nº 36Ano VIII |
Ao mostrar os vários usos das sacolas plásticas, o anúncio descortina uma questão crucial: a falta de educação da população brasileira sobre o descarte correto do lixo.
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Entrou no ar no dia 11 de setembro, em horário nobre na TV Globo (intervalo do último capítulo da novela Caminho das Índias), uma campanha para incentivar o uso e o descarte adequados das sacolas plásticas. Com aporte de R$ 7 milhões para a primeira fase – até o final de 2009 – a ação foi desenvolvida pela cadeia produtiva dos plásticos, que se reuniu pela primeira vez para promover a responsabilidade compartilhada e a sustentabilidade.
A campanha foi desenvolvida pela agência W/ e contará com veiculações em TVs, jornais e revistas, destacando os benefícios do plástico e a relevância da questão dos resíduos sólidos urbanos. A intenção é reforçar que a solução desse problema depende da conscientização da sociedade sobre conceitos como o dos 3'Rs (reduzir, reutilizar e reciclar as embalagens).
Para que esse posicionamento sensibilize a população, a cadeia produtiva do plástico tem atuado para resolver outra questão
– a padronização das sacolas plásticas disponíveis
no mercado. Quando fabricadas de acordo com a norma ABNT 14.937, as sacolas ficam mais resistentes e oferecem segurança ao consumidor, que não precisa usar a embalagem pela
metade ou utilizá-la em duplicidade ou triplicidade.
No final de 2007, o setor lançou o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas e, com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e de suas correspondentes estaduais, passou a estimular os supermercados a adotarem as sacolas dentro da norma. O Programa chegou a diversos estados brasileiros e tem registrado índices significativos de utilização responsável das sacolas. Somente o Pão de Açúcar, já registrou queda de 35% no uso de sacolas em sua rede por todo o Brasil. As redes de supermercados G. Barbosa (BA) e Zaffari (RS) também aderiram.
Como continuidade do Programa, a nova campanha reforça a importância desse tipo de embalagem na vida das pessoas e mostra que, com uso responsável, ela oferece conveniência e ajuda na preservação do meio ambiente. Até porque a sacola plástica é uma preferência nacional. Pesquisa realizada pelo Ibope em 2007, e atualizada em junho de 2009, mostra que mais de 70% dos entrevistados consideram as sacolas plásticas uma forma ideal para transportar suas compras e 100% a reutilizam tanto para o descarte do lixo doméstico, dispensando a compra de sacos para esse fim, quanto para outras finalidades (embalar roupas molhadas, guarda-chuva e etc).
A iniciativa da campanha é da Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, em parceria com a ABIEF e com o Instituto Nacional do Plástico (INP), e conta com o apoio de toda a cadeia produtiva, inclusive as petroquímicas. A apresentação da campanha foi feita na sede da Abras, em São Paulo, dia 09 de setembro com a presença dos líderes das entidades participantes, do publicitário Washington Olivetto, da mídia e de empresários do setor.
A campanha em defesa das sacolas plásticas certamente é um marco na relação de nossa indústria com os demais elos da cadeia do plástico. Não é apenas o valor da campanha que está em jogo, mas o que representa a união das petroquímicas, das entidades e dos transformadores para que essa campanha acontecesse. Pela primeira vez na história de nossa indústria vemos uma ação concreta de união da cadeia do plástico; saímos do discurso, arregaçamos as mangas e empunhamos um projeto definitivo e marcante: os setores se uniram em prol do plástico.
Agora, tudo se encaminha para que a indústria do plástico ganhe massa critica e se posicione com o respeito e importância que lhe fazem jus diante de uma sociedade mal informada e de uma classe política que descobriu o filão da ecologia para ganhar popularidade. Sem contar o oportunismo do varejo que ao declarar guerra às sacolas plásticas, economiza milhares de Reais ao não oferecer este benefício para os consumidores e, pior, ao vender as sacolinhas disfarçadas de sacos de lixo com sua marca própria!
Mas a briga não acaba aqui. Depois das sacolas, outros produtos de nossa indústria serão alvo de críticas. Já vemos um estopim na indústria de brinquedos com a decisão de não usar mais os filmes shrink. E pensar que brinquedos são feitos de plástico... um tiro no próprio pé! Os desafios são e continuarão sendo uma constante. A diferença é que agora estamos fortalecidos e prontos para encarar qualquer batalha.
Precisamos estar atentos ainda à ameaça das embalagens plásticas importadas. A ABIEF inclusive já está agindo para que o setor não seja pego de surpresa. De concreto temos que a balança comercial do setor de embalagens como um todo foi deficitária no primeiro semestre de 2009 e pela primeira vez em sua história. O desequilíbrio veio justamente do aumento da importação de embalagens plásticas. Dos US$ 203,9 milhões importados no período, quase 63% foram de embalagens plásticas. Embora o setor não seja exportador por natureza – apenas 5% da produção total são exportados – esta balança sempre foi superavitária.
Mas também resolveremos esta questão com a competência que nos é peculiar. Só precisamos nos manter unidos e alinhados a um discurso pró-ativo e a projetos eficientes. Já passou da hora das retóricas; agora que existe, a cadeia produtiva do plástico só precisa de ações!
Alfredo Schmitt,
Presidente
Atenção para os transformadores Por ocasião da Embala Nordeste 2009 o Presidente da ABIEF, Alfredo Schmitt, reuniu-se em Recife com um grupo de transformadores da região. O objetivo: discutir a integração da cadeia do plástico em nível nacional e desenhar um modelo de gestão que contemple os problemas regionais. O jantar aconteceu no dia 24 de Agosto na churrascaria Boi Preto.
Como apoiadora da Embala Nordeste a ABIEF participou do evento com um estande institucional de 50 m²; a associada de São Paulo, Segplast, também participou em um Box de 12 m². A Embala fechou com um balanço bem positivo: negócios da ordem de R$ 800 milhões nos próximos seis meses e 260 expositores nacionais e estrangeiros (principalmente da Alemanha, Itália e Argentina) que ocuparam mais de 18 mil metros quadrados do pavilhão.
Para atender à crescente solicitação de expositores nacionais e internacionais, a Brazil Trade Shows (BTS) realizará a Fispal Bahia 2009 – Feira Internacional de Produtos, Embalagens, Equipamentos, Acessórios e Serviços para a Alimentação, em Salvador, entre os dias 27 e 30 de outubro.
Por conta da importância do estado na economia do Nordeste, a ABIEF firmou um acordo com a BTS que prevê um desconto especial para os associados participarem na Ilha dos Flexíveis, uma
área de 180 m² que será ocupada pelo estande institucional da Associação e por 10 empresas associadas que disporão de um espaço de 15 m² cada; o valor da participação é praticamente simbólico.
Paralelamente à feira a BTS realizará, em parceria com a Abea (Associação dos Engenheiros de Alimentos), o I Circuito Brasileiro de Engenharia de Alimentos cujo objetivo é levar conhecimento e capacitação aos engenheiros de alimentos e aos demais profissionais da área por meio de palestras, além de promover negócios. A intenção é que, depois da feira, a programação seja levada para outras regiões do Brasil.
Informações sobre a Fispal Bahia no portal www.btsmedia.biz e sobre a Ilha de Flexíveis da ABIEF com Esmeralda pelo e-mail esmeralda@abief.com.br.
Rodrigo More,
doutor em direito pela USP e consultor jurídico da ABIEF
Quando ouvi falar sobre a "possível proibição de sacolas plásticas", daquelas usadas em supermercados, da campanha "saco é um saco", pensei imediatamente estar diante de uma daquelas ideias iluminadas de salvação do mundo de seus males, pelo menos dos males visíveis. No passado, o vilão da vez na mídia ambientalista eram as garrafas PET que insistiam em boiar e conferir um colorido mórbido às já poluídas águas de rios e córregos de São Paulo. A culpa era da garrafa, do fabricante, de quem quer que fosse, menos de quem as lançou lá.
A solução era sua extinção ou a penalização do fabricante como um criminoso ambiental. Sim, no ápice dos excessos, houve quem propusesse no Congresso Nacional um projeto de lei para tornar criminosos ambientais produtores, importadores, distribuidores e comercializadores de embalagens, responsabilizando-os pelo descarte, ou na perspectiva realista da experiência das garrafas PET, pelas embalagens terem "ido parar" por meios próprios na paisagem paulistana. Calma: o projeto de lei foi arquivado em 2008. Atenção: virão outros.
A bola da vez é a sacola plástica. Reciclável como a garrafa PET, a sacola plástica cumpre uma "função econômica" em seu segundo ciclo de uso: saco de lixo na cozinha, no cestinho do banheiro, do lavabo e, mais recentemente, encontrou-se a utilidade como "luvas" para recolhimento de dejetos de cãezinhos no passeio público.
O Estado precisa investir sim em educação ambiental e muito mais em educação no sentido amplo. Todos somos responsáveis pela proteção ao meio ambiente, indústria, distribuidores e usuários. Não nos esqueçamos dos usuários! A proibição de sacolas plásticas do tipo camiseta, aquelas de supermercado, não é solução milagrosa nem irá redimir o amplo uso popular. É preciso investir em educação ambiental. Proibir não resolve, mascara a questão.
A produção ou comercialização de sacolas plásticas não pode ser proibida por lei. Sob o ponto de vista estrito da lei, a livre iniciativa de produção e comercialização de sacolas plásticas é protegida pela Constituição como toda e qualquer atividade lícita no Brasil, aliás, protegida como um dos fundamentos da República já no artigo 1º, IV da Constituição, reforçado no artigo 170, que trata da ordem econômica e financeira do Estado.
Da mesma forma, a Constituição protege o meio ambiente em seu artigo 225, com especial destaque à obrigação de "promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente".
Saco não é simplesmente um "saco"! Saco é legal (constitucional) e nos proporciona uma excelente oportunidade de debates amplos, abertos e tecnicamente fundamentados em torno de novas tecnologias, da educação ambiental e do avanço de consciência, alteridade e respeito ao próximo dentro de nossa sociedade.
A norte-americana Brushfoil, divisão da Interfilm Holdings Inc., desenvolveu uma linha de filmes para decoração de embalagens com um exclusivo efeito de metal escovado que garante total diferenciação ao produto no ponto de venda. O desenvolvimento, que consumiu um ano de pesquisas, também se diferencia por eliminar o "casamento" entre o filme e o substrato.
Jim Parker, gerente da empresa, ressalta o apelo visual afirmando que "foi possível combinar todo o glamour do aço escovado sem parecer que existe um filme, ou seja, com o efeito de no label look".
A Brushfoil é líder mundial em filmes metalizados. Em 2009, ela apresentou uma linha com 48 gauge (12 micron) de filmes PET metalizados com efeito escovado com as mesmas propriedades técnicas dos filmes tradicionais com 92 gauge (23 micron); eles recebem um tratamento químico em sua superfície que os torna perfeito para laminação em papel ou papelão. Seu preço é competitivo. www.brushfoil.com.
A Antilhas, associada da ABIEF, é a primeira empresa do Hemisfério Sul a instalar o equipamento de cura por EB (Electro-Beam/feixe de elétrons) em uma de suas impressoras
flexográficas Comexi. A impressão por EB é um processo a frio, que promove a secagem do material impresso mediante a reordenação das cadeias moleculares, por meio da aplicação de um feixe
de elétrons sobre a tinta. O sistema dispensa o uso de fotoiniciadores, minimizando odores residuais, além de ter índices excelentes de cura, independentemente da cor utilizada; ele
funciona adequadamente mesmo nos casos em que se precisa de cura em grande profundidade.
A tecnologia, desenvolvida especialmente para a indústria de embalagens com sistemas flexográficos ou offset, pode ser utilizada para realizar a cura de vernizes e tintas em uma ampla variedade de substratos de papel ou polímeros. O equipamento também faz a cura instantânea em alta velocidade (500 metros por minuto) de adesivos e laminados.
Mas este tipo de cura só é possível com o uso de tintas especiais como a EasyRad, desenvolvida pela TechnoSolutions, empresa brasileira voltada à inovação tecnológica. Com patente internacional requerida recentemente, a nova tinta de impressão flexográfica apresenta custos operacionais muito próximos aos das impressões com tintas à base de solventes, facilidade de manipulação, elevação da qualidade da impressão e estabilidade de processo e alta velocidade de impressão.
Segundo Wilson Paduan, diretor-técnico da TechnoSolutions, as impressões com EasyRad também oferecem maior resolução e são mais limpas e contrastadas. A nova tinta permite, ainda, a obtenção de um processo mais estável, com redução de aparas e tempos de ajuste das máquinas, além de melhoria expressiva da qualidade de impressão.
Outra inovação incorporada pela Antilhas no processo de cura EB é o uso do verniz Miracure EB Coating, da Henkel, que substitui a tradicional estrutura laminada de embalagens flexíveis, possibilitando a utilização de apenas uma camada protegida pelo novo produto. Ele é aplicado à temperatura ambiente e curado a frio, gerando economia de energia; também é livre de solventes. Além dessas vantagens, o custo do metro quadrado do processo de produção de embalagens diminui em até 30% para os clientes. www.antilhas.com.br
A ABIEF é uma das primeiras entidades setoriais do Brasil a ter seu informativo, o Flex, impresso no papel sintético VitoPaper, da Vitopel, pela gráfica Sky, indicada pelo próprio fabricante. Produzido a partir de material plástico descartado pós-consumo, além das vantagens ambientais, o papel também consome menos tinta na impressão. Ele é feito com a mesma tecnologia usada na produção dos filmes de polipropileno biorientado (BOPP); a diferença é que contém entre 10% e 20% de outros tipos de polímeros em sua composição.
O resultado é um material resistente, similar ao papel couché, que permite a escrita com canetas esferográficas, canetas de ponta porosa e lápis, e a impressão pelos processos off-set plano ou rotativo. Sua espessura também é mais fina, ele proporciona um excelente acabamento gráfico, durabilidade e resistência a água e a contaminantes líquidos.
Duas linhas de BOPP da Vitopel, com capacidade nominal mensal de 1.500 toneladas, estão reservadas para a produção do VitoPaper em escala comercial. O novo material é
um desenvolvimento conjunto da Vitopel, do Departamento de Engenharia de Materiais da Universidade Federal de São Carlos (DEMa
– UFSCar) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do
Estado de São Paulo (Fapesp) que consumiu três anos de pesquisas.
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EXPEDIENTE: ABIEF FLEX, publicação bimestral da ABIEF – Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas Flexíveis – Av. Brig. Faria Lima, 2.081 – 3º and. – cj. 32 – 01452-908– São Paulo – SP – Tel.: (11) 3032-4092 – Fax: (11) 3032-2021 E-mail: abief@abief.com.br. Site: www.abief.com.br. Edição e Redação: LDB Comunicação Empresarial. Tel.: (11) 4412-0813. E-mail: ldbcom@uol.com.br. Editora Responsável: Liliam Benzi – Mtb 19.352. Projeto Gráfico e Editoração: Saulo Pacheco – Formato Design Tel.: (11) 3061-2231. E-mail: formato.sp@terra.com.br. Impressão: Sky Artes Gráficas do Brasil Tiragem: 7.000 ex.
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