no município de São Paulo. De início, cumpre mencionar que a referida lei somente faz menção à proibição de sacolas plásticas, não havendo qualquer restrição à distribuição ou à venda de sacolas confeccionadas a partir de outros materiais, como papel ou feltro, por exemplo. Na verdade, o parágrafo único do artigo 1º da Lei recomenda, aos estabelecimentos comerciais, estimularem o uso de sacolas reutilizáveis, assim consideradas “aquelas que sejam confeccionadas com material resistente e que suportem o acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral”. Importante esclarecer que a lei utiliza o termo genérico “estabelecimentos comerciais”, sem qualquer distinção do ramo de atividade, ou seja, aplica-se a todos os estabelecimentos que forneçam sacolas plásticas aos seus consumidores. A referida legislação municipal está em prefeita sincronia com o disposto no artigo 225 da Constituição Federal, que impõe ao Poder Público e à coletividade o dever de defender e preservar o meio ambiente, in verbis: “Art. 225 - Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Dessa forma, tratando-se de legislação cujo objetivo é a preservação ambiental, e sendo este um dever de todos, conclui-se que todos os estabelecimentos comerciais estabelecidos na cidade de São Paulo foram abarcados pela referida lei a partir de sua promulgação. Também restou definida, no artigo 2º da Lei, uma obrigação acessória aos estabelecimentos comerciais, mais especificamente, a de afixar placas informativas, com as dimensões de 40 cm x 40 cm, junto aos locais de embalagem de produtos e caixas registradoras, com o seguinte teor: "POUPE RECURSOS NATURAIS! USE SACOLAS REUTILIZÁVEIS". O descumprimento das referidas obrigações por qualquer estabelecimento comercial localizado no município de São Paulo pode acarretar penalidades e/ou multas. Embora a Lei Municipal não tenha definido as penalidades e/ou multas, determina, nesse ponto, que seja aplicada subsidiariamente a Lei Federal 9.605/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, o que inclui multa - cujo valor pode ser fixado entre R$ 50 e R$ 50 milhões. Importante informar que o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo ajuizou, em Junho de 2011, a Ação Direta de Inconstitucionalidade[1], visando à declaração da inconstitucionalidade da Lei Municipal 15.374/2011, sob o argumento de que questões referentes ao meio ambiente seriam de competência legislativa concorrente entre a União e os Estados, restando aos Municípios apenas cumprir e regulamentar legislação estadual ou federal. Também sustentou o referido Sindicato que a lei interfere na Administração Pública e prevê de modo genérico a aplicação de penalidades, não proporcionado adequada gradação conforme a gravidade da infração, o porte econômico do infrator, a conduta e o resultado. O processo foi distribuído ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo, sendo que, em 29 de Junho de 2011, o Relator, desembargador Luis Pantaleão, concedeu liminar para suspender a eficácia da Lei Municipal 15.374/2011. No entanto, o pleno do Órgão Especial, em 1º de Dezembro de 2014, julgou improcedente a ação, sob o fundamento de que os municípios também são competentes para legislar sobre assuntos que envolvam a preservação do meio ambiente local. Também restou consignado que a lei não contraria o princípio da liberdade econômica, nem os princípios da tipicidade, razoabilidade e proporcionalidade ao dispor sobre penalidades. Note-se, entretanto, que contra essa decisão foram opostos Embargos de Declaração, sendo que após o julgamento destes, caberá, ainda, a interposição de Recurso Extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, o qual, a princípio, não tem efeito suspensivo. De todo modo, é certo que após a revogação expressa da liminar pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a Lei Municipal teve sua eficácia restabelecida, podendo ser aplicada de imediato.

Destaca-se que a Lei Municipal 15.374/2011 não prevê a necessidade de regulamentação das matérias ali veiculadas, tampouco o acórdão proferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo estabelece obrigação de promulgação de Decreto para dar cumprimento à Lei. No entanto, a atual administração da Prefeitura de São Paulo, em seu site oficial, informou que pretendia expedir decreto para regulamentar a lei, para permitir “a distribuição de sacolinhas plásticas, de um único tipo, com os mesmos padrões de cor, resistência e dimensão”. Nesse contexto, foi promulgado, em 6 de Janeiro de 2015, o Decreto Regulamentar 55.827/15, que determina a utilização de uma sacola padronizada para distribuição pelos estabelecimentos comerciais localizados no município de São Paulo a partir de 05 de fevereiro de 2015 (artigo 6º), sendo que, em 15 de janeiro de 2015, a Administração Municipal de Limpeza Urbana de São Paulo publicou a Resolução 55 com as especificações das sacolas. Dessa forma, por conveniência política da atual administração pública municipal de São Paulo, a partir de 5 de Fevereiro de 2015, todos os estabelecimentos comerciais localizados na cidade de São Paulo que pretendam distribuir ou vender sacolas plásticas aos seus consumidores deverão adaptá-las segundo as diretrizes estabelecidas pela Resolução 55 da AMLURB. Nesse ponto, o Decreto Municipal e o Regulamento estão em descompasso com a Lei Municipal que apenas permitia o fornecimento de sacolas plásticas em três hipóteses: embalagens originais das mercadorias; embalagens de produtos alimentícios vendidos a granel; e embalagens de produtos alimentícios que vertam água. O Decreto 55.827/15 também cria novas obrigações que não foram previstas na Lei Municipal 15.374/11, uma vez que estabelece sanções àqueles que descartarem irregularmente as sacolas fornecidas pelos estabelecimentos comerciais. Na verdade, o Decreto Regulamentar e o Regulamento são espécies de normas hierarquicamente inferiores à lei, cuja finalidade é pormenorizar as disposições gerais e abstratas daquela, viabilizando sua aplicação em casos específicos. Daí não ser permitido que venham criar direitos e obrigações ou, ainda, modificar matéria estabelecida na Lei que regulamentam. Por essa razão, todas as autuações derivadas do Decreto Regulamentar 55.827/15, seja aos estabelecimentos comerciais que distribuírem sacolas fora dos padrões estabelecidos na Resolução 55 da AMLURB, seja aos consumidores que descartarem irregularmente essas sacolas, poderão, em tese, ser discutidas nas vias judiciais[2]. O que se percebe, portanto, é que o tema ainda atrairá muita atenção da mídia e dos tribunais, seja pela possibilidade de decretação de inconstitucionalidade da Lei Municipal 15.374/11 pelo Supremo Tribunal Federal, seja pela decretação de nulidade pela via judicial das autuações extraídas do Decreto 55.827/15. Independentemente do desenrolar desse embrulho ou imbróglio, uma coisa é certa: hoje todos os estabelecimentos comerciais localizados em São Paulo têm obrigação de adaptar as sacolas plásticas distribuídas aos seus consumidores, os quais, por sua vez, estão obrigados a realizar o descarte dessas sacolas de acordo com a norma.
[1] Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 0121480-62.2011.8.26.0000
[2] “AÇÃO ANULATÓRIA DE ATO ADMINISTRATIVO - Antecipação de tutela concedida - Multa indevidamente aplicada - Conflito de normas municipais - Decreto contrário a Lei Ordinária Municipal - Hierarquia das normas - Supremacia da Lei Ordinária sobre Decreto - Anulação do ato administrativo fundado em decreto ineficaz e/ou inválido - Recurso não provido” (TJ-SP - Apelação 990102438481, j. 09/08/2010). Eduardo José de Oliveira Costa sócio do A. Lopes Muniz Advogados Associados e Daniel Figueiredo Heidrich, advogado do A. Lopes Muniz Advogados Associados/ Consultor Jurídico - Portal
Destaca-se que a Lei Municipal 15.374/2011 não prevê a necessidade de regulamentação das matérias ali veiculadas, tampouco o acórdão proferido pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo estabelece obrigação de promulgação de Decreto para dar cumprimento à Lei. No entanto, a atual administração da Prefeitura de São Paulo, em seu site oficial, informou que pretendia expedir decreto para regulamentar a lei, para permitir “a distribuição de sacolinhas plásticas, de um único tipo, com os mesmos padrões de cor, resistência e dimensão”. Nesse contexto, foi promulgado, em 6 de Janeiro de 2015, o Decreto Regulamentar 55.827/15, que determina a utilização de uma sacola padronizada para distribuição pelos estabelecimentos comerciais localizados no município de São Paulo a partir de 05 de fevereiro de 2015 (artigo 6º), sendo que, em 15 de janeiro de 2015, a Administração Municipal de Limpeza Urbana de São Paulo publicou a Resolução 55 com as especificações das sacolas. Dessa forma, por conveniência política da atual administração pública municipal de São Paulo, a partir de 5 de Fevereiro de 2015, todos os estabelecimentos comerciais localizados na cidade de São Paulo que pretendam distribuir ou vender sacolas plásticas aos seus consumidores deverão adaptá-las segundo as diretrizes estabelecidas pela Resolução 55 da AMLURB. Nesse ponto, o Decreto Municipal e o Regulamento estão em descompasso com a Lei Municipal que apenas permitia o fornecimento de sacolas plásticas em três hipóteses: embalagens originais das mercadorias; embalagens de produtos alimentícios vendidos a granel; e embalagens de produtos alimentícios que vertam água. O Decreto 55.827/15 também cria novas obrigações que não foram previstas na Lei Municipal 15.374/11, uma vez que estabelece sanções àqueles que descartarem irregularmente as sacolas fornecidas pelos estabelecimentos comerciais. Na verdade, o Decreto Regulamentar e o Regulamento são espécies de normas hierarquicamente inferiores à lei, cuja finalidade é pormenorizar as disposições gerais e abstratas daquela, viabilizando sua aplicação em casos específicos. Daí não ser permitido que venham criar direitos e obrigações ou, ainda, modificar matéria estabelecida na Lei que regulamentam. Por essa razão, todas as autuações derivadas do Decreto Regulamentar 55.827/15, seja aos estabelecimentos comerciais que distribuírem sacolas fora dos padrões estabelecidos na Resolução 55 da AMLURB, seja aos consumidores que descartarem irregularmente essas sacolas, poderão, em tese, ser discutidas nas vias judiciais[2]. O que se percebe, portanto, é que o tema ainda atrairá muita atenção da mídia e dos tribunais, seja pela possibilidade de decretação de inconstitucionalidade da Lei Municipal 15.374/11 pelo Supremo Tribunal Federal, seja pela decretação de nulidade pela via judicial das autuações extraídas do Decreto 55.827/15. Independentemente do desenrolar desse embrulho ou imbróglio, uma coisa é certa: hoje todos os estabelecimentos comerciais localizados em São Paulo têm obrigação de adaptar as sacolas plásticas distribuídas aos seus consumidores, os quais, por sua vez, estão obrigados a realizar o descarte dessas sacolas de acordo com a norma.
[1] Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 0121480-62.2011.8.26.0000
[2] “AÇÃO ANULATÓRIA DE ATO ADMINISTRATIVO - Antecipação de tutela concedida - Multa indevidamente aplicada - Conflito de normas municipais - Decreto contrário a Lei Ordinária Municipal - Hierarquia das normas - Supremacia da Lei Ordinária sobre Decreto - Anulação do ato administrativo fundado em decreto ineficaz e/ou inválido - Recurso não provido” (TJ-SP - Apelação 990102438481, j. 09/08/2010).

Eduardo José de Oliveira Costa sócio do A. Lopes Muniz Advogados Associados e Daniel Figueiredo Heidrich, advogado do A. Lopes Muniz Advogados Associados/ Consultor Jurídico - Portal

PROJETO CRIA TECNOLOGIA PARA SEPARAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS   

Um equipamento que segrega os resíduos sólidos (lixo) de forma mecanizada, priorizando a retirada dos resíduos orgânicos (restos de comida).

Fevereiro, 2015

Projeto cria tecnologia para separação de resíduos sólidos
FAPEMA - WEB - WEB - 11/02/2015

Um equipamento que segrega os resíduos sólidos (lixo) de forma mecanizada, priorizando a retirada dos resíduos orgânicos (restos de comida), promete ser uma solução para a destinação final do lixo produzido nas cidades e para pôr fim aos lixões que tanto preocupam governantes e a sociedade.A questão da destinação final ambientalmente adequada para o lixo produzido diariamente nas cidades tem ganhado destaque a partir do momento em que os lixões a céu aberto foram reconhecidos como uma grande ameaça para a saúde pública e para o meio ambiente. Segundo a Lei Federal nº 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), desde 2 de agosto de 2014 resíduos sólidos e rejeitos deveriam ter destinação final ambientalmente adequada. Os lixões a céu aberto deveriam ter deixado de existir, no entanto, isso não aconteceu em grande parte dos municípios brasileiros.Dados do "Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil" dão conta de que 60% dos municípios brasileiros ainda encaminham resíduos para locais inapropriados e há lixões em todos os Estados. Nesse cenário, o Separador e Processador de Resíduos Sólidos desenvolvido pela empresa Reciclagem Conservação e Limpeza Ltda - Recicl, com sede em Açailândia, tem como proposta dar uma solução inovadora e economicamente viável para este problema.A ideia da máquina, segundo explicou o proprietário da empresa, Aristóteles Nunes Palhano, surgiu depois de visitas feitas a lixões de Açailândia na busca de materiais recicláveis.“Estive comprando materiais recicláveis dentro do lixão de Açailândia e lá pude constatar a forma rudimentar e insalubre que os catadores executam o processo de segregação dos materiais recicláveis. A partir desta condição, idealizei o processo mecanizado com o propósito de executar essa tarefa de forma mecânica em que os trabalhadores tivessem o mínimo contato com os resíduos”, conta.Para tocar o projeto, o empresário buscou o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), por meio do edital Tecnova nº 038/2013, que tem como objetivo apoiar projetos inovadores nas empresas. O projeto também conta com o apoio da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).O protótipo da máquina já está montado e foram efetuados pré-testes com o apoio da equipe técnica do SENAI. De acordo com Aristóteles, no próximo dia 28 um novo teste operacional será feito para verificar o volume processado e o tempo estimado para essa operação, os materiais segregados, entre outros aspectos.Quanto ao funcionamento do equipamento, ele segue o seguinte fluxo: na primeira etapa os resíduos são inseridos na máquina na forma como são coletados, dentro das sacolas, sendo levados por uma correia transportadora que alimenta uma peneira rotativa. Na segunda etapa as sacolas são abertas por um sistema interno de lâminas para que os resíduos fiquem a granel dentro da peneira. A partir deste processo, os resíduos orgânicos são retirados por gravidade da peneira rotativa e os demais resíduos são lançados para fora da peneira por um sistema de palhetas helicoidais, caindo sobre outra esteira rolante.Na terceira e última etapa o processo de segregação do lixo é concluída. Depois de passar por um sistema de sopro que retira da esteira os materiais de maior volume e baixa densidade, tais como embalagens plásticas, sacolas, papelão e todo material leve, um eletroímã retira os materiais ferrosos, deixando ao final do processo os rejeitos que serão levados para o aterro sanitário.Aristóteles destaca que dentre as inúmeras vantagens do novo produto estão os impactos positivos para a segurança e para saúde pública, dadas a partir da minimização do contato direto do catador com os resíduos no processo de segregação; o aumento da produtividade, pelo simples fato de se tratar de um processo mecanizado que agregará um considerável ganho neste aspecto; e ainda contribuirá para a inclusão social, uma vez que os catadores passarão a exercer uma tarefa mais nobre de classificação do material e não mais de segregação, resultando em materiais recicláveis com maior valor agregado.Soma-se a essas vantagens a viabilidade econômica.“A simplicidade do processo aliada aos custos dos implementos necessários para sua construção, viabilizam sua instalação em pequenos municípios, até mesmo bairros, o que não é possível em Usinas de Triagem e Compostagem convencionais”, destaca o empresário.Por fim, Aristóteles explica que não haverá necessidade de alteração do sistema convencional de coleta. “Trata-se de uma Usina de Triagem e Compostagem com uma proposta tecnológica diferenciada do convencional. O local de instalação depende do volume a ser processado. Em pequenos municípios pode-se criar uma única estação de tratamento e uma área de compostagem para os resíduos orgânicos, em grandes metrópoles devem ser criadas unidades de tratamento dos resíduos em pontos estratégicos e uma única área de compostagem para os orgânicos e um aterro sanitário para os rejeitos”, conclui.

WITTMANN BATTENFELD LANÇA NOVOS PERIFÉRICOS PARA INDÚSTRIAS PLÁSTICOS   

Um dos principais fabricantes mundiais de equipamentos utilizados no processo de produção das indústrias de plásticos, traz ao mercado...

Fevereiro, 2015

Wittmann Battenfeld lança novos periféricos para as indústrias de plásticos
Blog do Plástico – 11/02/2015

A Wittmann Battenfeld, um dos principais fabricantes mundiais de equipamentos utilizados no processo de produção das indústrias de plásticos, traz ao mercado novas soluções de secagem e dosagem de material. São produtos que atendem às necessidades de transformadores de diferentes portes. Entre as novidades, podem ser destacados novos modelos das linhas Drymax e Gravimax, muito mais eficientes na operação e no desempenho, de acordo com a empresa. Para grandes ou pequenos transformadores, equipamentos de automação de processos são fundamentais para a redução de custos e a melhoria da qualidade, o que se traduz em aumento da produtividade. “Desumidificadores e dosadores influenciam diretamente na qualidade do produto final, além de oferecer, na produção, ganho de tempo no set-up e redução de refugos, que levam à ampliação da competitividade”, afirma Marcos Pedrassani, Gerente Comercial e Técnico da Wittmann Battenfeld do Brasil.
Eficiência energética e regulagem automática
Os desumidificadores Aton plus tornam mais completa a linha Drymax, com novos design e interface para o usuário. O display touch screen (toque na tela) oferece uma visão geral de todos os parâmetros de secagem e facilidade de operação, graças ao menu de navegação gráfica. De acordo com a empresa, a linha se caracteriza pela economia de até 48% do consumo de energia elétrica, otimização da fase de regeneração e seleção automática do método de secagem. Outra novidade é o módulo FC Plus, opcional introduzido quando os desumidificadores são ligados em série, que regula o volume de ar fornecido aos silos por meio de um inversor de frequência. O ajuste é feito automaticamente, sem a intervenção do operador, prevenindo o uso do inversor de forma ineficiente. Afirma a empresa que o FC Plus permite, ainda, maior eficiência na configuração e operação do sistema de secagem. Caso haja mais de um desumidificador, um dos equipamentos pode até ser desligado, em função da diminuição da demanda de material, enquanto a velocidade do outro é ajustada. Uma vez que o módulo FC detecte um novo aumento no consumo, o desumidificador principal ampliará seu rendimento; quando o fluxo é insuficiente, o segundo desumidificador entra em operação. Os modelos Standard contam também com o SmartReg, um sistema de controle do aquecimento de regeneração; e os silos Silmax vêm equipados com as válvulas SmartFlow, que ajustam o fluxo de ar de acordo com o tipo de material e variações no consumo.
Na medida certa
O novo dosador gravimétrico Gravimax G56, segundo a Wittmann Battenfeld, permite a mistura de até seis aditivos diferentes, com capacidade de até 5 kg por ciclo. A dosagem se dá por acionamento pneumático, com válvulas de medição resistentes ao desgaste. Os cilindros que acionam as válvulas estão localizados fora do fluxo de material, o que impede derramamentos e facilita a limpeza. No caso de consumo elevado de um material, o mesmo pode ser dosado por dois recipientes ao mesmo tempo, o que aumenta a produção em até 30%. O sistema de controle permite trabalhar com ou sem formulações e otimiza a sequência de carregamento dos componentes individuais automaticamente. As proporções de materiais podem ser alteradas durante a operação. O Gravimax G56 conta com funções como Smart Regrind, por exemplo, que evita que o dosador pare por falta de resina moída. O equipamento compensa essa falta com outro material (virgem) automaticamente.


EFEITO DE RACIONAMENTO SOBRE A INDÚSTRIA SERÁ PIOR DO QUE EM 2001   

Um eventual racionamento de energia elétrica este ano tende a ter impactos bem mais duros sobre a indústria - e a economia - brasileira...

Fevereiro, 2015

Efeito de racionamento sobre a indústria será pior do que em 2001
Valor Econômico – 09/02/2015

Um eventual racionamento de energia elétrica este ano tende a ter impactos bem mais duros sobre a indústria - e a economia - brasileira do que em 2001. No começo da década passada, o setor vivia um momento bem menos complicado que o atual e, por isso, as restrições ao consumo de energia desaceleraram o ritmo de crescimento da indústria, mas não chegaram a provocar uma queda. Naquele ano, a produção subiu 1,6%, ritmo bem inferior ao aumento de 6,6% registrado em 2000, mas ficou em terreno positivo apesar das medidas de redução de consumo de energia de 15% a 25%, dependendo do segmento. Os setores de alta intensidade elétrica, segundo a Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PIM-IBGE) foram mais afetados, com queda de 2,1% no em relação a 2000, enquanto os grupos de média e baixa intensidade viram sua produção subir 2,9%.
Cenário adverso
Há 14 anos, o impacto do racionamento foi amenizado porque havia "gordura" para queimar, dizem os empresários. Troca de lâmpadas, otimização de processos industriais, mudança de telhas (modelos antigos por novos translúcidos), troca do insumo usado no aquecimento de água, alteração dos horários de produção, entre outras medidas, permitiram ao setor produzir mais com proporcionalmente menos energia. Naquele ano, a indústria de bens de capital aumentou a produção em 12,8%, puxada por máquinas para energia elétrica (alta de 45%). Para os empresários da indústria, especialmente dos setores eletro-intensivos, um eventual racionamento duplo - de energia e água - tende a ter um impacto mais negativo sobre a produção do que em 2001, apesar do aumento da autogeração. O cenário econômico, dizem, já é recessivo e bastante adverso (com aumento de juros, baixo crescimento mundial e forte ajuste fiscal) e a ele se soma o fato de que desde 2001 muitas empresas se tornaram mais eficientes no uso de energia elétrica e, por isso, a economia "fácil" seria menor. "O impacto do racionamento será maior porque não temos gordura para queimar", resume Rafael Cervone Netto, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit). Em 2001, a produção da indústria têxtil (onde a energia tem peso de 10% no custo de produção) caiu 5,8%.
Custo
De acordo com a Pesquisa Industrial Anual (PIA), do IBGE, em nove de 28 setores o gasto com energia elétrica ultrapassava 5% do valor da transformação industrial em 2012, último dado disponível. Nesses segmentos, o custo varia desde 5,5% (extração de minerais não metálico) até 14% (metalurgia), mas essa variação embute percentuais de 50% em subsetores, como fibras artificiais e sintéticas e metais não ferrosos (alumínio, por exemplo). O gasto desses nove setores com energia correspondeu, em 2012, a 60% de todo gasto do setor industrial com esse insumo. Nos demais 19 setores, a compra de energia tem um peso bem menor no valor da transformação industrial, de 2% (em média). O custo monetário da água, por outro lado, é pequeno para todos os setores - média de 0,19%, variando de um máximo de 0,54% até 0,002% do valor da transformação industrial, segundo dados calculados a partir da PIA. Na pesquisa, os dados de energia, assim como os de água, não consideram a autogeração e a captação própria porque se referem a despesas com a compra do respectivo insumo. Ainda assim, os empresários lembram que, mesmo com custo proporcionalmente baixo, a água é um insumo imprescindível.
Setor químico
Pelos dados da PIA, o peso da energia nos custos do setor químico é de 7% e o da água fica em torno de 0,3%. "Desde 2001, as empresas já reduziram esse custo onde era possível para se tornar mais eficientes", diz Fátima Ferreira, diretora de Economia e Estatística da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). "Hoje é muito mais difícil cortar energia sem impacto na produção", diz ela, lembrando que dentro do setor químico existem segmentos como o de cloro-soda ou de gases industriais, onde energia é matéria-prima e o peso é muitíssimo superior à média do setor. A entidade reforçou um grupo que já discutia energia e criou outro para debater o problema da água. O ano de 2014, diz Fátima, já foi de encolhimento de produção no setor (queda de 3,6% de acordo com o IBGE), e a perspectiva para 2015 é de um desempenho um pouco acima do PIB, mas, como as projeções indicam um ano recessivo, o setor está apreensivo e pede ao governo "transparência e discussão" sobre o problema. "Algo pior que racionamento planejado são apagões, pois quedas abruptas trazem muito mais prejuízo", acrescenta a diretora da Abiquim.
Abiplast
O presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz, também insiste na tecla de que a pior situação é uma interrupção não programada. O setor de plástico, diz ele, opera 24 horas por dia e qualquer interrupção no fornecimento de energia, por menor que seja, provoca uma parada de produção. Além de prejudicar o que estiver sendo produzido (afetar a qualidade), o religamento das máquinas também demora. Para o setor, diz, a energia não é um custo tão relevante quanto para os setores intensivos, mas a produção contínua torna o insumo absolutamente fundamental para a operação. O setor têxtil, explica Cervone Netto, também opera 24 horas por dia, 30 dias por mês nas tecelagens, por isso o custo de energia é expressivo. "Um funcionário cuida de 24 máquinas, elas operam sozinhas. Já nas confecções, o custo da mão de obra é maior, e temos baixa intensidade energética", explica. "Mas a competitividade têxtil depende da operação contínua", diz, ponderando que a redução no uso de energia "rompe" com a lógica desse modelo. De acordo com os dados da PIA, os setores onde o gasto com energia tem um peso maior no valor da transformação industrial são têxtil (10%), produtos de madeira (9,2%), papel e celulose (6,2%), produtos químicos (6,9%), borracha e material plástico (6,3%), produtos minerais não metálicos (9,3%) e metalurgia (14%). No ano passado, esses setores responderam por um terço da queda da produção industrial de 3,2%, registrada pelo IBGE. A retração nos segmentos variou de 2,5% até 7,4% (metalurgia). A única exceção foi papel e celulose, onde a queda foi irrelevante, segundo os dados do IBGE.
Gás
Em 2001, o setor de vidro foi um dos que substituíram parte da energia elétrica usada para o aquecimento dos fornos por gás, alternativa que hoje não pode mais ser adotada. "Hoje o gás está todo nas térmicas", diz Lucien Belmonte, superintendente da Associação Brasileira da Indústria do Vidro (Abividro). Ele aponta como um das preocupações do setor a interlocução com o governo na eventualidade de um racionamento. Em 2001, a medida veio meio de surpresa, mas depois houve muita racionalidade na condução da situação e espaço para discutir as especificidades de cada segmento, lembra ele. Em 2001, o subsetor de vidros e produtos de vidro encerrou o ano com crescimento de 1,4% na produção, segundo o IBGE. Antônio Carlos Kieling, superintendente da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica (Anfacer), diz que a restrição de água ainda não afetou o setor (as plantas são muito espalhadas pelo país), mas já há preocupação com um eventual racionamento de energia. O setor cresceu 3,2% em volume comercializado em 2014, e planeja novo crescimento em 2015, da mesma ordem, com ajuda de exportações.
Valor–Capa

SETOR PLÁSTICO QUER PROMOVER IMAGEM DO PRODUTO NO PAÍS   

O plástico, muitas vezes, é estigmatizado como um produto que causa impacto ambiental e que deveria ter seu uso diminuído.

Fevereiro, 2015

Setor plástico quer promover imagem do produto no País
Jornal do Comércio – RS – Capa – 09/02/2105

O plástico, muitas vezes, é estigmatizado como um produto que causa impacto ambiental e que deveria ter seu uso diminuído. Na tentativa de mudar essa percepção, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a empresa Braskem desenvolveram um fundo setorial para divulgar os benefícios do material, educação ecológica, consumo responsável e dar suporte para a expansão da reciclagem. “Muitas vezes, é visto somente o lado negativo do plástico, mas não as imensas vantagens da utilização no dia a dia das pessoas”, frisa o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho. O dirigente adianta que a promoção do produto será feita através de ações na mídia e institucionais, divulgação de informações, entre outras atitudes. Até o momento, cerca de 60 companhias juntaram-se voluntariamente ao fundo. Para Roriz, o ideal é que se alcance, no mínimo, 400 empresas participando da iniciativa.
PICPlast Para os grupos que aderirem ao fundo setorial, será incluída à nota fiscal a contribuição de R$ 1,00 líquido por tonelada de resina adquirida de fornecedores participantes do mercado brasileiro. Já os fornecedores de resinas contribuirão com R$ 2,00 líquidos por tonelada adquirida na mesma transação. O fundo setorial será gerido por um comitê composto por seis membros (eleitos por dois anos), sendo três indicados pelo grupo dos produtores e três pelos transformadores. O fundo faz parte do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), que também tem como um dos seus pilares o incremento das exportações de transformados plásticos. O vice-presidente de Poliolefinas e Renováveis da Braskem, Luciano Guidolin, reforça que a constituição de uma cadeia exportadora não se resume apenas à política de preços, passa ainda por questões como capacitação, desenvolvimento de mercado, entre outras.
Política diferenciada
Para apoiar a entrada de seus clientes (transformadores que fabricam os produtos acabados) no cenário internacional, a Braskem possui uma política diferenciada quanto ao preço de polietileno e polipropileno. A ideia é aumentar a competitividade dos artigos que utilizam essas resinas e têm como destino o mercado exterior. Guidolin enfatiza que o setor brasileiro do plástico tem domínio técnico para disputar com os rivais estrangeiros. O dirigente ressalta que o plástico possui uma enorme flexibilidade de usos e aplicações. Guidolin acrescenta que o insumo contribui para baratear os produtos de uma forma em geral. O integrante da Braskem ressalta também que o descarte adequado permite reduzir o reflexo ambiental através da reciclagem.

SEM MULTA, SUPERMERCADOS MANTÊM SACOLINHAS BRANCAS   

Modelo de sacolas plásticas cinza e verde, que passará a ser obrigatório, ainda não é encontrado...

Fevereiro, 2015

Sem multa, supermercados mantêm sacolinhas brancas
AGORA SÃO PAULO - NAS RUAS - SÃO PAULO - SP - 07/02/2015 - Pág. A6


Modelo de sacolas plásticas cinza e verde, que passará a ser obrigatório, ainda não é encontrado
O consumidor da capital vai ter de esperar para conseguir o novo modelo de sacolas plásticas cinza e verde que passarão a ser obrigatórias na cidade. O Agora circulou em supermercados desde anteontem, quando começou o período de 6O dias para adaptação dos comércios, e ainda nem sequer há previsão de o produto dar as caras.
O formato atual, derivado de petróleo, será proibido depois desse período. O estabelecimento que for flagrado distribuindo sacolas brancas ao público terá de pagar multa que pode variar de R$ 5OO a R$ 2 milhões.
"É um tempo mais do que necessário. Mudará a matéria-prima da sacola, aumentarão os custos, não há como atender a demanda pelo produto. E os comerciantes precisam acabar com o estoque do modelo antigo", disse Cristiane Cortez, assessora de sustentabilidade da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de SP).
Na maioria dos supermercados visitados, no centro e zonas oeste e norte, ninguém sabia apontar uma data para o início do uso da nova sacola, considerada mais resistente e biodegradável.
O desconhecimento de grande parte do público sobre as novas sacolas também atrapalha. "Eu mesmo nunca vi uma dessas", disse a aposentada Rita Silva, 63 anos.
Em uma loja em Santana (zona norte), funcionários apresentavam a clientes anteontem uma sacola com coloração diferente da verde usual como se fosse a do novo modelo. A gerência do local desmentiu ontem.
A prefeitura promete investir em campanhas de conscientização com o apoio de associações que representam os supermercados.

JUSTIÇA MANTEM COBRANÇA POR SACOLINHA PLÁSTICA   

Prefeitura queria impedir que os estabelecimentos comerciais cobrassem pela distribuição; para juiz, não há irregularidade...

Julho, 2015

Justiça mantém cobrança por sacolinha plástica
O ESTADO DE S. PAULO - METRÓPOLE - São Paulo - SP - 07/07/2015 - Pág. A 11

Prefeitura queria impedir que os estabelecimentos comerciais cobrassem pela distribuição; para juiz, não há irregularidade

A Justiça negou pedido de liminar da Prefeitura de São Paulo que visava a impedir a cobrança na distribuição de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais na cidade. Para o Poder Judiciário, supermercados e lojas que cobram pela sacolinhas não cometem irregularidade – nem se verificou preço excessivamente alto do produto.

A Prefeitura havia ingressado com a ação em 29 de abril e sustentava que a cobrança das sacolas era um “empecilho para qualquer programa de reciclagem”. A decisão da Justiça foi tomada nesta segunda-feira, 6, e derruba mais uma tentativa de barrar a cobrança pelos novos modelos de sacolinhas para mercadorias.

Na visão do juiz Sérgio Serrano Nunes Filho, da 1.ª Vara da Fazenda Pública da capital, o preço do produto nos estabelecimentos não é alto. “Não se verifica onerosidade excessiva, ante o diminuto valor cobrado. A cobrança não é compulsória, tendo o consumidor sempre a opção de acondicionar os produtos por meios próprios”, expôs na decisão. A Prefeitura não quis se manifestar sobre a decisão do magistrado.
No início da proibição da distribuição da antiga sacola branca, que passou a valer a partir do dia 5 de abril, entidades de defesa do consumidor protestaram contra o pagamento pelas sacolas, que chegava a superar R$ 0,30. Atualmente, supermercados cobram entre R$ 0,08 e R$ 0,15. Para negar a liminar, o juiz também declarou não ter enxergado danos ao meio ambiente. “A prova carreada aos autos até o momento não indica que a cobrança de tais sacolas reutilizáveis traga prejuízo ao meio ambiente.”
O pedido da Prefeitura tinha como ponto central a importância das sacolas nas cores verde e cinza para a política municipal de reciclagem. O Executivo sustentou na ação que, “ao cobrar pelas sacolas reutilizáveis, o comércio varejista desestimula a política municipal de reciclagem”. O texto explicava que o comerciante, que deveria contribuir para o combate à degradação ambiental, “age no sentido de repassar integralmente ao consumidor o custo dessa reparação”. Acrescentava ainda: “Mais que isso: não colabora (a rigor, ‘joga contra’) com o poder Municipal”.

Conscientização. Para o vice-presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Paulo Pompilio, a cobrança das sacolas é uma forma de chamar a atenção para a causa ambiental. “Temos trabalhado muito para diminuir o impacto das nossas atividades no meio ambiente. A redução do uso das sacolas plásticas é um dos desafios do setor”, disse, sem comentar especificamente o teor do processo que a Prefeitura move contra a Apas.
Pompilio relatou ter notado a diminuição do uso das sacolas plásticas desde abril, quando foi proibida a distribuição das antigas sacolas brancas. “Quando vamos na loja, já vemos muito mais gente levando suas próprias sacolas. É um engajamento para diminuir esse impacto no meio ambiente”, acrescentou.
A proibição da distribuição das antigas sacolas brancas e o fornecimento das novas sacolas ecológicas foi envolta em polêmica por parte de entidades de órgãos de defesa do consumidor. Antes de julgar o processo da Prefeitura, o magistrado expôs que outras duas ações civis públicas tramitaram também visando a barrar a cobrança com base na defesa do consumidor, já que o preço seria excessivo. Nas duas, o pedido foi negado.
O pedido da Prefeitura se diferenciava por levantar argumentação do ponto de vista ambiental e a importância das sacolas para o programa de reciclagem.
Acordo que dá duas embalagens grátis acaba segunda-feira
Acaba na próxima segunda-feira o acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (Apas), que congrega grandes redes como Walmart e Carrefour, e a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) que garantia o fornecimento de duas sacolas gratuitas aos consumidores nos supermercados da capital. A negociação entre as entidades foi fechada em maio como forma alternativa para resolver as reclamações pela cobrança do produto, que chegaram a 500 casos em menos de uma semana.
Na próxima semana, os estabelecimentos poderão voltar a cobrar pela sacola. Essa medida, porém, não é unanimidade entre os supermercados, uma vez que alguns já fornecem o produto sem custos.
Pelo acordo com o Procon, os mercados deveriam distribuir duas sacolas e cobrar preço de custo a partir da terceira unidade, com objetivo de, gradualmente, diminuir a quantidade de fornecimento do material plástico.
Uma campanha de conscientização sobre sustentabilidade era outro termo previsto entre as partes. Deve valer ainda por quatro meses a prática de preço promocional para sacolas reutilizáveis como forma de incentivar o uso desse novo meio de carregar mercadorias.

MERCADOS SE CALAM SOBRE SACOLINHAS   

Apesar de acordo entre prefeitura e associações, empresas ainda não sabem como e quando vão oferecer o produto...

Fevereiro, 2015

Mercados se calam sobre sacolinhas
DESTAK ABC - DESTAK SÃO PAULO - SÃO PAULO - SP - 02/02/2015 - Pág. 3


Apesar de acordo entre prefeitura e associações, empresas ainda não sabem como e quando vão oferecer o produto
Faltando três dias para vencer o prazo dos estabelecimentos para se adequarem às novas normas para sacolinhas plásticas, os supermercados ainda não têm estratégia definida para distribuí-las. Tanto a Apas (Associação Paulista de Supermercados), quando as grandes redes, como o Grupo Pão de Açúcar e o Carrefour, afirmam que ainda estão analisando o caso e que não têm data definida para começar a distribuir o novo modelo, divulgado pela prefeitura no final do ano passado. Já o grupo Sonda preferiu não comentar sobre o caso.

A multa para os estabelecimentos que não obedecerem a lei varia de R$ 500 a até R$ 2 milhões, de acordo com a impacto provocado no meio ambiente.

A prefeitura apresentou no início de janeiro o novo modelo de sacola sustentável, feita de plástico derivado da cana de açúcar. Mais resistentes, elas serão distribuídas em duas cores - uma verde e a outra, cinza.

Após o uso, a sacola verde poderá ser reutilizada apenas para descartar lixo seco. O lixo orgânico (restos de comida, por exemplo), deverá ser colocado na sacolinha cinza.

O cidadão que não cumprir a regra poderá receber advertências e multa de R$ 50 a R$ 500. A prefeitura ainda não detalhou como será feita a fiscalização.

O Sindiplast (sindicato das fabricantes de plástico) também não quis se pronunciar sobre a produção, mas disse que as indústrias têm potencial para produzir as novas sacolinhas.

Em 2011, o Sindiplast foi um dos principais críticos da lei municipal que determinou o fim da distribuição gratuita das sacolas plásticas. A polêmica veio se arrastando até o ano passado, quando a Justiça considerou a lei constitucional e determinou novo prazo para a adequação.

ASSOCIAÇÃO SOS CONSUMIDOR PEDE A SUSPENSÃO DA "LEI DAS SACOLINHAS"   

Associação SOS Consumidor entrou 28/01 com Ação Civil Pública pedindo a suspensão a aplicação das regras sobre o uso das sacolas plásticas.

Fevereiro, 2015


Associação SOS Consumidor pede a suspensão da ‘lei das sacolinhas’
ESTADÃO ONLINE - WEB - WEB - 04/02/2015

Entidade entrou com Ação Civil Pública contestando a legalidade do decretoA Associação SOS Consumidor entrou na quarta-feira passada (28/1) com Ação Civil Pública pedindo a suspensão a aplicação das regras sobre o uso das sacolas plásticas distribuídas nos supermercados.A ação está na 12.ª Vara da Fazenda Pública e contesta o Decreto 55.827/2015 que regulamenta a Lei 15.374/2011 e ainda não foi julgada.Segundo a presidente da entidade, Marli Aparecida Sampaio, há uma questão impeditiva prescrita na Lei Orgânica do Município de São Paulo. “O prefeito está impedido de regulamentar lei, cuja análise de constitucionalidade (Adin) tenha sido requerida em juízo, o que foi feito pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast)”, afirmou.Para o diretor da SOS Consumidor, Mauricio dos Santos Pereira, o decreto é inválido, pois “não pode existir regulamentação de lei que ainda não existe.”“O munícipe será punido de muitas formas. Terá de comprar as sacolas plásticas ‘padrão Haddad’ para acondicionar os produtos que adquire no mercado em geral; terá de separar os materiais reciclável do não reciclável, mas, no final das contas, verá esse trabalho e gastos sendo jogados na mesma caçamba do caminhão de coleta de lixo, que serão misturados e encaminhados aos aterros. A lei obriga e pune, mas, não dá condições para que o cidadão a cumpra”, disse Pereira.A SOS Consumidor defende ainda que, antes de exigir e multar o cidadão, o prefeito deve implantar coleta seletiva em toda a cidade de São Paulo, providenciar um amplo programa de esclarecimentos aos munícipes e fazer audiências públicas com a participação de toda a sociedade e não apenas os empresários do setor de supermercados.Prefeitura. Ao ser questionada, a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) informou que não pode se manifestar, pois nem a Amlurb nem o Prefeito foram notificados nem têm conhecimento do conteúdo dessa ação civil pública.As novas regras entrariam em vigor amanhã (5/2) e as multas pelo descumprimento variam de R$ 50 a R$ 500, mas os consumidores terão 60 dias para se adaptar.De acordo com a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, nesses 60 dias, comerciantes e usuários serão instruídos sobre a maneira correta de usar as “sacolas verdes” e as multas não serão aplicadas.*

HADDAD DA MAIS PRAZO PARA NOVA SACOLINHA EM SP   

A Prefeitura de SP cedeu à pressão dos comerciantes e dará mais 60 dias para adoção do modelo ecológico sacola plástica na rede varejista.

Fevereiro, 2015

Haddad dá mais prazo para nova sacolinha em SP
BAND - WEB - WEB - 04/02/2015

A Prefeitura de São Paulo cedeu à pressão dos comerciantes e dará mais 60 dias para a adoção do modelo ecológico de sacola plástica na rede varejista paulistana. Nesta quarta, o “Diário Oficial” trará uma portaria estipulando o novo prazo.Pelas regras apresentadas pelo prefeito Fernando Haddad (PT) em janeiro, a nova sacola seria obrigatória em toda a capital a partir desta quinta. Agora, os comerciantes terão até abril para oferecer aos clientes o modelo na cor verde, e que obrigatoriamente deve ser destinada para a coleta seletiva do chamado “lixo seco”.A prefeitura diz que a prorrogação é necessária para orientar os comerciantes sobre como obter a sacola padronizada.Com a decisão de última hora, comerciantes e consumidores também ficarão livres, temporariamente, das multas previstas para quem for flagrado utilizando sacolas fora do padrão estipulado pela prefeitura.No caso dos varejistas, a multa pode chegar a R$ 2 milhões. Em relação à população que usar a sacola para descartar lixo orgânico, as autuações vão de R$ 50 a R$ 500.A decisão de adiar a embalagem ecológica foi tomada nesta terça-feira, após reunião entre o secretário de Serviços, Simão Pedro, representantes da Secretaria do Verde e Meio Ambiente e de associações que representam o comércio varejista, entre elas a Apas (Associação Paulista de Supermercados) e a Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).No encontro, os comerciantes relataram a dificuldade para encomendar o novo modelo de sacola, principalmente pelos pequenos varejistas.Também afirmaram que estavam preocupados com a possibilidade de acumular um número expressivo de multas nos primeiros dias de vigência da nova regra.Além da prorrogação do prazo, a portaria criará um grupo de trabalho, formado pela secretaria de Serviços, Verde e Meio Ambiente e representantes dos comerciantes. O objetivo é ajudar no processo de orientação dos varejistas.

SACOLINHAS TRADICIONAIS DEVEM SUMIR DO COMÉRCIO EM 60 DIAS   

As sacolas plásticas tradicionais vão sumir gradualmente do comércio paulistano nos próximos 60 dias...

Fevereiro, 2015

Sacolinhas tradicionais devem sumir do comércio em 60 dias
O Estado de S. Paulo - 05/02/2015

As sacolas plásticas tradicionais vão sumir gradualmente do comércio paulistano nos próximos 60 dias. Em substituição, serão usadas embalagens nas cores verde e cinza, de origem vegetal, menos prejudiciais ao meio ambiente. A lei que prevê a troca entra em vigor nesta quinta-feira, 4. As embalagens verdes só deverão ser usadas para descartar lixo reciclável e as de cor cinza, para lixo comum. Quem não respeitar as cores será multado. A lei, que é de 2011 e foi regulamentada em janeiro, é alvo de questionamentos das entidades comerciais e de defesa do consumidor. Na semana passada, a Associação SOS Consumidor pediu a suspensão das novas regras em uma ação civil pública, ainda sob análise da Justiça. Segundo o processo, a norma, que teve sua constitucionalidade questionada por outra entidade, não poderia começar a valer. A Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb) informou que o órgão e a Prefeitura não foram notificados.
Gastos
Para atender às queixas das associações, a Prefeitura decidiu estender até 5 de abril o prazo de adaptação dos estabelecimentos. Nesse período, equipes do governo farão ações de fiscalização e conscientização, mas ainda não haverá multas. Depois disso, as novas embalagens serão obrigatórias. Em nota, a Associação Paulista de Supermercados disse que o prazo ampliado é fundamental para a transição. Outra preocupação do setor é sobre o gasto com as novas embalagens. “Muita gente reclama que elas são mais caras. Isso vai onerar os supermercados”, afirmou Álvaro Furtado, do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios.
Mudanças
As novas sacolas, verde e cinza, são 40% maiores do que aquelas usadas atualmente, feitas de materiais de fontes renováveis, e devem suportar até 10 kg. Estabelecimentos também poderão usar sacolas menores, de outro material, desde que não seja plástico. A “sacola verde” deverá ser reutilizada apenas para o descarte do lixo reciclável, como metal, papel limpo, plástico e vidro. Esse material é recolhido pelo Programa de Coleta Seletiva. Já a embalagem cinza é destinada ao lixo comum, como restos de alimentos, papel sujo ou lâmpadas. A multa para o comerciante que desrespeitar a regra varia entre R$ 500 e R$ 2 milhões, a depender do impacto do dano causado. Já o consumidor poderá receber advertência e multa entre R$ 50 e R$ 500, caso repita a infração.



CRESCEM CHANCES DE ADITIVO ENTRE PETROBRAS E BRASKEM   

É grande a probabilidade da definição quanto ao custo do fornecimento de nafta da Petrobras para a Braskem estender-se além de fevereiro.

Fevereiro, 2015

Crescem chances de aditivo entre Petrobras e Braskem
Jornal do Comércio – 05/02/2015

É grande a probabilidade da definição quanto ao custo do fornecimento de nafta (principal matéria-prima do setor petroquímico) da Petrobras para a Braskem estender-se além de fevereiro. O presidente da Braskem, Carlos Fadigas, admite que, dentro do cenário atual, um novo aditivo no acordo é uma opção concreta. “Se você não tem um contrato, esse (aditivo) sempre é uma possibilidade, a forma pode ser qualquer uma e acho que é um momento difícil de se discutir algo definitivo com a Petrobras”, afirma Fadigas. No final de agosto de 2014, a Braskem assinou com a estatal um aditivo ao contrato de nafta com vigência até o fim deste mês de fevereiro. As condições daquela ocasião foram mantidas e o preço será ajustado retroativamente a 1 de setembro de 2014, quando da assinatura do novo acerto. Até agora, as empresas, que não revelam os números debatidos, não chegaram a uma indicação final sobre o valor da nafta. Impacto Fadigas admite que a confirmação da saída da presidente Graça Foster e de cinco diretores da Petrobras irá impactar todas iniciativas importantes que a estatal está fazendo. “É natural que, em uma troca de administração, os assuntos mais relevantes, e esse (a nafta) é um assunto relevante, entrem em compasso de espera e isto soma-se à nossa preocupação”, comenta. O executivo acrescenta que é pouco o tempo para resolver o tema, sem contar que no mês haverá o feriado de Carnaval. “O fundamental é que não pare (a cadeia petroquímica)”, frisa Fadigas.
Abiplast
O presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho, também não descarta que ocorra uma nova prorrogação do acordo vigente, pois a Petrobras atravessa um período delicado que pode atrapalhar a tomada de decisão. O dirigente defende que deve prevalecer o bom-senso nesse tipo de negociação, que, para Roriz, seria o alinhamento dos preços das matérias-primas nacionais com as internacionais. O integrante da Abiplast adverte que se a Petrobras decidir por elevar o valor da nafta será “o caminho mais curto para destruir a cadeia produtiva do plástico”. “O mundo inteiro hoje está tendo acesso a matérias-primas muito mais baratas, o petróleo está com metade do preço do que era há um ano”, frisa. Roriz acrescenta que os grupos estrangeiros, tendo disponibilidade de insumos mais vantajosos, causarão um impacto enorme com a entrada de seus produtos no Brasil. “Vão tomar o nosso mercado e fazer com que a situação fique mais crítica do que está”, teme o dirigente. Roriz ressalta que o País já verifica problemas de competitividade devido a fatores como juros e carga tributária elevados, burocracia, falta de água, aumento no custo da energia, entre outros, o que deixa a nação vulnerável. Fadigas esteve na tarde de ontem em Porto Alegre fazendo uma visita de cortesia ao governador José Ivo Sartori. O dirigente e executivos da Braskem foram recebidos, por cerca de uma hora e vinte minutos, na ala residencial do Palácio Piratini.

SACOLAS PLÁSTICAS   

A APAS enviou para a Prefeitura SP um Ofício solicitando formalmente a prorrogação do prazo para início da vigência do Decreto n° 55.827...

Janeiro, 2015

Sacolas Plásticas
GIRO NEWS - WEB - WEB - 28/01/2015

A Associação Paulista de Supermercados enviou para a Prefeitura de SP um Ofício solicitando formalmente a prorrogação do prazo para o início da vigência do Decreto n° 55.827, que reafirma a proibição da distribuição de sacolas plásticas convencionais nos estabelecimentos comerciais do município de São Paulo.O Ofício baseia-se no fato de que o prazo entre a divulgação das especificações das novas sacolas e o início da vigência do Decreto é insuficiente para que os supermercados que optem por distribuir a nova sacola sejam abastecidos pelos fornecedores, e solicita dilação do prazo para, no mínimo, 90 dias da data prevista no Decreto.

PRESIDENTE DO SINCOVAGA DIZ QUE LEI DA SACOLINHA PRECISA DE MAIS PRAZO   

A implantação da sacola verde no comércio deve ser realizada com responsabilidade, caso contrário irá criar um desequilíbrio no segmento...

Janeiro, 2015

Presidente do Sincovaga diz que Lei da Sacolinha precisa de mais prazo
NEWTRADE - WEB - WEB - 22/01/2015

A implantação da sacola verde no comércio deve ser realizada com responsabilidade, caso contrário irá criar um desequilíbrio no segmento, segundo o presidente do Sincovaga (Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo), Alvaro Furtado. “Não discutimos tratar-se de uma prática ecologicamente correta e de educação ambiental, que será benéfica a todos, mas é preciso avaliar algumas condições para que a lei que determinou a adoção da sacola verde seja válida e eficaz”, afirma.A entidade representa cerca de 40 mil empresas no Estado, como hipermercados, supermercados, autosserviços, mercados, mercadinhos, lojas de conveniência, quitandas, mercearias, empórios, laticínios e sacolões.A padronização do modelo de sacolas plásticas atende à regulamentação da Lei nº 15.374/2011, conferida pelo Decreto nº 55.827/2015, e passa a valer a partir de 05 de fevereiro de 2015 no município. Para o presidente do Sincovaga, o ponto prioritário a ser debatido e modificado é justamente o prazo para adequação dos estabelecimentos, que ele classifica como exíguo.“Mesmo que o supermercado queira comprar, não há tempo suficiente para a indústria de plástico fabricar as novas sacolas, tendo em vista o grande número de estabelecimentos no município. Além disso, não foi definido quanto ela custará, nem o que será feito do estoque de sacolas descartáveis que os supermercados possuem.” Para ele, o ideal seria que a lei entrasse em vigor 180 dias a partir do dia 05 de fevereiro de 2015 e que a fiscalização nesse período tivesse o caráter de orientação.O porta-voz do Sincovaga também destaca o modelo sugerido de sacola, cujo tamanho único é grande para quem compra pequenas quantidades nos supermercados. “O ideal seria oferecê-las em dois tamanhos. Assim é possível atender às necessidades do consumidor sem desperdício de material.”Alvaro Furtado também avalia como exagerado o valor da multa prevista, que pode chegar a R$ 2 milhões, segundo o grau de dano ao meio ambiente. “Este valor deveria ser único. Sem contar que não há fiscais na Prefeitura preparados tecnicamente para avaliar o dano ambiental causado pela distribuição de uma sacola”, afirma.

AS SACOLINHAS NOVAMENTE EM FOCO   

Sandro Donnini Mancini, a AMLURB da Prefeitura de SP tornou pública uma resolução que regulamenta um decreto municipal publicado no dia 6...

Janeiro, 2015

As sacolinhas novamente em foco
CRUZEIRO DO SUL - WEB - WEB - 20/01/2015


Sandro Donnini ManciniNo dia 15 de janeiro, a Autoridade de Limpeza Urbana (AMLURB) da Prefeitura de São Paulo tornou pública uma resolução que regulamenta um decreto municipal publicado no dia 6. O decreto é conciso e simples, tendo quatro artigos fundamentais. Em seu primeiro artigo apresenta o seguinte texto: ""Fica proibida a distribuição gratuita ou a venda de sacolas plásticas aos consumidores para o acondicionamento e transporte de mercadorias adquiridas em estabelecimentos comerciais no Município de São Paulo"". Em seu artigo segundo a lei coloca que ""os estabelecimentos comerciais devem estimular o uso de sacolas reutilizáveis"". Já o terceiro artigo diz que sacolas reutilizáveis podem ser as sacolas utilizadas para coleta seletiva de resíduos sólidos domiciliares secos que atendam às especificações definidas pela AMLURB em 15/1. Já o quarto artigo impõe que ""as sacolas para coleta seletiva de resíduos sólidos domiciliares secos não poderão ser utilizadas para a coleta convencional"".Enquanto o decreto não apresenta mais detalhes, a resolução da AMLURB esmiúça um pouco. Juntando as duas peças legais, em tese os estabelecimentos comerciais localizados na cidade de São Paulo, a partir de 5/2/2015, não poderão mais distribuir sacolinhas plásticas gratuitamente. Pelo menos não aquelas sacolas vagabundas que costumam distribuir, cuja capacidade é de 4 kg e que rasgam somente de olhar para elas. A AMLURB autoriza a distribuição gratuita de sacolas desde que elas aguentem no mínimo 10 kg. A resolução diz ainda que as mesmas deverão ter em sua constituição no mínimo 51% de bioplásticos, ou seja, plásticos produzidos de fontes renováveis. E que podem ser fabricadas em duas cores: verde claro ou cinza.Com essas especificações, tais sacolas são consideradas reutilizáveis nos termos da lei: as verdes devem ser novamente usadas para colocar resíduos secos de coleta seletiva e as cinzas para colocar resíduos que não são reciclados, o que é bem comum de acontecer, por exemplo, com restos de comida no Brasil. Se o consumidor, por exemplo, quiser usar a sacola verde ou cinza para levar roupas de casa para o trabalho, pode. O que não pode é colocar restos de comida dentro da sacola verde e encaminhá-la para o sistema de coleta comum.Essa iniciativa da Prefeitura de São Paulo traz alguns avanços e algumas desconfianças. As desconfianças brotam por pelo menos três motivos: 1) algo semelhante já foi testado em 2011 e 2012, numa iniciativa inicialmente da prefeitura paulistana e depois do governo de Estado de São Paulo, com o apoio inconteste dos supermercadistas, e a coisa não funcionou; 2) vai haver uma conta a ser paga e esta vai sobrar para alguém pagar e é razoável supor que será o pato de sempre, o consumidor; 3) a iniciativa mexe numa coisa difícil de mudar: o comportamento do ser humano.Mas vamos falar dos avanços: as sacolas serão melhores, feitas de plásticos mais resistentes. Podem ser feitas até do mesmo plástico que as atuais, mas certamente será usado mais plástico para que a sacola fique resistente (quanto mais plástico, maior o preço, primeiro motivo para a geração de uma conta a ser paga). O plástico, geralmente o polietileno de alta densidade, pode ser feito a partir de duas rotas químicas: a que utiliza matéria prima esgotável, ou seja, derivados do petróleo e a que utiliza fontes renováveis, como exigido pela resolução da AMLURB (segundo motivo para a geração da conta: a rota que utiliza fontes renováveis, por enquanto, é mais cara).O fato de usar matéria-prima renovável (por exemplo a cana-de-açúcar) por si só já é um avanço, pois significa menos exigência de recursos naturais finitos. Outro avanço é que a resolução deixa clara a proibição das sacolas com aditivos que as tornem teoricamente oxidegradáveis ou oxibiodegradáveis, pois, afinal de contas, esses aditivos não conseguiram convencer muita gente de sua eficácia.Esperamos que a lição tenha sido aprendida, de modo que um erro grotesco das iniciativas de 2011 e 2012 não seja ser repetido agora em 2015: da primeira vez a população não foi informada convenientemente e parte ficou contra, pois sentiu - com razão - que ia pagar a conta. E também porque não quis mudar comportamento, fazendo como criança mimada: o consumidor se enganava achando que a sacolinha era de graça e, quando não deram mais, chorou até conseguir de novo.Que, dessa vez seja dado um tempo de adaptação razoável para a população mudar o comportamento e muita informação para convencê-la dessa necessidade.Sandro Donnini Mancini (www.sorocaba.unesp.br/professor/mancini; mancini@sorocaba.unesp.br) é professor da Unesp de Sorocaba (www.sorocaba.unesp.br) para os cursos de graduação em Engenharia Ambiental, Mestrado e Doutorado em Ciência e Tecnologia de Materiais e Mestrado e Doutorado em Engenharia Civil e Ambiental. Escreve a cada duas semanas, às terças-feiras, neste espaço

INDÚSTRIA DO PLÁSTICO TEME PERDA DE COMPETITIVIDADE   

O aumento do preço da energia previsto para este ano deve diminuir ainda mais a competitividade da indústria brasileira do plástico.

Janeiro, 2015

Indústria do plástico teme perda de competitividade

O aumento do preço da energia previsto para este ano deve diminuir ainda mais a competitividade da indústria brasileira do plástico. A preocupação é do presidente da Abiplast (associação do setor), José Ricardo Roriz Coelho: "Enquanto lá fora a energia cai, aqui sobe. Nossos concorrentes terão acesso a energia, mão de obra e matéria-prima mais baratos do que nós". A indústria registrou queda de 2,7% na produção e de 6,45% no faturamento em 2014, de acordo com estimativa da entidade. Diante desse cenário, o executivo afirma que o setor poderá ampliar suas demissões em 2015. No ano passado, 3.000 vagas foram fechadas -a indústria emprega cerca de 353 mil pessoas. "Em um primeiro estágio de crise, as empresas dispensam o mínimo possível, porque não querem perder o pessoal treinado. No segundo estágio, os desligamentos tendem a ser mais numerosos." Coelho afirma também que as empresas de transformação de plástico ainda não sentiram a queda do preço do petróleo (com o qual é produzida a nafta, que, por sua vez, é utilizada na fabricação de resinas plásticas). "No Brasil, praticamente só existe uma fornecedora [a Braskem] de matéria-prima [resinas plásticas, como polietileno e polipropileno]. É difícil a negociação [de preços] chegar a nós." A Braskem afirmou, por meio de nota, que, desde dezembro, os preços das resinas no mercado brasileiro são ajustados seguindo a tendência internacional. Acrescentou que o alinhamento de preços na cadeia "varia ao longo do tempo, a depender do volume de estoques, equilíbrio de oferta e demanda por produto e por região, oscilações das taxas de câmbio, entre outros fatores".
Folha - (19/01/2015)

PREFEITURA DEFINE ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DE NOVAS SACOLAS PLÁSTICAS   

A Sec. Municipal SP, por meio da (Amlurb), publicou dia 16 no DO a resolução que define as especificações técnicas das novas sacolas...

Janeiro, 2015

Prefeitura define especificações técnicas de novas sacolas plásticas
REDE BRASIL ATUAL - WEB - WEB - 15/01/2015

São Paulo – A Secretaria Municipal de Serviços, por meio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb), publicou hoje (15) no Diário Oficial da Cidade a resolução que define as especificações técnicas das novas sacolas verde e cinza, que estão autorizadas a serem distribuídas pelo comércio a partir do próximo dia 5, com base na lei municipal 15.374/2011. A resolução autoriza somente as sacolas reutilizáveis feitas de materiais de fontes renováveis e proíbe as sacolinhas brancas, consideradas nocivas ao meio ambiente.Após ser usada pelo consumidor para carregar as compras, a "sacola verde" deverá ser reutilizada somente para o descarte do lixo reciclável que é recolhido pelo Programa de Coleta Seletiva. São eles: metal, papel, plástico e vidro, que serão encaminhados para as duas novas centrais mecanizadas de triagem inauguradas em 2014. Já a "sacola cinza" deverá ser reutilizada pelo cidadão para o descarte do lixo comum, recolhidos pela coleta convencional, como por exemplo, restos de comida, papel sujo, bitucas de cigarro, fraldas e lâmpadas.“A sacola cinza é complementar à verde. Ela [a sacola cinza] também é reutilizável, mas enquanto a verde serve para os resíduos secos e irão para as centrais mecanizadas de triagem, a cinza receberá o descarte dos rejeitos como o lixo orgânico. Isso dá alternativa ao cidadão, e com uma matéria-prima renovável, com conceito de economia circular”, afirmou o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro.Dimensões e materialTanto a verde quanto a cinza terão as mesmas dimensões, de 48 centímetros por 55 centímetros, 40% maiores que as utilizadas atualmente, e deverão suportar até 10 quilos de produtos. As embalagens deverão ser feitas de materiais de fontes renováveis e tecnologia sustentável em, no mínimo, 51% de sua composição, conforme padrão internacional.“Por serem maiores e aguentarem mais peso, acreditamos que isso diminuirá a quantidade utilizada por cada pessoa e é claro que os impactos são menores”, afirmou Simão.No caso de estabelecimentos que preferirem utilizar um modelo de sacola menor para acondicionar produtos menores, as embalagens devem ser feitas de qualquer outro material que não seja plástico, como papel e celulose.“É preciso lembrar que as sacolas convencionais, as sacolas brancas, são grandes vilãs. Enquanto as sacolas convencionais são emissoras de gás carbônico, as bioplásticas são coletoras em sua produção”, disse Simão.As sacolinhas ainda terão impressas orientações sobre o descarte correto de resíduos e educação ambiental. Entre as informações contidas estarão exemplos de produtos que poderão ser descartados naquele tipo específico de sacola e também, os que não são permitidos. A resolução complementa a lei, que foi considerada constitucional pela Justiça no fim do ano passado, e também o decreto 55.827, publicado no último dia 7, que regulamenta a lei."Um dos papéis mais importantes dessas sacolinhas estará na conscientização do cidadão, na promoção da coleta seletiva e na ampliação da educação ambiental. Esse é o espírito da lei. As pessoas continuariam descartando os resíduos em sacos plásticos, então, nós padronizamos para um modelo que dialoga com o Plano Municipal de Resíduos Sólidos”, disse Simão.FiscalizaçãoA fiscalização do uso das sacolas será realizada pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente e as penas são determinadas pelo decreto federal 6.514, de 22 de julho de 2008. O comerciante que desrespeitar a lei poderá receber uma multa de R$ 500 a R$ 2 milhões, de acordo com a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente. Já o cidadão que não cumprir as regras poderá receber advertência e, em caso de reincidência, poderá ter que pagar uma multa com valor entre R$ 50 e R$ 500.Segundo o secretário Wanderley Meira do Nascimento, as regras de fiscalização serão publicadas após a entrada da lei em vigor, mas o trabalho ficará por conta das equipes do Departamento de Gestão Descentralizada (DGD). Os cidadãos serão fiscalizados em amostragem e com base em denúncias, enquanto nos estabelecimentos comerciais o trabalho será ponto a ponto.“O cumprimento e fiscalização da lei são importantes, mas o principal para a gestão é que essa lei entre em vigor, o trabalho de educação ambiental e ampliação da coleta seletiva seja feito e, principalmente, o meio ambiente sofra menos com essas sacolinhas”, afirmou.Histórico da leiApós a Lei 15.374/2011 ter sido sancionada em maio de 2011, o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo ingressou com um pedido no Tribunal de Justiça de São Paulo para suspender sua aplicação. O desembargador Luiz Pantaleão concedeu uma liminar suspendendo a lei no mês seguinte. A entidade também ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei. Com isso, a legislação foi impedida de entrar em vigor, como era previsto, a partir de janeiro de 2012. A Prefeitura recorreu para suspender a liminar, mas o Tribunal manteve a decisão no ano passado. Em 7 de outubro de 2014, o Órgão Especial do TJ-SP considerou improcedente a ação movida pelo sindicato e cassou a liminar que mantinha a aplicação da lei. Após a confirmação da constitucionalidade de lei, a Prefeitura ficou responsável por sua regulamentação.ReciclagemAs diretrizes para a gestão de resíduos sólidos na cidade estão organizadas no Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos da Cidade de São Paulo (PGIRS), documento elaborado de maneira participativa com entidades e cooperativas. Em 2014, a Prefeitura inaugurou duas centrais mecanizadas, com capacidade para processar 500 toneladas de recicláveis por dia, em processo pioneiro na América Latina. Até 2016, serão instaladas mais duas centrais mecanizadas, na Vila Maria e em São Mateus, atingindo a marca de cerca de 1.250 toneladas diárias. A meta é aumentar o percentual de coleta seletiva em São Paulo de 2% para 10%, até 2016.Na capital, em 2014, dez novos distritos passaram a contar com coleta seletiva e mais 40 tiveram a coleta universalizada. No total, 85 distritos têm coleta de recicláveis. Atualmente, a Amlurb tem cadastradas para triagem manual 22 cooperativas e associações de catadores, que juntas processam manualmente cerca de 250 toneladas por dia. Na agenda ambiental da cidade está ainda a reutilização dos resíduos orgânicos por compostagem, para redução da quantidade de materiais enviados aos aterros sanitários.

NAFTA CAI MAIS DE 60% MAS NÃO CHEGA ÀS RESINAS   

Apesar da queda superior a 60% do preço da nafta no mercado internacional desde ano passado, acompanhando o recuo acelerado da cotação ...

Janeiro, 2015

Nafta cai mais de 60% mas não chega às resinas
VALOR ECONÔMICO - EMPRESAS - SÃO PAULO - SP - 15/01/2015 - Pág. B2


Apesar da queda superior a 60% do preço da nafta no mercado internacional desde meados do ano passado, acompanhando o recuo acelerado da cotação do barril de petróleo, a indústria brasileira de produtos plásticos segue desalinhada do mercado global, conforme entidades e fabricantes do setor ouvidos pelo Valor. A nafta, principal insumo, saiu de US$ 970 a tonelada na época para US$ 372 na terça-feira. No mesmo período, de pouco mais de meio ano, o barril variou da faixa de US$ 110 para US$ 45.

A avaliação é que, enquanto o valor dos produtos petroquímicos vêm caindo nos principais mercados, como Estados Unidos, Ásia e Europa, os efeitos da queda da nafta sobre os preços das resinas plásticas - as duas principais são polietileno e polipropileno - ainda não chegaram ao setor de transformação do plástico no Brasil. Pelo contrário, a desvalorização do real frente ao dólar tem puxado para cima os preços das resinas, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), Sérgio Carneiro. O último reajuste, segundo o executivo, foi aplicado em novembro.

Carneiro, contudo, diz acreditar numa tendência de queda nos preços dos insumos petroquímicos para a indústria de plásticos já a partir deste mês. "Existe uma expectativa de que haja reajustes para baixo na segunda quinzena para os polímeros consumidos pela cadeia de transformadores, como polietileno e polipropileno", disse o presidente da Abief.

A aposta do executivo é que a terceira geração da indústria petroquímica (setor de transformação de plásticos) aproveite o momento para equilibrar melhor suas margens, apertadas pelos reajustes dos preços dos petroquímicos em 2014. "A velocidade de reajustes no segundo semestre de 2014 foi muito grande e os transformadores têm trabalhado com margens apertadas. Com a interrupção do ciclo de reajustes em novembro e diante da expectativa de baixa nos preços da matéria-prima, o setor terá tempo para equalizar as margens. É emergencial", defende Carneiro.

Enquanto isso, os preços dos produtos petroquímicos caíram em dezembro cerca de 10%, nos principais mercados do mundo, na comparação com novembro, de acordo com índice global IPEX, da consultoria ICIS, composto por 12 produtos, entre eles etileno, metanol, PVC, polietileno e polipropileno. Desde julho, a queda do índice, que considera os mercados dos EUA, nordeste da Ásia e Europa, é de 23%.

"A pressão para baixo dos preços no mercado internacional vai acabar pressionando os preços aqui, só que o mercado brasileiro não funciona como um mercado aberto, como os EUA e Ásia. Embora a indústria petroquímica de certa maneira esteja relacionada com o mercado global de commodities, não devemos esperar que esse repasse aconteça rápido", afirma o diretor e sócio da consultoria MaxiQuim, João Luiz Zuñeda, que também aposta num cenário de queda de preços das resinas no curto prazo no Brasil.

Zuñeda avalia que num primeiro momento os produtores aproveitarão para recuperar margens, mas que os preços das resinas vão cair. "No curto prazo, os preços vão se acomodar num viés de baixa. Isso vai ter que acontecer. Queira ou não queira, o preço do petróleo está caindo, aumentando a rentabilidade da indústria de plásticos no mundo", diz.

Para o consultor, a redução dos preços dará um fôlego para que essa indústria invista e recomponha suas margens. Zuñeda, contudo, destacou que o recuo dos preços, sozinho, não resolverá os entraves dos investimentos do setor petroquímico no Brasil, no longo prazo. Ele cita a necessidade de recuperação da capacidade de investimento da Petrobras e de revisão das fórmulas de precificação da nafta negociada pela estatal, para que os preços reflitam os preços praticados nos mercados mais competitivos do mundo.

"A Braskem está trabalhando com uma fórmula em aberto, sem saber o que pode acontecer. Como investir assim no Brasil? A fórmula atual está relacionada aos preços da Europa e nos mercados mais competitivos, que incluem os EUA e Oriente Médio. Estamos nos relacionando com uma fórmula atrelada aos preços mais caros da nafta. Assim, a nafta no Brasil sempre vai estar mais cara em relação ao mundo, independente da cotação do preço do petróleo", disse o consultor. O mercado europeu toma por base o ARA, em referência aos portos de Amsterdã, Roterdã e Antuérpia.

Em agosto de 2014, a Braskem e a Petrobras assinaram um aditivo ao contrato de nafta, válido até o mês fevereiro, mantendo as condições atuais de fornecimento do petroquímico até o fechamento de um novo contrato de longo prazo. As indefinições em torno do acordo preocupam o setor.

A companhia petroquímica consome cerca de 10 milhões de toneladas ao ano do insumo, das quais 70% fornecidas pela estatal. A diferença é importada. A empresa tem dito que o acordo visa chegar a "uma equação que dê competitividade para a cadeia petroquímica do país como um todo". Procurada, a Braskem não se pronunciou sobre o assunto.

De acordo o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), Fernando Figueiredo, desde que Braskem e Petrobras começaram a conversar, os preços do petróleo e da nafta no mercado internacional despencaram, aumentando as incertezas sobre o novo contrato.

"É outro mundo. Por um lado, [a retração do preço do barril] deveria haver uma queda no preço da nafta. De outro, a gente sabe da necessidade de a Petrobras em recuperar seu caixa. Eu posso imaginar que a discussão está bem mais complicada agora", afirmou.

Segundo uma fonte do setor, a queda nos preços dos insumos básicos, como a nafta, afeta as margens da chamada primeira geração (caso da Braskem) e, no curto prazo, com a volatilidade nos preços do petróleo, o impacto é maior, pois teve de fazer estoques com insumos mais caros.

O futuro é ainda de incerteza e vai depender muito de como o mercado vai se acomodar e quando o preço do barril vai parar de cair. No atual patamar, o mercado vai tender a um ajuste estrutural (produção e investimentos).

POSICIONAMENTO DA ABIEF SOBRE DECRETO REFERENTE SACOLAS PLÁSTICAS SP   

Na última quarta-feira, dia 7, o prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, convocou a imprensa para esclarecer o Decreto No 55.827.

Janeiro, 2015

São Paulo, 09 de janeiro de 2015

Caro Associado,


Na última quarta-feira, dia 7, o prefeito da cidade de São Paulo, Fernando Haddad, convocou a imprensa para esclarecer o Decreto No 55.827, de 6 de janeiro de 2015, que versa sobre a distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas a consumidores no município.

A intenção deste decreto é regulamentar a Lei No 15.374/11. O decreto prevê a substituição das sacolas plásticas feitas de polietileno por sacolas nas cores verde e cinza, ambas feitas com matéria-prima renovável.

O decreto, que deveria apenas regulamentar, vai além, pois cria novas obrigações, onera o consumidor e impõe a ele responsabilidades que deveriam caber ao Poder Público. O referido decreto também apresenta falhas em sua redação, trazendo a ampliação das sanções aos eventuais infratores.

Existe ainda o questionamento junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que deverá se desdobrar nos próximos dias. Nele, discute-se a legalidade da própria lei 14.374/11 que deu origem ao decreto. Cabe lembrar que o próprio Tribunal já se manifestou, por 41 vezes, contra a legitimidade dos municípios legislarem acerca das sacolas plásticas.

No dia 21, teremos o julgamento dos embargos de declaração que poderão dar novas perspectivas ao tema. Temos razões para nos manter otimistas: em primeiro lugar, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo não é a ultima instância para a discussão da matéria; em segundo, dispomos de argumentos sólidos para que os Tribunais superiores nos sejam favoráveis.

Ressalte-se ainda que o diálogo com a Prefeitura paulistana está em curso. Nosso objetivo, com este Comunicado, é eliminar ruídos, evitar informações desencontradas e tranquilizar a indústria, garantindo a normalidade do setor.

Acreditamos que a Justiça decidirá favoravelmente em prol dos interesses dos trabalhadores e consumidores como já fez anteriormente. Informamos ainda que o setor manterá o funcionamento dentro da normalidade.



Atenciosamente,

Sergio Carneiro
Presidente

SACOLINHAS COMUNS SAEM DOS SUPERMERCADOS EM FEVEREIRO   

A partir do dia 5, apenas sacolas padronizadas poderão ser usadas. Novas sacolas só poderão ser usadas para descartar lixo reciclável.

Janeiro, 2015

Sacolinhas comuns saem dos supermercados em fevereiro
IDEC - WEB - WEB - 09/01/2015

A partir do dia 5, apenas sacolas padronizadas poderão ser usadas. Novas sacolas só poderão ser usadas para descartar lixo reciclável.As sacolinhas comuns serão banidas dos supermercados paulistanos até 5 de fevereiro. No lugar delas, entra uma embalagem de cor verde, de material de origem vegetal e que, obrigatoriamente, só pode ser reutilizada para coleta seletiva.O novo tipo de sacolinha está previsto no decreto publicado nesta quarta-feira (7) pela Prefeitura de São Paulo, que padroniza as embalagens que podem ser distribuídas pelo comércio. O texto encerra uma polêmica que se arrastava desde 2011 (leia mais abaixo).A cobrança ou não das sacolas ficará a critério dos mercados, como ocorre atualmente. A Prefeitura afirma que está proibido o uso das sacolas de cor verde para o lixo orgânico ou indefinível. A fiscalização do uso das sacolas verdes será realizada pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.O comerciante que desrespeitar a lei poderá receber uma multa de R$ 500 a R$ 2 milhões, de acordo com a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente. Já o cidadão que não cumprir as regras poderá receber advertência e, em caso de reincidência, poderá ter que pagar uma multa com valor entre R$ 50 e R$ 500.Sem estipular prazo, a Prefeitura pretende futuramente padronizar também os tipos de sacolas que poderão ser usadas para "lixo orgânico" (na cor marrom e produzidas com material biodegradável) e para "lixo indefinível" (na cor cinza, destinada a produtos que não se encaixam nas outras duas definições de resíduos, como fraldas).ReeducaçãoPara o prefeito Fernando Haddad (PT), a proibição da sacolinha comum, que é derivada do petróleo e não biodegradável, e o aumento da coleta seletiva são fundamentais para o futuro. "Precisamos nos reeducar para vivermos em uma cidade. Às vezes é mais cômodo jogar lixo na rua, mas não é o mais adequado."A promessa da administração municipal é universalizar a coleta seletiva em 2016. Até agora, segundo a Prefeitura, 86 das 96 subprefeituras já contam com o serviço. Segundo o secretário de Serviços, Simão Pedro, atualmente a coleta total de lixo na cidade é de cerca de 12 toneladas por dia.Polêmica das sacolinhasA criação de uma sacola padronizada foi a solução encontrada pelo prefeito Haddad para encerrar a polêmica das sacolinhas. Uma lei municipal de 2011 previa o fim da distribuição gratuita das sacolinhas. Entretanto, a lei também determinava que os "estabelecimentos comerciais devem estimular o uso de sacolas reutilizáveis".Em novembro, Haddad disse que chegou a um entendimento com supermercadistas, ambientalistas e representantes da indústria química.A lei 15.374/11, que trata da proibição da distribuição de sacolas plásticas a consumidores no comércio de São Paulo, não tinha sido regulamentada pela Prefeitura. Sem regras complementares emitidas pelo administrativo municipal, não havia como orientar a fiscalização. Na prática, a lei não tinha como ser aplicada.Apesar disso, a distribuição de sacolas chegou a ser impedida durante dois meses em 2012, mas graças a um acordo entre associações e Ministério Público e não propriamente pela aplicação plena da lei. Paralelamente ao acordo, advogados das asssociações buscavam derrubar a aplicação, e o principal argumento é que a lei seria inconstitucional.Entretanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) publicou em novembro de 2014 um acórdão que declara a constitucionalidade da lei.A batalha jurídica da indústria de material plástico para manter as sacolinhas nos supermercados começou em 2007, quando o município de Santos aprovou uma lei banindo esse tipo de embalagem. Depois disso, mais de 40 cidades paulistas tiveram leis semelhantes publicadas e declaradas inconstitucionais pelo mesmo TJ-SP. A exceção no TJ-SP foi o caso de São Paulo.O defesa do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo tinha a esperança de que o Supremo Tribunal Federal (STF) examine a possibilidade de dar repercussão geral à matéria e solucionar de uma vez por todas o impasse sobre a possibilidade ou não de municípios legislarem sobre o tema.

SÃO PAULO TERÁ NOVO MODELO DE SACOLA A PARTIR DE FEVEREIRO   

Os estabelecimentos comerciais da capital paulista têm até o dia 05/02 para adaptar-se ao novo modelo de sacola previsto Decreto 55.827.

Janeiro, 2015

São Paulo terá novo modelo de sacola de supermercado a partir de fevereiro
BLOG SALA DE NOTÍCIAS - WEB - WEB - 10/01/2015

Os estabelecimentos comerciais da capital paulista têm até o dia 5 de fevereiro para adaptar-se ao novo modelo de sacola padronizada, previsto no Decreto 55.827, publicado dia (7) no Diário Oficial do município. As novas regras regulamentam a Lei 15.374 de 2011, que proíbe a distribuição gratuita ou a venda das tradicionais embalagens plásticas no comércio.As novas sacolas de supermercado, verdes e maiores que as tradicionais, serão feitas com material renovável e poderão ser utilizadas somente para descarte do lixo reciclável. Quem usar a sacola padronizada para descartar lixo orgânico, poderá ser advertido e até multado.Com as sanções, a prefeitura quer evitar que as novas sacolas acabem nos lixões, junto com os resíduos que não são reciclados. “Essa é a garantia de que a sacola não vai para o aterro, de que vai para a central de triagem”, disse o prefeito Fernando Haddad. “O objetivo é uma campanha de conscientização em torno da importância da coleta seletiva”.O prefeito destacou que o novo modelo de sacola poderá ser identificado pela cor, estampa e instruções de uso impressas na própria embalagem. “Aproveitamos a lei que proíbe a sacola plástica no mercado e criamos um padrão. É uma sacola própria para a coleta seletiva. A ideia é que a pessoa que faz compras no supermercado utilize a mesma sacola que leva as compras para casa para colocar as embalagens dos produtos consumidos”, disse.Perguntado sobre a possibilidade de cobrança adicional pela distribuição do novo modelo nos supermercados, Haddad disse que o valor para produção é o mesmo das antigas sacolas e que a administração pública não regulamenta a distribuição gratuita. Segundo ele, o comércio tem a opção de doar ou cobrar pela embalagem, mas costuma fazer a doação para atrair o consumidor por causa da concorrência entre os supermercados.A Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente será responsável pela fiscalização do uso das sacolas. De acordo com a prefeitura, o comerciante que desrespeitar a lei poderá ser multado de R$ 500 a R$ 2 milhões, considerando a gravidade e o impacto ao meio ambiente. Os consumidores poderão receber advertência e multas que variam de R$ 50 a R$ 500, em caso de reincidência.Apesar do novo estímulo à coleta seletiva, o serviço ainda não chega a todos os pontos da cidade. Dos 96 distritos de São Paulo, 86 são atendidos, segundo Haddad, que disse que a cobertura será ampliada.Em nota, a Associação Paulista de Supermercados (Apas), disse que está analisando “o conteúdo da norma para melhor compreensão de seu objetivo, possíveis impactos e a efetividade da medida”.Agência BrasilImagens aéreas da cidade de São Paulo

NOVOS RUMOS PARA A INDÚSTRIA DO PLÁSTICO   

Os plásticos têm contribuído ao longo dos anos para o desenvolvimento social, crescimento econômico e fortalecimento da indústria brasileira

Janeiro, 2015

Novos rumos para a indústria do plástico
Luciano Guidolin e José Ricardo Roriz Coelho

Os plásticos têm contribuído substancialmente ao longo dos anos para o desenvolvimento social, crescimento econômico e fortalecimento da indústria brasileira. Por ser um produto versátil, competitivo, inovador, além de reciclável, ele participa de diversos setores, promovendo leveza, higiene, segurança, bem estar e qualidade de vida. Presente nos mais variados segmentos, é impossível imaginar a vida moderna sem o plástico.
Desde o agronegócio, utensílios domésticos, construção civil, saneamento básico, no combate à fome, em aparatos tecnológicos que existem para facilitar a vida moderna; e até nas roupas que vestimos.
Os desafios para seguir atendendo às demandas da sociedade, produzindo com inovação, tecnologia, competitividade e respeito ao meio ambiente pedem um novo olhar desta indústria. Em uma iniciativa inédita, a segunda e a terceira gerações da cadeia produtiva dos plásticos se unem para promover o reconhecimento da importância do produto em tantos setores da sociedade e, dessa forma, agregar valor a essa indústria no mercado.
O Programa de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast) é uma iniciativa pioneira da Braskem e da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Foi lançado em 2013 com propostas para a melhoria continuada nas exportações (meta de dobrar a exportação de transformados plásticos em dois anos), na qualificação e inovação (com ações de capacitação) e na valorização da imagem do plástico.
Os primeiros resultados do PICPlast mostram que a indústria brasileira de transformação plástica tem muito a ganhar com esta iniciativa. Já são quase 30 empresas que aderiram ao programa de preços incentivado à exportação contribuindo com aumento das vendas externas de manufaturados plásticos "made in Brazil".
Isso sem falar nas quase 150 empresas que participaram de treinamento, feiras e eventos, recebendo capacitação em exportação, estratégia indispensável para o empresário ter conhecimento sobre o mercado internacional e os aspectos técnicos para melhor atuação externa.
Para ampliar esse trabalho foi criado um Fundo Setorial, que receberá aportes financeiros dos produtores de resinas e da cadeia de transformação para subsidiar as ações de promoção das vantagens do plástico, programas de educação ambiental e consumo responsável, comunicação e suporte para ampliação da reciclagem do plástico no Brasil.
O Fundo Setorial, administrado por um Comitê Gestor formado por representantes da cadeia produtiva, é uma ferramenta para promover uma mudança de percepção da sociedade sobre o plástico, para que elas conheçam sua aplicabilidade, todo o potencial de inovação do produto e os benefícios que proporciona à vida das pessoas.
O PICPlast é um passo sem precedentes e que demonstra a maturidade destes dois elos da cadeia produtiva. Com essa ação conjunta o setor escreverá uma nova etapa da indústria brasileira do plástico, estabelecerá um novo patamar de produção, de inovação, de relacionamento com a sociedade e com o meio ambiente, e de atuação no mercado global.
Luciano Guidolin e José Ricardo Roriz Coelho são, respectivamente, vice-presidente da Braskem e presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).

redacao@brasileconomico.com.br

PLÁSTICO AJUDA A ELEVAR A PRODUTIVIDADE EM 30%   

Filme da Braskem impede o crescimento de ervas daninhas e reduz o agrotóxico. Hoje é possível controlar o crescimento a partir do filme.

Dezembro, 2014

Plástico ajuda a elevar a produtividade em 30%
BRASIL ECONÔMICO - ESPECIAL NOVAS TECNOLOGIAS - SÃO PAULO - SP - 10/12/2014 - Pág. 06


Plástico ajuda a elevar a produtividade em 30%
Filme da Braskem impede o crescimento de ervas daninhas e reduz o agrotóxico

Com o avanço da inovação, hoje é possível controlar o crescimento de ervas daninhas a partir de filme plástico. A Braskem desenvolveu, em parceria com a Electro Plastic, produto chamado mulching, que pode ser aplicado em culturas como alface, tomate, morango e, mais recentemente, na plantação de laranja. "O grande objetivo é barrar a passagem de luz para evitar o crescimento de ervas daninhas, que competem pelos nutrientes do solo com o alimento. Com isso, é possível reduzir a quantidade de agrotóxicos", explica Ana Paiva, especialista em desenvolvimento de mercado da Braskem.

O lado branco, de fora, reflete a luz e não absorve tanto calor; o preto, de dentro, barra o sol e a fotossíntese, provocando a retenção de água, já que a evaporação é reduzida. Para aplicação em pés de laranja, o produto, que está em testes há dois anos e meio, dura 18 meses, mas, dependendo do manejo, pode ganhar mais um ano. "O resultado, porém, que evita o aparecimento de ervas daninhas, se estende por dez anos, já que a partir de dois anos e meio, em média, o mulching não é mais necessário pelo fato de a árvore já fazer sombra", complementa Cristiano Rolla, gerente comercial da Braskem.
Ana sustenta que o investimento se paga em seis meses, já que, sem ervas daninhas, diminui-se consideravelmente o gasto com carpina. Além disso, o volume da copa da árvore cresce até 67% mais que em áreas sem mulching, isso, comparando plantas dentro de uma mesma fazenda, destaca. "A produtividade fica até 30% maior em massa, ou seja, peso."
Outra inovação também gerada a partir de resinas é o silobouça de plástico, túnel que guarda até 200 toneladas de grãos que precisam ser armazenados até o momento da venda, mas não cabem mais no silo principal, o metálico, que geralmente tem capacidade de 100 mil. "Ele vai complementar o espaço para armazenar e a um custo bem menor, já que é descartável", diz a especialista. "No Brasil sempre tivemos área, mas, nos últimos anos, a produtividade vem crescendo em velocidade acima da do aumento dos terrenos. Como não há lugar para armazenar para todo mundo, que colhe ao mesmo tempo, e o preço do frete é alto, o que encarece os gastos com o produto, é uma solução acessória. Na Europa, onde o espaço é exíguo, o consumo de plástico é bastante disseminado", completa Rolla. Para se ter ideia, no País é usado um décimo de todo o plástico voltado à agricultura adotado na China
e nos Estados Unidos.
A Braskem possui, ainda, estufa (estrutura metálica com cobertura de filme plástico) que controla a velocidade de secagem do cacau. "Um chocolate gourmet, por exemplo, que exige melhor qualidade gerada nesse processo, pode gerar o dobro do ganho para o produtor", diz Ana. "Sem contar que é usada energia solar, tem apelo sustentável", destaca Rolla. Essa tecnologia, lançada no fim do ano passado, pode ser adaptada ao café também.

INDÚSTRIA DO PLÁSTICO ESPERA ALTA DE 1% NA PRODUÇÃO EM 205 APÓS QUEDA   

A Abiplast estimou que a produção de transformados plásticos do Brasil deve cair 2,7% em 2014 e avançar apenas 1% em 2015 .

Dezembro, 2014

Indústria do plástico espera alta de 1% na produção em 2015 após queda neste ano
Folha de S. Paulo – 09/12/2014
Após iniciar o ano com perspectiva positiva para o setor, a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico) estimou nesta segunda-feira (8) que a produção de transformados plásticos do Brasil deve cair 2,7% em 2014 e avançar apenas 1% em 2015, em linha com a expectativa de expansão da produção industrial brasileira.
A produção física do setor de plásticos deve somar 6,24 milhões de toneladas neste ano, voltando ao patamar de 2010, e exibir apenas ligeira alta, para 6,3 milhões de toneladas, em 2015.
Segundo o presidente da Abiplast, José Roriz Coelho, a queda da produção neste ano se concentrou no segundo e no terceiro trimestres, quando recuou 7% ante o mesmo período de 2013, apesar dos períodos registrarem tradicionalmente melhores volumes. "É uma queda que surpreende, ao longo do ano imaginamos crescimento. Pensamos que a Copa ia puxar o consumo, mas nada aconteceu", disse Coelho.
Na sua avaliação, o desempenho negativo do setor reflete o exibido na maioria dos setores da indústria. "Os consumidores perceberam que estamos em crise e diminuíram o consumo", disse. Em 2015, na visão da Abiplast, a indústria pode iniciar sua recuperação, dependendo de eventuais ajustes do governo na economia, mas deve continuar enfrentando problemas relacionados a energia, água e baixo crescimento.
Apesar de um dólar mais valorizado ante o real, que poderia favorecer exportações, a Abiplast apontou que o preço de matérias-primas para a indústria deve aumentar. "Na matéria-prima, temos poucos fornecedores, que repassam o câmbio com facilidade, mas nós temos dificuldade para repassar isso para as empresas", afirmou Coelho.
Por outro lado, os maiores preços da energia por conta da baixa pluviosidade podem favorecer o setor no ano que vem. A expectativa é de uma maior substituição por parte da indústria de materiais cuja produção consome mais eletricidade, como o alumínio, o aço e o vidro, pelo plástico.
A Abiplast informou ainda que o consumo aparente de transformados plásticos deve recuar 1,7%, para 6,78 milhões de toneladas, em 2014 e o faturamento deve ficar em R$ 66,66 bilhões, baixa de 6,45% sobre 2013. Para 2015, a expectativa é de estabilidade no nível de faturamento e crescimento de 2% no consumo aparente, a 6,9 milhões de toneladas, reflexo do aumento esperado de 6% das importações.
O deficit na balança comercial do setor deve aumentar 8%, com as importações avançando em ritmo mais expressivo que as exportações, cuja alta esperada é de 0,5%. O deficit deve terminar este ano em US$ 2,59 bilhões, ou 540 mil toneladas.

PESQUISADORES CRIAM PLÁSTICO QUE SE DESMANCHA QUANDO EXPOSTO A LUZ   

Pesquisadores da Universidade de Dakota, Estados Unidos, criaram uma espécie de plástico biodegradável que se decompõe quando exposto à luz.

Dezembro, 2014


Pesquisadores criam plástico que se desmancha quando exposto à luz
FECOMÉRCIO - WEB - WEB - 08/12/2014

Pesquisadores da Universidade de Dakota do Norte, nos Estados Unidos, criaram uma espécie de plástico biodegradável que se decompõe quando exposto à luz.A novidade pode ser a grande solução para um dos principais problemas do descarte de lixo nos centros urbanos. Somente no Brasil, o plástico representa 13,5% do total descartado. Quando eliminado de forma incorreta, o material acarreta uma série de problemas ambientais, entre eles, o chorume, líquido altamente tóxico que resulta da fragmentação do resíduo.O novo plástico foi criado à base de frutose, que deu origem a uma solução de moléculas, convertida em seguida em polímero. No estudo, depois de exposto à luz ultravioleta por três horas, o polímero voltou ao estado original.O composto ainda passará por testes de durabilidade e de força antes de ser comercializado. Nos próximos dois anos, os pesquisadores vão se concentrar na aplicação da novidade em eletrônicos e peças automotivas.Fonte: Pensamento Verde

BRASKEM E PETROBRAS NÃO CHEGAM A ACORDO SOBRE NAFTA   

Discussões entre as empresas vão além do reajuste de cerca de 6% nos preços do insumo, fornecido pela Petrobrás.

Dezembro, 2014

Braskem e Petrobras não chegam a acordo sobre nafta
O ESTADO DE S. PAULO - ECONOMIA & NEGÓCIOS - SÃO PAULO - SP - 03/12/2014


Discussões entre as empresas vão além do reajuste de cerca de 6% nos preços do insumo, fornecido pela Petrobrás
A petroquímica Braskem e a Petrobrás estão longe de chegar a um entendimento sobre o fornecimento da nafta, principal matéria-prima para produção de resinas termoplásticas. As duas companhias, que também são sócias, discutem há pouco mais de um ano os termos de um novo contrato.
O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apurou que as discussões entre as empresas não se restringiram à intenção da Petrobrás de reajustar, em cerca de 6%, o valor do contrato. A proposta da Braskem era garantir preços mais competitivos, para reduzir a diferença de custo em relação à petroquímica americana abastecida com gás de xisto ("shale gas"), matéria-prima muito mais competitiva.
A Petrobrás, por outro lado, mostrou-se irredutível em meio a turbulências, iniciadas pelos problemas de caixa, incertezas sobre as eleições e mais recentemente as denúncias de corrupção investigadas na Operação Lava Jato. "O que ocorre é, de um lado, a discussão de um plano de longo prazo (para abastecimento da indústria), e de outro o foco no balanço do petróleo e da gasolina do mês seguinte", comparou uma fonte a par das negociações, que não quis se identificar.
Urgência. A Braskem tem pressa para fechar um contrato de longo prazo para o fornecimento de sua principal matéria-prima. O último acordo entre as companhias vigorou entre 2009 e fevereiro deste ano.
Como não chegaram a um acordo, já que a estatal queria um reajuste, as companhias firmaram um contrato aditivo, válido por seis meses. O prazo venceu em agosto, mas o segundo contrato aditivo trouxe uma particularidade. O preço do insumo fica indefinido: as condições estabelecidas em um novo contrato de longo prazo devem ser retroativas à data de assinatura do último aditivo.
"Estamos trabalhando com um preço em aberto, o que significa uma incerteza crítica para uma indústria", destacou o presidente da Braskem, Carlos Fadigas, no início de novembro. A situação perdura até hoje. A Petrobrás não comenta o assunto. ABraskem quer que o óleo e o gás do pré-sal possam reduzir o custo do insumo, dando maior competitividade à petroquímica. O gás de xisto tem preço muito mais competitivo que a nafta, mesmo com a queda de quase 20% do insumo petroquímico entre o fim de setembro e novembro (de cerca de US$ 800 a tonelada para US$ 650), como reflexo da queda do petróleo no mercado internacional. Mesmo com o recuo, as margens de in-sumos básicos da petroquímica continuem apertadas.
Essa combinação de fatores pode levar as negociações entre as empresas a novos acordos provisórios. Em meio a esse impasse, a situação financeira da Petrobrás sugere que a diretoria da estatal deve manter postura dura, disse a fonte. "Ninguém na Petrobrás quer, neste momento, se comprometer com nada", disse outra fonte.

COERÊNCIA E SUSTENTABILIDADE   

A sustentabilidade está na moda. Porém, nem sempre o que está na moda é sustentável. Há uma série de fatores que definem um produto...

Novembro, 2014

Alfredo Schmitt: Coerência e sustentabilidade
O DIA RJ - WEB - WEB - 17/11/2014

Rio - A sustentabilidade está na moda. Porém, nem sempre o que está na moda é sustentável. Há uma série de fatores que definem um produto ser ou não sustentável, entre eles o estudo de seu ciclo de vida, desde a extração da matéria-prima, passando pela análise do consumo de água e energia na produção, até seu destino final, além dos benefícios que proporcionam à população, social e econômico, e os impactos ambientais. Sem conhecer esses fatores, é difícil julgar o que consumir e se a escolha entre um ou outro produto é acertada. Mas há quem julgue. E pior, há quem julgue e contamine a população com os chamados “modismos”, sem nenhum embasamento técnico ou científico.O tema do momento é a sacola plástica, onde seu uso volta a ser discutido. Mas pensando em sustentabilidade, quem se beneficia sem as sacolas plásticas? Não é a população, certamente. Em primeiro lugar, pela preferência: pesquisa do Instituto Datafolha diz que 84% dos consumidores apontam as sacolas plásticas como meio mais frequente para carregar as compras.Em segundo lugar, pelo custo. Estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) mostra que, se as sacolas fossem banidas, o custo mensal com embalagens para transporte das compras e descarte de lixo aumentaria 146,1% para cada família.Seria então o meio ambiente? Não. O governo britânico estudou o impacto ambiental de diversos tipos de sacolas e mostrou que a sacolinha de plástico tem melhor desempenho ambiental em 8 das 9 categorias avaliadas.Conclusão: quem perde com a não distribuição gratuita das sacolinhas é o consumidor e o meio ambiente. Quem ganha são os supermercados e seus defensores diretos e indiretos. Os fashionistas que me desculpem. Sustentabilidade não se desenvolve com modismos ou com o banimento de qualquer produto, pois radicalismos e medidas unilaterais sempre apresentam a conta no futuro. Sustentabilidade se faz com informação correta e ações consistentes de responsabilidade.Alfredo Schmitt é diretor da Abief

INSTITUTO EMBALAGENS PROMOVE DISCUSSÃO EMBALAGEM & SUSTENTABILIDADE   

Instituto de Embalagens realizou seu 8o workshop sobre a delicada questão Embalagem & Sustentabilidade, realizado na sede da CNI, em SP.

Novembro, 2014

Instituto de Embalagens promove discussão de alto nível sobre Embalagem & Sustentabilidade

Em 5 de novembro, o Instituto de Embalagens realizou seu 8o workshop sobre a delicada questão Embalagem & Sustentabilidade. Realizado na sede da Confederação Nacional da Indústria – CNI, em São Paulo, o evento foi prestigiado por mais de cem profissionais do setor de embalagens, além da imprensa especializada.
Promover o conhecimento sobre embalagens por meio de cursos, palestras e workshops é a missão do Instituto de Embalagens.
Assunta Camilo, diretora do Instituto, abriu a discussão apontando o estágio atual do tema na sociedade. Afirmou que o momento exige que o setor se posicione e destaque o importante papel das embalagens para a qualidade de vida e promova a educação ambiental a partir das próprias embalagens.
O professor e coordenador do núcleo de materiais do Instituto de Embalagens, Cláudio Marcondes, apresentou os conceitos de análise de ciclo de vida e de reciclagem. Já Ricardo Lopes Garcia, representante do assunto na FIESP, explicou aos participantes a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS.
Eduardo Gianini, mestre em bioética e gerente da Papirus, falou sobre economia circular, destacando o caso do Grupo Pão de Açúcar com o ciclo verde Taeq®. O programa “Novo de Novo”® conseguiu fechar um ciclo para a reciclagem de papelcartão.
Representando a área ambiental da TetraPak, Juliana Seidel discorreu sobre alternativas para a reciclagem das embalagens longa vida e sobre o serviço oferecido pela empresa disponível no site: www.rotadareciclagem.com.br.
Murilo Feltran, gerente de negócios da BASF, relatou o projeto de compostagem que a empresa adotou em Mogi Mirim, mobilizando toda a cidade num exemplo real de participação popular.
Representando a Greif, Gustavo Melo, gerente de marketing e Sérgio Petroni, gerente comercial, mostraram o caminho da sustentabilidade em embalagens industriais e relataram o case do PackH2O® (“mochila” para transportar água), que recentemente ganhou um prêmio pela importante contribuição para situações de desastres ambientais ou de conflitos, possibilitando a entrega de água para a população carente.
Ao final, Assunta Camilo ainda detalhou o tema “Rotulagem ambiental” e abordou conceitos das embalagens amigas do meio ambiente.
Na conclusão do dia houve um debate entre os participantes, e Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade do Grupo Carrefour, pontuou a importância do varejo na questão, uma vez que no mínimo um milhão de consumidores circulam a cada dia apenas nas lojas do grupo.
A avaliação dos presentes foi positiva, já que saíram do workshop com informações atualizadas e material suficiente para poder discutir e refletir sobre o assunto.
O evento foi patrocinado pelas empresas AGFA, BASF, FuturePack, Greif, Papirus e TetraPak, e teve apoio de várias entidades.
Serviço:
O calendário de cursos e eventos de 2015 do Instituto de Embalagens está disponível no website: www.institutodeembalagens.com.br.
Mais informações podem ser adquiridas pelo telefone: + 11 2854-7770 ou pelo e-mail: atendimento@institutodeembalagens.com.br .

INDÚSTRIA DO PLÁSTICO É DEBATIDA NO RIO GRANDE DO SUL   

Para mostrar a verdadeira importância do plástico, o 1º Congresso Brasileiro do Plástico reuniu especialistas nacionais e internacionais...

Novembro, 2014

Importância do plástico é debatida no RS
Tribuna da Bahia – 10/11/2014

Para mostrar a verdadeira importância do plástico na vida das pessoas, o 1º Congresso Brasileiro do Plástico reuniu no dia 6, em Porto Alegre (RS), especialistas nacionais e internacionais ligados ao setor do plástico, além de representantes de diversos segmentos. Esse foi o primeiro congresso realizado na América Latina com o objetivo de mostrar, de forma prática e detalhada, os avanços realizados no setor do plástico, bem como sua essencialidade no cotidiano. O evento aconteceu na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), e é uma iniciativa de três sindicatos do Rio Grande do Sul, com o patrocínio da Braskem.
Benefícios
Sob a perspectiva de que o plástico não é bem visto pela sociedade, o presidente do congresso, Alfredo Schmitt, afirma que a população precisa tomar conhecimento de todos os benefícios trazidos pelo plástico. “A gente quer mostrar à sociedade como nós estamos presentes, como nós temos soluções para oferecer. Pretendemos mostrar que o plástico é um produto inteligente, fundamental e indispensável na vida das pessoas. Nós queremos mostrar que nós geramos emprego e renda, e que estamos aptos para trazer conforto; principalmente na saúde, na alimentação, e no saneamento.”, disse Schmitt. Em função da correria diária, a presença do plástico muitas vezes não é notada. Mas é só prestar atenção nos arredores para notar a presença desse material em diversos objetos.
Embalagens inteligentes
Os palestrantes do congresso exaltaram a importância do plástico para a medicina avançada, segurança alimentar, estímulo ao desenvolvimento humano, combate a fome, soluções em saneamento, embalagens inteligentes, sustentabilidade e qualidade de vida. Para debater sobre essas nuances mundiais, o congresso trouxe palestrantes internacionais, como o diretor do Centro de Distribuição de Alimentos e Varejo da Universidade da Flórida (CFDR), Dr. Jeffrey Brecht, que falou sobre as embalagens plásticas para produtos frescos e sua contribuição para a segurança alimentar e redução da fome no mundo. Ressaltando a importância do plástico na embalagem dos alimentos, Brecht explicou que o plástico é a melhor opção para evitar a deterioração dos alimentos, bem como a perda de água no sistema de distribuição. O palestrante francês Bernard Le Moine, membro do Comitê Francês de Plásticos na Agricultura (CPA); e o brasileiro Álvaro Azanha, Consultor de inovação da Innovation Center da BRF abordaram sobre a empregabilidade na proteção dos alimentos, na utilização no transporte e distribuição, na criação de soluções para estocagem e embalagem, além do armazenamento da água. O baixo custo do material e sua contribuição para prolongar a vida útil do alimento também foi destaque.
Plastivida
Já o presidente do Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida), Miguel Bahiense; e o diretor de Tecnologia, Qualidade, Sustentabilidade e Inovação da Tigre S.A. colocou em pauta a importância do plástico na adequação do fornecimento de água, bem como a criação de sistemas eficientes de saneamento básico e a relação destes fatores com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro. Ratificando sobre o discurso prejudicial do plástico feito pela população, Miguel Bahiense quer que a indústria do plástico estreite relacionamento com a população. “Sim, temos que explicar a sociedade [o lado positivo do plástico], porque causamos impactos. O fato é que temos que defender o setor, e também propor soluções. Nós temos que encontrar o senso comum para evoluir enquanto sociedade. A gente precisa fazer com que os benefícios trazidos pelo plástico cheguem à sociedade. Educação ambiental é fundamental nesse processo”, relatou.
Bom para o meio ambiente
Muitas empresas já cuidam do material plástico, trabalhando com a reciclagem. Durante o congresso, indústrias do setor também foram incentivadas a tomar a mesma iniciativa. Mas acima de tudo, o setor do plástico que conscientizar a população. “Artefato de plástico não tem pernas, não tem asas e nem nadadeiras. Se eles estão em algum local incorreto, é porque o descarte não foi adequado. Tem muita gente que se pergunta ‘que planeta vamos deixar para os nossos filhos?’. Mas o certo é: ‘que filhos nós vamos deixar para o planeta?’. Tem muita informação incorreta, sem fundamento. O que a gente quer é justamente trazer a informação verdadeira. Assim sendo, a gente tem condição de conseguir muito mais ganho”, concluiu o presidente do Congresso do Plástico, Alfredo Schmitt.
Simplas
Com a finalidade de mostrar o desenvolvimento do plástico, durante todo o congresso estiveram expostos na Fiergs cenários representando a vida com e sem o material. O evento foi uma iniciativa do Sindicato das Indústrias de Material plástico do Nordeste Gaúcho (Simplas), Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Vale dos Vinhedos (Simplavi) e Sindicato das Indústrias de Material Plástico no estado do Rio Grande do Sul (Simplast). Ainda sem local definido, o 2º Congresso Brasileiro já está marcado para setembro de 2016 e, de acordo com Schmitt, há grandes chances de o evento ser realizado na Bahia .

INDÚSTRIA VAI RECORRER CONTRA LEI QUE PROÍBE SACOLAS PLÁSTICAS EM SP   

Indústria plástico deve entrar com recurso até 07/11 no TJ SP contra a decisão do órgão que definiu que é legal a lei que proíbe a sacola.

Novembro, 2014

Indústria vai recorrer contra lei que proíbe sacolinha em SP
Bem Paraná – 06/11/2014

A indústria do plástico deve entrar com recurso até a próxima sexta-feira (7) no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo contra a decisão do órgão especial do TJ que definiu que é legal a lei que proíbe a distribuição de sacolinhas plásticas na cidade de São Paulo. "Como o acórdão dessa decisão foi publicado no ´Diário Oficial´ na sexta-feira passada e disponibilizado no cartório ontem (segunda-feira, 3), temos prazo para recorrer até a próxima segunda-feira (10)", diz o advogado Jorge Luiz Kaimoti Pinto, que representa o Sindiplast (Sindicato da Indústria do Material Plástico do Estado de São Paulo). Segundo o advogado, ele deverá optar por um embargo de declaração --um recurso que tem efeito suspensivo--, o que impede a aplicação da lei e, portanto, proibição da distribuição das sacolinhas, até a decisão definitiva da Justiça sobre o assunto. Procurada, a Prefeitura de São Paulo ainda não se pronunciou sobre o tema. "Um dos argumentos do recurso é que a lei municipal contradiz outras decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo, que já negou em 42 outras ações a competência de um município legislar sobre uma matéria que é de competência da União", diz o advogado. Na quarta-feira passada (29), a Prefeitura de São Paulo começou a discutir com trabalhadores e representantes da indústria do setor plástico como será o decreto que deve regulamentar a lei 15.374, de 2011, que proíbe a distribuição de sacolinhas plásticas no município. A ideia é ouvir todos os envolvidos na questão --supermercados, lojas, consumidores, indústria e empregados. A prefeitura também aguardava a publicação do acórdão para discutir a regulamentação da lei.
Nota da indústria
Em nota, a indústria do plástico informou que "não há proibição de sacolas plásticas no município de São Paulo". "Ressaltamos que o próprio Tribunal de Justiça já negou em 42 outras ações a competência de um município de legislar sobre matéria da União. Neste caso a matéria já é regulamentada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos no que se refere a embalagens, o que inclui as sacolas plásticas", diz a nota. Ainda segundo o comunicado, a distribuição de sacolas deve ocorrer normalmente. "Nenhum estabelecimento de São Paulo ou de qualquer outro município pode adotar medidas contra a distribuição das sacolas plásticas. Reafirmamos ainda que um eventual banimento das sacolas plásticas no município de São Paulo representará um duro golpe para o consumidor, sem qualquer ganho ambiental efetivo", destaca a nota. Segundo estudo feito pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), para o setor, em caso de banimento, haverá aumento do custo mensal das famílias com embalagens em 146,1%/

DISPUTA JUDICIAL E REGULAMENTAÇÃO TRAVAM LEI DA SACOLINHA EM SP   

O TJ de SP publicou dia 03/11 acórdão que declara a constitucionalidade da lei que proíbe a distribuição sacolas plásticas no comércio de SP

Novembro, 2014


Disputa judicial e regulamentação travam lei da sacolinha em SP
Midia.com – News – 06/11/2014

O Tribunal de Justiça de São Paulo publicou na última segunda-feira (3) o acórdão que declara a constitucionalidade da lei 15.374/11, que proíbe a distribuição de sacolas plásticas a consumidores no comércio de São Paulo. No entanto, a prática continua em vigor na cidade de São Paulo porque há pendências administrativas e judiciais a serem resolvidas. A distribuição de sacolas chegou a ser impedida durante dois meses em 2012, mas graças a um acordo e não propriamente pela aplicação plena da lei. Em nota divulgada na terça-feira (4), o presidente do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast), José Ricardo Roriz Coelho, e o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens (Abief), Alfredo Schmitt, afirmam que não há proibição de sacolas plásticas no município de São Paulo, uma vez que, com a publicação do acórdão do Tribunal de Justiça, haverá recurso com efeito suspensivo. "O mercado deve continuar operando normalmente. Nenhum estabelecimento de São Paulo ou de qualquer outro município pode adotar medidas contra a distribuição das sacolas plásticas."
Embargos O Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo tem cinco dias a partir desta terça-feira (4) para entrar com embargos de declaração contra a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que declarou a lei constitucional. Apesar de ter sido aprovada em 2011 e ter sido agora declarada constitucional, a lei ainda depende de regulamentação pela Prefeitura de São Paulo. Sem regras complementares emitidas pelo administrativo municipal, não há como orientar a fiscalização. Na prática, a lei não tem como ser aplicada. A Associação Paulista de Supermercados (Apas) não se manifestou. Lei sem regulamentação
Questionado nesta terça-feira sobre seu plano para regulamentar as sacolinhas, o prefeito Fernando Haddad disse nesta terça-feira que mantém conversas tanto com o setor produtor quanto com a Associação Paulista de Supermercados. "Nós estamos em tratativas para verificar a melhor maneira de atender o setor." Haddad diz que agora a discussão da lei ocorre em outro ambiente em relação ao de dois anos atrás. "Eu acho que o impacto ambiental não é tão grande quanto se supunha, mas ao mesmo tempo tem uma demanda hoje importante para melhorar a questão do resíduo sólido. Como nós temos as centrais mecanizadas de triagem hoje, estamos universalizando a coleta seletiva", disse. "Acho que estamos num outro ambiente. Nós não estamos num ambiente de dois anos atrás em que nós tínhamos capacidade para menos de 1,8% de coleta seletiva. Hoje nossa capacidade é superior a 7%. Então nós temos que nesse novo ambiente, em que as centrais já foram instaladas, verificar a melhor maneira de proceder", explicou o prefeito.
Posição do governo
"Quem promoveu a ação foi a Associação dos Supermercados, ela que fez pressão para aprovar a lei e o setor de produção, o setor da indústria química, sobretudo, já esteve com a gente. Então nós vamos fazer uma mesa para tentar encontrar um caminho." O projeto de lei 496, que tramitava na Câmara de São Paulo tem co-autoria de 34 dos 55 vereadores, nenhum deles petista. O atual líder do PT, Alfredinho, diz que a bancada do PT na época votou contra a lei e hoje ainda mantém preocupações. "Não conversei com o governo. Não sei qual a posição do governo. Uma medida dessa traz transtornos além do transtorno ao consumidor. Tem o problema do desemprego. Não tem uma saída para ajudar nesse transtorno que o consumidor pode ter. Na minha opinião, deveria ter uma transição. Não uma medida drástica de uma hora para outra", afirma ele. A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informou que iniciará os estudos para realizar as ações compatíveis com as determinações que foram estabelecidas na lei e diz que até o momento, a SVMA não tem o decreto regulamentador pronto explicando como será feita a fiscalização da proibição do uso das sacolas plásticas. Quanto ao acórdão do TJ, a SVMA diz que aguardará a intimação oficial do Tribunal de Justiça (TJ/SP).
Batalha judicial
O sindicato entrou na Justiça com uma ação de inconstitucionalidade, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo considerou a ação improcedente. Segundo o advogado Jorge Luis Batista Kaimoti Pinto, que representa o sindicato na ação, a abertura do prazo para embargos de declaração suspende o processo novamente e também suspende a aplicabilidade de qualquer dispositivo da lei. O advogado diz que o embargo de declaração vai levantar questões de "obscuridade", "contradição" e "omissão" no julgamento da inconstitucionalidade da lei. Segundo o defensor, após o julgamento do embargo de declaração há abertura do prazo para o recurso extraordinário. "A sentença é contraditória inclusive em relação a outras 42 decisões que o próprio Tribunal de Justiça já enfrentrou declarando a lei inconstitucional", diz ele. Segundo o advogado, "não vai acontecer nada em relação a essa lei antes de 2015 porque a Justiça terá pela frente 45 dias de feriado forense e a suspensão de todos os prazos para embargo de declaração." A batalha jurídica da indústria de material plástico para manter as sacolinhas nos supermercados começou em 2007, quando o município de Santos aprovou uma lei banindo esse tipo de embalagem. Guarulhos promulgou uma lei em 2006, declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em dezembro de 2012. O projeto de lei que deu origem à lei paulistana começou a tramitar em 2007. O advogado tem a esperança de que o STF examine a possibilidade de dar repercussão geral à matéria e solucionar de uma vez por todas o impasse sobre a possibilidade ou não de municípios legislarem sobre o tema.
Acordo levou a veto em 2012
Após a promulgação da lei 15.374, em 18 de maio de 2011, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) e o Ministério Público Estadual firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta, em fevereiro de 2012, para banir as sacolinhas. Em 20 de junho de 2012, no entanto, o Conselho Superior do Ministério Público (CMSP) decidiu não homologar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre os supermercados e o Ministério Público do Consumidor para o banimento das sacolinhas. O procurador de Justiça conselheiro, Mário Antônio de Campos Tebet, entendeu que o TAC provocaria prejuízo ao consumidor, que teria de pagar pela sacolinha, ao tempo em que beneficiaria o fornecedor, que passaria a cobrar pelo fornecimento das sacolas plásticas, sem deduzir do custo de seus produtos. Em junho de 2012, a juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Central da capital paulista, determinou que os supermercados de São Paulo voltassem a distribuir embalagens "adequadas e em quantidade suficientes" gratuitamente. Além disso, determinou que os estabelecimentos passem a fornecer, também gratuitamente e em quantidade suficiente, embalagens de material biodegradável ou de papel. - Midia.com. News


INDÚSTRIA PLÁSTICO ALERTA: DISTRIBUIÇÃO SACOLAS EM SP DEVE CONTINUAR   

Distribuição de sacolas cidade de SP deve continuar na mais absoluta normalidade enquanto não houver posição definitiva justiça sobre a lei.

Novembro, 2014

Indústria do Plástico alerta: distribuição de sacolas plásticas na cidade de São Paulo deve continuar na mais absoluta normalidade enquanto não houver posição definitiva da justiça sobre a lei
MAXPRESS NET - WEB - WEB - 04/11/2014

Com relação à decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, referente à liminar que suspendia os efeitos da Lei nº. 15374/11 sobre a distribuição de sacolas plásticas no município de São Paulo, o Sindiplast e Abief esclarecem que:• Não há proibição de sacolas plásticas no município de São Paulo, uma vez que, com a publicação do Acórdão em 03/11/2014, haverá recurso com efeito suspensivo, o que impede a aplicação da lei até o entendimento definitivo da Justiça sobre o assunto;• Ressaltamos que o próprio Tribunal de Justiça – SP já negou em 42 outras ações a competência de um município de legislar sobre matéria da União. Neste caso a matéria já é regulamentada pela Política Nacional de Resíduos Sólidos no que se refere a embalagens, o que inclui as sacolas plásticas;• O mercado deve continuar operando normalmente. Nenhum estabelecimento de São Paulo ou de qualquer outro município pode adotar medidas contra a distribuição das sacolas plásticas;• Reafirmamos ainda que um eventual banimento das sacolas plásticas no município de São Paulo representará um duro golpe para o consumidor, sem qualquer ganho ambiental efetivo. Estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), divulgado recentemente pela imprensa, aponta que, em caso de banimento, haverá aumento do custo mensal das famílias com embalagens em 146,1%.JOSÉ RICARDO RORIZ COELHOPresidente do SindiplastALFREDO SCHMITTDiretor da AbiefAbiplast/SindiplastRicardo Viveiros & Associados – Oficina de Comunicaçãowww.viveiros.com.brGerente de Conta: Ana Claudia Bellintane (11 99427-5720)E-mail: ana.claudia@viveiros.com.brAtendimento: Mariana dos Santos FerreiraE-mail: mariana.santos@viveiros.com.brTel: (11) 3675-5444AbiefM.Free ComunicaçãoTel (11) 3171-2024 R. 2Roberta Provatti – roberta@mfree.com.brRafaela Lima – rafaela@mfree.com.br

EXPOSIÇÃO MOSTRA A HISTÓRIA E A ARTE COM OS PLÁSTICOS   

Para mostrar como vários segmentos têm se desenvolvido ao longo dos anos com o auxílio dos plásticos. 03/11 - Memorial América Latina.

Novembro, 2014

Exposição mostra a história e a arte com os plásticos
JORNAL DA GENTE (LAPA) - JG - SÃO PAULO - SP - 01/11/2014 - Pág. 02

Para mostrar como vários segmentos têm se desenvolvido ao longo dos anos com o auxílio dos plásticos, na segunda-feira (3) de novembro será aberta no Memorial da América Latina (Av. Aura Soares de Moura Andrade, 664) a exposição multimídia "Plasticidade, História e Arte do Plástico", que vai retratar todo o avanço proporcionado pelos produtos plásticos ao longo dos anos. O objetivo da exposição é promover uma reflexão sobre a magnitude das funções e a importância do plástico na sociedade e como podemos utilizá-lo de forma criativa e responsável. Quem visitar a exposição vai passar por uma linha do tempo e vai conhecer, em 32 painéis de dois metros de altura, divididos em ilhas temáticas e acompanhados de dezenas de objetos e obras de arte. A entrada é franca

O MUNDO COM E SEM PLÁSTICO É TEMA DO 1o. CONGRESSO BRASILEIRO PLÁSTICO   

Porto Alegre irá sediar o 1º Congresso Brasileiro do Plástico, nos dias 5, 6 e 7 de novembro, na Federação das Indústrias do RS na FIERGS.

Outubro, 2014

O mundo com e sem plástico é tema de exposição inédita na FIERGS
CONSUMIDOR RS - WEB - WEB - 30/10/2014

Porto Alegre irá sediar o 1º Congresso Brasileiro do Plástico, que ocorrerá nos dias 5, 6 e 7 de novembro, na Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). O evento é realizado com o objetivo de evidenciar o plástico em situações que, em função da correria diária, muitas vezes passam despercebidas. Para isso, será realizada, paralelo ao Congresso, uma exposição que apresentará a presença do produto em diversas situações rotineiras, seja nos hospitais, nos supermercados ou nos meios de transporte.A mostra trará exemplos práticos da inserção do plástico nos mais diversos segmentos, assim como os benefícios da sua aplicação no cotidiano, com o intuito de possibilitar a percepção sobre a importância da presença desses produtos no cotidiano. Na ocasião, serão reproduzidos ambientes como uma UTI antiga – sem o uso dos plásticos efetivamente – e uma UTI moderna, um supermercado que antes vendia seus produtos a granel e um estabelecimento com gôndolas e embalagens e, também, um ônibus sem as partes plásticas e outro com as partes que levam o material.Todos esses cenários estarão expostos no Congresso, inclusive soluções voltadas às obras de saneamento básico e recursos hídricos, que utilizam o plástico em praticamente todos os seus processos. De acordo com o presidente do Congresso, Alfredo Schmitt, será uma grande oportunidade de a população conferir in loco o papel fundamental que o plástico tem no desenvolvimento de vários setores. “O objetivo é que os visitantes vejam com seus próprios olhos funções para os plásticos que hoje acabam passando despercebidas, uma vez que esses produtos fazem parte do dia a dia das pessoas”, afirma o presidente do Congresso, Alfredo Schmitt.Sobre o CongressoO 1º Congresso Brasileiro do Plástico é organizado por três dos mais importantes sindicatos do setor do plástico – Sinplast, Simplás e Simplavi - e será realizado nos dias 5, 6 e 7 de novembro, na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), em Porto Alegre (RS). A iniciativa tem o patrocínio da Braskem, e conta com o apoio da Abief, Abiplast, Almaco, Afipol e Plastivida. As inscrições e a programação completa do 1º Congresso Brasileiro do Plástico estão disponíveis no link www.congressodoplastico.com.br.

FISPAL NORDESTE TRAZ CICLO DE PALESTRAS   

Temas vão de consumo, mercado food service e de bebidas a empreendedorismo e finanças.

Outubro, 2014

Fispal NE traz Ciclo de Palestras é ponto de encontro de profissionais e personalidades do setor

Temas vão de consumo, mercado food service e de bebidas a empreendedorismo e finanças

O profissional que visita feiras segmentadas busca as mais modernas e atualizadas informações sobre o setor. É para atender esta demanda que, além das inúmeras novidades tecnológicas trazidas pelo expositores, a 12ª Fispal Food Service Nordeste e a 12ª Fispal Tecnologia Nordeste promovem a atualização profissional através de Ciclo de Palestras. As apresentações trazem à tona temas de interesse do empresariado do setor de alimentação fora do lar e da indústria de alimentos e bebidas como, por exemplo, o consumidor, o mercado food service e o mercado de bebidas. As palestras acontecerão entre os dias 04 e 07 de novembro, durante as feiras, no Centro de Convenções de Pernambuco e, para participar basta fazer o credenciamento em um dos sites da feira www.fispaltecnologianordeste.com.br ou www.fispalfoodservicenordeste.com.br.
Entender o consumidor e ter um bom panorama do mercado são pontos fundamentais quando se trata de comércio e indústria. Como fruto de uma pesquisa da consultoria Kantar Worldpanel com os consumidores da região, o tema Desvendando o Consumidor do Nordeste será tratado pela gerente de atendimento e novos negócios da Consultoria, Rita Navarro. Ela falará sobre o comportamento do consumidor nordestino, em comparação ao restante do país e a grande relevância da região para o mercado nacional. Voltado para o setor de food service, o empresário e membro do Conselho da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Bobby Fong, explora o Panorama da Alimentação Fora do Lar (AFL), que fornecerá uma visão ampliada do setor e das mudanças do mercado, com dados e projeções.
Alguns investimentos industriais previstos para a região Nordeste até 2015 já somam $50 bilhões, de acordo com o Banco do Nordeste, CNI. Por estar em expansão desde os últimos anos, o mercado de bebidas é um dos que recebe bastante atenção, com palestras da Cervejaria Burgman, Cervejaria Invicta e Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil). Entre os palestrantes, o diretor da Burgman, Marcos Pontes, que fala sobre o Crescimento do Consumo das Cervejas Especiais e o sommelier da Invicta, João Filho, participa explorando o Novo Perfil do Consumidor Brasileiro e as Oportunidades de Negócios. Já o professor Dr. Alexandre Souza, do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) explicará a Padronização e Processos de Aceleração do Envelhecimento da Cachaça, que trata desde as condições climáticas adequadas, características da madeira, técnicas de indução e outros detalhes.
Já na linha financeira, a ConsultPrime participa abordando o tema Oportunidades de Financiamento: Análise dos Benefícios Econômicos. E o Sebrae-PE contribui através da participação da gerente da Unidade de Educação Empresarial, Isabel Noblat, com a palestra Empreendedorismo e Comportamentos Empreendedores. A apresentação aborda a ampliação do conceito de empreendedorismo, postura profissional, planejamento e estabelecimento de metas. Ainda na área empresarial, a HM Partners trata sobre Como Aumentar a Produtividade de Sua Equipe através de uma boa gestão de pessoas.
“Em quase todas as feiras de negócios, as áreas de seminários acabam se tornando ponto de encontro de profissionais da área e personalidades do setor. As Fispais NE, sem dúvida, é o local ideal para troca de informações, pois buscamos trazer o que há de melhor para que os visitantes encontrem e conheçam as tendências e principais assuntos do mercado”, explica o organizador das feiras, Rodrigo da Fonte. As palestras são gratuitas aos profissionais que visitam a feira, porém limitadas a 100 participantes, por ordem de chegada. As feiras acontecem paralelamente no mesmo local e, juntas, apresentarão cerca de 330 marcas expositoras e esperam receber um público de 31 mil visitantes em 20 mil m2 de área. A Fispal Food Service conta com o patrocínio da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás) e o apoio da Associação de Bares e Restaurantes.
Confira os horários das palestras:
Dia 04/11 18h - Empreendedorismo e Comportamentos Empreendedores (Isabel Noblat, Sebrae-PE)
19h - Oportunidades de Financiamento: Análise dos Benefícios Econômicos (Davidson Barbosa Dantas, ConsultPrime)
Dia 05/11 18h - Panorama da alimentação fora do lar nas Regiões Norte e Nordeste (Bobby Fong, Abrasel)
19h - Gestão de Pessoas: Como Aumentar a Produtividade de Sua Equipe (Kelly Malheiros, KM Partners)
20h - Padronização e Processos de Aceleração do Envelhecimento da Cachaça (Profº Dr. Alexandre Santos Souza, Instituto Federal do Norte de Minas Gerais - IFNMG)
Dia 06/11 18h - Desvendando o consumidor do Nordeste (Rita Navarro, Kantar Worldpanel)
19h - O crescimento do consumo das cervejas especiais (Marcos Pontes, Cervejaria Burgman)
Dia 07/11
18h - Microcervejarias: O novo perfil do consumidor brasileiro e as oportunidades de negócios (João Filho, Cervejaria Invicta)


Sobre a BTS Informa - Parte do Informa Group, a BTS Informa ocupa a segunda posição no ranking das maiores promotoras de eventos no Brasil. É consolidada como a principal promotora de eventos para a cadeia produtiva de alimentos e bebidas da América Latina. Com um portfólio diversificado de 21 feiras, atua nos mais diversos setores da economia, com marcas que são referência em seus mercados de atuação. Entre seus eventos estão: Fispal Tecnologia, Fispal Food Service, Agrishow, ABF Franchising Expo, Expo Revestir, TecnoCarne, MercoAgro, ForMóbile, SIAL Brazil, ExpoVinis Brasil, Serigrafia SIGN FutureTEXTIL, HOSPITALMED, Cards Payment & Identification e Vitafoods South America. Na área editorial, é responsável pela publicação das revistas: Leite & Derivados, Revista Nacional da Carne, Silk-Screen e Sign - quatro maiores e mais importantes publicações técnicas dos seus segmentos. Para mais informações, visite www.btsinforma.com.br

Sobre o Informa Group - O maior provedor mundial de informação especializada e serviços para as comunidades acadêmica e científica, profissional e empresarial. O grupo tem sua sede em Londres e cerca de 100 escritórios em mais de 20 países. As ações do Informa Group estão listadas na Bolsa de Valores de Londres, compondo o índice das 250 maiores companhias. Anualmente, organiza mais de 10 mil eventos, 150 feiras de negócios, publica cerca de 70 mil livros e produz mais de 1500 revistas e publicações acadêmicas. É o maior organizador, reconhecido publicamente, de exposições, eventos e treinamentos em todo o mundo fornecendo oportunidades inspiradoras de mercados e de conhecimento para serem compartilhados. Para mais informações, visite www.informa.com.

SERVIÇO:

Fispal Tecnologia Nordeste– 12ª Fispal Tecnologia Nordeste – Feira de Embalagens, Processos e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas no Nordeste
Site: www.fispaltecnologianordeste.com.br

Fispal Food Service – 12ª Feira de Produtos e Serviços para Alimentação Fora do Lar no
Site: www.fispalfoodservicenordeste.com.br

Data: 04 a 07 de novembro de 2014
Local: Centro de Convenções de Pernambuco – Av. Professor Andrade Bezerra, s/n – Salgadinho
Horário: 16h às 22h

Informações para imprensa:
EXECUTIVA PRESS
www.executivapress.com.br
+55 (81) 3221.5926 - 9959.1092 - 9684.9396 - 9698.0116
Atendimento:
Taciana Aymar – producao@executivapress.com.br
Coordenação de atendimento:
Fabiana Galvão – 55 81 9966.4166 - fabiana@executivapress.com.br
Karlla Barbosa – 55 81 9961.7937 - karlla@executivapress.com.br


ABIEF PARTICIPA DA PACK EXPO INTERNACIONAL EM CHICAGO (EUA)   

A ABIEF participará da PACK EXPO que promete conectar mais de 2.000 fornecedores do setor a 50.000 visitantes locais e internacionais.

Outubro, 2014

ABIEF participa da Pack Expo Internacional em Chicago (EUA)
EMBALAWEB - WEB - WEB - 28/10/2014

A partir do próximo domingo, dia 02 de Novembro, a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) participará da PACK EXPO International (www.packexpointernational.com), organizada pelo PMMI (The Association for Packaging and Processing Technologies) e que promete conectar mais de 2.000 fornecedores do setor a 50.000 visitantes locais e internacionais. “A internacionalização de nossas atividades e a promoção da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis globalmente sempre foram itens da pauta desta Diretoria. E a participação em uma feira do porte e importância da PACK EXPO é fundamental”, esclarece o empresário Sergio Carneiro, Presidente da entidade.No estande, a ABIEF distribuirá o Guia do Setor 2014, publicação que reúne informações sobre o mercado, tendências e sobre os associados, divididos por área de atuação. O estande também funcionará como um ponto de encontro para os empresários brasileiros que estiverem visitando a feira.Realizada a cada dois anos em Chicago, hoje a PACK EXPO é considerada uma das principais plataformas de inovação e conteúdo sobre processos, embalagem e negócios. A feira oferece ainda uma extensa grade de palestras gratuitas, cujas inscrições podem ser feitas diretamente no site oficial do evento.O estande da ABIEF estará no Pavilhão das Associações localizado no Grand Concourse, na entrada do North Hall. Graças à parceria com a PACK EXPO, a ABIEF também disponibilizou algumas entradas cortesia para seus associados.Os visitantes da PACK EXPO International contarão ainda com lounges patrocinados por indústrias e entidades locais, parceiras da feira, e que poderão ser usados para relaxar e ter reuniões de trabalho.Sobre a ABIEFA ABIEF (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis), que em 2012 completou 35 anos, tem por objetivo fomentar o mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental a partir do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. A entidade reúne 160 empresas de todo o Brasil fabricantes de filmes monocama, coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; embalagens especiais.

INICIATIVA MOSTRA AS DIFERENÇAS DO MUNDO COM E SEM OS PLÁSTICOS   

O objetivo é mostrar à população o quanto o produto está presente em nossa rotina, seja nos hospitais, dentro de casa, no supermercado...

Outubro, 2014

Iniciativa inédita mostra as diferenças do mundo com e sem os plásticos
JORNAL JOSEENSE - WEB - WEB - 26/10/2014

O objetivo é mostrar à população o quanto o produto está presente em nossa rotina, seja nos hospitais, dentro de casa, no supermercado ou no transporte públicoO Brasil – em iniciativa inédita na América Latina – mostrará ao mundo como o plástico está inserido hoje em dia na rotina das pessoas, tornando-se elemento indispensável para o bem estar das famílias e sua qualidade de vida, o meio ambiente, a saúde, entre outros setores. Todas estas nuances serão desenhadas no 1º Congresso Brasileiro do Plástico, que será realizado nos dias 5, 6 e 7 de novembro, na sede da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), em Porto Alegre. Além da área de exposição, que trará exemplos práticos da inserção dos plásticos nos mais diversos segmentos, o Congresso apresentará cases e promoverá debates entre diretores, professores e executivos nacionais e internacionais sobre os benefícios dos plásticos em diversas aplicações do cotidiano.O Congresso tem o objetivo de evidenciar o plástico em situações que, em função da correria diária, muitas vezes passam despercebidas. Por exemplo, como seria uma sala de cirurgia sem nenhum produto feito de plástico? Desde as vestimentas dos médicos e enfermeiros, passando pelos equipamentos descartáveis como as seringas e bolsas de sangue e soro, os cateteres, próteses, até os equipamentos estruturais da sala (luminárias, etc), entre tantos outros componentes são feitos de plásticos.E um supermercado, como seria sem nenhum produto plástico? Os alimentos seriam vendidos à granel, sem identificação da marca, da validade, de sua origem, etc; Alimentos frescos como carnes, frios, entre outros, seriam expostos sem embalagens: o risco de contaminação seria maior e a durabilidade dos alimentos menores, fatores que gerariam maior desperdício. Isso sem falar na estrutura física do supermercado – gôndolas, iluminação, etc.E você já parou para pensar a função dos plásticos nos veículos? Hoje, cerca de 60% de um carro ou ônibus são plásticos que deixam os veículos mais leves, aumentando performance e diminuindo emissões; que aglutinam maior tecnologia de preservação dos passageiros em caso de colisão, entre outros benefícios.Todos esses cenários estarão expostos no Congresso, inclusive soluções voltadas às obras de saneamento básico e recursos híbridos, que utilizam o plástico em praticamente todos os seus processos. De acordo com o presidente do Congresso, Alfredo Schmitt, será uma grande oportunidade de a população conferir in loco o papel fundamental que o plástico tem no desenvolvimento de vários setores. “O objetivo é que os visitantes vejam com seus próprios olhos funções para os plásticos que hoje acabam passando desapercebidas, uma vez que esses produtos fazem parte do dia-a-dia das pessoas”, afirma o presidente do Congresso, Alfredo Schmitt.Palestrantes também são destaque – Durante os três dias, em evento paralelo à exposição, estarão presentes os maiores especialistas ligados ao setor do plástico, professores de universidades nacionais e internacionais, membros de entidades ligadas ao setor, empresários, representantes de governos e representantes de sindicatos que se reunirão para discutir o uso dos plásticos em importantes segmentos da economia, como a agricultura, medicina, saneamento básico, construção civil e embalagens.O papel do plástico no combate a fome é um dos temas do evento. Na oportunidade, nomes como Dr. Jeffrey Brecht, diretor do Centro de Distribuição de Alimentos e Varejo da universidade da Flórida; Bernard Le Moine, membro do Comitê Francês de Plásticos na Agricultura (CPA); Álvaro Azanha, Consultor de inovação da Innovation Center da BRF, falarão sobre a sua empregabilidade na proteção dos alimentos, na utilização no transporte e distribuição, na criação de soluções para estocagem e embalagem, até o armazenamento da água. Os palestrantes também falarão sobre o baixo custo do material, bem como a sua contribuição para prolongar a vida útil do alimento, tornando-o cada vez mais acessível ao consumidor, inclusive em localidades mais longínquas.Um dos assuntos que também serão tratados no Congresso é a contribuição do plástico para a manutenção da saúde. A evolução tecnológica do material ao longo dos anos permite a sua aplicação nos mais variados segmentos, tornando a sua utilização indispensável na vida cotidiana das pessoas. Na medicina, é praticamente impossível imaginarmos a sua evolução sem a utilização do material. Este tema, inclusive, será abordado pela Dra. Maria Elizete Kunkel, Professora da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), que coordena projetos de pesquisa em tecnologia assistiva, como próteses de mão por prototipagem rápida (impressoras 3D) para vítimas de acidente de trabalho, em parceria com o Hospital das Clínicas da USP.O Congresso também trará para o debate a importância do plástico na adequação do fornecimento de água, a criação de sistemas eficientes de saneamento básico e a relação destes fatores com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) brasileiro. Para este segmento, inclusive, o Governo Federal tem apresentado uma série de medidas voltadas às melhorias no saneamento básico no Brasil. Uma delas, lançada no ano passado, foi o Plano Nacional de Saneamento Básico, que determina as diretrizes, metas e ações de saneamento básico para o país para os próximos 20 anos.Neste período, os investimentos determinados no plano devem chegar aos R$ 508,4 bilhões, e o objetivo é abastecer 99% do território nacional com água potável. O plástico tem papel estratégico e indispensável nesse desenvolvimento, não só para a melhoria da condução do esgoto – fundamental para evitar a proliferação de doenças – mas também para a canalização e distribuição de água potável por todo o país. Falarão sobre o tema Miguel Bahiense, presidente do Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida); e Rogério Kohntopp, diretor de Tecnologia, Qualidade, Sustentabilidade e Inovação da Tigre S.A. “A programação do Congresso foi estruturada para levar ao público, de forma prática e detalhada, todos os conceitos de inovação e tecnologias aos quais o plástico se insere. Pretendemos mostrar que o plástico é um produto inteligente, fundamental e indispensável na vida das pessoas”, finaliza o executivo.Confira a programação completa:[Link Original] Congresso Brasileiro do PlásticoData: 5 a 7 de novembro de 2014Local: Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs)Endereço: Avenida Assis Brasil, 8787 – Sarandi, Porto Alegre/RSFoto:EBC

FISPAL TECNOLOGIA NORDESTE É OPORTUNIDADE DE BONS NEGÓCIOS   

12ª Fispal Tecnologia Nordeste, que acontece no próximo mês de novembro nos dias 04 a 07, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda.

Outubro, 2014

Fispal Tecnologia Nordeste é ponto de encontro entre profissionais da indústria de alimentos e bebidas

Feira é oportunidade de bons negócios com tradicionais e novos fornecedores


Balanças industriais, máquinas seladoras, rotuladoras, embaladoras e os mais variados tipos de materiais e equipamentos voltados para a indústria de alimentos e bebidas estarão expostos na 12ª Fispal Tecnologia Nordeste, que acontece no próximo mês de novembro entre os dias 04 e 07, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. O evento é uma oportunidade para os profissionais do setor encontrarem soluções e realizarem bons negócios. A Fispal Nordeste é a versão regional da maior feira de embalagens, processos e logística para as indústrias de alimentos e bebidas da América Latina e concentra todas as novidades voltadas para o setor.
Entre expositores encontramos a Mirainox, empresa mineira que oferece solução e tecnologia de envase para produtos líquidos e pastosos, além de equipamentos para laticínios, refrescos, sorveteria, temperos, detergentes e cosméticos. Na mesma linha, a Delgo surge como outra opção de máquinas para envase e fechamento de copos e potes plásticos, além da IMAAJ, que dispõe de envasadoras rotativas e verticais, que atendem aos mais diversos tipos de indústrias. Com 32 anos de história, a Welmy Balanças, empresa paulista, participa apresentando a balança W200M, que se destaca por ser móvel, facilitando a utilização em diferentes locais. O equipamento, direcionado ao segmento comercial e industrial, tem capacidade e precisão de alto nível e é, normalmente, utilizado para pesagem de grãos, farinha, batata e todos os tipos de metais.
A Fispal Tecnologia Nordeste é ponto de encontro entre os profissionais do setor que desejam estar atentos às novas tecnologias e pesquisar preços, sem precisar se deslocar ao Sudeste. Para a diretora executiva da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), Luciana Pellegrino, a região Nordeste merece bastante atenção. “Essa é uma região muito promissora, não só por conta da sua economia, que não para de crescer, como também por ser um polo de negócios multissetorial no atual cenário econômico brasileiro”, explica. A diretora reforça que, como entidade representativa do setor, a participação da Abre na feira visa fortalecer e valorizar esse grande ponto de encontro da indústria da região. Além de equipamentos, um Ciclo de Palestras, com temas de interesse do mercado também estará em pauta e disponível de forma gratuita para os visitantes da feira.
A variedade de empresas oferecendo seus produtos de forma objetiva e com demonstrações é um ponto positivo para excluir dúvidas sobre quais os melhores produtos e serviços. Buscando atender às demandas locais, também participam da Fispal Tecnologia Nordeste empresas como DMOM, Tronics do Brasil, Brasfrio, Calvatec, Hiper Centrifugation, Blue Flash Company, Proenvase, B Teles, A&A Química entre outras marcas. Durante a feira, quatro empresas de embalagens plásticas - Intraplast, Kibo plásticos, BSPet Embalagens e Plastsan - lançarão o primeiro Prêmio SindQuimica de Inovação Aberta do setor plástico, que premiará as categorias: novas Soluções em Embalagens Plásticas, Inovação de Processos de Transformação Termoplástica e Substituição de aplicação de outros materiais para termoplásticos.
O credenciamento para Fispal Tecnologia Nordeste pode ser realizado antecipadamente através do site www.fispaltecnologianordeste.com.br ou no momento de chegada à feira. O cadastramento possibilita também entrada para a Fispal Food Service Nordeste, que acontece simultaneamente no mesmo local e reúne as principais tendências e lançamentos para o segmento de alimentação fora do lar. Juntas as duas feiras reúnem 330 marcas expositoras. A Fispal Tecnologia Nordeste conta com o apoio da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief).

Sobre a BTS Informa - Parte do Informa Group, a BTS Informa ocupa a segunda posição no ranking das maiores promotoras de eventos no Brasil. É consolidada como a principal promotora de eventos para a cadeia produtiva de alimentos e bebidas da América Latina. Com um portfólio diversificado de 21 feiras, atua nos mais diversos setores da economia, com marcas que são referência em seus mercados de atuação. Entre seus eventos estão: Fispal Tecnologia, Fispal Food Service, Agrishow, ABF Franchising Expo, Expo Revestir, TecnoCarne, MercoAgro, ForMóbile, SIAL Brazil, ExpoVinis Brasil, Serigrafia SIGN FutureTEXTIL, HOSPITALMED, Cards Payment & Identification e Vitafoods South America. Na área editorial, é responsável pela publicação das revistas: Leite & Derivados, Revista Nacional da Carne, Silk-Screen e Sign - quatro maiores e mais importantes publicações técnicas dos seus segmentos. Para mais informações, visite www.btsinforma.com.br

Sobre o Informa Group - O maior provedor mundial de informação especializada e serviços para as comunidades acadêmica e científica, profissional e empresarial. O grupo tem sua sede em Londres e cerca de 100 escritórios em mais de 20 países. As ações do Informa Group estão listadas na Bolsa de Valores de Londres, compondo o índice das 250 maiores companhias. Anualmente, organiza mais de 10 mil eventos, 150 feiras de negócios, publica cerca de 70 mil livros e produz mais de 1500 revistas e publicações acadêmicas. É o maior organizador, reconhecido publicamente, de exposições, eventos e treinamentos em todo o mundo fornecendo oportunidades inspiradoras de mercados e de conhecimento para serem compartilhados. Para mais informações, visite www.informa.com


SERVIÇO:

Fispal Tecnologia Nordeste– 12ª Fispal Tecnologia Nordeste – Feira de Embalagens, Processos e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas no Nordeste
Data: 04 a 07 de novembro de 2014
Local: Centro de Convenções de Pernambuco – Av. Professor Andrade Bezerra, s/n – Salgadinho
Horário: 16h às 22h
Site: www.fispaltecnologianordeste.com.br


Informações para imprensa:
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PROIBIÇÃO DAS SACOLINHAS PODE LEVAR A DEMISSÃO 2,8 MIL TRABALHADORES   

TJ de SP cassou liminar que considerava inconstitucional lei municipal, mas entidades garantem que vão recorrer da decisão para evitar...

Outubro, 2014

Proibição das sacolinhas pode levar à demissão 2,8 mil trabalhadores
DCI - NEGÓCIOS - SÃO PAULO - SP - 20/10/2014 - Pág. 06

Tribunal de Justiça de São Paulo cassou liminar que considerava inconstitucional lei municipal, mas entidades garantem que vão recorrer da decisão para evitar impactos na cadeia produtiva

A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que considerou legal a lei que proíbe a distribuição de sacolas plásticas pode gerar demissão de 2,8 mil trabalhadores. A estimativa é da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief).

A cifra representa 80% do total de trabalhadores do segmento que atualmente emprega 3,6 mil trabalhadores no Estado de São Paulo. O impasse jurídico começou em 2011 quando o Sindicato da Indústria do Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast) conseguiu uma liminar que permitia a distribuição de sacolas plásticas.

A alegação do sindicato é que a Lei das Sacolinhas, aprovada pela Câmara Municipal no mesmo ano, é inconstitucional. O Sindiplast afirma que os municípios não tem competência legal para legislar sobre o tema, uma vez que a constituição prevê a uniformidade de posturas ambientais e de destinação de resíduos sólidos.

Ainda de acordo com o sindicato, leis semelhantes foram julgadas inconstitucionais em 42 municípios do Estado, caso de cidades da Região Metropolitana como Guarulhos, Osasco e Barueri.

Além dos empregos diretos, o diretor de produtos reaproveitáveis da Abief, Alfredo Schmitt, afirmou que há impactos sobre toda a cadeia de produção. "Tem muitos outros (empregos) de fornecedores de máquinas, aditivos, tintas, empregos indiretos que a gente não consegue calcular. No momento econômico que estamos vivendo, isso teria um efeito muito ruim não só para as indústrias do setor", disse.

O presidente do Instituto Nacional do Plástico (Plastivida), Miguel Bahiense, conta que o setor foi surpreendido pela decisão, mas permanece confiante. "Cabe recurso sobre essa decisão, inclusive com a obtenção do efeito suspensivo. Há inúmeras outras decisões que vão no sentido contrário da proibição", afirmou Miguel.

Produção

De acordo com Miguel, as empresas do setor ainda não estão reduzindo produção e nem preparando demissões. Segundo ele, mesmo que a decisão não seja revista pelo judiciário ainda há tempo para que a lei entre em vigor uma vez que precisa ser regulamentada antes de entrar em vigor.

"Ainda é cedo para as empresas começarem a se preparar para a proibição das sacolinhas. Em primeiro lugar porque ainda há os recursos cabíveis, e em segundo lugar mesmo que a lei seja considerada constitucional ela precisa de uma regulamentação específica o que também demandará tempo", afirmou.

Em nota, o Sindiplast afirmou que "o mercado deve continuar operando normalmente". "O eventual banimento das sacolas plásticas no município de São Paulo representará um duro golpe para o consumidor", conclui.

Dados da Abief indicam que as sacolas plásticas representam cerca de 5% do faturamento da indústria do plástico na cidade de São Paulo.

"O setor de sacolas plásticas fatura, só na cidade de São Paulo, R$ 72 milhões por ano. Se proibir a distribuição, é um faturamento que se perde, empregos que se perdem. É um efeito que eu considero bastante importante", argumenta Miguel Bahiense.

Estudo

Além dos impactos no mercado de trabalho, a proibição também terá implicações para o consumidor. Estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), realizado na cidade de São Paulo, em 648 domicílios, entre os meses de julho e agosto, aponta que os gastos com embalagens subiria de 0,1335% da renda média mensal para 0,328%. Esse é um percentual bastante significativo, se comparado a itens essenciais, como feijão (0,393%) e arroz (0,743%).

O presidente da Plastivida defende que haja uma composição que vise criar leis que não prejudiquem nem a indústria e nem os consumidores. Ele cita, por exemplo, que um programa que visasse garantir a qualidade das sacolinhas.

Segundo Miguel, sacolas fora do padrão aumentam o uso porque o consumidor acaba pegando mais de uma sacola com medo de que ela não resista ao peso dos produtos.

"Uma lei como essa avançaria diminuindo o consumo sem prejudicar o consumidor e sem gerar demissões nas indústrias do setor", defende Miguel Bahiense.

MÁQUINA CONVERTE PLÁSTICO EM COMBUSTÍVEL   

Lixo plástico pode virar combustível? A startup japonesa Blest responde que sim, ao desenvolver um equipamento para uso doméstico ou industrial...

Outubro, 2014

Máquina converte plástico em combustível
ÉPOCA NEGÓCIOS - WEB - WEB - 20/10/2014

Lixo plástico pode virar combustível? A startup japonesa Blest responde que sim, ao desenvolver um equipamento de vários tamanhos, para uso doméstico ou industrial, que pode facilmente transformar 1 quilo de lixo de plástico em 1 litro de combustível (gasolina, diesel ou querosene), necessitando apenas 1 kW de energia e emitindo menos CO2 durante o processo. Em vez de fogo, a Blest Machine, como é conhecida, usa um controle de aquecedor de temperatura elétrico para derreter o plástico e convertê-lo em gás bruto. Direcionado a um repositório especial, esse gás entra em contato com água que o resfria e converte em combustível, podendo então ser usado em fogões e aquecedores ou, se refinado, em carros e motos.Akinori Ito, o criador da Blest, decidiu desenvolver o equipamento para enfrentar o desafio de reciclar lixo em um país como o Japão, que não dispõe de muito espaço. E escolheu o plástico por ser basicamente composto de petróleo. A Blest Machine processa qualquer tipo de material plástico, do polietileno ou poliestireno ao polipropileno. Basta limpá-los bem antes do processo, para evitar a interferência de outras substâncias químicas.Sua versão portátil pode ser instalada sobre uma mesa nas residências, evitando a necessidade de construir enormes usinas, onde normalmente o plástico é reciclado, ou lixões. Essa versatilidade pode ser bem útil, considerando que nos Estados Unidos, por exemplo, apenas 7% do total de lixo plástico são reciclados, segundo dados da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês).

MÁQUINA CONVERTE PLÁSTICO EM COMBUSTÍVEL   

Lixo plástico pode virar combustível? A startup japonesa Blest responde que sim, ao desenvolver um equipamento para uso doméstico ou industrial...

Outubro, 2014

Máquina converte plástico em combustível
ÉPOCA NEGÓCIOS - WEB - WEB - 20/10/2014

Lixo plástico pode virar combustível? A startup japonesa Blest responde que sim, ao desenvolver um equipamento de vários tamanhos, para uso doméstico ou industrial, que pode facilmente transformar 1 quilo de lixo de plástico em 1 litro de combustível (gasolina, diesel ou querosene), necessitando apenas 1 kW de energia e emitindo menos CO2 durante o processo. Em vez de fogo, a Blest Machine, como é conhecida, usa um controle de aquecedor de temperatura elétrico para derreter o plástico e convertê-lo em gás bruto. Direcionado a um repositório especial, esse gás entra em contato com água que o resfria e converte em combustível, podendo então ser usado em fogões e aquecedores ou, se refinado, em carros e motos.Akinori Ito, o criador da Blest, decidiu desenvolver o equipamento para enfrentar o desafio de reciclar lixo em um país como o Japão, que não dispõe de muito espaço. E escolheu o plástico por ser basicamente composto de petróleo. A Blest Machine processa qualquer tipo de material plástico, do polietileno ou poliestireno ao polipropileno. Basta limpá-los bem antes do processo, para evitar a interferência de outras substâncias químicas.Sua versão portátil pode ser instalada sobre uma mesa nas residências, evitando a necessidade de construir enormes usinas, onde normalmente o plástico é reciclado, ou lixões. Essa versatilidade pode ser bem útil, considerando que nos Estados Unidos, por exemplo, apenas 7% do total de lixo plástico são reciclados, segundo dados da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês).

VISITE O ESTANDE DA ABIEF NA PACK EXPO 2014   

A PACK EXPO é uma das feiras mais focada em soluções para processo e embalagem, além de apresentar tecnologias e ideias...

Outubro, 2014






Inspire-se na PACK EXPO!

A PACK EXPO International é uma das feiras mais focada em soluções para processo e embalagem, além de apresentar tecnologias e ideias para diferentes indústrias.
Com praticamente todos os segmentos industriais representados — todos os tipos de alimentos e bebidas, químicos/produtos de higiene doméstica, conversão, impressão, brinquedos/jogos, eletrônicos, marcas própria e muito mais — não há melhor lugar para obter ideias e descobrir soluções inovadoras para a sua empresa.

Visite o estande da ABIEF
A ABIEF estará expondo no Pavilhão das Associações (Association Pavilion), como uma parceira da PACK EXPO, no estande N-5803.
Em seu estande institucional na PACK EXPO 2014, a ABIEF promoverá a indústria Brasileira de embalagens plásticas flexíveis, bem como seus 162 associados. Será distribuído o Guia ABIEF 2014, o mais completo guia do mercado de embalagens plásticas flexíveis. A publicação contém estatísticas sobre esta indústria no Brasil e uma lista com todos os associados da ABIEF, divididos por área de atuação.
A ideia é mostrar para os visitantes desta importante feira internacional o potencial desta indústria. No estande da ABIEF também será possível conseguir o contato das diversas empresas associadas; também teremos imenso prazer em fazer uma ponte entre os visitantes da PACK EXPO e os associados da ABIEF.



Entre em contato com os líderes em processo e embalagem. Mantenha-se informado por meio de atualizações periódicas sobre a indústria.



Alaina Ann Herlihy
Email: alaina@pmmi.org
Phone: 240.812.7352

www.pmmi.org | www.packexpo.com











COTAÇÃO DA NAFTA PETROQUÍMICA CAI PARA US$ 874   

A forte desvalorização do preço internacional do petróleo, diante da lenta retomada das principais economias do mundo e da...

Outubro, 2014

Cotação da nafta petroquímica cai para US$ 874
Valor Economico – 16/10/2014

A forte desvalorização do preço internacional do petróleo, diante da lenta retomada das principais economias do mundo e da oferta abundante da commodity, e a crescente exportação de nafta de xisto a partir dos Estados Unidos levaram o preço da nafta a atingir em outubro o menor nível de 2014. Na média do ano, porém, o valor ainda é maior do que o praticado em 2013 e, apesar do viés de baixa para as cotações no curto prazo, a avaliação de especialistas é que indústrias que não forem competitivas serão perdedoras na disputa por um mercado que reduziu os níveis de consumo. Segundo o relatório QuiMax, da consultoria MaxiQuim em parceria com a IHS, o preço médio da tonelada da matéria-prima neste mês no Brasil deve ficar em US$ 874, o mais baixo do ano - de dezembro de 2013 até agosto de 2014, a cotação esteve acima da casa de US$ 900 por tonelada. Na média dos dez meses do ano, porém, a tonelada da matéria-prima é de US$ 922, 3% acima do valor verificado no mesmo intervalo de 2013.
Conta pesada
A conversão dos preços para o real revela uma conta ainda mais pesada para a petroquímica nacional. De janeiro a outubro, a tonelada da nafta custou em média R$ 2.115 - 11% acima do preço médio de R$ 1.902 verificado em igual período de 2013. "O ano de 2015 não será fácil para a petroquímica no mundo. Quem tiver custos competitivos, como as americanas, vai ficar melhor", diz o diretor e sócio da MaxiQuim, João Luiz Zuñeda. "Apesar do viés de baixa, o valor da matéria-prima no Brasil ainda é bastante elevado." Segundo o especialista, por ora, as expectativas são ruins para o fim deste ano e início de 2015, em uma conjuntura que combina queda dos preços do petróleo, da nafta e das commodities agrícolas e incertezas quanto à evolução de importantes economias globais, como a alemã. "Nós temos mercado, mas é preciso ajustar nossos custos para que sejam competitivos, de forma a equilibrá-los com um mercado que não está consumindo tanto quanto antes", acrescenta Zuñeda. Do lado do petróleo, o cenário sugere algum alívio para os preços globais da nafta, depois de a AIE ter cortado a previsão para o crescimento da demanda em 2014, para o nível mais baixo em cinco anos, o que reforça a tendência de retração da commodity - na terça-feira, o barril tipo Brent fechou a US$ 85,04, no menor valor desde novembro de 2010.
Gás de Xisto
"A tendência é de queda dos preços da nafta, porque a economia europeia, que é base para a nafta ARA, não está se recuperando como era esperado, o que se reflete em preços menores do petróleo", explica Zuñeda. Além disso, os Estados Unidos, que há dois anos disputavam com o Brasil nafta no mercado internacional e eram, portanto, importadores da matéria-prima, passaram a exportar o insumo a partir da exploração do gás de xisto. Conhecida nos Estados Unidos como gasolina natural, a nafta leve corresponde à fração líquida do gás de xisto, é mais barata que o derivado de petróleo e pode ser usada nas centrais petroquímicas base nafta. A Braskem já teria importado o insumo americano.
Braskem
Hoje, a Braskem importa 3 milhões das 10 milhões de toneladas de nafta que consome anualmente. As outras 7 milhões de toneladas são fornecidas pela Petrobras, dona de 36% do capital da petroquímica. Em agosto, diante do impasse de quase um ano na negociação dos termos do novo contrato de fornecimento da matéria-prima, Braskem e Petrobras acertaram um novo aditivo ao acordo - que venceu originalmente em fevereiro de 2014 -, que garante sua vigência até o encerramento de fevereiro de 2015. A nova prorrogação garantiu a manutenção das condições do contrato de fornecimento, que vigorou nos últimos cinco anos. Entre as quais está o volume fornecido, embora o preço estabelecido no acordo que deve ser desenhado até o começo do ano que vem vá ser ajustado retroativamente a 1º de setembro. - Valor B1

DIRETO DA REDAÇÃO: UMA FACA DE DOIS GUMES   

Não é de hoje que se fala em acabar com o uso das sacolas nos supermercados, devido ao destino dado para o material após seu descarte...

Outubro, 2014

"Direto da Redação": Uma faca de dois gumes
DCI ONLINE - WEB - WEB - 15/10/2014

Não é de hoje que se fala em acabar com o uso das sacolas plásticas nos supermercados, devido ao destino dado para o material após seu descarte. É verdade sim que grande parte das sacolinhas descarta vai parar em lugares nada indicados, emporcalhando a cidade e o meio ambiente.Mas do outro lado deve-se pensar também no impacto econômico uma vez que o segmento gera emprego, além de contar com pequenas e médias empresas que lutam para se manter no mercado. A esse respeito pouca coisa se fala.A disputa sobre o uso ou não das sacolinhas na capital paulista começou em 2011, quando o Sindicato da Indústria do Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast) entrou com uma ação questionando a constitucionalidade da Lei das Sacolinhas (nº 15.374) e conseguiu uma liminar que permitia o uso das embalagens na cidade. A lei foi criada no mesmo ano e prevê que a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente fiscalize a distribuição das embalagens plásticas, consideradas danosas ao meio ambiente.Agora, a prefeitura da capital paulista deve decidir quando a proibição das sacolas plásticas deve começar a valer já que o Tribunal de Justiça do Estado São Paulo decidiu que a lei é constitucional. Ou seja, novamente estamos diante de um impasse. Se por um lado acabar com o uso do plástico para essa finalidade é uma vitória. Do outro falta uma política de adequação para esse segmento e os profissionais que devem ser afetados pela decisão.Concordo que devemos procurar alternativas para garantir o futuro do nosso planeta, mas não concordo com o risco do desemprego - ainda mais em um momento de clara turbulência na economia. Então não seria o caso de: ao mesmo tempo em que proíbe e fiscaliza a distribuição das sacolas também oferecer alternativas para adaptação, qualificação e novas oportunidades de profissionais que serão afetados pela lei?É fato que as grandes empresas poderão encontrar maior facilidade em se adaptar à mudança. Mas e os profissionais do chão de fábrica? E as pequenas empresas, que muitas vezes que empregam uma família toda? O que o futuro reserva para eles?A discussão aqui é: o que foi pensado para o profissional que depende do emprego gerado com a fabricação das sacolinhas?Uma faca de dois gumes.

RESPOSTA AO ARTIGO DE LEÃO SERVA SOBRE USO DE ECOBAGS   

Conhecendo o histórico do colunista Leão Serva sobre o tema sacolas plásticas, não foi surpresa mais uma vez nos depararmos com opiniões...

Outubro, 2014

São Paulo, 13 de outubro de 2014.

À Folha de S. Paulo

Ref. coluna de Leão Serva “Ecobag: agora é legal”

Prezados senhores

Conhecendo o histórico do colunista Leão Serva sobre o tema sacolas plásticas, não foi surpresa mais uma vez nos depararmos com opiniões e sugestões oriundas de modismos que não se aplicam à totalidade da população e nem aos reais propósitos de sustentabilidade. Estamos falando do artigo publicado nesta Folha, na data de 13 de outubro de 2014, caderno C2, Cotidiano.
O primeiro equivoco do artigo do referido autor, que é cabe recurso sobre a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo sobre a validação da lei 14.374/11.
Sobre a ideia do autor de que as sacolas plásticas “são uma desgraça”, é importante mostrar o desconhecimento em cima do tema, uma vez que o Instituto Datafolha aponta que 84% dos consumidores apontam as sacolas plásticas como meio mais frequente para carregar as compras.
Isso porque a questão não é só sobre estilo de vida, como sugere o autor; é uma questão de orçamento familiar. Estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) mostra, que se as sacolas fossem banidas, o custo mensal com embalagens para transporte das compras e descarte de lixo aumentaria 146,1% para cada família, ficando próximo aos gastos com itens como arroz e feijão.
O colunista fala do excesso de plásticos quando se colocam as sacolinhas em um saco de lixo maior – isso nos casos em que as famílias podem comprar o saco de lixo. E quando a prioridade no orçamento é outra?
E por que o autor defende com tanta veemência que, em vez do consumidor continuar tendo o direto à embalagem para carregar suas compras, que a população mude seus hábitos e comece a comprar “ecobags” e sacos de lixo dos supermercados? Quem ganha realmente com isso? O meio ambiente, o consumidor ou as redes de supermercado, que economizariam significativamente com a não entrega das sacolas e, ainda por cima, teriam uma nova fonte renda com a venda das ecobags e dos sacos de lixo?
Nos causa espanto um formador de opinião com o peso deste colunista desconhecer pontos tão básicos sobre as ecobags, como sua baixa ecoeficiência, já comprovada em estudos de análise de ciclo de vida. Estudo encomendado pelo governo britânico sobre o impacto ambiental de diversos tipos de sacolas mostrou que a sacolinha de plástico tem melhor desempenho ambiental em 8 das 9 categorias avaliadas. Outro importante dado é que ela apresenta a menor geração de CO2 em seu processo produtivo, além de consumir menor quantidade de matéria-prima frente às outras opções.
Sustentabilidade não se desenvolve com modismos ou banimento de qualquer produto, pois radicalismos e medidas unilaterais sempre apresentam a conta no futuro.
Por fim, o frágil argumento do colunista sobre o tempo de decomposição dos plásticos ser de 500 anos é infundado e só confunde a opinião pública, causando desserviço. Os plásticos são fundamentais para a vida moderna e estão presentes em quase todos os setores da sociedade. Trata-se de um setor que no mundo está estabelecido há cerca de 60 anos e a menos no Brasil, contribuindo fortemente para o desenvolvimento econômico, social e ambiental.
O setor plástico gera 360 mil empregos. Somente o setor sacolas gera 18.000 empregos no Brasil. É nosso dever lutar pela manutenção e ampliação desses postos de trabalho como mais um importante motivo da defesa da distribuição gratuita das sacolas plásticas como direito do consumidor.
Estamos à disposição
Alfredo Schmitt
Diretor da Abief - Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief)




As sacolas plásticas e o modismo
É incompreensível o motivo do colunista Leão Serva defenderque o consumidor abra mão de seu direito à embalagem para carregar as compras epague por “ecobags” (produtos de baixa ecoeficiência comprovada em estudos de análise de ciclo de vida) e por sacos de lixo. Quem ganha com isso? O meio ambiente, o consumidor ou os supermercados?Estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) mostra que, se as sacolas fossem banidas, o custo mensal com embalagens para as compras e para descarte de lixo aumentaria 146,1% para as famílias (próximo aos gastos com itens como arroz e feijão). Sustentabilidade não se faz com modismo.E, em tempos de crise, a manutenção de 18.000 empregos no Brasil com a fabricação de sacolas plásticas é de suma importância. Por fim, esgota-se o argumento sobre o tempo de decomposição dos plásticos ser de 500 anos, já que o produto existe há cerca de 60.
Alfredo Schmitt - diretor da Abief - Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis

LEITORES COMENTAM ARTIGO SOBRE USO DE ECOBAGS   

Muito pertinente o artigo "Ecobag: agora é legal", de Leão Serva. Há sete anos, sensibilizada pelas mensagens de preservação ambiental...

Outubro, 2014

Leitores comentam artigo sobre uso de ecobags
FOLHA DE S.PAULO ONLINE - WEB - WEB - 14/10/2014

Muito pertinente o artigo "Ecobag: agora é legal", de Leão Serva. Há sete anos, sensibilizada pelas mensagens de preservação ambiental e pelo exemplo que constatei na Europa, deixei de pegar sacolinhas plásticas. Só uso sacolas permanentes para compras em supermercados, farmácias, shoppings, papelarias, feiras e estabelecimentos comerciais em geral. No supermercado, há ainda a opção de usar caixas de papelão. No início, fiz um esforço para mudar o hábito e agora sinto júbilo por ter conseguido.VALÉRIA PROCHMANN (Curitiba, PR)Leão Serva repete a ladainha dos ambientalistas para condenar as sacolinhas, pouco se lixando para quem realmente paga a conta: o consumidor. Ao contrário do que ele pensa, praticamente todas as sacolinhas são usadas como sacos de lixo. Elas demoram muito menos que os sacos de lixo "oficiais" para se decomporem na natureza, por serem muito mais finas (levam meses, e não 500 anos como ele diz). Mas nada disso importa, não é?ALDO FELICIO NALETTO JUNIOR (São Paulo, SP)PARTICIPAÇÃOOs leitores podem colaborar com o conteúdo da Folha enviando notícias, fotos e vídeos (de acontecimentos ou comentários) que sejam relevantes no Brasil e no mundo. Para isso, basta acessar Envie sua Notícia ou enviar mensagem para leitor@uol.com.br

PROCON QUER QUE COMÉRCIO INFORME SOBRE FIM DE SACOLA   

O consumidor deve ser informado pelos supermercados sobre a não distribuição de sacolas plásticas, notificou o Procon-SP.

Outubro, 2014

Procon quer que comércio informe sobre fim de sacola
DESTAK ABC - SÃO PAULO - SÃO PAULO - SP - 09/10/2014 - Pág. 05

O consumidor deve ser informado pelos supermercados sobre a não distribuição de sacolas plásticas, notificou o Procon-SP.
A medida foi exigida após decisão do Tribunal de Justiça do Estado, que alegou constitucionalidade na lei que proíbe a distribuição de sacolas plásticas nos estabelecimentos da cidade.
Segundo o comunicado, os supermercados que oferecem as sacolinhas devem fixar cartazes em locais visíveis, informando as pessoas sobre o fim da oferta.
Para o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, no entanto, a resolução foi superdimensionada, já que ainda cabe recurso em instâncias superiores ao TJ.
"A decisão não significa que são favas contadas. Em 42 outros processos, como em Osasco e em Guarulhos, o mesmo tribunal deu como inconstitucional a medida de proibir sacolas plásticas. Há in-constitucionalidade em legislar sobre isso. Agente só está aguardando a publicação do acordão para tentar reverter a situação", disse, por telefone, ao Destak.
Bahiense afirma ainda que "só a partir do acordão que as coisas vão começar a tomar forma".
Responsável pela fiscalização imposta pelo Procon, a secretaria do Meio Ambiente disse que aguarda a publicação do acórdão.
Em nota, o Procon diz que vai acompanhar os desdobramentos do assunto, já que cabe recurso da medida em outros tribunais.

PROIBIÇÃO DE SACOLAS PLÁSTICAS NÃO ATINGE REGIÃO DO ABC   

A lei 15374 de 2011 aplica-se apenas à cidade de São Paulo e não atinge os municípios do ABC.

Outubro, 2014

Proibição de sacolas não atinge região do ABC
Repórter Diário/Diário ABC – 14/10/2014
Plástico

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu que é constitucional a lei municipal 15.374 de 2011, que proíbe a distribuição de sacolinhas plásticas em supermercados. Contudo, a lei aplica-se apenas à cidade de São Paulo e não atinge os municípios do ABC. Para os consumidores da região o fato de a lei não atingir sua rotina é uma boa notícia. "Sem sacola é impossível", afirma a professora Cassia Barbosa, ao dizer que não adere a ideia de ter que comprar sacolas sustentáveis. A aposentada Marlene Hernandes alega que seria difícil se adaptar a situação caso Santo André tivesse lei idêntica. "Se atingir (Santo André) deveriam dar a sacola de papel, como antigamente. As pessoas usavam aqueles sacos para levar as compras. Hoje é prático as sacolinhas e ainda reaproveitamos em casa", lembrou. Para os moradores da Capital a distribuição das sacolinhas se encerra em 30 dias.
Sindiplast
O Sindiplast informou por meio de nota oficial, que serão tomadas as medidas legais cabíveis, sempre no intuito de defender o direito do consumidor. Conforme dados da FIPE, o banimento das sacolas plásticas dos supermercados acarretará aumento de 146,1% no custo mensal das famílias com embalagens

PROIBIÇÃO DE SACOLAS PLÁSTICAS NÃO ATINGE REGIÃO DO ABC   

A lei 15374 de 2011 aplica-se apenas à cidade de São Paulo e não atinge os municípios do ABC.

Outubro, 2014

Proibição de sacolas não atinge região do ABC
Repórter Diário/Diário ABC – 14/10/2014
Plástico

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu que é constitucional a lei municipal 15.374 de 2011, que proíbe a distribuição de sacolinhas plásticas em supermercados. Contudo, a lei aplica-se apenas à cidade de São Paulo e não atinge os municípios do ABC. Para os consumidores da região o fato de a lei não atingir sua rotina é uma boa notícia. "Sem sacola é impossível", afirma a professora Cassia Barbosa, ao dizer que não adere a ideia de ter que comprar sacolas sustentáveis. A aposentada Marlene Hernandes alega que seria difícil se adaptar a situação caso Santo André tivesse lei idêntica. "Se atingir (Santo André) deveriam dar a sacola de papel, como antigamente. As pessoas usavam aqueles sacos para levar as compras. Hoje é prático as sacolinhas e ainda reaproveitamos em casa", lembrou. Para os moradores da Capital a distribuição das sacolinhas se encerra em 30 dias.
Sindiplast
O Sindiplast informou por meio de nota oficial, que serão tomadas as medidas legais cabíveis, sempre no intuito de defender o direito do consumidor. Conforme dados da FIPE, o banimento das sacolas plásticas dos supermercados acarretará aumento de 146,1% no custo mensal das famílias com embalagens

AS SACOLINHAS E O RETROCESSO   

Quando o assunto parecia resolvido o TJ de São Paulo traz de volta a polêmica lei que retira as sacolinhas plásticas dos supermercados.

Outubro, 2014

As sacolinhas e o retrocesso
FOLHA VP - WEB - 10/10/2014

Quando o assunto parecia resolvido, o Tribunal de Justiça de São Paulo traz de volta a polêmica lei que retira as sacolinhas plásticas dos supermercados. Se não houver outra liminar ou recurso que suspenda a decisão, dentro de 30 dias a embalagem estará proibida e, com certeza, voltará a mentirosa propaganda de que isso é para “salvar o planeta”. Ao mesmo tempo em que acaba com as sacolinhas, a lei nada faz em relação aos outros milhares de produtos embalados com plástico que, mau descartado, pode trazer danos ambientais iguais ou até maiores do que os causados pelas sacolas.O plástico é uma conquista tecnológica. Substituiu com vantagem e maleabilidade os metais, vidros e outras matérias primas de maior custo e difícil produção. Hoje existem no mercado mais de 400 tipos de plásticos, constituindo desde simples embalagens até sofisticadas peças de alta precisão. O perverso no setor é que, apesar de ser produto reciclável, onde de uma peça velha se faz outra nova, não se desenvolveu uma adequada política de descarte e reaproveitamento. As peças que poderiam voltar à indústria processadora são irresponsavelmente lançadas ao lixo ou, pior que isso, jogadas nas galerias de águas pluviais ou no fundo dos córregos e rios, provocando enchentes que prejudicam a população. Até os mares estão largamente poluídos por milhares de toneladas de plásticos e outros manufaturados, que causam grande impacto ambiental.Infelizmente, a urbanização, a industrialização e todo o desenvolvimento se dão de forma predatória. As cidades surgiram e por muito tempo jogaram no rio seus dejetos até que, para não chafurdar, começaram a tratá-los, num processo que ainda não se completou. Só recentemente as indústrias foram chamadas a elaborar programas de coleta e reciclagem de seus produtos que perdem a eficiência. No Brasil isso hoje ocorre especialmente no setor eletro-eletrônico. No plástico ainda não há uma política mais agressiva e toda a reciclagem ocorre por puro interesse econômico e social e com pouca preocupação ambiental. Isso precisa mudar.Se for proibir tudo o que causa poluição e dano ambiental, além das sacolinhas, a sociedade precisa também parar de fabricar pneus, automóveis, eletromésticos, móveis e toda aquela gama de produtos que hoje se encontra facilmente dentro dos rios. Em vez de proibir, é preciso exigir o uso responsável e a reciclagem eficiente. Proibição é puro retrocesso...* Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves é dirigente da Associação de Assistência Social dos Policiais Militares de São Paulo (ASPOMIL).

PACTO PELAS SACOLINHAS   

Eis que uma velha polêmica volta à cena para perturbar ainda mais o cotidiano, a proibição da distribuição das sacolinhas plásticas

Outubro, 2014

Pacto pelas sacolinhas
DIÁRIO DE S.PAULO - NOSSA OPINIÃO - SÃO PAULO - SP - 13/10/2014 - Pág. 8

Como se já não bastasse o trânsito, a poluição, a falta de vagas para estacionar, os radares, as faixas exclusivas para ônibus, as ciclofaixas, os semáforos... eis que uma velha polêmica volta à cena para perturbar ainda mais o cotidiano. A proibição da distribuição das sacolinhas plásticas nos supermercados está de novo em cartaz. Pelo contrário, o que sobra nesse debate é a falta de um senso comum entre comerciantes, clientes, ambientalistas, juristas e a administração municipal. Melhor seria se todos os envolvidos finalmente se Integrassem em torno de um pacto que pudesse por fim à discussão, com ganhos para todos.
A proibição das sacolas plásticas voltou após uma decisão do Tribunal de Justiça dé São Paulo. Na semana passada, a liminar do Sindiplast (Sindicato da Indústria de Materiais Plásticos do Estado de São Paulo), que vetava a lei municipal 15.347/2011. foi cassada pelo TJ, o que determinou a pronta vigência da lei. Como a norma tem âmbito municipal, cabe à Prefeitura decidir quando começará a fazer a fiscalização. A Secretaria do Verde e do Meio Ambiente aguarda a divulgação do acórdão por parte do Judiciário, que não tem data para ser publicado.
Enquanto isso. o que se vê é o cidadão paulistano refém de um desacerto jurídico cujas conseqüências se prenunciam nefastas para o futuro. Parece consenso que atitudes ambientalmente responsáveis ganham espaço e simpatia na agenda da sociedade moderna. Exemplo disso é a crescente adesão da bicicleta como meio de transporte, Incentivado pelos poderes públicos Brasil afora com a construção de ciclovias. Também evolui a idéia de que o pais caminha para consolidar uma política de melhor destinação dos resíduos sólidos, sobretudo com a ampliação de projetos de separação do lixo reciclável. hábito que, aos poucos, vai se cristalizando nas famílias brasileiras.
Porém, apesar da boa vontade, o descompasso sobre a aplicação do decreto das sacolinhas começa a suscitar repulsa por parte da população. Se já não é fácil abrir mão de costumes em troca de um ganho futuro e pouco tangível, Imagina quando este processo é constantemente adiado por uma batalha judicial? Por isto é determinante que se busque um entendimento, sem ceder a pressões econômicas de qualquer espécie, e que se defina uma saída consensual.
Talvez a solução mais responsável fosse definir agora pelo fim das sacolinhas, mas, se não houver ambiente para tão drástica medida, uma vez definido novo adiamento, que se prepare o terreno para extinção futura das sacolinhas - em data e condições acordadas com rigor de detalhes. O que não é tolerável é submeter a sociedade a incertezas e, a cada dois anos, ver uma providência rotineira e fundamental severamente atingida pelo vaivém de decisões judiciais.

FIM DE SACOLAS EM MERCADOS AFETARÁ EMPREGOS EM SP, DIZ ASSOCIAÇÃO   

Alfredo Schmitt, da ABIEF disse que a proibição de sacolas em SP traria um "efeito devastador", e quase 3 mil pessoas ficariam sem emprego.

Outubro, 2014

Fim de sacolas em mercados afetará empregos em SP, diz associação
GAZETA WEB - WEB - WEB - 08/10/2014

O diretor de produtos reaproveitáveis da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), Alfredo Schmitt, disse na manhã desta quarta-feira (8) que a proibição de sacolas plásticas em São Paulo traria um "efeito devastador" na economia, e que quase 3 mil pessoas ficariam sem emprego.Na quarta-feira (1º), o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo considerou constitucional a lei municipal, de 2011, que proíbe a distribuição de sacolinhas plásticas aos consumidores por supermercados e estabelecimentos comerciais. A lei ainda não tem data para voltar a valer. Representantes da indústria do plástico já anunciaram que vão recorrer da decisão. O Procon-SP informou que os supermercados devem fixar cartazes em lugar visível informando sobre o encerramento da oferta."A nossa estimativa é de que, pelo menos, 2,8 mil empregos sejam extintos. Isso no setor de transformação, empregos diretos", contou em entrevista ao G1. "Tem muitos outros ainda de fornecedores de máquinas, aditivos, tintas, empregos indiretos que a gente não consegue calcular. No momento econômico que estamos vivendo, isso teria um efeito devastador.”Segundo Schmitt, as sacolas representam 5% do faturamento da indústria do plástico na cidade. “O setor de sacolas plásticas fatura, só na cidade de São Paulo, R$ 72 milhões por ano. Se proibir a distribuição, é um faturamento que se perde, empregos que se perdem. É um efeito que eu considero bastante importante”, completou.Impactos sociaisDe acordo com Miguel Bahiense, diretor do Instituto Nacional do Plástico, os impactos não se restringiriam apenas às pessoas ligadas na produção das sacolas.“Um estudo da Fipe [Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas] mostrou que, em um cenário onde o banimento aconteça, vai ter um acréscimo de 150% de aumento desses gastos pras famílias. Vai de R$ 4 a média de gastos com sacos de lixo, sacolas retornáveis, pra R$ 10”, contou.Bahiense mostrou a diferença do impacto para as famílias com menos recursos. “Muita gente pensa que R$ 10 é tranquilo. Mas pra mostrar a significância desse valor, a Fipe calculou que isso colocaria esse gasto no mesmo patamar do arroz e do feijão no orçamento de uma família”.Ele disse ainda que a decisão tem que ser nacional, e que os municípios não podem ter decisões diferentes do assunto. “Imagina a confusão na cabeça do cidadão. Ele mora em Osasco e vai pra São Paulo fazer compra. Chega lá e não tem sacola. Em um tema relevante como esse, não dá pra ter decisões diferentes em municípios tão próximos”, completou.O G1 procurou a Associação Paulista de Supermercados (Apas) para saber o posicionamento da categoria, mas não obteve retorno.A leiSancionada pelo então prefeito Gilberto Kassab, a lei municipal 15.374 vetava a distribuição das sacolinhas a partir de janeiro de 2012. Em junho de 2011, o TJ suspendeu a proibição. A Prefeitura recorreu, mas em 2013 a decisão foi ratificada pela Justiça. O sindicato agora poderá recorrer da proibição apenas no Superior Tribunal de Justiça (STJ).A decisão não é definitiva e existem recursos, inclusive dentro do próprio Tribunal, para realinhá-la às outras 42 decisões anteriores deste mesmo Órgão, todas já julgadas no mérito, e que considera inconstitucional o município legislar sobre matéria da União.

PLASTIVIDA CRITICA NOVA POSIÇÃO DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SP   

A Plastivida publicou nota em que critica a decisão do TJ/SP sobre a proibição da distribuição das sacolas plásticas em São Paulo.

Outubro, 2014

Plastivida critica nova posição do TJ/SP
QUÍMICA INDUSTRIAL - WEB - WEB - 08/10/2014

O Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos publicou nota em que critica a decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ/SP) sobre a proibição da distribuição das sacolas plásticas no município de São Paulo. Com relação à decisão do TJ/SP, referente à liminar que suspendia os efeitos da Lei nº. 15374/11, o Plastivida informa que a decisão não é definitiva e existem recursos, inclusive dentro do próprio Tribunal, para realinhá-la às outras 42 decisões anteriores deste mesmo Órgão, todas já julgadas no mérito, e que considera inconstitucional o Município legislar sobre matéria da União, já regulamentada pela PNRS no que se refere às sacolas plásticas e a outros tipos de embalagens. A medida contraria as outras 42 decisões recentes do Órgão Especial desse mesmo Tribunal, algumas delas acordadas por unanimidade; o TJ já se manifestou sobre a conexão entre todos os municípios do Estado de São Paulo, quanto à uniformidade de posturas ambientais e destinação de resíduos, e esta decisão vai contra este posicionamento. Municípios da própria Grande São Paulo tiveram leis idênticas barradas por esse mesmo Órgão Especial, por exemplo Guarulhos, Barueri e Osasco. O Município de São Paulo levou a questão até o STF – Supremo Tribunal Federal e não obteve êxito em nenhum de seus recursos. O Plastivida afirma que se a decisão não for revista haverá claro prejuízo ao consumidor paulistano, uma vez que o banimento das sacolas plásticas, segundo estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) , aponta para um aumento do custo mensal das famílias com embalagens em 146,1%.

PROIBIÇÃO DE SACOLAS PLÁSTICAS É RETOMADA   

O Órgão Especial do TJS considerou, por maioria de votos, constitucional a lei municipal, de 2011, que proíbe a distribuição de sacolinhas.

Outubro, 2014

Proibição de sacolas plásticas é retomada
GUIA RIO CLARO - WEB - WEB - 08/10/2014

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo considerou, por maioria de votos, constitucional a lei municipal, de 2011, que proíbe a distribuição de sacolinhas plásticas aos consumidores por supermercados e estabelecimentos comerciais na capital paulista. A decisão, da última quarta-feira (1º), foi publicada no Diário Oficial de Justiça nesta terça-feira (07).Como consequência da decisão judicial, a Ação Direta de Inconstitucionalidade movida pelos advogados do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo foi considerada improcedente pelos magistrados que participaram da decisão.Além disso, foi cassada a liminar que permitia aos supermercados e outros estabelecimentos continuarem a fornecer a sacolinha plástica aos clientes. Desta forma, a lei poderá voltar a vigorar em 30 dias. A decisão não é definitiva.Por meio de nota, o sindicato que representa o setor de material plástico afirmou que a "decisão surpreende por contrariar essas 42 outras decisões recentes do Órgão Especial desse mesmo Tribunal, algumas delas acordadas por unanimidade".Para o sindicato, se a decisão não for revista, "haverá claro prejuízo ao consumidor paulistano, uma vez que o banimento das sacolas plásticas, segundo estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) , aponta para um aumento do custo mensal das famílias com embalagens em 146,1%".A Lei Municipal 15.374 foi sancionada na gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), mas sua aplicação estava suspensa desde 2011. O sindicato dizia que a regulação de matéria relativa a meio ambiente não é de competência municipal e, por isso, seria inconstitucional.

SINDICATO VAI RECORRER PARA MANTER SACOLA PLÁSTICA   

O Sindiplast vai levar a polêmica envolvendo a distribuição de sacolinhas nos supermercados na capital Paulista ao STF.

Outubro, 2014

Sindicato vai recorrer para manter sacola plástica; proibição não tem prazo
BOL - WEB - 09/10/2014

O Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast) vai levar a polêmica envolvendo a distribuição de sacolinhas nos supermercados na capital paulista ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na prática, isso significa que o assunto poderá ser definido apenas daqui a alguns anos.O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu que a lei municipal nº 15.374 de 2011, que proíbe a distribuição de sacolinhas plásticas nos supermercados da cidade, é constitucional. A partir disso, foi divulgado pela agência de notícias Estadão Conteúdo que a distribuição de sacolas seria proibida em 30 dias.Mas o TJ não confirma a data, e a Prefeitura de São Paulo diz que não tem prazo. Em nota, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo diz que aguarda a publicação do acórdão da decisão para definir as ações de fiscalização dos estabelecimentos e os prazos.36239true[Link Original] lei, sancionada pelo ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), estava suspensa desde junho de 2011. Na época, o Sindiplast tinha entrado com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) e conseguiu uma liminar contra a lei.No último dia 1º, o Órgão Especial do Tribunal julgou finalmente o tema e decidiu não acatar a ação do Sindiplast. Essa decisão contraria a liminar e valida a lei aprovada por Kassab.Caso vai ao STFO advogado Jorge Luiz Batista Kaimoti Pinto, do Sindiplast, diz que, assim que o acórdão da decisão for divulgado, o sindicato vai levar o assunto ao STF. Caberá ao Supremo decidir se os municípios têm competência para fazer leis sobre o tema.A expectativa do advogado é que o sindicato obtenha um embargo suspendendo a lei novamente, até que ela seja julgada no Supremo. "Para o consumidor, nada vai mudar nesse momento, até porque a lei ainda depende de regulamentação", afirma o advogado.Ele diz estranhar a decisão do TJ-SP. Isso porque o tribunal analisou outras 42 ações semelhantes, referentes a outros municípios, e em todos esses casos a decisão foi oposta. Ou seja, nas outras cidades, a distribuição das sacolas foi permitida.A advogada Marli Sampaio, da associação SOS Consumidores, também considera a decisão contraditória. "É estranho o tribunal julgar 42 ações contra as leis das prefeituras do interior de São Paulo inconstitucionais e somente a ação contra a lei da capital ser julgada constitucional. As leis são absolutamente iguais", diz.Decisão foi diferente em 42 outras cidadesO órgão especial do TJ-SP que divulgou a decisão agora é formado por 25 desembargadores, sendo 12 deles os mais antigos da casa e 12 eleitos pelos seus pares, além do presidente do tribunal.A assessoria de imprensa do TJ-SP diz que o órgão não comentaria a diferença registrada no julgamento do tema na capital e nas outras cidades do Estado. Informou, apenas, que a composição do órgão especial muda com o tempo e isso pode resultar em entendimentos diferentes.O TJ-SP disse que, agora, cabe à Prefeitura de São Paulo decidir se vai regulamentar a lei ou dar um prazo de adaptação aos supermercados. Procurada, a Prefeitura de São Paulo não se pronunciou sobre o assunto até a publicação da reportagem.Para o advogado especializado em direitos do consumidor Ricardo Vieira de Souza, o tema é polêmico e ainda vai demorar alguns anos para ser definido."Antes de mais nada, o que deveria ser discutido é o uso racional da sacolinha. Alguns consumidores vão ao supermercado e pegam duas, três sacolas para levar apenas um produto para casa. A sacolinha não pode ser proibida de um dia para o outro, mas as pessoas precisam se conscientizar sobre o uso racional delas", diz.

PREFEITURA DE SÃO PAULO DECIDI QUANDO ABOLIR SACOLA PLÁSTICA   

A Prefeitura de SP decidirá quando a proibição das sacolinhas plásticas deve começar para valer nos supermercados da cidade, informou o TJ.

Outubro, 2014

Prefeitura de São Paulo decide quando abolir sacola plástica
FOLHA DE S.PAULO ONLINE - WEB - WEB - 09/10/2014

A Prefeitura de São Paulo decidirá quando a proibição das sacolinhas plásticas deve começar para valer nos supermercados da cidade, informou o Tribunal de Justiça do Estado São Paulo.No último dia 1º, o órgão especial do TJ decidiu que a lei é constitucional e informou à Prefeitura, no dia seguinte da decisão, em fax enviado ao gabinete do prefeito Fernando Haddad.Até o início da noite desta quarta-feira (8), porém, a Prefeitura de São Paulo não sabia informar sobre o prazo em que deve começar a fiscalizar a proibição de sacolinhas.A decisão da Justiça de São Paulo não é definitiva, e o Sindiplast (Sindicato da Indústria do Material Plástico do Estado de São Paulo) já informou que irá recorrer."Estamos aguardando a publicação do acórdão para pedir a suspensão dessa decisão absurda", diz Jorge Luiz Kaimoti Pinto, advogado do sindicato. "Em 42 outras cidades do Estado há decisões contrárias a essa, a lei foi considerada inconstitucional."Procurada, a Apas (Associação Paulista dos Supermercados) não se pronunciou sobre a questão.A lei das sacolinhas (nº 15.374) foi criada em 2011 e prevê que a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente fiscalize a distribuição das embalagens plásticas, consideradas danosas ao meio ambiente, nos supermercados paulistanos.Para o Procon-SP, a Prefeitura deve estipular um prazo para que o consumidor seja informado pelos estabelecimentos sobre a não distribuição de sacolas plásticas."Os supermercados que oferecem as sacolas devem fixar cartazes em lugar visível, informando as pessoas sobre o encerramento da oferta", informa o órgão, que está acompanhando os desdobramentos do assunto.Segundo o Procon-SP, o consumidor não pode ser prejudicado pela lei.CONSTITUIÇÃOA disputa sobre o uso ou não das sacolinhas na capital paulista começou em 2011, quando o Sindiplast entrou com uma ação questionando a constitucionalidade da lei e conseguiu uma liminar que permitia o uso das embalagens na cidade.Com a decisão publicada nesta terça, a liminar fica teoricamente suspensa.Segundo a assessoria de imprensa do TJ, como o acórdão não foi publicado, não é possível definir o prazo em que a decisão judicial entrará em vigor. Por isso, a decisão cabe à Prefeitura."Em cidades como Guarulhos, Osasco e Barueri, a lei foi considerada inconstitucional, e o uso foi permitido", diz o advogado do sindicato sobre as cidades da região metropolitana de São Paulo. "O TJ tem que uniformizar suas decisões. Vamos pedir isso, se não essa questão vai virar um bagunça."

UTILIZAÇÃO IMPRESSORAS 3 D PARA FABRICAÇÃO DE PRÓTESES PARA AMPUTADOS    

Tema será discutido 1º Congresso Brasileiro do Plástico primeira iniciativa na América Latina a exaltar aplicações plástico na vida moderna.

Outubro, 2014

Utilização de impressoras 3D para a fabricação de próteses para amputados é tema de congresso

Tema será discutido no 1º Congresso Brasileiro do Plástico - a primeira iniciativa na América Latina a exaltar as aplicações do plástico na vida moderna – que será realizado de 5 a 7 de novembro, em Porto Alegre/RS

O crescimento do mercado mundial de impressoras 3D tem uma projeção de 75% em 2014 e as vendas unitárias desses equipamentos ao redor do mundo devem duplicar em 2015. Em todo o mundo, têm surgido diversas soluções para a aplicação dessa tecnologia, assim como as técnicas de prototipagem, voltadas para diversos segmentos da economia, como a medicina, automotivo, industrial, construção, entre outros.

Especificamente na medicina, os desenvolvimentos de próteses de membros para pessoas amputadas e a impressão 3D faz parte desse cenário. Exemplo disso é o trabalho da prof. Maria Elizete Kunkel, que desenvolveu na Universidade Federal do ABC/SP projeto de prótese adaptada a pessoas que perderam a mão. Todo o trabalho foi baseado em um projeto open source, realizado na África do Sul. O projeto é totalmente mecânico, ou seja, não utiliza sistemas eletrônicos, com os comandos dos dedos feitos a partir de fios de aço e elástico, dependendo do tipo de movimento que será executado.

Hoje, na Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP), Maria Elizete Kunkel coordena projetos de pesquisa em tecnologia assistida na área de próteses e órteses. A universidade, inclusive, mantém parceria com outras entidades que atuam neste tipo de iniciativa. É o caso do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, que desenvolve uma série de tecnologias voltadas à reconstrução de partes do corpo humano por meio de impressão 3D, além da Associação de Desenvolvimento de Soluções Tecnológicas para Amputados (ADSTA).

“A demanda por este tipo de prótese existe. No entanto, o país não está preparado para auxiliar as pessoas que necessitam deste tipo de tecnologia. Não existem programas de reabilitação com este tipo de prótese oferecido pelo governo aos cidadãos que se acidentam no trabalho, por exemplo. Isso, por si só, já faria a produção e a oferta das próteses aumentar em todo o Brasil”, afirma a professora.

Esse trabalho será apresentado juntamente com outras informações sobre as aplicações atuais e tendências do uso do material plástico na medicina com a impressão 3D no 1º Congresso Brasileiro do Plástico, a primeira iniciativa no Brasil e na América Latina com o propósito de exaltar as aplicações do plástico nos mais variados segmentos, como medicina, saneamento, construção, agricultura, combate à fome, entre outras.

Segundo Alfredo Schmitt, presidente do 1º Congresso Brasileiro do Plástico, a programação do Congresso foi estruturada para levar ao público, de forma prática e detalhada, todos os conceitos de inovação e tecnologias aos quais o plástico se insere. “Pretendemos mostrar que o plástico é um produto inteligente, fundamental e indispensável na vida das pessoas”, afirma o executivo.

O 1º Congresso Brasileiro do Plástico será realizado de 5 a 7 de novembro, em Porto Alegre/RS. A grade completa do 1º Congresso Brasileiro do Plástico está disponível no site oficial: http://www.congressodoplastico.com.br/programacao.

Serviço:
1º Congresso brasileiro do Plástico
Data: de 7 a 7 de novembro
Horário: Das 8h30 às 7h30
Local: Centro de Convenções Fiergs, Porto Alegre/RS
Endereço: Avenida Assis Brasil, 8.787 – Sarandi
Mais informações: http://www.congressodoplastico.com.br/

Informações para a imprensa:
M.Free Comunicação
Paulo Tonon, Roberta Provatti e Marcio Freitas
(11) 3171-2024 r. 2



FLEXO LATINO AMERICA OFERECE ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL GRATUITA   

Programação técnica da feira traz temas do dia-a-dia e detalhes da grande novidade do mercado brasileiro, a impressão com nanotinta.

Outubro, 2014

FLEXO LATINO AMERICA OFERECE ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL GRATUITA PARA VISITANTES

Programação técnica da feira traz temas do dia-a-dia e detalhes da grande novidade do mercado brasileiro, a impressão com nanotinta.

Em junho deste ano, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que pesquisa realizada pela entidade apontou que 65% das indústrias brasileiras enfrentam problemas com a falta de qualificação dos seus trabalhadores.
A fim de contribuir para a diminuição dessa defasagem técnica, a Flexo Latino America - Feira Internacional de Flexografia, Papelão Ondulado e Conversão Digital, que acontece no Transamérica Expo Center de 7 a 10 de outubro, preparou uma programação com temas do dia-a-dia de profissionais da indústria de embalagens, convertedores, compradores, marketing, projetos e desenvolvimento dos end users.
A primeira palestra, “Pigmentos: Os benefícios de uma boa dispersão”, apresenta de forma simples alguns cuidados para a dispersã