
Maio, 2013
Competitividade do setor de embalagens é tema de pesquisa realizada pela ABRE e FGV
Guia da Embalagem - Campinas/SP - NOTÍCIAS - 08/05/2013
forte influência sobre o desempenho das empresas, ou seja, estudos indicam que cerca de 40% da variabilidade observada no desempenho das empresas é oriunda de fatores específicos como as suas práticas de gestão e não de fatores genéricos como influências macroeconômicas ou ramo de negócios.
Por outro lado, existem evidências de que as empresas não utilizam plenamente esse potencial perdendo competitividade.
Dados recentes mostram que empresas de médio porte de países emergentes apresentam níveis mais baixos de utilização de práticas de gestão em relação a empresas de países desenvolvidos ou a multinacionais.
Competitividade no setor de embalagem.
Partindo das premissas que o nível de utilização de práticas gerenciais nas empresas brasileiras é inferior aos melhores padrões internacionais (gráfico acima) e que existe uma relação clara entre as práticas gerenciais e o desempenho dessas empresas, a pesquisa mapeará o posicionamento do setor de embalagem delineando o nível de utilização das práticas de gestão deste setor e quais destas práticas levam as empresas a obter um melhor desempenho e, com isso, uma maior competitividade.
Através dos resultados, as empresas da cadeia produtiva de embalagem poderão comparar suas práticas de gestão com as que são adotadas pelo setor como um todo, identificando o grau de utilização das que obtiveram um melhor desempenho e as áreas de potenciais melhorias relacionadas às suas próprias práticas.
Para realizar a pesquisa, a FGV ouvirá vários segmentos do setor de embalagem como a indústria de embalagens metálicas, cartonadas, papel, papelcartão e papelão ondulado, plástico flexível, rígido e semirrígido, vidro e multicamadas.

Maio, 2013
Em sete meses, supermercados gaúchos deixaram de distribuir 153 milhões de sacolas plásticas
RÁDIO GUAÍBA - WEB - WEB - 10/05/2013
Queda é de 23%. Meta da Agas é reduzir o uso das embalagens em 40% até 2014A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), o Ministério Público Estadual e a Fecomércio se reuniram, ao longo da semana, para avaliar os sete primeiros meses da campanha “Sacola bem utilizada ajuda o meio ambiente”. Nesse período, foram distribuídas 153,6 milhões de sacolas a menos em 2012 do que no mesmo período em 2011 - uma redução de 23% no número de embalagens usadas pelos clientes.
De acordo com a Agas, a diminuição ocorreu mesmo com o aumento de 7,3% no número de usuários nos estabelecimentos. Entre os motivos para a retração está a campanha lançada em junho do ano passado, que estimula consumidores, empacotadores e varejistas para o uso moderado e a destinação correta das sacolas plásticas distribuídas pelo varejo gaúcho.
De julho até dezembro de 2011 foram distribuídas 783,9 milhões de sacolas contra 630,3 milhões de embalagens, no ano passado. A meta da Associação Brasileira de Supermercados, que também é compartilhada pelo Movimento de Donas de Casa e Consumidores, é de que até 2014 a redução chegue a 40%.

Maio, 2013
INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA PLÁSTICA SERÁ TEMA DA CONFERÊNCIA FEIPLASTIC 2013
Paulo Pereira, da Prodesign, mostrará aos participantes que a inovação pode ser construída, apresentando trabalhos de companhias como Johnson & Johnson, Avon e Danone.
São Paulo, maio de 2013 - “A utilização de plásticos verdes, materiais reciclados ou biodegradáveis não altera a maneira de se trabalhar o design. O uso desses materiais potencializa a venda do produto. Cada vez mais o consumidor está valorizando essa política, o que acaba sendo uma vantagem competitiva, desde que o custo seja viável”. Essa é a opinião do engenheiro Paulo Pereira, diretor da Prodesign, e que apresentará no dia 22 de maio a palestra Gerenciamento da Inovação, na Conferência Feiplastic 2013. O encontro com especialistas é um evento paralelo à FEIPLASTIC – Feira Internacional do Plástico, que acontece de 20 a 24 de maio de 2013. Ambos os eventos são organizados e promovidos pela Reed Exhibitions Alcantara Machado.
A Prodesign, há 20 anos no mercado, desenvolve embalagens para todos os segmentos da indústria, como frascos, potes, tampas, blisters, filmes plásticos, cartuchos, caixas e displays para produtos de higiene, cosméticos, farmacêuticos, alimentos e limpeza doméstica. Entre as empresas já atendidas estão Johnson & Johnson, Reckitt Benckiser, Avon, Arno, Santher, Danone, Bombril, Hypermarcas entre outras.
“Na palestra mostrarei que inovação não acontece somente por acaso – explica Pereira - ela pode ser construída, e vou falar dos requisitos importantes para se chegar lá. Também apresentarei o fluxo da inovação e explicarei como funciona seu processo, usando as ideias e as capacidades”. O diretor da Prodesign também se utilizará de cases pessoais e outros fatos que desencadearam inovações em diferentes mercados. “A Feiplastic é um veículo forte e poderoso onde podemos encontrar um enorme volume de informações sobre o mercado, os materiais, as tendências e inclusive inovações em produtos e embalagens”, finaliza o palestrante.
A Conferência FEIPLASTIC 2013 acontece nos dias 22 e 23 de maio, simultaneamente à Feira Internacional do Plástico. Para mais informações e inscrições os interessados devem ligar para o telefone (11) 3060.4949. A programação completa está disponível no site www.feiplastic.com.br/Conferencia/Agenda/
Mais informações:
CONFERÊNCIA FEIPLASTIC 2013
Data: 22 e 23 de maio de 2013
Horário: 9h às 18h
Local: Holiday Inn Park Anhembi (anexo ao Pavilhão de Exposições do Anhembi)

Maio, 2013
Agas e Ministério Público do RS promovem o 3º Fórum Ambiental das Sacolas Plásticas
AGAS - WEB - WEB - 03/05/2013
Depois de tornar-se modelo no Brasil pela construção de soluções educativas a longo prazo para a redução do consumo de sacolas plásticas, o Rio Grande do Sul voltará a debater as sacolas plásticas no mês de junho. Em parceria com o Ministério Público do Estado, a Agas promoverá, dia 5 de junho, o 3º Fórum Ambiental da Sacolas Plásticas – Uma alternativa: a redução.
O evento ocorrerá às 14 horas no Auditório do Ministério Público (Praça Marechal Deodoro, 110, 3º andar), buscando ampliar o debate e esclarecer a representantes do poder público de diversos municípios, aos consumidores, à imprensa e aos demais integrantes da sociedade, como o Rio Grande do Sul conseguiu reduzir em 19,5% o número de sacolas utilizadas no segundo semestre do ano passado, na comparação com o mesmo período de 2012.
A programação do evento será divulgada na próxima semana. Para mais informações e pré-inscrições gratuitas, contate (51) 2118-5200 ou eventos@agas.com.br.

Abril, 2013
O consumidor em primeiro lugar
DCI - São Paulo/SP - OPINIÃO - 22/04/2013
Nos últimos anos, no Brasil, mais de 40 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a renda familiar do brasileiro cresceu 40,7% entre 2003 e 2011, taxa 13,3 pontos superior a apresentada pelo PIB per capita, que avançou 27,7% no período. Uma nova classe de consumidores ganhou poder de compra e tem participado ativamente da economia.
Além disso, é notório que nunca antes o consumidor teve tanta informação disponível para escolher o melhor produto e o melhor serviço. Mas o cidadão ainda encontra morosidade e burocracia quando a questão é reivindicar seus direitos. Avaliando isso, o governo federal anuncia que a defesa do consumidor será política de Estado o Brasil, para que os brasileiros tenham cada vez mais acesso ao consumo de produtos e serviços de qualidade e para que possam contar com mecanismos mais ágeis e efetivos na defesa de seus direitos.
O trabalho da Abief, entidade que representa a indústria fabricante de filmes flexíveis e que faz parte da cadeia produtiva dos plásticos que é responsável por mais de 350 mil empregos diretos no Brasil, em mais de 11 mil empresas, é pautado no respeito ao consumidor. Atuamos para fomentar os investimentos da indústria de filmes plásticos flexíveis em tecnologia para o desenvolvimento deembalagens de qualidade, com valor agregado, que garantam o bem estar e o melhor custo-benefício à população.
Exemplo de respeito ao consumidor é a mobilização da Abief e das entidades da cadeia dos plásticos na questão das sacolas plásticas. Temos trabalhado para levar a todo o Brasil a informação correta sobre as embalagens, as boas práticas de consumo e descarte, assim comoembalagens resistentes, a partir do Programa de Qualidade e Consumo responsável de Sacolas Plásticas. Com isso, a população preserva seu direito a ter uma embalagem de qualidade para carregar suas compras e para uma infinidade de outros usos, economiza dinheiro e, ainda, ajuda a preservar o meio ambiente. Os tempos mudaram e a população passa a não ser lembrada somente em época de eleição. O respeito ao consumidor está na junção das boas práticas da indústria privada, assim como na atuação do poder público em fiscalizar e garantir o direito do cidadão, que cada vez mais passa a ser percebido como agente balizador de qualidade, conhecedor de seus direitos e deveres e com ferramentas para construir uma sociedade melhor.

Abril, 2013
Governo pretende reduzir uso de sacolas plásticas
Valor Econômico – 22/04/2013
O governo Dilma Rousseff deu início a discussões com a indústria, o comércio e entidades que representam os consumidores para tentar frear o consumo de sacolas plásticas no país. Devido à falta de uma legislação específica sobre o assunto, o Executivo busca obter nesses debates subsídios para o "disciplinamento normativo" do uso sustentável do produto. Pelo menos por ora, as reuniões não ocorrem em clima de embate. Mas tampouco há um consenso: indústria e comércio têm posições divergentes. Integrantes da sociedade civil organizada defendem, por sua vez, fórmulas que não gerem maiores custos aos consumidores.
As discussões ocorrem mensalmente no âmbito de um grupo de trabalho criado pelo Ministério do Meio Ambiente no fim do ano passado. Desde o dia 30 de janeiro, o colegiado já se reuniu três vezes. Ele tem um prazo de seis meses, prorrogável uma vez por um igual período de tempo.
"O grupo vai trabalhar na base de recomendações", afirmou ao Valor uma autoridade do Ministério do Meio Ambiente, segundo quem o colegiado pode apresentar sugestões a projetos que já tramitam no Congresso ou elaborar a minuta de um anteprojeto a ser apresentado ao Parlamento. "A questão é a gente ultrapassar toda a discussão maniqueísta que envolve o assunto."
Além da falta de um marco regulatório nacional e da existência de leis estaduais e municipais divergentes sobre o assunto, não há estatísticas oficiais sobre a situação do setor de sacolas plásticas no país. Segundo dados apresentados pelos representantes da indústria no grupo de trabalho, o número de unidades consumidas pela população brasileira em 2012 foi de aproximadamente 12 bilhões, ou 0,2% dos resíduos sólidos do país. Em 2011, o consumo teria sido de 13,2 bilhões de sacolas.
Em contraste, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) estimou em 13,9 bilhões de unidades o consumo de sacolas plásticas no Brasil em 2011. Segundo relatos de participantes dos encontros, alguns representantes do comércio chegaram a defender o fim da distribuição gratuita das sacolas plásticas. Representantes de redes varejistas argumentaram que as sacolas produzidas no Brasil são mais caras que as importadas. Ressaltaram também que os consumidores precisam se conscientizar que usar sacolas plásticas de material não reciclado para embalar lixo representa um desperdício. Integrantes do colegiado relataram ainda que, segundo os representantes do comércio, a simples cobrança pelas sacolas mudaria os hábitos de consumo no Brasil.
"O primeiro passo é a conscientização", disse ao Valor Adriano Manoel dos Santos, diretor da Abras e coordenador do comitê de sustentabilidade da entidade. "A Abras é a favor de uma distribuição que não prejudique o meio ambiente, mas não é a favor de abolir as sacolas."
Um acordo fechado entre a Abras e o Ministério do Meio Ambiente busca a redução do consumo de sacolas plásticas em até 40% entre 2010 e 2015. Em 2010, tal consumo nos supermercados foi de 14,9 bilhões de unidades. Sem medida alguma para atenuar esse quadro, o setor estima que o consumo chegaria a 16,5 bilhões de sacolas em 2015. A conta considera uma expectativa de crescimento de vendas de 2% ao ano.
Para neutralizar os argumentos das redes varejistas, a indústria tem ponderado que as bases da discussão devem se dar a partir do lema "reduzir, reutilizar e reciclar". O setor produtivo argumenta que o problema é o descarte inadequado, acrescentando que o desafio do país é criar as normas técnicas necessárias ao aumento da capacidade de transporte dessas embalagens. A idéia é que os clientes do comércio varejista não precisem usar mais de uma sacola para carregar os produtos adquiridos, iniciativa que reduziria o desperdício. Para a indústria, as sacolas reutilizáveis feitas de pano são menos higiênicas para o transporte de alimentos, argumento refutado pelos comerciantes e ambientalistas.
A indústria de embalagens plásticas flexíveis argumenta ainda que a produção de sacolas consome menos energia que a de embalagens de alumínio, aço e vidro, além de não produzir desmatamento. Os industriais sustentam que as sacolas plásticas são "inertes". Ou seja: só acabam em locais indevidos e prejudicam o meio ambiente se o descarte for inadequado. Além disso, alertam os porta-vozes do setor produtivo no grupo de trabalho, o eventual banimento das sacolas plásticas eliminaria uma cadeia importante da indústria nacional.
"É interessante a gente ter a possibilidade de discutir um marco legal", ponderou Wanderley Baptista, especialista de política e indústria da Gerência de Meio Ambiente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), lembrando que hoje há leis diferentes em Estados e municípios sobre o assunto. "Isso cria uma insegurança para a indústria."
Todos os lados envolvidos citam a Política Nacional de Resíduos Sólidos como um avanço na chamada "logística reversa" do lixo produzido no país. Mesmo assim, a destinação desse tipo de embalagem continua sendo uma preocupação do Ministério do Meio Ambiente. A pasta considera a sacola plástica um problema por seu papel como "fator agravador de enchentes", na morte de animais aquáticos, na poluição visual das cidades e por dificultar a degradação de resíduos úmidos e orgânicos descartados pela população.
O Congresso também debate o assunto. Tramitam na Câmara e no Senado diversos projetos que buscam assegurar a distribuição de sacolas sem custos adicionais aos consumidores, proibir o seu fornecimento por estabelecimentos comerciais ou substituir esse tipo de embalagem por produtos ecológicos.
Enquanto isso, as entidades de defesa dos direitos dos consumidores acompanham a pauta com o objetivo de evitar maiores prejuízos ao usuário final. Segundo João Paulo Amaral, pesquisador do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), a cobrança pelo uso de sacolas nos supermercados não fere a legislação. Por outro lado, essa cobrança precisa ser devidamente divulgada e os clientes não podem ser surpreendidos ao chegarem aos caixas. Uma proposta interessante, diz Amaral, é a concessão de descontos aos clientes que não demandarem as sacolas na hora de embalar as suas compras. "O que deve ser considerado no grupo de trabalho é um modelo de cobrança justo", disse o pesquisador do Idec.

Abril, 2013
Brasil reduz 32% o consumo de sacolas plásticas em 5 anos
Folha de S. Paulo – 18/04/201
TATIANE RIBEIRO DE SÃO PAULO
Foram desperdiçadas menos 5,8 bilhões de sacolinhas no varejo brasileiro desde a
criação do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, iniciado
em 2007: uma redução de 32% em cinco anos.
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O resultado é melhor que a meta estipulada, de 30%, revela levantamento realizado pela
Plastivida Instituto Socioambiental dos Plásticos em conjunto com a Abief (Associação
Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis) e com o INP (Instituto Nacional do
Plástico).
"Nossa estratégia foi criar um selo de qualidade baseado na Norma ABNT 14.937/2010 e
popularizar a idéia para que os fabricantes passassem a produzir somente sacolas que
suportem até seis quilos", conta Miguel Bahiense, presidente da Plastivida e do INP.
Além da produção de sacolas mais fortes, o programa focou também em treinar os
empacotadores nos locais de vendas para orientar o consumidor a usar menos, já que
elas agora são mais resistentes.
"No Rio Grande do Sul, o consumo era de 2 sacolas por cliente, durante os meses de
julho e dezembro de 2011. No mesmo período de 2012, passou a ser de 1,5", conta.
Atualmente, o programa está presente nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto
Alegre, Salvador, Goiânia, Recife, Blumenau, Florianópolis e Brasília, entre outras, e
deverá ser ampliado para mais capitais.
"Acreditamos que o problema está no desperdício e no descarte incorreto do plástico. Por
isso queremos avançar com as ações e focar, principalmente, em educação ambiental",
afirma Bahiense.

Abril, 2013
Área de embalagem flexível avança 7,5%
DCI - INDÚSTRIA - SÃO PAULO - SP - 22/04/2013
Apesar de 2012 ter sido um ano de instabilidade para o setor de transformação de plásticos, o segmento de embalagens flexíveis registrou alta no faturamento de 7,5% com relação ao ano anterior, segundo estudo da consultoria Maxiquim para a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief).
Em 2011, o segmento faturou R$11,2 bilhões. Já no ano seguinte, o faturamento registrado foi de R$ 12 bilhões. O volume de produção também cresceu: em 2011, a produção foi de 1.779,19 mil toneladas, contra 1.813 mil toneladas em 2012, avanço de 1,9%.
"O ano de 2012 foi especialmente desafiador para o setor; os custos, com destaque para a escalada dos preços das matérias primas, dificultaram bastante a obtenção de margens satisfatórias pelas empresas", diz o presidente da Abief, Sergio Carneiro filho.
As importações de embalagens flexíveis cresceram 11,5% em valores, para US$ 639 milhões e 12,8% em volume, para 136 mil toneladas em 2012. Assim, o déficit da balança comercial do setor foi o maior dos últimos oito anos, atingindo US$ 453 milhões. O estudo mostrou ainda que as exportações caíram no período. Em valores, a queda foi de 14% somando US$ 186 milhões e de 14,7% em volume, para 53 mil toneladas.
Ainda assim, a Abief vê 2013 com otimismo. "A redução dos custos da energia elétrica, a manutenção da disponibilidade de recursos para novos investimentos pelo BNDES, a momentânea nova estabilidade dos custos das matérias primas e a concretização de negociações ao longo da cadeia, tudo isso em conjunto mostra um ano mais otimista para a indústria de embalagens plásticas flexíveis", conclui Carneiro Filho.

Abril, 2013
Após ‘aperto’, setor de plástico flexível deve crescer 4%
Folha de S. Paulo – Mercado Aberto – 12/04/2013
O mercado de embalagens plásticas flexíveis (sacolas e rótulos, entre outros) prevê um crescimento de aproximadamente 4% neste ano, tanto no volume, quanto no valor da produção, segundo a Abief (associação do setor). "A perspectiva é positiva mesmo após termos passado por um aperto de margem histórico, no ano passado", afirma Sérgio Carneiro Filho, presidente da entidade. Em 2012, o faturamento da produção cresceu cerca de 7,5% e o volume produzido teve um aumento de 1,9%. Carneiro Filho, porém, explica que os custos da cadeia de produção foram de quase 9%, o que gerou o "aperto".
Mesmo com uma projeção de alta para este ano, o presidente da associação avalia que é preciso que o governo faça uma revisão dos tributos de alguns produtos. "O imposto de importação e o IPI são dois itens pesados em nossa cadeia produtiva e que possuem alíquotas diferenciadas para certas classificações fiscais. É preciso uma equiparação tributária para o setor", diz o executivo./FSP – Mercado Aberto

Abril, 2013
Quanto mais esperar para subir juros, pior
Folha de S. Paulo - São Paulo/SP - MERCADO - 12/04/2013
Mercado aberto
MARIA CRISTINA FRIAS cristina.frias@uol.com.br
"Quanto mais cedo elevar os juros, mais cedo aparece a chance de descer. Quanto mais esperar para subir os juros, pior", diz Jorge Simino, diretor de investimentos da Fundação Cesp.
Para Simino, o país está acumulando muitas tensões: "o câmbio está fora de lugar, os juros reais estão fora de lugar, os salários reais, também. Tudo começa pelo câmbio", afirma.
A situação atual se parece com a que antecedeu a desvalorização do real de 1999, compara o diretor da fundação Cesp.
"Pode ser um pouco forçada a comparação, mas lembra o adiamento do governo para tomar a iniciativa antes da reeleição de Fernando Henrique Cardoso. Vencido o pleito, o governo teve de encarar o ajuste."
Agora a variável chave, do ponto de vista do governo, é manter emprego, não é a preocupação com o câmbio, diz Simino. O câmbio de equilíbrio deve ser de, no mínimo, R$ 2,30, estima. Do ponto de vista de investimentos, este será um ano difícil.
"Os preços dos títulos longos estão caindo, a Bolsa vai mal, com queda de cerca de 8% no acumulado deste ano. Adiado o ajuste, esse mau humor pode prosseguir."
Compacta A Casa Cor deste ano estará mais enxuta: terá 80 ambientes (60 já foram vendidos). Em 2012, foram 94. Espaços como os de crianças e escritórios serão abolidos.
Biotecnologia A Fundação Bio-Rio e a Apex lançam a Brasil Biotechnology, para exportar pesquisas em saúde, energia e agricultura. O investimento é de R$ 4 milhões.
A partir de agosto, os projetos de conjuntos habitacionais destinados a famílias de baixa renda no programa Minha Casa Minha Vida deverão incluir, além dos imóveis, a construção de escolas e postos de saúde.
A ideia do governo é acelerar a instalação desses benefícios e evitar que os imóveis fiquem prontos antes de as prefeituras concluírem as áreas para educação e saúde.
O financiamento do empreendimento incluirá a escola e o posto de saúde. Tudo será feito pela construtora ao mesmo tempo.
A regra se aplicará apenas aos imóveis para famílias com renda de até R$ 1.600. O Ministério das Cidades deverá editar nos próximos dias uma portaria sobre o tema.
O mercado de embalagens plásticas flexíveis (sacolas e rótulos, entre outros) prevê um crescimento de aproximadamente 4% neste ano, tanto no volume, quanto no valor da produção, segundo a Abief (associação do setor).
"A perspectiva é positiva mesmo após termos passado por um aperto de margem histórico, no ano passado", afirma Sérgio Carneiro Filho, presidente da entidade.
Em 2012, o faturamento da produção cresceu cerca de 7,5% e o volume produzido teve um aumento de 1,9%. Carneiro Filho, porém, explica que os custos da cadeia de produção foram de quase 9%, o que gerou o "aperto".
Mesmo com uma projeção de alta para este ano, o presidente da associação avalia que é preciso que o governo faça uma revisão dos tributos de alguns produtos.
"O imposto de importação e o IPI são dois itens pesados em nossa cadeia produtiva e que possuem alíquotas diferenciadas para certas classificações fiscais. É preciso uma equiparação tributária para o setor", diz o executivo.

Abril, 2013
ABIEF EMPOSSA NOVO PRESIDENTE
São Paulo, Abril de 2013 – O empresário Sérgio Carneiro, da SR Embalagens, foi eleito Presidente da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) para o período 2013-2015. A cerimônia de posse aconteceu ontem, dia 09 de Abril, no Hotel Renaissance, em São Paulo, e foi precedida por uma palestra, exclusiva para associados, proferida pelo Economista Marcelo Martinovich, da Martinovich Consultoria e Treinamento, sobre “Custos industriais: preço ou lucro?”. Estiveram presentes na cerimônia 190 profissionais do setor.
No discurso de posse, Sérgio Carneiro enfatizou a necessidade da entidade “oferecer para seus membros serviços de valor e representatividade efetiva”. “Só assim seremos percebidos pelo mercado como a referência maior em nossa área de atuação.” Ele também espera integrar ainda mais os associados e atrair empresas que ainda não participam da ABIEF. “Para tal, conto com uma participação mais ativa de todos. Mas sei que para conseguir esta participação, será necessário criar novos produtos e serviços e dar continuidade aos projetos de sucesso.”
Como áreas estratégicas, o novo Presidente da ABIEF aposta na criação de valor para a cadeia produtiva de embalagens plásticas flexíveis e na aproximação com os fornecedores e clientes diretos. “A indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis precisa ser inserida de vez como um player estratégico na cadeia produtiva de bens de consumo. Precisamos alinhar nossa postura com a dos nossos clientes, usuários de embalagem, oferecendo produtos que atendam às necessidades do consumidor final.”
Sérgio Carneiro também espera, a partir de parcerias inteligentes e consultorias atuantes, maximizar, de forma criativa, os diversos serviços já oferecidos pela entidade, dentre eles: informações de mercado, orientações jurídicas e tributárias, participações em feiras e eventos, treinamentos técnicos e gerenciais, publicações e eventos de conteúdo e atualização profissional e tecnológica.
“Precisamos ainda representar nossa indústria junto aos diversos órgãos públicos e de classe, seja em busca das isonomias tributárias necessárias ou negociando e defendendo o devido posicionamento em relação a legislações ambientais e trabalhistas.” A sintonia plena com demais entidades do setor, como a Abiplast, também está na pauta do novo Presidente.
Durante a cerimônia o então Presidente da entidade, Alfredo Schmitt, homenageou o Coordenador de Política Setorial, Leonidas Alperowitch (Replac). A lista completa da nova Diretoria da ABIEF está disponível no site www.abief.org.br.
Sobre a ABIEF
A ABIEF (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis) existe há 36 anos com o objetivo de fomentar o mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental a partir do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. A entidade reúne 150 empresas de todo o Brasil fabricantes de filmes monocama, coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; embalagens especiais.

Abril, 2013
Embalagens flexíveis podem crescer 4% este ano, diz Abief
Valor Econômico - São Paulo/SP - EMPRESAS - 10/04/2013
Alfredo Schmitt, da Abief: safra agrícola e demanda da classe média vão estimular expansão do segmento de flexíveis
As indústrias de embalagens plásticas flexíveis vão crescer 4% este ano, como reflexo do aumento da safra agrícola nacional e demanda maior da classe média. O balanço foi feito ontem por Alfredo Schmitt, que passou o bastão da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) para o empresário Sergio Carneiro Filho, que fica na presidência da entidade entre este ano e 2015. Schmitt permanece na associação como vice-presidente de relações institucionais.
No ano passado, o segmento de embalagens plásticas flexíveis encerrou com faturamento de R$ 12 bilhões, crescimento de 7,5% em relação ao ano anterior (R$ 11,2 bilhões), de acordo com levantamento feito pela consultoria Maxiquim a pedido da Abief. Em volume, o setor cresceu 1,9%, para 1,813 milhão de toneladas.
"Apesar desse crescimento, o setor não conseguiu passar para o mercado os custos. A expansão do segmento, na prática, ficou abaixo de índice inflacionário", afirmou Schmitt. As indústrias sofreram com a volatilidade dos custos, como matéria-prima e mão-de-obra, e tiveram impacto negativo com a elevação das importações de produtos acabados.
Para este ano, Schmitt estima um crescimento de 4% em volume, puxado pelo setor de alimentos, sobretudo.
De acordo com o estudo da Maxiquim, as importações de embalagens flexíveis cresceram 11,5% em valor (de US$ 573 milhões em 2011 para US$ 639 milhões no ano passado) e 12,8% em volume (de 120 mil toneladas em 2011 para 136 mil toneladas em 2012). As exportações caíram no período. Em valor, a queda foi de 14% (de US$ 217 milhões em 2011 para US$ 186 milhões em 2012) e 14,7% em volume (de 62 mil toneladas em 2011 para 53 mil toneladas no ano passado). Com isso, o déficit da balança comercial desse segmento ficou em US$ 453 milhões, o maior dos últimos oito anos.
O setor de embalagens plásticas do país tem cerca de 11 mil empresas e gera 350 mil empregos diretos. As empresas associadas à Abief respondem por 40% da produção do setor.
A redução dos custos da energia elétrica (medida anunciada pelo governo federal em 2012), a manutenção da disponibilidade de recursos para novos investimentos pelo BNDES e a atual estabilidade dos custos das matérias primas indicam um ano mais otimista para a indústria de embalagens plásticas flexíveis, de acordo com Carneiro, atual presidente da Abief.
O setor químico de modo geral tem passado por um forte período de instabilidade. No ano passado, o déficit da balança comercial da cadeia bateu recorde ao atingir US$ 28,1 bilhões. Neste ano, as estimativas preliminares apontam para um rombo ainda maior, superando os US$ 30 bilhões, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Março, 2013
Brasil reduz desperdício de sacolas plásticas
Rede do Plástico – 14/03/2013
Mais de 800 milhões de sacolas plásticas deixaram de ser desperdiçadas no varejo brasileiro, em 2012. O levantamento foi realizado pela Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief) e Instituto Nacional do Plástico (INP), entidades responsáveis pelo Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas.
O levantamento mostra que o Programa permitiu uma redução acumulada de 5,8 bilhões de sacolas plásticas no Brasil, nos últimos cinco anos, quando foi criado. A marca representa 32,4% de redução em comparação com o volume de sacolas plásticas produzidas em 2007, ou seja, maior que a meta estipulada pelo Programa, que era de 30% em cinco anos.
O Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas tem como proposta a educação ambiental e o consumo responsável. Seu objetivo é de uma aliança voluntaria, liderada pela indústria e envolvendo grandes redes varejistas, em um grande esforço conjunto, para oferecer gratuitamente ao consumidor sacolas plásticas mais resistentes e com qualidade, em conformidade com a Norma ABNT 14.937/2010. Além disso, contempla ações para que se multipliquem os conceitos de educação ambiental no varejo, uso consciente e descarte adequado dessas embalagens.
Segundo Miguel Bahiense, presidente da Plastivida e do INP, esse tipo de iniciativa é eficiente no combate ao desperdício, na preservação ambiental e no respeito ao consumidor. “Estamos extremamente satisfeitos com os sólidos resultados do Programa, pois além das metas alcançadas, conseguimos abrir o diálogo com a sociedade e promover a educação ambiental, o que traz resultados perenes”, afirma Bahiense.
Os resultados do Programa são perceptíveis desde sua implementação, em 2008. Hoje, as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Recife, Blumenau, Florianópolis e o Distrito Federal, entre outras, contam com o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas e têm mostrado grande evolução na redução do desperdício e na educação ambiental no varejo, em parceria com a indústria. Segundo o monitoramento da efetividade do Programa de Qualidade, em 2007, o Brasil consumia 17,9 bilhões de sacolinhas e encerrou 2012 consumindo 12,1 bilhões, o que mostra uma retração da ordem de 5,8 bilhões no desperdício de sacolinhas, resultando numa redução de 32,4%.
Ainda segundo Bahiense, há meios de ampliar essa iniciativa com o envolvimento de todos. “Acreditamos na conscientização e não na proibição, no uso responsável e não em banimento, e que indústria, varejo, associações de defesa do consumidor e do meio ambiente e governo devem atuar em conjunto para benefício da sociedade e do meio ambiente, completa.

Fevereiro, 2013
Fome e as embalagens plásticas
DCI – Opinião – São Paulo – 25/02/2013 – Pág A2
Alfredo Schmitt é empresário e presidente da ABIEF
A indústria de embalagens flexíveis pode contribuir decisivamente para minimizar as perdas na produção.
Todos os dias somos impactados por dados que mostram o quanto temos que avançar para superarmos um problema crônico da sociedade global: a fome. O relatório Global "Food: waste not, want not", divulgado pelo Instituto de Engenheiros Mecânicos (Imeche) do Reino Unido, escancara o absurdo número que mostra que de 30% a 50% dos alimentos produzidos no mundo nunca são ingeridos. Isto representa de 1,5 bilhão de toneladas de comida ao ano que têm o lixo como destino. Fatores como falta de infraestrutura de transporte e armazenamento inadequado são razões desta perda, mas incrivelmente uma parte importante deste desperdício é apontado nas exigências de supermercados de somente ter produtos visualmente perfeitos em suas prateleiras. Além disso, as promoções "compre um, leve dois" induzem as pessoas ao inverso da prática de consumo responsável, o que faz com que muita comida acabe no lixo.
Neste cenário, o papel dos plásticos é fundamental. Sua importância é notada desde o plantio do alimento, aumentando a produtividade, reduzindo as perdas por variações climáticas, garantindo a qualidade dos produtos e a melhoria das condições de logística e armazenamento. As embalagens plásticas flexíveis, como as conhecemos, sejam sacolas plásticas de supermercado, embalagens como as de feijão ou frango, ou as stand & pouch dos molhos de tomate, entre outras, agregam propriedades que antes eram impensáveis para a manutenção da qualidade e durabilidade dos alimentos.
Esta indústria, que atua fortemente no setor alimentício, investe em tecnologia para o desenvolvimento de embalagens inteligentes, assegurando maior tempo de vida dos produtos e garantindo a proteção no transporte. A indústria de embalagens plásticas flexíveis, aliada cada vez mais ao setor agrícola, pode contribuir decisivamente para minimizar as perdas na produção, garantir marca e valor agregado ao produto, além de qualidade e durabilidade. O setor também investe para que a identificação do produto seja um diferencial na prateleira, promovendo patamares internacionais de competitividade. "Embalar o Brasil para exportação" traz valor à produção nacional, muitas vezes vendida a granel. Soma-se a tudo isto o esforço desta indústria para criar no país a cultura das boas práticas de consumo, partindo do próprio plástico que é 100% reciclável. Embalar a produção significa gerar emprego e renda, reduzir a fome e o desperdício. Compromisso social, econômico, ambiental e com as futuras gerações.

Fevereiro, 2013
Plástico é usado em painel para captar energia solar
Valor Econômico – 25/02/2013
Uma equipe de pesquisadores baseada em Belo Horizonte desenvolveu uma tecnologia que transforma pedaços de plástico transparente, fino e flexível em painéis de energia solar. A novidade representa uma pequena revolução na forma de gerar energia limpa a partir da luz do sol. Em vez das grandes e pesadas placas de silício atuais, que precisam ser instaladas sobre telhados ou em grandes áreas de terra, o plástico pode simplesmente ser aplicado em janelas ou fachadas de edifícios, convertendo a luz recebida em eletricidade, diz Tiago Maranhão Alves, que lidera o projeto.
Plásticos solares
Maranhão comanda o CSEM Brasil, uma instituição criada em 2007, na capital mineira, fruto de uma parceria entre o Centre Suisse dÉletronique e Microtechnique e a gestora de investimentos FIR Capital, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e do governo do Estado. Os "plásticos solares" são feitos com células fotovoltaicas orgânicas (OPV, na sigla em inglês), um material à base de polímeros e plástico que pode movimentar bilhões de dólares nos próximos anos em todo o mundo só com a fabricação da nova geração dos painéis solares. "É uma quebra de paradigma", disse Alves. Segundo o pesquisador, apenas dois ou três centros na Europa e nos Estados Unidos, voltados à chamada eletrônica orgânica impressa, chegaram ao estágio de produzir esse tipo de painel em filme plástico. No exterior, já foram feitos alguns testes comerciais e o produto está prestes a entrar no mercado, mas os processos de cada centro de pesquisa são guardados a sete chaves. "Acabamos de pôr o Brasil no pelotão de elite nessa área, com potencial ser sermos competitivos e ganhar escala global." A eletrônica orgânica tem algumas aplicações já conhecidas, como baterias, telas e memórias, mas a equipe do CSEM Brasil concentrou-se em painéis solares.
Rolo de filme
A aparência do material obtido pela equipe de Alves é trivial: um rolo de filme plástico do tamanho de um palmo e com uns 15 cm de altura; o plástico é transparente, mas tem pequenas faixas acinzentadas, nas quais estão impressos os polímeros orgânicos à base de carbono que compõem as células fotovoltaicas. As possibilidades de uso do novo painel solar de plástico são inúmeras, disse Alves. Vão desde revestir prédios, aeroportos, estádios e capotas de carro até deixar milhares de pedaços de plástico boiando nas águas de usinas hidrelétricas. "Eu queria levar isso aqui no lombo de um burro para uma localidade isolada do Nordeste que nunca teve energia elétrica. Isso é fácil de transportar e você cola no telhado ou na fachada de uma casinha em qualquer lugar." Um painel de filme plástico de 2 metros por 2 metros seria suficiente para fazer funcionar uma lâmpada, uma TV e parte do consumo de uma geladeira, estima o pesquisador. Quanto maior o tamanho do plástico, mais energia estará disponível.
11 nacionalidades
Nascido em Recife, Alves, de 38 anos, é formado em engenharia e física. No ano 2000, ele se mudou para Cambridge, no Reino Unido, onde ganhou uma bolsa de estudos para um MBA. Ficou 10 anos na Europa. Quando a CSEM e a Fir Capital criaram o centro, em Belo Horizonte, ele viu a oportunidade de voltar ao Brasil, com a mulher grávida do segundo filho. Em 2011, o centro começou a trabalhar para desenvolver os processos próprios para criar as células fotovoltaicas usando a eletrônica orgânica. A equipe reúne cabeças de 11 nacionalidades: além de pesquisadores brasileiros, o centro reúne talentos dos Estados Unidos, Reino Unido, Polônia, China, Colômbia, Quênia, entre outros países.
Estrela
No fim do ano passado, uma estrela juntou-se ao grupo: o americano James Buntaine, que foi vice-presidente mundial de tecnologia da Kodak e tornou-se uma referência por ser pioneiro no desenvolvimento da eletrônica orgânica impressa. Os métodos usados pelo CSEM é mantido em sigilo. "A maior parte da propriedade intelectual dos processos que criamos estará sob a condição de segredo comercial", disse Alves. Até agora, o projeto consumiu R$ 20 milhões, com recursos próprios do CSEM Brasil e da Fapemig. Outros R$ 20 milhões - ainda em negociação - serão necessários para melhorar a eficiência da produção e aumentar o tamanho dos painéis em escala industrial. Mas quem quiser experimentar a novidade, as primeiras versões dos painéis já estão disponíveis. Os preços são combinados caso a caso, disse o pesquisador.

Fevereiro, 2013
Lixo que gera empregos e renda
JORNAL TERCEIRA VISÃO - VALINHOS - SP - 25/02/2013
O material recolhido como lixo, em grandes empresas, acaba sendo transformado e retorna ao consumoRestos de papelões, plásticos, madeiras e papéis, que para muita gente não têm utilidade, acabam virando fonte do sustento de muitas famílias.
O empresário Rafael Monteiro é proprietário de uma empresa especializada em recolher, separar, acondicionar e encaminhar esses resíduos sólidos para usinas de reciclagem. Com grandes empresas como clientes, ele mantém o emprego de quinze funcionários.
A empresa movimenta, por dia, cerca de uma tonelada de material que será transformado e voltará ao consumo. “O material é recolhido e vem direto para o galpão onde recebe um preparo para ser encaminhado, rapidamente, para as indústrias de reciclagem”, explicou.
O papelão é vendido para uma fábrica em Minas Gerais para ser transformado em caixas. O plástico é transformado em sacolas plásticas em uma fábrica do município de Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro.
O papel é encaminhado para uma fábrica no município de Santo Antônio de Pádua, no Noroeste Fluminense, onde será transformado e voltará para o consumo. O papel está entre os produtos que apresentam maior taxa de reciclagem no Brasil. No total, 45,5% de todos os papéis que circularam no país, em 2011, foram encaminhados à reciclagem.
“Temos grandes supermercados, construtoras e indústrias farmacêuticas como clientes. Instalamos as caçambas coloridas e coletores conscientes para que o lixo seja selecionado. Quando há a separação do lixo nosso trabalho fica mais fácil. Por isso, é importante a consciência das pessoas para um melhor andamento do processo”, disse o empresário.
Além do material que pode ser utilizado na reciclagem, a empresa também faz o serviço de coleta de entulho e resíduos orgânicos que são encaminhados direto para aterros sanitários. “Além do reciclável, também ganhamos com o recolhimento e destino final desses resíduos”, comentou.

fevererio, 2013
Resinas termoplásticas devem ter alta nos preços
11/02/2013 - Estado de S. Paulo
Matéria-prima base da indústria petroquímica, o eteno pode liderar uma alta de preços no setor no mundo todo. No mercado internacional, o mês de janeiro foi de significativa elevação no valor do material e isso começa a refletir no Brasil já a partir de fevereiro. Tudo isso em virtude da parada de algumas plantas antigas somada à alta do petróleo.
A tendência por aqui é seguir esse aumento e isso já vem sendo observado. De acordo com o painel de cotações da Rede do Plástico, o custo por quilo do etileno pulou de R$ 3,29 no mês de novembro para R$ 3,44 em 14 de janeiro. E mais altas estão a caminho. No mercado interno o aumento deve representar mais R$ 200 por tonelada linear de todas as resinas.
“Tanto o eteno, quanto as resinas derivadas dele são produtos comodities. E a política de preços da Braskem segue a tendência internacional de preços. Por isso quando fica mais caro lá fora, acontece o mesmo aqui”, explica o economista Natanael Gomes, representante comercial da Eteno.
Para ele, isso interfere diretamente no custo das matérias-primas e não há muitas formas de evitar esse aumento. “Negociar com o fornecedor ou estocar na época de tendência de alta”, sugere. “Não há previsão de queda dos preços no curto prazo. Talvez no médio ou longo prazo, com a entrada do “shale gas”, completa o economista.

Janeiro, 2013
Um ano depois, consumidor abandona sacola reutilizável
AGORA SÃO PAULO - Nas Ruas - SÃO PAULO - SP - 26/01/2013 - Pág. A6
Um ano após entrar em vigor o acordo que acabava com a distribuição de sacolinhas plásticas nos supermercados, que sofreu muitas reviravoltas ao longo de 2012, a grande maioria dos consumidores abandonou as sacolas reutilizáveis e voltou a utilizar os itens plásticos.
Foi no dia 25 de janeiro do ano passado que os centros de compras deixaram de oferecer as sacolinhas, após acordo entre a Associação Paulista dos Supermercados e o governo do Estado.
A medida foi suspensa várias vezes após protesto da indústria do plástico e de associações de consumidores.
Em setembro, mesmo após a Justiça autorizar o fim das sacolinhas, os supermercados voltaram a fornecê-las.
Ontem, a reportagem esteve em três supermercados da região central da capital e verificou que a sacola reutilizável é raridade. A maioria dos clientes voltou a utilizar a sacola distribuída pelo comércio.
"Nem lembro mais das ecobags. As sacolas plásticas são muito mais práticas", diz a copeira Neide Batalha, 49 anos.
Para o militar Eníldo Oliveira, 68 anos, a medida não deu certo porque o foco da campanha estava errado. "As empresas é que deveriam ser obrigadas a distribuir sacolas biodegradáveis gratuitamente. Os consumidores estavam sendo penalizados com a medida", diz.
Para a geóloga Carla Rodrigues, W anos, uma das poucas consumidoras que utilizavam ecobag, não é uma proibição que fará as pessoas mudarem o hábito. "Tem que haver Investimento em educação e em campanhas de conscientização. Não é proibindo que vai resolver o problema", afirma.
Nos três mercados visitados, a reportagem não encontrou caixas de papelão.
Entidades defendem sacola
Entidades ligadas à Indústria dos plásticos defendem as sacolas. "0 caminho para a redução do desperdício de embalagens é a educação, e não tomar uma decisão contrária aos direitos do consumidor", diz Alfredo Schmitt, presidente da Abief (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas). A entidade diz que o consumo de sacolas não caiu.
"Não tinha ganho ambiental porque o fim da sacola Iria reduzir a reutilização [como saco de lixo]", disse Jorge Kaimonti Pinto, advogado da Plastivida. A Apas não comentou.

Janeiro, 2013
E se não existisse plástico?
Revista Super Interessante - São Paulo/SP - ECOLOGIA - 23/01/2013
Produziríamos tanto lixo quanto e continuaríamos poluindo - mas com outros materiais. A maior vantagem, na prática, é que alguns aparelhos seriam mais bonitos
A natureza estaria livre de dejetos que demoram até 450 anos para se decompor. Haja lixo. A Associação Brasileira da Indústria do Plástico prevê que cada brasileiro consumirá 46 kg de plástico em 2015. Um mundo sem ele seria, então, o Éden dos ambientalistas? Nem tanto. Sem as vantagens do plástico, nossos alimentos teriam menos segurança e os aparelhos eletrônicos se pareceriam com as televisões dos nossos avós. Além disso, haveria mais gente vivendo no campo. Seria uma viagem no tempo. "O plástico é relativamente novo. Seu uso em larga escala não tem nem um século", diz a pesquisadora Mara Lúcia Siqueira, do Laboratório de Embalagem e Acondicionamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas. Em 1950, a produção mundial era de 1,5 milhão de toneladas, uma mixaria se comparada às atuais 265 milhões de toneladas por ano.
Sem o plástico, voltaríamos a usar mais vidro, papel e madeira. O que, por outro lado, poderia gerar novos problemas. Se hoje a taxa de devastação da Amazônia brasileira é de 18%, em um mundo sem plástico ela seria maior. Afinal, continuaríamos consumindo e poluindo. E a economia sofreria um baque. Nos Estados Unidos, a Associação da Indústria do Plástico estima que ele empregue 900 mil pessoas e movimente US$ 341 bilhões por ano. Só o Brasil exportou US$ 1,5 bilhão e importou US$ 3,3 bilhões em produtos plásticos em 2011. Eles vão de embalagens a materiais de construção e até sandálias femininas. Diga alô aos tamancos!
Vida de plástico
Voltaríamos no tempo como na série Mad Men. Só para ver que ele não é tão vilão
Volta ao campo
Sem o plástico, e com o uso alternativo de materiais de origem vegetal, haveria mais empregos nas zonas rurais para abastecer a demanda. O trabalho seria puxado. O plástico trouxe muitas facilidades à agricultura. Por exemplo, sistemas de irrigação levam plástico nas mangueiras, dutos e canais. Sem ele (e sem as estufas, que também têm plástico), seríamos mais dependentes do clima. Assim, a variedade de comida no mercado diminuiria.
Futuro de vidro
O bioplástico, feito à base de amido de milho, entre outros, seria uma alternativa sustentável popular. Mas ele custa até quatro vezes mais que plástico, então encareceria muitos produtos. Além dele, teríamos mais vidro, em várias formas. Cientistas franceses criaram um material orgânico e maleável com as mesmas propriedades do vidro tradicional.
Monitor de mogno
Computadores seriam de metal ou madeira, com dispositivos internos adaptados à nova realidade, feitos de silicone, por exemplo. De madeira também seriam os fones de ouvido, como os da marca thinksound. E todos trabalhariam como a americana Beth Terry, autora do livro Plastic-Free (sem versão no Brasil). Ela abandonou canetas de plástico, adotando lápis e caneta tinteiro. Canecas substituiriam copos descartáveis. E a falta da garrafa térmica impulsionaria o café fresquinho. Viva!
Pau na máquina
Sem plástico, aparelhos eletrônicos poderiam ser mais pesados. Isso porque eles teriam madeira no lugar, como os eletrodomésticos de antigamente. Ao mesmo tempo, parafernálias que hoje são excêntricas seriam normais, como o eco-amp, um amplificador para iPhone de papelão, ou ainda as capas de cortiça para tablets.
Aumente a garagem
Automóveis seriam parecidos com os grandões da década de 1950, feitos quase inteiramente de aço. Hoje em dia, o plástico está em 50% da composição dos veículos. Eliminando-o, os carros pesariam o dobro e, consequentemente, gastariam até 35% a mais de combustível. Quanto mais pesado um automóvel, mais poluente.
Vilão carismático
A ilha de lixo do Pacífico, composta basicamente de plástico, seria muito menor. Mas as vitórias verdes seriam poucas. Sem plástico, usaríamos mais borracha e alumínio, que demoram até 500 anos para se decompor. "O que está errado é o exagero do uso", diz Monica Pilz, coordenadora do Instituto 5 Elementos, que divulga práticas sustentáveis.
Fontes Conselho Americano de Química; Mara Lúcia Siqueira, pesquisadora do Laboratório de Embalagem e Acondicionamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT); Monica Pilz, coordenadora do Instituto 5 Elementos; Plastic-Free: How I Kicked the Plastic Habit and How You Can Too, de Beth Terry

Janeiro, 2013
Segunda geração
Valor Econômico - São Paulo/SP - EMPRESAS - 23/01/2013
Jorge Sotto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem: "Faltam incentivos e políticas para o compartilhamento de riscos neste campo emergente"
O apelo ambiental e as novas exigências de mercado aproximaram as usinas de açúcar e álcool da indústria petroquímica, que hoje se volta para o potencial de plantações como garantia de matéria-prima. É crescente a busca por alianças capazes de viabilizar negócios estratégicos para o futuro, como as biorrefinarias. Recente estudo da organização European Bioplastics aponta que até 2015 a capacidade mundial de produção de polímeros verdes, incluindo plásticos biodegradáveis ou gerados a partir de fontes renováveis, crescerá cinco vezes em relação a 2011, atingindo anualmente 5,7 milhões de toneladas métricas com faturamento de US$ 20 bilhões, a valores de hoje. O mercado asiático responde atualmente por 34,6% da capacidade produtiva; a América do Sul tem 32,8%, à frente da Europa (18,5%) e da América do Norte (13,7%).
Reconhecido pelo álcool que abastece carros e indústrias, proveniente da fermentação do açúcar, o Brasil deve avançar na corrida tecnológica global com foco na produção de novos combustíveis, resinas plásticas e outros insumos químicos de alto valor agregado, também a partir da celulose existente no bagaço e na palha da cana, hoje desperdiçada em sua maior parte. O primeiro projeto brasileiro em escala comercial deverá entrar em operação até o fim do ano, mediante a parceria entre a GraalBio e a Usina Caité, em Alagoas, para a produção anual de 80 milhões de litros do chamado "etanol de segunda geração". A ETH Bioenergia, do grupo Odebrecht, se prepara para iniciar a produção entre 2014 e 2015. Na mesma época, a Raiden, fabricante de óleos e fluidos biodegradáveis, deverá inaugurar uma unidade para 400 milhões de litros por ano em Piracicaba (SP).
A Petrobras, que há oito anos estuda a tecnologia, associou-se à americana KL Energy para iniciar a produção de insumos verdes, no total de 300 milhões de litros ao ano, entre 2015 e 2016. Até 2030 o país terá três vezes mais biomassa de cana disponível para a conversão em produtos químicos. De acordo com analistas, o aproveitamento do resíduo pode aumentar de 7 mil para 10 mil litros a produtividade dos plantios de cana por hectare.
"Isso permite a expansão do etanol para abastecimento da química verde sem a necessidade de aumento exagerado dos cultivos, com vantagem econômica diante do alto custo da terra", afirma Alfred Szwarc, da Unica, entidade que representa a indústria canavieira. A menor pressão sobre o uso da terra significa também ganho ambiental - redução de desmatamento e uso de agrotóxicos - e social - reserva de áreas agricultáveis para produção de alimentos.
Como a química compõe inúmeras atividades industriais, como fabricação de embalagens, construção civil e peças automotivas, a origem renovável conta valiosos pontos na pegada ambiental dos produtos durante o ciclo de vida. O desafio é otimizar custos com tecnologia e aumento de escala. Hoje apenas 3% da biomassa do planeta é aproveitada, segundo a consultoria ING.
"O Brasil tem potencial para se tornar uma potência, porque o mundo busca alternativas nessa linha", avalia Jorge Soto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem, produtora de plástico verde. A fábrica de Triunfo (RS) tem capacidade de produzir 200 mil toneladas por ano de polietileno a partir do etanol extraído de aproximadamente 5,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. O projeto de investir R$ 200 milhões para produzir a partir da biomassa também o polipropileno, plástico de largo uso industrial, está pronto e aguarda um ambiente financeiro mais propício. "Faltam incentivos e políticas para o compartilhamento de riscos neste campo emergente", justifica Soto. O cenário será diferente, diz ele, "quando o governo finalmente abrir os olhos para a economia de baixo carbono".
A Dow Química e a Mitsui, que formaram joint-venture na usina mineira Santa Vitória Açúcar e Álcool, adiaram o investimento industrial em função do "aumento de custos e das incertezas em torno da legislação de propriedade de terra no Brasil". Em nota, o grupo afirmou em janeiro que o plástico de origem renovável é de "alta importância estratégica" e manteve em operação a primeira fase do projeto, o cultivo de 20 mil hectares de cana.
"A crise europeia atrasa investimentos", analisa Jairo Balbo, diretor da Usina São Francisco, acionista da PHB industrial em Ribeirão Preto (SP). Há uma década a empresa produz em escala piloto um plástico biodegradável feito com açúcar e busca parceiros do setor petroquímico para viabilizar a transformação da resina em produtos. "O Brasil corre risco de ficar atrás; e sem uma política a vantagem atual em relação à cana não será eterna", adverte o pesquisador Peter Seidl, da Escola de Química da UFRJ.
No caso de biorrefinarias, o registro de patentes e o número de publicações científicas crescem 31% ao ano no mundo, sob a liderança de Estados Unidos e China. O Brasil está em 11º lugar no ranking. Os dados constam em diagnóstico realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégico (CGEE), a pedido do governo federal, com as tendências globais da química verde, desde o processamento de fibras e álcool, até a geração de energia, a produção de plásticos e fitoterápicos e o cultivo de microalgas para gerar proteína e absorver carbono. O estudo recomendou expressamente a criação de uma rede de pesquisa e de um marco legal para o setor.
"Estamos mapeando as tecnologias mais apropriadas para o país", conta Alexandre Lopes especialista no setor, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Ele diz que o tema é prioritário para o cumprimento da agenda ambiental e lembra que o BNDES dispõe de R$ 2,5 bilhões para inovações no setor. No fim de 2012, o Conselho de Competitividade da Indústria Química aprovou a proposta de criação de um regime especial de incentivos, a ser negociado no governo. Diversos países já tomaram essa iniciativa. Além de subsídios previstos na China, a União Europeia planejou uma parceria público-privada reunindo 30 companhias com fundo de 1 bilhão de euros até 2020.
Estima-se que as biorrefinarias suprirão no futuro próximo 65% de todos os produtos químicos, podendo atingir 100% em 50 anos. Além da questão ambiental, substituir moléculas de fonte fóssil reduz a dependência em relação ao preço da nafta e a cenários geopolíticos de risco em regiões produtoras, como o Oriente Médio. Entre os novos combustíveis, está o butanol - molécula com poder de combustão similar à gasolina, alvo de acirrada disputa entre as americanas Gevo e Butamax, joint-venture da BP e DuPont. "Entramos na corrida para a produção via bagaço e palha de cana", revela Jaime Finguerut, do Centro de Tecnologia Canavieira, mantido por grupos produtores de cana. Uma planta demonstrativa será instalada em dois anos no Brasil com investimento de R$ 300 milhões.

janeiro, 2013
quinta-feira, 10 de janeiro, 2013 – WEB - BRASIL
A companhia americana Dow Chemical e a trading japonesa Mitsui vão adiar novamente o projeto de construção de uma fábrica de plástico "verde" a partir da cana-de-açúcar no Brasil. Esse complexo, idealizado para ser erguido na cidade de Santa Vitória (MG), está avaliado pelo mercado em cerca de US$ 1,5 bilhão.
O Valor apurou que a Dow deverá se dedicar, no curto prazo, aos projetos mais rentáveis, sobretudo nos Estados Unidos, após a descoberta de grandes reservas de "shale gas" (gás de xisto) na região da Costa do Golfo. A abundância de gás natural em território americano reduz os custos de produção de embalagens de alto desempenho e especialidades químicas, por exemplo.
A fábrica de plástico "verde" foi anunciada pela primeira vez no Brasil em 2007, quando o grupo sucroalcooleiro Santa Elisa, de Sertãozinho (SP), foi apontado como sócio da companhia americana nessa empreitada. Em 2009, a usina, controlada pela família paulista Biagi, passou por sérios problemas financeiros e foi absorvida pelo grupo francês Louis Dreyfus, que não manifestou interesse de tocar o negócio.
Em julho de 2011, a Dow e a Mitsui anunciaram joint venture, com 50% de participação cada uma, para retomar o projeto, que inicialmente previa a construção de uma usina de etanol, com capacidade para esmagar 2,7 milhões de toneladas de cana. A segunda fase incluía uma fábrica integrada para a produção de biopolímeros para a produção de polietileno (PE). Pelas projeções feitas àquela época, o complexo iniciaria suas operações no fim deste ano.
Nos últimos cinco anos, outros projetos com essa mesma finalidade foram anunciados no país. No entanto, apenas a Braskem, do grupo Odebrecht, investiu de fato. A fábrica de plástico "verde" do grupo começou a operar no segundo semestre de 2010 na cidade de Triunfo (RS). A petroquímica nacional manifestou interesse na implantação de sua segunda unidade de PE na região Centro-Sul do país e na construção de uma terceira fábrica, no caso de polipropileno (PP), a partir do etanol. Esses projetos, contudo, ainda não foram levados adiante.
Ao Valor, a Dow informou, por meio de um comunicado, que vai postegar a segunda fase do projeto - a unidade de biopolímeros. A primeira fase, que permanece dentro da programação, inclui a expansão das plantações de cana e construção de uma usina de etanol. Atualmente, as companhias cultivam uma área de 20 mil hectares com a matéria-prima e esperam ter primeira colheita completa em 2014. "A decisão de adiar a segunda fase é movida, principalmente, por um aumento dos custos de projeto, construção e operação das instalações, assim como pelas incertezas em torno da legislação de propriedade de terra no Brasil."

janeiro, 2013
Correio Braziliense - Brasília/DF - CIÊNCIA - 08/01/2013
Em parceria com a Universidade Federal de São Carlos, empresa paulista desenvolve folhas a partir da reciclagem de embalagens de picolé, salgados e biscoitos
Belo Horizonte — Imagine um papel que não amarela nem molha, não rasga facilmente e pode ser usado normalmente para escrita ou impressão. Esse produto existe e tem tecnologia 100% brasileira, resultado de uma parceria entre uma multinacional situada em São Paulo e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior paulista. Apesar de ter o aspecto do material de origem vegetal, o papel, na verdade, é feito de plástico e foi desenvolvido a partir da reciclagem de embalagens de biscoito, picolé, salgadinhos e outros rótulos. Batizado de vitopaper, o produto se assemelha ao papel couché, com superfície muito lisa e uniforme, e já foi empregado na confecção de livros, relatórios empresariais e até cadernos. A cada tonelada de vitopaper produzida, estima-se que 750 kg de plástico deixem de ir para os depósitos de lixo.
O vitopaper é o primeiro papel sintético produzido com material reciclado “pós-consumo”. A principal matéria-prima são os polipropilenos biorientados (BOPP/PP), usados na produção de embalagens flexíveis, como as de barrinhas de cereais. Até então, o PP não tinha uma cadeia de reciclagem ativa e, ainda que reciclado, acabava parando em lixões e aterros sanitários. Uma das vantagens é que o papel é fabricado nas mesmas máquinas que produzem as embalagens. “Nossa preocupação era não desenvolver um subproduto, como as vassouras feitas de plástico, e conseguir adotar a mesma tecnologia que já usamos nas embalagens flexíveis”, afirma Patrícia Gonçalves, gerente de produtos da Vitopel, a empresa envolvida no desenvolvimento do vitopaper.
A diferença principal em relação à fabricação do BOPP/PP — e segredo guardado a sete chaves — é o acréscimo de aditivos para conferir ao produto o aspecto de papel. “As embalagens são cortadas, passam por uma lavagem e se transformam em pequenas bolinhas, que chamamos de pellets. Esse material recebe aditivos e é esticado em uma máquina, se transformando num filme bem fino”, explica Patrícia. Para completar o processo, depois de cortado, o papel sintético recebe descargas elétricas como parte de um tratamento de superfície. O projeto levou cerca de três anos para ser desenvolvido e contou com a participação do Departamento de Engenharia de Materiais da UFSCar.
À receita do papel sintético, a universidade acrescentou a possibilidade de se incorporar outros tipos de plásticos, mais uma inovação do produto. Com isso, passaram a compor a fórmula o polietileno de baixa densidade (usado para confeccionar as sacolinhas de supermercado), o polietileno de alta densidade (frascos de produtos de higiene e limpeza) e o poliestireno (embalagens de iogurte e copos descartáveis). Até então, não havia, no mundo, tecnologia que empregasse fontes tão diversas. Para viabilizar a fabricação, a Vitopel firmou parceria com associações de reciclagem de Votorantim (SP), onde a empresa está sediada.
Características
Além de 75% reciclado e 100% reciclável, o vitopaper, no mercado há cerca de três anos, é 30% mais leve que o papel comum. Com coloração perolada, o produto pode receber todas as tonalidades durante a impressão e usa 20% menos tinta em relação ao convencional. Um dos poréns é que não pode ser usado por impressoras caseiras. Os modelos a laser também são vetados, pois o material não resiste a temperaturas acima de 120ºC. Em compensação, água não é problema para o papel de plástico, que não absorve líquidos. Em relação à escrita, a única limitação são as canetas tinteiras — lápis e consequentemente borrachas, além das canetas esferográficas estão liberados. O uso para embalar alimentos também é proibido, por ser um produto reciclado, e seu uso, por enquanto, se limita à indústria gráfica.
Resistente a traças, o papel sintético não tem prazo de validade. “O livro vai durar tanto quanto seu conteúdo”, comenta Patrícia. O produto já foi empregado na produção de livros como o infanto-juvenil Guerra e Paz, de Eraldo Miranda, ilustrado por Marcelo Alonso. A obra é inspirada nos painéis homônimos de Cândido Portinari.
A Petrobras é uma das empresas que usou o vitopaper na confecção do seu relatório anual, e o Ministério das Relações Exteriores prepara resumo sobre a Rio+20 também produzido com o material. Além desses volumes, o produto já foi usado em cardápios, revistas e cadernos. Até agora, a estimativa é de que mil toneladas do papel tenham chegado ao mercado.
Um dos entraves para a disseminação do vitopaper é o fato de ele ser mais caro que o papel convencional. Dois motivos pesam nesse aspecto: a ausência de uma grande escala de produção e os impostos. Ao contrário do papel de celulose, que para aplicação de livros e periódicos é isento de impostos, o vitopaper conta com os tributos. A isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi conquistada em 2011, mas o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) continua pesando. Por causa disso, ele fica 18% mais caro, percentual de ICMS aplicado em São Paulo.

janeiro, 2013
Valor Online - São Paulo/SP - EMPRESAS - 04/01/2013
Schmitt, presidente da Abief: "Nossa expectativa é de que a produção em volume cresça entre 5% e 7% em 2013"
As indústrias de embalagens plásticas flexíveis devem voltar a fazer investimentos a partir de 2013. Em entrevista ao Valor, Alfredo Schmitt, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Flexíveis (Abief), afirmou que a quebra da safra agrícola e o forte volume de importação de transformados plásticos em 2012 prejudicaram o desempenho do setor. "A expectativa é de que a safra agrícola se recupere e a crise global se arrefeça, o que deverá estimular os aportes para a compra de equipamentos", disse Schmitt.
O setor de transformados plásticos, a chamada terceira geração petroquímica, pode ter encerrado 2012 com receita de R$ 55 bilhões, de acordo com estimativas da Abief. Essas indústrias empregam 350 mil trabalhadores diretos e representa cerca de 11 mil empresas no país. Somente o segmento de embalagens flexíveis - utilizadas em larga escala pelas indústrias agrícolas, de alimentos e produção de sacolinhas plásticas - representa cerca de 35% desse montante, com receita de R$ 20 bilhões, e produção de 2 milhões de toneladas por ano, de um total de cerca de 6 milhões de toneladas de toda a cadeia plástica. "A expectativa é de que a produção em volume cresça entre 5% e 7% em 2013", afirmou Schmitt.
O renascimento da indústria petroquímica americana, com a exploração do "shale gas" (gás de xisto) preocupa a cadeia nacional, uma vez que promoverá oferta abundante de produtos a partir de matéria-prima mais barata. A petroquímica brasileira utiliza a nafta como principal insumo.
Para Schmitt, 2013 será um ano importante de tomada de decisão para o setor. "Temos que tomar decisões importantes para que as indústrias sobrevivam, perpetuem e cresçam. E para isso temos que ter ao nosso lado a Petrobras. A presença da Petrobras ao lado dos demais elos da cadeia, participando de um projeto para tornar a indústria de transformação plástica competitiva, é de fundamental importância. Embora a estatal seja uma petroleira, entendo ser indissociável de sua missão o fortalecimento da cadeia produtiva do plástico."
Em 2011, segundo ele, o segmento de embalagens plásticas flexíveis amargou um déficit comercial de 58 mil toneladas equivalentes em produtos, o que corresponde a U$ 357 milhões. Os dados de 2012 ainda não foram atualizados, mas não fogem muito da realidade do ano anterior.
O projeto do Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) é considerado de extrema importância para a terceira geração do setor. A decisão dos investimentos da parte petroquímica do projeto, em parceria com a Braskem, ainda está em discussão, sem uma data definida para o início das obras. Para Schmitt, esse projeto deverá estimular o crescimento do mercado de resinas no mercado interno.

dezembro, 2012
27/12/2012 09:51 em Notícias por Thais França
Rede do Plástico/ Blog/ Carteiras
São muitas as impressões para agradar todos os gostos. Desde um discreto xadrez até divertidas estampas de super-heróis e desenhos animados
O Ano Novo vem chegando e todos queremos “muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender”. Pro dinheiro no bolso, encontramos uma carteira diferente, 100% de plástico, bonita, criativa e que pode armazenar bem as notas, sem o risco de serem molhadas (talvez dá até pra arriscar pular as três ondinhas com ela no bolso).
A marca americana Mighty criou as carteiras de plástico com a fibra de Tyvek, um plástico reciclado composto por polietileno de alta densidade. O resultado é um material tão resistente que, segundo a marca, as carteiras podem ser “atropeladas” por um carro sem um arranhão sequer. O acessório é leve, cheio de estilo (são várias as opções de estampa) e a tinta usada nas impressões é ecológica.
Os modelos superdivertidos imitam mapas do metrô dos Estados Unidos, notas de dólar, envelopes de correio, entre outros. Eles resistem ao contato com a água, têm garantia contra rasgos e manchas e se expandem (sem deformações) de acordo com o que você coloca dentro. As fotos no site da marca comprovam que os itens reciclados têm, realmente, vida longa e sem grandes problemas.
Como ter uma dessas carteiras de plástico moderninhas?
Quem quiser adquirir as Mighty Wallets pode encomendar pelo site da própria marca ou pelo endereço brasileiro de vendas Gifyts. Pelo link americano, cada carteira sai por US$15. Já na loja virtual brasileira, o preço é de R$59.

dezembro, 2012
19/12/2012 14:44 em Sem categoria por Thais França
Rede do Plástico/ Blog/ Paraná
Hoje a notícia é focada aos membros da Rede do Plástico do Paraná. De acordo com o relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC), os agentes de mercado consultados mantiveram as expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, situando-o em 5,24%. Já para 2013, o prognóstico subiu de 5,02% para 5,11%. A nota foi divulgada no site do Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná (Simpep) a fim de sinalizar cuidados para o segmento no estado.
Quanto ao Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2012, a previsão foi reduzida para 4,64%, face a 4,65% na semana anterior. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), as estimativas foram rebaixadas para 4,60%, ante 4,62% nas projeções anteriores. As instituições consultadas pelo BC não alteraram a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, em 3,30%.
As estimativas apontavam para uma alta de 3,27% em dezembro. Para 2013, a perspectiva é de uma expansão de 3,10%. De acordo com o boletim Focus, a projeção para a taxa de câmbio foi mantida em R$ 1,75 ao fim deste ano.
Para 2013, também ficou em R$ 1,75. Os economistas consultados deixaram inalterada pela décima primeira semana seguida a projeção para a taxa básica de juros (Selic) ao final do ano. A estimativa é de que a Selic encerre 2012 a 9,5% ao ano. E no próximo ano, o prognóstico foi mantido em 10,50%.
Na próxima semana divulgaremos a prospecção feita pelo sindicato de São Paulo.

dezembro, 2012
18/12/2012 15:20 em Notícias por Ricardo Belussi
Rede do Plástico/ Blog/ INP
Principal programa de estímulo à exportação do setor de plásticos no Brasil, o Projeto Export Plastic foi prorrogado e será válido, pelo menos, até maio de 2014. Liderado pelo Instituto Nacional de Plástico (INP) junto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), o Projeto visa a expansão das exportações das empresas brasileiras.
Atualmente o programa atende 70 empresas – com incentivos para participação em feiras internacionais, missões comerciais e prospecção de mercados. Para esta nova fase, já assinada pelas entidades responsáveis, está prevista a mudança do nome e da marca, além de inclusão de projetos customizados para atender as necessidades mais específicas de suas associadas. Pesquisas, monitoramento de tendências e estudos de mercado também fazem parte dos planos para o próximo período.
“O trabalho está na capacitação dessas empresas e em detectar oportunidades para que elas atuem com sucesso no mercado externo e contribuam, também, com a promoção da qualidade e competitividade dos produtos brasileiros de plásticos”, destacou em nota o presidente executivo do INP, Luciano Guidolin.
INP e Apex prorrogam programa de estímulo à exportaçãoProjeto Export Plastic está confirmado até maio de 2014
Principal programa de estímulo à exportação do setor de plásticos no Brasil, o Projeto Export Plastic foi prorrogado e será válido, pelo menos, até maio de 2014. Liderado pelo Instituto Nacional de Plástico (INP) junto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), o Projeto visa a expansão das exportações das empresas brasileiras.
Atualmente o programa atende 70 empresas – com incentivos para participação em feiras internacionais, missões comerciais e prospecção de mercados. Para esta nova fase, já assinada pelas entidades responsáveis, está prevista a mudança do nome e da marca, além de inclusão de projetos customizados para atender as necessidades mais específicas de suas associadas. Pesquisas, monitoramento de tendências e estudos de mercado também fazem parte dos planos para o próximo período.
“O trabalho está na capacitação dessas empresas e em detectar oportunidades para que elas atuem com sucesso no mercado externo e contribuam, também, com a promoção da qualidade e competitividade dos produtos brasileiros de plásticos”, destacou em nota o presidente executivo do INP, Luciano Guidolin.

agosto, 2012
Justiça adia decisão e supermercados seguem obrigados a dar sacolinhas
Folha.com - São Paulo/SP - MERCADO - 01/08/2012
THIAGO FERNANDES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Ao adiar o julgamento dos recursos dos supermercados para derrubar a distribuição gratuita de sacolas plásticas, a Justiça de São Paulo manteve em vigor a decisão anterior que obrigava esses estabelecimentos a distribuir sacolas e embalagens biodegradáveis a seus clientes.
Na sessão realizadas nesta terça, os desembargadores do TJ tomaram apenas uma providência administrativa, retirando a ação da Seção de Direito Privado e a enviando para a Câmara Especial do Meio Ambiente.
Com isso, o recurso apresentado pela Apas (Associação Paulista de Supermercados) e por três redes de supermercados (Carrefour, Pão de Açúcar e Sonda) ainda não tem uma nova data para ser julgado.
O adiamento acontece poucos dias depois do fim do prazo de 30 dias dado pela juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Central da capital, para que os supermercados passem a fornecer embalagens de material biodegradável ou de papel, em substituição àquelas de plástico comum.
Notificados no dia 26 de junho, os associados da Apas e as redes estão obrigadas desde a última sexta-feira a cumprir a decisão liminar. Apesar da determinação do prazo, a juíza não estabeleceu punição em caso de descumprimento.
Com o adiamento, a Apas informou que mantém a orientação a seus associados de que devem seguir a determinação judicial.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a rede Pão de Açúcar afirmou que está abastecendo suas lojas com sacolas recicláveis à medida que for recebendo as embalagens de seus fornecedores, mas não informou prazo para conclusão do processo.
A Carrefour informou que "todas suas lojas do Estado de São Paulo já distribuem gratuitamente a nova opção de sacolinha descartável". No entanto, a Folha percorreu três lojas da rede na cidade de São Paulo e não identificou esse tipo de embalagem disponível nos caixas.
A rede Sonda informou que não vai se posicionar sobre o assunto, já que ele estaria "sob análise de seu departamento jurídico."
Dentre as grandes redes do Estado, a exceção é o Walmart. Por ter sede em Barueri, a empresa foi intimada por meio de carta precatória, que ainda não foi anexada aos autos do processo, momento a partir do qual começa a contar legalmente o prazo de 30 dias para cumprimento da decisão judicial.
Respaldada por essa situação, a Walmart informou que ainda não distribui sacolas biodegradáveis em nenhuma de suas lojas.

julho, 2012
Boas Práticas de Fabricação é destaque em workshop promovido pela Abief
O evento mostrou como os fabricantes de embalagens plásticas podem ser aprovados em auditoria interna.
Sucesso de público, o Workshop “Como passar em qualquer auditoria de cliente na sua fábrica”, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) nas últimas quarta e quinta-feira, propiciou debate de alto nível entre os participantes, além de conhecimento ímpar. O evento teve participação de representantes e auditores da indústria de embalagens plásticas e indústria alimentícia.
O docente Joaquim F. A. Morais, engenheiro químico e especialista do setor há mais de 16 anos – com experiência internacional e mais de 100 auditorias, apresentou aos participantes os pontos-chave que viabilizam a aprovação dos auditores durante a inspeção nas fábricas de embalagens plásticas.
De acordo com Morais, os principais problemas que o cliente encontra hoje no fornecedor de embalagens plásticas são instalações inadequadas ou inexistentes e a falta de Boas Práticas de Fabricação (BPF), respectivamente. Para se ter uma ideia da importância de BPF, entre suas responsabilidades está, por exemplo, assegurar a integridade dos produtos, evitando que estes tenham contaminação química, física ou biológica acima dos limites de tolerância. Segundo o especialista há necessidade de mais investimento nas fábricas, apenas 20% das indústrias do setor estão excelentemente estruturadas.
Além de instalações e boas práticas de fabricação, para ser bem qualificado pelo cliente, durante a auditoria é fundamental ter documentação básica, como o Manual do Sistema de Gestão, por exemplo; responsabilidade social, sistema de gerenciamento ambiental, segurança e saúde ocupacional, sistema de gestão da qualidade, análise de perigo e pontos críticos de controle, normas de gestão, entre outros. Morais afirma que embora o foco da avaliação esteja entre as duas primeiras, atualmente o auditor avalia de maneira integrada, olhando o todo.
Alfredo Schmitt, presidente da Abief - entidade que trabalha há mais de 30 anos para agregar valor ao mercado nacional de embalagens plásticas -, ressalta a importância desse tipo de evento para a cadeia produtiva: “oferecem conhecimento fundamental que propicia a melhoria contínua das indústrias de embalagens plásticas e estas, consequentemente, aumentam sua competitividade nos mercados interno e externo.”

Julho, 2012
Supermercados não vão mais brigar pelo fim das sacolas plásticas
04/07/2012 0150 – Destaque, Negócios
APAS decisão distribuiçãomeio ambientesacolas plásticassupermercados sustentabilidade
por Guilherme Barros
Os supermercados paulistas decidiram que vão manter as sacolas plásticas, mesmo se conseguirem reverter a decisão judicial que os obrigou a voltar a usar o material.
Eles decidiram que, ao invés de brigar pelo fim das sacolinhas, vão continuar com o processo de conscientização e mudança de comportamento do consumidor para atitudes mais sustentáveis.
Em maio deste ano, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) assinou um acordo com o governo do Estado de São Paulo para a redução do uso das sacolas plásticas no setor.
Desde então, a distribuição das sacolinhas foi suspensa em supermercados de todo o Estado.
No dia 25 de junho, a juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1ª Vara Central da Capital, determinou que os supermercados tinham até 48 horas para voltar a distribuir o material.

Julho, 2012
Não existe opção viável à sacola plástica, diz Sinplast
Jornal do Comércio - RS - Porto Alegre/RS - EDIÇÃO IMPRESSA - 03/07/2012
Clarisse de Freitas
MARCOS NAGELSTEIN/JC
Schmitt diz que sem opção, saída é reduzir uso de sacola plástica
Apesar da crescente preocupação ambiental, que aponta a necessidade de substituição das sacolas plásticas por alternativas menos poluentes, o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico (Sinplast) no Estado do Rio Grande do Sul, Alfredo Schmitt, é categórico ao afirmar que não há uma alternativa mais sustentável que as tradicionais sacolinhas. Ele explica que as opções encontradas até o momento não são viáveis para a adoção em larga escala.
“Não existe alternativa melhor ou que não cause ônus ao consumidor. A sacola biodegradável esbarra na falta de disponibilidade de matéria-prima, e a eco bag é importada do Vietnã, gera emprego lá e desemprego aqui. Já as caixas de papelão são inviáveis para o consumidor que carrega as compras a pé ou de ônibus”, disse. Schmitt lembrou ainda que a tecnologia do plástico biodegradável usada na confecção de sacolinhas plásticas é patenteada pela Basf, que concentra a produção na Alemanha.
Segundo o dirigente, o país europeu produz 84 mil toneladas de sacolinhas biodegradáveis por ano, das quais 1,2 mil são destinadas ao mercado brasileiro. Esse volume médio de 100 toneladas por mês corresponde ao consumo de dois dias apenas na cidade de São Paulo, o que inviabiliza a adoção da alternativa como solução nacional. “Por ser uma tecnologia patenteada, não há condições de ela ser adotada pela indústria brasileira”, lamentou.
O líder empresarial, que é também presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), considera que a solução deve ser buscada de forma conjunta, baseada nos termos previstos no acordo de cooperação técnica firmado ontem entre a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Ministério Público (MP) e Fecomércio. O acordo prevê uma campanha de conscientização dos consumidores para que a capacidade de carga das sacolinhas seja plenamente usada e, assim, se reduza em ao menos 20% o número de embalagens durante o segundo semestre de 2012 (o equivalente a 300 milhões de sacolas a menos).
Para a coordenadora do Centro de Apoio Operacional do Consumidor no MP, Têmis Limberger, a campanha “Sacola bem utilizada ajuda o meio ambiente”, que incentiva a redução do uso sem proibir o fornecimento de sacolas plásticas, é compatível com o momento de amadurecimento da sociedade gaúcha. “Queremos evitar a marcha e contramarcha que houve em São Paulo, onde as sacolas foram proibidas e tiveram de voltar atrás.” Para a promotora, a ação levará os consumidores à reflexão e à redução do uso de outros materiais poluentes.
Segundo o presidente da Agas, Antonio Cesa Longo, atualmente as sacolas saem dos supermercados com 65% da capacidade ociosa e é comum o uso de uma sacola dentro da outra. A Agas aponta que em 13% das compras, o consumidor leva sacolas sobressalentes para casa. A campanha, além de conscientizar os clientes irá treinar os empacotadores – pela legislação gaúcha, os supermercados não podem fornecer sacolas com capacidade de carga menor que seis quilos.
O Diário Oficial do Estado publicou ontem decreto que regulamenta a proibição do uso de sacolas plásticas fora dos padrões estabelecidos pela norma 14.937 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). As sacolas plásticas deverão possuir a espessura mínima de 0,027 milímetros e indicar, em quilogramas, a respectiva capacidade de carga. Os estabelecimentos terão 180 dias para se adequar às regras.
A pesquisa que baseou o termo de cooperação indicou que os supermercados gaúchos gastam R$ 190 milhões para a aquisição de 1,5 bilhão de sacolas plásticas por ano. Se esse fornecimento fosse proibido, cada consumidor gastaria, em média, R$ 15,00 mensais para comprar sacos plásticos de lixo. Atualmente, 22% do plástico produzido no Brasil é reciclado e essa união deve pressionar pelo aumento da reciclagem, assim como incentivar o uso do material para a geração de energia.

julho, 2012
Sacolas Plásticas: solução conciliadora no RS
Campanha nasceu de muitos debates
Porto Alegre – 02/07/2012
Os reveses judiciais em São Paulo mostraram o acerto da AGAS – Associação Gaúcha de Supermercados, na condução do tema sacolas plásticas. A entidade supermercadista gaúcha evitou o apelo popular (e econômico do ponto de vista empresarial) pelo fim das embalagens e optou por uma solução amadurecida em debates setoriais e públicos. A solução foi apresentada hoje, na forma de um decreto estadual que regulamenta a Lei 13.272/09, pela qual os supermercados deverão fornecer ao consumidor somente sacolas plásticas fabricadas sob as especificações da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Também foi lançada a campanha “Sacola bem utilizada ajuda o meio ambiente”, promovida pela AGAS, FECOMERCIO e MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL. A finalidade da campanha é educativa. Empacotadores, operadores de caixa e supervisores serão treinados para orientar a população para o uso consciente das embalagens. O presidente da ABIEF – Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis, o gaúcho Alfredo Schmitt, define a ação como “um exemplo de responsabilidade compartilhada”, com vantagens para todos: consumidor, economia e o meio ambiente.

Julho, 2012
Encontro nesta segunda debate o uso de sacolas plásticas no RS
Intelog - Porto Alegre/RS - POLÍTICA - 02/07/2012
Será lançada a campanha "Sacola bem utilizada ajuda o meio ambiente". Entidades assinarão termo de cooperação sobre futuro de embalagens.
Do G1 RS
Um evento na manhã desta segunda-feira (2) em Porto Alegre vai debater o uso das sacolas plásticas no Rio Grande do Sul. A Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), em colaboração com Ministério Público Estadual e Fecomércio-RS, anuncia o lançamento da campanha "Sacola bem utilizada ajuda o meio ambiente".
No encontro, que ainda reunirá representantes do Procon, do Movimento de Donas de Casa e Consumidores, Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), entre outros, as entidades promotoras da campanha assinarão um termo de cooperação que definirá o futuro das embalagens plásticas no Rio Grande do Sul.
Em abril, uma reunião também foi realizada para debater o assunto. No ano passado, uma pesquisa do Instituto Segmento Pesquisas apurou que 81,1% dos consumidores gaúchos se posicionam contra a proibição do uso das sacolas plásticas.

Junho, 2012
Sacolas plásticas voltam a ser entregues gratuitamente nesta quinta-feira
InfoMoney – Diário ABC – 28/06/2012
Atendendo a determinação da justiça, os supermercados Carrefour e do Grupo Pão de Açúcar voltarão a distribuir gratuitamente as sacolas plásticas a partir desta quinta-feira (28). Apesar de cumprirem a exigência da justiça, ambos estabelecimentos afirmam que vão continuar incentivando o uso consciente das embalagens plásticas.
Nota dos supermercados
Em nota, o Grupo Pão de Açúcar informou que manterá seu compromisso de estimular o consumo consciente através do uso racional de embalagens e do combate ao desperdício. "A empresa oferece e estimula os consumidores a usarem alternativas sustentáveis para o transporte de suas compras, bem como o descarte correto de todos os resíduos. O Grupo irá, de maneira responsável e adequada, disponibilizar embalagens plásticas em suas lojas para todos os clientes que necessitarem", informa a nota. O Carrefour também dará continuidade ao incentivo do uso consciente das embalagens. Em nota, o supermercado informou que retomará a distribuição das sacolas plásticas tradicionais em suas bandeiras Carrefour Hipermercado e Carrefour Bairro, localizadas em SP. “O Carrefour incentivará o uso racional destas embalagens, estimulando a adoção de alternativas sustentáveis para o acondicionamento das compras, como sacolas reutilizáveis”, conta a nota.

Junho, 2012
Oportunidades no mercado internacional são apresentadas às indústrias do plástico por Welber Barral
Em evento realizado na ABIEF, o Ex-Secretário de Comércio Exterior destaca a importância de reduzir a carga tributária brasileira e ter logística eficiente para competir no mercado externo
O evento “Competitividade no comércio exterior”, promovido pela Abief nesta terça-feira, 26, e que teve como palestrante o especialista em defesa comercial e negociações internacionais, Welber Barral, proporcionou aos participantes reflexões significativas sobre os mercados nacional e internacional.
O atual cenário do comércio exterior brasileiro, os acordos multilaterais do país, os desafios internacionais, desafios do mercado interno e externo e as perspectivas de exportação foram os principais assuntos discutidos no evento, que contou com a presença de representantes de importantes empresas do setor de plásticos, embalagens e afins.
Barral iniciou a explanação destacando o crescimento da exportação brasileira, que foi de 3,4% segundo a Balança Comercial de maio deste ano, com realce para o aumento da exportação de produtos básicos, industrializados (semimanufaturados e manufaturados), e citou a Ásia como o principal parceiro comercial como bloco do Brasil, sendo a China o principal país. Segundo o especialista, devido à ascensão do bloco asiático, um dos grandes desafios internacionais atualmente é como tratar da mudança do eixo econômico do mundo para aquele continente.
Quanto aos novos temas para negociações atualmente, Barral elenca as regras sobre investimento e crédito, transparência em compras governamentais, padrões globais públicos e privados, meio-ambiente e mudanças climáticas e a crescente relevância do setor de serviços.
Já os desafios do Brasil no mercado interno e externo são bastante complexos. Para competir internamente, o país precisa ampliar o mercado consumidor, elevar o nível de educação, distribuir a renda regionalmente e também reduzir a burocracia. Sobre o mercado externo, o grande desafio para o Brasil são as cadeias globais de suprimento, das quais está ficando de fora devido, principalmente, a impossibilidade do “just in time” e das elevadas cargas tributárias. Para conseguir fazer parte destas cadeias, o país precisa reformar e simplificar seu sistema tributário, facilitar o comércio, corrigir os problemas de infraestrutura e logística, reduzir a burocracia e o protecionismo. “Perdemos oportunidades de sermos competitivos nessas cadeias e comprometemos o próprio desenvolvimento do país. Se o Brasil não resolver isso, vai dificultar o crescimento e a possibilidade de comércio exterior”, diz.
A Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis, entidade que atua, há 35 anos, em prol do mercado nacional de embalagens plásticas, trabalha para agregar valor ao segmento que representa. Segundo o presidente da entidade, Alfredo Schmitt, eventos dessa importância geram valor e competitividade para que nossa indústria ganhe cada vez mais representatividade no mercado global.
MFREE COMUNICAÇÃO

Junho, 2012
Justiça decide pela volta das sacolinhas
O Estado de S. Paulo - São Paulo/SP - NOTÍCIAS - 26/06/2012
O Estado de S.Paulo
Os supermercados devem voltar a distribuir sacolas plásticas de graça para os consumidores, segundo decisão da Justiça paulista. A juíza Cynthia Torres Cristófaro, da 1.ª Vara Central de São Paulo, determinou ontem que os supermercados devem adotar, em 48 horas, as providências necessárias para retomar o fornecimento de sacolas adequadas - e em quantidade suficiente - para que os consumidores transportem as compras gratuitamente. Cabe recurso à decisão.
Em sua decisão, a juíza afirma que "é notório que a prática comercial costumeira é do fornecimento do lojista de embalagem para que o consumidor leve consigo as mercadorias que adquire, isso ocorrendo em lojas de diversos ramos de atividade".
A decisão também fixa o prazo de 30 dias para que os estabelecimentos passem a fornecer, também gratuitamente, embalagens de material biodegradável ou de papel, sem cobrar nada pelo serviço. A decisão foi uma resposta da Justiça à ação civil pública movida pela Associação Civil SOS Consumidor contra a Associação Paulista de Supermercados (Apas), Sonda Supermercados Exportação e Importação S/A, Walmart Brasil Ltda. e Companhia Brasileira de Distribuição (Rede Pão de Açúcar).

Junho, 2012
Supermercados são obrigados a voltar a distribuir sacolinhas
Portal R7 - - PREVISÃO DO TEMPO - 20/06/2012
MP derruba acordo firmado com a Apas e estabelecimentos devem entregar sacolas
O acordo que acabou com a distribuição de sacolinhas plásticas em estabelecimentos comerciais, como os supermercados, em São Paulo, foi suspenso nesta terça-feira (19), segundo confirmou o Ministério Público do Estado.
O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo decidiu por unanimidade que o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que limitava o direito do consumidor em receber gratuitamente as sacolas plásticas, não é válido e com isso os estabelecimentos devem voltar a distribuir as sacolinhas em cumprimento ao Código de Defesa do Consumidor, segundo o MP.
Segundo o Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), os estabelecimentos comerciais que deixarem de distribuir as sacolas gratuitamente correm o risco de serem acionados pelos órgãos de defesa do consumidor, mediante denúncia.
Leia mais notícias de São Paulo
Segundo o advogada da Plastivida Jorge Kaimoti Pinto, o o Conselho Superior do MP entendeu que existe um descompasso muito grande e que o ônus da não distribuição das sacolas plásticas está recaindo apenas sobre os consumidores. Na visão do órgão, essa situação precisa ser revertida o quanto antes. .
A petição contra a homologação do TAC foi uma ação movida pela Plastivida, pelo idecon (Instituto de Defesa do Consumidor ) e pelo SOS Consumidor, segundo a Plastivida. De acordo com o MP, uma nota sobre a decisão do Conselho deve ser divulgada na tarde desta quarta-feira (20).

Junho, 2012
OAB SP COMEMORA NÃO HOMOLOGAÇÃO DO TAC QUE BANIU SACOLAS PLÁSTICAS
OAB-SP Ordem dos Advogados do Brasil - - NOTÍCIAS - 20/06/2012
A OAB SP recebeu positivamente a informação de que o Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo decidiu, por votação unânime, não validar o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que há 80 dias baniu a distribuição de sacolas plásticas gratuitamente em supermercados de São Paulo.
Primeiro debate realizado sobre a restrição às sacolas plásticas
“Desde o primeiro momento, a OAB SP abriu o debate sobre a questão, reforçando que o banimento das sacolas plásticas não iria resolver a questão do descarte irregular do produto e não resolvia a preocupação do TAC quanto degradação ambiental que as sacolinhas poderiam causar. Mais do que proibir, precisamos educar os consumidores para adotar paulatinamente soluções sustentáveis”, ressalta o presidente em exercício da OAB SP, Marcos da Costa.
TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) foi acordado entre Ministério Público Estadual, PROCON Secretaria de Meio Ambiente e APAS (Associação Paulistas de Supermercados).
O presidente da Comissão de Direito e Relações de Consumo da OAB SP, José Eduardo Tavolieri de Oliveira, disse que desde o início houve muita desinformação sobre o TAC e que a OAB SP de forma quase isolada insistiu que inúmeras decisões da Justiça estadual e do Supremo Tribunal Federal amparavam a continuidade da distribuição gratuita das sacolas plástica nos estabelecimentos comerciais”.
A OAB SP promoveu nos dias 3 de abril (Sacolas Plásticas – Aspectos Jurídicos e do Consumidor) e 22 de maio (Os Direitos do Consumidor – Sacolas Plásticas e a Proteção do Meio Ambiente) dois debates sobre a suspensão de sacolas plásticas, nos quais afirmou que o Termo de Ajustamento de Conduta não era inadequado. Os eventos contaram com a participação de representantes da Associação Paulista de Supermercados, da Plastivida, do Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental, da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas), e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e de advogados.
No seu voto, o conselheiro Mário Antônio de Campos Tebet, usa o argumento de que ficou para o consumidor o ônus unilateral de ter de adquirir sacolas reutilizáveis e, portanto, arcar com o custo de proteger o meio ambiente:
"Deixo de homologar os termos do compromisso de ajustamento de conduta firmados nestes autos por entender que não consulta os melhores interesses da classe consumidora, porque viola o disposto nos artigos 4, inciso III, e 51, inciso IV, do código de defesa do consumidor, na medida em que não observa o equilíbrio que deve existir entre fornecedor e consumidor, no mercado de consumo, impondo somente ao consumidor o ônus de ter que arcar com a proteção do meio ambiente, já que terá que pagar pela compra de sacolas reutilizáveis, nenhum ônus atribuindo-se ao fornecedor, a quem, muito pelo contrário, tem se utilizado da propaganda de protetor do meio ambiente, diante a população brasileira. A situação do consumidor, após o termo de compromisso, sofreu um prejuízo diante do fornecedor, e diante da situação que antes desfrutava, já que, por costume, lhe eram fornecidas sacolas plásticas sem nenhum custo adicional aparente ou direto".
Tavolieri reforça que a “ Constituição Federal no art.170, inciso 5 protege os direitos do consumidor nas questões econômicas . Portanto, forçar os consumidores ao pagamento de sacolas plásticas contraria esse direito”.

Junho, 2012
Conselho Superior do Ministério Público derruba o TAC
Com decisão, supermercados devem voltar a distribuir sacolas plásticas em respeito ao Código de Defesa do Consumidor
O Conselho Superior do Ministério Público de São Paulo decidiu por unanimidade nesta terça-feira, 19 de junho, que o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que limitava o direito do consumidor em receber gratuitamente as sacolas plásticas, não é válido. Com a decisão, os estabelecimentos devem voltar a distribuir as sacolinhas em cumprimento ao Código de Defesa do Consumidor.
A petição contra a homologação do TAC foi uma ação movida pela Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idecon) e pelo terceiro interessado SOS Consumidor.
Com isso em vista, os estabelecimentos comerciais que deixarem de distribuir as sacolas gratuitamente, pelas quais a população já paga e têm o preço embutido nos produtos, correm o risco de serem acionados pelos órgãos de defesa do consumidor, mediante denúncia. “As pessoas que se sentirem lesadas devem procurar os órgãos de defesa do consumidor e o próprio Ministério Público”, afirma Miguel Bahiense, presidente da Plastivida.
“O Conselho Superior do MP entendeu que existe um descompasso muito grande e que o ônus na não distribuição das sacolas plásticas está recaindo apenas sobre os consumidores. Na visão do órgão, essa situação precisa ser revertida o quanto antes”, finaliza Jorge Kaimoti Pinto, advogado da Plastivida.

Junho, 2012
Utilização das sacolas plásticas em supermercados
é alvo de polêmica no Forte de Copacabana
O uso de sacolas plásticas em supermercados gerou polêmica na sexta-feira, no Forte de Copacabana. Na primeira mesa do dia, o diretor comercial de produtos perecíveis do Grupo Pão de Açúcar, Leonardo Miyao, trouxe o assunto à tona como exemplo dos projetos sustentáveis que a rede adota e disse que o grupo eliminou as sacolas plásticas não para fazer economia, mas por acreditar que elas não são ecologicamente corretas. Minutos mais tarde, quando o moderador da mesa deu a palavra ao diretor de sustentabilidade da Braskem, Jorge Soto, ele criticou a posição. Afirmou que, quando a sacola do supermercado também serve para o descarte de lixo doméstico, ela é, sim, uma boa opção.
Papel perdeu
Segundo Soto, a Fundação Espaço Eco fez, a pedido da Braskem, um estudo completo sobre o ciclo de vida dos diferentes tipos de sacolas de supermercado: a tradicional de plástico, a retornável de plástico, a de papel e a de tecido, e constatou que, para quem vai ao mercado uma vez por mês para comprar uma cesta básica, o que acontece com grande parte da população brasileira, a sacola de plástico é, sim, a opção mais sustentável. A de papel perdeu disparado de todas. E a retornável de plástico venceu a de pano por uma margem pequena, mas venceu. Para o diretor da Braskem, que ao fim do encontro procurou Miyao para pedir que reavaliem a posição, o importante é que todas as medidas tomadas no sentido de aumentar a sustentabilidade de algum produto ou serviço partam da medição de um ciclo e vida completa desse mesmo produto ou serviço. — Por não agirem assim, elegeram as sacolas plásticas como vilãs, mas, se olharmos o ciclo de vida delas como um todo, elas não são — disparou./Extra Online/ OG Online

MAIO, 2012
Vereadores querem volta das sacolinhas plásticas em SP
Estadão - São Paulo/SP - SÃO PAULO - 23/05/2012
Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli
Supermercados deixam de dar sacolas plásticas
ReproduçãoMedida contra distribuição de sacolinhas plásticas foi aprovada há um ano
Um ano após aprovar o fim das sacolinhas plásticas em São Paulo, a Câmara Municipal discute votar novas propostas que permitem a volta dessas embalagens nos supermercados da capital. Dois projetos protocolados nesta semana pelos vereadores Dalton Silvano (PV), da base governista, e Francisco Chagas (PT), da oposição, ganharam força entre outras lideranças da Casa nos últimos dias e podem ser votadas nas próximas sessões.
Na reunião de líderes da segunda-feira, esse foi o principal assunto debatido entre os vereadores. Silvano argumentou que a Casa não podia deixar de discutir esse assunto já que uma pesquisa divulgada nesta semana mostra que 69% dos paulistanos é a favor da volta das sacolinhas nos supermercados. O presidente da Câmara, José Police Neto (PSD), é contrário à volta e acha que essa questão não deve ser colocada em plenário.
O outro grande defensor da volta das sacolas é o petista Francisco Chagas. "Eu já tinha alertado desde o ano passado, que não deveria ter sido de uma hora para a outra. Não são as sacolinhas que vão resolver os problemas ambientais. Isso é uma demanda da população e nós precisamos ouvi-la", afirmou. Ele foi um dos poucos vereadores a criticar abertamente o fim das sacolas plásticas no ano passado.
A articulação pró-sacolinhas ocorre justamente no momento no qual a Mesa Diretora da Casa entrou com recurso judicial contra uma liminar que suspende temporariamente a lei que proíbe as sacolas. A suspensão foi concedida pela Justiça paulista a pedido de uma associação de supermercados da capital.
"A Casa tem que defender um projeto que é seu", justificou o presidente José Police Neto (PSD). Marco Aurélio Cunha (PSD), seu colega de partido, também é favorável à manutenção da proibição. "As pessoas já estão se acostumando a levar sacolas para o mercado. Por esse motivo, para que retroagir dessa forma? A gente não vê mais aqueles mares de sacolinha nas ruas entupindo as bocas de lobo como havia antes."
Tópicos: Sacolinhas, Plásticas, Supermercados, Vereadores

Maio, 2012
Sem sacolinha, 4 a cada 10 pessoas desistem de comprar
InfoMoney - São Paulo/SP - FINANÇAS - 23/05/2012
Welington Vital de Oliveira
SÃO PAULO - O paulistano não está feliz com o fim das sacolinhas, segundo pesquisa realizada pelo DataFolha, quatro em cada dez entrevistados (39%) disseram que já desistiram de fazer as compras por não dispor de sacolas plásticas para transportar seus produtos, outros 23% disseram desistir no caixa na hora de pagar as contas.
Ainda 69% dos consumidores entrevistados querem as sacolinhas de volta.
Segundo o estudo, o acordo entre a Apas (Associação Paulista de Supermercados) e o governo do Estado de São Paulo, que obrigou os supermercados a suspenderem a distribuição dessas embalagens, é visto pela população como desvantagem para o consumidor, ganhos econômicos para os supermercados e nenhuma vantagem para o meio ambiente.
Para 43% dos entrevistados o principal motivo para o fim das sacolinhas foi interesse econômico dos supermercados e outros 35% acreditam que foi por imposição das autoridades.
Apenas 22% dos entrevistados acreditam que o acordo teve como objetivo a preocupação com o meio ambiente. Ainda 64% afirmam que os supermercados foram os que mais ganharam coma medida.
Cobranças das sacolas retornáveis
A maior parte dos consumidores entrevistados (73%) são contra a cobrança das sacolas retornáveis e 88% também são contrários à cobrança de sacolas plásticas .
Com relação à praticidade, 69% da população declararam que fica mais difícil transportar as compras em sacolas retornáveis, e 53% apontam que as embalagens retornáveis são menos higiênicas que as sacolas plásticas comuns.

MAIO, 2012
ABIEF participa de debate sobre sacolas na OAB
Associação Paulista de Supermercados - São Paulo/SP - NOTÍCIAS - 22/05/2012
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo – foi palco nesta terça-feira (22 de maio) de um debate sobre o uso de sacolas descartáveis nos supermercados. Representantes de entidades de classe expuseram suas principais dúvidas sobre o uso de alternativas ecológicas nas lojas paulistas. A Associação Paulista de Supermercados (APAS) foi representada pelo vice-presidente e diretor de Assuntos Jurídicos e Financeiros Roberto Longo Moreno.
“Os maiores beneficiados com a medida implantada no Estado são os consumidores e o meio ambiente. Em todo o mundo existem ações nesse sentido. Nosso papel é tornar público a importância da campanha e ajudar na mudança de comportamento”, disse Longo, durante o debate.
Quando indagado sobre a eficácia das ecobags, o representante da APAS citou o recente estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). De acordo com a pesquisa, ecobag é a melhor opção para os consumidores preocupados com a preservação do meio ambiente. Veja aqui mais sobre o assunto.
Em relação à higienização das sacolas reutilizáveis, o diretor Roberto Longo citou como exemplo os copos de vidro. “Nós os usamos, higienizamos e reutilizamos. Essa é a dinâmica defendida pela campanha da APAS. Precisamos acabar com a cultura do descarte”, explicou.
O assessor da Secretaria Estadual do Meio Ambiente Felipe de Andrea, em nome do secretário Bruno Covas, apresentou o histórico da discussão do assunto no Brasil. “Formamos um grupo envolvendo todas as áreas estaduais. As discussões culminaram na assinatura do termo de cooperação com a APAS, em maio de 2011. Daí em diante, estabelecemos ações para a conscientização da população”, disse.
Também participaram do debate em São Paulo: José Eduardo Tavolieri de Oliveira (presidente da Comissão de Direito e Relações de Consumo da OAB), Laura de Figueiredo (OAB), Paulino Coelho (professor adjunto da Universidade Federal do ABC), Alfredo Felipe Shimitt (presidente da ABIEF), Ivan Firmino da Silva (membro da Comissão de Direito e Relações de Consumo da OAB), Miguel Bahiense (presidente da Plastivida), Livio Giosa (presidente da Ires – Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental).
Balanço
Desde 4 de abril, data que entrou em vigor o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado entre o Ministério Público Estadual, Procon-SP e APAS, 90% dos supermercadistas paulistas aderiram à causa e deixaram de distribuir ou vender sacolinhas descartáveis. Com isso, foi alcançada uma redução de 90% das sacolas em relação a igual período do ano passado. Os dados foram apresentados na Feira APAS 2012, no início deste mês.
“Trata-se de um movimento global em torno da sustentabilidade e os supermercadistas de São Paulo estão conscientes e unidos em torno dessa questão”, avaliou o presidente da APAS João Galassi.

Maio, 2012
CONAR mantém suspensa campanha publicitária contra sacolas plásticas
Folha de São Paulo – 17/05/2012
Em mais uma votação por unanimidade, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) manteve, no último dia 10 de maio, a
decisão de suspender a campanha publicitária da Associação Paulista de Supermercados (APAS) contra as sacolas plásticas. A sentença vale para
todas as mídias, incluindo as eletrônicas como blogs, sites, rádios e TV, e publicidade interna das lojas de supermercados.
A decisão ocorreu após pedido de recurso da APAS, que havia perdido em primeira instância. No julgamento, o CONAR entendeu que a campanha
“Vamos tirar o planeta do sufoco” deve continuar suspensa, pois é enganosa e não atende às normas éticas para apelos de sustentabilidade na
publicidade, criadas pelo CONAR, uma vez que a APAS nunca apresentou estudos que comprovassem o benefício ambiental da campanha.
A representação no CONAR foi feita pela Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, baseada no Anexo U do Código Brasileiro de
Autorregulamentação Publicitária que trata de Apelos de Sustentabilidade na publicidade no Brasil. Segundo Jorge Kaimoti, advogado da Plastivida, “os
princípios éticos exigidos no Anexo U não foram respeitados pela campanha, intitulada Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”. Ainda segundo Kaimoti, “por
meio desta iniciativa e considerando mais uma vez o resultado unânime obtido no julgamento, mostramos à sociedade que a publicidade da Apas não
respeita o cidadão.
A ação movida pela Plastivida procurou mostrar que o conteúdo da campanha contraria os oito itens da ética publicitária no que se refere à
sustentabilidade. Durante o processo no CONAR, a APAS não apresentou qualquer dado científico que embase os apelos ambientais citados na
campanha. Segundo Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, “a campanha não se mostrou verídica, não apresentou informações com exatidão e
clareza, não apresentou fontes científicas para comprovar suas posições, ou seja, deixou a concretude, exigida no código, de lado.
A decisão está publicada no site da entidade: www.conar.org.br

Maio, 2012
TJ mantém lei de Guarulhos pela distribuição gratuita de sacolas plásticas
Perspectiva - - CAPA - 07/05/2012
. ....................O Tribunal de Justiça de São Paulo rejeitou Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) movida pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), visando suspender os efeitos da Lei nº 6.186/2006, de Guarulhos, que obriga o fornecimento gratuito de sacolas plásticas em supermercados, hipermercados, atacadistas e estabelecimentos varejistas para acondicionamento das compras. A Apas também impetrou mandado de segurança contra o Procon de Guarulhos com o objetivo de cessar a fiscalização aos estabelecimentos comerciais que descumprirem a Lei. A liminar também foi negada. No entendimento do TJ, ao realizar a fiscalização da Lei, o Procon está agindo em defesa do consumidor, pois busca fazer valer a lei municipal que obriga os varejistas a distribuírem sacolas plásticas. Diversos órgãos de defesa do consumidor, como o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Idecon) e o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec) se manifestaram publicamente contra o acordo da Apas. Eles se posicionaram com manifestações públicas e ações jurídicas, visando garantir o direito da população. Isso porque o Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 39, incisos V e X, veda ao fornecedor de produtos ou serviços práticas abusivas, tais como “exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva” e “elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços”, incisos que se aplicam na prática de banimento voluntário das sacolinhas proposto pela Apas. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar), entendendo se tratar de propaganda enganosa, determinou que a Apas suspenda sua campanha publicitária contra as sacolas plásticas, uma vez que a associação não apresentou qualquer dado científico que embase os apelos ambientais contidos na campanha. Já a OAB-SP manifestou-se na imprensa dizendo entender que inúmeras decisões da Justiça Estadual e do Supremo Tribunal Federal amparam a continuidade da distribuição gratuita das sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais. A entidade afirmou que a não distribuição das sacolinhas plásticas por parte dos supermercados trará sérios problemas sociais, ambientais e de saúde para a população, pois afetará seriamente o recolhimento do lixo urbano doméstico por parte das empresas de limpeza pública, uma vez que não terão condições de coletá-lo de forma adequada. O acordo da Apas não tem respaldo científico. Estudo encomendado pelo governo britânico sobre o impacto ambiental de diversos tipos de sacolas (retornáveis, biodegradáveis, oxidegradáveis etc.) mostrou que a sacolinha de plástico tem melhor desempenho ambiental em 8 das 9 categorias avaliadas. Por exemplo, ela apresenta a menor geração de CO2 em sua vida útil, além de consumir menor quantidade de matéria-prima frente às outras opções. Além disso, o banimento de sacolas plásticas poderá acarretar um problema grave sanitário. Estudo realizado pela Microbiotécnica, empresa especializada em higiene ambiental com 25 anos de experiência, apontou que as caixas de papelão usadas, disponibilizadas pelos supermercados, e as sacolas de pano, trazidas de casa pelo consumidor, possuem alto grau de contaminação por coliformes totais, coliformes fecais e E.coli (Escherichia coli) podendo prejudicar a saúde da população. Órgãos de gestão sanitária recomendam que o descarte do lixo seja feito em sacos plásticos. Assim, o consumo de sacos de lixo tem aumentado com o fim da distribuição das sacolinhas. E quando aumenta a demanda, há também aumento de preço. Em Jundiaí, uma das primeiras cidades a banir sacolas plásticas, o custo do saco de lixo aumentou 235%. É mais um reforço ao argumento de que o acordo é de cunho econômico. Mas nem toda a população pode comprar sacos de lixo e sem estes e se sem as sacolas, há o descarte inadequado de lixo. Em cidades como Bauru, a empresa de gerenciamento da limpeza pública (Emdurb) já observa um aumento considerável de descarte de resíduos domésticos de forma inadequada. Com a falta das sacolinhas, antes reutilizadas para descartar o lixo doméstico, a população tem acondicionado os resíduos que gera nas caixas de papelão usadas e distribuídas pelos supermercadistas, o que gera problemas sanitários, pois deixa o lixo exposto ao ambiente e prejudica a coleta. O resultado é aumento do lixo urbano, de contaminação e da proliferação de doenças. Muitos supermercados também começam a sofrer com o banimento das sacolas. A queda das vendas por impulso já é detectada. A imprensa também tem noticiado casos de furtos de cestas e até mesmo de carrinhos de compras. Por tudo isso, muitas redes voltaram a fornecer sacolas plásticas. A Apas não tem mostrado disposição em participar de debates para tecer esclarecimentos à sociedade. A Plastivida alerta sobre todos esses aspectos para que São Paulo não chegue à situação de cidades, como Belo Horizonte, capital das Minas Gerais, que contam com lei restritiva às sacolas há um ano: aumento constatado de 400% no preço do saco de lixo (que teve suas vendas elevadas em 30%). Os supermercados locais deixaram de gastar R$ 5,8 milhões com a distribuição de sacolas plásticas (terceiro item de custo dos supermercados) e já venderam 3 milhões de sacolas retornáveis. Acreditamos que São Paulo e todo o país precisam de ações baseadas na educação ambiental e na sustentabilidade. Exemplo disso pode ser observado no Rio Grande do Sul onde a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) adotou o Programa de Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. Com o acordo, os supermercados passaram a fornecer sacolas feitas de acordo com a norma técnica ABNT NBR 14.937 e são identificadas com o Selo de Qualidade Abief-INP. Assim, o consumidor conta com uma sacola resistente, de qualidade e não precisa utilizá-la em duplicidade, pois suportam até 6 kg, reduzindo o desperdício e, ainda, pode reutilizá-la para diversas finalidades, inclusive para embalar o lixo, sem custos. Segundo a Agas, com o banimento de sacolas, cada família no estado gastaria em média R$ 15,00 a mais com sacos de lixo. Se pensarmos em termos de Brasil onde, segundo o IBGE, 2 em cada 3 brasileiros recebem um salário mínimo, a questão se mostra mais complicada. O Rio Grande do Sul tem mantido índices de redução do desperdício em cerca de 20%, preservando o direito do consumidor, respeitando-o e contribuindo para o meio ambiente. “Esse exemplo mostra que é possível fazer um trabalho sustentável, de educação, que promova uma cultura de consumo responsável nas pessoas, com efeito positivo sobre a preservação ambiental e sem que a população seja prejudicada em seus direitos”, afirma o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense.

abril, 2012
Entidades pedem mandado de segurança para manter sacolinhas
Jornal Ipanema - - POLÍTICA - 17/04/2012
Ipanema Online
Com o objetivo de garantir a distribuição de sacolas plásticas pelos supermercados no Estado de São Paulo, o Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Idecon), juntamente com a Plastivida Instituto Sócio Ambiental do Plástico e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), ingressou nessa segunda-feira, 16 de abril, com o mandado de segurança na Vara Privativa da Fazenda do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
A Plastivida e a Abief entraram no processo como litisconsorte ativo, denominação jurídica dada aos diversos autores que se colocam de um mesmo lado da relação processual para fortalecer os argumentos da ação.
O mandado visa preservar o direito dos consumidores e também dar respaldo aos varejistas não signatários do acordo voluntário e do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) que quiserem continuar a distribuição de sacolinhas plásticas. “Os supermercados que quiserem continuar exercendo seu dever com o consumidor, terão respaldo legal. Esse acordo voluntário não pode ser empurrado goela abaixo como está ocorrendo”, afirma o presidente do Idecon e autor da ação, Reginaldo Araújo Sena.
Com o fim do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no último dia 4, há uma pressão por parte da APAS para que os supermercados que continuarem distribuindo sacolas plásticas sofram retaliações. “Não há lei contra as sacolas no Estado de São Paulo, o que está havendo é um acordo voluntário. Por isso, essa movimentação afirmando que é proibido distribuir sacolas plásticas não é verdade”, afirma Miguel Bahiense, presidente da Plastivida.
De acordo com o advogado do Instituto, Jorge Kaimoti, o TAC não tem força de lei e não revoga o código de defesa do consumidor. “O TAC desconsiderou os direitos do consumidor: colocou um prazo para que ele se adaptasse a não ter mais as sacolas plásticas oferecidas pelos supermercados - que é de seu direito -, já que elas continuam sendo cobradas com valores embutidos no preço dos produtos”, pontua.
Também é importante destacar que o direito do consumidor às sacolas plásticas e o dever dos supermercadistas em distribui-las estão respaldados pelo Código de Defesa do Consumidor em seu artigo 39, incisos V e X, que veda ao fornecedor de produtos ou serviços práticas abusivas, tais como “exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva” e “elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços”, incisos que se aplicam na prática de banimento voluntário das sacolinhas proposto pela APAS.

abril, 2012
Um ano após o fim das sacolas, supermercados são os mais beneficiados
Estado de Minas - - GERAIS - 12/04/2012
Decretado o fim das sacolas tradicionais no comércio de BH, consumidor foi obrigado a mudar de hábitos e adotou embalagens de papelão ou reutilizáveis. Comerciantes dizem que 165,6 milhões de sacolas deixaram de circular na capital
A redução percebida nos supermercados não representa o universo total de circulação das sacolinhas.Na fila do supermercado, as compras vão direto do carrinho para caixas de papelão, sacolas de pano ou de plástico “ecológico”. A cena rotineira em Belo Horizonte é o efeito mais visível da entrada em vigor, há um ano, da Lei 9.529, de 2008, que determina a substituição de sacolas convencionais, fabricadas à base de petróleo, por aquelas feitas de material compostável e biodegradável. Mas, depois de passar pelo caixa, é hora de fazer o balanço dos custos e benefícios dessa mudança de hábito, que inspirou também outras cidades e estados do país. O meio ambiente deixou de receber, apenas na capital mineira, 165,6 milhões dessas embalagens por ano. A indústria de plástico constatou queda de 10% no consumo brasileiro, o equivalente a 3 milhões de embalagens a menos todos os dias. Já os supermercados de BH deixaram de desembolsar pagando a esses fabricantes, em média, R$ 5,8 milhões. Ao consumidor restou gastar mais para acondicionar as compras e o lixo – o uso de sacos para descarte de resíduos subiu e o preço deles disparou – além da esperança de estar colaborando com a natureza. Porém, pesquisas científicas já questionam a legitimidade e a eficiência das sacolas ditas biodegradáveis em circulação em BH
Somente nos 1 mil supermercados da capital, o volume de sacolas plásticas usadas caiu 97% desde que começou a valer o Decreto 14.367, de 12 de abril de 2011, que regulamentou a “Lei das Sacolinhas”. O levantamento é da Associação Mineira de Supermercados (Amis), e aponta que o consumo passou de 460 mil unidades por dia para 15 mil. O setor, o maior comprador desse produto, comemora os resultados da lei. Antes, os estabelecimentos forneciam a embalagem e, com isso, gastavam entre R$ 3,3 milhões e R$ 8,3 milhões por ano. Agora, o custo das sacolas plásticas disponíveis fica a cargo do cliente, que paga entre R$ 0,15 a R$ 0,22 por unidade. Segundo o presidente da Amis, José Nogueira Soares, não há lucro nesse comércio e a recomendação é de que a mercadoria seja repassada ao consumidor a preço de custo.
A redução percebida nos supermercados não representa o universo total de circulação das sacolinhas. Longe desses estabelecimentos, no comércio do Centro ou dos bairros, é fácil encontrar os modelos proibidos pela lei, já que os fiscais da Prefeitura de BH só conseguiram flagrar 569 locais que descumpriam a norma e aplicar quatro multas em 3.431 vistorias. Os dados, da Secretaria Municipal Adjunta de Fiscalização, relativos ao período de abril a fevereiro, dão indícios de um afrouxamento na fiscalização, já que, até 4 de novembro do ano passado, haviam sido feitas 3.357 vistorias e expedidas 526 notificações. Porém, a secretaria afirma que o dado não contempla todas as regionais. Além disso, acrescenta que a lei pegou em 85% dos estabelecimentos visitados.
Reação
Se depender da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), as sacolas convencionais sairão da clandestinidade. A entidade entrou com ação de inconstitucionalidade contra a lei de BH, alegando ser extremamente restritiva ao consumidor. “Ele agora é obrigado a comprar uma sacola biodegradável e ainda sacos para acondicionar o lixo. O consumo desse produto cresceu 20% a 30% e os preços aumentaram 400% no país. O que há é transferência de renda do consumidor para os supermercados”, acusa o presidente da Abief, Alfredo Schmitt. Os supermercados contra-atacam: “Acho natural a reação, porque o consumo caiu e cairá ainda mais. A indústria terá de se adequar, porque o plástico não retorna mais”, aposta José Nogueira.
Autor da lei, o vereador Arnaldo Godoy (PT) considera positiva a experiência pioneira das sacolas ecológicas, que serviu de exemplo para estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. “BH abraçou a ideia de banir o uso da sacolas convencionais. É lógico que não resolve o problema, mas já é um ganho extraordinário. Deixamos de descartar quase 500 mil sacolas plásticas diariamente. Outras 3 milhões de embalagens, do modelo retornável, já foram vendidas. Sou convidado frequentemente para falar da lei municipal em outras cidades”, afirma. Entretanto, mesmo o benefício inicial representado pela queda no consumo das sacolinhas à base de petróleo é questionado em estudos que avaliam o impacto ambiental do plástico supostamente biodegradável.
A contabilista Maria Aparecida Costa, de 55 anos, aprova a lei, acha que a iniciativa está sendo boa para o meio ambiente, mas não gosta nem um pouco de pagar pelas sacolas biodegradáveis. Ontem, no Mercado Central, o modelo reutilizável levado de casa não foi suficiente para acondicionar todas as compras. Em uma loja, ela teve que pagar por duas unidades. “A minha intenção era pegar caixas, mas não tinha e, hoje, é difícil achar sacolas convencionais. A maioria dos comerciantes não fornece mais”, disse. Na loja de queijo, a embalagem foi de graça. Para a comerciante Zelita Gonçalves Costa, é uma forma de agradar a clientela fiel: “O cliente já paga pela mercadoria e o milheiro da sacola ecológica custa R$ 110. Prefiro fornecê-las, pois não faz diferença para nós. Metade dos clientes já se habituou a trazer a própria sacola”.

Abril, 2012
Agas considera que falta opção para o fim da sacola plástica
Jornal do Comércio - RS - Porto Alegre/RS - PÁGINA INICIAL - 12/04/2012
MARCELO G. RIBEIRO/JC
Entidade promoveu ontem debate para discutir o uso dos produtos
A substituição das sacolas plásticas por embalagens retornáveis no Rio Grande do Sul deve ser encarada por cautela pelas empresas do setor. Esse foi o argumento defendido pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) durante o II Fórum Agas das Sacolas Plásticas: Problema ou solução?, promovido ontem em Porto Alegre.
O debate sobre o tema ganhou força em todo o País desde o dia 4 de abril, quando os supermercados de São Paulo encerraram a distribuição das sacolas plásticas aos consumidores. A medida já vinha sendo implantada por diversas lojas naquele estado. A experiência paulista é considerada positiva por Sussumu Honda, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Ele lembra que a entidade assinou, em 2011, um compromisso de reduzir em 30% até o final de 2013 o consumo de sacolas plásticas no País. “Nesse processo o Rio Grande do Sul tem sido mais pragmático, cauteloso, mas o Brasil deve seguir a tendência mundial de uso de embalagens reutilizáveis.”
No entanto, o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, acredita que a medida pode se revelar prematura, devido à falta de alternativas que sejam práticas, recicláveis, economicamente viáveis e menos prejudiciais ao meio ambiente do que os sacos plásticos tradicionais, que geralmente são usados como embalagem para lixo caseiro. “As pessoas não param de gerar lixo, então onde ele vai parar? Se apenas eliminar a sacola do mercado estaremos trocando somente a cor do saco de lixo, de branco para azul ou preto.”
Outro ponto destacado por Longo é a oposição dos consumidores à mudança. “Temos uma pesquisa que aponta que 81% dos clientes são contra eliminação da sacola.” Segundo ele, 5% dos consumidores já estão trazendoas embalagens de casa. “Mas 80% da decisão de compra acontece no ponto de venda, então determinar quantas sacolas e de qual tamanho será preciso é difícil.”
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), Alfredo Schmidt, também critica a medida adotada em São Paulo, afirmando que ela resulta em perdas econômicas para os clientes. “Os supermercados paulistas vão deixar de tirar do bolso deles R$ 220 milhões por ano comprando sacolas que os consumidores terão que pagar, pois eles ainda precisam comprar sacos para lixo”, apontou. Segundo Schmidt, a proibição também já afeta a indústria plástica, uma vez que gerou uma queda de mais de 40% nos pedidos de sacolas naquele estado.
Outras alternativas, como o uso de materiais degradáveis, ainda são economicamente inviáveis segundo os supermercadistas. “Uma sacola média custa cerca de R$ 0,05. Com esse valor, representam em torno de 0,3% dos despesas totais de uma loja. As degradáveis têm valores entre R$ 0,30 e R$ 0,60, o que não incentiva seu uso”, destaca o empresário Arlei Karpinski. Proprietário de dois supermercados no município de Getúlio Vargas, no Norte do Estado, Karpinski aponta que o maior problema das sacolas para os mercados é o seu consumo excessivo.
“Num município de 16 mil habitantes, onde não atingimos toda a população, distribuímos anualmente mais de um milhão de sacolas”, comenta. Ele aponta que suas lojas estão oferecendo alternativas, como caixas de papelão e sacolas reutilizáveis, mas que é necessário maior conscientização dos consumidores e melhorias no empacotamento. “Muitas embalagens são usadas com apenas metade da capacidade. Não se dá valor àquilo que é dado de graça.”
Uma das redes que incentiva os consumidores a reduzirem o consumo de sacolas é o Walmart, que adota, desde 2008, um programa de descontos, onde o cliente que não usa embalagens plásticas recebe um abatimento de R$ 0,03 a cada cinco produtos comprados. Segundo Felipe Zacari Antunes, gerente de sustentabilidade do Walmart Brasil, o programa já reduziu a distribuição de sacolas em 67 milhões de unidades, gerando R$ 2 milhões em descontos. No Estado são R$ 528 mil em descontos e 17,6 milhões de sacolas a menos.

abril, 2012
Consumidores dizem que fim das sacolinhassó vai aumentar uso de saco de lixo em SP
Portal R7 - - PREVISÃO DO TEMPO - 04/04/2012
Operador de telemarketing diz que já contabiliza prejuízo financeiro com mudança
Vanessa Sulina, do R7
Publicidade
Com o fim das sacolinhas plásticas nos supermercados de São Paulo, além do problema de como transportar as compras, parte dos paulistas também terá que escolher outros meios para descartar o lixo. Muitas pessoas usavam as sacolinhas para guardar o lixo doméstico. Na tarde da terça-feira (3), após o anúncio do fim da distribuição das sacolas nos supermercados de São Paulo, o R7 foi às ruas e conversou com vários consumidores. Eles foram unânimes: sacos de lixos serão muito mais utilizados a partir de agora.
Já adaptada à realidade sem as sacolinhas plástica desde o começo do ano, a telefonista Francisca Rosa, de 62 anos, diz que nos últimos meses tem comprado mais sacos plásticos pretos de lixo. Para ela, o fim da distribuição gratuita das sacolinhas não chega a ser “um problema”, já que o objetivo anunciado é melhorar o meio ambiente.
- Hoje em dia, tenho comprado muito mais sacos pretos. Antes eu utilizava o saquinho de mercado mesmo. Para falar a verdade, nunca reparei se esses que eu compro [pretos] são reciclados, biodegradáveis e tudo mais.
Supermercado que distribuir sacolas, terá que recolher
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Assim como Francisca, o operador de telemarketing Marco Arrifano, 43 anos, conta que começou a gastar "um extra" de seu orçamento com sacos pretos para descartar o lixo que produz na sua casa. Segundo ele, no fim do mês, a despesa é “um peso".
- Antes, ganhávamos os saquinhos de graça. Agora, preciso pagar para jogar o lixo fora. Gasto R$ 3 ou R$ 4 para comprar meia dúzia de sacos pretos. Quem acabou lucrando mais com essa história foram os supermercados, que não precisam mais dar nada para os clientes.
Despreparados
Como nos últimos 60 dias os supermercados - ligado à Apas (Associação Paulista de Mercados) - foram obrigados a distribuir gratuitamente as sacolinhas plásticas, a cabeleireira Juliana dos Santos diz ainda não ter parado para pensar no que vai fazer após o fim de seu estoque de sacolinhas em sua casa.
- Lá nos supermercados perto de casa, eles estavam dando a vontade. Eu até tenho sacolas reutilizáveis, mas não precisei usar. Em casa, eu já uso saco de lixo preto, mas provavelmente terei que aumentar a compra. Para o lixo geral da casa, eu uso o preto. Mas nos banheiros e lixeiras menores, não sei o que fazer sem as sacolinhas.
Mesmo assim, Juliana diz ser a favor da da mudança nos mercados para preservar o meio ambiente. Ela afirma, porém, não acreditar que o fim das sacolinhas plásticas seja é suficiente para uma conscientização ecológica de toda a população.
- Não importa se o saco plástico é fino, grosso, na medida certa, se as pessoas não souber como usar cada uma destas formas, de nada adianta.
Preocupada com o fim das sacolas e sem saber onde colocar seu lixo, a dona de casa Adriana Nogueira contou que saiu na terça-feira para fazer suas compras e garantir um estoque.
- Para o meio ambiente foi uma boa medida, mas os supermercados deveriam mesmo era entregar sacolas para gente de graça. Seja reutilizável, biodegradável, o que for.
Meio ambiente
Para o presidente da Plastivida, Miguel Bahiense, a proposta de extinguir as sacolinhas plásticas comuns nos supermercados não traz vantagens ambientais. Ele diz acreditar que as classes mais pobres não terão condições de comprar sacos para fazer o descarte de seu lixo, o que causará um problema sanitário.
- Eles vão pedir a isenção do ICMS para que a população mais pobre possa comprar saco de lixo. Mas o plástico [dos sacos de lixo] é o mesmo das sacolinhas e o destino dele também são os aterros sanitários. Então, onde está a vantagem ambiental? Não existe.
Segundo o presidente da Apas, João Galassi, existem diversas maneiras de descartar o lixo além das sacolinhas plásticas. Em casa, por exemplo, é possível usar as sacolas de hortifrúti, que antes eram jogadas fora.
- Podemos reutilizar as sacolas que recebemos. Além disso, é possível jogar o lixo em cubos feitos com jornal, usar embalagens de arroz etc. A melhor forma de descarte é saco de lixo preto, que além de ser reciclado, tem a espessura, tamanho e cor adequadas. As sacolinhas plásticas são mais frágeis, podem rasgar e ir para bueiros e entupir canais de água.

março, 2012
Para OAB-SP, suspensão na distribuição de sacolas plásticas desampara o consumidor e não prestigia o meio ambiente
A TRIBUNA (JALES) - WEB - WEB - 30/03/2012
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB SP) de São Paulo realizou nessa quinta-feira (29), em sua sede na Praça da Sé, um debate para discutir os aspectos jurídicos e do consumidor em torno do tema Sacolas Plásticas. Com abertura do presidente da entidade, Luiz Flávio Borges D”Urso, o evento contou com a participação do advogado José Eduardo Tavolieri de Oliveira, presidente da Comissão de Direito e Relações de Consumo da OAB-SP; Lívio Giosa, vice-presidente da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) e presidente do Instituto ADVB de Responsabilidade Socioambiental; Miguel Bahiense, presidente da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos e do INP - Instituto Nacional do Plástico, Jorge Kaimoti, advogado da Plastivida, e do vereador Francisco Chagas (PT). Também foram convidados para o debate o Secretário de Estado do Meio Ambiente, Bruno Covas; João Galassi, presidente da Associação Paulista dos Supermercados (APAS) e Paulo Arthur Góes, diretor executivo do PROCON. No entanto, não houve representação de tais instituições para discutir o tema. Na abertura do debate, o presidente da OAB, Dr. Luiz Flávio D”urso, declarou que “a casa vai realizar outros debates para esclarecer a questão das sacolas plásticas em São Paulo, e para que possa se posicionar da melhor forma em benefício da sociedade”, e admitiu que toda a discussão em torno do tema fez com que ele descobrisse que as sacolinhas plásticas não são as vilãs do meio ambiente. “Descobri, por exemplo, que elas podem ser recicladas”.
Entre os convidados, Lívio Giosa, do Instituto ADVB, comentou que as sacolinhas plásticas são o terceiro item de custo dos supermercados, e que elas representam apenas 0,2% do lixo nos aterros sanitários. Giosa também afirmou que a sustentabilidade não foi considerada no acordo da APAS, para bani-las voluntariamente dos supermercados de São Paulo. Já Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, foi mais enfático. “O Governo de São Paulo e a APAS nunca apresentaram dados científicos que mostrassem que as sacolas plásticas não são sustentáveis. A Plastivida foi buscar estudos que comprovam que as sacolas plásticas são o meio mais sustentável de se carregar as compras, os que oferecem o menor risco de contaminação, além de serem a preferância da população”, completa.
Para Jorge Kaimoti, advogado da Plastivida, a suspensão na distribuição das sacolas plásticas é um deserviço à população. Ele ainda explicou que um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) só se aplica quando há lei. Segundo ele, o TAC assinado pela APAS, Ministério Público e Procon, além de não ter validade jurídica, pois não há lei vigente no estado de São Paulo, desconsidera os direitos do consumidor, pois coloca prazo (60 dias) para que ele se adapte a não ter mais as sacolas plásticas oferecidas pelos supermercados - um produto que é de seu direito -, já que as sacolinhas continuam sendo cobradas com valores embutidos nos produtos.
O vereador Francisco Chagas (PT), representante dos trabalhadores, também deu sua opinião sobre o assunto e expôs a situação da categoria no tratado entre o Governo de São Paulo e a APAS: “O acordo impactou 30 mil empregados diretos, e 100 mil indiretos”, afirma Chagas. E completa: “o acordo foi assinado da noite para o dia, sem a participação da indústria ou de representantes dos trabalhadores, e sem que fosse dito aos consumidores como proceder, nem à indústria como se adequar”.
Por fim, José Eduardo Tavolieri de Oliveira, presidente da Comissão de Direito e Relações de Consumo da OAB-SP, afirmou que a entidade só tomará um posicionamento após a ampliação da discussão, mas que, após o debate, alguns pontos ficaram bem esclarecidos: “registramos que a suspensão na distribuição de sacolas plásticas fomenta a demissão em massa e desampara o consumidor, que precisa ter um meio de transportar suas compras. Além disso, em nenhum momento essa campanha prestigia o meio ambiente”, concluiu.
Situação das sacolinhas plásticas no Estado de SP
Não há lei que proíba a distribuição de sacolas plásticas no Estado de São Paulo. O que está ocorrendo é um acordo voluntário encabeçado pela Associação Paulista dos Supermercados (APAS) e pelo Governo do Estado de São Paulo, a fim de que os supermercados não distribuam mais sacolinhas. Denominada “Vamos tirar o planeta do sufoco”, a campanha sofreu forte rejeição da população e em 1º de março, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) decidiu por unanimidade que a campanha publicitária da APAS contra as sacolas plásticas deve ser suspensa por se tratar de propaganda enganosa. De acordo com a decisão, “os princípios éticos exigidos no Anexo U do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária não foram respeitados pela campanha.
Segundo apurou o Conar, a campanha contraria os oito itens da ética publicitária no que se refere à sustentabilidade. Durante o processo no CONAR, a APAS não apresentou qualquer dado científico que embase os apelos ambientais citados na campanha.

Março, 2012
Procon multa 18 supermercados por descumprir acordo
Folha de S. Paulo - São Paulo/SP - MERCADO - 24/03/2012
Entidade fiscalizou 66 estabelecimentos desde que fixou regras de transição para fim da sacolinha plástica
Supermercadistas afirmam que casos são pontuais e que setor cumpre o combinado; transição acaba no dia 3
DE SÃO PAULO
O Procon-SP autuou 18 supermercados da capital paulista desde 3 de fevereiro, quando o setor assinou um acordo com o órgão e o Ministério Público Estadual com regras de transição para o fim das sacolinhas plásticas descartáveis. Foram fiscalizados 66 estabelecimentos ao todo.
O TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), acordo extrajudicial firmado entre as entidades para evitar disputas na Justiça, disciplinou o fim da distribuição gratuita de sacolinhas -até 3 de abril os supermercados paulistas são obrigados a fornecer embalagens para as compras.
A fiscalização foi feita após denúncias de consumidores. O nome das redes deve ser divulgado nos próximos dias e o valor das multas pode variar de R$ 430 a R$ 6,3 milhões, de acordo com a gravidade da infração cometida.
Dos 18 autos aplicados, um é considerado de maior gravidade, na escala de 1 a 4.
"Um dos autuados não fornecia alternativa gratuita aos consumidores, o que caracteriza prática abusiva pelo artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor", diz Renan Ferraciolli, diretor de fiscalização do Procon-SP.
Outros supermercados foram autuados pela falta de informação ao consumidor (como em cartazes ou fôlderes). As empresas podem recorrer das autuações no Procon.
João Sanzovo, diretor de sustentabilidade da Apas (Associação Paulista de Supermercados), informou que as atuações são pontuais e não refletem o comportamento da maioria dos associados.
Na cidade de São Paulo, são 290 empresas associadas à entidade, que representam 35% do faturamento do setor no Estado. "A maioria está cumprindo o TAC", diz.
Segundo Sanzovo, o consumidor está mais preparado para, a partir de abril, levar sua sacola reutilizável às compras. "A campanha pela substituição da sacola descartável segue forte."
(CLAUDIA ROLLI)

Março, 2012
http://cut.org.br/destaque-central/47625/15-de-marco-no-dia-do-consumidor-um-repudio-ao-fim-das-sacolinhas
15 de março: No dia do consumidor, um repúdio ao fim das sacolinhas
14/03/2012
Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT protesta contra argumento furado da Apas e do governo de SP
Escrito por: Adriana Franco/Contracs
Consumidor, você se sentiu lesado pelo acordo firmado entre o governo de São Paulo e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) que vetou a distribuição gratuita de sacolas plásticas nos supermercados? Saiba que mais de 80% dos consumidores não concordam em pagar pelas sacolas plásticas. Para 81%, o comércio lucraria com a cobrança; 57% acreditam que o banimento será prejudicial e 96% desejam a distribuição gratuita de embalagens biodegradáveis. Os dados são de pesquisa realizada pelo Datafolha.
O argumento usado pela Apas e pelo Governo do Estado é a Política de Resíduos Sólidos, que vai disciplinar o setor a partir de 2014.
No entanto, a medida desrespeita a Constituição Federal e a legislação do estado de São Paulo e é um crime contra a economia popular. É direito do consumidor ter à disposição embalagem limpa e adequada para transportar suas compras sem nenhum custo adicional. O Código de Defesa do Consumidor e o Código Civil não regulam sobre o caso, mas trazem princípios segundo os quais o serviço prestado pelo supermercado se encerra com a acomodação da compra para o transporte. Com o acordo em vigor desde 25 de janeiro, o supermercado está prestando um serviço incompleto e está deixando o serviço para o consumidor.
E os trabalhadores, como ficam?
Não é de hoje que os supermercados burlam leis e deixam a cargo do consumidor e do próprio trabalhador funções que deveria assumir e arcar. Mais uma vez, os supermercados realizam manobras que reduzem milhares de vagas de emprego.
Com o fim das sacolinhas, milhares de empregos terão fim e isso a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs/CUT) não admite. Já não basta os supermercados terem retirados os empacotadores, sobrecarregando ainda mais as/os trabalhadoras/es do caixa, agora ainda pretendem repassar ao consumidor o custo da sacolinha e o serviço de embalar suas mercadorias para transporte?
A Contracs não é contra medidas que preservem o meio ambiente, mas é a favor de medidas que poupem o meio ambiente respeitando os trabalhadores e seus respectivos empregos e respeitando os direitos do consumidor. Por isso, defendemos a adoção de medidas ecológicas para a realização de compras desde que estas medidas sejam tomadas de forma espontânea pelos próprios consumidores, sem prejuízos a qualquer uma das partes envolvidas em todo o processo.
Repúdio à medida
A Contracs também repudia o acordo, que foi instaurado como lei na cidade de São Paulo e em outras cidades do estado a partir de 25 de janeiro de 2012.
Para resolver a questão do lixo urbano, a Contracs incentiva a criação e divulgação de campanhas que combatam o desperdício e o consumo desenfreado e aprova a adoção de medidas eficazes para a correta destinação e reciclagem de lixo.

Março, 2012
Franca obriga comércio a dar sacola e proíbe caixas
ESTADÃO ONLINE - WEB - WEB - 15/03/12
Vereadores de Franca aprovaram um projeto de lei que obriga os estabelecimentos comerciais da cidade a fornecer sacolas plásticas. E proíbe o uso de caixas de papelão como alternativa para embalar produtos. Quem não obedecer à determinação, que ainda necessita da sanção do prefeito Sidnei Rocha (PSDB), pode ser multado e, após uma reincidência, ter o alvará cassado.
A medida vale para supermercados, varejões, padarias e outros negócios do tipo. Mas ficam fora da lei os estabelecimentos que contarem com menos de três caixas registradoras. O PL obriga os estabelecimentos a colar cartazes alertando sobre a importância da preservação ambiental e a ter empacotadores nos caixas.
Em Franca, quase todos os locais têm se negado a fornecer as sacolinhas. Marcelo Valim (PSDB), um dos autores do projeto, citou o caso de um supermercado que forneceu uma caixa para o consumidor guardar as compras. Mas, antes, ele teve de tirar os ratos e baratas que estavam nela.
O presidente da Associação dos Supermercados de Franca e Região, Carlos José Pereira, negou que isso ocorra na cidade e considerou o projeto um retrocesso. / RENE MOREIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO

Março, 2011
O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) decidiu, por unanimidade, que a Associação Paulista de Supermercados (APAS) deve suspender imediatamente sua campanha publicitária contra as sacolas plásticas.
A representação foi feita pela Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, que se baseou no "Anexo U" do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária que trata de "Apelos de Sustentabilidade" na publicidade no Brasil. Segundo Jorge Kaimoti, advogado da Plastivida, “os princípios éticos exigidos no Anexo U não foram respeitados pela campanha, intitulada Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”. Ainda segundo Kaimoti, “por meio desta iniciativa e considerando o resultado unânime obtido no julgamento, mostramos à sociedade que a publicidade da APAS em questão não respeita o cidadão, caracterizando uma tentativa de propaganda enganosa".
A ação movida pela Plastivida procurou mostrar que o conteúdo da campanha contraria os oito itens da ética publicitária no que se refere à sustentabilidade. Durante o processo no CONAR, a APAS não apresentou qualquer dado científico que embase os apelos ambientais citados na campanha. Segundo Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, “a campanha não se mostrou verídica, não apresentou informações com exatidão e clareza, não apresentou fontes científicas para comprovar suas posições, ou seja, deixou a concretude, exigida no código, de lado".
Outro pronto questionado pela Plastivida no processo se refere ao fato de que, em momento algum da campanha, a APAS informou ao cidadão que o custo das sacolas já é embutido no preço dos produtos e que, apesar de deixar de distribuí-las, estas continuam a ser cobradas indiretamente, caracterizando claro prejuízo econômico ao consumidor, sem qualquer vantagem ambiental.
A decisão está publicada no site da entidade: www.conar.org.br.

FEVEREIRO, 2012
Mercados desrespeitam acordo sobre sacolas
O Estado de S. Paulo - São Paulo/SP - NOTÍCIAS - 07/02/2012
FELIPE FRAZÃO, ALEXANDRE GONÇALVES - O Estado de S.Paulo
No primeiro dia útil de vigência do prazo de dois meses para os supermercados continuarem a distribuir embalagens aos clientes, lojas da capital desrespeitaram o acordo firmado na sexta-feira com o Ministério Público Estadual e o Procon-SP (mais informações nesta pág.). Mercados continuaram vendendo a sacola biocompostável por R$ 0,19 e deixaram de oferecer como alternativa a sacola reutilizável - que deveria ser vendida por R$ 0,59.
A reportagem flagrou atendentes tratando consumidores de formas distintas em três supermercados de grande porte nas zonas norte e oeste. Alguns receberam caixas de papelão. Outros saíram com as sacolas plásticas antes banidas. E houve quem reclamasse de falta de opção e fosse obrigado a levar cada um dos itens da compra nas mãos.
"Um absurdo. A atendente falou que eu tinha de procurar caixote de papelão pela loja", reclamou o comerciante Sidney Elias, de 46 anos. "A medida é antipática e não resolve o problema. Precisa investir em coleta seletiva", disse o aposentado Nelson Citro, de 62, com produtos jogados no fundo do carrinho.
Despreparadas, as lojas ainda se organizam para cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que as obriga a fornecer embalagens adequadas por mais 56 dias. Caixotes de papelão de diversos tamanhos estão sendo estocados nas caixas registradoras fora de funcionamento ou na entrada dos corredores.
Em geral, os atendentes só oferecem alguma embalagem a quem solicita. A despeito da preferência dos consumidores pelas sacolinhas, as lojas ontem distribuíam primeiro caixas de papelão. O servidor da Justiça Federal Uziel de Oliveira, de 44 anos, foi obrigado a pagar por cada uma das três sacolas biocompostáveis que levou - uma rasgou logo que ele embalou a mercadoria. "Eu sabia do acordo e pedi de graça, mas não deram", disse.
O presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), João Galassi, admite que muitos donos e funcionários de supermercados estavam confusos ontem. E atribui as dúvidas às mudanças trazidas pelo acordo com o MPE e o Procon-SP, na semana passada. "Ainda não houve tempo para instruir todo mundo. Até o fim da semana, tudo estará funcionando."

FEVEREIRO, 2012
Sacolas plásticas: responsabilidade ambiental ou terceirização de custos?
IN Investimentos e Notícias - São Paulo/SP - ALIMENTOS, BEBIDAS E FUMOS - 06/02/2012
No dia 26 de janeiro, as sacolas plásticas deixaram de serem distribuídas gratuitamente nos supermercados. Um acordo celebrado – no duplo sentido – entre a Associação Paulista de Supermercados (APAS) e o Governo do Estado de São Paulo. Apesar do discurso em prol do meio ambiente e sustentabilidade, algumas questões ficaram de fora do debate, imagina-se, deliberadamente.
Em primeiro lugar, o discurso de que as sacolas plásticas eram apenas depositadas no lixo é controverso. A maioria dos consumidores as usava como suporte nas lixeiras domésticas em cozinhas e banheiros, e não as atirava diretamente incrementando os resíduos sólidos nos aterros sanitários. Com o fim da distribuição gratuita, os supermercados passarão a ganhar três vezes: (1) deixarão de incorrer no custo de confecção das sacolas que outrora eram distribuídas gratuitamente; (2) aumentarão as vendas de sacos para lixeiras domésticas, que certamente terá peso maior nas compras dos consumidores; (3) passarão a faturar com a venda de sacolas retornáveis e biodegradáveis.
O segundo ponto diz respeito à efetividade da redução de resíduos sólidos no meio ambiente. Como as sacolas plásticas eram utilizadas como suporte para lixo doméstico, o fim de sua circulação poderá não representar redução de depósito do lixo sólido no meio ambiente: serão substituídas pelos sacos plásticos pagos. Pior: estas costumam ter maior densidade, além de maiores dimensões, o que na prática teria o efeito inverso de aumentar o volume de resíduos sólidos lançados nos aterros sanitários.
Um terceiro aspecto diz respeito às sacolas biodegradáveis. O jornal britânico “The Independent” publicou no dia 27 de fevereiro de 2011 um estudo mostrando que as sacolas plásticas são menos poluentes do que as biodegradáveis. Estudo semelhante realizado em dezembro de 2011 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) reprovou em testes de laboratórios as sacolas biodegradáveis, atestando que estas têm o mesmo percentual de polímeros nocivos ao meio ambiente do que as sacolas plásticas. Logo, as sacolas biodegradáveis não cumprem o que prometem e, o que é pior, induzem os consumidores à equivocada sensação de que estão tomando a atitude ambientalmente correta.
A quarta questão diz respeito ao direito do consumidor. Apesar de terem adotado uma postura solidária a proposta, muitos não se atentaram para o fato de que acabaram “recebendo uma conta a mais a pagar”. Ao comprar uma sacola retornável, estão pagando por algo que antes era oferecido gratuitamente. E mesmo que o custo seja baixo, imagine se um consumidor não planejava ir ao supermercado em determinado dia e acabou tendo de passar para comprar alguns itens: terá de arcar com o custo de outra sacola retornável ou biodegradável – ou contar com a sorte de encontrar uma caixa de papelão, que já se tornou um artigo escasso. Assim, os supermercados efetivamente conseguiram terceirizar um custo que tinham, sob a bandeira da responsabilidade ambiental.
Enfim, a medida, apesar de ter aparentes boas intenções, na prática se tornou mais uma bandeira de campanha política de um lado e de possibilidade de lucro extra de outro. A questão ambiental no que diz respeito à decomposição de resíduos sólidos na natureza é muito mais complexa. Deve passar por um amplo programa de educação para coleta seletiva, por isenções fiscais às empresas especializadas em reciclagem e reutilização de lixo orgânico, chegando até o estabelecimento de metas para redução das áreas de aterros sanitários. Embora o engajamento da sociedade nessa campanha possa surtir algum efeito, os resultados serão pífios em relação ao tamanho do problema ambiental.
Fabrício Pessato Ferreira, mestre em economia e coordenador dos cursos de Gestão Financeira e Ciências Contábeis da Veris IBTA Metrocamp, faculdade do Grupo Ibmec Educacional.

FEVEREIRO, 2012
Sacolas plásticas, pague por elas!
Consulte Vagas - - BLOG - 02/02/2012
Wilson Lourenço
Foi lançada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) a campanha “Vamos tirar o planeta do sufoco”, que pretende mobilizar a população do Estado de São Paulo no sentido de não mais utilizar as sacolas plásticas no transporte das compras a partir do dia 25 de janeiro. Motivada por razões ambientais, a iniciativa visa adotar a prática sustentável nas lojas dos supermercados paulistas.
Mudar hábitos é uma tarefa difícil. Ao longo de décadas, os consumidores foram estimulados a consumir produtos em embalagens cada vez menores e levados para casa embalados em sacolas plásticas, pois isso permitiu aumentar a rapidez nos caixas dos supermercados.
Agora que a questão ambiental está cada dia mais preocupante e se exige da sociedade a redução dos resíduos sólidos, é necessário encontrar uma solução para as sacolas plásticas, que transporta os produtos para a casa, sem aumentar os custos das redes de supermercados e se possível eliminá-los.
Nada de se pensar em reduzir as embalagens dos produtos que estão dispostos nas gôndolas, como a de frios fatiados em bandejas de isopor ou os diversos e pequenos recipientes de produtos de limpeza, laticínios, refrigerantes e outros tantos embalados com tecnologia tetra-pak. Nenhuma iniciativa para estimular a coleta seletiva nestes estabelecimentos ou a volta do uso de embalagens retornáveis, como as de refrigerantes.
Ao invés disso, encontraram uma melhor solução. Deixar de fornecer as sacolinhas plásticas descartáveis e cobrar R$ 0,19 caso o consumidor prefira usar uma sacola biodegradável compostável feita de amido de milho. Ora, se o consumidor paga, o problema está resolvido!
Se o objetivo é conscientizar a população que o uso da sacola retornável apresenta vantagens ambientais em relação às sacolinhas plásticas descartáveis, deveriam os governos exigir que a mudança de hábito fosse bancada integralmente pelas redes de supermercados que estimularam ao longo de décadas este costume. Uma forma seria a disponibilização gratuita de sacolas retornáveis, na quantidade suficiente ao volume de produtos que o consumidor adquire naquele estabelecimento habitualmente.
Infelizmente esta será mais uma solução de pouca criatividade e que representará mais um gasto para o consumidor. Quer sacolinha, pague por ela e polua a vontade!
Wilson Lourenço é vice-Presidente da FACESP – Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo
Fonte: Brasil 247

FEVEREIRO, 2012
Falta de sacola grátis dará multa a supermercado
Diário de São Paulo - 03/02/2012
Supermercados são obrigados a fornecer embalagem biodegradável, de graça, caso não disponham de caixas Ivo Patarra
ivo.patarra@diariosp.com.br
O Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) promete averiguar reclamações de consumidores obrigados a comprar sacolas biodegradáveis para levar as compras dos supermercados e, constatadas as irregularidades, vai multar os estabelecimentos. A autuação é de pelo menos R$ 400, dependendo da gravidade da infração cometida.
O DIÁRIO flagrou vários casos de consumidores que tiveram de comprar sacolinhas ontem à tarde. Os supermercados, contrariando orientação do Procon, não ofereciam caixas de papelão para os consumidores carregarem as compras.
A nutricionista Adriana Guimarães, de 36 anos, teve de comprar quatro sacolas, a R$ 0,19 cada, no Extra da Freguesia do Ó, Zona Norte de São Paulo. “Eu não sabia que tinham de dar de graça”, reclamou ela. “É absurdo, e agora ainda temos de comprar saquinhos de lixo.”
Em nota, a Apas (Associação Paulista de Supermercados) reforçou que os estabelecimentos oferecem gratuitamente caixas de papelão. Não foi o que aconteceu no Futurama de Pinheiros, na Zona Oeste da cidade. Lá, o faxineiro José Luiz Filho, de 52, teve de pagar R$ 1,19 numa sacola retornável. “Foi o jeito”, conformou-se ele.
No mesmo Futurama, o garçom Augusto Torres, de 25, e a namorada Denise Reis, de 23, desconheciam que o supermercado não podia cobrar pela sacola, caso deixasse de oferecer uma alternativa gratuita. “Vou reclamar”, prometeu Torres, que teve de adquirir duas sacolas retornáveis.
O gerente David de Oliveira negou o problema. “Só vendemos se o consumidor pedir. Temos caixas de papelão para quem quiser”, garantiu ele.
desigual /“Isso é uma palhaçada”, protestou a auxiliar de marketing Marisa Aparecida de Jesus, de 49, forçada a pagar R$ 0,19 numa sacolinha no Carrefour do Bairro do Limão, na Zona Norte. “O preço da sacola já está embutido nos preços dos produtos que compramos”, afirmou ela. “Deveria ser de graça para todo o mundo.”
Marisa considera a medida socialmente perversa. “Quem tem carro, põe as compras no carrinho e leva até o veículo. Quem é pobre e pega ônibus, precisa pagar pela sacolinha”, criticou a consumidora.
No Sonda da Água Branca, na Zona Oeste, a dona de casa Deusa Maria Gomes, de 59, ficou brava. “Não me deram alternativa no caixa. Tive de comprar a sacolinha”, disse ela. “Você acha que esse plástico vale R$ 0,19?”, estranhou ela.
No Extra da Freguesia do Ó, o balconista Francisco Anailton Pereira, de 28, teve de comprar duas sacolinhas. “Não é certo”, reclamou o consumidor no estacionamento do supermercado, mostrando que uma das sacolas já estava rasgada.
O supermercado Master, situado no Shopping Center Frei Caneca, no Centro, oferece aos clientes, gratuitamente, sacolas ecológicas feitas com bagaço de cana-de-açúcar.

FEVEREIRO, 2012
Supermercados têm de oferecer embalagem grátis
Diário de São Paulo - São Paulo/SP - DIA À DIA - 01/02/2012
Carol Rocha
carol.rocha@diariosp.com.br
Estabelecimentos só podem cobrar pela sacola biodegradável se houver outra opção gratuita de embalagem
Os supermercados de São Paulo só podem cobrar pela sacola biodegradável se houver uma opção gratuita de transporte das mercadorias. A orientação é do Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor). Segundo o órgão, o hábito de receber as sacolinhas gratuitamente para transportar as compras é muito antigo e já estava incorporado no dia a dia das pessoas, por isso não pode ser mudado de uma hora para outra, gerando um ônus para o consumidor.
Em nota, o Procon-SP afirma que “apoia propostas que tenham por objetivo promover o consumo sustentável e consciente como forma de preservação do meio ambiente, observados em qualquer hipótese os direitos dos consumidores, assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor.”
A medida deve ser adotada “pelo tempo necessário à desagregação natural do hábito de consumo”, diz a nota.
O estabelecimento que não tiver uma opção gratuita para transporte das compras, como caixas de papelão, por exemplo, deverá fornecer gratuitamente as sacolinhas biodegradáveis, que são vendidas por R$ 0,19, em média. Se isso não ocorrer, o consumidor pode formalizar uma reclamação no Procon, e o órgão irá investigar.
acordo /Desde o dia 25 de janeiro, os supermercados paulistas pararam de oferecer a sacolinha de plástico gratuitamente para os clientes. A lei que pretendia banir do comércio as sacolas de plástico foi considerada inconstitucional, mas o governo do estado e a Apas (Associação Paulista de Supermercados) fizeram um acordo e decidiram não oferecer mais as sacolinhas.
Agora, o cliente que não levar sua ecobag ou um carrinho para transporte, teria de comprar as sacolinhas biodegradáveis.
A Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) é contra a iniciativa. “Essa campanha é um engodo para o consumidor”, afirmou o presidente da associação, Alfredo Schmitt. Segundo ele, o setor vai perder 30 mil postos de trabalho em todo o país com a substituição das sacolinhas descartáveis, seis mil só no estado de São Paulo. O presidente da Apas, João Galassi, contesta o argumento e diz que muitas indústrias estão se adaptando e produzindo sacolas reutilizáveis.

FEVEREIRO, 2012
Sacolas plásticas
1 de FEVEREIRO de 2012
Nota oficial do Procon-SP sobre a substituição das sacolas plásticas nos supermercados
“A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP) , órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da
Cidadania, apoia propostas que tenham por objetivo promover o consumo sustentável e consciente como forma de
preservação do meio ambiente, observados em qualquer hipótese os direitos dos consumidores, assegurados pelo Código
de Defesa do Consumidor (CDC).
No caso da campanha realizada nos supermercados, que visa a substituição de sacolas plásticas comuns por
biodegradáveis, o Procon-SP esclarece que a par da informação prévia e adequada acerca de eventual cobrança e, ainda, do
devido e contínuo esclarecimento e conscientização da população quanto a tais procedimentos, os estabelecimentos devem
oferecer uma alternativa gratuita para que os consumidores possam finalizar sua compra de forma adequada, devendo essa
medida ser adotada pelo tempo necessário à desagregação natural do hábito de consumo.
É importante destacar que, na ausência de opção gratuita para que o consumidor possa concluir sua compra, fruindo de
maneira adequada o serviço, o estabelecimento deverá fornecer gratuitamente a sacola biodegradável, respeitando assim
os ditames do Código de Defesa do Consumidor (CDC)."
O consumidor que tiver dúvidas ou quiser fazer uma reclamação, pode procurar um dos canais de atendimento da
fundação:
Orientações: 151 (Só para a capital).
Pessoalmente: de segunda à sexta-feira, das 7h às 19h. Sábados, das 7h às 13h, nos postos dos Poupatempo, sujeito a
agendamento no local.
Sé - Praça do Carmo, S/N, Centro.
Telefone: 0800-772-3633
Santo Amaro - Rua Amador Bueno, 176/258 - São Paulo - SP (próximo ao Largo Treze de Maio).
Telefone: 0800-772-3633
Itaquera - Av. do Contorno, S/N, Itaquera (ao lado do metrô).
Telefone: 0800-772-3633
Nos postos dos Centros de Integração da Cidadania (CIC) Norte, Leste, Oeste, São Luiz, Imigrantes e Feitiço da Vila
(endereços no site: http://www.justica.sp.gov.br/modulo.asp?modulo=52&Cod=52) , de segunda à quinta-feira, das 9h às
15h.
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Dicas e orientações sobre defesa do consumidor no blog Educação para o Consumo.
01/02

FEVEREIRO, 2012
Dilema da sacola: pode vender ou não?
Diário do Comércio - São Paulo/SP - HOME - 01/02/2012
A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) divulgou ontem nota afirmando que os supermercados são obrigados a oferecer uma alternativa gratuita para os consumidores levarem suas compras para casa sem transtornos. Segundo o comunicado, na ausência de tal alternativa, os supermercados terão de fornecer as sacolas biodegradáveis gratuitamente. "...Os estabelecimentos devem oferecer uma alternativa gratuita para que os consumidores possam finalizar sua compra de forma adequada...", diz um trecho da nota, que continua: "É importante destacar que, na ausência de opção gratuita para que o consumidor possa concluir sua compra, fruindo de maneira adequada o serviço, o estabelecimento deverá fornecer gratuitamente a sacola biodegradável, respeitando assim os ditames do Código de Defesa do Consumidor (CDC)." A medida, de acordo com o Procon, deve ser adotada "pelo tempo necessário à desagregação natural do hábito de consumo". O ´hábito de consumo´ é a distribuição gratuita de sacolas de plástico, que era feita há mais de 40 anos pelos supermercados. O CDC informa no artigo 39 que é vedado ao fornecedor de serviços e produtos "recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de suas disponibilidades de estoque, e ainda, de conformidade com os usos e costumes". No último dia 25, teve início a campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco com o apoio da Associação Paulista de Supermercados (Apas) que consiste em não distribuir gratuitamente sacolas plásticas nas redes varejistas. Os supermercados passaram a cobrar R$ 0,19 por sacolinha biodegradável fornecida e alguns empreendimentos deixam caixas de papelão há disposição dos clientes. Os centros de compras também vendem ecobags, carrinhos de tecido, sacolas de PET, algodão e ráfia. Meio ambiente – Apesar do apelo ambiental da campanha, os especialistas da indústria plástica defendem que a medida não representará ganhos efetivos para o meio ambiente. Eles alertam que a sacola plástica tradicionalmente distribuída nos supermercados de grande parte do País poderá ser substituída por materiais menos apropriados à conservação e transporte de resíduos, como o papelão. Outra opção cogitada pelos especialistas é que, sem a sacolinha, consumidores, principalmente com menor poder aquisitivo, deixem de utilizar qualquer tipo de proteção na armazenagem do lixo. Na eventualidade de uma migração integral das sacolas tradicionais para um produto biodegradável, a produção seria equivalente a dois dias de consumo, estima Miguel Baiense, diretor-executivo da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos. "É que para isso precisamos de uma resina importada", afirma. Cana e milho – Outra opção é a produção de sacolas a partir de resinas desenvolvidas com o uso da cana de açúcar ou do milho. Mesmo assim, a produção nacional é insuficiente para atender à demanda doméstica. O consumo de sacolas plásticas no Estado de São Paulo movimenta aproximadamente R$ 200 milhões por ano, de acordo com estimativas de especialistas do setor. São utilizadas cerca de 6 bilhões de sacolas em todo o estado, o equivalente a quase 40% do mercado nacional. Por isso, os representantes da indústria plástica temem que o fim da distribuição gratuita nos supermercados de São Paulo possa atingir um grande número de pessoas.

FEVEREIRO, 2012
Leitor sugere uso consciente do plástico
FOLHA.COM - WEB - WEB - 01/02/12
Dizer que as sacolas plásticas são o maior problema do lixo e da poluição na sociedade moderna é uma simplificação acomodada de quem não quer pensar o problema real.
O uso dessas sacolas plásticas como bode expiatório não vai resolver o problema das milhões de garrafas pets de água mineral, refrigerante, etc. jogadas nos rios todos os dias. Nem o descarte de pneus nos leitos dos rios. Muito menos resolver o problema da poluição do ar causado pelos veículos.
E as embalagens dos produtos que compramos diariamente e colocamos dentro das sacolas, vamos proibir essas embalagens também? As sacolas plásticas são a solução para o problema de transporte e acomodação de produtos, e não o problema. O real problema é o uso indiscriminado e a falta de reciclagem na ausência de uma política pública de coleta seletiva e de consciência da população que deveria separar seu lixo.
A solução não está na proibição, mas, sim, na conscientização de que elas são um produto extremamente útil e 100% reciclável, como o alumínio, por exemplo. Ao invés de proibir o uso de latinhas de alumínio para evitar sua acumulação, a reciclagem resolveu o problema pois, como as sacolas plásticas, as latas de alumínio são 100% recicláveis.
Não adianta dizer que esse é apenas um passo, porque não é. Algumas pessoas dirão que o uso de sacolas retornáveis é uma solução razoável para o problema. No entanto, estudos mostram que, para essas sacolas retornáveis poluírem menos que sacolas descartáveis, elas deveriam ser utilizadas pelo menos 50 vezes. No Brasil, essas sacolas são utilizadas em média 30 vezes e descartadas, ou seja, poluem mais que as anteriores.
Sem falar nas chamadas ecobags que, além de poluírem, em sua maioria são importadas de países como o Vietnã. Qual o nível de poluição gerado em todo o processo de produção, empacotamento, embarque, transporte intercontinental, desembarque, transporte interno até a gôndola do supermercado?
Acredito que a solução é a conscientização para que haja a coleta seletiva, com algum tipo de incentivo governamental, e a reciclagem.
O plástico é um produto incrível e, no nosso atual modelo de sociedade, é impossível vivermos sem ele. Tudo tem plástico. Se vamos proibir o uso de sacolas devemos proibir o uso do plástico em geral, que polui tanto quanto a sacola.
Vamos proibir o uso do plástico? Não, vamos utilizá-lo com consciência e reciclá-lo.
O que precisamos enxergar são os reais interessados na extinção das sacolas, os supermercados. Além de economizar dinheiro do orçamento não oferecendo esse serviço, eles ainda vão ter mais um item para incorporar na sua lista de vendas, as sacolas retornáveis, que poluem tanto ou mais do que as atuais práticas sacolas plásticas.
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JANEIRO, 2012
Caso das embalagens tem 4 partes diretamente afetadas
Folha de S. Paulo - São Paulo/SP - MERCADO - 31/01/2012
PRISCILA BORIN CLARO
ESPECIAL PARA A FOLHA
PARECE QUE RECURSOS NATURAIS E SUSTENTABILIDADE ESTÃO SENDO UM MEIO, E NÃO UM FIM
O acordo que restringe a distribuição gratuita das sacolinhas plásticas no comércio de São Paulo deixa dúvidas sobre quem saiu ganhando. Encontramos quatro partes diretamente afetadas: meio ambiente, comércio, governo e consumidor.
O meio ambiente tem sido um dos grandes motivadores das mudanças de comportamento dos cidadãos e das organizações, que repensaram estilo de vida e processo de produção, dado que a capacidade do planeta está cada vez mais comprometida pelo aumento da população e do consumo. A medida contra a distribuição das sacolinhas busca reduzir a quantidade de lixo plástico.
No entanto, parece-me que o impacto real em todo o ciclo de vida da sacolinha convencional e das alternativas disponíveis não foram devidamente considerados.
Várias pesquisas mostram o quanto a sacolinha convencional polui por ser derivada de um recurso natural não renovável -o petróleo. Outras, no entanto, indicam que, se reutilizada, pode até ser mais sustentável.
Em relação ao consumidor, que em grande parte reutilizava a sacolinha para lixo de banheiro e de cozinha, a medida provocará uma mudança no comportamento e um aumento no orçamento mensal, com a compra de saco de lixo e de sacola biodegradável ou retornável.
O comércio teve de se estruturar para fornecer as novas sacolinhas biodegradáveis, bem como para "treinar" seus funcionários a respeito dos motivos da mudança.
O custo que antes lhes pertencia (alguns bilhões de reais) está sendo repassado aos consumidores, aumentando a margem do setor.
Questiono se o que está sendo "gasto" em campanha promocional e todo o lixo gerado (panfletos, outdoors etc.) têm, na verdade, como motivador a sustentabilidade. Além disso, o slogan "Salve o planeta", no caso das sacolinhas, é apelativo e vazio.
O governo, por sua vez, ao não ter uma estratégia articulada e estruturada em relação ao meio ambiente e à sustentabilidade de forma mais ampla, contenta-se com ações pontuais e fracas.
O que mais incomoda é que, ao analisar os interesses em jogo, parece que os recursos naturais e a sustentabilidade estão sendo um meio, e não um fim.
Tudo isso me lembra de quando morei na Holanda, onde existe um sistema a respeito da separação, do acondicionamento e da destinação final do lixo. Estrutura que o Brasil está longe de ter.
O varejo brasileiro, em parceria com os governos, poderia reverter parte da economia com as sacolinhas para apoiar o desenvolvimento de uma estrutura de gestão de resíduos adequada no país.
PRISCILA BORIN CLARO, professora do Insper, é doutora em gestão ambiental, social e desenvolvimento.

JANEIRO, 2012
Fim da Sacola Plástica. A quem interessa?
Jornal O Atibaiense - Atibaia/SP - VARIEDADES - 30/01/2012
A partir do dia 25 de janeiro, começou a valer em todo o Estado o acordo que prevê o fim da distribuição gratuita de sacolinhas plásticas em grandes redes de supermercado, resultado de um convênio firmado em maio do ano passado entre a APAS (entidade que representa o setor) e o governo de São Paulo.
A medida não tem força de lei.
A justificativa para retirada do mercado das sacolas de polietileno é ambiental, já que esse tipo de material demora a se decompor na natureza.
Como opção, os supermercados passarão a vender (por 20 centavos, em média) sacolas similares feitas de amido de milho, supostamente degradáveis.
O SAAE – Companhia de Saneamento Ambiental de Atibaia, empresa responsável pelo serviço de coleta de resíduos sólidos e gerenciamento da usina de triagem de materiais recicláveis, esclarece sua posição sobre esse assunto:
Entendemos e compartilhamos da busca por saídas sustentáveis para a redução do consumo de materiais que possam causar danos à natureza.
No entanto, acreditamos que a forma como esse assunto vem sendo tratado passa longe de uma real solução e apenas suscita novas polêmicas.
Para o SAAE, o problema da sacolinha não é seu uso, mas sim o seu não reaproveitamento.
Hoje as sacolas plásticas de supermercado se transformaram em utensílio doméstico. Pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas mostra que mais de 70% das donas de casa aprovam as sacolas e praticamente todas a reutilizam como recipiente para lixo.
O fim das sacolas poderá obrigar o consumidor a buscar sacos de lixo convencionais para acondicionar os resíduos do dia a dia, estes feitos de material infinitamente mais poluente.
As sacolas agora apresentadas como opção, feitas de amido de milho, dizem, poderiam decompor na natureza em pouco mais de seis meses.
Acontece que isso só ocorrerá se o material for processado em composteiras apropriadas, uma técnica que nem todas as cidades têm à disposição em escala suficientemente grande para suprir a demanda.
Hoje em Atibaia cerca de 12 toneladas de sacolas plásticas são separadas por semana pela cooperativa de triagem. Esse material é vendido e retorna à indústria de embalagens, sem chegar à natureza.
A receita financeira dessa venda é divida igualmente entre as mais de cem famílias que trabalham na usina de Caetetuba.
O problema agora reside no fato de que não há tecnologia disponível na grande maioria das cooperativas de reciclagem para reaproveitamento das sacolas de amido de milho, ou as oxi-biodegradáveis, outra opção às atuais de polietileno.
Também não há interesse de boa parte das empresas que as fabricam em remanufaturá-las a partir dos resíduos triados.
O resultado disso pode ser desastroso. Sem mercado de retorno para a prática da logística reversa e sem mecanismos de reciclagem, essas sacolas vão acabar indo parar nos aterros sanitários, onde não há estudos confiáveis sobre o tempo que levarão para se decompor.
Vale lembrar que segundo a própria APAS, os supermercados já cobram do consumidor pelas sacolas de polietileno, cujo custo é diluído no valor das mercadorias nas prateleiras.
Concluindo, o SAAE apóia todas as iniciativas de sustentabilidade, já que seu ramo de atuação é justamente o ambiental. No entanto, entendemos que a questão da sacola plástica merece uma maior deliberação junto à sociedade.
A ideia de responsabilidade compartilhada, que norteia a Política Nacional de Resíduos Sólidos, prevê a discussão em busca de soluções também compartilhadas, o que não ocorreu nesse episódio, já que o consumidor não foi incluído no processo.
SAAE - Companhia de Saneamento Ambiental de Atibaia

JANEIRO, 2012
SEM SACOLINHA
Mais uma farsa
O Estado de S. Paulo – Fórum dos Leitores – 30/01/2012
Impressionante como governos e
empresários pensam que somos
idiotas. Essa história das sacolas
não passa de pura demagogia, é
só dar uma olhada nos produtos
que compramos para constatar:
são quase todos embalados em
materiais equivalentes aos das sacolinhas.
Ninguém presta atenção
a esse fato?! Não faz muito
tempo, os supermercados nos forneciam
sacos de papel Kraft para
acondicionarmos as compras.
Por que os retiraram? Simplesmente
porque a sacola de plástico
era mais barata e, com isso, os
donos dos supermercados lucravam
mais. Agora vão nos fazer pagar
algo em torno de R$ 0,20 por
cada saco que utilizarmos e, evidentemente,
também vão lucrar
com essa venda. Aposto que o
custo dessas sacolas é bem menor.
Afinal, praticar equitação em
clubes sofisticados custa caro...
ALOÍSIO J. ANTUNES
alojantunes@gmail.com
Campinas
Lucro extra
O motivo da proibição é puramente
financeiro e, como sempre,
a favor dos supermercados.
Ingenuidade acreditar que as
grandes redes estejam preocupadas
com o meio ambiente. Estão
preocupadas é emlucrar cada vez
mais! Os supermercados gastavam
muito na compra dessas sacolas,
cujo custo sempre esteve
embutido no preço dos produtos
que compramos. Agora, com a
proibição, tais grupos não terão
mais esse custo adicional e lucrarão
mais ainda, pois não baixarão
os preços na ponta, sem falar que
estão vendendo as tais sacolas feitas
de amido de milho. Émais do
que sabido que as sacolas plásticas
são 100% recicláveis, e de for-
ma indefinida. O correto não é a
proibição, mas a educação do consumidor
a esse respeito. Portanto,
vamos continuar reciclando as
sacolas plásticas.
LUIZ HENRIQUE F. C. PESTANA
cpestanadv@aasp.org.br

JANEIRO, 2012
Restrição às sacolas em SP já resulta em demissões
Estadão - São Paulo/SP - ECONOMIA - 25/01/2012
André Magnabosco, da Agência Estado
SÃO PAULO - Os fabricantes de sacolas plásticas já sentiram os primeiros efeitos do acordo entre as entidades representantes dos supermercados e os governos da cidade de São Paulo e estadual com o objetivo de restringir a distribuição gratuita do produto no varejo local. Desde dezembro, informam representantes da cadeia plástica, grandes redes varejistas interromperam as encomendas. Em resposta à queda das vendas, algumas fabricantes do produto já anunciaram as primeiras demissões, situação que também deve atingir o setor de máquinas utilizadas no segmento. "Há mais de um mês as empresas suspenderam as compras e as demissões já começam a criar apreensão nos sindicatos", destaca o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), Alfredo Schmitt, sem quantificar o número de demitidos até o momento.
O consumo de sacolas plásticas no Estado de São Paulo movimenta aproximadamente R$ 200 milhões por ano, segundo estimativas de especialistas do setor. São utilizadas cerca de 6 bilhões de sacolas no Estado, o equivalente a quase 40% do mercado nacional. Por isso, os representantes da indústria plástica temem que o fim da distribuição gratuita nos supermercados de São Paulo possa atingir um grande número de pessoas.
Estimativas da Plastivida, entidade que defende a utilização apropriada do plástico, indicam que o mercado de sacolas plásticas responde por aproximadamente 30 mil empregos diretos e outros 80 mil indiretos no País. Além disso, lembra o presidente da entidade, Miguel Bahiense, a restrição à distribuição também pode atingir os trabalhadores responsáveis pelo empacotamento de mercadorias nos supermercados. O número de demissões, contudo, não pode ser estimado uma vez que a receptividade da medida pelos consumidores de São Paulo precisará ser analisada, pondera Bahiense.
A campanha, chamada de "Vamos Tirar o Planeta do Sufoco", teve início nesta quarta-feira e conta com o apoio da Associação Paulista de Supermercados (Apas). O acordo que sugere o fim da distribuição de sacolas plásticas não impõe qualquer medida por parte das redes varejistas, mas o apoio da entidade e a participação de grandes grupos como Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart fortalecem a iniciativa voluntária.
Apesar do apelo ambiental da campanha, os especialistas da indústria plástica defendem que a medida não representará ganhos efetivos para o meio ambiente. Eles alertam que a sacola plástica tradicionalmente distribuída nos supermercados de grande parte do País poderá ser substituída por materiais menos apropriados à conservação e transporte de resíduos, como o papelão. Outra opção cogitada pelos especialistas é que, sem a sacolinha, consumidores, principalmente com menor poder aquisitivo, deixem de utilizar qualquer tipo de proteção na armazenagem do lixo.
Varejo
Para Schmitt, o acordo que entra em vigor hoje representa uma derrota para o consumidor e uma vitória para as redes varejistas. Mas se por um lado o acordo é criticado por fabricantes, por outro há pesquisas que apontam o apoio dos consumidores à restrição ao uso de sacolas plásticas. Levantamento realizada pelo Ibope em Jundiaí (SP) indica que 77% da população é favorável ao modelo sem sacolas descartáveis produzidas a partir do petróleo.
Com o fim da distribuição gratuita, os supermercados passaram a cobrar aproximadamente R$ 0,19 por sacolinha fornecida. Outra opção é o uso das chamadas ecobags, sacolas elaboradas cujo principal diferencial é a durabilidade do material e sua característica reutilizável.
Na eventualidade de uma migração integral das sacolas tradicionais para um produto biodegradável, a produção seria equivalente a dois dias de consumo, estima Bahiense, que nesta quarta-feira visita supermercados de São Paulo. "É que para isso precisamos de uma resina importada", afirma. Outra opção é a produção de sacolas a partir de resinas desenvolvidas com o uso da cana de açúcar ou do milho. Ainda assim a produção nacional é insuficiente para atender à demanda doméstica.
Diante do impasse, os fabricantes de sacolas aguardam a análise de uma ação civil pública proposta pela classe de trabalhadores da indústria química na qual o acordo entre varejistas e a esfera governamental é questionado. Em meados do ano passado, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) votou de forma contrária a uma lei municipal que proibia a distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais da capital paulista.

JANEIRO, 2012
Leis sobre sacolas plásticas são questionadas no Judiciário
DCI - São Paulo/SP - COMÉRCIO - 26/01/2012
Andréia Henriques
São Paulo - Diversas leis estaduais ou municipais têm sido criadas nos últimos anos para banir o fornecimento das sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais. No entanto, alguns exageros de certas medidas, além da competência da União e dos estados para legislar sobre temas ambientais, levam associações e entidades a questionarem as leis na Justiça. Desde ontem, os supermercados de São Paulo não fornecem mais as embalagens, mas a medida é resultado de um acordo assinado por associação que engloba diversas redes e não tem força de lei.
A mais nova regra sobre o tema é de Recife. A Lei n. 64, de setembro de 2011, foi aprovada pela Câmara municipal da cidade e estabelece que os hipermercados, supermercados, mercados e estabelecimentos congêneres deverão disponibilizar caixa preferencial aos consumidores que utilizarem sacolas retornáveis. Os estabelecimentos não poderão utilizar os mesmos caixas já reservados para idosos, portadores de necessidades especiais, gestantes e pessoas com criança de colo.
O não cumprimento da lei traz penalidades, aplicadas sucessivamente, como advertência, multa no valor de R$ 1 mil, aplicada em dobro a cada reincidência, até o máximo de duas, interdição da atividade e fechamento do estabelecimento e até cassação do alvará de licença.
Para advogados, no entanto, a imposição de criar um caixa reservado interfere na atividade comercial privada, gera custos extras e pode inclusive ser inviável em pequenos mercados. Além disso, não caberia à câmara municipal propor a lei.
A questão da competência também é sempre contestada. Segundo o advogado Gustavo Gonçalves Gomes, sócio do setor contencioso cível do Siqueira Castro Advogados, a Constituição Federal prevê a competência da União ou dos estados para legislar sobre assuntos relacionados ao meio ambiente. "A interpretação das leis, em sua maioria municipais, leva à conclusão de violação da Constituição. Há sim grande possibilidade de a inconstitucionalidade ser reconhecida nessas medidas", afirma.
Foi com esse argumento que a Lei 2.483-A/2010, de São Vicente, foi julgada inconstitucional, em julho de 2011, pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo por vício de iniciativa e de violação do pacto federativo. A prefeitura recorreu e a briga continua na Justiça.
A lei de São Paulo foi suspensa por liminar após o Sindicato da Indústria de Material Plástico do estado de São Paulo entrar na Justiça. O caso ainda não teve julgamento de mérito e nesta semana, no julgamento de um agravo regimental, a liminar foi mantida.
O argumento utilizado no caso foi o de que a Constituição do Estado de São Paulo limita a autonomia dos municípios para a regulação de matéria envolvendo a proteção do meio ambiente. Foram citadas decisões em ações de inconstitucionalidade que derrubaram leis de Guarulhos, Osasco e Jundiaí sobre o uso de embalagens plásticas no comércio.
Além disso, o sindicato alega que estudos demonstram que não existe tecnologia que garanta a substituição das sacolas de plástico por produtos que tragam menos prejuízos ao meio ambiente. A Lei n. 15.374/11 não foi precedida de Estudo Prévio de Impacto Ambiental, em desacordo com o artigo 192, parágrafo 2º, da Constituição do estado.
No Rio de Janeiro, o Decreto n. 42.552/2010 determina que supermercados e estabelecimentos comerciais, de médio e grande porte, substituam sacos plásticos por sacolas reaproveitáveis. O prazo para a substituição destas sacolas é de dois a três anos para microempresas e empresas de pequeno porte e para as empresas de médio e grande porte, um ano. A norma institui a distribuição de folders sobre consciência ambiental aos consumidores e concede, para aqueles que optarem por não usar a embalagem tradicional, desconto nas compras. A cada grupo de cinco itens comprados, há abatimento deR$ 0,03 do valor total da compra. A cada 50 unidades de sacolas plásticas devolvidas, o consumidor ganha um quilo de arroz ou feijão.
Belo Horizonte, Jundiaí, Sorocaba, Itu, Monte Mor, Cuiabá, são cidades com projetos semelhantes contra a sacola plástica.
Leia mais na pág. A6
9.499Meio Ambiente

JANEIRO, 2012
A sacola e o problema ambiental
Jornal da Manhã - Marília - Marília/SP - HOME - 26/01/2012
Acabaram as sacolas plásticas nos supermercados paulistas. E daí? Segundo os implementadores da medida – governo do Estado e associação dos supermercados – essa providência deverá evitar o uso de 9 mil toneladas de plástico por mês só em São Paulo. O país consome 210 mil toneladas/ano do material, para produzir 18 milhões de sacolas que, depois de usadas, representam 9,7% do lixo gerado no país. Esse argumento, no entanto, não convence os produtores de plástico que, em vez da restrição, defendem a realização de campanhas pelo uso responsável das sacolas, evitando-se o seu descarte à rua, à rede de galerias e a outros locais onde venham causar problemas. Mais do que qualquer resultado ecológico, a medida serve para baixar custo aos supermercados, que deixam de fornecer a sacola, e passa a onerar o consumidor, obrigado a utilizar caixas de papelão, adquirir a sacola biodegradavel ou a voltar a usar as velhas sacolas retornáveis ou ainda cestas ou carrinhos de feira. Alternativas que geram custo e desconforto.
O banimento da sacola de polietileno dos supermercados não garante que isso também ocorra no restante do comércio. Lojas, shoppings e até os milhares de bares e mercearias continuarão nela acondicionando suas vendas. Alem disso, nos próprios supermercados, a embalagem original da maioria dos produtos é de material plástico e os setores de açougue e horti-fruti continuam usando saquinhos plásticos e isopor para acondicionamento e proteção das mercadorias. Também não deixarão de existir os sacos de lixo exigidos pelas autoridades sanitárias para evitar a contaminação e facilitar o trabalho de coleta. Mas, evidentemente, o consumidor não conta mais com a antes gratuita sacolinha do supermercado para esse fim. Surgido há 150 anos e aplicado comercialmente desde os anos 30 do século passado, o plástico é uma realidade de que a sociedade moderna não pode abrir mão. Está presente numa imensa cadeia de coisas, desde a simples embalagem até sofisticadas e resistentes peças e engrenagens de máquinas de alta precisão. Na indústria automotiva até o radiador, de água quente, hoje é de plástico. Em sua trajetória, o produto resolveu muitos problemas e gerou uma imensa cadeia de derivados. Mas o manejo inadequado trouxe problemas que hoje enchem os olhos – e os bolsos – de ecologistas, demagogos e interesseiros.
A mesma sociedade que baniu a sacolinha pouco ou nada faz para controlar o papelório distribuído nas ruas, que vai para as galerias pluviais, e nem atua contra o descarte irresponsável de garrafas “pet”, pneus velhos, móveis usados, sucatas de veículos, materiais de construção e outros produtos benéficos que, mal utilizados e descartados, fazem a desgraça ambiental. A sacola é a bola da vez, mas os problemas, continuam...
Tenente Dirceu Cardoso Gonçalves – dirigente da ASPOMIL (Associação de Assist. Social dos Policiais Militares de São Paulo)
aspomilpm@terra.com.br

JANEIRO, 2012
Consumidor de SP foi ignorado sobre fim das sacolinhas
Yahoo Brasil - - BRASIL - 25/01/2012
Karina Ninni
A partir de hoje, o consumidor vai ter de adicionar um item à sua trivial comprinha de supermercado: além do cartão de crédito e da lista de compras, terá de levar de casa recipientes para substituir as famigerdas sacolas plásticas.
O acordo que deve banir a sacola plástica de quase 90% das redes foi assinado entre a Associação Brasileira de Supermercados (Apas) e o governo do Estado de São Paulo em maio de 2011.
“É louvável que a Apas tenha tomado a iniciativa, mas o Idec entende que não ocorreu o devido processo de conscientização e informação necessário para que o consumidor cumpra sua parte”, opina Lisa Gunn, coordenadora executiva do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).
Segundo ela, a ideia de responsabilidade compartilhada - que norteia a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) - inclui a construção de soluções de forma também compartilhada, o que não ocorreu, pois o consumidor não foi incluído no processo.
“O consumidor está cheio de dúvidas. Desde as mais simples, como se deve ou não embalar detergente junto com comida, até questionamentos sobre o valor das sacolas biodegradáveis, que serão fornecidas a R$ 0,19. De onde vem esse valor? Quanto custava a outra sacola, cujo valor estava embutido nos produtos? Esse valor de R$ 0,19 vai subsidiar a compra das sacolas reutilizáveis? Nada disso foi explicado”, afirma ela.
De acordo com o diretor de sustentabilidade da Apas, João Sanzovo, pode acontecer de algumas pessoas não quererem aderir à campanha. “Pode ocorrer, mas, pela experiência que tivemos em Jundiaí, é uma minoria, que não quer sair de sua zona de conforto. Mas, de fato, algumas pessoas vão precisar de ajuda e informação para abandonar a cultura do descarte. ”
Opções
Entre as opções que o consumidor terá nos pontos de venda estão as sacolas de algodão, de PET, de ráfia e de polipropileno (todas reutilizáveis), além dos carrinhos de feira (de tecido ou comuns). Mas os especialistas dizem que o melhor é trazer sacolas de casa, pare evitar a compra desnecessária.
“Essa ideia de ter de comprar sacola não corresponde bem à realidade. Todo mundo tem em casa suas sacolas guardadas. Até mesmo aquelas bolsas de palha que se usa para ir à praia podem ser usadas para compras. Ele só vai ter de comprar se esquecer. E se comprar, será uma vez só”, diz a gerente de consumo sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Fernanda Daltro.
Sanzovo, da Apas, diz que há uma hierarquia para as opções. “A primeira providência é trazer de casa. Se não trouxer, o caixa vai oferecer a biocompostável. Se ele não quiser comprar a biocompostável, a loja oferecerá caixa de papelão. Não vamos deixar ninguém sair da loja com as compras sem embalagem.”
Lisa Gunn, do Idec, diz que a falta de clareza pode criar uma tendência de se rechaçar a medida. “Temos de entender que o processo de consumo sustentável passa pela informação, conscientização e educação do consumidor. Se ele tiver de comprar saco de lixo para pôr no banheiro, há de se perguntar em que o saco de lixo é diferente da sacolinha. Essa resposta não foi dada.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.Siga o Yahoo! Notícias noe no Facebook

2012, 0
Sacolas plásticas, pague por elas!
Guarulhos Web - - MAIS NOTÍCIAS - 24/01/2012
Foi lançada pela Associação Paulista de Supermercados (APAS), a campanha “Vamos tirar o planeta do sufoco” que pretende mobilizar a população do Estado de São Paulo no sentido de não mais utilizar as sacolas plásticas no transporte das compras a partir do dia 25 de janeiro. Motivada por razões ambientais a iniciativa visa adotar a prática sustentável nas lojas dos supermercados paulistas.
Mudar hábitos é uma tarefa difícil. Ao longo de décadas os consumidores foram estimulados a consumir produtos em embalagens cada vez menores e levados para casa embalados em sacolas plásticas, pois isso permitiu aumentar a rapidez nos caixas dos supermercados.
Agora que a questão ambiental está cada dia mais preocupante e se exige da sociedade a redução dos resíduos sólidos, é necessário encontrar uma solução para as sacolas plásticas, que transporta os produtos para a casa, sem aumentar os custos das redes de supermercados e se possível eliminá-los.
Nada de se pensar em reduzir as embalagens dos produtos que estão dispostos nas gôndolas, como a de frios fatiados em bandejas de isopor ou os diversos e pequenos recipientes de produtos de limpeza, laticínios, refrigerantes e outros tantos embalados com tecnologia tetra-pak. Nenhuma iniciativa para estimular a coleta seletiva nestes estabelecimentos ou a volta do uso de embalagens retornáveis, como as de refrigerantes.
Ao invés disso, encontraram uma melhor solução! Deixar de fornecer as sacolinhas plásticas descartáveis e cobrar R$ 0,19 caso o consumidor prefira usar uma sacola biodegradável compostável feita de amido de milho. Ora, se o consumidor paga, o problema está resolvido!
Se o objetivo é conscientizar a população que o uso da sacola retornável apresenta vantagens ambientais em relação às sacolinhas plásticas descartáveis, deveriam os governos exigir que a mudança de hábito fosse bancada integralmente pelas redes de supermercados que estimularam ao longo de décadas este costume. Uma forma seria a disponibilização gratuita de sacolas retornáveis, na quantidade suficiente ao volume de produtos que o consumidor adquire naquele estabelecimento habitualmente.
Infelizmente esta será mais uma solução de pouca criatividade e que representará mais um gasto para o consumidor. Quer sacolinha, pague por ela e polua a vontade!
Wilson Lourenço
Vice-Presidente da RA-3 da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp)

JANEIRO, 2012
Fim das sacolinhas: O plástico é muito nobre para ser jogado no lixo
Revista Sustentabilidade -
São Paulo/SP - BLOGS - 23/01/2012
Quando criança, gostava daquele jogo de ligar os pontos. Não sabia o quanto este exercício seria útil para explicar o mundo como jornalista. Mas quando o debate sobre as sacolinhas plásticas – e sua iminente eliminação dos supermercados paulistas no dia 25 de janeiro de 2012 - está sequestrada por vários interesses, é preciso de paciência para ver a imagem que surge e pensar com mais imaginação como poderá ser o futuro sem sacolinhas para os consumidores paulistas.
Logo de início, será um futuro alentador, pois o plástico, apesar de útil, tornou-se ubíquito além do necessário e é um produto muito nobre para ser usado e descartado tão rapidamente como fazemos atualmente. Embalamos tudo em plástico. Ou em papel tratado com plástico. Ou em latas de metal revestidas de plástico.Comemos em pratos de plástico. Tomamos leite e água em copos de plástico. Cortamos bolos com garfos de plástico. Nos vestimos com plástico. Sentamos em cadeiras de plastico. Dirigimos carros de plástico. E todos os anos, no Brasil, consumimos 15 bilhões de sacolinhas plásticas, cuja parte respeitável – digo isto, pois não temos dados disto – vai para o lixões e aterros, embalando lixo e o resto fica por aí matando animais, entupindo bueiros e decorando praias e mares.
Os plásticos são polímeros bioquímicos,derivados de 4% de todo o petróleo extraído no mundo. Com alto conteúdo calórico, eles são inertes e resistentes. Também são flexíveis e moldáveis e portanto servem para quase tudo. Por tudo isso são tão usados: são baratos, podem ser adaptados para muitas coisas e são resistentes.
E como! Na natureza, duram centenas de anos para se degradar. Impermeabilizam o solo, poluem mananciais, flutuam na água até chegar no mar onde são confundidos com alimentos e comidos por tartarugas, peixes e aves. Ou, ás vezes os enforcam. Eos aditivos, muitos deles tóxicos como o Bisfenol A, vão se infiltrando na gente, na terra, na natureza.
A ERA DO PLÁSTICO
Em cinquenta anos, substituímos quase todos os materiais naturais ou biodegradáveis com plásticos. Mas o plásticodescartado é 100% reciclável e tem valor, dizem. Sim, é. Mas sóem estado puro como o PET, PE, PP, PVC. Existem muitos produtos quesão misturas de plásticos cuja reciclagem mecânica, que precisa de derretimento para remoldagem, compostos de vários plásticos, de difícil deparação e reciclagem. O outro problema é a relação volume/peso, como do poliestireno expandido – mais conhecido como isopor -, pois precisamos de volumes enormes destes materiais paraque seja viável sua coleta, separação e reciclagem. Quem trabalha com logística sabe que a relação entre o metro cúbico de armazenagem e o valor do produto é essencial, assim, muitos dos plásticos do nosso dia a dia não são reciclados. PET é, tem uma taxa de 50% de reciclagem no Brasil, mas de todos os tipos de plásticos, apenas 20% é reciclado.
E por que isso? Porque não têm valor econômico.Explico: no sistema atual, o esforço necessário para se coletar quantidade suficiente para dar retorno financeiro não compensa.Basta passar nos ferros velhos que compram material reciclável paraver que no topo da lista estão o cobre, o alumínio, o ferro, o papelão e o PET. Mas os outros plásticos não têm preço, pois não têm mercado, incluíndo aí envólucros de celulares, de controle remotos, de TVs, impressoras, monitores e … sacolinhas plásticas.
E a reciclagem energética? O valor calórico não justificaria sua queima para gerar energia? O lixo orgânico misturado com o plástico das sacolinhas não seria um bom combustível? Sim, e é, mas não fecha o ciclo. A economia verde, na qual estamos entrando, é tudo sobre fechar ciclos. No caso da queimado plástico, estamos tirando petróleo do solo, onde estava há milhões de anos como uma reserva de carbono, separando suas frações de acordo com o tamanho das moléculas, sintetizando-as para produzir os vários plásticos, tudo isso usando água, energia, outras matérias-primas para depois queimar e... virar energia soltando oCO2 na atmosfera, CO2 que seria guardado por centenas de anos no plástico.
O SETOR DE SACOLINHAS FATURA 1% DO TOTAL
Plástico é petróleo, como são a gasolina, o diesel e o querosene de aviação. Não se gastam bilhões de dólares em pesquisas para substituir o petróleo como energético principal para gerar mais uma fonte fóssil.
Mas estou me alongado e cheguei onde quero chegar:ligando os pontos.
Nesta quarta, segundo acordo entre os supermercadistas e o governo paulista, as sacolas plásticas como a conhecemos irão desaparecer. Não mais haverá sacolas para levarmos para casa uma borracha ou uma caixa de cerveja. O consumidor terá que se virar para embalar suas compras, sempre pagando mais.
Para o setor de plástico, isto é um desaforo.Mostraram pesquisas, fizeram campanhas, entraram na justiça,lançaram uma petição pública na internet tudo para lutar contra o inevitável: a sociedade quer um jeito mais lógico de trabalhar como plástico. E já olha as alternativas. Para o setor, o problema não é o dinheiro, mas o simbolismo. Se as pessoas se virarem sem as sacolas plásticas - que vão – poderão perceber que muitos outros produtos plásticos podem ser substituídos. E por isso grandes empresas como Braskem, Dow e Basf já investem pesado em pesquisas para desenvolver o plástico verde (de etanol) e os biodegradáveis.Portanto, este é o medo: o setor não quer ser taxado de vilão do meio ambiente e não ter tempo para desenvolver o mercado novo de plásticos verdes e biodegradáveis.
Segundo dados da Plastivida, que está na trincheira da campanha, o faturamento do setor de sacolinhas gira em torno de R$550 milhões para produzir as 15 bilhões de sacolinhas.Isto de fato representa 1% de todo o faturamento do setor de transformação de plásticos (cerca de R$ 44 bilhões em 2010). O custo de cada sacolinha plástica é de 0,036 reais, ou quase 4centavos. Proporcionalmente pensando, mas provavelmente não é assim, se o setor de transformação de plástico emprega cerca de350 mil pessoas, o número de empregados para só fazer sacolinhas seria de 3500 pessoas, equivalente a 1% da força de trabalho do setor.
Agora sugiro um parêntese para pensar: estima-se um gasto de cerca de R$5 milhões a R$10 milhões por ano em campanhas publicitárias para defender o plastico. Desde 2009, foram despendidos no mínimo R$15 milhões, divididos por 3500, daria R$4mil para cada trabalhador, um valor que poderia ajudar-los a se recolocarem no mercado. Se estra grana fosse investida em fundos para render a taxas de Selic, seria uma renda interessante para financiara transição. Mas a preocupação não é preservar vagas.
Do outro lado, posando de santos, as grandes redes de supermercados que assinaram o acordo, certamente vão ganhar. O principal ganho é o simbólico: tornam-se verdes. O setor supermercadista no Brasil é a ponta do desperdício e do consumismo.Eles terão sinal verde do público para poder vender mais nos grande templos de consumo onde cada real de necessidade gera no mínimo mais uns dois ou três reais de compras impulsivas. Onde só se facilita chegar de carro e o acesso ao pedestre é desvalorizado. Onde o spreços são precisamente calculados para os trocos de 1 ou 2centavos ficarem com o caixa, gerando milhões anuais de receita extra. Enfim, onde imperam o consumismo e o capitalismo selvagem.
O GRANDE VILÃO É O CONSUMISMO, NÃO AS SACOLAS
Mas, no que se refere às sacolas, os supermercados vão ganhar sim, e a população sabe. Eles reduzirão uma despesa de R$550 milhões, dentro de um faturamento anual maior que R$200 bilhões do setor, ou seja, vão aumentar seus ganhos em0,2%. Mas os supermercados vão ter outros ganhos como o de transferir o ônus de se livrar das caixas de papelões para seus clientes, custo que teriam que absorver dando um destino correto.
Além disso, vão transformar a despesa das sacolinhas em receita por meio da venda de sacolas reutilizáveis eos sacos de lixo. E no fim, vamos ficar na mesma: enviando um produto nobre para o lixo e poluindo o meio ambiente.
É aí que deveria entrar o poder público. Qual éo investimento do Ministério do Meio Ambiente, da secretária de Meio Ambiente do Estado de São Paulo neste acordo? Até agora nada,além de campanhas de conscientização da população para não usar sacolas. Porque o acordo não força os supermercados a distribuírem sacolas retornáveis de graça nos primeiros seis meses do programa para fazer a população pensar e aceitar a proposta?
O instituto Plastivida tem lá seus interesses,mas também tem sua razão. As famílias mais pobres poderão arcar com o custo extra de comprar sacos de lixo? Políticas públicas de coleta seletiva e reciclagem integrais deveriam ser adotas, assim como mudanças nas políticas de resíduos e principalmente a introdução de políticas para regular o uso do plástico.
TUDO PELA COMPOSTAGEM
O papel dos governos não deveria ser apenas fazer campanhas de conscientização, mas investir dinheiro para incentivar esta mudança por meio de políticas públicas consistentes. Ou seja:
Desincentivar os grandes hipermercados a favor de pequenos mercados menores localizados a distâncias perto das habitações, assim compras seria facilitadas apenas para o dia a dia diminuindo a onda consumismo e a compra de embalagens supérfluas.
Incentivar a produção e uso de outros materiais como sacolas biodegradáveis a base de amido de milho,mandioca etc que se decompõem rapidamente nos lixões para uso n afabricação de sacos de lixo.
Incentivar a pesquisa e a criação de uma política para usar plástico apenas nos usos mais nobres e duráveis e desestimular os usos descartáveis.
Fomentar pesquisas para que as embalagens que necessitam de plástico sejam necessariamente de materiais de altareciclabilidade e reusabilidade.
Montar políticas públicas efetivas que estimulem a indústria de reciclagem e de compostagem, começando com uma remodelação nos contratos de limpeza urbana para não que necessitemos embalar nosso lixo em sacos plásticos e sim usar contêineres e tubulações.
E, finalmente, montar sistemas amplos de compostagem para dar um destino adequado ao 60% de resíduos orgânicos que hoje são embalados nas sacolinhas para serem enterradas em lixões.
Além dos grandes supermercados que já têm alguns programas de compostagem para seus próprios rejeitos orgânicos, existem experiências válidas de compostagem e hortas comunitárias que ajudam fechar o ciclo dos resíduos domésticos e,em contrapartida, geram renda e melhoria na alimentação.
Basta usar a imaginação. Porque cada bairro de uma cidade não pode ter seu centro de compostagem ligado a hortas comunitárias com a venda e distribuição de hortaliças produzidas localmente? Por que cada parque, cada escola pública, cada unidade administrativa pública não pode ter um espaço para hortas,treinando e contratando milhares de jovens e adultos? Por que não sepode incentivar micro usinas de sabão usando óleo descartado?
A produção local de alimentos hortifrútis aliada com uma política de compostagem adequada começaria a combater os altos índices de desperdício nos sistema de produção de alimentos em escala onde se perde na colheita, no acondicionamento, no transporte e na venda. Só no Ceagesp SãoPaulo, por exemplo, cerca de 1% de toda a venda diária é jogada no lixo por não ter valor comercial, isso depois de todas as perdas mencionadas acima.
No fundo, isto tudo requer planejamento,investimento em pesquisa e pessoas e ir contra a lógica do nosso sistema econômico de rentabilidade por meio de ganhos imensos de escala. Se queremos que o individuo assuma a sua responsabilidade pelo meio ambiente, temos que mostrar que é um ganha-ganha e que cada setor da sociedade assumirá seu papel.
Do jeito que está, no dia 25 de janeiro, os consumidores paulistas vão ficar um pouco perplexos, suspeitando deque alguém está ganhando em cima da sua inconveniência. No fim,deverão se acostumar e buscar outros meios para resolver o problema,mas o que eu temo é que a transformação não seja tão profunda quanto necessitamos. Para isso cada setor tem que desempenhar seu papel:
Setor público: dando exemplo, planejando e incentivando
Setor privado: investindo nas mudanças necessárias e se aproximar mais de seus clientes
O indivíduo: se conscientizar que seus hábitos de consumo precisam mudar

JANEIRO, 2012
Químicos protestam contra fim das sacolinhas nesta terça
Federação dos Bancários da CUT-SP - São Paulo/SP - HOME - 23/01/2012
Escrito por Rede Brasil AtualSeg, 23 de Janeiro de 2012 18:20
O Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo vai protestar nesta terça-feira (24) contra o acordo entre o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito Kassab (PSD) e a Associação Paulista de Supermercados (Apas), que entra em vigor no dia 25. Pelo acerto, os varejistas deixariam de oferecer gratuitamente as sacolinhas plásticas e começariam a cobrar pela venda de sacolas tidas como ecológicas. Os atos deverão ocorrer na frente de grandes supermercados na capital paulista.
Lourival Batista Pereira, coordenador da secretaria de Saúde e Meio Ambiente do sindicato, explica que o objetivo é chamar a atenção da população para o acordo, que trará mais benefícios aos envolvidos do que ao meio ambiente.
Segundo ele, as novas sacolas deverão custar R$ 0,22 aos consumidores e R$ 0,03 aos supermercadistas, o que revela o grande lucro das empresas. Lourival entende que outras embalagens, como as de óleo, principalmente lubrificantes, são muito mais nocivas ao meio ambiente e nem por isso estão no centro de políticas de restrição de uso.
Pereira destaca ainda que o acordo para redução das sacolinhas é desnecessário. "Em 2014 entra em vigor a lei dos resíduos sólidos, que vai disciplinar inclusive a questão das embalagens."
Um estudo da Agência Ambiental Britânica, divulgado recentemente, aponta que o PEAD (Polietileno de Alta Densidade), utilizado para fabricar as sacolas plásticas, é 200 vezes menos nocivo ao meio ambiente do que as matérias – primas utilizadas na fabricação das Ecobags.

JANEIRO, 2012
Sustentabilidade e economia no centro da discussão
Diário do Comércio - São Paulo/SP - HOME - 22/01/2012
Escrito por Rafael Nardini
O conceito de sustentabilidade, que engloba o respeito ao meio ambiente e o não desperdício de matérias-primas, está na base da mudança que o consumidor começa a ver para valer nesta semana na Capital. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) apontam que os sacos plásticos representam cerca de 1,3% de tudo o que é descartado pelos brasileiros. Especialistas apontam que impacto ambiental dos sacos de lixo é menor porque são produzidos, em sua maioria, com material reciclado, o que não ocorre com as sacolas plásticas, já que elas servem para transportar alimentos.
O Instituto Akatu Pelo Consumo Consciente acredita que, por serem descartáveis, as sacolas plásticas são incompatíveis com um futuro sustentável no longo prazo. Segundo Hélio Mattar, presidente da entidade, produzir sacolas diariamente, usando matérias-primas, água e energia para gerar um produto que será usado uma única vez e descartado com o lixo não faz sentido. Para ele, o fato de as sacolas plásticas serem descartáveis já pede o esforço da sociedade para identificar alternativas.
Um segundo ponto abordado por Mattar é o impacto ambiental não apenas do uso da sacola plástica, mas também de todo o processo de fabricação e descarte, envolvendo extração de matérias-primas, processamento, fabricação e transporte.
Reação
O veto às sacolas plásticas, no entanto, já vem provocando reações contrárias, principalmente por parte da indústria de embalagem flexível, que gera 30 mil empregos diretos no País e fatura entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão ao ano.
A Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) e a Plastivida defendem a implementação de campanhas de conscientização sobre o uso sustentável de sacolas plásticas em vez da não distribuição. Segundo eles, entre 2007 e 2010 o consumo de sacolas caiu 22% (de 17,9 bilhões para 14 bilhões de unidades) após campanhas promovidas por supermercados.
"A indústria não foi ouvida", reclama Miguel Bahiense, presidente da Plastivida. Para ele, a melhor solução seria a adoção de um selo de qualidade nas sacolas plásticas distribuídas nos supermercados. "Em 2008, começaram a encomendar sacolas cada vez mais finas. Mas ficou tão fina que perdeu a resistência. Com isso, o cliente precisava usar duas para não rasgar. O problema não é a sacola, é o desperdício causado por essa cadeia."
Lixo – Segundo a Plastivida, a venda de sacos de lixo vai aumentar. E com a alta das vendas deve vir a alta dos preços. O instituto afirma que os sacos de lixo em cidades que tentaram banir as sacolas plásticas, como Jundiaí, ficaram até 235% mais caros do que em outras cidades. Em Belo Horizonte, que aboliu as sacolas plásticas do comércio em abril de 2011, a venda de sacos de lixo cresceu 15%, conforme estimativa da Associação Mineira de Supermercados.

JANEIRO, 2012
Sacolinhas plásticas: entre o bem e o mal
Diário de São Paulo - São Paulo/SP - NOTÍCIAS - 21/01/2012
Regiane Soares von Atzingen e Rafael Lasci
A partir de quarta, elas começam a ser banidas, mas quem realmente ganha com a medida. BOM DIA responde
Enquanto os consumidores estão sendo bombardeados por campanhas favoráveis ao meio ambiente, a indústria de sacolas plásticas e os supermercadistas apresentam argumentos um tanto quanto ortodoxos sobre o uso de sacolinhas plásticas descartáveis.
O fato é que a partir da quarta-feira elas serão banidas dos supermercados paulistas e substituídas por sacolas retornáveis feitas com matéria-prima de fonte renovável ou pelas biodegradáveis vendidas a R$ 0,19. A mudança faz parte de um acordo assinado entre o governo do Estado e a Apas (Associação Paulista de Supermercados), que lançou a campanha “Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”.
A Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) é contra a iniciativa. “Essa campanha é um engodo para o consumidor”, afirmou o presidente da associação, Alfredo Schmitt. Segundo ele, o setor vai perder 30 mil postos de trabalho em todo o país com a substituição das sacolinhas descartáveis, seis mil só no estado de São Paulo. Além disso, as sacolas reutilizáveis são importadas, reduzindo as oportunidades da indústria nacional.
O presidente da Apas, João Galassi, contesta o argumento e diz que muitas indústrias estão se adaptando e produzindo sacolas reutilizáveis. “Algumas empresas já mudaram o pensamento, pois sabem que o reutilizável veio para ficar”, afirmou.
A empresária Gisele Barbin, da Extrusa-Pack, disse que teve de reduzir a produção de sacolas descartáveis para começar a fabricar as retornáveis de polietileno e a “verde”, feita com etanol da cana-de-açúcar. “Eu me adaptei à necessidade do mercado. Não tive prejuízo porque substitui a minha produção, mas acredito que, se outras indústrias não se adaptarem, vai haver desemprego, pois o consumo das descartáveis vai cair bastante.”
O empresário Márcio Faralhe, da Percon Embalagens, aumentou a produção de sacola reutilizável em 400% nos últimos dois anos. “Antes, eu fazia 20 mil sacolas por mês. Hoje, faço cinco mil por dia”, afirmou Márcio, que fornece mercadorias para as principais redes do país.
O professor Roberto Nascimento, do Núcleo de Estudos de Varejo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), disse que, na polêmica entre os interesses do varejo e da indústria, o consumidor foi deixado de lado. “Nós somos a favor da preservação do ambiente, mas poderiam pensar em campanhas que beneficiassem o cliente.”
Usina
Em Jundiaí, onde as sacolinhas plásticas já foram banidas, os consumidores usam as reutilizáveis ou as biodegradáveis, que deveriam ir para usina de compostagem, mas, como não há essa opção, acabam indo para o lixão.
Fabricantes adotam tecidos retornáveis e produzem ecobags. Supermercados ainda não são unânimes
Elas vão entrar de vez na vida cotidiana a partir desta semana, mas as ecobags ainda não são unanimidade entre os consumidores. Melhor vistas do que as biodegradáveis, as sacolas retornáveis parecem começar a atrair olhares, resultado de um trabalho que não vem de agora, como lembra Ana Regina Minutti Gava, dona da Gava’s Confecção.
Há três anos sua empresa criou uma nova linha de produção, para fazer ecobags a partir de lona crua reciclada. Ofereceu o produto a todos supermercados da cidade. Adesão zero. O sucesso delas só veio com pedidos da iniciativa privada. Neste final de ano mesmo a Gava’s atendeu pedidos de empresas que ofereceram as ecobags como brindes aos funcionários. Por conta disso, hoje a confecção trabalha apenas com pedidos sob encomenda.
“Ainda há resistência. Enquanto os supermercados ainda usarem qualquer tipo de sacola plástica, a ecobag não vai se estabelecer. ”, acredita. Novo mercadoO empresário Ricardo José Bertoni Neto apostou há um ano e meio na Pano Vivo, empresa de ecobags feitas com tecido de algodão, que ele já fabricava em outra empresa. Bertoni Neto diz que apesar de algumas cidades já terem percebido antes a mudança que viria, a maior parte do estado ainda não abraçou a ideia.
“Atendemos sempre o segmento promocional, que já tinha visto nas ecobags oportunidade de divulgação, mas só agora a procura para substituições (das de plástico) está acontecendo”, diz. Tanto que só neste mês sua produção cresceu 50% em relação a dezembro. Quando antes se fabricava 5 mil unidades/mês na Pano Vivo, hoje são entre 40 e 50 ml. “Mas as grandes redes ainda estão meio paradas, só agora percebendo que devem fazer a substituição. Resistiram até onde puderam”, diz.
A favor
DIREITO ÀS SACOLINHAS - OS SUPERMERCADISTAS DE TODO O PAÍS GASTAM POR ANO R$ 500 MILHÕES COM A COMPRA DAS SACOLINHAS DESCARTÁVEIS. ESSE CUSTO ESTÁ EMBUTIDO NO PREÇO DOS PRODUTOS E, PORTANTO, OS CONSUMIDORES TÊM DIREITO ÀS SACOLINHAS.
PREJUÍZO AO CONSUMIDOR - SEM A DISTRIBUIÇÃO DAS SACOLINHAS, OS CONSUMIDORES SERÃO OBRIGADOS A PAGAR DE R$ 0,19 A R$ 0,25 POR SACOLINHA BIODEGRADÁVEL E TERÃO DE COMPRAR SACO DE LIXO, POIS NÃO VÃO MAIS USAR AS DESCARTÁVEIS.
SACOLA PLÁSTICA POLUI? - A SACOLA PLÁSTICA REPRESENTA 0,2% DO RESÍDUO SÓLIDO URBANO COLETADO NO PAÍS. ESSE PERCENTUAL NÃO PODE SER CONSIDERADO UM AGENTE POLUIDOR.
A SACOLA REUTILIZÁVEL É UMA ALTERNATIVA? - TAMBÉM NÃO. AS SACOLAS NÃO SÃO PRODUZIDAS NO BRASIL E SÃO IMPORTADAS DO VIETNÃ, CHINA E TAIWAN, ONDE A MÃO DE OBRA É DE BAIXO CUSTO PARA AS EMPRESAS.
QUAIS AS VANTAGENS DA SUBSTITUIÇÃO DAS SACOLAS? - NENHUMA. A INDÚSTRIA DE PLÁSTICO FLEXÍVEL VAI PERDER 30 MIL POSTOS DE TRABALHO EM TODO O PAÍS, 6 MIL SÓ NO ESTADO DE SÃO PAULO.
SACOLA BIODEGRADÁVEL É A SOLUÇÃO? - NÃO. POR TRÊS MOTIVOS: PRIMEIRO PORQUE A MATÉRIA-PRIMA PARA PRODUZIR A BIODEGRADÁVEL É IMPORTADA E O QUE CHEGA AO BRASIL NÃO É SUFICIENTE PARA ATENDER À DEMANDA DE SACOLINHAS. SEGUNDO PORQUE A SACOLA BIODEGRADÁVEL SÓ SE DECOMPÕE EM USINAS DE COMPOSTAGEM, QUE NÃO EXISTEM NO BRASIL. TERCEIRO PORQUE O MATERIAL UTILIZADO NÃO PODE SER RECICLADO.
Contra
DIREITO ÀS SACOLINHAS - O CONSUMIDOR TEM E SEMPRE TERÁ ALTERNATIVAS, COMO OPTAR POR SACOLAS BIODEGRADÁVEIS OU REUTILIZÁVEIS. O QUE OS SUPERMERCADOS ESTÃO FAZENDO É SUPRIMIR UMA ALTERNATIVA AGRESSIVA AO MEIO AMBIENTE
PREJUÍZO AO CONSUMIDOR - REPASSAR AO CONSUMIDOR O CUSTO DA SACOLA É UMA FORMA DE DESESTIMULAR O CONSUMO DESNECESSÁRIO. A APAS ESTIMULA QUE O CONSUMIDOR VÁ ÀS COMPRAS MUNIDO DE SUA SACOLA REUTILIZÁVEL, SEJA DE PANO, LONA, PALHA, TNT, PLÁSTICO OU DE OUTRO MATERIAL RECICLÁVEL.
SACOLA PLÁSTICA POLUI? - O PAÍS PRODUZ ANUALMENTE 500 MIL TONELADAS DE SACOLAS PLÁSTICAS DESCARTÁVEIS. CALCULA-SE QUE CERCA DE 90% DESSE MATERIAL, COM DEGRADAÇÃO INDEFINIDA, ACABE SERVINDO DE LIXEIRA OU VIRE LIXO. ESSE MATERIAL OCUPA ESPAÇO VALIOSO NOS ATERROS SANITÁRIOS.
A SACOLA REUTILIZÁVEL É UMA ALTERNATIVA? - INICIALMENTE, AS SACOLAS FORAM IMPORTADAS, MAS EMPRESAS E ONGS JÁ COMEÇAM A PRODUZIR AS SACOLAS REUTILIZÁVEIS.
QUAIS AS VANTAGENS DA SUBSTITUIÇÃO DAS SACOLAS? - A INDÚSTRIA NACIONAL ESTÁ SE ADAPTANDO À NECESSIDADE DO MERCADO E JÁ COMEÇA A PRODUZIR SACOLAS DE FONTES RENOVÁVEIS, COMO PET, TNT E TECIDO.
SACOLA BIODEGRADÁVEL É A SOLUÇÃO? - O OBJETIVO DAS INICIATIVAS APOIADAS PELO SETOR SUPERMERCADISTA E OUTROS RAMOS DO VAREJO NÃO É SUBSTITUIR A SACOLA PLÁSTICA DESCARTÁVEL POR OUTRA DE MATERIAL BIODEGRADÁVEL, QUE TAMBÉM GERA RESÍDUOS. A INTENÇÃO É QUE O CONSUMIDOR SE CONSCIENTIZE DE QUE A CULTURA DO DESCARTE DE RESÍDUOS SÓLIDOS PREJUDICA O MEIO AMBIENTE E PASSE A UTILIZAR SACOLAS REUTILIZÁVEIS DE QUALQUER MATERIAL.

JANEIRO, 2012
Folha promove debate sobre as embalagens
Folha de S. Paulo - São Paulo/SP - MERCADO - 20/01/2012
DE SÃO PAULO
A Folha promove, na segunda-feira, às 16h, um debate sobre o fim do uso de sacolas plásticas no Estado.
Os convidados são o presidente da Associação Paulista de Supermercados, João Galassi; o presidente do Instituto Socioambiental dos Plásticos, Miguel Bahiense; o secretário do Meio Ambiente, Bruno Covas; e o presidente do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor, Reginaldo Sena. Sob mediação de Morris Kachani, o debate será no auditório da Folha aberto ao público geral (al. Barão de Limeira, 425). Inscrições: eventofolha@grupofolha.com.br ou no 0xx11 3224-3473, das 14h às 19h.

JANEIRO, 2012
“As sacolas de plástico não são as vilãs do meio ambiente”
Sustentabilidade. O Portal AgroValor entrevistou, com exclusividade, o presidente do Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida), Miguel Bahiense. O engenheiro químico defende
que as “sacolinhas de supermercado” não são as vilãs do meio ambiente e, sim, detentoras de um importante papel para a saúde humana.
Por Daniel Rios
Portal AgroValor: O senhor é contra ou a favor do uso das sacolas de supermercados? Quando começou a haver esse questionamento?
Miguel Bahiense: Sou totalmente a favor das sacolinhas, pois entendo que o problema não está relacionado ao produto em si (sacolas), mas, sim, ao desperdício dele. Nós do Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida) constatamos que o problema ou questionamento do uso da sacola começou a acontecer em 2007. Nesse período, quando íamos ao supermercado
havia sacolas muito finas. Esses estabelecimentos encomendam ao mercado sacolas mais finas, para custar menos. Eles afinaram tanto a sacola para pagar menos, até ela perder extremamente sua capacidade de resistência. O consumidor passou a se comportar da seguinte maneira: se a sacola for fina coloca duas ou três sacolas uma dentro da outra, não utilizando a capacidade total de cada uma delas. Na hora que ele faz isso estará causando um problema para o meio ambiente, que é o desperdício do produto. Por uma necessidade da qualidade da sacola isso acaba ocasionando uma série de prejuízos.
Portal AgroValor: As sacolas são descartáveis?
Bahiense: A sacola não é descartável, ela é reutilizável. Nas casas elas são utilizadas de diversas formas, e uma delas e a principal é para pôr o lixo. Como as sacolas não têm resistência e há certo desperdício, elas têm uma grande possibilidade de se rasgar. Quando isso acontece, de fato, não tem como reutilizá-la. Quando você descarta, (sendo correto o descarte em sistema de coleta seletiva, que as prefeituras no Brasil ainda não possuem com eficiência), as sacolas vão parar no meio ambiente, daí ela é, equivocadamente, acusada de ser a vilã.
A indústria aceitou fabricar a sacola fora de norma; O supermercado demandou a sacola fora de norma; O consumidor a consumiu em excesso e descartou em lugares indevidos; E o poder público é incapaz de coletar ela seletivamente para reciclagem. Para muitos é mais simples você resolver banir esse produto do que cada um desses quatro atores do processo olhar o seu umbigo e resolver o seu problema. A gente não tem que culpar a sacola como um equívoco completo.
Portal AgroValor: O senhor vê alguma saída nesse processo?
Bahiense: Em minha opinião, a única solução para esse problema é o Programa de Qualidade de Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, que funciona desde o início de 2008. Nós [Plastivida] criamos um selo de qualidade que é dado àquelas empresas que fabricam sacolas através das normas da ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas], e a partir daí a
gente foi atrás de signatários do setor e depois fomos atrás da indústria [fabricantes de sacolas] e expusemos esse problema.
Também fomos atrás de associações estaduais de supermercados e mostramos a situação. Na hora que conseguimos juntar algumas associações de nove capitais do Brasil e em torno de 10 fabricantes de sacolas do setor, nós passamos a produzir sacolas de acordo com as normas técnicas, isto é, sacolas resistentes para suportarem até 6 kg de compras. As sacolas que têm
o selo de qualidade que criamos vêm informando o peso que elas suportam, que pode ser 4, 5, 6 ou 7 quilos, dependendo do tipo de sacola. Há, por sinal, uma rede no Rio Grande do Sul, que se chama Zaffari, que distribui uma sacola que suporta 7 kg.
Eu desconheço uma no país que suporte mais. Em média, nos supermercados as sacolinhas suportam até 6 kg de compras.
Portal AgroValor: A Plastivida realiza algum trabalho de conscientização ao uso das sacolas?
Bahiense: Claro. Os supermercados que utilizam sacolas com o selo, nós vamos até esses estabelecimentos signatários e treinamos os caixas e empacotadores, para que eles conversem com o cliente e digam: “nessa loja as sacolas têm qualidade.
Você não precisa colocar uma dentro da outra, pois ela suporta 6 kg em compras”.
Esse trabalho sendo feito com as 10 maiores redes de supermercados do país, 5 são signatárias, temos um total de signatários em torno de 20 supermercados. É um trabalho que não necessariamente só pode ser vendido naquelas lojas que são signatárias.
Há outras redes que compram diretamente dos fabricantes e fazem esse trabalho.
Portal AgroValor: Como está o consumo de sacolas no Brasil?
Bahiense: Em 2007, quando iniciamos esse programa, o Brasil consumia 17,9 bilhões de sacolas, que é uma quantidade absurda. Isso espanta, devido o desperdício. Finalizamos o ano de 2011 com 12,9 bilhões de sacolas. Conseguimos reduzir 5 bilhões de sacolas, temos que observar que nesses últimos 4, anos o consumo aumentou, as pessoas foram às compras, ou seja, a produção deveria ter aumentado. Com um programa de educação você consegue conscientizar o cidadão, a indústria e o varejo para que isso se torne o mantra dentro do setor e a gente consiga essa redução.
Portal AgroValor: O senhor poderia citar alguns gargalos que impossibilitam a conscientização da população?
Bahiense: Olha só, infelizmente o grande problema é que não são todas as redes que aderem a esse projeto. A gente tem, hoje, em São Paulo, por exemplo, a Associação Paulista dos Supermercados [APAS], que está junto com o próprio Governo do Estado e a Prefeitura lançando uma campanha para que, até o dia 25 deste mês [janeiro], as redes de supermercados do estado deixem de distribuir essas sacolas. Como eles não fazem e não quiseram fazer parte desse programa, qual é o interesse deles? E eu respondo: é meramente econômico. O custo das sacolas plásticas para as redes de supermercados no Brasil é de
R$ 500 mi. Na hora que eles eliminam as sacolas esse custo é zerado. Não podemos achar que os supermercados distribuem as sacolinhas gratuitamente. O preço delas está embutido nos produtos. Eu pago por elas. É um direito meu entrar no supermercado e ter minha sacola para carregar as compras. Na hora que eles me tirarem isso, eu vou ter que pagar para ter as
sacolas retornáveis. Eles não vão me devolver o dinheiro, pois o preço dos produtos nessas redes não vai baixar e eu vou ter que pagar por essas sacolas retornáveis, que eles mesmos vendem. Inclusive, para pôr o lixo da residência vai ser necessário comprar sacos de lixo, que também são vendidos por eles. O bolso do consumidor acaba sendo bastante prejudicado. As
classes A e B terão possibilidade de fazer isso, mas já as classes C, D e E não terão capacidade para isso, eu estou falando de R$ 30 a R$ 40,00 por mês.
Portal AgroValor: O senhor acredita que a parte sanitária será afetada se essa “moda” pegar?
Bahiense: No tempo em que não existia o saco plástico, mais ou menos na década de 70, o lixo era colocado em tonéis de metal. Creio que as pessoas mais pobres vão fazer isso. Eu quando criança, depois que o caminhão do lixo passava e levava os dejetos e deixava o tonel na calçada, minha mãe me mandava lavá-lo com a mangueira, daí vem o desperdício da água.
Depois essa água da lavagem ia para o esgoto, que fedia e fazia com que aparecessem ratos, baratas etc.
Portal AgroValor: Há algum estudo que comprove que as sacolas comuns, aquelas utilizadas em supermercados, são mais
vantajosas?
Bahiense: Do ponto de vista ambiental, os estudos mostram que as sacolas plásticas são a melhor alternativa em termos de análise de impacto ambiente. Recentemente foi divulgado um estudo em inglês, pela Agencia Ambiental Britânica, que mostrou que de nove categorias ambientais avaliadas, levando em consideração diversas modalidades, como sacolas comuns,
biodegradáveis, oxidodegradável, saco de papel... Dessas nove categorias ambientais avaliadas, as sacolas comuns tiveram vitórias em oito, pois são elas que possuem a menor emissão de CO², que é o gás que provoca o efeito estufa. São essas sacolinhas que consomem menor quantidade de matéria prima para serem fabricadas. Então eu pergunto: por que tirar o
produto que tem o melhor desempenho ambiental, que é reutilizável, o consumidor já paga por ele, entre outras qualidades?
Resumindo, todos os estudos que eu conheço apontam as sacolas comuns como as de melhor desempenho ambiental entre todas as possibilidades de transporte de compras de supermercado, mesmo incluindo aquelas sacolas biodegradáveis.
Portal AgroValor: Qual a diferença que há entre as sacolas comuns e a biodegradáveis?
Bahiense: A biodegradação seduz muito a população. Mas muitos não sabem o que é essa biodegradação, que é uma matéria que pode ser feita do amido de milho, por exemplo, como também de qualquer matéria orgânica, no qual vem um micro organismo e come ela. Como já dizia o ditado, “na natureza nada se cria, tudo se transforma”, e assim acontece. O micro
organismo depois de comer, o organismo dele processa e emite gases, que são o CO² ou o metano, que são os gases causadores do efeito estufa. Então, muitos pensam: “a sacola biodegradável some em 180 dias”, que é verdade, mas ela causa uma poluição, que é invisível à população. As sacolas biodegradáveis para não causarem esses males teriam que ser levadas para uma usina de compostagem, que não existe aqui no Brasil.
Portal AgroValor: As sacolas de supermercados são as mais utilizadas para por o lixo doméstico? Qual fim essas sacolas
têm quando vão ao aterro sanitário?
Bahiense: Nós encomendamos, em 2011, uma pesquisa pelo Datafolha [instituto de pesquisas pertencente ao Grupo Folha] que mostra que quase 90% da população brasileira reutilizam as sacolas plásticas, e o principal reuso delas é para pôr o lixo.
Olha, eu tenho dois tipos de lixo, o seco (reciclável) e o úmido (orgânico). A sacolinha que eu coloquei o material reciclável também será reciclada, mas a que eu coloquei o material orgânico (não-reciclável) não será, pois ela irá confinar o lixo para ir ao aterro sanitário, realizando um trabalho técnico. Esse trabalho é de isolar o lixo, que está dentro dela, do meio ambiente, para evitar que o chorume do lixo – que é a água de chuva que cai em cima do aterro e faz a lavagem do aterro virando aquele líquido preto, que tem uma alta carga poluente – atinja o solo e o lençol freático. Só para entendermos, um aterro sanitário, da
forma que realmente tem que ser feito, não são aqueles lixões que existem por aí, é um lugar onde se deve cavar um buraco e colocar uma manta de plástico, pode ser o polietileno ou o próprio pvc, para evitar que o chorume do lixo atinja o solo e o lençol freático. Esse chorume é coletado e vai para uma outra “piscina” de chorume, também forrada com polietileno ou pvc.
Quando acaba a vida útil do aterro, eu venho com uma outra manta por cima, forro ele e fica como se eu tivesse uma grande sacola, um sacolão. Em milhões de anos aquilo vai virar petróleo, já que o petróleo é carbono, e 60% do que tem no aterro é resto de comida.
Voltando para a nossa casa, aquele saquinho que temos com material orgânico futuramente vai estar no aterro, cumprindo um papel. Essa sacola não tem que ser reciclada, pois ela tem a sua função, que é de suma importância.
2Veja o que sustentabilidade na visão de Miguel Bahiense
A sustentabilidade é um tripé. Qualquer tripé para se sustentar precisa que os três pés estejam do mesmo tamanho e tenham a mesma importância. Esse tripé tem que ser social, ambiental e econômico. As pessoas acham que se não for verde não é sustentável, mas não é isso, o produto pode ser verde e barato, mas causa um impacto social sério, daí temos que
lembrar do tripé. Então, nenhum desses aspectos pode ter mais importância do que o outro, dentro do que se define como sustentável. Os três itens têm que sobreviver. Se eu tenho um produto e eu digo que ele é sustentável ele tem que me dar uma vantagem econômica, socialmente responsável e ambientalmente correta.

JANEIRO, 2012
Caixas de papelão distribuídas pelo supermercado oferecem risco de contaminação
Refrescante - - HOME - 18/01/2012
Um estudo realizado pela Microbiotécnica, empresa especializada em higiene ambiental com 25 anos de experiência, apontou que as caixas de papelão usadas, disponibilizadas pelos supermercados, e as sacolas de pano, trazidas de casa pelo consumidor, possuem alto grau de contaminação podendo prejudicar a saúde da população.
A análise comprovou que, em relação às sacolas plásticas, ambas as opções apresentam maior carga microbiana – as caixas de papelão cerca de oito vezes mais para bactérias e 12 vezes mais para fungos, e as sacolas de pano possuem risco quatro vezes superior para bactérias e cinco vezes para fungos.
Nas sacolas plásticas não foi encontrada a presença de coliformes totais, coliformes fecais nem E.coli (Escherichia coli), enquanto em 58% das sacolas de pano havia a presença de coliformes totais. Já nas amostras de caixa de papelão, 80% apresentavam coliformes totais, 62% coliformes fecais e 56% E.coli (confira quadro abaixo).
“É importante que o consumidor tenha a informação adequada para escolher a melhor embalagem para transportar as compras, especialmente alimentos, preservando a saúde de sua família”, afirma Miguel Bahiense, presidente da Plastivida – Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos.
Metodologia – O campo de estudo abrangeu supermercados de todas as regiões da cidade de São Paulo com a seguinte sistemática: O Bureau Veritas coletou 50 amostras de cada tipo de embalagens (sacolas plásticas, caixas de papelão usadas e sacolas de pano). As sacolas de pano foram obtidas junto aos consumidores para garantir que já tinham sido utilizadas. As amostras de sacolas plásticas e caixas de papelão usadas foram coletadas nos caixas, onde ficam à disposição dos consumidores, e encaminhadas ao laboratório para análise.
Veja o estudo completo no link:
http://www.plastivida.com.br/2009/pdfs/posicionamento-estudos/EstudoMicrobiologico.pdf
Glossário:
BACTÉRIAS TOTAIS: a contagem total de aeróbios mesófilos em placas, também denominada Contagem Padrão em placas, é o método mais utilizado como indicador geral de populações bacteriana em alimentos. Não diferencia tipos de bactérias, sendo utilizado para se obter informações gerais sobre a qualidade de produtos, práticas de manufatura, matérias primas utilizadas, condições de processamento, manipulação e vida de prateleira. Todas as bactérias patogênicas de origem alimentar são mesófilas. Portanto, uma alta contagem de mesófilos, que crescem à mesma temperatura da do corpo humano, significa que houve condições para que esses patógenos se multiplicassem.
COLIFORMES TOTAIS: neste grupo se encontram apenas as enterobactérias capazes de fermentar a lactose com produção de gás, em 24 a 48 horas a 35º C. Mais de 20 espécies se encaixam nessa definição, dentre as quais encontrando-se tanto bactérias originárias do trato gastrintestinal de humanos e outros animais de sangue quente (Escherichia coli) como também bactérias não entéricas (espécies de Citrobacter, Enterobacter, Klebsiella e Serratia, dentre outras). Os coliformes totais podem ocorrer naturalmente no solo, na água e em plantas (OMS, 1995).
COLIFORMES FECAIS (TERMOTOLERANTES): este grupo é um subgrupo dos coliformes totais restrito a membros capazes de fermentar a lactose em 24 horas a 44,5-45,5ºC com produção de gás. Inclui as enterobactérias originadas do trato gastrinstestinal (E.coli) e também membros de origem não fecal (várias cepas de Klebsiella pneumoniae, Enterobactyer agglomerans, Enterobacter aerogens, Enterobacter cloacae e Citrobacter freundii), originárias de solo e outros habitats.
ESCHERICHIA COLI: Está incluída tanto no grupo dos coliformes totais quando dos coliformes termotolerantes. Seu habitat natural é o trato intestinal de animais de sangue quente. É considerada indicador de contaminação fecal em alimentos in natura.
BOLORES E LEVEDURAS: Constitui um grupo grande de microrganismos, a maioria originada do solo ou do ar. Podem ser deteriorantes de alimentos e algumas espécies de bolores quando em substrato e condições adequadas podem produzir durante o crescimento metabólitos tóxicos conhecidos como micotoxinas. Essas micotoxinas têm potencial cancerígeno reconhecido para animais.
Bibliografia: Silva, N. et al. – MANUAL DE MÉTODOS DE ANÁLISE MICROBIOLÓGICA DE ALIMENTOS – 3 ed. – São Paulo: Livraria Varela, 2007, 552p
American Public Health Association (APHA) – 4ª Edição do Compendium of Methods for Microbiological Examination of Foods

JANEIRO, 2012
Entre o bem e o mal
DIÁRIO DE S.PAULO - Dia a Dia - SÃO PAULO - SP - 18/01/2012 - Pág. 02 e 03
A partir do dia 25, sacolinhas começam a ser banidas dos supermercados de São Paulo, mas indústria plástica e varejo ainda discordam sobre quem ganha com a medida
Regiane Soares von Atzingen
Enquanto os consumidores estão sendo bombardeados por campanhas em favor do meio ambiente, a indústria de sacolas plásticas e os supermercadistas apresentam argumentos um tanto quanto ortodoxos sobre o uso de sacolinhas plásticas descartáveis.
O fato é que a parti r do próximo dia 25 elas serão banidas dos supermercados da capital e substituídas por sacolas retomáveis feitas com matéria-prima de fonte renovável ou pelas biodegradáveis vendidas a RS 0,19. A mudança faz parte de um acordo assinado entre a Prefeitura e a Apas (Associação Paulista de Supermercados), que lançou a campanha Vamos Tirar o Planeta do Sufoco.
A Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) é contra a iniciativa. "Essa campanha é um engodo para o consumidor", afirmou o presidente da associação. Alfredo Schmitt. Segundo ele, o.setor vai perder 30 mil postos de trabalho em todo o país com a substituição das sacolinhas descartáveis, seis mil só no estado de São Paulo. Além disso, as sacolas reutilizáveis são importadas, reduz indo as oportunidades da indústria nacional.
O presidente da Apas, João Galassi, contesta o argumento e diz que muitas indústrias estão se adaptando e produzindo sacolas reutilizáveis. "Algumas empresas ia mudaram o pensamento, pois sabem que o reutilizável veio para ficar", afirmou.
A empresaria Gisele Barbui, da Extrusa-Pack, disseque teve de reduzir a produção de sacolas descartáveis para começar a fabricar as retomáveis de polietileno e a "verde", feita com etanol da cana-de-açúcar "Eu me adaptei à necessidade do mercado. Não tive prejuízo porque substitui a minha produção, mas acredito que se outras indústrias não se adaptarem, vai haver desemprego, pois o consumo das descartáveis vai cair bastante."
O empresário Márcio Faralhe, da Percon Embalagens, aumentou a produção de sacola reutilizável em 400% nos últimos dois anos. "Antes, eu fazia 20 mil sacolas por mês. Hoje, faço cinco mil por dia", afirmou Márcio, que fornece mercadorias para as principais redes do país.
O professor Roberto Nascimento, do Núcleo de Estudos de Varejo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), disse que na polêmica entre os interesses do varejo e a da indústria o consumidor foi deixado de lado. "Nós somos a favor da preservação do ambiente, mas poderiam pensarem campanhas que beneficiassem o cliente "
USINA
Em Jundiaí, no interior do estado, onde as sacolinhas plásticas já foram banidas, os consumidores usam as reutilizáveis ou as biodegradáveis, que deveriam ir para usina de compostagem, mas como não há essa opção, elas acabam indo para o Lixão.
Teste do IPT vai comparar degradação de sacolinhas
O IPT (instituto de Pesquisas Tecnológicas) realiza um teste para comparar a degradação de quatro diferentes materiais usados na produção de sacolinhas de supermercados. São usadas no teste sacolas de polietileno (tradicional de plástico), polietileno com aditivo para degradação, papel e TNT.
O teste começou no dia 25 de outubro de 20TS, quando 40 sacolas foram alocadas na cobertura de um dos prédios do campus do IPT, divididas em grupos de dez unidades, Cada um desses grupos é retirado conforme cada etapa é cumprida. As sacolas são retiradas com um mês, três meses, seis meses e 12 meses. Um relatório será produzido ao final do teste.
"A sociedade precisa saber o que acontece depois do descarte", disse a pesquisadora Mara Lucia Siqueira Dantas.
- A FAVOR
DIREITO AS SACOLINHAS
Os supermercadistas de todo o país gastam por ano rs 500 milhões com a compra das sacolinhas descartáveis. Esse custo está embutido no preço dos produtos e, portanto, os consumidores têm direito as sacolinhas.
PREJUÍZO AO CONSUMIDOR
Sem a distribuição das sacolinhas, os consumidores 5erâo obrigados a pagar de R$ 0,19 a R$ 0,25 por sacolinha biodegradável e terão de comprar saco de lixo, pois não vão mais usar as descartáveis.
SACOLA PLÁSTICA POLUI?
A sacola plástica representa 0,2% do resíduo sólido urbano coletado no país. Esse percentual não pode ser considerado um agente poluidor.
A SACOLA REUTILIZÁVEL, É UMA ALTERNATIVA?
Também não as sacolas não são produzidas no Brasil e são importadas do Vietnã, China e Taiwan, onde a mão de obra é de baixo custo para as empresas.
QUAIS AS VANTAGENS DA SUBSTITUIÇÃO DAS SACOLAS?
Nenhuma, a industria de plástico flexível vai perder 30 mil postos de trabalho em todo o país, 6 mil só no estado de São Paulo.
SACOLA BIODEGRADÁVEL É A SOLUÇÃO?
Não, por três motivos: primeiro porque a matéria-prima para produzir a biodegradável é importada e o que chega ao Brasil não e suficiente para atender a demanda de sacolinhas. Segundo porque a sacola biodegradável só se decompõe em usina de compostagem, que não existe no Brasil, terceiro porque o material utilizado não pode ser reciclado
Fonte: Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) e Plastivida (Instituto Socioambiental dos Plásticos)
- CONTRA
DIREITO ÀS SACOLINHAS
O consumidor tem e sempre terá alternativa como utilizar-se de sacolas biodegradáveis ou reutilizáveis o que os supermercados estão fazendo e suprimir uma alternativa agressiva ao meio ambiente
PREJUÍZO AO CONSUMIDOR
Repassar ao consumidor o custo da sacola e uma forma de desestimular o consumo desnecessário. A Apas estimula que o consumidor vá as compras munido de sua sacola reutilizável, seja de pano, lona, palha, TNT, plástico ou de outro material reciclável.
SACOLA PLÁSTICA POLUÍ?
O país produz anualmente 500 mil toneladas de sacolas plásticas descartáveis. Calcula-se que cerca de 90% desse material, com degradação indefinida, acabe servindo de lixeiras ou vire lixo. Esse material ocupa espaço valioso nos aterros sanitários.
SACOLA REUTILIZÁVEL É UMA ALTERNATIVA?
Inicialmente as sacolas foram importadas, mas empresas e Ongs já começam a produzir as sacolas reutilizáveis, haverá a substituição das reutilizáveis.
QUAIS AS VANTAGENS DA SUBSTITUIÇÃO DAS SACOLAS?
A industria nacional já está se adaptando a necessidade do mercado e já começa a produzir sacolas de fontes renováveis, como PET e plástico TNT e tecido.
SACOLA BIODEGRADÁVEL É A SOLUÇÃO?
O objetivo das iniciativas apoiadas pelo 5etor supermercadista e outros ramos do varejo não e substituir a sacola plástica descartável por outra de material biodegradável, que também gera resíduos, a intenção e que o consumidor se conscientize de que a cultura 00 descarte de resíduos sólido prejudica o meio ambiente e passe a utilizar sacolas reutilizáveis de qualquer material.

JANEIRO, 2012
Sacolinhas plásticas
O ESTADO DE S. PAULO - Opinião - SÃO PAULO - SP - 16/01/2012 - Pág. A2
População prejudicada
A partir do dia 25 entra em vigor a lei que proíbe supermercados de oferecerem sacolas plásticas descartáveis aos consumidores. Pergunto às autoridades: qual a intenção dessa lei? Afinal, sacolas reutilizáveis (umas cinco vezes) vão ser vendidas ao consumidor e continuarão a poluir os lixões (pois continuam sendo de plástico!). E os sacos de lixo, de plástico, continuarão à venda. As sacolinhas, que hoje, em tese, são gratuitas, serão vendidas a R$ 0,19, ou seja, não deixarão de ser produzidas. A quem isso beneficia? Os supermercados vão baixar os preços que já tinham embutido nas sacolas? Precisamos de leis sérias e soluções práticas. Qual a alternativa para levar minhas compras quando saio do serviço, passo no mercado e depois pego trem e ônibus? Haverá sacos de papel? E não me falem em preservação ecológica, pois governo e empresas poluem milhões de km2 com despejo de lixo, vazamentos de óleo e desmatamento ilegal. Essa lei é uma vergonha, só empresários ganham, a população continua sendo prejudicada.
LUIZ CLAUDIO ZABATIERO
zabasim@ig.com.br
São Paulo
Enganação
Os supermercados estão sendo "eco-oportunistas" querendo vender sacolas ao consumidor sob a falsa justificativa de despoluir o planeta dos plásticos. Ora, as sacolas que eles querem vender também são de plástico! E as biodegradáveis só se degradam em usinas de compostagem. Ou seja, uma enganação. Por que eles não abandonam os sacos plásticos que distribuem para embalar frutas, legumes e verduras? Será porque são pesados com os produtos e, portanto, vendidos a preço do produto embalado? Em Jundiaí, onde começaram com esse engodo, o saco de lixo custa 250% mais do que em cidades vizinhas. Por que será? Esse truque tem o apoio de Alckmin e de Kassab. Será que os supermercados financiaram as campanhas deles e agora estão cobrando a conta em cima do cidadão? Se os supermercados querem ser ecológicos, devem banir todas as embalagens plásticas. Não fazem isso porque é um produto que vendem. Puro lucro e nada de ecológico. Vou deixar minhas compras no caixa e procurar outro estabelecimento se o supermercado quiser me vender sacolas. Tampouco vou aceitar caixas de papelão contaminadas. Querem nos fazer de trouxas? Chega de sermos tratados como idiotas. Temos de ser respeitados.
FERNANDO E. R. FIGUEIREDO
ecosigma@ecosigma.com.br

JANEIRO, 2012
Sacolas plásticas serão vendidas nos mercados a partir do dia 25
Câmara Municipal de São Paulo - - CIDADANIA - 11/01/2012
Proibição das sacolas plásticas será decidida pelo STF
Caroline Santos
A Prefeitura sancionou a Lei Municipal nº 15.374, de 18 de maio de 2011, que proíbe a
distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas para consumidores de estabelecimentos comerciais.
Entretanto, o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast) entrou com recurso e o Tribunal de Justiça concedeu uma liminar que suspendeu a aplicação da legislação. A Procuradoria Geral do Município (PGM) entrou com recurso contra a liminar que não foi aceito pela Justiça. Agora, a PGM deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Enquanto o assunto tramita na Justiça, muitas dúvidas ainda pairam sobre os moradores da Capital. O motivo ambiental é o mais recorrente quando se fala na proibição, mas há outros pontos de vista que devem ser discutidos, como é o caso de uma possível mudança nos hábitos de compra e até mesmo um possível aumento do preço dos produtos.
É o que afirma a economista Cristina Helena Pinto de Mello, doutora em economia pela PUC-SP, que acredita que a proibição, do ponto de vista econômico, só irá beneficiar os próprios supermercados.
“O consumidor terá que comprar sacos de plástico para descartar o lixo, o que gera um custo maior na compra, além de inibir as compras triviais, feitas diariamente, causando uma possível queda nas vendas.
Prejuízo que pode ser repassado ao consumidor final.”
Daniella Spinelli, 25 anos, moradora de Jundiaí, cidade onde as sacolas plásticas estão proibidas desde o ano passado, apesar de ser a favor da proibição, já sente no bolso a diferença.
“Sei que é um passo para grandes mudanças, mas não pude deixar de notar que a compra de sacos de lixo e a quantidade de vezes que tenho que ir ao mercado aumentaram o valor destinado às compras do mês.”
Já Guilherme Augusti Negri, criador do blog Coletivo Verde, responsável pela divulgação de ideias, ações e produtos sustentáveis, diz que a proibição é uma ótima oportunidade para as empresas desenvolverem soluções que valorizem a natureza.
“Já existem muitas soluções inteligentes que podem ser utilizadas, desde caseiras, como levar caixas desmontáveis e de papelão, até as comerciais, como ecobags que se encaixam no carrinho de compras e ecobags que se transformam em carteiras para compras pequenas e muitas outras.”
Sacolas biodegradáveis serão vendidas como alternativa
As redes de supermercado não pretendem deixar na mão quem esquecer de levar uma sacola retornável, mas em vez de distribuir, irão vender sacolas biodegradáveis, confeccionadas em amido de milho, que se decompõe em 90 dias na natureza e oferece a mesma resistência que as convencionais, que demoram de 300 a 400 anos para se decompor. Os preços variam de R$ 0,19 até R$ 0,25.
Mas a venda gera dúvidas, já que é possível pensar que as sacolas comuns poderiam ser trocadas pelas de amido de milho ao invés de serem proibidas, mas não é tão simples.“Não conheço nenhuma sacola plástica realmente biodegradável, as oxi-biodegradáveis não resolvem o problema e também geram grande impacto social e ambiental”, diz Guilherme Augusti Negri, do Coletivo Verde.
Negri afirma que a decomposição da sacola não quer dizer que o farelo em que ela se transforma não polui. “Não são de maneira nenhuma uma alternativa, na verdade só pioram o problema.”
Grandes redes aderem mesmo sem obrigação legal
A Prefeitura assinou em 15 de dezembro de 2011 um protocolo de intenções com a Associação Paulista de Supermercados (APAS) que prevê, a partir do dia 25 de janeiro de 2012, o fim da distribuição de sacolas plásticas nas redes de supermercados Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart.
Só o Grupo Pão de Açúcar distribuiu, de janeiro a novembro de 2011, mais de 2,6 milhões de sacolas plásticas em todo país, e como alternativa ao protocolo de intenções oferece 13 opções de sacolas reutilizáveis, que são confeccionadas em ráfia, lona, PET reciclado e TNT, algumas delas em parceria com organizações, como a SOS Mata Atlântica e a Casa Hope. No ano passado foram vendidas 1,3 milhão de unidades de sacolas retornáveis no país.
Abief: a favor das sacolas plásticas
Para Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), que defende a sacolas plásticas, os argumentos ambientais são fracos e não possuem fundamento científico.
Segundo Alfredo Schimitt, presidente da ABIEF, as sacolas plásticas correspondem a apenas 0,2% do resíduo sólido urbano do país. “As pessoas terão que comprar sacos plásticos, tão de plástico, quanto as sacolas gratuitas para descartar o lixo.” Além disso, o presidente ressalta os perigos das compras em contato com o papelão.

JANEIRO, 2012
Indústria enfrenta mercados contra o fim das sacolinhas
AGORA SÃO PAULO - Nas Ruas - SÃO PAULO - SP - 09/01/2012 - Pág. A4
Para empresas, proibição de sacola de plástico causará demissões e não diminuirá poluição
A 16 dias do fim da distribuição das sacolinhas em supermercados da capital, grandes redes varejistas travam uma guerra contra a indústria do plástico.
Gigantes como Pão de Açúcar, Carrefour e Walmart já aderiram ao acordo da Apas (Associação Paulista de Supermercados) com a Prefeitura de São Paulo, que prevê, a partir de 25 de janeiro, a substituição das sacolas de polietileno por ecobags (sacolas reutilizáveis) e sacolas biodegradáveis, que serão vendidas a R$ 0,19.
Enquanto isso, a indústria do plástico ataca dizendo que os mercados economizarão às custas dos clientes e que a poluição continuará (por conta da produção maior de C02 na fabricação dos substitutos).
A indústria aponta ainda que as caixas de papelão e as ecobags geram maior contaminação dos produtos por concentrarem mais bactérias e coliformes fecais, segundo um estudo.
A Apas afirma que a mudança na capital é um processo irreversível, que se expandiu para a esfera estadual. Várias cidades passaram a seguir o bem-sucedido modelo adotado por Jundiaí (58 km de SP), onde 77% dos habitantes aprovam o fim da distribuição de sacolas.
Críticas
A indústria do plástico dispara críticas à ofensiva contra as sacolinhas de polietileno. "É muito mais fácil eliminar o produto do que reconhecer uma deficiência. O varejo distribui sacolas fora de norma, que rasgam e aumentam o desperdício. A prefeitura não faz coleta seletiva das sacolas", dispara o presidente da Plastivída (Instituto Sócio-Amblental dos Plásticos), Miguel Bahiense.
Ele ainda afirma que a mudança pode acabar com 30 mil empregos no Estado. Enquanto isso, os mercados dizem economizar R$ 72 milhões mensais com o acordo, custo das 2,4 bilhões de sacolas que deixarão de ser distribuídas.
Para o ambientalista Carlos Bocuhy, o fim das sacolinhas é importante, mas são necessárias ações para reduzir todas as embalagens descartáveis. (Artur Rodrigues)
Acordo dribla suspensão de lei pela Justiça em SP
O acordo com a Associação Paulista de Supermercados foi uma saída da Prefeitura de São Paulo contra a suspensão da lei que proíbe o uso de sacolinhas, determinada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de SP).
A lei foi sancionada em maio pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) e passaria a valer em 12 de Janeiro de 2012. No entanto, o Sindicato da Indústria do Material plástico conseguiu liminar em junho contra a lei. O TJ manteve a suspensão julgando improcedente as alegações da prefeitura.
Mesmo com o acordo, a administração municipal recorrerá ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Apoio
A gerente comercial Milena Markiz, 27 anos, apoia a ação, Já que é adepta do uso de sacolas retornáveis há cerca de dois anos. "É mais fácil para carregar as compras", diz. Ela passou a seguir o exemplo da mãe, que eliminou as sacolinhas na hora das compras.
As ecobags são encontradas nos supermercados, com preços a partir de R$ 5.
Mudança agrada moradores de Jundiaí
Um ano e quatro meses após a implantação da campanha para o fim do uso de sacolas plásticas convencionais nas redes de supermercados de Jundiaí (58 km de SP), os comerciantes e a população já se adequaram às novas normas e elogiam a medida adotada pela prefeitura em conjunto com a Apas (Associação Paulista de Supermercados).
"Eu acho que Isso é muito bom. O Brasil inteiro deveria adotar a campanha", diz a aposentada Maria Cândida Brescanclni, 63 anos.
Os moradores também já sentiram os reflexos da mudança de comportamento. "Não vejo mais sacolas jogadas ao redor de postes nas ruas como antigamente", diz Gilmar Merlo, 52 anos.
Para os comerciantes, o fim das sacolas gerou economia. "Deixo de gastar cerca de R$ 400 por mês", conta o dono de uma mercearia Rubens Guarino, 74 anos.
Segundo a Apas, antes eram consumidas 22 milhões de sacolas convencionais por mês na cidade. Hoje, são usadas menos de 1 milhão do tipo biodegradável.
O QUE ACONTECERÁ
No próximo dia 25, supermercados da cldade de São Paulo ligados à Associação Paulista de Supermercados, entre os quais as redes Pão de Açúcar, Walmart e Carrefour deixarão de distribuir sacolas plásticas, cumprindo acordo com a prefeitura
Como alternativa, serão vendidas ecobags e também sacolas de plástico biodegradáveis a preço de custo
O acordo foi estendido para cidades de todo o Estado

JANEIRO, 2012
Preços no mercado petroquímico cai 1% em dezembro de 2011, aponta Platts
Portal Fator Brasil - Rio de Janeiro/RJ - PETROQUÍMICA - 07/01/2012
Preços no mercado petroquímico US $ 3 trilhões-plus mundial caiu quase 1%, para 1,161 dólares por tonelada métrica (/ MT), em dezembro, de acordo com a média recém-lançado mensal do Índice de Petrochemical Platts Global (PGPI), uma cesta de referência de sete amplamente utilizado petroquímicos. O PGPI reflete uma compilação das avaliações diárias dos preços do etileno física no mercado spot, propeno, benzeno, tolueno, paraxileno, polietileno de baixa densidade (PEBD) e polipropileno como publicado pela Platts e é ponderado pelas três regiões da Ásia, Europa e Estados Unidos.
Londres - Platts - Os preços no mercado petroquímico US $ 3 trilhões-plus mundial caiu quase 1%, para 1,161 dólares por tonelada métrica ( MT), em dezembro, de acordo com a média recém-lançado mensal do Índice de Petrochemical Platts Global (PGPI), uma cesta de referência de sete petroquímicos amplamente utilizado.
Isso se compara a um preço médio mensal de novembro PGPI $ 1.162 / mt. A tendência dos preços um pouco de lado é largamente atribuído à desaceleração de fim de ano típico nos mercados petroquímicos. Historicamente, a liquidez tende a diluir antes da temporada de férias, de acordo com a Platts, o fundador do índice e de Mercado Físico, processos de avaliação de preços para cada um de seus componentes.
Numa base anual, o dezembro 2011 PGPI média caiu de 6,9% do mesmo período em 2010.
Platts Index Petroquímica Global em dólares EUA por tonelada métrica:
Perfil-Petroquímicos são usados ??para fazer plástico, borracha, nylon e outros materiais para produtos de consumo, embalagens, fabricação, construção, produtos farmacêuticos, aviação, produtos eletrônicos e de quase todos os setores comerciais.
Três de médias dos sete componentes PGPI mensais foram menores em dezembro. A maior queda foi observada em propileno, que caiu 6% para $ 1.057 mt /, abaixo dos 1.125 dólares / MT, em novembro. Que a queda em propileno foi sentida nos preços de polipropileno, que caiu 5% para $ 1,350 mt /, abaixo dos 1,420 dólares / mt em novembro.
Em um fim-de-dia, com base no final do mês, o PGPI valor de mercado-on-close foi 1173 dolares mt / em 30 de dezembro - um aumento de 2% face ao final do dia, no final do mês de valor de novembro de 1149 dólares / mt. O ligeiro aumento marca o fim do dia primeiro, o ganho de valor final de mês registrada desde julho de 2011. Preços encerramento do mês são muitas vezes utilizados para avaliar portfolios.
Em dezembro, os mercados petroquímico mundial, tradicionalmente uma queda na liquidez antes da temporada de férias. Isto é devido a níveis de estoque EUA normalmente ser reduzida antes do Ano Novo, as empresas tentam reduzir seus impostos de fim de ano-inventário. Na Ásia, conversores petroquímica também funcionam através de seus estoques antes do feriado do Ano Novo Lunar, que este ano começa em 23 de janeiro de 2012.
Apesar da calmaria de dezembro, de janeiro PGPI preço médio mensal tem sido historicamente mais forte como reabastecer as seguintes empresas do Ano Novo. Desde o PGPI foi introduzido em 2007, o preço de janeiro PGPI foi em média 10% maior do que o dezembro do ano anterior.
A pequena alteração no PGPI dezembro também refletiu o relativamente estáveis ??mercados acionários globais. A dezembro, os mercados de ações globais foram relativamente plana, com as duas o Dow Jones Industrial Average (DJIA) e Financial Times e da London Stock Index Exchange (FTSE) a ganhar menos de 1,5% cada. O Nikkei 225 também foi maior, mas apenas por um quarto de um por cento.
O maior ganho foi em dezembro do índice de benzeno global, que subiu 10% para 1033 $ / mt, acima dos US $ 940/mt em novembro. Preços de etileno também foram significativamente maiores, subindo mais de 4% para $ 1,121 / mt, acima dos $ 1.074 mt / em novembro.
.[ Desempenho de dezembro de cada uma das sete principais produtos petroquímicos incluídos no PGPI: http://www.platts.com/newsfeature/2012/pgpi/index].
O PGPI reflete uma compilação das avaliações diárias dos preços do etileno física no mercado spot, propeno, benzeno, tolueno, paraxileno, polietileno de baixa densidade (PEBD) e polipropileno como publicado pela Platts e é ponderado pelas três regiões da Ásia, Europa e Estados Unidos. Usado como referência de preços, um indicador de atividade do setor, e uma medida de comparação para determinar a rentabilidade de vender um barril de petróleo intactos ou refiná-lo em produtos, o PGPI foi publicado pela Platts em agosto de 2007.
Perfil da Platts: Fundada em 1909, Platts é uma provedora líder global de energia, petroquímica e metais e informações a principal fonte de preços de referência para os mercados físico e futuro. As notícias da Platts, preços, análises, comentários e conferências auxiliam os clientes a fazer mais bem informadas decisões comerciais e de negócios e ajudar os mercados a operar com uma maior transparência e eficiência. Clientes em mais de 150 países beneficiam da cobertura da Platts das emissões de carbono, carvão, eletricidade, petróleo, gás natural, metais, energia nuclear, petroquímica e mercados de transporte marítimo. A divisão da The McGraw-Hill Companies (NYSE: MHP), Platts está sediada em Nova York, com aproximadamente 900 funcionários em mais de 15 escritórios em todo o mundo. [http://www.platts.com].

JANEIRO, 2012
Madeira sintética, com plástico 100% reciclado, gera bons negócios
Empréstimo Online - - NOTÍCIAS - 08/01/2012
Tendência de bons negócios para 2012, empresas desenvolvem, cada vez mais, soluções para preservar o meio ambiente e gerar bons lucros. É o caso do piso de madeira sintética, feito com plástico 100% reciclado.
Uma madeira que não solta farpas, não absorve umidade, nem retém fungos ou cupim. Além disso, é prática e fácil de limpar. A madeira sintética é bem parecida com a natural. Seja na cor, no peso e na beleza.
A empresa de Carlos Ristum, em Guarulhos, na Grande São Paulo fabrica a madeira feita com plástico 100% reciclado. Há 3 anos, o empresário começou a trabalhar com o mercado sustentável. Ele investiu R$ 2 milhões para estruturar a fábrica e comprar equipamentos.
De 2009 para cá foi um trabalho árduo, um trabalho de investimentos constantes, mas sobretudo de acreditar num negócio que deveria prosperar, como tem se mostrado até o presente momento.
A madeira sintética é feita em dois padrões: placas com 10 ou 15 centímetros de espessura. A produção é feita em um galpão, onde trabalham 12 funcionários. O material que vai ser reciclado chega de ONGs e de empresas que fazem a coleta e a separação do plástico. Por mês, são 40 toneladas, a maior parte é de embalagens de doces, salgadinhos, e até sacos de lixo.
Todo o plástico usado reciclado vai para máquinas gigantes. Primeiro o material segue na esteira. Depois, é processado a uma temperatura de 120 graus. Aí, o plástico derretido recebe pigmentos. “Tem um tratamento de superfície que se chama metalização, vai a pintura e depois tem um colter, que é um verniz. Tudo isso somado forma como se fosse uma pele humana. Mas ele dá uma resistência, porque são vários componentes. Ele forma como se fosse fibras depois, é o caso de um bambu, uma taquara”, diz Roberto Caleffi, gerente industrial.
Para ganhar forma, o plástico líquido vai para as injetoras. Por fim, o material é resfriado e ganha acabamento. Na fábrica, as peças passam por um rigoroso controle de qualidade. “Ela é quatro vezes superior a resistência da madeira. (...) Ela aceita todas as ferramentas que são utilizadas na madeira, como serra, pregos, parafusos, tintas, qualquer outro material que é aplicado na madeira, também é aplicado no nosso produto”, diz o empresário Carlos Ristum.
Reciclar significa menos lixo no meio ambiente e economia de energia. Uma solução inteligente para baratear o processo de produção nas empresas. Mas, no Brasil poucas indústrias já aderiram à reciclagem. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química, só 15% de todo plástico produzido no país são reaproveitados.
A empresa de Ristum vende o produto para todo país e fatura R$ 600 mil por ano.
O metro da madeira sintética custa, em média, R$ 120. O preço ainda é salgado se comparado ao da madeira natural. Cerca de 50% mais caro. Mas quem opta pelo produto ganha na durabilidade. O material é bem mais resistente à ação do tempo. “Nós percebemos que realmente o cliente usa e volta a usar, pela facilidade da manutenção do produto, e pela economia que vai demonstrar ter ao longo do tempo”, diz o empresário.
a madeira plástica substitui a utilização da madeira natural na fabricação de portões, móveis, pisos e revestimentos.
A aposentada Hilda Lima Mesquita usou a madeira sintética para fazer o piso do quintal. Num espaço de quase 35 metros quadrados, gastou R$ 11,5 mil entre material e instalação do produto. “Eu tinha uma região que alagava, que não crescia grama, e tinha muito cupim. Então eu achei que a madeira plástica era melhor para essa situação.”
Com a boa aceitação do produto no mercado, para 2012 o empresário já traçou uma meta, aumentar, e muito, a produção. “Nós já temos uma amostra dos últimos dois meses que a gente vem em uma crescente, então nós acreditamos muito que 2012 vai nos proporcionar o dobro, do que nós conseguimos fazer esse ano”, diz.

JANEIRO, 2012
Com 48%, Paraná tem a maior taxa de coleta seletiva do país
Gazeta do Povo Online - Curitiba/PR - VIDA E CIDADANIA - 09/01/2012
A catadora Ilza Mara Mendes, de Ponta Grossa, é uma das 18.895 pessoas que trabalham com a separação de lixo no país, segundo levantamento do IBGE
No Paraná, 48% dos municípios fazem a coleta seletiva de lixo, conforme dados da Pesquisa Nacio¬¬nal de Saneamento Básico do Instituto Brasileiro de Geo¬¬grafia e Estatística (IBGE), referente a 2008 e divulgada recentemente. Das 399 prefeituras, 190 desenvolvem programas de coleta seletiva. É a maior média entre os estados. São Paulo fica em segundo lugar, com 34%, e Rio Grande do Sul e Santa Catarina dividem o terceiro lugar, com 33% dos municípios com coleta seletiva.
Em Ponta Grossa, uma das cidades que adotaram a coleta seletiva, há quatro cooperativas de reciclagem que empregam pelo menos 100 pessoas. Ilza Mara Mendes, 34 anos, é uma das cooperadas. Há quatro anos, ela trocou o serviço de diarista para separar lixo reciclável. “Gosto de trabalhar aqui”, resume. O rendimento mensal gira em torno de R$ 560. Em todo o Brasil há 18.895 pessoas ocupadas em atividades econômicas relacionadas ao manejo do lixo, segundo o IBGE.
Além do fomento econômico, a reciclagem aumenta a vida útil dos aterros. “O material reciclável é volumoso e com a reciclagem sobra mais espaço no aterro para a compactação do lixo orgânico”, explica o diretor do Depar¬¬tamento de Limpeza Pública da prefeitura de Curitiba, Edélcio Marques dos Reis. Outros benefícios da reciclagem, acrescenta, são a reutilização de matéria-prima, a inserção social através do trabalho e a preservação do meio ambiente.
Em Ponta Grossa, as quatro cooperativas recebem em média 100 toneladas de resíduos por mês, mas apenas 70 toneladas são vendidas a empresas recicladoras. A fatia restante de 30% é levada ao aterro municipal. O Programa Nacional de Resíduos Sólidos, aprovado em 2010, prevê programas de coleta seletiva e reciclagem nos municípios, mas, segundo Reis, é preciso que todos tenham o hábito de separar o lixo úmido do seco. “Exige uma mudança de comportamento e, portanto, o poder público precisa fomentar isso com campanhas de conscientização”, comenta.

JANEIRO, 2012
Sem sacolas, redes poupam R$ 600 milhões
Diário do Grande ABC - Santo André/SP - MINUTO-A-MINUTO - 06/01/2012
Alexandre Melo
Do Diário do Grande ABC
Com os dias contados nos supermercados do Estado de São Paulo, as 2,5 bilhões de sacolas que são distribuídas mensalmente aos consumidores deverão representar economia de R$ 600 milhões às varejistas no período de um ano, considerando que o preço médio da unidade é de R$ 0,02. As redes, no entanto, não falam em transferir esse valor em desconto ao consumidor. Convênio entre a Associação Paulista de Supermercados e o governo estadual vai banir os sacos plásticos das lojas a partir do dia 25.
Para o consumidor restarão como opções caixas de papelão, sacolas retornáveis, caixas dobráveis, carrinho de feira ou sacolas biodegradáveis de amido de milho. Os preços deles variam de R$ 0,19 a R$ 74. O presidente da Apas, João Galassi, acredita que a medida será bem recebida pelos paulistas. “É normal haver opiniões contrárias. Mas creio que a aceitação será boa.”
A pensionista Lucinéia da Conceição, 46 anos, que saía de uma loja em Santo André com quatro sacolas nas mãos não sabia da medida e não gostou da novidade. “Não acho certo. Vou ter que pagar por algo que era grátis? Se não estiver com a sacola retornável terei que levar tudo nas mãos ou comprar de pingado.”
A professora Fátima Regina Medej, 51 anos, disse que será a oportunidade de utilizar as ecobags guardadas no armário e usadas apenas para ir à feira. Ela, que não usa os sacos para colocar lixo, faz tapetes para banheiro com os plásticos. “É uma forma de não jogá-los na natureza.” O operador de produção Marcos de Souza Dias, 31 anos, avaliou que a campanha é interessante, pois deverá reduzir a quantidade de sacolinhas em circulação. “Vou usar mais as caixas de papelão e as sacolas retornáveis”, destacou.
Na Coop, a meta é mudar o comportamento dos consumidores que consomem mensalmente 10 milhões de sacos derivados de petróleo nas 29 lojas. Apenas no Grande ABC, onde estão 21 pontos, são 7,5 milhões de unidades. “Não vamos oferecer sacolas biodegradáveis. Não adianta substituir uma embalagem por outra. Vamos incentivar os cooperados a trazer suas sacolas de casa”, pontuou o presidente Antonio José Monte.
O corte na distribuição do plástico na Coop resultará em economia mensal de R$ 200 mil. Monte destacou que os clientes terão opções de ecobags a partir de R$ 1,99. O executivo espera que o consumidor entenda que a medida é para o bem do futuro do planeta e não optará pela versão biodegradável para vender, pois a indústria não conseguirá atender a demanda das redes.
A lei que proíbe o uso de sacolas plásticas em São Paulo foi derrubada na Justiça pelo sindicato da indústria do plástico em dezembro. O argumento é que muitas pessoas não teriam como carregar as compras. Agora campanha da Apas e do governo pretende tirar de circulação os sacos. Segundo o presidente da Apas, a medida é bem aceita em Jundiaí, primeira cidade do Estado a banir os sacos há mais um ano.

novembro, 2011
Cai lei que proíbe sacolas plásticas no varejo em São Paulo
Folha.com - São Paulo/SP - MERCADO - 24/11/2011
TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO
O Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu manter a suspensão da lei que proíbe o uso das sacolinhas plásticas nos supermercados e no comércio varejista da cidade de São Paulo.
Com a lei sancionada em maio pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD), as sacolinhas plásticas deveriam ser banidas do supermercados da cidade a partir de 1º de janeiro de 2012, tempo dado para os estabelecimentos comerciais adaptarem seus procedimentos de embalagem.
A decisão de suspender a lei foi do desembargador Luiz Pantaleão, que atendeu ainda em junho ao pedido de liminar feito pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico. O argumento é que, além de ineficaz, a lei contraria o direito do consumidor de levar os produtos comprados no comércio.
A Prefeitura de São Paulo recorreu da decisão no Tribunal de Justiça de São Paulo, que só agora considerou improcedente as alegações e decidiu manter a liminar dada ao sindicato.
Segundo a prefeitura, a Procuradoria do Município vai recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal.
ACORDO DO SETOR
Mesmo que não consiga suspender a decisão até janeiro, os principais supermercados de São Paulo fizeram um "acordo de cavalheiros" para banir o uso das sacolinhas plásticas no Estado a partir de 2012.
Costurado pela Apas (Associação Paulista dos Supermercados) no início do ano, o acordo foi visto como alternativa para contornar os questionamentos jurídicos previstos para a nova lei.
Em outras 20 cidades, o Sindicato da Indústria de Material Plástico teve sucesso ao entrar na Justiça com a ação semelhante para impedir a proibição do uso das sacolinhas plásticas.

novembro, 2011
Escola de Consumo Responsável capacita mais de 500 professores de Santa Catarina
IG - Economia - - COLUNAS - 21/11/2011
Mais de 500 professores da rede estadual de ensino de Santa Catarina já foram treinados, em Blumenau, na Escola de Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. A iniciativa deverá treinar ao todo, 1.200 professores estaduais e 2.200 municipais para que possam orientar os 70 mil alunos da região sobre como usar, reutilizar e descartar corretamente as sacolinhas.
“Somente com uma visão ampla, focada na educação, e com articulação entre o governo, a sociedade civil, a indústria e o varejo, é que conseguiremos eficácia na defesa do meio ambiente,sem prejuízos à população”, afirma Miguel Bahiense, presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos e do Instituto Nacional do Plástico (INP), entidades idealizadoras da Escola, juntamente com a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief).
Autor: Guilherme Barros

novembro, 2011
Plastivida lança ação em rádio para esclarecer as verdades sobre as sacolas plásticas
Maxpress - São Paulo/SP - HOME - 09/11/2011
A Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos realiza até a próxima quinta-feira (10) uma ação em rádio para esclarecer a sociedade e os formadores de opinião sobre os mitos e fatos em torno das sacolas plásticas, o prejuízo ao consumidor no caso do banimento dessas embalagens, assim como conceitos de uso e descarte adequados das sacolas. Os spots de 30 segundos podem ser ouvidos na Band News FM e nas redes sociais, onde a Plastivida dialoga com mais de 30 mil pessoas diariamente, entre consumidores, jornalistas, ONG’s, empresas, universidades, entre outros agentes. Participam da iniciativa o Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief).
Para ouvir, acesse: http://www.youtube.com/reciclesuasideias#p/a/u/0/WKiTrR1CFAs

novembro, 2011
Combate leviano ao plástico deve render R 1 bi aos supermercados
Pingado - - HOME - 09/11/2011 -
Formado principalmente por micro e pequenas empresas, setor de transformação teme os efeitos negativos gerados pelas campanhas contra o plástico
357 mil pessoas no país vivem hoje da transformação de plástico. Considerando apenas o período de janeiro a novembro do ano passado, segundo dados do Ministério do Trabalho, o setor de transformados plásticos contratou mais de 23,8 mil novos funcionários.
Composto por 11.500 empresas, esse segmento faturou em 2010 R 44 bilhões, impulsionados por uma demanda por transformados plásticos que chegou a 6.000 toneladas. Apesar do valor expressivo, uma radiografia mais aprofundada do mercado mostra que essas empresas são em grande parte familiares. Pouco mais de 24 delas contam com até quatro funcionários e nenhuma delas capaz de promover sozinha campanhas educativas capazes de esclarecer a sociedade sobre os erros do combate indiscriminado ao plástico: "As sacolinhas plásticas tem sido penalizadas erroneamente. Ninguém mais lembra que quando introduzidas no Brasil, atendiam a três premissas: eram leves, baratas e não provocavam desmatamento. E essas três premissas continuam válidas até hoje! Além disso, elas são reaproveitáveis, recicláveis e evitam problemas de contaminação", afirmou Alfredo Schmitt, presidente da Abief Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis, em evento promovido pela ADI RPLAST Associação Nacional dos Distribuidores de Resinas Plásticas, em São Paulo.
Segundo Laercio Gonçalves, presidente da ADIRPLAST, o combate indiscriminado ao plástico pode gerar mais problemas que benefícios à população: "Essas campanhas baseadas em inverdades têm criado um imaginário coletivo de que o plástico é ruim e isso pode ter consequências desastrosas, não apenas para quem vive deste mercado, mas como para toda a sociedade".
Em relação aos fabricantes de sacolinhas, explica Laercio, o estrago à imagem parece já ter sido feito. Para sobreviver agora, essas empresas, em conjunto com seus fornecedores, têm investido em alternativas renováveis ou biodegradáveis, como o uso de resinas bio. "Fica agora a pergunta do quanto esse combate incessante ao plástico ainda pode causar de estrago. Já ouvi falar de políticos querendo abolir o uso geral do material. Já imaginou as vacinas sendo aplicadas em seringas de vidro? Seria um retrocesso imenso na história da humanidade", diz Gonçalves.
Se há muito o quê se perder de um lado, do outro os ganhos são evidentes. As campanhas contra o uso da sacolinhas plásticas devem ser bastante rentáveis para os supermercados, estima o presidente da Abief: "Estudos mostram que os supermercados vão economizar cerca de R 500 milhões por ano deixando de distribuir as sacolinhas. Além disso, eles devem faturar o mesmo valor vendendo sacolas de todos os tipos, isso sem falar no comércio dos sacos de lixo".
Para tentar reverter pelo menos em parte a má imagem passada pelas campanhas de combate ao plástico, as principais entidades do setor, como a ADIRPLAST, tem se mobilizado e investido em ações de conscientização.
A entidade
A ADIRPLAST, que foi fundada há quatro anos, tem como diretrizes o fortalecimento da distribuição, o apoio aos seus associados e a consolidação com petroquímicas. Além disso, a entidade trabalha para promover a imagem sustentável do plástico.
Atualmente, a ADIRPLAST agrega 16 empresas distribuidoras de resinas plásticas que responderam por cerca de 10 de todo volume de polímeros comercializados

novembro, 2011
Sustenplást lança revista infantil visando conscientização ambiental
Revista Plástico Sul - - CAPA - 08/11/2011
O Programa Sustenplást – RS Plástico com Inteligência, do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do RS (Sinplast/RS), lança a revista educativa “A Turma dos R’s – É Brincando que se Aprende”. Voltada ao público infantil, a publicação orienta as crianças sobre a conscientização ambiental e busca ensinar os pequenos sobre a importância dos três R’s: reduzir, reutilizar e reciclar.
A revista mostra, de forma divertida, a importância do descarte correto de materiais como o plástico, o vidro, o papel e o alumínio, e ainda ensina a criança a montar um divertido brinquedo com estes materiais. Lançado em 2009, o Programa Sustenplást – RS Plástico com Inteligência tem como meta educar e conscientizar crianças e adultos acerca da reutilização, descarte e reciclagem total do plástico. Outras informações sobre a iniciativa podem ser obtidas pelo site www.sustenplast.org.br ou pelo Twitter @sustenplast.

novembro, 2011
Ecoeficiência de sacolas depende do comportamento do consumidor
Ambiente Brasil - Curitiba/PR - JORNAL - 07/11/2011
Em tempos de ecoeficiência, há quem acredite que as sacolas retornáveis são a melhor opção na hora de fazer compras.
Mas, de acordo com um estudo inédito, realizado pela Fundação Espaço ECO e Instituto Akatu, não é tão simples assim dizer que as sacolas retornáveis são melhores para o meio ambiente.
O estudo concluiu que a a ecoeficiência de cada tipo de sacola depende do hábito do consumidor.
Ciclo de vida das sacolas plásticas – Os pesquisadores analisaram o chamado “ciclo de vida” de oito opções de sacolas disponíveis no mercado brasileiro.
Isso incluiu sacolas descartáveis (de polietileno tradicional, de polietileno de cana-de-açúcar e as aditivadas com promotor de oxibiodegradação) e algumas retornáveis (papel, ráfia, tecido e TNT – tecido não-tecido). Todas foram avaliadas para um período de um ano.
Foram considerados vários cenários, envolvendo maior ou menor volume de compras, maior ou menor frequência de idas ao supermercado e de descarte do lixo, matéria-prima utilizada na produção das sacolas, capacidade de carga, custo de cada uma, número de vezes em que é utilizada, reutilização ou não da sacola como saco de lixo e envio ou não para reciclagem.
“Percebemos que cada material tem um desempenho mais adequado dependendo da função e da maneira como é empregado”, explica o gerente de ecoeficiência da Fundação Espaço ECO, Emiliano Graziano.
Vantagens e desvantagens de cada tipo de sacola – Segundo o pesquisador, a relação entre o número de idas do consumidor ao supermercado, o número de vezes que ele dispõe seu lixo em sacolas plásticas e o tamanho de sua compra definem quais sacolas são mais eficientes do ponto de vista da preservação ambiental.
Segundo os pesquisadores, as sacolas descartáveis são vantajosas em um cenário considerado de poucas compras (até duas idas ao supermercado por semana).
Já em situações de mais compras (mais de três visitas semanais ao supermercado), as sacolas descartáveis só seriam vantajosas se usadas no descarte de lixo ao menos três vezes por semana.
As sacolas de papel não se mostraram vantajosas em relação às demais em nenhum tipo de cenário. O motivo é a baixa capacidade de carga, reúso e reciclagem.
“O papel, por ter ficado como alternativa mais impactante no caso base do estudo, não significa que será sempre pior nas situações em que pode ser substituído pelo plástico. Ou seja, o desempenho da sacola de papel, como também ocorre nas outras alternativas, está diretamente ligada ao seu eco design (forma, estrutura, quantidade de matéria-prima empregada) e à sua condição de uso e durabilidade,” esclarece Graziano.
A sacola oxidegradável também não apresentou desempenho ambiental melhor do que a sacola descartável tradicional.
Polêmicas – O resultado é contrário ao que tem sido apregoado pela mídia, mas é coerente com outras pesquisas.
Este estudo, foi financiado pela Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, portanto, com interesses na questão.
Por outro lado, a empresa já fabrica também plásticos à base de cana-de-açúcar e teve o primeiro plástico verde certificado do mundo.
Outra crítica é que o trabalho não incluiu entre os fatores de impacto ambiental o tempo de decomposição de cada um dos materiais, principal preocupação daqueles que se opõem às sacolas plásticas.
Ou seja, perdeu-se uma boa oportunidade para um parecer científico sobre o assunto.
Hoje a população recebe como informação apenas boatos e mitos: é possível encontrar na imprensa estimativas de degradação das sacolas plásticas que variam de 50 a 1.000 anos, sem a citação de nenhum estudo científico para embasar as afirmações. (Fonte: Site Inovação Tecnológica)

novembro, 2011
Datafolha aponta preferência pelas sacolas plásticas nas compras
REVISTA ÁGUA E AFLUENTES - Santo André/SP - MERCADO - 03/11/2011
84% dos consumidores preferem sacolas plásticas
Pesquisa Datafolha revela que 84% dos consumidores apontam as sacolas plásticas como meio mais frequente para carregar as compras. Em segundo lugar, aparece a sacola de pano e nylon, com 11%, seguida de carrinho de feira, 3%, e caixa de papelão, 2%. O Datafolha mostra, ainda, que 82% não concordam com o pagamento pelo uso das sacolas plásticas.
Dos entrevistados, 81% concordam em que a cobrança pelas sacolas plásticas daria mais lucro para o comércio; 57% concordam em que a proibição da distribuição das sacolas prejudicará a população; 96%, em que o comércio distribua sacolas biodegradáveis, caso as sacolas plásticas fossem proibidas.
A pesquisa mostra que de cada dez pessoas entrevistadas, cinco consideram as sacolas plásticas o melhor meio para transportar as compras. Sacolas de pano, nylon e de feira são apontadas como a melhor opção por 27% dos entrevistados, seguidas de carrinhos de feira, 12%, caixa de papelão, 6%, sacolas de papel, 3% e outros meios, 2%. Para os que dizem que as sacolas plásticas são o melhor meio de transporte para as compras, a resistência da embalagem e sua reutilização são apontadas como as razões para a escolha. “Por serem duráveis, resistentes, higiênicas, inertes, 100% recicláveis e oferecerem economia e praticidade ao consumidor é que as sacolas plásticas são apontadas como a preferência da população”, afirma Alfredo Schmitt, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief).
Caso as sacolas fossem proibidas, 64% entendem ser obrigação do comércio fornecer gratuitamente alternativas para transportar as compras e somente 10% acham que o comércio deveria vender outro tipo de sacolas.
O Datafolha mostra que 88% dos usuários de sacolas plásticas costumam reutilizar essas embalagens, 7% descartam as sacolas e 6% dizem que mandam para reciclagem.
Em questão que permitia múltiplas escolhas, os entrevistados que reutilizam as sacolas indicaram como finalidade do reuso o acondicionamento de lixo (96%), o recolhimento de sujeira de animais (51%), a utilização para transportar outros objetos (66%), o uso para separar o lixo a ser levado à reciclagem (39%), para armazenar mantimentos (26%), guardar roupas (17%) ou a utilização como matéria prima para confeccionar outros produtos (4%).
Feitas de polietileno, as sacolas plásticas são 100% recicláveis. Porém, o Datafolha mostra que a maior parte da população desconhece esse fato. Somente 38% responderam que as sacolas plásticas são recicláveis. Para 45% da população, as sacolas não são recicláveis e 17% não souberam responder. “Para que se garanta o direito do consumidor escolher a melhor embalagem para carregar as compras e ao mesmo tempo a preservação do meio ambiente, acreditamos que a educação é a saída que vai garantir o uso consciente e o descarte correto das sacolas plásticas”, afirma Miguel Bahiense, presidente da Plastivida instituto Sócio Ambiental dos Plásticos.
Objetivo e metodologia da pesquisa
Realizada entre os dias 3 e 7 de maio de 2011, a pesquisa do Datafolha teve como objetivo descobrir a relação do consumidor com as sacolas plásticas de uso doméstico, desde o momento de sua aquisição, no varejo, até o descarte final. A pesquisa foi realizada na região metropolitana de São Paulo, na cidade do Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife. O trabalho foi desenvolvido no âmbito quantitativo, com abordagem pessoal dos entrevistados, em pontos de fluxo populacional. As entrevistas foram aplicadas com questionário estruturado e tempo médio de 20 minutos para cada pessoa. Foram ao todo 1123 entrevistados, entre homens e mulheres com idade a partir de 16 anos, pertencentes a todas as classes econômicas. Para a composição total da amostra, o Datafolha ponderou os resultados de acordo com o peso das cidades, considerando o universo pesquisado. (fonte IBGE/Censo 2000). A margem de erro é de 3 pontos percentuais.
Informações adicionais para a imprensa
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(55 11) 3171 2024
Roberta Provatti, Marcio Freitas

setembro, 2011
São Bernardo firma acordo para uso racional de sacolinha plástica
Diário do Grande ABC - Santo André/SP - MINUTO-A-MINUTO - 22/09/2011 - 07:00:00
Bruna Gonçalves
Do Diário do Grande ABC
Racionalizar e conscientizar a população do uso das sacolas plásticas e demais materiais reaproveitáveis. Esse é o objeto do termo de cooperação técnica assinado ontem pelo prefeito de São Bernardo Luiz Marinho (PT) e entidades e indústrias do setor, comércio e trabalhadores.
A Prefeitura aproveitou para lançar as novas sacolas que serão distribuídas pelos supermercados. "As sacolas brancas são destinadas ao lixo orgânico e as verdes para a reciclagem", explica o secretário de Gestão Ambiental Giba Marson, que ressalta que a diferença das cores é determinação de Lei de Resíduos Sólidos para facilitar o processo da coleta seletiva. O anúncio foi feito durante a criação do portal virtual da Escola Nacional de Consumo Responsável.
A expectativa de Miguel Bahiense, presidente da Plastivida (Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos) e do Instituto Nacional do Plástico Miguel Bahiense a expectativa é que estejam circulando entre dois e três meses em São Bernardo. "É o tempo que precisamos para comunicarmos os supermercados e resolver as questões de estoque", explica. As sacolas terão mensagens de educação ambiental.
Dentre os compromissos firmados, um deles é diminuir entre 30% e 40% a quantidade de sacolas plásticas usadas na cidade. Bahiense ressalta a economia das sacolas produzidas dentro da norma da ABNT 14937. A sacola comum pesa 3,5 gramas, porém a maioria da população acaba utilizando duas pela falta de resistência. Enquanto que a dentro da norma pesa 4, 5 gramas e aguenta até 6 quilos. "Vamos combater o desperdício e ainda economizar 55% de matéria prima", ressalta.
Para Marinho, transformar a sacolinha plástica em vilão é um equívoco. "Se banirmos as sacolas, o que faremos com a borra de petróleo, usado na produção do material", questiona. Ele também ressalta a importância do produto que terá papel fundamental no funcionamento da usina geração de energia a partir do lixo, que será criada no bairro Alvarenga.
Outro meio de racionalizar o uso das sacolas plásticas é por meio educação ambiental. O portal virtual da Escola Nacional de Consumo Responsável que poderá ser acessado a partir de novembro pelo site www.escola deconsumoresponsavel.com.br, será coordenado pela Prefeitura , e servirá de base para desenvolver conceitos de sustentabilidade em todo o País, por meio de treinamentos a distância, materiais didáticos e jogos. Terá também conteúdo específico a educadores, estudantes, profissionais do varejo e gestores ambientais.
O acordo foi afirmado após diversas reuniões entre a administração Plastivida, INP, Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis, Clube dos Diretores Lojistas e o Sindicato dos Químicos do ABC.

setembro, 2011
Alta do dólar já começa a pressionar matéria-prima
Resinas plásticas devem ter reajuste de 13% em reais, segundo a Abiplast; aço pode subir 10% em novembro e alimentos, como café e trigo, cotados em dólar, têm reajustes encomendados
Márcia de Chiara - O Estado de S.Paulo
A disparada do dólar, que neste mês acumula alta de quase 16%, já começou a ter impacto nos preços em reais das matérias-primas. De resinas plásticas a alimentos, como trigo e café, a tendência é de elevação de preço.
O valor da tonelada do polietileno e do polipropileno, resinas usadas pelos fabricantes de embalagens alimentícias, produtos de higiene e limpeza, pela construção civil e pelas montadoras de veículos, está sendo reajustado, informa a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), que reúne transformadores da indústria plástica.
A tonelada de resina, que no início do mês estava em R$ 3 mil, subiu para R$ 3,2 mil no dia 15. Também foi sinalizado outro aumento de R$ 200 em 1.º de outubro, de acordo com a Abiplast. Com isso, em 15 dias, as resinas terão ficado 13,3% mais caras.
A Braskem, a única fabricante de resinas no País, nega o reajuste. "Não anunciamos preços de outubro, não existe aumento formalizado no mercado", diz Rui Chammas, vice-presidente da unidade de Polímeros da Braskem. Apesar de negar os aumentos, o executivo pondera que, se for confirmado um nível de câmbio mais elevado, esse fator será levado em conta na política de outubro. "Mas estamos longe do mês de outubro do ponto de vista comercial", frisa.
No caso do aço, se o dólar se consolidar no nível de R$ 1,80, os preços dos produtos siderúrgicos devem subir em reais entre 5% e 10% em novembro, calcula Cristiano da Cunha Freire, presidente da Frefer Metal Plus, distribuidora de produtos siderúrgicos. "Variou o dólar, o preço tende a mexer, não agora porque o estoque está alto."
Café da manhã
A pressão do dólar no orçamento pode estar mais perto do consumidor do que ele imagina, isto é, na primeira refeição do dia. "Com certeza o preço da farinha de trigo vai subir no mês que vem", afirma Luiz Martins, presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo, que representa os moinhos.
Ele explica que metade do trigo consumido no País é importado e, com o dólar mais alto, os moinhos terão de desembolsar mais pelo grão, cotado em dólar na Bolsa de Chicago. O aumento do preço da farinha de trigo certamente deve ter impacto no preço do pãozinho.
O café é outro alimento que também já tem aumento de preço encomendado. "Com a mudança do patamar do câmbio, o preço do pó de café deve subir em 3% e 4% em dez dias", calcula Guilherme Braga, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil, que representa 90% das exportações de café.
Braga pondera que o principal efeito da disparada do câmbio recai sobre os preços domésticos do produto, uma vez que a conjuntura internacional desfavorável para as economias desenvolvidas pesa negativamente sobre os preços em dólar.
Como a mudança do câmbio é recente, os supermercados ainda não reajustaram preços, observa o diretor de Economia da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Martinho Paiva Moreira. Na opinião do empresário, o maior problema do setor deve ser enfrentado em outubro e novembro, quando começam a ser desembaraçadas as importações de alimentos e bebidas para o Natal, feitas com um câmbio de R$ 1,60 e que serão nacionalizadas com dólar maior.
Salomão Quadros, coordenador dos IGPs da FGV, diz ainda não tem dados que indiquem pressão do câmbio nos preços. "Mas acho que terá impacto."
O Estado de S.Paulo – Quinta-feira, 22 de setembro de 2011

setembro, 2011
Prefeitura de São Bernardo do Campo e entidades representativas da indústria, do comércio e dos trabalhadores lançam a Escola de Consumo Responsável
PORTAL INTELIGEMCIA - São Paulo/SP - RELEASES - 21/09/2011
O município será palco de uma iniciativa inédita: o lançamento de uma plataforma nacional de educação à distância sobre consumo consciente e descarte adequado de sacolas plásticas e outros materiais reutilizáveis.
A Prefeitura de São Bernardo do Campo e as entidades representativas da indústria, do comércio e dos trabalhadores estarão reunidas, no dia 21 de setembro, para o lançamento da Escola Nacional de Consumo Responsável, que visa levar à população os conceitos mais avançados sobre consumo consciente de sacolas plásticas e de outros materiais reaproveitáveis e seu descarte correto.
A proposta de São Bernardo do Campo é inédita e servirá de base para desenvolver os conceitos de sustentabilidade em outras regiões brasileiras. A metodologia irá contemplar treinamento à distância, via Internet, com material didático, games e quadrinhos educativos.
São Bernardo do Campo abraçou a iniciativa em função de ser pioneira na gestão de resíduos sólidos e em questões voltadas à sustentabilidade. “Esta parceria firma um importante passo no sentido de educar a população para o uso correto das sacolas plásticas e mostrar que elas não são as vilãs do meio ambiente, como querem fazer parecer”, afirma o prefeito do município, Luiz Marinho. E acrescenta: “com a Escola de Consumo Responsável promoveremos a preservação ambiental tornando a população corresponsável pela construção de um futuro melhor para todos nós”.
Esta ação é parte dos esforços de todos os segmentos envolvidos para promover a educação da população. “A defesa do meio ambiente só será eficaz se as ações partirem de princípios educativos. O banimento de sacolas plásticas não resolve e causará sérios problemas ambientais, econômicos e sociais”, afirma Miguel Bahiense, presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos e do Instituto Nacional do Plástico (INP).
A Escola de Consumo Responsável é parte do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, cujo objetivo é promover o uso de sacolas plásticas mais resistentes produzidas de acordo com a Norma ABNT 14937, evitando assim o uso em duplicidade e sua subutilização. A Escola também envolve o treinamento dos colaboradores do varejo para orientar a população sobre o consumo responsável das sacolas plásticas, dicas de reuso e de descarte adequado. Desde que foi criado, o Programa contribuiu para a redução total de 4 bilhões de sacolas plásticas.
Educação e preservação ambiental – O consumidor tem o direito de escolher a melhor solução para carregar suas compras. Pesquisa Datafolha revela que 84% dos consumidores apontam as sacolas plásticas como meio mais frequente para carregar as compras e 88% costumam reutilizar essas embalagens. “Por isso é necessário reforçarmos a ideia de um melhor reaproveitamento das embalagens, como as sacolas, que são extremamente úteis no dia a dia das pessoas”, afirma Alfredo Schmitt, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief).
A Escola de Consumo Responsável tem como parceiros a Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo, o Clube dos Diretores Lojistas (CDL), a Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief) e o Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras nas Indústrias Químicas, Petroquímicas, Farmacêuticas, Tintas e Vernizes, Resinas Sintéticas e Explosivos do ABCD, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
Lançamento da Escola de Consumo Responsável de São Bernardo do Campo
Dia: 21/09 (quarta-feira)
Horário: 11h
Local: Salão Nobre da Prefeitura de São Bernardo do Campo – Paço Municipal
Endereço: Praça Samuel Sabatini, 50, Centro – 19º andar
Informações à imprensa:
M.Free Comunicação
Roberta Provatti, Marcio Freitas
(11) 3171-2024

setembro, 2011
Reciclagem do plástico avança e inova
Zero Hora - Porto Alegre/RS - EDIÇÃO IMPRESSA - 19/09/2011
Enquanto a falta de tributação diferenciada barra o crescimento das recicladoras, setor do plástico avança na discussão da reciclagem energética
Uma indústria que, somente no Rio Grande do Sul, faturou R$ 275 milhões em 2010 e empregou diretamente 2,5 mil pessoas. Detalhe: sua matéria-prima é o lixo.
Esses são os números das empresas de reciclagem mecânica de plásticos no Estado, revelados na quinta-feira passada pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS (Sinplast), durante o lançamento do Energiplast 2011 (veja mais no quadro ao abaixo), em Porto Alegre.
Ao lado de números positivos, porém, a pesquisa encomendada à consultoria MaxiQuim mostrou, entre as recicladoras, um cenário muito semelhante ao encontrados em outras indústrias. Um dos grandes gargalos ao crescimento do setor hoje está na tributação. Isso porque a empresa que converte o plástico triado em produto final não recebe diferenciação tributária por usar matéria-prima reciclada – é como se estivesse usando resina virgem.
Entre os demais entraves à competitividade dessa indústria estão a falta de linhas de crédito para a produção e a informalidade que ainda domina o setor.
– É um setor bastante jovem que começou a crescer de forma desestruturada, com iniciativas individuais, mas que agora já começa a se organizar – diz Luiz Henrique Hartmann, coordenador do Comitê de Reciclagem Energética do Sinplast.
Reflexo dessa organização é o crescimento do número de empresas que passam de apenas recicladoras para também transformadoras do plástico triado – agregando mais valor ao seu produto. Hoje, elas somam 33% das empresas envolvidas em reciclagem no RS.

setembro, 2011
Catupiry lança pão de queijo em embalagem de saco plástico 390g
PORTAL BELEZA REVELADA - - HOME - 13/09/2011
A nova embalagem já virá com o logotipo rejuvenescido.
A partir deste mês, a Catupiry distribuirá em todo o Brasil os tradicionais pães de queijo recheados com seu famoso requeijão em sacos plásticos de 390g. A nova embalagem já virá com o logotipo rejuvenescido, alinhado às mudanças feitas recentemente em comemoração ao centenário da empresa.
Essa é mais uma das novidades que a Catupiry vem apresentando ao longo do ano, de acordo com plano estratégico lançado em janeiro cujo objetivo é modernizar a marca, sem perder a tradição, projetando os negócios da empresa para o futuro.
Além das novas caras nas embalagens estão, dentre as mudanças ocorridas até aqui, o alinhamento das cores das embalagens do requeijão cremoso, de copo, ao padrão dos outros produtos da empresa, ou seja, agora todos os produtos light têm embalagens azuis e os tradicionais, vermelhas. Também o lançamento da versão light do requeijão cremoso em embalagens do tipo Pouch Stand up (conhecida como saquinho plástico) e a criação de latas comemorativas estilizadas com o logotipo do centenário.
Esse ano, a Catupiry esteve pela primeira vez na Apas, lançou uma edição especial de sanduíche de Frango com Catupiry com o Mc Donalds, promoveu o primeiro encontro de empreendedores no segmento de pizzarias com a Associação Pizzarias Unidas e fechou parceria com o Senac para participar ativamente da formação e profissionalização dos futuros chefs em seus cursos de gastronomia. Até o fim do ano, lançará novas linhas de produtos.

setembro, 2011
Liminar suspende lei que proíbe o uso das sacolinhas plásticas
Jornal da Cidade – Rio Claro – 09/09/201
Estado e supermercados assinaram acordo para extinção das sacolas plásticas
Liminar suspende lei que proíbe o uso das sacolinhas plásticas
Da Redação
A lei municipal que proíbe uso de embalagens confeccionadas com plástico derivado de petróleo,
aprovada pela Câmara Municipal em 2009, foi suspensa antes mesmo de entrar em vigor. A proposta sugere que as sacolas plásticas sejam substituídas por sacolas combustáveis e compostáveis, confeccionadas com material biodegradável.
A norma deveria começar a valer neste mês, porém uma liminar conseguida pela Plastivida (Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos) conseguiu postergar a data. A informação é do vereador Julinho Lopes, autor da lei municipal.
De acordo com Lopes, a Plastivida entrou com petição de liminar pedindo a suspensão da norma em todos os municípios que aprovaram a lei. A liminar foi concedida em várias cidades, como São Paulo, Osasco, Jundiaí e Rio Claro.
Em São Paulo, o desembargador Luiz Pantaleão, do Tribunal de Justiça de São Paulo, concedeu
liminar suspendendo a aplicação da lei municipal que proíbe a distribuição de sacolas plásticas
descartáveis em estabelecimentos comerciais da cidade. Ele acatou o pedido do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast), que entende que o julgamento do mérito pode demorar e com isso trazer prejuízos aos fabricantes das sacolas.
Segundo Lopes, no caso de Rio Claro, o instituto utiliza como argumento o fato de que o material oxibiodegradável sugerido pela lei é mais prejudicial ao meio ambiente que as sacolinhas, pois se dissolve em milhares de partículas que são liberadas no solo.
O vereador explica que está analisando o caso para decidir como proceder. Ele também está em
contato com os municípios onde a lei foi suspensa para tentar reverter a decisão. Uma saída, segundo Lopes, seria retirar do texto da lei a palavra oxi-biodegradável e deixar somente o compostável. Dessa forma, a lei municipal não seria enquadrada na liminar.
Para entrar em vigor, a lei precisa ser regulamentada pelo Executivo Municipal. O trabalho está sendo realizado pela Sepladema (Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento e Meio Ambiente). A prefeitura não informou como está o processo de regulamentação.
Vale lembrar que o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou em maio deste ano acordo com a Apas (Associação Paulista de Supermercados) que prevê que até o final do ano os supermercados deixarão de entregar as sacolas derivadas de petróleo ao consumidor. Os supermercados promoverão campanha para estimular a mudança de hábito do consumidor. Se optar pelas sacolas descartáveis, o consumidor deverá arcar com seu custo. O objetivo é estimular a utilização de sacolas retornáveis, reduzindo o descarte de plástico no meio ambiente. Assim como Rio Claro e Americana, a cidade de Ipeúna também aprovou lei que determina a substituição das sacolas plásticas por embalagens plásticas oxi-biodegradáveis (OBPs) nos estabelecimentos comerciais.

setembro, 2011
Coleta Seletiva: Por que reduzir, reutilizar e reciclar
Bemzen - Rio de Janeiro/RJ - MEIO AMBIENTE - 05/09/2011
Tirar do lixo materiais que podem ser reciclados traz benefícios à sociedade e ao meio ambiente.
A quantidade de lixo domiciliar produzida no Brasil atualmente é de 115 mil toneladas por dia. Se esse lixo fosse colocado de uma só vez em caminhões, haveria uma fila de 16.400 deles ocupando 150 quilômetros de estrada. Em apenas três dias, essa fila ultrapassaria a distância entre São Paulo e Rio de Janeiro.
Cerca de 30% de todo o lixo é composto de materiais recicláveis como papel, vidro, plástico e latas. Tirar esses materiais do lixo traz uma série de vantagens. Uma delas é recursos naturais e de energia que se faz com a reciclagem. Cada lata de alumínio reciclada, por exemplo, economiza energia elétrica suficiente para manter uma lâmpada de 60 watts acesa por quatro horas. E a reciclagem de 100 toneladas de plástico evita o uso de 1 tonelada de petróleo.
A coleta seletiva também diminui o volume de lixo que vai para os aterros sanitários, aumentando sua vida útil e evitando que as prefeituras tenham de gastar dinheiro com a construção de novos aterros. Outro ganho para a sociedade acontece quando os materiais recicláveis são encaminhados para centrais de triagem mantidas por cooperativas de catadores, que têm ali um trabalho mais digno do que vasculhar recicláveis pelas ruas ou em lixões.
Fonte: Instituto Akatu

setembro, 2011
FORMAÇÂO TÉCICA DE VENDEDORES DE EMBALAGENS EM FLEXOGRAFIA
30 e 31 DE AGOSTO
AUDITÓRIO ABIEF
Docente: Aislan Baer
Formado em Tecnlogia Gráfica pelo SENAI, é diretor executivo da Projeto Pack & Associado e professor de Desenvolvimento de Embalagens do SENAC. Atua há mais de 10 anos nas áreas de rotogravura e flexografia, ministrando cursos, palestras e consultorias por todo do País. É autor de diversos artigos técnicos e especialista em gestão do capital humano para as Indústrias Gráfica e Convertedora.
Objetivo do Curso:
Capaitar a equipe de vendas da indústria convertedora acerca dos parâmetros a serem observados, argumetos técnicos de vendas, procedimentos para o desenvolvimento de novas embalagens dentre outros.

setembro, 2011
VI Embala Nordeste supera expectativas
23 a 26 de agosto – Olinda - PE
Consolidada como a maior feira da cadeia produtiva do setor de embalagens e processos industriais do Nordeste e terceira da América Latina, a VI Embala Nordeste - Feira Internacional de Embalagens e Processos, aconteceu no Centro de Convenções de Pernambuco com um público visitante de mais de 15 mil compradores que circulou pelo pavilhão fazendo negócios que devem chegar a mais de R$ 1,5 bi movimentados durante o evento e nos próximos seis meses. A quantia supera em 10% as projeções iniciais.
Pesquisa interna feita entre os 407 expositores concluiu que as vendas feitas este ano e os contatos para negócios foram além do esperado. “O mercado está aquecido, principalmente, na região Nordeste. O resultado é um retrato desse momento por que passa a indústria local”, diz André Mozetic, diretor da Greenfield Business, empresa promotora do evento que tem o apoio das principais entidades da indústria de equipamentos, embalagens, plástico e gráfica.
Durante quatro dias, empresários destes setores puderam conhecer o que há de mais moderno em equipamentos, serviços e insumos. Além disso, a Embala Nordeste foi palco de palestras e cursos dirigidos aos profissionais do setor. “Segmentos como a indústria do plástico, por exemplo, estão crescendo muito na região. O aumento do consumo por parte das classes C, D e E impulsionou uma grande quantidade de empresas. Os investimentos dos setores de massas e biscoitos é um exemplo disso”, explica Luiz Fernando Pereira, também diretor da Greenfield.
Já o também diretor da Greenfield, Jayme Wiss Jr avalia como um dos pontos marcantes este ano, a qualidade do público visitante. “Os empresários da região vieram dispostos a fazer negócios, a modernizar suas indústrias.
Os resultados foram tão positivos que o índice de renovação dos expositores para a edição do ano que vem é de quase 100%. A expectativa dos diretores é de que Embala Nordeste 2012 seja ainda maior.
A Feira estava muito bem representada, com público de qualidade e focado. Avalio que foi um dos pontos marcantes este ano, a qualidade do público visitante. Os empresários da região vieram dispostos a fazer negócios, a modernizar suas indústrias.
Os expositores da Ilha do Plástico manifestaram satisfação na participação, apesar de alguns problemas operacionais com o estande, aqueles que não fecharam negócios, tiveram contatos muito importantes.

agosto, 2011
17/08/2011 - SUSTENTÁVEL
USO DE SACOLAS PLÁSTICAS É VIÁVEL, AFIRMAM ENTIDADES
Por: Michelly Cyrillo (michelly@abcdmaior.com.br)
Descarte do material é mito e deve ter um destino correto
A utilização de sacolas plásticas em supermercados é defendida por representantes do INP (Instituto
Nacional do Plástico) e da Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas
Flexíveis). As entidades argumentam com estudos realizados sobre o tema e alegam que o uso da
sacola consciente pelo consumidor é o mais viável e correto.
“Estudos revelam que a sacola plástica é responsável por 0,2% do resíduo sólido. E que o brasileiro
consome em média 71 sacolas em supermercado por ano. Há mitos sobre este material e que
precisam acabar. Por isso, acreditamos que a conscientização do uso é o caminho correto”, disse o
presidente da Abief, Alfred Schimit.
Schimit explicou ainda o risco de contamiação de outros materiais que estão sendo substituídos pelas
sacolinhas. “Um estudo revela que 97% da população não lava com frequência a eco bag (sacola de
pano), e então há risco de contaminação entre os produtos. Nos Estados Unidos houve casos de
contaminação pela bactéria salmonela com esses produtos. Preocupa o fato de muitos carregam
produtos de limpeza junto com alimentos, aumentando o risco de contaminação. Outro problema são
as caixas de papelão que podem contaminar os alimentos por conta de roedores ou baratas que
passaram pelo material. Também as caixas que acondicionam material de limpeza são usadas para o
transporte de produtos alimentícios", alertou.
O prefeito Luiz Marinho concorda com o argumento utilizado pelos representantes das entidades e
acredita que o destino ambiental mais correto para as sacolas plásticas é a criação de usinas que
incinerem o lixo para gerar energia. “Acredito que muitos governantes estão tomando medidas
equivocadas proibindo o uso da sacola plástica. Com esta medida o coerente seria proibir a geração
de lixo na cidade, e isso não é possível. Há mitos sobre a questão da poluição deste material.
Acredito que enquanto não for possível criar essas usinas, a conscientização da população e dos
empresários sobre a questão é um passo para melhorar o problema. Este é um debate inicial sobre a
solução desta questão", frisou.
Para o presidente do INP, Miguel Bahiense, a conscientização é baseada no conceito dos três R:
redução, reutilização e reciclagem da sacola plástica. “Se o mercado fornecer uma sacola com os
padrões exigidos por lei, a sacola deveria ser maior e mais resistente, sendo assim, o consumidor irá
colocar mais itens e utilizar menos unidades. Ele reutiliza a partir do momento em que usa aquele
material para guardar um sapato ou colocar o lixo. E ela pode ser recilada e virar um papel com
execelente qualidade, por exemplo”.
“Ninguém vê um catador de recicláveis recolhendo sacolinhas. Mas todo mundo coloca os recicláveis
em sacolinhas paras serem descartados. Essas sacolinhas já são recicladas e têm um destino
ambiental adequado. Por isso, é possivel rever esta questão sem proibir”, disse Bahiense.
Luiz Carlos do Rego, sócio da rede de mercado Morais, em São Bernardo, afirmou que as
explicações das entidades são relevantes para o setor. “Realmente ficamos rendidos com tanta
informação sobre o tema na mídia. Não sabemos até aonde tudo que é divulgado é correto. Esses
estudos revelaram um outro lado da situação e o que me parece, mais favorável a todos. Achei
excelente a iniciativa desta discussão no município", acrescentou.
O INP possui programas de conscientização e pretende implantá-los em São Bernardo. Apenas a
Capital possui tais programas. “Com esses programas conseguimos reduzir o consumo de quatro
bilhões de sacolas plásticas em nove Capitais. São Bernardo está disposta a tratar o assunto e
acredito que devemos implantar em breve na cidade”, disse o diretor do Instituto, Paulo Dacolina.
JORNAL ABCD MAIOR - NOTÍCIAS: Economia Page 1 of 1

agosto, 2011
Eficiência de sacola depende do consumidor, diz estudo
Estadão - São Paulo/SP - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - 03/08/2011
CIRCE BONATELLI - Agência Estado
Qual o melhor tipo de sacola? Depende. Essa é a conclusão de um estudo brasileiro sobre a produção, o consumo e o descarte de sacolas no País. Após a restrição à distribuição pelo comércio de sacolinhas plásticas em várias cidades, como Belo Horizonte e Jundiaí (SP), esse estudo livra as sacolas do rótulo de vilãs ambientais e afirma que a eficiência de cada tipo delas depende do hábito de cada consumidor.
Quanto mais vezes o consumidor joga fora o lixo de casa, mais indicadas são as sacolas descartáveis, porque podem ser reutilizadas nesse descarte. Já as sacolas retornáveis são indicadas para quem costuma ir muitas vezes ao supermercado, porque aí também podem reutilizar mais as sacolas, sugere o estudo. "Não há uma verdade absoluta. A pertinência depende dos cenários", diz Emiliano Graziano, gerente de ecoeficiência do Espaço Eco, instituição responsável pelo estudo encomendado pela petroquímica Braskem, produtora de resinas plásticas.
A explicação para essa "flexibilidade" está na comparação entre as características dos diferentes modelos de sacola (quantas vezes é utilizada, capacidade de carga, custo, nível de reciclagem, etc) e os impactos gerados ao longo do seu ciclo de vida (consumo de energia e matéria-prima na produção, emissões de poluentes, nível tóxico em aterros, etc). Essa comparação aponta o custo-benefício da sacola em razão de seus danos ambientais.
Na conta dos pesquisadores, as sacolas descartáveis são vantajosas em um cenário considerado de poucas compras (até duas idas ao supermercado por semana). Já em situações de mais compras (mais de três visitas semanais ao supermercado), as sacolas descartáveis só seriam vantajosas se usadas no descarte de lixo ao menos três vezes por semana.
"O plástico não é o grande vilão, sob a análise do ciclo de vida", diz Emiliano. "Há oportunidades em que as sacolas plásticas são mais ecoeficientes no transporte das compras para casa. E há ocasiões em que é melhor usar as retornáveis", acrescenta.
A pesquisa leva em conta oito tipos de sacolas disponíveis no mercado brasileiro, sendo três descartáveis (polietileno tradicional, polietileno de cana-de-açúcar e a aquelas com aditivo biodegradável) e quatro retornáveis (plástico duro, papel, ráfia, tecido e TNT). De todas elas, apenas as de papel não se mostraram vantajosas em relação às demais em nenhum tipo de cenário. O motivo é a baixa capacidade de carga, reúso e reciclagem do papel.
Outro desempenho ruim foi verificado entre as sacolas de tecido, que não apresentaram vantagem significativa em relação aos demais modelos retornáveis. Segundo Graziano, a explicação está no elevado consumo de energia elétrica durante sua produção e na quantidade de terras usadas no plantio do algodão. "O ciclo de vida envolve uma série de fatores, mas esses são os principais", explica.
Políticas públicas
O presidente do Instituto Akatu de Consumo Consciente, Hélio Matar, admite que houve equívoco das cidades que restringiram a distribuição de sacolas pelo comércio varejista, mas afasta a ideia de que houve radicalismos de "ecochatos". "As informações sobre o ciclo de vida das sacolas são insuficientes tanto no Brasil quanto em outros países", afirma. "Mas não considero que houve radicalismo. Essas políticas vieram na defesa de interesses públicos, como problemas de enchentes, poluição visual e danos ambientais". Na sua opinião, o ideal seria reverter essas políticas para a educação, ajudando consumidores a diferenciar as situações em que cada tipo de sacola é a mais adequada.
Ele faz a ressalva, porém, de que a tendência é que as sacolas descartáveis sejam aposentadas em um "futuro sustentável". "Não dá para gastar água, energia e matérias-primas em um produto que depois será jogado no lixo. Esses recursos são limitados e o ideal é investir em bens mais duráveis", pondera.

agosto, 2011
Supermercados reduzem em 12% o consumo de sacolas plásticas
Revista Incorporativa - São Paulo/SP - MARKETING - 10/08/2011
Participaram do projeto piloto 16 lojas de grandes redes no período de 29 de maio a 29 de junho Trinta dias depois da implantação do projeto piloto do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas na Grande São Paulo - que tem como objetivo reduzir em 30% o número de sacolas plásticas no período de 12 meses - o consumo desse item nos supermercados participantes caiu 12% no primeiro mês do Programa, significando que foi atingido 40% da meta.
O programa estabeleceu a produção e distribuição de sacolas plásticas mais resistentes, fabricadas de acordo com a norma ABNT 14.937 e identificadas com o Selo de Qualidade ABIEF/INP, para acondicionar mais produtos e dispensar o uso sobreposto para evitar que se rompam.
"Pesquisa Ibope mostrou que 100% das famílias das classes B, C e D usam as sacolinhas para embalar o lixo doméstico. Sem elas, teriam que comprar sacos plásticos. Nossa idéia, então, foi promover uma ação para convencer as pessoas a levar para casa apenas as embalagens realmente necessárias e estimulá-las a reusar todas", explica Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos.
Pesquisa de observação realizada pela SP Trade em 12 supermercados na cidade de São Paulo antes da campanha de conscientização revelou que 13% dos consumidores utilizavam as sacolinhas em duplicidade e, em 61% dos casos, ocupavam menos da metade da sua capacidade. Com as novas sacolas, que suportam até 6 kg de mercadorias, esses números mudaram. A duplicidade caiu para 6,3%, e a subutilização, para 32,9%. Os clientes que deixaram os pontos de venda com as sacolas cheias eram apenas 26% do total. Agora são 60,8%.
"Estamos no caminho certo para atingir nossa meta de diminuir o consumo de sacolas plásticas incentivando o consumidor a aderir ao princípio dos 3 R`s: Reduzir, Reusar e Reciclar", avalia Esmeraldo.
Participaram do Projeto-piloto 16 lojas da Grande São Paulo - 14 das redes Pão de Açúcar e Carrefour e duas de outras bandeiras - Vip e Alvorada, entre os dias 29 de maio e 29 de junho. Para auxiliar na campanha de conscientização dos consumidores, operadores de caixa e empacotadores receberam um treinamento específico, e 62 promotoras abordaram os clientes nos pontos de venda para apresentar os benefícios das novas sacolinhas e estimulá-los a reduzir o seu consumo.
A pronta aceitação do consumidor levou os supermercados que adotaram o projeto a prosseguir com a distribuição das sacolas mais resistentes. O próximo passo será a implantação do plano de redução do uso de sacolas plásticas na capital do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Bahia e de Pernambuco.
A concepção do projeto reuniu a Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, o Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief). Contou ainda com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Hoje são consumidas no país 18 bilhões de sacolas por ano.

agosto, 2011
Datafolha aponta preferência pelas sacolas plásticas nas compras
Guia da Embalagem - Campinas/SP - NOTÍCIAS - 10/08/2011
Pesquisa Datafolha revela que 84% dos consumidores apontam as sacolas plásticas como meio mais frequente para carregar as compras. Em segundo lugar, aparece a sacola de pano e nylon, com 11%, seguida de carrinho de feira, 3%, e caixa de papelão, 2%. O Datafolha mostra, ainda, que 82% não concordam com o pagamento pelo uso das sacolas plásticas.
Dos entrevistados, 81% concordam em que a cobrança pelas sacolas plásticas daria mais lucro para o comércio; 57% concordam em que a proibição da distribuição das sacolas prejudicará a população; 96%, em que o comércio distribua sacolas biodegradáveis, caso as sacolas plásticas fossem proibidas.
A pesquisa mostra que de cada dez pessoas entrevistadas, cinco consideram as sacolas plásticas o melhor meio para transportar as compras. Sacolas de pano, nylon e de feira são apontadas como a melhor opção por 27% dos entrevistados, seguidas de carrinhos de feira, 12%, caixa de papelão, 6%, sacolas de papel, 3% e outros meios, 2%. Para os que dizem que as sacolas plásticas são o melhor meio de transporte para as compras, a resistência da embalagem e sua reutilização são apontadas como as razões para a escolha. “Por serem duráveis, resistentes, higiênicas, inertes, 100% recicláveis e oferecerem economia e praticidade ao consumidor é que as sacolas plásticas são apontadas como a preferência da população”, afirma Alfredo Schmitt, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief).
Caso as sacolas fossem proibidas, 64% entendem ser obrigação do comércio fornecer gratuitamente alternativas para transportar as compras e somente 10% acham que o comércio deveria vender outro tipo de sacolas.
O Datafolha mostra que 88% dos usuários de sacolas plásticas costumam reutilizar essas embalagens, 7% descartam as sacolas e 6% dizem que mandam para reciclagem.
Em questão que permitia múltiplas escolhas, os entrevistados que reutilizam as sacolas indicaram como finalidade do reuso o acondicionamento de lixo (96%), o recolhimento de sujeira de animais (51%), a utilização para transportar outros objetos (66%), o uso para separar o lixo a ser levado à reciclagem (39%), para armazenar mantimentos (26%), guardar roupas (17%) ou a utilização como matéria prima para confeccionar outros produtos (4%).
Feitas de polietileno, as sacolas plásticas são 100% recicláveis. Porém, o Datafolha mostra que a maior parte da população desconhece esse fato. Somente 38% responderam que as sacolas plásticas são recicláveis. Para 45% da população, as sacolas não são recicláveis e 17% não souberam responder. “Para que se garanta o direito do consumidor escolher a melhor embalagem para carregar as compras e ao mesmo tempo a preservação do meio ambiente, acreditamos que a educação é a saída que vai garantir o uso consciente e o descarte correto das sacolas plásticas”, afirma Miguel Bahiense, presidente da Plastivida instituto Sócio Ambiental dos Plásticos.

julho, 2011
Gaúchos são contra a proibição da sacolinha
Zero Hora - Porto Alegre/RS - EDIÇÃO IMPRESSA - 08/07/2011
Pesquisa aponta que mais de 97% dos consumidores reutilizam o produto
A maior parte dos gaúchos não está disposta a abrir mãos das sacolas plásticas. Uma pesquisa divulgada ontem pela Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) revela que 63,2% são contrários à proibição da distribuição do item no varejo, enquanto os outros 36,8% são favoráveis ao veto aos sacos plásticos.
Conforme antecipado por Zero Hora na edição de ontem, o levantamento aponta que 95% dos gaúchos carregam suas compras para casa nas sacolinhas. Entre as alternativas escolhidas pelos que não as utilizam estão as embalagens de pano e as caixas de papelão.
O estudo mostra, ainda, que 70,2% têm uma imagem positiva do item, associando a sacolinha à facilidade no transporte e à reutilização para acondicionar o lixo, por exemplo. A prática de utilizar os sacos para colocar os resíduos domésticos é adotada por mais de 70% das pessoas consultadas.
Conforme o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo, a ideia é estimular o debate sobre o tema e conscientizar a população para o consumo consciente. A entidade defende, por enquanto, que a saída para o uso em excesso não é cobrar pelos sacos.
– Se daqui há alguns anos não houver diminuição de consumo, e ficar claro que a cobrança é o caminho, apoiaremos a cobrança – avalia Longo.
Os supermercados gaúchos distribuem 1,5 bilhão de sacolas anualmente, o que resulta em um gasto anual de R$ 190 milhões. Ações da Agas fizeram o uso das embalagens plásticas cair 20% em dois anos. São 300 milhões de sacolas a menos.
– Precisamos de um consumidor que participe da redução do consumo. Quando pensamos em cobrar pelas sacolas, há dois anos, desistimos. Percebemos que apenas estaríamos onerando o consumidor – explica Longo.
Entre os que são favoráveis à proibição da distribuição, o principal argumento é a preocupação em não poluir o ambiente.
O levantamento do Instituto Segmento entrevistou 400 pessoas entre os dias 14 e 20 de junho.
38,3% são favoráveis à retirada das sacolas somente quando houver uma alternativa comprovadamente eficaz para substituí-las
pedro.moreira@zerohora.com.br
PEDRO MOREIRANas comprasConfira alguns resultados da pesquisa:- 97,7% dos entrevistados afirmaram que reutilizam as sacolas plásticas- 42,8% são definitivamente contra a proibição das sacolinhas plásticas- 38,3% são favoráveis à retirada das sacolas somente quando houver uma alternativa comprovadamente eficaz para substituí-las- 74,8% disseram que a rotina se tornaria pior com a proibição da distribuição- 70,5% afirmaram que começariam a carregar as compras utilizando sacolas de pano ou caixas se os sacos fossem abolidos- 67,3% pretendem comprar sacos de lixo plásticos caso as sacolinhas não sejam mais fornecidas pelo varejo

julho, 2011
Em São Paulo, liminar suspende fim de distribuição de sacolas plásticas
Jornal do Brasil - Rio de Janeiro/RJ - ECONOMIA - 01/07/2011
O Tribunal de Justiça de São Paulo acatou requerimento do Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo e concedeu uma liminar que suspende a Lei Municipal nº 15.374, de 18 de maio de 2011. Sancionada pelo prefeito Gilberto Kassab, a lei veta a distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas a consumidores em todos os estabelecimentos comerciais do município.
De acordo com a publicação no Diário Oficial, a proibição completa seria em 31 de dezembro - até lá os estabelecimentos teriam tempo para se adaptar. As lojas ficariam obrigadas a afixar placas informativas, com as dimensões de 40cm x 40cm, junto aos locais de embalagem de produtos e caixas registradoras, com o seguinte teor: Poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis".
A suspensão da lei, que pode ser revertida, será informada ao presidente da Câmara dos Vereadores da cidade. Desde de 27 de junho, as associações Plastivida e Abief veículam em emissoras de rádio uma defendendo o uso de sacolas plásticas. As mensagens abordam a importância do reuso e reciclagem das sacolinhas, sustentabilidade e o direito do consumidor de optar pela embalagem que quiser.

junho, 2011
Um risco à saúde pública nas sacolas retornáveis
IN Investimentos e Notícias - SP - ARTIGOS ESPECIAIS - 28/06/2011
A preocupante contaminação de milhares de pessoas pela bacteria Escherichia coli e a ocorrência de dezenas de mortes, no Hemisfério Norte, suscita urgente reflexão sobre a campanha que se faz no Brasil contra a utilização de sacolas de plástico. Como se sabe, elas têm sido o bode expiatório do meio ambiente, dentre todos os resíduos sólidos, antes mesmo de se aplicar a nova legislação federal sobre o tema. Leis restritivas são aprovadas em estados e municípios, à revelia da Constituição, e se celebram acordos para extingui-las. Contudo, de modo comprovado, elas são as embalagens mais higiênicas para o transporte de alimentos.
Em junho de 2010, conclusivo estudo da Universidade do Arizona (EUA) referendou os alertas que já vínhamos fazendo quanto ao perigo de contaminações cruzadas pela E. Coli em sacolas retornáveis de supermercados. Não se pode afirmar ser essa a causa da atual epidemia, que já afetou 13 países europeus, os Estados Unidos e o Canadá. Contudo, considerando a constatação científica anterior, não se deve correr qualquer risco. Afinal, estamos falando de saúde pública e vidas humanas.
Referindo-se àquele estudo, Charles Gerba, professor de Ciências Ambientais na Universidade do Arizona e coautor do trabalho, foi taxativo: "Os resultados sugerem uma ameaça séria à saúde pública, especialmente por bactérias coliforms, como a E. coli, detectadas nas sacolas analisadas". Assim, é fundamental rever a campanha e as legislações inconstitucionais que se têm voltado contra as sacolas de plastico no Brasil. Reutilizáveis, dentre outras aplicações, no acondicionamento do lixo domestico, seu uso correto deve ser objeto de educação ambiental e campanhas de orientação, como se prevê para todos os itens abrangidos pela nova Lei dos Resíduos Sólidos.
Não é correto e justo que, embora o estudo norte-americano fosse bastante conhecido em nosso país desde o ano passado, associações de supermercados, aliadas a alguns governantes e parlamentares, tentem impor à sociedade as sacolas retornáveis, suscetíveis à contaminação e a serem pagas pelos consumidores. A gravidade do problema está evidente na epidemia ocorrida no Hemisfério Norte. É inadmissível colocar em risco a saúde pública. Portanto, é prudente rediscutir o assunto no Brasil, antes que ocorra mal maior.
Não se pode ser irresponsável ante um perigo amplamente conhecido. Desde meus tempos de aluno de Química Industrial essa questão gerava preocupações. À época, já me chamava a atenção a agressividade da E. coli. Quando estagiário de uma empresa de laticínios, analisava com todo o cuidado a contagem das colônias desse microorganismo, presentes nos produtos. Será que os supermercados desconhecem um tema corriqueiro até mesmo para estudantes? O pior é que a população é que pagará (literalmente) para ver...
( Alfredo Schmitt , empresário, é o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF)

junho, 2011
Plastivida lança ação em rádio para esclarecer as verdades sobre as sacolas plásticas
MAXPRESSNET - WEB - WEB - 29/06/11
Trata-se de um esforço nacional que começa a ser trabalhado para levar à sociedade e aos formadores de opinião informações corretas sobre as sacolinhas, suas qualidades e seu uso adequado.
A Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos inicia hoje (27 de junho) uma ação nacional em rádio para esclarecer a sociedade e os formadores de opinião sobre os mitos e fatos em torno das sacolas plásticas, suas vantagens sociais e ambientais e, ainda, incentivar o uso e o descarte adequados dessas embalagens.
A campanha consiste em quatro diferentes spots, com duração de 30 segundos cada, criados a partir do mote “A Verdade Sobre As Sacolas Plásticas”. São quatro temas abordados nas gravações: as qualidades das sacolas plásticas; sua sustentabilidade; os programas de conscientização propostos pela indústria; e o direito de escolha da população sobre a melhor embalagem.
O primeiro spot fala da durabilidade, higiene, praticidade e da economia que as sacolinhas proporcionam à população. Também aborda outros aspectos importantes e que nem todos conhecem, como o fato das sacolas serem inertes na natureza e 100% recicláveis. [Veja Mais]
O segundo aborda o estudo inglês que comprova que entre todos os tipos existentes, as sacolas plásticas comuns são as mais amigáveis ao ambiente e as que emitem menos CO2 em seu processo produtivo.
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O sucesso do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas e da Escola de Consumo Responsável também será abordado nas rádios, na terceira gravação, para mostrar que é possível preservar o direito da população e a natureza ao mesmo tempo. Com tais ações, propostas pela indústria, em três anos, 4 bilhões de sacolinhas deixaram de ser consumidas.
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O último spot trata sobre o direito do consumidor em escolher a melhor embalagem. Isso porque pesquisa Ibope mostra que 100% das sacolas plásticas são reutilizadas como saco de lixo, 71% constituem as embalagens preferidas da população para transportar suas compras e 75% das donas de casa são a favor do seu fornecimento pelo varejo. Também será lembrado à população que é seu direito ter uma embalagem de qualidade. Os spots reforçam a necessidade de serem usadas sacolas feitas dentro da norma ABNT 14.937, que garante que elas aguentem o peso de suas compras. Feitas dentro de norma, as sacolinhas também podem ser reutilizadas mais vezes.
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Segundo Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, a campanha é parte de um esforço para mostrar que a solução, baseada na educação é a mais equilibrada para o combate ao desperdício e ao descarte incorreto. “A população não precisa ser privada de um bem que traz conforto e economia para que a natureza seja preservada. São ações comprovadamente compatíveis”, afirma o executivo.
A campanha acontecerá entre os dias 27 de junho e 26 de julho, nas rádios Band News FM (88 inserções), Bandeirantes AM/FM São Paulo (52 inserções) e CBN FM Florianópolis, Blumenau, Goiânia, Fortaleza e Recife (47 inserções em cada praça). Também terá um reforço de divulgação pelas redes sociais, onde a Plastivida dialoga com mais de 30 mil pessoas diariamente, entre consumidores, jornalistas, ONG’s, empresas, universidades, entre outros agentes.
Acompanhe a Plastivida nas mídias sociais:
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junho, 2011
27ª Fispal Tecnologia recebe 64 mil visitantes qualificados
Comunique-se - RJ - MATÉRIA PRIMA - 17/06/2011
( São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se - ) Profissionais do setor de embalagens para alimentos e bebidas conferiram as principais tendências do setor e novidades em produtos
A 27ª Fispal Tecnologia, realizada de 7 a 10 de junho, confirma o bom momento do setor de embalagens para alimentos e bebidas, com a presença de mais de duas mil marcas expositoras e 64 mil visitantes qualificados. Esta edição também marca um momento importante para o mercado de feiras no Brasil, com a compra da Brazil Trade Shows pelo Informa Group, assumindo assim o segundo lugar no ranking de feiras de negócios do País. A edição de 2012 está confirmada para 12 a 15 de junho, no Pavilhão de Exposições do Anhembi.
Atualmente, o grupo Informa tem presença em mais de 40 países, sendo o primeiro na realização de eventos, com 10 mil eventos e cerca de 200 feiras ao ano. Desde 1995 no Brasil, o grupo já promoveu 500 eventos por ano. Para Alexandre Barbosa, presidente da BTS, “a qualificação do público visitante, que já é uma marca das feiras da empresa, será ainda maior, graças a sinergia entre o conteúdo dos eventos e as feiras promovidas pelo grupo”.
Ainda segundo o executivo, muitos expositores afirmaram que esta foi a melhor edição da Fispal Tecnologia dos últimos dez anos, tanto pela visitação qualificada quanto pela presença de empresas expositoras de 14 países – África do Sul, Argentina, China, Estados Unidos, Espanha, Holanda, Itália, Peru, Suíça, Polônia, Taiwan, Turquia, Malásia e Canadá. “Muitos contatos realizados aqui serão revertidos em negócios nos próximos seis meses”, explica Alexandre Barbosa. A Fispal Tecnologia ocupou de 76 mil m2 do Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, 13% a mais que na edição passada.
De acordo com o Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV, as importações cresceram 70% em 2010, atingindo US$ 794,05 milhões ante os US$ 467,1 milhões de 2009. O crescimento ocorreu em função do aumento das compras de embalagens metálicas para abastecer o mercado interno, que cresceram 234,8, estimulado pela alta do consumo de bebidas. A capacidade produtiva interna alcançou o seu limite, e as indústrias nacionais estão em um processo de aumento de investimento para atender a alta demanda.
Palavra do expositor
Thais Fagusy, gerente executiva da ABEAÇO: “Este ano, o nosso estande teve uma movimentação maior em relação a 2010. Em apenas dois dias tivemos cerca de 600 pessoas participando dos nossos games. No ano passado, o evento inteiro contou com 800 participações. Além disso, tivemos um público mais qualificado: diretores, gerentes e pessoas com um maior poder decisório, o que resultou em um aumento de aproximadamente 30% nas negociações.”
Hermes Lago, diretor de comercialização de máquinas da Romi: ”o consistente crescimento no mercado de embalagens foi ratificado pelos resultados obtidos na Fispal, sinalizando um panorama favorável para o restante de 2011.”
José Fernandes, diretor comercial da Sleever: “A Sleever teve um aumento na movimentação do estande em relação ao ano passado. Contamos principalmente com a presença de empresas do Mercosul, de países como a Argentina e o Chile.”
Guilherme Vivona, gerente regional da ACMA: “Posso garantir que em três dias de Fispal fiz mais contatos do que em uma semana de Interpack. Tivemos um aumento de cerca de 40% em potencial de negócios e mais interação com os setores comercial, operacional e de pesquisas. O contato com o nível técnico foi tão bom quanto com o comercial.”
Marcos Cremasco, gerente de vendas da divisão Termotecnologia da Bosch: "Este é o segundo ano em que a divisão Termotecnologia da Bosch participa da Fispal Tecnologia. Para nós, é muito importante estar presente em uma das maiores feiras do setor de embalagens, processos e logística para as indústrias de alimentos e bebidas da América Latina. A edição deste ano contou com um público mais qualificado, que foi visitar a feira com um olhar mais técnico e com propósitos definidos o que, com certeza, irá gerar bons negócios em médio prazo."
Alfredo Schmitt, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis ( ABIEF ): “Este ano, realizamos na Fispal Tecnologia o Fórum de Embalagens Plásticas Flexíveis. A feira é o palco ideal para a realização de um evento desta magnitude, pois reúne visitantes nacionais e internacionais importantes. Além disso, criamos uma parceria com a Brazil Trade Shows que permitiu ao participante do Flex 2011, o 2° Fórum Latino-Americano de Embalagens Plásticas Flexíveis, visitar a Feira. Ao credenciar-se para o evento, ele automaticamente recebia uma credencial VIP para a Fispal.”
Luciana Galvão, gerente de marketing da SIG Combibloc para a América do Sul: “A Fispal atendeu as expectativas. Recebemos a visita de grandes players, que demonstraram muito interesse no EcoPlus, porque realmente é um novo produto e não apenas uma mera extensão de linha. Esta edição foi uma boa oportunidade para encontrar clientes e possíveis prospects. Muitos dos que participaram da inauguração de nossa fábrica também fizeram questão de nos visitar aqui. Ficamos muito contentes.”
Taina Sena, analista de Marketing da Ingersoll: “Esta é nossa segunda participação na Fispal Tecnologia e estamos com um espaço bem maior, o que nos deu mais visibilidade. O público visitante é bastante selecionado, com foco mais específico. Viemos com o objetivo de divulgar uma linha de produtos que queremos ampliar a penetração no mercado. Também viemos para fazer contatos e para divulgar nossa marca.”
Karina Viotti, assistente Comercial e de Marketing da KHS: “A KHS participa da Fispal há alguns anos, mas estamos surpresos com a visitação, que foi muito maior nesta edição. Nosso objetivo, ao criar esse espaço na Fispal Tecnologia, é ter mais contato com os nossos clientes porque alguns são de outros estados e a feira acaba atraindo essas pessoas. Também tivemos visitantes de outros países como Chile, Peru, Alemanha e Argentina.”
Sobre a Brazil Trade Shows
A Brazil Trade Shows foi recentemente integrada ao Informa Group, que possui uma atuação global em mais de 40 países, promove aproximadamente 10 mil eventos de treinamentos técnicos para executivos e organiza 200 feiras por ano em importantes setores econômicos, como saúde, energia, imobiliário, marítimo, transporte e finanças. Com a aquisição, a BTS passa a ocupar a segunda posição no ranking de feiras de negócios do País e a principal voltada para a cadeia produtiva de alimentos e bebidas na América Latina, com feiras e publicações mundialmente conhecidas.
As duas empresas contabilizam 22 feiras realizadas nacionalmente: Fispal Tecnologia, Fispal Food Service, Fispal Hotel, Fispal Café, ABF Franchising Expo, TecnoSorvetes, TecnoCarne, MercoAgro, ForMóbile, SIAL Brazil, Fispal Food Service Nordeste, Fispal Tecnologia Nordeste e ABF Franchising Expo Nordeste, Serigrafia, Sign, Future Têxtil, Cards & Payment Systems, ExpoFarmácia, ID Brasil, Agrinsumos Expo & Business, e IndusPec. O portfólio nacional ainda conta com uma área editorial responsável por quatro revistas: Nacional da Carne, Leite e Derivados, Sign e Silk-Screen. Informações: www.btsmedia.biz; www.informaexhibitions.com; www.informa.com
Informações a imprensa:
2PRÓ Comunicação
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Junho/2011

junho, 2011
II FÓRUM ABIEF - Evento discute oportunidade de negócios
Protec - RJ - NOTÍCIAS - 16/06/2011
Em 2010, o mercado de embalagens plásticas flexíveis cresceu 18,8% em relação a 2009 e também atingiu um faturamento 19,3% maior nesse período, segundo dados da pesquisa apresentada no II Fórum Latino-Americano de Embalagens Plásticas Flexíveis (Flex 2011), na última quarta-feira (08/06), em São Paulo. O evento foi organizado pela Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), com o apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Na ocasião, o diretor da ABDI, Clayton Campanhola, fez uma análise da evolução da conjuntura econômica do País.
Em sua apresentação, Campanhola fez uma explanação sobre os principais desafios da política de desenvolvimento produtivo no período de 2008 a 2010, assim como abordou as oportunidades e gargalos para a indústria brasileira nos próximos anos. Ele ponderou que o grande desafio hoje é sustentar o investimento produtivo e fortalecer o desenvolvimento tecnológico, que, com a crise mundial, teve poucos avanços. "Sem inovação, não teremos competitividade".
Os desafios na nova fase da política industrial, que está em construção, são ampliar a competitividade da indústria, ampliar espaços no mercado internacional e criar novas competências, utilizando as compras governamentais com margem adicional de até 25% nos preços para produtos nacionais. "Muitos países desenvolvidos usaram essa ferramenta para garantir sua competitividade tecnológica", enfatizou.
O diretor-adjunto da Abief, Rogério Mani, aposta na elaboração de uma política industrial de longo prazo. "Hoje o setor industrial está muito reticente em investir. Temos problemas macroeconômicos e precisamos de regras claras, de uma sinalização do Governo para pensarmos em investimentos que visem ao futuro de nossos negócios".Ele destaca ainda a importância do papel da ABDI nesse processo: "é a interlocução que temos com o Governo e que tem trazido bons resultados".
O Fórum
A segunda edição do Fórum Latino-Americano de Embalagens Plásticas Flexíveis reuniu representantes da cadeia produtiva e debateu assuntos relacionados ao processo de fabricação, como mercados, modelos de negócios, segurança alimentar, novas legislações com validades internacionais e reciclagem via recuperação energética. "É um momento muito rico de discussão. A cadeia de transformação do plástico é muito forte e tem crescido muito. Esse tipo de evento é uma boa oportunidade para se obter informações sem precisar sair do Brasil", afirmou o vice-presidente da Braskem, Rui Chammas.
Ele explicou que hoje o descarte do plástico envolve duas vertentes que devem ser levadas em consideração, a educação ambiental e a coleta seletiva. "É preciso analisar todo o ciclo de vida do produto e o descarte é parte importante desse ciclo. Nosso grande desafio é respeitar as riquezas naturais, que são finitas, e proporcionar o desenvolvimento econômico".
(Fonte:ABDI - 15/06/2011)

junho, 2011
TJ-SP suspende lei que proibe as sacolinhas
O Liberal Online - SP - COTIDIANO - 11/06/2011
O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) suspendeu ontem por tempo indeterminado os efeitos da lei municipal de Americana que proibiu a distribuição de sacolas plásticas no comércio da cidade. A decisão atende a um pedido de liminar feito pelo Sindiplast (Sindicato da Indústria de Material Plástico de São Paulo) em uma ação direta de inconstitucionalidade contra a norma, em vigor desde o dia 5.
Nenhum estabelecimento poderá ser multado por fornecer sacolinhas aos clientes
O desembargador Guilherme Strenger, relator do caso, acatou os argumentos apresentados pela entidade de que aguardar o julgamento final da ação para interromper a proibição poderia provocar danos irreparáveis ao setor. O tribunal determinou que a Prefeitura e a Câmara de Americana sejam intimadas para que apresentem em até 30 dias uma defesa da lei.
A partir da publicação da decisão do TJ no Diário Oficial e da notificação da Prefeitura, nenhum estabelecimento poderá ser multado por fornecer o material aos clientes. O mérito da ação ainda será julgado pelos desembargadores.
Segundo a Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis) - entidade "escalada" pelo sindicato para comentar a ação - os argumentos usados para aprovar a lei são infundados. "Sacolas representam apenas 0,2% do lixo urbano, portanto ela não pode ser uma vilã. Não é ela a causadora da poluição. Tudo o que está sendo veiculado provem de um desconhecimento profundo do assunto", afirma o presidente Alfredo Felipe Schimitt.
Ele ainda acusou os supermercados de lucrar com a proibição. "É um setor da economia que quer se apropriar de renda dos consumidores, sem oferecer nada em troca. Isso aí está disfarçado de um marketing ambiental", completou.
A Apas (Associação Paulista de Supermercados) negou a vantagem sugerida pela Abief. "O consumidor sempre pagou a sacolinha, embutida no preço das mercadorias. Nós não queremos vender sacola, mas sim conscientizar a população sobre o dano que ela provoca ao meio ambiente", rebateu o diretor regional da entidade, em Campinas, Palimércio de Luccas.
Repercussão
Autor da lei, o vereador americanense Odair Dias (PV) lamentou ontem a suspensão dos efeitos. Ele questionou a falta de participação do Sindiplast e demais representantes da indústria plástica nas discussões do projeto. "A proposta tramitou na Câmara por 10 meses, foi sancionada em outubro do ano passado e só entrou em vigor agora. E nunca se falou nada disso", criticou.
O parlamentar acredita que o TJ, quando julgar o mérito da ação, não vai declará-la inconstitucional. "Quem perde com isso, temporariamente porque eu tenho certeza de que a Justiça não vai julgar a lei ilegal, é a população", completou.

junho, 2011
Estudo aponta que sacolas plásticas são as embalagens mais sustentáveis
O Girassol - Palmas/TO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - 12/06/2011
Pesquisa realizada no Reino Unido mostra que, no comparativo com outros tipos de sacolas, as sacolinhas plásticas levam vantagem por sua praticidade, economia que oferece e capacidade de reutilização.
Um estudo britânico sobre o impacto ambiental de diversos tipos de sacolas de supermercado mostrou que as sacolas plásticas trazem menor impacto ao meio-ambiente que outros tipos de sacolas. O estudo verificou o ciclo de vida de sacolas de algodão, ecobags, sacos de papel e sacolas plásticas tradicionais e o resultado apontou que a proporção de matéria prima usada nas sacolinhas em comparação com as tantas possibilidade de reutilização que elas oferecem as fazem ser mais sustentáveis que os outros tipos de sacola.
Segundo o estudo, as ecobags de outros materiais teriam que ser reutilizadas mais de 100 vezes para compensar a quantidade de material que levam em sua produção. As de papel, cerca de três vezes mais, porém a fragilidade do material não o permite. Já a sacola plástica comum tem a resistência suficiente para ser reutilizada diversas vezes e, depois disso, ainda serve para embalar o lixo residencial, promovendo a saúde pública.
Outro importante dado do estudo é que, devido ao fato da sacolinha plástica apresentar o menor peso dentre as opções analisadas, ela apresenta, em seu processo produtivo, a menor geração de CO2 frente as outras opções. A sacolinha de plástico apresentou os menores impactos ambientais em oito das nove categorias de avaliação de performance trabalhadas neste estudo.
A Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, entidade que trabalha pela conscientização da população sobre o uso correto, reutilização e descarte responsável dos produtos pós-consumo, alerta que ações ambientais devem ter consistência para que sejam realmente sustentáveis. “Por que se falar em banir determinado produto quando estudos científicos mostram que ele supera outros em diversos quesitos de avaliação ambiental?”, questiona Miguel Bahiense, presidente da Plastivida. E completa: “Informação técnica ou científica é importante para trazer à população a informação correta, para que ela possa escolher qual a melhor embalagem na hora de carregar suas compras.”
Conheça o Estudo: http://www.environment-agency.gov.uk/static/documents/Research/Carrier_Bags_final_18-02-11.pdf (Informações da ascom/Plastivida)

maio, 2011
Proibição da sacola plástica afetará só os transformadores
DCI - São Paulo/SP - LEGISLAÇÃO - 24/05/2011
Caio Luiz
são Paulo - A onda de cidades que estão banindo as sacolas plásticas de supermercado têm tirado o sono da terceira geração da indústria petroquímica, os transformadores de plásticos. Essa lei, que já está valendo em capitais como Belo Horizonte (MG) e começará a vigorar em São Paulo a partir de janeiro do ano que vem derrubará as empresas que atuam neste segmento em função da diminuição da produção dessas embalagens fabricadas a partir do polietileno feito do petróleo.
Das empresas ouvidas pelo DCI, a média da perspectiva de queda é de 38,3% nessa fase da cadeia do plástico. Já para a Braskem, maior produtora de resinas das Américas, a redução das vendas deve ficar em cerca de 3%, nível que a empresa deve realocar em outros segmentos de mercado onde atua, com facilidade.
"O setor de matéria-prima, que utiliza a nafta para fabricar resina, não será afetado", disse o vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Braskem, Marcelo Lyra. A previsão de queda nas vendas da empresa não será tão significativa em decorrência da nova lei. "No entanto, clientes importantes que geram renda e emprego serão atingidos grandiosamente", acrescentou.
Em sua análise das cidades cuja decisão foi pelo banimento dessas sacolas, Lyra disse que apenas o posicionamento ambiental da lei foi levado em consideração. Contudo, continuou ele, o aspecto industrial que envolve mudanças econômicas ficou para trás. "Além da dificuldade que certas empresas vão passar, há ainda o repasse do valor das sacolas para o consumidor que deixa de estar embutido nos produtos que compram", analisou Lyra. Cada sacola custaria R$ 0,19.
Impacto
Dentre as empresas afetadas, a Altaplast, localizada em São Paulo, está entre as dez maiores produtoras de sacolas plásticas do mercado nacional. Atende principalmente Supermercados de médio e pequeno porte e atacadistas que revendem sacolas.
Em 2010, a empresa fabricou 10 mil toneladas de sacolas plásticas e tinha previsão idêntica para este ano. "Contudo, se não voltarem atrás com essa lei, o montante que vendemos para a Capital será riscado da nossa linha de produção", informou o diretor comercial da Altaplast, Teddy Djmal, ao contar que a produção cairá em 25%.
Djmal ainda protesta contra os supermercados ao dizer que por gastarem muito dos próprios orçamentos com sacolas, é conveniente quererem repassar o custo para os clientes. Na Extrusa/Tack, empresa atuante no segmento há 27 anos e com sede no Parque Novo Mundo em São Paulo, o impacto será bem maior que o da concorrente citada. No ano passado a companhia fabricou 16,8 toneladas e também mantinha a mesma perspectiva para 2011. A expectativa de recuo é de 60%.
"Estamos bastante preocupados porque fizemos investimentos em 2010 ao comprar máquinas pelo Finame (linha de financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior -BNDES) e temos dívidas até 2015", expôs o diretor industrial da Extrusa, Roberto de Brito.
Segundo ele, a empresa possui 600 funcionários e muitos correm o risco de perderem o trabalho. Indiretamente, o diretor calcula que mais mil pessoas envolvidas na cadeia produtiva da companhia podem ficar sem emprego. "Proibir as sacolas é simplesmente radical. Acaba complicando a situação das fabricantes."
Outra prejudicada será a produtora de embalagens plásticas Neoplastic, localizada em Franco da Rocha e que existe há 30 anos. A fabricação de sacolas para a cidade de São Paulo era responsável por 30% da produção.
Segundo dados da Plastivida, entidade representante da cadeia produtiva dos plásticos, há mais de 200 empresas no País que compõem o setor de fabricação de sacolas plásticas.
Dentre elas, "as que fornecem para São Paulo sofrerão o impacto do Projeto de Lei 496/2007", alertou o presidente da associação, Miguel Bahiense, que também é presidente do INP (Instituto Nacional do Plástico), ao comentar sobre a proposta, aprovada pela câmara de vereadores de São Paulo.
A entidade aponta que o terceiro item de maior custo para um mercado é justamente a sacola plástica distribuída.
"O governo não ouviu a outra parte", protestou a coordenadora do setor de sacolas impressas da Neoplastic, Léia Souza. "Fora da capital e do estado continuaremos com o mesmo nível de vendas, mas é impossível negar que a receita sofre um abalo considerável", avaliou a coordenadora.
De acordo com a Plastivida, de 2007 para 2010 houve uma redução na fabricação destinada a Supermercados de todo o Brasil de 3,9 bilhões de unidades. A quantidade saltou de 17,9 bilhões para 14 bilhões no ano passado.

maio, 2011
Como a lei das sacolas plásticas afeta o bolso do consumidor
Portal Exame - São Paulo/SP - SEU DINHEIRO - 20/05/2011
Julia Wiltgen, de
Consumidor pode ser onerado, se economia com plástico não for repassada pelo varejo
Além de São Paulo, 12 capitais e 3 estados possuem leis que restringem o uso das sacolas
São Paulo – A prefeitura de São Paulo sancionou nesta quinta-feira (19) uma lei que proíbe os estabelecimentos de varejo de fornecerem sacolas plásticas para seus clientes acondicionarem suas compras, sob pena de multa. A medida entra em vigor a partir de 1º de janeiro de 2012 e chega atrasada em relação a decisões já tomadas em diversas capitais. Belo Horizonte, Brasília, João Pessoa e Palmas já aprovaram leis que proíbem as sacolas plásticas, e outras oito capitais, além dos estados do Maranhão e do Rio, já aprovaram leis que preveem a substituição do plástico por materiais biodegradáveis.
Além da importante discussão ambiental, a proibição levanta uma série de dúvidas sobre o que vai acontecer com o bolso do consumidor. A ideia é incentivar todos a levarem suas próprias sacolas retornáveis – as ecobags – ou carrinhos e sacolas de feira. Mas e para quem os esquecer em casa, haverá alternativa? Outra questão é sobre o acondicionamento do lixo doméstico. As sacolas antes utilizadas para este fim deverão agora ser substituídas pela compra de sacos de lixo. Por outro lado, o varejo se livra dos custos com os sacos plásticos, atualmente repassados para o consumidor. Isso vai se traduzir em redução nos preços dos produtos?
Alternativas à sacola
Quando os supermercados pararem de fornecer sacolas plásticas, será preciso se planejar muito mais para ir às compras. Aquela passadinha no mercado para comprar alguns itens na volta do trabalho pode ser complicada se a pessoa não tiver uma ecobag no carro ou na bolsa. De qualquer maneira, ninguém está livre do esquecimento. Nesse caso, estariam os mercados planejando oferecer alternativas ao consumidor?
A princípio, a lei não impede que os estabelecimentos de varejo forneçam, gratuitamente ou mediante pagamento, qualquer outro tipo de sacola ou embalagem. Elas só não podem ser feitas de plástico ou conter as palavras “oxidegradáveis”, “oxibiodegradáveis”, “fotodegradáveis”, biodegradáveis” e outras expressões que sugiram sustentabilidade. Fica, então, a critério do estabelecimento escolher que alternativas vai oferecer aos clientes que não levarem ecobags ou carrinhos.
Na cidade paulista de Jundiaí, onde as sacolinhas plásticas foram proibidas no ano passado, os supermercados chegam a fornecer, gratuitamente, caixas de papelão aos clientes que esqueceram suas sacolas retornáveis em casa. Alternativa que só serve, evidentemente, para quem vai às compras de carro.
Mas para Orlando Morando, vice-presidente e diretor de comunicação da Associação Paulista de Supermercados (APAS), a princípio, os supermercados não ofereceriam embalagens alternativas gratuitas a seus clientes. “Tudo que for dado de graça pelo supermercado acaba sendo repassado para o consumidor”, diz ele.
Se assim for, quem estiver sem uma sacola retornável ou carrinho de compras terá, provavelmente, que comprar uma ecobag na hora, ou se valer de uma alternativa que também é adotada em Jundiaí e deverá ser adotada em todo o estado de São Paulo em 2012, depois de acordo da APAS com o governo do estado: a sacola feita de amido de milho, que é vendida a um preço médio de 19 centavos.
Grandes redes de varejo, como Walmart, Carrefour e Pão de Açúcar já mostraram interesse em aderir ao acordo. Essa sacola não envolve derivados de petróleo e é semelhante às sacolas plásticas tradicionais. Embora ainda haja incertezas, devido ao texto pouco claro da lei, tudo indica que sua venda não será proibida nos caixas dos estabelecimentos comerciais da capital paulista.
“Atualmente, todos pagam pelas sacolas plásticas utilizadas no mercado. Não havendo mais sacolas fornecidas gratuitamente, a pessoa que leva sua sacola retornável não estará mais pagando pelo ‘esquecidinho’”, explica Orlando Morando. Ele acrescenta que a intenção do varejo é justamente educar e conscientizar o consumidor.
A conduta de não oferecer alternativas gratuitas e sustentáveis ao consumidor, porém, é criticada por entidades de defesa do consumidor. Para Maria Inês Dolci, da Proteste, as medidas educativas não deveriam ser acompanhadas de imposições ou “punições”. “Tem que haver incentivo para o uso de sacolas retornáveis, mas o consumidor não pode ser penalizado com cobranças extras”, afirma. “O mercado tem que oferecer uma alternativa gratuita e sustentável, senão não basta proibir”, diz Adriana Charoux, pesquisadora do Idec.
Sacos de lixo
Os defensores das sacolas plásticas alegam que elas também podem ser reutilizadas e recicladas, não sendo, portanto, uma questão de aboli-las. A maioria das pessoas as reaproveita para forrar as lixeiras de casa, sem custo algum, e descartar seus resíduos. Sem recebê-las gratuitamente nos mercados e farmácias, restará ao consumidor comprar sacos de lixo e economizar no seu uso.
Para a Associação da indústria de embalagens flexíveis, a Abief, o consumidor terá um gasto médio mensal de 15 reais com o fim das sacolas plásticas nos supermercados, referentes ao valor gasto na compra de sacos de lixo. De fato, não haverá outra maneira de embalar o lixo em plástico senão pagando pelo material. Em matéria de sustentabilidade, é trocar seis por meia dúzia.
Uma maneira de tentar minimizar este gasto e o impacto ambiental é não utilizar sacos de lixo para lixeiras que acondicionem apenas resíduos sólidos e secos, como papéis e embalagens vazias e limpas. Outra alternativa é reaproveitar os únicos sacos plásticos que continuarão permitidos na cidade: aqueles que acondicionem produtos vendidos a granel, como frutas, e mercadorias que possam soltar água, como carnes.
Se mesmo assim faltarem maneiras de acondicionar o lixo, o consumidor terá de abrir a carteira e se munir de lixeiras maiores, capazes de acondicionar os enormes sacos vendidos atualmente, de 15 a 200 litros de capacidade. Mesmo assim o custo ficará diluído se o consumidor optar pelas embalagens que vem com mais unidades.
Caso os estabelecimentos resolvam oferecer as sacolas de amido de milho ao custo médio de 19 centavos, pode haver quem pense que será mais prático e barato adquiri-los e aproveitá-los para o lixo. De acordo com cálculos feitos por EXAME.com, comprar sacos de lixo, porém, ainda sairia mais em conta do que se valer dessas sacolas biodegradáveis. Compare os custos aproximados de cada sacola, considerando que as sacolas de mercado acondicionam, aproximadamente, 6 litros:
Custo por litro Custo de 100 litros Sacolas de amido de milho de 19 centavos a unidade 3,1 centavos 3,10 reais Sacos de lixo (variação de preço conforme quantidade e volume dos sacos) De 0,2 centavos a pouco mais de 2 centavos De 20 centavos a pouco mais de 2 reais
Mesmo para quem preferir sacos menores, ainda vale mais a pena pagar pelos sacos de lixo. Se 100 saquinhos de amido de milho custam em média 19 reais, 100 saquinhos de lixo de mesmo tamanho podem custar, em média, 15 reais, um pouco mais em conta. Quem quiser uma alternativa mais ecológica pode optar pelos sacos biodegradáveis, cujo custo não chega a dois centavos por litro.
Descontos para o consumidor
O varejo vem apoiando as iniciativas das cidades que restringem ou proíbem o uso de sacolas plásticas. Não apenas pela sustentabilidade da medida, mas também por gerar uma economia para os estabelecimentos com os custos das sacolinhas, repassados, por sua vez, para os consumidores. Resta saber se, a partir do ano que vem, os paulistanos sentirão o bolso mais leve na hora de ir às compras.
“O custo com sacolas plásticas pode chegar, em algumas lojas, a 0,5% do faturamento. Com o fim das sacolas, haverá uma redução no preço dos produtos, ou mais descontos e promoções”, afirma Orlando Morando, da APAS, lembrando que isso acontecerá se o estabelecimento não oferecer nenhuma alternativa gratuita às sacolas plásticas. Ele frisa que, dessa forma, apenas os consumidores que não aderirem à onda verde vão pagar, pois terão de adquirir na hora outras opções de sacolas.
Outra opção lembrada por Adriana Charoux, do Idec, é a concessão de desconto nas compras para quem levar a própria sacola retornável. A rede Walmart, por exemplo, já oferece 3 centavos de desconto para quem não utiliza sacola plástica e dispõe de caixa preferencial para esses clientes. Agora é esperar para saber como o varejo pretende repassar a economia para o consumidor.

maio, 2011
Banir as sacolas plásticas vai resolver o problema?
Revista Novo Varejo - São Paulo/SP - CONSUMO CONSCIENTE - 19/05/2011
Elaine Medeiros
Está cada vez mais próximo o dia em que as sacolas plásticas serão substituídas por embalagens retornáveis e materiais mais resistentes. Em São Paulo, falta apenas a assinatura do prefeito Gilberto Kassab para que, a partir de 2012, o comércio comece a troca. Pelo menos foi o que ficou acordado pela Câmara Municipal de São Paulo, no último dia 17.
Além de proibir a sacola comum para todo o comércio paulista e não só para os supermercados, o Projeto de Lei (PL) também pedirá aos fabricantes e distribuidores para que não divulguem, nas novas sacolas descartáveis, rótulos que mencionem composições biodegradáveis, mas apenas informativos detalhando as dimensões (40cm x 40cm) com os dizeres: “poupe recursos naturais! Use sacolas reutilizáveis". Ao contrário das sacolas retornáveis, as descartáveis não deverão ser cobradas. Ou seja, o consumidor não saberá que está usando uma sacola biodegradável.
Durante a votação, os parlamentares que apoiaram o fim das sacolas plásticas descartáveis (foram 35 votos favoráveis contra cinco) afirmam que elas impermeabilizam o solo, poluem o meio ambiente, contribuem para o aumento das enchentes em São Paulo e são responsáveis pela morte de muitos animais marinhos (que comem o plástico). Já os que votaram contra, argumentam que é preciso fazer uma legislação mais ampla, que contemple inclusive uma solução para o problema das garrafas PET e de materiais poluentes. Eles alegaram também que muitas donas de casa e pessoas de baixa renda utilizam as sacolas distribuídas pelos supermercados para embalar o lixo doméstico e que haverá desemprego nas empresas que produzem o material, além de obrigar essas famílias a comprar sacos plásticos de lixo, muito mais caros e que poluem da mesma forma.
A decisão final agora vai depender da Justiça, já que os vereadores Aurélio Miguel (PR) e Francisco Chagas (PT) reclamaram que o Regimento Interno não foi respeitado e que pretendem ingressar com uma ação de inconstitucionalidade para impedir que a lei entre em vigor, assim como foi feito na cidade de Guarulhos, onde recentemente o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo alegou que a medida era inconstitucional.
Mas não é de hoje que a suspensão das sacolas plásticas convencionais vem sendo discutida. Na semana passada, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) liderou o Protocolo de Intenções, assinado pelo governador do estado, Geraldo Alckmin, no último dia 9.
O acordo voluntário, que já foi sugerido em outras cidades, pedia para que os supermercados deixassem de fornecer sacolas gratuitas para os clientes e passem a oferecer sacolas retornáveis, carrinhos de feira e caixas de papelão para o transporte das compras, por exemplo. Lembrando que se o consumidor optasse pela sacola descartável teria que pagar pela nova versão biodegradável, feita de amido de milho e outros componentes naturais, o valor de R$ 0,20 em média. Detalhe: ela é vendida pelo fabricante por R$ 0,03.
Se sancionado, o PL que ainda precisa de aprovação da prefeitura será implementado até 31 de dezembro deste ano e seu descumprimento implicará em multa de R$ 50,00 a R$ 50 milhões ou suspensão da licença comercial. A fiscalização será feita pela Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.
Consumidor assumirá o custo das mudanças
Para Lourival Pereira, coordenador da Secretaria de Saúde e Meio Ambiente do Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo, trata-se de uma estratégia do estado e das grandes redes supermercadistas para angariar mais lucro. "Eles elegeram a sacola plástica como bode expiatório, a fim de receber duas vezes. Isso porque o consumidor já paga pela sacola comum 4,5% do valor total de sua compra e com a medida, pagará duas vezes, ao adquirir uma sacola retornável (o Projeto de Lei suspende a cobrança de sacolas plásticas descartáveis)”.
Já para João Galassi, presidente da APAS, trata-se de uma mudança cultural que se faz necessária, ainda que os resultados só sejam percebidos a longo prazo. “2,5 milhões de sacolas são usadas por mês em São Paulo. Deste volume, 90% vai para o aterro sanitário e 10% é reciclável. Se não tomarmos providências hoje não vamos parar de estocar. Estamos antecipando uma situação que começou a partir da assinatura da Política de Resíduos”, explica, se referindo a lei federal da Política de Resíduos Sólidos, assinada no final do ano passado, que favorece o meio ambiente e normaliza as condições do catadores, por meio de medidas como: logística reversa de produtos reciclados, por parte dos fabricantes; compostagem para que os lixo passe a ser tratado e não aterrado, e maior rigidez nas licitações para as empresas coletoras de lixo.
O diretor da Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis) e da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), Rogério Mani, não compartilha dessa opinião, destacando que apesar da indústria estar fazendo a sua parte – com o Programa de Consumo Responsável de Sacola Plástica que promove uso consciente e a redução de excessos no uso das sacolas -, as sacolinhas não podem ser consideradas “a vilã do planeta, até porque o ciclo de vida do plástico é mais sustentável do que outros produtos como a pilha, a bateria, etc”.
Por outro lado, Walmor Picolo, diretor da Zivalplast Indústria e Comércio de Plásticos, a medida de substituição das sacolas comuns pelas biodegradáveis, por exemplo, está deixando de considerar o custo que elas vão representar para os fabricantes e consequentemente para as pessoas de baixa renda. “O Brasil hoje não possui resina o suficiente para abastecer todo o mercado varejista e consequentemente passará a importar essa matéria-prima”, explica.
De uma forma ou de outra, sem dúvida será o consumidor final quem arcará com o ônus, em função de uma medida que tenta acabar com o descarte indevido de sacolas plásticas, em detrimento da continuidade do uso de sacos plásticos para lixos, embalagens de alimentos e tantas outras, que geralmente possui o mesmo material poluente, mas vão continuar circulando sem restrições.

maio, 2011
Proibição das sacolinhas plásticas: o que não está sendo dito pela mídia
Carta Capital - São Paulo/SP - SOCIEDADE - 19/05/2011
Blog da Raquel Rolnik
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na terça-feira 17 um substitutivo ao Projeto de Lei 496/2007 que proíbe a distribuição e venda de sacolas plásticas em toda a capital paulista. O projeto segue agora para sanção do prefeito Gilberto Kassab.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que esse é um debate, de fato, relevante. Em muitos países do mundo, essa proibição já existe há vários anos. A discussão parte de constatações relacionadas ao impacto ambiental da produção do plástico – o longo tempo para a sua degradação na natureza -, o impacto que as sacolinhas causam em períodos de enchente etc.
Mas algumas questões parece que não estão sendo ditas no debate que vem sendo feito na imprensa. A primeira versão do PL obrigava a substituição das sacolinhas de plástico por congêneres biodegradáveis: ou seja, diminuía o mercado dos produtores de sacolas plásticas e aumentava o mercado dos produtores de sacolas biodegradáveis, mas sem levar em consideração os impactos ambientais que estas últimas também geram.
No fim das contas, substituiríamos um produto por outro, mas sem tocar no tema dos limites para o planeta de uma produção infinita de produtos, biodegradáveis ou não. Afinal, toneladas de biodegradáveis também degradam o meio ambiente.
Na nova versão do projeto, que foi aprovada ontem, todos os estabelecimentos comerciais são proibidos de distribuir e vender sacolas plásticas de qualquer tipo aos consumidores para acondicionamento e transporte de mercadorias. Tais estabelecimentos devem estimular seus clientes a usar sacolas reutilizáveis.
Além disso, a Lei aprovada exclui da proibição as embalagens plásticas originais das mercadorias, e as utilizadas para venda de produtos a granel ou que vertam água. Assim, continuam as emabalagens plásticas.
O trecho mais curioso, no entanto, é o Artigo 5º, que proíbe que fabricantes de sacolas plásticas insiram rótulos como “degradável”, “biodegradável”, “oxidegradável” e “oxibiodegradável”. Esse artigo é estranhíssimo. Significa que hoje os fabricantes de sacolas plásticas inserem essas terminologias de má fé? Que na verdade tais produtos não são o que indicam seus rótulos?
Diante dessas questões, fica a pergunta: estamos discutindo a indústria do degradável versus a indústria do biodegradável? Trata-se de uma guerra de mercados? Uma discussão que se pretende de sustentabilidade do planeta transformou-se numa guerra entre fabricantes de sacola X e fabricantes de sacola Y?
Se for isso, estamos desperdiçando uma oportunidade de avançar na discussão sobre a necessidade das embalagens, seus impactos ambientais, e também sobre o nível de consumo da nossa sociedade.

maio, 2011
Entidades ligadas à indústria do plástico se posicionam, contra proibição, leia na íntegra:
18/05/2011
Posicionamento frente ao PL, aprovado pela Câmara de São Paulo, que visa o banimento de sacolas plásticas no município
• No dia 17 de maio, a Câmara de Vereadores de São Paulo aprovou o Projeto de Lei 496/2007, que dispõe sobre a proibição da distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas aos consumidores em todos os estabelecimentos comerciais da capital. O PL define que os estabelecimentos comerciais devem estimular o uso de sacolas reutilizáveis, confeccionadas com material resistente e que suportem o acondicionamento e transporte de produtos e mercadorias em geral.
• São Paulo é o maior centro consumidor do país e sofrerá com a penalização: perda de movimentação no comércio, empregos em risco na cadeia produtiva, além da penalização da população em si e do meio ambiente.
• As sacolas plásticas são apontadas incorretamente como sendo causadoras de impacto ambiental, quando na verdade o problema não reside nelas e sim no desperdício, no descarte incorreto e na falta de uma política adequada de reciclagem de resíduos pós-consumo.
• Não há alternativas consistentes para substituir as sacolas plásticas. Econômicas, duráveis, resistentes, práticas, higiênicas e inertes, são reutilizáveis e 100% recicláveis. Pesquisa do Ibope confirma que 100% das sacolas plásticas são reutilizadas como saco de lixo, 71% constituem as embalagens preferidas da população para transportar suas compras e 75% das donas de casa são a favor do seu fornecimento pelo varejo.
• Embalar o lixo em plástico é uma recomendação dos órgãos de saúde do país, para que se evitem contaminações. A sacola plástica é reutilizada pelo consumidor para acondicionar o lixo doméstico, assim como para outros tantos usos, o que representa higiene, economia e atitude ambientalmente responsável. Na falta dessa embalagem, o consumidor deverá comprar sacos de lixo, o que irá gerar custo adicional às famílias.
• Ambientalmente, as sacolas plásticas são comprovadamente as mais amigáveis. Estudo encomendado pelo governo britânico sobre o impacto ambiental de diversos tipos de sacolas mostrou que a sacolinha de plástico tem melhor desempenho ambiental em 8 das 9 categorias avaliadas. Outro importante dado é que ela apresenta a menor geração de CO2 em seu processo produtivo, além de consumir menor quantidade de matéria-prima frente às outras opções.
• Com isso em vista, acreditamos que o combate ao desperdício a partir da educação: conscientização sobre o uso correto, reutilização e descarte responsável das sacolas plásticas é o caminho adequado.
• Defendemos que as sacolas plásticas sejam utilizadas sim, porém fabricadas com a qualidade exigida pela Norma Técnica ABNT NBR-14937. Isso porque as sacolas mais resistentes inibem a prática de se colocar uma sacola dentro da outra para transportar produtos mais pesados ou utilizar somente a metade de sua capacidade, além, de poderem ser usadas mais vezes, mesmo para as compras em supermercados.
• Essas sacolas mais resistentes são a base do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, desenvolvido pela Plastivida, Instituto Nacional do Plástico (INP) e Associação Brasileira da indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), para envolver indústria, varejo e população na questão da melhoria na qualidade das sacolas e nas boas práticas de uso e descarte dessas embalagens.
• Com uma sacola dentro da norma e com a educação da população para o uso e descarte adequados dessas embalagens o desperdício é combatido. O consumidor pode levar sua sacola plástica mais de uma vez ao supermercado, depois disso dar a ela outras finalidades (embalar alimentos, carregas produtos molhados na bolsa, recolher as fezes de animais domésticos ou mesmo usar como saco de lixo)
• Presente em oito capitais (São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro, Recife e Florianópolis), o Programa traz resultado notório: 4 bilhões de sacolas plásticas deixaram de ser consumidas de 2007 a 2010. Mesmo o Ministério do Meio Ambiente (MMA) reconhece o esforço como inovador, consistente e equilibrado. O Programa segue em 2011 com o objetivo de alcançar e até mesmo ultrapassar a marca dos 30% de redução no uso de sacolas plásticas até 2012.
• Na capital paulista, as redes de varejo signatárias do Programa, como o Pão de Açúcar, por meio da educação do consumidor, já reduziram significativamente o desperdício, graças a distribuição de sacolas dentro de normas e do trabalho de educação do consumidor.
• As entidades também lançaram em 2010 a Escola de Consumo Responsável, um projeto itinerante que tem levado os conceitos de uso responsável e descarte adequado dessas embalagens para todo o País.
O Banimento é um caminho ou uma falta de visão sistêmica?
• Perguntamos: deveríamos banir as sacolas ou promover ações em favor de seu uso responsável? Imagine se baníssemos tudo o que é moderno e que ao mesmo tempo tenha algum impacto ambiental. Voltaríamos aos primórdios, com baixa qualidade e baixa expectativa de vida e com epidemias que, atualmente, só fazem parte dos livros de história e total falta de higiene no contato com os alimentos.
• Na sociedade contemporânea, a melhor forma de usufruir dos benefícios (conforto, praticidade, economia, segurança e qualidade de vida) a que todos temos direito é utilizar este ou qualquer outro produto de forma responsável, o que significa aplicar o conceito ambiental, reconhecido internacionalmente, dos 3Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.
• A sacola plástica é 100% reciclável e, quando feita dentro de norma, mais resistente, pode e deve ser reutilizada – até mesmo para novas compras em supermercado - sem onerar o consumidor. Hoje, o Brasil conta com uma indústria de reciclagem de plásticos ociosa em mais de 30% uma vez que o país não conta com processos de coleta seletiva adequados para que menos materiais que podem ser reutilizados acabem nos lixões e aterros.
• Acreditamos que a população não pode ser penalizada – seja com cobranças extras, com a geração de novas despesas com sacos de lixo, ou mesmo com a perda e empregos na cadeia produtiva das sacolas plásticas (que hoje garante em São Paulo cerca de 6 mil empregos diretos).
• A saída está na educação e na responsabilidade compartilhada – indústria, varejo, população e governo fazendo sua parte para adequar a questão do consumo e do descarte.

maio, 2011
"A sacola não é o problema", diz entidade sobre proibição
DCI - São Paulo/SP - SÃO PAULO - 19/05/2011
bruno cirillo
são paulo - Empresas ligadas à fabricação e comercialização de sacolas plásticas, por meio da Plastivida, defendem que o produto, ainda que seja poluente, é a opção menos nociva para o meio ambiente. A entidade acredita que o desperdício das embalagens seja o verdadeiro problema e vai contra o projeto de lei que as proíbe, votado nesta semana em São Paulo.
A Câmara dos Vereadores da cidade aprovou na terça-feira (17) o PL 496/2007, que veta a distribuição gratuita e a venda de sacolas plásticas em todos os estabelecimentos comerciais da capital - o município é o maior consumidor desse tipo de produto no Brasil. O projeto aguarda a sanção do prefeito Gilberto Kassab.
A Plastivida autodeclara-se o Instituto Socioambiental do Plástico, ou seja, desenvolve iniciativas de preservação ambiental que digam respeito ao produto. Com essa proposta, defende que as sacolas plásticas são apontadas incorretamente como causadoras de impacto ambiental.
"A Ciência mostra que qualquer alternativa existente é pior que o uso de sacolas plásticas", afirmou, Miguel Bahiense. "O problema não é a sacola em si, mas o desperdício". Numa rápida ilustração, o impacto ambiental é causado por aqueles que, no supermercado, usam duas sacolinhas para guardar uma garrafa.
Contra o consumo abusivo, a entidade propagandeia o uso de uma sacola de plástico mais resistente, capazes de suportar até seis quilos de mercadorias. Esse tipo de embalagem é tido como ideal pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e, segundo a Plastivida, já é utilizado por grandes cadeias de supermercado, como o Pão de Açúcar.
Em 2009, a população brasileira consumiu 17,9 bilhões de sacolas plásticas, de acordo com uma estimativa da Plastivida. Essa quantidade caiu para 14 bilhões no ano passado, com incentivos de um programa de consumo responsável da entidade. Bahiense contou que a meta é reduzir em 750 milhões o total deste ano, caso Kassab não sancione o projeto.
"As estatísticas mostram que a sacola plástica é a melhor escolha, em relação ao ciclo de vida - origem e destino do plástico", observou Bahiense. Segundo o representante, o produto consome poucas matérias-primas na produção e libera pouco dióxido de carbono - um dos principais vilões ambientais - na desfaçatez.
Mas é justamente a longevidade do plástico que preocupa os ambientalistas. A decomposição do produto, em condições naturais, se prolonga por cem anos.
"Todos danos caem nesse dado. Quando falamos em redução de produção de resíduos tem a ver com isso [a longevidade do lixo]. Todo lixo faz parte de um ciclo que um dia volta para nós", disse o educador ambiental do SOS Mata Atlântica, Lemuel Santos.
O especialista não condena a postura dos que se posicionam contra a proibição, mas crê que este é um momento positivo para se discutir o tema. Sua opinião sobre o uso de sacolas plásticas é clara: o indíviduo deve buscar alternativas ao seu alcance. "Nosso trabalho é muito baseado em atitudes individuais", explicou.
Já Bahiense, da Plastivida, acha que o indivíduo que vai as compras será o maior prejudicado pelo projeto, caso ele se torne uma lei. "Virão os sacos de lixo preto, que são mais caros, para a substituição", previu. "Como as classes C, D e E vão fazer?", indagou.
Outra fatia social a quem faria mal a proibição, segundo o representante, é a dos trabalhadores industriais. "No momento em que se tira um produto da cadeia produtiva, é certo que a indústria vai demitir", afirmou.
O segmento das sacolas plásticas emprega diretamente 30 mil brasileiros. Somente em São Paulo, seis mil pessoas trabalham com isso. Cerca de 200 empresas são representadas pela Plastivida, uma entidade sediada na cidade de São Paulo, mas presente em vários estados do Brasil.

maio, 2011
Sacola plástica é o tipo mais sustentável, diz estudo
Mútua - Brasília/DF - NOTÍCIAS - 18/05/2011
Agência Estado
As sacolinhas plásticas de supermercado causam menos danos ambientais que outros modelos, quando a comparação leva em conta o uso da sacola uma única vez, defende um estudo da Agência Ambiental da Inglaterra. A pesquisa do órgão governamental inglês explica que sacolas de papel, plástico resistente (polipropileno) e algodão consomem mais matéria-prima e energia para sua fabricação. Por isso, teriam que ser reutilizadas 3, 11 ou 131 vezes, respectivamente, para causar menos danos ambientais que uma sacola plástica usada apenas uma vez.
O estudo divulgado em fevereiro no Reino Unido analisa, especificamente, o potencial de aquecimento global dos diferentes modelos de sacolas. Para isso, os pesquisadores Chris Edwards e Jonna Meyhoff Fry acompanharam o ciclo de vida (extração de matéria-prima, manufatura, distribuição, uso, reuso e descarte) de cada modelo. Em cada uma das etapas do ciclo de vida, foi contabilizada a quantidade de gases causadores do efeito estufa emitidos pelo consumo de energia na fabricação e no transporte das mercadorias, além dos desperdícios de materiais durante o processo.
A partir desse acompanhamento, os pesquisadores verificaram que, em seu ciclo de vida completo, uma sacola plástica comum emite 1,5 kg de gás carbônico e outros gases que contribuem para o aquecimento global. O dado já considera que 40% desse tipo de sacola são reutilizados com frequência pelos ingleses para acondicionar o lixo em casa. Já o ciclo de vida das outras sacolas têm um impacto bem maior: papel (5,53 kg), plástico resistente (21,5 kg) e algodão (271,5 kg). Isso é o que explica a necessidade de tantos reúsos para neutralizar a fabricação desses modelos, de acordo com a pesquisa.
Outro ponto importante foi a constatação de que, na Inglaterra, o uso de matérias-primas e a fabricação das sacolas concentram em média 70% dessas emissões de carbono. A partir desses dados, o estudo conclui ainda que sacolas que foram feitas para durar mais - como as de plástico mais resistente ou as de algodão - também exigem mais recursos para sua fabricação. Portanto, se não forem reutilizadas devidamente, o potencial de aquecimento global pode ser pior que o das sacolas plásticas.
Reações no Brasil
O presidente do Instituto Akatu de Consumo Consciente, Hélio Matar, afirmou que, apesar desses resultados, as sacolas plásticas não são a opção mais sustentável. Segundo ele, é preciso ponderar os dados da pesquisa. Ele lembrou que os estudos foram realizados na Inglaterra, onde a matriz energética baseada em combustíveis fósseis torna a atividade industrial - e a fabricação de qualquer tipo de sacola - muito mais poluente. "No Brasil, o resultado certamente seria diferente", disse, ao lembrar que o País tem uma matriz energética limpa, baseada em hidrelétricas.
Para Cláudio José Jorge, presidente da Fundação Verde (Funverde), a pesquisa também destoa da realidade no Brasil por outro motivo: a sacola de algodão costuma ser maior que a sacola plástica convencional e comporta praticamente o dobro de itens. "Uma sacola retornável substitui mais de uma sacolinha plástica e carrega mais itens no supermercado ou na feira. Isso ajuda a neutralizar o impacto da fabricação", defende.
Hélio Matar acrescentou que as sacolas plásticas também são responsáveis por outros danos ambientais não contabilizados pela pesquisa, cujo foco foi o aquecimento global. "O volume de sacolas descartadas no Brasil é gigante, em torno de 150 bilhões de unidades por ano", disse. Segundo Matar, isso cria problemas como entupimento de bueiros e enchentes nas cidades, além de sobrecarregar aterros sanitários. "Em um País com recursos financeiros limitados como o nosso, isso representa uma dificuldade a mais para a administração pública", afirmou.
Já Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, entidade ligada ao setor produtivo do plástico no Brasil e divulgador da pesquisa no País, tem opinião contrária. "Os questionamentos no Brasil não têm levado em conta as questões técnicas e ambientais. Se a sacola plástica teve o melhor desempenho na pesquisa, por que proibir o produto?", argumenta. Bahiense ainda sugere que, em vez de coibir as sacolas plásticas, como tem ocorrido em algumas cidades, é preciso conscientizar a população. Ele defende a necessidade de ensinar os cidadãos a diminuir o consumo de sacolas, reaproveitá-las ao máximo e encaminhá-las para reciclagem sempre que possível.

maio, 2011
Empresário prevê prejuízos para indústria e critica medida
Diário de São Paulo - São Paulo/SP - DIA À DIA - 17/05/2011
DIÁRIO SP
A proibição do uso de sacolinhas plásticas no comércio deverá trazer prejuízos à indústria de embalagens plásticas. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), Alfredo Schmitt, que defende o uso consciente e responsável do material pelos consumidores. "Artefatos plásticos não têm pernas. Se as embalagens vão parar em lugares inadequados, é porque tem um mal educado por trás. Isso não é um problema de produção, mas de educação", afirmou Schmitt.
O DIÁRIO conversou com Schmitt antes mesmo da aprovação pela Câmara Municipal da lei que veta o uso das sacolas plásticas no comércio da capital, mas ele já previa que a medida afetará diretamente o setor que representa. "Com certeza essa medida trará prejuízos para a indústria de embalagens plásticas. Não saberia dizer quanto, mas certamente o setor será prejudicado", disse o presidente da Abief.
Segundo ele, pesquisas de opinião pública mostram que cerca de 70% das donas de casa consideram as sacolas de plástico o meio ideal para transportar as compras de supermercados e lojas. Schmitt argumentou também que, antes de atacar e legislar sobre um único item, os governantes deveriam discutir a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos , aprovada no ano passado. Schmitt também chama a atenção para outros produtos que comprometem o meio ambiente, como TV, computadores e celulares.

maio, 2011
Folha de S. Paulo - São Paulo/SP - MERCADO - 13/05/2011
SACOLEIROS
O consumidor terá gasto médio mensal de R$ 15 com o fim das sacolas plásticas nos supermercados, segundo Alfredo Schmitt, presidente da Abief (associação da indústria de embalagens flexíveis).
Segundo cálculos da entidade, esse será o valor gasto na compra de sacos de lixo.
Para o presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados), João Galassi, o consumidor já paga hoje o custo das sacolas embutido nos preços. "No novo modelo, não terá esse custo."
Para colocar o lixo, o consumidor poderá usar outros tipos de sacolas e sacos, como os de padaria e hortifrúti, segundo Galassi.

maio, 2011
Câmara de SP adia votação de lei que veta distribuição de sacolas plásticas
SPTV, Bom Dia São Paulo, Antena Paulista - São Paulo/SP - HOME - 10/05/2011
Sessão extraordinária foi encerrada por falta de quórum nesta terça-feira.
Lei deverá entrar na pauta de votação desta quarta-feira (11) da Casa.
Vereadores debatem projeto de lei sobre a proibição da distribuição das sacolas plásticas na capital (Foto: Marcelo Mora/G1)
Por falta de quórum em uma das sessões extraordinárias, a Câmara Municipal de São Paulo adiou, por volta das 19h20 desta terça-feira (10), a votação da lei que deve proibir a distribuição de sacolas plásticas aos consumidores, com a finalidade de transportar mercadorias, por supermercados e demais estabelecimentos comerciais da capital. Com o adiamento, toda a pauta de votação que estava prevista para esta terça-feira será transferida para esta quarta-feira (11), na qual estão previstas pelo menos cinco sessões extraordinárias.
O texto substitutivo do projeto, que passou pelo crivo do colégio de líderes dos partidos, baseou-se em ao menos outros sete projetos de lei sobre o assunto que já tramitavam na Casa desde 2007. Projeto de lei 38/2009, do vereador Claudio Fonseca (PPS), por exemplo, já havia sido aprovado em primeira votação no dia 18 de novembro de 2009 e previa até multa para o supermercado que descumprisse a lei. No caso do texto aprovado, o infrator será punido com base na lei federal 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.
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Pelo texto substitutivo, os shoppings e supermercados terão até o dia 31 de dezembro deste ano para se adaptarem à lei. Durante este período, os supermercados terão de exibir cartazes, de 40 cm x 40 cm, com os dizeres “Poupe recursos naturais! Prefira sacolas reutilizáveis. Se usar sacolas descartáveis, não se esqueça de enviá-las para reciclagem”, segundo o vereador Floriano Pesaro, líder do PSDB na Câmara Municipal. A fiscalização, em caso de aprovação, caberá à Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
Desde o início da primeira sessão extraordinária, que teve início por volta das 17h30, o vereador Aurélio Miguel (PR) recorreu a vários pedidos regulamentares para tentar obstruir os trabalhos e, consequentemente, adiar a votação do projeto. "Essa Casa tem de discutir melhor e debater bem para fazer uma legislação que atenda a cidade de São Paulo. Senão, fica igual à Lei de Mudanças Climáticas., onde nós tínhamos trólebus, que é elétrico e não polui, e nós tiramos diversas linhas e agora pusemos mais linhas a diesel, que polui o meio ambiente."
O ex-judoca quer ver incluso no texto substitutivo do projeto questões relacionadas ao tratamento dispensado às garrafas pets, segundo ele, mais poluentes e de difícil absorção pelo meio ambiente, e de outros materiais retornáveis. "Poderia fazer como antigamente, como era com o vasilhame de vidro, por exemplo, que tinha inclusive um valor agregado. Quando era devolvido, recebia um valor pelo vasilhame", disse.
O vereador Claudio Fonseca (PPS), por sua vez, disse que o projeto foi amplamente debatido pela Casa. "No final do ano passado, o debate foi intenso na Câmara. Participaram todos os agentes que estão envolvidos neste debate neste momento, como os representantes das indústrias e ambientalistas. O projeto em discussão é uma consolidação de vários projetos. Então chegamos muito próximos de um consenso", afirmou.
Segundo ele, é importante aprovar a lei, como um primeiro passo, neste problema específico das sacolas plásticas. Posteriormente, outros itens, como garrafas pets, podem ser discutidos na Câmara.
Protocolo de intenções
Nesta segunda-feira (9), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou um protocolo de intenções entre o governo e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) para a realização de estudos e adoção de ações de substituição das sacolas à base de petróleo utilizadas nos supermercados do estado. A entidade apresentou um cronograma prevendo o fim da oferta das sacolinhas nos supermercados até 25 janeiro de 2012.
“Não é obrigatório, o supermercado que quiser pode ter saco plástico, não tem lei”, afirmou Alckmin. “O que estamos querendo é criar uma cultura de ir substituindo um saco que não é biodegradável, que leva de 100 a 300 anos para ser incorporado ao solo, que tem causado enchentes nas grandes cidades, por outra alternativa, de preferência retornável. Para isso tem tempo, vão ter campanha, vão ter estímulos, não é obrigatório.”
Substituição gradativa
De acordo com a Apas, o protocolo prevê a substituição gradativa das sacolas de plástico pelas biodegradáveis ou retornáveis. A entidade prevê que até novembro, as lojas já estejam oferecendo opções aos clientes. A associação anunciou que irá iniciar já em junho uma campanha de conscientização com os seus cerca de 1.500 associados, que reúnem 3.500 lojas e representam cerca de 75% do setor no estado.
O presidente da Apas, João Galassi, disse que deve haver a cobrança pelas novas sacolas, mas que isso ficará a critério de cada supermercado e que, em caso de cobrança, o cliente pagará apenas o “preço de custo”. “Esse é o processo educativo do projeto”, disse.
Alckmin confirmou que os supermercados poderão cobrar pelas sacolas biodegradáveis. Em Jundiaí, cidade que aboliu as sacolas, mercados costumam cobrar R$ 0,19 pela embalagem biodegradável. O protocolo não autoriza nem proíbe a cobrança. “Esse é um tema que vai ficar a critério dos consumidores e dos supermercadistas”, disse o governador.
O Sindicato dos Químicos, Plásticos e Farmacêuticos de São Paulo afirmou, por sua vez, que a retirada das sacolas dos supermercados pode causar desemprego no setor.

maio, 2011
Indústria do plástico deve estar atenta ao consumo jovem, diz especialista
Feiras do Brasil - São Paulo/SP - NOTÍCIAS - 10/05/2011
O desempenho e as oportunidades da indústria do plástico são alguns dos temas tratados na Conferência Brasilplast, que acontece até amanhã, 11 de maio, no hotel Holliday Inn Anhembi, em São Paulo. Hoje pela manhã, a palestrante Tracy Cullen, vice-presidente senior de Comunicação e Marketing da Sociedade de Plásticos Industriais, destacou a importância econômica desta indústria, que é o 6º empregador do Brasil e o 2º do estado de São Paulo.
A especialista também chamou a atenção para o potencial de consumo entre jovens. Segundo pesquisa realizada nos Estados Unidos, consumidores entre 18 e 28 anos compram muitos produtos feitos a partir do plástico, especialmente quando o assunto é tecnologia. Telefones celulares e tablets de última geração são exemplos disso.
Tracy Cullen afirmou ser fundamental que os empresários brasileiros usem este tipo de informação a favor do setor. O País reúne algumas das principais multinacionais fabricantes de equipamentos e produtos eletrônicos do mundo e, com isso, tem potencial para alimentar cada vez mais essa demanda crescente por produtos modernos e sustentáveis.
Número em vendas de máquinas já bate recorde na Brasilplast
A 13ª Feira da Brasilplast já começou batendo recordes em vendas de máquinas e equipamentos. Só no primeiro dia do evento, as empresas HGR, Simco, Stäubli, Seibit e Colorflex venderam ao todo 19 máquinas, desde injetoras plásticas até robôs de pintura.
De acordo com os porta-vozes das empresas, as vendas foram surpreendentes, o que aumenta ainda mais as perspectivas de negócios. "Não é comum fechar negócio no primeiro dia de feira. Estamos surpresos com as vendas e com a quantidade de visitas recebidas no estande", afirmou Marcelo Magdalone da Silva, gerente geral da Stäubli no Brasil, empresa que já vendeu dois robôs de pintura, em um total de R$ 150 mil.
O otimismo é compartilhado por Pedro Henrique Xavier, da Colorflex. Só ontem a empresa vendeu três máquinas de R$ 60 mil e uma de R$ 800 mil. A Seibit não ficou atrás, com cerca de R$ 900 mil em negócios já concretizados. Já a Simco tem expectativa de vender até 40 máquinas até o fim da Brasilplast, que termina na sexta-feira, dia 13 de maio.
Pequenas e médias empresas marcam presença na feira
Em 2011, o segmento de resinas plásticas deve crescer 15%, atingindo o faturamento de R$ 2,8 bilhões. Os dados, apresentados pela Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas (ADIRPLAST) ainda apontam que a venda de resinas no País deverá aumentar 4,2% em 2011. Esse é um item fundamental para setor do plástico. E os distribuidores desse material tem papel relevante na cadeia produtiva, já que são eles que entregam a matéria-prima para os pequenos e médios transformadores de todo o país.
Não só o setor de resinas plásticas, mas toda a indústria do plástico está em pleno crescimento. E as pequenas e médias empresas tem grande participação nesse processo. Segundo José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Vitopel e presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), as pequenas e médias empresas, além de ter participação de 90% dentro da indústria do plástico, já correspondem cerca de 30% do faturamento do setor. "Essa é uma tendência que deve crescer ainda mais nos próximos anos, em razão do desenvolvimento das indústrias, principalmente fora do eixo Sul-Sudeste do País", afirmou.
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), trouxe para a Brasilplast quatorze micro e pequenas empresas da cadeia produtiva do plástico e derivados. O apoio do Sebrae a essas empresas tem como finalidade apresentar novos produtos e dar destaque às empresas da indústria do plástico. Para Alencar Burti, presidente do Sebrae-SP: "O mundo não vive sem plástico. E para o pequeno produtor essa indústria é uma boa opção, pois não requer tantos investimentos. É preciso incorporar o micro empresário nesse mercado."
Quando soube do apoio do Sebrae às pequenas empresas interessadas em participar da Brasilplast, Altair Oliveira, sócio-proprietário da Dialmaq, encaminhou uma solicitação imediatamente. "Minha empresa trabalha com fabricação de máquinas e equipamentos de plástico, e percebo que esse nicho ainda tem muito a oferecer a toda a indústria", diz.

maio, 2011
Cobrança de sacolas plásticas impactará no bolso do consumidor, diz Abief
BOL - São Paulo/SP - NOTÍCIAS - 09/05/2011
UOL Economia
SÃO PAULO – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o presidente da Apas (Associação Paulista de Supermercados), João Galassi, assinaram nesta segunda-feira (9), durante a abertura da Apas 2011 - 27º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, um protocolo de colaboração para banir do estado o uso das sacolas plásticas derivadas do petróleo.
O objetivo é estimular a utilização de sacolas permanentes, reduzindo assim o descarte de plástico no meio ambiente. Caso o consumidor opte pela sacola de plástico, ele terá de pagar cerca de R$ 0,19 pelas sacolas biodegradáveis, feitas a partir de amido de milho, que se desfazem em até 180 dias em usina de compostagem e em dois anos nos aterros.
O que diz o setor de plástico
Para a Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas), a medida é precipitada e impactará de maneira negativa no bolso do consumidor paulistano.
“O consumidor vai sentir. A sacolinha também é usada para descarte de lixo. Com a medida, ele terá de comprar saco de lixo e isso deve ter um custo entre R$ 15 e R$ 16. Para os consumidores de menor renda, é um preço alto”, afirma o presidente da Abief (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas), Alfredo Schmitt.
Sem a opinião
Schmitt diz ainda que o setor não foi ouvido antes de tomar esta medida. “Tivemos uma reunião em que tudo estava decidido. Não houve discussão. Nós não fomos ouvidos”, acrescentou.
De acordo com ele, com a cobrança das sacolas, haverá menor número de pedidos para produção destes itens, o que refletirá diretamente no mercado de trabalho. Somente no estado de São Paulo, pode ocorrer a demissão de seis mil trabalhadores. Além disso, as cooperativas que dependem da coleta de plástico serão prejudicadas.
Sustentabilidade
Para a Abief, o argumento utilizado pelo governo, de que a redução será positiva para o meio ambiente, demonstra “total desconhecimento”. Schmitt esclarece que as sacolas de plástico são 100% recicláveis. “As sacolas não têm asas, elas não vão parar nos lugares errados sozinhas. O problema é a falta de educação”, diz.
Ele acrescenta ainda que já existe um programa apoiado pela Apas em que os supermercadistas devem ter em seus estabelecimentos sacolas certificadas pelas normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
“Os supermercados devem usar sacolas mais resistentes e oferecer treinamento aos seus empacotadores, para eles aproveitarem melhor a sacola. Isso são ações eficientes. É necessário pensar em todo o processo, não só no marketing ambiental”, finaliza Schmitt.

maio, 2011
Indústria do plástico divulga comunicado contra banimento das sacolinhas
Estadão - São Paulo/SP - VIDA - 09/05/2011
Para entidades como a Plastivida, sacolinhas são apontadas incorretamente como causadoras de impacto ambiental
Planeta
Poucas horas depois de o governo de São Paulo e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) anunciarem o banimento das sacolas plásticas até o final do ano, a indústria do plástico divulgou comunicado se posicionando contra o estipulado pelo acordo firmado.
Assinado pela Plastivida, Instituto Nacional do Plástico e Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis - Abief, o texto afirma que as sacolas plásticas estão sendo "apontadas incorretamente como sendo causadoras de impacto ambiental, quando na verdade o problema não reside nelas e sim no desperdício e no descarte incorreto de uma parte das sacolas".
O comunicado afirma que os supermercados vão vender sacolas feitas de material biodegradável, a R$ 0,19 cada, e sacolas retornáveis de materiais como ráfia e algodão. O custo, repassado ao consumidor, é repudiado no texto: "Defendemos que o consumidor não seja penalizado desnecessariamente com cobranças extras".
O texto cita uma pesquisa do Ibope, segundo a qual "100% das sacolas são reutilizadas como sacos de lixo". Segundo a indústria, sacolas resistentes de plástico "também podem ser reutilizadas mais vezes em diversas aplicações como para guardar roupas, transportar objetos, guarda-chuvas, embalar todo tipo de produto, entre muitas outras".

maio, 2011
Reduzir, reutilizar e reciclar é ideal
Jornal da Cidade - Bauru - Bauru/SP - GERAL - 08/05/2011 -
O programa de qualidade e consumo responsável de sacolas plásticas reúne esses três passos como mais adequados Mariana Cerigatto.
“O problema do lixo precisa ser resolvido como um todo”, avalia Gino Paulucci, empresário do setor plástico, em contrapartida a campanhas que visam incentivar o uso de sacolas retornáveis em supermercados. “Contudo, a sacolinha de supermercado é apenas um dos itens plásticos que prejudicam o meio ambiente. O plástico está no pacote do arroz, do feijão, protege o queijo, o presunto... Muitos poderão achar que, porque não usam a sacolinha, estão resolvendo um problema ambiental, mas não é bem assim. Diversos itens dentro de um supermercado usam demasiadamente o plástico”, frisa.
“Não estou querendo dizer que se deve usar sacola plástica eternamente, mas vamos todos juntos buscar uma alternativa mais viável que, por enquanto, não existe. E por não existir, não dá parar cortar a utilização de sacolinhas plásticas, que são práticas e beneficiam o consumidor. Além disso, a decisão entre Apas e governo estadual, que prevê dificultar o acesso aos saquinhos plásticos dentro dos supermercados, prejudica todo um setor gerador de empregos”, acrescenta o empresário.
O ideal, segundo o diretor da empresa do ramo plástico, seria optar pelos “três erres” - reduzir, reutilizar e reciclar. Ele indica que as redes de supermercados têm optado, em sua maioria, por comprar sacolinhas muito frágeis, que estouram facilmente e assim acabam virando um empecilho para a redução e reutilização das mesmas.
“Sacolas com espessura mais resistente são mais duráveis e ajudam os estabelecimentos a economizar. Entretanto, os supermercados estão comprando das fábricas de sacolinhas com espessuras muito fracas, que rasgam facilmente. Os supermercadistas desejam comprar essas sacolas para gastar menos, porém, o consumidor acaba tendo que utilizar mais sacolinhas do que o necessário”, critica.
“Por sua vez, as fábricas produzem esses sacos mais frágeis a pedido de quem compra, mas eles estão fora de normas técnicas”, revela Gino. “O adequado seria encomendar sacolas com as normas técnicas recomendadas, que são mais resistentes, com maior espessura e, por isso, podem ser melhor reutilizadas no âmbito doméstico”, ressalta.
Com o objetivo de disseminar a cultura do consumo responsável e criar parâmetros para a produção de sacolas plásticas condizentes com as normas vigentes, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Associação Paulista de Supermercados (Apas), Associação Brasileira de Embalagens Flexíveis (Abief), Associação Brasileira da Industria Plástica (Abiplast), Instituto Nacional do Plástico (INP), juntamente com a Plastivida, promovem o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas que tem como base os 3Rs: redução, reutilização e reciclagem.
O primeiro passo foi estabelecer uma espessura mínima de 27 micra (ou 0,027 milímetros) para sacolas comumente distribuídas nos supermercados do País. Com a adoção desta espessura, o programa tem como meta reduzir em 30% o consumo destas embalagens no ponto-de-venda, uma vez que não será necessário utilizar duas ou mais sacolas para suportar o peso da compra. Estas sacolas mais resistentes são em conformidade com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 14.937.
O segundo ponto do programa - a reutilização - de fato já vem sendo bastante praticado pelo consumidor final. Uma pesquisa encomendada pelo programa ao Ibope detectou que 100% dos entrevistados das classes B, C e D reutilizam a sacola plástica de supermercado como saco de lixo.
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Reciclagem energética
Em relação à reciclagem, o Brasil é um dos países com bons índices. Hoje a reciclagem mecânica, que permite a criação de novos produtos, é responsável pelo emprego de milhares de trabalhadores, mas há muito mais a ser feito. A capacidade produtiva da indústria brasileira de reciclagem do plástico é subaproveitada e o setor convive com ociosidade de 40%.
Como solução, é necessária a implantação de programas de coleta seletiva por parte do poder público em todo o País.
Outra alternativa bastante viável e que vem sendo aplicada em países como Japão com bastante sucesso é a reciclagem energética, ou seja, aquela que resulta na recuperação da energia contida nos plásticos por meio de processos térmicos. Ela distingue-se da incineração por utilizar os resíduos plásticos como combustível na geração de energia.
Educar a população a destinar corretamente seu lixo é a melhor solução.
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Que tipo de sacola deve ser utilizado?
De plástico, papel ou tecido? A opção por esses tipos de sacolas tem gerado dúvidas. Apesar das controvérsias geradas pelo uso de cada uma delas, é o consumidor quem deve comparar e ter o direito de escolher a que mais atende suas necessidades e princípios.
Mas as “ecobags”, de tecido ou papel, realmente representam alternativas sustentáveis? Ou a solução para o meio ambiente não seria, talvez, nem a troca das sacolas plásticas, mas um descarte mais eficiente destas embalagens?
A sacolinha plástica tem sido condenada pois são derivadas do petróleo, substância não-renovável. Estima-se que elas levam mais de 100 anos para se decompor na natureza. Para substituí-la, a opção seria passar a utilizar sacolas de papel ou de tecido, mas isso pode não resolver o problema. Conforme apontam pesquisas, a produção do papel emite 70% mais poluentes atmosféricos do que a de plástico.
Já o problema da sacola de pano envolve questões de saúde, pois elas podem se tornar focos de contaminação por bactérias, de acordo com pesquisa recente feita nos EUA. No estudo, cientistas analisaram 84 sacolas de consumidores em Tucson, Los Angeles e San Francisco. O coautor de estudo foi Charles Gerba, professor da Universidade do Arizona.
De acordo com o levantamento, 97% das pessoas nunca haviam lavado as sacolas. E, mesmo com uma limpeza bem feita, nem todas as bactérias são totalmente eliminadas, segundo Gerba. O tempo de degeneração do tecido no meio ambiente pode ser mais rápido, mas também pode demorar, conforme a composição do tecido da sacola e condições de umidade e solo.
Divulgado neste ano pela Folha de S. Paulo, outro estudo, em favor das sacolas plásticas, foi realizado pelo governo britânico. A pesquisa tinha como propósito descobrir qual dos tipos de sacos tem o menor impacto ambiental na poluição causada pela extração das matérias-primas, produção, transporte e eliminação. O relatório da Agência do Meio Ambiente britânica descobriu que a substância de polietileno de alta densidade, utilizada nas sacolas plásticas, causa menos impacto ambiental do que as matérias-primas das ecobags.
Já o secretário do meio ambiente, Valcirlei Gonçalves da Silva, aponta que a sacola de plástico é realmente prejudicial à natureza por sua longa demora de decomposição. O agravante é a forma com que a sacolinha tem sido descartada no ambiente pela população. “As pessoas as jogam nos rios, por exemplo. Assim, essas embalagens acabam servindo de alimento para peixes, que morrem ao ingerir o plástico”, indica. “Eu não sou contra o uso de sacolas plásticas, mas as pessoas têm que descartar de maneira mais correta se forem utilizá-las”, comentou.
As sacolas de tecido e os carrinhos de supermercado, na visão de Valcirlei, acabam sendo mais apropriadas para a utilização nos supermercados. “Todos os sacos causam impacto no ambiente e a melhor opção seria utilizar um saco de algodão centenas de vezes, ou o carrinho de supermercado”, apontou.
A degeneração no meio ambiente da sacola de tecido, conforme argumenta, é a mais garantida. “Se não for composta por fibras naturais, demora mais para o ambiente absorver. Mesmo assim, a sacola de pano é a que tem a decomposição mais garantida do que outras”, defendeu.

maio, 2011
SC recebe Escola de Consumo Responsável
TPA Internet - - GERAL - 06/05/2011
Santa Catarina é a mais nova parada da Escola de Consumo Responsável, uma iniciativa que tem como objetivo difundir os conceitos de uso consciente, redução do desperdício e descarte adequado de produtos como as sacolas plásticas. Blumenau será a primeira cidade catarinense a abraçar a iniciativa.
Desenvolvida inicialmente para a capacitação do varejo, Escola de Consumo Responsável também terá participação de outras esferas da sociedade, como as redes de ensino. “O objetivo é a formação de multiplicadores sobre os conceitos de sustentabilidade, voltados ao uso das sacolas plásticas e de outros produtos por consequência”, explica Paulo Dacolina, diretor superintendente do Instituto Nacional do Plástico (INP), uma das entidades idealizadoras deste projeto.
O executivo afirma que o alcance da Escola é também um diferencial. O formato desenvolvido – aulas de quatro horas, ministrada por instrutores previamente preparados e com apoio de material didático – faz com que seja possível levar a iniciativa pelo país, para quem tiver interesse nesse tipo de treinamento. “O resultado prático é a redução do desperdício das sacolas plásticas, além da conscientização e o maior envolvimento da população nas questões sustentáveis”, afirma o executivo.
Os fundamentos da Escola de Consumo Responsável partem do princípio que a preservação ambiental é responsabilidade de todos: poder público, iniciativa privada e população. A ação também promove sacolas mais resistentes, produzidas dentro da Norma ABNT 14937, uma vez que é direito do consumidor escolher a melhor embalagem para carregar suas compras. Sacolas mais resistentes podem ser usadas em menor quantidade, evitando seu desperdício e permitindo ainda sua reutilização.
INICIATIVAS DE SUCESSO
A Escola de Consumo Responsável já está em funcionamento no Rio de Janeiro, onde mais de 400 colaboradores de sete supermercados foram treinados. Informar e capacitar pessoas para atuarem com responsabilidade e transmitir os conceitos de sustentabilidade no consumo tem sido iniciativas constantes da indústria do plástico. A Escola de Consumo Responsável é parte do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, que envolve indústria, varejo e população na questão da responsabilidade compartilhada para o meio ambiente.
O programa chegou a oito capitais brasileiras (São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro, Recife e Florianópolis) e, de 2008 a 2010, promoveu uma redução de 4 bilhões de sacolas plásticas. Ele segue com o objetivo de alcançar e até mesmo ultrapassar a marca dos 30% de redução no uso das sacolinhas até 2012. Além do INP, a Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos e Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief) são as entidades responsáveis por estas ações.
EDUCAÇÃO E PRESERVAÇÃO AMBIENTAL
Um recente estudo encomendado pelo governo britânico sobre o impacto ambiental de diversos tipos de sacolas de supermercado verificou o ciclo de vida das sacolas de algodão, ecobags, sacos de papel e sacolas plásticas tradicionais. O resultado apontou que a proporção de matéria-prima usada nas sacolinhas plásticas, em comparação com as tantas possibilidades de reutilização que elas oferecem, as fazem ser mais sustentáveis que os outros tipos de sacola. Outro importante dado do estudo é que, devido ao fato da sacolinha apresentar o menor peso dentre as opções analisadas, ela emite, em seu processo produtivo, a menor geração de CO2.
Além disso, o consumidor tem o direito de escolher a melhor solução para carregar suas compras e vê na sacola plástica um modo também de ter economia. A população utiliza a sacola plástica para acondicionar o lixo doméstico, assim como para outros tantos usos. Embalar o lixo em plástico é uma recomendação dos órgãos de saúde do país, para que se evitem contaminações.

abril, 2011
Projeto Embalagem Viva começa em São Paulo
Portal do Franchising - São Paulo/SP - NOTÍCIAS - 19/04/2011
Reconhecidamente líder no fornecimento de embalagens para o varejo, a Antilhas acaba de lançar o Projeto Embalagem Viva para os seus clientes. A finalidade é recolher todos os resíduos sólidos que são descartados pelas lojas de franquias e encaminhá-los para um destino correto.
Essa iniciativa pioneira no setor de embalagens reforça o comprometimento da Antilhas com a sustentabilidade e também está em conformidade com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. "Esse projeto se antecipa à regulamentação e coloca à disposição dos clientes um serviço que facilitará o descarte adequado e, consequentemente, ampliará o reaproveitamento de embalagens pós-consumo", explica Cláudia Sia, gerente de marketing da Antilhas.
Inicialmente, o projeto-piloto acontecerá em São Paulo com a rede O Boticário, cliente da Antilhas há mais de 15 anos. A dinâmica será recolher todos os resíduos sólidos descartados pelas lojas da rede no momento da entrega das embalagens. "Além de recolher os materiais como vidro, papel, plástico, oriundos do consumo dos produtos, a proposta é coletar também todos os componentes descartados das vitrines, que são trocados quinzenalmente", comenta Cláudia Sia.
O projeto vai de encontro também com a medida estabelecida pela Prefeitura do Estado de São Paulo, na qual a empresa que produz mais de 200 litros de lixo por dia - equivalente a três sacos - precisa contratar transportadores particulares para dar uma destinação correta aos seus resíduos. Agora os clientes da Antilhas já poderão contar com uma redução significativa no descarte de todo o material que produzem.
Informações para a Imprensa:
DFREIRE Comunicação e Negócios
Polyanna Rocha - polyanna@dfreire.com.br
Debora Freire - debora@dfreire.com.br
Tel. (11) 5505-8922

abril, 2011
ALFREDO SCHMITT ASSUME SEGUNDO
MANDATO À FRENTE DA ABIEF
São Paulo, Abril de 2011 – No dia 14 de Abril, o empresário Alfredo Schmitt assumiu seu segundo mandato como Presidente da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis). A cerimônia foi realizada em São Paulo logo após uma franca conversa entre os associados da ABIEF e a cúpula da Braskem, maior petroquímica das Américas e 8ª maior no ranking mundial.
Entre as propostas definidas por Schmitt para o novo mandato destaque para uma agenda de eficiência para o setor que inclui, entre outras coisas, a valorização incondicional do plástico e sua melhor relação com o meio ambiente.
O Presidente também chamou a atenção para os diversos eventos que a ABIEF tem encabeçado e que visam a projeção do setor no mercado nacional e internacional e a capacitação dos empresários. Os eventos são, respectivamente, a segunda edição do Flex – Fórum Latino Americano de Embalagens Plásticas Flexíveis, agendada para Junho em paralelo à Fispal Tecnologia, e a primeira edição do Seminário de Capacitação Empresarial que acontecerá no início de Maio.
Em seu discurso Schmitt alertou ainda para a questão da competitividade do setor, que inclui os custos das matérias primas e da energia elétrica entre outros; para o processo de ampliação das atividades da ABIEF em outros estados; criação de uma campanha de mídia para as sacolas plásticas; e a busca pela isonomia tributária. “Não podemos deixar de citar outra importante conquista, as criação da Casa do Plástico centrada na Abiplast”, lembrou.
A cerimônia foi encerrada com uma homenagem ao empresário Israel Sverner, da Electro Plastic, um dos fundadores da ABIEF e seu primeiro Presidente. A lista completa da nova Diretoria está disponível no site da entidade www.abief.org.br.
Informações para a imprensa e agendamento de entrevistas
Liliam Benzi (MTB 19.352)
Fones (11) 4412-0813 ou (11) 9989-1597 ldbcom@uol.com.br

abril, 2011
Pesquisa mostra que sacolas plásticas são embalagens mais sustentáveis
Monitor Mercantil - Rio de Janeiro/RJ - CONJUNTURA - 04/04/2011
Um estudo britânico sobre o impacto ambiental de diversos tipos de sacolas de supermercados mostrou que as sacolas plásticas trazem menor impacto ao meio-ambiente que outros tipos de sacolas. O estudo verificou o ciclo de vida de sacolas de algodão, ecobags, sacos de papel e sacolas plásticas tradicionais e o resultado apontou que a proporção de matéria prima usada nas sacolinhas em comparação com as tantas possibilidade de reutilização que elas oferecem as fazem ser mais sustentáveis que os outros tipos de sacola.
Segundo o estudo, as ecobags de outros materiais teriam que ser reutilizadas mais de 100 vezes para compensar a quantidade de material que levam em sua produção. As de papel, cerca de três vezes mais, porém a fragilidade do material não o permite. Já a sacola plástica comum tem a resistência suficiente para ser reutilizada por mais de cinco vezes (número mínimo para justificar sua produção) e, depois disso, ainda serve para embalar o lixo residencial, promovendo a saúde pública.
Outro importante dado do estudo é que, devido ao fato da sacolinha plástica apresentar o menor peso dentre as opções analisadas, ela apresenta, em seu processo produtivo, a menor geração de CO2 frente as outras opções. A sacolinha de plástico apresentou os menores impactos ambientais em oito das nove categorias de avaliação de performance trabalhadas neste estudo.
A Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, entidade que trabalha pela conscientização da população sobre o uso correto, reutilização e descarte responsável dos produtos pós-consumo, alerta que ações ambientais devem ter consistência para que sejam realmente sustentáveis. "Por que se falar em banir determinado produto quando estudos científicos mostram que ele supera outros em diversos quesitos de avaliação ambiental?", questiona Miguel Bahiense, presidente da Plastivida. E completa: "Informação técnica ou científica é importante para trazer à população a informação correta, para que ela possa escolher qual a melhor embalagem na hora de carregar suas compras."

abril, 2011
O PLÁSTICO FICOU ECOLÓGICO
Info Exame - São Paulo/SP - HOME - 01/04/2011
Matérias-primas renováveis como cana-de-açúcar e milho são usadas para produzir plásticos menos agressivos ao meio ambiente. No tempo que você levará para ler esta reportagem, cerca de 50 000 sacolinhas plásticas serão consumidas no Brasil. A média nacional é de 1,5 milhão por hora. Embora representem pouco individualmente, os saquinhos de supermercado formam um volume enorme de lixo, que pode demorar vários séculos para se decompor no ambiente. Como reduzir o impacto causado pelo plástico na natureza é uma preocupação crescente. Por isso, ganham cada vez mais espaço as iniciativas de produzir plástico a partir de matérias-primas renováveis, como a cana-de-açúcar e o milho. Universidades e empresas trabalham em projetos conjuntos para identificar novos materiais e formas de melhorar as aplicações dos plásticos de origem renovável. Existem várias linhas de pesquisa e produção, que geram produtos recicláveis e/ou biodegradáveis. Uma peça plástica que será usada por muitos anos, por exemplo, não precisa ser biodegradável, mas é importante que seja reciclável. Já uma sacola de supermercado, que provavelmente será usada para acondicionar lixo doméstico, deve ser biodegradável. Nos laboratórios da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná, os pesquisadores produzem plásticos a partir de amido de mandioca. Os estudos já são feitos há dez anos e nos últimos quatro eles passaram a incorporar também uma porcentagem de fibra de cana-de-açúcar. "Começamos a ver que havia dificuldades na produção porque a mistura não era adequada para o processo industrial", diz Fábio Yamashita, professor do departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UEL. Mais recentemente, os pesquisadores decidiram misturar o amido de mandioca a um polímero fabricado pela Basf ainda com origem petroquímica, o Ecoflex. O resultado foi um produto com algumas das características de que a indústria precisa. Com a mistura foi possível testar o uso do plástico biodegradável em atividades no campo. Os principais usos até agora foram para a cobertura de campos para a plantação de morango, o ensacamento de goiabas na fase de crescimento, para evitar o ataque de pragas, e a embalagem de mudas de plantas medicinais, em saquinhos que geralmente são retirados antes do plantio. Os testes nos campos de morango foram feitos em escala comercial e mostraram que é preciso calibrar a velocidade de degradação do filme plástico. "Ele começou a se deteriorar antes do tempo", afirma Yamashita. Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior paulista, há estudos na mesma linha. A engenheira de materiais Marília Motomura trabalhou com amido de mandioca, fibra de coco e serragem de madeira. Ela misturou as matérias-primas ao Ecoflex para ampliar as opções de uso do plástico biodegradável, que pode ficar mais rígido ou flexível, por exemplo. Essas características são fundamentais para determinar que tipo de produto final é possível produzir. "A aplicação ainda é restrita. Apenas as peças feitas por processo de extrusão já estão sendo vendidas", diz Marília. A indústria investe pesado Diante da demanda global por atitudes mais verdes, as empresas precisaram se munir de alternativas para oferecer ao mercado. A Braskem, oitava maior petroquímica do mundo, abriu em setembro do ano passado sua primeira filial destinada a produzir apenas plástico verde. A fábrica, que fica em Triunfo, no Rio Grande do Sul, recebeu 500 milhões de reais de investimento e tem capacidade de produzir 200 000 toneladas anuais de plástico verde. A estratégia adotada pela Braskem é usar etanol como matéria-prima. Depois de um processo de desidratação do etanol, a empresa obtém o eteno, empregado na fabricação do polietileno. É ele que a Braskem vende a outras companhias, que podem usá-lo da mesma forma que o polietileno obtido a partir do petróleo. Essa substituição é semelhante à troca da gasolina pelo álcool nos carros. A matéria-prima é renovável. O plástico verde permite a reciclagem, mas ele não é biodegradável. "O balanço ambiental da produção com etanol é mais favorável. Para cada tonelada de plástico verde é possível sequestrar 2,5 toneladas de gás carbônico da atmosfera", afirma Antônio Queiroz, diretor de tecnologia da Braskem. Diversas empresas nacionais estão usando embalagens feitas com o plástico verde. Ele está nos refis do sabonete cremoso Erva Doce, da Natura; na linha Sundown, da Johnson & Johnson: e nas peças do jogo Banco Imobiliário, da Estrela. A Basf também está investindo no plástico ecológico. Desde 2000, a empresa produz o polímero Ecoflex (usado nas pesquisas da UEL e da UFSCar), que está disponível no Brasil desde 2007. Sua estrutura permite o ataque dos micro-organismos no processo de compostagem, o que o torna biodegradável. A partir dele surgiram variações, como o Ecobras e o Ecovio. O primeiro foi desenvolvido em parceria com universidades e com a empresa Corn Products e usa amido de milho na mistura. O segundo leva ácido poliláctico, derivado do ácido láctico. O Ecoflex é empregado pela Honda para revestir os bancos dos modelos Fit e New Civic. Já o Ecovio está em sacolinhas de supermercado. Quem também usa o ácido poliláctico é a Cargill, que fabrica nos Estados Unidos o biopolímero Ingeo, que é similar ao PET das garrafas plásticas e pode substituí-lo em diversas aplicações. "O bioplástico tem o maior número de opções de descarte pós-consumo. Ele pode ser reciclado mecânica ou quimicamente e é biodegradável em condições de compostagem", diz Walcinyr Bragatto Neto, gerente de produto da Cargill. O plástico foi empregado na loja conceito da Track&Field, que vende roupas esportivas, em Nova York. Todas as peças da loja ficam expostas em tubos plásticos presos às paredes. Além de facilitar o estoque e a exposição das peças, as belas embalagens são reutilizáveis. Substituição a conta-gotas Por mais que surjam opções viáveis de plástico feito com matéria-prima renovável, a troca total a longo prazo ainda é vista como improvável. "É uma utopia querer substituir tudo", diz Letícia Mendonça, gerente do negócio de especialidades plásticas da Basf para a América do Sul. O futuro dos plásticos verdes depende da escala que eles atingirem. Sem volume de produção o preço não cai, o que inviabiliza a ampla adoção. Hoje, o plástico ecológico custa pelo menos 20% a mais que o de origem fóssil. A estimativa é que chegue a apenas 20% do total de plásticos produzidos no mundo até 2030. Enquanto a abrangência não aumenta, uma saída é não usar plástico quando há outras opções. Nos últimos 18 meses, 5 bilhões de sacolinhas plásticas foram substituídas por ecobags ou caixas de papelão. Já é um número e tanto. COMO ASSISTIREMOS TV EM 2020 Novas tecnologias vão permitir uma resolução de 4 a 16 vezes superior à alta definição que temos hoje Uma TV LCD de 55 polegadas com resolução full HD é o máximo que você pode desejar? Pois saiba que dentro de dez anos a tecnologia que hoje enche nossos olhos vai parecer coisa de museu. Novos padrões de alta definição estão em fase final de desenvolvimento e devem chegar à sua sala na próxima década. A mudança deve passar por duas etapas. Na primeira fase, surgirão os televisores 4K (3840 por 2 160 pixels), com uma resolução quatro vezes superior à do padrão atual. Depois será a vez do Super Hi-Vision (7680 por 4 320 pixels), que permitirá a exibição de imagens com uma quantidade de pontos 16 vezes maior que a atual. Se a alta definição já impressiona, o futuro promete um realismo inédito, com telas capazes de exibir detalhes imperceptíveis para o olho humano. O 4K, também chamado de Quad HD, está começando a ser usado nos cinemas, principalmente nos Estados Unidos. Ainda são poucas as salas capazes de exibir nesse formato, e também não há muitos filmes disponíveis. Por isso, a tecnologia só deve chegar às TVs daqui a alguns anos. Protótipos de televisores com esse tipo de resolução já foram mostrados nas feiras IFA, em Berlim, e Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas. O 4K surgiu em parte por uma necessidade da indústria cinematográfica. Com a chegada dos equipamentos digitais, os estúdios de Hollywood decidiram estabelecer normas para garantir uma boa qualidade da exibição. Em 2002, Disney, Fox, MGM, Universal, Paramount e Warner criaram a Digital Cinema Initiatives, entidade responsável por esse trabalho. Dois padrões foram escolhidos: o 2K (2 048 por 1 080 pixels), que hoje está na maioria das salas digitais de cinema, e o 4K, que começa lentamente a se expandir. No Brasil, as primeiras salas 4K foram abertas em dezembro do ano passado pela rede UCI. Outros exibidores devem seguir por esse caminho. Além dos blockbusters e das animações infantis, o futebol será uma das vitrines do novo padrão. Alguns jogos da Copa de 2014 serão mostrados nesse formato em cinemas daqui e de outros países, por meio do projeto 2014K. A iniciativa, organizada pela Universidade Mackenzie e pelo instituto de pesquisas CPqD, prevê transmissões ao vivo, em 3D, das partidas do Brasil e das seleções de países parceiros do projeto. Como a quantidade de dados de um streaming em 4K tridimensional é enorme, isso terá de ocorrer por meio de redes de altíssima velocidade, as redes fotônicas, construídas com cabos de fibra óptica e usadas atualmente apenas por universidades. Os requisitos técnicos limitam hoje o uso da tecnologia por emissoras de TV, mas as dificuldades devem ser superadas durante esta década. "A imagem é impressionante. Pelo histórico que conhecemos da imagem em movimento, é bem provável que o 4K chegue às TVs, mas pode ser que demore um pouco mais do que esperamos", diz Jane de Almeida, professora da Universidade Mackenzie e uma das coordenadoras do projeto 2014K. Mais espaço no ar Para ser transmitido pelo ar, o sinal 4K vai exigir uma adaptação no Sistema Brasileiro de TV Digital. "Na TV aberta, acabamos de fazer uma transição de analógico para digital. Vamos precisar de mais espectro para chegar a outra", diz Fernando Bittencourt, diretor da Central Globo de Engenharia. Isso só ocorrerá quando terminarem as transmissões analógicas no país, em 2016. A TV Globo já começou a fazer experimentos com a nova tecnologia de altíssima definição. "O 4K, o 3D e o Super Hi-Vision estão no nosso radar, mas não para TV aberta no curto prazo", afirma Bittencourt. Criado pela rede estatal japonesa NHK, o Super Hi-Vision (SHV), ou ultra-alta definição (UHD), deve estrear em 2020, quando está programado o início dos testes em larga escala. Experiências com o padrão têm sido feitas desde o início da década passada. Como produz uma imagem 16 vezes mais detalhada que a da alta definição atual, por enquanto o sinal em SHV funciona bem só em redes de alta velocidade. Em setembro, a BBC fez um teste com a NHK e transmitiu, ao vivo, dois programas de 30 minutos da Inglaterra para o Japão. A rede japonesa também tem testado a transmissão do sinal por satélite ou pelo ar. Além das dificuldades causadas pela enorme quantidade de dados gerada nas gravações, o sistema precisa superar outros problemas para se tornar comercialmente viável. "Há uma série de desafios na produção de programas em Super Hi-Vision, como a quantidade de trabalho necessária para a captação, a edição e a mixagem do som. Fazer gravações à noite é ainda complicado", diz Masaru Kanazawa, engenheiro sênior da divisão de pesquisa em sistemas avançados de TV dos laboratórios da NHK. "Mas estamos confiantes de que vamos superar tudo isso a tempo. A TV de alta definição teve os mesmos problemas." Desenvolver um novo formato demora muito. Por isso Kanazawa iniciou a discussão antes mesmo de a alta definição ter sido anunciada. "As pesquisas começaram em 1995", afirma. A NHK acredita que os consumidores vão querer um nível de detalhamento maior no futuro e resolveu se antecipar. As TVs capazes de exibir imagens em Super Hi-Vision terão 70 polegadas ou mais. Em tamanhos menores, não se nota a diferença em relação ao full HD (1 920 por 1 080 pixels). A evolução do SHV não será apenas na quantidade dos detalhes mostrados na tela. O sistema proposto pela rede japonesa vai adotar o áudio 22.2, capaz de utilizar 24 caixas acústicas dispostas em três alturas diferentes. Captar o som adequadamente também está entre os desafios a superar. Apesar das dificuldades, Kanazawa acredita que o SHV vai substituir o 4K por ter a vantagem de gerar imagens com resolução maior e mais quadros por segundo 124 ou 30 contra 601. O certo é que, com qualquer dos dois sistemas, sua TV terá outra cara, muito diferente da atual.

março, 2011
Plástico é mais barato que o papel
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Rede varejista norte-americana acredita que o bom ao ambiente é a redução do desperdício
A rede varejista norte-americana Supervalu Inc. acredita que poupará milhões de dólares por ano, ao fazer com que sejam colocados mais itens em cada sacola, ou que nem se usem sacolas. A empresa paga US$ 0,02 por sacola plástica e US$ 0,05 pelos de papel. A varejista, que opera as redes Albertsons, Acme Markets e Jewel-Osco, usa mais de 1,5 bilhão de sacos plásticos e de papel por ano em cerca de 1.100 lojas, sem contar as varejistas de desconto Save-A-Lot, onde os clientes trazem ou pagam pelas sacolas. Outras redes de supermercados há muito ensinam aos empregados técnicas de empacotamento e procuram cortar o uso de sacolas. A iniciativa tem seus riscos. A rede de Rochester, Nova York, que tem 77 lojas, adotou uma sacola maior, mais resistente, para aumentar o número médio de itens por pacote, mas os clientes reclamaram que as sacolas cheias ficavam pesadas demais, diz a porta-voz Jo Natale. No ano passado, a Wegmans voltou para uma sacola maior, e este ano está testando uma sacola ainda maior, que inclui 40% de plástico reciclado. Alguns clientes da Supervalu podem resistir ao plástico, mas a rede promove seu uso por ser mais barato que o papel. De qualquer forma, as redes entendem que o bom ao ambiente é a redução do desperdício, o que inclui a ênfase na reutilização. A cadeia põe em média três a cinco itens numa sacola, seja de papel ou plástico, e vende cerca de 10 bilhões de itens por ano. Desde meados de 2009, ela aumentou o número médio de itens por sacola em cerca de 5%, poupando de US$ 4 milhões a US$ 6 milhões/ano. Informou o The Wall Street Journal.
Leia - SIRESP

março, 2011
Grandes expectativas para a Feira Mac&Tools
Entrevista com o Sr. João Luiz Poleselo - Diretor Comercial da Meggaton
Comemorando 20 anos de fundação e pioneiro na importação de máquinas no Brasil, o Grupo Megga, acredita que a Feira Mac&Tools trará melhorias na produtividade e qualidade dos produtos do setor metal mecânico. Umas das empresas do Grupo Megga, a Meggaton tem como objetivo realizar novas parcerias e de acordo com o diretor comercial do Grupo, o Sr. João Luiz Poleselo a feira deverá atingir não somente as indústrias do Estado de Goiás, mas também todo o Centro-Oeste.
• Por que a Meggaton decidiu apoiar a feira, já na sua primeira edição?
Primeiramente, eu fui um dos incentivadores para que a empresa Guidio´s investisse no Centro-Oeste do Brasil, levando um evento como este para a região, pois é um mercado em franco crescimento e com um potencial incrível para o setor metal/mecânico.
• Qual é a expectativa em relação à feira, em termos de visitação e negócios?
As expectativas são as melhores possíveis, pois eu acredito que esta feira vai atingir os visitantes não só do Estado de Goiás, mas também do Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, trazendo assim para nós, expositores, a possibilidade de recepcionar os nossos clientes e também prospectar novos potenciais clientes.
• Quais máquinas a Meggaton irá apresentar na feira?
Na realidade não é só a Meggaton que estará presente, mas sim o Grupo Megga como um todo. Iremos apresentar a nossa linha de máquinas de Usinagem da Meggaton e Meggatech, a linha de Injetoras Plásticas através da Meggaplástico, a linha de máquinas de corte e conformação da Meggaforming e também a nossa divisão de movimentação de carga, através da Meggalog.
• Quais são as regiões mais importantes do Centro-Oeste para o setor metal-mecânico?
Eu diria que os principais polos de negócios, além da Capital Goiana e do Distrito Federal, destacam-se as cidades de Anápolis, Aparecida de Goiânia, Catalão, Rio Verde, Aparecida do Taboado no Mato Grosso e outras.
• Qual é a expectativa em relação ao desenvolvimento da região Centro-Oeste para o setor metal mecânico?
Muito grande. Temos observado uma determinação dos empresários em evoluir tecnicamente, buscando melhorias na qualidade e produtividade de seus produtos. Assim, a feira não poderia chegar num momento melhor, na região.
Data do evento: 26 a 29 de julho de 2011
Local: Centro de Convenções de Goiânia
Informações: 41 3262-0525
www.feiramactools.com.br

março, 2011
Não troque as sacolas plásticas – ainda
A Tribuna – Ciência – 14/03/2011
Embora seja o alvo preferencial dos ambientalistas, os sacos plásticos estão literalmente por toda parte. Infelizmente, eles estão também pelas ruas, mares, rios e nos lixões, uma vez que a estrutura de reciclagem é deficiente, assim como os programas de educação ambiental. Contudo, os reais benefícios ambientais, assim como eventuais desvantagens, da substituição dos plásticos por bioplásticos ainda não estão totalmente claros. Por isso, Hsien Hul Khoo e seus colegas do Instituto de Engenharia e Ciências Químicas de Cingapura decidiram fazer uma avaliação do ciclo de vida das sacolas feitas com bioplásticos para verificar se elas são mesmo boas para o meio ambiente.
A avaliação do ciclo de vida (ACV) é uma técnica usada para analisar os impactos ambientais associados a todas as fases de um processo produtivo, com a elaboração de um inventário da energia e dos recursos consumidos e das emissões e dos resíduos gerados na produção de um determinado produto.
Os pesquisadores compararam sacolas feitas de bioplástico à base de amido de milho com as tradicionais sacolas de polietileno, à base de petróleo.
De forma inesperada, a equipe descobriu que a energia consumida na produção das sacolas de bioplástico é 69% maior do que a energia gasta na fabricação de sacolas de polietileno. (do site Inovação Tecnológica)

março, 2011
Preços crescem 20% em janeiro
Química Industrial - São Paulo - 15/03/2011
Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), os preços das resinas cresceram 20% em janeiro, puxados pelas crises políticas de alguns países produtores de petróleo e os efeitos sobre suas cotações. O polietileno de baixa densidade (PEBD), utilizado na fabricação de frascos para a indústria de cosméticos, alimentos entre outros subiu 27,63%, atingindo média de US$ 2.416 por tonelada em janeiro. O polietileno de alta densidade (PEAD) aumentou 20,88% em janeiro, para US$ 2.258 por tonelada. Já o polipropileno, atingiu US$ 2.421 em janeiro, alta de 20,09% sobre o mesmo período de 2010.

março, 2011
Indústrias de plástico gaúchas querem aumentar participação no mercado
Jornal do Comércio - RS - Porto Alegre/RS - EDIÇÃO IMPRESSA - 14/03/2011
Marcelo Beledeli
Apesar das dificuldades, empresas precisam incrementar exportação.
A indústria de plásticos do Brasil conta aproximadamente com 11.400 empresas responsáveis por 12% do PIB industrial brasileiro. O Rio Grande do Sul representa apenas cerca de 8% do setor nacional, mas as empresas gaúchas esperam um crescimento nessa participação. Nesta entrevista, o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Rio Grande do Sul (Sinplast), Alfredo Schmitt, fala sobre as resultados do setor, os desafios para a produção de plástico no Estado e no País e comenta as campanhas contra o uso de sacolas plásticas em supermercados.
JC Empresas & Negócios - Como foram os resultados do setor plástico gaúcho em 2010?
Alfredo Schmitt - No ano passado, em comparação com 2009, as empresas cresceram 9% em faturamento no Estado, chegando a R$ 4,589 bilhões. No mesmo período, o consumo de resinas cresceu 12%, alcançando 544 mil toneladas, e empregamos 28.869 pessoas, um aumento de 6% no número de postos de trabalho. Esses resultados positivos foram causados por três fatores. O primeiro é a recuperação dos efeitos da crise econômica de 2008. Além disso, o aumento da renda da população gera mais consumo de produtos, e a maioria deles possui peças de plástico ou utilizam embalagens plásticas. Finalmente, as safras agrícolas foram boas, incentivando o consumo de fertilizantes e outros produtos, que também usam embalagens.
Empresas & Negócios - Apesar dos números positivos, o setor enfrentou um déficit de US$ 1,35 bilhão em 2010, uma alta de 47,86% em relação ao ano anterior. Por que isso está ocorrendo?
Schmitt - Ele é devido a alguns fatores importantes, como a crise internacional, que obriga empresas estrangeiras a vender mais a poucos mercados seguros, como o Brasil. Além disso, temos falta de competitividade em preços, causada tanto pelo câmbio como pelos nossos altos custos de produção, como o preço da energia elétrica, mão de obra cara, problemas de logística. No entanto, apesar dessas dificuldades, as empresas precisam buscar incrementar sua exportação.
Empresas & Negócios - De que forma o Sinplast está buscando soluções para reduzir esse déficit comercial?
Schmitt - Apresentamos uma proposta ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Na Europa e nos Estados Unidos, as empresas que exportam precisam ter um comerciante legal que seja responsável judicialmente pelos produtos que lá entram. Aqui no Brasil não existe essa obrigação. Queremos que o governo crie um sistema semelhante, onde quem quiser vender para cá seja responsabilizado se houver problemas. Também buscamos um incremento nos benefícios aos exportadores. A indústria plástica hoje utiliza o sistema de vendas internas para exportação (Vipe), onde compramos resinas a preços especiais para exportação. Nós sugerimos a criação de um "Viepe", vendas internas de energia para exportação. Assim, uma empresa poderia ter uma redução no preço pago pela energia consumida de acordo com a quantidade de sua produção exportada.
Empresas & Negócios - Também são esperados benefícios para o setor no Rio Grande do Sul?
Schmitt - Estamos preparando um programa, que deve ser entregue ao governo ainda em março, para que possamos aumentar nossa participação no cenário da transformação de plástico no Brasil. Isso não pode ser relacionado apenas com incentivos, mas também com o oferecimento de condições para podermos concorrer com outros estados. Hoje temos entre 8% de participação no setor de plástico brasileiro, mas queremos aumentar isso.
Empresas & Negócios - E quais são as perspectivas para 2011?
Schmitt - Até o final de janeiro havia uma expectativa de 6% de crescimento. Acho que vamos ter crescimento importante na área agrícola e de alimentos, e isso se traduz em maior uso de embalagens. Sempre que o campo vai bem, o Estado colhe um desenvolvimento diferenciado. Espero que possamos manter isso, mesmo com as adversidades.
Empresas & Negócios - Uma dessas adversidades seria o aumento dos preços das resinas termoplásticas? Entre o início de dezembro e o Carnaval elas já haviam subido cerca de 20%.
Schmitt - Por conta dos problemas do Oriente Médio, o preço da nafta, matéria-prima básica para produção de resinas, já chegou a US$ 900,00 por tonelada. Somente esse efeito já vai ser responsável no reajuste do preço da matéria-prima. Por isso acredito que todos os setores têm que concentrar esforços na discussão do preço da nafta no Brasil. Não é possível que um país que saiu da condição de importador de petróleo para exportador tenha a nafta com um dos preços mais caros do mundo. Entendo que é importante que a Petrobras remunere seus acionistas, mas não está de acordo com o que se busca para a indústria de transformação de plástico no Brasil.
Empresas & Negócios - Com a compra da Quattor, a Braskem passa a deter praticamente 100% do mercado brasileiro de resinas. Quais as repercussões que podem acontecer no mercado?
Schmitt - Antes dessa aquisição, tínhamos no Brasil duas empresas com um mesmo acionista num percentual importante. Havia a Braskem, que tinha a Petrobras como fornecedor de matéria-prima e acionista com 30%. E também havia a Quattor, com a Petrobras como fornecedor e 40% das ações. Então essa nova situação não gera grande mudança no mercado. A grande beneficiada foi a Quattor, pois no momento em que houve incorporação ela era uma empresa quebrada, que estava trabalhando com eficiência operacional abaixo de 75%, o que no setor petroquímico é crítico. Com a união, ela conseguiu aumentar sua produtividade e oferecer ao mercado uma disponibilidade maior de resinas. Então o aspecto de abastecimento está tranquilo. O Cade autorizou a compra com uma série de restrições, que estão sendo ainda entendidas e digeridas. Além disso, ela precisa ter uma política adequada para o mercado interno, sob o risco de fazer com que as empresas que adquirem resinas aumentem muito a importação ou parem atividades e deixem de consumir.
Empresas & Negócios - A indústria plástica enfrenta críticas quanto ao uso dos sacos plásticos em supermercados. O governo federal criou a campanha Saco é um Saco para incentivar a redução do consumo de sacolas. Qual sua opinião sobre esse movimento?
Schmitt - Existe sobre esse tema uma desinformação generalizada. Quando as sacolas plásticas foram introduzidas no Brasil, havia três requisitos para sua adoção: que fossem leves, baratas e não provocassem desmatamento. Essas condições continuam até hoje. O que os mercados querem agora, na verdade, é poder lucrar com a sacola também. Ela é o único item que não é comercializado, mas dado ao consumidor. Além disso, 93% das famílias reutilizam as sacolas, principalmente como saco de lixo. Sem elas, como esse recolhimento vai ser feito?
Empresas & Negócios - As sacolas não são geradoras de poluição?
Schmitt - O problema da poluição não é do plástico em si, mas da educação da população. O plástico não tem pernas, asas. Se ele foi descartado em lugar errado alguém o colocou lá. Isso é apresentado pela própria campanha antissacolas. Em uma cena eles mostram uma pessoa que atira um saquinho pela janela de um ônibus. Ou seja, o lixo foi para a rua porque alguém jogou em lugar indevido. Ao invés de investir na educação, estão investindo em um paliativo.
Empresas & Negócios - As empresas não teriam que investir em reciclagem?
Schmitt - O setor incentiva tremendamente a reciclagem, e estamos apostando muito nas possibilidades da chamada "reciclagem energética". Isso significa construir usinas que utilizam os resíduos de lixo, especialmente o plástico, para criar energia, que são muito usadas no Japão e Alemanha. O lixo, quando usado como combustível, pode atender em média 30% do consumo de eletricidade de uma comunidade. Aqui na Região Metropolitana, por exemplo, poderíamos com isso criar energia suficiente para abastecer uma cidade inteira do porte de Cachoeirinha.
Empresas & Negócios - Os biopolímeros não seriam uma solução?
Schmitt - O tema do biopolímero está apenas começando a ser discutido. Hoje a produção mundial de polímeros biodegradáveis é da ordem de 72 mil toneladas. Mas só o Brasil, em 2010, consumiu 5,2 milhões de toneladas de resinas termoplásticas. Então a quantidade disponível atualmente é baixíssima e caríssima.

março, 2011
Adirplast reforça a importância do distribuidor na cadeia de consumo de plásticos
Portal Fator Brasil - Rio de Janeiro/RJ - PETROQUÍMICA - 12/03/2011
Entidade deve mostrar para os mais de 10.000 transformadores de plásticos brasileiros as vantagens da distribuição de resinas termoplásticas.
Há quatro anos, os distribuidores oficiais de resinas plásticas no Brasil se uniram para criar a ADIRPLAST - Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas. Na época, o objetivo era o de ampliar a capacidade competitiva e econômica de seus associados e assegurar ao consumidor a qualidade dos produtos vendidos no mercado nacional, além de contribuir para a melhoria do meio ambiente. Trabalho árduo, mas que segundo os dirigentes da entidade tem rendido bons resultados. Agora, para o biênio 2011-2012, a associação, que conta com uma nova diretoria, terá novos focos. O principal deles é o de apresentar ao setor de transformação de produtos plásticos os benefícios de adquirir a matéria-prima através da distribuição. "Pretendemos reforçar as vantagens que a distribuição pode oferecer para as mais de 10.000 empresas que trabalham com resinas plásticas no país", explica Laércio Gonçalves, novo presidente da entidade.
Segundo Gonçalves, a agilidade é um dos principais benefícios oferecidos pela distribuidora. E isso significa muito para o transformador que não pode ficar parado por falta de material: "Gostaríamos de reforçar a imagem de agilidade da distribuição, pois conseguimos, entre outras coisas, entregar um pedido em menos de 24 horas".
E os benefícios que uma distribuidora pode oferecer aos seus clientes não param por aí. "Um distribuidor de resinas plásticas trabalha com vários produtos, oferecendo assim uma variedade de opções de compra aos seus clientes. Com o distribuidor é possível também fazer, em um mesmo lugar, a compra de vários tipos de resinas, ao invés de ter que correr atrás de fornecedores diferentes", diz o presidente da associação.
Ações -Eleito em assembléia no início deste ano, Gonçalves deve trabalhar de forma concisa para o desenvolvimento do setor de plástico, em conjunto com outras entidades representativas, como Abiplast, Abief e Abimaq. Para isso, algumas ações já estão em andamento. A primeira delas é a criação da Revista do Distribuidor, que servirá de ponte entre o transformador e a associação. "Através dela, poderemos divulgar ações da entidade, além de conhecimentos tecnológicos, evoluções de gestão e novidades do setor", diz o presidente.
A Adirplast também investirá na divulgação de informações pela internet. "Estamos criando um portal de notícias para o setor. A idéia é que ele seja um aglutinador das principais informações do segmento de plástico. Além disso, estaremos presentes em todas as mídias sociais para chegar até o transformador", afirma Wilson Cataldi, vice-presidente da associação. Para reforçar ainda mais sua participação no cotidiano do transformador e o relacionamento com as petroquímicas fornecedoras de matérias-primas, a Adirplast planeja ainda participar de importantes eventos do setor, como a Brasilplast, Plastech Brasil e Embala NE. A entidade também vai promover palestras sobre o assunto em instituições de ensino especializado em plásticos, como Senai, Universidades Federais e Fundação Tupy, entre outras escolas.
A Adirplast-Criada em 2007, a Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas agrega hoje cerca de 15 empresas distribuidoras, e que respondem por cerca de 12% da comercialização de todo volume de polímeros no país. Para se associar a entidade, a distribuidora precisa ser credenciada pelos fabricantes e carregar suas bandeiras, o que ajuda a garantir a qualidade dos produtos e serviços oferecidos aos transformadores.
A Adirplast tem como objetivo fomentar o consumo consciente do plástico e todos os benefícios que esse material pode trazer para a sociedade.| www.adirplast.org.br.

março, 2011
Resinas refletem alta do petróleo
Valor Econômico - São Paulo/SP - BRASIL - 11/03/2011
Vanessa Dezem | De São Paulo
As incertezas geradas pela crise política em alguns países produtores de petróleo e os efeitos sobre suas cotações, elevando o barril acima dos US$ 100 desde janeiro, têm estimulado a elevação nos preços das resinas plásticas no mercado brasileiro.
Dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) mostram que em janeiro foi verificada uma elevação de mais de 20% nos preços das principais resinas utilizadas no país, frente ao mesmo período do ano passado. O polietileno de baixa densidade (PEBD) - utilizado na fabricação de frascos para as indústrias de cosméticos, alimentos, entre outras aplicações - sofreu um avanço de 27,63%, atingindo a média de US$ 2.416 por tonelada no primeiro mês do ano.
Nos últimos meses, essa elevação tem se mostrado ainda mais acentuada. Segundo fontes do setor, a indústria que utiliza resinas como matéria-prima está pagando cerca 20% a mais do que pagava pelo produto em dezembro.
São alguns os fatores que explicam essa alta. Com o clima de incerteza de suprimento, diante da instabilidade dos governos produtores de petróleo, os grandes consumidores da commodity começaram a aumentar seus estoques, dando impulso à demanda no curto prazo.
"O impacto da elevação do petróleo sobre as resinas depende de algumas variáveis. A influência maior vem do equilíbrio entre a oferta e a demanda a nível global que, nos dois primeiros meses do ano, estava apertado, situação agravada pela demanda forte na Ásia", explica o diretor da consultoria especializada Maxiquim, Otávio Carvalho.
O Brent, de Londres, que alcançou o patamar de US$ 115,43 o barril no fechamento de ontem, avançou mais de 40% em doze meses. Com esse cenário, a nafta - derivado do petróleo utilizado para a fabricação das principais matérias-primas das resinas no Brasil - acaba sofrendo o impacto desse aumento. Séries históricas mostram que quando o preço do barril do petróleo sobe em US$ 1, o preço da tonelada da nafta avança US$ 9 no exterior.
No Brasil, fontes do mercado informam que o preço na nafta saiu de US$ 650 por tonelada no último trimestre do ano passado para atuais cerca de US$ 900 por tonelada. Mas vale lembrar que o repasse da elevação da nafta não ocorre de modo tão direto para o mercado brasileiro. Isso porque um acordo entre a Petrobras e a Braskem (a única consumidora de nafta no país) "amortece" esse efeito, incluindo em sua fórmula de preços a média móvel das cotações dos últimos três meses do produto no mercado internacional.
Outro fator que colabora para a pressão sobre os preços das resinas no país é a falta de competição no setor petroquímico. Segundo a Abiplast, a importação de resinas - que geralmente fica em 20% do consumido pela indústria - ficou mais difícil nos últimos meses. "Temos recebido informações de que o governo está segurando a entrada dos produtos, principalmente do polipropileno (PP) e do PVC", afirma o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho.
No exterior, o setor, além de mais competitivo, utiliza matérias-primas diferentes. Nos EUA, por exemplo, as fábricas têm a vantagem de utilizar mais o gás natural, ao invés do nafta, para a produção das resinas. Essa opção diminui, portanto, a pressão sobre a cadeia, já que o gás natural apresentou uma queda de 15% nos últimos doze meses.
No mercado internacional a evolução do setor de resinas tem sido um pouco diferente e pode evidenciar a possibilidade de os preços já terem alcançado seu pico. O polietileno de baixa densidade negociado na London Metal Exchange (LME) fechou ontem no patamar de US$ 1.310 por tonelada, apresentando variação de cerca de 10% frente a um ano antes. Ao se comparar com as cotações de janeiro, no entanto, percebe-se uma pequena queda de cerca de 1%. A nafta, por sua vez - com base na cotação dos portos europeus (Antuérpia, Roterdã e Amsterdã), região importadora - avançou 33,6% nos últimos doze meses, tendo fechado ontem a US$ 981 por tonelada. Em um mês, a alta foi de 2%.
"O cenário externo já aponta para um menor espaço para o aumento da resina", destaca Coelho. Segundo ele, a compra de estoques de petróleo enfraqueceu nos últimos dias e as crises políticas já estão equacionadas nos preços do mercado.

março, 2011
O plástico ficou ecológico
Revista Planeta Sustentável - São Paulo/SP - LIXO - 08/03/2011
Matérias-primas renováveis como cana-de-açúcar e milho são usadas para produzir plásticos menos agressivos ao meio ambiente
Renata Leal
Info Exame – 03/2011
[img1]No tempo que você levará para ler esta reportagem, cerca de 50 000 sacolinhas plásticas serão consumidas no Brasil. A média nacional é de 1,5 milhão por hora. Embora representem pouco individualmente, os saquinhos de supermercado formam um volume enorme de lixo, que pode demorar vários séculos para se decompor no ambiente. Como reduzir o impacto causado pelo plástico na natureza é uma preocupação crescente. Por isso, ganham cada vez mais espaço as iniciativas de produzir plástico a partir de matérias-primas renováveis, como a cana- de-açúcar e o milho.
Universidades e empresas trabalham em projetos conjuntos para identifi car novos materiais e formas de melhorar asaplicações dos plásticos de origem renovável. Existem várias linhas de pesquisa e produção, que geram produtos recicláveis e/ou biodegradáveis. Uma peça plástica que será usada por muitos anos, por exemplo, não precisa ser biodegradável, mas é importante que seja reciclável. Já uma sacola de supermercado, que provavelmente será usada para acondicionar lixo doméstico, deve ser biodegradável.
Nos laboratórios da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná, os pesquisadores produzem plásticos a partir de amido de mandioca. Os estudos já são feitos há dez anos e nos últimos quatro eles passaram a incorporar também uma porcentagem de fibra de cana-de-açúcar. “Começamos a ver que havia dificuldades na produção porque a mistura não era adequada para o processo industrial”, diz Fábio Yamashita, professor do departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UEL. Mais recentemente, os pesquisadores decidiram misturar o amido de mandioca a um polímero fabricado pela Basf ainda com origem petroquímica, o Ecoflex. O resultado foi um produto com algumas das características de que a indústria precisa.
Com a mistura foi possível testar o uso do plástico biodegradável em atividades no campo. Os principais usos até agora foram para a cobertura de campos para a plantação de morango, o ensacamento de goiabas na fase de crescimento, para evitar o ataque de pragas, e a embalagem de mudas de plantas medicinais, em saquinhos que geralmente são retirados antes do plantio. Os testes nos campos de morango foram feitos em escala commercial e mostraram que é preciso calibrar a velocidade de degradação do fi lme plástico. “Ele começou a se deteriorar antes do tempo”, afirma Yamashita. Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior paulista, há estudos na mesma linha. A engenheira de materiais Marília Motomura trabalhou com amido de mandioca, fibra de coco e serragem de madeira. Ela misturou as matérias- primas ao Ecoflex para ampliar as opções de uso do plástico biodegradável, que pode fi car mais rígido ou fl exível, por exemplo. Essas características são fundamentais para determinar que tipo de produto final é possível produzir. “A aplicação ainda é restrita. Apenas as peças feitas por processo de extrusão já estão sendo vendidas”, diz Marília.
A INDÚSTRIA INVESTE PESADO
Diante da demanda global por attitudes mais verdes, as empresas precisaram se munir de alternativas para oferecer ao mercado. A Braskem, oitava maior petroquímica do mundo, abriu em setembro do ano passado sua primeira fi - lial destinada a produzir apenas plástico verde. A fábrica, que fi ca em Triunfo, no Rio Grande do Sul, recebeu 500 milhões de reais de investimento e tem capacidade de produzir 200 000 toneladas anuais de plástico verde. A estratégia adotada pela Braskem é usar etanol como matéria- prima. Depois de um processo de desidratação do etanol, a empresa obtém o eteno, empregado na fabricação do polietileno. É ele que a Braskem vende a outras companhias, que podem usá-lo da mesma forma que o polietileno obtido a partir do petróleo.
Essa substituição é semelhante à troca da gasolina pelo álcool nos carros. A matéria- prima é renovável. O plástico verde permite a reciclagem, mas ele não é biodegradável. “O balanço ambiental da produção com etanol é mais favorável. Para cada tonelada de plástico verde é possível sequestrar 2,5 toneladas de gás carbônico da atmosfera”, afi rma Antônio Queiroz, diretor de tecnologia da Braskem. Diversas empresas nacionais estão usando embalagens feitas com o plástico verde. Ele está nos refis do sabonete cremoso Erva Doce, da Natura; na linha Sundown, da Johnson & Johnson; e nas peças do jogo Banco Imobiliário, da Estrela.
A Basf também está investindo no plástico ecológico. Desde 2000, a empresa produz o polímero Ecoflex (usado nas pesquisas da UEL e da UFSCar), que está disponível no Brasil desde 2007. Sua estrutura permite o ataque dos micro-organismos no processo de compostagem, o que o torna biodegradável. A partir dele surgiram variações, como o Ecobras e o Ecovio. O primeiro foi desenvolvido em parceria com universidades e com a empresa Corn Products e usa amido de milho na mistura. O segundo leva ácido poliláctico, derivado do ácido láctico. O Ecofl ex é empregado pela Honda para revestir os bancos dos modelos Fit e New Civic. Já o Ecovio está em sacolinhas
de super mercado.
Quem também usa o ácido poliláctico é a Cargill, que fabrica nos *Estados Unidos o biopolímero Ingeo, que é similar ao PET das garrafas plásticas e pode substituí-lo em
diversas aplicações. “O bioplástico tem o maior número de opções de descarte pós consumo. Ele pode ser reciclado mecânica ou quimicamente e é biodegradável em condições de compostagem”, diz Walcinyr Bragatto Neto, gerente de produto da Cargill.O plástico foi empregado na loja con ceito da Track&Field, que vende roupas esportivas,em Nova York. Todas as peças da loja ficam expostas em tubos plásticos presos às paredes. Além de facilitar o estoque e a exposição das peças, as belas embalagens são reutilizáveis.
SUBSTITUIÇÃO A CONTA-GOTAS
Por mais que surjam opções viáveis de plástico feito com matéria-prima renovável, a troca total a longo prazo ainda é vista como improvável. “É uma utopia querer substituir tudo”, diz Letícia Mendonça, gerente do negócio de especialidades plásticas da Basf para a América do Sul. O futuro dos plásticos verdes depende da escala que eles atingirem. Sem volume de produção o preço não cai, o que inviabiliza a ampla adoção. Hoje, o plástico ecológico custa pelo menos 20% a mais que o de origem fóssil. A estimativa é que chegue a apenas 20% do total de plásticos produzidos no mundo até 2030. Enquanto a abrangência não aumenta, uma saída é não usar plástico quando há outras opções. Nos últimos 18 meses, 5 bilhões de sacolinhas plásticas foram substituídas por ecobags ou caixas de papelão. Já é um número e tanto.
*Enquanto no Brasil a cana-de-açúcar é usada na produção de plástico verde, nos Estados Unidos a principal materia prima é o milho. Aqui a estimativa de produção para 2010 foi de 52,5 milhões de toneladas. A produção industrial recebe uma parcela pequena (9%) e a maior fatia vai para a criação de animais (75%)

março, 2011
Saco plástico perfumado
Arca Universal - Rio de Janeiro/RJ - HOME - 04/03/2011
Novidade no mercado de utilidades domésticas
Por Débora Ferreira
debora.ferreira@arcauniversal.com
Os consumidores acabam de receber no mercado de Utilidades Domésticas (UD) a oportunidade de adquirir sacos plásticos com fragrâncias diversificadas – lançamento inédito no Brasil.
Desenvolvido em seis perfumes suaves: laranja, baunilha, rosas, lavanda, oceano e maçã verde, as embalagens coloridas com cheiro possuem um cordão de fechamento para facilitar e dar agilidade às tarefas do dia a dia.
Os sacos podem ser usados em cestos de lixo, para armazenar roupas molhadas após a praia, piscina ou academia e até para guardar roupas no armário, no quarto do bebê, na mala de viagem ou onde for necessário. Apenas é desaconselhável usá-los no armazenamento de alimentos.
“A principal característica deste produto é justamente oferecer soluções inteligentes e versatilidade. É uma mistura perfeita entre praticidade e organização para manter os ambientes limpos e perfumados”, comenta a gerente de marketing Andrea Bilheiro, da Casambiente, responsável pelo desenvolvimento do produto.
Cada embalagem fechada contém 20 unidades de sacos, cada um com capacidade para 12 a 20 litros – equivalente a 15 quilos – internamente. E podem ser encontradas nas principais lojas de UD.

fevereiro, 2011
Cade aprova compra da Quattor pela Braskem mas impõe restrições
Valor Econômico - São Paulo/SP - EMPRESAS - 24/02/2011
Juliano Basile | De Brasília
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, ontem, a compra da Quattor pela Braskem, mas impôs algumas restrições ao negócio. Pela decisão, que foi tomada por unanimidade, a Braskem terá de submeter ao órgão antitruste todos os seus contratos para o fornecimento de resinas plásticas com empresas estrangeiras. Os contratos futuros de importação também terão de ser enviados para monitoramento. O objetivo é preservar o mercado interno, no qual várias empresas adquirem resinas da Braskem.
A estimativa do Cade é a de que a compra da Quattor levou a um domínio de 80% nas vendas de resinas no Brasil. Apesar dessa concentração, os conselheiros verificaram que há a possibilidade de as empresas consumidoras se abastecerem no mercado internacional. "Nos últimos anos, houve um aumento de 30% na importação desses produtos", disse o relator do processo, conselheiro Vinícius Carvalho.
A Braskem também terá de enviar um relatório semestral ao Cade informando sobre as importações de resinas. Nesse relatório, a empresa terá de especificar o preço médio, a quantidade, a origem e as revendas de resinas para o mercado brasileiro. "É preciso para facilitar o monitoramento de eventuais praticas de fechamento de mercado", justificou Carvalho.
Se descumprir essas condições, a companhia terá de pagar multa diária de R$ 100 mil e pode ainda sofrer a abertura de processo por infração à ordem econômica, cuja pena varia entre 1% e 30% do faturamento da empresa. A própria Braskem concordou com as condições e assinou termo com o órgão antitruste comprometendo-se a cumpri-las. "Eu fiquei muito contente com a decisão", disse o advogado Ubiratan Mattos, do escritório Mattos, Muriel, Kestener, que atuou para a Braskem. "Especialmente pelo fato de que o Cade reconheceu que o mercado de resinas é internacional".
A tese da Braskem é a de que o preço das resinas é ditado pelo mercado externo. "Em razão disso, ela não tem poder de mercado", enfatizou Mattos. Com a compra da Quattor, a companhia ficou com 4% de participação no mercado internacional.
No mercado nacional, a Braskem enfrentou a oposição da Solvay, que faz tubos de PVC. "O PVC se produz a partir do etileno que vem de centrais petroquímicas", afirmou Carlos Barros, da Solvay. A empresa é a segunda maior produtora de PVC, atrás apenas da Braskem. "Se não tiver a possibilidade de importação, fica evidente um duopólio no mercado brasileiro", reclamou Barros aos conselheiros.
A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) também demonstrou preocupação na união de Braskem e Quattor. A entidade alegou ao Cade que os preços praticados no país são mais elevados do que em outros mercados e que há dificuldades para a importação de insumos petroquímicos. "A Abiplast não se opõe à operação", disse Ricardo Inglez de Souza, representante da entidade. "Ela vem sustentando que a maior eficiência da Braskem beneficia toda a cadeia produtiva. Mas, esses benefícios devem ser compartilhados em toda a cadeia, ajudando também os consumidores finais".
Ao fim, o Cade analisou as preocupações de concorrentes e de compradores de resinas da Braskem e optou por aprovar a compra da Quattor com medidas para o monitoramento do mercado.
"A nossa avaliação é que a decisão do Cade está dentro do que imaginamos na história da consolidação da indústria petroquímica brasileira", comemorou Marcelo Lyra, vice-presidente de Relações Institucionais da Braskem. "O Cade entendeu que o mercado relevante é o internacional". O presidente do Cade, Fernando Furlan, recomendou que a Secretaria de Direito Econômico (SDE) acompanhe os próximos passos da Braskem e da Quattor para, se for o caso, abrir investigações sobre eventuais condutas anticompetitivas. Em dez anos de existência, a Braskem nunca sofreu um processo desse tipo no Cade.

fevereiro, 2011
Desindustrialização também no setor do plástico
Jornal do Comércio - RS - Porto Alegre/RS - EDIÇÃO
IMPRESSA - 23/02/2011
DANILO UCHA/JN/ESPECIAL/JC
Alfredo Felipe Oliveira Schmitt, presidente do Sinplast e da Abief
Aos industriais do setor do aço e da metalmecânica que alertaram sobre o perigo de desindustrialização no Brasil, conforme publicamos ontem, somou-se o setor do plástico, um dos maiores do País, com 11.400 empresas que empregam 330 mil pessoas. O presidente do Sindicato do Plástico-RS e da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis, Alfredo Felipe Oliveira Schmitt, disse, ontem, que as importações de matérias-primas, que representavam 18%, já estão em 24%, e que o setor “corre o risco brutal da entrada de produtos acabados de plástico vindos do exterior.” A balança de exportação e importação, que era superavitária em favor do Brasil, já está deficitária na ordem de US$ 1,35 bilhão, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico. Isso é 47,86% maior do que em 2009. O Brasil terá que encontrar maneiras de voltar a ser competitivo.
Setor do plástico II
Aos elementos responsáveis pela queda de competitividade da indústria nacional – câmbio, juros altos, gasto público, carga tributária, deficiência logística e encargos sociais -, Alfredo Schmitt cita um especificamente, o alto custo da energia elétrica, que “subiu assustadoramente”. A Abief está sugerindo ao governo criar um sistema VIEP – Vendas Internas de Energia para Exportação – que permitisse às empresas se beneficiar de preço especial de energia na mesma proporção de suas exportações. Quem, por exemplo, exportar 25% de sua produção num ano, no seguinte teria 25% de energia a preço especial. “É uma maneira de apoiar a competitividade”, disse. Hoje, as 725 empresas filiadas ao Sinplast (o total é de 1.222 no Estado) estarão recebendo uma carta convidando-as a se informar dos problemas setoriais.

fevereiro, 2011
Nafta pode subir a US$ 900 por conflito no Oriente Médio
DCI - São Paulo/SP - LEGISLAÇÃO - 23/02/201
MAURÍCIO GODOI
São Paulo - Os conflitos que se estendem por cerca de uma dezena de países do Oriente Médio pelos últimos dois meses fará sua primeira vítima no Brasil: o setor petroquímico. O preço da matéria-prima básica para esse segmento da indústria, a Nafta, deverá ser reajustado para US$ 900 por tonelada na semana que vem. O valor médio praticado no mercado brasileiro está em US$ 815 por tonelada, nível que não se manterá mesmo com a fórmula de estabelecer a média dos últimos três meses no mercado spot (à vista) na Europa.
De acordo com Otávio Carvalho, diretor da consultoria MaxiQuim, o preço histórico do insumo petroquímico é o equivalente a nove vezes a cotação do barril do petróleo e como os conflitos estão elevando o valor do petróleo o aumento é dado como certo devido à alta volatilidade registrada desde dezembro no valor do barril.
Na última semana do ano passado a cotação do barril utilizada pela Petrobras como referência, o Brent, era negociado na casa dos US$ 80. Já ontem, com o agravamento da crise na Líbia, um dos maiores exportadores do produto para o continente europeu, o preço já marcava US$ 108 por barril, maior nível desde antes da crise mundial de 2008.
A tendência do preço é de seguir em alta. Ontem, a italiana Eni informou que suspendeu parte de sua produção na Líbia, incluindo as operações no gasoduto Greenstream, que envia para a Itália cerca de 10% das necessidades de gás natural do país. A Eni é a companhia internacional com as maiores operações na Líbia. A petrolífera espanhola Repsol também anunciou ontem que suspendeu totalmente suas operações na Líbia, incluída a exploração em conjunto com a francesa Total e com a austríaca OMV AG. A Líbia fornece cerca de 30 mil barris diários de petróleo à Espanha, o que corresponde a 7% do consumo diário espanhol.
"Os preços nos próximos meses serão influenciados sem dúvida com a alta do preço do petróleo por causa desses confrontos", avaliou Carvalho. "Porém, o meu receio é se esses conflitos chegarem a Arábia Saudita, que é uma ilha de estabilidade naquela região turbulenta, aí sim é que teremos um crise mais séria, cujas proporções podem desencadear uma mudança estrutural para o setor petroquímico", afirmou ele.
A Arábia Saudita possui a maior reserva de petróleo do mundo com cerca de 265 bilhões de barris, é o maior exportador do produto e possui capacidade instalada para produzir cerca de 100 milhões de toneladas de resinas petroquímicas por ano.
Em paralelo à alta de preços que se anuncia no mercado brasileiro, a Braskem negocia com a Petrobras, que além de ser fornecedora da nafta utilizada em suas operações possui 35,8% de participação em seu capital total, a adoção de prazo para o pagamento desse fornecimento. Atualmente, explicou o presidente da empresa, Carlos Fadigas, a Braskem é obrigada a pagar a estatal à vista. Ao mesmo tempo, explicou o executivo, a empresa possui uma carteira de crédito a seus clientes que soma R$ 3,5 bilhões além de fornecer 115 mil toneladas de resinas em condições especiais para a exportação de produtos.
Apesar disso, o setor de transformação de plásticos afirma que a incorporação da Quattor pela Braskem cria um monopólio que fere diretamente a competitividade deste setor da indústria nacional. Conforme o DCI publicou na semana passada, a balança comercial do setor aumentou 47,86% em 2010, esse número deve-se em parte, segundo a Abiplast, ao preço da resina nacional que é a mais cara do mundo, chegando a ter preço 30% mais alto que a chinesa e norte-americana.
Para o vice-presidente de Relações Institucionais e de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, Marcelo Lyra, os preços no Brasil seguem o mercado internacional e não dá para falar em monopólio uma vez que as empresas têm acesso aos fornecedores globais. Para ele, o argumento de que os preços no Brasil são mais elevados que os encontrados em outros paises é o fato de que existem as variáveis de preços do mercado interno como os custos com logística, serviços, inovação entre outros aspectos.
Produção
Ontem, a Petrobras informou que registrou aumento de 5,4% em sua produção de petróleo e gás nos campos que possui no Brasil e no exterior, comparado a janeiro de 2010. O volume médio diário registrado foi de 2,661 milhões de barris de óleo equivalente. Considerando apenas os campos em território nacional, a alta ficou em 6% na mesma base de comparação. A produção exclusiva de petróleo dos campos nacionais chegou a 2,069 milhões de barris diários, acréscimo de 4,9% sobre janeiro de 2010 e 2,5% menor do que em dezembro de 2010.

fevereiro, 2011
Consumo de resinas deve crescer 10% em 2011
Jornal do Comércio - RS - Porto Alegre/RS - PÁGINA INICIAL - 23/02/2011
Jefferson Klein, de São Paulo
MARCELO G. RIBEIRO/JC
Fadigas aposta em ampliação.
O mercado de resinas termoplásticas deve confirmar em 2011 seu crescimento nos últimos anos. A demanda dos produtos no Brasil foi de cerca de 4,9 milhões de toneladas no ano passado, contra em torno de 4,3 milhões de toneladas em 2009. Para 2011, o presidente do grupo petroquímico Braskem, Carlos Fadigas, afirma que a perspectiva é de um incremento de aproximadamente 10%.
O dirigente salienta que existe muito espaço para o aumento do uso do plástico no País. O consumo per capita de resinas como polietileno, polipropileno e PVC pelos brasileiros é de 22,2 quilos ao ano, enquanto que esse patamar sobe para 28 quilos na China e 63 quilos nos Estados Unidos. Além do mercado interno, a Braskem manifesta a intenção de intensificar sua participação no cenário global da petroquímica, que hoje é de 4%. "Para entrar nessa competição internacional, é necessário ser uma empresa de porte, com capacidade de investimento", diz Fadigas.
O diretor da MaxiQuim Assessoria de Mercado, João Luiz Zuñeda, alerta que um dos desafios que serão enfrentados pelas companhias brasileiras na disputa mundial, é o baixo custo das matérias-primas verificado em algumas regiões. A estimativa é de que, até 2015, cerca de 20% dos insumos petroquímicos comercializados no mundo serão produzidos na região do Golfo Arábico. Zuñeda defende que o Brasil precisa fazer investimentos na área de infraestrutura, como na construção de gasodutos, para aproveitar seus recursos naturais. A MaxiQuim estima a riqueza do pré-sal entre US$ 6 trilhões a US$ 12 trilhões. Essa projeção é baseada nas reservas de petróleo declaradas e no preço atual do barril.
No caso da Braskem, entre as ações programadas para curto prazo, está o investimento de US$ 470 milhões em uma planta de PVC, com 200 mil toneladas ao ano de capacidade, em Alagoas, que deverá entrar em operação em 2012. Outro empreendimento já encaminhado, que deve ser aprovado pelo conselho da Braskem ainda neste primeiro semestre, é a realização da unidade de polipropileno verde (feito a partir do etanol da cana-de-açúcar) que, provavelmente, deve ser instalada no Rio Grande do Sul. Fadigas adianta que novas plantas de biopolímeros devem ser anunciadas em pouco tempo.
Outro tema que interessa ao Estado é a indicação, dada por Fadigas, de que a Braskem participará da defesa da isonomia fiscal, combatendo a importação incentivada de resinas que acontece em alguns estados, como Santa Catarina. Esse assunto afeta diretamente os transformadores gaúchos, que constantemente reclamam das condições desiguais de concorrência com as empresas catarinenses.
A companhia também está trabalhando na questão da imagem do plástico na sociedade. O diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, Jorge Soto, salienta que a preocupação da indústria química será voltada para a questão do impacto ambiental. O dirigente revela que a Braskem está apoiando estudos que comparam o uso de produtos plásticos, com a utilização de outras matérias-primas. Um trabalho que deve ser divulgado em breve é quanto aos reflexos causados pelas sacolinhas plásticas de supermercados, em relação à similar de pano. Os representantes da Braskem e da MaxiQuim participaram ontem, em São Paulo, do seminário: Cenário e desafios da petroquímica no Brasil e no mundo.

fevereiro, 2011
Indústria de transformação do plástico teve déficit recorde na balança comercial em 2010
Canal Executivo - São Paulo/SP - PESQUISAS - 22/02/2011
Em 2010, embora tenha estabelecido o maior valor de todos os tempos em suas exportações, a indústria brasileira de transformação de plásticos teve déficit de US$ 1,35 bilhão em sua balança comercial, um recorde desde o início da série histórica desse dado, em 1996. A marca é 47,86% maior do que os US$ 918,9 milhões registrados em 2009.
"Contribuiu muito para esse resultado, o câmbio sobrevalorizado, que se soma aos juros e impostos elevados, dentre outros fatores do Custo Brasil, debilitando a competitividade das empresas nacionais", diz José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast), da Vitopel e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP.
O déficit da balança comercial do setor reflete principalmente o aumento de 34,55% nas importações, que evoluíram de US$ 2,10 bilhões, em 2009, para US$ 2,83 bilhões, no ano passado. As exportações cresceram 24,24%. Passando de US$ 1,18 bilhão para US$ 1,47 bilhão.
Resinas caras
Segundo a entidade, outro fator que prejudica de modo direto a competitividade da indústria brasileira de transformação do plástico é o preço das resinas termoplásticas nacionais, que é o maior do mundo.
Com base em dados do inicio de fevereiro de 2011, o preço no mercado interno da resina polipropileno, material utilizado na fabricação de embalagens para indústria alimentícia, peças automotivas e até tubos para construção civil, é 22% mais alto do que no mercado doméstico europeu, 32% do que na China e 33% do que nos Estados Unidos.
Quanto ao polietileno de baixa densidade, outro material bastante utilizado na fabricação de embalagens para indústria alimentícia, os transformadores brasileiros de plásticos pagam 14% a mais do que seus concorrentes europeus, 20% do que os chineses e 30% do que os norte-americanos.
O polietileno de alta densidade, produto utilizado para confecção de caixas, garrafas, bombonas e produtos automotivos, é 22% mais caro aqui do que na Europa e seu preço no mercado interno é 59% maior do que nos Estados Unidos.

fevereiro, 2011
Indústria está preocupada com compra da Quattor pela Braskem
Estadão - São Paulo/SP - ECONOMIA - 21/02/2011
Com a operação, a Braskem torna-se detentora de praticamente 100% do mercado de resinas brasileiro
Célia Froufe, da Agência Estado
BRASÍLIA - O tema mais importante da próxima sessão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) será a compra do Quattor pela Braskem. Com a operação, a Braskem torna-se detentora de praticamente 100% do mercado de resinas brasileiro, o que tem preocupado a indústria de transformação de plásticos, que já alega sofrer pressão atualmente pelo grande porte da empresa no mercado doméstico. O argumento da Braskem é de que o setor precisa ser avaliado no âmbito internacional. Por isso, a sua necessidade de crescer para não ser engolida por outras empresas do setor no exterior.
O ato de concentração não agrada a toda cadeia produtiva. O advogado contratado pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Ricardo Inglez de Souza, por exemplo, teve hoje reunião com o relator do processo, Vinícius Carvalho, para expor mais detalhadamente os argumentos do setor. Ele explicou que não é contra a operação, mas gostaria que o Cade aproveitasse a oportunidade para ampliar a rivalidade no setor. A Abiplast representa 11,6 mil empresas.
"A operação pode trazer eficiências - como redução de custos, aumento de escala, maior poder de barganha. Não nego os benefícios da operação, mas nossos pedidos não comprometem essas eficiências", disse Inglez à Agência Estado. "A Abiplast não se opõe à aprovação do caso Quattor/Braskem, o que ela quer é aumentar o grau de rivalidade do produto internacional, retirando as proteções solicitadas ou concedidas pela Braskem", continuou.
Há uma discussão sobre se o negócio tem impactos domésticos ou internacionais. As empresas alegam que a necessidade da operação se dá por conta da concorrência externa. As empresas da chamada "segunda geração", no entanto, estão preocupadas com o monopólio na oferta de resinas termoplásticas. Por isso, solicitam que algumas medidas acompanhem a decisão do órgão antitruste.
Entre elas estão a retirada dos direitos antidumpings, a redução de imposto de importação e que a Braskem pare de comprar resina importada. Inglez observa que essas medidas não necessariamente aumentarão o volume das importações. Até porque, segundo ele, grande parte das empresas representadas pela Abiplast é de pequeno ou médio porte e têm dificuldade de acessar o mercado internacional individualmente. Se atuarem em conjunto, podem infringir alguma lei, como a formação de cartel.
A principal intenção é reduzir os preços da resina praticados no mercado doméstico, tornando-os mais compatíveis com os vistos lá fora. Além de alegarem a possibilidade de acelerar o processo de desindustrialização do setor no País, os advogados que querem atenuantes para a aprovação, lembram que materiais plásticos estão presentes em vários setores da atividade brasileira.
"Isso sem contar que 70% das embalagens dos produtos do Bolsa Família são plásticas e que a construção civil também tem contado cada vez mais com esse tipo de material", considerou. "Não se trata de um caso trivial. É aumento de custo na veia na classe C e D. Alguém vai pagar essa conta e não vai ser só o transformador do plástico", previu.
Os advogados da Braskem alegam que os preços praticados hoje já têm base internacional, onde a petroquímica possui uma participação ainda pequena - de cerca de 5%. Por isso, eles trabalham para que o caso seja aprovado sem restrições.

fevereiro, 2011
Lei que proíbe uso de sacolas plásticas ainda não pegou
A Voz da Serra - - HOME - 22/02/2011
Em Nova Friburgo, uso de sacolas reutilizáveis nos supermercados ainda é pequeno
Henrique Amorim
Você já parou para observar que grande parte do lixo doméstico é composto de materiais que poderiam ser reutilizados? Pois faça um teste agora. Dê uma mexida naquela sacolinha plástica de supermercado que certamente você utiliza para acondicionar o seu descarte de todo dia na lixeira da cozinha, por exemplo. Provavelmente há caixinhas longa vida de leite, extrato de tomate, embalagens de iogurte, sacos plásticos que embalaram legumes e verduras, garrafas pet de refrigerante, óleo de soja, vinagre, e por aí vai... Tudo isso poderia ser reciclado.
Já imaginou como a quantidade de lixo diminuiria? Recentemente uma família britânica ganhou fama mundial em matérias de TVs estrangeiras e na internet por ter conseguido a proeza de produzir apenas uma sacola de lixo ao longo de todo o ano passado. O segredo do casal Richard e Rachelle Strauss e da filha, Verona, de 9 anos, foi reaproveitar tudo, desde as sacolas até as embalagens dos alimentos, que aqui no Brasil são jogadas no lixo, colaborando para dificultar ainda mais o processamento dos resíduos domésticos. O casal da Grã-Bretanha só descartou mesmo o que não conseguiu reaproveitar ou dar alguma destinação melhor que a lata do lixo.
Entre os brasileiros, porém, ainda se tenta, e com bastante dificuldade, dar-se um primeiro passo no processo de conscientização popular sobre a reciclagem. Desde 15 de julho de 2010 está em vigor uma lei que proíbe o uso de sacolas plásticas nos supermercados e no comércio em geral. As práticas sacolinhas, que viraram padrão nacional e geralmente servem para depositar o lixo doméstico, são extremamente nocivas à natureza, pois levam até mais de um século para se decompor no ambiente. A lei prevê que, após um ano de sua vigência, as grandes redes de supermercado não possam mais utilizar este tipo de sacola. As redes de porte médio têm até 15 de julho de 2012 para bani-las, e para os pequenos mercados a tolerância vai até 2013.
Em Nova Friburgo, assim como na maioria dos municípios fluminenses, a lei que veda o uso das sacolas plásticas ainda não pegou. Alguns supermercados locais tentam incutir nos clientes a substituição por sacolas de material reutilizável para o transporte das compras, oferecendo-as por R$ 1,99, mas são poucos os clientes que se sensibilizam. “Essas sacolas novas são até maiores e ajudam a acomodar as compras, mas deveriam ser de graça. O governo faz a lei para substituir as sacolas e nós ainda temos que comprar as sacolas novas? Aí é demais”, diz a dona de casa Elvira da Conceição Pinheiro, que leva para casa pelo menos quatro sacolas plásticas por dia, já que compra pães, leite e legumes num supermercado da Avenida Alberto Braune.
“Parte dessas sacolas eu aproveito para depositar meu lixo, outras jogo fora mesmo. Tenho um estoque grande lá em casa”, comenta.
Os supermercados de Nova Friburgo tentaram estimular os clientes a trazer sacolas de casa ou adquirir as de material reutilizável por R$1,99, além de oferecer R$ 0,03 de desconto a cada cinco mercadorias compradas. Este último artifício também não pegou: nem a divulgação através de cartazes na maioria das lojas se vê mais.
Alguns gerentes de supermercado do centro de Nova Friburgo desconversam ao serem abordados sobre a lei das sacolas plásticas. “Isso ainda vai dar muita confusão. Acho que o povo mesmo não está muito interessado em substituir. As sacolinhas vieram para ficar mesmo. São práticas e funcionais”, disse um funcionário. “Essa é mais uma lei criada para não pegar”, emendou outro gerente de supermercado.
Mas a consultora de produtos de beleza, Nayara Constantino, 36 anos, decidiu abolir o uso das sacolinhas plásticas em suas compras. “Prefiro ir ao supermercado só uma vez ao mês e exijo do caixa que minhas compras sejam acondicionadas em caixas de papelão, que os mercados sempre descartam mesmo. Só uso as sacolinhas para embalar produtos de geladeira”, diz ela, ciente de que integra uma minoria de clientes que adota esta prática.
Já a aposentada Silvanete Barbosa, 63 anos, adquiriu recentemente uma sacola confeccionada com material reutilizável. “Achei ela bonita e comprei por R$ 1,99. Uso para as compras e também quando vou ao médico ou para passear”, entregou. Nos supermercados de Nova Friburgo, todos os gerentes e operadores de caixa consultados são unânimes ao afirmar que a procura por sacolas de materiais reutilizáveis ainda é bem pequena.
Associação dos Supermercados e
Federação do Comércio questionam lei
Dias depois da promulgação da lei que proíbe o uso das sacolinhas e prevê multa de até R$ 20 mil por descumprimento, a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio) chegou a questionar sua validade na Justiça e tentar impedir sua aplicabilidade, através de contestação no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-RJ), com pedido de liminar. Para a Fecomércio, a lei foi mal redigida e não leva em conta o impacto da medida na cadeia produtiva, ou seja, possibilidade de maiores índices de desemprego nas indústrias fabricantes das sacolas plásticas e nas empresas que realizam seu transporte do fabricante aos supermercados.
Posicionamento idêntico tem a Associação dos Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj). A entidade observa que, principalmente as pequenas redes, não estão preparadas para essa mudança de grande impacto. Tudo isso sem contar os encargos que os empresários de supermercados terão com recolhimento, armazenamento e destinação das sacolas plásticas.
Recentemente foi lançada no mercado a sacolinha plástica oxibiodegradável. O marketing do novo produto tem direito a mensagem impressa e destacada em cada uma das ssacolas, dando conta que sua decomposição na natureza é acelerada.

fevereiro, 2011
Lugar de sacolas plásticas e embalagens aluminizadas é na obra
Manutenção e Suprimentos - - NOTÍCIAS E ARTIGOS - 16/02/2011
Renata Branco
Todos os anos milhões de toneladas de sacolas plásticas e embalagens aluminizadas, iguais àquelas que o consumidor leva para casa ao sair do supermercado, são descartadas no meio ambiente. Desde o ano passado, esse material está sendo utilizado como matéria-prima do tapume ecológico para obras, produto inovador que leva a assinatura do Grupo Baram. O produto apresenta maior vida útil, pois não se deforma e nem se decompõe se deixado exposto às variações climáticas. Além de ser impermeável e ter baixo custo de produção, o tapume é reaproveitável, 100% reciclável, lavável e apresenta seis vezes mais durabilidade do que o compensado feito com resíduos de madeira e não acumula bactérias.
"Nossa empresa procura cumprir sempre com o seu compromisso de aplicar a sustentabilidade em tudo o que faz. Estudos apontam que cada pessoa utiliza em média 150 sacolas por ano. Cada saco plástico pode demorar cerca de 100 anos para se decompor. Estamos cumprindo a nossa parte e incentivando outras empresas a fazerem o mesmo", analisa o diretor-presidente do Grupo Baram, Josely Rosa.
Para fabricar cada peça, medindo 2,20m por 0,55m, são consumidas três mil sacolas plásticas e embalagens aluminizadas, iguais àquelas que o consumidor leva para casa ao sair do supermercado. Por mês, a Baram fabrica em média seis mil chapas. Atualmente, o grupo é responsável pelo fornecimento de material a uma carta com mais de 300 clientes em todo o Brasil.
SOBRE O GRUPO BARAM
Fundado em 2000, o Grupo Baram é hoje líder nacional na fabricação de andaimes suspensos, elétricos ou manuais, e uma das empresas que mais se destaca no cenário nacional por apresentar soluções sustentáveis para a indústria da construção. O grupo é detentor das marcas Baram Equipamentos, Verbam Máquinas e VerbamFix Massas para Assentamento. O mix de produtos que leva o selo Baram inclui ainda máquinas para reciclagem de entulho e sobras de concreto, dispositivo para elevação, massa para assentamento de tijolos ou blocos e dutos para entulhos.

fevereiro, 2011
Presidente da ABIPLAST diz que indústria plástica tem enorme potencial de crescimento
Comunique-se – Rio de Janeiro – 11/02/2011
( São Paulo, São Paulo, Brasil - Comunique-se - ) Atual presidente da entidade, José Ricardo Roriz Coelho vê com bons olhos as oportunidades que o Brasil tem perante outras nações
São Paulo, fevereiro de 2010 - Com um consumo médio per capita de plástico de 27,94%, o Brasil tem muito a crescer quando comparado aos Estados Unidos, com 105%, e Europa, com 99%. Diante desses números, José Ricardo Roriz Coelho, presidente da ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), afirma que o País tem uma grande oportunidade de crescimento.
Em entrevista concedida à Assessoria de Imprensa da BRASILPLAST (13ª Feira Internacional da Indústria do Plástico), José Roriz destaca a importância do evento para o setor, como o mercado brasileiro enxerga a questão da sustentabilidade, entre outros assuntos. Acompanhe:
Assessoria de Imprensa: Qual a importância da BRASILPLAST para o mercado nacional?
Roriz - Uma feira de negócios do porte da BRASILPLAST é uma excelente oportunidade para que as empresas se atualizem com as últimas novidades em termos de tecnologia e novos produtos, avaliem tendências, conheçam novos clientes e fornecedores e fechem bons negócios.
A.I.: Quais as expectativas da entidade em relação à BRASILPLAST 2011?
Roriz - Esperamos que o período de 9 a 13 de maio de 2011 sirva para que as empresas do setor plástico avaliem mercados, sejam estimuladas a investir em novas tecnologias e estudem a viabilidade de acesso a novos mercados. Enfim, acreditamos que a BRASILPLAST seja uma oportunidade para que as empresas conheçam o mercado e possam formatar estratégias para alavancar sua competitividade.
A.I.: Em termos mundiais, como o senhor compararia o evento brasileiro?
Roriz - A BRASILPLAST está no rol das feiras do setor plástico mais importantes do mundo e, seguramente, é o principal evento do setor na América do Sul.
A.I.: Muito tem se falado em "plástico verde". Como esses produtos complementam a cadeia do plástico como um todo?
Roriz - A Braskem inaugurou em setembro/2010 uma fábrica com capacidade de produção de 200 mil toneladas/ano de polietileno “verde”, isto é, um plástico proveniente de fonte renovável (etanol – cana de açúcar) e já anunciou investimentos para instalação de planta para produção de polipropileno verde.
O uso dos produtos plásticos “verdes” ainda está restrito a alguns segmentos e o preço desse material é acima do valor do produto convencional, até porque se trata de uma nova tecnologia, que ainda não tem produção em escala suficiente para substituir os produtos convencionais.
É preciso salientar que existem diferenças entre o que se chama de plástico “verde” e o plástico biodegradável. O plástico “verde” é o material obtido através de fontes renováveis, que não necessariamente são biodegradáveis. O plástico biodegradável é aquele em que há depois de certo tempo a degradação do polímero, desde que exposto em condições ideais.
A.I.: Quais são as regiões brasileiras que se destacam na indústria de transformação do plástico?
Roriz - O setor plástico é composto por 11.526 empresas, sendo que 85% delas estão concentradas nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. Somente no Estado de São Paulo existem 5,1 mil empresas, o que representa praticamente 45% do total do Brasil. O segundo Estado com maior concentração de empresas é Rio Grande do Sul, com 1.200 empresas, seguido por Santa Catarina e Paraná, com cerca de 940 empresas cada.
A.I.: Embora as exportações estejam em queda, para quais países o Brasil mais exporta seus produtos transformados?
Roriz - Só fazendo uma correção. As exportações não estão em queda. Elas crescem, porém a um ritmo bem menor do que as importações. Os principais parceiros comerciais do Brasil nas exportações de plástico são: Argentina, que recebe 26% do total das exportações brasileiras; Países Baixos (Holanda), que capta mais 15%; e os Estados Unidos, que responde por outros 8% do total das exportações de transformados plásticos brasileiros.
(anexo gráfico dos principais países destino das exportações brasileiras de transformados plásticos - em 2010)
A.I.: Qual a importância do BNDES Proplástico para a cadeia produtiva do plástico? Quais os principais benefícios para as empresas e o que isso significa para a cadeia?
Roriz - O BNDES Proplástico é um programa de fomento ao investimento para a cadeia do plástico lançado em uma hora bastante propícia para indústria de transformação. O BNDES Proplástico atua com cinco modalidades de financiamento, sendo: financiamento à produção e modernização do parque fabril; renovação de bens de capital; fomento à inovação, pesquisa, desenvolvimento e tecnologia; incentivo ao fortalecimento das empresas do setor por meio do apoio a incorporações, fusões, aquisições; e financiamento de projetos socioambientais, que apoiam tanto projetos de desenvolvimento de tecnologias limpas, reciclagem, até projetos sociais para melhoria da qualidade de vida de colaboradores e da comunidade no entorno da empresa.
Essa ampla gama de possibilidades de financiamentos, aliada a possibilidade de acessar os recursos do BNDES Proplástico diretamente com a instituição, sem precisar passar por intermediários financeiros, torna o programa bastante atrativo para as empresas do setor de transformação de material plástico.
Mas mesmo sendo um programa que atende os anseios do setor, cabe uma crítica construtiva, que deveria ser estudada pela diretoria do BNDES. O setor de transformação de plástico é composto em sua grande maioria por empresas de micro e pequeno porte, que muitas vezes não têm estrutura para implementar um projeto de mais de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais - valor mínimo para enquadramento de projetos no BNDES/Proplástico). Ou seja, o grande universo de empresas do setor não consegue acesso ao programa. Sabemos que existem outros produtos do próprio BNDES que podem atender essa demanda, porém se BNDES/Proplástico contemplasse esse público seria mais eficiente na concretização de seu objetivo de servir como um instrumento de desenvolvimento e aumento de competitividade do setor plástico.
A.I.: O senhor poderia traçar um perfil do mercado brasileiro e a questão da sustentabilidade?
Roriz - A primeira coisa a destacar é a oportunidade da indústria de plástico no Brasil. Temos um potencial enorme porque o consumo per capita de plástico é muito baixo. O crescimento do País está trazendo para o mercado milhares de consumidores que antes não tinham acesso a produtos manufaturados, o que torna a oportunidade do setor de plástico no Brasil é gigantesca. Aliado a isso, temos um país que nos próximos dois ou três anos deve começar uma trajetória de exportação de petróleo, o que torna nossa cadeia produtiva autossuficiente em produtos e matérias-primas. O Brasil, que antes era voltado à indústria regional de plástico pode se tornar uma das regiões mais competitivas do mundo na produção de produtos plásticos para atender a demanda do mercado interno e até para exportar. Por isso, reforço, essa é uma oportunidade gigantesca.
Com relação a problemas, como em toda a cadeia produtiva, o padrão de consumo vai mudando e com isso a sociedade vai gerando novas demandas. Uma delas é que os produtos sejam ambientalmente amigáveis. E isso exige que os produtos utilizem o mínimo de matérias-primas, sejam mais leves e, ao mesmo tempo, gerem o mínimo de lixo possível. Hoje a questão da sustentabilidade é uma exigência da sociedade e não vejo nenhum problema em desenvolvermos produtos cada vez mais adequados a essa demanda, sendo inovadores, com qualidade e que sejam baratos, porque quando se desenvolve produtos mais baratos, maior parte da população tem acesso a isso.
A.I.: Como o senhor avalia a balança comercial do setor?
Roriz - Esse é o maior problema da indústria de transformação hoje no Brasil. E quando digo setor da transformação estou englobando todos os setores da economia e não somente o de plástico. O Brasil é o maior país importador em crescimento desde o início do ano, então se compararmos o País com outros em desenvolvimento e mesmo com os desenvolvidos, a taxa de importação tem aumentado bastante. O crescimento das importações de transformados plásticos brasileiro tem sido muito maior do que o crescimento das exportações. Isso mostra que nós estamos perdendo competitividade para os produtos feitos fora. E as razões para isso são o custo da matéria-prima, o câmbio, as taxas de juros, tudo isso inibe o investimento. A carga tributária brasileira acaba onerando a produção interna de produtos transformados e muitas vezes o consumidor final prefere importar, pois o preço é mais acessível.
A.I.: E isso acaba impactando também no setor de máquinas?
Roriz - Boa parcela das máquinas adquiridas no último ano foi importada. Além disso, temos o problema do câmbio, matérias-primas caras, preço alto do aço. A somatória desses fatores tira parte da nossa competitividade. Por outro lado, nós que somos compradores de máquinas, à medida que esse crescimento do mercado vai acontecendo os transformadores brasileiros poderiam comprar mais máquinas. Em contrapartida, vejo o pessoal adquirindo máquinas para diminuição de custo e poucos comprando máquina para aumentar volume. Até porque se há aumento do volume de produção há dificuldade em exportar por causa do câmbio. E quando se vai vender no mercado interno bate-se de frente com produtos importados. Vejo isso com muita preocupação.
A.I.: Qual o tempo médio das máquinas no Brasil?
Roriz - Em torno de 10 anos. Embora possam ser consideradas relativamente novas, hoje em dia a tecnologia tem se desenvolvido muito rapidamente. Então a questão não é comprar uma máquina que dure muito tempo e sim aquela que tecnologicamente tenha incorporadas todas as evoluções necessárias para ter um produto competitivo.
A.I.: E quanto aos nossos recursos humanos? Qual a sua avaliação?
Roriz - É preciso fazer um trabalho muito forte na parte de gestão das empresas. A indústria de transformação plástica tem hoje 11.500 fábricas, sendo que a maioria possui menos de 100 funcionários. Com isso carecem de um trabalho de melhoria da qualidade de gestão, inclusive para enfrentar todas essas dificuldades. E em relação à cadeia produtiva do plástico existem poucas universidades especializadas e também poucos cursos técnicos num mercado que agrega 327.073 empregados. A melhoria da qualidade de gestão associada à uma melhor formação de pessoal técnico será um grande avanço. Com máquinas tecnologicamente avançadas, pessoal qualificado e uma boa gestão teremos uma indústria muito mais competitiva.
A.I.: Qual a proposta da ABIPLAST e os objetivos em sua gestão?
Roriz - A proposta é mudar para nos adequarmos às novas realidades que existem e capturar as oportunidades. Temos que ter a cadeia unida e mostrar para o mercado financeiro que este é um setor atrativo para investimento. A ABIPLAST tem o papel fundamental de discutir isso com os empresários do setor, aproveitar as oportunidades e fazer com que a cadeia seja uma das mais competitivas do mundo.
A.I.: Deixe uma mensagem para expositores e visitantes da BRASILPLAST 2011.
Roriz - De uma forma bastante objetiva: "Desejo a todos excelentes negócios."
Principal evento do setor na América Latina, a BRASILPLAST 2011 ocorre de 9 a 13 de maio de 2011, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Realizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, a Feira deve reunir 1.300 expositores, de 63 países, em 78 mil metros quadrados de exposição e receber 65 mil profissionais qualificados. "Temos uma expectativa bastante positiva para a BRASILPLAST 2011, uma vez que se trata de um evento consolidado e aceito pelo setor, seja por parte de expositores e compradores", comenta Liliane Bortoluci, Diretora de Feiras da promotora.
Mais informações:
BRASILPLAST 2011
Data: 9 a 13 de maio de 2011
Horário: 11h às 20h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi - Av. Olavo Fontoura, 1.209
www.brasilplast.com.br
Obs.: Evento Técnico. Proibida a entrada de menores de 16 anos, mesmo acompanhados.
Para mais informações à imprensa:
Assessoria de Imprensa BRASILPLAST
2PRÓ Comunicação
Myrian Vallone – myrian.vallone@2pro.com.br
Teresa Silva – teresa.silva@2pro.com.br
Julia Magalhães – julia.magalhaes@2pro.com.br
Juliana Melo – juliana.melo@2pro.com.br
Carolina Mendes – carolina.mendes@2pro.com.br
Tels. 55 11 3030.9463 / 3030.9461 / 3030.9404
Gerência Reed Exhibitions Alcantara Machado
Antonio Alves - antonio.alves@reedalcantara.com.br
Elaine Tessarolo - elaine.tessarolo@reedalcantara.com.br
Monise Hernandez - monise.hernandez@reedalcantara.com.br
Marcelle Rodrigues - marcelle.rodrigues@reedalcantara.com.br
SOBRE A REED EXHIBITIONS ALCANTARA MACHADO
Criada em abril de 2007, a Reed Exhibitions Alcantara Machado é resultado da joint venture firmada entre a maior promotora de feiras do mundo – a Reed Exhibitions, presente no Brasil desde 1997 – e a maior da América Latina – a Alcantara Machado Feiras de Negócios, fundada em 1956 e que teve seus primeiros eventos, a Feira Internacional da MECÂNICA, em 1959, e o SALÃO DO AUTOMÓVEL, em 1960.
No biênio 2008-2009, a Reed Exhibitions Alcantara Machado recebeu cerca de 2,5 milhões de visitantes nos 50 eventos realizados, que ocuparam 1,739 mil metros quadrados de exposição, contando com a participação de 17.419 expositores nacionais e internacionais, dos mais diversos setores da indústria. Entre os objetivos da promotora estão propiciar aos expositores e seus clientes a oportunidade de incrementar negócios, trazer eventos internacionais para o Brasil e realizar novas parcerias.
Com escritório na cidade de São Paulo, a Reed Exhibitions Alcantara Machado conta com a colaboração de mais de 150 funcionários e realiza 42 feiras de negócios no Brasil, de setores como: Alumínio; Automotivo; Construção, Imóveis e Design de Interiores; Cultura; Elétrica, Energia e Automação; Eletrônicos e Engenharia Elétrica; Embalagem, Impressão, Logística e Transformação; Engenharia, Fabricação e Processamento; GEO Tecnologia; Iluminação, Ar-Condicionado e Refrigeração; Imagem e Entretenimento; Indústria Têxtil; Infraestrutura; Manufatura; Mecânica; Petróleo, Óleo e Gás; Plástico; Química e Petroquímica; Saneamento e Meio Ambiente; Segurança Eletrônica e Urbana; Tecnologia Agrícola; Turismo
Entre os eventos integrados recentemente ao portfólio, destacam-se BIENAL DO LIVRO, QUÍMICA & PETROQUÍMICA, CONSUMER ELECTRONICS BRASIL SHOW, CASA & DECORAÇÃO SHOW, SALÃO DUAS RODAS, BRASIL OFFSHORE, AMBIENTAL EXPO, EXPO SÍNDICO SECOVI CONDOMÍNIO, AUTOMEC PESADOS & COMERCIAIS e EXPOALUMÍNIO.
SOBRE A REED EXHIBITIONS
A Reed Exhibitions é a principal organizadora de eventos do mundo, reunindo mais de 6 milhões de profissionais ao redor do mundo, gerando bilhões de dólares em negócios. Hoje, os eventos da Reed estão presentes em 35 países, distribuídos pelas Américas, Europa, Oriente Médio e Ásia e organizados por 35 escritórios próprios que empregam mais de 2.500 funcionários.
A Reed Exhibitions organiza uma série de eventos, incluindo exposições, conferências, congressos e reuniões. O portfólio contém mais de 440 eventos que atendem 44 setores da indústria.
O estreito relacionamento da Reed com profissionais, associações de classe e órgãos governamentais assegura que cada evento seja de interesse e relevância para os mercados atendidos. Como resultado, muitos eventos da Reed são líderes em suas áreas.
A Reed Exhibitions pertence à Reed Elsevier Group plc, uma companhia listada entre as 100 maiores da Bolsa de Valores de Londres e líder mundial na divulgação e geração de informações.

fevereiro, 2011
Lei Sacolas Plásticas Município Jundiaí
PLASTIVIDA – 11/02/2011
A ADIN - Ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta pela Plastivida, via Abiplast, contra a Lei nº 7.210/2008 do Município de Jundiaí foi julgada procedente.
Após termos conseguido a suspensão da mesma através de decisão Liminar do Tribunal no julgamento do Mérito, ocorrido em 03/02/2011, o Pleno do Tribunal de Justiça de São Paulo, por maioria absoluta, confirmou nosso pedido no mérito, declarando a inconstitucionalidade da mesma.
Além da vitoria em si, agora contamos com um precedente muito importante, já que a decisão determina que o município não pode legislar em termos de proibição ou obrigação de uso de um determinado tipo de material para as sacolinhas plásticas. Outro aspecto importante é que a vitória, definitiva, ocorreu em Jundiaí, cidade que vem sendo considerada exemplo por outros Municípios e formadores de opinião sobre o tema das sacolinhas de supermercado e, recentemente pelo Governador do Estado de São Paulo.
Nosso próximo passo é anexarmos esta decisão aos processos das ADINs em andamentos, as quais tb contam com as liminares. A decisão de Jundiaí poderá influenciar novas decisōes a nosso favor em outras localidades.

fevereiro, 2011
Goiânia: Palco de novas Tecnologias Industriais
A cidade de Goiânia irá sediar a Mac&Tools, 1ª Feira de Máquinas e Ferramentas da Indústria Metal - Mecânica do Centro-Oeste, que acontecerá nos dias 26 a 29 de julho de 2011.
A Feira contará com indústrias nacionais e internacionais, máquinas com tecnologia de última geração, onde visitantes poderão adquirir e conferir de perto todas as novidades.
O objetivo da promotora Guidio´s Feiras e Eventos é trazer novas tecnologias industriais, e inaugurar um novo Centro de Negócios na região Centro-Oeste, além de incluir a feira no calendário oficial de eventos da cidade.
O Estado de Goiás ocupa hoje o 5º lugar dos 14 estados pesquisados pelo IBGE que mais crescem e foi selecionado entre tantos outros para sediar a feira, devido ao grande aumento de investimentos no setor e que a cada ano crescem em ritmo acelerado.
A Mac&Tools será a maior feira da Indústria Metal-Mecânica do Centro-Oeste, movimentando toda a região em diversos setores, levando novas oportunidades de negócios para o estado e contribuindo com o seu crescimento.
Pamela de Oliveira
Depto. de Marketing
Feira MAC&TOOLS
(11) 3462-3888
www.feiramactools.com.br
marketing@feiramactools.com.br

fevereiro, 2011
Nafta e dissídio encarecem as embalagens plásticas
Valor Econômico - São Paulo - Empresas - 04/02/2011
Mônica Scaramuzzo | De São Paulo
Os preços das embalagens plásticas utilizadas para alimentos e outros setores de bens de consumo estão sofrendo reajuste desde o fim do ano passado, como reflexo do aumento da matéria-prima (nafta) e também em razão do dissídio dos trabalhadores dessa categoria, informou ao Valor José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).
"As indústrias [produtoras de resinas termoplásticas] estão repassando aumento dos preços da matéria-prima desde o fim do ano passado e ainda temos registrado elevação dos custos com o dissídio coletivo dos trabalhadores", afirmou Roriz, que estima um aumento total acima de 20%. "As empresas da terceira geração [as chamadas indústrias transformadoras] estão repassando, cada uma à sua maneira, essa alta para o produto final", afirmou.
A elevação dos preços do petróleo, matéria-prima da nafta, deverá manter o setor em alerta. Ontem, os preços do barril (Brent) fecharam a US$ 102,16, com aumento acumulado no ano de 7,9% e de 33,7% em 12 meses. A nafta, que está cotada a US$ 872 a tonelada, registra valorização de 27% em 12 meses.
O Brasil consome por ano cerca de 1,8 milhão de toneladas de embalagens flexíveis, que são utilizadas, por exemplo, pelas indústrias de alimentos e também para fazer as sacolinhas plásticas dos supermercados, de acordo com informações da consultoria petroquímica Maxiquim.
Boa parte das embalagens flexíveis, entre 70% e 80%, é produzida a partir do polietileno (subproduto da nafta ou gás natural), que tem mantido seus preços estáveis, porém, em patamares altos, explica Otávio de Carvalho, diretor da consultoria Maxiquim. Esses plásticos estão presentes em itens de consumo da cesta básica, por exemplo.
Já as industrializadas a partir do polipropileno (também subproduto da nafta ou gás natural), para os chamados filmes plásticos biorientados, muito utilizados para biscoitos e salgadinhos, estão com preços voláteis. Segundo Carvalho, esse produto tem como referência de preços o mercado americano. "Os preços da matéria-prima para a industrialização desse produto estão com forte alta, uma vez que há pouca disponibilidade nos Estados Unidos", disse.
A expectativa é de que as cotações do petróleo sigam firmes em 2011, segundo analistas de mercado ouvidos pelo Valor. Neste momento, os conflitos no Egito devem manter o preço da commodity volátil. A lenta recuperação do mercado americano também tem ajudado a sustentar os preços do produto.

fevereiro, 2011
TENDÊNCIAS/DEBATES - FOLHA DE SÃO PAULO
As sacolinhas no banco dos réus
FRANCISCO CHAGAS
Essa discussão não encara os grandes gargalos da gestão de resíduos e da poluição na cidade e não traz medidas no sentido de reduzir o lixo. Estamos vivendo um embate entre proibir a distribuição gratuita das sacolas plásticas ou vetar a circulação daquelas sacolinhas que estiverem fora das normas estabelecidas pela ABNT.
Em minha opinião, a proibição de gratuidade, que tramita na Câmara Municipal de São Paulo, é uma proposta inadequada, incompleta, cria um desequilíbrio do ponto de vista da sustentabilidade e uma expectativa de que bastaria somente deixar de utilizar as sacolinhas para salvar o planeta. Isso deseduca.
Entretanto, a discussão não encara os grandes gargalos da gestão de resíduos e da poluição na cidade e não encaminha medidas concretas no sentido de reduzir, reutilizar, reciclar. Defendo a rejeição desse projeto por acreditar que a gestão de resíduos é um processo muito mais complexo, que envolve todas as cadeias produtivas: indústria, trabalhadores do setor, comércio, consumidores e, necessariamente, o poder público.
Essa proibição não soluciona questões ambientais, pois coloca a responsabilidade da gestão do resíduo apenas sobre a sacolinha, que está se tornando a grande vilã.
Nenhum material pode ser descartado na natureza, e seu destino final deve ser conduzido de forma adequada. No âmbito social, gera violento impacto sobre os trabalhadores do setor, causando desemprego e promovendo um "dumping" social, que poderá acarretar a demissão de mais de 20 mil funcionários diretos, já que são as pequenas empresas que produzem as embalagens, o que leva à transferência de empregos para outros países.
No meio desse debate está o consumidor, que já paga o valor da sacola, incorporado ao preço dos produtos. Agora, se as redes ainda cobrarem, ele pagará duas vezes, sem restituição. Estima-se que a sacolinha seja o quarto item na formação dos custos dos supermercados.
É um presente do Papai Noel ao comércio e um golpe contra o bolso do consumidor.
Mesmo se as sacolinhas, distribuídas "gratuitamente", saírem de cena, outros sacos plásticos as substituirão, pois o cidadão aprova as embalagens e as reutiliza, em especial para separar o que é reciclável e acomodar o lixo doméstico.
É importante destacar que, na última década, funcionaram na Câmara três CPIs e cinco comissões de estudo sobre gestão do lixo e meio ambiente. Nenhum relatório indicou as sacolinhas como o problema central pelos danos ao meio ambiente da cidade.
São Paulo está atrasada em todo o programa de gestão de resíduos.
Tudo porque os investimentos foram adiados, com a intenção de criminalizar o contrato de gestão do lixo na cidade, assinado em 2004. Essa medida compromete seriamente a questão ambiental.
Acredito que essa é uma tentativa de tirar o foco dos grandes e verdadeiros dramas ambientais, como a falta de saneamento básico em áreas irregulares; a implantação do programa de coleta seletiva; o apoio às cooperativas de catadores; a instalação de centros de triagem e compostagem; e, por fim, o investimento em novas tecnologias.

janeiro, 2011
Tema central
Pensando o negócio de embalagem a partir das novas forças dos mercados nacional e internacional:
contract packaging
logística e rastreabilidade
marcas exclusivas
políticas governamentais
reciclagem energética
Público-alvo
Profissionais das indústrias de embalagem, fornecedores de máquinas e matérias-primas e usuários de embalagem.
Objetivos do evento
Discutir tendências, oportunidades e estratégias para a indústria latino-americana de embalagens plásticas flexíveis.
Oferecer informações que agreguem valor ao seu negócio.
Discutir a situação do setor e sua relação com órgãos governamentais.
Criar e participar de programas de incentivo à indústria.
Aumentar a percepção de valor sobre as embalagens plásticas flexíveis.
Contribuir para a valorização do plástico e de sua cadeia produtiva.
Apresentar tecnologias e tendências que façam a diferença.
Agende-se
Data:
08 de Junho 2011
Hora:
8h30 às 17h00
Local:
Hotel Holiday Inn Parque Anhembi
Evento paralelo:
Fispal Tecnologia 2011
Inscrição:
• R$ 250,00 (não associados)
• R$ 180,00 (associados ABIEF)
Informações com Esmeralda Frias - Tel.: (11) 3032-4092 - esmeralda@abief.com.br

janeiro, 2011
Suspensa lei gaúcha que proibiu sacolas de plástico
Consultor Jurídico - Texto publicado sexta, dia 28 de janeiro de 2011
Liminar do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul suspendeu a lei municipal que
proíbe os supermercados, mercados e lojas a usarem sacolas de plástico, mas permite o
uso de sacolas biodegradáveis ou oxibiodegradáveis. A decisão do desembargador Arno
Werlang, contra lei do município de Santo Antônio da Patrulha, ainda será apreciada
pelo Órgão Especial.
Para o prefeito, autor da ação, a norma proposta pelo Legislativo impõe ao Executivo a
fiscalização e providência administrativas no caso de descumprimento da norma, o que
ofende a Constituição Estadual. O artigo 3º da Lei 6.120/2010 prevê: “o
descumprimento da lei acarretará em notificação e posterior multa, a ser estabelecida
pelo Poder Executivo por meio de decreto, e, em caso de reincidência, cassação de
alvará de funcionamento dos estabelecimentos”.
O desembargador concluiu que as propostas de leis que tratem de organização e
funcionamento da administração devem ser feitas pelo Poder Executivo, como prevê a
Constituição Estadual. “A fiscalização imposta ao Executivo é medida que implica em
despesas, seja na formação de uma estrutura, seja na execução das medidas de
fiscalização, estando, assim, o Legislativo a se imiscuir em questão orçamentária do
município, acerca da qual somente o Executivo pode deliberar por flagrante reflexo nas
contas públicas”, concluiu o desembargador. Com informações da Assessoria de
Imprensa do TJ-RS.
ADI 70040861262

janeiro, 2011
*José Ricardo Roriz Coelho é presidente da Associação Brasileira da Indústria de Plástico (Abiplast), da Vitopel e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da FIESP. / Indústria & Comércio News
Consumo recorde de plásticos e o avanço
das importações
A indústria brasileira de transformação do plástico, integrada por 12 mil empresas e empregadora de 343 mil pessoas, deverá estabelecer um recorde em 2010: segundo é possível avaliar nos dados que estão sendo tabulados, o consumo interno de seus produtos deverá alcançar 5,7 milhões de toneladas. A estimativa é a de que o setor, que somente no primeiro semestre do ano passado, contratou 19 mil trabalhadores, tenha crescimento médio de 10% no presente exercício em relação a 2009, decorrente da expansão de 12% do segmento de laminados, 9% das embalagens e 8% dos demais itens. A recuperação observada em 2010, depois dos efeitos da crise mundial nos dois últimos anos, deverá consolidar-se em 2011, quando o mercado tem a expectativa de atingir novos recordes de produção, continuando sua expansão em 2012.
Quanto às exportações, o volume deverá alcançar 330 mil toneladas em 2011, com um provável crescimento de 8% em 2012. Nos dois próximos anos, a América Latina deverá continuar sendo o principal destino de nossas vendas externas, representando entre 55% a 70% do total. A Argentina é a maior compradora. O segundo grande mercado deverá ser a União Européia. Os produtos exportados mais recorrentes continuarão sendo os filmes de BOPP e demais laminados plásticos.
Quanto às importações, em 2010 o seu crescimento deverá situar-se acima de 30% em relação ao ano anterior. Em 2011, estima-se que a expansão das importações em relação a 2010 seja de 15%, e se a atual dificuldade cambial mantiver-se, combinada com o bom ritmo de crescimento do setor industrial, as compras externas em 2012 infelizmente ocuparão um espaço ainda maior da nossa demanda. Nos dois próximos anos, a China continuará sendo o maior exportador ao Brasil, seguida dos Estados Unidos. Os itens que nosso país mais compra no mercado externo são os laminados autoadesivos e os filmes para as mais variadas aplicações.
Para que os números da produção, do consumo interno e das exportações sejam cada vez mais positivos e no sentido de que possamos reverter o preocupante quadro de crescimento das importações, é fundamental que o governo da presidente Dilma Rousseff e a nova legislatura federal, a serem empossados em 1º de janeiro, solucionem alguns gargalos estruturais, que vêm prejudicando bastante o setor do plástico e a indústria de transformação como um todo. A primeira e inadiável lição de casa é a reforma tributária, que não pode mais ser postergada. A elevada carga de impostos é a principal barreira para as empresas, independentemente de seu porte, por incidir de modo direto sobre os próprios investimentos e retirar recursos que poderiam ser aplicados em empreendimentos produtivos.
Outro fator a ser considerado é a redução dos juros/spread, cujas taxas elavadíssimas aumentam os riscos econômicos do investimento, afetando-o por três vias: ao agravar as despesas financeiras, minando os recursos a serem investidos; ao inibir a demanda dos produtos industriais; e ao estimular a especulação financeira.
Impostos e juros escorchantes são os ingredientes do terceiro grande obstáculo a ser solucionado, em especial para as pequenas e médias empresas, que constituem a maioria do parque industrial transformador do plástico em nosso país: a escassez de recursos próprios, carência ainda não sanada integralmente pelas linhas de crédito do BNDES, devido à dificuldade de acesso para estas empresas provocada pela burocracia intransponível, exigências e garantias exageradas. Além disso, diante da dificuldade de utilização dos fundos públicos garantidores, os bancos repassam recursos em valores inferiores aos demandados, a fim de diminuir riscos. A criação do Proplast pelo BNDES, os trabalhos desenvolvidos no âmbito da Política de Desenvolvimento Produtiva (PDP), lançada em 2008, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a isonomia do IPI na cadeia produtiva prometem trazer uma grande avanço como ações necessárias para o aumento da competitividade do setor.
É preciso, também, ampliar os sistemas de informação sobre linhas de apoio ao investimento e os fundos de recursos para inovação e P&D, cuja precariedade é bastante nociva, em especial para as pequenas empresas. Finalmente, será necessário adotar medidas eficazes para reverter o problema do câmbio sobrevalorizado. Assim, é fundamental que a presidente Dilma Rousseff dê prosseguimento aos entendimentos iniciados por Luiz Inácio Lula da Silva no recente encontro do G20. Caso a diplomacia não funcione, o governo brasileiro terá de adotar medidas unilaterais firmes para conter a valorização do real e garantir um mínimo de competitividade para a indústria nacional.
Outro objetivo importante da indústria do plástico, assim como de todo o parque manufatureiro do Brasil, é dar continuidade às ações voltadas à preservação ambiental e reversão da tendência de aquecimento da Terra. Esse é um compromisso que transcende à agenda internacional e aos eventos multilaterais, como a Conferência do Clima do México (COP 16), em Cancun, de 29 de novembro a 10 de dezembro de 2010. É primordial o engajamento dos setores produtivos na busca pela produção mais limpa e no desenvolvimento de produtos cada vez mais compatíveis com os paradigmas da sustentabilidade.

Dezembro, 2010
Cartilha ambiental sobre embalagens é feita com papel sintético de plásticos reciclados
Portal Fator Brasil - Rio de Janeiro/RJ - PAPEL & CELULOSE -02/12/2010
A Vitopel, terceira maior produtora mundial de filmes flexíveis, vai fornecer com exclusividade seu papel sintético reciclado (Vitopaper®) para a produção de material didático sobre educação ambiental, que terá como tema as embalagens. O projeto “Nós, as Embalagens e o Meio Ambiente” é uma iniciativa do Instituto de Embalagens e tem o objetivo de contribuir para que as embalagens possam ser entendidas e usadas como aliadas na educação e conscientização ambiental das crianças.
O pacote conta com a cartilha de 64 páginas que explica como são fabricadas as embalagens, fala de consumo consciente, reciclagem e sobre a simbologia que as identifica. Também acompanha um caderno de exercícios com 48 páginas que consolida os conceitos aprendidos e propõe construção de brinquedos e objetos com embalagens usadas. O conjunto vem numa sacola e ainda tem uma cartela com oito adesivos para que as crianças possam identificar as lixeiras de coleta seletiva.
O material foi desenvolvido pela consultoria FuturePack e teve validação pedagógica dos colégios Pentágono, de São Paulo, e Onis, de Santos. Esta validação foi importante para adequar a linguagem e as atividades para a faixa etária do público de 8 a 10 anos de idade, garantindo assim um texto simples e fácil de ser entendido. A revisão técnica final foi feita pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente de São Paulo e pelo Ministério do Meio Ambiente.
Material 100% reciclável - Foram produzidos 30 mil conjuntos didáticos, todos impressos em Vitopaper®, produto de tecnologia nacional, exclusiva da Vitopel. O Vitopaper® foi desenvolvido após três anos de pesquisas e seu diferencial é ser resultado da reciclagem de diferentes tipos de plásticos (PP, PE, EPS, entre outros). Esses plásticos são coletados no pós-consumo, como embalagens plásticas, rótulos e sacolas plásticas. “Para cada tonelada de Vitopaper® produzido, retiramos das ruas e lixões cerca de 850 quilos de resíduos plásticos”, destaca o presidente da Vitopel, José Ricardo Roriz Coelho.
Sua fabricação utiliza a mesma tecnologia aplicada na produção de filmes flexíveis de polipropileno – usados em rótulos, embalagens de alimentos e bebidas, pet food, indústria gráfica, entre outros. O resultado é um material de alta qualidade visual, similar ao papel “couchɔ, de textura agradável ao toque e extremamente resistente (não rasga, não molha), que permite a escrita manual com caneta de diversos tipos ou lápis, além da impressão pelos processos gráficos editoriais usuais, como off-set plana ou rotativa.
Outra vantagem do produto é no processo de impressão, que absorve menos tinta, gerando uma economia ao redor de 20% em relação a outros materiais. E, por ser de plástico, o Vitopaper® também é reciclável. “Todas essas características capacitam o Vitopaper® a ser utilizado para impressão de livros para crianças, além de livros técnicos e científicos, de arte, material corporativo institucional (Relatório Anual de empresas), peças para o mercado promocional e de comunicação visual”, afirma Dirceu Varejão, diretor Comercial da Vitopel. O produto foi lançado no mercado em meados de 2009 e, de lá para cá, a Vitopel produziu mais de mil toneladas deste papel. Este ano, o trabalho da empresa foi no sentido de triplicar a produção.
Sobre a Vitopel – A Vitopel investe anualmente cerca de US$ 2 milhões em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e detém outras patentes de produtos criados para diversos mercados. Em Votorantim se localiza a única Planta Piloto e Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da América Latina, o que lhe permite a busca constante por soluções em filmes flexíveis para as mais diversas demandas.
Anualmente, a Vitopel produz 150 mil toneladas de filmes flexíveis em suas três unidades, duas no Brasil (Mauá e Votorantim, no Estado de São Paulo) e uma em Totoral (Argentina). Com presença global e escritórios no Brasil, Estados Unidos e Argentina, a Vitopel, estabelece parcerias comerciais pelos cinco continentes. Além de sua liderança no mercado brasileiro, a Vitopel exporta para países da América Latina e América Central, Europa e África.

Dezembro, 2010
Cerca de 4 bilhões de sacolas plásticas deixam de ser consumidas no Brasil
AO MESTRE COM CARINHO - - MEIO AMBIENTE - 02/12/2010
Segundo as entidades organizadoras, o Programa de consumo responsável, iniciado em 2007 e implementado em sete capitais com apoio do varejo, pretende fechar 2010 com redução acumulada de 3,9 bilhões de sacolas plásticas
Os organizadores do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas estimam que, até o final de 2010, a redução no consumo destas embalagens no Brasil chegue a 3,9 bilhões de unidades. Iniciado em 2007, numa parceria entre a indústria e o varejo, o Programa, visa conscientizar o consumidor para que pratique o consumo responsável, além do descarte adequado das sacolas plásticas. De lá para cá, foi implantado em sete capitais (São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro e Recife). Até o final de 2010, Florianópolis e Belo Horizonte também serão incluídas.
O Programa foi desenhado para envolver indústria, varejo e população na questão da responsabilidade. Parte do princípio que é direito do consumidor escolher a melhor embalagem para carregar suas compras. Pesquisa Ibope mostra que 71% das donas de casa brasileiras consideram as sacolinhas como o meio ideal para transportarem as compras. Além disso, 100% delas reutilizam essas embalagens no lixo doméstico.
Para que este consumidor pudesse continuar usufruir dos benefícios que as sacolas plásticas trazem (economia, higiene, praticidade, etc) e, ainda assim, reduzir o consumo dessas embalagens, é necessário que sejam produzidas dentro da norma ABNT 14937. Essas sacolas, identificadas com o Selo de Qualidade INP-ABIEF, aguentam o peso das compras, conforme sua identificação (no geral, 6 quilos).
Assim o consumidor evita o uso em duplicidade e pode reutilizar esta sacolas mais vezes, diminuindo o consumo excessivo. Para cada três sacolas certificadas, deixa-se de consumir uma sacolinha. Segundo Paulo Dacolina, diretor Superintendente do Instituto Nacional do Plástico (INP), a expectativa para 2010 é que sejam produzidas três bilhões de sacolas dentro de norma técnica. “Para tanto, nove empresas no Brasil já estão certificadas para fabricar sacolas com o Selo de Qualidade INP-ABIEF”, firma o executivo.
O Programa também estabeleceu importante parceria com o varejo, a partir do apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), das associações estaduais dos supermercados e das Federações das Indústrias dos estados por onde passou. Com isso, o Programa hoje conta com a participação de quatro das seis maiores redes de supermercado do ranking da Abras (Pão de Açúcar, Zaffari, Prezunic e GBarbosa), além de dezenas de outras redes pelo Brasil. Além disso, mais de 5 mil pessoas, entre supervisores e operadores de caixa dos supermercados participantes foram treinados para orientar os consumidores sobre o uso responsável das sacolinhas.
O resultado dessa iniciativa foi notório desde o início. Em 2007, o consumo de sacolas era de 17,9 bilhões. Em 2008, passou para 16,4 bilhões e, em 2009, para 15 bilhões. A projeção é reduzir em mais 1 bilhão em 2010. O Pão de Açúcar, por exemplo, que implantou o Programa em todas as suas lojas no Brasil, obteve redução superior a 30% no consumo de sacolas plásticas.

Dezembro, 2010
Café da Manhã ABIEF no SIMPEP
Revista Plástico Sul - - CAPA - 02/12/2010
Os transformadores do Paraná tem reunião marcada para atualização no segmento de embalagens: Café da Manhã ABIEF no próximo dia 14, às 8h30min, no Auditório SIMPEP – Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Paraná (Av. João Negrão, 731, sobreloja, Curitiba-PR). Com patrocínio da Braskem, o especialista Aislan Baer vai fazer a palestra “Gestão inteligente de indústrias convertedoras – Estratégias para redução de custos”. Custo de R$ 30,00 para associados e R$ 50,00 para não-associados. Interessados, enviar esta ficha de adesão para o fax: (11) 3032-2021.
Aislan Baer é diretor proprietário do grupo ProjetoPack (ProjetoPack em Revista, ProjetoPack Capacitação Técnica e Inovagraf). Ele atua há mais de 10 anos no segmento de embalagens flexíveis e rótulos, prestando atualmente consultoria técnica especializada para aumentar produtividade, reduzir custos e desenvolver novos produtos no segmento. Nos últimos 5 anos, agregou valor e capital humano às 10 maiores convertedoras do Brasil e alguns grandes expoentes do segmento, em mais de 10 países."

Dezembro, 2010
ABIEF, ABIPLAST e AFIPOL promovem XXVII Encontro Nacional do Plástico
Quimica Industrial - São Paulo/SP - HOME - 01/12/2010
A ABIEF – Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis, a ABIPLAST - Associação Brasileira da Indústria do Plástico e a AFIPOL - Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Poliolefínicas realizarão, dia 03 de dezembro, o XXVII Encontro Nacional do Plástico, na Mansão França, São Paulo.
Mais informações para participação: abief@abief.com.br

Novembro, 2010
Agricultor introduz plástico na lavoura e aumenta a produção
Correio do Estado - Campo Grande/MS - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - 15/11/2010
Produto é utilizado para proteger ambientes de culturas, garantindo rendimento
Da semeadura ao consumo final, o plástico está presente em toda a cadeia produtiva da agricultura. Desde tubos e mangueiras de irrigação, sombrites para proteger as folhas, caixas de entrega até embalagens, o plástico acompanha o produtor rural da semente ao fruto.
Conhecido como plasticultura, o cultivo em ambiente protegido é indicado para culturas que necessitam de condições especiais, como o controle da temperatura, a produção fora de época e o isolamento de pragas, com a vantagem de garantir a qualidade estética do produto.
Sem o contato com agentes externos, frutos e folhagens ficam seguros da chuva, do sol, de predadores e conseguem uma situação próxima da ideal para o desenvolvimento da planta, com a vantagem de ter um maior aproveitamento da produção e garantir os melhores preços no mercado.
Geralmente, são culturas fora de época que se mostram apetitosas nas prateleiras e, com a diminuição natural da concorrência, de quem trabalha a campo aberto, somado à qualidade do produto, o agricultor encontra compradores dispostos a pagar um valor mais elevado. "Conseguimos vender 100% da nossa produção o ano todo, por causa das medidas que adotamos, não é só a qualidade do produto, é a aparência dele na prateleira que também conta para o consumidor", observa o produtor rural Sérgio Chiquito.
A família Chiquito utiliza a plasticultura há 16 anos, quando se mudou do interior de São Paulo para o Mato Grosso do Sul. Com a característica de ser um Estado com forte apelo para a pecuária de corte, a família encontrou na agricultura um mercado consumidor.
"Quando começamos só tinha a gente usando estufa aqui", recorda Sérgio. Foi aí que buscaram alternativas para fidelizar ainda mais o seu consumidor. Começaram com estufas de vegetais e, apesar do alto investimento inicial, perceberam que o retorno financeiro era rápido e garantido. Em um ano tinham o investimento inicial de volta.
A seis quilômetros de Campo Grande, a propriedade, de 23 hectares, do pai e três filhos, tem uma produção que chega a ser três vezes maior que o cultivo a campo. "Para a olericultura, que é o caso de Chiquito, as estufas permitem a colheita em épocas com melhor preço de mercado, graças ao cultivo em períodos em que não seria possível fazer a céu aberto", constata o consultor do Sebrae Élio Sussumo. "Assim, o tomate, o pimentão e o pepino japonês que ele produz sempre vão ter um valor agregado que o consumidor está disposto a pagar, pela qualidade e aparência das hortaliças", complementa.
Nesta propriedade, as estufas têm 400 m² de área e utilizam 1.200 m² de plástico. "Aqui, construímos estufas bem altas, com uma distância razoável entre as fileiras, pois o clima é muito quente, e a área precisa ser bem ventilada durante o dia", ressalta o produtor. E, à noite, quando a temperatura cai, o calor das estufas garante o desenvolvimento das plantas.
Como o ambiente é fechado, o risco de contaminação é maior, o que requer o cuidado redobrado do agricultor. "Todas as vezes que há algum indício de praga trocamos toda a terra imediatamente", expõe Chiquito.

Novembro, 2010
Sucesso da Escola de Consumo Responsável
Fórum SC - - MEIO AMBIENTE - 14/11/2010
Plastivida
Evento de lançamento nacional teve ampla repercussão entre políticos, empresários e mídias
Prestigiado por mais de 50 lideranças políticas, empresariais e dos meios ligados à prática dos 3Rs, o lançamento nacional da Escola de Consumo Responsável, em 21 de outubro, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, foi coroado de pleno sucesso e obteve ampla repercussão na mídia.
Marcos Neves, José da Rocha Pinto, Carlos Minc, Francisco de Assis Esmeraldo, Paulo Ramos, Valmor Picolo,
Paulo Dacolina
Iniciativa conjunta da PLASTIVIDA, ABIEF, INP, SIMPERJ e ASSERJ, a Escola é a nova etapa do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, que visa dar treinamento ambiental intensivo sobre o tema aos gerentes, supervisores, coordenadores, encarregados, operadores de caixa e empacotadores dos supermercados, para que transmitam esses conhecimentos à população.
O evento contou com representantes de várias redes do varejo, entre as quais o Grupo Pão de Açúcar, que promoveu treinamento no mesmo dia, viabilizando a divulgação pela mídia televisiva e reforçando a credibilidade do Programa.
Para demonstrar a sustentabilidade dos plásticos, no treinamento é distribuída uma cartilha desenvolvida em papel sintético produzido com plásticos reciclados pós-consumo, sobretudo com sacolinhas. De alta qualidade visual, extremamente resistente (não rasga nem molha), a cartilha também é 100% reciclável.
Este lançamento teve ampla repercussão na TV e no jornal O Globo, além de notícias em outros veículos, sites e mídias sociais.
Veja mais em: http://www.plastivida.org.br/2009/Noticias_2010_023.asp

Novembro, 2010
Braskem vai transformar plástico em mobiliário
DCI - São Paulo/SP - INDÚSTRIA - 08/11/2010
São Paulo - A Braskem firmou uma parceria com a Suzuki Recicladora, da cidade de Dois Irmãos (RS), para iniciar uma campanha para transformar o plástico reciclável em mobiliário urbano. A companhia petroquímica, que é fornecedora de matéria-prima à recicladora, que também fabrica embalagens plásticas para supermercados, dispôs de seus centros de reciclagem para a coleta do material a ser transformado. Como forma de promovera iniciativa a Braskem montou uma miniusina que utilizou todo o material reciclável descartado durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, realizado em São Paulo. A campanha, nomeada de GP de Reciclagem Braskem, deve ocorrer até o final do mês.

Novembro, 2010
Braskem dá a largada para campanha de reciclagem
Revista Fator
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=136456
Etapa brasileira da Fórmula 1 marcará o início da ação que tem Emerson Fittipaldi como representante.
Reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade, a Braskem dá a largada para a campanha GP de Reciclagem Braskem. A iniciativa consiste em mobilizar os cidadãos de São Paulo a fazerem o descarte seletivo dos resíduos plásticos em postos de coletas específicos. Por este gesto positivo de cidadania e de respeito ao meio ambiente, a cidade de São Paulo receberá 500 unidades de mobília urbana, como bancos, jardineiras e lixeira, entre outros. Os móveis serão produzidos a partir de plástico reciclado semelhante à madeira, batizado de plástico madeira.
A ação terá início em 4 de novembro, estendendo-se até o dia 28 do mesmo mês. Emerson Fittipaldi, que será homenageado pelo GP Brasil 2010 pelos 40 anos da primeira vitória do Brasil na Fórmula 1, será o divulgador da campanha de mobilização. A entrega da mobília urbana será feita no aniversário da cidade – no dia 25 de janeiro.
Tendo início na véspera dos treinos livres do GP Brasil de Fórmula 1 2010, a campanha irá coletar todos os resíduos descartados no autódromo durante os três dias da etapa brasileira da competição – 5, 6 e 7 de novembro. No restante da cidade, a coleta será realizada até o dia 28 de novembro, em cinco parques localizados em diferentes regiões de São Paulo: Parque do Ibirapuera, da Luz, do Carmo, do Trote e Alfredo Volpi. Nestes parques estarão disponíveis 12 postos de coleta dos resíduos plásticos para a população e visitantes fazerem seu gesto de cidadania. Esta ação é uma parceria entre a Braskem, a Prefeitura de São Paulo e a Plastivida.
Para separar o lixo coletado, a Braskem fechou acordo com cinco cooperativas que farão a seleção dos materiais e a pesagem dos mesmos. As cooperativas escolhidas para essa ação são a Cooperativa da Capela do Socorro, Corpore Centro, União de Itaquera, Central do Tietê e Coperviva Bem. Cada uma será responsável por separar o lixo da sua respectiva região. No autódromo a coleta seletiva ficará a cargo da Coopercaps.
Em cada um dos postos de coleta dos parques haverá uma equipe formada por promotores que darão orientações ao público, um responsável pelo apoio, que fará as vistorias e será responsável por levar o volume coletado a um contêiner, que posteriormente será depositado em um caminhão para ser transportado até a respectiva cooperativa.
Durante os três dias da etapa brasileira da Fórmula 1, Braskem e Plásticos Suzuki irão apresentar ao público uma mini usina de reciclagem que será montada no autódromo de Interlagos. É uma forma lúdica de mostrar como é feita a reciclagem até a produção do plástico madeira. A mini usina estará em exposição, próxima aos paddocks, sendo permitida a visita àqueles que possuírem a devida credencial de acesso ao local onde está exposta.
A usina da empresa Plásticos Suzuki será responsável por fazer os móveis de plástico reciclados que serão doados aos parques públicos da cidade de São Paulo, como bancos, lixeiras e jardineiras.
Para reforçar a mobilização dos paulistanos, uma campanha publicitária irá ao ar a partir do dia 03 de novembro, tendo Fittipaldi como divulgador do GP de Reciclagem Braskem, que convocará a população a participar, reforçando que “o vencedor deste Grande Prêmio é você”. A campanha é produzida pela agência WMccann.
A ação também poderá ser acompanhada pela internet. Foi criado o hotsite [www.braskem.com.br/gpreciclagem], onde o internauta poderá acompanhar toda a ação e conhecer as peças da campanha publicitária.
A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas. Com 31 plantas industriais distribuídas pelo Brasil e Estados Unidos, a empresa produz anualmente mais de 15 milhões de toneladas de resinas termoplásticas e outros produtos petroquímicos.

Novembro, 2010
Instituto de Embalagens realiza painel sobre a Feira K e a Pack Expo
Guia da Embalagem - Campinas/SP - NOTÍCIAS - 03/11/2010
Após participação na 18º Feira Internacional Plástico e Borracha (Feira “K”) que acontece a cada três anos em Dusseldorf na Alemanha e na bienal Pack Expo International, mais completa mostra de embalagens no maior mercado do mundo, que acontece em Chicago nos Estados Unidos, o Instituto de Embalagens traz para o Brasil as novidades e tendências desses eventos internacionais, além das novidades do Supermercado do Futuro, com o que há de mais atual das empresas de bens de consumo e toda tecnologia RFID, robôs interativos, carrinhos e balanças inteligentes.
A Feira K é a mais importante do setor plástico desde máquinas, processos, materiais e insumos e a Pack Expo ampliou seu foco em soluções de embalagem e transformação e traz um projeto para atender todos os desafios de negócios para as indústrias.
O Instituto de Embalagens e já atingiu um mil e quinhentos profissionais nos últimos três anos, promovendo assim sua missão de coordenar e realizar estudos, cursos, encontros e treinamentos que contribuam e desenvolvam o conhecimento de Embalagens.
Informações do Evento
Data: 23 de novembro de 2010
Horário: 8:30 as 17:00 horas
Local: Av. Paulista, 2439 – 8ºandar –São Paulo - SP
Informações e inscrições: (11) 2854-7770
Contato: Lívia Leite
imprensa@institutodeembalagens.com.br
www.institutodeembalagens.com.br
Fonte: Instituto de Embalagens

Novembro, 2010
Sindicato destaca a sustentabilidade do plástico
Paran@Shop - - GERAL - 27/10/2010
A importância do plástico para o desenvolvimento de diversos setores da economia é indiscutível. Em um passado recente, o plástico foi considerado uma grande solução para o meio ambiente. As suas aplicações desde as sacolas que substituíram os sacos de papel, os canos de PVC que não contaminam a água, embalagens higiênicas para alimentos e muitas outras aplicações facilitaram a vida de todos.
Segundo o SIMPEP - Sindicato da Indústria de Material Plástico no Estado do Paraná-, existem progressos que jamais retrocedem. Não é possível viver sem o uso de plástico, material presente em quase tudo o que usamos como: computadores, CDs, DVDs, carros, eletroeletrônicos, utensílios, construção civil, móveis, material de higiene, entre tantas outras coisas que são de suma importância no cotidiano das pessoas.
O mundo vive uma fase de falta de cultura e de conscientização em reciclar, e reaproveitar, isso faz com que o plástico seja julgado como vilão do planeta. Não se pode resolver um problema começando por suas consequências e sim pelos fatores que podem ocasioná-los.
Segundo a presidente do SIMPEP, Denise Dybas Dias o plástico revolucionou a vida do homem atual. “Se todos os esforços e investimentos para promover a imagem dos plásticos como poluidores do meio ambiente fossem direcionados para a promoção da reciclagem e da importância da conscientização em separar o lixo, resolveríamos todos os problemas desta questão e ainda ganharíamos em geração de renda e riquezas”, diz.
“Faltam ainda no Brasil, políticas que incentivem e valorizem as indústrias de reciclagem. Estas que atualmente sofrem como todas as outras indústrias do país com a alta carga tributária e outros desafios, quando deveriam ser consideradas como prestadoras de serviços e de utilidade pública”, completa a presidente.
Hoje o Paraná conta com mais de 600 empresas de transformação do plástico, contribuindo decisivamente com a economia do estado, dando oportunidade de empregos para cerca de 18 mil pessoas.
Em torno de 200 empresas de reciclagem de resinas termoplásticas também estão instaladas no Paraná, que juntas reciclam 100 mil toneladas de plástico e geram na faixa de 3 mil empregos diretos e mais de 10 mil indiretos.

novembro, 2010
Braskem anuncia nova fábrica de plástico verde
MSN Brasil - São Paulo/SP - ESTADÃO - 28/10/2010
Por Naiana Oscar, estadao.com.br
Um mês após iniciar a operação de sua primeira fábrica de plástico verde - que usa etanol em vez de petróleo como matéria-prima -, a Braskem anuncia a construção de uma nova planta, que ficará pronta em 2013. Com investimento de US$ 100 milhões, a fábrica será capaz de produzir 30 mil toneladas de plástico por ano. Os estudos acabaram de ser concluídos, mas o local da instalação não foi divulgado.
O projeto da nova fábrica de plástico verde será oficializado hoje pela Braskem, na Alemanha, durante a Feira K 2010 - o evento internacional mais importante da indústria de plásticos e borracha. A petroquímica brasileira faz planos de se tornar, até 2020, líder global em química sustentável. É um caminho promissor e sem volta, diz Marcelo Lyra, vice-presidente de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Braskem.
As pesquisas nessa área começaram em 2005 e, dois anos depois, a empresa anunciou a construção de uma fábrica na cidade de Triunfo, no Rio Grande do Sul. A planta, que recebeu investimentos de R$ 500 milhões, foi inaugurada há um mês, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Essa primeira fábrica tem capacidade para produzir 200 mil toneladas de polietileno, um tipo de plástico usado principalmente em embalagens.
Mesmo antes da inauguração, a Braskem já tinha mais de 20 contratos fechados com empresas interessadas no plástico verde. Os primeiros produtos feitos com essa resina devem chegar às prateleiras até janeiro. A Johnson & Johnson vai usá-lo nas embalagens de Sundown; a Procter & Gamble, na linha Pantene; e a Natura, nos frascos de cosméticos da linha Erva Doce
A nova fábrica da Braskem vai produzir um outro tipo de plástico, mais versátil, chamado polipropileno. Ele é aplicado não só em embalagens, mas também no setor automotivo, em painéis de carros, para-choques e até tanques de combustível. Será a única fábrica de polipropileno feito com base na cana-de-açúcar no mundo, afirma Lyra.
Na inauguração da primeira planta, o presidente da companhia, Bernardo Gradin, disse que já estudava a possibilidade de levar projetos semelhantes para outros quatro países - na América, Europa e Ásia.
Vantagens. Como produto final, o plástico verde não difere em nada do plástico produzido com petróleo. A diferença está na matéria-prima usada, já que a cana-de-açúcar é renovável. A cada tonelada de bioplástico produzida, são capturadas 2,5 toneladas de dióxido de carbono do ar. Quem faz essa absorção é a própria cana-de-açúcar. No processo tradicional, acontece o inverso: são jogados no ar cerca de 2,5 toneladas de dióxido de carbono por tonelada produzida.
Toda essa sustentabilidade tem um custo. No caso do polietileno fabricado em Triunfo, a Braskem chegou a informar em outras entrevistas que o plástico verde é 30% mais caro que o similar derivado do petróleo. Para a nova resina, porém, ainda não fez essa conta.
A empresa também não divulgou a demanda estimada para o polipropileno verde. O que podemos dizer agora é que o polietileno que estamos fabricando no Sul tem uma demanda três vezes maior do que a capacidade de 200 mil toneladas, disse Lyra. Cerca de 80% da produção prevista para este ano já foi vendida, principalmente para indústrias da Europa e do Japão. Os outros 20% reservamos para testar o produto e expandir mercado, diz o executivo.
Com a fábrica de Triunfo, a Braskem passou a ser a maior consumidora de etanol do País: são 680 milhões de litros por ano - volume que se aproxima de todo o consumo do Estado do Rio Grande do Sul, de cerca de 720 milhões.

outubro, 2010
Gestão Estratégica da Inovação Tecnológica
Curso de Especialização (360 horas)
www.extecamp.unicamp.br/gestaodainovacao
O Departamento de Política Científica e Tecnológica da UNICAMP oferece a 6ª. edição do Curso de Especialização em Gestão Estratégica da Inovação Tecnológica, coordenado pelo Prof. Dr. Ruy Quadros.
O curso integra módulos sobre processos e ferramentas de gestão de tecnologia e inovação, incluindo a gestão da inovação aberta, sobre práticas organizacionais das empresas inovadoras, e sobre as políticas de inovação e o sistema nacional de inovação no Brasil. O objetivo é capacitar profissionais que gerenciam funções críticas do processo de inovação e que atuam em organizações que criam valor com base nas inovações de produtos, processos, serviços e negócios.
A nova turma será no Campus da Unicamp, em Campinas/SP.
As inscrições estão abertas até o dia 11 de março de 2011. As atividades se iniciarão em 18 de março de 2011.
Para informações e reservas, consulte
www.extecamp.unicamp.br/gestaodainovacao
Para detalhes sobre o Curso:
Coordenação: (19) 9445-9335 ou (19) 3521-5167

outubro, 2010
Consumo consciente de sacolinhas plásticas
Vila Equilíbrio - Bem-estar - 20/10/2010
Com a ideia de preservação do planeta e a moda da reciclagem, certos materiais passaram a ser vistos como verdadeiros vilões para o planeta. O problema é que muitos deles são importantes para a sociedade em geral e, de certa forma, já fazem parte de nosso cotidiano, como o plástico.
Um dos itens mais atacados são as sacolinhas de supermercado. No entanto, não houve redução da utilização delas por um bom tempo. Isso já era de se esperar. Uma pesquisa do Ibope revelou que 71% das donas de casa brasileiras consideram essas sacolas ideais para transportar suas compras. E quase 100% delas reutilizam as embalagens como sacos de lixo.
Observando esses dados, o Instituto Nacional do Plástico (INP), o Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF) desenvolveram o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas em 2007.
"O fato de a sacolinha não ser degradada rapidamente é uma virtude. Ela pode ter uma vida longa e muito útil para o ser humano quando usada e descartada corretamente", afirma Paulo Dacolina, diretor Superintendente do INP. Para o executivo, o problema não é o consumo desses itens, e sim a forma como ele é realizado. De acordo com pesquisas realizadas antes do início do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, dentre as pessoas que embalavam as compras em supermercados, 13% usavam sacolas no mínimo em duplicidade e outros 60% não aproveitavam todo o espaço disponível nas embalagens.
Tudo porque, como observaram os organizadores do programa, as sacolinhas não eram resistentes o suficiente para que os consumidores confiassem carregar muitos produtos ali. A coisa seria bem diferente se as embalagens fossem produzidas de acordo com a norma ABNT 14937. Então, a saída encontrada pelo INP, Plastivida e a ABIEF foi provar para os donos de supermercados que a sacolinha mais resistente, apesar de mais cara, valia a pena e até diminuiria o consumo de sacolas após algum tempo. Deu certo, e hoje quatro das seis maiores redes de supermercado do ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) - Pão de Açúcar, Zaffari, Prezunic e GBarbosa - aderiram ao programa, além de redes menores em todo o Brasil.
Aliás, a própria Abras, associações estaduais dos supermercados e das Federações das Indústrias de vários estados também apoiam a ideia. Segundo Paulo, o desafio maior é incentivar o consumo consciente dos clientes finais do comércio. Para tanto, cerca de 4500 funcionários que trabalham nos caixas de alguma forma já foram treinados para orientar as pessoas a usar a sacola do jeito certo: sem duplicidade e cheia até o final, com todo o peso que ela suporta.
É fácil identificar as embalagens mais resistentes: um selo de qualidade foi criado, o NP-ABIEF. Nas sacolas também existe a identificação do peso que suportam. No geral, elas aguentam seis quilos, ou seja, três garrafas pet de uma vez, e sem rasgar.
A iniciativa é bem sucedida. Tanto que o consumo das sacolinhas foi caindo desde a criação do programa. Em 2007, era de 17,9 bilhões. Em 2008, passou para 16,4 bilhões e, em 2009, para 15 bilhões. A projeção é reduzir em mais um bilhão em 2010, ou seja, uma redução acumulada de 3,9 bilhões de sacolas plásticas.
Dessa forma, com menos consumo, temos menos desperdício e degradação do meio ambiente. A dica é, depois de carregar as compras, usar as sacolinhas como sacos de lixo, para carregar alimentos, roupas, sapatos, enfim, arrumar outra utilidade para elas. E, quando estiverem mesmo sobrando, o melhor é mandar para a reciclagem.
É difícil mudar nossos hábitos, pois a sociedade em que vivemos é extremamente consumista. Mas evitar uso desnecessário já é um passo para preservarmos nosso planeta. Que tal investir nessa ideia?
Por Priscilla Nery (MBPress)

outubro, 2010
Meio Ambiente
Sacola de plástico ou de papel?
Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo - Curitiba - 20/10/2010
Sacolas de papel também apresentam prós e contras
Consumo Consciente
Ao contrário do que muita gente pensa, considerar o plástico um vilão do ponto de vista ambiental (pelo tempo longo para a decomposição) é relativo. A explicação é simples e chega embasada em pesquisas recentes. Um saco plástico que suporte quatro quilos de compra pesa em média 14 gramas. Já uma sacola de papel para aguentar a mesma quantidade de produtos deverá pesar cerca de 50 gramas. A conclusão é que, para produzir uma sacola de papel, é necessário aproximadamente três vezes mais matéria-prima que para produzir uma equivalente de plástico.
Além disso, durante o processo de fabricação de um saco plástico, o gasto de água é três vezes menor que o exigido para produzir uma sacola de papel com a mesma capacidade. Assim, se a intenção é economizar recursos naturais, renováveis ou não, teoricamente preferir sacolas de plástico seria mais sensato que utilizar sacolas de papel.
Algumas pessoas utilizam o saco de supermercado como depósito de lixo em casa, mas essa não é uma opção considerada ambientalmente correta. O ideal é que, quando o saco plástico não puder mais ser reutilizado para carregar compras, seja depositado em postos de reciclagem para evitar que o acúmulo em locais inadequados polua o ambiente. Para descartar o lixo de casa, a melhor opção é utilizar os sacos de lixo apropriados, azuis ou pretos, à venda em supermercados. Eles são as opções mais aceitáveis e sustentáveis para o depósito de lixo doméstico por serem fabricados com material reciclado, ao contrário do saco plástico do supermercado que, por exigência dos órgãos sanitários, não pode ser produzido a partir de material reciclado. O melhor mesmo é não esquecer de carregar sua sacola retornável quando for fazer compras.

outubro, 2010
Use o plástico com consciência
JORNAL DE SANTA CATARINA - GERAL - BLUMENAU - 13/10/10
Alunos de Timbó participam de palestras que ensinam reduzir, reutilizar e reciclar o material.
TIMBÓ - Tido como um dos violões do meio ambiente, o plástico ganhou defensores conscientes. A ideia da campanha Uso Consciente do Plástico é mostrar que sacolas plásticas, garrafas pet e embalagens não chegam a rios, mares e matas sozinhas. O projeto está sendo desenvolvido nas escolas públicas e privadas de Timbó, por meio de palestras educativas.
O foco das conversas é a reciclagem. O palestrante Eduardo Deschamps, da empresa Embalagens Viva, parceira no projeto, explica que as pessoas têm o costume de condenar tudo o que é feito de plástico, mas esquecem que o destino do lixo depende de cada um.
O ponto de partida das palestras é a apresentação da cadeia produtiva do plástico – derivado do petróleo –, do papel e do algodão, declarados como mais ecológicos. A intenção é mostrar que qualquer um destes materiais, se não forem usados de forma correta, podem agredir a natureza.
– Deixamos claro para os estudantes que todo material tem prós e contras, por isso o uso correto depende de cada um. Um dos nossos objetivos é justamente ensinar o que é certo – completa Deschamps.
Na sequência, são apresentados os 3 Rs: reduzir, reutilizar e reciclar. Com estes princípios, pode-se economizar dinheiro, matéria-prima e espaço para armazenar o lixo. Um bom exemplo é a sacolinha do mercado, que serve para levar as compras, é reutilizada como saco de lixo e separada para a reciclagem ao chegar ao aterro sanitário.
Projeto precisa de parceiros para ampliar números de escolas e cidades
Todas as 4ª, 5ª e 6ª séries das escolas públicas e privadas tiveram ou terão palestras sobre o tema. O projeto da área de Desenvolvimento Regional Sustentável do Banco do Brasil e do Núcleo de Panificadores da Associação Empresarial do Médio Vale do Itajaí é desenvolvido somente em Timbó. Porém, há intenção de expandi-lo para municípios vizinhos. Para ampliar o trabalho, são necessários novos parceiros (veja tabela). Além dos materiais de divulgação, faltam interessados em palestrar. O retorno, diz Deschamps, é garantido:
– A escola Juvenal Cardoso Zanella tirou as lixeiras das salas para incentivar os alunos a reutilizar o material que ia para o lixo. Já é um começo, e o importante é cada um fazer sua parte.
- Além de mostrar a importância da reciclagem, durante as palestras é apresentado aos estudantes o oxibiodegradável. Quando misturado ao plástico, este material acelera o processo de decomposição, fazendo com que comece a se degradar em um período aproximado de dois anos, enquanto que o convencional leva mais de 100 anos.
Como participar
- Os organizadores da campanha Uso Consciente do Plástico estão em busca de novos parceiros. A intenção é levar as palestras para outras cidades do Médio Vale do Itajaí. Os interessados devem entrar em contato com Eduardo Deschamps pelo telefone (48) 3378-6323.

outubro, 2010
As entidades coordenadoras do Programa Qualidade e Consumo Responsável convidam para Lançamento Nacional da Escola de Consumo Responsável.
21 de outubro de 2010 às 11h00
Associação Comercial do Rio de Janeiro no auditório do Centro de Estudos Sociais e Econômicos
Rua da Candelária, 9 - Subsolo
Rio de Janeiro
Programação:
11h00 - Apresentação do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas
11h25 - Apresentação e Lançamento da Escola de Consumo Responsável
12h00 - Coletiva de Imprensa
12h30 - Almoço
Confirme sua presença até o dia 19 de outubro através do e-mail: inp@inp.org.br
INP - SIMPERJ - ASSERJ - ABIEF - PLASTIVIDA

outubro, 2010
BNDES vai financiar coleta seletiva no Rio
O Globo - Rio de Janeiro/RJ - RIO - 16/10/2010 -
Programa começa pelo Centro e cobrirá a cidade em três anos
Cláudio Motta
Daqui a três anos, todo carioca poderá separar seu lixo para entregá-lo para reciclagem.
Essa é a promessa do projeto Coleta Seletiva Com Inclusão Social, que a prefeitura começou a tirar do papel ontem, com a instalação de um conselho gestor. A iniciativa terá financiamento do BNDES, que fará no Rio o piloto do programa.
O banco deverá contribuir, a fundo perdido, com R$ 50 milhões, segundo estimativa da Secretaria municipal de Conservação (Seconserva), que está coordenando o programa carioca. O governo federal vai levar a iniciativa a outras cidadessede de jogos da Copa do Mundo de 2014.
Hoje, apenas trechos de 42 dos 160 bairros do Rio contam com coleta seletiva. De todo o lixo, somente 1% de materiais recicláveis é aproveitado.
Com o novo programa, seis galpões serão construídos para abrigar catadores e receber o material recolhido. O primeiro deles será no Centro. Quando toda a capacidade estiver instalada, a prefeitura espera chegar a 6% de material reciclado recolhido.
André Marques, diretor técnico e industrial da Comlurb, explica que, teoricamente, mesmo se todos os cariocas se engajassem na reciclagem, seria possível reciclar apenas 30% do lixo: plástico, papel e papelão. Os outros 70% são restos de comida, de folhas e de material de construção.
— O Rio tem um percentual de coleta pequeno, apenas 1%.
Ao final de três anos, pretendemos chegar a 6%: multiplicar por seis o que fazemos hoje — disse Carlos Roberto Osório, secretário de Conservação.
Diretor-executivo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Roberto Silva Filho critica a atual abrangência da coleta seletiva do Rio. E diz que a Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê sanções às cidades que não universalizarem a coleta seletiva em quatro anos.

Setembro, 2010
4 bilhões de sacolas plásticas deixam de ser consumidas
Blog da Mirian Gasparin - BLOG - 28/09/2010
Os organizadores do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas estimam que, até o final de 2010, a redução no consumo destas embalagens no Brasil chegue a 3,9 bilhões de unidades. Iniciado em 2007, numa parceria entre a indústria e o varejo, o Programa, visa conscientizar o consumidor para que pratique o consumo responsável, além do descarte adequado das sacolas plásticas. De lá para cá, foi implantado em sete capitais (São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro e Recife). Até o final de 2010, Florianópolis e Belo Horizonte também serão incluídas.
O Programa foi desenhado para envolver indústria, varejo e população na questão da responsabilidade. Parte do princípio que é direito do consumidor escolher a melhor embalagem para carregar suas compras. Pesquisa Ibope mostra que 71% das donas de casa brasileiras consideram as sacolinhas como o meio ideal para transportarem as compras. Além disso, 100% delas reutilizam essas embalagens no lixo doméstico.
Para que este consumidor pudesse continuar usufruir dos benefícios que as sacolas plásticas trazem (economia, higiene, praticidade, etc) e, ainda assim, reduzir o consumo dessas embalagens, é necessário que sejam produzidas dentro da norma ABNT 14937. Essas sacolas, identificadas com o Selo de Qualidade INP-ABIEF, aguentam o peso das compras, conforme sua identificação (no geral, 6 quilos). Assim o consumidor evita o uso em duplicidade e pode reutilizar esta sacolas mais vezes, diminuindo o consumo excessivo. Para cada três sacolas certificadas, deixa-se de consumir uma sacolinha. Segundo Paulo Dacolina, diretor Superintendente do Instituto Nacional do Plástico (INP), a expectativa para 2010 é que sejam produzidas três bilhões de sacolas dentro de norma técnica. “Para tanto, nove empresas no Brasil já estão certificadas para fabricar sacolas com o Selo de Qualidade INP-ABIEF”, firma o executivo.
O Programa também estabeleceu importante parceria com o varejo, a partir do apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), das associações estaduais dos supermercados e das Federações das Indústrias dos estados por onde passou. Além disso, mais de 5 mil pessoas, entre supervisores e operadores de caixa dos supermercados participantes foram treinados para orientar os consumidores sobre o uso responsável das sacolinhas.
O resultado dessa iniciativa foi notório desde o início. Em 2007, o consumo de sacolas era de 17,9 bilhões em 2007. Em 2008, passou para 16,4 bilhões e, em 2009, para 15 bilhões. A projeção é reduzir em mais 1 milhão em 2010. O Pão de Açúcar, por exemplo, que implantou o Programa em todas as suas lojas no Brasil, obteve redução superior a 30% no consumo de sacolas plásticas.

Setembro, 2010
Desafio dos plásticos é elevar participação
Valor Econômico - São Paulo/SP - EMPRESAS CITADAS - 29/09/2010
| De São Paulo
A indústria quer apagar a imagem de que o plástico é o grande vilão do meio ambiente. No entanto, enfrenta dificuldade nessa empreitada. "O obstáculo para aumentar a reciclagem de materiais plásticos está na separação dos resíduos e na transformação e recuperação desse material numa atividade econômica viável", diz José Ricardo Roriz Coelho, presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e da Vitopel, uma das maiores fabricantes mundiais de filmes flexíveis.
Segundo o Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), associação empresarial dedicada à promoção da reciclagem e gestão integrada do lixo, a participação do plástico na composição da coleta seletiva dos resíduos sólidos é de 22% do total. Em 2007, último ano do levantamento realizado pela Abiplast, foi reciclado um volume de 960 mil toneladas de plástico, com crescimento de 9% ao ano. Isso é pouco, pelo menos em relação ao panorama atual da indústria brasileira de plásticos, composta por 11.520 empresas e perto de 320 mil empregados.
A produção do setor está em torno de 5,1 milhões de toneladas de transformados plásticos, com o consumo aparente (inclui produção local, importações menos as exportações) chegando a 5,2 milhões de toneladas. O faturamento bruto do setor em 2009 atingiu R$ 35,9 bilhões.
O volume de plástico que pode ser reciclado, excetuando o PVC-Poli (Cloreto de Vinila), que vai para a construção civil, segundo Coelho, é de aproximadamente 4 milhões de toneladas. E apenas um quarto desse total está sendo reciclado hoje. "Nosso desafio é aumentar cada vez mais o aproveitamento do lixo plástico e explorar essa riqueza que todo o dia é descartada", diz.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos, avalia, de certa forma vai ajudar a impulsionar esse crescimento, com a obrigatoriedade de recuperação de um volume cada vez maior de plástico. "Ou seja, isso vai acabar criando escala de produção para as empresas recicladoras, estimulando o desenvolvimento de novas demandas para o produto reciclado", indica Coelho.
São 564 empresas de recuperação de material plástico ativas no país (26,9% em SP), que proporcionam 6,4 mil empregos diretos e uma receita de R$ 1,8 bilhão (dados de 2007). Mais de 50% das embalagens PET, por exemplo, já são reciclados no Brasil.
O setor também recicla 21,2% do total de plásticos rígidos e filmes, algo como 326 mil toneladas por ano. Nesse campo, a Vitopel tem obtido excelentes resultados, informa Roriz Coelho, presidente da empresa. "Produzimos diferentes tipos de filmes flexíveis com tecnologia BOPP (metalizado, mate e transparente) aplicados em rótulos, embalagens de biscoitos, salgadinhos, pet food, na indústria gráfica, entre outros", diz ele. (G.C.)

Setembro, 2010
Reciclagem Energética é fundamental e deverá gerar novos empregos
Em todo o mundo, tem crescido a Reciclagem Energética, em unidades industriais que utilizam processos limpos de transformação dos resíduos urbanos (lixo) em energia elétrica ou térmica. No Brasil, ainda há resistência na adoção dessa prática, em função de alguns mitos sobre essa tecnologia.
Um deles é que substituiria a coleta seletiva e a reciclagem mecânica dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), levando à perda dos postos de trabalho. Nada mais equivocado. Tal temor, embora legítimo, é desprovido de fundamento técnico, logístico e operacional, uma vez que a Reciclagem Energética não substitui a reciclagem mecânica. Complementa-a e, mais importante ainda, gera novos empregos.
Os RSU estão entre as fontes geradoras de gases de efeito estufa. Atualmente, eles respondem por 3% das emissões do mundo e 1% daquelas do Brasil. Adicionalmente, expõem a população a problemas de saúde, principalmente pela destinação incorreta aos lixões e não a aterros sanitários, como deve ser feito. Nas grandes metrópoles do país, há outro problema: o esgotamento dos espaços dos atuais aterros e a falta de terrenos para a construção de novos.
Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE) o Brasil gera 57,0 milhões de toneladas de lixo urbano. Desse total, 50,2 milhões toneladas são coletadas, ou seja, cerca de 6,8 milhões de toneladas de lixo urbano têm destino incerto. Do lixo urbano coletado, cerca de 28,5 milhões de toneladas vão para aterros sanitários e 21,7 para os lixões.
O problema é agravado com a insuficiência de coleta seletiva, procedimento pelo qual os resíduos recicláveis são separados dos demais componentes do lixo urbano. Consequência desta insuficiência: mais emissões de CO2 e esgotamento mais rápido da capacidade dos depósitos de lixo.
Outros países, alguns bem menores que o Brasil, conseguiram resolver esse problema com ações integradas e soluções completas. Além de estimularem a coleta seletiva, a reciclagem mecânica e correta destinação final dos resíduos, desenvolveram tecnologia para realizar a recuperação energética em processos limpos.
No tratamento dos resíduos sólidos urbanos, a coleta seletiva e sua consequente reciclagem mecânica constituem-se na prioridade N° 1, uma vez que esse processo gera emprego e renda para os catadores e para mão-de-obra dos recicladores, ambos intensivos em mão-de-obra.
Esta solução já é uma realidade em vários países desenvolvidos e emergentes. Neles, cerca de 150 milhões de toneladas/ano de lixo são destinadas a mais de 850 usinas de geração de energia, todas perfeitamente adequadas às mais rígidas normas ambientais. Isso porque depois de separados, os resíduos são combinados para melhorar a eficiência no processo e assim incrementar a geração energética por meio dos gases resultantes que produzem o vapor que aciona o turbo gerador de energia térmica ou elétrica. O rejeito é utilizado na fabricação de material de construção, como telhas e tijolos. Os gases extraídos da caldeira são neutralizados em circuito fechado e, já limpos, lançados na atmosfera.
Os resíduos destinados à Reciclagem Energética são apenas aqueles que não se prestam à reciclagem mecânica, como restos orgânicos, tecidos, fraldas descartáveis usadas etc. Portanto, a prioridade é, não só manter, como também expandir a coleta seletiva e a reciclagem mecânica dos resíduos recicláveis, o que vai assegurar a manutenção dos postos de trabalho dos catadores.
Os resíduos plásticos que já não puderem ser reciclados mecanicamente são indispensáveis na Reciclagem Energética, porque promovem a combustão, substituindo o óleo diesel ou óleo combustível. Isso significa menos necessidade de combustível fóssil e mais uma reutilização de embalagens plásticas, estando aí incluídas as sacolas plásticas que usamos para descartar o lixo doméstico – um ganho fundamental para a sustentabilidade.
Agora, só falta vencer preconceitos construídos sobre as antigas e ultrapassadas usinas de incineração de lixo e implementar esse projeto nos municípios que precisam resolver os graves problemas dos resíduos urbanos.
Para tanto, a Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, com o apoio de entidades como o Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast), tem trabalhado em todo o Brasil para debater dúvidas, mitos e verdades sobre a Reciclagem Energética, buscando a viabilidade econômica, tecnológica e regulatória para a instalação de usinas no País.
A ideia é integrar a produção de energia gerada a partir da reciclagem do lixo urbano na matriz energética brasileira. A Reciclagem Energética é uma iniciativa pioneira necessária, urgente e indispensável e que se apresenta como uma alternativa para resolver o problema do lixo urbano no Brasil, até porque essa tecnologia vem sendo largamente usada no mundo todo. Vamos investir nessa solução.
Francisco de Assis Esmeraldo é engº químico, presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos, membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da FIESP, do Conselho Empresarial de Meio Ambiente da FIRJAN (RJ), do Conselho Executivo da Associação Brasileira de Embalagens (ABRE) e do Conselho de Administração do Instituto do PVC.
Alfredo Schmitt é engº químico, presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast), presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) e diretor da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).

Setembro, 2010
Sinplast e Plastivida realizam o 1º Fórum Gaúcho de Reciclagem Energética de Resíduos Sólidos com Ênfase em Plásticos
Inscrições são gratuitas para o evento, que acontecerá no dia 23 de setembro, em Porto Alegre.
No dia 23 de setembro, acontece em Porto Alegre o 1º Fórum Gaúcho de Reciclagem Energética de Resíduos Sólidos com Ênfase em Plástico. O evento, promovido pelo Comitê de Reciclagem do Sinplast-RS (Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS) em parceria com o Instituto Plastivida, tem como objetivo propor alternativas para a situação da destinação dos resíduos sólidos urbanos, que hoje vão para aterros sanitários.
Palestrantes de renome na área da reciclagem energética relacionada a resíduos urbanos e ao plástico estarão reunidos em Porto Alegre para debater o tema. Entre eles (veja abaixo a programação), estão nomes como Carlos Roberto Vieira da Silva Filho, da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe); Regina Alice de Souza Pires, da Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A (EMAE) de São Paulo; Marcelo Spohr, da Braskem e Jairo Armando dos Santos, do DMLU de Porto Alegre. Além disso, o presidente do Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo, estará na capital para falar sobre Reciclagem Energética dos Plásticos.
Segundo Luiz Hartmann, coordenador do Comitê de Reciclagem do Sinplast, todo o resíduo sólido urbano que não passa pela reciclagem mecânica pode ser aproveitado, assim como, pode ser aditivado pelo plástico que não tenha condições de ser reciclado mecanicamente pós-triagem da coleta seletiva, para geração de energia. “A geração de lixo de 600 mil habitantes gera energia o equivalente a abastecer até 150 mil habitantes”, destaca. O evento é voltado para instituições públicas e privadas e profissionais interessados no tema da reciclagem energética e das tecnologias já disponíveis.
O Fórum tem entrada franca e será realizado, das 8h30 às 16h, no Plenário Mercosul, na Fiergs. As inscrições podem ser feitas através do e-mail sinplast@sinplast.org.br. São apoiadores do Fórum: Fiergs, Fecomércio, Braskem, DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana), de Porto Alegre, Abrelpe e EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.), de São Paulo.
PROGRAMAÇÃO:
8:30 – Credenciamento
9:00 – Abertura
9:30 – Panorama da Gestão de Resíduos Sólidos no Brasil e no Mundo – Carlos Roberto Vieira da Silva Filho (ABRELPE)
10:00 - Fatores de Influência na Tomada de Decisão para Destinação de Resíduos – Regina Alice de Souza Pires (EMAE)
10:30 – Intervalo
10:45 – Perguntas e Repostas
11:00 – Programa Coleta Seletiva de Lixo – Jairo Armando dos Santos (DMLU)
12:00 horas – Intervalo para almoço
13:00 horas – Reciclagem Energética dos Plásticos – Francisco de Assis Esmeraldo (Plastivida)
14:00 horas – A Integração da Recuperação Energética na Gestão dos Resíduos Sólidos Urbanos – Marcelo Spohr (Braskem)
15:00 horas – Apresentação de Linhas de Financiamento – Lauro Renck (BRDE)

Setembro, 2010
Release de imprensa enviado por RES Brasil
Data: 06/09/2010
Fonte: Symphony – d2w
Assunto: Califórnia rejeita proibição de sacolas plásticas
Califórnia rejeita proibição de sacolas plásticas
Na terça-feira 31 de agosto de 2010 os legisladores da Califórnia rejeitaram um projeto de lei que teria sido a primeira proibição de sacos plásticos em todo o estado. A lei do partido Democrata Bill, que foi derrotada em uma votação por 21 votos contra 14 é um marco para a indústria mundial de sacos de plástico. Symphony Environmental Technologies PLC, especialistas em plásticos degradáveis desempenhou um papel fundamental como membros da Californian Film Extruders’ Association (CFECA) e da Save the Plastic Bag Alliance, ambos os californianos. Além disso, o vice-presidente da Symphony, Michael Stephen, teve discussões no início deste ano na California State Capitol em Sacramento, para explicar os plástico oxi-biodegradáveis para os legisladores.
Keith Christman, diretor da norte-americana American Chemistry Council, que inclui a Dow Chemical Co. e a ExxonMobil Corp, disse que a lei teria agravado os problemas econômicos da Califórnia, colocando 1.000 trabalhadores do setor fora dos postos de trabalho, tributando os consumidores de sacos de papel e criaria uma " polícia do saco " num momento em que professores estão sendo dispensados de seu trabalho.

Setembro, 2010
II Seminário de Plástico Sustentável
Agenda Sustentável - São Paulo/SP - EVENTOS - 10/09/2010
28 setembro 2010 - 8h30 - 17h30
São Paulo, SP, Brasil
Hotel Mercure
Tipo do evento: Seminário
Investimento: R$ 995,00
Inscrições: http://www.cajusustentavel.com.br/inscricao.php?larg=1360&evn_id=77
Contato: 55 11 34523155 / 2339-3900
Site: www.cajusustentavel.com.br/evento2.php?evn_id=77&larg=1360
Descrição:
8h30 Recepção dos participantes e credenciamento
1. Materiais Plásticos e o Meio Ambiente: Mitos e Fatos
•As principais questões ambientais associadas aos materiais plásticos
• A importância dos materiais plásticos para a sociedade
• Vencendo preconceitos com educação ambiental
• Desenvolvimento de produtos com menor impacto ambiental
Alfredo Schmitt, Presidente
ABIEF
2. Biorefinaria de Cana e os Plásticos Sustentáveis
•A produção e o processamento da cana no Brasil e no mundo
•A corrida tecnológica atrás de materiais estratégicos a partir da biomassa
•Materiais crus e produtos desenvolvidos em biorefinarias
•O aproveitamento energético e o desenvolvimento de novos produtos
•Os Polímeros das próximas gerações
Jaime Finguerut, Engenheiro Químico
CTC Centro de Tecnologia Canavieira
3. Embalagem & Sustentabilidade: as vantagens ambientais e econômicas
•A embalagem do futuro
•Polietileno de cana de açúcar
•Análise do ciclo de vida do polietileno de cana
Bruno Pereira, Gerente de Desenvolvimento de Mercado
Dow Brasil
4. Fomento da indústria de reciclagem e participação do setor público
? A não inserção da variável ambiental na composição dos custos
? Instrumentos de inserção na variável e soluções de resíduos pós consumo ao redor do mundo
? Casos concretos de políticas públicas voltadas para materiais pós consumo
Casemiro Tércio Carvalho, Secretário de Estado Adjunto
Secretaria de Estado do Meio Ambiente - Governo do Estado de São Paulo
5. Plásticos biodegradáveis e compostaveis para usos específicos
? O ciclo de carbono
? Características gerais de plásticos biodegradáveis e seus diferentes usos
? A utilização das propriedades de biodegradação
Julio Harada, Especialista em Desenvolvimento
Basf
6.Plásticos biodegradáveis a partir da biomassa
? Tipos de materiais biodegradáveis e vantagens da biodegradação
? Reduzindo o impacto na emissão de gases efeito estufa e na disposição final
? Aplicações e cuidados necessários
Maria Filomena Rodrigues, Centro de Tecnologia de Processos e Produtos
IPT Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo
7. Bioplásticos Biodegradáveis-Compostáveis e/ou de Fontes Renováveis Agrícolas: Certificação e Identificação
?Os usos do conceito de biodegradabilidade e suas consequências
?Necessidade de difusão ou educação do conceito de biodegradabilidade a fim de orientar os usuários
?A normatização e sistema de certificação ao redor do mundo e a experiência brasileira
João Carlos Moreira, Diretor de Tecnologia e Inovação
Biomater Eco-Materiais
8.Gargalos da reciclagem no Brasil e as soluções encontradas pelos cases de sucesso
? Censo de reciclagem de PETs no Brasil
? O desafio da logística reversa e valorização do produto
? Desenvolvimento de produtos a partir das propriedades da PET
Auri Marçon, Presidente (a confirmar)
ABIPET Associação Brasileira da Indústria do PET
17h30 Encerramento do seminário, realização do sorteio de três brindes e entrega dos certificados.

Setembro, 2010
STF decidirá se limitação do uso de sacolas plásticas no RJ é legal
Jornal da Mídia - Salvador/BA - EM CIMA DA HORA - 10/09/2010
Brasília – A Associação Brasileira da Indústria de Material Plástico (Abiplast) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) em que contesta a constitucionalidade de uma lei fluminense de 2009 que limitou o uso de sacolas plásticas. A lei serve para preservar o meio ambiente.
A legislação determina que os supermercados substituam as sacolas descartáveis por sacolas de longa duração em até três anos. Os estabelecimentos que não fizerem a substituição podem ser multados em até R$ 100 mil.
Segundo a Abiplast, “a disciplina jurídica acerca do tipo de embalagem a ser utilizada pelos estabelecimentos comerciais constitui matéria de interesse nacional, onde a competência é exclusiva da União”. Por isso, a entidade argumenta que a competência do estado para legislar sobre o assunto é limitada pela Constituição Federal. O relator do caso é o ministro Celso de Mello.

Setembro, 2010
Plástico verde deve mudar imagem do produto no mercado
Play Press - NOTÍCIAS EMPRESARIAIS - 10/09/2010
Mauro Plastina
Matéria-prima inovadora deve tornar o plástico mais "simpático" ao consumidor
As empresas que trabalham com plástico estão otimistas com a possível mudança na imagem que o produto terá com o público, a partir do uso do chamado plástico verde. É o caso da Heller Design e Projetos que trabalha diretamente com a elaboração e design de produtos utilizando a matéria prima.
A fabricação de plástico verde será feita a partir do etanol da cana-de-açúcar e será iniciada esse ano pela Braskem no município de Triunfo, no Rio Grande do Sul.A organização será a primeira do mundo a produzir em escala industrial a matéria-prima 100% renovável. Para as empresas que utilizam o plástico como material básico de seus produtos a entrada no setor sustentável é importante, pois o tornará mais simpático ao consumidor e terá impacto direto nas vendas.
- Certamente será criado um selo de produtos que venham com plástico verde. Isso ficará exposto para o consumidor e vai ter impacto na venda das empresas. Os produtos com valor agregado vão acabar migrando para a nova matéria-prima pela questão ambiental. As classes A, B e parte da C serão muito mais críticas quanto a essa questão quando forem comprar - explica o diretor da Heller Design e Projetos, Álvaro Heller.
A novidade traz também novas perspectivas para o uso do plástico. O término do petróleo está se esticando com a descoberta de novas reservas, mas é fonte que irá se esgotar um dia e o etanol da cana-de-açúcar traz ao plástico a certeza da continuidade.
A Braskem inaugura o novo complexo do Polo Petroquímico de Triunfo no dia 24 de setembro. A planta terá capacidade para produzir uma média de 200 mil toneladas de eteno verde ao ano. A unidade teve investimento de cerca de R$ 500 milhões e mais R$ 100 milhões foram destinados às fábricas de polietileno para aumentar suas capacidades.

Setembro, 2010
UM SUCESSO!
Este desempenho creditamos a você, que nos prestigiou com a sua participação. Nós da GREENFIELD, agradecemos a sua presença.
Aos que não puderam expor ou nos visitar, esperamos por vocês na próxima edição:
23 a 26 de agosto de 2011
Que já tem cerca de 70% de área vendida. Reserve já seu espaço!
Resultados da edição 2010
Eventos:
EMBALA NORDESTE – 5ª Feira Internacional de Embalagens e Processos
ALIMENTÉCNICA NORDESTE – 5ª Feira de Equipamentos, Componentes, Manutenção & Serviços para Indústrias de Alimentos e Bebidas
REFRINOR – 1º Salão Nordeste de Refrigeração Comercial e Industrial
GRAPHIUM – 5º Salão de Fornecedores de Equip., Produtos e Serviços para a Ind. Gráfica
15ª edição do Programa EMBALA
Data de realização: 23 a 26 de agosto/2010
Horário: 16h às 22h
Local: Centro de Convenções de Pernambuco – Recife/ Olinda
404 expositores
19.571 visitantes/compradores
20 mil m² área total
Cerca de R$1 bilhão de negócios-

Setembro, 2010
Setor de embalagens deve crescer mais de 10% em 2010
Agestado – 01/09/2010
A produção da indústria brasileira de embalagens deve crescer mais de 10% este ano em relação a 2009, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV) encomendado pela Associação Brasileira de Embalagem (Abre). A estimativa é praticamente o dobro da projeção anterior, apresentada em fevereiro passado, quando Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da FGV, sinalizou que a produção cresceria entre 4,7% e 6,1% em 2010. O resultado anual foi revisado após o levantamento do setor apontar incremento de 16,29% na produção do 1º semestre, ante o mesmo intervalo de 2009, período fortemente impactado pela crise econômica iniciada nos Estados Unidos. A FGV destacou que, na comparação com o 2º trimestre de 2008, quando a economia brasileira ainda apresentava forte desempenho, o indicador de produção de abril a junho deste ano cresceu 6%.
Faturamento terá alta de 14,3%
Impulsionado pelo aumento do volume produzido e pela perspectiva de elevação dos preços de algumas matérias-primas, casos das resinas termoplásticas (plástico) e da celulose (papel), o setor deve atingir receita de R$ 40,45 bilhões neste ano. Caso o resultado se confirme, o faturamento terá alta de 14,3% sobre a receita líquida de vendas revisada do ano passado, de R$ 35,39 bilhões. A receita com exportações no 1º semestre somou US$ 184,6 milhões, alta de 15,67%, ante igual período do ano passado. A recuperação do ritmo de produção do setor foi puxada principalmente pelas embalagens de madeira (alta de 24,63% no semestre, ante igual período de 2009) e metal (alta de 23,90%). Os demais segmentos (papel, plástico e vidro) também apresentaram crescimento na casa de dois dígitos no acumulado do semestre.

Setembro, 2010
Consumo de sacolas plásticas reduz cerca de 4 bilhões no Brasil
Folha de São Paulo - 02/09/2010
Os organizadores do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, que teve início em 2007, estimam que até o final do ano a redução no consumo de sacolas plásticas no Brasil atinja um total acumulado de 3,9 bilhões de unidades. Numa parceria entre a indústria e o varejo brasileiro, o programa já envolveu 135 lojas de 27 redes varejistas (entre elas Pão de Açúcar, GBarbosa, Prezunic e Zaffari) e treinou mais de 4500 operadores de caixa e supervisores para conscientizarem a população sobre a importância da redução do desperdício e do descarte adequado das sacolas plásticas. O programa já foi implantado em São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro e Recife. Até o final do ano, Florianópolis e Belo Horizonte receberão o programa.
Os organizadores do Programa: Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos; INP – Instituto Nacional do Plástico e ABIEF - Associação da Indústria de Embalagens Flexíveis. Informou a Folha de São Paulo.

Agosto, 2010
Redução do consumo e reciclagem são caminho
O Globo - RJ - NOTÍCIAS - 24/08/2010
“Todo mundo é plástico, mas eu amo plástico.
Eu quero ser plástico”, disse o artista americano Andy Warhol na década de 60.
Embora ele se referisse à indústria do entretenimento de Hollywood, não está muito longe da realidade atual. Abolir estas resinas de nosso dia a dia seria muito difícil, para não dizer impossível. Boa parte da comida que consumimos vem acondicionada — e preservada — em embalagens plásticas, e praticamente para qualquer lado que olhemos ele está presente. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), as principais destinações da produção nacional no ano passado foram os setores alimentício (17,5%), de construção civil (15,6%), de embalagens (14,5%) e agrícola (10,6%). Isso, porém, também não quer dizer que não se devam buscar alternativas e soluções. Já existem plásticos biodegradáveis, mas, como eles ainda são bem mais caros do que os comuns, sua fabricação e uso é muito pequena.
Além disso, se por um lado a durabilidade e persistência das resinas plásticas são um problema para o meio ambiente, elas também podem ser parte da sua solução.
Como não se degrada, um mesmo plástico pode ser reutilizado várias vezes.
Para tanto, porém, é preciso incentivar sua reciclagem, com ações de educação ambiental e coleta seletiva. Segundo dados do Plastivida, instituto sócio-ambiental mantido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), o índice de reciclagem de plásticos no Brasil estava em 21,2% em 2007. É uma proporção equivalente a de países desenvolvidos como Holanda (20,8%) e Suíça (21,8%), acima da média da União Europeia no mesmo ano (18,3%) e bem superior à dos EUA, que está entre apenas 5% e 10%.
— O plástico sempre pode ser reciclado e este seria o caminho mais lógico. A capacidade de reaproveitamento é justamente um dos trunfos do produto. Não vamos nem podemos abolir os plásticos, mas devemos usá-los com mais sabedoria — defende Alexander Turra, da USP, para quem a primeira coisa a se fazer é implantar sistemas de gestão que, no caso dos pellets, garantam uma perda zero para o meio ambiente, além de maior racionalidade do seu uso em embalagens.
— Outro dia ganhei um presente que vinha envolto em cinco folhas de plástico.
Para quê isso? Um dos principais fatores que podem estimular a reutilização dos plásticos é o econômico.
Para começar, a fabricação das resinas consome cerca de 8% da produção mundial de petróleo. Com a expectativa de uma crescente escassez, e consequente aumento do preço, do insumo, fazer mais plástico novo vai ficar cada vez mais caro. Além disso, de acordo com relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) deste ano, a indústria da reciclagem poderia gerar ganhos de mais de R$ 8 bilhões anuais no país, com os plásticos respondendo pela maior parte deste potencial econômico, com mais de R$ 5 bilhões.
— Assim, mesmo que a gente não incentive o reuso, o mercado vai acabar regulando isso. Uma hora a reciclagem vai se tornar mais atrativa economicamente e, quando esta hora chegar, vai começar a faltar plástico nos lixões — acredita o biólogo.
Mas há limitações para a reutilização das resinas. A legislação brasileira e em muitos países onde ela existe não permite o uso de plástico reciclado na fabricação de novas embalagens para produtos alimentícios.
Desta forma, cada nova caixinha de leite ou pacote de biscoito vai sempre demandar uma boa dose de plástico “virgem”.
Enquanto a reciclagem não avança, no entanto, a melhor defesa parece ser mesmo o ataque, com medidas de restrição do uso que levem a uma redução do consumo geral de plásticos. É o caso, por exemplo, de recente lei em vigor no estado do Rio de Janeiro, que determina que supermercados e estabelecimentos comerciais de médio e grande portes substituam os sacos plásticos por sacolas reaproveitáveis.
Só no estado são usadas cerca de 200 milhões de sacolas plásticas por mês, ou quase 2,5 bilhões por ano. Para estimular a adesão do consumidor, a medida prevê ainda um desconto de R$ 0,03 no valor da compra para cada cinco itens adquiridos por quem opte não usar os sacos descartáveis, ou um quilo de arroz ou feijão para quem devolver 50 deles para reciclagem.
— Esta é uma excelente medida. As sacolas representam uma boa parte de todo lixo encontrado em terra e nos aterros sanitários e também um grande problema no mar e nas praias. Elas são especialmente danosas para os animais, principalmente tartarugas e mamíferos, que as confundem com alimentos como águas-vivas e as ingerem, ou ficam presos nelas — considera Juliana Assunção Ivar do Sul, da Universidade Federal de Pernambuco.
Legislações semelhantes já existem em vários outros países, que também vão além. No início deste ano, a cidade americana de Concord, no estado de Massachusetts, proibiu a venda de água engarrafada.
As garrafinhas de água e outras bebidas são outra praga da poluição por plásticos. Só nos EUA, são usadas 2,5 milhões destas por hora.
— Antes mesmo da reciclagem, o que precisamos mesmo é reduzir o consumo.
Estamos vendo um aumento desenfreado da produção de plásticos porque a sociedade já não consegue mais viver sem eles.
A redução do uso levará a um menor descarte — acredita a pesquisadora.
E quanto a todo plástico que já está nos oceanos? Neste caso, não há muito o que fazer, lamentam os cientistas.
— Este plástico vai ficar para sempre e, em qualquer ambiente em que ele estiver, terá algum tipo de impacto — diz Juliana.
— Por isso, precisamos trabalhar sempre antes de o problema acontecer. Depois, não tem o que fazer, é só secar gelo, já que a quantidade de plástico que entra no mar é bem maior do que a que pode ser retirada. O que já está no mar não é recuperável, já era, Inês é morta — avalia Turra.

Agosto, 2010
Gestão inteligente de indústrias convertedoras
A Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF) realizará no dia 14 de setembro, às 8h30, um café da manhã no qual vai discutir sobre a gestão inteligente de indústrias convertedoras – estratégias para redução de custos. O Palestrante será Aislan Baer, diretor proprietário do grupo ProjetoPack. O evendo acontecerá na sede da FIERGS (RS), Sala D3, que fica na Av. Assis Brasil, 8787, Porto Alegre (RS). Informações no telefone: (11) 3032-4092 – ABIEF.

Agosto, 2010
Jovens empresários do Sinplast discutem inovação no RS
O Programa Sinplast - Jovens Empresários do Plástico realiza debate, amanhã dia 31, sobre "O paradigma da inovação aberta", apresentado por Raquel Diehl, da Plásticos Scorpio, Novo Hamburgo. O evento tem entrada franca e ocorrerá, às 14h, na sede do Sindicato das Indústrias de Material Plástico, na Fiergs. Informações no telefone (51) 3347-8787.

Agosto, 2010
Luiz Mendonça assume presidência do Siresp
Nesta próxima quarta-feira, 1 de setembro, acontecerá o jantar de posse da nova diretoria do Sindicato da Indústria de Resinas Sintéticas no Estado de São Paulo, Siresp. O evento acontece na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no 16 andar, Espaço de Eventos. A nova diretoria será encabeçada por Luiz de Mendonça, presidente da Quattor, que assume a presidência do sindicato no triênio 2010-2013. A primeira vice-presidência ficará com Flávio Barbosa (Innova) e a segunda vice-presidência será ocupada por Roberto Noronha Santos (Unigel). Fundado em 1953, o Siresp tem como objetivo trabalhar pelo crescimento, integração e aperfeiçoamento da indústria petroquímica e do plástico. A entidade atua para construir uma parceria forte, competitiva e sustentável com a indústria de transformação, no sentido de fortalecer toda a essa cadeia produtiva no Brasil. A expressiva capacidade instalada de mais de 5 milhões de toneladas/ano coloca o Brasil como o maior produtor de resinas plásticas da América do Sul e oitavo do mundo. Apesar disso, o consumo per capita de produtos plásticos no Brasil ainda é pequeno, se comparado ao consumo de países como Estado Unidos e Europa. Entretanto, as perspectivas para o mercado brasileiro são otimistas, tanto pelo lado da competitividade da indústria petroquímica brasileira, quanto pelo aumento do consumo, uma vez que a economia brasileira está aquecida e o consumo de termoplásticos com boas perspectivas.
Além dos executivos citados acima, também serão empossados para o triênio 2010-2013 os diretores do Siresp: Michel Gaston Mertens (Basf), Rui Chamas (Braskem) e Nestor de Mattos Cunha Neto (Dow).
O Conselho Fiscal do Siresp terá em seus quadros os seguintes executivos: Francisco José Freita Alcantara (Quattor); José Frederico Medolin Filho (Baq); Ruben Eduardo Madoery (Innova); Gilbran João Tarantino (Solvay Indupa); João Paulo Canto Porto (SI Group Crios) e Javier Alberto Constante (Dow).

Agosto, 2010
ABIEF PARTICIPA DE DUAS IMPORTANTES FEIRAS REGIONAIS ESTA SEMANA
São Paulo, Agosto de 2010 Como parte de sua estratégia de regionalização e de integração da cadeia produtiva do plástico, a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) participa, esta semana, de duas importantes feiras regionais voltadas para as áreas de plástico e embalagem: Interplast 2010 e Embala Nordeste. Nos dois eventos, o estande institucional será compartilhado com a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico).
Interplast 2010 – Feira e Congresso de Integração da Tecnologia do Plástico
23 a 27 de Agosto
Expoville – Joinville – Santa Catarina
www.interplast.com.br
Embala Nordeste - 5ª Feira Internacional de Embalagens e Processos
23 a 26 de Agosto
Centro de Convenções de Pernambuco – Olinda – Pernambuco
www.embalaweb.com.br
Sobre a ABIEF
A ABIEF (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis) existe há 31 anos com o objetivo de fomentar o mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental a partir do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. A entidade reúne 170 empresas de todo o Brasil fabricantes de filmes monocama, coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; embalagens especiais.
Informações para a imprensa e agendamento de entrevistas
Liliam Benzi (MTB 19.352)
Fones (11) 4412-0813 ou (11) 9989-1597 ldbcom@uol.com.br

Agosto, 2010
Feira deve faturar R$ 900 mi
Jornal do Commercio - PE - Recife/PE - ECONOMIA - 24/08/2010
A 5ª edição da Embala Nordeste – Feira Internacional de Embalagens e Processos, aberta ontem, está sendo apontada pelo setor produtivo como uma ótima oportunidade para quem quer fechar negócio no ramo de equipamentos, produtos e soluções em embalagens sem precisar sair do Estado. A feira tem mais de 400 estandes espalhados pelo pavilhão do Centro de Convenções de Pernambuco e segue até a próxima quinta-feira, das 16h às 22h. A expectativa é gerar R$ 900 milhões em negócios este ano.
Odete Azevedo, por exemplo, é dona de uma empresa de cosméticos e esteve na feira para conhecer as tendências nos setores de máquinas, rótulos e embalagens e quem sabe fechar um bom negócio. “A feira está trazendo uma nova realidade. Não precisamos mais sair do Nordeste para conhecer e comprar o que há de mais novo”, comenta ela.
Um dos diferenciais da instalação e que atrai a atenção dos possíveis compradores é que os visitantes podem ver as máquinas em pleno funcionamento.
O Grupo NZ Philpolymer é especializado na fabricação de equipamentos laboratoriais, seladores e embalagens e gastou cerca de R$ 80 mil para montar a estrutura do estande, que conta com uma máquina de reciclagem de plásticos em funcionamento para quem se interessar em conhecer. “O faturamento no ano passado foi de mais de R$ 2 milhões. A tendência para 2010 é dobrar essas vendas”, comemora o gerente.
As novidades da Embala Nordeste este ano são a feira Alimentécnica, voltada para os fabricantes de alimento e bebidas, e a Refrionor – Salão Nordeste de Refrigeração Comercial e Industrial. Quem quiser fechar negócio pode fazer consultas nos estandes da Cielo e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que oferta linhas de crédito pré-aprovadas.
O evento conta ainda com um estande do Sindicato das Empresas de Reciclagem de Resíduos Sólidos Domésticos e Industriais do Estado do Ceará (Sindiverde) para promover mesa de negócios e dar apoio às empresas que se interessem pelo trabalho de preservação ambiental.

Agosto, 2010
Semana Rio Industrial encerra atingindo metas
Feira realizada no Rio de Janeiro mostra que setor industrial planeja crescimento
A Semana Rio Industrial encerrou no último sábado, dia 7 de agosto, no Riocentro, Rio de Janeiro (RJ), refletindo o potencial do setor industrial brasileiro. Participaram dos quatro dias de feira 20.181 profissionais, com geração de negócios de cerca de R$ 110 milhões. “O evento mostrou claramente que as dificuldades que a indústria teve que enfrentar pela crise econômica mundial já foram superadas. As empresas estão investindo e planejando crescimento para os próximos anos”, avalia Cássio Dresch, diretor Comercial da Diretriz, empresa responsável pela organização e promoção da Semana Rio Industrial.
Os expositores apresentaram os mais diversos produtos dentro dos eventos integrantes da Semana Rio Industrial. Na Expomac, destaque para as últimas tecnologias para as empresas do setor metal-mecânico; Na Eletron, os mais diversos produtos para a indústria elétrica, eletrônica e de automação industrial chamaram a atenção dos visitantes; e, apresentando inovações para as empresas de embalagens, a Feipack serviu de palco o lançamento de novidades. “A feira encerrou cumprindo sua função de aproximar expositores e visitantes. Tanto que várias empresas já renovaram espaço para a edição 2012 da feira”, explica Dresch.
A ABIEF PARTICIPOU COM UM ESTANDE INSTITUCIONAL.
Mais feiras
Agora a Diretriz Feiras e Eventos se prepara para outras feiras voltadas a estes mesmos segmentos. A Expomac (18ª Feira Sul Brasileira da Indústria Metal-Mecânica) acontece entre 22 e 25 de setembro deste ano no Expotrade/Pinhais (PR). Em 2011, serão realizadas, neste mesmo pavilhão, a Eletron (14ª Feira Sul Brasileira da Indústria, Elétrica, Eletrônica e Automação Industrial), a Feipack (5ª Feira Sul Brasileira da Embalagem) e a Ferramental (6ª Feira de Máquinas-Ferramenta do Mercosul), todas simultaneamente, entre os dias 17 e 20 de agosto.
Siga-nos no Twitter, e fique por dentro das novidades da Semana Rio Industrial e de outras feiras que são organizadas pela Diretriz em www.twitter.com/diretriz_feiras

Agosto, 2010
Brasil Econômico - Opinião
José Ricardo Roriz Coelho - Presidente da Abiplast e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp
Incentivo à inovação
É grande a expectativa quanto à aprovação, na Câmara dos Deputados e no Senado, das medidas provisórias 495 e 497, editadas recentemente pelo Governo Federal. Ambas terão impacto positivo no ambiente de negócios do país, fomentando a competitividade e estimulando o nível de atividade. A MP 497 terá reflexo relevante na competitividade, pois promove a desoneração tributária de subvenções governamentais destinadas ao fomento das atividades de pesquisas e desenvolvimento de inovação tecnológica nas empresas. Assim, deverá contribuir para a crescente modernização industrial, reduzindo a insegurança jurídica nos investimentos em P&D e, como conseqüência, estabelecerá diferenciais competitivos no país, por meio do avanço tecnológico.
Os recursos financeiros destinados às empresas no âmbito da rubrica de subsídios para atividades e ações de P&D não constituirão despesas ou custos para a base de cálculo do IRPJ e da CSLL, nem gerarão direito à apuração de créditos da contribuição para o PIS Pasep e Cofins.
A subvenção à pesquisa e inovação vige desde 2006. Representa um inovador apoio financeiro, ao permitir a aplicação de recursos públicos, a fundo perdido diretamente em empresas. Por sua vez, a MP 495 introduz avanços na Lei de Licitações (no 8.666/93), estimulando o uso do poder de compra do Estado para incentivar a indústria nacional. Terão prioridade os produtos produzidos no Brasil, bem como bens e serviços de empresas brasileiras e companhias, que investem em pesquisa e tecnologia no país. A mudança mais significativa é relacionada ao preço. Quando itens brasileiros e estrangeiros estiverem na licitação, os nacionais não precisarão ter preço menor, podendo ter valor até 25% superior ao do concorrente. O conceito de margem de preferência será definido de acordo com o potencial para geração de emprego e renda, o efeito na arrecadação, grau de inovação tecnológica e impacto na cadeia produtiva.
Nesse processo, os setores produtivos privados têm uma importante lição de casa: realizar estudos econômicos consistentes, transparentes e precisos, subsidiando a equipe econômica com dados e números necessários ao estabelecimento de margens de preferência justas e adequadas. A aprovação das MPs 495 e 497 no Congresso será um passo importante para a competitividade e o desenvolvimento tecnológico no país.
Este é um trabalho a ser feito com eficácia e agilidade pelas entidades de classe, pois a expectativa é de que a votação das MPs no Congresso e o decreto regulatório sejam empreendidos ainda este ano, de modo que, já em 2011, se possa sentir o impacto da medida. Estamos falando de um mercado de R$ 49 bilhões, segundo dados do próprio governo. A aprovação das medidas provisórias, cuja proposição reflete as propostas do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, contribuirá para estimular ainda mais a economia brasileira. Trata-se dc avanço expressivo, que reflete a importância da sinergia entre os setores público e privado, acima de questões político-partidárias, quando estão em jogo os interesses maiores do País e sua população.

Agosto, 2010
Proplástico coloca 3ª. geração no rumo da consolidação
Agestado – 06/08/2010
A criação do Proplástico, o programa do BNDES voltado ao fortalecimento da cadeia do plástico, pode ser o ponto de largada para um processo bastante aguardado por Petrobras e Braskem: a consolidação da indústria brasileira de transformação plástica. O segmento, composto por mais de 11 mil empresas, é apontado como o elo mais fraco da cadeia petroquímica nacional, que hoje conta com apenas um fornecedor local de nafta e gás (Petrobras) e uma fabricante hegemônica nos mercados de polietileno e polipropileno (Braskem), ambas presentes na lista das mais competitivas do mundo, em suas áreas de atuação.
Processo complicado
A preocupação com a chamada terceira geração da cadeia petroquímica, formada em sua grande maioria por microempresas familiares com até quatro funcionários, há tempos é levantada por representantes das próprias entidades do segmento. O atual diretor executivo da Abiplast, Merheg Cachum, reforça desde meados desta década, que esse processo é fundamental, mas "complicadíssimo". Agora, com a atuação do BNDES, é possível que essa percepção seja alterada.
O Proplástico foi anunciado pelo BNDES no começo de junho e terá orçamento de R$ 700 milhões à disposição dos interessados. Entre os objetivos do programa, o banco de fomento deixa claro sua intenção: "apoiar a incorporação, a aquisição e a fusão de empresas que promovam a criação ou o fortalecimento de empresa de controle nacional, visando ao aumento de porte e capacidade de competição no mercado doméstico e internacional".
Resistência para enfrentar a China
Outras prioridades do programa são o estímulo à modernização do parque fabril e os investimentos em inovação. Na prática, no entanto, o grande objetivo do programa, simbólico, é proporcionar uma reviravolta no mercado. O que se espera, segundo executivos do setor, é proporcionar a profissionalização da terceira geração e, como consequência, uma reorganização da cadeia. Estudos internos da Abiplast apontam que o número ideal de transformadores plásticos seria em torno de 2,5 mil. Esse número é inferior ao total de empresas instaladas no Brasil e que possuíam, ao final de 2008 (número mais recente do setor) ao menos 20 funcionários. Ou seja, é fundamental que o mercado seja composto por empresas de maior porte, com condições para competir globalmente. Esses transformadores devem ter condição competitiva para buscar mercados no exterior, levando consigo as resinas produzidas pela Braskem, e ao mesmo tempo sendo fortes para evitar uma avalanche de produtos plásticos fabricados na China, com base no gás natural fornecido por petroquímicas árabes.
Fábricas não envolvem estrutura sofisticada
O movimento de consolidação na indústria brasileira de transformados plásticos é aguardado há anos e, com o fortalecimento da economia nacional, imaginava-se que se desse naturalmente. Só que os números da Abiplast mostram que isso não ocorreu. Dados referentes a 2008, constantes no relatório anual de 2009 da entidade, apontam que o número de empresas no País cresceu 1,7% em 2008, na comparação com o ano anterior. Já o número de empresas com menos 50 funcionários cresceu os mesmos 1,7%. Ou seja, o número de micro a média empresa cresceu no mesmo ritmo das grandes empresas. Esse fenômeno ocorre porque produzir peças plásticas não requer investimentos elevados e muito menos uma estrutura sofisticada.
Projeto envolve injeção de R$ 700 milhões
Os especialistas lembram que uma única máquina, de extrusão ou injeção, já é suficiente para transformar um empreendedor em um micro empresário, contribuindo para a inflação (e informalidade) do mercado. A questão é saber como os empresários que estão há anos no setor, e que relutam em participar de um processo de consolidação e fortalecimento da indústria, vão reagir a uma injeção de R$ 700 milhões em recursos, para a terceira geração./Agestado

Agosto, 2010
Abiplast participa da Embala Nordeste 2010
Portal Fator Brasil - Rio de Janeiro/RJ - PETROQUÍMICA - 05/08/2010
A ABIEF Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis participará da Embala Nordeste 2010. A 5ª Feira Internacional de Embalagens e Processos Industriais ocorrerá entre os dias 23 e 26 de agosto, das 16h às 22h, no Centro de Convenções de Pernambuco, na rua Professor Bezerra, s/n, Salgadinho – Olinda/PE.
Pela sua tradição e importância, a Embala Nordeste será inserida no calendário de visitação de mais de 13.000 empresários, técnicos e consultores, responsáveis por substanciais investimentos em inovação e melhorias tecnológicas em suas unidades fabris e comerciais.
VISITE A ABIEF NA EMBALA NORDESTE RUA B ESTANDE 45
Sobre a ABIEF
A ABIEF (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis) existe há 30 anos com o objetivo de fomentar o mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental a partir do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. A entidade reúne 170 empresas de todo o Brasil fabricantes de filmes monocama, coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; embalagens especiais

Agosto, 2010
Braskem lança plástico verde
Pioneiro - RS - Porto Alegre/RS - EDIÇÃO IMPRESSA - 02/08/2010
São Paulo – A primeira fábrica produtora de plástico verde da Braskem irá iniciar as atividades em meados de agosto, com a produção de 200 mil toneladas anuais praticamente comercializada. A afirmação é do vice-presidente de petroquímicos básicos da empresa, Manoel Carnaúba. Segundo ele, a planta que utilizará etanol de cana-de-açúcar para produzir o plástico verde já está recebendo etanol por via ferroviária para testar os mecanismos de recebimento construídos na unidade industrial.
– Fizemos um teste com a entrega de 15 vagões de etanol de nossos fornecedores por via férrea e o nosso mecanismo de recebimento funcionou perfeitamente – diz Carnaúba.
A fábrica, localizada em Triunfo (RS), vai receber 40% do etanol de cana utilizada na produção do plástico verde por rede ferroviária. Outros 40% virão por via marítima e apenas 20% por rede rodoviária, explica. A empresa precisará de 450 milhões de litros de etanol por ano.
Orçada em R$ 500 milhões, a planta utilizará o etanol de cana na produção de eteno, matéria-prima do polietileno verde, mais conhecido como plástico verde. Antes mesmo de entrar em operação, a empresa já tem acordos de fornecimento fechados com empresas do porte da Natura, Estrela, Johnson & Johnson, Tetra Pak, Cromex e Acinplas, além do mercado internacional.
No início de julho, a planta de Triunfo obteve a licença de operação definitiva concedida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam), o que permite o início das operações da indústria.
– Esta licença é uma garantia que a planta foi inspecionada pela fundação e de que ela está de acordo com o projeto original.

junho, 2010
Alerj pode adiar início de lei contra as sacolas
O Globo - Rio de Janeiro/RJ - RIO - 28/06/2010
Minc afirma que proposta é uma manobra política; Paulo Ramos diz que faltou mais discussão sobre o assunto
Júlia Motta
A lei que restringe o uso de sacolas plásticos pelos supermercados, que começaria a valer em pouco menos de três semanas, pode ter seu início adiado.
Será votada amanhã, ao meio-dia, em sessão extraordinária na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), um projeto para que a norma só entre em vigor em janeiro de 2011, em vez do dia 15 de julho próximo.
A proposta é do deputado estadual Paulo Ramos (PDT), que alega a necessidade de mais discussão, mas apresentou o projeto quinta-feira à noite, sem muito alarde. Segundo o parlamentar, a política de reciclagem no estado está em implantação e, portanto, seria necessário mais tempo: — Queremos um prazo maior para ter uma discussão.
Vai continuar ou não a fabricação da sacolas plásticas? E as sacolas das outras lojas? Não serão proibidas também? Há a cultura de recolher o lixo doméstico com elas. Não será fácil mudar isso na sociedade.
Para o deputado estadual Carlos Minc (PT), ex-ministro do Meio Ambiente e autor do projeto de lei original, o impacto das sacolas plásticas na natureza é terrível. Ele diz que o plástico descartado, além de poluir, mata por asfixia pássaros, tartarugas e golfinhos, provocando ainda inundações ao obstruir rios, lagoas e canais.
— O projeto de lei ficou dois anos sendo discutido e emendado na Alerj, até que, em 2009, lançamos a campanha nacional “Saco é um saco”, que conseguiu retirar do meio ambiente 600 milhões de sacolas, apenas entre junho e dezembro do ano passado — afirma.
Segundo o ex-ministro, no Rio são distribuídos dois bilhões de sacolas plásticas por ano. No Brasil, em 2008, esse número chegou a 18 bilhões. Com a campanha “Saco é um saco”, caiu para 17,4 bilhões em 2009.
— Este ano, a campanha deve retirar um bilhão de sacolas do meio ambiente. Há outras iniciativas, como a do Carrefour, que inaugurou em março um supermercado em Piracicaba (SP) sem sacolas plásticas — diz.
Minc acusa Paulo Ramos de estar fazendo uma manobra política com o novo projeto: — Só em dragagem, o governo estadual gastou R$ 150 milhões no ano passado. Seria um grande retrocesso. A campanha educativa é o mais importante da lei. Temos que trocar o descartável pelo reutilizável.
Programa reduz em 40% número de sacolas usadas Paulo Ramos, por sua vez, critica a iniciativa de Minc.
— A intenção da lei é nobre, mas é uma manobra de divulgação.
A lei não acaba com a sacola plástica — diz.
O deputado André Lazaroni (PMDB), presidente da Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alerj, acredita que a prorrogação é importante.
— Não adianta não convencer a sociedade. O problema está na má utilização das sacolas, e precisamos colocar em pauta isso.
Paulo da Colina, diretor do Instituto Nacional do Plástico, conta que há três anos a entidade iniciou um programa de qualidade e consumo responsável.
O projeto desenvolveu uma sacola mais resistente, que pesa quatro gramas e aguenta carregar até seis quilos.
— Com esse programa, redes como o Pão de Açúcar já reduziram em 40% o número de sacolas plásticas — diz Colina.
O presidente da Associação de Supermercados do Rio, Aylton Fornari, aposta no uso de sacolas plásticas biodegradáveis: — O problema é que a lei não sugere uma alternativa para substituição da sacola plástica.
Essa é a maior questão.
Já a secretária estadual de Ambiente, Marilene Ramos, afirma ser contra a prorrogação.
— Queremos estimular um consumo consciente e diminuir a circulação de sacolas plásticas.
O projeto de lei aprovado ano passado só tem pontos positivos para a sociedade.

JUNHO, 2010
Flex 2010 se consolida no calendário brasileiro de eventos de embalagem
A ABIEF realizou no dia 10 de Junho, das 8:00 às 16:30 horas, durante a Fispal Tecnologia 2010, no Anhembi (SP), o Flex 2010 - 1° Fórum Latino-Americano de Embalagens Plásticas Flexíveis que reuniu 170 profissionais usuários e fabricantes de embalagem, além de fornecedores de matérias primas, insumos e equipamentos.
Sob o título "A embalagem que vende: uma nova perspectiva para os negócios do setor no Brasil e no mundo. Tendências, tecnologias e meio ambiente como diferenciais de competitividade e inovação", o Flex 2010 contou com palestrantes internacionais e brasileiros que abordaram o mercado de embalagens plásticas flexíveis, oportunidades e estratégias de negócios, e tendências.
Antonio Cabral, coordenador do curso de pós-graduação em Engenharia de Embalagem do Instituto Mauá de Tecnologia foi o mediador do evento que inclui as seguintes palestras:
• “Radiografia do mercado latino-americano de embalagens plásticas flexíveis (países ABC) - pesquisa inédita”, com Otávio Carvalho - Diretor da Maxiquim
• "Inovações em embalagens flexíveis nos Estados Unidos. O impacto no mercado latino-americano", com Daniel Beard - CEO da Packaging Specialists.
• "Drivers de embalagem na Ásia: novidades, tendências e sustentabilidade", com Stuart Hoggard - editor do Pack Webasia.
• "Como novas tecnologias podem agregar valor à indústria de embalagens plásticas flexíveis na América Latina", com Ursula Sakamoto, Foods Business Development Manager da Avery Dennison Brasil e Laura Clark, Marketing Director Food & Beverage Avery Dennison USA.
• "Novidades em aditivos e pigmentos para embalagens plásticas flexíveis", Cromex
• "Visão geral da indústria petroquímica no mundo e seu impacto no negócio na América Latina. Qual o futuro para os transformadores?", com Howard Rappaport - Global Business Director of Plastics CMAI
• “Lixo ou matéria-prima? Uma nova percepção de valor para as embalagens", com Guilherme Brammer, da TerraCycle Brasil
• "Polietileno Verde: avanços e aplicações no setor de embalagens flexíveis", Braskem S.A.
• "Gestão e valorização da cadeia, os reais desafios para a terceira geração", com José Ricardo Roriz Coelho - Presidente da Vitopel e da Abiplast
O Flex 2010 foi patrocinado pela Braskem, Carnevalli, Cromex e Vitopel e contou com o apoio da Avery Dennison, EcoBrasil, Macroplastic, Manuli Fitasa e Segplast. A próxima edição do evento já está agendada para Junho de 2011, em São Paulo.

junho, 2010
ABDI elabora estudo sobre cadeia de transformação de plásticos
Informe ABDI – 16/06/2010
Um grande índice de informalidade e a forte influência de novos materiais, e as perspectivas com o pré-sal, são alguns itens do estudo “Caracterização da Cadeia Petroquímica e de Transformados Plásticos”, elaborado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) para os associados da Abiquim, em São Paulo (SP), na última semana. O documento aborda ainda, a integração dos elos da cadeia, as matérias-primas, inserção no mercado externo, infraestrutura tecnológica, além da aplicação do design, reciclagem e tributação. A iniciativa da Agência tem o objetivo de facilitar a compreensão do setor, da sua estrutura de mercado e de fatores determinantes de competitividade, tanto para órgãos governamentais quanto para a iniciativa privada, no âmbito da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP).
Modelo brasileiro ainda perde para China, França e Eslovênia
De acordo com dados do estudo, a cadeia petroquímica e de plásticos no Brasil, ainda está aquém de modelos industriais encontrados em países como China, França e Eslovênia, mas já apresenta avanços. “Temos todos os elos da cadeia presentes no processo produtivo e registramos altos índices de reciclagem comparados a outros países”, explica o diretor da ABDI, Clayton Campanhola.
Setor vem perdendo posições no cenário mundial
A Agência ressalta ainda que o setor de petroquímico e de transformados plásticos destaca-se por sua relevância econômica: tem poucas empresas de grande porte, e um número elevado de pequenas e médias empresas, assim como de volume de produção e de geração de empregos. A parte crítica da cadeia se refere à sua competitividade. “O setor vem perdendo posições, no cenário mundial, com a entrada de produtos importados no mercado nacional, o que gera déficits crescentes na balança comercial e diminuição das margens de lucro”, alerta a coordenadora do setor de plásticos na ABDI, Junia Motta.
Química verde é tema emergente
O segmento também tem novas perspectivas com a chegada do pré-sal, que pode gerar uma entrada significativa de valores ao total de exportações brasileiras. Os temas mais emergentes em relação à petroquímica e plásticos estão relacionados às matérias-primas renováveis e a química verde, que representam a evolução da indústria respeitando os recursos naturais e evitando a degradação ambiental. O design também é estratégico e representa um grande diferencial competitivo./

junho, 2010
Abief diz que programa do BNDES vai gerar maior produtividade para indústria do plástico
BN Américas – 17/06/2010
O programa de financiamento de R$ 700 milhões (US$ 388 milhões) criado pelo BNDES, para estimular a indústria do plástico nacional vai gerar maior produtividade para o setor, disse o presidente da Abief, Alfredo Schimitt. De acordo com o executivo, a competitividade aumentará graças aos investimentos para modernizar as instalações e também permitirá incrementar as vendas da indústria de plástico nos mercados interno e externo. O foco do programa é a substituição de equipamentos, o que também impulsionará a competitividade. “A indústria local poderá adquirir maquinaria mais moderna, o que fará aumentar a produtividade e reduzir o consumo de energia, por exemplo, já que se fabricará produtos mais competitivos”, disse Schmitt. O executivo destacou que o Brasil precisa de uma indústria de transformação de plástico mais forte - que neste momento está saturada e por isso passa por enormes dificuldades-, para competir no mercado externo e melhorar seu déficit comercial. Schmitt explicou que a consolidação é uma opção para aumentar a competitividade do setor, já que 94% dos cerca de 11 mil fabricantes de plásticos, que operam no pais, são pequenas e médias empresas. “Em alguns momentos precisam de meios, para investir na produção e contratar profissionais especializados”, disse. Para o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz, a consolidação do setor é essencial para melhorar o acesso aos insumos competitivos e aumentar as exportações. Em 2009, a produção brasileira de produtos plásticos totalizou 5,19 milhões de toneladas, o que gerou R$ 35,9 milhões. No caso dos envases plásticos flexíveis, que representam cerca de 35% do total fabricado pelas companhias de plásticos, faturou R$ 9,2 milhões e produziu 1,51 mil toneladas. Tanto a Abiplast quanto a Abief projetam uma taxa de crescimento de ao menos 8%, para o setor de plásticos neste ano. Informou a BN Américas.

maio, 2010
BRAZIL TRADE SHOWS E ABIEF PROMOVEM O PRIMEIRO FÓRUM LATINO AMERICANO DE EMBALAGENS PLÁSTICAS FLEXÍVEIS EM SÃO PAULO
Gastronomia & Negócios - São Paulo/SP - FALANDO SÉRIO - 14/05/2010 - 17:02:15
A Brazil Trade Shows (BTS), em parceria com a ABIEF, promove o 1º Fórum Latino-Americano de Embalagens Plásticas Flexíveis 2010. O evento vai reunir empresários, executivos e demais profissionais do setor para discutir tendências, oportunidades e estratégias. O encontro acontecerá no dia 10 de junho, em paralelo à Fispal Tecnologia, no Auditório Oeste do Pavilhão de Exposições do Anhembi.
Com o tema "A embalagem que vende: uma nova perspectiva para os negócios do setor no Brasil e no mundo. Tendências, tecnologias e meio ambiente como diferenciais de competitividade e inovação", a primeira edição do Fórum busca discutir as tendências do mercado de embalagens, contribuindo para a valorização do plástico como um todo.
Segundo a ABIEF, os mercados atendidos pela indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis são: Alimentos (31%), Varejo (22%), aplicações industriais (19%), bebidas (6%), Higiene pessoal e cosméticos (4%), Pet food (2%), limpeza doméstica (2%) e os 14% pulverizados em outras categorias. Em pesquisa realizada pela Maxiquim o setor apresentou um crescimento constante nos últimos anos. Em 2010 espera-se um crescimento de 8%.
Serviço:
1º Fórum Latino-Americano de Embalagens Plásticas Flexíveis 2010
Evento paralelo à Fispal Tecnologia
Data: 10 de junho
Horário: 8h30 às 16h30
www.bstmedia.biz
Fispal Tecnologia 2010
26ª Feira Internacional de Embalagens e Processos para as Indústrias de Alimentos e Bebidas
Data: 08 a 11 de Junho
Horário: 11h às 20h
Local: Pavilhão de Exposições do Anhembi
Endereço: Av. Olavo Fontoura, 1209 - Santana - São Paulo – SP

Abril, 2010
ABIEF está preocupada com reajuste no preço das resinas termoplásticas
Portal Fator Brasil - Rio de Janeiro/RJ - PETROQUÍMICA - 07/04/2010
O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis ( ABIEF), empresário Alfredo Schmitt, retornou de viagem aos Estados Unidos preocupado com a tendência de aumento dos preços das resinas termoplásticas - principal matéria-prima do setor - no mercado internacional.
Segundo ele, "existem situações em que o propeno (matéria-prima) está custando mais caro que o polipropileno". Como no Brasil a relação de custos feita pela Petrobrás leva em conta apenas o mercado norte-americano, Schmitt diz ser preciso trabalhar para mudar este cenário. "Se houver repercussão destes fatos no mercado brasileiro, para sobreviver, a indústria de embalagens plásticas flexíveis terá de repassar estas variações de custos para o mercado", avalia.
Perfil- A ABIEF (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis) existe há 31 anos com o objetivo de fomentar o mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental a partir do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. A entidade reúne 170 empresas de todo o Brasil fabricantes de filmes monocama, coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; embalagens especiais. | MaxPR

Abril, 2010
Instituto do PVC lança hot site sobre a indústria de transformação do PVC
Portal Fator Brasil - Rio de Janeiro/RJ - RESPONSABILIDADE SOCIAL - 07/04/2010
O hot site mostra a evolução das atividades da transformação do PVC em dez anos, com referências à produção, vendas internas e externas, investimentos, além da geração de emprego.
São Paulo - O Instituto do PVC lançou no dia 06 de abril (terça-feira), na Plastshow 2010, o hot site "Radiografia da Indústria de Transformação do PVC” [www.institutodopvc.org/hs_transformacao].. Ele traz os resultados obtidos em um estudo encomendado pelo Instituto do PVC à Maxiquim, consultoria especializada no segmento industrial, mostrando a evolução em dez anos desta indústria, com dados comparativos de produção, vendas internas e externas, investimentos, geração de emprego, além de indicadores econômicos relacionados ao negócio.
Nele observou-se que as empresas da transformação, em sua maioria, são de pequeno e médio porte e que em dez anos, a quantidade de postos de trabalho nessas indústrias mais que dobrou. Além disso, o mercado de tubos e conexões se manteve como o mais representativo para o PVC.
O PVC é um material que se destaca por sua grande versatilidade e também por sua contribuição para o desenvolvimento sustentável. Suas aplicações se estruturam nos três pilares deste conceito. É um produto de forte vocação social já que cerca de 70% das suas aplicações estão no saneamento básico, habitação, saúde, agroindústria, etc. Além de sua qualidade técnica, a relação custo-benefício do PVC o credencia no pilar econômico do conceito.
Ele também é um produto de ótimo desempenho ambiental. Sua principal matéria-prima é o sal marinho, recurso inesgotável na natureza, que compõe 57% do seu peso, sendo o restante composto por petróleo. Além de ser 100% reciclável, representa apenas 4,7% do total de plásticos descartados e menos de 0,7% do resíduo total gerado no País, apesar de ser um dos três plásticos mais produzidos no mundo. Isso porque é utilizado em grande parte nos produtos com longo ciclo de vida útil, como tubos e conexões. Ainda assim, o índice de reciclagem do PVC no Brasil é de 17%.
Para Miguel Bahiense, presidente do Instituto do PVC, este estudo é um importante retrato do setor, o que ajuda a entender os desafios e oportunidades dessa cadeia produtiva. “Trata-se de uma indústria que está investindo para que oportunidades, tais como as obras do PAC e os eventos esportivos como Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e Olimpíadas, em 2016, que serão realizados no Brasil, sejam plenamente aproveitadas”, afirma o executivo.
O Instituto do PVC representa a união de todos os segmentos da cadeia produtiva do PVC, desde os fabricantes de matéria-prima até os recicladores. Seu compromisso é orientar as empresas associadas a adotarem posturas socialmente responsáveis, promovendo o crescimento do mercado de PVC e difundindo suas características técnico-científicas, ambientais e de reciclabilidade para a sociedade, sempre adotando posturas éticas e sustentáveis.

Abril, 2010
Apas mantém parcerias com prefeituras para reduzir em 30% a utilização de sacolas plásticas
Gastronomia & Negócios - São Paulo/SP - FALANDO SÉRIO - 07/04/2010
Muito comum no Brasil, as sacolinhas plásticas virou alvo de ambientalistas, que, não sem razão, a trataram como vilão a ser combatido. Imagens nada agradáveis de rios transbordando sacolinhas circulam na internet e na televisão.
Como o primeiro passo rumo a um país menos poluente é a conscientização, começaram rapidamente a surgir campanhas para esclarecer a população sobre os riscos do uso abusivo das sacolinhas. Em 2008, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) firmou um compromisso com representantes da indústria de plásticos para reduzir em 30% o seu consumo no país, através do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. Nas cidades como Guarulhos, Piracicaba e Jundiaí, que proibiram o uso das sacolas plásticas, as redes de supermercados se adaptaram à nova realidade.
A Apas, a partir do sucesso da campanha das Sacolas Plásticas, passou a colocar a sustentabilidade como uma de suas principais bandeiras. E realizou outras parcerias com prefeituras, como é o caso dos ecopontos, locais de coleta de produtos de difícil descarte pela população como eletrodomésticos. Esses são exemplos de iniciativas que buscam atender às novas necessidades do planeta, das cidades e dos consumidores.
Serviço
Associação Paulista de Supermercados (Apas)

Abril, 2010
REAJUSTE DO PREÇO DAS MATÉRIAS-PRIMAS AMEAÇA INDÚSTRIA DE EMBALAGENS
Maxpress - São Paulo/SP - ECONOMIA - 06/04/2010
ABIEF ESTÁ PREOCUPADA COM REAJUSTE NO PREÇO DAS RESINAS TERMOPLÁSTICAS
O Presidente da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), empresário Alfredo Schmitt, retornou de viagem aos Estados Unidos preocupado com a tendência de aumento dos preços das resinas termoplásticas - principal matéria-prima do setor - no mercado internacional.
Segundo ele, "existem situações em que o propeno (matéria-prima) está custando mais caro que o polipropileno". Como no Brasil a relação de custos feita pela Petrobrás leva em conta apenas o mercado norte-americano, Schmitt diz ser preciso trabalhar para mudar este cenário. "Se houver repercussão destes fatos no mercado brasileiro, para sobreviver, a indústria de embalagens plásticas flexíveis terá de repassar estas variações de custos para o mercado", avalia.
Sobre a ABIEF
A ABIEF (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis) existe há 31 anos com o objetivo de fomentar o mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental a partir do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. A entidade reúne 170 empresas de todo o Brasil fabricantes de filmes monocama, coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; embalagens especiais.
Informações para a imprensa e agendamento de entrevistas
Liliam Benzi (MTB 19.352)
Fones (11) 4412-0813 ou (11) 9989-1597 ldbcom@uol.com.br

Abril, 2010
Começa em BH a Embala Minas 2010
Celulose Online - Ribeirão Preto/SP - HOME - 06/04/2010
Feira tem mais de 400 expositores
06/04/2010 - A IV Feira Internacional de Embalagens - A Embala Minas, começou nesta terça-feira(6) e vai atɠ dia 9 de abril, nas modernas instalações do Expominas em Belo Horizonte. Qualificada como plataforma de acesso ao mercado de maior expansão do sudeste brasileiro, a EMBALA Minas 2010, a 4ª em Belo Horizonte, estabelece um formato inovador de relacionamento com mercados usuários de embalagens, processos, logística e cadeia de fornecedores para as indústrias do papel e do plástico.
A Feira traz ainda como evento integrado a MINASPLAST 2010, Feira Internacional da Indústria do Plástico em Minas Gerais, fazendo de Belo Horizonte um Fórum Estratégico para profissionais, empresários e técnicos alinharem suas diretrizes e implementarem inovações nas diversas cadeias produtivas.
A Embala Minas conta com 400 expositores de diferentes estados brasileiros, disponibilizando as novidades do setor, explorando o potencial para as áreas de embalagens e processos. Outras seções que estão presentes no evento são da indústria plástica, química, farmacêutica, bebidas, entre outros.
A feira deste ano oferece conforto a seus participantes, incluindo climatização, acesso facilitado, amplo estacionamento e todas as comodidades para tornar a visita produtiva aos mais de 400 expositores. Outro atrativo é a hospitalidade do povo mineiro e a estratégica posição de Minas Gerais no sudeste brasileiro, complementam os fatores que fazem da Embala Minas, um evento exclusivo e diversificado. O evento é gratuito e estrá aberto para visitação das 16h às 22h. O Expominas fica na Av. Amazonas, 4000 em Belo Horizonte(MG).

Abril, 2010
BRASILPACK 2010
Feiras & Negócios - São Paulo/SP - HOME – 06/04/2010
A BRASILPACK, principal evento especializado na indústria de embalagens no Hemisfério Sul, sintetiza bem a tendência que vem ganhando força nas feiras de negócios - público qualificado e volume expressivo de vendas.
A feira integra a SEMANA INTERNACIONAL DA EMBALAGEM, IMPRESSÃO E LOGÍSTICA que congrega também a FIEPAG ( Feira Internacional de Papel e Indústria Gráfica) FLEXO LATINO AMÉRICA (Feira Internacional de Flexografia), o SALÃO EMBALA INOVAÇÃO (Convertedores e agências de design e desenvolvimento de embalagens) e a BRASIL SCREEN & DIGITAL SHOW (Feira Internacional de Serigrafia e Impressão Digital).
Foram cerca de 700 expositores, de mais de 25 países, e em torno de 30 mil visitantes/compradores de 30 países.
Apoiaram evento as principais entidades setoriais brasileiras do ramo: Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), a Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), a Abflexo-FTA Brasil (Associação Brasileira Técnica de Flexografia), a Abief (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis) e a Abre (Associação Brasileira de Embalagens), entre outras.
Dados do mercado
Brasil é o segundo país mais inovador em embalagem.
O Brasil é o segundo país que mais lança novas embalagens por ano, perdendo somente para os Estados Unidos. Segundo levantamentos do Laboratório Global de Embalagem, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o País saiu do sexto lugar, em 2008, para o segundo lugar, nos meses de janeiro e fevereiro de 2009. Foram mais de 20 mil embalagens inovadoras no ano passado, sendo 48% desse número no setor de alimentos. Como conseqüência desse desenvolvimento, o design brasileiro faturou sete Leões na edição de 2009 do maior festival de publicidade do mundo.
A indústria brasileira de embalagem teve, no ano passado, faturamento de R$ 36,6 bilhões contra R$ 33,5 bilhões no ano anterior. A principal participação foi do segmento de embalagens plásticas com 37,64%. Papelão ondulado e papel cartão foram o segundo colocado, com 28% de participação, seguidos por metálicas, com 16,94%, papel, com 7,12%, e vidro, com 5,23%.
Informações: http://www.semanainternacional.com.br

MARÇO, 2010
Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis prevê crescimento de 8% em 2010
DCI - São Paulo - Indústria - 19/03/2010
Ernani Fagundes
SÃO PAULO - A indústria de embalagens flexíveis deve crescer 8% esse ano. A afirmação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief) Alfredo Schmitt. "Em 2009 retraímos cerca de 5,5% mas em 2010 esperamos um crescimento de 8%, recuperando a marca de 2008, de R$ 10,31 bilhões de faturamento", vislumbrou o empresário, citando o market share de 47,7% no mercado de embalagens. "A [produção] total caiu 5,1%, de 1.596 mil toneladas para 1.514 mil toneladas, foram 67 mil a menos no mercado interno e outras 15 mil a menos nas exportações, que caíram 18,75%, de 80 mil toneladas para 65 mil toneladas exportadas". Schmitt falou do impacto da campanha contra as sacolinhas plásticas de supermercado, "é um segmento importante, representa 14% do faturamento, mas não há um substituto eficaz no mercado, a produção de 200 mil toneladas de resina de cana-de-açúcar é toda exportada, e ainda não há escala de resina de milho", argumentou. Schmitt destacou ao DCI, as outras alternativas para o crescimento do setor. "A Nestlé, por exemplo, está investindo com produtos acessíveis para as classes C e D, isso só é possível com a embalagem flexível, eles querem atender o consumidor com a moedinha de um real" e falou da expansão em molhos de tomate: "a flexível stand-up pouch custa menos do que a embalagem em lata, vidro ou papel, e o plástico pesa menos, isso faz parte da análise do custo global e da logística".
Termômetro
O empresário Hermes de Moura, da Lord Plastics, localizada em Sorocaba (SP), fala na recuperação de alguns segmentos, "já recebemos pedidos acima da média para embalagens de fraldas descartáveis, água mineral e pet food, isso assegura nosso plano de crescimento entre 15% a 20%", afirmou. Rogério Mani, da Epema Embalagens, de Araraquara (SP) também está animado, "registramos aumento de pedidos para a indústria de leite com a embalagem termo-encolhível e rótulos para bebidas, além de pedidos extras para o segmento de higiene e beleza que está vinculado ao aumento do poder aquisitivo da população". Eduardo Casali, da paulistana Embaquim, acredita em crescimento: "10%, o setor de químicos está disparado, assim como cosméticos e higiene e limpeza" mas ressalta que o preço da matéria-prima das petroquímicas pode atrapalhar: "hoje recebi o terceiro reajuste do ano, ao todo são 15%, e só conseguimos repassar o primeiro capítulo dessa novela de aumentos, algo como 7%".

março, 2010
MANIFESTAÇÃO A RESPEITO DE SACOLAS PLÁSTICAS
APEDIDO
A Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis- ABIEF – entidade representativa de uma importante parcela da cadeia produtiva do plástico, manifesta por este comunicado sua contrariedade ao editorial publicado no Jornal Folha de S. Paulo de 06.03.2010.
Nele são apresentadas críticas à utilização de sacolas plásticas em redes de supermercados, preocupantes pela superficialidade e visão incompleta sobre causas e efeitos, através de uma saudação de iniciativas da rede Carrefour quanto ao “banimento” dos sacos em suas lojas.
A cadeia de valor que produz e consome sacolas plásticas no Brasil vem há mais de 2 anos trabalhando em uma campanha educativa sobre o consumo responsável das sacolas. Essa campanha, da qual a Abief faz parte assim como o próprio Carrefour, visa conscientizar a sociedade sobre a necessidade de praticar os 3Rs – reduzir, reciclar, reutilizar – como forma de enfrentar o problema causado pelos resíduos. Os resultados até aqui tem sido auspiciosos, com redução de até 30% da quantidade de sacolas utilizadas, indicando que a solução passa pela reciclagem e educação ambiental – afinal, se há sacola flutuando em algum rio, é porque alguém fez o descarte de modo inadequado.
Os plásticos são 100% recicláveis. Há muito tempo que a sua reciclagem é uma realidade que, mais e mais, cresce em volume e em abrangência regional. E na reciclagem energética, além de não emitirem resíduos tóxicos os plásticos podem gerar energia para abastecer residências e indústrias.
No editorial em questão, os “argumentos de sustentabilidade” utilizados para aplaudir a iniciativa daquele supermercado perdem sua força ao se considerar que a rede disponibilizará “a um custo subsidiado” sacos de lixo para os resíduos domésticos em substituição às sacolas. E sacos de lixo de origem reciclada são tão plásticos quanto as sacolas.
Como disse uma moradora de Porto Alegre, “querem retirar as sacolas dos supermercados, mas o volume de lixo doméstico continuará igual. Só que terei de pagar pelo saco que antes ganhava de graça!” Consumidor, quem pagará mais será você!
Ao difundir o conceito errôneo que sacola plástica é lixo, o editorial em questão se esquece de responder a uma pergunta básica: o que acontecerá se o lixo for acondicionado em outros materiais? A resposta vem dos especialistas: o nível de poluição aumentará muitíssimo, com perda de qualidade ambiental das cidades.
É bom lembrar também que diversas redes supermercadistas já estão usando sacolas de acordo com a norma ABNT, que prevê produtos mais resistentes; neste caso usa-se menos sacolas para acondicionar um volume maior de compras. Isto ninguém coloca para o consumidor por conta de uma política comercial disfarçada de marketing de sustentabilidade.
Reiteramos nossa crença de que a maior contribuição que a iniciativa pública e privada podem dar à população, garantindo o futuro ambiental das próximas gerações, é a informação correta baseada em uma educação adequada.
Esperamos ver, num futuro próximo, espaços jornalísticos de igual dimensão dedicados a disseminar educação e bons modos; conceitos corretos que tenham uma contribuição social e educacional verdadeira.
ALFREDO SCHMITT
PRESIDENTE

março, 2010
Maioria dos supermercados brasileiros usa sacolas plásticas certificadas
Tottalmarketing - Rio de Janeiro/RJ - NOTÍCIAS - 15/03/2010
A grande maioria dos supermercados que participaram do Piloto do Programa de Qualidade e Consumo Responsável das Sacolas Plásticas, em São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Goiás e Brasília, adotou as sacolas certificadas do programa, que são mais resistentes, sendo fabricadas dentro da norma ABNT 14.937.
Atualmente, mais de 3 bilhões de sacolas são produzidas no mercado brasileiro com Selo de Qualidade, por nove empresas credenciadas.
Até 2010, mais seis empresas deverão ser credenciadas totalizando 15.
O Programa, lançado em 2007, tem como objetivo de promover a conscientização e a redução do desperdício no varejo e disseminar as práticas dos 3R’s (Reduzir, Reutilizar e Reciclar).
Nessa linha, já alcançou resultados significativos sobre a redução do uso de sacolas plásticas.
Em 2007, o consumo de sacolinhas, no Brasil, foi de 17,9 bilhões. J
á em 2008, passou para 16,2 bilhões e fechou 2009 com 15 bilhões, uma redução de 16,2% do início do programa até agora.
Os dados mostram que, com sacolas dentro de norma, o consumidor não precisa colocar uma sacola dentro da outra para carregar as compras ou não encher totalmente e utilizá-la somente pela metade.
Entre as redes que participam do Programa estão o Pão de Açúcar, G.Barbosa, Zaffari, Unidasul, Rede Mix, entre outras.
As sacolas plásticas também são amplamente reutilizadas no Brasil e o público que mais a utiliza são as donas de casas, em forma de embalagens para acondicionar lixo, recipientes para diversos fins, como guarda-chuva, embalar alimentos, roupa molha, tênis em mala para viagem, objetos para levar à academia, entre outros.
Pesquisa Ibope, realizada com mulheres das classes B, C e D, responsáveis pelas compras de seus domicílios, revela que 100% delas reutilizam as sacolas plásticas para acondicionar o lixo doméstico, 71% consideram as sacolinhas como a embalagem ideal para carregar suas compras e 75% dizem que é função do varejo seu fornecimento.
O Rio de Janeiro está entre as cidades que receberão este ano o Programa de Qualidade e Consumo Responsável das Sacolas Plásticas, assim como Florianópolis, Campo Grande, Belo Horizonte, Fortaleza e Recife.
A iniciativa é da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos em parceria com o Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief).
Conta também com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e das afiliadas nos estados.

março, 2010
Francisco de Assis Esmeraldo: Sacolas plásticas e o uso consciente
Folha de S. Paulo - São Paulo/SP - HOME - 15/03/2010
Não há alternativas consistentes para substituir as sacolas plásticas, que são reutilizáveis e 100% recicláveis.
RECENTEMENTE, uma grande rede de supermercados anunciou a decisão de eliminar as sacolas plásticas em até quatro anos, medida elogiada por este prestigioso jornal. A verdade é que não há alternativas consistentes para substituir as sacolas plásticas. Econômicas, resistentes, práticas, higiênicas e inertes, são reutilizáveis e 100% recicláveis. Tanto que, segundo pesquisa do Ibope, 100% das sacolas plásticas são reutilizadas como saco de lixo e são as embalagens preferidas de 71% das donas de casa para transportar compras.
A questão é reduzir o impacto ambiental causado por aqueles que descartam incorretamente as sacolinhas. Pergunto: deve-se banir as sacolas ou promover ações em favor de seu uso consciente?
Imagine se baníssemos tudo o que é moderno, mas que tenha algum impacto ambiental. Voltaríamos aos primórdios, com baixa expectativa de vida, epidemias que hoje só são vistas nos livros de história e total falta de higiene no contato com os alimentos.
Na sociedade contemporânea, a melhor forma de usufruir de conforto, praticidade, economia, segurança e qualidade de vida a que todos temos direito é utilizar esse ou qualquer outro produto de forma consciente, o que significa aplicar os três Rs: reduzir, reutilizar e reciclar.
E isso é possível com as sacolinhas quando são feitas com a qualidade exigida pela norma técnica ABNT NBR-14.937, o que evita a necessidade de colocar uma dentro da outra para levar as compras ou usar a metade de sua capacidade, eliminando o desperdício. É um direito do consumidor exigir o selo de qualidade nas sacolas, que traz o peso que elas podem suportar (6 kg).
Com um consumo correto, não é necessário penalizar a população com alternativas como cobrar a preço de custo por sacolas retornáveis. Somos essa favor das sacolas retornáveis, mas a opção deve ser sempre do consumidor. E há a questão da economia.
Se 100% das donas de casa usam as sacolas para embalar o lixo doméstico e embalar o lixo em plástico é fator primordial para a saúde pública, então o consumidor de baixa renda terá de pagar também pelo saco de lixo?
Também somos a favor das sacolas verdadeiramente biodegradáveis, que, como todos os resíduos biodegradáveis, requerem usinas de compostagem (unidades que oferecem condições para que a biodegradação ocorra de forma ambientalmente correta). No entanto, a palavra biodegradável pode dar a ideia de que tais sacolas podem ser descartadas nos terrenos e cursos dágua, provocando mais poluição. É mais um risco de levar a população ao erro e aumentar os danos ambientais. Por tudo isso acreditamos que a solução mais equilibrada é investir em informação e conscientização. Com pouco mais de dois anos, o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, criado pela indústria do setor, já conta com a participação de três dos seis grandes grupos varejistas do Brasil, de inúmeras outras redes, além do apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e de congêneres estaduais.
Voltado para a conscientização da população sobre uso responsável e descarte adequado de sacolas plásticas, o programa já reduziu 40% do consumo das sacolinhas na maior rede de supermercados do país. Os plásticos são feitos para durar (ao durar, retêm carbono e não contribuem para o efeito estufa), e não para serem descartados na natureza.
É importante que sejam usados, reutilizados, coletados seletivamente e destinados à reciclagem, que pode ser mecânica e os transformará em novos produtos, ou mesmo energética, que os converterá em energia de forma segura, como já ocorre na Europa, América do Norte e Ásia, conforme esta Folha publicou em reportagem especial no ano passado. No mundo existem 850 usinas de reciclagem energética. No Brasil, nenhuma.
O desafio ambiental é urgente e imenso. Porém, não será com a penalização do consumidor, mas pela educação e responsabilidade compartilhada da indústria, sociedade e do poder público e adotando soluções verdadeiramente consistentes que iremos garantir o bem-estar das pessoas e a preservação do meio ambiente. Não é justo promover o retrocesso.
FRANCISCO DE ASSIS ESMERALDO, engenheiro químico, é presidente da Plastivida Instituto Socioambiental dos Plásticos, membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da Fiesp, do Conselho Empresarial de Meio Ambiente da Firjan (RJ), do Conselho Executivo da Associação Brasileira de Embalagens (Abre) e do Conselho de Administração do Instituto do PVC.
Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. debates@uol.com.br

março, 2010
Feiras do Brasil - São Paulo/SP - NOTÍCIAS - 05/03/2010
Evento, que acontece pela primeira vez, será no dia 24 de março durante a SEMANA DA EMBALAGEM, IMPRESSÃO E LOGÍSTICA
A 2ª SEMANA INTERNACIONAL DA EMBALAGEM, IMPRESSÃO E LOGÍSTICA realizará um evento voltado, especialmente, para a indústria de embalagens. Trata-se da Conferência Internacional BRASILPACK 2010, marcada para o dia 24 de março, no auditório 8, do Palácio das Convenções do Anhembi, que tem a finalidade de ser um grande encontro entre os melhores profissionais do segmento, onde o participante terá acesso a informação; conhecimento; oportunidades comerciais; novas tecnologias; e networking
Essa novidade foi idealizada após pesquisa realizada pela Borges Pesquisa de Mercado e Publicidade na última edição da Semana que revelou que 96% dos visitantes e 89% dos expositores que participaram do evento consideram importante a realização de congressos, seminários e palestras.
Dirigida a gestores e técnicos da indústria da embalagem, matérias primas, equipamentos de envase, máquinas e equipamentos de processamento, além de profissionais das áreas de marketing, engenharia, produção, logística e vendas, que atuem nos segmentos de alimentos e bebidas; higiene e limpeza; farmacêutica e supermercados, a Conferência Internacional BRASILPACK 2010 contará com a participação de importantes profissionais da área, incluindo o diretor de Sustentabilidade do Carrefour, Paulo Pianez, e o presidente da Mãe Terra, Alexandre Borges.
Com o objetivo de levar informações sobre inovações e tendências em materiais, processos, máquinas, equipamentos e embalagens; a Conferência ainda apresentará casos de sucessos de empresas que utilizam a embalagem e a tecnologia como diferenciais competitivos, entre eles, o do McDonald’s.
Confira a programação:
8h45 Abertura
9h O Desafio dos Orgânicos – Palestrante: Alexandre Borges - Presidente da Mãe Terra
9h50 Case - Global Packaging – Palestrante: Nivaldo Lima - Supply Manager do McDonalds
10h40 Intervalo e networking
11h Demandas para a Indústria de Bebidas
11h50 Case da América Latina
12h30 Intervalo para Almoço
14h10 Embalagens e Segurança
15h Embalagem: Um Instrumento Estratégico na Promoção da Sustentabilidade – Palestrante: Paulo Pianez - Diretor de Sustentabilidade do Carrefour
16h00 Encerramento
Sobre a SEMANA
A 2ª SEMANA INTERNACIONAL DA EMBALAGEM, IMPRESSÃO E LOGÍSTICA, marcada entre 22 a 26 de março próximo, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, é o mais completo evento do setor no Hemisfério Sul, reunindo cinco importantes feiras da cadeia das indústrias gráfica e de embalagem: 7ª BRASILPACK (Feira Internacional da Embalagem), 20ª FIEPAG (Feira Internacional do Papel e Indústria Gráfica), 3ª FLEXO LATINO AMERICA (Feira Internacional de Flexografia), 3º SALÃO EMBALA INOVAÇÃO e 2ª BRASIL SCREEN & DIGITAL SHOW (Feira Internacional de Serigrafia e Impressão Digital).
Com a expectativa de receber mais de 30 mil visitantes e compradores, de 30 países, formado principalmente por proprietários e sócios de empresas, técnicos e engenheiros, gerentes, vendedores, profissionais da área de comunicação e marketing, a SEMANA contará com as novidades de 500 expositores, de 25 países, em 60 mil metros quadrados de área.
A Semana é organizada e promovida pela Reed Exhibitions Alcantara Machado e tem o apoio das principais entidades representativas do setor, entre as quais estão: ABIMAQ (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), ABIPLAST (Associação Brasileira da Indústria do Plástico), a ABFLEXO-FTA Brasil (Associação Brasileira Técnica de Flexografia), ABIGRAF (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), ABIEA (Associação Brasileira das Indústrias de Etiquetas Adesivas) e ABIEF (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis).
Eventos Simultâneos
Seminário ABTG
O Seminário ABTG (Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica), desenvolvido especialmente para a FIEPAG 2010, abordará quatro importantes temas – Desafio da Indústria de Comunicação Impressa na nova década; Como vender mais - Estratégias para o Mercado Gráfico; Qualidade com foco na Gestão de Resultados; e Novas tecnologias para a redução de setup em máquinas offset –, que impactam rapidamente no sucesso e desenvolvimento do profissional e de seus projetos. O evento, dirigido a gestores, gerentes e líderes de produção, técnicos gráficos, profissionais da área de qualidade, vendedores e demais interessados, será realizado no dia 23, no auditório 8, do Palácio das Convenções do Anhembi.
Seminários Criativos Made in Brasil
Em parceria com a revista Criativos Made in Brasil, no dia 25 de março, será realizado, no auditório 8, do Palácio das Convenções do Anhembi, o Seminário Criativos Made in Brasil, voltado a fotógrafos, ilustradores, impressão digital, gráficas, produtoras de filmes e som, web design, papel, agência de publicidade, bureau, serigrafia, gráfica, mídia alternativa, brindes, entre outros.
Mais informações: www.semanainternacional.com.br
Fonte: Reed Exhibitions Alcantara Machado

fevereiro, 2010
MAIORIA DOS SUPERMERCADOS USA SACOLAS PLÁSTICAS CERTIFICADAS
Maxpress - São Paulo/SP - SUSTENTABILIDADE - 24/02/2010
A grande maioria dos supermercados que participaram do Piloto do Programa de Qualidade e Consumo Responsável das Sacolas Plásticas, em São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia, Goiás e Brasília, adotou as sacolas certificadas do programa, que são mais resistentes, sendo fabricadas dentro da norma ABNT 14.937.
Atualmente, mais de 3 bilhões de sacolas são produzidas no mercado brasileiro com Selo de Qualidade, por nove empresas credenciadas. Até 2010, mais seis empresas deverão ser credenciadas totalizando 15.
O Programa, lançado em 2007, tem como objetivo de promover a conscientização e a redução do desperdício no varejo e disseminar as práticas dos 3Rs (Reduzir, Reutilizar e Reciclar). Nessa linha, já alcançou resultados significativos sobre a redução do uso de sacolas plásticas.
Em 2007, o consumo de sacolinhas, no Brasil, foi de 17,9 bilhões. Já em 2008, passou para 16,2 bilhões e fechou 2009 com 15 bilhões, uma redução de 16,2% do início do programa até agora.
Os dados mostram que, com sacolas dentro de norma, o consumidor não precisa colocar uma sacola dentro da outra para carregar as compras ou não encher totalmente e utilizá-la somente pela metade. Entre as redes que participam do Programa estão o Pão de Açúcar, G.Barbosa, Zaffari, Unidasul, Rede Mix, entre outras.
As sacolas plásticas também são amplamente reutilizadas no Brasil e o público que mais a utiliza são as donas de casas, em forma de embalagens para acondicionar lixo, recipientes para diversos fins, como guarda-chuva, embalar alimentos, roupa molha, tênis em mala para viagem, objetos para levar à academia, entre outros.
Pesquisa Ibope, realizada com mulheres das classes B, C e D, responsáveis pelas compras de seus domicílios, revela que 100% delas reutilizam as sacolas plásticas para acondicionar o lixo doméstico, 71% consideram as sacolinhas como a embalagem ideal para carregar suas compras e 75% dizem que é função do varejo seu fornecimento.
Este ano, mais seis cidades brasileiras receberão o Programa de Qualidade e Consumo Responsável das Sacolas Plásticas, assim como Fortaleza, Florianópolis, Rio de Janeiro, Campo Grande, Recife e Belo Horizonte.
A iniciativa é da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos em parceria com o Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief). Conta também com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e das afiliadas nos estados.

fevereiro, 2010
Specialty Packaging Conference Comes to the USA
Demands for sustainability and higher shelf life in packaging are pushing the film industry in two directions – towards biodegradable barrier films and to long-life films that extend product life and reduce waste. The latest materials and technology will be discussed at the 5th AMI international conference, Multilayer Packaging Films 2010, which takes place in the US for the first time this year from June 15-16, 2010 at The Sheraton Newark Airport, New Jersey, USA.
At the 2009 conference held in Germany in November, Andrew Reynolds, Research Director at Applied Market Information, reviewed the industry trends for flexible packaging, which constitutes 42% of the plastics packaging market. Polyethylene film makes up 40% of this, with BOPP at 20%. It is a growing market and is benefiting from lifestyle and demographic changes, for example, an increase in ready meals for working families. Okopet Consulting outlined the uses of each type of multilayer film: for example, LDPE combinations are used in flow packs for meat, cheese, coffee, ketchup and hygiene. Laminated film such as OPA/PE is used for cheese. BOPP laminates are used in applications such as labels for bottles, ice cream, chips, confectionery, bakery goods, salted snacks and tea. PET combinations provide aroma-proofing. Factors to consider include steamability, sealing, barrier (such as modified atmosphere (MAP) or controlled atmosphere packaging), microwaveability, etc., depending on the end use. In Slovakia there is one producer of multilayer film, Terichem. In Hungary these include Pannunion and Ongropack.
Biaxplen manufactures 9-layer coextruded barrier films in Russia. Materials are selected for permeability: PLA has high water vapour permeability and HDPE has the lowest; whereas for oxygen permeability, LDPE is very permeable, and EVOH offers the best barrier. Film for fresh bakery products has relatively high oxygen and water permeability so PLA can be used, whereas baby food and coffee need a high barrier product. Cost is a big factor in film manufacture, driving the company’s move to one-step multilayer coextrusion.
The US Army Natick Soldier Research Development and Engineering Center has been developing a high barrier non-foil system for army rations that is retortable and recyclable. It requires a shelf-life of 3 years at 27C. There is a move away from foil, which can develop pinholes and stress cracks. It has been working with EVOH from Kuraray America, PP from Flint Hills, polyamide from Honeywell, and tie resins from Mitsui Chemicals America. The PP forms the external layers, then tie layers with EVOH or EVOH and two PA layers in the middle. It is also investigating HDPE as a barrier layer.
In Turkey, Superfilm Ambalaj has 3 BOPP lines, 1 BOPET line and 1 cast barrier line (7 layers). The cast film is being used for trays, lidding, bags, medical and food packaging. New products include BOPP/Al foil/CPP for stand up pouches and BOPET/metallised BOPET/PE for shampoo. The company is also working on oxo-degradable PP film.
The Italian producer of BOPP film, Taghleef Industries, illustrated the good moisture barrier properties of BOPP compared to PET and OPA. The BOPP in D701 is coextruded with a high gas barrier layer and is heat sealable on both sides, so it could replace coated films and have new applications in MAP. Applications include pasta, coffee and sliced meat packaging.
Constantia Flexibles has developed a new multilayer lid structure, which can be laser cut for easy opening. The Chocomel Hot lid won a Worldstar Packaging Award: in the Netherlands the Senseo machine dominates, so Friesland wanted a drink package that would fit the existing machines with lids at both ends.
Norner Innovation provides technical support to the packaging industry. It has studied the LLDPE from different suppliers for properties such as melting behavior and Vicat softening termperature. It has also assisted in packaging for ready rolled pizza dough (PET/adhesive/LDPE/EVOH/LLDPE) and grated cheese (PE/adhesive/PET/adhesive/PP).
Base polymers can be modified to improve properties. DuPont de Nemours has blended EVOH with polyamide to improve properties such as thermoformability and retort shock resistance. EVOH can also be blended with the PA ionomer Surlyn™: the material is softer, stretches better, and this can also cut costs. DuPont also has concentrates of highly functionalized adhesive resins, which can be blended into PE and PP resins for use as a tie layer. Ube Engineering Plastics provides materials such as copolyamides (with a lower degree of crystallization) for multilayer packaging and has tested it on applications such as sausage casings and shrink bags.
Gary Oliver of Extrusion Dies Industries gave the top scoring paper at Multilayer Packaging Films 2009. He described layer multiplication devices to provide the proper pressure drops and balanced flow polymer channels, considering individual material viscosity and rheology. The company also checked end properties such as oxygen transmission rates.
Film extrusion technology is provided by companies such as Macchi, which is conscious of the need to cut costs, for example by down gauging. Reifenhauser Keifel Extrusion has looked at processor trends such as smaller lot sizes, entailing fast purging times and high line flexibility. It has a 7-layer horizontal distribution system that permits individual temperature settings for each layer. Web gauging technology is supplied by Thermo Fisher Scientific; it takes measurements of double lay-flat film after collapsing the bubble.
The hot topic is compostable packaging. The Ceramis unit of Alcan Packaging Kreuzlingen has been working on barrier biodegradable PLA packaging films. The Ceramis process involves coating with a silicon oxide nanobarrier layer using electron beam evaporation and the challenge is the low heat resistance of PLA (the coating is applied at 1520C). The PLA-SiOx film is biodegradable, compostable, high barrier and transparent. Novamont has tested its biodegradable material, Mater-Bi, in extrusion coating and lamination on standard film processing equipment.
Legislation is extensive for food packaging. Keller and Heckman have examined the implications of the new EU Active and Intelligent Packaging Regulation 450/2009. This new law applies to items such as oxygen scavengers: the definition is packaging “designed to deliberately incorporate components that release or absorb substances from or into the packaged food or its surrounding environment”. One common example is iron oxide used for oxygen absorption. Antimicrobials “intended to migrate from packaging to the food” are also included. Many packaging materials are decorated with inks, and the Flint Group is one supplier. They also have expertise in the safety and legislative aspects with regard to food packaging, where the EU has a particular focus.
At the New Jersey conference in June, Multilayer Packaging Films 2010, Kraft will deliver the keynote paper from a leading brand owner’s perspective. This will be accompanied by a market review of specialty films by Andrew Reynolds (AMI), and a review of the growing milk packaging industry in South America by Reifenhauser.
Top film manufacturers will be talking about their products for a range of packaging applications including Taghleef Industries, LPS Industries and Bollore . There are also papers on new materials to enhance interlayer adhesion and barrier properties from ExxonMobil, Mitsui Chemicals America, Chevron Phillips Chemical, Solvin and Engineered Materials.
Biodegradable films will be represented by NatureWorks, Innovia Films and Cardia Bioplast. Nanotechnology is being used in barrier films, for example by Filmquest. The FDA legislation on nanomaterials in food contact films will be outlined by Keller and Heckman.
The latest developments in machinery for this high performance industry will be described by Rick Keller of Davis-Standard on high throughput blown film equipment. Extrusion Dies Industries will talk on production of retort film and sheet. Windmoeller & Hoelscher will be covering innovations such as machine direction orientation (MDO) for improved barrier properties and rapid cooling technology.
Multilayer Packaging Films 2010 provides a unique opportunity to study the latest market trends and technologies.
Author: Dr Sally Humphreys, Business Development Manager, Applied Market Information
Email: sh@amiplastics.com
Contact for registrations: Mrs Margit Korsak, Conference Director
Email: mk@amiplastics-na.com
Applied Market Information LLC
Suite #204, 833 North Park Road
Wyomissing, PA, 19610
United States
Tel: +1 610 478 0800
Fax: +1 610 478 0900
Conference web site: http://www2.amiplastics.com/Events/Event.aspx?code=C341&sec=966

fevereiro, 2010
Empresas trabalham pela redução do uso de sacolas plásticas
Correio Lageano - Lages/SC - ECONOMIA - 16/02/2010
Brasília
As empresas brasileiras também podem reduzir a quantidade de sacolas plásticas produzidas, apostando na qualidade. Sacolas mais resistentes evitam o uso de mais de uma unidade na hora de levar para casa produtos mais pesados, como uma garrafa de refrigerante ou um saco de arroz.
Divulgar ações como essa e sensibilizar os empresários para o problema é uma das metas do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, criado por organizações como o Instituto Nacional do Plástico (INP). Vários supermercados já aderiram à iniciativa, que está presente em cidades como São Paulo, Salvador, Brasília, Porto Alegre e que neste ano será expandida para mais seis cidades.
Segundo o diretor superintendente do INP, Paulo D’acolina, desde 2007, quando foi criado o programa, houve redução de cerca de 16% no consumo de sacolas. "Isso porque havia desperdício", explica. O Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas terá aporte de R$ 19,6 milhões para investimento em comunicação e na ampliação de ações.
Além dos sacos plásticos, existe a preocupação com os sacos de papel. Observe, ao lado, um comparativo entre as embalagens.

fevereiro, 2010
Kassab veta proibição de sacos plásticos em São Paulo
Extra - RJ - Rio de Janeiro/RJ - ECONOMIA - 05/02/2010 - 07:59:00
Valor Online
SÃO PAULO - Em meio aos problemas das enchentes - que têm o excesso de lixo como uma de suas principais causas -, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), vetou projeto de lei de dois vereadores da base aliada que previa a proibição do uso de sacolas plásticas no comércio da capital paulista. De acordo com a proposta dos parlamentares Gilson Barreto e Claudinho de Souza (PSDB), a legislação obrigaria empresas a substituir os tradicionais sacos plásticos por embalagens reutilizáveis ou " confeccionadas com materiais de fontes renováveis ou recicláveis " .
Preservação ambiental e redução do volume de resíduos gerados na cidade eram os principais argumentos da matéria barrada por Kassab. Recentemente, prefeituras de Sorocaba, Osasco, Jundiaí e Guarulhos decretaram o fim da utilização das sacolinhas plásticas sob a mesma justificativa. Nessas cidades, está em andamento o processo de conscientização das empresas e consumidores para a substituição das sacolinhas por embalagens de papel ou feitas de material biodegradável ou reciclável.
Coincidentemente, uma das razões para o veto de Kassab ao projeto de lei nº 577, que tramitava na Câmara Municipal desde 2007, foi a questão ambiental. " A questão relativa ao uso de embalagens confeccionadas com materiais oriundos de fontes renováveis necessita de estudos mais aprofundados " , diz o texto.
" Não há garantia de que a substituição proposta pela mensagem resulte em prevenção, controle da poluição ambiental e proteção da qualidade do meio ambiente, uma vez que mesmo os materiais biodegradáveis geram resíduos tóxicos " , afirma também o prefeito em seu veto.
O Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida), apoiado pela indústria plástica brasileira, informou ontem que o prefeito também seguiu suas recomendações para vetar a proposta dos vereadores. De olho nos interesses econômicos do setor, a entidade tem brigado na Justiça contra leis que proíbem as sacolinhas em outras cidades. " Enfatizamos a importância econômica e social das sacolas plásticas, que são apontadas por 71% da população como o meio mais adequado de se carregar as compras e embalar o lixo doméstico " , diz nota da Plastivida.
(Luciano Máximo | Valor)

fevereiro, 2010
Norma para filmes estiráveis de PVC para contato com alimentos é publicada.
Boletim Eletrônico do Plástico no. 72 do INP
Em 19 de janeiro, foi publicada a revisão da ABNT NBR 15403, Filmes estiráveis de poli(cloreto de vinila) (PVC) para contato com alimentos – Requisitos e métodos de ensaio, elaborada pelo Organismo de Normalização Setorial de Embalagem e Acondicionamento Plásticos, com sede no INP – Instituto Nacional do Plástico
O documento estabelece as características físicas (matéria-prima, aspectos visuais, cor, tolerâncias dimensionais, gramatura), mecânicas (alongamento) e a identificação e quantificação de plastificantes, de acordo com as legislações sanitárias vigentes.
Para mais informações sobre como adquirir a Norma entre em contato com a ABNT - www.abnt.org.br

janeiro, 2010
Brasil é segundo país mais inovador em embalagem
Celulose Online - Ribeirão Preto/SP - NOTÍCIAS - 28/01/2010
28/01/2010 - O Brasil é o segundo país que mais lança novas embalagens por ano, perdendo somente para os Estados Unidos. Segundo levantamentos do Laboratório Global de Embalagem, da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o País saiu do sexto lugar, em 2008, para o segundo lugar, nos meses de janeiro e fevereiro de 2009. Foram mais de 20 mil embalagens inovadoras no ano passado, sendo 48% desse número no setor de alimentos. Como consequência desse desenvolvimento, o design brasileiro faturou sete Leões na edição de 2009 do maior festival de publicidade do mundo.
A indústria brasileira de embalagem teve, no ano passado, faturamento de R$ 36,6 bilhões contra R$33,5 bilhões no ano anterior. A principal participação foi do segmento de embalagens plásticas com 37,64%. Papelão ondulado e papel cartão foram o segundo colocado, com 28% de participação, seguidos por metálicas, com 16,94%, papel, com 7,12%, e vidro, com 5,23%.
Fonte:Brasilpack.Adaptado por Celulose Online.

janeiro, 2010
Com fusão BRASKEM/QUATTOR ABIEF propõe criação de agenda positiva
Maxpress - São Paulo - Economia - 25/01/2010
São Paulo, Janeiro de 2010 - A ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis) diante da agora anunciada fusão da Braskem com a Quattor entende a tendência mundial de diversos setores em direção à consolidação de empresas, visando o ganho de escala mundial.
Entretanto, é preciso entender também que o maior patrimônio deste setor, seja da 2ª ou de 3ª geração, é o seu mercado interno e o seu fortalecimento. Por isto a ABIEF propõe a criação de uma agenda positiva imediata que assegure que os ganhos de escala oriundos desta situação inédita serão compartilhados entre toda a cadeia produtiva do plástico.
Temos certeza que este tipo de encaminhamento será um fator preponderante para a robustez de nosso setor e para a geração de empregos e de renda. Enfim, será muito importante para a valorização da indústria brasileira do plástico.
*Alfredo Schmitt, empresário e presidente da ABIEF.
Sobre a ABIEF
A ABIEF (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis) existe há 31 anos com o objetivo de fomentar o mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental a partir do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. A entidade reúne 170 empresas de todo o Brasil fabricantes de filmes monocama, coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; embalagens especiais.

janeiro, 2010
Nova Braskem vai investir US$ 13 bi nos próximos sete anos
Valor Econômico - São Paulo - SP - Empresas - 25/01/2010
Ivo Ribeiro e Mônica Scaramuzzo, de São Paulo
Gustavo Lourenção/ Valor Gradin, presidente da empresa, vai receber da Petrobras lista tríplice com nomes para a diretoria de investimentos
A Nova Braskem, petroquímica líder nas Américas em produção de resinas com a incorporação da Quattor, em acordo oficializado na sexta-feira, surge com o desafio de viabilizar projetos de crescimento, no Brasil e exterior, estimados em US$ 13 bilhões no horizonte de sete anos. Esse valor envolve uma importante aquisição nos Estados Unidos, em fase final de negociação, parcerias na Venezuela e no México, e o desenvolvimento dos dois empreendimentos herdados na criação da empresa no novo arranjo societário feito com Petrobras - a petroquímica do Comperj, no Rio, e a de Suape, em Pernambuco. Ambos os projetos sofrerão estudos de revisão da Braskem no prazo de quatro meses.
A prioridade agora é efetivar a compra do ativo americano, pois a Braskem tem pressa de se posicionar nesse grande mercado, cujo consumo de plásticos é cinco vezes o do Brasil - foi de 24 milhões de toneladas em 2008. A entrada nesse país é considerada estratégicas para as ambições do grupo, que almeja ser o quinto produtor mundial em alguns anos. Conforme o Valor apurou, o negócio pode ser anunciado nas próximas semanas e o valor da aquisição pode ficar entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão. Para especialistas, faz mais sentido à companhia entrar nos EUA com fábrica de porte médio para poder competir com as gigantes locais, como ExxoMobil, Dow, ChevronPhilips e LyondellBasel.
A empresa reiterou várias vezes que vem analisando vários ativos há um ano, desde pequenos e médios até um de grande porte. Este último é uma compra mais complexa e de maior demanda de capital, pois seria integrado com uma central de matérias-primas. Segundo informações, a Braskem avaliou desde operações da Dow até a Sunoco Chemicals, área química e petroquímica da petrolífera Sunoco que pôs esse ativo à venda desde o fim de 2008. Sediada na Pensilvânia, essa divisão faz 1,2 milhão de toneladas de polipropileno ao ano. Executivos da Braskem não confirmam nem desmentem essas informações, porém evitam dar detalhes, alegando acordos confidenciais.
Bernardo Gradin, presidente da Braskem que foi indicado pelo principal acionista, a Odebrecht, para ficar á frente da Nova Braskem, afirmou que o acordo amarrado com a estatal preservou o plano de internacionalização da companhia. "Assumimos o compromisso de analisar, fazer desdobramentos e desenvolver junto com Petrobras as petroquímicas do Comperj e Suape, mas a estruturação financeira desses dois projetos não pode comprometer a capacidade de crescimento da Braskem no exterior". Segundo o executivo, eles têm de ser autofinanciados.
Com a incorporação da elevada dívida da Quattor, de quase R$ 7 bilhões, e após aumentos de capital previstos, de até R$ 5 bilhões (se houver adesão de minoritários), a Braskem ficará com um nível de endividamento no limite para não afetar seus covenants (cláusulas) financeiros. Se tiver sucesso na adesão maciça, a relação dívida líquida sobre resultado operacional (lajida) será de 2,83 vezes.
O executivo informa que nesse patamar a Braskem tem condições de firmar uma aquisição do que chama de ativo de porte médio, com recursos próprios e algum endividamento local. "O próprio ativo seria a garantia dos recursos", afirmou ao Valor. Entre alternativas de financiamento, cita fundos de investimento e até de private equity e admite recorrer ao apoio que o BNDES tem dado para promover a expansão de grupos nacionais fora do país. O JBS Friboi é um caso de internacionalização, no próprio EUA, com a participação do banco. Luciano Coutinho, presidente do BNDES, já disse que ofereceu apoio a grupos brasileiros para buscar ativos no exterior. No momento, por exemplo, a CSN negocia a aquisição da cimenteira Cimpor, de Portugal, por US$ 5,5 bilhões.
Para um investimento grande, a Braskem teria de recorrer aos acionistas para nova estruturação de capital. Um das opções seria novo aumento de capital, podendo, por exemplo, fazer emissão de debêntures. Gradin descarta uma operação com troca de ações. "Mas estamos abertos para fazer joint ventures."
Quanto ao Comperj, na essência a Nova Braskem vai poder redesenhar a parte petroquímica desse projeto, que envolve uma central produtora de matérias-primas com nafta oriunda da refinaria de óleo pesado, fábricas de resinas e projetos de parceiros, como unidade de óxido de eteno. Vai também reavaliar o projeto de Suape, o qual já se encontra em implantação. "Ainda vamos conhecer esses projetos nos próximos 120 dias", afirmou Gradin.
Pela configuração atual, dizem especialistas ouvidos pelo Valor, a fase petroquímica do Comperj pode custar de US$ 2,5 bilhões a US$ 3 bilhões, abrigando fábrica de eteno de mais de 1 milhão de toneladas e unidades de resinas polietileno e polipropileno de 850 mil toneladas cada uma. Em Suape, com investimento de R$ 4 bilhões (US$ 2,2 bilhões), estão previstas três unidades industriais - fabricação de PTA (700 mil toneladas), matéria-prima que o Brasil é importador; resina PET (450 mil), usada na fabricação de embalagens; e polímeros têxteis (240 mil). "Para não comprometer nosso caixa, vamos entrar em degraus e reavaliar várias premissas, como demanda interna, oferta global, competitividade, entre outras", disse o presidente da Braskem.
O projeto do México, com o grupo local Idesa, em vias de assinatura da constituição da empresa, está estimado em US$ 2,5 bilhões para uma petroquímica integrada em Veracurz, com produção de 1 milhão de toneladas de polietileno a partir de 2015. Na Venezuela, em joint venture com a Pequiven, a Braskem desenvolve dois complexos de resinas - Propilsur, para 455 mil toneladas de polipropileno, e Polimérica, para 1,1 milhão de toneladas de polietileno. Orçados em US$ 4 bilhões, com a crise sofreram adiamento, para ajustes da estrutura financeira, de até dois anos, para depois de 2013.
Em ambos os países, a empresa busca fontes de matérias-primas com custo mais competitivo, à base de gás. No Brasil, predomina a nafta, da qual a Petrobras é fornecedora de mais de 60% do volume consumido nas centrais. A fórmula de preço desse insumo fez parte até certo ponto das negociações de criação da Nova Braskem, mas optou-se por deixá-la de lado por ser um tema bem polêmico. Manteve-se o contrato atual, de nove anos, com preço reajustado mensalmente, tendo como principal referência a variação do preço internacional do petróleo.
Esses projetos, se efetivados, praticamente dobram o tamanho atual da nova petroquímica na produção de resinas termoplásticas (PE, PP e PVC). Após a fusão com Quattor, sua capacidade atingiu 5,5 milhões de toneladas.
Na nova Braskem, além de Gradin, a Odebrecht, que terá 50,19% do capital votante e de 34% a 38% do capital total, garantiu a indicação também do diretor financeiro. A Petrobras indicará o diretor de investimentos e portfólio. Mesmo assim, a estatal apresentará uma lista tríplice de nomes, da qual Gradin escolherá um para ocupar essa diretoria. Os quatro demais diretores serão escolhidos pelo presidente, sob o consenso dos dois acionistas. Buscou-se garantir uma gestão profissional à empresa, bem como uma cara privada. As decisões, tanto na holding BRK que abriga as ações de Braskem pertencentes aos dois sócios, quanto na nova companhia, serão definidas por consenso entre eles. A Odebrecht ficou com 53,8% da BRK e a estatal com 46,2%. "A Petrobras deixou de ser minoritário relevante para ser acionista atuante", disse seu presidente, José Sérgio Gabrielli, na sexta-feira.
A aliança entre o grupo construtor baiano e a estatal criou a gigante petroquímica brasileira, dona de 100% da fabricação de resinas no país, com receita bruta de R$ 25,8 bilhões e resultado operacional (lajida) de R$ 2,9 bilhões, em base anual, até 30 de setembro. Opera 26 unidades industriais de primeira e segunda geração. O negócio levou quase seis meses para ser fechado e o desfecho acabou com a saída da família Geyer desse setor.

janeiro, 2010
Indústria começa 2010 pressionada
O Estado de S. Paulo - Economia - 24/01/2010
Márcia De Chiara
Alta de preços de resinas, cobre, aço e mão de obra chega a 10% .
As indústrias de eletrodomésticos, eletrônicos, eletroportáteis e veículos começaram o ano pressionadas por aumentos de custos. Os reajustes de preços negociados entre fornecedores de matérias-primas - como aço, cobre, resinas plásticas - e as empresas são de até 10% para este mês. Mas os aumentos ainda não apareceram claramente nos índices que medem a inflação no atacado.
Além da alta de preços de matérias-primas básicas, a indústria de transformação sente os efeitos do aumento do salário mínimo, que subiu 9,68% a partir do início do mês, e também da formação dos grandes conglomerados na produção de insumos industriais.
Antes mesmo do anúncio oficial da compra da Quattor pela Braskem, ocorrido na sexta-feira dando origem à oitava maior petroquímica do mundo, a indústria já atribuía os reajustes de preços entre 6% e 10% do polietileno e do polipropileno à formação desse grande monopólio na produção de resinas plásticas. Mundialmente, dizem fabricantes de bens duráveis, há ociosidade na indústria petroquímica e grande oferta de resinas. Portanto, essa condição de mercado não justificaria elevação de preço.
De acordo com duas grandes indústrias compradoras de resinas que não querem ser identificadas, o preço da tonelada de polipropileno passou de R$ 3,5 mil em dezembro para R$ 3,7 mil este mês. Procurada pelo Estado antes do anúncio do negócio, a Quattor informou que não comentaria os aumentos. A diretoria da Braskem, em meio ao anúncio da compra da concorrente, não teve disponibilidade para atender à reportagem na sexta-feira.
O polipropileno e o polietileno são matérias-primas presentes na fabricação da maioria dos bens duráveis e não duráveis. Do gabinete da TV ao para-choque de carro, passando pela embalagem do biscoito, todos esses itens contêm resinas.
O presidente da Volkswagen, Thomas Schmall, confirma que a montadora negocia com os fornecedores de polipropileno reajustes de preços nesse início de ano. Segundo ele, caso o preço aumente muito, a empresa não descarta a possibilidade de avaliar a importação da matéria-prima.
Segundo outra indústria consumidora de resina, importar o produto é economicamente inviável por causa do custo elevado. Um dos motivos do encarecimento das resinas compradas no exterior é o Imposto de Importação que está hoje em 14%. Além disso, os fornecedores que poderiam garantir regularidade no fornecimento da resina, como os países do Oriente Médio e os Estados Unidos, ficam muito distantes, o que encarece o frete e o preço final.
Schmall ressalta que, no caso do aço, a Volkswagen já usou a importação para conter reajuste de preço. No ano passado, a empresa importou o equivalente a 20% de todo o aço usado na produção dos veículos da marca. O aço vem principalmente da China e da Índia, "e chega ao País pouco mais barato que o nacional", diz Schmall.
Em dezembro, a Volks foi notificada por fornecedores de aço por causa de reajustes de 7% a 10% e teve de negociar o aumento. Na ocasião, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ameaçou com a volta da redução do Imposto de Importação. Hoje a alíquota vai até 12%.
Mesmo sem a redução do imposto, é possível importar aço 8% mais barato que o nacional, nas contas do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). A indústria de autopeças é outra que se diz pressionada com novos aumentos de preços em diversas matérias-primas.
Usiminas e CSN, duas das gigantes da siderurgia, não confirmam os aumentos de preços do aço. "Não existe nenhum aumento no preço do aço em janeiro", informa a Usiminas por meio de comunicado. A CSN diz, por meio de sua assessoria, que não comenta a questão. O Instituto Aço Brasil (IABr) alegou falta de agenda do porta-voz para esclarecer a pressão por aumentos.
Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), que reúne os maiores fabricantes de eletrodomésticos e eletroeletrônicos de consumo do País, confirma que os seus associados sentem pressões por reajustes de preços neste início de ano em aço, resinas e cobre.
O preço do cobre, usado na maioria dos aparelhos elétricos, subiu 9% em reais nos últimos 30 dias, segundo o presidente da Associação Brasileira do Cobre (ABC), Sergio Aredes. Ele atribui o movimento à elevação dos preços no mercado internacional em razão do aumento da demanda da China e demais países asiáticos e da especulação que está ocorrendo no mercado de commodities.
De acordo com Aredes, menos de 2% da alta do preço do cobre tem sido repassada para os compradores de fios, cabos, chapas e barras de cobre. "Está difícil repassar a alta de custos para os preços", afirma Aredes.
Com isso, diz ele, a indústria do cobre tem de absorver boa parte dos aumentos de preços do mercado externo, abrindo mão das margens de comercialização.

janeiro, 2010
Nasce a 8a. maior petroquímica
Correio Braziliense Online - Brasília - DF - 23/01/2010
Incorporação da Quattor pela Braskem, um negócio de R$ 870 milhões, cria gigante em resinas plásticas na América Latina e monopólio no país. Petrobras detém 40% do capital.
A Braskem anunciou ontem a incorporação da rival Quattor, em uma operação que cria a maior petroquímica da América Latina. A empresa fará um aumento de capital de até R$ 5 bilhões, com garantia de aporte de R$ 3,5 bilhões pelos dois principais sócios, Odebrecht e Petrobras. "No ranking global, ficamos entre as 10 maiores petroquímicas, precisamente em oitavo lugar", disse o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, que continuará no comando do grupo. O executivo não informou o montante das sinergias previstas pela união das empresas.
Segundo ele, a Braskem segue em busca de ativos no exterior, especialmente na América do Norte, para compras. A aquisição da Quattor vinha sendo costurada há meses e esbarrava em questões societárias por disputas na família Geyer, que detinha o controle da empresa por meio da Unipar. Pelo acordo firmado, a Braskem vai adquirir 60% das ações ordinárias da Quattor que pertencem à Unipar por R$ 647,3 milhões, além de assumir obrigações com o BNDESPar, braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No total, o negócio envolveu R$ 870 milhões.A Petrobras detém os 40% restantes do capital votante da Quattor, que serão repassados à Braskem em troca de ações de sua emissão para a estatal. Com a Quattor, a Braskem terá uma capacidade de produção anual de 5,5 milhões de toneladas de resinas plásticas em 26 fábricas, praticamente um monopólio no país.CadeApesar do domínio no mercado, o vice-presidente financeiro da Braskem, Carlos Fadigas, descarta dificuldades de aprovação do negócio pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômico (Cade). Segundo ele, nos processos de formação tanto da Braskem quanto da Quattor, originadas pela união de vários ativos petroquímicos, o órgão entendeu que se trata de uma indústria que compete em escala global. "O mercado é mundial. Não há motivo para se falar apenas de market share no Brasil", afirmou.Como parte do processo de compra da Quattor, a Braskem fará um aumento de capital de R$ 4,5 bilhões a R$ 5 bilhões para reforçar sua estrutura de capital e manter a flexibilidade financeira da petroquímica. A Odebrecht se comprometeu a entrar com R$ 1 bilhão e a Petrobras, com R$ 2,5 bilhões. O preço de emissão das novas ações foi determinado em R$ 14,40 e os minoritários terão assegurado o direito de preferência de subscrição.Considerando que o aumento de capital da petroquímica fique no centro da faixa estimada, a Petrobras terá, após toda a reorganização societária, 40% do capital votante da Braskem, segundo Fadigas. Nesse cenário, a Odebrech ficaria com 36% do capital total e a Petrobras, com 34%. Atualmente, a Odebrecht possui 38,4% do capital total da Braskem e a estatal, outros 25,4%. Seja qual for o volume final do aumento de capital, a Odebrecht ficará com 50,1% do capital votante da Braskem, assegurando que a petroquímica continue sob controle privado.DívidaO vice-presidente financeiro da Braskem afirmou que atualmente a dívida líquida de Braskem e Quattor juntas é de cerca de R$ 13 bilhões. Se o aumento de capital atingir o máximo previsto, a volume cairá para ao redor de R$ 8 bilhões. Conforme Fadigas, a Braskem terá em caixa, após o aumento de capital e a incorporação da Quattor, dinheiro suficiente para quitar as dívidas do grupo com vencimento nos próximos dois a três anos.AplicaçãoAs resinas são produzidas a partir de insumos básicos como o eteno e o propeno. O produto serve para a fabricação de embalagens, brinquedos, componentes automotivos, utilidades domésticas, peças para eletroeletrônicos e construção civil - entre uma infinidade de outras aplicações - e representa a terceira etapa da cadeia produtiva do petróleo.

janeiro, 2010
Belo Horizonte sediará pela primeira vez a Associação “Quatro Motores para a Europa”, nos dias 04 e 05 de fevereiro de 2010, no hotel Mercure Lourdes, onde serão realizados encontros empresariais, científico-acadêmicos e governamentais.
A iniciativa se insere no programa da “Quatro Motores para a Europa”, criada em 1988, pelas Regiões Lombardia (Itália), Rhône-Alpes (França), Catalunha (Espanha) e Baden-Württemberg (Alemanha), em parceria com Flandres (Bélgica) e Gales (Reino Unido). Atualmente a Presidência desta Associação é a Lombardia e em função do Acordo firmado anteriormente com esta Região, Minas Gerais foi eleita como destino, sendo o setor agroindustrial o foco da missão.
As principais atividades a serem realizadas são:
Seminário técnico europeu focado nas oportunidades da agroindústria incluso a apresentação do perfil econômico dos respectivos Governos;
Rodada de Negócios com empresários europeus
Encontros técnicos com Centros de Pesquisa e Universidades da Europa.
Participe também deste momento e agende seu encontro! A participação é gratuita e as vagas são limitadas.
www.italiabrasil.com.br/quatromotores/
Mais informações:
Bianca Di Gioia / bianca.digioia@italiabrasil.com.br / (31) 3287-2211
Sílvia Vilhena / silvia.vilhena@italiabrasil.com.br / (31) 3287-5191

janeiro, 2010
Indústrias de plástico esperam faturar 5% mais este ano
AGORA WEB – MS – 18/01/2010
As indústrias que fabricam plástico em Mato Grosso do Sul esperam faturar neste ano 5% mais que em 2009, segundo informações do Sindicato das Indústrias de Plásticos e Petroquímicos de Mato Grosso do Sul (Sindiplast/MS) .
“Este ano deve ser de avanços para o setor, que é relativamente novo no Estado”, ressaltou o presidente Sílvio Roberto Padovani.
Segundo ele, Mato Grosso do Sul tem hoje 30 empresas do segmento que juntas empregam cerca de dois mil profissionais. “O setor é forte e tem potencialidades, mas estamos nos organizando agora em Mato Grosso do Sul com o apoio da Fiems. Por isso, acreditamos que 2010 será um ano de consolidação”, explicou, acrescentando que o Sindiplast está fazendo um levantamento da capacidade de produção e abastecimento das empresas sul-mato-grossenses.
Para o presidente do Sindiplast/MS, 2010 também será um ano de importantes discussões e definições para o futuro do setor no Estado. “A Assembléia Legislativa já aprovou em primeira votação o projeto que dispõe sobre a proibição do fornecimento gratuito de sacolas plásticas pelos estabelecimentos comerciais do Estado e isso pode trazer muitas implicações”, lembrou, referindo-se ao Projeto de Lei nº 195/09, de autoria do deputado estadual Paulo Duarte), aprovado em primeiro turno em 17 de dezembro do ano passado.
Ele destacou ainda que a matéria, de suma importância para o segmento, recebeu atenção da Fiems, que reuniu no mês de outubro do ano passado empresários e representantes do segmento de plástico de Mato Grosso do Sul, além de autoridades políticas para oportunizar um debate sobre o projeto de lei. Na oportunidade, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, ressaltou que a intenção ao promover o encontro foi o de colaborar na criação de leis que vão interferir diretamente no setor produtivo.
Uma preocupação do setor é quanto o projeto que visa proibir a distribuição de sacolas plásticas. “Impacta diretamente no setor produtivo, por isso nossa preocupação em promover debates sobre o assunto para que possamos equacionar de forma racional o desenvolvimento industrial com o desenvolvimento sustentável”, ponderou Longen na abertura do evento, acrescentando a preocupação é garantir a sobrevivência das empresas em mercados cada vez mais competitivos e mais regulados por critérios não financeiros. ”Nossas indústrias precisam ter estampadas à reputação de empresas éticas, transparentes, socialmente responsáveis e sustentáveis”, afirmou.
O presidente do Sindiplast/MS finalizou declarando que o debate é muito pertinente e requer atenção por causa dos impactos que pode trazer para o setor. “A indústria plástica acredita na sustentabilidade do plástico com a utilidade, descarte e reciclagem, preservando assim os empregos gerados pelo segmento com condições adequadas de consumo do conteúdo que a sacola transporta e ainda preservando o meio ambiente”, disse, citando as ecobags ou sacolas retornáveis.
“São sacolas verdadeiramente sustentáveis, feitas com diversos tipos de plásticos, uma opção que combina leveza, resistência, durabilidade, segurança, praticidade e versatilidade”, completou.

janeiro, 2010
ABIEF é apoiadora do primeiro livro com conteúdo completo sobre embalagens em português
A Abief incentiva o conhecimento dos profissionais do setor e é apoiadora do Livro Embalagens: Design, Materiais, Processos e Máquinas - publicação do Instituto de Embalagens .® - o 1º livro sobre embalagens completo em português. São 336 páginas, em linguagem acessível, escritas por profissionais que são referência em suas áreas de atuação e conhecem o contexto e o momento do mercado em que vivemos. Conteúdo sobre tendências, inovações, design, impressão, materiais, processos, máquinas e meio ambiente. Voltado para designers, profissionais da indústria (usuários finais de embalagem) e convertedores. (www.institutodeembalagens.com.br).

janeiro, 2010
Artigo: O que nos dizem os lançamentos de embalagem em 2009
Professional Publish - São Paulo/SP - NOTÍCIAS - 16/01/2010 - 10:46:14
Por Fábio Mestriner*
O relatório consolidado com os lançamentos mundiais de embalagem em 2009, elaborado pelo Laboratório de Embalagem da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), traz informações importantes que nos mostram como os hábitos de consumo no mundo estão orientando as empresas e direcionando os lançamentos de novas embalagens.Em primeiro lugar ficou evidente que a partir do terceiro trimestre de 2009 a crise internacional arrefeceu e os principais países voltaram a lançar embalagens num ritmo superior ao que vinham lançando antes da crise.O Brasil foi o 4º país que mais lançou embalagens no mundo no ano. Nosso país está entre os maiores mercados do mundo nas principais categorias de consumo e a competição por aqui é muito acirrada.No caso da embalagem, nós temos nível internacional e seguimos as principais tendências mundiais. O forte dinamismo do mercado brasileiro fez com que o Brasil, que ocupava o 6º lugar entre os países que mais lançaram embalagens em 2008, saltasse para o 4º lugar em 2009.Durante a crise, o Brasil chegou a ocupar por seis meses consecutivos a segunda posição, pois enquanto o mundo desacelerava os lançamentos, aqui acontecia o contrário. No total os lançamentos cresceram 18% em relação ao ano anterior com 274.273 novas embalagens sendo lançadas em 2009.Quando olhamos para as categorias onde está ocorrendo o maior número de lançamentos, somos surpreendidos pela constatação que sete entre as dez categorias top em lançamentos são ocupadas por produtos cosméticos e de cuidado pessoal. Para se ter uma ideia da importância desta informação, há cinco anos o ranking dos Top 10 mostrava exatamente o contrário, ou seja, apenas três entre os dez eram cosméticos.Isto indica que as indústrias deste setor dominaram os lançamentos em 2009 graças à proeminência da mulher na sociedade de consumo. O produto líder absoluto no número de lançamentos é o batom, seguido de creme facial... A atuação cada vez mais ativa da mulher no trabalho, estudo e atividades fora de casa tem tido um grande impacto no perfil dos lançamentos.As quatro empresas que mais lançaram produtos em 2009 atuam no segmento de cuidados pessoais e cosméticos. Em consequência disto, quando analisamos o posicionamento dos produtos mais lançados, verificamos que o Botanic/Herbal é o posicionamento mais adotado, ficando o posicionamento “com efeito hidratante” em terceiro lugar.O conjunto de categorias com maior número de lançamentos acaba impactando os demais quadros comparativos que montamos, pois influenciam em praticamente todos os aspectos.Os dados dos 15 quadros cobertos pela análise do laboratório indicam ainda que a participação das marcas próprias nos lançamentos vem crescendo consistentemente nos últimos cinco anos, passando de 13% do total de lançamentos em 2005 para 18% em 2009. No Brasil as marcas próprias representaram 11% das cerca de 13.700 embalagens lançadas no ano.Quando focamos nossas análises nos tipos de embalagens e materiais mais adotados nos lançamentos, verificamos que os frascos, embalagens flexíveis e bisnagas lideram o ranking com o plástico, seguido do vidro e do cartão sendo os materiais mais adotados.Um ponto que chamou nossa atenção nesta análise foi o posicionamento ético/ambiental, que pela primeira vez entra no quadro dos Top 10, posicionamentos mais adotados nas embalagens lançadas.Ao destacar estes aspectos no texto das embalagens, os fabricantes demonstram que a preocupação com este tema já chegou ao nível da ação, pois até agora havia muito discurso e pouca prática nesta questão.Quando vemos os lançamentos destacarem efetivamente os aspectos éticos dos produtos e as características ambientais das embalagens, percebemos que algo está mudando de fato. Isto é o que de mais importante nos dizem os lançamentos mundiais de embalagem em 2009.* Fábio Mestriner é designer, professor coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, professor do Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Embalagem da Escola de Engenharia Mauá e coordenador do Comitê de Estudos Estratégicos da Associação Brasileira de Embalagem (Abre).Fonte: www.designbrasil.org.brPublicado em 16/01/10

janeiro, 2010
Mato Grosso adota atitude exemplar
Mensagens educativas são impressas nas sacolas plásticas
Fonte: PLASTIVIDA – 13/01/2010
O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, sancionou em dezembro a Lei 9271/09, obrigando a indústria e o varejo a imprimir, na face externa de um dos lados das sacolas plásticas, informações educativas sobre a coleta seletiva de lixo.
O autor do projeto de lei, deputado estadual Dilceu Dal’Bosco (DEM), desejava originalmente obrigar o uso de sacolas oxidegradáveis. Entretanto, a Plastivida propôs alterações estimulando a coleta seletiva e a reciclagem.
Além dos contatos pessoais mantidos, o assessor do Dep. Dal’Bosco, a nosso convite, esteve presente na conferência do Prof.º Joseph Greene da Universidade da Califórnia sobre a questão dos oxidegradáveis, em São Paulo. Destaque-se também que em outubro de 2009 a Plastivida proferiu uma apresentação na UFMT - Universidade Federal de Mato Grosso, quando estiveram presentes representantes de vários escalões do Governo, ocasião em que abordamos o tema acima mencionado.
A Plastivida congratula-se com o governo do Estado de Mato Grosso pela adoção dessa medida exemplar em favor do meio ambiente.

janeiro, 2010
PROGRAMA DE CONSCIENTIZAÇÃO PARA USO DE SACOLA TERÁ R$ 14 MI ATÉ 2011
Agência Estado - 05/01/2010
O programa de conscientização para o uso correto de sacolas plásticas terá orçamento de R$ 14 milhões para os anos de 2010 e 2011. O montante faz parte do plano de R$ 19,6 milhões a serem investidos no triênio 2009-2011 e será utilizado para ampliar a abrangência da iniciativa, que no próximo ano deve chegar a redes varejistas instaladas nas capitais do Rio de Janeiro, de Santa Catarina e Pernambuco. O projeto iniciado em 2008 já envolveu até o momento mais de 50 lojas em São Paulo, Rio Grande do Sul, Salvador, Goiânia e Brasília e, segundo pesquisas promovidas pelo grupo idealizador da iniciativa, encabeçado pela Plastivida, contribuiu para reduzir em pelo menos 10% o consumo nas lojas participantes do trabalho. "Esses números mostram que nossa meta de reduzir o consumo de sacolas em 30% durante um ano é perfeitamente atingível", afirma o presidente da entidade, Francisco de Assis Esmeraldo. Os números do setor mostram que a campanha já começa a colher os primeiros resultados. Segundo dados da Plastivida, o consumo de sacolas encolheu de 17,9 bilhões de unidades em 2007 para 16,4 bilhões unidades em 2008. Para 2009, as estimativas apontam que o mercado de sacolas plásticas pode encolher para 15 bilhões de unidades. "Achamos que grande parte da queda ocorreu em decorrência da campanha", destaca Assis, para depois assumir que o movimento de repudio às sacolas que está sendo promovido por algumas entidades também tem impacto nos números. A menor utilização de sacolas tende a frear a ofensiva contra o consumo do produto em redes varejistas ao mesmo tempo em que deve beneficiar a produção de sacolas fabricadas de acordo com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). As especificações determinam que as sacolas sejam mais resistentes, o que exige uma maior gramatura para o produto. Na prática, isso significa que uma queda de até 20% no consumo de sacolas pode ser compensada pela maior utilização de resinas por sacola, o que reduz o impacto da campanha para as petroquímicas. Atualmente, conforme estimativas da Plastivida, a produção de sacolas certificadas já alcança 3 bilhões de unidades por ano, quase 20% do mercado nacional, com tendência de crescimento. "Hoje temos nove fabricantes que podem atender até 80% da demanda do mercado", ressalta Assis, descartando qualquer preocupação em relação a desabastecimento do mercado. Para 2010, a entidade prevê que outras seis fabricantes deverão ser credenciadas para a produção das sacolas adequadas às normas. Além do aumento da oferta desses produtos, Assis acredita que a demanda por sacolas continuará a cair no próximo ano, o que reduzirá ainda mais a participação de produtos impróprios ao consumo no total das vendas do setor. "Vamos intensificar o projeto no próximo ano para reduzirmos o consumo para aproximadamente 13,5 bilhões de unidades", diz. A meta, caso atingida, representará uma queda de quase 25% em relação à demanda registrada em 2007, ano anterior ao início da campanha. Informou a Agência Estado.

janeiro, 2010
Nível de uso da capacidade da indústria indica recuperação consistente.
Valor Econômico - 05/01/2010
Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) revelou que o nível de utilização da capacidade da indústria de transformação ficou em 83,8% em dezembro. Apenas para comparação, em julho, esse percentual havia sido de 79,9% e, em novembro, de 82,9%. Dentre os quatro segmentos pesquisados, na comparação entre o último mês do ano e o penúltimo, apenas um registrou alta, o de Bens de Capital, que passou de 77,9% para 80,9%. Bens Intermediários ficou estável em 84%, Bens de Consumo caiu de 86,5% para 85,8%, e Material para Construção passou de 88,5% para 86,2%. Na opinião de Jorge Braga, coordenador técnico de sondagens do Instituto de Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, como Bens de Capital se refere à aquisição de máquinas e equipamentos, os resultados apontam para uma recuperação sólida da economia do País. Segundo Braga, apenas quando o nível de utilização da capacidade é superior a 90% causa preocupação. Em dezembro, este foi o caso do item Bens de Consumo Duráveis, que engloba produtos beneficiados por incentivos do governo como eletrodomésticos e automóveis, com 91%, percentual um pouco inferior aos 91,4% registrados em novembro. Por fim, o estudo mostrou que, apesar da gradual recuperação no nível de utilização da capacidade, o indicador geral (83,9%) ainda não retornou ao nível pré-crise, quando, em junho de 2008, foi registrado o recorde histórico de 86,7%. Informou o Valor Econômico.

dezembro, 2009
Redução no uso de sacolas
Fórum SC - - MEIO AMBIENTE - 08/12/2009
O consumo de sacolas plásticas nas redes Pão de Açúcar, Carrefour e Caíque em Brasília reduziu em 11%, em apenas um mês de duração do Projeto Piloto do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas desenvolvido pela Plastivida, INP e ABIEF. O resultado equivale a 37% da meta prevista de 30% no prazo de 1 ano.
A informação foi dada pelo presidente da Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo, ao fazer uma apresentação em 20 de novembro, na Celebração do Dia Nacional de Supermercados 2009, quando também discorreu entre outros temas, sobre os excelentes resultados que vêm sendo obtidos pelo Programa, que reduziu o consumo das sacolas plásticas de 17,9 bilhões em 2007 para 16,4 bilhões em 2008.
O evento patrocinado pela ASBRA - Associação de Supermercados de Brasília e pelo SINDSUPER-DF -Sindicato dos Supermercados do Distrito Federal se realizou no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, na capital federal.
Assistiram à apresentação da Plastivida 420 pessoas, a maioria constituída de supermercadistas, além de secretários do governo, legisladores e membros de órgãos governamentais expressivos.
Também fizeram apresentações o secretário de Governo do Distrito Federal, José Humberto Pires de Araújo, sobre Uma Visão Empresarial Aplicada à Administração Pública e o jornalista-âncora do programa Manhattan Connection, Ricardo Amorim, sobre Grandes Transformações na Política e na Economia Mundiais e Oportunidades de Negócios no Brasil.
O presidente da Plastivida ainda concedeu entrevistas para veículos como TV Globo, Rádio Nacional e Band News, além de outras mídias, representantes de entidades e universidades.
Acesse: www.plastivida.org.br/2009/Projetos_EcobagPlastico.aspx

dezembro, 2009
ENVOLVERD
Florianópolis recebe programa de consumo consciente de sacolas plásticas em 2010 E - WEB - 08/12/09
A cidade do Florianópolis (SC) será uma das capitais brasileiras que receberão, em 2010, o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas que visa incentivar o fornecimento de sacolinhas feitas dentro da Norma Técnica ABNT 14.937, junto ao varejo, e conscientizar a população sobre seu uso e descarte responsáveis.
O Programa, uma parceria iniciada em 2008 entre a indústria do plástico e o varejo, já apresenta redução significativa no consumo de sacolas plásticas. Em 2007, foram usadas 17,9 bilhões de unidades e, em 2008, esse número caiu para 16,4 bilhões de sacolinhas. Para este ano, a entidade estima um total de 15 bilhões de unidades, o que representa 16.5% de redução no período. O programa já foi implantado em São Paulo, Salvador, Porto Alegre, Brasília e Goiânia.
Visite o site da Plastivida: http://www.plastivida.org.br
Acompanhe as dicas de reciclagem dos plásticos no Twitter: http://twitter.com/recicleideias

dezembro, 2009
Natal aquece setor de embalagens
GAZETA DO POVO - WEB - 06/12/09
Vendas em alta devem continuar no primeiro trimestre de 2010, afirmam as fabricantes
As encomendas de Natal e a retomada do crescimento estão puxando as vendas do setor de embalagens, considerado um dos termômetros da atividade econômica.
As vendas de papelão ondulado bateram em outubro – último dado disponível – o recorde mensal do setor, com 223,8 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO). O volume é 7,52% superior ao do mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, porém, a queda está em 3,17%. A ABPO diz, no entanto, que o último trimestre forte deve fazer com que as vendas empatem com as do ano passado.
No mercado de embalagens plásticas, as fabricantes vêm registrando aumento de até 20% no ritmo de encomendas em relação ao mesmo período do ano passado. “A procura está surpreendendo”, diz Denise Dybas Dias, presidente da Dyplast Indústria e Comércio de Plásticos, com fábrica na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Fabricante de embalagens para as indústrias de alimentos, automóveis, vestuário e metais sanitários, a empresa, que estava produzindo 150 toneladas por mês, elevou o ritmo para 210 toneladas por mês.
Crescimento
De acordo com Denise, que também é presidente do Sindicado da Indústria de Material Plástico do Paraná (Simpep), o bom resultado deve fazer com que o setor de plástico cresça entre 7% e 8% neste ano no estado. O último trimestre é considerado o período mais forte de vendas do ano e serve também para antecipar como será o ritmo da indústria no próximo ano. “Acreditamos que vamos entrar 2010 com a demanda bastante aquecida”, diz Valmor Picolo, gerente da Zivalplast fabricante de embalagens plásticas de Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba.
De acordo com ele, as encomendas estão entre 10% e 15% superiores às do ano passado. “Ampliamos nossa capacidade, mas mesmo assim estamos tendo que negar pedidos por falta de espaço na produção”, diz ele, que aumentou em 15% o quadro de funcionários, para 365 pessoas.
Maior fabricante de papéis para embalagens do país, a Klabin registrou um crescimento de 5% nas vendas no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado e de 23% em comparação com o segundo, para 243 mil toneladas.
2010
As fabricantes preveem vendas fortes também em 2010, em especial no primeiro trimestre, período tradicionalmente fraco, marcado por férias coletivas e demissões de temporários. “No primeiro trimestre de 2010 devemos alcançar os patamares produtivos de setembro de 2008, antes da crise”, diz a diretora-executiva da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens (Abre), Luciana Pellegrino.

novembro, 2009
XXVI Encontro Nacional do Plástico reúne associações
XXVI Encontro Nacional do Plástico será realizado no dia 04 de dezembro, na Mansão França - Avenida Angélica, 750 – São Paulo/SP. O evento contará com a participação de importantes entidades do setor como a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief) , a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Poliolefínicas (Afipol). Juntas, as empresas formam uma grande e significativa cadeia de transformação de material plástico.
Abief - Um dos principais objetivos da ABIEF é o de promover a integração de toda a cadeia, desde as petroquímicas incluindo, se possível, a Petrobras, até a empresa usuária de embalagem.
Abiplast - Como representante de um setor que congrega 11.200 empresas e gera mais de 300 mil empregos diretos, tem consciência da importância da sua atuação para que a indústria do plástico alcance novos patamares de produção.
Afipol - reúne hoje 40 empresas especializadas na conversão de resinas termoplásticas para a produção de sacaria de ráfia, contentores flexíveis, cordas, fibras, redes e tecidos técnicos.
Para participar entre no site da ABIPLAST www.abiplast.org.br ou ligue para (11) 3060-9688 e faça sua inscrição.

Novembro, 2009
Primeira edição da Fispal Bahia comprova potencial de crescimento da região
A primeira edição da Fispal Bahia - Feira Internacional de Produtos, Embalagens, Equipamentos, Acessórios e Serviços para Alimentação, realizada no final de Outubro em Salvador, atestou o potencial de crescimento das regiões Norte e Nordeste. O evento atraiu quase 27 mil visitantes em busca de novidades em produtos, serviços e processos que contribuam para ampliar a presença do Estado nos diversos setores do food service. A expectativa da Brazil Trade Shows (BTS), promotora do evento, é que sejam gerados negócios da ordem de R$ 1,1 bilhão no período de seis a 12 meses para os 350 expositores presentes ao Centro de Convenções da Bahia.
“Os números e a boa receptividade do público sinalizam que a Fispal Bahia está no caminho certo e ainda tem muito espaço para crescer.” A decisão de levar a Fispal para a Bahia foi mais que acertada, avalia Marco Antonio Mastrandononakis, presidente da BTS. Segundo ele, a presença de empresários e profissionais do Norte e Nordeste, como Amazonas, Piauí, São Luis do Maranhão e Pará, e até do Centro-Oeste do País, comprovam que Salvador é um catalizador para os mercados de food service e da alta gastronomia.
O Presidente da ABIEF, empresário Alfredo Schmitt, participou da cerimônia de abertura da feira e reafirmou o apoio da Associação a feiras regionais como parte da estratégia de atuação nacional da entidade e da necessidade de disseminar o potencial da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis e promover os produtos de seus associados. Por ocasião da Fispal Bahia, a ABIEF promoveu um jantar de confraternização com associados, locais e expositores, e com potenciais associados. O estande da entidade recebeu o apoio dos seguintes associados: Embaquim, Plásticos Marau, PP Print, Segplast e Sol Nordeste.

Novembro, 2009
Fórum Mineiro discute o uso das embalagens plásticas flexíveis
Acontece no próximo dia 12 de novembro, a partir das 18h, o 1º Fórum Sustentável – Juiz de Fora e Zona da Mata. O evento discutirá como as embalagens plásticas flexíveis podem contribuir para a preservação ambiental.
Pensado assim, executivos de grandes empresas do setor plástico falarão sobre o assunto: Francisco de Assis Esmeraldo (Instituto Sócio-Ambiental do Plástico – Plastivida), Jorge Soto e Frank Alcântara (Braskem) e Guilherme de Castilho Queiroz (CETEA).
O Fórum, que é gratuito, tem o apoio do INP e acontece no Victory Hotel – Av. Independência, 1850 – São Mateus/Juiz de Fora (MG). Informações pelo telefone: (32) 3249-8000.

novembro, 2009
Informações rápidas sobre plásticos
A empresa de gerenciamento de informações sobre plásticos, IDES está disponibilizando uma ferramenta eletrônica. que permite o contato com diversos profissionais do setor para a solução de problemas e dúvidas sobre design, processo e escolha de materiais. A ferramenta, chamada de “Ask IDES”, é fruto de uma parceria com vários fornecedores de resina e está disponível no site www.ides.com/ask

novembro, 2009
Guia de Apoio à Inovação
A ANPEI – Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras lançou o “Guia Prático de Apoio à Inovação”, que reúne informações sobre os instrumentos de apoio à inovação oferecidos pelas agências que atuam em nível nacional e estadual. O guia tem 102 páginas e pode ser adquirida gratuitamente pelo telefone (11) 3842-3533. A versão eletrônica pode ser acessada pelos site www.anpei.org.br. Os instrumentos citados no Guia, estão divididos em dois grupos: os de apoio tecnológico financeiro e os de apoio tecnológico e gerencial. E a versão eletrônica da publicação conta com dois simuladores – um conceitual e um financeiro.

novembro, 2009
Desafios globais das petroquímicas
Será o tema central do 4° Fórum Anual GPCA agendado para os dias 8 a 10 de dezembro, em Dubai. Entre as personalidades confirmadas estão:
• H.E. Ali Al-Naimi, Ministro do Petróleo e Recursos Minerais Stephen Pryor, Presidente da ExxonMobil Chemical
• Klaus Engel, Chairman e CEO da Evonik Industries
• Brad Bourland, Economista Chefe e Diretor da Jadwa Investments
• Greg Garland, Presidente e CEO da Chevron Phillips Chemical
• Paul A. Laudicina, Chairman e Diretor da A.T. Kearney
• Mark Garrett, CEO da Borealis
• Vijay Govindarajan, Director da Tuck School of Business at Dartmouth
Informações www.polymerupdate.com.

novembro, 2009
Cartilha sobre embalagens flexíveis
O lançamento desta publicação, que conta com o apoio da ABIEF, será na próxima quinta-feira, dia 05, às 09h00 no auditório da Abiplast, em São Paulo. Paralelamente ao lançamento será realizada a palestra Impressões da Anuga onde serão apresentadas as mais recentes novidades para o mercado de alimentos e bebidas. Os dois eventos são promovidos pelo Instituto de Embalagens.

novembro, 2009
Sacolas Plásticas, SIM, por Albano Schmidt
A Notícia - SC - Edição Impressa - 03/11/2009
A sacola plástica não é um problema ambiental. É uma questão de lobby e de cultura. A corrente contrária ao uso da sacola plástica é tão forte que faz com que as pessoas percam a racionalidade ao tratar do tema, ou mesmo ao portarem-se diante deste material que pode ter seu uso reduzido, que pode ser reutilizável e que é 100% reciclável, atendendo com absoluta competência o conceito sustentável dos 3Rs.
Há duas semanas, o Ministério do Meio Ambiente promoveu “Um dia sem sacolas plásticas”. Ao mesmo tempo, a Plastivida, instituto sócio-ambiental dos plásticos, trabalha para promover a educação ambiental e as práticas saudáveis para o meio ambiente, com o uso consciente das sacolas plásticas, essas vilãs do mundo moderno.
Pesquisa do Ibope mostra que 73% das mulheres utilizam as sacolas para acondicionar o lixo doméstico. 69% delas consideram as sacolas a embalagem ideal para carregar suas compras e 75% dizem que é função do varejo fornecer as mesmas.
A Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis, em defesa do consumo responsável das sacolas plásticas, aposta no uso de sacolas mais resistentes, em conformidade com a norma técnica ABNT 14.937.
Dessa forma, grandes redes de supermercados já consomem até 35% menos sacolas. À medida que elas são reforçadas, têm mais capacidade de acondicionamento e evitam o uso de embalagem dupla para produtos mais pesados.
A Plastivida lembra que o plástico foi feito para durar! E isso é muito bom! Desta forma, a população pode reutilizar suas sacolas várias vezes, e em diversas aplicações que vão além das compras do supermercado.
As sacolas ecológicas de plástico, ou ecobags, bolsas retornáveis de plástico para compras, oferecem uma série de vantagens: são mais fáceis de limpar, usam menos água, são impermeáveis e garantem uma infinidade de possibilidades em design e impressão.
Mas quando todas as possibilidades de reuso se esgotam, basta lembrar que o plástico é 100% reciclável e pode voltar ao mercado de inúmeras formas, inclusive como energia elétrica e térmica, como fazem alguns países desenvolvidos.
Ou seja, o problema não está na sacola ou no material plástico, mas na forma como cada um de nós interage com ele ou na maneira como o governo e a sociedade procedem em relação ao consumo consciente e coerente.
O plástico é, sem dúvida, uma alternativa excepcional, pela sua maleabilidade, versatilidade e higiene, sobretudo nas aplicações ligadas à medicina (soro, bolsas de sangue, seringas etc.).
Fazer boas sacolas plásticas e bom uso das mesmas depende de consciência, regulamentação e fiscalização. Ou seja, depende apenas de nós.
*Presidente do Sindicato da Indústria do Material Plástico de Santa Catarina (Simpesc)

outubro, 2009
Presidente da ABIEF participa da abertura da Fispal Bahia
O Presidente da ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis), empresário Alfredo Schmitt, participou da cerimônia de abertura da Fispal Bahia que aconteceu dia 27, em Salvador. A feira acontece até 30 de outubro das 16:00 às 22:00 horas.
Segundo Schmitt, o apoio da ABIEF a feiras regionais como a Fispal Bahia está alinhado a estratégia de atuação nacional da entidade e a necessidade de disseminar o potencial da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis e promover os produtos de seus associados. “Tanto que promoveremos um jantar de confraternização com associados, locais e expositores, e com potenciais associados, no primeiro dia de evento”, confirma.
A ABIEF participará da Fispal Bahia com um estande institucional apoiado pelas seguintes empresas associadas: Embaquim, Plásticos Marau, PP Print, Segplast e Sol Nordeste.
Sobre a ABIEF
A ABIEF (Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis) existe há 31 anos com o objetivo de fomentar o mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental a partir do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. A entidade reúne 170 empresas de todo o Brasil fabricantes de filmes monocama, coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; embalagens especiais.
Serviço
Fispal Bahia 2009 - Feira Internacional de Produtos, Embalagens, Equipamentos, Acessórios e Serviços para Alimentação
Data: 27 a 30 de outubro
Horário: das 16h às 22h
Local: Centro de Convenções da Bahia - Av. Simon Bolivar s/nº. – Salvador

outubro, 2009
Fiems reúne setor plástico para discutir projeto de lei que trata da distribuição das sacolas
FIEMS - WEB - 23/10/09
A Fiems reuniu, na tarde desta quinta-feira (22/10), empresários e representantes do segmento de plástico de Mato Grosso do Sul, além de autoridades políticas para oportunizar o debate sobre o projeto de lei, de autoria do deputado Paulo Duarte, que dispõe sobre a proibição do fornecimento gratuito de sacolas plásticas pelos estabelecimentos comerciais do Estado.
Na abertura do encontro, o presidente da Fiems, Sérgio Longen, ressaltou que a intenção é colaborar na criação de leis que vão interferir diretamente no setor produtivo. “O projeto que dispões sobre a proibição da distribuição de sacolas plásticas impacta diretamente no setor produtivo, por isso nossa preocupação em promover debates sobre o assunto para que possamos equacionar de forma racional o desenvolvimento industrial com o desenvolvimento sustentável”, ponderou.
Longen acrescentou que é uma preocupação garantir a sobrevivência das empresas em mercados cada vez mais competitivos e mais regulados por critérios não financeiros. "Isso não é mais passível de ocorrer se nossas indústrias não tiverem estampadas a reputação de empresas éticas, transparentes, socialmente responsáveis e sustentáveis”, afirmou.
Presente ao encontro, o autor do Projeto de Lei nº 195, de 2009, deputado Paulo Duarte (PT) ressaltou que a preocupação com a preservação do meio ambiente por causa do uso excessivo e a destinação das sacolas plásticas foi o indutor para a formulação da matéria. “O projeto prevê o consumo consciente das sacolas de plástico e por isso a cobrança seria uma das maneiras de provocar essa mudança de comportamento”, justificou, acrescentando que se aprovada, a matéria estabelece prazo de três anos para ser executada na prática.
O projeto de lei deve ser encaminhado para a CCJR (Comissão de Constituição Justiça e Redação) da Assembléia Legislativa na próxima semana para só após análise ser levado a plenário para votação. O diretor superintendente do Instituto Nacional do Plástico, Paulo Dacolina, expôs aos presentes estudos realizados que resultaram no Programa de Qualidade, Consumo Responsável e Campanha Educacional Ambiental.
“A indústria do Plástico está comprometida com o meio ambiente e entende que a melhoria do produto colabora para a qualidade de vida, porque evita o uso em duplicidade, reduz a quantidade utilizada porque suporta mais volumes e garante maior uso das sacolas plásticas, seguindo uma das premissas básicas do processo ambiental, que é o reuso”, explicou Paulo Dacolina.
Ele entregou ao parlamentar pesquisas encomendadas pelo INP ao Ibope que comprovam que as sacolas plásticas consumidas no país são muito frágeis por isso acontece à utilização em excesso e o desperdício. O diretor ressaltou que a solução para questão das sacolas plásticas está nos 3Rs. “A responsabilidade da indústria do plástico está nos 3R’s, Reduzir, Reusar e Reciclar, que são princípios básicos e mundialmente reconhecidos como procedimentos necessários para a preservação do meio ambiente”, afirmou.
O diretor ainda sugeriu que o autor do projeto acrescente ao texto da matéria a Norma Técnica 14937 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), como requisito mínimo das sacolas que segundo ele devem continuar sendo oferecidas gratuitamente. “A norma técnica garante a fabricação de sacolas três vezes mais resistentes com um custo de 20% a mais, mas como a sacola é de melhor qualidade a economia na distribuição é de 30%, fazendo com que o seu uso se torne em lucro de 10%”, disse.
Ele finalizou acrescentando que hoje no país, pelo menos quatro grandes redes de supermercados utilizem sacolas fabricadas dentro da norma técnica, entre eles o Pão de açúcar, além de, uma centena de outras pequenas redes. “É um tiro no pé cobrar a distribuição da sacolinha o importante em vez de cobrar é educar a gastar com consciência”, resumiu.
Durante o encontro foram colocadas diversas questões favoráveis e contrárias que expressam a opinião dos vários setores do segmento. O presidente da Fiems acrescentou que por meio do Coema (Conselho Temático Permanente de Meio Ambiente), do Cores (Conselho Temático de Responsabilidade Social) e do Sindiplast/MS (Sindicato das Indústrias de Plásticos e Petroquímicos), o Sistema Indústria, após o debate, pretende agora formular sugestões para serem acrescentadas ao projeto de lei.
Participando do encontro o presidente do Sindiplast/MS, Silvio Roberto Padovani, disse que o debate é pertinente e muito importante para o setor. “A indústria plástica acredita na sustentabilidade do plástico com a utilidade, descarte e reciclagem, preservando assim os empregos gerados pelo segmento com condições adequadas de consumo do conteúdo que a sacola transporta e ainda preservando o meio ambiente”, disse acrescentando que o Estado tem hoje cerca de 30 empresas que geram 2 mil empregos diretos.
A secretária do Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo, Tereza Cristina Correa da Costa Dias, destacou que o debate é oportuno e ressaltou que acredita que o parlamentar autor do projeto e o setor produtivo encontrarão o melhor conteúdo para que o projeto seja apreciado na Casa de Leis. “As sacolinhas plásticas não vão acabar e por isso precisamos de campanhas educacionais para a utilização racional. Esse é um projeto arrojado e o meio ambiente precisa disso, mas precisamos encontrar um bom caminho para não cobrar pelas sacolinhas, que no meu entender não é a solução”, ponderou.

outubro, 2009
SIMPEP afirma que extinção do plástico é utopia
Portal Fator Brasil - RJ - Petroquímica - 23/10/2009
Segundo o Simpep – Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado do Paraná - o plástico é utilizado por quase todos os setores da economia, responsável por garantir a qualidade de vida da sociedade moderna. O presidente do sindicato, Dirceu Galléas, salienta que em pleno século XXI seria uma utopia uma vida sem plástico e seus beneficios, uma vez que a população busca através de tecnologias mais comodidade, higiene e praticidade.
O material faz parte de 75% de todos os produtos importantes para a humanidade, como instrumentos cirúrgicos, automóveis, eletroeletrônicos, aviões e utensílios de higiene e limpeza doméstica e pessoal, além de embalar produtos alimentícios.
Para Galléas, ao invés de focar na extinção do plástico devem ser realizadas campanhas de conscientização e educação ambiental da população quanto à correta destinação do produto, que além de trazer qualidade de vida às pessoas, pode se tornar uma grande fonte energética alternativa com resíduo zero. “Basta vontade política em investir para tornar os materiais que acabam não sendo reciclados pela população e terminam nos aterros sanitários em energia elétrica e fonte de calor através de reatores com tecnologias já existentes, disponíveis no mundo e no Brasil”, diz.
O presidente sugere alternativas de campanhas adequadas de conscientização: “Incentivos para a reciclagem, coleta seletiva, e educação ambiental são as melhores formas de promovermos o consumo sustentável”.
As empresas de reciclagem paranaenses contam com tecnologia avançada e recuperam maior tonelagem do que produzem e, para abastecer a necessidade da indústria de reciclagem, têm que importar aparas de outros estados para serem transformadas novamente em matérias primas de excelente qualidade que voltam para o mercado. Esta prática é uma aliada da natureza, mas infelizmente a falta de incentivos fiscais e o alto custo dos impostos aplicados nos materiais recuperados (que já foram cobrados em sua primeira industrialização) inibem o crescimento deste tipo de indústria devido ao alto valor de investimento em equipamentos.
Imposto verde na esfera Estadual, Federal e Municipal seria um grande passo para que num curto prazo ocorresse um aumento substancial na reciclagem e no uso deste material, abrindo caminho para exportação de produtos acabados com o Selo Verde. “Com impostos menores ou zerados para este fim, a economia gerada serviria para um aumento do valor agregado nas aparas e, consequentemente, abriria um novo nicho de mercado com mais empregos e criações de cooperativas, a exemplo do que acontece com o alumínio, onde o Brasil recicla 100% de tudo que é produzido pela indústria, sendo um exemplo para o mundo”, afirma o presidente.
O plástico é um material 100% reciclável e pode ser reutilizado em materiais de suma importância ao homem, substitui o papel, a madeira e outros, evitando desmatamentos e auxiliando no não aquecimento global. “O plástico não tem pernas e nem se locomove sozinho, mas o homem sim, sendo o principal responsável pela destinação correta dos resíduos gerados em suas casas e empresas”, completa Galléas.
O Paraná conta com mais de 200 empresas de reciclagem de resinas termoplásticas, que juntas reciclam 100 mil toneladas de plástico e geram três mil empregos diretos e mais de 10 mil indiretos.

outubro, 2009
Pequenas e médias empresas também podem ter marcas sustentáveis
Por Liliam Benzi
Definitivamente não é o tamanho de uma empresa que determina o seu comprometimento com a sustentabilidade, mas sim a adequação de seu portfólio de produtos e processos às questões sociais, econômicas e ambientais. Assim, a construção de uma marca sustentável passa, necessariamente, pela integração das estratégias de negócio, branding e sustentabilidade. Em outras palavras, é preciso levar o discurso para a prática com gestão de risco e criação de valor compartilhado.
Esta análise foi feita pela consultora de Branding, Giselle Tromboni, no Café da Manhã de outubro da ABIEF, realizado em sua sede em São Paulo, com o patrocínio da Braskem e da agência Packing. A consultora explica que hoje a sustentabilidade é praticada a partir de ações esparsas e desvinculadas da estratégia de negócio. “O importante é enxergar a sustentabilidade como um diferencial competitivo e, para tal, é preciso engajá-la na estrutura da corporação.”
E esta já é uma demanda do consumidor final. Segundo Giselle, o novo consumidor cobra das empresas posturas mais responsáveis nos três níveis – social, econômico e ambiental; “e por sua conectividade com o resto do mundo, suas decisões também são baseadas – e influenciam – as decisões dos outros consumidores”. Ela defende que hoje indivíduos em rede avalizam a reputação das marcas e produtos e, consequentemente, julgam as empresas. Uma pesquisa realizada em 2008 pelo Instituto Akatu mostrou que 80% dos consumidores entrevistados tinham interesse em saber qual a responsabilidade social das empresas; este número só tende a aumentar.
E a influência não para por ai. Grandes empresas, especialmente fabricantes de bens de consumo e redes de varejo, já elegeram a sustentabilidade como um dos critérios para a escolha de seus fornecedores, inclusive de embalagem. “Até porque esta não é uma preocupação em vão. Ela está ligada à sobrevivência do homem na Terra e seus efeitos práticos.” Hoje os EUA gastam US$ 400 bilhões com problemas gerados pelas mudanças climáticas; a humanidade consome recursos naturais a uma velocidade 25% maior que a capacidade da natureza de repô-los; em 2008 os 6,7 bilhões de habitantes da Terra geraram 30 bilhões de toneladas de lixo (a população mundial em 2050 deverá ser de 9,2 bilhões de pessoas); e apenas 25% da população mundial consomem 60% dos alimentos produzidos no mundo.
A pergunta, portanto, é como fazer para que ações isoladas se tornem uma estratégia de sustentabilidade. A sugestão de Giselle é que a sustentabilidade seja efetivamente integrada ao negócio por meio de uma estratégia. “O que não funciona apenas nas grandes empresas. Basta que a estratégia seja adequada ao tamanho de cada empresa.” Como benefícios de uma marca sustentável, a consultora cita maior lealdade à marca; maior elasticidade de preços; maior capacidade de inovação; maior capacidade de atrair investimentos, talentos e fornecedores; e maior atratividade da própria marca.
“É preciso ainda estar atento à diferença entre “ser sustentável” e “ser verde””, alerta. Ou seja, evitar ao máximo o “greenwash” (lavagem verde) que é um discurso sem estofo, uma maquiagem. Diferentemente de práticas realmente sustentáveis que garantem subsídios palpáveis para uma comunicação eficiente. Giselle defende que, de uma forma ou de outra, todas as empresas estão construindo sua história de sustentabilidade; “a questão é que tudo ainda é muito novo”.

outubro, 2009
Posicionamento da PLASTIVIDA sobre o Dia Sem Sacola
Tratamento de Água - SP - Home - 14/10/2009
A entidade acredita que o uso responsável é a melhor solução para as sacolas plásticas.
A Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos chama a sociedade para a reflexão sobre o papel de cada cidadão na preservação ambiental, quando estamos próximos ao dia 15 de outubro, data escolhida pelo Ministério do Meio Ambiente para promover o “Um Dia Sem Sacolas Plásticas”. A Plastivida tem atuado em todo Brasil, nas diversas esferas da sociedade – poder público, formadores de opinião, imprensa, empresariado, varejo, população em geral – no sentido de promover a educação ambiental e as práticas saudáveis para o meio ambiente, como o uso consciente de sacolas plásticas sem desperdício, coleta seletiva, reciclagem mecânica e energética.
Muita gente não percebe, mas os plásticos participam direta e indiretamente de nossas vidas, desde a hora em que acordamos até irmos para cama. Características como versatilidade, maleabilidade, higiene (sobretudo nas aplicações na medicina, como bolsas de sangue, soro, seringas descartáveis, etc), economia (preservação de alimentos e água), durabilidade e excelente custo-benefício, além de serem 100% recicláveis, tornam os plásticos insubstituíveis na vida cotidiana.
No caso das sacolas, isso não é diferente. A Plastivida analisou a questão das sacolas plásticas, através de pesquisa Ibope (2009), para verificar a importância das sacolas no cotidiano das pessoas. O resultado mostrou que 100% das mulheres das classes B, C e D, responsáveis pelas compras de seus domicílios, reutilizam as sacolas plásticas após as compras. Mostrou também que 73% das entrevistadas utilizam as sacolas para acondicionar o lixo doméstico, 69% consideram as sacolas a embalagem ideal para carregar suas compras e 75% dizem que é função do varejo fornecer as sacolas.
Uma vez que a sacola plástica representa comodidade e economia para a dona de casa, a Plastivida acredita que o consumo responsável é a melhor opção para que este tipo de embalagem possa continuar a ser usado.
Pensando assim, a entidade desenvolveu, juntamente com o Instituto Nacional do Plástico (INP) e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (Abief), o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas. O programa incentiva o uso de sacolas fabricadas dentro da Norma Técnica ABNT 14.937 – o que significa sacolas mais resistentes. Com isso, o consumidor não precisa usar as sacolas pela metade de sua capacidade ou mesmo uma dentro da outra. Consegue reduzir o número de sacolas que usa e ainda garante a integridade de suas compras.
A ação é um esforço conjunto que inclui o varejo, através da parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e das entidades supermercadistas estaduais. Com isso, as redes que aderiram ao programa já contabilizam marcas importantes de redução (somente o Pão de Açúcar obteve 35% de redução nos primeiros meses da ação). O Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas já está em São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e, ainda este mês chegará em Goiás e no Distrito Federal.
A Plastivida acredita que preservação ambiental é um processo intimamente ligado a ações responsáveis. Não há magia. O uso e o descarte responsáveis – passando antes pelo reuso dos plásticos - é o único caminho para que se possa manter a comodidade que o produto oferece e reduzir o impacto ambiental. E é somente pela educação que a sociedade vai conseguir perceber falsas promessas do chamado “ecomarketing”.
É o caso das sacolas oxi-biodegradáveis, um plástico que se diz biodegradável, mas que é, na verdade, um engodo ambiental já que somente se esfarela – e não se biodegrada – tornando-se um pó plástico, sem a menor possibilidade de ser coletado e contaminando rios, lençóis freáticos e solos.
A Plastivida tem percorrido o Brasil para disseminar informações sobre a reciclagem mecânica e energética, a importância do conceito dos 3R’s – Reduzir, Reutilizar e Reciclar, a reciclabilidade de cada tipo de plástico, a importância da coleta seletiva e da destinação correta do plástico pós-consumo. O Reduzir fala sobre o consumo responsável. Evitar o desperdício é fundamental para que os recursos não faltem. Para tanto basta o consumidor exigir sacolas dentro da Norma Técnica 14.937, o que equivale dizer, aguentam até 6 Kg.
Os plásticos foram feitos para durar – e que bom! Assim eles podem ser Reutilizados – o segundo R – diversas vezes. É o que a população faz com as sacolinhas plásticas. E é também o caso das ecobags - bolsas retornáveis para compras. Quando feitas de plástico, tornam-se mais fáceis de serem limpas, sem a utilização excessiva de água, evitam contaminações de resíduos das compras, são impermeáveis, além de oferecerem diversas possibilidades de design e impressão.
E quando reutilizar não é mais possível, entra o terceiro R – o de Reciclar. Os plásticos são 100% recicláveis e a indústria da reciclagem no Brasil tem crescido ano a ano. Hoje, o País recicla 21% de sua produção de plásticos, enquanto a Alemanha (recordista em reciclagem no mundo) recicla 31% e a média da União Européia é de 12%. Ainda assim, é uma indústria que tende a crescer, com o incremento da coleta seletiva. Se a coleta no Brasil fosse mais efetiva, a indústria da reciclagem não atuaria como hoje, com 30% de sua capacidade ociosa por falta de material a ser reciclado.
A reciclagem energética - O Brasil já dispõe da tecnologia para o tratamento térmico de lixo, que já é adotado nos Estados Unidos, China, Japão, Itália, França e Suíça, entre outros. A tecnologia transforma lixo urbano em energia elétrica e térmica usando como combustível todo tipo de plástico não destinado à reciclagem mecânica.
Trata-se de um processo limpo, sem emissão de gases ao ambiente e sem resíduos. O processo permitiu à Alemanha, por exemplo, abolir os aterros sanitários. Atualmente, cerca de 150 milhões de toneladas/ano de lixo urbano são destinadas a mais de 750 usinas de geração de energia elétrica ou térmica espalhadas por todo o mundo, todas perfeitamente adequadas às mais rígidas normas ambientais. Só o Japão possui 190 unidades.
A questão do resíduo sólido urbano como um todo – e as sacolas estão inclusas - é complexa e exige não só a educação e o comprometimento da população, mas também ações concretas de governantes no sentido de dar uma destinação adequada aos resíduos sólidos, para que todo o esforço anterior não se perca. A Plastivida acredita que, com o envolvimento de todos, os resultados obtido podem ser mais eficientes.
Visite o site da Plastivida: www.plastivida.org.br
Acompanhe as dicas de reciclagem dos plásticos no Twitter: http://twitter.com/recicleideias

outubro, 2009
Programa que prevêo uso consicente das sacolas plásticas avança no País
Boletim Eletrônico do Plástico do INP - 14/10/2009
A partir de hoje, o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, uma iniciativa das entidades do setor, como o Instituto Nacional do Plástico (INP), o Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos (Plastivida) e a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF), chega a mais duas cidades brasileiras.
Até o dia 7 de novembro, 23 novas lojas devem aderir ao projeto-piloto: 13 em Brasília (7 do Carrefour, 3 do Caíque e 3 do Pão de Açúcar) e outras 10 em Goiânia (2 do Pró Brazilian, 1 do Leve, 4 da Redesorte, 1 do Tático e mais 2 do Pão de Açúcar).
Para reforçar a proposta de conscientização da iniciativa, o projeto oferece treinamento aos funcionários que trabalham nas frentes de caixa dos supermercados participantes e ainda capacita promotores para serem espalhados nos locais. A ideia é que eles apresentem o Programa aos clientes.
Mais do que reduzir o consumo de sacolas plásticas em até 30%, a iniciativa tem o objetivo de mostrar à população como o uso consciente desse produto é capaz de trazer benefícios para todos.

outubro, 2009
Programa incentiva consumo responsável
O Popular - GO - Economia - 14/10/2009
Será amanhã, às 11 horas, o lançamento do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas em Goiás. A iniciativa temo objetivo de implantar o consumo consciente de sacolas plásticas no Estado, por meio da melhoria da qualidade dessas embalagens e da educação do consumidor em saber usar de forma a não desperdiçar o produto e não descartá-lo inadequadamente.
O programa tem obtido resultados na redução do desperdício de sacolas plásticas, nos locais em que já foi implantado (São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul).O lançamento será realizado no Blue Tree Tower, às Rua 22, nº122, Setor Oeste.
Fora do padrão
Em Goiás, o Ministério Público Federal também está preocupado com a qualidade das sacolas plásticas utilizadas pelos supermercados e já realizou várias reuniões com supermercadistas e representantes do comércio para incentivar o uso de retornáveis.
Em maio deste ano, testes comprovaram que 70% de 20 amostras de sacolas plásticas utilizadas por grandes redes de supermercados de Goiânia estavam fora do padrão determinado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os testes foram encomendados pelo Ministério Público Federal (MPF) e realizados no Centro de Tecnologia de Embalagens, laboratório ligado à Secretaria de Agricultura de São Paulo, a pedido do Instituto Nacional do Plástico (INP). O resultado foi divulgado em maio deste ano.
As amostras passaram por testes para verificar sua resistência ao peso das mercadorias. Uma sacola plástica considerada padrão de supermercado tem dimensão de 40 por 50 centímetros e deve resistir a seis quilos de peso.

outubro, 2009
PACKEXPO LAS VEGAS 2009
EM TEMPO REAL
SEGUNDA EDIÇÃO
Recuperação também depende da integração da cadeia
Os três dias da Pack Expo pontuaram um cenário otimista para 2010. Como sentenciou o CEO do PMMI, Charles Yuska, “se conseguirmos expandir o foco dos negócios e trabalhar o conceito de cadeia produtiva teremos mais chances de ter um bom ano”.
De fato, o PMMI deu dois passos importantes para plantar esta semente da integração em 2009, oficializados no show em Vegas. A partir de uma mudança estatutária, o Instituto pode hoje ter como associados fabricantes de máquinas de processamento e não apenas de embalagem. Os mesmo também poderão participar da Pack Expo International, agendada para 31 de outubro a 3 de novembro de 2010 em Chicago.
Mas o interessante é perceber que este conceito de integração já está em prática na feira. Algumas empresas tiveram uma participação cooperada do tipo fabricante de máquina mais fabricante de matéria-prima. Uma recurso interessante para todos ao otimizar custos e potencializar os esforços para oferecer uma solução completa de embalagem para o mercado.
Neste sentido, um aparte: o Brasil está mais avançado. A ABIEF, por exemplo, trabalha este conceito de integração da cadeia há algum tempo. Mas voltando aos EUA, de fato este approach mostrado na feira veio bem a calhar. O FDA (Food & Drug Administration), agência governamental que controla alimentos, medicamentos e suas respectivas embalagens, inclusive as importadas, passa por um processo de renovação administrativa que, conforme anunciado na feira, terá impactos significativos nos fabricantes de embalagem em geral.
Em sua apresentação, o advogado da área Eric Greenberg, mostrou que haverá uma fiscalização mais acirrada já em 2010. Também está sendo discutida uma nova lei focada em segurança alimentar e que afetará diretamente nossa indústria. Os fornecedores de embalagem para exportação devem estar atentos já que, por esta lei, a própria FDA poderá solicitar um recall de qualquer alimento ou medicamento!
Outro ponto no qual a FDA agirá mais pesadamente diz respeito ao conteúdo dos rótulos. Especificamente em relação às embalagens plásticas, a agência prevê um controle extremamente rígido sobre os itens produzidas a partir de nanotecnologia. As empresas terão que provar que as partículas nano não oferecem qualquer tipo de risco para o consumidor. Um desafio e tanto.
Mas enfim, se podemos extrair uma lição desta feira é: cada vez mais é importante trabalhar dentro do conceito de integração da cadeia produtiva. Só assim um determinado segmento ganhará corpo e força para enfrentar as adversidades econômicas e os desafios relacionados às mudanças de hábito de consumo que ainda estão por vir.
Lançar mão de tecnologias diferenciadas também é parte estratégica neste processo. Por isso, selecionamos mais algumas apresentadas nesta edição da feira. Bons negócios!
Liliam Benzi, de Las Vegas.
Leveza sustentável
Esta é a promessa da Clear Lam ao apresentar a nova linha de embalagens Earth Clear Prima Pack, um combinação de pouch com tampa plástica rígida abre-fecha. Produzida a partir de uma única bobina de filme, a nova embalagem é ideal para produtos líquidos ou secos, em pó ou granulados, como nozes, café, condimentos, cereais, etc. Enquanto um pote rígido com capacidade para 16 onças pesa 400 gramas, uma embalagem EarthClear com a mesma capacidade pesa 30 gramas. (www.clearlam.com)
Novo pouch “tigela”
Novamente a Ampac saiu à frente e apresentou na feira o inovador stand up pouch (SUP) FlexiBowl™ que alia uma tecnologia de rasgo linear do filme e pegas que tornam a embalagem perfeita para a indústria de alimentos prontos para o consumo. O novo SUP permite que o alimento seja aquecido e consumido na própria embalagem, embora ele também funcione bem para alimentos secos e molhados como cereais, iogurtes e snacks em geral. O pouch possui ainda uma selagem especial que cria a área de grip para o consumidor segurar enquanto abre a embalagem por sua parte inferior. Dependendo da aplicação a embalagem flexível pode pesar 95% menos que os containers rígidos e ocupar menos que 10% o espaço ocupado por essas embalagens. (www.ampaconline.com)
Zíper amigo do meio ambiente
A partir de um clip menor, a Zip-Pak apresentou uma solução ambientalmente mais positiva para os usuários do sistema zíper para refechamento de stand up pouches. A principal vantagem do sistema é a utilização de menos matéria-prima em sua produção e a consequente redução de custos. De modo geral, este zíper reduz a pegada de carbono da embalagem. Esta característica, contudo, não prejudica o principal apelo do zíper: a embalagem continua oferecendo extrema conveniência e praticidade para o consumidor final. (www.zippak.com)
Embaladora portátil
A portabilidade e flexibildiade dos equipamentos foi outra característica reforçada na PackExpo. A Wulftec International, por exemplo, lançou uma embaladora para filme stretch automática e portátil. O mercado alvo é o de pequenos usuários: a capacidade produtiva é de 55 cargas por hora e a capacidade da carga é de 5.000 pounds. A manutenção simples e o custo reduzido são outros diferenciais. (www.wulftec.com)
Economia de energia
É o que promete a UVA Packaging com a máquina form-fill-seal vertical UVA Buttler. Seu projeto possibilita uma redução de até 20% no consumo de energia. Ela também é a primeira máquina do gênero a operar com 60 PSI de pressão o que resulta em uma redução de 45% no consumo de ar e energia. Em outras palavras ela também está no rol dos equipamentos que reduz a pegada de carbono. (www.pmb-uvainc.com)
Conveniência na alça lateral
O sistema EZ-Pak lançado pela MRI Flexible Packaging reinventa os rótulos sleeve usados para unitização de garrafas, por exemplo, ao projetar uma alça na lateral do rótulo. Além da fácil aplicação, a empresa aponta como vantagens, em relação aos sistemas shrink convencionais, a não necessidade do túnel de encolhimento e um custo 50% inferior. (www.mriflex.com)
Redação e edição:
Liliam Benzi – Mtb 19.352
contato: ldbcom@uol.com.br

outubro, 2009
Todo mundo reutiliza sacolinhas plásticas diz pesquisa Ibope
Dourados News - MS - Personalidades - 09/10/2009
Pesquisa Ibope, realizada com mulheres das classes B, C e D, responsáveis pelas compras de seus domicílios, revela que 100% delas reutilizam as sacolas plásticas após as compras. A pesquisa mostra que 73% das entrevistadas utilizam as sacolas para acondicionar o lixo doméstico, 69% consideram as sacolas a embalagem ideal para carregar suas compras e 75% dizem que é função do varejo fornecer as sacolas. A pesquisa foi encomendada pela Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, com o intuito de promover o consumo responsável de sacolas plásticas.
A pesquisa apontou as formas mais lembradas pelas entrevistadas para a reutilização das sacolas plásticas. Entre elas, guardar alimentos, guardar roupas, calçados e documentos, acondicionar o lixo da cozinha ou o do banheiro, recolher fezes de animais, entre outras. No site www.sacolinhasplasticas.com.br, a Plastivida dá mais dicas de reutilização de sacolas plásticas.
Apesar das campanhas e aprovações de projetos de lei que obrigam a substituição de sacolas plásticas por sacolas biodegradáveis, a grande maioria das entrevistadas revelou alto grau de desconhecimento em relação ao significado da palavra “biodegradável”. A pesquisa mostra que 65% não sabem o que significa o termo e 5% relataram sentidos equivocados (“que emite gases tóxicos” ou “que demora para se decompor”, por exemplo).
O desconhecimento foi ainda maior quando indagadas sobre a principal diferença entre uma sacola biodegradável e uma degradável. A grande maioria (84%) respondeu que não sabia e 2% deram respostas incorretas (“biodegradável não agride o meio ambiente e o degradável agride” ou “degradável se decompõe mais rápido e o biodegradável demora”, por exemplo).
Das entrevistadas, 60% afirmam acreditar que o uso de sacola biodegradável contribuirá para o aumento de lixo na cidade, ou seja, fazem associação das sacolas biodegradáveis com maior acúmulo de resíduos. E 64% acreditam que essas embalagens não poderiam acondicionar produtos congelados, gelados e úmidos, frutas ou legumes.
Enquanto desconhecem o sentido do conceito de “biodegradável”, as entrevistadas mostram preocupação com ações ambientalmente sustentáveis e 82% apontam que a sacola biodegradável deve ser depositada somente em coleta seletiva de lixo. Apenas 12% disseram que ela “desaparece” após ser descartada na natureza.
A conclusão da Plastivida é de que a sociedade vê valor (custo-benefício) nas sacolas plásticas e, ao mesmo tempo, se preocupa com ações responsáveis. Com isso em vista, a entidade tem trabalhado para promover a melhor qualidade das sacolas oferecidas pelo varejo, assim como seu uso consciente, a redução do desperdício, o reaproveitamento e sua reciclagem depois de sua vida útil.

outubro, 2009
PACKEXPO LAS VEGAS 2009
EM TEMPO REAL
PRIMEIRA EDIÇÃO
EUA fazem crer que a crise está passando...
Os efeitos da crise econômica nos EUA podem ser resumidos em dois posicionamentos bastante explorados neste primeiro dia da PackExpo, em Las Vegas: a maioria dos 1.200 expositores ofertam máquinas com descontos polpudos – valendo-se até de placas para anunciá-las – e os visitantes (20 mil pré registrados até o início do show) buscam inovações que reduzam custos e aumentem a produtividade.
A ordem do dia nesta feira, que atrai um público mais da costa Oeste dos EUA, é agregar valor a tudo; fazer com que marca, produto, embalagem e máquinas tenham um valor claramente perceptível e facilmente digerível.
De fato todos apostam em um novo modelo de relação indústria – fornecedor de máquinas e embalagem, alavancado pelas profundas mudanças na economia global e com a proposta de ser revolucionário. E todos delegam à marca a grande tarefa de expor essas mudanças e balizar a sobrevivência da indústria como um todo: se uma marca – e atenção: não apenas um produto ou sua embalagem – for bem sucedida, fatalmente a cadeia produtiva se sairá bem.
E os fabricantes norte-americanos de máquinas para processamento e embalagem não têm realmente outra saída. Precisam agir logo para não repetirem as quedas de 2008, ano no qual as vendas do setor ficaram 0,4% abaixo das previsões (o equivalente a US$ 24 milhões), totalizando cerca de US$ 5,9 bilhões. A queda nas vendas domésticas – 2,5% - foi o fator que mais pesou na performance desta indústria que crescia progressivamente nos últimos seis anos.
E já que a marca foi declarada rainha, a Pack Expo estreou nesta edição a “Brand Zone” (Zona da Marca) com a proposta de ajudar os donos das grandes marcas a maximizarem seu sucesso nas gôndolas, especialmente dos supermercados. O espaço privilegia tecnologias de 160 empresas que possam ajudar os profissionais dedicados à “inovação aberta” a lançarem produtos, revitalizarem marcas existentes e melhorarem seus padrões de sustentabilidade.
Basicamente encontramos materiais e embalagens com forte apelo visual, grande conveniência, maximização da vida de prateleira e funcionalidade. Também são ofertados recursos de negociação que ajudam a ganhar competitividade.
E como não poderia deixar de ser, a sustentabilidade coroa todas as novidades. E de uma forma mais realista: ao invés de defenderem os materiais degradáveis, por exemplo, grandes empresas mostram uma forte convicção de que a reciclagem e materiais reciclados são efetivamente as melhores alternativas. A utilização do PET pós consumo é amplamente alardeada e chancelada por cases de empresas de peso como Pepsi, Subway, ConAngra e Schering-Plough.
Por tudo isso a PackExpo Las Vegas 2009, uma versão reduzida mas bastante qualificada da grande feira de máquinas de embalagem que os brasileiros costumam acompanhar em Chicago, acaba sendo um bom local para garimpar novidades. Destacamos algumas delas a seguir.
Mas o mais importante é ter em mente que feiras como esta descortinam tendências e desvendam oportunidades que nem sempre o empresário consegue captar na estrutura de sua corporação por mais inovadora que seja. É como subir na mesa e enxergar o mundo sob uma outra perspectiva: a dos outros.
Como sempre digo, boa leitura e grandes inspirações. Até o próximo informativo!
Liliam Benzi, de Las Vegas.
Monitoramento eficiente e barato
O sistema de monitoramento de linha TritonHD está se consolidando no mercado norte-americano por suas múltiplas funções e por garantir um payback do investimento em, no máximo, 90 dias. Ele pode ser usado tanto em linhas de produção como em linhas de embalamento, ajudando a reduzir downtimes, garantir análises precisas e dar um gerenciamento extra aos controles. Trata-se de uma solução com melhor custo benefício quando comparada às câmaras de alta velocidade; o novo sistema gerencia 8 câmaras e múltiplos ângulos que garantem monitoramento em tempo real e gravação das informações da planta e de locais remotos. O sistema custa cerca de 20% do valor de uma câmara convencional.
Selagem I - produtos médicos
A Accu-Seal Corporation está lançando o Modelo 830 da seladora por impulso de calor com cabeçote de selagem remoto. O equipamento garante flexibilidade, aumento de produção, maximização de espaço e total controle do processo. A cabine separada de controle, o cabeçote de selagem e a tela sensível ao toque (touch screen) possibilitam customizar cada componente do sistema de forma a maximizar um processo específico de selagem. O cabeçote opera nas posições vertical, horizontal e angular. Por sua repetibilidade e confiabilidade, o equipamento é indicado para a indústria médica. O corte a laser e a cabine de aço inoxidável garantem um ambiente limpo, não corrosivo à presença de fluidos de esterilização. (www.accu-seal.com)
Selagem II – segurança à prova
A nova seladora HDMP apresentada pela Accu-Seal foi projetada para garantir um controle de processo total, preciso e confiável. O equipamento é perfeito para materiais de difícil selagem e foi produzido dentro dos parâmetros ISO 11607. Uma senha protege o controle digital de todos os parâmetros de selagem, 5 modos de operação, 6 receitas de processo de selagem e alarmes auditivos e visuais. Seus dispositivos de segurança incluem botão de emergência, limite “coyote” de alta temperature interna e proteção à sobrecarga térmica. (www.accu-seal.com)
Gerenciamento de linha com redução de custos
A Adept Technology anunciou no primeiro dia da feira uma solução avançada em software de gerenciamento de linhas de embalagem, o ACE PackXpert™. A empresa também apresenta soluções específicas para a indústria de embalagens flexíveis que incluem o Adept Quattro s650H. O foco das duas tecnologias é aumento de produção a partir de soluções de fácil implantação e manutenção.
"Os fabricantes de embalagem estão sendo contantemente ameaçados pela mudança nos produtos o que leva à necessidade de aumentar o volume e contar com ferrramentas que reduzam o tempo, integrando as linhas de embalagem. Assim, o software por trás da automação deve ser mais intuitivo, completo, flexível e re-configurável," sentenciou Rush LaSelle, diretor global de vendas e marketing da empresa em encontro com a imprensa. Segundo ele, esta é a proposta do ACE PackXpert: integrar de forma inovadora o melhor da robótica com a esteira transportadora, rastreando dentro de uma plataforma de controle compacta.
O ACE PackXpert possui uma interface gráfica intuitiva e fácil de usar e um ambiente 3D para visualizar a operação do sistema. Com o software, os usuários podem coordenar facilmente os esforços de toda a linha de robôs trabalhando a partir de múltiplos controles. (www.adept.com)
Ampac I – sistema à prova de crianças
A Ampac Flexible, uma divisão da Ampac Packaging LLC, apresenta em primeira mão na feira o sistema Flexi-Free® Child Resistant, um filme barreira específico para produtos farmacêuticos e industriais e ideal para uma série de aplicações onde seja necessário evitar o acesso das crianças; mas a embalagem continua sendo fácil de ser aberta por idosos. O filme é produzido em uma linha padrão com 4 estruturas que garantem variedade de espessura e diferentes níveis de dificuldade para as crianças. As empresas podem escolher as propriedades exatas do filme, mantendo a facilidade no processamento e a performance do filme. O material também apresenta boa resistência a rasgo e a punctura; sua selagem é fácil e ele tem aprovação da FDA (Food & Drug Administration) para o contato com alimentos. (www.ampaconline.com)
Ampac II – laminação sustentável
Ainda na PackExpo, a Ampac apresentou o filme de polipropileno (PP) para laminação Flexi-Green™ projetado para ajudar as empresas de embalagem a atingirem suas metas de sustentabilidade sem comprometer as propriedades barreira do filme e o frescor do produto. Trata-se de uma estrutura laminada 100% de PP que utiliza tecnologia de laminação sem solvente, reduzindo em 80% o consumo de energia quando comparada à tecnologia convencional. O produto já foi classificado no scorecard do Walmart como energeticamente sustentável. O novo filme também é uma solução para a redução de peso em cerca de 40% em comparação a estruturas laminadas como poliéster-polietileno. (www.ampaconline.com)
Embaladora stretch otimizada
Esta é a proposta do lançamento da Arpac com a embaladora para filmes stretch da série PAC que opera sem a assistência de operadores. Ela foi projetada para altas produções – mais de 50 paletes por hora – e possui um sistema que pode ser configurado de acordo com o fluxo da operação. O novo sistema é totalmente automatizado e possui ainda um sistema único de corte automático do filme, um dispositivo que prende o filme evitando a formação de uma “cauda” durante o processo; capacidade de trabalhar com bobinas superiores a 30”; e construção toda em aço com um revestimento que aumenta a resistência a arranhões. (www.arpac.com)
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Liliam Benzi – Mtb 19.352
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outubro, 2009
Setor de trasnformação de plástico sobe em julho
JB Online - RJ - Economia - 06/10/2009
SÃO PAULO, 6 de outubro de 2009 - Os três segmentos componentes do setor de transformação de material plástico apresentaram resultado positivo em julho deste ano, na comparação com junho, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).
Segundo a pesquisa, em julho deste ano, a produção industrial do segmento de laminados plásticos cresceu 1,87%, na comparação com o mês anterior. Já na comparação com o mesmo mês de 2008, o grupo teve retração de 14,20%. No acumulado de janeiro a julho, a retração atingiu 17,15%.
"Os índices de produção de laminados seguem o padrão dos movimentos da indústria geral, o que não surpreende, dado que se trata de produto cujo a demanda depende, em grande medida, do desempenho do setor industrial", considera a Abiplast.
Para o segmento de embalagens plásticas, houve alta de 9,19% na produção de julho, ante junho. Na comparação com julho de 2008, a produção teve baixa de 4,53%. No primeiro semestre do ano, a retração totalizou 7%.
De acordo com a associação, "o setor de embalagens apresenta um comportamento mais estável, quando comparado com a indústria geral. Isto é, apesar de a produção do setor ser influenciada pelo desempenho do setor industrial, as oscilações são atenuadas, dada a amplitude de segmentos que o setor atende."
A produção do segmento de artefatos plásticos diversos aumentou 18,54% no sétimo mês do ano, na comparação com junho. Já contra o mesmo mês do ano anterior a produção teve baixa de 10,77%, e no acumulado do ano, a variação é de -18,01%.
Segundo a Abiplast, o setor tem movimentos muito similares ao da indústria em geral. "Mostrando que o segmento se beneficia em momentos de crescimento econômico, e, em contrapartida, é diretamente afetado em momentos de retração economia."

outubro, 2009
Braskem venderá à Johnson & Johnson plástico feito de cana
O Povo Online - Colunas - 05/10/2009
Polietileno verde será utilizado para fabricar as embalagens do protetor solar Sundown no verão 2010/2011
A Braskem anunciou nesta segunda-feira, 5, um acordo com a Johnson & Johnson (J&J) para a venda do polietileno verde que será produzido pela petroquímica a partir do final de 2010. O produto, desenvolvido com cana-de-açúcar, será utilizado pela marca de protetores solares Sundown.
A Johnson & Johnson, segundo a Braskem, "terá exclusividade no mercado de proteção solar no Brasil e segue avaliando o uso do polietileno verde em outras linhas de produto e em outras regiões do mundo", destacou a petroquímica em nota. Os valores do acordo não foram divulgados.
A J&J se tornará a primeira marca de cosméticos do Brasil a iniciar o desenvolvimento de embalagens com polietileno verde. A Braskem também já firmou acordo para a venda do insumo com a japonesa Shiseido, também do ramo de cosméticos, mas que não opera no mercado doméstico.
Além das duas empresas, a Braskem oficializou negociações para vender o material ao grupo gaúcho Acinplas, controlador das empresas Suzuki, Koba, Plasa, Voti e Tashiro&Takata, à fabricante de brinquedos Estrela e à Toyota Tsusho, uma trading da companhia Toyota.
A previsão da Braskem e da Sundown é de que as primeiras embalagens desenvolvidas com o novo material sejam utilizadas na linha regular de protetores e bloqueadores e na linha de bronzeadores Sundown Gold no verão 2011/2012. "No que diz respeito a embalagens, possuímos diversos projetos de utilização de material reciclado pré e pós-consumo, mas realmente a utilização da resina verde é uma ação inédita da companhia em todo o mundo", afirmou em comunicado o gerente de grupo de Suncare da Johnson & Johnson, Marcelo Scatolini.
O polietileno verde será produzido pela Braskem no Rio Grande do Sul. A fábrica, cujos investimentos devem somar R$ 500 milhões, terá capacidade anual de 200 mil toneladas de eteno, que serão transformados em volume equivalente de polietilenos. O lançamento da pedra fundamental da unidade ocorreu em abril passado.

setembro, 2009
Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprova Projeto de Lei em favor das sacolas plásticas
Informe PLASTIVIDA - 01/10/2009
A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou em 29 de setembro, às 18 horas, por 42 votos a favor e 3 contra, em Porto Alegre, o Projeto de Lei (PL) 219/08 de autoria do Deputado Giovani Cherini, que “proíbe a disponibilização de sacolas plásticas por supermercados e outras casas de comércio fora dos padrões estabelecidos pela Norma 14.937 da ABNT”.
A decisão é altamente disciplinadora, porque obrigará o varejo e a cadeia produtiva a colocar no mercado somente sacolas plásticas fabricadas dentro da Norma Técnica. Por serem mais resistentes, essas embalagens deverão levar a uma redução de seu consumo em torno de 30%.
Para se transformar em Lei, o PL deverá ser sancionado pela Governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, no prazo máximo de 15 dias.
A Plastivida faz questão de cumprimentar o Deputado Cherini pela autoria desse PL que certamente trará benefícios imediatos e contribuirá para a conscientização ambiental de toda a população gaúcha.

setembro, 2009
Que filhos deixaremos para o planeta?
ENVOLVERDE - WEB - 29/09/09
Um dos aspectos que mais vem sendo usado como estímulo para atitudes sustentáveis é o apelo à responsabilidade pela herança que deixaremos para nossos filhos e netos.
Há um esforço concentrado para apagar a luz, economizar água, plantar árvores, deixar o carro na garagem, substituir o copo descartável, separar o lixo, dialogar com stakeholders, produzir relatórios de sustentabilidade, participar de eventos e debates sobre o tema, analisar as políticas públicas, acompanhar o cenário internacional, defender a Amazônia.
Para complicar mais ainda, há quem acredite que é preciso fazer tudo isso sem baixar os indicadores de consumo, mantendo o permanente aumento das necessidades produzidas pelo marketing em um mercado que precisa crescer sempre; que é impensável abalar o nível de desenvolvimento econômico desejado, a rentabilidade dos bancos e das empresas, o salário de todo mundo, o volume de carros produzidos, sejam poluidores ou não. Contribuímos para o aquecimento global com a destruição de florestas - coisa de país pobre. Mas também poluímos em função das atividades de produção - coisa de país rico.
Sem falar nas pequenas dificuldades do cotidiano pessoal. O que fazer com a banheira de hidromassagem, seus milhares de litros de água e espuma? E as sacolas de plástico que insistem em nos acompanhar na feira, no mercado, na loja, contendo um volume de compras que não cabe naquela sacolinha fashion, feita de material reciclado, que custou caro à beça, mas não resolve o problema de carregar as compras da família.
E o dia sem carro? Como sair de bicicleta em um dia de chuva, sem chegar ao trabalho em frangalhos, justo no dia de apresentar um importante projeto à diretoria? O carro combina com o status da posição na empresa, a bicicleta não. Fazer o que? Trocar de veículo, de emprego, de postura pessoal? Sem dúvida, reciclar é preciso. Mas já vi gente comprando latinhas extras no super mercado, só para ganhar a competição da reciclagem do lixo.
Desse jeito a conta não fecha. Então a gente compensa. Paga créditos para poluir com a consciência tranqüila, ou calcula o tamanho do estrago pessoal e planta árvores, enquanto seu lobo não vem. Mas a fábula não acabou, e o lobo vem vindo.
Talvez, o envolvimento com estes dilemas esteja nos ocupando tanto, que não resta tempo para percebermos o que vem ocorrendo com nossos filhos e netos. Que exemplos inspiradores praticamos no dia-a-dia da nossa convivência? Será que eles estão acompanhando o que de fato é relevante na atualidade? O que ensinamos a esta gente, para que conduzam novos trajetos de vida no curto prazo? Quem são os filhos que estamos deixando como herança para o planeta? O que precisamos mesmo é de uma profunda mudança de mentalidade, acompanhada de muita inteligência, competência e boa vontade. De onde virá isso?
com algumas poucas providências, que sem dúvida são relevantes, mas que nem de longe dão conta de atender aos desafios com os quais a humanidade está se defrontando. Em primeiro lugar, compreender que um modelo sustentável não se reduz às questões ambientais. Se é na mente das pessoas que se estruturam os modelos desestabilizantes da vida no planeta, então é da mente das pessoas que surgirão as soluções. Ou não. Tudo depende da forma como estas mentes estão se desenvolvendo.A onda da sustentabilidade corre o risco de se reduzir a modelos estereotipados. É preciso tomar cuidado
As soluções para as crises ambientais, econômicas, políticas, sociais passaram a depender de decisões de alcance global. Pela primeira vez na história, temos que nos entender como humanidade, como cidadãos planetários. A raiz dos desafios reside em encontrar parâmetros universais, harmonizar a diversidade, avaliar necessidades de forma equânime, viabilizar providências eficazes para nossos problemas globais. Esta pauta está presente em todas as áreas de atuação, exigindo novas formas de pensar e agir.
Porém, não dispomos destes métodos. Não sabemos bem o que fazer. Nesta circunstância, a primeira providência é admitir que o “não conhecido” é muito maior do que o “conhecido”.
Se não conhecemos as respostas para os desafios da atualidade, é preciso interromper o círculo vicioso, autoritário e pouco inteligente, em que exigimos das crianças e jovens que nos devolvam a resposta certa. Esta postura é mantenedora de modelos. Crescerão como adultos adaptados ao modelo vigente, com pouca capacidade criativa e grande aptidão para repetir mais do mesmo. Caso consigam um emprego, exigirão muito esforço das equipes de RH, que por sua vez, centradas no mesmo modelo ultrapassado, insistem em desenvolver competências que já nem sabem mais para que servem. Este circuito pode ser rompido com ousadia, ética, inteligência, responsabilidade e capacidade transformadora.
O momento exige a criação de novos modelos de trabalho, produção, gestão, uso de tecnologia e das matrizes energéticas. Requer a humanização dos relacionamentos entre as pessoas, culturas e países, além de novas formas de organização social e política que dêem conta de acolher a velocidade do processo de transformação.
Ainda não sabemos fazer isso. Mas teremos que saber. E depende de nós mesmos criarmos estas condições. Em lugar de respostas certas sobre um modelo questionável, estimular e validar a pergunta, a investigação, a atuação ética. São outras inteligências em ação.
Porém, antes de começar a discutir qual a melhor metodologia investigativa, é preciso recuperar a humildade para revisar tudo o que nos parece importante, estável e imprescindível. No mínimo, abandonar posturas e abordagens que nos colocaram nesta encrenca global. A boa notícia é que há alternativas disponíveis. O outro lado da moeda é que essas novas abordagens exigem um alto grau de transformação pessoal, profissional, organizacional, social, e política.
Mas não é isso que ensinamos. O que o jovem tem ouvido sobre o mundo é mais preocupante do que inspirador. O futuro deixou de ser utopia, tornou-se uma dúvida mal formulada. Ninguém merece tanta desesperança.
Recente pesquisa realizada pela MTV apresenta resultados inquietantes. Quando pensam no futuro, os jovens citam o aquecimento global e a falta de água. Mas estas preocupações são ofuscadas por outra pauta. Os atuais campeões nos índices de preocupação da juventude são: violência, desemprego, tráfico de drogas, e fome.
Como se não bastasse, 43% dos jovens brasileiros não conhece a palavra sustentabilidade; 42% nunca ouviu falar em desenvolvimento sustentável. Por outro lado, somente 5% conhece a Carta da Terra, e 3% participa de movimentos ambientais.
É inevitável perguntar: sobre o que estamos conversando com os jovens? Preocupados com o planeta que deixaremos para nossos filhos, nos descuidamos deles.
* Regina Migliori é educadora, advogada, escritora, pioneira no Brasil em projetos de Educação e Gestão centrados em Valores, Ética e Sustentabilidade. Como Diretora Presidente do Instituto Migliori, tem realizado projetos junto a governos, empresas, e instituições de educação. Coordenou o MBA em Gestão com foco em Ética, Valores e Sustentabilidade na Fundação Getúlio Vargas. Estão entre seus clientes: Governo do Estado de Minas Gerais, UNESCO; Polícia Militar do Estado de São Paulo; Banco Real, Grupo Votorantim, Natura, entre outros; é autora de livros, CD-Rom, e programas de e-learning.

setembro, 2009
UTENSÍLIO DE PLÁSTICO
Revista Hotel News – SP - Praticidade e estética motivam o aumento contínuo da demanda
Resistentes, leves, atóxicos e versáteis, os utensílios plásticos não descartáveis são sinônimos de praticidade nos restaurantes, bares e simlares, em diversas áreas de empreendimentos hoteleiros, como na de convenções, nas piscinas, nos spas e nos playgrounds. O mercado oferece peças com designs moderno de diferentes formas, tamanhos e cores, com a aparência equivalente ao vidro, à cerâmica ou à porcelana, com vantagem em relação ao custo-benefício.
O plástico foi inventado a menos de um século e revolucionou a vida moderna. Sua história registra rápida evolução tecnológica delineada pela criação e transformação do material, permitindo a sua aplicação em grande escala, abrangendo diversas áreas produtivas e de consumo. Há poucas semanas foi divulgada mais uma novidade: o desenvolvimento do papel sintético fabricado com plástico descartado pós consumo.
Acompanhando a prioridade mundial da sustentabilidade, são realizadas pesquisas para dar ao material, que é reciclável, a característica de biodegradável.
Apesar do consumo brasileiro do plástico ser reduzido, em comparação aos países desenvolvidos, é cada dia mais comum peças deste material substituírem outras. Mundialmente sua evolução gera novas expectativas porque, além da vantagem no custo-benefício, tem como principal característica manter a forma após a moldagem, informa a Recicloteca (Centro de Informações sobre Reciclagem Ambiente).
Consumo
Pesquisa realizada pela ABIPLAST – Associação Brasileira da Indústria do Plástico, intitulada “Perfil 2008 da Indústria Brasileira de Transformação de Material Plástico”, assevera que o produto está cada vez mais presente em todos os setores e cita que é tarefa difícil especificar a quantidade de plástico utilizado nos diferentes segmentos.
Esta ampla utilização do plástico na vida de todos os setores produtivose em todos os níveis de consumo, revela a sua extrema importância para a economia. O setor “responde por cerca de 8% do PIB nacional”, informa o “Sindicato de Material Plástico do Estado de Santa Catarina”.

setembro, 2009
ICE Europe 2009
De 24 a 26 de Novembro acontece a ICE Europe 2009, exposição da indústria convertedora, em Munique (Alemanha). Com 319 expositores de 19 países o evento reúne as principais novidades equipamentos para a conversão/impressão de filmes e demais substratos de embalagem. Um guia com os expositores e suas novidades pode ser pedido pelo site www.ice-x.com.

setembro, 2009
EMBAQUIM desenvolve embalagem especial de 1.000 litros para exportação de adesivos
Global Research - SP - Home - 23/09/2009
NOVA EMBALAGEM PARA EXPORTAÇÃO DE ADESIVOS INDUSTRIAIS
Inicialmente, o sistema finalista no Prêmio ABRE de Design & Embalagem 2009 será fornecido com exclusividade para a Coim Brasil
A paulistana Embaquim, pioneira na fabricação de embalagens bag-in-box no Brasil, desenvolveu uma estrutura multicamada para o novo bag de 1.000 litros. que está sendo utilizado pela Coim Brasil para a exportação de adesivos poliuretânicos para laminação de embalagens. O projeto foi desenvolvido em parceria com a Alcan Packaging.
Seguindo o conceito do sistema bag-in-box, o novo bag é acondicionado em uma caixa de papelão octogonal, fornecida pela Rigesa, que lhe garante a resistência necessária ao transporte e manuseio. O exclusivo formato octogonal também otimiza a ocupação do contêiner marítimo.
Outras vantagens são a redução significativa de custo em comparação às embalagens convencionais e o aumento de 25% no volume transportado por container. O sistema de embalagem também se diferencia por ser facilmente descartável como resíduo sólido e passível de reciclagem, e dispensar a lavagem pós-uso, comum nos tambores. A Embaquim criou uma linha exclusiva para produzir as bolsas com 2,3 metros de largura. Por suas propriedades barreira e características físicas, cada bag substitui, com eficiência, cinco tambores metálicos.
O novo bag foi especialmente desenvolvido para a exportação de adesivos higroscópicos graças à barreira extrema a luz e a umidade. Mas ele também é indicado para outros produtos que necessitem de barreiras semelhantes.
A nova embalagem de 1.000 litros da Embaquim foi uma das três finalistas na categoria "Embalagem para exportação" da 9ª edição do Prêmio ABRE de Design & Embalagem cujos vencedores foram anunciados no final de agosto em São Paulo.
Fundada há 28 anos, a Embaquim foi pioneira na produção de sistemas bag-in-box no Brasil; ela também produz bag-in-box assépticos e embalagens especiais. Além de produzir os filmes e formar as embalagens em máquinas automáticas, a empresa é responsável pela injeção de peças plásticas usadas no sistema, como bocais e tampas. Hoje a Embaquim fornece para várias indústrias entre elas alimentos, bebidas, químicos, cosméticos e farmacêuticos.

setembro, 2009
O Marketing da contribuição social da embalagem
Mundo do Marketing - RJ - ARTIGOS - 21/09/2009 -
No Brasil calcula-se que mais de 20% dos alimentos produzidos no campo não consegue chegar a mesa dos brasileiros
Por Fabio Mestriner*
A embalagem moderna é resultado de um sistema que envolve materiais, tecnologia, processos, equipamentos, design, marketing, logística e comunicação. Seu objetivo é embalar o produto protegendo-o para que ele possa durar, ser transportado, exposto e comercializado chegando até o consumidor em perfeitas condições de consumo.
Para cumprir seu objetivo, a embalagem recebe o aporte qualificado de vários especialistas que são responsáveis pelas atividades multidisciplinares que ela demanda ao longo de sua existência. Técnicos, engenheiros, designers, profissionais de marketing, especialistas em comportamento do consumidor entre outros, contribuem para o resultado final da embalagem que encontramos no mercado.
Esta visão é importante para compreendermos um pouco a complexidade de uma atividade que movimenta mais de US$ 500 bilhões anualmente no mundo todo impulsionada por uma indústria avançada que processa o vidro, a celulose, os plásticos, o aço, o alumínio e outros materiais para produzir mais de 10 mil itens e componentes diferentes que formam as embalagens. No Brasil, só no ano passado, este setor movimentou 36,6 bilhões de reais, gerando cerca de 150 mil empregos diretos e mais de meio milhão indiretos.
Esta indústria alimenta as linhas de produção e envase nos fabricantes dos produtos que por sua vez abastecem o comércio varejista, os supermercados, e lojas de diversos tipos como farmácias, padarias, armazéns, bares e lanchonetes. Por traz desta operação existe uma cadeia logística de distribuição que entrega os produtos nos mais distantes pontos do país para atender os consumidores das pequenas e grandes cidades.
A embalagem existe para atender as necessidades e anseios da sociedade e tem acompanhado sua evolução provendo soluções compatíveis com o estágio de desenvolvimento em que ela se encontra. As grandes contribuições da embalagem se relacionam com a saúde e alimentação, pois cerca de 62% de todas as embalagens produzidas se destinam a embalar alimentos e bebidas e outros 13% se destinam a embalar medicamentos, vacinas e similares.Não é possível vacinar uma criança ou medicar uma pessoa doente sem a contribuição da embalagem.
Um estudo recente do Europen mostrou que a falta ou a deficiência de embalagem resulta na perda de quase metade dos alimentos produzidos nos países pobres. No Brasil, calcula-se que mais de 20% dos alimentos produzidos no campo não consegue chegar a mesa dos brasileiros. Esta equação trágica atinge as populações mais pobres do mundo todo, pois quanto menos embalagem se utiliza, mais alimentos são perdidos. Ela é decisiva para evitar o desperdício de alimentos.
A embalagem tem, portanto, uma importante contribuição social inclusive depois de utilizada, pois a reciclagem de embalagem no Brasil emprega mais de 500 mil pessoas que tiram desta atividade o seu sustento. Mas nada disso é lembrado ou mencionado na grande parte do que lemos ou assistimos a respeito deste tema, pois a embalagem aparece sempre mostrada, na melhor das hipóteses como um mal necessário e, na pior, como um grande inimigo do meio ambiente.
O marketing é uma batalha de percepção e a percepção que se criou é extremamente negativa a embalagem. Esta percepção tem levado o setor a sofrer constantes ameaças e sanções de todo tipo, pois muitos se sentem tentados a obter o aplauso fácil atacando a embalagem, seus fabricantes e as empresas que as utilizam.
Todos os setores da economia estão sujeitos às leis do marketing e tanto as indústrias que produzem as embalagens como as que as utilizam para embalar seus produtos precisam se conscientizar que esta situação lhes trará grandes prejuízos e transtornos a médio e longo prazo se não começar desde já a ser revertida.
Estamos avançando no século XXI e de uma coisa podemos ter certeza: “a embalagem existe para atender as necessidades e anseios da sociedade” e com ela continuará evoluindo, pois a população mundial continua a crescer, o tempo médio de vida das pessoas está aumentando, elas estão vivendo cada vez mais em grandes cidades e demandando mais embalagens. Sabemos, portanto, que no futuro haverá mais embalagens.
Elas precisarão ser geridas com maior responsabilidade ambiental, sendo recicladas e contribuindo com esta atividade para gerar mais trabalho, valor e renda, evitando que sejam dispostas de forma inadequada no meio ambiente. Este cenário nos indica um futuro promissor para esta atividade tão importante para a sociedade humana desde que seus agentes se conscientizem que precisam além de atuar de forma mais efetiva para reduzir seus impactos ambientais, mudar o discurso e passar a fazer o marketing da contribuição social que a embalagem tem.
* Fabio Mestriner é Professor Coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM Escola Superior de Propaganda e Marketing, Coordenador do Comitê de Estudos Estratégicos da ABRE (Associação Brasileira de Embalagem) e Autor dos livros Design de Embalagem Metodologia Avançada e Gestão Estratégica de Embalagem.

setembro, 2009
Cura por feixe de elétrons
A Antilhas – Soluções Integradas para Embalagem, associada da ABIEF, é a primeira empresa do Hemisfério Sul a instalar o equipamento de cura por EB (Electro-Beam/feixe de elétrons) em uma de suas impressoras flexográficas Comexi. A impressão por EB é um processo a frio, que promove a secagem do material impresso mediante a reordenação das cadeias moleculares, por meio da aplicação de um feixe de elétrons sobre a tinta. O sistema dispensa o uso de fotoiniciadores, minimizando odores residuais, além de ter índices excelentes de cura, independentemente da cor utilizada; ele funciona adequadamente mesmo nos casos em que se precisa de cura em grande profundidade.
Para a geração do feixe de elétrons, cria-se uma diferença de potencial (de 70kv a 150kv) em uma câmara de alto vácuo. Ao atingir o substrato, seja ele tinta, verniz, adesivo ou coating, provoca-se a cura instantânea dos materiais, permitindo a realização imediata de ações de pós-processamento, como refile ou corte e vinco. Mais informações leia a seção Tecnologia do ABIEF Flex ou visite www.antilhas.com.br.

setembro, 2009
Filmes com efeito de aço escovado
A norte-americana Brushfoil, divisão da Interfilm Holdings Inc., desenvolveu uma linha de filmes para decoração de embalagens com um exclusivo efeito de metal escovado que garante total diferenciação ao produto no ponto de venda. O desenvolvimento, que consumiu um ano de pesquisas, também se diferencia por eliminar o “casamento” entre o filme e o substrato.
Jim Parker, gerente da empresa, ressalta o apelo visual afirmando que “foi possível combinar todo o glamour do aço escovado sem parecer que existe um filme, ou seja, com o efeito de no label look”.
A Brushfoil é líder mundial em filmes metalizados. Em 2009, ela apresentou uma linha com 48 gauge (12 micron) de filmes PET metalizados com efeito escovado com as mesmas propriedades técnicas dos filmes tradicionais com 92 gauge (23 micron); eles recebem um tratamento químico em sua superfície que os torna perfeito para laminação em papel ou papelão. Seu preço é competitivo. www.brushfoil.com.

setembro, 2009
Alfredo Schmitt é eleito na presidência do SINPLAST
Revista Plástico Sul - SP - Capa - 16/09/2009
O industrial Alfredo Schmitt seguirá na presidência do Sinplast (Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do RS) no triênio 2009-2012. O empresário, que já coordena a entidade desde janeiro deste ano, foi eleito por unanimidade em eleição realizada na manhã desta terça-feira (15/09), na Fiergs. O pleito - que contou com chapa única de consenso integrada por três ex-presidentes Sérgio Mendes Ribeiro, César Codorniz e Hugo Doormann - elegeu a Diretoria, Vice-Presidências Regionais, Conselho Fiscal e Delegados Representantes na Fiergs.
“Nosso objetivo como Sindicato é principalmente promover a competitividade do setor plástico. Seguiremos também com o trabalho que vem sendo desenvolvido em diversas áreas, que incluem tributação do setor, incentivo à exportação, gestão pela qualidade, defesa do plástico como material útil à comunidade, entre outros assuntos”, destaca Schmitt, que atualmente também dirige a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF), em São Paulo.

setembro, 2009
Setor do plástico prega consciência ecológica
Meio & Mensagem - SP - Campanhas - 16/09/2009
O objetivo do projeto capitaneado pela indústria e criado pela W/ é divulgar os benefícios do material e o uso sustentável das sacolas
ALINE BELLATTI KÜUER
Na semana em que muitas cidades brasileiras sofreram com as pesadas chuvas, enchentes, desmoronamentos, mortes e engarrafamentos, ficou claro que o descaso com o lixo pode trazer prejuízos gravíssimos. Em São Paulo, em meio ao entulho arrastado pela enxurrada, avistavamse materiais plásticos, principalmente sacolinhas, descartadas sem nenhuma preocupação pela população.
É justamente na luta contra esse cenário que a indústria do plástico decidiu lançar uma campanha nacional pregando o consumo responsável. Sua finalidade é ressaltar os benefícios do material, que considera indispensável no cotidiano da sociedade, e a importância do uso consciente.
Desenvolvida pela W/, a comunicação tem criação de Fabio Saboya e Guime Davidson, com direção de criação de Washington Olivetto. Com previsão de estréia para o intervalo do último capítulo da novela Caminho das índias, na sexta-feira 11, a ação tem como mote as sacolas plásticas.
"O fato de iniciar a campanha no último capítulo da trama global já é garantia de um grande alcance", brinca Olivetto.
O filme relata situações diárias em que as pessoas costumam usar sacolas plásticas. Exemplos: proteger-se da chuva, cobrir o braço engessado durante o banho e envolver os pés ao passar por uma poça. Mostra também sua utilização mais tradicional, como saco de lixo. O comercial termina incentivando o consumidor a acessar o site do projeto (www.sacolinhasplasticas.com.br), no ar desde o dia 11, para obter mais informações e esclarecer dúvidas. A Plastivida estampa em seu logo a frase "Recicle suas idéias sobre
sacolas plásticas".
A campanha ainda contempla peças para jornais e revistas de grande circulação nacional. Os anúncios destacam os 3 Rs (reduzir, reutilizar e reciclar) como o melhor caminho para fazer bom uso dos plásticos, apontado por muitos como o vilão do meio ambiente.
O projeto tem aporte financeiro de R$ 7 milhões, vindo de empresas de plástico - principalmente petroquímicas - e outras associações. A campanha deve ficar no ar por um período de 11 meses.
Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida - Instituto Socioambiental dos Plásticos, conta que a idéia vem sendo desenvolvida desde o final de 2007, quando um estudo revelou que as sacolas, que deveriam ter 27 micras de espessura, com resistência para seis quilos, tinham apenas 19 micras. Esse quadro levava ao consumo excessivo, comprovado pela pesquisa.
Segundo Esmeraldo, 75% das pessoas entrevistadas para esse estudo se mostraram favoráveis ao fornecimento do acessório pelo comércio e 71 % consideravam a sacola como forma ideal de transportar as compras. Em novo levantamento, realizado em julho, o cenário permanecia praticamente o mesmo: 69% continuam considerando a bolsa plástica como melhor forma de levar as compras para casa.
Com o resultado, ficou evidente a necessidade de aumentar a resistência dos produtos. Assim, a Plastivida, a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas (Abief) e o Instituto Nacional do Plástico (Inp) se uniram e firmaram parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) - que envolve mais de 75 mil lojas no País -, lançando o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, além de um selo de autenticação da qualidade das sacolas, que, mesmo pesando apenas 4,5 gramas, devem suportar 6.000 gramas.
O projeto de conscientização começou com os supermercados, os postos avançados das campanhas e o núcleo de conscientização, obtendo resultado positivo. Estudo realizado depois de um treinamento piloto revelou que 60,8% dos entrevistados passaram a encher completamente as sacolas. Anteriormente, esse percentual era de 26%.
Paulo Dacolina, diretor-superintendente do Inp, conta que a campanha e o projeto têm o apoio de grandes redes de supermercados, como Pão de Açúcar, G. Barbosa (BA) e Zaffari (RS). O grupo também está em conversas adiantadas com o Carrefour e pretende se aproximar do Walmart, que recentemente lançou a campanha "Saco é um saco", em parceria com o Ministério do Meio Ambiente. Essa ação também tem o objetivo de reduzir o uso de sacolas plásticas e substituir o produto por embalagens sustentáveis.

setembro, 2009
O primeiro anúncio de 30 segundos da nova Campanha publicitária nacional em favor do consumo responsável das sacolas plásticas foi exibido pela TV Globo na última sexta-feira, 11 de setembro, no intervalo do último capítulo da novela “Caminho das Índias”.
O anúncio foi criado pelo publicitário Washington Olivetto, da agência W/, e apresentado por ele, no lançamento da Campanha em 9 de setembro na sede da Abras, como sendo a primeira peça da nova iniciativa da cadeia produtiva dos plásticos, com aporte de R$ 7 milhões em sua primeira fase.
Na ocasião, o presidente da Plastivida, Francisco de Assis Esmeraldo, destacou que a Campanha visa “tirar a discussão sobre as sacolas plásticas do plano emocional para mostrar, com isenção, que estas embalagens são indispensáveis, têm valor e devem ser utilizadas e descartadas de acordo com os princípios dos 3 R’s - Reduzir, Reutilizar e Reciclar”.
O lançamento também contou com as participações do diretor-superintendente do INP, Paulo Dacolina, que apresentou o Selo de Qualidade das sacolas plásticas, e do presidente da Abief, Alfredo Schmitt, que informou que “mesmo diante dos ataques injustificados que as sacolas plásticas têm sofrido através da mídia, elas continuam sendo as preferidas do consumidor”.

setembro, 2009
Jornal de Piracicaba - SP - LIBÂNIA - 09/09/2009 - 00:00:48
Fabricantes de sacolas plásticas, empresas varejistas, petroquímicas e a Petrobras se uniram em torno do objetivo de tentar esclarecer a população a respeito do uso consciente das sacolas e do real impacto do produto ao meio ambiente. A iniciativa, lançada nesta quarta-feira a partir da criação de uma ação publicitária assinada pela agência W/, é uma resposta do setor às diversas campanhas lançadas nos últimos meses que sugerem o fim da utilização das sacolas plásticas nos supermercados.
Considerada por executivos do setor como a primeira oportunidade em que a cadeia se reúne para defender o uso consciente do plástico e se posicionar contra o fim da sacolas plásticas, a iniciativa prevê o lançamento de uma campanha, com orçamento estimado inicialmente em R$ 7 milhões, que deve abranger veiculações em TV, jornais, revistas e internet. "O lançamento da campanha acontecerá oficialmente nesta semana, no último capítulo da novela "Caminho das Índias"", revelou o publicitário Washington Olivetto. "A ideia é que o primeiro impacto (da campanha) seja de grande abrangência", destacou o executivo da W/.
A escolha do horário e do veículo tem explicação. O objetivo é atender o maior número possível de pessoas, que podem incorporar o conceito de uso consciente das sacolas plásticas no dia a dia. "Vamos mostrar que as sacolas têm papel fundamental no cotidiano das pessoas e que o problema (da presença das sacolas no meio ambiente) está no descarte incorreto e na coleta insuficiente de produtos recicláveis", destacou o presidente do Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), Francisco de Assis Esmeraldo, para quem o foco da campanha é educar o consumidor.
A primeira fase da ação publicitária terá duração de dez meses, sendo que os 15 primeiros dias serão focados na veiculação na TV aberta. A campanha também estará presente na TV fechada até o final deste ano e até meados de 2010 em jornais e na internet. "É a primeira vez que temos a cadeia unida em torno de uma campanha sobre o uso do plástico, por isso acredito que após esse primeiro momento a iniciativa pode ser estendida para outros segmentos da cadeia do plástico", afirmou o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Flexíveis (Abief), Alfredo Schmitt. O prazo também pode ser estendido conforme os resultados da campanha.
Além da ação publicitária, as entidades também pretendem ampliar o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, lançado no ano passado com o intuito de orientar os supermercados a estimular o uso sustentável das sacolas plásticas. O Pão de Açúcar, uma das redes varejistas a aderir ao projeto, já reduziu o consumo de sacolas em 35%, segundo a Plastivida. A meta da entidade é reduzir o consumo de sacolas nas redes participantes em aproximadamente 30%.
A preocupação da cadeia, na qual estão desde a fornecedora da matéria prima Petrobras até as petroquímicas como Braskem e Quattor e os fabricantes das sacolas, é o efeito negativo das campanhas antissacola para o setor. "Os números das pesquisas mostram que não houve uma alteração significativa em relação ao uso do plástico, mas temos a preocupação com a divulgação de informações incompletas sobre o assunto", afirmou Schmitt.
Segundo pesquisa Ibope divulgada pela Plastivida, o número de pessoas que consideram o saco plástico como forma mais indicada para o transporte de produtos ficou praticamente estável entre 2007 e 2009, em torno de 70%. A pesquisa também aponta que 100% da população utiliza a sacola plástica para outras finalidades, como saco de lixo, em um mercado que movimentou mais de 16 bilhões de unidades em 2008.
Apesar do forte apelo da sacola plástica junto ao consumidor brasileiro, o setor decidiu se unir e reforçar a imagem do plástico, baseada na economia, praticidade e reciclagem do produto. O evento realizado hoje, que marcou o lançamento da campanha, reuniu transformadores e executivos das petroquímicas, além de representantes do varejo, na sede da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

setembro, 2009
Maxpress - SP - ECOLOGIA E MEIO AMBIENTE - 09/09/2009 - 11:58:29
Com o mote das sacolas plásticas, a campanha pretende chamar a atenção da população para os benefícios dos plásticos à vida das pessoas e para a importância do seu uso responsável na preservação do meio ambiente.
Com o mote das sacolas plásticas, a campanha pretende chamar a atenção da população para os benefícios dos plásticos à vida das pessoas e para a importância do seu uso responsável na preservação do meio ambiente.
Uma campanha para incentivar o uso e o descarte adequados de sacolas plásticas começará a ser veiculada pela mídia nacional no dia 11 de setembro. Com aporte de R$ 7 milhões para a primeira fase - até o final de 2009 - a ação foi desenvolvida pela cadeia produtiva dos plásticos, que se reuniu pela primeira vez para promover a responsabilidade compartilhada e a sustentabilidade.
A campanha foi desenvolvida pela agência W/ e contará com veiculações em TVs, jornais e revistas, destacando os benefícios do plástico e a relevância da questão dos resíduos sólidos urbanos. A intenção é reforçar que a solução desse problema depende da conscientização da sociedade sobre conceitos como o dos 3Rs (reduzir, reutilizar e reciclar as embalagens).
Para que esse posicionamento sensibilize a população, a cadeia produtiva do plástico tem atuado para resolver outra questão - a padronizaçao de sacolas plásticas disponíveis no mercado. Quando fabricadas de acordo com a norma ABNT 14.937, as sacolas ficam mais resistentes e oferecem segurança ao consumidor, que não precisa usar a embalagem pela metade ou utilizar em duplicidade ou triplicidade.
Em 2008, o setor lançou o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas e, com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e de suas correspondentes estaduais, passou a estimular os supermercados a adotar as sacolas dentro da norma. O Programa chegou a diversos estados brasileiros e tem registrado índices significativos de utilização responsável das sacolas. Somente o Pão de Açúcar, já registrou queda de 35% no uso de sacolas em sua rede por todo o Brasil. As redes de supermercados G. Barbosa (BA) e Zaffari (RS) também aderiram.
Sendo assim, a campanha que será lançada na próxima sexta-feira reforçará a importância desse tipo de embalagem na vida das pessoas e mostrará que, com uso responsável, ela oferece conveniência e ajuda na preservação do meio ambiente. Até porque a sacola plástica é uma preferência nacional. Pesquisa realizada pelo Ibope em 2007, e atualizada em junho de 2009, mostra que mais de 70% dos entrevistados acham as sacolas plásticas a forma ideal para transportar suas compras e 100% a reutilizam tanto para o descarte do lixo doméstico, dispensando a compra de sacos para esse fim, quanto para outras finalidades (embalar roupas molhadas, guarda-chuva etc).
A iniciativa da campanha é da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis (ABIEF) e com o Instituto Nacional do Plástico (INP), e conta com o apoio da cadeia produtiva, desde os fabricantes de matérias-primas (resinas plásticas) até os transformadores. O aporte de R$ 7 milhões inclui a campanha nacional e a continuidade do Programa de Sacolas até o final de 2009.

setembro, 2009
Evento homenageia Presidentes e marca lançamento do novo site
Após a reunião de diretoria no início de Setembro, a ABIEF homenageou todos os seus presidentes inaugurando a Galeria de Fotos da entidade. O presidente atual, Alfredo Schmitt, fez um discurso relembrando a importância de todos na criação “de uma Associação forte, voltada para o desenvolvimento da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis e para o fortalecimento da cadeia do plástico”.
Homenagem especial foi feita ao primeiro presidente da entidade, Israel Sverner (gestão 1977 a 1983 e 1989 a 2001). Foram homenageados ainda: Leonidas Alperowitch (gestão 1983 a 1985), Edgard Haddad (gestão 1985 a 1989), Sergio Haberfeld (gestão 2001 a 2005) e Rogério Mani (gestão 2005 a 2009).
Na ocasião, os participantes também assistiram a uma apresentação do novo site que entrou no ar com um visual mais moderno, uma navegação mais amigável e um conteúdo que será atualizado semanalmente. No final, os 40 convidados participaram de um coquetel.

setembro, 2009
Crescimento do Nordeste atrai ABIEF
A IV edição da Embala Nordeste, realizada no final de agosto em Recife (PE), deve gerar negócios da ordem de R$ 800 milhões nos próximos seis meses. O evento reuniu 260 expositores nacionais e estrangeiros (principalmente da Alemanha, Itália e Argentina) que ocuparam mais de 18 mil metros quadrados do pavilhão.
Para a ABIEF, que participou da feira com um estande institucional dividido com seu associado SEGPLAST, a Embala garantiu vários contatos com o mercado local e a prospecção de futuros associados, além de ajudar a difundir informações relevantes sobre o mercado e as empresas do setor.
O Presidente da entidade, empresário Alfredo Schmitt, aproveitou a feira para reunir-se com mais de 20 empresários da região durante um jantar oferecido pela ABIEF. “Nestes eventos buscamos entender as necessidades da indústria local e disponibilizar a máquina da Associação para trabalhar em prol do setor.”
O sucesso da Embala Nordeste é justificado, em parte, pela expansão dos mercados locais de consumo, além da necessidade de uma nova logística de produção e distribuição de produtos por conta da elevação do custo no frete, vinculada à alta do dólar. De acordo com a organizadora do evento, Greenfield, a especulação no valor do petróleo também colabora para a expansão da atividade industrial nas regiões Norte e Nordeste. A cesta básica em Pernambuco, por exemplo, é 15% mais alta se comparada à dos estados que processam e embalam grande parte do que consomem.

Setembro, 2009
(Gazeta do Sul - RS - OPINIÃO - 04/09/2009)
Você já imaginou viver no mundo de hoje sem o plástico? Pare e observe atentamente ao seu redor, com certeza algum material próximo será de plástico. Agora, imagine se a matéria-prima desta peça fosse substituída por outro material em pleno século XXI. Um pen-drive de alumínio? Uma seringa de metal?
Nos dias de hoje, é impossível pensar no bem-estar da população sem os benefícios gerados pela indústria plástica e seus progressos tecnológicos. O plástico é indispensável na infraestrutura atual e do futuro, em tubulações e canalizações, assim como nos meios de transporte, tornando trens, carros, aviões mais leves e, portanto, mais econômicos. Isso sem falar na biomedicina, onde temos seringas, implantes e próteses e, até, um coração artificial de plástico, que mantém o paciente vivo até ser transplantado.
O consumo per capita do material vem registrando taxas de crescimento superiores às do Produto Interno Bruto (PIB). Pelas projeções, até 2010, o consumo anual por habitante, no mundo, será de 33 kg, com crescimento de 10% em relação a 2007, quando era de 30 kg. Ou seja, trata-se de uma indústria que gera 226 mil empregos diretos no Brasil e gera receitas importantes, que, somente em 2008, representaram cerca de R$ 45 milhões.
Esse aumento no volume de transformação de resinas plásticas tem tornado os produtos do setor cada vez mais visíveis e, inclusive, criticados. Sob essa ótica, o plástico tem sido alvo de conceitos equivocados por não ser biodegradável, quando na verdade é inerte e atóxico. Ou seja, o que está errado não é a utilização do plástico, mas sim, o seu descarte inadequado no meio ambiente.
É preciso uma mudança cultural, que mostre às pessoas que o plástico é uma matéria-prima nobre via reciclagem – é o único material 100% reaproveitável. Para desmistificar essa imagem do plástico como vilão e incentivar o descarte correto do material, o Sinplast, em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-Rio-Grandense (IFET), campus Sapucaia do Sul, lança o projeto SustenPlast – RS Plástico Inteligente. A iniciativa está baseada em três pilares: a utilidade do plástico, seu descarte adequado e a reciclabilidade.
Trata-se de uma proposta ousada, que pretende modificar a percepção da opinião pública sobre o plástico. E o primeiro passo está no descarte correto, que além de contribuir com a preservação do meio ambiente, colaborará em muito com a geração de emprego e renda no país.
Júlio Cezar Roedel/Coordenador do Projeto SustenPlast – RS Plástico com Inteligência

Agosto, 2009
O lucro líquido consolidado da Petrobrás no 2º trimestre deste 2009 foi 33% superior ao do 1º trimestre, atingindo R$ 7,734 bilhões. A elevação da produção, a recuperação dos preços do petróleo e seu reflexo sobre as exportações, e a redução das despesas operacionais contribuíram preponderantemente para esse resultado. Enquanto o lucro operacional alcançou RS$ 13,896 bilhões a margem operacional aumentou 7 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.
O volume de vendas do 2º trimestre no mercado doméstico aumentou 10% em relação ao trimestre anterior, atingindo 2,105 milhões de barris por dia. A recuperação da atividade econômica brasileira no período contribuiu para o resultado e influenciou o maior volume de vendas de diesel e gás. A Petrobrás informa ainda que exportou no 1º semestre 708 mil barris por dia (bpd) de petróleo e derivados, resultando em um crescimento de 14% sobre o mesmo período do ano anterior. Com importações de 524 mil bpd, o superávit volumétrico foi de 184 mil bpd, contra 27 mil bpb no 1º semestre de 2009. Contribuíram para este resultado o aumento da produção de petróleo e a redução nas importações de diesel, decorrente da elevação da produção do combustível pelas refinarias domésticas, como resultado do Programa de Maximização de Diesel e da menor demanda do setor agro-industrial. A receita com exportações totalizou US$ 6,208 bilhões, enquanto os gastos com importações somaram US$ 4,906 bilhões, gerando um superávit financeiro de US$ 1,302 bilhão, contra um déficit de US$ 567 milhões no 1º semestre de 2009.

Agosto, 2009
O canadense Daniel Burd, de 16 anos, chamou a atenção do mundo ao descobrir uma bactéria que come plástico, especificamente polietileno. A pesquisa de Burd, fruto de um trabalho para a Feira de Ciências de Otawa, partiu do isolamento dos microorganismos que quebram as cadeias desse material mais precisamente a Sphingomonas e a Pseudômonas, duas bactérias raríssimas que se desenvolvem na natureza e que, ao serem isoladas, são capazes de decompor 43% do PE em seis semanas; o inventor acredita que em outras seis semanas o desaparecimento seja completo. Pelo invento, o menino recebeu um prêmio equivalente a US$ 10 mil em dinheiro e outros US$ 20 mil em bolsas de estudo.

Agosto, 2009
Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) criaram um plástico biodegradável a partir do lixo de usinas de açúcar e de fábricas de suco. O processo é simples: bactérias do solo são superalimentadas em um tanque. O excesso dessa comida se transforma em pequenos grãos, que são acumulados como um estoque de energia. Quando atingem um nível grande o bastante, as bactérias são dissolvidas. O que sobra é um pó biodegradável, que pode ser usado para fazer utensílios e embalagens descartáveis. Uma das vantagens do material é que ele desaparece na natureza em cerca de seis meses, sem poluir. O grande diferencial da produção, por sua vez, está no uso de matéria-prima barata: restos de fruta usadas em suco e bagaços de cana-de-açúcar.

Agosto, 2009
Com o objetivo de promover a reciclagem energética dos resíduos sólidos urbanos e o desenvolvimento sustentável, a Plastivida e a Abrelpe - Associação Brasileira de Empresas de Limpeza e Resíduos Especiais assinaram um Acordo de Cooperação que prevê o início de estudos sobre a viabilidade tecnológica, econômica e política da instalação de usinas de Reciclagem Energética no país, principalmente nos municípios que já não têm espaço para a destinação do seu lixo. A assinatura do Acordo contou com as presenças do deputado federal Arnaldo Jardim, coordenador da Política Nacional dos Resíduos Sólidos; do deputado estadual Rodolfo Costa e Silva, da Política Estadual dos Resíduos Sólidos de São Paulo; do presidente da Abiquim, Nelson Pereira dos Reis e do presidente do Conselho Superior do Meio Ambiente da FIESP, Walter Lazzarini, além de outras autoridades federais, estaduais, municipais, empresários e representantes de ONGs.
A reciclagem com recuperação energética já é uma realidade em vários países. Anualmente, cerca 150 milhões de toneladas de lixo são destinadas para cerca de 850 usinas de combustão com geração de energia elétrica ou térmica, todas adequadas às mais rígidas normas ambientais. O sistema é uma alternativa para solucionar os problemas gerados pelo lixo nas cidades, sobretudo naquelas onde a coleta seletiva é pouco representativa, como acontece no Brasil (8,0%).

Agosto, 2009
Alguns grades de PEAD e de PEBD produzidos pela LyondellBasell do Oriente Médio, uma joint venture da Saudi Ethylene e da Polyethylene Company (SEPC), estão disponíveis para compras online no Alastian. O portal é indicado para pequenos e médios compradores. Para conhecer acesse www.alastian.com ou para mais informações envie um em-mail para cs_asia@alastian.com.
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